Logo Passei Direto
Buscar

Aula 1 - Nocoes de hardware_v1

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Informática para concursos públicos 
Curso Regular 
Aula 1 
Prof. B. Sakamoto 
 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 2 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
 
Olá, seja bem-vindo(a) à aula 1 do Curso Regular de 
Informática para concursos públicos. 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
INFORMAÇÕES INICIAIS .................................................................................. 4 
Apresentação do Professor ........................................................................... 5 
Metodologia de Ensino ................................................................................ 7 
Conteúdo do Curso ..................................................................................... 8 
Cronograma do Curso ................................................................................. 8 
CONTEÚDO DA AULA 1 ................................................................................... 10 
1. INFORMÁTICA PARA CONCURSOS: POR ONDE COMEÇAR? ................................ 11 
1.1 Por que estudar informática? ................................................................. 12 
1.2 Mitos e verdades .................................................................................. 13 
1.3 O que estudar? .................................................................................... 15 
1.3.1 CESPE (CEBRASPE) ........................................................................ 18 
1.3.2 Carlos Chagas (FCC) ...................................................................... 18 
1.4 Como estudar? .................................................................................... 19 
2. COMPUTADORES ....................................................................................... 24 
2.1 Generalidades ..................................................................................... 24 
2.2 Tipos de computadores ......................................................................... 28 
2.3 Hardware ........................................................................................... 37 
2.3.1 Noções de arquitetura de computadores ............................................ 37 
2.3.2 Processamento computacional ......................................................... 41 
2.3.3 Bits e Bytes .................................................................................. 44 
2.3.3.1 Bits ...................................................................................... 44 
2.3.3.2 Bytes ................................................................................... 47 
2.3.4 Noções de hardware ....................................................................... 53 
3. COMPONENTES DE HARDWARE .................................................................... 56 
3.1 CPU ou Processador ............................................................................. 56 
3.1.1 Frequência de operação .................................................................. 57 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 3 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
3.1.2 Computadores de 32 e 64 bits ......................................................... 60 
3.1.3 CPU Multicore ................................................................................ 63 
3.2 Memórias ........................................................................................... 67 
3.2.3 Memória Principal .............................................................................. 68 
3.2.3.1 Registradores ........................................................................ 69 
3.2.3.2 Memória Cache ...................................................................... 69 
3.2.3.3 Random Access Memory .......................................................... 72 
3.2.3.4 Read-Only Memory ................................................................. 74 
3.2.4 Memória secundária ....................................................................... 76 
3.3 Placa-mãe .......................................................................................... 85 
3.3.1 Chipset ........................................................................................ 86 
3.3.2 Barramentos ................................................................................. 88 
3.4 Teclado .............................................................................................. 94 
3.5 Mouse ................................................................................................ 96 
3.6 Monitor .............................................................................................. 97 
3.7 Touchscreen........................................................................................ 99 
3.8 Impressora ....................................................................................... 100 
3.9 Scanner ........................................................................................... 103 
3.10 Unidades de disco rígido .................................................................... 104 
3.11 Drives de mídia removível ................................................................. 106 
3.12 Webcam ......................................................................................... 108 
3.13 Dispositivos de som .......................................................................... 109 
3.14 Modem ........................................................................................... 111 
3.15 Placas de rede ................................................................................. 112 
3.16 Placa de vídeo ................................................................................. 114 
3.17 Outros periféricos ............................................................................. 115 
3.17.1 Mesa digitalizadora ..................................................................... 115 
3.17.2 Projetor .................................................................................... 116 
3.17.3 Unidades de estado sólido (SSD) .................................................. 117 
3.17.4 Leitores biométricos e RFID ......................................................... 119 
3.17.5 Códigos gráficos ........................................................................ 120 
3.17.6 Fontes de alimentação ................................................................ 122 
QUESTÕES COMENTADAS ............................................................................. 125 
 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 4 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
INFORMAÇÕES INICIAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 5 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Apresentação do Professor 
Querida(o) amiga(o) Concursanda(o)! 
 
Bom dia, boa tarde, boa noite e – por que não? – “boa madrugada”!Iniciamos hoje nossa disciplina de Informática para concursos com 
videoaulas. Do momento em que você diz a si mesmo que quer prestar um 
concurso público, uma longa e desafiadora jornada abre-se à sua frente, a qual 
exigirá de você grandes sacrifícios pessoais e materiais; todavia, tenha certeza 
– e isso eu posso adiantar-lhe – valerá muito a pena no futuro próximo! 
Note que no vocativo da frase inicial lhe chamei de concursando(o) – e não 
concurseira(o), como muitos a(o) tratam por aí. Eu já explico a diferença: 
concursando é, pelo menos no meu ponto de vista, uma situação passageira, 
temporária. Você, com COMPROMISSO, DEDICAÇÃO E FOCO (que por sinal é 
nosso lema aqui no CDF!), fatalmente atingirá seu objetivo: o emprego ou cargo 
dos sonhos na Administração Pública. Já o concurseiro, termo pelo qual eu 
mesmo já fui muito chamado por meus antigos professores – é praticamente um 
“profissional dos concursos”, que nem sempre logra a tão sonhada colocação, 
mas vive de certame em certame sem adotar um método eficiente de estudo ou 
mesmo atribuir o foco necessário nos objetivos pretendidos. 
Isso posto, em qual tipo você se enquadra? Concursando ou Concurseiro? Se 
seu perfil for o primeiro, está no rumo e no curso certo, parabéns! 
Meu nome é Braulio Sakamoto, primogênito dos três filhos da Da. Nazaré e do 
Seu Isao. Embora nascido em São Paulo – SP, cedo mudamos para Belém do 
Pará, onde passei a maior parte dos meus anos nos bancos escolares. Filho de 
pais pobres, como a maior parte dos brasileiros, busquei no estudo e no trabalho 
a esperança de um futuro mais digno e confortável, não só para mim, mas 
também para meus “velhos”, como os chamava afetuosamente. 
Ainda sem conhecer nada sobre a Administração Pública ou o mundo dos 
concursos, inscrevi-me em 1996 no Concurso de Admissão à Escola Preparatória 
de Cadetes do Exército, a EsPCEx (www.espcex.eb.mil.br), instituição de ensino 
militar que, como diz o nome, forma os cadetes (i. é, “alunos militares”) que 
frequentarão os diversos cursos de formação de Oficiais Combatentes do 
Exército Brasileiro. 
Na oportunidade, logrei o 1º lugar nacional entre os candidatos daquele certame, 
ingressando, portanto, na EsPCEx em 1997. Cursei em seguida a Academia 
Militar das Agulhas Negras – AMAN, graduando-me na 2ª colocação em Ciências 
Militares, na especialidade Comunicações, no ano de 2001. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 6 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Desde então, tenho trabalhado toda minha vida profissional com 
Telecomunicações, em especial com Tecnologia da Informação (TI) e 
radiocomunicações analógicas e digitais. Em 2004, frequentei um curso de 
Mestrado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), lá obtendo a titulação 
de mestre em engenharia eletrônica e computação e capacitando-me para a 
docência de ensino superior. 
Além disso, realizei muitos outros cursos de especialização e pós-graduação no 
Brasil e no exterior, todos ligados à área de Telecomunicações. No caso da nossa 
disciplina, ressalto minhas certificações Cisco CCNA e ICND, obtidas em razão 
das minhas atribuições junto ao Subsistema de Sensoriamento e Apoio à Decisão 
do SISFRON – Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras do Ministério 
da Defesa (se quiser saber mais sobre o SISFRON, acesse 
www.epex.eb.mil.br/index.php/sisfron ou busque pelos diversos vídeos 
institucionais existentes no Youtube para ter uma ideia da envergadura e 
abrangência desse Programa Estratégico da Defesa Nacional). Ademais, se tiver 
interesse em conferir meu perfil acadêmico-profissional, segue meu currículo 
hospedado na plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/8324610583681546. 
Mas alguém poderá perguntar: “Professor, qual sua experiência em concursos 
públicos?! Bem, além do sucesso no concurso do Exército – onde permaneço até 
hoje –, concorri e fui aprovado (fora do número de vagas) nos concursos de 
Analista de Controle Externo do TCU e técnico administrativo do STJ. Essa foi 
minha fase de concursando, da qual abri mão anos atrás em razão de outras 
prioridades pessoais e profissionais. 
Caso você deseje acompanhar as atualidades relacionadas ao estudo da 
Informática para concursos, siga-me nas minhas redes sociais: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ficarei muito honrado com sua visita e seus comentários. Aproveite a aula, bons 
estudos e forte abraço! 
 
Compromisso. Dedicação. Foco. 
@prof.brauliosakamoto 
Braulio Sakamoto 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 7 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Metodologia de Ensino 
Nosso curso será teórico, mas sem perder a ênfase no que mais importa: a 
cobrança das bancas! 
Você notará que o conteúdo ministrado, embora extenso, não cobre todo o 
assunto (nem um curso universitário cobriria todas as possibilidades!); 
entretanto, tentamos enfatizar ao máximo aquilo que tem sido mais cobrado em 
prova, de forma que você tenha subsídios para resolver a esmagadora maioria 
das questões. 
Todos os temas são acompanhados das videoaulas respectivas; mas note que a 
leitura dos livros digitais (PDF’s) é fundamental, de forma que a videoaula é um 
complemento, um estímulo audiovisual ao conteúdo existente no material 
escrito. 
Todas as nossas aulas serão recheadas de exercícios, algum muito recentes, 
outros mais antigos, mas que devido ao seu caráter “clássico” e instrutivo, são 
mantidos para complementar a teoria ministrada. 
Ainda em relação aos exercícios: todos – eu disse todos! – são comentados. Esse 
é meu compromisso com você: exercício apresentado, exercício solucionado. 
Aqui você não sai com dúvida! 
Sempre que possível, incluirei materiais complementares e as principais fontes 
de onde busco imagens e informações adicionais. Fique à vontade para acessá-
las, caso deseje aumentar seus conhecimentos. 
Outra coisa: sinta-se totalmente livre para tirar dúvidas no site, mandar 
exercícios ou comentar este material: sua opinião é fundamental para nossa 
melhoria. Eu a(o) encorajo a conhecer minhas redes sociais, pois sempre coloco 
materiais e respondo questões atualizadas por lá. 
Por fim, um forte abraço e obrigado pela confiança no CDF Concursos. O nosso 
compromisso é a sua aprovação. 
 
 
 
Prof. B. Sakamoto 
 
 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 8 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Conteúdo do Curso 
Nosso curso de Informática Básica para Concursos com videoaulas é 
voltado àquele concursando que deseja uma preparação mais sólida nesta 
matéria básica. 
Nossa abordagem priorizará dois aspectos importantes: a pertinência temática 
das aulas, seguindo um escalonamento natural dos assuntos, e; a incidência 
desses assuntos nas provas de concursos. Com base nesses critérios, montamos 
uma certa ordem na disposição dos temas, o que facilitará bastante sua 
compreensão global da matéria, caso seja uma(um) novata(o) no assunto. 
Por outro lado, caso já tenha experiência com a informática de concursos (eu 
friso este ponto, pois o que cai nas provas não mede, necessariamente, o 
conhecimento prático de quem lida diariamente com um computador), fique à 
vontade para seguir a ordem de sua preferênciano estudo dos assuntos. 
O conteúdo programático da nossa disciplina está listado abaixo: 
Conteúdo do curso 
 
Aula Assunto 
Aula 1 Conceitos Básicos de Informática/Hardware 
Aula 2 Sistema Operacional Windows 
Aula 3 Sistema Operacional Linux 
Aula 4 MS Excel 
Aula 5 MS Word 
Aula 6 MS PowerPoint 
Aula 7 LibreOffice Calc 
Aula 8 LibreOffice Writer 
Aula 9 Noções de Redes de computadores 
Aula 10 Tipos de redes de computadores 
Aula 11 Redes de comunicação 
Aula 12 Internet e computação em nuvem 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 9 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
 
 
Aula Assunto 
Aula 13 Navegadores Web e Ferramentas de busca 
Aula 14 Correio eletrônico 
Aula 15 Segurança da informação 
Aula 16 Malwares (softwares maliciosos) 
Aula 17 
Acesso à distância a computadores, transferência de 
informação e arquivos e aplicativos de áudio, vídeo e 
multimídia. 
Aula 18 Metadados de arquivos 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 10 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
CONTEÚDO DA AULA 1 
Nesta aula, veremos os conceitos básicos de Informática e de arquitetura de 
computadores, bem como os principais componentes de hardware existentes 
nos computadores atuais. 
Mas antes, veremos no capítulo inicial uma rápida contextualização da nossa 
disciplina nos concursos públicos, ressaltando os assuntos mais cobrados e lhe 
fornecendo algumas dicas preciosas do que estudar e de como estudar nossa 
matéria. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NOTA: SEMPRE QUE UM ATALHO DE TECLADO FOR 
MENCIONADO, AS TECLAS ENVOLVIDAS ESTARÃO ENTRE 
COLCHETES; O SINAL “+” INDICA ACIONAMENTO 
SIMULTÂNEO. EXEMPLO: [CTRL]+[ALT]+[DEL]. 
 
Padronização de siglas 
- Alternate: Alt 
- Basic Input Output System: BIOS 
- Control: Ctrl 
- Delete: Del 
- Internet das Coisas: IoT 
- Random Access Memory: RAM 
- Read-Only Memory: ROM 
- Serial Attached SCSI plug and play: SAS PnP 
- Sistema Operacional: SO 
- Small Computer System Interface: SCSI 
- Tabulate: Tab 
- Zona desmilitarizada: DMZ 
 
 
 
 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 11 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
1. INFORMÁTICA PARA CONCURSOS: POR ONDE 
COMEÇAR? 
Agora que você “incorporou” a vida de concursando e já conhece todos os prós 
e contras das carreiras públicas, vem a pergunta: O QUÊ devo estudar e COMO 
estudar a matéria de Informática para concursos públicos? 
Antes de responder essa pergunta, cabe um pequeno, mas importante, 
preâmbulo... O que é, afinal, essa tal Informática? 
 O termo Informática foi usado pela primeira vez 
pelo cientista alemão Karl Steinbuch em 1957, 
no artigo intitulado “Informática: processamento 
automático de informações” (embora eu saiba um 
pouco de alemão, em respeito a você recuso-me a 
transcrever o título original dessa publicação 
aqui!). Desde então, a informática tem 
frequentemente se confundido com a ciência da 
computação, pois o termo original em alemão 
(Informatik) é geralmente traduzido para outras 
línguas como computação ou ciência da 
computação. 
Hodiernamente, a Academia a define como “o 
estudo da estrutura, dos algoritmos, do 
comportamento e das interações de sistemas computacionais naturais e 
artificiais”, embora não haja unanimidade conceitual. Não raro você verá 
definições como: “a ciência que se dedica ao tratamento automático da 
informação, mediante o uso de computadores e demais dispositivos de 
processamento de dados”. Fato é que a maior parte das definições congregam 
de um mesmo núcleo semântico, que é “o estudo e a aplicação da tecnologia 
da informação aos processos cotidianos”. 
Para nossa disciplina e para o seu concurso, uma definição de informática 
que considero adequada é: 
O conjunto de ciências da informação, cujo objeto de estudo é o tratamento 
racional e automático de informações por meio de computadores e outros 
dispositivos de processamento (guarde bem os termos em negrito!). 
“Professor, por que “conjunto de ciências”? Ainda que a Informática possa ser 
ela própria tratada como ciência, abrange outros campos do conhecimento como 
a ciência da computação, a teoria da informação, a análise numérica e outros 
ramos da ciência da informação (que é vastíssima!). 
Karl Steinbuch, inventor da 
informática (fonte: fanphobia.net) 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 12 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
“Mas se há várias definições possíveis para Informática, certamente as bancas 
não a abordarão conceitualmente...” Ledo engano! Veja o que caiu recentemente 
no concurso de assessor jurídico da EMATER: 
(Assessor Jurídico) A informática trabalha automaticamente com a informação por 
meio da utilização de técnicas, procedimentos e equipamentos adequados, tendo por 
base os computadores. Qual conceito de informática concorda com a descrição 
apresentada? 
(A) Elemento físico utilizado para o tratamento de dados e a obtenção da informação. 
(B) Constituída por uma série de componentes e circuitos eletrônicos, capaz de 
receber, armazenar, processar e transmitir informações. 
(C) Programável, capaz de realizar uma grande variedade de tarefas, seguindo uma 
sequência de comandos de acordo com o que for especificado. 
(D) Tratamento racional da informação, considerada como suporte dos 
conhecimentos humanos e das comunicações nos domínios técnicos, econômicos e 
sociais. 
E aí? Qual alternativa você marcaria? Se você escolheu conscientemente a letra 
D, parabéns. Não há dúvidas em relação ao gabarito oficial, visto que as 
principais palavras-chave do conceito que apresentei anteriormente estão 
presentes na sentença daquele item (tratamento, racional e informação). 
Note ainda que o final da alternativa menciona os “domínios técnicos, 
econômicos e sociais”, os quais podem ser entendidos como os tais “processos 
cotidianos” que citei no núcleo conceitual da Informática (“estudo e a aplicação 
da tecnologia da informação nos processos cotidianos”). É simples ou não? 
Se você errou ou não soube responder essa, ao longo das nossas aulas ficará 
claro o porquê das demais alternativas estarem erradas. Tudo ao seu tempo... 
1.1 Por que estudar informática? 
Porque Informática é uma disciplina básica, presente na maioria dos concursos 
públicos brasileiros. Aliás, a maioria das bancas examinadoras costuma colocar 
em seus concursos pelo menos cinco questões de Informática – o que ressalta 
a importância da matéria. Há casos de bancas, como a Fundação Carlos Chagas 
(FCC), cujos editais chegam ao extremo de eliminar do certame candidatos que 
venham a “zerar” disciplinas ou grupo de disciplinas. Logo, todo cuidado é pouco! 
“Mas Professor, não gosto de computador e não entendo nada de tecnologia!” 
Calma, não precisa se desesperar (ainda!). Mas se for esse o seu caso, tenho 
duas pequenas más notícias: Informática cai demais (despenca!) em concursos 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regularAula 1 
 13 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
públicos, como ressaltei acima, e; futuramente como servidor, você terá direta 
ou indiretamente que usar algum tipo de equipamento ou sistema informacional 
{isso não é problema por ora; seu problema hoje é ser aprovada(o)}. 
Não é surpresa que vivemos em um mundo hiperconectado, no qual boa parte 
de sistemas e arquivos são digitalizados; mesmo dispositivos para os quais 
outrora não se vislumbrava qualquer tipo de operação integrada podem hoje ser 
ligados à Internet (geladeiras, TVs, câmeras e, claro, os celulares são exemplos 
dessa nova geração de dispositivos conectáveis – os famosos IoT –, como 
veremos à frente no nosso curso). Esse panorama massivamente tecnológico se 
estende à iniciativa privada e ao governo, sendo para os profissionais de ambas 
as áreas questão de sobrevivência no mercado atual de trabalho. Pensando 
nisso, reunimos abaixo uma série de mitos e verdades que orientarão seu estudo 
da Informática, com o objetivo imediato de prepará-lo para o concurso público 
e, de forma mediata, fornecer uma base conceitual para seu desempenho 
posterior como servidor/empregado público ou militar da Administração. 
1.2 Mitos e verdades 
1º) “Passo 12 horas por dia em frente de um computador; logo, resolvo 
facilmente qualquer questão de Informática”. 
Mito. Esse é um dos maiores erros cometidos pelos “concurseiros”: achar que 
domina determinada matéria porque faz algo parecido no seu dia-a-dia. É 
inegável que a habilidade à frente de um computador ou a facilidade em 
compreender termos “tecnológicos” a(o) ajudará muito no entendimento da 
nossa matéria. Mas lembre-se: a teoria, na prática, é outra! Você perceberá 
muito rapidamente que existem questões muito básicas de informática (tipo 
“control-C, control-V”), mas a maior parte delas demanda estudo, memorização, 
raciocínio e, por que não, um pouquinho de sorte. Logo, ser um “craque” do 
computador não implica necessariamente em um bom resultado nas provas. 
Duvida? Veja a questão abaixo: 
(CESPE - 2018 - SEFAZ-RS - Assistente Administrativo Fazendário) Assinale a opção 
correspondente ao conceito de entrega sob demanda de poder computacional, 
armazenamento de banco de dados, aplicações e outros recursos de tecnologia da 
informação por meio de uma plataforma de serviços via Internet. 
(A) rede privada virtual 
(B) extranet 
(C) computação em nuvem 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 14 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(D) computação quântica 
(E) zona desmilitarizada, do inglês demilitarized zone (DMZ) 
Gabarito oficial: letra C. 
2º) “Preciso de um computador para estudar informática”. 
Meia-verdade. Usar um computador para treinar certos conceitos de 
informática facilitará – e muito – sua aprendizagem, uma vez que você estará 
estimulando sua memória neuromotora. “Mas Professor, ter um 
computador por perto é indispensável para entender sua matéria e – mais 
importante que isso – acertar as questões na prova”? A resposta é não, e isso 
tem a ver com o 1º mito descrito acima. Grande parte do conteúdo da nossa 
matéria é conceitual, teórico, o que significa a memorização de palavras, 
definições e certas lógicas usadas em computação (veremos isso a seguir na 1ª 
parte desta seção: O que estudar?). Logo, se você dispuser de um computador 
e tempo para usá-lo, estimulo a que empregue todos os recursos disponíveis na 
sua preparação. Do contrário, não se preocupe; nosso livro digital, as videoaulas 
e os fóruns de perguntas serão suficientes para dar-lhe uma boa base teórica, 
que responderá quase a totalidade das questões possíveis de cair em sua prova. 
3º) “Informática é uma matéria secundária, logo devo focar meu estudo 
nos diversos ramos do Direito e outras disciplinas mais complexas”. 
Mito. Minha(meu) cara(o) Aluna(o)! Não existe matéria secundária ou menos 
importante em concursos públicos; se assim fosse, poderíamos tranquilamente 
negligenciar determinado conteúdo e, ainda assim, lograr aprovação no certame 
(costumo dizer que concurso público não tem matéria eletiva!). Lembre-se que 
algumas bancas examinadoras (como a FCC) exigem desempenho mínimo em 
todas as disciplinas para que você tenha sua redação corrigida! 
Se você já fez alguma prova de concurso, deve ter observado que uma (eu disse 
apenas uma!) questão certa ou errada lhe alavanca ou derruba dezenas de 
posições na lista de classificação – as pontuações dos candidatos nos certames 
são extremamente próximas. Portanto, estudar para concursos públicos 
envolve, antes de tudo, uma profunda análise de riscos: dentro de um cenário 
provável de exigência dos conteúdos previstos no edital – e isso vou demonstrar 
para você em seguida – planeje seus estudos cuidadosamente e estude com 
maior profundidade os itens mais frequentemente cobrados. Contudo, não 
negligencie nenhum assunto ou matéria, absolutamente. Uma questão certa ou 
errada poderá ser a diferença entre ter seu nome publicado na lista de aprovados 
ou não. 
4º) “É importante dispor de um bom livro-texto para aprender 
Informática e ser bem-sucedido na resolução da minha prova”. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 15 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Verdade. E nesse ponto entra o CDF Concursos: o livro digital da matéria (não 
somente o da minha disciplina, mas de todos os cursos oferecidos no CDF) 
contempla todo o conteúdo programático exigido no seu edital, acompanhado 
de explicações minuciosas, mapas mentais, exemplos textuais e pictóricos, dicas 
de estudo e leitura complementar, bem como questões atuais comentadas, 
cobradas em concursos recentes (veja, por exemplo, as duas que já analisamos 
juntos até este ponto). O conteúdo do livro é complementado por videoaulas, 
materiais diversos disponíveis na área do aluno e, muito importante, o 
saneamento de dúvidas, via fórum e mensagens destinadas aos professores e 
tutores. Lembre-se que um bom material, aliado a um plano de estudos bem 
feito, potencializa suas chances de aprovação. 
1.3 O que estudar? 
Essa é a pergunta de 1 milhão! Quem já teve a oportunidade de analisar a fundo 
um edital de concurso reparou na enorme quantidade de assuntos cobrados nas 
provas. Eu acredito – e acho que você concordará comigo – na impossibilidade 
de os candidatos de aprofundarem-se em todos os seus itens, até porque o 
tempo entre a publicação de um edital e a prova propriamente dita em geral 
não supera 3 meses. 
Portanto, ainda que você venha estudando regularmente antes do lançamento 
do edital, dê prioridade a certos temas e assuntos que, estatisticamente, são 
mais frequentes em questões de concurso. Explico: embora cada banca 
examinadora tenha sua própria “personalidade” quanto à exigência deste ou 
daquele conteúdo, certos temas-chave aparecem recorrentemente nas provas 
(veremos isso a seguir). 
Os aplicativos de edição de documentos 
(integrantes das suítes Microsoft Office e BrOffice, por 
exemplo) são temas quase certos nas provas. Uma 
vez que estão bem presentes em nosso dia a dia, 
vale a pena aprofundar-se nas questões mais 
teóricas envolvendo esses softwares. Nesse 
particular, dê especial atenção aos editores de planilhas eletrônicas (Excele 
Calc), presença garantida em quase a totalidade das provas de concursos 
aplicadas pelas bancas examinadoras. 
Outro tema muito abordado atualmente pelas questões de concurso são os 
sistemas operacionais mais usados no mundo: Windows e Linux. Logo, eles 
devem necessariamente ter prioridade no seu plano de estudos, pois a 
probabilidade de cair uma questão sobre eles é altíssima, como veremos. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 16 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Outro importante tópico para se estudar é Segurança da Informação. 
Entender o panorama atual das ameaças virtuais e os reflexos danosos nos 
sistemas computacionais em uso é essencial para você ter sucesso nas questões. 
“Professor, quais os assuntos de Informática que aparecem nos editais de 
concursos, afinal?” Relaciono-os abaixo (em ordem alfabética): 
Correio Eletrônico (Clientes de E-mail e Webmail) 
Editor de Slides/Apresentações (MS PowerPoint e BrOffice Impress) 
Editores de Planilhas Eletrônicas (MS Excel e BrOffice Calc) 
Editores de Texto (MS Word e BrOffice Writer) 
Hardware (Dispositivos de armazenamento, memórias e periféricos) 
Internet 
Navegadores (Browsers) 
Pacotes de Aplicativos de Escritório (MS Office, BrOffice e outros) 
Segurança da Informação 
Sistemas Operacionais 
Redes de Computadores 
Note que os assuntos acima são, na verdade, grandes grupos temáticos, que 
se expandem em uma infinidade de tópicos relacionados dentro da estrutura da 
disciplina. Neste curso, abordaremos apenas os temas previstos em seu 
edital, de forma completa e detalhada. Portanto, não se assuste com a 
quantidade de assuntos. 
Prosseguindo, vou apresentar abaixo uma análise estatística da forma com que 
o conteúdo (geral) de Informática tem sido cobrado nas provas das principais 
bancas avaliadoras. “E daí professor, o que eu faço com isso?” Lembra-se que 
mencionamos anteriormente sobre a necessidade de fazer uma “análise de 
riscos” na confecção de seu plano de estudos, com a finalidade de priorizar 
certos assuntos mais frequentemente cobrados? Pois é, como o tempo disponível 
para estudo é em geral escasso, priorizar certos temas é preciso. Note que isso 
não significa que você deva ignorar por completo os demais assuntos! É 
fundamental ler todo o conteúdo previsto, afinal todo ele é passível de 
cobrança nas questões. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 17 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Na figura 1, apresento graficamente a incidência porcentual dos grupos 
temáticos que listei anteriormente, considerando os últimos 5 anos. Note que 
nessa análise inicial ainda não particularizei a exigência das bancas (faremos 
disso em seguida). 
 
Figura 1: Incidência de assuntos nas provas de Informática. (fonte: o Autor) 
O que podemos depreender de imediato a partir dessa figura? Das 5 questões 
(em média) de Informática que você encontrará na sua prova, é muito provável 
que duas ou mais delas versarão sobre sistemas operacionais (Windows e 
Linux), editores de planilhas eletrônicas (Excel ou Calc) ou editores de 
texto (Word ou Writer). 
Note que esses três temas juntos correspondem a mais da metade das 
questões de Informática aplicadas nos últimos 5 anos. Concorda que um estudo 
mais aprofundado desses temas é uma boa estratégia de estudo? 
“Professor, meu concurso é conduzido pela banca x; o gráfico acima ainda se 
aplica?” Vejamos agora a mesma análise, dessa vez para as bancas CESPE e 
FCC. 
2%
3%
4%
5%
7%
8%
8%
8%
17%
18%
20%
0% 5% 10% 15% 20% 25%
PACOTE DE APLICATIVOS: MICROSOFT OFFICE, BROFFICE, OPENOFFICE E LIBREOFFICE
REDES DE COMPUTADORES
EDITOR DE APRESENTAÇÕES - POWERPOINT E IMPRESS
CORREIO ELETRÔNICO (CLIENTE DE E-MAIL E WEBMAIL)
NAVEGADORES (BROWSER)
INTERNET
SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
HARDWARE - DISPOSITIVOS DE ARMAZENAMENTO, MEMÓRIAS E PERIFÉRICOS
EDITOR DE TEXTOS - MICROSOFT WORD E BROFFICE.ORG WRITER
PLANILHAS ELETRÔNICAS - MICROSOFT EXCEL E BROFFICE.ORG CALC
SISTEMA OPERACIONAL
Incidência dos assuntos de Informática nas questões de todas as bancas (2014 - 2019)
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 18 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
1.3.1 CESPE (CEBRASPE) 
 
Figura 2: Incidência de assuntos nas provas de Informática do CESPE. (fonte: o Autor) 
Perceba que sistema operacionais ocupa a liderança isolada dos assuntos de 
Informática mais cobrados pelo CESPE; destaco ainda os temas planilhas 
eletrônicas e navegadores (browsers) que, juntos com o primeiro, 
integralizam cerca de 53% das questões de concurso cobradas no último 
quinquênio pela Banca da Universidade de Brasília. 
1.3.2 Carlos Chagas (FCC) 
 
Figura 3: Incidência de assuntos nas provas de Informática da FCC. (fonte: o Autor) 
1%
2%
3%
4%
6%
10%
10%
11%
14%
16%
23%
0% 5% 10% 15% 20% 25%
PACOTE DE APLICATIVOS: MICROSOFT OFFICE, BROFFICE, OPENOFFICE E LIBREOFFICE
HARDWARE - DISPOSITIVOS DE ARMAZENAMENTO, MEMÓRIAS E PERIFÉRICOS
EDITOR DE TEXTOS - MICROSOFT WORD E BROFFICE.ORG WRITER
EDITOR DE APRESENTAÇÕES - POWERPOINT E IMPRESS
REDES DE COMPUTADORES
CORREIO ELETRÔNICO (CLIENTE DE E-MAIL E WEBMAIL)
SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
INTERNET
NAVEGADORES (BROWSER)
PLANILHAS ELETRÔNICAS - MICROSOFT EXCEL E BROFFICE.ORG CALC
SISTEMA OPERACIONAL
Incidência dos assuntos de Informática nas questões do CESPE (2014 - 2019)
1%
3%
3%
6%
7%
7%
7%
12%
14%
17%
22%
0% 5% 10% 15% 20% 25%
EDITOR DE APRESENTAÇÕES - POWERPOINT E IMPRESS
PACOTE DE APLICATIVOS: MICROSOFT OFFICE, BROFFICE, OPENOFFICE E LIBREOFFICE
CORREIO ELETRÔNICO (CLIENTE DE E-MAIL E WEBMAIL)
REDES DE COMPUTADORES
NAVEGADORES (BROWSER)
INTERNET
HARDWARE - DISPOSITIVOS DE ARMAZENAMENTO, MEMÓRIAS E PERIFÉRICOS
SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
EDITOR DE TEXTOS - MICROSOFT WORD E BROFFICE.ORG WRITER
PLANILHAS ELETRÔNICAS - MICROSOFT EXCEL E BROFFICE.ORG CALC
SISTEMA OPERACIONAL
Incidência dos assuntos de Informática nas questões da FCC (2014 - 2019)
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 19 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Olhe quem está firme e forte na liderança das questões de Informática da FCC: 
sistemas operacionais! Ficou novamente com a medalha de prata o assunto 
planilhas eletrônicas e em 3º lugar aparece editores de texto. Esses três 
assuntos somam 53% das questões que já caíram nas provas de Informática 
da FCC nos últimos 5 anos. 
Em resumo: Sistemas operacionais e planilhas eletrônicas são assuntos 
que você deve dominar, independentemente da banca examinadora. Por outro 
lado, as análises que fiz acima são meramente estatísticas, tendo a finalidade 
de direcionar e priorizar seu estudo (tenha sempre em mente, porém, que as 
bancas são livres para cobrar ou não qualquer tema previsto em edital!). 
“Então Professor, devo estudar todo o assunto do edital?” Meu bom senso diz 
que é melhor conhecer medianamente todos os assuntos previstos no edital 
que dominar profundamente apenasum ou dois temas passíveis de cobrança. 
Logo, estude com atenção dobrada (priorizando em seu plano de estudos) os 
assuntos que mais têm caído em prova, pois as bancas tendem a compor suas 
questões com base na distribuição histórica dos conteúdos mais relevantes. Para 
os demais assuntos, em caso de absoluta escassez de tempo, sugiro deixá-los 
para uma leitura mais superficial dias antes da prova, de forma a reter em sua 
memória recente o maior número possível de conceitos e palavras-chave. Mapas 
mentais, resumos e exercícios-exemplo (falaremos sobre eles oportunamente) 
ajudam nesse processo de “memorização-relâmpago” em vésperas de prova. 
Na seção seguinte, trataremos o “Como estudar” a Informática para concursos, 
dando algumas dicas e ensinado algumas das técnicas de estudo, que facilitarão 
sua vida na hora de resolver as questões da sua prova. 
 1.4 Como estudar? 
Há não muito tempo figuraram na lista de best-sellers do mundo dos concursos 
diversos livros dedicados a ensinar os postulantes a um cargo público a estudar 
– e a passar – em concursos. Eu particularmente nada tenho contra essa 
literatura, pelo contrário! Aprender com os erros e acertos dos outros é sim uma 
forma inteligente e eficiente de progredir. Nesse sentido, cabem algumas 
considerações a respeito: 
Não existe fórmula mágica que substitua o esforço pessoal para 
aprender o quer que seja. Embora cada indivíduo tenha suas 
idiossincrasias, o processo de aprendizado demanda tempo, que varia para 
mais ou para menos em razão de diversas variáveis: as experiências pessoais e 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 20 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
profissionais prévias, os recursos materiais e a 
situação emocional do candidato; a maior ou 
menor complexidade dos temas exigidos; entre 
outros aspectos. 
Não há estratégia/método de estudo 
perfeita(o). O que existe são técnicas 
relativamente “consagradas”, que se adaptam à 
maioria dos candidatos. Compete a você definir, 
em face da sua realidade, quais as técnicas de 
estudo mais eficientes para o seu caso. 
Em matéria de concursos públicos, não há 
milagres. O bom desempenho nas provas decorre 
de um bom planejamento, de disciplina na 
execução do plano de estudos, de um bom 
material didático e de boa orientação no 
entendimento dos conteúdos. Veja no mapa 
mental abaixo da figura 4 – o qual denominei 
“presunçosamente” de mapa da aprovação –, os pontos necessários para uma 
boa preparação (mapas mentais como esse farão parte das nossas aulas e lhe 
ajudarão a memorizar os assuntos). 
 
Figura 4: o meu “mapa da aprovação” (fonte: o Autor). 
Como passa
r 
em concurso
 
público 
SEM ESTUD
AR
Isso não existe! (fonte: o Autor) 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 21 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Mantenha o foco sobre o concurso que deseja aprovação. Alguns cursos online 
fornecem a opção de inscrição do tipo assinatura, onde o aluno tem acesso a 
todo o conteúdo do site. Nem sempre ter a mão inúmeros materiais, para 
concursos os mais variados, é uma boa estratégia de estudo. Lembre-se que o 
tempo é escasso para todo mundo; logo, quando você foca de verdade sobre o 
seu concurso dos sonhos, menos é mais. Além disso, lembre-se do brocardo, 
“quem tudo quer, nada tem”. 
Dito isso, passemos a um rol de dicas e boas práticas para facilitar seu estudo 
e aumentar suas chances de gabaritar as questões de Informática da sua prova. 
Como já frisamos anteriormente, conhecer os componentes de um computador 
ou passar 12 horas por dia na frente de um não significa estar necessariamente 
preparado para realizar uma prova de Informática em um concurso público. 
Além do fato de nossa disciplina evoluir muito rapidamente, as questões têm 
contemplado assuntos cada vez mais teóricos, de forma que estudar 
Informática é algo tão necessário quanto estudar Direito Constitucional ou 
Língua Portuguesa, por exemplo. 
Os “concurseiros” (sempre eles!) normalmente deixam para estudar Informática 
na reta final da preparação, uma vez que se trata de disciplina básica, com pouco 
peso na prova e supostamente mais fácil. Puro engano... Existem candidatos 
avançados em outras disciplinas, por outro lado, que tendem a acreditar que em 
quinze ou trinta dias dominarão os temas de Informática. Atenção! Como 
qualquer outra disciplina cobrada em concurso público, a Informática requer 
dedicação e estudo. Reserve algumas horas semanais em seu plano para estudá-
la. Se o seu concurso exige nota mínima em cada disciplina, independentemente 
da nota global, esse aspecto cresce mais de importância. 
Uma estratégia eficiente para estudar o conteúdo de Informática cobrado no seu 
concurso público envolve as seguintes “boas práticas”: 
Estude o edital. A “lei do concurso” é por diversas vezes negligenciada até 
mesmo por concursandos experientes, o que pode comprometer sua preparação. 
É obrigatória uma leitura cuidadosa do conteúdo programático, dos critérios 
de correção e dos prazos. Se não possui, porém, experiência em decifrar os 
mistérios do edital, assista nossas análises detalhadas em vídeo, que mantemos 
no site do CDF e em nosso canal do Youtube 
(https://www.youtube.com/channel/UCGviiXCHRO2mMhNihpLpA5Q). 
Faça um plano de estudos; identifique os assuntos que já possui certo 
conhecimento e priorize os temas mais cobrados em prova, dos quais você tem 
pouco ou nenhum domínio. Distribua o tempo disponível até a prova pelas 
diversas matérias, estipule um cronograma semanal de estudos e, o mais 
importante, cumpra-o! 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 22 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Leia o livro eletrônico, anotando os pontos importantes ou os que careçam de 
esclarecimento adicional do professor. 
Assista às videoaulas correspondentes e veja se suas dúvidas foram sanadas. 
Importantíssimo! Lembre-se que as videoaulas complementam sua 
preparação, reforçando sua memória audiovisual por meio da entrega do 
conteúdo em um formato multimídia. A assistência delas não substitui de 
forma alguma a leitura cuidadosa do livro eletrônico (se assim fosse, as 12, 13 
horas de videoaulas do curso atingiriam facilmente as 70 horas!). Portanto, 
priorize a leitura do material escrito e use as videoaulas como meio secundário 
de fixar na memória aquilo que você leu. 
Sane o quanto antes suas dúvidas via fórum ou mensagem ao professor/tutor 
da matéria. Aquela dúvida que você deixou para depois pode “materializar-se” 
na forma de questão em sua prova. 
Caso você disponha de tempo e de um computador, pratique na máquina o que 
você acabou de estudar. Mas lembre-se: a máquina não estará disponível na 
hora da sua prova; logo, priorize a resolução de questões de provas anteriores 
a ficar horas treinando no computador. 
Exercite-se bastante, resolvendo questões e simulados, com ênfase nas provas 
anteriores da banca que está conduzindo o seu concurso. 
Faça pequenos resumos e mapas mentais, caso isso facilite sua 
memorização (note que um resumo de 100 páginas tem pouca ou nenhuma 
utilidade, já que não se trata de resumo, mas “cópia” do livro-texto...). 
Reveja frequentemente os conceitos e a terminologia já apresentadosnas aulas 
anteriores; esse procedimento estimulará suas memórias de médio e longo 
prazo, o que é fundamental para a prova. 
Decore os principais termos técnicos utilizados em concursos públicos, nomes 
de botões, menus e ferramentas. Infelizmente, a “decoreba” se tornou muito 
comum nas questões de Informática mais recentes. Então, quando eu pedir a 
você que decore determinado termo (isso estará explícito em nossas aulas), faça 
isso. Não raro as bancas trocam nas questões o nome de um menu ou de uma 
ferramenta por outro termo muito semelhante, levando ao erro o concursando 
mais incauto. 
Caso seu tempo seja muito escasso, deixe por último os assuntos da disciplina 
historicamente pouco cobrados em prova. Isso não significa que você não deva 
ignorá-los, pelo contrário! Leia o material referente a eles poucos dias antes da 
prova, pois isso os manterá frescos na sua memória recente. Dessa forma, 
você ainda terá uma chance razoável de responder corretamente alguma 
questão que se refira a esses temas. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 23 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Por fim, MUITO CUIDADO COM INFORMAÇÕES E E-BOOKS DISTRIBUÍDOS 
NA INTERNET. O mesmo se aplica para materiais antigos e de origem duvidosa. 
Muitos optam pelo caminho mais fácil, adquirindo materiais “pirateados” (além 
de a pirataria ser uma prática criminosa, materiais piratas são geralmente 
incompletos e desatualizados) e documentos diversos que vão achando pela 
rede. É assim que você quer realizar seu projeto de ser servidor/empregado 
público/militar de carreira? Certamente não. Preparar-se bem para qualquer 
coisa na vida tem um custo; e se você acha caro o valor do conhecimento de 
qualidade (como o que o CDF oferece em seus produtos), não queira descobrir 
o preço de uma preparação malconduzida... 
É isso. Após essa “longa” – mas necessária introdução – entremos no nosso 
curso propriamente dito. Vamos juntos? 
 
 
Compromisso. Dedicação. Foco. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 24 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
2. COMPUTADORES 
 
Neste capítulo, veremos os princípios básico de uma máquina computacional, 
com ênfase nos itens “físicos” que a constituem. 
2.1 Generalidades 
Hoje em dia é extremamente raro encontrar quem 
nunca tenha interagido direta ou indiretamente com 
um computador. Mas diferente do que a maioria das 
pessoas pensam, um computador pode ser algo tão 
simples como um ábaco, ou uma máquina 
extremamente complexa, como um cluster (isto é, 
um aglomerado) de servidores operando em 
conjunto para prover serviços de internet. O que é, 
então, um computador? 
A etimologia da palavra computador remete ao 
vocábulo latino computare, isto é, calcular. Tal 
como o nome sugere, computadores são sistemas 
cujo propósito básico é realizar cálculos. Tais cálculos 
são realizados segundo normas preestabelecidas, denominadas instruções. Ao 
processo de cálculo realizado pelo computador, segundo as instruções 
predefinidas, dá-se o nome de processamento. 
Ábaco vs. calculadora 
eletrônica (fonte: canva.com) 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 25 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Em suma, um computador (ou sistema computacional) é uma máquina que 
armazena, recupera e realiza o processamento de dados (ou informações), 
provendo em sua saída um resultado coerente com o conjunto de instruções 
previamente definido. Em sistemas informacionais, o processamento dos dados 
é realizado pelos computadores de forma automática. 
“Professor, por que dizemos que os computadores ‘calculam’, ainda que 
estejamos lendo ou editando um texto, assistindo um vídeo ou ouvindo uma 
música?” 
A ação de “calcular” realizada pelos computadores deve-se ao fato de que o 
processamento por eles conduzido, ainda que tratando textos, sons e imagens, 
é realizado mediante operações matemáticas específicas – a denominada 
matemática booleana (lê-se: “buleana”). Ademais, todos os dados ou 
informações que circulam e são processados nos circuitos de um computador 
são convertidos sinais elétricos discretos (isto é, que apresentam níveis 
definidos de voltagem), os quais assumem os valores lógicos 0 e 1 (são os 
tão conhecidos bits). Calma! Veremos esses conceitos oportunamente. Por ora, 
entenda que o computador processa (calcula) dados, independentemente 
do tipo de informação considerada. 
A natureza sistêmica de um computador decorre da sua composição básica, 
cujos componentes são 
agrupados em duas grandes 
categorias: o hardware (HW) e 
o software (SW). Note que 
alguns autores se referem a um 
terceiro componente dos 
sistemas computacionais: o 
chamado peopleware. Este 
refere-se ao conjunto de pessoas 
dedicadas ao desenvolvimento e 
operação de tais sistemas: 
engenheiros de software, de 
rede, analistas e integradores de 
sistemas, programadores e 
outros (figura à esquerda). 
O termo hardware refere-se ao conjunto físico de componentes e 
dispositivos interligados eletricamente em um computador, com o fim de 
permitir a manipulação e o processamento dos sinais elétricos que representam 
os dados. São, portanto, os itens tangíveis (físicos) da máquina computacional. 
Exemplos de hardware: mouse, teclado, monitor (tela), processadores, placa-
SOFTWARE
PEOPLEWARE
HARDWARE
SISTEMA COMPUTACIONAL
Computador e seus componentes (fonte: o Autor) 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 26 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
mãe, memórias diversas, webcam, impressoras e por aí vai (a lista é grande e 
só cresce a cada dia...). 
 
Figura 5: “cornucópia” de itens de hardware – nós os detalharemos em breve. Desafio: tente 
identificá-los e confira a resposta no fim da aula. (fonte: o Autor). 
Já o software é o conjunto de aplicações – isto é, os programas e aplicativos 
– que executam abstratamente o processamento dos dados em sistema 
computacional. São as tais “instruções predefinidas” que citei no conceito de 
computador. Ao contrário do hardware, são itens intangíveis, que empregam 
o hardware disponível no computador como suporte para sua existência e 
operação. Exemplos de softwares: sistemas operacionais (Windows, Linux etc.), 
firmwares, BIOS (basic input-output system), drivers, editores de documentos, 
navegadores (browsers), aplicativos diversos e por aí vai. 
 
Figura 6: sistemas operacionais (Windows, Linux e Mac OS); editores de documentos (Office e 
LibreOffice) e; browsers (“navegadores”) mais comuns. (fonte: o Autor). 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 27 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Em informática, a gente costuma dizer que “se dá pra chutar, é hardware;se dá 
pra xingar, é software... 😂 
Observação 1: 
Repare que alguns tipos de computadores (trataremos sobre eles em breve) 
possuem um teclado virtual, implementado por software e acionado via 
apontador do mouse ou pelo toque do dedo (nas telas sensíveis ao toque, ou 
touchscreen). 
 
Figura 7: (à esquerda) teclado virtual implementado por software em smartphone e (à direita, 
em destaque) em um computador de mesa. (fonte: o Autor) 
Observação 2: 
Neste ponto, alguém poderá indagar: “um DVD com o sistema operacional 
Windows é um software ou hardware?” Bem, o DVD em si (mídia) é um item 
de hardware, haja vista tratar-se de um dispositivo de armazenamento. Já o 
Windows gravado no DVD, por sua vez, é um software. Sua existência é 
abstrata, dependendo da existência de um hardware que o armazene e permita 
a execução de suas funções. 
Pode parecer complicado à primeira vista, mas não é. Vejamos algumas formas 
nas quais o conceito de computador é abordado em concurso: 
(FCC - 2018 - SABESP - Controlador de Sistemas de Saneamento 01) O hardware é 
(A) um software embutido em dispositivos eletrônicos durante a fabricação do 
sistema operacional. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 28 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(B) constituído pelos programas, criados a partir de algoritmos e suas representações 
no computador. 
(C) constituído por componentes eletrônicos, com memória e dispositivos de 
entrada/saída. 
(D) uma coleção de fios usados para transmitir sinais em paralelo. 
(E) uma máquina virtual de um computador hipotético. 
Gabarito: letra C. 
(CESPE - 2018 - EBSERH - Técnico em Informática) Julgue o próximo item, relativo 
aos componentes e à organização e arquitetura de computadores. 
De modo geral, processar e armazenar dados estão entre as funções básicas de um 
computador. 
Gabarito: CERTO. 
2.2 Tipos de computadores 
Os computadores modernos, ainda que compartilhando a mesma organização 
conceitual, podem se apresentar de diversas formas e com as mais variadas 
finalidades. Abaixo relacionamos os principais tipos de computadores: 
a) Supercomputadores: são sistemas de grande porte (grande mesmo!), 
ocupando grandes instalações refrigeradas. Embora alguns 
supercomputadores sejam um sistema de computador único, a maioria é 
composta de um grande número de computadores menores de alto 
desempenho operando em conjunto (cluster), de forma a aumentar sua 
capacidade computacional. São usados para executar cálculos e 
simulações de extrema complexidade, normalmente em pesquisas 
científicas. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 29 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
 
b) Mainframes: são computadores de grande porte com diversos 
processadores, alta capacidade de processamento de dados e de execução 
de mais de um sistema operacional simultaneamente. No advento da 
computação corporativa, os mainframes eram computadores enormes, 
que podiam ocupar uma sala inteira ou mesmo um andar todo. Como o 
tamanho dos computadores diminuiu e a capacidade de processamento 
aumentou, o termo mainframe vem caindo em desuso em face da 
popularização dos servidores corporativos (enterprise servers). 
Eventualmente o termo ainda é usado, especialmente em grandes 
empresas e em bancos, para descrever as enormes máquinas que 
processam milhões de transações todos os dias ou permitem o acesso 
simultâneo de milhares de usuários. 
 
c) Midrange, minicomputadores ou servidores intermediários: Esse é 
outro termo raramente usado hoje em dia. Os midranges (lê-se: “mídi-
rendges”) possuem porte e capacidade intermediários entre os 
microcomputadores (computadores pessoais) e os mainframes (enterprise 
servers). 
Figura 8: 
supercomputador IBM 
AC922 do Laboratório 
Oak Ridge National, 
dos EUA (fonte: 
oficinadanet.com.br). 
 
Figura 9: exemplo de 
mainframe (fonte: 
canaltech.com.br). 
 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 30 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
 
d) Servidores: Um servidor é um computador que foi otimizado para prover 
serviços a outros computadores no interior de uma rede. Dependendo da 
rede e dos serviços nele hospedados, os servidores podem ter 
processadores poderosos, muita memória e discos rígidos grandes (como 
os mainframes ou midranges); mas é possível configurar computadores 
comuns (como os desktops ou workstations) como servidores. Nessas 
condições, eles são normalmente usados em pequenas redes, seja para 
armazenar dados ou mesmo para hospedar com limitações um site na 
internet. 
e) Microcomputadores ou computadores pessoais: O PC ou computador 
pessoal (Personal Computer) é projetado para uso geral por uma única 
pessoa. Os PCs ficaram conhecidos como microcomputadores, uma vez 
que eram um sistema computacional completo, construído em uma escala 
muito menor que os grandes sistemas em uso na maioria das empresas 
(mainframes e midranges). 
f) Computadores de mesa ou desktops: Tipo de microcomputador de uso 
geral vocacionado para operação fixa, como a sua estação de trabalho no 
escritório ou em sua casa. Caracterizam-se por possuir seus componentes 
de hardware separados do 
gabinete da unidade central 
de processamento (CPU). Até 
pouco tempo, os desktops 
ofereciam mais poder 
computacional, mais capaci-
dade de armazenamento e 
maior versatilidade que suas 
versões portáteis, por um 
custo bem menor; todavia, os 
Figura 10: exemplos de servidores 
midrange (fonte: IBM/divulgação). 
Computador desktop. (fonte: HP/divulgação) 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 31 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
computadores portáteis têm se tornado tão eficientes quantos os 
desktops, apresentando valores compatíveis com esses. 
g) Computadores tudo-em-um 
(all-in-one): são espécies de 
desktops em que o monitor e o 
gabinete da CPU estão integra-
dos em uma única estrutura; 
podem incorporar ainda caixas 
de som e outros itens de hard-
ware, como webcam e micro-
fone. Têm como principal vanta-
gem o menor espaço que 
ocupam, em relação aos 
desktops comuns. 
h) Workstation: tipo de desktop 
com características de desempenho superiores para a execução de tarefas 
especiais, como o cálculo numérico, desenvolvimento e execução de 
aplicações gráficas, edição de sons, imagens e vídeos, entre outros. Via 
de regra, possuem processadores mais poderosos, memória adicional e 
outros itens de hardware superiores (como placas de vídeo dedicadas, por 
exemplo), voltados especificamente para as finalidades a que se destinam. 
i) Notebooks ou laptops: são microcomputadores portáteis, em geral não 
maiores que um livro, operáveis a partir de baterias ou de uma fonte de 
alimentação externa. Possuem 
todos os principais itens de hard-
ware (mouse, monitor, teclado, 
placa-mãe, processador e outros) 
integrados em uma mesma estru-
tura. Os notebooks atuais aliam 
desempenho e portabilidade, exe-
cutando praticamenteas mesmas 
funções realizadas por um micro-
computador de mesa (desktop). Os 
notebooks costumam ter algumas 
funções adicionais quando comparados a computadores de mesa, como 
por exemplo o suporte a redes sem fio (Wi-Fi e Bluetooth), saídas 
adicionais de vídeo, para conexão a projetores e portas USB de sobra, para 
conexão de periféricos adicionais, como mouse, drives externos e outros 
dispositivos. 
Desktop all-in-one. (fonte: Apple/divulgação) 
Notebook ou laptop (fonte: HP/divulgação). 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 32 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
j) Netbooks: são computadores portáteis semelhantes aos notebooks, 
porém menores em tamanho e com capacidade computacional mais 
limitada; também são conhecidos como subnotebooks. Em razão do 
advento e popularização dos tablets (que veremos mais adiante), foram 
praticamente descontinuados e 
atualmente são bem raros. Ao 
contrário dos notebooks, que têm 
sua operação praticamente 
idêntica à dos desktops, 
os netbooks costumavam ter um 
sistema operacional mais leve, 
como Linux ou Windows XP. 
Seu hardware é bem simples, com 
processadores menos potentes, 
memória reduzida e pouquíssimo 
espaço no disco rígido. A 
quantidade de periféricos também é quase nula, pois não há leitor óptico 
para leitura de CDs e DVDs e há poucas portas USB. Alguns possuem leitor 
de cartões de memória, mas o que é comum a todos é a tela de tamanho 
reduzido (inferior a 10 polegadas). A conexão sem fio é item praticamente 
obrigatório desta categoria. Eram equipamentos destinados à execução de 
tarefas mais rápidas e corriqueiras, como digitação de pequenos 
documentos e trabalhos, apresentações com utilização da saída de vídeo 
em projetores, navegação na internet e outros. 
k) Computadores ultramóveis (UMPC): o 
acrônimo UMPC significa Ultramobile PC (“PC 
ultraportátil”) e, como o nome sugere, refere-
se a computadores muito pequenos, com 
recursos limitados e com tamanho suficiente 
para serem segurados com uma das mãos, 
enquanto a outra é utilizada para na operação. 
Da mesma forma que os netbooks, esses 
pequenos computadores portáteis foram 
descontinuados e são bastante raros 
atualmente. Possuíam telas muito pequenas 
(em torno das 7 polegadas) com tecno-
logia touchscreen (semelhante aos tablets e 
smartphones atuais); alguns também tinham um pequeno teclado físico 
embutido. Em termos de hardware, os UMPC’s são equipados com 
processadores específicos para essa aplicação, com frequências menores 
que notebooks e desktops. O espaço em disco podia variar bastante, 
podendo ter até 60 gigabytes. O sistema operacional utilizado geralmente 
Netbook (note o tamanho da tela em 
relação a uma caneta comum). (fonte: 
Dell/divulgação) 
 
UMPC Sony VAIO UX1XN. 
(fonte: Sony/divulgação) 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 33 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
é uma versão adaptada e reduzida de outros existentes, como o Windows 
XP e o Vista. As aplicações desse tipo de computador eram voltadas para 
ultramobilidade, sendo mais potentes que os netbooks, porém inferiores 
aos desktops e notebooks. 
l) Palmtop ou PDA: os palmtops ou assistentes digitais 
pessoais (Personal Digital Assistant – PDA) surgiram 
na década de 90, e sua proposta era miniaturizar 
(com muitas limitações!) as capacidades e tarefas que 
um desktop comum desempenhava, acrescendo 
mobilidade, portabilidade e possibilidade de 
sincronização com o computador de mesa. Possuíam 
um recurso inédito para a época: a tela sensível a 
toque (touchscreen). Além disso, apresentavam 
dimensões reduzidas (podiam ser transportados no 
bolso) e capacidade computacional limitada; suas 
principais funções envolviam agenda eletrônica, 
edição simplificada de documentos, acesso a internet 
e e-mails e reprodução de alguns tipos de mídia 
(áudio, vídeo e imagens). Possuíam processadores de baixo consumo e 
rodavam versões mobile de sistemas operacionais comuns na época, como 
o Windows e o Linux. Com o advento dos smartphones, foram 
descontinuados nos anos 2000, uma vez que aqueles absorveram e 
expandiram suas funcionalidades. 
m) Smartphone: os telefones “inteligentes” são o estágio tecnológico atual 
dos telefones celulares. Esses computadores agregam diversas 
funcionalidades diretamente associadas à conexão em rede e produção e 
ultramobilidade, combinando recursos típicos dos desktops e dos antigos 
palmtops. Seu hardware agrega processadores potentes, aliando 
desempenho e baixo consumo de energia. Incorporam placas de acesso a 
redes sem fio; câmera fotográfica/filmadora; receptor de GPS (sistema 
global de posicionamento); 
memória de armazenamento 
estático interno e expansível; 
tela touchscreen de alta 
resolução e recursos multitoque; 
além do próprio rádio de acesso 
à rede de telefonia celular. 
Versões avançadas podem 
incorporar recursos gráficos de 
alto desempenho (para proces-
samento de vídeos em 3D, p. 
ex.); câmera de alta definição 
Palmtop HP (fonte: 
amazon.com). 
 
Primeiro iPhone (da Apple), smartphone que 
popularizou e definiu padrões para esse tipo 
de gadget. (fonte: Apple/divulgação) 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 34 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(com resolução 4k e UHD); sensores biométricos e reconhecimento facial; 
entre outros. Quanto aos aspectos de software, os smartphones são 
categorizados pelas “famílias” de sistemas operacionais com que são 
distribuídos; as três principais são o sistema Android (do Google), o iOS 
(da Apple) e o Windows Phone (da Microsoft) – veremos mais sobre elas 
adiante. As empresas detentoras desses sistemas operacionais mantêm 
lojas virtuais onde diversos aplicativos – ou apps – criados por 
desenvolvedores diversos são vendidos ou distribuídos gratuitamente aos 
usuários, que os instalam nos seus smartphones. No Brasil, a maioria 
esmagadora dos acessos à internet dá-se por meio de smartphones 
(49%); apenas uma pequena parcela da população – 4% – ainda usa 
desktops ou notebooks exclusivamente para a cessar a rede mundial de 
computadores (dados de 2017 do Comitê Gestor da Internet: CGI.br). 
n) Tablet PC: Os tablets são computadores ultraportáteis, dotados de uma 
grande tela sensível ao toque, otimizada para escrever e navegar pela 
internet rapidamente. Em geral são muito mais leves e mais baratos que 
um desktop ou notebook, 
proporcionando uma usabi-
lidade bem intuitiva, já que 
não possuem teclado 
ou touchpad (mouse sensível 
ao toque); toda sua tela é tátil, 
permitindo escrever em um 
teclado virtual e usar o dedo 
como apontador. 
Os tablets surgiram como uma 
plataforma de computação 
intermediária entre os notebooks e os smartphones, sendo ideais para 
acessar rapidamente redes de comunicação (como Facebook, Twitter, 
WhatsApp e outras), além de realizar atividades como navegar na 
internet, jogar, ver vídeos e ler livros eletrônicos. Muitos possuem a função 
de editar textos de arquivos como o Word ou planilhas com fórmulas 
matemáticas como as do Excel, de maneira que você não dependerá 
somente do seu desktop para essas finalidades. 
Outra característica marcante é a conectividade sem fio, o que inclui em 
alguns modelos acessoà rede de telefonia e dados celulares. O mercado 
de tablets está em franca expansão, e os modelos atuais possuem 
capacidade semelhante aos melhores notebooks. 
Apple iPad geração 1, tablet que revolucionou o 
mercado de computação ultraportátil. (fonte: 
Apple/divulgação) 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 35 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
o) Phablet: Os phablets, também 
conhecidos por phoblet, fablet ou foblet, 
são computadores que reúnem as 
funcionalidades de smartphones e 
tablets, uma vez que possuem as 
características dos primeiros (como a 
conectividade à rede de dados e 
telefonia celular), aliados a uma tela 
substancialmente maior, mas não 
grande o suficiente para serem 
considerados um tablet. 
O nome phablet vem da combinação das palavras phone e tablet. Alguns 
phablets possuem uma caneta embutida (stylus) que auxilia a digitação e 
a navegação entre os aplicativos. 
p) Computadores “vestíveis”: ou 
wearable computers, são computadores 
que literalmente são vestidos pelo 
usuário. Este conceito abarca todas as 
máquinas eletrônicas que se tornaram 
pequenas e podem ser adaptadas à 
nossa roupa ou aos acessórios que 
usamos, oferecendo conectividade e 
outros serviços sem a necessidade de 
usar o computador. O principal 
representante deste tipo são os 
relógios inteligentes (smartwatches); outros dispositivos, como os 
óculos de realidade virtual, estão se tornando bastante populares e 
empregados em diversas áreas, como a engenharia, a medicina e a 
arquitetura. 
q) Smart TV: as televisões inteligentes são 
computadores acoplados ao receptor 
convencional de TV, agregando 
conectividade à internet e interação 
do espectador com a programação. O 
acesso desses computadores à rede 
mundial tem se tornado cada vez mais 
frequente, principalmente em razão da 
popularização dos serviços de conteúdo 
sob demanda, como o Youtube e a 
Netflix. As Smart TV integram o conceito 
de internet das coisas (ou IoT – 
internet of things), haja vista a 
Smart TV. (fonte: 
Samsung/divulgação) 
O primeiro phablet foi o Galaxy Note, 
lançado pela Samsung em 2011. 
(fonte: Samsung/divulgação) 
Óculos de realidade virtual (fonte: 
Samsung/divulgação). 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 36 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
crescente interconexão digital de objetos cotidianos à rede mundial de 
computadores. 
r) Videogames: são computadores dedicados à execução de jogos 
eletrônicos. Embora as primeiras gerações dessas máquinas fossem 
bastante rudimentares, os videogames atuais são dotados de 
processadores poderosos, capazes de manipular pesados gráficos em 3 
dimensões e em alta definição. A maioria conta com conectividade à 
internet (é um tipo de IoT) e grande volume de armazenamento em 
disco, além da possibilidade de instalar softwares diversos, como 
navegadores da internet e reprodutores de mídia. 
s) Computadores de placa única: ou single-board computers, é uma 
modalidade de dispositivos IoT de hardware extremamente simplificado, 
sem periféricos e dotadas e uma única placa de circuito, onde todos os 
componentes necessários para seu funcionamento estão instalados. 
Rodam sistemas operacionais próprios 
ou versões adaptadas de sistemas em 
uso nas máquinas convencionais, 
como o Linux. Como as arquiteturas 
são extremamente variadas, podem 
possuir diversas formas de 
conectividade (com e sem fio) e 
possibilidade de interligação com peri-
féricos diversos. São computadores 
programáveis para o desempenho de 
tarefas específicas, normalmente relacionadas à automação e à compu-
tação embarcada em sistemas móveis. 
Em suma, apresento-lhe o primeiro esquema mental acerca dos tipos de 
computadores: 
 
Figura 11: Tipos de computadores. (fonte: o Autor) 
Computadores
MAINFRAME
MIDRANGE
MICROCOMPUTADORES
Outros 
computadores
Computadores de 
mesa
Computadores 
portáteis
Computadores ultraportáteis
Desktops
All-in-one Notebook
Netbook
UMPCTablet
SmartphonePhoblet
Videogame
Single-board
Vestíveis
Palmtop
Workstations
Smart TV
COMPUTADORES
Raspberry Pi, computador de placa única 
que roda o sistema Linux Debian (fonte: 
www.raspberrypi.org). 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 37 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
E agora, uma questão de concurso sobre o tema: 
 (CESPE - 2008 - SERPRO - Analista - Gestão Empresarial) Uma desvantagem da 
utilização do notebook é a ausência de porta USB, que permite conexão rápida com 
a Internet. 
Gabarito: ERRADO. 
2.3 Hardware 
Hardware, como mencionamos no início deste capítulo, refere-se a todos os 
dispositivos e equipamentos físicos (tangíveis) que integram um 
computador. Em outras palavras, hardware é tudo aquilo que podemos 
literalmente “colocar a mão”. 
2.3.1 Noções de arquitetura de computadores 
Antes de entrarmos “de cabeça” no hardware dos computadores, cabe uma 
pequena (mas importante) noção sobre arquitetura de computadores. Essas 
noções – pois o estudo aprofundado é relativamente complexo e amplo – a(o) 
ajudará a entender melhor os computadores e seus componentes. 
Inicialmente, pode-se dizer que um computador é nada mais que um 
manipulador de dados: dados de entrada (INPUT) produzidos pelo usuário 
são tratados (“processados”) pela máquina computacional; os dados de saída 
(OUTPUT) correspondentes são apresentados ao usuário ou direcionados 
para outros computadores eventualmente presentes na rede, por meio dos 
dispositivos de saída correspondentes. A figura 12 ilustra esse princípio de 
operação. 
 
Figura 12: princípio de funcionamento de um sistema computacional. (fonte: o Autor) 
Segundo essa referência conceitual, dois modelos ou arquiteturas têm grande 
importância para nós (na vida real e na sua prova também!): o modelo de von 
Dados de entrada 
(Input)
Dados de saída 
(Output)Processamento
Usuário UsuárioComputador
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 38 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Neumann1 (ou de Princeton) e o de Harvard. 
Um sistema computacional baseado no modelo von Neumann é composto de: 
a) uma memória física (principal), para armazenar instruções e dados 
digitais (isto é, aqueles representados por 0’s e 1’s); 
b) uma Unidade Central de Processamento2 (UCP ou CPU, de Central 
Processing Unity), que agrega uma Unidade Lógica-Aritmética (ULA) e uma 
Unidade de Controle (UC). A finalidade da ULA é executar as operações 
booleanas indicadas nas instruções de um programa em execução; ela atua em 
conjunto com um tipo especial de memória, os registradores (o acumulador 
é um tipo de registrador). A função da UC é buscar um programa na memória 
(fetch), instrução por instrução, e executá-lo sobre os dados de entrada (que 
também são armazenados na memória); e 
c) dispositivos de entrada e saída (E/S), isto é, componentes de hardware 
(equipamentos e dispositivos) que trocam dados com a CPU por meio dos 
barramentos (veremossua definição à frente). Exemplo de dispositivos de E/S: 
monitores, mouse, teclado, impressora, memórias etc. 
A figura 13 apresenta os componentes da arquitetura de Von Neumann descritos 
acima. 
 
Figura 13: máquina de von Neumann. (fonte: o Autor) 
Em resumo: segundo o modelo de von Neumann, um sistema computacional é 
composto de memória principal, dispositivos de entrada, de saída e CPU. 
 
1 John Von Neumann (pronuncia-se “fôn-nóimam”) foi um matemático húngaro que viveu a maior parte de sua vida nos 
Estados Unidos e lecionou na Universidade de Princeton (daí vem o outro nome da arquitetura por ele proposta). Os 
conceitos e modelos básicos por ele propostos acerca da organização e funcionamento dos computadores perduram até 
os dias atuais (ainda que já tenham passado por diversas atualizações e adaptações), sendo a construção de um 
computador sequencial binário (digital), de programa armazenado, sua contribuição mais relevante. 
2 Note que a CPU é o principal item de hardware do computador, sendo também conhecido como processador; todavia, 
ela é muito comum e erroneamente associada ao gabinete do equipamento. O gabinete é apenas um chassi de fixação e 
proteção eletromecânica dos componentes internos do computador; o processador, por outro lado, é apenas um dos 
diversos componentes de hardware internos. 
Memória principal (dados e instruções)
Unidade Lógica-
Aritmética
(ULA)
Unidade de 
Controle
(UC)
Acumulador
Dispositivos de 
entrada (E)
Dispositivos de 
saída (S)
0010100100101… 1111001010011…
Unidade Central de Processamento (CPU)
Ba
rra
m
en
to
(D
ad
os
)
Ba
rra
m
en
to
(D
ad
os
)
Barramento
(Dados e instruções)
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 39 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
A CPU compõe-se de Unidade de Controle, Unidade Lógica-aritmética e o 
banco de registradores (acumulador). 
Como dissemos anteriormente, as informações digitais em um computador 
de von Neumann trafegam entre seus componentes por meio dos barramentos. 
O modelo de von Neumann prevê três tipos de informações em computador: 
dados (de entrada ou saída) e as instruções (são as operações que a ULA deve 
realizar sobre os dados). “Mas afinal de contas, o que é o barramento, 
Professor?” 
O barramento é o conjunto de condutores elétricos e dispositivos eletrônicos 
associados, responsáveis pela intercomunicação entre os diversos componentes 
dos sistemas computacionais. São para o computador o que a medula espinhal 
e as terminações nervosas representam para nós. Ao contrário do nosso sistema 
nervoso, contudo, nos sistemas computacionais apenas um periférico ou 
dispositivo conectado ao barramento poderá transmitir seus dados por vez (i. é, 
quando um componente do computador ligado ao barramento “fala”, os demais 
permanecem em modo de “escuta”). 
No computador de von Neumann, todas essas informações – dados e 
instruções - circulam em um barramento único, o que limita a capacidade da 
máquina de processar dados; é o chamado gargalo de von Neumann, 
ocasionado pelo tráfego intenso de informações no barramento do computador, 
fato esse que compromete o desempenho da CPU. 
O modelo de Harvard, desenvolvido na universidade da qual herdou sua 
designação, é uma variação do modelo de Princeton surgida para contornar o 
problema do gargalo de von Neumann. Nesse modelo, o barramento foi 
segregado em barramento de instruções e barramento de dados; para 
atender a esse aspecto, a memória única do modelo de von Neumann também 
foi dividida em memória de instruções e memória de dados. A figura 14 
ilustra a arquitetura Harvard. 
 
Figura 14: máquina de Harvard. (fonte: o Autor) 
Memória de dados
Barramento de dados
Memória de programa
Barramento de instruções
(programas)
Unidade Lógica-
Aritmética
(ULA)
Unidade de 
Controle
(UC)
Acumulador
Dispositivos de 
entrada (E)
Dispositivos de 
saída (S)
0010100100101… 1111001010011…
Unidade Central de Processamento (CPU)
Ba
rra
m
en
to
(D
ad
os
)
Ba
rra
m
en
to
(D
ad
os
)
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 40 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Note que, havendo dois barramentos distintos para dados e instruções (linhas 
do programa), não há o congestionamento de informações no barramento da 
CPU. Ademais, a segregação dos barramentos e da memória no modelo de 
Harvard gera um subproduto adicional bem interessante: a possibilidade de 
execução do pipelining. 
O pipelining, também conhecido como processamento paralelo no nível de 
instrução, é uma técnica de hardware que permite à CPU realizar busca de 
uma ou mais instruções além da próxima a ser executada. Estas instruções 
são colocadas em fila nos registradores existentes no interior da CPU, onde 
aguardam o momento de serem executadas. A técnica de pipelining é utilizada 
para acelerar a velocidade de operação da CPU, uma vez que a próxima 
instrução a ser executada está será armazenada dentro da CPU em um 
registrador (memória extremamente rápida), não precisando ser buscada na 
memória, essa normalmente muito mais lenta que a CPU. 
Em outras palavras, a técnica de pipelining acelera a operação da máquina pelo 
fato de que, enquanto está realizando uma determinada operação na ULA com 
os dados de entrada, a CPU já tem “na agulha” a próxima instrução a realizar, 
de forma que não terá que recorrer no próximo ciclo de máquina à busca dessa 
instrução armazenada na memória de programa. 
Para fechar este tópico introdutório, observe na tabela abaixo as principais 
características comparadas das arquiteturas Princeton e Harvard (essas 
diferenças entre os dois modelos caem bastante em provas!). 
ARQUITETURA VON NEUMANN 
(OU PRINCETON) 
ARQUITETURA HARVARD 
Barramento único (dados e instruções) 
Barramentos diferentes (de dados e de 
instruções) 
Memória única para dados e programa 
Memória de dados e de instruções 
(programa) 
Processamento mais lento Processamento mais rápido 
Mais simples Mais complexa 
------ Permite o pipelining 
Usam um conjunto complexo de 
instruções (CISC – Complex Instruction 
Set Computer) 
Usam um conjunto reduzido de 
instruções (RISC - Reduced Instruction 
Set Computer) 
Observação: para garantir desempenho aliado a baixo consumo de energia, as 
CPU atuais utilizam um misto das arquiteturas acima. Internamente, cada 
processador possui um conjunto reduzido de instruções necessárias para seu 
funcionamento interno (i. é, um conjunto RISC); para a execução dos programas 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 41 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
contidos na memória principal da máquina, empregam um conjunto de 
instruções CISC. Por isso há compatibilidade entre processadores de diversos 
fabricantes e famílias (como é o caso da Intel e da AMD), a despeito da 
organização interna dos processadores variarem bastante de marca para marca. 
Agora veja como esse tema já caiu em prova: 
(FCC - 2014 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Técnico Judiciário - Tecnologia da Informação) 
A arquitetura de computadores conhecida como “Arquitetura de Harvard” se 
diferencia da Arquitetura Clássica de von Neumann 
(A) pelo fato de os processadores baseados naprimeira arquitetura possuírem um 
conjunto de instruções com muitas instruções, que são executadas cada uma com 
um tempo característico, consumindo vários ciclos de relógio. 
(B) pelo fato de os processadores baseados na primeira arquitetura seguirem o 
modelo CISC, ou Computador com um Conjunto Complexo de Instruções. 
(C) por exigir mais tempo na execução das instruções de um programa típico. 
(D) por possuir apenas três blocos em sua composição: memória, unidade lógica e 
aritmética e unidade de controle. 
(E) por possuir memórias específicas para dados e para instruções, cada uma com 
seu barramento de dados específico. 
Gabarito: letra E. 
(CESPE - 2012 - TCU - Técnico de Controle Externo) A unidade aritmética e lógica 
(UAL) é o componente do processador que executa as operações matemáticas a 
partir de determinados dados. Todavia, para que um dado possa ser transferido para 
a UAL, é necessário que ele, inicialmente, permaneça armazenado em um 
registrador. 
Gabarito: CERTO. 
2.3.2 Processamento computacional 
Para um computador, “processar” significa executar uma série de tarefas 
ordenadas segundo uma lógica predefinida, transformando informações de 
entrada em novas informações de interesse do usuário. 
O processamento varia conforme a arquitetura e a organização de um sistema 
computacional; nesse sentido, pode ser do tipo distribuído ou paralelo. 
O processamento distribuído (figura 15), como o nome sugere, é aquele 
realizado por diversas máquinas diferentes (cada uma delas com sua CPU, 
memória principal, dispositivos etc.), as quais são interligadas logicamente e 
contribuem individualmente para a consecução da tarefa computacional que foi 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 42 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
distribuída entre elas. É o que ocorre nos chamados clusters, aglomerados de 
computadores que operam em conjunto, apresentando-se ao usuário como uma 
única máquina, de enorme capacidade computacional. 
O processamento paralelo, por sua vez, ocorre no interior de um único 
computador. Pode ser realizado de duas formas. Na primeira delas emprega-
se duas ou mais CPUs na mesma máquina, ao mesmo tempo, e divide-se as 
tarefas entre elas (diz-se que elas passam a operar em paralelo). Esse tipo é 
denominado paralelismo no nível do processador e ocorre nos 
processadores multicore (veremos esse assunto adiante). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 43 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
 
 
O segundo tipo de processamento paralelo é obtido quando se realiza duas ou 
mais tarefas de uma instrução ao mesmo tempo, em um mesmo pulso de 
clock. É o denominado paralelismo no nível de instrução ou pipelining 
(como já vimos anteriormente). 
Dados de 
entrada
Distribui os dados 
de entrada entre 
os com
putadores 
do cluster
C
onsolida os dados 
processados pelo 
cluster
Processa
Processa
Processa
Dados 1
Dados 2
Dados 3
Dados de 
saída
USUÁRIOCOMPUTADOR 
MESTRE
CLUSTER
Dados de 
saída
Escalonador
C
PU
 1
C
PU
 2
COMPUTADOR USUÁRIO
Dados 2
Dados 1
Dados de 
entrada
Figura 15: (à esq.) processam
ento distribuído; (à esq.) processam
ento paralelo no nível do processador (fonte: o 
A
utor ) 
 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 44 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
 
Figura 16: processamento paralelo no nível da instrução (pipelining); note que, nesse 
desenho, que a máquina com pipelining executa o dobro de instruções que um computador sem 
essa técnica de hardware. (fonte: o Autor) 
2.3.3 Bits e Bytes 
Antes de prosseguirmos na matéria, cabe uma pequena pausa para tratarmos 
de conceitos importantíssimos para o entendimento dos tópicos seguintes: bits 
e bytes. 
2.3.3.1 Bits 
Inicialmente, vamos conceituar bit (b). Bit é um acrônimo das palavras inglesas 
binary digit, ou dígito binário. Refere-se aos algarismos 0 e 1, que integram o 
sistema numérico de base 2. Ainda está complicado, né? Vamos tentar por um 
pouco de luz nesse conceito. 
Instrução 1
Instrução 2
Instrução 3
Instrução 4
Instrução 1
Instrução 2
Instrução 3
Instrução 4
Clock 1 Clock 2 Clock 3 Clock 4
SE
M
 P
IP
EL
IN
E
C
O
M
 P
IP
EL
IN
E
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 45 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
O sistema numérico decimal todos nós conhecemos: é composto dos algarismos 
de 0 a 9, os quais são multiplicados pelas diversas potências de 10 (isto é, as 
bases). Com eles, podemos formar qualquer número que imaginarmos, basta 
fazermos certas operações com a base decimal. Por exemplo: lembrando que 
100 = 1, o número 6 é formado da seguinte maneira: 
6 = 6 x 100 + 0 x 101 + 0 x 102 + ... 
6 x 1 + 0 + 0 + 0... = 
6 + 0 + 0 + 0... = 6. 
Note que cada parcela da soma acima foi representada por um algarismo, 
multiplicado por uma potência de 10; daí porque dizemos que esse sistema é 
de base decimal. Vejamos agora o número 9.753: 
3 x 100 + 5 x 101 + 7 x 102 + 9 x 103 = 
3 + 5 x 10 + 7 x 100 + 9 x 1000 = 
3 + 50 + 700 + 9.000 = 9.753 
Repare que a própria leitura do número (nove mil, setecentos e cinquenta e três) 
já nos dá uma dica de como esse número é representado na base decimal. 
O sistema de numeração binário funciona de forma semelhante, com a 
exceção que a base é o número 2 (ou seja, binário). Nesse caso, os 
algarismos empregados na formação dos números binários são apenas 0 e 1 
(apenas dois dígitos!). 
O número binário 1001 equivale a: 
1 x 20 + 0 x 21 + 0 x 22 + 1 x 23 = 
1 x 1 + 0 x 2 + 0 x 4 + 1 x 8 = 
1 + 0 + 0 + 8 = 9 
Ou seja, o número binário 1001 equivale ao número decimal 9. Em notação 
matemática, 10012 = 910 (os números 2 e 10 subscritos são as bases binária e 
decimal, respectivamente). 
Mais um exemplo: qual o equivalente em decimal ao número binário 01111? 
1 x 20 + 1 x 21 + 1 x 22 + 1 x 23 + 1 x 24 + 0 x 25 = 
1 x 1 + 1 x 2 + 1 x 4 + 1 x 8 + 0 x 16 = 
1 + 2 + 4 + 8 = 15 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 46 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Note o zero à esquerda não afeta o valor do número binário, assim como ocorre 
no sistema decimal. Ademais, 02 = 010 e 12 = 110. 
Voltemos aos computadores. “Professor, por que usar o sistema binário para 
executar o processamento em um sistema computacional?” Essa é uma longa 
história, que vou tentar resumir: todos os computadores fazem cálculos. Uma 
imagem, um som, um texto ou um número, tudo é representado por números 
em uma aplicação (software) de computador. 
O sistema numérico binário foi adotado porque as máquinas computacionais 
usam em seu hardware sinais elétricos que assumem apenas dois valoresfixos de voltagem. Ora, por que então não atribuir a cada um desses dois 
valores fixos de voltagem um valor numérico correspondente, como 0 e 1, por 
exemplo? Com efeito, foi exatamente isso que os engenheiros e cientistas da 
computação fizeram: para um dos possíveis níveis de voltagem (5 volts, por 
exemplo) atribuíram o valor binário 1, e para o outro (0 volts, p. ex.) 
atribuíram o valor binário 0. E assim foi criada a computação digital (isto é, 
com dois dígitos: 0 e 1) que usamos em todos os computadores atuais. Em 
suma, o bit é a menor unidade utilizável para representação de 
informações em um computador, podendo apresentar apenas dois valores 
discretos: 0 ou 1. 
A figura à direita ilustra os 
níveis de voltagem medidos em 
alguns pontos do barramento de 
uma CPU (note que as medições 
são feitas em um determinado 
instante de tempo – pois os 
sinais variam milhões de vezes 
por segundo!). O software do 
computador interpreta os sinais 
de 5 volts gerados no proces-
sador como o bit “1”; análoga-
mente, os sinais de 0 volt são interpretados como o valor binário “0”. Note ainda 
que essa imagem é só uma representação – não é possível “ver” os sinais 
elétricos na placa do computador (fonte: imagem adaptada de 
videoblocks.com). 
E como isso cai em prova? 
(FCC - 2013 - MPE-CE - Analista Ministerial - Direito) Considere o texto a seguir. 
Existem duas maneiras de representar uma informação: analogicamente ou 
digitalmente. Uma música é gravada numa fita K7 magnética de forma analógica, 
codificada na forma de uma grande onda de sinais magnéticos, que pode assumir um 
CPU
Ba
rra
me
nt
o
1010001100000000100100
5 Volts = valor binário “1”
0 Volts = valor binário “0”
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 47 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
número ilimitado de frequências. Um som grave seria representado por um ponto 
mais baixo da onda, enquanto um ponto mais alto representaria um som agudo. 
O sistema digital, por sua vez, permite armazenar qualquer informação na forma de 
uma sequência de valores uns e zeros. O número 181, por exemplo, pode ser 
representado digitalmente como 10110101. Qualquer tipo de informação, seja um 
texto, uma imagem, um vídeo, um programa, ou qualquer outra coisa, será 
processado e armazenado pelo computador na forma de uma grande sequência de 
uns e zeros. 
(http://www.hardware.com.br/livros/entendendo-linux/como-funciona.html) 
Na computação os “uns e zeros” citados no texto são conhecidos como 
(A) pulses. 
(B) bytes. 
(C) bits. 
(D) clocks. 
(E) BIOS. 
Gabarito: letra C. 
2.3.3.2 Bytes 
 “E o byte (lê-se báite), professor, é a mesma coisa que bit?” A resposta é não; 
um byte (B) corresponde geralmente a 8 bits (daí porque também é conhecido 
como octeto); logo, 10100010, 10000001, 11111101 etc. são bytes. Os 
caracteres em um sistema informacional são geralmente mensurados em bytes; 
e os bytes, tal como as demais unidades de medida, possuem prefixos 
multiplicadores, que lhes atribuem ordens de grandeza: 
UNIDADES 
(ORDENS DE 
GRANDEZA) 
SÍMB. 
EQUIVALÊNCIA 
COM A 
UNIDADE 
ANTERIOR 
QUANTIDADE DE BYTES 
Byte B (8 bits) 1 
Kilobyte* KB 1.024 bytes 1.024 
Megabyte* MB 1.024 
kilobytes 
1.0242 = 1.048.576 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 48 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
UNIDADES 
(ORDENS DE 
GRANDEZA) 
SÍMB. 
EQUIVALÊNCIA 
COM A 
UNIDADE 
ANTERIOR 
QUANTIDADE DE BYTES 
Gigabyte* GB 1.024 
megabytes 
1.0243 = 
1.073.741.824 
Terabyte* TB 1.024 
gigabytes 
1.0244 = 
1.099.511.627.776 
Petabyte PB 1.024 
terabytes 
1.0245 = 1,12589 x 1015 
Exabyte EB 1.024 
petabytes 
1.0246 = 1,15292 x 1018 
Zettabyte ZB 1.024 
exabytes 
1.0247 = 1,18059 x 1021 
Yottabyte YB 1.024 
zettabytes 
1.0248 = 1,2089 x 1024 
____________ 
*Mais cobrados em prova. 
Observação no 1: de onde vem esse número 1.024, que se repete cada vez 
que aumentamos a ordem de grandeza? Perceba que 1.024 = 210; logo, obtém-
se o valor em bytes de determinada ordem de grandeza multiplicando-se a 
anterior pela potência de 2 elevado a 10 (já que os bytes usam o sistema de 
numeração binário). Esse valor (1.024) corresponde, grosso modo, ao valor 
1.000 que usamos na conversão de grandezas decimais (isto é, de base 10). 
Exemplo: lembra da unidade de velocidade da CPU? Então: 1 gigahertz (GHz) 
equivale a 1.000 megahertz (MHz); 1 MHz equivale a 1.000 kilohertz (KHz); por 
fim, 1 KHz é igual a 1.000 Hertz. Os prefixos multiplicadores decimais são, na 
verdade, potências de 1.000; veja a tabela: 
MULTIPLICADOR SIGLA VALOR 
Kilo K 1.0001 = 1.000 = 103 
Mega M 1.0002 = 1.000.000 = 106 
Giga G 1.0003 = 1.000.000.000 = 109 
Tera T 1.0004 = 1.000.000.000.000 = 1012 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 49 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
MULTIPLICADOR SIGLA VALOR 
Peta P 1.0005 = 1.000.000.000.000.000 = 1015 
Exa E 1.0006 = 1.000.000.000.000.000.000 = 1018 
Zetta Z 
1.0007 = 1.000.000.000.000.000.000.000 = 
1021 
Yotta Y 
1.0008 = 
1.000.000.000.000.000.000.000.000 = 1024 
Observação no 2: não confunda byte (B) com bit (b); kilobyte (KB) com kilobit 
(Kb); megabyte (MB) com megabit (Kb), e assim por diante. Em algumas 
situações, como na mensuração da velocidade de transferência de dados 
em sistemas informacionais, usa-se o bit como unidade de informação. Por 
exemplo: a conexão de internet da sua casa ou da minha é da ordem de alguns 
megabits por segundo (Mb/s ou Mbps); isso significa que, em um segundo, 
milhões de bits (0’s e 1’s) são transmitidos através da sua conexão de internet. 
Exemplo 2: a porta USB 2.0 do seu computador transfere até 480 milhões de 
bits de dados a cada segundo (480 Mbps); e por aí vai. 
Observação no 3: como vimos anteriormente, enquanto os bytes referem-se 
a caracteres e capacidade de armazenamento em memória (ou seja, é uma 
grandeza binária), os bits são empregados em medidas de taxa de 
transferência (velocidade) de informação em um sistema computacional (é 
uma grandeza decimal). Logo: 
a) Medida de capacidade de memória Þ bytes (B) Þ usam o multiplicador 
1.024 entre as ordens de grandeza (ex.: 1 KB = 1.024 bytes). 
b) Medida de taxa de transferência de dados Þ bits (b) Þ usam o 
multiplicador 1.000 entre as ordens de grandeza (ex.: 1 Kb = 1.000 bits; 1 
Mbps = 1.000 Kbps). 
Para encerrarmos esse tema, vejamos dois exemplos. Observe inicialmente a 
figura a seguir: 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 50 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
 
 
Figura 17: teste de velocidade da minha internet banda larga; note que a velocidade de 
transferência (em destaque, na cor azul) é medida em megabits por segundo – Mbps. São 
33,64 milhões de bits por segundo em download (i. é, da internet para minha casa) e 3,44 
milhões de bits por segundo – do meu comutador para a “grande rede” (upload). (fonte: 
brasilbandalarga.com.br). 
Nela vemos o resultado da medição develocidade da minha conexão de Internet 
por um site especializado (brasilbandalarga.com.br); note que, como dissemos, 
o tráfego de dados é mensurado em bits por unidade de tempo – no caso, 
em megabits (ou milhões de bits) por segundo. 
Exemplo 2: quando verificamos a capacidade de algum dispositivo de 
memória (como um pendrive, por exemplo) no sistema operacional 
Windows, vemos a quantidade de bytes e o equivalente em GB (ou TB, 
conforme o caso). Repare na figura a seguir: 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 51 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
 
Figura 18: propriedade de disco do sistema operacional Windows; note a conversão da 
capacidade do disco – de bytes para em gigabytes – que está em destaque (fonte: o Autor). 
Note que a capacidade do disco de memória é de 479.140.003.840 bytes; 
dividindo esse valor por 1.024, sucessivamente (479.140.003.840 B = 
467.910.160 KB = 456.943 MB = 466 GB), obtemos a capacidade desse disco 
em diferentes unidades até obtermos a capacidade do disco em gigabytes: 446 
GB (desconsideramos a parte decimal da divisão). 
Abaixo, coloquei algumas questões sobre este tema: 
(CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Serviço Social) Acerca de 
informática, julgue os itens a seguir. As informações processadas nos computadores 
são compostas por caracteres, sendo que cada caractere, representado por 0 ou 1, 
é chamado de byte, e um conjunto de oito bytes constitui um bit. 
Gabarito: ERRADO. 
(FCC - 2012 - TRE-CE - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Adquirir um disco 
magnético (HD) externo de 1 TB (terabyte) significa dizer que a capacidade nominal 
de armazenamento aumentará em 
(A) 10003 bytes ou 109 bytes. 
(B) 10004 bytes ou 1012 bytes. 
(C) 10243 bytes ou 230 bytes. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 52 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(D) 10244 bytes ou 240 bytes. 
(E) 10243 bytes ou 168 bytes. 
Gabarito: letra D. 
(NC-UFPR - 2019 - FPMA - PR - Auxiliar Administrativo) assinale a alternativa que 
apresenta a maior medida em Bytes. 
(A) GB 
(B) kiB 
(C) MB 
(D) TB 
(E) GiB 
Gabarito: letra C. 
Observação importante: note na questão acima que foram citadas as 
unidades KiB (kibibyte ou kilo-binary-Byte) e GiB (gibibyte = giga-binary-
Byte). Elas constam de uma padronização criada pelo IEEE3 para diferenciar os 
prefixos usados em unidades decimais e em unidades binárias – é o padrão 
IEEE 1541. O KiB seria igual, portanto, a 1.024 Bytes; o KB, por seu turno, 
equivaleria a 1.000 Bytes. Seguindo essa mesma lógica, 1 GiB equivale a 1.024 
KiB e 1 GB a 1.000 KB. Note ainda que, segundo essa padronização, 1 KiB > 1 
KB; 1 MiB > 1 MB e assim por diante. Ela, entretanto, ainda é polêmica e não 
tem sido alvo de cobrança frequente em concurso. Mas na dúvida, vou colocar 
uma tabelinha, para que você não se confunda na sua prova. 
Nova padronização – IEEE 1541 (polêmica!) 
SISTEMA BINÁRIO (x1.024) SISTEMA DECIMAL (x1.0s00) 
Unidades 
binárias 
Símbolo Equivalência 
Unidades 
decimais 
Símbolo Equivalência 
byte B (8 bits) Byte B (8 bits) 
Kibibyte* KiB 1.024 B Kilobyte* KB 1.000 B 
Mebibyte* MiB 1.024 KiB Megabyte* MB 1.000 KB 
Gibibyte* GiB 1.024 MiB Gigabyte* GB 1.000 MB 
Tebibyte* TiB 1.024 GiB Terabyte* TB 1.000 GB 
 
3 Institute of Electrical and Electronic Engineers (Instituto dos engenheiros eletricistas e eletrônicos): entidade internacional 
que regula e padroniza medidas e procedimentos de engenharia elétrica e eletrônica. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 53 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Nota: mesmo com a padronização do IEEE, os bits continuam sendo medidos 
de forma decimal, ou seja: 1 Kb = 1.000 bits; 1Mb = 1.000 Kb = 1.000.000 
bits, e assim por diante. 
2.3.4 Noções de hardware 
Mas voltando aos componentes de hardware do computador: entre esses 
incluem-se: placas-mãe, processadores, memórias (RAM e de disco), placas de 
expansão, chipsets, barramentos, coolers (resfriadores), fonte de alimentação, 
entre outros. Conforme estejam localizados no interior ou fora do gabinete 
do computador, os itens de hardwares do computador podem ser internos ou 
externos, respectivamente. 
Entre os equipamentos dos computadores, podemos listar: mouses, monitores, 
leitores de mídia, impressoras, teclados, scanners, memórias removíveis, 
reprodutores de som, nobreak, modems e por aí vai. Com base nessas dicas, dê 
uma boa olhada na figura abaixo e tente identificar no esquema os itens de 
hardware numerados. 
 
Os equipamentos “conectáveis logicamente” (isto é, que trocam dados com a 
CPU) são denominados periféricos. Esses componentes de hardware se 
conectam a um computador para adicionar-lhe funcionalidades. Como vimos 
durante a descrição das arquiteturas de computadores, os periféricos interagem 
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Figura 19: esquema de um 
computador, componentes 
internos e periféricos 
(fonte: adaptado de 
en.wikiversity.org) 
 
1 – CPU; 
2 – Placa-mãe; 
3 – Memória RAM; 
4 – Placas de expansão; 
5 – Fonte de alimentação; 
6 – Drive de disco óptico; 
7 – Disco rígido; 
8 – Teclado; 
9 – Monitor; 
10 – Mouse. 
 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 54 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
com a Unidade Central de Processamento por intermédio dos barramentos: 
conjunto de condutores elétricos e dispositivos eletrônicos associados, 
responsáveis pela intercomunicação entre os diversos componentes dos 
sistemas computacionais. Segundo esse ponto de vista, os periféricos podem ser 
divididos em componentes de entrada, de saída e de entrada-saída. 
Os periféricos de entrada são aqueles que os dados são direcionados à CPU 
(isto é, entram na CPU); são os “sensores” do computador. Exemplos: teclado; 
mouse; touchpad, scanner; webcam; leitor de código de barras; joystick entre 
outros. 
Os periféricos de saída são aqueles em que os dados são gerados a partir da 
CPU e produzem um efeito no mundo exterior (isto é, saem na CPU), mediante 
comunicação com o utilizador; são os “atuadores”. Exemplos: monitor; 
impressora; projetor etc. 
Os periféricos de entrada e saída tanto produzem quanto recebem dados 
oriundos da CPU do computador. Exemplos: modem; monitor touchscreen; 
interfaces de rede; leitores/gravadores de mídia (CD-RW, DVD-RW, pendrives, 
cartões de memória); placas de som (com entradas e saídas de áudio), discos 
rígidos etc. 
Observação: “Professor, e os fones de ouvido, caixas de som, alto-falantes e 
microfones? Não são periféricos também? Estritamente falando, tais 
equipamentos não se comunicam diretamente com a CPU; na verdade, eles 
funcionam com sinais analógicos de áudio (i. é, não digitais), sendo ligados à 
placa de som do computador. Logo, é a placa de som o verdadeiro periférico 
de entrada/saída. Mas diversas bancas entendem que esses equipamentos 
também são periféricos. Nessecaso, o microfone é de entrada; os alto-falantes, 
fones de ouvido e caixas de som são de saída. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 55 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
 
Figura 20: periféricos de entrada, saída e entrada/saída (fonte: o Autor) 
E como as bancas tratam esse assunto? Vejamos: 
(FCC - 2018 - SABESP - Controlador de Sistemas de Saneamento 01) O hardware é: 
A) um software embutido em dispositivos eletrônicos durante a fabricação do sistema 
operacional. 
B) constituído pelos programas, criados a partir de algoritmos e suas representações 
no computador. 
C) constituído por componentes eletrônicos, com memória e dispositivos de 
entrada/saída. 
D) uma coleção de fios usados para transmitir sinais em paralelo. 
E) uma máquina virtual de um computador hipotético. 
Gabarito: letra C. 
(CESPE - 2017 - SEDF - Professor de Educação Básica - Informática) Acerca dos 
sistemas de entrada, saída e armazenamento em arquiteturas de computadores, 
julgue o item que se segue. 
CD-ROM, pendrive e impressora são exemplos de dispositivos de entrada e saída do 
tipo bloco. 
Gabarito: ERRADA. 
ENTRADA SAÍDA
ENTRADA/SAÍDA
CPU
00010101010… 00010101010…
00010101010…
CD-RW
Scanner
Joystick
Teclado
Webcam
Microfone
Mouse
Leitor cód. barras
Modem
Leitor/gravador 
CD-RW
Placa somPlaca rede
Mídias removíveis
Monitor
Impresssora
Projetor
Alto-falantes
CPU
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 56 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
3. COMPONENTES DE HARDWARE 
Agora vejamos individualmente os itens de hardware mais cobrados em sua 
prova. 
3.1 CPU ou Processador 
A CPU, UCP ou processador é o principal componente de hardware um 
computador; como vimos no início deste capítulo (que tratou da arquitetura de 
computadores), é lá que o processamento de dados realmente ocorre. Na CPU, 
os dados de entrada (oriundos dos periféricos de entrada ou armazenados 
localmente na máquina) são manipulados pela ULA segundo as instruções dos 
programas armazenados na memória principal da máquina; os dados de saída 
são então conduzidos aos periféricos correspondentes por intermédio do 
barramento de dados, sendo apresentados ao mundo exterior. Em suma, as 
instruções são buscadas na memória, decodificadas e então executadas, uma 
após a outra. 
Importante: sempre que houver referências à sigla CPU ou UCP, estou fazendo 
referência ao processador do computador. 
Na prática, o processador é um circuito integrado (ou chip, como é 
comumente denominado), no qual bilhões de componentes eletrônicos - 
denominados transístores - são cuidadosamente implantados, organizados e 
conectados, formando uma intrincada rede de circuitos eletrônicos. Em razão 
dessa complexidade construtiva e arquitetural, é um dos componentes mais 
caros dos computadores atuais. A figura 22 ilustra um exemplo de CPU muito 
presente no mercado atual, o i7 (da família Intel “CORE”), bem como o “raio-x” 
do seu interior. 
 
Figura 21: Processador Intel i7 (esq.) e imagem em microscópio do circuito integrado (“chip”) 
presente em seu interior (fonte: Intel – divulgação) 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 57 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Vamos exercitar? 
(CESPE - 2011 - FUB - Analista de Tecnologia da Informação – Específicos) Os blocos 
funcionais básicos de um computador digital — unidade central de processamento 
(CPU), memória e portas de entrada e saída — são interligados entre si por meio de 
barramentos de dados internos à CPU. A CPU executa uma sequência de instruções, 
ou programa, em memória, a qual armazena as instruções dos programas e os dados 
necessários à sua execução. As portas de entrada e saída são interfaces com as quais 
a CPU pode interagir com os dispositivos de entrada e saída. 
Gabarito: ERRADA. 
3.1.1 Frequência de operação 
A frequência de operação do processador, conhecida também como clock 
(“relógio”), é o número de vezes por segundo que o sinal de sincronismo é 
executado dentro do processador, ditando o ritmo em que as operações são 
realizadas pela CPU; esse ciclo é medido em uma unidade denominada hertz 
(Hz). Os processadores atuais operam na faixa dos bilhões de Hertz (isto é, 
em gigahertz). 
Exemplo: um computador que fizesse uma operação por segundo teria clock de 
um hertz (1 Hz). Mas os processadores atuais têm clocks da ordem de 2 GHz. 
Isso significa que eles são capazes de executar cerca de dois bilhões de pulsos 
de clock por segundo; em outras palavras, nos cerca de 250 milissegundos que 
duram um piscar de olhos, o processador realizar cerca de 500 milhões de ações. 
Por muito tempo falou-se que o clock era o único indicativo da velocidade do 
chip: quanto maior o clock, mais rápido ele seria. Todavia, uma vez que os 
processadores de gerações e fabricantes diferentes usam arquiteturas diversas, 
na prática é impossível comparar objetivamente o desempenho deles 
apenas ponderando a frequência do clock. 
“E como isso cai em prova?” Veja: 
(IESES - 2016 - SERGAS - Engenheiro - Obras) Em um computador, todas as 
atividades necessitam de sincronização. O clock serve justamente a este fim, ou seja, 
basicamente, atua como um sinal para sincronismo. A medição do clock é feita em 
hertz (Hz), a unidade padrão de medidas de frequência, que indica o número de 
oscilações ou ciclos que ocorre dentro de uma determinada medida de tempo, no 
caso, segundos. Por exemplo, o processador Intel® Core™2 Duo, com clock de 2,4 
GHz executa: 
(A) 2 bilhões de tarefas por segundo 
(B) 4,8 bilhões de tarefas por segundo 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 58 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(C) 4 bilhões de tarefas por segundo 
(D) 2,4 bilhões de tarefas por segundo 
Gabarito: letra D. 
(FGV - 2018 - AL-RO - Assistente Legislativo - Técnico em Informática) Observe a 
seguinte especificação de computador publicada em um site de vendas na Internet. 
Monitor 19,5” RAM 4GB HD 1TB Intel 2.41GHz Gravador DVD 
 
Sobre a especificação do computador ilustrado, assinale a afirmativa correta. 
(A) O clock do processador é 2.41GHz. 
(B) Possui 1TB de memória volátil. 
(C) Armazena somente até 4GB de fotos, de forma permanente. 
(D) Requer a configuração ABNT no teclado, para funcionar. 
(E) Grava DVD de até 1TB. 
Gabarito: letra A. 
 
Observação: 
Por ser um dispositivo de alto consumo energético, o processador dissipa uma 
quantidade considerável de calor; para se ter uma ideia, um Processador Intel 
Core i7-7700, operando em 3,6 GHz, necessita dissipar incríveis 65W de calor 
para se manter na temperatura normal de operação! Esse é um parâmetro 
conhecido como TDP (Thermal Design Power, ou potência térmica de projeto). 
Daí porque quase todos os processadores necessitam de dissipadores – ou 
coolers – para ajudá-los a resfriar (do contrário, eles invariavelmente 
queimariam, literalmente!). 
 
Informática para Concursos PúblicosCurso regular 
Aula 1 
 59 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
 
Figura 22: cooler com ventoinhas e dissipadores metálicos; cooler refrigerado a água. (fonte: 
Cooler Master/divulgação) 
Existem dissipadores que empregam aletas de alumínio, placas metálicas ou 
tubos de cobre (heat pipes). A maioria dos computadores possuem, associados 
aos dissipadores, ventiladores ou ventoinhas (fans), que auxiliam o esfriamento; 
computadores mais avançados empregam radiadores hidráulicos (com água!), 
semelhantes aos existentes em carros. 
Olhe como isso já foi cobrado em prova: 
(FCC - 2015 - DPE-SP - Analista de Suporte) Os coolers e fans foram criados para 
resolver o problema de superaquecimento de determinados componentes de um 
computador. Dentre estes tipos de dispositivos, INEXISTE: 
(A) Air cooler: um mini ventilador é colocado sobre um dissipador de cobre ou de 
alumínio. É recomendado para a maioria dos usuários, além de ser o tipo mais 
econômico. 
(B) Water cooler: uma bomba joga água fria sobre um dissipador, a água quente 
passa por outra tubulação e vai para um radiador, onde é esfriada por uma ventoinha. 
(C) Heatpipe cooler: o gás frio refrigera o processador até o gás ferver; quando 
evapora, vai para uma central onde é refrigerado e volta ao processador, 
completando o ciclo. 
(D) Fan ou exaustor: um ventilador empurra o ar quente do computador para fora 
do gabinete. 
(E) Nitro fan: um ventilador joga nitrogênio líquido dentro do gabinete, mantendo a 
temperatura abaixo de zero. É um dispositivo caro, mas seguro. Protege o aço do 
gabinete, a placa mãe e o processador, aumentando sua vida útil. 
Gabarito: letra E. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 60 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
3.1.2 Computadores de 32 e 64 bits 
Outro tema que cai bastante em provas de informática. É muito comum 
ouvirmos que determinado processador é de 32 ou 64 bits – hoje a maioria deles 
já é de 64 bits. Mas o que isso significa? 
Esses valores correspondem ao tamanho dos dados que um processador 
pode manipular por vez. Quando dizemos que um processador é de 32 bits, 
significa que cada conjunto mínimo de dados de entrada – que normalmente é 
denominado de palavra – é composto por uma sequência de 32 algarismos 
binários (“zeros” e “uns”). Note que o maior número que o processador de 32 
bits poderá manipular em uma operação é limitado a 232 = 4.294.967.296 ou 
4,3 bilhões, aproximadamente. Valores maiores deverão ser divididos em 
duas ou mais palavras de 32 bits. 
Observe ainda que essa limitação tem efeito sobre a memória máxima que 
o processador poderá trabalhar. Uma vez que os dados deverão ser gravados e 
recuperados na memória principal da CPU (veremos a seguir que essa memória 
é a conhecida RAM), o número máximo de endereços – e, portanto, o 
tamanho máximo da memória em sistemas computacionais de 32 bits também 
é de 232, ou 4.294.967.295 endereços diferentes. Esses endereços apontam 
para a memória RAM, onde as informações de que o processador manipula ficam 
armazenadas. Por esse motivo, processadores de 32 bits só conseguem 
lidar com, no máximo, 4 gigabytes (GB) de RAM. A máquina pode até ter 
mais memória instalada, mas o processador não conseguirá acessá-la, pois só 
consegue distribuir endereços para os primeiros 4 GB. 
Importante: processadores de 32 bits só conseguem lidar com, no 
máximo, 4 gigabytes (GB) de RAM! 
Processadores de 64 bits, por sua vez, conseguem guardar 264, 
ou 18.446.744.073.709.551.616 (18,4 setilhões) endereços diferentes! 
Por esse motivo, podem acessar muito mais RAM que os de 32 bits. Na verdade, 
eles conseguiriam distribuir endereços para 17 bilhões de GB de RAM, mas por 
razões práticas os computadores atuais raramente empregam mais que 
64 GB. Além de ser capaz de acessar mais RAM, os processadores de 64 bits 
via de regra também conseguem acessá-la de maneira mais rápida e eficiente, 
o que acaba deixando o computador mais rápido. 
O sistema operacional é o software que diz ao computador como deve utilizar 
seus componentes (no futuro próximo teremos uma aula específica só para os 
sistemas operacionais). De certa forma, ele diz ao computador como deve 
funcionar. Dessa forma, mesmo que o seu processador seja de 64 bits, ele 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 61 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
não aproveitará esse tamanho expandido de registro se você não 
instalar um sistema operacional de 64 bits também! 
Se o processador é de 64 bits, é sempre melhor instalar um sistema operacional 
de 64 bits também, para que ele possa funcionar com o máximo de sua 
capacidade. Processadores de 64 bits podem rodar sistemas operacionais 
de 32 bits, mas só poderão acessar 4 GB de RAM, e terão um desempenho 
inferior. Processadores de 32 bits, por sua vez, não conseguem rodar 
sistemas operacionais de 64 bits! 
Alguns programas e aplicativos também já estão disponíveis em versões 32 bits 
e 64 bits. Uma das vantagens das versões 64 bits é que elas podem usar mais 
memória. Programas 32 bits podem acessar apenas uma quantidade limitada de 
RAM, que depende também do processador e do sistema operacional. 
Um programa de 64 bits, por sua vez, pode acessar muito mais RAM. Por isso, 
tarefas que consomem volumes muito grandes de RAM, como edição de vídeos 
em alta definição, funcionarão consideravelmente melhor em versões 64 bits. 
Atenção: aplicativos 64 bits só funcionarão se instalados em cima de um 
sistema operacional de 64 bits também! Em outras palavras, se o seu 
processador ou sistema operacional funcionar em 32 bits, você não conseguirá 
instalar a versão 64 bits do programa. 
No entanto, se o seu processador e sistema operacional são 64 bits, mas o 
programa possui apenas versão 32 bits, não tem problema. Será possível 
instalá-lo e utilizá-lo normalmente. 
Em suma: se o processador é 64 bits, é recomendado instalar um sistema 
operacional de 64 bits; entretanto, ele suporta sistemas operacionais de 32 
bits (embora não funcione em plena capacidade). Note que o inverso não 
ocorre: processadores 32 bits não são compatíveis com sistemas 
operacionais de 64 bits. 
Aplicativos de 64 bits só funcionarão se o processador e o sistema operacional 
forem de 64 bits também. Não há problema em instalar aplicativos de 32 bits 
em sistemas operacionais e processadores de 64 bits. 
A tabela abaixo consolida e resume os conceitos sobre CPUs de 32 e 64 bits: 
SOFTWARES CPU de 32 bits CPU de 64 bits 
Sistema operacional de 32 bits þ þ 
Sistema operacional de 64 bits þ 
Aplicações de 32 bits þ þ 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 62 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
SOFTWARES CPU de 32 bits CPU de 64 bits 
Aplicações de 64 bits þ 
MEMÓRIA RAM (máxima) 4 GB 17 bilhões GB (!) 
Veja como esse tema já foi cobrado em prova: 
(CESPE - 2004 - STJ - Analista Judiciário - Arquivologia) Caso a quantidade de 
memória RAM do computador sejadobrada, é possível que o tempo de 
processamento de dados de determinadas tarefas seja reduzido. 
Gabarito: CORRETO. 
(FCC - 2010 - MPE-SE - Analista do Ministério Público - Informática I) Uma versão de 
64 bits do sistema Windows 7 deve ser instalada 
(A) somente em computadores cujo processador processe as informações também 
em 64 bits. 
(B) somente para processamento de programas projetados para 64 bits. 
(C) em qualquer computador, com todos os drivers de dispositivo compatíveis com 
32 ou 64 bits. 
(D) em qualquer computador, com processador compatível com 32 ou 64 bits. 
(E) em qualquer computador, desde que a memória comporte o tamanho do sistema. 
Gabarito: letra A. 
Observação: 
Processadores de 32 bits ou x86 
Esse termo se refere a uma família de processadores baseados no processador 
8086 da Intel, lançado em 1978, que trabalhava com 16 bits. O termo x86, 
porém, tornou-se comum com o advento do processador 80386, que já possuía 
32 bits de tamanho de palavra. Até hoje associamos o termo x86 aos 
processadores de 32 bits. 
Processadores de 64 bits ou x64 
 
4 Essa arquitetura foi desenhada inicialmente pela gigante do ramo de processadores, a AMD (Advanced Micro Devices), 
sendo que a primeira família de CPUs a possuir suporte a ela foi o AMD K8. A AMD, aliás, foi a primeira empresa a fazer 
uma modificação significativa na arquitetura x86. Curiosamente, a Intel (líder do mercado de processadores) viu-se 
obrigada a seguir essa nova tendência de arquitetura e lançou então seu primeiro processador de 64 bits, sob licença da 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 63 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Esse é um nome genérico para a família de processadores de 64 bits, derivada 
da arquitetura de 32 bits (x86). Seu nome tem origem nessa arquitetura, e por 
uma questão de convenção passou-se a chamar os processadores de 64 bits 
como x64, mantendo uma similaridade de nomenclaturas. 
Prossigamos. 
3.1.3 CPU Multicore 
Já vimos que os processadores – CPU ou UCP – são constituídos pela unidade 
de controle, unidade lógica-aritmética e o banco de registradores. A esse 
conjunto damos o nome de núcleo de processamento. Por que ressalto esse 
ponto? Porque hoje é extremamente comum – em smartphones, tablets, 
desktops e notebooks e outros dispositivos – os processadores multicore (ou 
com múltiplos núcleos). 
Em 1965, Morgan Moore, um cientista americano, postulou que os 
computadores duplicariam seu desempenho a cada ciclo de 
aproximadamente um ano e meio, enquanto seus custos permaneceriam 
aproximadamente constantes – é a conhecida lei de Moore, que vigorou por 
anos, particularmente na década de 90. Naquela época, isso poderia ser atingido 
por duas formas: incrementando o número de componentes integrados em um 
chip de processador ou aumentando sua velocidade de processamento. 
A verdade é que ambas as formas de 
“turbinar” um processador encontram 
limites físicos: não se pode aumentar 
indefinidamente o número de 
componentes integrados no 
processador; além disso, aumentar a 
velocidade de processamento aumenta o 
consumo de energia e o calor gerado no 
núcleo de processamento, além de 
outras questões de ordem prática. Qual 
a estratégia que os fabricantes 
encontraram então para atender à lei de 
Moore? Bom, resolveram “dividir para 
 
AMD (assim a AMD ficaria liberada a fazer toda e qualquer alteração que quisesse no x86). Como essa arquitetura nasceu 
de uma adaptação da x86 (duplicando o tamanho das palavras), ela herdou praticamente todas suas características, 
sendo assim os processadores x64 plenamente retrocompatíveis com os sistemas x86 de 32 e 16 bits. 
 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 64 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
conquistar”! Foi o advento da era dos processadores de múltiplos núcleos ou 
multicore. A figura ao lado ilustra a arquitetura de um chip de processador Intel 
CORE, com a divisão dos núcleos (6 cores) e dos demais blocos funcionais 
(fonte: intel.com). 
Como o nome diz, processadores multicore possuem dois ou mais núcleos de 
processamento construídos em um mesmo encapsulamento (i. é, no mesmo 
chip), capazes de operar em conjunto para processar em paralelo as diversas 
tarefas de um computador. O precursor comercial dessa nova geração de 
processadores foi o Celeron Dual-Core. 
 “Professor, como se dá o processamento em uma CPU multicore?” Um 
componente chamado de escalonador determina em qual dos núcleos uma 
determinada tarefa deve ser executada. Essa divisão poderá ser em relação ao 
programa que está em execução (ou seja, eu divido o esforço computacional 
em executar um programa como o Word, por exemplo, entre os dois ou mais 
núcleos existentes); ou ainda, entre os diversos programas em execução 
simultânea no computador (determinando, por exemplo, que um núcleo 
execute o Word e o outro núcleo fique encarregado do programa de 
reprodução de mp3 que estou ouvindo no momento que digito esta aula!). 
Nos processadores multicore mais modernos – especialmente aqueles que 
integram dispositivos móveis – o esquema de escalonamento (i. é, a divisão de 
tarefas entre os núcleos) é bastante sofisticado; pode-se até mesmo desligar 
um ou mais núcleos ociosos para economizar energia e dissipar menos calor. 
A divisão de tarefas entre os núcleos evita que o processador trabalhe em 
frequências muito altas (e, portanto, gaste mais energia); aliás, se o esquema 
de divisão de tarefas entre os núcleos funcionasse de maneira eficiente, um 
processador com dois núcleos poderia trabalhar com quase o dobro da 
velocidade de um single core (núcleo único). Mas como o escalonador demora 
certo tempo para fazer essa decisão, na prática fica quase impossível atingir 
o dobro exato de desempenho. Um processador dual-core de 1,5 GHz, por 
exemplo, tem desempenho ligeiramente inferior a uma CPU de núcleo único de 
3 GHz. Por outro lado, ele consome menos energia e tem mais facilidade para 
lidar com situações em que diversas aplicações de software são executadas ao 
mesmo tempo (como ouvir música e navegar na internet, por exemplo). 
Portanto, com o advento dos processadores multicore, a lei de Moore perdeu o 
sentido, visto que já não era mais necessário aumentar a frequência do 
processador como antes para se obter um desempenho superior – bastava 
acrescentar mais núcleos de processamento à CPU. Atualmente existem 
processadores comerciais de 2, 4, 6, 8 e até mesmo 24 núcleos. 
Suor poupa lágrimas! Vamos exercitar? 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 65 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(FCC - 2017 - TRE-SP - Técnico Judiciário – Operação de Computadores) Foi solicitado 
a um Técnico realizar a manutenção de um computador de 64 bits com processador 
quadcore. Essa máquina 
(A) tem 32 bits no barramento de dados e 32 bits no barramento de endereços. 
(B) tem um processador cujo cache L1 é de 64MB. 
(C) pode ter um processo grande dividido em 4 partes para serem executadas nos 4 
núcleos do processador. 
(D) consome muita energia, pois os núcleos do processador ficam funcionando 
sempre e ao mesmo tempo. 
(E) tem2⁶⁴ de memória RAM, ou seja, 32GB. 
Gabarito: letra C. 
(CESPE - 2009 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Judiciária) Com base na 
configuração apresentada, assinale a opção correta. 
(A) 1,6 GHz indica que o processador possui capacidade de armazenamento de dados 
de 1.600 MB. 
(B) Intel Core Duo indica a existência de memória dupla, o que amplia a velocidade 
de processamento das informações. 
(C) 533 MHz FSB indica a capacidade da memória RAM. 
(D) Intel Core Duo indica que há dois processadores no mesmo chip de silício. 
Gabarito: letra D. 
Observações: 
a) Hyper Threading 
As principais linhas de processadores da Intel – a maior fabricante de CPUs do 
mundo - apresentam uma tecnologia chamada de Hyper Threading (HT). 
O Hyper Threading permite aos processadores multicore ter acesso a um recurso 
de escalonamento de tarefas muito mais eficiente; processadores HT são 
capazes de encaminhar as tarefas de processamento aos núcleos de forma muito 
mais ágil, visando a diminuição dos períodos de ociosidade dos núcleos. 
Dessa forma, o desempenho de processadores com Hyper Threading é muito 
melhor em aplicações que dependem de alto grau de paralelismo de 
processamento de dados. Exemplos de aplicações desse tipo são editores de 
vídeo, jogos, softwares de modelagem, simuladores e etc. 
“Professor, é verdade que o Hyper Threading dobra o número de núcleos do 
processador?” Há um mito, em muito fortalecido pelo sistema operacional 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 66 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Windows, de que o Hyper Threading dobraria a quantidade de núcleos do 
processador: um quadcore, então, passaria a operar como um octacore e assim 
por diante. Não é bem assim. 
Na verdade, o agendamento muito mais eficiente das tarefas por parte da CPU 
permite que ela tenha um desempenho de processamento paralelo muito maior, 
mas isso não significa que um dual-core funcionará como quadcore. Versões 
anteriores ao Windows 10 apresentavam o dobro dos núcleos de processamento 
em CPUs com Hyper Threading, porque é dessa forma que o sistema operacional 
enxerga o processador com essa alta capacidade de trabalho e agendamento 
eficiente de tarefas. 
b) Turbo Boost e Turbo Core 
Ambas as tecnologias funcionam de forma bastante parecida, mas possuem 
nomes diferentes por serem de empresas diferentes. Turbo Boost (Intel) e Turbo 
Core (AMD) são soluções bastante elegantes, aumentando a frequência dos 
núcleos durante pequenos intervalos de tempo sempre que o processador 
não estiver quente demais (esse processo é conhecido como overclocking). Em 
alguns casos, o Turbo Boost e o Turbo Core adotam um esquema ainda mais 
radical, desligando alguns núcleos e aumentando a frequência dos restantes. 
Hora de praticar. Vamos juntos? 
(CESPE - 2009 - ANAC - Técnico Administrativo - Informática) Uma das 
características de um processador é sua frequência de operação, que pode ser 
medida em megahertz (MHz) ou milhões de ciclos por segundo, também denominada 
frequência de clock. Mas nem sempre um processador com maior frequência de 
operação é mais rápido que outro que opera com frequência menor. 
Gabarito: CERTO. 
(FCC - 2017 - TRE-SP - Técnico Judiciário – Operação de Computadores) Foi solicitado 
a um Técnico realizar a manutenção de um computador de 64 bits com processador 
quadcore. Essa máquina 
a) tem 32 bits no barramento de dados e 32 bits no barramento de endereços. 
b) tem um processador cujo cache L1 é de 64MB. 
c) pode ter um processo grande dividido em 4 partes para serem executadas nos 4 
núcleos do processador. 
d) consome muita energia, pois os núcleos do processador ficam funcionando 
sempre e ao mesmo tempo. 
e) tem 2⁶⁴de memória RAM, ou seja, 32GB. 
Gabarito: letra C. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 67 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
3.2 Memórias 
A função da memória em um sistema computacional é armazenar, de forma 
temporária ou permanente, os dados a serem utilizados pelo processador em 
algum momento de seu ciclo de operação. A inexistência de uma memória, na 
qual as CPU possam ler ou escrever informações, inviabiliza o conceito de 
computador digital com programa armazenado concebido por von Neumann. 
Um computador necessita de diferentes tipos de memória para que funcione de 
forma adequada. Na verdade, dois fatores definem qual memória será mais 
adequada a determinado tarefa executada pelo computador: a velocidade de 
escrita/leitura e a capacidade de armazenamento. 
Algumas tarefas requerem que a transferência de dados seja feita da forma 
mais rápida possível – é o caso das operações realizadas pela CPU, nas quais 
a velocidade é o fator preponderante. Note que, como as instruções são 
realizadas uma a uma, a quantidade de bits a ser manipulada é muito pequena 
(32 ou 64 bits, dependendo da CPU), não requerendo, portanto, grandes 
quantidades de armazenamento. 
A existência de vários tipos de memória em um computador tem origem em 
diversos fatores, mas fundamentalmente decorre do aumento da velocidade 
das CPU – a qual, via de regra, é muito maior que o tempo de acesso à 
memória. Se existisse apenas um tipo de memória no computador, sua 
velocidade deveria ser compatível com a da CPU, de modo que esta não “ficasse 
esperando” muito tempo por um dado que estivesse sendo transferido da 
memória para a ULA. Para ter uma ideia, enquanto uma CPU atual manipula 
uma palavra em 5 nanossegundos (5 bilionésimos de um segundo), memórias 
convencionais transferem um dado em “longos” 60 nanossegundos. Portanto, 
considerando os diferentes tipos de memórias em uso atualmente, as quais 
variam em função de sua tecnologia de fabricação, capacidade de 
armazenamento, velocidade e custo, pode-se dizer que ficaria muito difícil -para 
não dizer impossível - projetar um computador utilizando-se apenas um único 
tipo de memória. 
A figura a seguir apresenta um esquema representativo das memórias 
disponíveis em um sistema computacional. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 68 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
 
Figura 23: tipos e características das memórias existentes em um computador (fonte: o Autor). 
Note que a base da pirâmide é larga, simbolizando a grande capacidade de 
armazenamento desses tipos de memórias; em contrapartida, elas apresentam 
velocidade e custo de fabricação relativamente baixos. Assim, esse nível 
representa dispositivos de armazenamento de massa (memória secundária), 
de baixo custo por byte armazenado, mas, ao mesmo tempo, com baixa 
velocidade de leitura e escrita. Subindo em direção ao topo percebemos que, 
quanto mais rápidas forem as memórias, mais elevado será (em regra) o seu 
custo e menor a sua capacidade de armazenamento – é o caso dos 
registradores. 
As duas camadas intermediárias – a memória principal e a memória cache – são 
categorias de memórias com características intermediárias de velocidade e custo 
de fabricação. A seguir, veremos em detalhes cada um desses tipos de memória 
e seu emprego dentro de um sistema computacional. 
3.2.3 Memória Principal 
A memória principal é um tipo de memória diretamente acessada pela CPU 
por meio do barramento correspondente.Além de manter os dados e 
instruções de programas em utilização pelo processador, esse tipo de 
memória dá acesso às memórias secundárias, de forma a disponibilizar 
dados diversos ao processador. 
Em outras palavras, o computador, uma vez inicializado, carrega os dados dos 
programas em execução na memória principal, e esses ficam disponíveis para 
Baixos valores de 
armazenamento
Alta velocidade
custo elevado
tradorRegis
Cache
Memória
Disco 
rígido
(HD), 
CDs di
versos
Pendr
ives et
c.
Memória secundária
RAM e
 ROM
Memória principal
Alta capacidade de 
armazenamento
Baixa velocidade
custo reduzido
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 69 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
acesso e processamento pela CPU (veremos a frente que esse acesso não é 
direto, mas por meio do chipset). 
A memória principal é dividida em memória volátil (Registradores, Cache e 
RAM) e não volátil (ROM). 
3.2.3.1 Registradores 
Durante o processamento, a CPU busca e carrega dados e instruções 
armazenados na memória principal e os “guarda” provisoriamente em seu 
interior, nos dispositivos denominados registradores. Lembra deles? Vimos os 
registradores em nossa aula de arquitetura de computadores, sob a 
denominação de acumulador. 
O conceito de registrador surgiu da necessidade do processador de armazenar 
temporariamente dados intermediários durante o ciclo de processamento. Por 
exemplo: suponha que o resultado de uma determinada operação precise ser 
novamente tratado pela CPU. Ao invés de armazená-lo na memória principal – 
o que demandaria vários pulsos de clock para escrevê-lo, buscá-lo e carregá-lo 
novamente na CPU – o dado é “salvo” no acumulador - que é um banco de 
registradores - disponível na CPU, estando pronto para ser novamente 
“trabalhado” pela ULA. 
Por causa da tecnologia utilizada, os registradores são um tipo de memória 
extremamente rápida e bastante cara, ficando no topo da “pirâmide de 
memórias” da figura 23. Por esse motivo, sua disponibilidade em um 
computador é muito limitada. Cada registrador possui capacidade para manter 
apenas um dado (uma palavra). 
3.2.3.2 Memória Cache 
Sabemos que o processador precisa buscar dados e instruções em uma memória 
externa – denominada memória principal (veremos em breve que essa é a 
famosa memória RAM) – para processá-los e gerar uma saída de interesse do 
usuário. Entretanto, a tecnologia atual dos processadores fez com que se esses 
dispositivos se tornassem bem mais rápidos que a memória principal, surgindo 
a necessidade de diminuir esse atraso gerado pela transferência de 
dados/instruções entre os dois dispositivos. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 70 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Para solucionar a limitação imposta pela velocidade 
de comunicação entre processador e memória, 
desenvolveu-se uma técnica de hardware que 
consistia na inclusão de um dispositivo de 
memória rápida entre a memória principal e o 
processador. Esse dispositivo é denominado 
memória cache. Sua função principal é acelerar a 
velocidade de transferência das informações 
entre processador e memória principal e, com isso, 
aumentar o desempenho dos sistemas de 
computação. As memórias cache, assim como os registradores, são dispositivos 
ditos voláteis, pois dependem de energia para manter o seu conteúdo 
armazenado (em outras palavras, quando o computador é desligado, perdem 
seu conteúdo, necessitando de uma nova operação de carregamento dos dados). 
Assim, a memória cache é um tipo de memória construída no mesmo chip 
(circuito integrado) do processador, o que tende a elevar substancialmente os 
custos de produção. Para amenizar o fator custo e dispor das vantagens de um 
sistema computacional de alto desempenho, foram incorporadas ao 
processador pequenas porções de memória cache, as quais funcionam 
como um “espelho” de parte da memória principal, aumentando a “performance” 
da CPU como um todo. 
Nesse caso, quando o processador solicita um determinado dado e o encontra 
na cache, não há necessidade de requisitá-lo à memória principal, o que reduz 
significativamente o tempo de processamento. Em outras palavras, quanto mais 
memória cache um processador possuir, maior a quantidade de dados da 
memória principal replicada no interior do processador, e melhor será, em tese, 
o seu desempenho. 
A tecnologia de fabricação da memória cache é a S-RAM (Static Random Access 
Memory - memória de acesso aleatório estática), a qual é bastante diferente das 
memorias D-RAM (Dynamic Random Access Memory - memória de acesso 
aleatório dinâmica) – tecnologia da memória principal. O termo “aleatório” indica 
que é possível ler ou escrever dados em qualquer endereço de memória e de 
forma aleatória (sem seguir uma ordem específica). 
A diferença entre a S-RAM e a D-RAM é que nas primeiras não há necessidade 
de refresh ou realimentação constante para que os dados armazenados não 
sejam perdidos. As DRAM empregam pequenos componentes denominados 
capacitores, para armazenar os dados; dessa forma, precisam ser 
frequentemente “recarregados” para manter a informação binária neles 
armazenada. As memórias SRAM, por outro lado, se utilizam de seis transístores 
(ou quatro transístores e dois resistores) para formar uma célula de memória. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 71 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Assim, enquanto o computador estiver alimentado (ligado), o refresh passa a 
não ser necessário, o que faz com que esse tipo de memória seja mais rápido e 
consuma menos energia. 
Os processadores trabalham, basicamente, com dois tipos de cache: cache 
L1 (Level 1 ou Nível 1) e cache L2 (Level 2 ou Nível 2). Normalmente a cache 
L2 é um pouco maior que a L1, tendo sido introduzida quando a cache L1 se 
mostrou insuficiente frente ao crescente aumento da velocidade de clock e da 
complexidade dos programas executados pelos processadores. 
Nas gerações anteriores de processadores, a cache L1 ficava localizada no 
interior do processador e a cache L2 era externa a ele. Nas CPU atuais, ambos 
os tipos ficam localizados dentro do chip do processador, sendo que, em 
muitos casos, a cache L1 é dividida em duas partes: “L1 para dados” e “L1 
para instruções”. Dependendo da arquitetura do processador – e é o que 
ocorre na maioria dos processadores multicore atuais – as CPU são dotadas 
de um terceiro nível de cache (L3), maior que o L2. A Figura 24 apresenta 
um diagrama de blocos de um processador multicore de quatro núcleos, a 
distribuição da memória cache e sua relação com a memória principal. 
 
Figura 24: memórias cache existentes em uma CPU multicore (fonte: o Autor). 
A divisão tradicional entre cache L1 e cache L2 funcionou bem durante a fase 
dos processadores single-core e dual-core. Entretanto, com a introdução dos 
processadores quadcore (e superiores) passou a fazer mais sentido usar caches 
L1 e L2 menores e incluir um terceiro nível de cache. Com isso, temos 4 
pequenos blocos de cache L1 e L2 (um para cada core) e um grande cache L3 
compartilhado entre todos os núcleos. 
Cache L1 
(dados)
Cache L1 
(instruções)
Cache L2 (dados e instruções)
Cache L3 (dados e instruções)Cache L1 
(dados)
Cache L1 
(instruções)
Cache L2 (dados e instruções)
Memória principal (RAM)
CPU multicore (chip)
Núcleo 1 Núcleo 2
Cache L1 
(dados)
Cache L1 
(instruções)
Cache L2 (dados e instruções)
Núcleo 3
Cache L1 
(dados)
Cache L1 
(instruções)
Cache L2 (dados e instruções)
Núcleo 4
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 72 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
3.2.3.3 Random Access Memory 
A memória RAM (Random Access Memory, memória de acesso aleatório) 
corresponde à memória principal volátil: seu conteúdo fica armazenado 
enquanto o computador estiver ligado (energizado). Em outras palavras, ao se 
desligar a corrente elétrica, o conteúdo da memória RAM é invariavelmente 
apagado. Soa familiar? Esse é o motivo pelo qual muitas pessoas (entre as quais 
eu me incluo!) perdem arquivos que estão utilizando quando ocorrem certos 
eventos “catastróficos” como, por exemplo, alguém esbarra no cabo ligado de 
força do computador ou mesmo quando o fornecimento de energia cessa por 
qualquer razão. Nesses casos, o arquivo em uso ainda não havia sido salvo em 
algum tipo de memória permanente (o disco rígido do computador, p. ex.). 
A memória RAM é denominada genericamente de D-RAM (Dynamic RAM ou RAM 
dinâmica), pelo fato de possuir uma característica chamada refresh 
(“refrescamento”). O refresh tem a finalidade de manter os dados armazenados 
enquanto o computador estiver ligado. Essa denominação está ligada à 
tecnologia construtiva das células que compõem esse tipo de memória: ela 
se baseia na utilização de dispositivos semicondutores (transístores) 
associados a capacitores para representar os bits de dados armazenados. 
Pelo fato de precisarem ser “refrescadas” constantemente, as memórias D-RAM 
consomem muitos ciclos do processador no processo de realimentação, 
além de consumirem mais energia que outros tipos de memória. Por essa 
razão, são mais lentas, além de possuírem menor custo e capacidade de 
armazenamento de dados consideravelmente maior que as memórias estáticas 
S-RAM (como é o caso da cache, vista anteriormente). 
Atualmente, existe um verdadeiro “zoológico” de tipos de RAM, com muitas 
opções de padrões e encapsulamentos, face à busca constante da indústria por 
modelos de maior capacidade, maior velocidade de acesso, menor consumo de 
energia e baixo tempo de refresh. 
A memória RAM é comercializada na forma de “pentes” ou módulos de 
memória, contendo uma determinada quantidade de armazenamento nominal. 
Os módulos podem variar de acordo com as características do tipo de memória, 
especialmente aquelas ligadas ao desempenho ou velocidade de transferência 
de dados. Sendo assim, existem diferentes modelos de módulos de memória 
disponíveis no mercado, dentre os quais podemos citar: 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 73 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
a) Módulos SIMM (Single In Line Memory Module: módulo de memória em 
linha simples): memórias bem antigas, que por possuir chips em um único lado, 
operavam com 32 bits de dados. Eram utilizados em memórias FPM e EDO RAM 
e, por terem se tornado obsoletas, não se encontram mais disponíveis no 
mercado atualmente; 
b) Módulos DIMM (Double In Line Memory Module: módulo de memória em 
linha dupla): Apresentam contatos em 
ambos os lados do módulo, trabalhando 
com 64 bits de dados. São utilizados 
atualmente em memórias DDR, DDR2, 
DDR3 e DDR4. 
Seguem abaixo alguns padrões de 
memória RAM mais utilizados atualmente: 
a) DDR (Double Data Rate – velocidade 
de dados dupla): duplicam o 
desempenho da memória em relação 
à D-RAM comum, possibilitando a 
transferência de dois lotes de dados 
– entre processador e memória – por 
ciclo de clock. Essas memórias possuíam 184 contatos metálicos. 
b) DDR-2: possibilitam a transferência de quatro lotes de dados por ciclo de 
clock e apresentam menor consumo de energia que a DDR original. Elas 
tinham 240 pinos que garantiam a comunicação com a placa-mãe. 
c) DDR-3: transferem oito lotes de dados por ciclo de clock e consomem 
ainda menos energia que sua versão anterior. A memória DDR3 tem 204 
contatos. 
d) DDR-4: transferem 16 lotes de dados por ciclo de clock. A tecnologia 
DDR4 trabalha com menor tensão (apenas 1,2 V), maiores frequências 
(que podem chegar até 3.200 MHz), maiores densidades (módulos de até 
16 GB) e outras melhorias. 
Embora não seja possível prever quando novos padrões de memória surgirão, 
não deve demorar muito para que memórias DDR5 entrem no mercado: a 
indústria da computação evolui rápida e constantemente, aumentando a 
capacidade e a velocidade das memórias pari-passu ao desenvolvimento dos 
processadores e demais periféricos. 
Treinamento difícil, combate fácil! Vamos exercitar? 
 (FCC - 2015 - TRE-AP - Analista Judiciário - Administrativa) Para comprar um 
computador que atenda suas necessidades, um Analista fez uma pesquisa na Internet 
para conhecer as configurações dos componentes internos. Nessa pesquisa, concluiu 
corretamente que 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 74 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(A) “HyperX FURY 4 GB 1600MHz DDR3 CL10 DIMM Red Series HX316C10FR/4" 
refere-se à memória RAM. 
(B) “GIGABYTE Micro ATX p/ Intel LGA 1155 GA-H61M-S1" refere-se à placa de vídeo. 
(C) “Seagate SATA 3 500 GB 7200RPM 6.0 Gb/s ST500DM002" refere-se ao 
processador. 
(D) “AMD A4 7300 Dual Core 3.8 GHz (4.0 GHz Max Turbo) 1MB FM2 
AD7300OKHLBOX" refere-se ao disco rígido. 
(E) “VGA Point of View GeForce GTX650 1 GB GDDR5 128-Bits - VGA-650-C1-1024" 
refere-se à placa mãe. 
Gabarito: letra A. 
(CESPE - 2011 - Correios - Agente de Correios - Carteiro) A respeito da memória 
RAM utilizada em computadores, assinale a opção correta. 
(A) Os dados gravados nessa memória são apagados quando se desliga o 
computador. 
(B) Essa memória permite, principalmente, aumentar a capacidade de 
armazenamento do disco rígido. 
(C) Há incompatibilidade no uso compartilhado desse tipo de memória com placas de 
vídeo. 
(D) Somente computadores com grande capacidade de processamento fazem uso 
adequado desse tipo de memória. 
(E) A gravação de dados nesse tipo de memória é mais lenta que em um disco rígido 
do padrão SATA. 
Gabarito: letra A. 
3.2.3.4 Read-Only Memory 
A memória ROM (Read-Only Memory ou memória apenas de leitura) também 
é uma memória principal, mas apresenta algumas diferenças em relação à 
memória RAM. A primeira delas é o fato de ser uma memória somente de 
leitura, ou seja, seu conteúdo é escrito uma vez e não é mais alterado, 
mas tão-somente consultado (“lido”). Outra característica das memórias ROM é 
que elas são do tipo não volátil, isto é, os dados gravados não são perdidos 
na ausência de suprimento de energia elétrica ao dispositivo. 
As memórias ROM podem são classificadas em: 
a) PROM (Programmable Read-Only Memory): este é um dos primeiros tipos 
de memória ROM. A gravação de dados neste tipo de memória ocorre por meio 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 75 de 161 Prof. B. Sakamotowww.cdfconcursos.com.br 
da “queima” seletiva de um arranjo de microfusíveis existentes no interior do 
chip; essa queima ordenada corresponderá à representação dos dados binários 
armazenados (uma analogia simplificada seria a seguinte: a cada fusível 
queimado atribuiríamos o valor binário 0 e cada fusível íntegro, não 
queimado, do arranjo representaria o valor 1). Uma vez que os microfusíveis 
são inutilizados definitivamente, os dados gravados na memória PROM não 
podem mais ser apagados ou alterados. 
b) EPROM (Erasable Programmable 
Read-Only Memory): as memórias 
EPROM têm como principal 
característica a possibilidade de os 
dados serem regravados no 
dispositivo. Isso é feito com o auxílio 
de um aparelho especial que emite luz 
ultravioleta. Nesse processo, os 
dados gravados são completamente 
apagados e, após esse procedimento, 
uma nova gravação pode ser 
realizada. 
c) EEPROM (Electrically-Erasable Programmable Read-Only Memory): este tipo 
de memória ROM também permite a regravação de dados; ao contrário do 
que acontece com as memórias EPROM, os processos para apagar e gravar 
dados são feitos eletricamente, fazendo com que não seja necessário colocar 
o dispositivo em um equipamento especial de apagamento, como ocorre com as 
memórias EPROM. 
d) EAROM (Electrically Alterable Read-Only Memory): memória semelhante à 
EPROM; a modificação dos dados existentes ocorre por meio da aplicação de 
determinados níveis de tensão elétrica em um de seus terminais. 
e) FLASH: as memórias flash também podem ser vistas como um tipo de 
EEPROM; no entanto, o processo de gravação (e regravação) é muito mais 
rápido. Além disso, memórias flash são mais duráveis e podem guardar um 
volume elevado de dados. Trata-se do tipo de memória utilizada em pendrives 
e cartões de memória (embora essas sejam consideradas memórias 
secundárias). 
f) CD-ROM (Compact Disk ROM), DVD-ROM (Digital Video Disk ROM), Blu-
ray e semelhantes: essa é uma categoria de discos ópticos nos quais os 
dados são gravados apenas uma vez, seja de fábrica, como os CD de músicas 
ou DVD de filmes, ou com dados próprios do usuário, quando este efetua a 
gravação por meio de gravadores especiais instalados no computador. Também 
são denominados CD-R (ou DVD-R), em que o “R” significa recordable 
(gravável). Há também uma categoria que pode ser comparada ao tipo EEPROM, 
Memória EPROM: note a janela transparente em cima 
do chip, para que a luz ultravioleta apague os dados 
previamente gravados (fonte: 
https://www.nightfallcrew.com). 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 76 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
pois permite a regravação de dados: CD-RW (RW significa rewritable, 
regravável), DVD-RW e afins. 
3.2.4 Memória secundária 
A memória secundaria também é conhecida como memória de massa, por 
possuir uma capacidade de armazenamento muito superior à das outras 
memórias, conforme discutido neste capítulo. Outra característica que a difere 
das outras memórias é o fato de ser permanente (não volátil), ou seja, não 
perde o conteúdo armazenado caso o computador seja desligado. Por estar na 
base da “pirâmide de memórias” (figura 24), apresenta o menor custo por 
byte armazenado. 
Este tipo de memória não possui acesso direto pelo processador, sempre 
havendo a necessidade de carregamento de dados dos dispositivos de 
memória secundária para a memória principal, para que então sejam 
enviados ao processador. 
A memória secundária pode ser constituída por diferentes tipos dispositivos, 
alguns permanentemente ligados ao sistema para acesso imediato (ex.: discos 
rígidos, discos de estado sólido - SSD) e outros que podem ser conectados 
quando requisitados pelo usuário (ex.: pendrives, cartões de memória, 
CD/DVD/Blu-ray, unidades de disco de rede e em nuvem, entre outros). 
 
 Figura 25: memórias de massa (de cima para baixo, da esq. para a dir.): CD-R; DVD-R; Blu-
ray; disco rígido – HD (hard drive); unidade de estado sólido – SSD (solid state drive); cartão 
SD (secure digital); cartão mini SD; pendrive, e; HD externo (fonte: divulgação dos fabricantes). 
 
 
 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 77 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Observação importante! 
Existe uma outra classificação das memórias que têm sido alvo de cobrança em 
prova. Nessa classificação (que consta da obra de Fernando Velloso, 
Informática: Conceitos básicos – 9ª edição), faz-se uma diferença entre 
memória secundária e memória terciária. A memória secundária, segundo esse 
ponto de vista, não necessita de operações de montagem ou ações físicas do 
usuário (inserção de uma mídia ou média em um dispositivo de leitura/gravação) 
para acessar os dados, como discos rígidos. A memória terciária, por outro lado, 
depende de uma intervenção do usuário, como a inserção de discos ópticos no 
drive correspondente, de um pendrive na porta USB e assim por diante. 
Note ainda que os discos rígidos magnéticos (HD), outrora exclusivamente 
memórias secundárias, atualmente são comercializados na forma de 
drives externos (os chamados HD externos), com capacidades que variam de 
500GB a 3TB e acessáveis pelo computador via porta USB. Nesse caso, são 
classificados como memórias terciárias. 
O software armazenado em uma memória ROM é comumente denominado de 
firmware. Na placa-mãe e nos periféricos diversos do computador há chips de 
memórias não voláteis, que armazenam os firmwares respectivos. 
As memórias ROM existentes na placa-mãe armazenam três programas 
principais: 
a) BIOS (Basic Input Output System): ou Sistema Básico de Entrada e 
Saída, é responsável por carregar no processador da máquina as instruções de 
operação dos dispositivos básicos de entrada e saída (memórias, discos, portas, 
periféricos etc.); 
b) POST (Power-On Self Test): ou autoteste de inicialização, programa de 
verificação e teste que é executado após a ligação do computador, realizando 
diversas ações de verificação sobre o hardware instalado (como a contagem de 
memória, por exemplo); 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 78 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
 
Figura 26: POST da BIOS (fonte: o Autor). 
c) o SETUP: Programa que altera os parâmetros armazenados na memória de 
configuração (CMOS). 
 
Figura 27: SETUP (fonte: o Autor). 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 79 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
O CMOS (cujo nome da tecnologia de fabricação do chip de memória: 
Complementary Metal Oxide Semiconductor) é uma memória complementar, 
volátil, responsável por armazenar os dados de configuração (SETUP) do 
computador - como data, hora, dispositivos instalados, sequência de 
inicialização etc. Por ser volátil, depende de 
uma bateria (à direita) instalada na placa mãe 
para reter esses dados (fonte: 
http://dikampungdigital.com). É por esse motivo 
que os computadores mantêm atualizadas as 
informações de data e hora mesmoquando são 
desligados; aliás, quando a bateria do CMOS se 
exaure, o computador inicializa com a data e hora 
originalmente gravadas na data de fabricação do 
chip (que às vezes é muito antiga em relação à 
data atual, diga-se de passagem...). 
Olhe como isso já caiu em prova: 
(UFV - 2017 - UFV-MG - Técnico de Tecnologia da Informação) Considerando a 
classificação dos diferentes tipos de memória em um computador pessoal como 
voláteis ou não voláteis, quanto à necessidade de uma fonte de energia elétrica para 
se manter os dados armazenados, é INCORRETO afirmar que: 
(A) a memória RAM é uma memória volátil. 
(B) a memória Flash é uma memória não volátil. 
(C) a memória CMOS é uma memória não volátil. 
(D) a memória cache L1 é uma memória volátil. 
Gabarito: letra C. 
 
Importante! “Professor, de que forma um computador 
começa a operar?” 
O início do funcionamento do computador dá-se com a inicialização, carga do 
sistema, bootstrap (lê-se “búti-strépi”) ou simplesmente boot. Apesar da 
inicialização ser um processo que ocorre via software, é importante indicarmos 
as etapas principais da sequência correspondente, haja vista o forte 
relacionamento com o hardware do computador nessa fase. Nesta descrição, 
consideremos que o hardware já se encontra interligado, elétrica e logicamente. 
O primeiro passo está relacionado à fonte de alimentação. Esta será ligada a 
partir da ação do usuário (apertando o botão “Power” do computador) ou 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 80 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
mediante acionamento pela rede (via processo Wake-on-LAN, quando o 
computador é despertado por um comando enviado pela rede na qual está 
interligado). Nesse momento, a placa-mãe, o processador, os coolers e os 
demais periféricos são alimentados eletricamente. 
Em seguida, o BIOS é automaticamente inicializado e o SETUP fica acessível ao 
usuário; a memória RAM, a placa de vídeo, o teclado e o cache básico também 
são inicializados, possibilitando a interação com o usuário, além do 
carregamento e a inicialização do sistema operacional. 
Vejamos agora a sequência de ações que ocorrem no processo de bootstrap: 
O BIOS acessa os dados de configuração da memória CMOS, estabelecendo o 
reconhecimento e comunicação com os principais periféricos e componentes 
básicos (placa de vídeo, barramento USB, teclado, disco rígido e memória RAM). 
Em seguida, o POST é executado; nesse momento, a BIOS realiza um conjunto 
de testes sobre o hardware instalado, identificando se foram corretamente 
inicializados. Encontrando problemas ou identificando a falta de algum 
componente vital (como o teclado ou a memória RAM), o POST aciona 
mensagens na tela ou sinais sonoros (bips), que alertam o usuário a esse 
respeito. 
 A próxima etapa é a identificação do dispositivo de memória de massa no 
qual o sistema operacional está instalado. O SETUP permite ao BIOS alterar 
ou mesmo criar uma lista de prioridades de inicialização entre os diversos 
dispositivos instalados, que podem ser um disco rígido (o HD é o dispositivo 
padrão de memória de massa), uma unidade de estado sólido (SSD), um drive 
de CD-ROM, um pendrive conectado ao barramento USB etc. 
Identificada a unidade em que o sistema operacional está armazenado, o BIOS 
lê um setor específico dessa memória denominado Master Boot Record (MBR). 
Esse pequeno setor de memória (com apenas 512 bytes) contém um código 
executável, responsável pelo carregamento do sistema operacional instalado. 
Esse código do MBR é geralmente chamado de carregador de inicialização ou 
boot loader. 
No caso dos sistemas operacionais Windows, o MBR verifica qual partição do 
dispositivo de memória de massa está ativa (isto é, a partição master) e 
inicializa o setor 1 dessa partição. 
A etapa seguinte consiste na leitura e execução do boot loader. 
O boot loader inicializa o núcleo do sistema operacional (conhecido como 
kernel, ou núcleo, em alemão) e o carrega na memória principal (RAM). O 
kernel, tal como o BIOS, estabelece comunicação entre o hardware e o software 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 81 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
do computador. A partir deste ponto, o BIOS encerra sua função e o kernel 
assume a inicialização do computador. 
O kernel carrega os arquivos principais e informações básicas do sistema 
operacional (incluindo o registro, suporte a rede, interface gráfica com o 
usuário etc.), além de integrar ao sistema operacional os demais componentes 
de hardware (periféricos), com as respectivas bibliotecas de configuração e 
drivers. Note, entretanto, que apenas os serviços essenciais do sistema 
operacional são inicializados, a fim de não sobrecarregar demais a inicialização 
do computador. 
A partir deste ponto, a tela de login é apresentada ao usuário, os demais serviços 
e aplicações são inicializados, sendo disponibilizados ao usuário. 
E como isso é cobrado em concurso? Olhe aí: 
(CESPE - 2011 - FUB - Técnico de Laboratório - Física - Específicos) Em PCs, a perda 
da configuração dos dados da BIOS normalmente é um indicativo da necessidade de 
troca da bateria da placa mãe. 
Gabarito: CERTO. 
(FCC - 2014 - SEFAZ-RJ - Auditor Fiscal da Receita Estadual - Prova 1) Para que um 
computador comece a operar quando é ligado ou reiniciado, por exemplo, precisa 
dispor de um programa para executar sua inicialização, denominado ..I.. . Este 
programa normalmente é armazenado em memória do tipo ..II.. dentro do hardware 
do computador, conhecida pelo termo ..III.. . Este programa deve alocar e carregar 
na memória ..IV.. do computador, o ..V.. do sistema operacional. 
Preenchem correta e respectivamente as lacunas I, II, III e IV e V: 
(A) POST - dinâmica - EEPROM - não volátil - BIOS. 
(B) firmware - cache - BIOS - volátil - core. 
(C) bootstrap - ROM - firmware - RAM - kernel. 
(D) kernel - volátil - cache - principal - núcleo. 
(E) boot.ini - estática - ROM - VRAM - boot. 
Gabarito: letra C. 
E para encerrar este item, apresento-lhe uma tabela com as principais 
classificações das memórias cobradas em prova. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 82 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
TIPO DE MEMÓRIA FINALIDADE EXEMPLOS 
Memória primária, 
principal ou real 
Sua principal função é manter 
as informações necessárias 
para o processador num 
determinado momento, sem 
as quais o computador não 
pode funcionar. Fornece, 
ainda, uma ponte para as 
memórias secundárias 
RAM, ROM, 
registradores e 
memórias cache. 
Memória secundária 
A informação nela contida 
precisa ser carregada na 
memória principal antes de ser 
acessada pelo processador. O 
computador não precisaria 
dela para funcionar (embora 
seja desejável). Elas 
geralmente são não-voláteis, 
permitindo assim guardar os 
dados permanentemente. 
Também são conhecidas como 
memórias de massa. 
Discos rígidos 
magnéticos 
(HD), unidades 
de estado sólido 
(SSD) CD, DVD, 
Blu-ray, 
pendrives, HD 
externos etc. 
Memória terciária 
Alguns autores diferenciam as 
memorias terciárias das 
secundárias: aquelas 
assemelham-se a essas, 
porém, dependem das 
operações de montagem e 
intervenção do usuário. 
CDs,DVD, Blu-
ray, pendrives, 
HD externos etc. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 83 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
TIPO DE MEMÓRIA FINALIDADE EXEMPLOS 
Memória virtual 
É um trecho reservado pelo 
sistema operacional no disco 
rígido, com capacidade de 
armazenamento variável. 
Sempre que o sistema 
operacional identificar a falta 
de espaço na memória real 
(RAM) para os programas em 
execução, passará a executá-
los na memória virtual. Diz-se 
que a memória virtual é, 
nesse sentido, uma reserva da 
memória principal. Como o 
tempo de acesso ao HD é 
muito menor que o tempo de 
acesso à RAM, o uso de 
memória virtual torna o 
processamento do computador 
mais lento. 
Trechos do HD 
(ou outro 
dispositivo de 
massa com a 
função de 
armazenamento 
de massa) 
Memória volátil 
Requer energia para manter a 
informação armazenada. São 
fabricadas com base em duas 
tecnologias: dinâmica e 
estática. 
RAM, 
registradores, 
cache 
Memória não volátil 
Guarda a informação ainda 
que a alimentação elétrica do 
computador seja interrompida. 
ROM (todos os 
tipos), FLASH e 
os dispositivos 
de 
armazenamento 
em massa, como 
HD, CD, DVD e 
outros 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 84 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
TIPO DE MEMÓRIA FINALIDADE EXEMPLOS 
Memória dinâmica 
Tipo de memória volátil de 
baixo custo, sendo a mais 
utilizada como memória 
principal dos computadores. 
Necessitam de uma operação 
denominada refresh para 
manter os dados 
armazenados. 
DRAM (dynamic 
RAM) 
Memória estática 
Memória extremamente 
rápida, com baixo consumo de 
energia; dispensam o 
processo de refresh existentes 
nas memórias dinâmicas, 
embora também sejam 
voláteis. 
SRAM (Static 
RAM): memória 
cache 
Hora de exercitar. Vamos juntos? 
(FCC - 2018 - ALESE - Analista Legislativo - Biblioteconomia) No que se refere aos 
computadores, há duas categorias básicas de memórias: não voláteis e voláteis. As 
memórias não voláteis caracterizam-se por 
(A) perder os dados gravados ao cessar a alimentação elétrica. 
(B) permitir que os dados sejam gravados uma única vez. 
(C) oferecer acesso randômico aos dados gravados. 
(D) acessar os dados gravados de forma estática ou dinâmica. 
(E) aceitar que os dados gravados sejam apagados ou alterados. 
Gabarito oficial: letra B. Entendo, porém, que nem todas as memórias não voláteis 
sejam caracterizadas por “permitir que os dados sejam gravados uma única vez” 
(essas são só um tipo de memória não volátil, como a ROM). 
(CESPE - 2010 - UERN - Técnico de Nível Superior) A respeito de conceitos de 
informática e de componentes de computadores, assinale a opção correta. 
(A) EPROM é um tipo de memória volátil que dá suporte ao processador na execução 
das tarefas de sua competência. 
(B) O mouse e a memória ROM são exemplos de dispositivos de entrada de dados. 
(C) A memória virtual é criada pela memória RAM, temporariamente, no disco rígido; 
por isso, seu tempo de acesso é menor que o tempo de acesso à memória cache. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 85 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(D) Quando se abre um documento do Word armazenado em arquivo, ele é copiado 
do disco rígido para a memória RAM e, enquanto não for salvo, as alterações nele 
realizadas serão perdidas, caso o computador seja desligado. 
(E) No computador do tipo PC, a memória cache pode atingir uma capacidade de 
armazenamento maior que a da memória virtual. 
Gabarito: letra A. 
3.3 Placa-mãe 
Em uma analogia com um veículo, a placa mãe corresponderia ao “chassi” do 
computador: sobre ela são montados o processador, as memórias, 
periféricos, barramentos, portas e outros dispositivos eletrônicos de 
suporte ao sistema computacional. 
 
Figura 28: Placa mãe GIGABYTE GA-G41MT-S2; note o local (slot) de inserção do processador e 
da memória RAM, o chipset (pontes norte e sul) e os barramentos diversos (PCI-e, PCI, USB, 
SATA) (fonte: GIGABYTE/divulgação). 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 86 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
3.3.1 Chipset 
O componente mais importante da placa mãe é o chipset (conjunto de chips, 
em tradução livre). O chipset realiza funções vitais no computador, como 
transferir dados entre o HD, a memória e a CPU, bem como a comunicação 
desses componentes com os demais periféricos, quando solicitados. Consiste de 
circuitos integrados (“chips”), responsáveis por fazer com que todos os 
componentes do computador, desde o disco rígido até o processador, possam 
trocar informações e assim realizar as tarefas que exigimos deles. 
O chipset é dividido em dois componentes principais: ponte norte (northbridge) 
e ponte sul (southbridge) – figura 29. 
 
Figura 29: organização das pontes e os periféricos associados (fonte: o Autor). 
CPU
Placa de vídeo (barramento 
PCI-express, AGP etc.)
Memória RAM
Periféricos 
diversos
 (barramento 
PCI e LAN)
BIOS
Armazenamento 
de massa
(HD, SSD etc.)
Áudio
Periféricos USB
FSB (Front-side Bus)
PONTE NORTE
PONTE SUL
Barramento interno do sistema entre as pontes
Portas e 
dispositivos 
legados
(Super I/O)
alta 
velocidade
alta 
velocidade
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 87 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
A ponte norte é o chip mais complexo, que fica fisicamente mais próximo do 
processador. É ligada diretamente ao processador, sendo responsável por 
controlar todos os componentes rápidos do computador, como 
processador, placa de vídeo (barramentos AGP e PCI Express) e 
memória RAM. Nas placas atuais, a ponte norte do chipset é sempre coberta 
por um dissipador metálico, já que o chip responde pela maior parte do 
consumo elétrico e, consequentemente, da dissipação de calor da placa mãe. 
Em alguns casos, os fabricantes chegam a utilizar coolers ventilados ou até 
mesmo heat pipes para refrigerá-lo. 
O barramento de ligação entre a CPU e a ponte norte denomina-se FSB 
(sigla para Front Side Bus), barramento externo ou barramento frontal. O 
FSB influi na velocidade de acesso à memória RAM, assim como na velocidade 
de processamento da CPU. Em geral, o clock do processador é um múltiplo 
da frequência do FSB. 
A ponte sul é invariavelmente um chip menor e mais simples que a ponte 
norte, ficando responsável pelos componentes lentos do computador, 
também conhecidos como dispositivos I/O (Input/Output) ou de E/S 
(entrada/saída). Entre esses, incluem-se os discos rígidos (SATA e IDE), 
controladores de som e rede, portas USB e também o controlador Super 
I/O, que agrupa portas "legadas" como a PS/2 (utilizadas em teclados e 
mouses antigos), slots PCI e ISA (padrãoda IBM, hoje em desuso), porta serial 
(RS-232) e porta paralela (LPT). Ela também é responsável pela conexão com 
a BIOS e o chip responsável pelas interfaces de mouse, teclado, áudio do 
computador e outros drives. 
Nas placas atuais, a ligação entre as pontes é feita por meio de um 
barramento rápido (muitas vezes proprietário), que permite que a troca de 
informações seja feita sem gargalos. Não existe uma padronização para a 
comunicação entre os dois chips, de forma que (com poucas exceções) os 
fabricantes de placas-mãe não podem utilizar a ponte norte de um chipset em 
conjunto com a ponte sul de outro, mesmo que ele seja mais barato ou ofereça 
mais recursos. 
Os fabricantes produzem os chipsets tendo em vista sua aplicação e a 
plataforma em que serão utilizados (desktops, servidores e notebooks). Por 
conta disso, é importante determinar o uso básico que se fará do computador 
para escolher os modelos de chipsets mais adequados. 
Devido a diferenças no barramento e outras funções, o chipset é sempre 
atrelado a uma família de processadores específica. Não é possível 
desenvolver uma placa-mãe com um chipset AMD que seja também compatível 
com processadores Intel, por exemplo. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 88 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Veja como esse tema é cobrado em prova: 
(FCC - 2010 - BAHIAGÁS - Técnico de Processos Organizacionais - Administrativo) 
NÃO se trata de uma função do chip ponte sul de um chipset, controlar 
(A) memória RAM. 
(B) barramento ISA. 
(C) barramento PCI. 
(D) disco rígido. 
(E) memória CMOS. 
Gabarito: letra A. 
3.3.2 Barramentos 
Quando estudamos introdução à arquitetura de computadores, vimos um 
conceito de barramento. Naquela oportunidade, tratamos, na verdade, do 
chamado barramento interno do computador, no qual as instruções, os 
endereços e os dados são trafegados entre a CPU, seus componentes (ULA, 
registradores e unidade de controle) e a memória principal do computador (RAM 
e ROM). Vejamos agora um outro tipo de barramento, os denominados 
barramentos de expansão. 
Os barramentos de expansão, como o nome sugere, estão presentes na placa-
mãe e são responsáveis por interligar à CPU a memória RAM, drives de memória 
de massa, placas e outros periféricos de entrada e saída do computador. Os 
barramentos de expansão também são coloquialmente chamados de 
interfaces, portas, conectores ou slots (“encaixes”), visto que permitem a 
conexão de periféricos externos à placa-mãe ao computador. 
Observação: diz-se que um periférico é onboard se ele está montado na 
estrutura da placa mãe do computador e integrado definitivamente a 
determinado barramento. É o caso de algumas placas de vídeo, controladores 
de disco, placas de som e de rede que “vêm de fábrica” na maioria das placas-
mãe. De forma diversa, caso o periférico seja conectável ao computador por 
meio de portas ou de slots de expansão, é denominado de offboard. 
Olhe como isso cai em prova: 
(CONSULPLAN - 2006 - Prefeitura de Natal - RN - Técnico em Manutenção de 
Computador) Ao se comparar uma placa-mãe on-board com uma placa-mãe off-
board, pode-se afirmar que: 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 89 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(A) A placa on-board possui chip gráfico agregado. 
(B) A placa on-board não possui chip gráfico agregado. 
(C) A placa off-board tem menos slots de expansão que a on-board. 
(D) A placa off-board não possui nenhum slot de expansão. 
(E) Não há diferença (s) entre ambas. 
Gabarito: letra A. 
(FAUEL - 2018 - AGEPAR - Especialista em Regulação - Economista) Qual a relação 
que uma placa de rede “on board” e “off board” tem com a placa mãe? 
(A) A on board é uma placa soldada junto à placa mãe sendo que a off board é uma 
placa separada que é somente encaixada na placa mãe. 
(B) A off board é uma placa soldada junto à placa mãe sendo que a on board é uma 
placa separada que é somente encaixada na placa mãe. 
(C) Ambas as placas são soldadas na placa mãe. 
(D) Não existe diferença. 
Gabarito: letra A. 
Em um barramento, a transmissão dos dados poderá ocorrer de forma serial 
ou paralela. Os barramentos de transmissão serial processam os bits de 
informação um a um. Em outras palavras, os bits que compõem um byte são 
organizados em uma sequência e transmitidos em série (ou seja, 
sequencialmente). Esses barramentos empregam poucos fios (condutores) e 
são, em regra, mais robustos e resistentes a interferências; por outro lado, 
tendem a apresentar taxas de transmissão mais baixas que os paralelos. 
Os barramentos paralelos, por outro lado, transmitem um ou mais bytes 
de forma simultânea; nesse sentido, tendem a apresentar taxas elevadas de 
transmissão de dados; entretanto, empregam mais condutores, sendo mais 
críticos e suscetíveis a ruídos e interferências. 
Vejamos a seguir – de forma bem resumida – os principais barramentos de 
expansão do computador: 
a) Porta COM ou serial: usava um conector DB9 (isto é, de 9 pinos) bastante 
usada antigamente em mouses, leitores de cartão, de código de barras e outros 
periféricos, hoje é bem pouco usada em aplicações domésticas (os 
computadores modernos nem possuem mais a porta serial COM), embora ainda 
seja encontrado em aplicações industriais e científicas). 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 90 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
b) Porta Paralela: era a antiga porta de impressora, também conhecida como 
CENTRONICS (por causa do nome do conector que empregava) ou LPT. Deixou 
de ser usada nos computadores atuais. 
c) PS/2: tipo de barramento serial. Usava um conector mini-DIN de 6 pinos, 
no qual são conectados teclados e mouses. Seu nome vem da série de 
computadores pessoais IBM Personal System/2, com o qual ele foi introduzido 
na década de 80. Sua tendência é desaparecer das placas-mãe mais modernas. 
d) ISA: acrônimo de Industry Standard Architecture, foi o primeiro padrão de 
barramento de expansão, possuindo versões de 8 ou 16 bits, conforme o 
barramento de dados do processador. Há muito não é mais encontrado nos 
computadores comerciais. 
e) PCI: o Peripheral Component Interconnect — ou interconector de 
componentes periféricos – ainda é encontrado em diversos computadores 
modernos, haja vista a enorme quantidade de placas de expansão que ainda 
utilizam esse padrão de barramento (como placas de rede, de fax-modem, placa 
de vídeo, placa de rede wireless e outras). O fato é que entrará em desuso 
rapidamente, visto que já existem diversos barramentos modernos que operam 
de forma mais eficiente. 
f) AGP: ou Accelerated Graphics Port (porta gráfica acelerada). O barramento 
PCI não era desenvolvido especificamente para uso de placas de vídeo; com o 
aumento das exigências de processamento gráfico, portanto, um novo padrão 
de barramento se tornou necessário. Por isso, foi desenvolvido o slot AGP, 
produzido especialmente para a utilização de placas de vídeo. O barramento 
AGP, ainda que esteja tecnicamente ultrapassado (em face do PCI-e), é utilizado 
por diversos fabricantes de hardware e equipa muitas placas-mãe atuais. 
g) PCI-e: o PCI Express, também conhecido como PCIe, PCI-E ou PQC, 
consegueser seis vezes mais rápido que o PCI tradicional. Barramentos 
PCI e AGP ficavam responsáveis por serem as portas para placas de vídeo, som 
e rede serem instaladas no PC. Com o aumento do tráfego de dados, ambas as 
conexões começaram a ser insuficientes para um funcionamento veloz e dentro 
do potencial que poderia alcançar. Existem três versões de PCIe, sendo que um 
quarto deve ser lançado nos próximos anos. A diferença entre eles é a velocidade 
de trafego de dados. Caso você utilize uma placa de vídeo indicada para PCI 
Express 3.0 em uma 2.0 ou 1.0 ela funcionará, mas seu desempenho não será, 
obviamente, tão bom. 
h) IDE: do inglês Integrated Drive Electronics, foi o primeiro padrão de 
barramento que integrou a controladora presente na placa-mãe com o disco 
rígido (HD) do computador. Também era conhecido como ATA (Advanced 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 91 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Technology Attachment) e transmitia os dados de forma paralela entre o HD e a 
controladora. Está em franco desuso devido à popularização do padrão SATA. 
i) SATA: ou Serial ATA, foi o barramento sucessor do IDE. Os HD que 
utilizam o padrão SATA transferem os dados em série e não em paralelo como 
o ATA. O SATA II, ou SATA 2, corresponde à segunda geração do SATA, sendo 
o padrão atual. A diferença entre eles é, basicamente, a velocidade para 
transferência de dados. 
j) USB: é a sigla para Universal Serial Bus (barramento universal serial). Trata-
se de uma tecnologia que tornou mais simples, fácil e rápida a conexão de 
diversos tipos de aparelhos (câmeras digitais, HDs externos, pendrives, mouses, 
teclados, impressoras, scanners, leitor de cartões etc.) ao computador e a 
dispositivos móveis, evitando assim o uso de um tipo específico de conector para 
cada equipamento. O USB popularizou de vez a era dos dispositivos plug and 
play (“ligue e saia usando”). O barramento está atualmente na versão 3.1, que 
garante compatibilidade limitada com as anteriores. 
k) SCSI: também é conhecido no meio de TI como “iscâzi”, devido ao som 
formado pelo acrônimo SCSI (Small Computer System Interface). Foi um padrão 
de alto desempenho de transmissão de dados, voltado para conexão de HD, 
outras memórias de massa e periféricos diversos ao computador. Concorrentes 
do padrão IDE, as controladoras SCSI são superiores em quase todos os 
quesitos, mas perdem no fator custo. Por essa razão, o padrão IDE tornou-se o 
padrão nos desktops e também nos servidores e estações de trabalho de baixo 
custo, enquanto o SCSI tornou-se o padrão dominante nos servidores e 
workstations de alto desempenho. O SCSI tem perdido espaço no mercado, 
especialmente após a chegada do padrão SATA em relação aos discos rígidos, 
além de outros barramentos como o USB, FireWire e Thunderbolt em relação a 
HDs externos, scanners, impressoras e outros; essas são tecnologias menos 
complexas, relativamente mais baratas e que atendem às expectativas da 
maioria dos usuários em relação ao custo-benefício. O SCSI evoluiu para o 
padrão SAS (Serial Attached SCSI) e SAS PnP (Serial Attached SCSI plug and 
play), com características de desempenho semelhante ao SATA. 
l) Firewire: é uma tecnologia criada pela Apple em 1995 para computadores 
pessoais e aparelhos digitais de áudio e vídeo para oferecer comunicações em 
alta velocidade e serviços de dados em tempo real. Após seu lançamento, foi 
submetido ao IEEE, quando passou a se chamar padrão IEEE 1394. Assim como 
o USB, tinha a intenção de ser uma porta universal; tratava-se de uma interface 
serial ou porta de barramento serial amplamente adotada por fabricantes de 
periféricos digitais (como câmeras, filmadoras, HD externos etc.), sendo 
considerada uma tecnologia sucessora à interface paralela SCSI. Esse padrão já 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 92 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
foi abandonado pela Apple e por fabricantes de periféricos, só existindo em 
computadores mais antigos. 
m) Thunderbolt: O Thunderbolt faz uso de características de três outros 
padrões de barramento: o PCI Express, o USB e o DisplayPort. O primeiro, como 
já vimos, é um barramento há muito tempo utilizado para a conexão interna de 
dispositivos ao computador, como placas de vídeo e placas de rede (ethernet). 
O segundo, que também já abordamos, é um padrão universal de transmissão 
serial de dados. O último consiste em uma interface para transmissões de vídeo 
e áudio muito usada pela Apple e por companhias que fabricam equipamentos 
mais sofisticados. O Thunderbolt está atualmente na versão 3, sendo entregue 
de série em computadores Apple e periféricos de alto desempenho (como telas 
e placas de captura de vídeo). 
A tabela abaixo resume e compara os padrões de barramento apresentados. 
BARRAMENTO PRINCIPAL USO OBSERVAÇÃO IMAGEM 
AGP 
Placas de vídeo internas 
(gráfica) 
Em uso 
PCI-e 
Placas de expansão 
internas (vídeo, áudio, 
rede etc.) 
Em uso 
 
SATA 
Ligação de disco rígido 
(HD) e unidades de estado 
sólido (SSD) 
Em uso 
 
USB 
Periféricos externos 
diversos (mouse, teclado, 
rede, modem, unidades de 
memória etc.) 
Em uso 
 
SCSI 
Ligação de disco rígido 
(HD e periféricos, 
principalmente em 
servidores 
Entrando em 
obsolescência 
 
Thunderbolt 
Periféricos externos 
diversos 
Em uso 
 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 93 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
BARRAMENTO PRINCIPAL USO OBSERVAÇÃO IMAGEM 
PCI 
Placas de expansão 
internas (vídeo, áudio, 
rede etc.) 
Entrando em 
obsolescência 
 
COM Mouses, teclados, leitores 
Entrando em 
obsolescência 
 
Paralela Impressoras Obsoleta 
 
PS/2 Mouses, teclados 
Entrando em 
obsolescência 
 
ISA 
Placas de expansão 
internas (vídeo, áudio 
etc.) 
Obsoleta 
 
IDE 
Ligação de disco rígido 
(HD); bem rara nos 
computadores atuais 
Obsoleta 
 
Firewire 
Periféricos externos 
diversos 
Obsoleta 
 
Veja como o tema é cobrado em prova: 
(CESPE - 2013 - INPI - Analista de Planejamento - Engenharia Elétrica) A porta USB 
é um exemplo de dispositivo que utiliza comunicação serial, ou seja, 1 bit de dados 
é transmitido por vez. 
Gabarito: CERTO. 
(FCC - 2011 - TRT - 4ª REGIÃO (RS) - Técnico Judiciário - Área Administrativa) 
Barramento é um conjunto de linhas de comunicação que permitem a interligação 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 94 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
entre os componentes do computador. O barramento USB (Universal Serial Bus) é 
classificado como um barramento de 
(A) entrada e saída. 
(B) dados. 
(C) endereço. 
(D) cache. 
(E) memória. 
Gabarito: letra A. 
3.4 Teclado 
O teclado é um dispositivo de entrada de dados, sendo a principal interface entre 
o usuário e o computador. Os teclados modernos são ligados ao computador por 
meio da porta USB; versões mais antigas usavam os barramentos (portas) PS/2 
e COM. 
Os teclados sãocaracterizados pelo padrão da disposição de suas teclas; nesse 
sentido, dois modelos são mais comuns: o QWERTY e o DVORAK. 
O teclado QWERTY é o formato mais utilizado atualmente no mundo; no Brasil 
é o padrão certificado pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). O 
nome vem das primeiras 6 letras "QWERTY" da primeira linha do teclado, ao 
lado da tecla TAB. 
 
Figura 30: teclado QWERTY (fonte: wikiwand.com). 
O layout DVORAK foi desenvolvido pelos por August Dvorak e William Dealey, 
como uma alternativa para o QWERTY. Embora possuísse certas características 
de ergonomia (a disposição das teclas é baseada na frequência de ocorrência 
das letras no idioma inglês e da distância entre elas no teclado), é de longe 
menos usado que o QWERTY. Embora não sejam facilmente encontrados na 
forma de dispositivos físicos, o layout DVORAK pode ser configurado na maioria 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 95 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
dos sistemas operacionais em uso que oferecem teclados virtuais 
implementados por software, como é o caso do Windows e do Linux. 
 
Figura 31: teclado DVORAK (fonte: wikiwand.com). 
Observação no 1: Professor, os teclados ABNT e ABNT2 também são tipos de 
teclado? Eles são, na verdade, os dois layouts de teclado usados no Brasil; 
ambos seguem o padrão QWERTY e apresentam a tecla “Ç” – a qual não 
está presente nos modelos internacionais. A diferença entre o teclado ABNT e 
o ABNT2 consiste em uma tecla: a Alt_Gr, presente apenas no layout 
ABNT2. Ela fica à direita da barra de espaço e permite digitar símbolos 
adicionais que aparecem junto a determinados caracteres. O “o” do número 
ordinal “1º” é obtido, por exemplo, pela combinação das teclas [Alt_Gr] + [o]. 
Em outras palavras, para inserir estes símbolos adicionais em um texto, basta 
pressionar a tecla Alt_Gr juntamente com a tecla em que o símbolo se encontra. 
 
Figura 32: teclado ABNT2 (fonte: wikiwand.com). 
Observação no 2: existem outros padrões de teclado menos conhecidos, como 
o AZERTY e o EXPERT; note que são layouts pouco difundidos e, portanto, 
pouquíssimo usados nas versões comerciais de teclados. 
Uma questão rápida sobre o tema: 
(CESPE - 2004 - PRF - Policial Rodoviário Federal) O teclado ABNT, também conhecido 
como DVORAK, é o mais popular em uso atualmente no Brasil e tem algumas 
vantagens com relação ao teclado ABNT2, pois, ao contrário deste, contém teclas 
com caracteres específicos da língua portuguesa, como a tecla . 
Gabarito: ERRADO. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 96 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
3.5 Mouse 
O mouse, ou apontador, é um periférico de entrada do computador que 
complementa a função do teclado como dispositivo de interação com o usuário, 
especialmente com o advento e popularização das chamadas interfaces 
gráficas do usuário (ou GUI, Graphic User Interface) implementadas nos 
sistemas operacionais (exemplos: Windows, Linux, Mac OS, entre outros. A GUI 
é o oposto da temida “tela preta”, usada principalmente por programadores). 
A maioria dos mouses possuem dois botões (direito e esquerdo); possuem, 
ainda, um disco de rolagem (scroll), para subir e descer rapidamente páginas 
de um documento ou de internet. De forma semelhante aos teclados, os 
mouses atuais possuem interface USB ou mesmo sem fio (por meio de 
conexão bluetooth ou outro protocolo de rádio); versões mais antigas também 
se conectavam ao computador via barramentos (portas) PS/2 e COM (serial). 
 
Figura 33: mouse óptico com fio (fonte: HP/divulgação); mouse óptico sem fio (fonte: 
Kensington/divulgação); trackball (fonte: Logitech/divulgação) e touchpad (fonte: 
videoblocks.com). 
O trackball é um tipo de mouse no qual o cursor se desloca na tela via a 
manipulação, pelo usuário, de uma esfera localizada na parte superior do 
dispositivo; seria algo como um mouse “de cabeça para baixo”, pois o 
dispositivo fica parado e o deslocamento do cursor é obtido pela movimentação 
da esfera do trackball. Com o advento dos touchpads e telas touchscreen e 
ressalvadas algumas aplicações específicas, é pouco usado atualmente. 
O touchpad é uma outra variante do mouse, desta vez empregando uma 
pequena superfície sensível ao toque. Nesse sistema de apontamento, o 
deslocamento do cursor é obtido pela movimentação dos dedos do usuário pela 
base sensível do touchpad. É muito empregado em notebooks, sendo o padrão 
de apontador nessa categoria de computadores. 
Olhe como isso já foi cobrado em concurso: 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 97 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(CESPE - 2004 - Polícia Federal - Delegado de Polícia - Regional) Alguns tipos de 
mouse se comunicam com o computador por meio de porta serial. 
Gabarito: CORRETO. 
(VUNESP - 2018 - PC-SP - Agente de Telecomunicações Policial) Há um tipo de mouse 
que utiliza um LED como emissor de luz, sendo essa luz captada por sensores, 
conforme se movimenta o mouse. Esse tipo de mouse é conhecido como 
(A) óptico. 
(B) paralelo. 
(C) térmico. 
(D) de pressão. 
(E) mecânico. 
Gabarito: letra A. 
3.6 Monitor 
O monitor é o principal dispositivo de saída de um computador; tem a função 
de apresentar a interface gráfica do computador ao usuário. Na sua origem, 
eram televisões (“TV de tubo”) adaptadas para apresentar os comandos e os 
resultados do processamento do computador em tela. Note que os primeiros 
computadores nem sequer possuíam monitor, mas retornavam os resultados por 
meio de impressões rudimentares em papel. 
Os monitores são medidos em normalmente em polegadas: o tamanho de um 
monitor corresponde à medida da diagonal de sua tela. 
 
Fig. 34: monitores LED ultrawide (esq.) e LCD (dir.). (fonte: LG/divulgação) 
Med
ida d
o mo
nitor
 (dia
gona
l) 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 98 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Quanto ao formato da tela, os monitores podem possuir razões 
[largura]:[altura] bem variadas; as telas dos antigos monitores CRT tinham o 
formato 4:3 ou 5:4; monitores LED e LCD atuais geralmente são vendidos no 
formato 16:9 (widescreen) ou 21:9 (ultrawide). 
As tecnologias dos monitores acompanharam pari-passu a evolução das tevês, 
sendo que há disponíveis comercialmente monitores com tecnologia LCD 
(display de cristal líquido – mais baratos) e LED (diodo emissor de luz – mais 
eficientes e caros). Os antigos monitores CRT (tubo de raios catódicos) foram 
há tempos descontinuados, seja pela sua baixa eficiência energética, seja pela 
emissão demasiada de radiação ionizante. 
Quanto ao tipo de conexão ao computador, existem diversos padrões disponíveis 
comercialmente, sendo bem comuns os monitores que possuem mais de uma 
porta de conexão à placa de vídeo. 
a) VGA (Video Graphics Array): tipo de conexão analógica, ainda bastante 
presente nos monitores atuais, pincipalmente os mais simples e de menor custo. 
Dá suporteao vídeo de resolução padrão (ou standard resolution, SD). 
b) DVI (Digital Visual Interface): é um padrão que se apresenta em três 
versões – DVI-A, DVI-D e DVI-I, fornecendo, respectivamente, vídeo analógico 
(SD), vídeo digital de alta definição (High Definition, HD) e ambos os tipos 
de resolução (SD + HD). Dessa forma, as versões DVI-A e DVI-I (essa a mais 
comum das três) mantêm compatibilidade com as entradas analógicas VGA. 
c) HDMI (High-Definition Multimedia Interface): padrão de vídeo totalmente 
digital, que incorpora vídeo e áudio em um mesmo barramento. É compatível 
com o padrão DVI, provendo as resoluções SD, HD e ultra HD (4K e 
superiores). 
Vamos exercitar? 
(CESPE - 2004 - Polícia Federal - Delegado de Polícia - Regional) A comunicação entre 
a CPU e o monitor de vídeo é feita, na grande maioria dos casos, pela porta serial. 
Gabarito: letra A. 
(FCC - 2010 - BAHIAGÁS - Técnico de Processos Organizacionais - Administrativo) A 
melhor qualidade na ligação de um microcomputador PC em um painel HDTV é aquela 
por meio de um conector 
(A) DVI. 
(B) Vídeo componente. 
(C) VGA. 
(D) S-Vídeo. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 99 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(E) Vídeo composto. 
Gabarito: letra A. 
3.7 Touchscreen 
A evolução constante da tecnologia eletrônica permitiu a união do mouse com 
o monitor, o que causou uma revolução na forma de interação do usuário com 
o computador: a tela sensível ao toque ou touchscreen, como é 
popularmente conhecida. 
Tal dispositivo é, portanto, de entrada e saída, uma vez que acumula a função 
de apontador (que é de entrada) com a de monitor (de saída). O cursor, nas 
telas e monitores touchscreen, são movimentados pela ação direta dos dedos 
do usuário sobre a tela, tornado seu uso extremante intuitivo. Essa tecnologia 
tornou-se absolutamente comum, graças à popularização dos celulares e 
tablets; atualmente, alguns monitores e telas de notebooks já apresentam essa 
funcionalidade. 
 
Figura 35: (da esq. para a dir.) monitor touchscreen (fonte: Hanns.G/divulgação); notebook 
touchscreen. (fonte: ASUS/divulgação) 
Vamos exercitar? 
(FCC - 2012 - Prefeitura de São Paulo - SP - Auditor Fiscal do Município - Gestão 
Tributária - Prova 4) Dispositivos de entrada e saída possibilitam introduzir dados 
externos ao computador para processamento e apresentar dados processados pelo 
computador. Alguns dispositivos efetuam ambos papéis, servindo de dispositivo de 
entrada e saída. Um exemplo destes dispositivos é 
(A) a tela sensível ao toque. 
(B) o leitor de código de barras. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 100 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(C) o mouse ótico. 
(D) o scanner. 
(E) a webcam. 
Gabarito: letra A. 
(FCC - 2003 - TRE-BA - Técnico Judiciário - Área Administrativa) O dispositivo de 
entrada, em forma de pequena superfície sensível ao toque, utilizado para mover o 
cursor na tela, emitir comandos e selecionar ícones e menus, denomina-se 
(A) mouse. 
(B) trackball. 
(C) trackpoint. 
(D) touchscreen. 
(E) touchpad. 
Gabarito: letra E. 
3.8 Impressora 
Impressoras são dispositivos de saída responsáveis pela “materialização” em 
papel das imagens e textos existentes de forma virtual nos programas do 
computador. 
Normalmente são conectadas ao computador via barramento USB; entretanto, 
estão se tornando bastante populares as chamadas impressoras de rede (que 
são compartilhadas por diversos computadores ligados à rede em questão) e as 
impressoras sem fio (conectadas via rede Wi-Fi aos computadores dos 
usuários). As mais antigas, como já vimos, eram conectadas à porta paralela 
ou porta de impressora, também conhecida como LPT. 
A qualidade de uma impressora é medida pela quantidade de pontos por 
polegada quadrada (ou DPI, dots per inch, como é mais conhecida) que são 
capazes de empregar na formação das imagens e textos impressos. Outro 
parâmetro de comparação entre as impressoras é o número de páginas por 
minuto (PPM) que são impressas. 
As impressoras são classificadas segundo a tecnologia usada no processo de 
impressão: 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 101 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
a) Matriciais: foram os primeiros tipos de 
impressora disponíveis comercialmente. Eram 
baseadas em uma matriz de microagulhas 
(por isso o nome matricial) que era 
pressionada contra uma fita embebida em 
tinta, e esta marcava o papel com os 
caracteres formados pelo arranjo de agulhas. 
Embora hoje em dia seja raro encontrar uma 
dessa em computadores domésticos – pois a 
velocidade de impressão é reduzida, da ordem 
de caracteres por minuto – devido ao seu baixo custo ainda é usada 
comercialmente, particularmente na impressão de formulários contínuos 
padronizados (como os documentos de carro). 
b) Jato de tinta ou Inkjet: baseia-se no 
espalhamento controlado de um jato de gotículas 
de tinta que atinge o papel, desenhando 
(literalmente) os caracteres. Tem bom rendimento, 
qualidade de impressão razoável e velocidade de 
impressão mediana (medida em linhas por minuto), 
apesar do alto custo dos cartuchos de tinta 
empregados. Um tipo especial de impressora a jato 
de tinta são os plotters, cuja finalidade é imprimir 
em grandes formatos (muito maiores que os 
papeis normalmente usados pelas demais 
impressoras). 
c) Laser: possui mecanismo de impressão 
semelhante ao empregado pelas máquinas 
copiadoras. A tinta (denominada toner) é um pó 
que adere ao papel previamente eletrificado, 
segundo o padrão do conteúdo a ser impresso. Em 
seguida, o papel com toner é aquecido e esse adere 
permanentemente àquele, finalizando a impressão. 
Produz impressões rápidas (da ordem de páginas 
por minuto, PPM) e de alta qualidade; o custo de 
aquisição, embora elevado no início e bem mais 
alto que as impressoras de jato de tinta, dilui-se ao longo do tempo devido ao 
alto rendimento do toner. 
Matricial. (Fonte: Epson/divulgação) 
Jato de tinta. (Fonte: HP/divulgação) 
Impressora laser. 
(Fonte: Samsung/divulgação) 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 102 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
d) Térmicas: geram caracteres e imagens segundo um 
padrão de aquecimento seletivo sobre um papel térmico 
especial, que escurece em razão da exposição ao calor 
(não excessivo, evidentemente!). São extremamente 
rápidas, sendo usadas geralmente para a impressão de 
recibos, cupons, etiquetas e notas, dada a limitação que 
possuem em relação ao formato do papel (o qual 
geralmente é fornecido na forma de bobinas). 
Observação: existem outros tipos de impressoras – como 
as impressoras a jato de cera e as impressoras 3D – 
que são bem menos comuns e, felizmente, pouco lembradas pelo avaliador nas 
provas. 
Treinamento difícil, combate fácil! Vamos exercitar? 
(CESPE - 2004 - TRE-AL - Técnico Judiciário - Telefonia) Caso o usuário precise de 
uma impressora para a impressãode documentos e tenha a necessidade de, algumas 
vezes, realizar impressões coloridas, a opção mais econômica será adquirir uma 
impressora a laser. Essa impressora, além de ser mais barata, permite impressões 
coloridas a preços mais baixos que a impressora a jato de tinta e tem a vantagem de 
sempre se interligar ao computador por meio da porta serial, ao contrário da 
impressora a jato de tinta, que só utiliza a porta USB. 
Gabarito: ERRADA. 
(FCC - 2014 - TCE-RS - Auditor Público Externo - Engenharia Civil - Conhecimentos 
Básicos) Um computador que funciona como um terminal-caixa de uma loja precisa 
emitir cupons fiscais e, para isso, emprega uma impressora térmica e um leitor de 
códigos de barras de mesa para registro de produtos vendidos. Essa impressora 
(A) e o leitor são parte da unidade central de processamento do terminal-caixa. 
(B) é um dispositivo de entrada e o leitor um dispositivo de saída. 
(C) e o leitor são gerenciados diretamente pelo sistema operacional do terminal-
caixa, não sendo necessário nenhum software adicional para seu controle ou 
atualização do sistema operacional do computador. 
(D) e o leitor são periféricos que requerem software adicional para funcionarem, 
podendo exigir a atualização de componentes do sistema operacional do terminal-
caixa. 
(E) e o leitor não podem operar conectados a um mesmo computador devido ao fato 
de utilizarem a mesma porta de comunicação. 
Gabarito: letra D. 
Impressora térmica. 
(Fonte: Epson/divulgação) 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 103 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
3.9 Scanner 
O scanner (ou escâner) é um dispositivo de entrada de dados cuja finalidade 
é digitalizar (i. é, converter em um arquivo digital) um documento impresso em 
papel. Existem scanners de mesa e de mão (portáteis); independentemente 
do tipo, possuem um sensor óptico que faz a leitura do documento e o converte 
em sinais elétricos digitais, os quais são convenientemente interpretados pelo 
computador e convertidos em um arquivo (de imagem). 
 
Figura 36: (da esq. para a dir.) escâner de mesa; escâner portátil ou de mão. (fonte: 
Epson/divulgação) 
Os scanners modernos possuem um recurso interessante denominado OCR 
(Optical Character Recognition) ou reconhecimento óptico de caracteres. 
Essa tecnologia reconhece, via software de controle do scanner, as letras e 
números (se existentes) do documento impresso, gerando um arquivo de 
texto em complemento ao arquivo de imagem gerado originalmente pelo 
scanner. 
E seguem algumas questões sobre o tema: 
(CESPE - 2002 - Banco do Brasil - Escriturário - 001) Utilizando-se um escâner, é 
possível converter uma figura impressa em papel em um arquivo digital do tipo .bmp. 
Gabarito: CERTO. 
(CESPE - 2005 - ANS - Técnico Administrativo) As portas USB do computador podem 
ser utilizadas para a instalação de periféricos, tais como impressora, escâner e 
modem, e a conexão de outros dispositivos, tais como pendrive e câmeras digitais 
de fotografia. 
Gabarito: CERTO. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 104 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
3.10 Unidades de disco rígido 
O disco rígido, HDD (Hard Disk Drive) ou, simplesmente, HD é o principal 
dispositivo de armazenamento de massa do computador. É um periférico 
de entrada e saída, visto que ele pode ser lido ou ter arquivos nele gravados. 
É um componente eletromecânico, composto por um ou mais discos 
magnéticos que giram a grandes velocidades (5.400 rpm e 7.200 rpm são os 
dois parâmetros de rotação mais comuns); a gravação dos dados é realizada 
quando uma cabeça de gravação magnetiza pequenos trechos do HD, criando 
pontos magnetizados (que o computador interpreta como o bit “1”) e pontos 
sem magnetização (correspondentes ao bit “0”). 
 
Figura 37: (da esq. para a dir.) HDD (aberto, para visualização dos discos e da cabeça de 
leitura/escrita no seu interior); HD externo com interface USB. (fonte: Samsung/divulgação) 
O armazenamento do HD é medido geralmente em GB (gigabytes); porém, 
são comuns os discos rígidos com capacidade da ordem de alguns TB (ou seja, 
1.024 GB). O acesso aos dados do HD é feito pelo sistema operacional; lembre, 
ainda, que o processador não acessa esses dados diretamente: eles são 
inicialmente carregados para a memória principal (RAM), e só então processados 
pela CPU. 
Os HD comerciais vêm nos tamanhos de 3,5 polegadas (geralmente usados 
em computadores desktop) ou 2,5 polegadas (encontrados em notebooks). 
Os sistemas operacionais conseguem utilizar o HD como uma extensão da 
memória RAM, por meio da criação de um espaço de memória virtual ou de 
paginação. Esta função é utilizada nas situações em que a memória principal 
(RAM) está sobrecarregada pelos programas em execução. 
A conexão do HD à placa-mãe dá-se por meio dos barramentos IDE (já em 
franca obsolescência), SATA (nas versões I, II e III) e SCSI (ainda encontrado 
principalmente em servidores). Note, porém, que têm se popularizado os 
chamados HD externos: esses consistem em um HD montado em uma caixa 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 105 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
apropriada, com um pequeno circuito de interface para conexão no 
barramento USB do computador. São, portanto, memórias terciárias (já que o 
sistema operacional os monta a partir da intervenção do usuário). 
O tempo de acesso (de leitura e escrita) no HD é relativamente lento, em 
razão da própria natureza construtiva do HD (baseado em peças mecânicas); as 
taxas variam entre 400 e 960 Mbps. Entre as desvantagens, incluem-se, ainda, 
a fragilidade (danificam-se facilmente em face de quedas e vibrações), o ruído 
(por envolver partes móveis) e o consumo de energia elevado. Por outro lado, 
são relativamente baratos (têm o menor valor por byte armazenado) e 
possuem grande capacidade de armazenamento. 
Observação 1: 
É possível dividir um HD (ou outra memória de massa) em setores distintos 
logicamente, de forma que o sistema operacional os reconhece como se fossem 
unidades de armazenamento diferentes: são as chamadas partições. Posso, por 
exemplo, dividir um HD em duas partições; o sistema operacional as apresentará 
para o usuário como se fossem dois HD instalados na placa-mãe. As 
partições são, portanto, divisões lógicas da memória de massa. Evidentemente, 
a soma das capacidades de cada partição criada deverá ser igual ao tamanho do 
armazenamento total do dispositivo físico particionado (pois não podemos criar 
memória, apenas dividi-la!). Voltaremos a tratar de partições quando 
abordarmos os sistemas operacionais. 
 
Observação 2: 
O HD, assim como as demais unidades de armazenamento secundárias, recebe 
genericamente a denominação de drive; o HD, ou a partição onde o sistema 
operacional está instalado, tradicionalmente é nomeado como “drive C” pelo 
Windows; as demais unidades são nomeadas sequencialmente (drive D, E, F 
etc.). O “drive A” era reservado para a antiga unidade de disquete de 3 ½”, 
inexistente nos computadores atuais. 
E agora, uma questão sobre o tema: 
(FGV - 2013 - FBN - Assistente Administrativo) Analise a citação a seguir. “No 
ambiente de microinformática, um dispositivoutilizado na configuração de um 
microcomputador Intel i5, é caracterizado como um que emprega tecnologia SATA e 
possui capacidade de armazenamento de 500 GB.” 
A citação faz referência ao seguinte componente de hardware: 
(A) disco óptico. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 106 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(B) zipdrive. 
(C) pendrive. 
(D) disco rígido. 
Gabarito: letra D. 
3.11 Drives de mídia removível 
Os drives (lê-se “dráives”) de mídia removível são leitores e/ou gravadores 
de dispositivos de memória externos ao computador (os chamados discos 
removíveis). Eles são conectados a algum dos barramentos de expansão 
(geralmente ao IDE, ao SATA ou ao USB), podendo trocar dados com o 
computador de forma uni- ou bidirecional; podem ser, portanto, dispositivos 
de saída ou de entrada e saída. Drives do tipo somente leitura – como o 
DVD-ROM ou CD-ROM – são dispositivos de entrada; um leitor/gravador de 
CD-RW ou DVD-RW (RW = rewritable, regravável), por sua vez, é um exemplo 
típico de dispositivo de entrada e saída. 
 São exemplos de drives de mídia: disquete de 3 ½” (já obsoleto, indisponível 
comercialmente); CD (ou DVD) – ROM, CD (ou DVD) – RW; drive de discos Blu-
ray; leitores de cartões de memória etc. 
 
Figura 38: (da esq. para a dir.) drive de disquete de 3 ½” (fonte: Sony/divulgação); drive para 
diversos tipos de cartões de memória (fonte: AKASA/divulgação), e; drive de Blu-ray/DVD-RW 
(fonte: LaCie/divulgação). 
Observação 1: 
Enquanto um DVD comum está limitado à capacidade máxima de 4,7 GB de 
armazenamento, um DVD dual layer é capaz de armazenar quase o dobro, 8,5 
GB. Isso é possível graças à existência de duas camadas de dados em um 
único lado da mídia. Dessa forma, obtém-se um grande volume de dados 
gravados, sem que seja necessário trocar o lado do disco manualmente, como 
ocorre com os DVD dupla face. Esse “milagre” é conseguido graças ao fato de a 
primeira camada de gravação de dados ser feita de um material 
semitransparente. Isso permite que o feixe de laser do aparelho consiga atingir 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 107 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
e ler a segunda camada, atravessando incólume a primeira camada. O mesmo 
fenômeno ocorre com as mídias Blu-ray: cada camada armazena até 25 GB de 
dados; como a maiorias desses discos possuem camada dupla, sua capacidade 
dobra, atingindo incríveis 50 GB de dados. 
 
 
Observação 2: 
Não confunda drive (que acabamos de estudar) com driver! Este último 
consiste em um software, com o fim específico de permitir a comunicação de um 
determinado item de hardware com o sistema operacional. São programas, 
portanto, que traduzem os dados gerados/recebidos pelo hardware em um 
formato compreensível pelo sistema operacional (como o Windows ou Linux). 
Sempre que você conecta uma impressora nova ao computador, por exemplo, o 
driver correspondente deve ser instalado, para que ela funcione corretamente. 
Esse driver geralmente vem em um CD que acompanha a impressora. 
Dispositivos básicos denominados plug and play (como monitores, mouse, 
teclado, pendrives, e cartões de memória) dispensam a instalação manual 
de drivers, visto que o sistema operacional já dispõe, nativamente, dos drivers 
de comunicação com aqueles dispositivos. 
(UEM - 2017 - UEM - Técnico Administrativo) Para a realização de cópias de 
segurança, o usuário pode utilizar os seguintes dispositivos: 
(A) Pen drive, DVD e disco rígido. 
(B) Pen drive, placa de rede e CD-R. 
(C) Disco rígido, DVD, placa de vídeo. 
(D) CD-RW, HD externo e placa de rede. 
(E) Pen-drive, disco rígido e placa de som. 
Gabarito: letra A. 
(IMA - 2016 - Prefeitura de Uruçuí - PI - Agente de Trânsito) Relacione as mídias 
abaixo com a sua capacidade de armazenamento: 
Mídias 
1. Disquete 
2. CD 
3. DVD 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 108 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
4. DVD dupla camada 
5. Blu-ray 
Capacidade de Armazenamento 
( ) 8,5 GB 
( ) 700 MB 
( ) 1,44 MB 
( ) 4,7 GB 
( ) 50 GB 
As mídias com as suas respectivas capacidades de armazenamento correta é: 
(A) 5 – 2 – 1 – 4 – 3 
(B) 4 – 2 – 1 – 5 – 3 
(C) 5 – 2 – 1 – 3 – 4 
(D) 4 – 2 – 1 – 3 – 5 
Gabarito: Letra D. 
3.12 Webcam 
A webcam é um periférico de entrada; consiste em uma câmera de captação 
de imagens, sendo usada normalmente em conjunto com softwares de 
comunicação (como o Skype© ou o Google Hangouts©). Pode estar associada ou 
não a um microfone (instalado no mesmo dispositivo) e é conectada geralmente 
ao barramento USB do computador. 
Da mesma forma que as câmeras digitais, as webcams são qualificadas segundo 
a resolução (isto é, a qualidade) das imagens que seus sensores de captação 
podem gerar. Existem webcams com 1 ou 2 megapixels (Mp), ou seja, um ou 
dois milhões de pixels5 por imagem gerada, que produzem imagens de baixa e 
média resolução; existem também equipamentos com 18 Mp, que permitem a 
 
5 O pixel é o menor elemento visual em uma tela de celular ou monitor ao qual é possível atribuir cor. Um pixel também é o menor ponto 
da foto que forma uma imagem digital. As imagens digitais são formadas por um conjunto de pixels. 
 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 109 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
captação de fotos e vídeos em alta resolução. Por fim, note que laptops, 
smartphones e alguns desktops all-in-one possuem webcam integrada à tela. 
 
Figura 39: (da esq. para a dir.) primeira webcam Logitech – fazia “incríveis” imagens em preto 
e branco (fonte: thinglink.com); webcam de alta resolução (fonte: Logitech/divulgação); 
webcam embutida em tela de laptop (fonte: HP/divulgação) 
3.13 Dispositivos de som 
Os computadores também interagem com o usuário por meio dos periféricos 
gravadores e reprodutores de sons: placas de som, microfone e caixas de 
som. 
Estritamente falando, a placa de som do computador é o verdadeiro periférico, 
já que é ela que está conectada ao barramento de dados do computador 
(normalmente o barramento PCI, no caso das placas de som internas); nesse 
sentido, é um dispositivo de entrada e saída, uma vez que em geral possui 
entradas (line-in e mic, onde são conectados aparelhos reprodutores de som 
e o microfone, respectivamente) e saída de áudio (onde é ligada a caixa de 
som). 
Importante: 
Note que as bancas têm considerado o microfone como um periférico de 
entrada (uma vez que por meio dele o som é injetado no computador) e as 
caixas de som como dispositivos de saída, a despeito do fato desses 
componentes serem ligados à placa de som, e não ao barramento do 
computador. Portanto, cuidado! 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 110 de 161 Prof. B. Sakamotowww.cdfconcursos.com.br 
 
Figura 40: (da esq. para a dir.) placa de som PCI-e (fonte: Stock/divulgação); microfone de 
mesa (fonte: Clone/divulgação); caixas de som para computador (fonte: Creative/divulgação). 
Existem microfones e caixas de som que dispensam a existência de placa de 
som para serem conectadas ao computador; nesse caso, a conexão é feita 
geralmente por meio do barramento USB ou mesmo por conexão sem fio 
(bluetooth). 
Mais algumas questões sobre o tema: 
(FCC - 2010 - TCE-SP - Auxiliar da Fiscalização Financeira - II) Um supervisor solicitou 
a um funcionário que procedesse à adaptação de uma placa de rede e uma de som 
na placa-mãe de seu microcomputador. Considerando que na placa-mãe existem 
encaixes próprios para tal, o funcionário 
(A) utilizou um slot livre. 
(B) utilizou dois slots livres. 
(C) encaixou diretamente na placa-mãe, um plugue USB. 
(D) encaixou diretamente na placa-mãe, dois plugues USB. 
(E) encaixou diretamente na placa-mãe um plugue paralelo. 
Gabarito: letra B. 
(FCC - 2012 - BANESE - Técnico Bancário) São, respectivamente, um periférico de 
entrada de dados e um software: 
(A) teclado e monitor touchscreen. 
(B) planilha eletrônica e monitor. 
(C) caixa de som e editor de texto. 
(D) mouse e sistema operacional. 
(E) banco de dados e modem. 
Gabarito: letra D. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 111 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
3.14 Modem 
A palavra modem é formada ela junção de duas outras: MOdulador 
DEModulador. É um dispositivo de entrada e saída responsável pela 
transmissão/recepção de dados do computador para/da Internet. “Professor, 
mas como isso ocorre?” Vamos por partes. O modem clássico é instalado no 
barramento de expansão do computador e o interliga fisicamente à rede 
telefônica. Veremos à frente outras variações, mas o funcionamento básico 
desse equipamento é o mesmo: ele transforma os dados digitais do computador 
em um sinal analógico, apto a ser transmitido pela rede de telefonia, da 
mesma forma que sua voz é trafegada quando você usa um telefone. Lá na 
operadora, esse sinal analógico é novamente convertido em dados digitais 
(usando um outro modem) e então roteados para a internet. Note que o fluxo 
inverso – da internet para seu computador – ocorre de forma idêntica, porém 
em sentido oposto. 
Um tipo bastante comum de modem é o ADSL (Assymetrical Digital Subscriber 
Line, ou Linha Digital Assimétrica para Assinante, em português). Esse 
equipamento liga-se à linha telefônica por meio de um cabo RJ-15 (cabo comum 
de telefone); do lado do computador, usa um cabo RJ-45, ligado à porta 
ethernet da placa de rede da máquina. A tecnologia ADSL permitiu a conexão 
dos usuários de Internet em alta velocidade – a conhecida internet banda larga, 
da ordem de dezenas de Mbps – sendo o padrão atual de conexão à grande rede. 
Existem atualmente modems sem fio, interligáveis à rede telefonia celular: são 
os chamados modems 3G e 4G; eles têm geralmente a forma de um pendrive, 
sendo conectados ao computador por meio do barramento USB. Algumas 
operadoras de TV a cabo também fornecem serviço de acesso à Internet por 
meio de sua rede própria (como a NET), compartilhando em uma mesma 
infraestrutura a distribuição de programação de TV por assinatura, telefonia fixa 
e o acesso à Internet. Nesse caso, um tipo especial de modem também é 
utilizado. 
Recentemente, tem se popularizado a chamada conexão à Internet por fibra 
óptica; nesse caso, cabos de fibra de alta capacidade de transmissão (da ordem 
de Gbps) são lançados do provedor até o usuário; modems especiais são usados, 
sendo conectados ao computador do usuário via placa de rede, de forma análoga 
aos modems ADSL. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 112 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
 
Figura 41: (da esq. para a dir.) placa de modem PCI (fonte: USRobotics/divulgação); modem 
ADSL; modem sem fio 4G (fonte: D-Link/divulgação), e; modem óptico (fonte: Vivo/divulgação). 
Vamos exercitar? 
(FCC - 2003 - TRT - 21ª Região (RN) - Técnico Judiciário - Área Administrativa) A 
conexão da Internet por meio de banda larga exige no PC a presença de 
(A) uma placa de rede. 
(B) uma placa de fax-modem. 
(C) uma placa 3D. 
(D) um kit multimídia. 
(E) uma porta serial. 
Gabarito: letra A. 
(CESPE - 2004 - TRE-AL - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Modem é uma 
denominação dada à placa de vídeo, que controla o monitor de vídeo do computador. 
Esse dispositivo é muito utilizado, especialmente em computadores em que são 
processados trabalhos gráficos que requeiram grande quantidade de memória de 
vídeo. 
Gabarito: ERRADO. 
3.15 Placas de rede 
Placas de rede são periféricos de entrada e saída que interligam o 
computador à rede da qual ele faz parte, sendo também conhecidos como 
adaptadores de rede ou NIC (Network Interface Card, placas de interface de 
rede). 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 113 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Dependendo do tipo de rede a que se conectam, podem empregar cabos 
metálicos (ethernet), fibras ópticas ou mesmo ondas de rádio, no caso de redes 
sem fio (wireless). 
As placas de rede podem ser instaladas no computador internamente 
(geralmente acessando o barramento PCI ou PCI-e) ou externamente (quando 
são conectadas ao barramento USB ou Thunderbolt). A maior parte dos 
computadores de mesa já possuem a placa de rede montada sobre a placa-mãe 
(i. é, são onboard); os computadores portáteis, por outro lado, normalmente 
são dotados de uma placa de rede wireless, acessando diversos tipos de redes 
sem fio. 
Todas as placas de rede possuem um número de identificação único, gravado no 
processo de fabricação, que a distinguem de todas as demais: é o chamado 
endereço MAC (Media Access Control ou Controle de Acesso de Mídia). Dessa 
forma, nenhum computador, em tese, será confundido com outro quando 
estivem em uma mesma rede, com ou sem fio. 
 
Figura 42: (da esq. para a dir.) placas (adaptadores) de rede – cabeada (ethernet), barramento 
PCI; sem fio, via barramento PCI, e; sem fio (externa), via barramento USB. (fonte: 
Intelbras/divulgação) 
(CESPE - 2008 - TJ-CE - Analista Judiciário - Área Judiciária) Para se acessar a 
Internet, é necessária a instalação de uma placa de rede de banda larga. 
Gabarito: ERRADO. 
(FCC - 2011 - TRT - 4ª REGIÃO (RS) - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Numa 
rede LAN (Local Area Network), o recurso de hardware mínimo que deverá estar 
instalado no computador para permitir a comunicação com os demais elementos da 
rede é 
(A) o teclado. 
(B) o hub. 
(C) o cartão de memória. 
(D) o switch. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 114 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(E) a placa de rede. 
Gabarito: letra E. 
(CESPE - 2004 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO) - Analista Judiciário - Área Judiciária) 
Acerca de conceitos relacionadosà Internet e ao correio eletrônico, julgue os itens 
subsequentes. 
Caso se deseje conectar em rede 4 computadores de um escritório, utilizando-se a 
tecnologia wireless IEEE 802.11.b, será desnecessário o uso de placa de fax/modem 
nesses computadores. 
Gabarito: CERTO. 
3.16 Placa de vídeo 
A placa de vídeo é um dispositivo de saída do computador, responsável por 
enviar ao monitor ou à tela os dados processados ou em processamento, assim 
como a interface gráfica dos programas em execução, deixando-os prontos para 
a apresentação ao usuário. Também são usualmente conhecidas como placas 
gráficas ou aceleradoras gráficas. 
A placa de vídeo é caracterizada pela quantidade de memória dedicada 
(exclusiva) para uso do processador gráfico nela existente. Aceleradoras de alto 
desempenho, voltadas para aplicações gráficas “pesadas” (como jogos e edição 
de vídeos), têm custo elevado e contam com 1 GB ou mais de memória VRAM 
(Volatile RAM, RAM volátil), dedicadas para o processamento gráfico. 
Placas de vídeo mais antigas, por outro 
lado, compartilhavam a memória RAM 
do computador, o que inevitavelmente 
comprometia o desempenho da 
máquina como um todo, visto que uma 
quantidade menor memória estaria 
disponível para uso exclusivo da CPU. 
A maior parte dos fabricantes de 
placas-mãe incluem uma placa gráfica 
onboard; isso não impede, todavia, 
que placas aceleradoras offboard 
sejam instaladas, o que ocorre no 
barramento AGP ou PCI-e da placa-
mãe. Vejamos como isso já foi cobrado 
em prova: 
Placa gráfica; note o grande ventilador (fan) responsável 
pelo resfriamento do processador gráfico (fonte: 
ASUS/divulgação) 
 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 115 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(FCC - 2011 - TRT - 4ª REGIÃO (RS) - Técnico Judiciário - Segurança) Considere: 
I. Dispositivo específico responsável por gerar as imagens que aparecem na tela do 
monitor. 
II. Dispositivo específico que permite que o computador transmita e receba dados de 
outros computadores por meio de linha telefônica. I e II são, respectivamente, 
(A) placa mãe e USB. 
(B) USB e placa de rede. 
(C) placa de rede e banda larga. 
(D) memória e banda larga. 
(E) placa de vídeo e modem. 
Gabarito: letra E. 
(CESPE - 2012 - MPE-PI - Técnico Ministerial - Informática) No que concerne a 
instalação de programas e periféricos, julgue o seguinte item. Algumas placas de 
vídeo vêm com saídas para conexão em televisores, por intermédio de conectores 
RCA. Esse tipo de conector terá sempre a cor branca, assim como o cabo 
correspondente, e estará localizado ao lado das saídas VGA e/ou DVI. 
Gabarito: Letra E. 
3.17 Outros periféricos 
Neste tópico, abordaremos alguns periféricos que também aparecem nas provas 
de Informática. Vamos juntos? 
3.17.1 Mesa digitalizadora 
É uma tela touchscreen, usada geralmente para trabalhos gráficos. Possui uma 
caneta especial (sem tinta, obviamente!), que permite ao usuário escrever ou 
desenhar “virtualmente” sobre a tela, usando um software de design adequado 
(como o Adobe Photoshop©, Adobe Illustrator© ou mesmo o Powerpoint©). 
A mesa digitalizadora abaixo é a mesma usada pelos professores do CDF nas 
suas videoaulas, em que os slides são “rabiscados” e complementados à mão 
pelos nossos mestres. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 116 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
 
Figura 43: mesa digitalizadora (fonte: WACOM/divulgação). 
3.17.2 Projetor 
Dispositivo de saída, composto por uma fonte luz intensa, dispositivos 
eletrônicos e um conjunto de lentes, cuja finalidade é projetar imagens sobre 
uma superfície de grande área. Nesse sentido, tem a mesma função de um 
monitor/tela e emprega os mesmos barramentos e conectores do computador. 
O projetor é caracterizado por três características básicas: 
§ a resolução máxima das imagens que ele projeta; 
§ a luminosidade máxima (medida em ANSI lúmens), e; 
§ o contraste, que, grosso modo, representa a razão entre a intensidade 
da cor branca e da cor preta. 
Outro aspecto importante dos projetores é a tecnologia de projeção: existem 
projetores que empregam LCD (display de cristal líquido) na formação e 
projeção das imagens, e; há projetores com o chamado DLP (Digital Light 
Processing, processamento digital da luz), o qual utiliza um chip com espelhos 
microscópicos para refletir a luz da lâmpada, gerando inicialmente uma imagem 
monocromática, e um disco de cores para colorir a imagem antes de ser 
projetada. Em regra, projetores DLP apresentam custo mais alto, porém têm 
duração e rendimento bastante superiores aos equivalentes que empregam a 
tecnologia LCD. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 117 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
 
Figura 44: Projetor (fonte: Benq/divulgação). 
Questão rápida para ver como isso cai em prova: 
(INSTITUTO AOCP - 2015 - EBSERH - Técnico em Informática (HE-UFPEL)) São 
exemplos de dispositivos de saída (output): 
(A) Monitor Touch, Monitor e Teclado. 
(B) Monitor Touch, Monitor, Placa de vídeo, Placa de som, Caixa de som, Projetor e 
Fones de ouvido e Scanner. 
(C) Monitor Touch, Placa de vídeo, Monitor, Caixa de Som, Projetor e Mouse. 
(D) Monitor, Placa de vídeo, Placa de som, Caixa de som, Projetor, Fones de ouvido 
e Teclado. 
(E) Monitor Touch, Monitor, Placa de vídeo, Placa de som, Caixa de som, Projetor e 
Fones de ouvido. 
Gabarito: letra E. 
3.17.3 Unidades de estado sólido (SSD) 
São dispositivos de memória de massa semelhantes aos discos rígidos (HD), 
porém sem partes móveis, voltados para o armazenamento permanente 
(não volátil) de dados digitais em computadores. Os SSD empregam memórias 
EPROM do tipo flash, semelhantes àquelas usadas em pendrives. Possuem 
capacidades que variam de algumas centenas de GB (a partir de 120 GB) a 
poucos terabytes (normalmente 1 ou 2 TB). 
Outro parâmetro de caracterização dos SSD é a velocidade de transferência 
(leitura) de dados; valores na faixa de alguns GB/s (gigabits por segundo) 
são típicos desses itens de hardware. 
Embora sejam bem mais caros que os HD equivalentes, têm se popularizado em 
razão da rapidez na leitura e escrita de dados (essas são cerca de 5 vezes 
mais rápidas que as taxas apresentadas por HD convencionais). Além disso, são 
mais leves, consomem menos energia, são menos suscetíveis a choques 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 118 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
mecânicos e produzem menos ruído (por não possuírem partes móveis), 
esquentam menos e operam em uma faixa maior de temperaturas. Suas únicas 
desvantagens são o custo elevado por byte e a baixa capacidade de 
armazenamento dos modelos atualmente comercializados. 
Computadores de alto desempenham usam um ou mais SSD, no qual são 
instalados o sistema operacional e os aplicativos de execução mais “pesada” 
(como editores de vídeo); a fim de não perder capacidade de armazenamento,um HD convencional poderá ser adicionado como memória de massa adicional 
para acomodar arquivos e outros itens de acesso menos frequente. 
 
Figura 45: (à esq.) memórias SSD com conexão SATA, e; (à dir.) com slot M.2, encontrado em 
laptops. (fonte: Samsung/divulgação) 
Seguem questões sobre o tema: 
(FCC - 2014 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Técnico Judiciário - Tecnologia da Informação) 
Um usuário deseja definir qual unidade de armazenamento de dados vai instalar em 
seu computador: discos rígidos (HDs) ou unidades de estado sólido, conhecidas como 
Solid State Drive - SSD. Comparando as duas unidades de armazenamento, os HDs 
apresentam 
(A) como vantagem não necessitar, ao contrário das SSDs, do uso permanente de 
energia para a preservação dos dados. 
(B) tempos de leitura e de escrita menores do que as memórias SSDs, embora estas 
sejam confiáveis. 
(C) consumo de energia inferior aos das SSDs, que geram muito calor durante a 
operação, exigindo a presença de dissipadores. 
(D) atualmente, um custo de armazenamento inferior, e capacidade de 
armazenamento superior aos das SSDs. 
(E) como vantagem, a necessidade de desfragmentação menos frequente do que os 
SSDs. 
Gabarito: letra D. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 119 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(FCC - 2016 - Prefeitura de Teresina - PI - Auditor Fiscal da Receita Municipal) Os 
notebooks ultrafinos (ultrabooks) utilizam drives do tipo SSD (Solid-State Drive) ao 
invés de HDs por serem normalmente mais silenciosos, menores, mais resistentes e 
de acesso mais rápido. Assim como os pen drives, os dispositivos SSD utilizam 
(A) chips BIOS para armazenar as informações. Esses chips são baratos e compactos, 
porém o acesso a eles é mais lento do que o acesso às memórias. 
(B) memória flash para armazenar dados. Esse tipo de memória não perde seu 
conteúdo quando a alimentação elétrica é cortada. 
(C) memória flash para armazenar dados. Esse tipo de memória perde seu conteúdo 
quando a alimentação elétrica é cortada. 
(D) registradores para armazenar informações. Os registradores são tipos de 
memória de acesso muito rápido, porém muito caros. 
(E) memória cache para armazenar dados. Esse tipo de memória é acessado duas 
vezes mais rápido do que as memórias RAM convencionais. 
Gabarito: letra B. 
3.17.4 Leitores biométricos e RFID 
Os leitores biométricos são periféricos de entrada de dados que identificam 
certas características físicas das pessoas, como forma de identificá-las 
unicamente. 
Alguns computadores mais modernos possuem hardware de biometria 
especializado, como leitores de impressão digital; câmeras de alta resolução 
associadas a programas de reconhecimento de face ou de leitura de íris; 
reconhecimento de fala; entre outros. 
A função básica dos leitores biométricos é autenticar um determinado 
usuário, permitindo seu acesso a recursos do computador, a dados e 
informações e/ou a softwares nele existentes. 
Os leitores biométricos podem ser externos (conectados ao computador via USB 
ou protocolo sem fio) ou embutidos na estrutura do computador. 
A RFID (do inglês Radio-Frequency Identification) é uma tecnologia de 
identificação por radiofrequência baseada em sinais de rádio (como o nome 
diz!), recuperando informações contidas em dispositivos denominados etiquetas 
RFID (RFID tags) e confrontando-as com um banco de dados pré-cadastrado, a 
fim de identificar unicamente um usuário portador dessa tag. 
Tanto os RFID, como os sensores biométricos, são associados a sistemas 
computacionais para autenticar usuários e conceder-lhes permissões, como 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 120 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
logar no computador, acessar arquivos, programas e locais, registrar presença 
etc. 
 
Figura 46: (da esq. para a dir.) leitor de impressão digital (Crossmatch/divulgação); leitor de 
tags RFID (Inveo/divulgação) e sensor biométrico em notebook (fonte: Lenovo/divulgação). 
Veja como esse assunto cai em prova: 
(CESPE - 2018 - SEFAZ-RS - Técnico Tributário da Receita Estadual - Prova 1) Na 
Internet, um usuário pode se apossar indevidamente do login e da senha de outra 
pessoa para acessar o sistema em seu lugar. Assinale a opção que indica uma 
tecnologia utilizada para impedir esse tipo de acesso indevido. 
(A) biometria. 
(B) senha com oito caracteres (letras maiúsculas, minúsculas e caracteres especiais). 
(C) captcha 
(D) geração automática de login para acesso 
(E) validação de redes sociais 
Gabarito: letra D. 
3.17.5 Códigos gráficos 
São formas de armazenamento de informações, empregando gráficos de 
duas dimensões interpretados por leitores eletrônicos. A principal função dos 
códigos gráficos é condensar informações em uma imagem compacta, que possa 
ser lida, interpretada e correlacionada por um computador, facilitando, por 
exemplo, o controle de bens (como em um depósito ou em um supermercado) 
e o acesso a recursos informatizados (como dados de uma pessoa ou um site na 
Internet). 
Dois tipos de códigos são empregados atualmente em larga escala: o código de 
barras e o código QR. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 121 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
O código de barras utiliza barras verticais, de quantidade e dimensões 
variáveis, que codificam um conjunto de caracteres (isto é, dados numéricos ou 
alfanuméricos). São interpretados por leitores especiais, os quais empregam um 
feixe de luz laser e fotossensores, ou ainda, por câmeras de alta resolução, 
associadas a aplicativos dedicados a esse fim. Esses leitores conectam-se ao 
computador por meio do barramento USB ou serial (RS-232) 
 
Figura 47: (da esq. para a dir.) exemplo de código de barras; leitor de mesa e de mão 
(Elgin/divulgação). 
O código QR (Quick Response, ou resposta rápida) é um código de barras 
bidimensional que pode ser facilmente lido e interpretado pela maioria dos 
smartphones atuais que possuam uma câmera. No telefone ou no computador, 
esse código é convertido em texto livre (interativo), endereço URL, número de 
telefone, dados de contato, localização geográfica, e-mail, SMS, autenticação de 
usuário, entre inúmeras outras possibilidades. 
 
Figura 48: (da esq. para a dir.) código QR de autenticação do WhatsApp Web e QR do CDF 
concursos – experiente escaneá-lo no seu telefone e veja o que acontece... (fonte: o Autor). 
“E como isso é cobrado em prova, Professor?” Vejamos: 
(MPE-GO - 2017 - MPE-GO - Secretário Auxiliar – Goiatuba) Com relação aos 
conceitos de hardware/software, responda a questão. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 122 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
 
A figura acima, representa a tecnologia de: 
(A) códigos de barras. 
(B) arquivo criptografado. 
(C) código qr. 
(D) código rq. 
(E) código pontilhado. 
Gabarito: letra C. 
(FCC - 2012 - Prefeitura de São Paulo - SP - Auditor Fiscal do Município- Gestão 
Tributária - Prova 4) Os dispositivos ou mídias de armazenamento são capazes de 
armazenar informações para posterior uso e processamento eletrônico. Dentre as 
mídias, dispositivos e tecnologias utilizadas para o armazenamento de informações 
NÃO se inclui o 
(A) pendrive. 
(B) código de barras. 
(C) barramento de memória. 
(D) RFID. 
(E) código QR. 
Gabarito: letra C. 
3.17.6 Fontes de alimentação 
São responsáveis pelo fornecimento de energia para o funcionamento de todos 
os componentes do computador. O padrão mais utilizado nos computadores 
atuais é o ATX (Advanced Tecnology eXtendend), que surgiu em meados de 
1996 e que também especifica formatos de gabinetes de computadores e de 
placas-mãe. As fontes ATX são capazes de fornecer tensão de 3,3 V, 
característica que não existia no padrão anterior, o AT (Advanced Tecnology); o 
padrão ATX é, na verdade, uma evolução do padrão AT; isso fica evidente, por 
exemplo, no conector de alimentação da placa-mãe. Enquanto no padrão AT 
esse plugue era dividido em dois, podendo facilmente fazer com que o usuário 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 123 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
os invertesse e ocasionasse danos; no padrão ATX, esse conector é uma peça 
única e só possível de ser encaixada de uma forma, evitando curtos e danos por 
conexão incorreta decorrente de erro do usuário. 
Importante: As fontes ATX também trouxeram um recurso que permite o 
desligamento do computador por software. O conector dessas fontes possui 
um pino denominado PS_ON (Power Supply On); ao receber ordens de ativação 
ou desativação por meio da aplicação um sinal elétrico nesse pino, há a 
ocorrência de determinados recursos como: 
- Soft Power Control: usado para ligar ou desligar a fonte por software. É 
graças a esse recurso que o sistema operacional consegue desligar o computador 
sem que o usuário tenha que apertar nenhum botão para isso; 
- Wake-on-LAN: permite ligar ou desligar a fonte usando a placa de rede. 
A potência é o aspecto mais significativo de uma fonte. Em geral, as fontes e 
alimentação fornecem algumas centenas de watts (valores entre 500 e 
1.000W são típicos); grosso modo, o valor deve ser igual ou maior à soma das 
potências individuais de cada componente do computador somadas. 
 
Figura 49: (da esq. para a dir.) fonte AT; ATX e o conector ATX. 
Olhe como as bancas já cobraram esse tema: 
(CESPE - 2012 - TRE-RJ - Técnico Judiciário - Operação de Computador) A 
instabilidade da fonte de alimentação é um dos principais motivos para desligamentos 
repentinos de computadores. Fontes de alimentação do tipo ATX contam com sinais 
de controle que desligam o computador de forma automática caso sejam verificadas 
alterações nas tensões fornecidas pela própria fonte de alimentação, que podem 
avariar componentes do computador. 
Gabarito: CERTO. 
(FCC - 2011 - NOSSA CAIXA DESENVOLVIMENTO - Advogado) Considere a lista 
abaixo, referente a alguns componentes especificados numa placa-mãe: I. 3 
Conectores USB II. 2 Conectores SATA III. 1 Conector CPU Fan IV. 1 Conector IDE 
V. 1 Conector 24-pin ATX Power Os conectores nos quais é possível a ligação de 
discos rígidos, também conhecidos como HD, encontram-se, APENAS, nos itens 
(A) I, II e III. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 124 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(B) I, II e IV. 
(C) II, III e IV. 
(D) II, III e V. 
(E) III, IV e V. 
Gabarito: letra B. 
 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 125 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
QUESTÕES COMENTADAS 
Chegou o momento de retificar/ratificar o conteúdo da aula. 
Com o Prof. B Sakamoto você não fica sem resposta. Seguem abaixo uma lista 
de exercícios de fixação, acompanhada dos comentários respectivos. 
 
1. (CESGRANRIO - 2011 - LIQUIGAS - Técnico Químico) Um computador é uma máquina 
com grande capacidade para processamento de informações, composto por 
software e hardware. 
Dentre os componentes de hardware, inclui-se o 
(A) Arquivo 
(B) Compilador 
(C) Processador 
(D) e-mail 
(E) Windows 
Comentários: Conforme já vimos, a resposta correta para o item é letra C. Mas 
repare no conceito de computador usado pela banca. 
2. (CESGRANRIO - 2010 - EPE - Assistente Administrativo) O computador é uma 
máquina capaz de realizar rapidamente o processamento de grandes quantidades 
de dados. Esse processamento consiste em operações lógicas e aritméticas sobre 
dados. Além dessa função, existe a função de entrada de dados e saída de dados, 
cujos principais dispositivos são, respectivamente, 
(A) monitor e impressora. 
(B) mouse e teclado. 
(C) mouse e caixa de som. 
(D) teclado e monitor. 
(E) teclado e microfone. 
Comentário: A alternativa correta para o item é a letra D – veremos isso em 
detalhes nos tópicos seguintes, OK? Mas note o conceito e o compare com aquele 
que descrevemos no início deste tópico. 
3. (FCC - 2014 - SABESP - Analista de Gestão - Administração) Correspondem, 
respectivamente, aos elementos placa de som, editor de texto, modem, editor de 
planilha e navegador de internet: 
(A) software, software, hardware, software e hardware. 
(B) hardware, software, software, software e hardware. 
(C) hardware, software, hardware, hardware e software. 
(D) software, hardware, hardware, software e software. 
(E) hardware, software, hardware, software e software. 
Comentário: Item fácil; placa de som: hardware; editor de texto: software (o 
Word é um editor de texto!); modem: hardware; editor de planilha: software 
(exemplo: Excel); navegador da Internet: software (exemplos: Microsoft Edge; 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 126 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Firefox, Chrome e Opera). Detalharemos em breve os principais itens de 
hardware. Letra E. 
4. (UFCG - 2008 - TJ-PB - Auxiliar Judiciário) A BIOS é o _____________________ 
indispensável para o funcionamento de um computador. Escolha a alternativa que 
preenche corretamente a lacuna acima. 
(A) firmware. 
(B) middleware. 
(C) hardware. 
(D) peopleware. 
(E) framework. 
Comentário: como vimos, o BIOS é um firmware, isto é, uma espécie de software 
instalada em uma memória somente de leitura do computador (sobre ela 
veremos mais detalhes à frente). Letra A. 
5. (IMA - 2013 - Câmara Municipal de Governador Edson Lobão - MA - Assessor Jurídico 
Parlamentar) O sistema computacional ou sistema de processamento de dados é 
composto por: 
(A) Entrada de dados, processamentos de dados e saída de informação. 
(B) Armazenamento de dados, hardware e software. 
(C) Entrada de dados, saída de informação e hardware. 
(D) Hardware, software, peopleware. 
Comentário: o computador é um sistema, composto de componentes tangíveis 
(hardware), intangíveis (software) e pessoas que o programam e o operam 
(peopleware). Letra D. 
6. (IADES - 2016 - CRESS-MG - Auxiliar Administrativo) O sistema computacional (SC) 
é um(A) programa (software) que processa dados de acordo com um dispositivo 
eletrônico (hardware). 
(B) conjunto de dispositivos eletrônicos (hardware) capaz de processar dados de 
acordo com um programa (software). 
(C) computador de baixo custo, que se destina ao uso individual ou por um 
pequeno grupo de pessoas. 
(D) computador pequeno que permite o acesso de diversos usuários, 
simultaneamente. 
(E) assistente digital pessoal utilizado em tarefas mais simples. 
Comentário: o computador ou sistema computacional é um conjunto de 
componentes tangíveis (hardware), que processam os dados de entrada segundo 
as instruções contidas em um programa (software); letra B. 
7. (MPE-GO - 2018 - MPE-GO - Secretário Auxiliar - Goiás) Preencha as lacunas e 
assinale a alternativa correta: 
“__________ são programas específicos que fazem a comunicação entre o 
__________ do computador e o _________”. 
(A) Softwares / Usuário / Hardware 
(B) Drives / Sistema Operacional / Hardware 
(C) Drivers / Sistema Operacional / Usuário 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 127 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(D) Drives / Usuário / Hardware 
(E) Drivers / Sistema Operacional / Hardware 
Comentário: driver (e não drive) são programas que “interfaceiam” (isto é, fazem 
o “meio de campo”) um determinado item de hardware (como uma placa de 
vídeo, por exemplo) e o sistema operacional (que, por sua vez, media o hardware 
e o usuário, criando uma camada de abstração). Letra E. 
8. (FUNDATEC - 2014 - SEFAZ-RS - Técnico Tributário da Receita Estadual - Prova 1) Na 
Figura 1, a seta nº 2 aponta para um computador do tipo: 
 
(A) Handheld. 
(B) Palmtop. 
(C) Netbook. 
(D) Mainframe. 
(E) Desktop. 
Comentários: questão fácil para esquentar! Trata-se de um desktop ou 
computador de mesa. Letra E. 
9. (CESGRANRIO - 2008 - Caixa - Escriturário) Mainframe é um tipo de computador de 
(A) pequeno porte, ideal para uso doméstico, assim como os PC. 
(B) pequeno porte, utilizado na computação móvel. 
(C) grande porte, com clientes avançados, utilizado na gerência de banco de 
dados. 
(D) grande porte, com terminais utilizados para processar o quadro principal de 
uma rede intranet. 
(E) grande porte, capaz de oferecer serviços de processamento a múltiplos 
usuários. 
Comentários: um mainframe é um computador de grande porte, dedicado 
normalmente ao processamento de um elevado volume grande de informações. 
Os mainframes são capazes de oferecer serviços de processamento a milhares 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 128 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
de usuários através de milhares de terminais conectados diretamente ou através 
de uma rede. Letra E. 
10. (Quadrix - 2014 - CRB 6ª Região - Bibliotecário Fiscal) É um tipo de computador de 
grande porte que se destaca por ter alto poder de processamento e muita 
capacidade de memória. Controla atividades com grande volume de dados, sendo 
de custo bastante elevado. Opera em MIPS (milhões de instruções por segundo). 
O tipo de computador descrito é conhecido como: 
(A) Mainframe. 
(B) Ultrabook. 
(C) Laptop. 
(D) Notebook. 
(E) Desktop. 
Comentários: essa é a definição precisa de mainframe. Letra A. 
11. (CEFET-BA - 2012 - CREF - 13ª Região (BA-SE) - Assistente de Tecnologia) O 
desenvolvimento tecnológico acabou por diversificar os tipos de dispositivos 
computacionais utilizados pelas pessoas no seu dia a dia: Smartphones, Tablets, 
Netbooks, Notebooks, All-in-One e Desktops. 
Com base nos conhecimentos sobre esses diferentes equipamentos, pode-se 
afirmar: 
(A) Normalmente, os notebooks possuem unidade de leitura/gravação de CDs e 
DVDs, ao contrário dos netbooks, que não possuem esse periférico. 
(B) A capacidade de realizar ligações telefônicas convencionais, presente nos 
smartphones, tablets e netbooks, os diferencia dos demais equipamentos. 
(C) Para usuários que precisam de dispositivos portáteis onde possam ler e 
responder e-mails, navegar na Internet e nas redes sociais, o dispositivo ideal é 
um netbook, já que as limitações de conectividade de um smartphone ou um tablet 
tornariam essa tarefa muito complexa. 
(D) Embora sejam cada vez mais populares, os notebooks têm limitações técnicas 
e operacionais que não permitem substituir os computadores desktop, que sempre 
possuem recursos mais avançados. 
(E) Embora, muitas vezes, os usuários avaliem os tablets como smartphones 
maiores, na prática, eles tipicamente têm arquiteturas completamente 
incompatíveis, com sistemas operacionais, processadores e capacidades de 
armazenamento completamente diferentes. 
Comentários: A) certo! B) errado: netbooks não fazem ligações telefônicas; C) 
errado: smartphones e tablets têm grande conectividade, inclusive em redes 
celulares; D) errado: notebooks e desktops estão cada vez mais semelhantes em 
desempenho, sendo que alguns notebooks de ponta são mais avançados que 
desktops comuns; E) errado, embora possuam telas maiores, os tablets 
possuem, em regra, o mesmo sistema operacional, processador e outros itens 
de hardware e software que os smartphones. Letra A. 
12. (UFAC - 2019 - UFAC - Assistente em Administração) Sobre noções básicas de 
informática, julgue os itens abaixo: 
I. Mainframes são microcomputadores dedicados ao processamento de um volume 
médio de informações. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 129 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
II. Computadores sem gabinete, com processador, placas e demais componentes 
embutidos no monitor são chamados All in one. 
III. São exemplos de dispositivos de saída: impressoras, monitores e teclados. 
IV. Internet e intranet são sinônimos. 
(A) Apenas os itens I e II estão corretos. 
(B) Apenas o item III está correto. 
(C) Apenas o item II está correto. 
(D) Todas as alternativas são falsas. 
(E) Todas as alternativas estão corretas. 
Comentários: I) errado; mainframes processam grandes volumes de dados; II) 
certo! III) errado: teclados são dispositivos de entrada de dados; IV) errado: a 
Internet tem alcance global, enquanto as intranets são restritas a um número 
definido de usuários. Letra C. 
13. (IFPI - 2016 - IF-PI - Assistente em Administração) Computadores que possuem 
grande capacidade de processamento, alta qualidade de resolução de gráficos e 
que são indicados para atividades como edição de imagens ou vídeos, ou 
operações que demandam muita carga de processamento e uso de memórias, são 
conhecidos como: 
(A) Notebooks. 
(B) Netbooks. 
(C) Workstation. 
(D) Palmtops. 
(E) Mainstation. 
Comentários: essa é a descrição exata das workstations. Letra C. 
14. (CESPE - 2013 - MS - Analista Administrativo) No que se refere à arquitetura de 
computadores, julgue os itens a seguir. 
A arquitetura mainframe suporta vários sistemas operacionais, incluindo o z/VM, 
que é capaz de virtualizar outros sistemas operacionais. 
Comentário: item CERTO. De fato, os mainframes podem executar (“virtualizar”) 
diversos sistemas operacionais simultaneamente. O termo z/VM mencionado na 
questão é uma aplicação denominada hypervisor, a qual permite a instalação e 
execução de vários (até milhares) sistemas operacionais simultaneamente. 
Veremos isso mais a frente, não se preocupeagora. 
15. (CONSULPLAN - 2008 - TRE-RS - Analista Judiciário - Administrativa) Sobre 
arquitetura simplificada de um computador, assinale a sequência correta: 
(A) Entrada, processamento e saída. 
(B) Processamento, entrada e saída. 
(C) Saída, processamento e entrada. 
(D) Barramento, processamento e saída. 
(E) Entrada, periféricos e processamento. 
Comentário: Questão fácil demais! O computador adquire os dados de entrada 
fornecidos pelo usuário; esses dados são convenientemente processados pela 
máquina, e; os dados de saída são apresentados ao usuário; logo, a resposta é 
a letra A. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 130 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
16. (FCC - 2009 - TJ-SE - Programador de computador) A arquitetura de Von Neumann 
NÃO reúne o seguinte componente: 
(A) memória. 
(B) unidade de controle. 
(C) unidade de lógica e aritmética. 
(D) dispositivos de entrada e saída. 
(E) barramento decimal. 
Comentário: pelo que vimos anteriormente, o componente listado na questão 
que não se encaixa no modelo de von Neumann é o tal barramento decimal; logo, 
a resposta é o item E. 
 
17. (CESPE - 2012 - MPE-PI - Técnico Ministerial - Informática) A respeito de 
fundamentos de computação, julgue o item a seguir. 
A função de entrada de um computador tem a finalidade de fornecer ao usuário 
respostas audiovisuais, bem como permitir a comunicação com outros 
computadores e dispositivos. 
Comentários: pegadinha bem sutil! É a função de saída, e não a de entrada, que 
fornece ao usuário respostas audiovisuais, bem como permite a comunicação 
com outros computadores e dispositivos. Questão ERRADA. 
18. (CESPE - 2009 - ANAC - Técnico Administrativo - Informática) Pipeline é o nome dado 
ao recurso do sistema operacional que possibilita reconectar a placa de rede à 
Internet no caso de interrupção de acesso. 
Comentários: nada a ver! Pipeline é uma técnica de hardware (e não do sistema 
operacional, que é um software), para acelerar o processamento de dados pela 
CPU, não tendo nenhuma relação com placa de rede e/ou acesso à Internet. 
Questão ERRADA. 
19. (PaqTcPB - 2010 - IPSEM - Administrador) Analise a figura que representa o 
esquema baseado na arquitetura proposta por Von Neumann e assinale a opção 
que corresponde respectivamente à ordem crescente das partes numeradas 
indicadas na figura. 
 
(A) Periféricos de Entrada, ULA, UC, CPU, Memória e Periféricos de Saída. 
(B) Periféricos de Saída, Memória, CPU, ULA, UC e Periféricos de Entrada. 
(C) Periféricos de Saída, ULA, UC, CPU, Memória e Periféricos de Entrada. 
(D) Memória, CPU, ULA, UC, Periféricos de Entrada e Periféricos de Saída. 
(E) Periféricos de Entrada, CPU, UC, ULA, Memória e Periféricos de Saída. 
Comentários: 1) Periféricos de Entrada; 2) CPU; 2.1) UC; 2.2) ULA; 3) Memória; 
4) Periféricos de Saída. Questão ERRADA. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 131 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
20. (CETRO - 2015 - AMAZUL - Analista de desenvolvimento de sistemas - Tecnólogo) 
Assinale a alternativa que apresenta uma das características da arquitetura de 
Harvard. 
(A) Usa a microprogramação. 
(B) Utiliza o mesmo espaço de memória para armazenar os dados e programas. 
(C) Permite o pipeline. 
(D) Possui uma memória, uma ALU, uma CPU composta por diversos registradores 
e uma UC. 
(E) Possui um único barramento para dados entre a CPU e a memória principal. 
Comentários: de todos os itens listados, a característica que se refere unicamente 
ao modelo de Harvard é a possibilidade de pipelining (ou paralelismo no nível de 
instrução). Letra C. 
21. (CESPE - 2018 - IFF - Conhecimentos Gerais - Cargos 21, 22, 25, 26, 27, 28 e 30) O 
computador passou por diversas evoluções nos últimos anos; entretanto, continua 
utilizando a mesma lógica computacional e, basicamente, a mesma arquitetura. 
Nos computadores modernos, é empregada a lógica 
(A) decimal e a arquitetura Von Neumann. 
(B) binária e a arquitetura Claude E. Shannon. 
(C) binária e a arquitetura Von Neumann. 
(D) hexadecimal e a arquitetura Alan Turing. 
(E) decimal e a arquitetura Claude E. Shannon. 
Comentários: veremos à frente que os computadores usam um sistema numérico 
baseados na lógica digital ou booleana (isto é, as operações numéricas possuem 
certas particularidades, pois envolvem apenas os dígitos 0 e 1); embora tenham 
evoluído muito, os computadores atuais ainda têm sua arquitetura fortemente 
baseada no modelo de Von Neumann (com adaptações). Letra C. 
22. (CESPE - 2018 - ABIN - Oficial Técnico de Inteligência - Área 9) Acerca de organização 
e arquitetura de computadores, julgue o item a seguir. 
Na arquitetura de Von Neumann, o caminho único de dados é o barramento físico, 
que liga a memória diretamente aos dispositivos de entrada e saída (E/S): o 
objetivo desse barramento é a troca de dados externos com a máquina, enquanto 
a memória guarda os dados de forma temporária no computador. 
Comentários: questão totalmente equivocada: o barramento de dados liga a CPU 
aos dispositivos de E/S e à memória (e não os dispositivos de E/S à memória, 
diretamente). O objetivo do barramento é ligar a CPU aos periféricos, permitindo 
a troca de dados entre os componentes do computador e deste com o meio 
externo. ERRADO. 
23. (Fundação La Salle - 2017 - SUSEPE-RS - Agente Penitenciário) O hardware da maior 
parte dos computadores atuais é baseado na implementação da arquitetura de Von 
Neumann. Um dos principais componentes da arquitetura mencionada é a Unidade 
Lógica e Aritmética (ULA). No contexto prático, dentre as alternativas abaixo, a 
ULA é responsável por executar a operação de: 
(A) soma de dois números. 
(B) controlar os periféricos de entrada e saída do sistema. 
(C) armazenamento de dados na memória do computador. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 132 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(D) buscar, na memória, dados solicitados por um software. 
(E) definir o próximo software a ser executado pelo processador. 
Comentários: A) certa! B) não está presente no modelo de Von Neumann; C) 
compete à memória; D) compete à UC; E) compete à UC. Letra A. 
24. (CESGRANRIO - 2010 - LIQUIGÁS - Assistente Administrativo I) Da mesma forma que 
o cérebro humano, o computador também possui uma memória onde são 
armazenadas as informações para processamento. Qual é a menor unidade 
utilizável para representação de informações em um computador que assume os 
valores 0 ou 1? 
(A) bit. 
(B) byte. 
(C) chip. 
(D) share. 
(E) word. 
Comentários: o enunciado expõe a definição de bit; letra A. 
25. (INSTITUTO AOCP - 2016 - CASAN - Advogado) Em informática, é importante 
entender como um computador interpreta os dados por meio de sinais eletrônicos. 
O BIT (Binary Digit) é a forma que o computador processa e interpreta os dados. 
Ciente disso, assinale a alternativa que representa, em binário, o número “2015", 
sabendo que esse número está na base 10. 
(A) 0001 0001 0001 
(B) 1110 1110 0000 
(C) 1111 1111 1111 
(D) 0111 1101 1111 
(E) 1111 0110 1111 
Comentários: os que não estudaram com o Prof. B Sakamoto dirão: - Meu Deus! 
E agora? Existe uma forma de converter números decimais em binários, que 
envolvedivisões sucessivas pela base 2: divide-se o número decimal por 2, 
sucessivamente, até que o resultado final seja 1. A seguir, o quociente da última 
divisão e os restos das divisões sucessivas são ordenados, e voilá! Está 
convertido o decimal para binário. Olha a esquema auxiliar que eu fiz: 
2015 ÷2 
1 1007 ÷2 
 1 503 ÷2 
 1 251 ÷2 
 1 125 ÷2 
 1 62 ÷2 
 0 31 ÷2 
 1 15 ÷2 
 1 7 ÷2 
 1 3 ÷2 
 1 1 
 
 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 133 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Ficou clara a lógica? Divide-se o numero decimal sucessivamente por 2; note que 
o resto de cada divisão parcial é sempre 0 ou 1 (são os algarismos na cor azul). 
Na ultima divisão, o quociente final será sempre 1 (cor vermelha). Esse será o 
primeiro algarismo binário. “E qual a resposta, professor?” É só ir agrupando 
os 0’s e 1’s a partir do 1, na sequência da seta (de baixo para cima). 
201510 = (1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1)2 
Para complicar, o examinador dividiu os bits em grupos de 4; logo, sabendo que 
o número obtido acima tem 11 algarismos, basta completar com um 0 à esquerda 
(o que não altera o número, tal como no sistema decimal): 0111 1101 1111. 
Letra D. 
 
26. (IBFC - 2013 - PC-RJ - Oficial de Cartório) Na microinformática se utiliza 
frequentemente do termo byte. A codificação padronizada de byte é definida como 
sendo de: 
(A) 2 bits: o zero e o um 
(B) 16 bits. 
(C) 8 bits. 
(D) 32 bits. 
(E) 4 bits. 
Comentários: vimos que um byte ou octeto equivale normalmente a 8 bits. Logo, 
letra C. 
27. (UFES - 2016 - UFES - Administrador) O termo bit é a simplificação em inglês de 
“dígito binário” (binary digit). Ele representa a menor unidade de informação 
usada na computação e pode assumir apenas dois valores: 0 ou 1, corte ou 
passagem de energia, respectivamente. Outra unidade muito utilizada na 
computação é o byte. Essa unidade equivale geralmente a: 
(A) 10 bits. 
(B) 8 bits. 
(C) 5 bits. 
(D) 2 bits. 
(E) 1 bit. 
Comentários: um byte = 8 bits. Logo, letra B. 
28. (IESES - 2017 - CEGÁS - Assistente Técnico - Técnico em Tecnologia da Informação) 
Gigabyte (símbolo GB) é uma unidade de medida de informação, segundo o 
Sistema Internacional de Unidades (S.I.), que equivale a: 
(A) 1.024 megabytes. 
(B) 1.000.000.000 bits. 
(C) 1.024 kilobytes. 
(D) 1.000.000 bits. 
Comentário: 1 GB equivale a 1.024 MB. Letra A. 
29. (CESPE - 2011 - TRE-ES - Cargos de Nível Médio - Conhecimentos Básicos para os 
cargos 12, 13 e 16) Os dispositivos de entrada e saída usam 1 byte como unidade 
padrão de transferência de dados, isto é, transferem 1 byte de dados por vez. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 134 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Comentário: ERRADO; eles usam 1 bit como unidade padrão de transferência. 
Lembre que bytes são usados, geralmente, para armazenamento; bits medem 
taxas de transferência de dados. 
 
30. (FCC - 2009 - MPE-SE - Técnico do Ministério Público – Área Administrativa) As 
concessionárias de telecomunicações oferecem, aos usuários da Internet, links de 
comunicação que operam, entre outras, a uma taxa de transmissão de 2, 4, 6 e 12 
Mbps, que corresponde à velocidade medida em 
(A) megabytes por segundo. 
(B) bits por segundo. 
(C) bytes por segundo. 
(D) caracteres por segundo. 
(E) pixels por segundo. 
Comentários: transferência de dados são medidas em bits por unidade de tempo; 
o Mbps corresponde, como vimos, em megabits (ou milhões de bits) por segundo. 
Logo, o item correto é a letra B. 
31. (FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área Administrativa) De 
acordo com o texto, a placa de rede do computador de Paulo tem velocidade de 
transmissão de 10/100. Isso significa que a transmissão de dados pela rede entre 
o computador de Paulo e um computador servidor com placa de rede de mesma 
velocidade pode ser de até 
(A) 100 megabits por segundo. 
(B) 100 megabytes por segundo. 
(C) 10 megabytes por segundo. 
(D) 100 megabits por minuto. 
(E) 1000 megabits por segundo. 
Comentários: a maior parte das placas de rede possuem a especificação de sua 
velocidade em megabits por segundo; logo, uma placa de rede com especificação 
10/100 significa que ela opera em redes de 10 e 100 Mbps. Há placas 
denominadas gigabit, cuja especificação é 10/100/1000; em outras palavras, 
elas operam em 10, 100 ou 1000 megabits por segundo. Logo, letra A é a correta. 
32. (CETAP - 2017 - Prefeitura de Ourém - PA - Técnico em Enfermagem) 3 TB (Tera 
bytes) equivalem a: 
(A) 1024 GB. 
(B) 3000 MB. 
(C) 3000 GB 
(D) 3072 GB 
(E) 2048 G. 
Comentários: como 1 TB = 1.024 GB, 3 TB = 3 x 1.024 GB = 3.072 GB. Letra D. 
33. (FCC - 2013 - DPE-RS - Técnico de Apoio Especializado - Informática) O I é a unidade 
básica de armazenamento nos computadores. Por convenção, um II é composto 
por 8 III A maioria dos computadores não tem instruções para mover um IV e sim 
para mover um V. A unidade de armazenamento original de uma determinada 
arquitetura de computador é chamada de VI. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 135 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
As lacunas I, II, III, IV, V e VI são correta e respectivamente preenchidas por 
(A) I-byte - II-byte - III-bits - IV-byte - V-bit - VI-RAM. 
(B) I-HD - II-HD - III-TBytes - IV-operando - V-operador - VI-ULA. 
(C) I-bit - II-byte - III-bits - IV-bit - V-byte - VI-palavra. 
(D) I-drive - II-HD - III-cilindros - IV-dado - V-registro - VI-RAM. 
(E) I-barramento - II-barramento - III-linhas - IV-byte - V-conjunto de bytes - VI-
palavra. 
Comentários: substituindo os espaços: O bit é a unidade básica de 
armazenamento nos computadores. Por convenção, um byte é composto por 8 
bits. A maioria dos computadores não tem instruções para mover um bit, e sim 
para mover um byte. A unidade de armazenamento original de uma determinada 
arquitetura de computador é chamada de palavra (a “palavra” têm relação com 
o tamanho dos dados processados em um computador). Letra C. 
34. (FCC - 2010 - DNOCS - Administrador) O supervisor de um departamento solicitou 
a um funcionário que ele fizesse uma lista de itens de hardware e de software que 
estavam em seu poder. O funcionário tinha em sua posse, além de uma CPU com 
Windows XP, um hard disk, um pen drive onde tinha gravado o Windows Media 
Player, e uma unidade de CD-ROM. Na CPU ele tinha instalado também o MS-Word 
e a Calculadora do Windows. Nessa situação, na lista que o funcionário fez 
corretamente constavam 
(A) dois itens de hardware e três de software. 
(B) três itens de hardware e quatro de software. 
(C) três itens de hardware e cinco de software. 
(D) quatro itens de hardware e três de software. 
(E) quatro itens de hardware e quatro de software. 
Comentários: Hardware – CPU, hard disk, pendrive e unidade de CD-ROM; total: 
4 itens. Software – Windows XP, Windows Media Player, Microsoft (MS) Word e 
Calculadora do Windows; total: 4 itens. A resposta oficial é a letra E. 
35. (IF-SC - 2014 - IF-SC - Técnico Administrativo - Assistente de Alunos) Quanto aos 
componentes de um computador, na parte de hardware, temos os dispositivos de 
entrada e saída. Utilizandoo conceito de que dispositivos de entrada codificam a 
informação que entra em dados que possam ser processados pelo sistema digital 
do computador e que dispositivos de saída decodificam os dados em informação 
que pode ser entendida pelo usuário, marque com “E” os dispositivos de entrada 
e com “S” os dispositivos de saída. 
( ) Impressora 
( ) Mouse 
( ) Monitor 
( ) Teclado 
( ) Scanner 
( ) Webcam 
( ) Data Show 
Assinale a alternativa em que os dispositivos estão na ordem CORRETA. 
(A) S, E, S, E, E, E, S 
(B) E, E, S, S, E, S, E 
(C) E, S, E, S, S, S, E 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 136 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(D) S, E, S, E, S, E, S 
(E) E, S, E, S, E, S, E 
Comentários: (S) Impressora; (E) Mouse; (S) Monitor; (E) Teclado; (E) Scanner; 
(E) Webcam; (S) Data Show. Logo, S, E, S, E, E, E, S. Letra A. 
 
36. (FCC - 2018 - ALESE - Analista Legislativo - Biblioteconomia) Os dispositivos 
periféricos são componentes de hardware que se conectam a um computador para 
adicionar funcionalidade, sendo divididos em dispositivos de entrada, de saída e 
de entrada-saída. São exemplos de cada uma dessas categorias, respectivamente: 
scanner, monitor e modem. 
teclado, impressora e microfone. 
mouse, pendrive e alto-falante. 
webcam, drive de CD-ROM e cartões de memória. 
joystick, drive de disquete e vídeo. 
Comentário: Questão fácil: A) entrada-saída-entrada/saída; B) entrada-saída-
entrada(?); entrada-entrada/saída-saída(?); entrada-entrada-entrada/saída; 
entrada-entrada/saída-saída. Letra A. 
37. (UFMT - 2017 - Prefeitura de Cáceres - MT - Assistente Administrativo) NÃO é 
dispositivo de entrada nem de saída de um computador: 
(A) Monitor LCD 
(B) Unidade Lógica Aritmética 
(C) Impressora a Laser 
(D) Mouse Óptico 
Comentário: dos itens acima, apenas a letra B não corresponde a um periférico, 
mas a um componente da CPU (em conjunto com a Unidade de Controle e o 
banco de registradores). Logo, letra B. 
38. (MOURA MELO - 2016 - Prefeitura de Cajamar - SP - Agente Administrativo) O 
hardware do computador pode ser dividido em hardware interno e hardware 
externo. São exemplos de hardware interno: 
(A) Mouse e Placa de Rede. 
(B) Placa Mãe e Processador. 
(C) Memória USB e Microfone. 
(D) Scanner e Fonte de energia. 
Comentário: hardware interno é aquele normalmente inacessível ao usuário, por 
estar localizado no interior do gabinete. Nesse sentido, podemos citar a placa-
mãe, o processador, memórias RAM, ROM, placas diversas etc. Logo, a resposta 
é a letra B. 
 
39. (Crescer Consultorias - 2019 - Prefeitura de Pedro do Rosário - MA - Técnico em 
Enfermagem) As partes físicas de um computador, tais como: dispositivos de 
entrada e saída (ex.: monitor, teclado, impressora, webcam), dispositivos de 
armazenamento (ex. memória volátil e permanente), processador, assim como 
todo o conjunto de elementos que compõem um computador são chamados de 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 137 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
hardware. Em elemento importante neste conjunto são os módulos de entrada e 
saída (E/S). A seguir, exibe-se uma ilustração do módulo de E/S de uma CPU. 
 
Fonte: 
<https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/3187449/mod_resource/content/4
/6aula%20-%20Entrada%20e%20Saida.pdf>. 
A partir da análise da figura, avalie as seguintes asserções: 
I. Os dispositivos externos fazem interface com o módulo de E/S através de sinais 
de controle, dados e estado. 
PORQUE 
II. O Controle consiste da função a ser executada pelo dispositivo (INPUT ou READ, 
OUTPUT ou WRITE); O Estado é o estado do dispositivo (READY/NOT READY); Os 
Dados consiste do conjunto de bits a serem enviados ou recebidos do módulo de 
E/S. 
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta: 
(A) As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II justifica a I. 
(B) As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II não justifica a I. 
(C) A asserção I é uma proposição verdadeira e a II, falsa. 
(D) A asserção I é uma proposição falsa e a II, verdadeira. 
Comentários: questão legal para aprender. Analisando o item I: o módulo de 
E/S trata-se de um controlador, no qual alguns periféricos podem se conectar. O 
controlador está interligado aos barramentos do computador 
(endereço/dados/controle). De fato, o protocolo de comunicação dos periféricos 
envolve, normalmente, três tipos de sinais: controle, estado e dados. Logo, I 
está correto. Passando agora para o item II: estão corretas as definições de cada 
um dos sinais. Relação entre I e II: existe uma relação de explicação de II em 
relação à I, e não justificativa. Logo, a letra B é o gabarito. 
40. (Nosso Rumo - 2011 - Prefeitura de Mairinque - SP - Auxiliar Administrativo) A CPU é 
a 
(A) unidade de processamento do computador. 
(B) parte lógica do computador. 
(C) memória do computador. 
(D) placa mãe do computador. 
(E) rede mundial de computadores. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 138 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Comentários: essa questão é para esquentar! Muito fácil, letra A. 
41. (CESPE - 2013 - Polícia Federal - Escrivão da Polícia Federal) A respeito de tipos de 
computadores e sua arquitetura de processador, julgue o item subsequente. 
Diferentemente de um processador de 32 bits, que não suporta programas feitos 
para 64 bits, um processador de 64 bits é capaz de executar programas de 32 bits 
e de 64 bits. 
Comentários: vimos que processadores x64 são retrocompatíveis com softwares 
de 32 bits; o contrário, porem não é verdade (chips de 32 bits só executam 
aplicações de 32 bits). Logo, item CERTO. 
 
42. (FMP Concursos - 2012 - PROCEMPA - Analista Financeiro Contábil) A respeito das 
versões 32 bits e 64 bits do sistema operacional Windows, analise se as afirmações 
abaixo são verdadeiras ou falsas e marque a alternativa correta. 
I. A versão 64 bits do sistema operacional Windows manipula quantidades maiores 
de memória RAM que a versão 32 bits. 
II. A versão 64 bits deve ser considerada apenas se a arquitetura do processador 
for baseada em processadores de 32 bits ou mais. 
III. Muitos aplicativos construídos, considerando a versão 32 bits do Windows, 
podem ser executados na versão 64 bits do Windows. 
(A) Apenas a I. 
(B) Apenas a II. 
(C) Apenas a III. 
(D) Apenas a I e III. 
(E) I, II e III. 
Comentários: I) certo! II) errado, versões de 64 só podem ser instaladas em 
computadores cujas CPU sejam de 64 bits; III) certo. Letra D é o gabarito oficial. 
43. (FCC - 2015 - MPE-PB - Técnico Ministerial – Suporte) Um Técnico de Suporte 
defende o upgrade das máquinas de uma organização para uma arquitetura de 64 
bits. Um processador de 64 bits 
(A) tem capacidade para processar palavras de até 128 bits, enquanto os 
processadores de 32 bits podem trabalhar com palavras de até 64 bits. 
(B) é capaz de reconhecer até o dobro de memória RAM do que um processador 
de 32 bits. Além disso, é 2 vezes mais rápido e processa o dobro de dados por ciclo 
de clock. 
(C) somente funciona com um driver de 64 bits instalado. Por exemplo, para que 
um processador possa ser reconhecido por uma versão do Windows 7 Ultimate de 
64 bits, é fundamental a instalaçãodo driver desenvolvido especificamente para 
sua arquitetura. 
(D) requer a instalação das duas versões do sistema operacional de 32 bits e de 
64 bits, para garantir que não haja mau funcionamento dos dispositivos de 
hardware e para prevenir a ocorrência de erros de compatibilidade com a 
arquitetura do processador. 
(E) é capaz de trabalhar com endereços de 64 bits, o que permite endereçar uma 
quantidade muito grande de RAM. Além disso, os registradores conseguem 
armazenar 64 bits de informações, o que representa um ganho de desempenho. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 139 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Comentários: A) errado, o tipo de processador – de 32 ou 64 bits – refere-se ao 
tamanho máximo das palavras que consegue manipular; B) errado, ele 
reconhece 264 endereços de memoria distintos; C) errado, processadores 64 bits 
reconhecem (com perda de desempenho) drivers e aplicativos de 32 bits; D) 
errado, um processador 64 bits reconhece tanto SO de 64 quanto de 32 bits; E) 
certo! Letra E. 
44. (CESPE - 2018 - Polícia Federal - Perito Criminal Federal - Área 3) Julgue o item 
subsecutivo, no tocante a características de computadores e seus componentes. 
Um processador multicore permite que o computador execute tarefas gráficas 
mais complexas, ou seja: quanto mais núcleos, melhor a qualidade dos gráficos. 
Comentários: embora haja uma relação entre o número de cores de um 
processador e o desempenho da máquina, as tarefas gráficas são diretamente 
proporcionais à qualidade do processador gráfico (GPU, ou Graphics Processor 
Unity) e da memória dedicada; em outras palavras, um processador com diversos 
núcleos não necessariamente garante a qualidade dos gráficos (é o que ocorre 
em computadores sem placa gráfica, que contam apenas com a placa de vídeo 
onboard, de baixo desempenho). Item ERRADO. 
45. (CESPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Informática - 
Administrador de Banco de Dados) Acerca das arquiteturas de processadores 
comerciais, julgue o próximo item. 
Um dos objetivos da implementação de arquiteturas multicore nos atuais 
processadores comerciais é permitir a plena utilização de paralelismo em nível de 
threads, para que se aumente o desempenho do processamento das aplicações, 
especialmente das concebidas com baixo grau de paralelismo em nível de 
instrução. 
Comentários: show de questão para aprender! De fato, a arquitetura multicore 
permite o paralelismo (execução simultânea) de tarefas (threads), que podem 
ser “quebradas” em subtarefas e executadas concorrentemente pelos diversos 
núcleos do processador. Tal fato se acentua em relação aos programas criados 
sem levar em conta a arquitetura multinúcleo, os quais tem seu desempenho de 
execução aumentado. Item CERTO. 
46. (FCC - 2010 - TRF - 4ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Informática) Tecnologia que 
aumenta a frequência do clock para melhorar o desempenho dos núcleos ativos, 
quando o processador detecta que está abaixo de sua capacidade, temperatura ou 
limites: 
(A) HyperTransport. 
(B) Turbo Boost. 
(C) HyperThreading. 
(D) vPro. 
(E) ATI Stream. 
Comentários: o enunciado descreveu a função do Turbo Boost; note as palavras-
chaves no enunciado: aumento de frequência (overclock); capacidade, 
temperatura. Logo, letra B. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 140 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
47. (MPE-RS - 2012 - MPE-RS - Técnico em Informática - Apoio ao Usuário) A tecnologia 
usada em processadores que permite a um único processador físico simular a 
existência de mais de um processador lógico é denominada 
(A) Multithreading. 
(B) Hyperthreading. 
(C) Multicore. 
(D) Dualcore 
(E) Symmetric MultiProcessing 
Comentários: o enunciado trata de um aspecto interessante do HyperThreading 
(HT): algumas versões mais antigas do Windows mostravam mais núcleos que a 
quantidade física realmente existente no processador. Isso ocorria devido à 
otimização do escalonador, que simulava núcleos de processamento virtuais e 
permita a execução simultânea de duas ou mais linhas de execução. Letra B. 
48. (COMVEST UFAM - 2016 - UFAM - Técnico em Tecnologia da Informação) Blocos de 
memória para o armazenamento temporário de dados que possuem uma grande 
probabilidade de serem utilizados novamente pelo processador. A vantagem 
principal dessas memórias consiste em evitar o acesso ao dispositivo de 
armazenamento, que tem um período de acesso relativamente maior, 
armazenando os dados em meios de acesso mais rápidos. Esse tipo de memória é 
conhecido como: 
(A) Memória EPROM 
(B) Memória ROM 
(C) Memória CACHE 
(D) Memória DRAM 
(E) Memória DDRAM 
Comentário: essa é a descrição da memória cache, bem mais rápida que a RAM 
e que armazena os dados da memória principal mais acessados pelo processor, 
acelerando o processamento. Letra C. 
49. (COPEVE-UFMS - 2016 - UFMS - Assistente em Administração) Segundo os conceitos 
da Arquitetura de Computadores, as memórias são dispositivos que armazenam 
as instruções de um determinado programa em execução no computador. Com 
relação à velocidade de acesso, assinale a alternativa que apresenta a ordem 
correta do dispositivo com menor velocidade para o dispositivo com maior 
velocidade. 
(A) Memória Principal, Memória Cache e Disco Rígido. 
(B) Memória Cache, Disco Rígido e Memória Principal. 
(C) Disco Rígido, Memória Principal e Memória Cache. 
(D) Memória Cache, Registradores e Memória Principal. 
(E) Registradores, Memória Cache e Memória Principal. 
Comentário: As memórias mais lentas são as magnéticas, de massa; é o caso 
dos HD. Em seguida temos a RAM, que é a memória principal do computador; a 
memória cache, no interior do processador, e os registradores, na UC e ULA. 
Gabarito: letra C. 
50. (FCC - 2011 - TRE-RN - Técnico Judiciário - Área Administrativa) As instruções que 
uma CPU necessita para executar um programa são buscadas 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 141 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(A) nas interfaces USB. 
(B) no disco rígido. 
(C) na memória. 
(D) no drive de DVD. 
(E) no barramento de endereços. 
Comentário: As instruções de execução dos softwares são armazenadas na 
memória do computador, mais especificamente na memória principal; logo, letra 
C. 
 
51. (CESPE - 2012 - PEFOCE - Perito Criminal - Engenharia Elétrica) Com relação a 
microcomputadores, aos seus componentes e aos programas neles utilizados, 
julgue o item que se segue. 
Em computadores pessoais, a maior parte da memória RAM é, geralmente, do tipo 
RAM dinâmica, porque seu custo por bit é, em geral, menor que o de memórias 
RAM estáticas. 
Comentário: exatamente! A memória cache é baseada em RAM estática, muito 
rápida (e por isso, muito cara), não sendo viável economicamente manter 
grandes quantidades, como 8 GB, por exemplo, de cache como memória principal 
RAM. Item CERTO. 
52. (Quadrix - 2019 - CRA-PR - Analista Sistema I) Julgue o item acerca da conversão 
de bases, da aritmética computacional e das memórias principal e cache. 
A cache é uma memória única que não pode ser dividida em duas ou mais, já que 
uma única cache é usada tanto para armazenar referências a dados quanto para 
armazenarinstruções, ou seja, não há caches separadas, somente unificadas. 
Comentário: vimos que a cache L1 é segregada em cache de dados e cache de 
instruções, enquanto a L2 e L3 são unificadas para os dois tipos de informações. 
Item ERRADO. 
53. (IBFC - 2014 - TRE-AM - Técnico Judiciário - Operação de Computador) O termo 
‘Hierarquia de Memória’ se refere a uma classificação de tipos de memória em 
função de desempenho. Selecione a alternativa que estiverem ordenadas as 
memórias abaixo, pela velocidade de acesso e custo (da mais alta para a mais 
baixa): 
(1) memória RAM. 
(2) hard drive. 
(3) memória cache. 
(4) memória flash. 
(A) 3 - 4 -1 - 2 
(B) 2 -1 - 4 - 3 
(C) 3 -1 - 4 - 2 
(D) 4 -1 - 3 -2 
Comentário: em ordem decrescente de custo/velocidade: 3 – 1 – 4 – 2. Letra C. 
54. (FGV - 2013 - AL-MT - Técnico Legislativo) No que diz respeito à arquitetura de 
computadores, um tipo de memória armazena um firmware, também conhecido 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 142 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
como BIOS, responsável por executar todas as rotinas de verificação dos 
componentes de hardware, durante o processo de boot do computador. 
Essa memória é a do tipo 
(A) ROM. 
(B) RAM. 
(C) L3. 
(D) DDR. 
(E) DIM. 
Comentário: uma característica das memórias não voláteis de somente-leitura 
(ROM) é armazenar certos softwares denominados firmwares (como é o caso da 
BIOS do computador). Logo, letra A. 
55. (Quadrix - 2013 - CREF - 12ª Região (PE-AL) - Assistente Administrativo) A memória 
principal de um computador tradicionalmente é dividida em volátil (perde os dados 
na ausência de energia) e não volátil. Essas memórias são denominadas, 
respectivamente, de: 
(A) RAM e HD. 
(B) CPU e ROM. 
(C) CPU e SSD. 
(D) RAM e ROM. 
(E) CPU e CD-ROM. 
Comentário: a memória principal volátil é a RAM; a memória principal não volátil 
é a ROM. Gabarito: letra D. 
56. (FCC - 2018 - DPE-AM - Assistente Técnico de Defensoria - Assistente Técnico de 
Suporte) Os computadores utilizam diversos tipos de memória, cada uma com 
características próprias, que permitem o armazenamento dos dados que eles 
manipulam. Considerando que um computador possua os seguintes tipos de 
memória: Memória Cache, Memória Principal e Disco Rígido, elas poderiam ser 
classificadas de diversas formas, como o custo por bit. A classificação da memória, 
indo do menor custo para a de maior custo por bit é: 
(A) Disco Rígido, Memória Principal, Memória Cache. 
(B) Disco Rígido, Memória Cache, Memória Principal. 
(C) Memória Cache, Disco Rígido, Memória Principal. 
(D) Memória Principal, Disco Rígido, Memória Cache. 
(E) Memória Principal, Memória Cache, Disco Rígido. 
Comentário: sabemos que quanto maior a rapidez de acesso à memória, maior 
tende a ser seu custo. Baseado na pirâmide de memórias do inicio deste tópico, 
o custo por bit, em ordem crescente, dos tipos apresentados no enunciado são: 
Disco Rígido, Memória Principal e Memória Cache. Letra A. 
57. (NC-UFPR - 2019 - FPMA - PR - Auxiliar Administrativo) Programa de computador 
pré-gravado em memória permanente (ROM), executado por um computador 
quando ligado, responsável pelo suporte básico de acesso ao hardware, bem como 
por iniciar a carga do sistema operacional, recebe o nome de: 
(A) BIOS 
(B) USB 
(C) HDMI 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 143 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(D) Boot 
(E) Reset 
Comentário: muito fácil! Note que a questão deu uma dica preciosa sobre a 
resposta (“suporte básico”). A BIOS (basic input-output system) é que inicializa 
a comunicação com os periféricos, com a memória e o processador. Letra A. 
58. (FCC - 2008 - MPE-RS - Técnico em Informática - Área Sistemas) O BIOS, o CMOS e 
o SETUP de um microcomputador correspondem, respectivamente, a componentes 
de 
(A) software, software e hardware. 
(B) software, hardware e hardware. 
(C) hardware, hardware e software. 
(D) software, hardware e software. 
(E) hardware, software e hardware. 
Comentários: como vimos há pouco, o BIOS é um firmware (espécie de 
software); a o CMOS é uma memória, isto é, um item de hardware; e o SETUP é 
um software de configuração do BIOS. Gabarito: letra D. 
59. (FCC - 2008 - TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Analista Judiciário - Área Judiciária) Começa a 
executar a partir da ROM quando o hardware é ligado. Exerce a função de 
identificar o dispositivo do sistema a ser inicializado para, em última instância, 
executar o carregador de boot. Este enunciado define 
(A) a RAM. 
(B) o sistema operacional. 
(C) o kernel. 
(D) o BIOS. 
(E) o drive. 
Comentários: essas são precisamente as funções do BIOS. Letra D. 
60. (FCC - 2015 - TRE-AP - Técnico Judiciário - Operação de Computadores) Quando se 
liga um computador do tipo PC ele busca na memória ROM um firmware que 
contém instruções para a inicialização do computador. Esse firmware é conhecido 
como 
(A) Assembly. 
(B) Setup. 
(C) Bootstrap. 
(D) BIOS. 
(E) BOOT. 
Comentários: fácil demais! É a definição de BIOS. Lembre-se que BOOT e 
Bootstrap correspondem ao processo de inicialização. Letra D. 
61. (FCC - 2018 - DPE-AM - Assistente Técnico de Defensoria - Assistente Técnico de 
Suporte) Nos computadores podem ser encontrados diversos tipos de unidades de 
armazenamento de dados, que podem ser classificadas em função de suas 
características. São unidades classificadas como terciárias: 
(A) Cache, EPROM. 
(B) CD, Blu-ray. 
(C) Disco rígido, ROM. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 144 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(D) Fita magnética, ROM. 
(E) Pen drive, RAM. 
Comentários: memórias terciárias, como vimos, são aquelas que devem ser 
montadas pelo sistema operacional após a intervenção do usuário. Logo, está 
correta a letra B. 
62. (FCC - 2014 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Técnico Judiciário - Tecnologia da Informação) 
Um usuário deseja definir qual unidade de armazenamento de dados vai instalar 
em seu computador: discos rígidos (HDs) ou unidades de estado sólido, 
conhecidas como Solid State Drive - SSD. Comparando as duas unidades de 
armazenamento, os HDs apresentam 
(A) como vantagem não necessitar, ao contrário das SSDs, do uso permanente de 
energia para a preservação dos dados. 
(B) tempos de leitura e de escrita menores do que as memórias SSDs, embora 
estas sejam confiáveis. 
(C) consumo de energia inferior aos das SSDs, que geram muito calor durante a 
operação, exigindo a presença de dissipadores. 
(D) atualmente, um custo de armazenamento inferior, e capacidade de 
armazenamento superior aos das SSDs. 
(E) como vantagem, a necessidade de desfragmentação menos frequente do que 
os SSDs. 
Comentários: A) ambos são memórias não voláteis, dispensando o fornecimento 
contínuo de energia; B) dada sua natureza construtiva mecânica, os tempos de 
leitura e escrita são maiores nos HD; C) pela mesma razão, o consumo de energia 
dos HD é maior; D) certa! E) pelo contrário, HD fragmentam-se muito mais, 
requerendo desfragmentação frequente. Letra D. 
63. (FCC - 2011 - TRT - 4ª REGIÃO (RS) - Analista Judiciário - Área Judiciária) O elemento 
que ajuda a minimizar a diferença de desempenho entre o processador e demais 
componentes dos computadoresatuais é 
(A) a memória cache. 
(B) a memória principal. 
(C) o disco rígido. 
(D) o barramento PCI. 
(E) o barramento USB. 
Comentários: a memória cache é uma memória de acesso rápido, que armazena 
parte dos programas em execução cujo acesso ocorre mais provável ou 
frequentemente, a fim de compensar a velocidade do processador com o tempo 
(mais lento) de leitura e escrita na memória RAM. Logo, está correta a letra A. 
 
64. (CESPE - 2008 - SERPRO - Técnico - Segurança do Trabalho) O pendrive permite 
ampliar a capacidade da memória RAM, uma vez que possui capacidade de 
armazenamento de diversos KBytes. 
Comentários: ERRADO. O pendrive não aumenta a memória RAM, uma vez que 
se trata de um dispositivo de armazenamento de massa. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 145 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
65. (FCC - 2016 - CREMESP - Oficial Administrativo - Área Administrativa) Um funcionário 
do CREMESP foi solicitado a aumentar a velocidade de inicialização do Windows, 
considerada por ele muito lenta. Após fazer todos os ajustes possíveis que 
poderiam aumentar a velocidade de inicialização do Windows, pouca melhora foi 
notada. Então, o funcionário sugeriu a compra de um novo dispositivo de 
armazenamento para onde seria transferida a instalação do Windows, atualmente 
instalado em um disco rígido. Segundo o funcionário, este novo dispositivo 
permitirá que o Windows inicie até cerca de 10 vezes mais rápido. Trata-se de um 
(A) DVD. 
(B) MDD. 
(C) SSD. 
(D) HDD. 
(E) FHD. 
Comentários: para aumentar a velocidade de inicialização (isto é, o carregamento 
do kernel na RAM, lembra?), deve-se aumentar a velocidade de leitura do 
dispositivo de massa onde está instalado o sistema operacional (no enunciado da 
questão, é no HD que está a instalação do SO). Uma vez que o HD é um 
dispositivo mecânico, sua velocidade de leitura é reduzida. O SSD (unidade de 
estado sólido) é um tipo de memória flash (não volátil), com grade capacidade 
de armazenamento e tempo de acesso e leitura reduzidos; logo, se substituirmos 
o HD pelo SSD, diminuir-se-á muito o tempo de inicialização do computador. 
Gabarito: letra C. 
66. (INSTITUTO AOCP - 2017 - EBSERH - Técnico em Informática (HUJB – UFCG)) 
Conjunto de chips semicondutores que armazena dados na forma de pulsos 
elétricos, o que significa que os dados só são armazenados enquanto houver 
energia. De acordo com essa afirmação, qual é o tipo de memória em questão? 
(A) Memória RAM. 
(B) Memória ROM. 
(C) Memória PROM. 
(D) Memória EPROM. 
(E) Memória Flash. 
Comentários: a descrição do enunciado refere-se às memórias voláteis; das 
opções da questão, apenas a RAM é uma memória volátil. letra A. 
67. (EDUCA - 2016 - Prefeitura de Maturéia - PB - Agente Administrativo) As alternativas 
abaixo apresentam dispositivos de discos compactos responsáveis somente por 
gravação de dados, EXCETO: 
(A) DVD-R 
(B) DVD-RW 
(C) CD-R 
(D) CD-RW 
(E) CD-Rom 
Comentários: da lista apresentada, os discos de A) a D) são do tipo graváveis ou 
regraváveis (R = recordable ou RW = rewiritable); a letra E) é do tipo ROM, ou 
somente leitura (read-only), não podendo ser gravados. letra E. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 146 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
68. (FEPESE - 2010 - SEFAZ-SC - Auditor Fiscal da Receita Estadual - Parte I) Associe os 
dispositivos de armazenamento de dados com a respectiva tecnologia de 
armazenamento utilizada. 
Tecnologia de armazenamento 
1. Magnética 
2. Eletrônica 
3. Ótica 
Dispositivo de armazenamento 
( ) DVD-R e Disco Blu-Ray 
( ) Cartões de memória SD, xD e Memory Stick 
( ) Disco rígido (HD) 
( ) CD-RW e DVD-RW 
( ) Pen drive 
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. 
(A) 1 - 2 - 2 - 1 - 3 
(B) 1 - 3 - 2 - 1 - 3 
(C) 2 - 1 - 3 - 3 - 2 
(D) 3 - 1 - 1 - 1 - 2 
(E) 3 - 2 - 1 - 3 – 2 
Comentários: vamos preencher a lista: (3) DVD-R e Disco Blu-Ray são mídias de 
armazenamento óptico, visto que usam um feixe de luz laser para gravar e ler 
os dados; (2) cartões de memória SD, xD e Memory Stick são exemplos de 
memórias flash, na qual os dados são escritos eletronicamente; (1) disco rígido 
(HD) gravam os dados na forma de minúsculos pontos magnetizados sobre a 
superfície do disco; (3) CD-RW e DVD-RW também são mídias de 
armazenamento óptico; (2) pendrives também são exemplos de memórias flash 
(eletrônicas). Portanto: 3 – 2 – 1 – 3 – 2. Letra E. 
69. (FCC - 2009 - MPE-SE - Analista do Ministério Público – Especialidade Contabilidade) O 
barramento frontal de um microcomputador, com velocidade normalmente medida 
em MHz, tem como principal característica ser 
(A) uma via de ligação entre o processador e a memória RAM. 
(B) uma arquitetura de processador que engloba a tecnologia de processos do 
processador. 
(C) um conjunto de chips que controla a comunicação entre o processador e a 
memória RAM. 
(D) uma memória ultrarrápida que armazena informações entre o processador e a 
memória RAM. 
(E) um clock interno que controla a velocidade de execução das instruções no 
processador. 
Comentários: pela figura 30, vemos que o barramento frontal (FSB) interliga a 
CPU à ponte norte, onde está a RAM. Logo, ele interliga, em última análise, a 
RAM ao processador. Gabarito: letra A. 
70. (IESES - 2014 - APSFS - Agente de Guarda Portuária) O principal componente da 
Placa-Mãe, este componente corresponde a dois chips, chamados de Ponte Norte 
(ou Northbridge) e a Ponte Sul (Southbridge). Enquanto a CPU é o cérebro do 
computador, este componente é o cérebro da Placa-Mãe. Esta definição define o: 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 147 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(A) Chipset 
(B) Clock 
(C) ULA 
(D) Barramento SATA 
Comentários: Essa é a definição do computador baseado em chipset, ressaltando 
o protagonismo desse conjunto em relação à placa mãe. Gabarito: letra A. 
71. (UFGD - 2019 - UFGD - Assistente em Administração) A interação entre hardware e 
software em diversos níveis oferece uma estrutura para se entenderem os 
fundamentos da computação. A respeito da organização básica de um computador, 
assinale a alternativa correta. 
(A) A memória é a área de armazenamento temporária em que os programas são 
mantidos quando estão sendo executados e que contém os dados necessários para 
os programas em execução. A capacidade de armazenamento de uma memória é 
medida em hertz (Hz) ou megahertz (MHz). 
(B) O chipset é um conjunto de componentes eletrônicos de alta capacidade em 
um circuito integrado (ou chip) que interpreta e executa as instruções de um 
programa de computador, tais como aritmética básica, lógica e entrada/saída de 
dados. 
(C) O modem é um dispositivo eletrônico que modula um sinal digital numa onda 
analógica, pronta a ser transmitida pela linha telefônica, e que demodula o sinal 
analógico e reconverte-o para o formato digital original. 
(D) O hub é um dispositivo eletrônico que tem a função de interligar os 
computadores de uma rede local. Ele recebe os dados vindos de um computador e 
transmite às outras máquinas. Caso o cabo de rede de uma máquina seja 
desconectado ou apresente algum defeito, toda a rede deixará defuncionar. 
(E) USB, PS/2, SMTP e HDMI são padrões de conexão de hardware utilizados para 
conectar periféricos ao computador. 
Comentários: A) a capacidade de uma memória é medida em Bytes (B) e seus 
múltiplos; B) o chipset não executa processamento de dados, mas serve de 
interface entre a CPU e os periféricos, inclusive para compatibilizar suas 
velocidades; C) correta; D) o fato de uma máquina ser desconectada não impede 
o funcionamento da rede que use um hub (concentrador); E) SMTP não é um 
barramento, mas um protocolo de correio eletrônico. Gabarito: letra C. 
72. (FCC - 2007 - TRF - 4ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Operação de Computador) 
Componente da placa-mãe, cuja responsabilidade é o controle de dispositivos de 
entrada ou saída (I/O), tais como interfaces IDE, drives de CD-ROM, de DVD-ROM 
e de disquete: 
(A) cache memory (memória cache) 
(B) north bridge (ponte norte) 
(C) south bridge (ponte sul) 
(D) bus (barramento) 
(E) I/O device (dispositivo de entrada/saída) 
Comentários: vimos que incumbe à southbridge interligar o processador a esses 
periféricos “lentos” do computador. Letra C. 
 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 148 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
73. (UFMA - 2019 - UFMA - Analista de Tecnologia da Informação) Sobre arquitetura de 
microcomputadores é correto afirmar: 
(A) Memória DRAM (Dynamic Random-Access Memory) é um tipo de memória não 
volátil que consome pouca energia. 
(B) A UCP é composta por duas partes: a unidade lógica e aritmética (ULA), e 
registradores cujos circuitos são responsáveis por coordenar as operações 
binárias. 
(C) O barramento é um elemento de hardware que permite a interconexão entre 
componentes. 
(D) DRIVER é um componente de hardware de uma interface, que realiza todo o 
controle necessário para transferência de dados. 
(E) O PCI Express (PCIe), VLB (VESA Local Bus) PCI, PCMCIA e USB são 
barramentos de expansão que usam o mesmo padrão de comunicação. 
Comentários: A) errado: todos os tipos de RAM são voláteis; B) a UCP é composta 
de ULA e UC (unidade de controle); C) certa! D) driver (e não drive!) é um item 
de software, que faz a interface entre um periférico e o sistema operacional; E) 
errado: o USB, por exemplo, é um barramento serial, enquanto o PCI faz uso de 
comunicação paralela dos dados. Letra C. 
74. (CESPE - 2009 - ANAC - Técnico Administrativo - Informática) O barramento de um 
computador pode ser classificado em externo ou interno; unidirecional ou 
bidirecional; e de dados, de endereço e de controle. 
Comentários: item CERTO. Classificação precisa dos tipos de barramento. 
75. (FCC - 2006 - SEFAZ-SP - Agente Fiscal de Tributos Estaduais - Prova 1) Durante um 
levantamento de informações contábeis em um estabelecimento comercial, um 
agente necessita gravar um CD de forma emergencial. Sabendo que esse agente 
possui uma unidade gravadora de CD externa, e que deseja conectar esse 
dispositivo em um microcomputador que possui um barramento do tipo universal, 
ele deverá 
(A) utilizar a porta serial RS-232. 
(B) utilizar a porta USB. 
(C) conectar o dispositivo a uma porta BBS. 
(D) instalar a unidade em um slot de memória disponível 
(E) conectar a unidade na BIOS. 
Comentários: item CERTO. Classificação precisa dos tipos de barramento. 
76. (CESPE - 2003 - Banco do Brasil - Escriturário - 002) O slot PCMCIA pode ser 
utilizado para abrigar hardware cujo principal objetivo é aumentar a velocidade 
de processamento do computador. 
Comentários: o slot PCMCIA é um barramento bem antigo, praticamente em 
desuso atualmente. Era usado para adicionar placas de expansão ao computador, 
como modems, placas de rede, portas adicionais e outros periféricos, mas nada 
relacionado ao aumento de desempenho do computador. Questão ERRADA. 
77. (FCC - 2007 - TRE-PB - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Com relação a 
hardware, é correto afirmar que: 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 149 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(A) Computadores com placas-mãe alimentadas por fontes ATX suportam o uso do 
comando “Desligar”, não havendo mais a necessidade de desligamento manual. 
(B) O processador não é um item associado à capacidade ou a velocidade do 
computador. 
(C) Nas placas-mãe mais novas a única interface existente para conexão do mouse 
é a interface serial. 
(D) As tecnologias de barramentos PCI e AGP, por serem obsoletas, não mais são 
encontradas nas placas-mãe atuais. 
(E) A única forma de se conectar um teclado ao computador é através da interface 
USB. 
Comentário: A) correta; B) o processador tem grande influência no desempenho 
do computador; C) o mouse, como veremos, também pode ser interligado por 
meio do barramento USB ou conexão sem fio (como Bluetooth); D) os 
barramentos PCI e AGP, embora menos eficientes que o PCI-e, ainda são 
encontrados em boa parcela das máquinas atuais; E) O teclado, como veremos 
em breve, pode ser interligado via porta PS/2 (obsoleta) ou mesmo por conexão 
sem fio. Gabarito: letra A. 
78. (FCC - 2015 - DPE-SP - Oficial de Defensoria Pública) Mara pretende instalar mais 
periféricos em seu microcomputador via conexão USB. Todavia, todas essas portas 
do seu equipamento já estão ocupadas por outros periféricos. Mara pode resolver 
seu problema mediante a instalação de 
(A) portas paralelas com placas USB e/ou fontes de alimentação com várias portas 
USB. 
(B) placas PCI com diversas saídas USB e/ou HUBs com várias portas USB. 
(C) portas seriais com saídas USB e/ou placas de áudio/vídeo com várias portas 
USB. 
(D) placas de disco rígido com saída para HUB serial com várias placas USB. 
(E) placas de rede local com suas entradas paralelas conectadas a placas de disco 
rígido contendo saídas do tipo USB. 
Comentário: o barramento USB tem escalabilidade: podem ser adicionados 
diversos periféricos no mesmo barramento, bastando para tanto empregar 
dispositivos denominados hubs (concentradores). Outra hipótese possível é 
acrescer novas portas USB instalando placas de expansão correspondentes no 
barramento PCI ou PCI-e. gabarito: letra B. 
79. (CESPE - 2011 - IFB - Cargos de Nível Superior) O acesso aos dados armazenados 
em um disco rígido do padrão IDE é mais rápido que em um disco do tipo SATA do 
mesmo tamanho. 
Comentário: ERRADO; o barramento SATA é muito mais rápido que o IDE (ATA). 
Enquanto esse possui taxas da ordem de 1Gbps, os barramentos SATA atingem 
velocidades entre 1,5 (SATA 1) a 6 Gbps (SATA 3). 
80. (NUCEPE - 2014 - Prefeitura de Parnarama - MA - Fiscal de Tributos) As figuras abaixo 
mostram exemplos de conectores. Aponte a alternativa CORRETA quanto à 
sequência dos tipos de cabos. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 150 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
 
(A) USB, HDMI e Paralelo de impressora. 
(B) Serial de impressora, USB e Paralelo de impressora. 
(C) VGA, HDMI e Paralelo de impressora. 
(D) HDMI, USB e Paralelo de impressora. 
(E) SVGA, VGA e Paralelo de impressora. 
Comentário: pela inspeção da figura, trata-se de um conector HDMI, USB e 
Paralelo DB25 (de impressora). Logo, letra D. 
81. (UFMA - 2019 - UFMA - Analista de Tecnologia da Informação) Indique a opção que 
relaciona aprimeira coluna com a segunda, e escolha a opção correta. 
1 – eSATA (external SATA) 
2 – IDE/ATA 
3 – ISA 
4 – AGP 
A – Interface Paralela de comunicação de dados. 
B – Barramento de dados de 8 ou 16 bits. 
C – Barramento Acelerador Gráfico 
D – Tecnologia de transferência de dados serial 
(A) 1-D, 2-A, 3-B, 4-C 
(B) 1-D, 2-C, 3-B, 4-A 
(C) 1-B, 2-C, 3-A, 4-D 
(D) 1-D, 2-B, 3-A, 4-C 
(E) 1-B, 2-C, 3-A, 4-D. 
Comentários: dispensa explicações, ligação direta entre o barramento e a 
finalidade. Letra A. 
82. (IDECAN - 2018 - IPC - ES - Procurador Previdenciário I) Sabendo que os 
barramentos de um sistema computacional permitem fazer a comunicação de 
informações entre os sistemas físicos e lógicos e que existem diversos tipos deles, 
marque a alternativa que melhor representa o barramento definido abaixo. 
“É o barramento I/O (ou E/S), responsável pela comunicação das diversas 
interfaces e periféricos ligados à placa-mãe, possibilitando a instalação de novas 
placas.” 
(A) Barramento do Processador. 
(B) Barramento de Cache. 
(C) Barramento de Memória. 
(D) Barramento de Entrada e Saída. 
Comentários: é o barramento de entrada e saída; nele é possível instalar placas 
de expansão e periféricos diversos. letra D. 
83. (COSEAC - 2016 - Prefeitura de Niterói - RJ - Técnico em Informática) Nos 
microcomputadores, o substituto imediato do barramento PCI tradicional e do 
barramento AGP foi: 
(A) Firewire. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 151 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(B) PCI Express. 
(C) SATA. 
(D) IDE. 
(E) USB. 
Comentários: o barramento PCI-e (express), muito mais rápido, tem substituído 
o AGP e o PCI comum. letra B. 
84. (FGV - 2018 - AL-RO - Assistente Legislativo) As letras do alfabeto em um teclado 
podem estar organizadas de diferentes formas, dependendo do seu layout. 
No Brasil, os padrões de teclado certificados pela ABNT são baseados no padrão 
(A) HCESAR. 
(B) QWERTY. 
(C) AZERTY. 
(D) DVORAK. 
(E) BR-Nativo. 
Comentários: fácil: é o QWERTY. Letra B. 
85. (FUNCAB - 2014 - PRODAM-AM - Assistente de Hardware) Em relação ao teclado, é 
o padrão e o layout mais utilizados no Brasil, respectivamente: 
(A) Assíncrono e ABNT2. 
(B) PS2 e USB. 
(C) WYSWYG e ABNT2. 
(D) CRT e PS2. 
(E) QWERTY e ABNT2. 
Comentários: note a diferença entre padrão e layout. No Brasil, a ABNT certificou 
o padrão QWERTY com layout ABNT2. Letra E. 
86. (UFES - 2015 - UFES - Técnico em Contabilidade) A opção que NÃO apresenta o 
nome de um dispositivo apontador é 
(A) Mouse. 
(B) Trackball. 
(C) Touchpad. 
(D) Scanner 
(E) Touch screen. 
Comentários: da lista de opções, somente o escâner não corresponde a um 
dispositivo apontador. Note que o touchscreen também é um dispositivo 
apontador, controlado diretamente pelos dedos do usuário. Letra D. 
87. (PaqTcPB - 2010 - IPSEM - Administrador) No sistema operacional Windows, os 
dispositivos, tais como: mouse, touchpad e trackball; são usados para 
(A) solicitar uma resposta do usuário sobre uma questão do sistema. 
(B) controlar a transmissão dos dados no sistema. 
(C) controlar a posição do cursor na tela do sistema. 
(D) representar uma ação ou objeto no sistema. 
(E) informar sobre algum acontecimento do sistema. 
Comentários: questão facílima, autoexplicativa! Letra C. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 152 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
88. (Quadrix - 2012 - CRP 18ª Região MT - Auxiliar Administrativo - Secretaria) Um mouse 
sem fio se comunica com o computador através de que meio? 
(A) Infravermelho. 
(B) Ultravioleta. 
(C) Internet. 
(D) TCP/IP. 
(E) Ondas de rádio. 
Comentários: mouses sem fio usam ondas de rádio para se comunicar com o 
computador, substituindo os cabos (normalmente USB) por protocolos sem fio – 
normalmente Bluetooth. Letra E. 
89. (VUNESP - 2018 - PC-SP - Agente Policial) Um mouse sem fio possui um dispositivo 
transmissor que envia os sinais a um dispositivo receptor ligado ao computador. 
Esse receptor de sinais é ligado, normalmente, em uma porta do tipo 
(A) USB. 
(B) DVI. 
(C) VGA. 
(D) Bluetooth. 
(E) PS2. 
Comentários: complemento da questão anterior. Alguns mouses sem fio, ao invés 
de ligarem-se diretamente ao computador via rádio bluetooth, possuem um 
receptor, semelhante a um pequeno pendrive, o qual é ligado ao computador na 
porta USB. Dessa forma, a conexão sem fio se dá entre o mouse e o receptor, 
simulando um cabo USB convencional. Letra A. 
90. (FCC - 2003 - TRT - 21ª Região (RN) - Técnico Judiciário - Área Administrativa) A 
qualidade de exibição das imagens no monitor do PC está relacionada diretamente 
à propriedade 
(A) papel de parede. 
(B) aparência de vídeo. 
(C) efeitos de vídeo. 
(D) tamanho da tela. 
(E) resolução de vídeo. 
Comentários: a qualidade do monitor está relacionada à resolução da tela (isto 
é, a quantidade de pixels na horizontal e na vertical do monitor; exemplo: 
resolução HD = 1280x720 pixels). Letra E. 
91. (FCC - 2007 - ANS - Técnico em Regulação) Um monitor de vídeo de 15 polegadas 
significa que o tamanho é representado pela medida 
(A) somada dos quatro lados da tela. 
(B) da horizontal da tela. 
(C) da vertical da tela. 
(D) somada da altura mais a largura da tela. 
(E) da diagonal da tela. 
Comentários: fácil; é a diagonal, como vimos, que define o tamanho do monitor. 
Letra E. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 153 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
92. (Crescer Consultorias - 2019 - Prefeitura de Pedro do Rosário - MA - Técnico em 
Enfermagem) As partes físicas de um computador, tais como: dispositivos de 
entrada e saída (ex.: monitor, teclado, impressora, webcam), dispositivos de 
armazenamento (ex. memória volátil e permanente), processador, assim como 
todo o conjunto de elementos que compõem um computador são chamados de 
hardware. A figura a seguir, apresenta os elementos que compõem o hardware. 
 
Os dispositivos de entrada e saída (E/S) ou input/output (I /O) são também 
denominados periféricos. Eles permitem a interação do processador com o 
homem, possibilitando a entrada e/ou a saída de dados. Os principais dispositivos 
de entrada de informações são: teclado, mouse, drive de CD / DVD-ROM, pendrive, 
scanner, microfone, joystick, câmera filmadora, câmera digital, tela sensível ao 
toque, mesa gráfica e caneta ótica. O monitor de vídeo é um equipamento 
semelhante a uma TV, responsável por transmitir informações visuais ao usuário. 
É um dispositivo de exibição de saída dos mais usados, podendo exibir texto, 
imagens e vídeos. A partir deste contexto e dos seus conhecimentos sobre os 
dispositivos de entrada e saída de um computador, são tipos mais comuns (a 
classificação) para os dispositivos de vídeo, exceto: 
(A) Tipo 1: IrDA (do inglês, Infrared Data Association). 
(B) Tipo 2: CRT (do inglês, Cathode Ray Tube). 
(C) Tipo 3: LED (do inglês, Light Emitting Diodes). 
(D) Tipo 4: LCD (do inglês, Liquid Crystal Display). 
Comentários: questão longa para dificultar, mas bem fácil de responder. As telas 
e monitores de vídeo usam as seguintes tecnologias construtivas: LED (mais 
moderno), LCD ou CRT (obsoleto). Das opções, a única que destoa é a IrDA, a 
qual refere-se a uma antigatecnologia de comunicação entre computadores e 
periféricos usando luz infravermelha. Letra E. 
93. (CESPE - 2016 - TRE-PE - Técnico Judiciário - Operação de Computadores) O 
dispositivo de impressão dotado de agulhas constitui parte do modelo de 
impressora 
(A) de sublimação. 
(B) com tecnologia digital LED. 
(C) a jato de tinta. 
(D) matricial. 
(E) a laser. 
Comentários: as microagulhas são partes da cabeça de impressão das 
impressoras matriciais, como já vimos. Letra D. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 154 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
94. (CESPE - 2004 - STM - Analista Judiciário - Área Judiciária) Para a instalação de 
impressora deskjet, é necessário, e suficiente, realizar as conexões corretas dos 
cabos e ligar o computador, já que o reconhecimento e a inicialização de um novo 
hardware são feitos de forma automática pelo recurso plug and play ou, ainda, 
PnP. 
Comentários: as impressoras e outros periféricos, em geral, necessitam de um 
driver (isto é, um software) para que funcionem corretamente. É por isso que 
uma mídia de CD com os softwares de instalação acompanha as impressoras, 
escâners e outros periféricos. Gabarito: ERRADO. 
95. (FCC - 2004 - TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Um 
relatório em formulário contínuo normalmente é emitido numa impressora de 
impacto do tipo 
(A) matricial. 
(B) laser. 
(C) térmica. 
(D) jato de tinta. 
(E) ploter. 
Comentários: os formulários contínuos são usados em impressoras matriciais, 
como já vimos (p. ex., na impressão de documentos de licenciamento de 
veículos). Letra A. 
96. (COSEAC - 2019 - UFF - Técnico de Tecnologia da Informação) São características da 
impressora laser as abaixo relacionadas, EXCETO: 
(A) ausência de impacto. 
(B) velocidade em preto acima de 55 ppm. 
(C) excelente qualidade de impressão. 
(D) resolução acima de 9.600 x 600 dpi. 
(E) presença de sublimação de tinta. 
Comentários: os itens A) a D) estão corretos; a letra E) tem algo estranho: 
impressoras laser não usam tinta! Usam um pó especial (toner), que adere ao 
papel por eletroestática. Letra E. 
97. (IESES - 2016 - BAHIAGÁS - Técnico de Processos Tecnológicos - Tecnologia da 
Informação - Infraestrutura) Uma impressora instalada em um computador com 
Windows 10: 
(A) Pode ser compartilhada para que outros computadores conectados a mesma 
rede local a utilizem. 
(B) Não pode ser compartilhada, mas funciona como impressora local. 
(C) Pode ser compartilhada, mas o recurso de impressão frente e verso não 
funciona. 
(D) Não pode ser compartilhada se conectada a porta USB. 
(E) Pode ser compartilhada apenas utilizando a rede proprietária da Microsoft 
NETBEUI. 
Comentários: A) certa! B) errada, poderá ser operada localmente ou 
compartilhada na rede; C) nada a ver; D) nada a ver, as impressoras locais 
(conectadas a um computador da rede via USB) podem ser compartilhadas na 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 155 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
rede; E) nada a ver também: o protocolo NETBEUI era usado em pequenas redes 
(obsoleto), tendo sido trocado pelo TCP/IP nas redes modernas. Letra A. 
98. (Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ - 2015 - CGM - RJ - Técnico de Controle Interno - 
Conhecimentos Específicos) Além da impressão propriamente dita, as impressoras 
multifuncionais 3 X 1 incorporam outras duas funções básicas, que são: 
(A) fotocopiadora e plotter 
(B) fotocopiadora e scanner 
(C) webcam e scanner 
(D) webcam e plotter 
Comentários: as impressoras multifuncionais possuem, de fato, várias funções 
além da impressão: escâner de documentos (enviando os arquivos para o 
computador ou para um pendrive), fotocopiadora (que pode funcionar, inclusive, 
sem um computador); e fax (apenas alguns modelos). Letra B. 
99. (INAZ do Pará - 2019 - CORE-PE - Assistente Jurídico) A conexão entre a unidade de 
disco rígido e o sistema de computação acontece por meio da interface 
controladora. As primeiras unidades de disco apresentavam problemas com essa 
conexão, pois quando havia necessidade de aumentar a taxa de transferência, 
ocorria aumento de ruído na conexão. Para solucionar essa problemática, uma 
determinada empresa incorporou a interface controladora à própria unidade de 
disco rígido. Essa tecnologia ficou conhecida como: 
(A) Serial Interface Device Control, implantada pela empresa Seagate. 
(B) Integrated Drive Electronic, implantada pela empresa Western Digital. 
(C) Hard Disk Interface Control, implantada pela empresa Fujitsu. 
(D) Serial Drive Control Interface, implantada pela empresa Samsung. 
(E) Interface Hard Disk Control, implantada pela empresa Maxtor. 
Comentários: questão média! Lembra que falamos sobre o IDE, quando 
abordamos os barramentos do computador? Pois a tecnologia IDE (Integrated 
Drive Electronic) é associada ao ATA (IDE-ATA), formando esse padrão de 
comunicação da placa-mãe com os HDs mais antigos. A característica do IDE é 
exatamente a integração da controladora ao dispositivo de armazenamento, 
desonerando placa-mãe e o processador dessa função. Logo, letra B. 
100. (UFBA - 2011 - UFBA - Assistente em Administração) A expressão “Unidade de 
disco rígido de 750 GB (7200RPM)” refere-se a uma unidade de disco com 
capacidade de armazenamento para 750 Giga Bytes, que possui velocidade de 
7200 rotações por minuto. 
Comentários: questão certíssima, não requer comentários adicionais. CERTO. 
101. (CESGRANRIO - 2009 - FUNASA - Técnico de Contabilidade) Qual dos hardwares 
abaixo permite conectar um microcomputador à Internet através da linha 
telefônica? 
(A) CPU 
(B) DVD 
(C) Modem 
(D) RAM 
(E) Winchester 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 156 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
Comentários: questão fácil: o modem liga o computador à Internet por meio de 
uma linha analógica (telefônica). Resposta: letra C. 
102. (UFBA - 2012 - UFBA - Técnico em Contabilidade) Uma placa de rede Wi-Fi é um 
dispositivo de entrada e saída. 
Comentários: certo! Em uma rede, os computadores enviam e recebem dados, 
trocados entre si e em relação a outras redes distintas (nas quais se inclui a 
Internet). Logo, CERTO. 
103. (FUNCAB - 2015 - CRF-RO - Técnico em Contabilidade) Para que um computador 
possa se conectar a uma rede sem fio, é necessário que ele tenha um(a): 
(A) impressora a laser. 
(B) adaptador wireless. 
(C) plotter. 
(D) cabo de rede. 
(E) placa de som. 
Comentários: especificamente em relação ao computador, ele precisa de 
hardware adequado para interagir com a rede sem fio (considerando que ela está 
estruturada e disponível). Logo, é necessário que possua uma placa ou adaptador 
de rede compatível com a rede sem a qual se deseja conectar. Letra B. 
104. (FCC - 2019 - SEMEF Manaus - AM - Auditor Fiscal de Tributos Municipais) Um 
técnico de manutenção de microcomputadores de uma empresa precisa substituir 
o seu disco rígido (HD) com padrão SATA e capacidade de armazenamento de 1 t 
B, que apresenta defeito. O computador faz o uso intenso desse disco e permanece 
em operação continuamente (24 horas, todos os dias). Esse técnico cogita 
substituir esse HD por uma unidade de estado sólido (SSD) com a mesma 
capacidadede armazenamento. Sobre essa substituição, é correto afirmar que o 
SSD 
(A) apresenta um consumo de energia superior ao do HD, podendo exigir a 
substituição da fonte de alimentação por uma de maior capacidade. 
(B) apresentará como desvantagem, em relação ao HD, uma vida útil inferior, pois 
o número de gravações em cada célula é limitado. 
(C) apresenta, atualmente, um custo para a capacidade requerida equivalente ao 
dos HDs convencionais. 
(D) exigirá cuidados especiais na instalação, como blindagem da unidade SSD, que 
é mais sensível a interferências magnéticas do que os HDs. 
(E) não pode ser utilizado, pois as unidades SSD possuem apenas conexão padrão 
IDE. 
Comentários: A) errado: o consumo dos SSD é muito menor que um HD, visto 
que não possui partes mecânicas; B) certa! C) os HD custo muito inferior aos 
SSD de mesma capacidade, embora essa diferença tenda a diminuir com o 
tempo; D) os SSD são menos suscetíveis a interferências magnéticas que os HD, 
visto que esses usam magnetização do disco para armazenar dados; E) tanto os 
SSD quanto os HD podem ter conexão SATA – apenas HD antigos ainda usam o 
barramento IDE como padrão. Gabarito: letra B. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 157 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
105. (FCC - 2016 - Prefeitura de Teresina - PI - Técnico de Nível Superior - Administrador) 
Nos computadores de uma organização percebeu-se que a inicialização do 
Windows está muito lenta. Notou-se que cada computador leva, em média, 2,5 
minutos na inicialização. Para resolver o problema, a equipe de TI resolveu colocar 
duas unidades de armazenamento em cada computador: uma unidade C que usa 
memória flash de 120 GB apenas para o Windows e uma unidade de disco D de 
2TB para armazenar arquivos e softwares que não necessitam de grande rapidez 
na inicialização. Após esta mudança o Windows começou a inicializar cerca de 10 
vezes mais rápido. Com base nessas informações, as unidades C e D são, 
respectivamente, 
(A) dois HDs SATA. 
(B) HD SATA e HD IDE. 
(C) SSD e HD. 
(D) pen drive e disco rígido. 
(E) dois SSDs IDE. 
Comentários: para aumentar a velocidade de inicialização (isto é, o carregamento 
do kernel na RAM, lembra?), deve-se aumentar a velocidade de leitura do 
dispositivo de massa onde está instalado o sistema operacional (na situação 
inicial da questão, era no HD que estava a instalação do SO). Uma vez que o HD 
é um dispositivo mecânico, sua velocidade de leitura é reduzida. O SSD (unidade 
de estado sólido) é um tipo de memória flash (não volátil), com grade capacidade 
de armazenamento e tempo de acesso e leitura reduzidos; logo, se substituirmos 
o HD pelo SSD, diminuir-se-á muito o tempo de inicialização do computador. 
Portanto, a unidade C, onde o SO será instalado deve ser um SSD; a outra 
unidade de disco citada (D), de 2 TB, será um disco rígido (HD), haja vista a 
grande capacidade (2TB), baixa velocidade e destinada ao armazenamento de 
arquivos (como citado na questão). Gabarito: letra C. 
106. (Quadrix - 2012 - CRP 18ª Região MT - Auxiliar Administrativo - Secretaria) Hoje em 
dia é bastante comum o uso de leitores biométricos como leitor de digitais, 
reconhecimento da face, leitor de íris etc. Para um sistema computacional esses 
leitores são classificados como o quê? 
(A) Drives. 
(B) Drivers. 
(C) Periféricos. 
(D) Memórias. 
(E) SSD. 
Comentários: os leitores biométricos, assim como do demais equipamentos que 
agregam funcionalidade à CPU (como os dispositivos de áudio, de vídeo, de rede 
etc.), são periféricos. Gabarito: letra B. 
107. (IADES - 2013 - MPE-GO - Técnico Ambiental - Biologia) A respeito dos métodos 
de autenticação de usuários, a maioria dos sistemas baseia-se na identificação de 
algo que o usuário sabe, possui ou em características pessoais. Assinale a 
alternativa em que se apresenta o método de autenticação baseado em 
características pessoais. 
(A) Senha 
(B) Senha de uma única vez (One-Time Passwords) 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 158 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(C) Certificado digital 
(D) Biometria 
(E) Token 
Comentários: exemplos de autenticação baseada na identificação de algo que o 
usuário sabe: senhas, PIN, padrões gráficos (como os que desbloqueiam os 
celulares Android). Exemplos de autenticação baseada na identificação de algo 
que o usuário possui: cartões RFID, tokens etc. Exemplos de autenticação 
baseada na identificação de características pessoais do usuário: biometria. Letra 
D. 
108. (Quadrix - 2013 - CRBio-5ª Região - Fiscal Biólogo) Com softwares leitores 
desenvolvidos para celulares, tablets e computadores, como é chamado o gráfico 
2D de uma caixa preto e branco que contém informações pré-estabelecidas como 
textos, páginas da internet, SMS ou números de telefone? 
(A) QR Code. 
(B) OCR. 
(C) XPS. 
(D) CMC-7. 
(E) Plan Graph. 
Comentários: fácil! É a definição de código QR. Letra A. 
109. (Quadrix - 2017 - CRBio-7ª Região - Agente Fiscal) Funcionários de uma empresa, 
localizados em cidades diferentes, possuem um grupo de WhatsApp pelo qual 
trocam informações sobre atividades de trabalho do dia a dia. Como os teclados 
dos celulares são pequenos e dificultam a digitação, a empresa recomenda que 
cada funcionário configure o WhatsApp Web em seu computador, para enviar e 
receber mensagens por meio do navegador web. Para usar o WhatsApp Web, o 
funcionário deve entrar no site https://web.whatsapp.com/ no computador e, 
através do WhatsApp do celular, deverá: 
(A) digitar o endereço IP do celular na rede 
(B) escanear o QR Code mostrado na página. 
(C) digitar o número do telefone celular na página. 
(D) fazer seu cadastro no site do WhatsApp web. 
(E) fazer login no site do WhatsApp web. 
Comentários: questão interessante! Você muito provavelmente já fez isso no seu 
computador: ao logar no WhatsApp Web, o usuário é solicitado a escanear um 
código QR apresentado na tela do navegador com o celular dele, a fim de 
autenticar seu acesso (identificá-lo como o real usuário da conta). Portanto, letra 
B. 
110. (FCC - 2007 - TRE-PB - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Com relação a 
hardware, é correto afirmar que: 
(A) Computadores com placas-mãe alimentadas por fontes ATX suportam o uso do 
comando Desligar, não havendo mais a necessidade de desligamento manual. 
(B) O processador não é um item associado à capacidade ou a velocidade do 
computador. 
(C) Nas placas-mãe mais novas a única interface existente para conexão do mouse 
é a interface serial. 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 159 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br 
(D) As tecnologias de barramentos PCI e AGP, por serem obsoletas, não mais são 
encontradas nas placas-mãe atuais. 
(E) A única forma de se conectar um teclado ao computador é através da interface 
USB. 
Comentários: A) correto; B) errado, o processador é um dos itens que definem 
o desempenho do computador; C) errado, a interface serial está praticamente 
em desuso nos desktops atuais; ademais, o mouse também poderá ser conectado 
via portas PS/2 e USB; D) errado, embora estejam entrando em desuso, ainda 
são muito encontradas nos computadores atuais, particularmente os de baixo 
custo;E) errado, o teclado pode ser ligado via porta PS/2 ou mesmo porta serial 
RS-232. Letra A. 
 
“Sem treino, não há talento que faça milagre” 
 Germana Facundo 
 
1 – SSD, 2 – monitor LCD , 3 – nobreak, 4 – webcam, 5 – mouse, 6 – pendrive, 7 – cartão SD, 8 – placa mãe, 9 – disco rígido, 
10 – gabinete, 11 – impressora multifuncional, 12 – placa de vídeo, 13 – mídia de CD-ROM, 14 – fonte ATX, 15 – caixa de som, 
16 – memória RAM, 17 – teclado, 18 – processador. 
1 
2 
3 
4 5 6 7 
8 
9 
10 
11 
12 
13 14 
15 16 
14 15 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Cara(o) amiga(o), espero que você tenha gostado dessa 
nossa aula demonstrativa; se chegou até aqui, é porque você deseja de 
fato mudar de vida e conquistar uma carreira profissional desafiadora e 
gratificante. Adquira o curso completo, caso ainda não seja nosso aluno, 
e vamos juntos acabar com o mito de que a informática é uma matéria 
complicada. 
Espero encontrá-la(o) nas próximas aulas e no nosso fórum de 
discussão. Também não esqueça de assistir as videoaulas, de me 
acompanhar nas redes sociais (lá eu dou uma série de dicas e “bizús”) 
e de acessar o site do CDF (cdfconcursos.com.br) para baixar os 
materiais mais recentes e as atualizações. Um forte abraço do seu 
amigo, 
 
 
Professor B. Sakamoto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Informática para Concursos Públicos 
Curso regular 
Aula 1 
 161 de 161 Prof. B. Sakamoto 
www.cdfconcursos.com.br

Mais conteúdos dessa disciplina