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Qualifi cação Profi ssional
Soldador no Processo MAG
Introdução à metrologia
A ciência das medições surgiu a partir do desenvolvimento do comércio há alguns sé-
culos. Porém, desde a época primitiva, o homem já questionava maneiras de controlar 
o mundo à sua volta. Em meados do século XVI, as primeiras unidades de medida 
eram baseadas em partes dos corpos dos reis, o que causava muita confusão. 
Com o passar do tempo, técnicas cada vez mais baseadas em evidências científi cas 
foram criadas e sistemas de medidas estabelecidos, entre eles o métrico, com seus 
múltiplos e submúltiplos. 
Essa é a história que você vai conferir nesta parte do curso. Bons estudos!
Surgimento da metrologia
Imagine-se em um restaurante self-service. Após colocar a comida, você leva o prato 
até a balança e confere quantos gramas pesou. O total a ser pago vai variar de acor-
do com a quantidade de alimentos no recipiente e com o valor por quilo cobrado pelo 
estabelecimento. Nesse momento, você pode até não perceber, mas está em uma 
situação na qual os princípios da metrologia são aplicados. Mas, afi nal, o que essa 
palavra signifi ca? 
O Vocabulário de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia, publicado pelo 
Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), defi ne 
a metrologia como um campo científi co que “abrange todos os processos teóricos e 
práticos relativos às medições, qualquer que seja a incerteza, em quaisquer campos 
da ciência ou da tecnologia”. 
O conceito pode parecer complexo. Para compreendê-lo, contudo, basta pensar em 
aspectos corriqueiros da vida. Ao conferir as horas no relógio, você terá o resultado 
de uma medição: a do tempo. Ao tomar um táxi, comprar um quilograma de carne ou 
abastecer o carro você também utilizará medições. Na indústria, a metrologia exerce 
papel fundamental, já que as peças e as ferramentas precisam ter medidas exatas. 
Essa precisão só é obtida com a utilização de instrumentos cujas funções você estu-
dará mais adiante.
O início
Algumas pessoas talvez imaginem que os processos de medição sejam recentes, por 
conta da aplicação em tecnologias avançadas, porém são mais antigos do que se 
pensa. Desde os primórdios, o homem já comparava objetos e elementos da nature-
za para tentar compreender fenômenos como as fases do dia, por exemplo. Para se 
ter uma idéia, algumas medidas são citadas até mesmo na Bíblia Sagrada. 
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Os primeiros padrões, criados na Idade Média, eram baseados em partes dos corpos 
dos soberanos para tornar mais ou menos parecidas as regras comerciais entre os 
países. Isso foi essencial para que as mercadorias tivessem um padrão mínimo. As-
sim, surgiram o côvado (medida de três palmos de uma pessoa) e o cúbito (distância 
do cotovelo à ponta do dedo médio), entre outras. Mas, como as pessoas têm tama-
nhos diferentes, logo o modelo foi abandonado.
 
Côvado
A partir do século XIX, surgiu o Sistema Métrico Decimal, cuja principal medida é o 
metro. Na mesma época, um documento denominado Convenção do Metro (CM) foi 
assinado por 17 países com o objetivo de possibilitar as discussões sobre questões 
relativas ao tema entre os governos participantes. 
Poucos anos após a Convenção do Metro, foi criada a Conferência Geral de Pesos 
e Medidas que reúne, a cada quatro anos, os 18 atuais países membros da CM. O 
Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), órgão responsável por manter as 
defi nições, guardar os padrões internacionais das unidades de medida e estabelecer 
uma forma global de colaboração entre os países também surgiu no período. 
No Brasil, a defi nição do metro foi aprovada e regulamentada pela ABNT e pelo Inmetro 
em 1983, durante a décima sétima Conferência de Pesos e Medidas. A resolução 3/84 
diz que: “O metro é o comprimento do trajeto percorrido pela luz no vácuo durante um 
intervalo de tempo de 1/299.792.458 de segundo. 
Perceba que o avanço científi co tornou viável a relação comercial entre os países, 
contribuindo para desenvolver economicamente as nações. Isso só foi possível a par-
tir das atualizações dos sistemas visando à internacionalização das informações e à 
ampliação do quadro de unidades, inclusive do Sistema Métrico, que passou a ser 
chamado Sistema Internacional de Unidades (SI) em 1960. 
O SI é um sistema que abrange não só as medidas necessárias ao comércio e à in-
dústria, mas também relacionadas ao desenvolvimento científi co e tecnológico. Pode-
-se dizer que a partir do estabelecimento do SI, a metrologia se tornou uma ciência 
mais ampla. 
Confi ra agora os desdobramentos da ampliação do quadro de unidade do Sistema 
Internacional com a inserção de múltiplos e submúltiplos. 
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Múltiplos e submúltiplos
Você conheceu todo o processo que culminou no estabelecimento da metrologia como 
uma ciência. Viu que foram realizadas muitas modifi cações para se chegar a um sis-
tema que agregasse todas as unidades necessárias ao uso na indústria, no comércio 
e em outros setores da sociedade. 
Essas ações foram importantes porque contribuíram para tornar os cálculos menos 
complexos e a escrita de grandes números mais amigável. Veja como isso foi possí-
vel. Imagine que você mora na cidade de São Mateus e queira ir de carro até a capital 
do Estado, Vitória. Como está com pouco dinheiro, você precisa estimar a distância 
entre as duas cidades e quanto vai gastar de combustível para decidir se é mais viável 
ir mesmo de automóvel ou de ônibus. Nesse caso, o cálculo envolve duas grandezas 
(distância e volume) e duas unidades de medida (quilômetro e litros), próximos temas 
de estudo neste material. 
Nesse exemplo, a distância entre São Mateus e Vitória é de aproximadamente 222 qui-
lômetros. Mas, se o cálculo fosse feito em metros, unidade da qual deriva o quilômetro, o 
resultado seria por volta de 222.000,00 metros. Um número muito amplo, não é mesmo? 
Por meio desse exemplo, você pode notar a importância dos múltiplos e submúltiplos. Eles 
estabelecem grandezas e unidades adequadas para cada tipo de cálculo e possibilitam o 
trabalho com números bem menores.
Transformação de unidades 
Mas como é possível transformar as unidades do metro para tornar um cálculo mais 
adequado? Primeiro, é importante saber que os múltiplos dessa unidade de medida 
são mais utilizados para grandes distâncias e os submúltiplos para pequenas.
A transformação é feita da seguinte maneira: se quiser alterar o valor para unidades que 
estão abaixo do metro nesta tabela, é preciso multiplicá-lo por 10. Quando forem unidades 
que estão acima, você deve dividi-lo por 10. 
Prefi xo(m) Símbolo (m) Fator Representatividade do Fator
yottametro ym 1024 1 000 000 000 000 000 000 000 000m
zettametro zm 1021 1 000 000 000 000 000 000 000 m
exametro em 1018 1 000 000 000 000 000 000 m
petametro pm 1015 1 000 000 000 000 000 m
terâmetro tm 1012 1 000 000 000 000 m
gigâmetro gm 109 1 000 000 000 m
megâmetro mn 106 1 000 000 m
quilômetro km 103 1 000 m
hectômetro hm 102 100 m
decâmetro dam 101 10 m
metro (unidade) m 1 1 m
decímetro dm 10-1 0,1m
centímetro cm 10-2 0,01m
milímetro mm 10-3 0,001m
micrômetro μm 10-6 0,000 001m
nanômetro nm 10-9 0,000 000 001m
picômetro pm 10-12 0,000 000 000 001m
femtômetro fm 10-15 0,000 000 000 000 001m
attômetro am 10-18 0,000 000 000 000 000 001m
zeptometro zm 10-21 0,000 000 000 000 000 000 001m
yoctometro ym 10-24 0,000 000 000 000 000 000 000 001m
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Introdução aos conceitos fundamentais
Depois de conhecer toda a evolução da metrologia, chegou a hora de entender 
alguns conceitos que são fundamentais para o trabalho de medição. As áreas às 
quais a metrologia presta importantes serviços e, principalmente, as grandezas e 
suas unidades correspondentes são os temas de estudo nesta unidade. Não deixe de 
conferir.
Grandezas fundamentais
O mundo é constituído por formas físicas que ocupamlugar no espaço, têm tamanho, 
forma e dimensões palpáveis e, portanto, podem ser medidas. Também é formado por 
elementos que interferem em nosso cotidiano, mas que não possuem uma forma visí-
vel, como os sentimentos. 
Com o objetivo de classifi car as formas físicas, o homem defi niu as grandezas, carac-
terísticas que determinam as proporções dos elementos e utilizam como referência 
as unidades de medida conceituadas pela metrologia, a partir de técnicas e cálculos. 
O exemplo de uma lata de refrigerante pode ser útil para entender melhor esse con-
ceito. Imagine esse recipiente: sua característica pode ser defi nida pela grandeza 
comprimento, qualitativamente diferente de outras formas (massa, por exemplo) e 
quantitativamente determinável (pode ser expressa por um número).
Perceba, então, que uma grandeza precisa necessariamente ser associada a uma 
unidade para ser defi nida. Por isso, não faz sentido tentar medir a quantidade de uma 
grandeza com uma unidade de outra. Mesmo quem nunca freqüentou um curso de 
metrologia não pensaria em medir a extensão de um terreno em quilogramas ou o 
comprimento de uma rua em litros. Portanto, a partir dessa diferenciação, concluímos, 
que grandeza é a característica que pode ser medida e unidade de medida é o que 
quantifi ca. 
Essas unidades você vai conhecer agora acessando as próximas informações.
Principais grandezas e unidades de medida
Seu objeto de estudos anterior foram as grandezas. Você viu que elas foram criadas 
para oferecer maior precisão aos processos de medição. Agora, conheça algumas 
grandezas e suas respectivas unidades de medida, pois estes conteúdos são impor-
tantes para a realização deste curso. São elas: área, volume, grandezas angulares e 
massa. 
Área
A área é a medida de uma superfície. Podemos defi ni-la a partir da relação entre os 
comprimentos dessa superfície em metro, sua principal unidade de medida. O resul-
tado é obtido em metro quadrado (m2). 
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Veja o exemplo:
Qual é a área do fundo de uma piscina que mede 12 metros de comprimento por 7 de 
largura? A resposta é obtida multiplicando-se os valores. 
12m x 7m = 84 m2
Volume
O volume é a grandeza que caracteriza a quantidade de espaço físico tridimensional 
que determinado corpo ocupa. Seu produto é obtido por meio dos comprimentos da 
base de um recipiente multiplicados pela sua altura.
Inicialmente, a unidade de medida dessa grandeza defi nida pelo Sistema Métrico De-
cimal era o litro. Atualmente, apesar de o litro permanecer como uma das unidades do 
SI, é recomendada a utilização do metro cúbico (m3).
Então, como se defi ne o volume de um aquário que mede em sua base o comprimento 
maior de 0,60m; o menor de 0,35m e a altura de 0,30m? Simples. Multiplicando-se os 
três valores. O resultado será dado em metros cúbicos.
0,60m x 0,35m x 0,30m = 0.063 m3
Grandezas angulares
Nesta parte do curso, você vai conhecer alguns aspectos das grandezas angulares, 
principalmente as defi nições dos tipos de ângulos e a realização das quatro opera-
ções matemáticas utilizando essa grandeza. Primeiramente, conheça o que é o ângu-
lo. Vamos lá?
Ângulo
Imagine um relógio de parede. Observe que ele se divide em doze horas e que cada 
hora possui sessenta minutos. Agora, pense nos ponteiros desse relógio e em como 
eles partem do centro do objeto e chegam até a representação dos números nas ex-
tremidades. 
Pois bem, para conhecer ângulos, é só imaginar que os ponteiros de um relógio são 
semirretas que partem de um centro e vão até certo ponto formando uma unidade de 
divisão do ângulo, chamada grau (aquele mesmo que utilizamos para medir a tempe-
ratura é cujo símbolo é º). 
Perceba que o relógio forma doze semirretas e que cada intervalo representa uma 
hora. Com os ângulos, ocorre a mesma coisa. Eles se dividem em graus que vão de 
um até 360. Essas 360 semirretas são reconhecidas como divisões de uma circunfe-
rência. No caso do relógio, cada divisão em hora equivale a 30º. Esse é o resultado 
da divisão de 360 por 12. 
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Então, a defi nição de ângulo pode ser entendida como a distância entre a abertura de 
duas semirretas que partem do mesmo ponto de origem e formam um arco. 
Agora, você vai estudar os principais tipos de ângulo. Vamos começar pelo agudo.
Ângulo agudo
Este ângulo mede menos de 90º. Confi ra a fi gura. 
Ângulo reto
Ângulo reto é aquele que mede exatamente 90º.
Ângulo obtuso
 É todo ângulo que mede mais que 90º e menos que 180º.
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Ângulo raso
Este ângulo mede exatamente 180º.
Ângulo nulo
O ângulo nulo ocorre quando a semirreta não se desloca do ponto de referência das 
divisões do ângulo, o zero. 
Massa
Uma das grandezas fundamentais da física é a massa, que pode ser defi nida como 
qualquer quantidade de matéria em um corpo que ocupa um lugar em determinado 
espaço. 
Vários experimentos científi cos permitiram chegar a uma especifi cação da unidade 
da massa, representada pelo quilograma (Kg). Seus submúltiplos são o grama (g), o 
miligrama (mg). O múltiplo é a tonelada (t).
Áreas de atuação
Em um mundo globalizado, no qual o ritmo de produção e comercialização de merca-
dorias é intenso, a metrologia destaca-se como importante ferramenta de pesquisa, 
desenvolvimento e distribuição de produtos e serviços. 
A demanda por serviços nas áreas de segurança, saúde e meio ambiente também 
tem crescido devido ao aumento de consciência das pessoas, hoje mais preocupadas 
com o exercício de seus direitos como cidadãs e consumidoras.
Conceitualmente, a metrologia divide-se em duas áreas de atuação: a primeira é a 
legal e a segunda é a científi ca e industrial. A legal tem o objetivo de proteger o consu-
midor, assegurando que bens e serviços atendam plenamente as especifi cações téc-
nicas mínimas que garantam sua qualidade. Isso ocorre por meio da regulamentação 
dos instrumentos de medição e da fi xação de marcas de conformidade nos produtos. 
No Brasil, o Inmetro é o órgão responsável por essas ações. 
A metrologia científi ca e industrial é responsável pelo desenvolvimento da ciência das 
medições e contribui para o crescimento da indústria por meio do incentivo à inovação 
tecnológica. 
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Veja que a metrologia é uma ciência que possui um papel importante em inúmeras 
atividades humanas, interferindo tanto no intercâmbio comercial e tecnológico quanto 
na vida de cada cidadão. 
Introdução aos instrumentos
Chegou o momento que você estava esperando. Nesta unidade, você vai conhecer 
alguns dos principais instrumentos de medição, tanto os de comprimento quanto os 
angulares. 
Seu objetivo será selecionar, ler e manipular corretamente esses instrumentos, en-
tre eles a escala, o paquímetro, o micrômetro, o relógio comparador, o esquadro e o 
transferidor de ângulo. Bons estudos!
Escala
A escala, também conhecida como régua graduada, é um dos mais simples e utili-
zados instrumentos para medir distâncias. Seu uso está geralmente vinculado aos 
processos de fabricação, manutenção e comércio de produtos.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 281211 29 300
Pelas semelhanças dos nomes, você pode até pensar que a régua graduada é aquela 
de plástico que se utiliza na escola. Porém, a que é usada na área de mecânica é feita 
de aço carbono ou aço inoxidável e têm a forma de uma lâmina na qual as medidas 
são gravadas. Sua função é semelhante à da régua de plástico, a diferença está no 
material utilizado na confecção e a maior precisão da marcação de sua escala.
Formatos
Existem alguns formatos de escala, dos quais o mais conhecido é o da régua sem 
encosto. Além deste, há modelos úteis para realizar medidas com boa precisão em lo-
cais de difícil acesso. A forma da leitura é idêntica em todos os tipos de régua. Confi ra 
os principais formatos:
Réguas com graduação
• Régua sem encosto: comum em medidas linearesexternas.
• Régua com encosto interno: utilizada para medição de rebaixos internos. 
• Régua de profundidade: própria para medição de rebaixos externos.
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Réguas sem graduação
• Régua com fi o retifi cado: útil para verifi car uma superfície plana.
• Régua plana: específi ca para a verifi cação de peças sem retilineidade (empenadas).
Como medir no Sistema Internacional
Como o próprio nome sugere, o Sistema Métrico Decimal divide cada medida inteira 
em dez partes iguais. O metro se divide em 10 partes de um decímetro (1dm) que, por 
sua vez, se divide em 10 partes iguais correspondentes a um centímetro (1cm). 
Note que a régua que antes possuía como referência apenas a marcação do metro, 
agora possui uma marcação a cada centímetro. E, assim, se quiser melhorar a pre-
cisão da régua é só dividir cada centímetro em 10 partes iguais, cujos comprimentos 
serão de um milímetro (1mm). 
Réguas mais precisas podem ser obtidas dividindo cada milímetro em duas partes. 
Porém, não existe na tabela de conversão de magnitudes do SI um prefi xo para esse 
tipo de medida. Nesse caso, representa-se cada uma dessas medidas como meio mi-
límetro, cinco décimos de milímetro ou, ainda, zero vírgula cinco milímetros (0,5mm). 
Como Medir no Sistema Britânico
A graduação de uma régua de acordo com o Sistema Britânico pode se dar de duas 
maneiras: em polegadas milesimais ou em polegadas fracionárias. No curso, porém, 
você vai estudar apenas a segunda forma de medição que é a mais usual. 
Polegadas Fracionárias
A divisão em polegadas milesimais não é o tipo mais adotado pelas nações em que o 
Sistema Britânico é predominante. Nesses países, o método de divisão da polegada é 
por submúltiplos de “base 2”, também chamado de Sistema Binário.
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”
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As medidas menores do que uma polegada são obtidas a partir da seguinte lógica: 
uma polegada é dividida por dois e origina duas “meias-polegadas”. Cada meia pole-
gada, ao ser dividida por dois, dá origem a dois “um quarto de polegada”. Cada “um 
quarto” de polegada, quando dividido por dois, dá origem a dois “um-oitavos” de po-
legada.
E, assim, cada parte é dividida por dois sucessivamente. Esta é a lógica de divisão da 
polegada fracionária. No caso da régua graduada, esse processo é feito geralmente 
até 1/64 avos de polegada.
A medição com régua graduada em polegadas fracionárias é diferente daquela feita 
com a régua graduada, conforme o SI, não só pela unidade a ser utilizada, como tam-
bém pela forma de representação numérica.
A representação em polegadas fracionárias não pode ser feita com números que pos-
suam casas decimais e sim com algarismos inteiros, frações ou números mistos (com-
binações de números inteiros e frações).
O metro articulado é um instrumento de medição linear, fabricado de madeira, alumí-
nio ou fi bra. 
No comércio o metro articulado é encontrado nas versões de 1 e 2m. 
Leitura do instrumento 
A leitura das escalas de um metro articulado é bastante simples: faz-se coincidir o zero 
da escala, isto é, o topo do instrumento, com uma das extremidades do comprimento 
a medir. O traço da escala que coincidir com a outra extremidade indicará a medida. 
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Exemplo: 
O comprimento da rosca, segundo a ilustração, mede 2 cm, ou seja, 0,02 m. 
O diâmetro do parafuso, segundo a ilustração, é de ½”.
Conservação 
• Abrir o metro articulado de maneira correta. 
• Evitar que ele sofra quedas e choques. 
• Lubrifi car suas articulações 
Trena 
O mais elementar instrumento de medição utilizado em caldeiraria é a trena graduada. 
É usada para tomar medidas lineares, quando não há exigência de grande precisão. 
Para que seja completa e tenha caráter universal, deverá ter graduações do sistema 
métrico e do sistema inglês. 
Sistema Métrico 
Graduação em milímetro (mm). 1mm = 1
1000
 m 
Sistema Inglês 
Graduação em polegadas ( “ ). 1” = 1
12
 pé
12
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A trena graduada é construída de aço, tendo sua graduação situada na extremidade 
esquerda. É fabricada em diversos comprimentos: 2m, 3m, 5m, 10m, 20m, 30m etc... 
As trenas de pequeno comprimento apresentam em sua extremidade, um gancho que 
permite medições com um único operador, Istoé, sem a necessidade de um elemento 
auxiliar. As de maior comprimento possuem um elo em sua extremidade. 
Algumas trenas possuem o zero um pouco deslocado de sua extremidade. Nestes 
casos devemos cuidar para que o ponto zero coincida com a extremidade da peça 
que se quer medir. 
A trena graduada apresenta–se em vários tipos. Por exemplo, o modelo de trena com 
fi ta convexa e plana. A convexidade destina–se a dotar a trena de maior rigidez, de 
modo a permitir medidas na vertical, de baixo para cima. 
Características da Boa Trena Graduada 
1. A trena deve ser de aço; trenas de fi bra não devem ser utilizadas. 
2. Ter graduação uniforme. 
3. Apresentar traços bem fi nos e salientes. 
Conservação 
1. Evitar quedas e contato com ferramentas de trabalho. 
2. Evitar dobrá–la ou torcê–la, para que não se empene ou quebre. 
3. Limpá–la após o uso, para remover a sujeira. 
Trenas. Fonte: www.induspar.com 
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m
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Trena graduada (graduação universal) 
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Paquímetro
O paquímetro é um instrumento, geralmente feito de aço inoxidável, que permite me-
dir, de forma mais precisa do que a régua graduada, as dimensões lineares de profun-
didade, internas e externas de uma peça. Os paquímetros mais utilizados apresentam 
uma resolução de 0,05mm; 0,02mm; 
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"1 ou 001”. 
Composto por duas escalas, uma fi xa e uma móvel, o paquímetro faz leituras em mi-
límetros (mm) e em polegadas (inches) fracionárias ou milesimais. Possui uma peça 
móvel, denominada cursor, que é ajustada à régua e se desloca por suas escalas para 
indicar o valor da dimensão tomada, permitindo a leitura na menor divisão da escala. 
Confi ra na fi gura as principais partes de um paquímetro.
Tipos 
Existem tipos de paquímetros que atendem às mais diversas demandas de medição. 
Veja agora os três principais modelos. 
Paquímetro universal
Este é o modelo de paquímetro mais utilizado em medições internas, externas, de 
profundidade e de ressaltos. Sua principal característica é a fl exibilidade de posições 
que oferece para as medições. 
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Paquímetro universal com relógio
Similar ao modelo universal, este paquímetro possui um relógio acoplado ao cursor 
para facilitar a leitura e agilizar a medição.
Paquímetro digital
Controles estatísticos podem ser feitos com o paquímetro digital. Este instrumento 
é ideal para leituras rápidas e evita os erros de paralaxe, que você vai estudar mais 
tarde.
Paquímetro interno
A função deste instrumento, que pode apresentar haste simples ou com gancho,é 
medir a profundidade de furos não vazados, rasgos e rebaixos. Veja, a seguir, a dife-
rença entre os dois modelos.
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Princípio do Nônio ou Vernier
O nônio é um mecanismo móvel que desliza sobre a escala fi xa do paquímetro e é uti-
lizado em conjunto com esta para tornar a medida mais precisa. Ele utiliza um princí-
pio que é imprescindível para a realização da leitura, por isso você irá estudá-lo antes. 
O nônio possui uma divisão a mais que a unidade da escala fi xa. Em alguns paquímetros 
que utilizam o Sistema Métrico, o nônio conta com dez divisões equivalentes anove 
milímetros (9 mm). Logo, há uma diferença de 0,1 mm entre o primeiro traço da escala 
fi xa e o primeiro traço da escala móvel. Na imagem abaixo, há um paquímetro fechado 
com destaque para o nônio e a escala fi xa. Perceba a precisão do instrumento.
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Cálculo de resolução
As diferenças entre a escala fi xa e a escala móvel de um paquímetro podem ser cal-
culadas pela resolução, que é a menor medida oferecida pelo instrumento. Utiliza-se a 
seguinte fórmula para o cálculo da resolução: 
Resolução = 
NDN
UEF
Em que 
UEF = unidade da escala fi xa
NDN = número de divisões do nônio
1mm
10 divisões
= 0,1 mmResolução =Nônio com
10 divisões
Resolução =Nônio com
20 divisões
Resolução =Nônio com
50 divisões
1mm
20 divisões
= 0,05 mm
1mm
50 divisões
= 0,02 mm
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Leitura do paquímetro
Agora que você já aprendeu o Princípio do Nônio ou Vernier, conheça como é feita a 
leitura do paquímetro tanto no Sistema Métrico quanto no Sistema Inglês. 
Sistema Métrico
O procedimento para a leitura do paquímetro no Sistema Métrico é o seguinte: na 
escala fi xa observe que a leitura anterior ao zero do nônio corresponde à leitura em 
milímetro. Em seguida, você deve contar os traços do nônio até o ponto em que um 
deles coincidir com um traço da escala fi xa. Depois, é só somar o número lido na es-
cala fi xa ao número no nônio. Para compreender o processo de leitura no paquímetro, 
confi ra alguns exemplos de leitura.
• Escala em milímetro e nônio com 10 divisões:
 
1mm 0,1 mm
10 div.
Resolução: UEF
NDN
 = = 
• Escala em milímetro e nônio com 20 divisões:
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Soldador no Processo MAG
• Escala em milímetro e nônio com 50 divisões:
Sistema Inglês
A leitura do paquímetro no Sistema Inglês é feita em polegada milesimal ou em pole-
gada fracionária. Veja o procedimento para os dois tipos de leitura.
Leitura de polegada fracionária
Como você já viu, a escala fi xa do paquímetro no Sistema Inglês é graduada em mi-
lésimos de polegada e em frações de polegada. Para realizar a leitura com valores 
fracionários, é preciso fazer um complemento por meio do mecanismo do nônio. Para 
utilizá-lo, calcule sua resolução com a fórmula abaixo. 
Resolução = 
Resolução = 
Menor divisão da escala fixa
Número de divisões do nônio
Número de divisões do nônio = 8
Menor divisão da escala fixa em polegada = 
1”
16
1”
16
8
Resolução = 
Assim, cada divisão do nônio vale
1
16
1
16
1
8
1
128
1”
128
Duas divisões corresponderão a ou e assim por diante.2”
128
1”
64
8.. = =X
20
Qualifi cação Profi ssional
Soldador no Processo MAG
Observe o exemplo abaixo. Note que o zero (0) da escala fi xa ultrapassou a marca 
de 
4
"3 , mas não coincidiu com o traço subseqüente do nônio. Logo, observe qual 
traço do nônio concordou com a escala fi xa que, nesse caso, foi o traço correspon-
dente a 
128
"3 . 
Exemplo 1:
Para a leitura fi nal, some as duas medidas obtidas na escala fi xa e no nônio.
21
Qualifi cação Profi ssional
Soldador no Processo MAG
Exemplo 2:
Leitura final = 
Portanto, 
Não temos como simplificar a fração , logo 
teremos esse valor como leitura final.
3 3
4
Leitura da escala fixa = 3”
4
96 + 3 99
128128128
= =+
3 5
16
29”
29
128128
= =+ 24 5
128128
+1 1
128
1
>
Exemplo 3:
Portanto, 
Leitura da escala fixa = 1”
16
6 6
16
14
128128
= =+ 8
128128
+1
 Simplificando a fração 
 teremos como leitura final .7”
64
14
128
>
22
Qualifi cação Profi ssional
Soldador no Processo MAG
É importante observar que, sempre que possível, as frações deverão ser simplifi cadas.
Você deve ter notado que fazer a leitura do paquímetro em polegadas fracionárias 
exige grande trabalho mental. Para facilitar a leitura desse tipo de medida, siga os 
procedimentos descritos abaixo.
1º passo - Verifi que se o zero (0) do nônio coincide com um dos traços da escala fi xa. 
Se coincidir, faça a leitura somente na escala fi xa.
2º passo - Quando o zero (0) do nônio não coincidir, verifi que qual dos traços do nônio 
coincide com um traço qualquer da escala fi xa.
3º passo - Verifi que na escala fi xa quantas divisões há antes do zero (0) do nônio.
 4º passo - Sabendo que cada divisão da escala fi xa equivale a
2 8
16 32
=== 4
12864
1
e com base na leitura do nônio, escolha uma fração da escala fi xa de mesmo deno-
minador. Por exemplo:
64
3”
64
4”=>Leitura do nônio fração escolhida da escala fixa 
Leitura do nônio 
128
"7 fração escolhida da escala fi xa 
128
"8
5º passo - Multiplique o número de divisões da escala fi xa (3º passo) pelo numerador 
da fração escolhida (4º passo). Some com a fração do nônio (2º passo) e faça a leitura 
fi nal.
23
Qualifi cação Profi ssional
Soldador no Processo MAG
Confi ra exemplos de leitura utilizando os passos descritos acima.
a)
Escala fixa
0” 1”
0 4 8
1/128 in
1"
16
6"
128
Nônio
1° passo ZERO do nônio não coincidiu com um dos dois traços 
da escala fixa.
2° passo 
3° passo 1 divisão
4° passo fração escolhida
5° passo 
3”
64
=+ 3”
64
3”
64
7”
64
4”
64
4”
64
1
=>
=>
=>
=>
=> X
b)
escala fixa
2” 3”
0 4 8
1/128 in
8"
16
4"
128
Nônio
24
Qualifi cação Profi ssional
Soldador no Processo MAG
1° passo ZERO (0) do nônio não coincidiu com um dos traços 
da escala fixa.
2° passo 
3° passo 2 + 8 divisões
4° passo fração escolhida
5° passo 
3”
28
=+ 3”
128
3”
128
2 67”
128
2” + 8”8
128
8”
128
=>
=>
=>
=>
=> X
Colocação de medida no paquímetro em polegada fracionária
Para abrir um paquímetro em uma medida de polegada fracionária, é preciso observar 
algumas etapas. 
1º passo: verifi que se a fração possui denominador 128. Se não, a substitua pela equi-
valente com denominador desse algarismo. Por exemplo:
não tem denominador 128.
64
18”
128
25”
128
9”
Acompanhe outro exemplo em que se deve abrir o paquímetro
na medida .
A fração já está com denominador 128.
64
9” =>
Observe que o numerador é dividido por 8, pois esse algarismo corresponde ao nú-
mero de divisões do nônio.
2º passo: Divida o numerador por 8, utilizando o exemplo acima:
3º passo : O quociente indica a medida na escala fi xa. Já o resto mostra o número do 
traço do nônio que coincide com o traço da escala fi xa.
25
Qualifi cação Profi ssional
Soldador no Processo MAG
25”
128
Acompanhe outro exemplo em que se deve abrir o paquímetro
na medida .
O paquímetro deverá indicar o terceiro traço da escala fi xa e apresentar o primeiro 
traço do nônio que coincide com o traço da escala fi xa.
Conservação do paquímetro
Após conhecer todos os procedimentos relativos à operação e leitura do paquímetro, 
é importante observar alguns cuidados para que erros de leitura, como o de paralaxe 
e o de pressão de medição, não interfi ram no trabalho. 
Paralaxe
A graduação do nônio não está no mesmo plano da graduação da escala principal. 
Essa característica pode contribuir para os chamados erros de paralaxe na determina-
ção da coincidência dos traços. Ao realizar a medição, é preciso estar atento quanto à 
direção em que o trabalho é feito para minimizar a possibilidade de ocorrência de erro. 
Isso pode ocorrer dependendo do ângulo de visão do operador já que, aparentemen-
te, os traços da escala fi xa e da móvel coincidem. 
O cursor em que se grava o nônio, por razões técnicas, normalmente tem espessura 
mínima (a) e é posicionado sobre a escala principal. Assim, os traços do nônio (TN) 
são mais elevados do que os traços da escala fi xa (TEF).
26
Qualifi cação Profi ssional
Soldador no Processo MAG
Se colocarmos o instrumento em posição não-perpendicular aos olhos, com os traços 
TN e TEF sobrepostos, cada vista projeta o traço TN em posição oposta, o que oca-
siona o erro. 
Para não cometer o erro de paralaxe, é aconselhávelque a leitura seja feita com o 
paquímetro em posição perpendicular aos olhos.
Pressão de medição
A pressão de medição é um erro que ocorre no paquímetro quando o cursor, que é 
controlado por uma mola, fi ca inclinado em relação à régua fi xa, o que altera o traba-
lho de medição.
Para evitar esse erro, é necessário regular a mola para que o cursor não fi que nem 
muito preso, nem muito solto. Assim, quem operar o paquímetro deve adaptar o ins-
trumento à sensibilidade das mãos. 
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Qualifi cação Profi ssional
Soldador no Processo MAG
Você conheceu nesta parte do curso o paquímetro, os modelos mais utilizados, bem 
como os métodos de leitura desse instrumento. Viu ainda como é importante observar 
algumas dicas para não cometer erros na leitura.
Calibre com Finalidade Multipla
Calibre com fi nalidade multipla
É um instrumento de medição específi co com as seguintes funções:
Verifi cação da garganta da solda.
Verifi cação dos limites de tolerância de 
soldas convexas.
Medição da perna da solda.
Verifi cação de reforço.
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Qualifi cação Profi ssional
Soldador no Processo MAG
Outras funções
Fig. 1 - Medição da es-
pessura de uma chapa 
ou tubo.
Fig. 2 - Medição da altu-
ra da face da raiz. Fig. 3 - Medição do de-
salinhamento. Fig. 4 - Medição do diâ-
metro de uma barra.
Fig. 5 - Medição do re-
forço.
Fig. 6 - Medição da 
garganta de uma solda 
em ângulo - convexa.
Fig. 7 - Medição da 
garganta de uma solda 
em ângulo - côncava.
Fig. 8 - Medição de uma 
perna de solda.
Fig. 9 - Medição da 
abertura da raiz.
Fig. 10 - Medição de 
uma perna de solda 
com a utilização da 
placa giratória. 
(Ver obs. 4)
Fig. 11 - Medição do ân-
gulo do bisel.
Observação:
1. As fi guras de nos 1 a 8 estão representadas sem as placas giratórias.
2. As fi guras de nos 9, 10 e 11 estão representadas sem a lâmina corrediça.
3. O detralhe ampliado da fi gura 9 mostra o local da leitura na escala pontiaguda. Aproximadamente 
4,8mm.
4. A utilização da extremidade pontiaguda permite avaliar a profundidade de mordedura, cavidade 
e depressões, com boa aproximação, o que não se consegue com a lâmina corrediça, dada a 
largura e espessura de suas extremidades chanfradas.
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Qualifi cação Profi ssional
Soldador no Processo MAG
Voltímetro e a mperímetros para correntes alternada e 
contínua
Alicate Vot-Amperimetro
Amperímetro
A intensidade de uma corrente elétrica é medida do número de elétrons que passam 
por uma seção de um condutor na unidade de tempo. A unidade de medida de inten-
sidade da corrente é o ampère (A). O aparelho usado para medir a intensidade da 
corrente elétrica chama–se Amperímetro.
A escala de um amperímetro indica a corrente que o mesmo pode medir. Ela é normal-
mente dividida em intervalos iguais. Medidas de correntes maiores que o maior valor 
da escala poderão causar sérias avarias ao aparelho. Assim, se um amperímetro tem 
uma escala 0–500 ampères ele só é capaz de medir correntes que não excedam 500 
ampères. Uma corrente maior danifi cará o instrumento.
Embora a escala de um amperímetro seja de 0–500A, sua escala utilizável (fi g. 12.49) 
será de aproximadamente 20–480A. Isso porque quando o amperímetro indicar uma 
corrente de 500 ampères, a corrente poderá ser bem maior que 500A. Daí a leitura 
máxima utilizável deve ser um pouco menor que a graduação máxima da escala.
Não devemos ainda nos esquecer de verifi car a ajustagem do zero do medidor. Essa
ajustagem serve para colocar o ponteiro do medidor exatamente sobre o zero, quan-
do não houver nenhuma corrente. Essa ajustagem é feita com uma pequena chave 
de parafuso e deve ser verifi cada todas as vezes que vamos utilizar o amperímetro, 
principalmente se for mudada sua posição. É recomendado, antes do uso e periodica-
mente, submeter os amperímetros a uma calibração.
Voltímetro
Os equipamentos elétricos são projetados para operar com uma certa intensidade de 
corrente, e poderão sofrer danos se a corrente exceder esse limite. Para essa cor-
rente existir e produzir trabalho nos equipamentos é necessária à presença de uma 
30
Qualifi cação Profi ssional
Soldador no Processo MAG
diferença de potencial ou tensão para provocá-la. O valor dessa tensão determina a 
intensidade da corrente. Uma tensão elevada produzirá uma corrente muito intensa, 
enquanto que uma tensão baixa não produzirá corrente sufi ciente.
A unidade de tensão é o volt, e o aparelho utilizado para medir tensão é o voltímetro. 
Sobre o voltímetro valem todas as observações feitas sobre o amperímetro.
Em soldagem, a tensão (volt) e intensidade da corrente (ampere) são parâmetros im-
portantes, tanto que fazem parte do procedimento de soldagem. Valores incorretos de 
tensão ou intensidade de corrente podem resultar em defeitos na solda.
Muitas máquinas de solda possuem voltímetro e amperímetro a ela incorporados,
principalmente no caso de processos mais sofi sticados (TIG, MIG, etc...). A leitura, 
com precisão, requer todos os cuidados anteriormente relacionados. Específi ca e re-
sumidamente, são eles:
• evitar erros de paralaxe; quando a superfície do medidor apresentar uma faixa
• espelhada, devemos fazer a leitura numa posição tal que o ponteiro esteja
• superposto à sua imagem.
• manter o mostrador limpo para evitar erros de leitura devido à má visualização.
• verifi car se a escala do medidor é adequada, usando sempre sua faixa utilizável.
• verifi car se o aparelho é adequado para o tipo de corrente existente: corrente contí-
nua (CC ou DC) ou corrente alternada (AC ou CA).
• verifi car se o medidor está com o zero ajustado e calibrado.
Clinômetro
Clinômetro
É o aparelho usado para medir o ângulo entre um plano inclinado e o plano horizontal 
ou entre uma linha inclinada e o plano horizontal.
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Qualifi cação Profi ssional
Soldador no Processo MAG
Eles indicam no mostrador, em relação ao “zero” da escala (referência), qual é o ân-
gulo de inclinação da superfície em relação ao plano da base (plano horizontal), por 
exemplo:
superfície externa de tubulações, soldagem de tubos ou chapas, elevação de encos-
tas ou taludes e etc.
Os clinômetros portáteis possuem a escala de ângulos de 0ºa 180º, operando em 
desníveis nos dois sentidos.
Gabaritos 
GABARITOS são dispositivos fabricados pelo usuário para verifi car a conformidade 
do serviço com as normas de projeto, quando os instrumentos convencionais não 
atendem às necessidades. São muitas vezes fabricados em eucatex ou similar para 
serem leves e fáceis de manusear. São freqüentemente utilizados para verifi cações 
de embicamentos em chapas de vasos e tanques, alinhamentos de tubulação, etc. 
Na verifi cação de embicamentos de tanque utilizamos um gabarito que consiste e um 
trecho com a mesma curvatura de projeto do casco ou costado. Encostamos o gaba-
rito nas chapas para constatarmos as deformações e seus valores. Deve–se tomar 
todo cuidado para que este gabarito fi que perpendicular à chapa e sobre a mesma 
circunferência. (Fig. 1). 
Para verifi carmos o alinhamento vertical de chapas do costado de tanques ou o ali-
nhamento de tubulações, utilizamos uma régua de grandes dimensões. Apoiamos a 
régua de ambos os lados da solda de tal modo que esta fi que próxima ao meio da ré-
gua. Devemos cuidar para que as informações não sejam incorretas devido ao reforço 
da solda. Para tanto colocamos calços de espessura igual à do reforço da solda ou 
fazemos um dente na régua (Fig. 2). No caso de tubulações não devemos esquecer 
de fazer a verifi cação ao longo de todo perímetro, pois a tubulação pode estar alinha-
da em um plano e desalinhada noutro. 
Os gabaritos devem ser utilizados antes da soldagem para verifi carmos o ajuste das 
peças, e após a soldagem para verifi carmos se as contrações da solda não introduzi-
ram deformações além das permitidas pelas normas e códigos. 
Além dos citados, podem ser criados gabaritos para muito outros casos, como, por 
exemplo, para a verifi cação da ovalização de tubos soldados (com costura). 
Vantagens 
• Dão bonsresultados, desde que fabricamos corretamente. 
• É um processo bastante rápido de verifi cação. 
Desvantagens 
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Qualifi cação Profi ssional
Soldador no Processo MAG
• Só devem ser utilizados em verifi cações repetitivas. 
• Devem ser fabricados com grande precisão. 
alço
Gabarito para verifi cação de embicamentos 
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Qualifi cação Profi ssional
Soldador no Processo MAG
Gabarito
Gabarito
Certo
Errado
Gabaritos para verifi cação de alinhamento

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