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CURSO DE BACHARELADO EM ENGENHARIA ELÉTRICA MEMORIAL TÉCNICO DESCRITIVO SPDA VITÓRIA DA CONQUISTA-BA MARÇO/2020 RUAN PATRICK SANTOS SILVA TRANSDUTORES E CONVERSORES Atividade apresentada ao Curso de Bacharelado em Engenharia Elétrica da FAINOR – Faculdade Independente do Nordeste campus Vitória da Conquista, disciplina Instrumentação, como partes dos requisitos para a obtenção da nota parcial da I unidade no período letivo de 2020.1 Professor Orientador: Esp. André Maurício Meira Souza VITÓRIA DA CONQUISTA-BA MARÇO/2020 1 1. INTRODUÇÃO Em modo geral, pode-se definir um transdutor como um dispositivo que realiza a conversão de uma forma de energia em outra. Na maioria dos casos, consiste em converter energia elétrica num deslocamento mecânico ou converter alguma grandeza física não eléctrica como som, temperatura, pressão, velocidade ou luz, numa grandeza elétrica. Já o conversor, quando visto pela ênfase de Eletrotécnica, consiste em um equipamento capaz de realizar a conversão de corrente contínua (CC) em corrente alternada (CA), ou vice e versa, porém aprofundando conceitos na ênfase de Eletrônica, percebemos que o conversor é um equipamento capaz de gerar uma representação digital a partir de uma grandeza analógica. E é com um grande e vasto campo de aplicações que podemos aprofundar conhecimentos em ambos componentes. 2 2. TRANSDUTORES 2.1 DEFINIÇÃO Como já foi dito na introdução, transdutores são componentes utilizados na conversão de diferentes formas de energia, sendo geralmente, a conversão de energia elétrica em mecânica. Suas principais funções são proporcionar a saída de um sinal elétrico a ponto de ser lido por um leitor, e criar uma sensibilidade de acordo com a necessidade, que pode ser temperatura, magnitude e variação de um dado mensurado, ou até presença. Em outras palavras, percebe-se que a maneira mais satisfatória de classificar os transdutores é pelo princípio elétrico envolvido no seu funcionamento. Os transdutores podem também ser classificados de acordo com a sua aplicação. Em termos elétricos, os transdutores podem ser classificados em passivos ou autogenerativos. No primeiro caso, o transdutor necessita de uma fonte de excitação externa e a sua saída é a medida de uma variação de uma grandeza de um componente elétrico, tal como uma resistência ou capacidade. No segundo caso o transdutor não necessita de qualquer fonte de alimentação externa, produzindo eles próprios um sinal analógico de corrente ou tensão, quando estimulado por alguma forma de energia. Estão neste caso os transdutores piezoeléctricos, células solares, termopares, geradores de bobina móvel. Figura 1: Funcionamento de um Transdutor 2.2 TIPOS DE TRANSDUTORES 2.2.1 TRANSDUTORES CAPACITIVOS 3 Entende-se um transdutor capacitivo como um condensador que exibe uma variação do valor nominal da capacidade em função de uma grandeza não elétrica. Para entendermos melhor, uma vez que um condensador consiste basicamente num conjunto de duas placas condutoras separadas por um dielétrico, as variações no valor nominal da capacidade podem ser provocadas por redução da área frente a frente e da separação entre as placas, ou por variação da constante dielétrica do material. Os sensores capacitivos permitem medir com grande precisão um grande número de grandezas físicas, tais como a posição, o deslocamento, a velocidade e a aceleração linear ou angular de um objeto; a humidade, a concentração de gases e o nível de líquidos ou sólidos; a força, o torque, a pressão e a temperatura; mas também detectar a proximidade de objetos, a presença de água e de pessoas, etc. Hoje em dia existe uma grande variedade de aplicações que utilizam sensores capacitivos, de forma discreta ou integrada. Por exemplo, são bastante comuns os sensores capacitivos de pressão, (caso dos microfones), de aceleração, de fluxo de gases ou líquidos, de humidade, de compostos químicos como o monóxido de carbono, dióxido de carbono, azoto, de temperatura, de vácuo, de nível de líquidos, de força, de deslocamento, etc., uns detectando as variações na espessura do dielétrico, outros na constante dielétrica. A detecção da variação da capacidade é geralmente efetuada através da medição da carga acumulada, por exemplo através da aplicação de uma tensão constante, ou então indiretamente através da variação da frequência de oscilação ou da forma de onda à saída de um circuito, do qual o sensor é parte integrante. Figura 2: Transdutor Capacitivo 4 2.2.2 TRANSDUTORES RESISTIVOS Os transdutores resistivos, ou termistores, são resistências sensíveis à temperatura construídas em material semicondutor. A gama de medida de um termistor é cerca de [-100, 300] ºC (considerando toda a variedade dos termistores correntes). Uma LDR (Light Dependent Resistor), em português resistência dependente da luz, ou foto resistência, é um componente electrónico passivo cuja a resistência varia conforme a intensidade da luz que incide sobre ela. O efeito piezoresistivo de determinados materiais semicondutores manifesta-se por uma grande variação da sua resistência eléctrica, quando sujeitos à ação de esforços mecânicos (pressão). O princípio de funcionamento de um sensor resistivo de posição é a de que a variável física sob medida provoca uma variação da resistência eléctrica do transdutor, quando se pretende, por exemplo, determinar a posição de um objeto ou de quanto este se deslocou. Figura 3: Sensor de Força Resistivo (FSR) 2.2.3 TRANSDUTORES INDUTIVOS E por último, porém não menos importantes, os transdutores indutivos podem ser passivos ou auto generativos. Os auto generativos utilizam o princípio básico do gerador elétrico que é quando existe um movimento relativo entre um condutor e o campo magnético, induz-se neste uma tensão. Um tacómetro é um transdutor indutivo que converte diretamente a velocidade ou aceleração num sinal eléctrico. Assim, o objeto cuja velocidade angular se pretenda conhecer é diretamente acoplado ao rotor de um gerador de corrente continua, que roda em torno dos pólos de uma armadura de um magnete permanente (estator). A principal aplicação deste transdutor é para determinar a frequência de um tacómetro, para além da velocidade de fluxos de fluidos condutores, que atravessam um campo magnético estático. 5 Figura 4: Modelo de Sensor Indutivo 2.3 – TRANSDUTORES DE CORRENTE PNEUMÁTICO Em diversos materiais e manuais encontrados na internet, e em livros, encontramos que os transdutores pneumáticos são ideais para diversos procedimentos da indústria pois responde rapidamente às mudanças do sinal de entrada de um sistema, o que resulta num controle mais rápido do circuito e economia dos materiais no processo. O transdutor eletropneumático também oferece cinco faixas de sinal de entrada que atendem à maioria dos requisitos dos processos e das máquinas e um consumo mínimo de ar que permite o uso em sistemas onde o gás da operação é caro. Tal equipamento é utilizado para a combinação da energia elétrica com a energia pneumática, o transdutor eletropneumático é controlado por uma corrente de 4-20 mA em um circuito de controle. O dispositivo é formado por duas seções, a seção de conversão de sinal e a seção pneumática. A seção de conversão de sinal (placa do PC) do transdutor eletropneumático aceita uma corrente de 4-20 mA do circuito de controle, geralmente é aplicada a uma bobina que cria uma força magnética que movimenta um braço flexível. Já a seção pneumática opera como um sistema de equilíbrio de força para o transdutor eletropneumático, com a esfera Sapphire flutuando dentro de um bocal e controlandoa pressão de saída, o que alivia o ar fornecido através de um orifício. 6 Figura 5: Transdutor Pneumático de Corrente 3. CONVERSORES PNEUMÁTICOS PARA CORRENTE Sabe-se sobre os conversores pneumáticos para corrente são utilizados em sua maioria, em situações onde a conversão de sinais pneumáticos em eletrônicos se faz necessária. Sua aplicação também ocorre quando se tem uma instalação pneumática local e os sinais devem ser transmitidos a uma grande distância. Considerando que o sinal pneumático de entrada mais comum de ser utilizada é 0,2 e 1,0 kgf/cm², e saída mais utilizada é na faixa de 4 a 20 macc, devemos sempre analisar cada situação de conversão de sinal pneumático para a utilização de equipamentos adequados. O sinal de pressão de entrada incide numa cápsula com boa precisão, e o movimento é transmitido a um transformador diferencial linear variável, que realiza a conversão do sinal de pressão aplicado à capsula em sinal de saída eletrônica. FIGURA 6: Conversor Eletropneumático 7 4. BIBLIOGRAFIA PEREIRA, Miguel Dias. Conversores digital-analógico e analógico-digital. Disponível em <http://ltodi.est.ips.pt/joseper/PTS 20II/Cap2-PTS 20II.PDF> Acesso em 29 de Março de 2020. TEIXEIRA, Mariane Mendes. "Transdutor"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/fisica/transdutor.htm. Acesso em 29 de março de 2020. http://cee.uma.pt/edu/el2/acetatos/Cap_conversores.pdf http://www.ufrgs.br/eng04030/Aulas/teoria/cap_07/senscapa.htm https://fairchildproducts.com/pdf/Fairchild%20Products%20overview%20BR.pdf http://ltodi.est.ips.pt/joseper/PTS%2020II/Cap2-PTS%2020II.PDF http://cee.uma.pt/edu/el2/acetatos/Cap_conversores.pdf http://www.ufrgs.br/eng04030/Aulas/teoria/cap_07/senscapa.htm https://fairchildproducts.com/pdf/Fairchild%20Products%20overview%20BR.pdf