Prévia do material em texto
DOENÇAS NEUROLÓGICAS As doenças neurológicas surgem de causas de complexidade variadas. Algumas podem ser resultantes de uma simples deficiência ou excesso de determinados nutrientes. Possuem também causas mais complexas, como neuropatia diabética, acidente vascular cerebral ou trauma. As condições mais complicadas surgem quando há interação de genética om outros fatores, como é o caso da Esclerose Múltipla (EM), Doença de Parkinson (DP), Doença de Alzheimer (DA) e alcoolismo. Sinais de fraqueza são os sinais clínicos mais quantificais das doenças neurológicas. O local da lesão pode ser deduzido por meio de observações de anormalidades estereotípicas e funções dos neurônios motores superiores ou inferiores. Lóbulos frontais fontes de nossas atividades mais complexas. As partes posteriores dos lóbulos frontais estão localizadas juntamente aos neurônios motores. As lesões na parte central dos lóbulos frontais podem apresentar apraxia motora, ou seja, o paciente não consegue realizar uma atividade complexa adequadamente. Lóbulos temporais controlam a função de fala e memoria. São particularmente propensos a convulsões. Lóbulos occiptais reservados para a visão. Disfunções nesse local pode causa cegueira cortical, nessa condição o paciente não tem consciência do que conseguem enxergar. Podem comer pouco por só enxergar um lado do prato. Cerebelo e tronco encefálico podem obstruir o sistema ventricular precipitando uma hidrocefalia e aumento da pressão intracraniana, ameaçando a vida. Outros sinais de hidrocefalia são problemas com equilíbrio, caminhada e anormalidades na coordenação, sonolência marcante e queixas de dores de cabeça que pioram ao despertar. Essas lesões tem consequências na nutrição já que o paciente frequentemente fica incapaz de comer sem correr o risco de aspirar o alimento ou liquido para o pulmão. Medula espinhal lesão da medula espinhal é a causa mais comum da patologia na região, seguido da Esclerose Múltipla e da Esclerose Lateral Amiotrófica. Nervos periféricos afetam a capacidade do individuo em manter a nutrição apropriada. Distúrbios como síndrome de Guillain-Berre (GB) podem resultar na incapacidade de satisfazer as exigências nutricionais. Glândula hipófise e no hipotálamo anormalidades de eletrólitos e metabólicas, secundarias a desregulação de hormônios adrenocorticais, da tireoide e antidiuréticos. Em função do hipotálamo ser o centro regulador da fome e da saciedade, lesões nesse local podem se apresentar como anorexia ou ingestão em excesso. TRATAMENTO Tratamento de alto custo: Equipe multidisciplinar e cuidadores Pacientes neurológicos x desnutrição Avaliação nutricional Importância da terapia nutricional DISFAGIA Frequentemente a disfagia leva a desnutrição em função da ingestão inadequada. Os sintomas incluem babar, engasgar ou tossir durante ou após as refeições; incapacidade de utilizar um canudo. Pacientes com a doença de Parkinson em estagio intermediário ou avançado, EM, Ela, demência ou derrame são passiveis de ter disfagia. PRINCIPAIS DOENÇAS NEUROLÓGICAS · AVC – embólico ou trombólico · Cefaleias · Doença de Alzheimer (mais prevalente 80-90% dos idosos) · ELA (esclerose lateral amiotrófica) · Doença de Parkinson ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL Déficit neurológico focal agudo provocado por alterações nos vasos sanguíneos que suprem o cérebro. Pode ser provocado por isquemia devido a trombos ou êmbolos que interrompem o fluxo sanguíneo ou pela ruptura de um vaso sanguinho com hemorragia para o tecido cerebral. AVC embólico ocorre quando a placa de colesterol é desalojada da veia proximal, percorre ate o cérebro e bloqueia uma artéria. Em pacientes com disfunção no átrio, o coagulo pode desalojar de la e embolizar-se. AVC trombótico a placa de colesterol dentro de uma artéria se rompe. Fatores de risco : · Fatores não modificáveis Idade, sexo, raça e hereditariedade · Fatores de risco modificáveis Hipertensão, hiperlipidemia, tabagismo, diabete, cardiopatias, obesidade e inatividade, uso abusivo de álcool e drogas. Orienteções · Manter uma boa condição nutricional · Avaliar a disfagia · Suporte nutricional enteral/parenteral pode ser necessário Frutas, vegetais, cereais integrais, peixes, leite e derivados TRAUMATISMO CRANIANO Lesão cerebral, fratura do crânio, hemorragia extraparenquimal ou hemorragia dentro do tecido cerebral. Sinais/sintomas: febre, lesão muscular, produção de reagentes da fase hepática aguda, aumento da permeabilidade, cefaleia e tontura. Terapia nutricional Evitar hipercatabolismo (degradação da proteína) e hipermetabolismo (aumento da energia gasta). Jejum – inicio da alimentação com 72h Ambos os modos de terapia devem ser iniciados abaixo das necessidade reais e aumentando gradualmente para alcançar as necessidades nutricionais. ADRENOMIELOLEUCODISTROFIA É uma rara deficiência congênita da anima que afeta o metabolismo da cadeia muito longa de ácidos graxos (VLCFA). Isso leva ao acumulo de VLCFA. O óleo de lorenzo, produto de acido graxo alterado, diminui o nível de VLCFA CEFALEIA OU ENXAQUECA Sindrome de enxaqueca é definida como uma dor episódica, intensa e forte na cabeça. Que dura de 4 a 72h. Geralmente é em um lado da cabeça e piora com o esforço. Pode ser acompanhado de náuseas, distúrbios visuais, olfatória e gustativa. Origem vascular e familiar Estresse, sono, condutas alimentares Dilatação dos vasos sanguíneos durais e fluxo sanguíneo pulsátil que flui e irrigam uma área muito sensível a dor. Terapia nutricional Evitar alimentos que desencadeiam crises, fenilalanina, tiramina, aspartamente, gutamato, nitritos, cafeína e álcool. Ingestão de agua e outros nutrientes adequados, Riboflavinas, coenzima Q 10, Mg e cafeína, ômega 3 e 6, gengibre Manter registro de sintomas e alimentos ESCLEROSE MÚLTIPLA Doença crônica que afeta o SNC e é caracterizada pela destruição da bainha de mielina, cuja função é transmissão de impulsos elétricos. Sinais/sintomas: a EM pode fazer com que a pessoa seja incapaz de escrever, falar ou andar. Terapia nutricional Varias dietas estudas foram vistas como ineficaz. EPILEPSIA É uma condição crônica caracterizada por convulsões recorrentes e não provocadas que interrompem o sistema nervoso. Terapia nutricional A dieta cetogenica pode ser utilizada o tratamento de todos os tipos de convulsões em crianças com epilepsia intratável cujas terapias com medicamentos falharam. Desenvolvida para criar e manter um estado de cetose. O efeito benéfico na epilepsia pode ser causado pela alteração no metabolismo neuronal, as cetonas podem inibir os neurotransmissores e, assim, produzir efeito anticonvulsivante no corpo. Para começar a dieta, o individuo geralmente fica em jejum no hospital por 24 a 72 horas ate que a cetonemia seja produzida. As crianças precisam seguir a dieta por 3 meses antes de apresentar reduções na atividade convulsiva. 3 a 4g de gordura para 1g de proteína DOENÇA DE PARKINSON É uma doença progressiva, debilitante e neurodegenerativa. Caracterizada por movimento lento e reduzido, rigidez muscular, tremor de repouso, instabilidade postural e redução da transmissão de dopamina para o gânglio basal. Envolve uma interação da genética com fatores ambientais, há significativa perda dos neurônios dopaminérgicos na substancia negra, assim como de tirosina hidroxilase, a enzima que limita as taxas de dopamina. Terapia nutricional Recomendar dieta com antioxidante e antinflamatorio. Complicações Baixa capacidade de se alimentar só Disfagia DOENÇA DE ALZHEIMER Condição neurodegenerativa caracterizada por deterioração de memoria e de outras funções cognitivas, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma multiplicidade de alterações comportamentais e psicológicas. Caracteriza-se por perda neural acompanhada pela formação de placas neuríticas e fibrilares, formadas pela agregação da proteína beta-amiloide. · Degeneração de neurônios · Atrofia do córtex cerebral · Comprometimento de sinapses · Reflexos prejudicados · Incapacidadede regeneração neuronal · Doença progressiva O quadro clinico da DA caracteriza-se: · Declínio progressivo da memoria · Dificuldade com a fala · Alterações intelectuais · Perda de habilidades motoras – macha arrastada · Depressão · Alterações de personalidade Fatores de risco: · Idade avançada (>65 anos) · Síndrome de down · Lesão cranioencefalica · Acidente vascular cerebral · Tabagismo · Fatores genéticos · Dieta Manifestações clinicas · Alteração da memoria = perda cognitiva · Evolução progressiva ( possível períodos de estabilização) · Prognostico desfavorável ( perda da memoria recente) · Queixa inicial comum: perda de memoria recente · Distúrbio da linguagem, raciocínio abstrato e função executiva · Depressão, insônia, anorexia · Agitação, delírios, alucinações (visuais e auditivas) Cuidados na fase inicial · Cuidador atento as refeições · Consistencia branda · Pratos coloridos · Refeições fracionadas · Evitar alimentos ricos em gorduras saturadas, sal e açucar · Se a ingestão <70% das necessidade optar por suplementos Cuidados em estados mais avançados · Alimentação bastante diversificada · Preferir temperos naturais · Tamanhos dos alimentos oferecidos não devem engasgar · Preparar refeições com molhos · Manter rotina de horarios e locais para as refeições · Oferecer liquidos frequentemente ESCLEROSE LATERAL AMIOTROFICA (ELA) · Disturbio que acomente a função motora · Ocorre observação progressiva; atrofia e fraqueza muscular; morte dos neuronios · Homens mais afetados · Relação com o cromossomo 21 Sinais/sintomas: fraqueza muscular esqueletica generelizada: atrofia e hiperflexia. Perda da mobilidade, disfagia. Terapia nutricional Evitar desnutrição e desidratação Uso de folato e antioxidantes Complicações Disfagia