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1 Faculdade Anhanguera de Dourados Prof. Me. Baltazar A Silva Jr CURSO MEDICINA VETERINÁRIA Biotecnologia e Obstetrícia Aplicadas a Medicina Veterinária Aula 12 – Criopreservação de Sêmen 2 Criopreservação de sêmen • Interrompe o metabolismo dos espermatozoides mantendo suas características por período indeterminado. • Manutenção do potencial fertilizante dos espermatozoides (integridade e funcionalidade): – Flagelo (para garantir produção de ATP e motilidade); – Núcleo (para manter estável o armazenamento do DNA); – Acrossomo (para manter a fecundação); – Segmento Equatorial (para que ocorra a ativação do oócito); 3 Uso do Sêmen Congelado: • 1949: Christopher Polge - sêmen bovino com sucesso • Inseminação Artificial; • Comercialização nacional e internacional; • Produção in vitro de embriões (FIV); • Programa de Transferência de embriões; • Biobancos (armazenamento de material genético); • Pesquisa Cientifica; 4 Criopreservação de sêmen • Diluidores e Crioprotetores – – Preservação das estruturas espermáticas mediante o congelamento/descongelamento • Curvas de Resfriamento - buscam minimizar os danos causados pelo – Choque térmico, – Formação de cristais de gelo – Desidratação celular; 5 Criopreservação de sêmen 6 7 Criopreservação de sêmen Sequência para congelamento de sêmen • 1 – Diluição • 2 – Resfriamento • 3 – Congelamento • 4 – Armazenamento • 5 – Descongelamento 8 Diluição Diluentes • Devem garantir – Nutrição, – Proteção, – pH (6,5 a 6,9), – Osmolaridade adequada (300mOsm), – Atividade antibacteriana; • Após a coleta do sêmen deve ser diluído, para dar suporte até o processamento de criopreservação (transporte) • Diluição de1:1 (sêmen:diluente) 9 Diluientes 10 Diluição Crioprotetores • Classificados de acordo a capacidade de penetração da membrana plasmática; – Externos e Internos • Devem provocar a desidratação celular, • Proteger e estabilizar a membrana plasmática • Evitar formação de cristais de gelo 11 Diluentes - Crioprotetores • Exemplos – Glicerol, – Etilenoglicol, – Propilenoglicol, – Propanodiol, – Dimetilsulfóxido, – Dimetilformamida. 12 Crioprotetores Internos: São moléculas pequenas que atravessam a membrana plasmática; Diluentes - crioprotetores Crioprotetores Internos: • Ação – Atuam nos meios intra e extracelulares; – Aumentam a osmolaridade do meio extracelular e promovem a saída de água da célula; – Evita o acumulo de água e a formação de cristais de gelo intracelular. 13 Diluentes - Crioprotetores Crioprotetores Externos: • São moléculas grandes e não conseguem atravessar a membrana plasmática; • Exemplo: – Proteínas (gema do ovo - LDL - e leite desnatado), – Açúcares (frutose, glicose, manose) – Polímeros sintéticos (metilcelulose) 14 Diluentes - Crioprotetores Crioprotetores Externos: • Ação: – Agem como solutos ou coloides, pois contribuem para as propriedades osmóticas e afetam o movimento de água para dentro e para fora da célula – Proteção contra formação de cristais de gelo 15 Diluentes - Crioprotetores Toxicidade dos Crioprotetores: • Crioprotetores são tóxicos ao espermatozoide, pois causam injurias bioquímicas e danos osmóticos; • Altas concentrações (10 a 20%) de crioprotetores desestabilizam os lipossomos, dissolvendo os fosfolipídios; • Em concentrações moderadas, previnem os efeitos prejudiciais da desidratação; 16 Diluentes - Crioprotetores Crioprotetores: * Bovinos: Tris-gema e Glicerol * Equino: Dimetilformamida * Caprinos: leite desnatado + glicose + glicerol 17 Crioprotetores 18 Criopreservação de sêmen Resfriamento: • O resfriamento lento abaixo de 0°C promove maior saída de água da célula, podendo levar a desidratação celular intensa; • O resfriamento rápido é insuficiente para permitir a saída da água, provocando a formação de cristais de gelo intracelular. • A taxa de resfriamento ideal: suficiente retirada de água intracelular, formando pequenos de cristais de gelo intracelulares e sobrevivência após o descongelamento. * A velocidade de descongelamento deve ser compatível a velocidade utilizada de congelamento. 19 Curva de resfriamento/congelamento Curva de Resfriamento até 5°C (-0,25 °C/min); Curva de Congelamento até -80°C (-15°C/min); Curva de Congelamento até -120°C (-10°C/min); Imersão em Nitrogênio líquido -196°C; Armazenagem 20 Curva de resfriamento/congelamento 21 Criopreservação de sêmen 22 Palhetas 0,25ml e 0,5ml Raques Criopreservação de sêmen Armazenamento: • Em Botijões de Nitrogênio Liquido (-196°C); • As palhetas são colocadas em raques identificadas; • Nível do NL e verificado e mantido periodicamente (15 dias); • Armazenamento por tempo ilimitado 23 Criopreservação de sêmen Descongelamento: • Retira do NL e coloca em Banho-Maria; • 36°C/30 segundos; • Cortar uma das extremidades da palheta para retirada do sêmen; 24 Criopreservação de sêmen 25 Criopreservação de Embriões 26 Conceito: • Criopreservação e um processo onde células ou tecidos biológicos são preservados através do congelamento a temperaturas muito baixas, – Geralmente −196 °C. Objetivo: • Suspensão do metabolismo e manutenção das características biológicas, mantendo a viabilidade celular; – Uso de Criprotetores; 27 Criopreservação • Whittingham, 1972: congelamento e descongelamento lento de embriões de camundongo nas fases de clivagem sem afetar a sobrevida dos embriões • Whittingham, 1977: descrição de alterações estruturais de membrana durante o congelamento; • Trounson & Mohr, 1983: gestação após criopreservação de embriões humanos. • Chen, 1986: gestação proveniente de ovócito humano criopreservado; • Vajta et al., 1998: criopreservação ultrarrápida (vitrificação) de ovócitos bovinos; 28 Histórico • Armazenamento de material genético – Biobancos • Comercialização Nacional e Internacional de Oócitos e Embriões • Auxilia Programas de MGA • Aplicação na Produção in vitro de Embriões e programas de TE • Coadjuvantes no Tratamento da Infertilidade • Preservar espécies em extinção • Medicina → Infertilidade e Reprodução • Veterinária → Melhoramento Genético e Reprodução 29 Aplicações • Resfriamento: mantém os embriões a temperatura entre 0 e 4°C durante 24 a 72 horas antes da transferência: – Utilizado em alevinos a fim de transporte e comercialização; – Utilizado em embriões bovinos para transporte e inovulação; • Congelamento: conservação a -196°C durante um período indeterminado. – Congelamento lento: – Congelamento Rápido: – Congelamento Ultrarrápido: 30 Métodos de Criopreservação • Congelamento Lento: – Taxa de resfriamento entre 0,5 – 1,5°C/min (-80°C) – Duração de 3,5 a 4 horas. – Descongelamento e feito a 10°C /min. • Congelamento Rápido: – Taxa de resfriamento entre 17 – 30°C/min (-30°C) – Duração de 2 a 2,5 horas. – Descongelamento e feito a 30°C/min. • Congelamento Ultrarrápido e Vitrificação: – Congelamento a 250°C por minuto. – Duração do congelamento ficara entre 2 a 3 minutos, – Descongelamento > 300°C por minuto. 31 Protocolos de Criopreservação 32 Criopreservação Propriedades: • Solubilidade em soluções salinas aquosas • Baixo peso molecular para rápida e completa penetração na célula • Baixa toxicidade • Alta estabilidade em temperaturas reduzidas Divididos em: • 1) Intracelulares: crioprotetores de baixo peso molecular, como: – dimetilsulfoxido (DMSO), propanodiol, etilenoglicol, glicerol, metanol e butanodiol; • 2) Extracelulares: crioprotetores de maior peso molecular, como: – galactose, glicose, sacarose e trealose, polivinilpirrolidona (PVP), alcool polivinilico (PVA) e albumina serica bovina (BSA) 33 Agentes crioprotetores• A verificação e uma técnica de criopreservação que envolve rápidas taxas de resfriamento e concentrações muito altas de crioprotetores, – Prevenindo a formação de cristais de gelo, – Diminuindo as injurias causadas a célula; • Este método e aplicado a oócitos e embriões; • Exposição a soluções com alta concentração de crioprotetor seguida da imersão em nitrogênio. 34 Vitrificação • Rápida passagem através da temperatura critica (redor de 0°C), minimizando as crio injurias; Vantagens da Vitrificação: • Não requer o uso da aparelhagem de congelamento; • Alta velocidade na execução; • Metodologia e simples e barata; • Melhores taxas de sobrevivência. 35 Vitrificação 36 Criopreservação • 1) Adição de Agentes Crioprotetores; • 2) Resfriamento, indução da formação de gelo e Congelamento; • 3) Estocagem em Nitrogênio Líquido (-196°C); • 4) Descongelamento; • 5) Remoção das Soluções Crioprotetoras; 37 Etapas da Criopreservação 38 Criopreservação • O descongelamento deve ocorrer o mais rápido possível (275°C/min), em banho-maria a 37°C ; • O gelo extracelular deve penetrar na membrana celular reidratando a célula; 39 Descongelamento • Os crioprotetores são removidos através de sucessivas lavagens após o descongelamento; • Deve ser removida devido sua toxicidade; • Descongelamento com baixa concentração ou ausência de crioprotetor, ira causar rompimento celular devido a entrada brusca de água no interior da célula; 40 Remoção das soluções crioprotetoras 41 43 baltazar.junior@anhanguera.com mailto:baltazar.junior@anhanguera.com