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Larissa Cury Rad Melo AUSCULTA CARDÍACA NO FETO Pode ser feita de forma intermitente: BAIXO RISCO: 30/30 min na dilatação e 15/15 min no período expulsivo. ALTO RISCO: 15/15 min na dilatação e 5/5 min no período expulsivo. CARDIOTOCOGRAFIA A cardiotocografia é uma das maneiras que podemos lançar mão para avaliar a vitalidade fetal. Trata-se de um registro gráfico dos batimentos cardíacos do feto. Tem baixo custo e é feito de forma rápida e indolor. A técnica consiste em posicionar a mãe de forma com que um dos eletrodos fique no fundo do útero e o outro onde você encontrou o BCF fetal. Este método tem como principal função avaliar se há sofrimento fetal, ou hipóxia fetal por meio de alguns parâmetros, como: movimentação fetal, batimentos cardiofetais e atividade uterina. É composto por: BCF X CONTRAÇÃO UTERINA X MOVIMENTAÇÃO FETAL. Quais parâmetros saber identificar no exame? 1. LINHA DE BASE: É o batimento cardiofetal médio em 10 min que exclui variações periódicas. O normal é encontrar-se entre 110 bpm- 160bpm. 2. VARIABILIDADE: Oscilações da frequência cardíaca a partir da linha de base devido o SNA simpático. Também pode ser interpretada como a diferença entre o maior batimento cardiofetal e o menor em 1 minuto. VARIABILIDADE SALTATÓRIA: >25 bpm (compressão de cordão umbilical ou hipermovimentação fetal) VARIABILIDADE ONDULATÓRIA: ENTRE 10 E 25 bpm (fetos normais ou fisiológicos) VARIABILIDADE COMPRIMIDA: ENTRE 5 E 10 bpm (droga depressora do SNC, feto adormecido ou sofrimento fetal) SILENCIOSA OU PADRÃO LISO: ENTRE 0 E 5bpm (sofrimento fetal ou hipóxia) Larissa Cury Rad Melo 3. ACELERAÇÕES TRANSITÓRIAS: Vamos contar quando tivermos um aumento do BCF por 15 segundos. Consideramos reativo quando temos 2x por 20 min., ou seja: acelerações do BCF a partir da linha de base, aumentando de 15 ou mais bpm, permanecendo por 15 segundos e ocorrendo 2x durante 20 min. A aceleração transitória é considerada como o melhor parâmetro de cardiotocografia para avaliar a vitalidade fetal: uma vez presente, indica um bom vigor cardíaco fetal. 4. DESACELERAÇÕES: As desacelerações constituem quedas nos traçados cardiotocográficos, demonstradas como quedas na FCF. DIP I: também chamada de precoce ou cefálica. Tem inicio e fim junto da contração. Normalmente esta relacionada a compressão do polo cefálico por reflexo vagal. Ou seja: a contração uterina exerce uma compressão do polo cefálico do feto, ocasionando uma estimulação dos nocirreceptores e promovendo uma estimulação vagal induzindo este à bradicardia. Larissa Cury Rad Melo DIP II: também chamada de tardia ou placentária. Desaceleração tardia faz com que pensemos na possibilidade de um sofrimento fetal. Tem inicio durante a contração e o término é após a contração. A fisiopatologia da DIP II é que com a redução do fluxo uteroplacentário, decorrente de uma contração uterina vigorosa, diminui o fluxo sanguíneo fetal ate um ponto critico. É um feto que já não tem uma boa reserva de oxigênio adequado, e com o fato já mencionado, acaba instalando-se uma hipóxia. DIP III: também chamada de variável ou umbilical. Não tem relação com as contrações, podendo vir antes, durante ou depois as contrações. Esta relacionada com a compressão funicular, podendo representar feto hipóxico ou não. São classificadas em: 1. Favorável: presença de aceleração anterior e posterior à desaceleração, com variabilidade normal. 2. Desfavorável: ausência de aceleração anterior e posterior (antes e depois da desaceleração, formando um “W”), tem alteração da linha de base, duração e profundidade acentuada, associada a padrão comprimido ou liso. Larissa Cury Rad Melo 1. Com base nas cardiotocografias abaixo, avalie: linha de base, variabilidade, BCF, presença ou não de DIP. O que avaliar em uma cardiotocografia? Larissa Cury Rad Melo Larissa Cury Rad Melo Larissa Cury Rad Melo Larissa Cury Rad Melo Larissa Cury Rad Melo Larissa Cury Rad Melo Larissa Cury Rad Melo