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Resumo | @medveterinars Criopreservação do Sêmen Criopreservação: conceito. Congelação x congelamento Indicações: – Estocagem de material genético. – Melhoramento animal. – Vantagens sanitárias. – Otimização de utilização dos reprodutores. – Aplicações terapêuticas Armazenamento de material genético comprovado a baixas temperaturas (-196ºC) por períodos indeterminados Utilização de animais excepcionais (com características desejáveis), mesmo após a perda da capacidade reprodutiva e ou morte. Seguro biológico do animal Racionalização no uso de touros e garanhões nas estações de montas e aumento da relação égua/garanhão e touro/vaca Facilidade do transporte menor de sêmen à grandes distâncias, além de menor custo em transportar o sêmen; aumento do número de fêmeas que possam criar de um macho em particular Para alguns machos que têm seu sêmen congelado, há diminuição da taxa de prenhez A colheita de sêmen e a técnica de congelação precisam ser feitas por um pessoal treinado e especializado, o que inclui gastos adicionais; a perda de células espermáticas devido a manipulação nas etapas, que vão desde a colheita do sêmen até o descongelamento Exclusão de indivíduos que não se obtém sucesso na criopreservação. • Anabiose – Diminuição da temperatura. – Conservação • Retomada do metabolismo e crioinjúria – Integridade de Membranas. – Acrossoma. – Potencial de mitocôndrias. – Estresse oxidativo e Resumo | @medveterinars fragmentação do DNA Choque frio Resfriamento: temperaturas abaixo da corpórea (até 5ºC). Composição das membranas biológicas : - Mudança da fase dos lipídios. - Alteração dos domínios de membrana e fisiologia. -Morte celular. -Estresse oxidativo. -Susceptibilidade individual. Resfriamento rápido até –5 a –15oC, quando a água congela. Conforme os cristais de gelo se formam, a pressão osmótica da fração líquida aumenta. Isto causa uma grande perda de água do sptz, até que haja um equilíbrio osmótico; tal situação pode levar a: desidratação da membrana (perda estabilidade e desnaturação de proteínas); deformação da célula (50% do volume original) e stress mecânico; altas concentrações de solutos e cristalização dos mesmos. Gelo intracelular: danos à organelas e citoesqueleto / ruptura de membranas Gelo extracelular: “Efeitos da solução”; desidratação – Efluxo de água. Reidratação: Influxo muito rápido danifica os canais Resfriamento abaixo da temperatura corporal, causa a transição de fase dos lipídios de membrana, pois os diferentes lipídeos têm diferentes temperaturas de transição. Isto leva a formação de “domínios” lipídicos. As proteínas também são excluídas dos domínios de gel, levadas a um ambiente não fisiológico, o que impede suas funções, como integridade estrutural e metabolismo de íons; • Alta proteção contra crioinjúria. • Baixa toxicidade. • Baixa imunogenicidade: IA fêmeas / endometrites • Diminuição do ponto de solidificação. • Intracelulares. • Extracelulares. Glicerol Etilenoglicol Dimetilsulfóxido (DMSO) 1,2 Propanodiol Dimetil Formamide Glicerol – Amplamente utilizado – Por alguns considerado indispensável. Resumo | @medveterinars Etileno Glicol – Mais utilizado em embriões. – Penetração mais rápida DMSO: Solvente / Sêmen de coelho AMIDAS: Metil/Dimetil formamidas Utilização com sucesso em garanhões maus-congeladores. Lactose Sacarose Rafinose Proteínas e lipoproteínas – gema de ovo, leite e soro. Gema de ovo / leite: proteínas e lipoproteínas – Estabilização das membranas. – Proteção contra o choque frio. Açúcares: Rafinose; Trealose; Lactose; Frutose – Diminuição dos efeitos da solução – Fornecimento de substrato para o metabolismo energético do espermatozóide. Detergentes de membrana: Equex; Orvus ès paste; Lauril-éter-sulfato de Sódio (ODD neutro) -Emulsão de gorduras: melhor disponibilidade de componentes da gema do ovo para as células Bicarbonato de sódio Lactato de sódio Citrato de sódio Fosfato de sódio TRIS – hidroximetil-amino- metano TES – C6 H15 NO6 S pH – 6,99 ± 0,02 Osmolalidade – 300 mOsm Antibacterianos Penicilina Estreptomicina Ticarcilina Kanamicina Sulfanilamida Gentamicina Polimixina B – • O que devem conter: – pH e osmolaridade controlados – Sistema tampão – Nutrientes – Antibiótico – Crioprotetores intra e extracelulares. – Antioxidantes • Exemplos meios-base: – Tris-Gema- citrato / frutose – Glicina-gema- leite – Kenney • One Step – Concentração única de crioprotetor –Praticidade • Two Steps • –Frações A e B –Fração B: dobro da concentração de crioprotetor. Adicionado a 5°C. –Vantagens – Desvantagens • Comerciais – Garantias – Partidas homogêneas, resultados também. • “Caseiros” – Precisão no aviamento – Qualidade dos componentes – Variação entre partidas e resultados Resumo | @medveterinars Lavagem de pênis / prepúcio. Importância: Método de colheita Vagina artificial. Manipulação digital. Eletroejaculação. PLASMA SEMINAL... • Concentração. • Morfologia. • Motilidade. • Vigor. • Testes funcionais. • Remoção do plasma seminal – Garanhões; cachaços; cães; bodes (lecitinase) – Protocolo • Diluição 1:1 / 1:2. Meio Centrifugação: Kenney. • 600G por 10 min. • Desprezar sobrenadante. • Ressuspensão em meio para criopreservação (fração A ou única) • Pulo do gato: ressuspender em pouco meio e calcular concentração para poder diluir corretamente • No de Sptz/ml x Volume ejaculado = Conc. Total Ejaculado / Total de por dose : 100x106 Sptz - Eq 30-50x106 Sptz – Bov 100 x 106 Sptz – Ov/Capr 50 x 106 Sptz – Cães 50 x 106 Sptz – Epidídimo (suíno) • = Número de palhetas a serem congeladas • Número de palhetas a serem congeladas x 0,5 / 0,25 ml = Volume final (ejaculado + diluidor) Volume de diluente A – Volume de diluente – Volume do ejaculado B - Volume de diluente/2 = Volume do ejaculado + Solução A do diluente Adicionar mesmo volume de B Meio one step: Volume final – volume ejaculado = volume da fração única do meio. Ex. 1: 40 mL de volume final Solução A – 15 mL + 5 ml ejaculado Solução B – 20 mL Ex. 2: 40 mL de volume final 35 mL de meio (fração única) 5 mL ejaculado • Vagarosa mesmo! • Meio no sêmen, não sêmen no meio. • Homogenização constante. • Realizada FORA DO BANHO MARIA: início da curva de resfriamento. Nome do animal Raça Data Partida • Da temperatura do banho até 5 ºC. • Cuidado: Choque frio! • Geladeira X Máquina de congelar. – Curva rápida: -0,5 ºC/min. – Curva lenta: -0,25 ºC/min. • Melhor curva: próxima à - 0,3 ºC/min. • Estabilização: de 20 min até 4hs (Depende da espécie e do animal!) • Da 5 ºC até - 196 ºC. • Cuidado: Danos físicos • Caixa de Isopor X Máquina de congelar. – Curva rápida: - 20 ºC/min. • – Curva lenta: - 10 ºC/min. • Melhor curva: próxima à - 20 ºC/min. • Após atingir - 70 a - 120 ºC, imersão no N2 . Duas palhetas de cada partida. Motilidade. Vigor Teste de Termorresistência. Testes funcionais. Descartar partidas fora de padrão Palheta 0,25 mL - 37ºC/ 7 segundos Palheta de 0,5mL - 37ºC / 30 segundos - 46ºC / 20 segundos Resumo | @medveterinars Vantagens Permite o controle de doenças Reduz a possibilidade de injúria do garanhão e da égua Permite o uso de garanhões com patologias no locomotor Permite a avaliação imediata do sêmen (diagnóstico) Identificação de problemas reprodutivos Previne o desgaste excessivo do garanhão Utilização de mais fêmeas por garanhão Permite o uso de éguas que não podem usar do serviço natural Permite uso mais efetivo de garanhões idosos Resulta em melhores taxas que o serviço de monta natural Ajuste da vagina artificial para cada garanhão, Proporcionar higiene para manutenção da viabilidade seminal Remover o esmegma, debris e gel durante a colheita Motilidade Progressiva Vigor Concentração Espermática Concentração Total do Ejaculado Manter na fração diluída com 50 milhões por mL EX: 325 x 106 /mL em um volume de 45 mL 325 : 50 = 6,5 mL 45 x 6,5 = 296 mL da mistura (45 de sêmen e 247 mL de diluente) Pressão osmótica compatível com o espermatozóide Proporção balanceada de minerais Proporção balanceada de nutrientes Cuidado com neutralizantes tóxicos Diluente (recomendações importantes) Maximizar o potencial zootécnico do garanhão Evitar transporte de fêmeas Evitar doenças dos potros Prolongar a vida dos espermatozóides Permitir avaliação dos espermatozóides Proteger o sêmen de condições ambientais desfavoráveis Diminuir a contaminação, ou o seu potencial, com o uso de antibióticos. DEFINIÇÃO É a deposição mecânica do sêmen no trato reprodutivo feminino OBJETIVOS DA INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL Objetivo biológico: Promover a fecundação, ou seja, o encontro dos gametas masculino e feminino. Objetivo econômico: Instrumento para o melhoramento genético animal VANTAGENS DA IA Multiplicação da capacidade inseminante de um ejaculado. Melhor aproveitamento de machos provados. Controle de doenças. Geração de descendentes após a morte do reprodutor. Resumo | @medveterinars Uso de machos incapacitados de montar. Fertilização de animais que não aceitam a cópula. LIMITAÇÕES DA IA Mão de obra especializada. Manejo dos animais. Planejamento prévio. Gastos com material e sêmen. Levantamento sanitário. Processamento do Sêmen para a Inseminação Artificial: Sêmen Fresco Sêmen Resfriado ° Sêmen Congelado VANTAGENS DA IA EM BOVINOS Multiplicação da capacidade inseminante de um ejaculado Melhor aproveitamento de touros provados Facilita o teste de progênie Valorização do rebanho Uso de diferentes raças Melhoria de características desejáveis Aumento na capacidade de produção Menores gastos com manutenção do rebanho Eliminação de barreiras de tempo e espaço Aprimoramento do manejo Encurtamento da estação reprodutiva Controle de doenças Geração de descendentes após a morte do reprodutor Uso de machos incapacitados de montar LIMITAÇÕES DA IA EM BOVINOS Pessoal habilitado Dependência de detecção de cios Planejamento prévio Resumo | @medveterinars Gastos com material e sêmen Levantamento sanitário Pré-requisitos para IA Animais vacas ou novilhas bom estado corporal saudáveis histórico reprodutivo aceitável identificadas (a ferro ou brincos) Manejo sanitário nutricional reprodutivo Assistência Técnica Veterinária levantamento sanitário atuação preventiva escolha dos touros implantação, execução e avaliação Instalações tronco, seringa e cômodo energia elétrica e ponto de água cobertura Sêmen empresa confiável ou congelado na fazenda (veterinário especializado) armazenado adequadamente sobras: avaliação Inseminador responsável e organizado higiene pessoal e profissional bom curso teórico e prático Pré-requisitos para IA Detecção do Estro Manhã e Tarde (1 a 2 horas de observação) REGRAS GERAIS • Características fisiológicas – Duração de cio /momento da ovulação – Viabilidade espermática (in vitro / in vivo) – Viabilidade do ovócito pós ovulação Quando inseminar? 12 horas após observação do cio (aceitação de monta) Lembrete: Duração do estro: 10 a 18 horas. Ovulação: 30 horas após o início do estro (18 a 48) . 10 a 15 horas após o final do estro. Viabilidade do oócito: 6 a 10 horas. Viabilidade espermática: 12 a 24 horas (4 a 48). Material para IA em Bovinos Sêmen (Botijão de nitrogênio líquido) ° Banho-Maria ou água a 37o C ° Resumo | @medveterinars Termômetro Pinça Papel Tesoura ou cortador de palheta Aplicador universal Bainha francesa Luvas para palpação Palhetas 0,5 mL (grossa) 0,25 mL (fina) Dose Inseminante: 10 milhões sptz viáveis – Armazenamento do Sêmen Botijão Criogênico: Nitrogênio Líquido = -196oC Material para IA Banho-Maria ou água a 37o C , Pinça e Tesoura ou cortador de palheta Aplicador universal e Bainha Francesa, Limpeza do reto e Higienização Peri-vulvar Descongelação do Sêmen Palhetas 0,5 mL 37o C/30 segundos Palhetas 0,25 mL 37o C/7 segundos Passo a passo ° Finalização: Massagem no clítoris (Estimula contratilidade uterina) INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM EQÜINOS Manejo Reprodutivo em Eqüinos Reprodução a campo Transmissão de doenças Acidentes ? Data das coberturas Número reduzido de éguas/garanhão Reprodução controlada ou assistida Monta IA VANTAGENS DA IA EM EQÜINOS Multiplicação da capacidade inseminante de um ejaculado. Maior uso de garanhões geneticamente superiores. Resumo | @medveterinars Ajuda no diagnóstico de garanhões inférteis. Elimina custo e estresse no transporte de égua e potro. Reduz a possibilidade de transmissão de doenças entre as propriedades. Diminui o risco de contaminação pela cobertura. LIMITAÇÕES DA IA EM EQÜINOS Técnico habilitado (médico veterinário). Acompanhamento do desenvolvimento folicular (palpação ou U.S.). Custo para implantação. Coordenação entre: colheita e transporte do sêmen e IA. Sêmen de alguns garanhões não resfriam adequadamente. Características do Estro Edema de vulva Hiperemia de vulva Presença de muco Micção freqüente Cauda levantada Contrações rítmicas do clitóris Orelhas em pé Passiva ao macho Membros afastados Corredor de rufiação Inseminação Artificial Sem acompanhamento folicular (com sêmen fresco): 2 o , 4o e 6o dia do estro 3 o e 5o dia do estro Com acompanhamento folicular (resfriado): tem que ser coordenado Palpação retal Ultra-sonografia Acompanhamento Folicular Resumo | @medveterinars Ovário: 5 cm (1 a 8 cm) Folículo pré-ovulatório: 45 mm (10 a 70 mm) Quando inseminar? Pré-ovulação ou pós-ovulação Viabilidade do oócito após ovulação: 6 a 12 horas Viabilidade dos espermatozóides no trato reprodutivo feminino: 48 horas (sêmen fresco) 24 horas (sêmen resfriado) Processamento do Sêmen para Inseminação Artificial Diluição do sêmen para IA a fresco (imediata). Resfriamento do sêmen (IA até 48 a 70 horas após a colheita). Criopreservação (IA tempo indeterminado). Preparo da Dose Inseminante Diluição: Proporção 1:1 em diluidor a base de leite desnatado (KENNEY et al., 1975) Diluição e resfriamento do sêmen: Prolonga a vida dos espermatozóides por estabilizar o sistema enzimático. Mantém a integridade das membranas espermáticas. Protege contra injúrias causadas por choque térmico. Evita os efeitos deletérios de produtos tóxicos produzidos pelos espermatozóides. Previne o crescimento de microorganismos. Resfriamento do Sêmen 24 – 70 horas Preparo da Dose Inseminante Dose inseminante: 200 a 500 milhões sptz viáveis Semen sexado associado a Inseminação por histeroscopia 2000: “La Luna” e “Alexander the Great”c/ 5 milhões de sptz sexados (1% da dose inseminante) – via histeroscopia. 2001: “Starman”, primeiro de sêmen resfriado também via histeroscopia.