Prévia do material em texto
5 O Teatro na Educação Infantil Acadêmicos¹ Tutor Externo² 1. INTRODUÇÃO Em diversos momentos de nossa vida, já usamos nossa criatividade para imitar alguém ou alguma cena que nos chamou atenção, e sem perceber estávamos a interpretar. Quando observamos uma criança brincando de ser outra pessoa, se fantasiando, gesticulando um faz de conta, ela está interpretando. Portanto o teatro faz-se importante no desenvolvimento infantil, torna-se um instrumento de apoio na educação, pois através dele é possível trabalhar a criatividade, coordenação, memorização e vocabulário. O teatro na educação infantil acontece de forma espontânea, sendo a criança autoespressiva por natureza. Nesse sentido o professor pode utilizar desse recurso para aproveitar a aptidão da criança pela dramatização. Para pesquisadores o teatro pode ser usado de forma a fazer com que a criança se socialize, se relacione melhor em grupos e no meio em que se vive, construindo seu conhecimento, brincando e aprendendo, descobrindo o seu espaço, tornando-se mais participativo e responsável em suas atividades. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O brincar para a criança torna-se um meio espontâneo de expressão. Enquanto ela brinca coisas importantes fluem, como assimilação da realidade humana e enriquecimento da personalidade, desta forma o teatro na educação infantil torna-se uma brincadeira, porém concordando com o pensamento de Souza (2014) é importante definirmos melhor a diferença entre a interpretação dramática que se faz espontânea nas brincadeiras e uma representação teatral. A criança não possui maturidade suficiente para compreender a vida interior do personagem, como fazem os atores, porém ela gesticula, imita ações exteriores. Na Educação Infantil é possível aproveitar essa aptidão dos pequenos usando o teatro como ferramenta para construir sua linguagem, expressão, memória e imaginação. Para Damásio (2019) quando os conteúdos escolares são representados de uma maneira lúdica, a criança os aprende verdadeiramente com mais facilidade, sem aquele esforço de se concentrar em pegar o conteúdo para decorar. Desta forma o professor tem um aliado que torna a prática docente mais eficiente e mantém o aluno interessado, com melhores resultados na aprendizagem. Afirma Damásio (2019): “Por meio da dramatização, a criança desenvolve suas ideias, a consciência do outro e dela própria, a comunicação verbal e não verbal.” “Apresenta-se, assim, através do ensino do Teatro, a importância do desenvolvimento de uma educação Progressista para o desenvolvimento do pensamento complexo na amplitude da capacidade de viver relacionando as partes com o todo; do pensar sobre pensar o próprio pensar e da consciência e autonomia que melhoram as perspectivas individuais e coletivas, uma necessidade é urgente diante do contexto atual que renega o conhecimento não racional e sensível e valoriza a cultura como produto.” (CAVASSIN, 2008, p 51) Se respeitarmos a classificação de Piaget (2009 p.141) o teatro popular tem uma linguagem simples, um exemplo é o teatro em escolas de comunidades, tendo duas funções; divertir e educar, onde há jogos de imaginação e as crianças criam seus brinquedos e transformam os personagens de estórias e contos. 3. MATERIAIS E MÉTODOS Para fortalecer a pesquisa sobre teatro na educação fomos atrás de manifestações artísticas nas escolas e pudemos presenciar o trabalho pedagógico de uma escola na cidade de Gaspar, onde as crianças apresentaram o teatro de sombra. Essa arte é muito antiga, originária da China, onde se espalhou pelo mundo. Ela se caracteriza pelo uso de bonecos de varetas, luz e tela. O que faz com que a plateia enxergue apenas as sombras dos bonecos em movimento. O teatro de sombras ganhou o mundo e hoje algumas trupes usam a si mesmos por trás da tela ao invés de bonecos. Essa técnica desperta muito a criatividade e curiosidade natural da criança. Despertando nela o gosto pelo oposto entre fantasia e realidade. A imagem mostra o teatro de sombras realizado pelos alunos do pré A, crianças com faixa etária de 4 a 5 anos, da escola E.E.B Professora Angélica de Souza Costa. Foto registrada pela professora regente da turma, Fabiane, auxiliar Márcia e professor de teatro Victor Hugo. O teatro apresentado acima conta a lenda da mandioca, do projeto realizado sobre lendas e mitos dos povos indígenas. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Com base em diversas pesquisas e vivenciando projetos artísticos realizados em centros educacionais, é inquestionável a importância do teatro em práticas pedagógicas, pois é perceptível que as crianças tendem a dominar melhor os conteúdos quando ensinados de forma lúdica, elas usam a imaginação e deixam a interpretação de forma natural e espontânea, por isso é importante que elas gostem do que estão fazendo. Pois quanto mais livre for o processo criativo, mais didático será seu resultado. “Arte é forma de conhecimento, pois envolve a história, a sociedade, a vida. Não está apenas ligada a ideia de prazer estético, contemplação passiva, mas ao contrário, é dinâmica e representa trabalho já que possui forças materiais e produtivas que impulsionam as relações históricas e sociais e levam o homem à compreensão de si mesmo e da sociedade.” (CAVASSIN, 2008. p 49) A pesquisa em campo na Escola de Ensino Básico Professora Angélica de Souza Costa pode demonstrar o quanto facilitador o teatro se torna para desenvolver projetos em sala de aula, e os benefícios de aprendizagem, tornando as atividades mais fáceis de entender. 5. CONCLUSÃO Para produzir a conclusão, deve-se retomar os objetivos elencados no início do trabalho, pois é importante que cada objetivo traçado tenha sido atendido, assim como pode ser apresentada uma síntese dos resultados. Veja aqui duas formas para compor a conclusão de seu trabalho: Abordar neste campo em que o trabalho desenvolvido contribuiu para o conhecimento existente. Na parte final das conclusões, é interessante apontar possíveis aprofundamentos sobre o tema estudado, bem como possíveis interações com outros temas, abordagens metodológicas, materiais, aplicações e sugerir ao leitor do seu trabalho possíveis encaminhamentos para pesquisas futuras. Exemplifica-se a sugestão de realização de pesquisas futuras com a indicação de realização de estudo bibliométrico sobre os trabalhos publicados na JOIA e na Revista Maiêutica. A partir da estrutura básica deste trabalho, permite-se aos acadêmicos da UNIASSELVI desenvolver seus artigos científicos com mais discernimento sobre estrutura básica cobrada na Instituição. Ao submeter o seu artigo para revistas ou eventos externos, é importante verificar e adequar o trabalho às regras e às formatações solicitadas. REFERÊNCIAS DAMÁSIO, Claudia. A criança e o Teatro na Escola. Acesso em:<https://m.meuartigo.brasilescola.uol.com.br/artes/a-crianca-teatro-na-escola.htm> CAVASSIN, Juliana. Perspectivas para o teatro na educação como conhecimento e pratica pedagógica.R.cient./FAP, Curitiba, v.3, p.39-52 , jan./dez. 2008 PIAGET, Jean. A linguagem e o pensamento da criança. Fundo de cultura, 1973. PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Tradução de Álvaro Cabral e Cristiano Monteiro Oiticica. 3 ª Ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009. 1 Nome dos acadêmicos 2 Nome do Professor tutor externo Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (Código da Turma) – Prática do Módulo I - dd/mm/aa