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planejamento energético aula 3

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Planejamento Energético
Aula 3: Energia elétrica e desenvolvimento sustentável
Apresentação
Você sabe o que é a política energética brasileira? Podemos chamar de política energética brasileira as diretrizes
estabelecidas pelo governo federal para administrar e explorar da melhor forma possível os recursos do território
nacional, de modo a alimentar a indústria, o comércio e a população.
É interessante saber que algumas das atuais políticas energéticas foram adotadas durante os mandatos do ex-
presidente Fernando Henrique Cardoso, que duraram de 1995 a 2002.
Sendo assim, nesta aula, vamos conhecer um pouco mais sobre os fatos que marcaram nossa política energética
nacional atual, assim como a matriz energética que está por trás da estratégia que mapeia toda a sua relação com o
desenvolvimento sustentável.
Objetivos
Reconhecer a relação existente entre energia, meio ambiente, desenvolvimento e poluição;
Analisar a política energética nacional;
Descrever a matriz energética nacional.
Organização do setor
energético brasileiro
A partir dos anos 1940 e, com mais intensidade, das
décadas de 1950 e 1960, o Estado brasileiro tomou para si
a responsabilidade de assegurar o suprimento, através de
empresas estatais, da maior parte da eletricidade, petróleo
e gás consumido no País.
A Lei n° 2004, de 1953, estabeleceu que a União teria o
monopólio na exploração, produção, processamento e
transporte de petróleo e gás natural, sendo exercida pela
Petrobrás, uma empresa do governo federal criada com
este propósito.
 (Fonte: ParabolStudio / Shutterstock).
"A distribuição e o comércio varejista de derivados de
petróleo foram mantidas fora do monopólio, sendo
compartilhadas entre a BR, uma subsidiária da Petrobrás, e
diversas empresas transnacionais como a Shell, Texaco,
Exxon etc."
(BRANCO, 2010)
Alguns governos estaduais criaram empresas estatais para distribuir e comercializar inicialmente gás de cidade e, depois,
gás natural.
O governo brasileiro criou a Eletrosul, Furnas, Chesf e a Eletronorte para gerar e transmitir energia elétrica para as regiões
sul, sudeste, nordeste e norte, respectivamente, e colocou-as sob controle da Eletrobrás.
Todos os governos estaduais criaram empresas estatais para distribuir e comercializar eletricidade em seus estados, como:
Cesp, em São Paulo;
Cemig, em Minas Gerais;
Copel, no Paraná.
Elas também geravam, transmitiam e comercializavam eletricidade com clientes no atacado, como outras empresas
distribuidoras.
Posteriormente, o governo federal adquiriu o controle de duas grandes empresas distribuidoras de eletricidade, a Light e a
Escelsa.
1
http://estacio.webaula.com.br/cursos/gon920/aula3.html
"A Eletrobrás, com a cooperação das principais empresas
estatais do setor elétrico, era responsável pelos
planejamentos da operação e da expansão das indústrias de
petróleo e gás, e energia elétrica, respectivamente, e
propunham ao Ministério de Minas e Energia as políticas
energéticas associadas. Este esquema, que tinha empresas
controladas pelos governos estaduais e federais como
principais operadoras do setor energético nacional, só vingou
até meados da década de 80."
(GOLDEMBERG, 2008)
 (Fonte: petovarga / Shutterstock).
Principais razões para uma nova forma de organização do setor
energético no país
Veja as principais motivações para a busca de outra forma de organização do setor energético brasileiro:
Achatamentos das tarifas de energia elétrica, e de outras tarifas públicas, pela
área econômica do governo, por conta de tentativas de controle da in�ação.
Uso político indevido de concessionárias de energia elétrica e de distribuição de
gás, envolvendo administrações incompetentes e, em alguns casos, corruptas, e
o início de obras, sobretudo usinas geradoras de eletricidade, sem se ter a
garantia de recursos para concluí-las, com o objetivo de se obter benefícios de
cunho eleitoreiro.
O desejo do governo federal em obter substanciais e rápidos aumentos na
produção de petróleo e gás natural no Brasil.
Toda a análise e as discussões sobre que tipo de mudanças institucionais deveriam ser realizadas se arrastaram por cerca
de uma década, até que uma grave crise �nanceira no setor elétrico, predominantemente estatal, exigiu uma ação
emergencial do governo, que ocorreu através da privatização das empesas do setor elétrico sob controle do governo federal
e ainda pressionou para que os governos estaduais �zessem o mesmo em relação às empresas sob seu controle.
Atenção
É importante lembrar que, nesse mesmo período, foram aprovadas no Congresso Nacional duas emendas constitucionais
que acabaram com o monopólio legal da Petrobrás e permitiu que os governos estaduais concedessem a atividade de
distribuição e comercialização de gás natural canalizado no varejo também a empresas privadas, além de empresas
estatais.
Em 2001 e 2002 ocorreram grandes mudanças no setor elétrico brasileiro:
1. Implantou-se um sistema de livre acesso regulado às redes de transmissão e distribuição;
2. Foram criadas uma agência reguladora autônoma (ANEEL), vinculada ao MME, um operador nacional do sistema
elétrico (ONS) e um mercado atacadista (MAE), que, no entanto, ainda não está plenamente operacional;
3. As atividades de distribuição e de comercialização no varejo agora têm diferentes registros contábeis;
4. Os negócios de geração e transmissão de algumas empresas estatais, durante seu processo de privatização, foram
separados em diferentes companhias;
5. Foram criados alguns novos agentes no mercado de energia elétrica, destacando-se os produtores independentes, os
consumidores “livres”, que, diferente dos consumidores “cativos”, podem escolher seus fornecedores de eletricidade e os
comercializadores puros, que não detém ativos de geração, transmissão ou distribuição.
A Lei n° 9478 de 1997 criou a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), uma agência vinculada ao
MME, que regula toda a cadeia produtiva do petróleo e algumas das atividades da cadeia do gás natural.
Política energética brasileira
As agências governamentais responsáveis pelas questões energéticas no país são:
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Ministério de Minas e Energia ligado diretamente ao Poder Executivo, responsável pela criação de normas,
acompanhamento e avaliação de programas federais, além da implantação de políticas especí�cas para o setor energético.
Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), dotado da atribuição de propor ao presidente da república políticas
nacionais e medidas para o setor.
Secretarias de planejamento e desenvolvimento energético, de energia elétrica, de petróleo, gás natural e combustíveis
renováveis;
A empresa de pesquisa energética (EPE) tem como �nalidade a prestação de serviços na área de estudos e pesquisas que
irão subsidiar o planejamento do setor energético.
O Ministério de Minas e Energia tem ainda, como autarquias vinculadas, as agências nacionais de Energia Elétrica (Aneel) e
do Petróleo (ANP), além do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
Há ainda vários outros órgãos governamentais que cuidam de assuntos relacionados à energia brasileira e que sugerem
alterações no modo como exploramos e utilizamos a mesma, visando o “melhor” para o futuro do país. A grande questão é a
e�ciência e o foco dessas ações.
Atualmente, prosseguir a reestruturação do setor da energia será uma das questões fundamentais para garantir
investimentos em energia su�ciente para atender a crescente necessidade de combustíveis e da eletricidade.
Será que as ações políticas do governo, nessa área, são feitas visando um
futuro sustentável?
Atenção! Aqui existe uma videoaula, acesso pelo conteúdo online
Matriz Energética Brasileira 2017
 (Fonte: EPE, 2017).
Vamos comparar o consumo de energia
proveniente de fontes renováveis e não
renováveis no Brasil e no mundo?
Podemos observar pelo grá�co que a matriz energética
brasileira é mais renovável do que a mundial.
Atenção! Aqui existe uma videoaula, acesso pelo conteúdo online
"Essa característicada nossa matriz é muito importante. As
fontes não renováveis de energia são as maiores
responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa (GEE)."
(BEN, 2018)
Como consumimos mais energia das fontes renováveis que em outros países, dividindo a emissão de gases de efeito estufa
pelo número total de habitantes no Brasil, veremos que nosso país emite menos GEE por habitante do que a maioria dos
outros países.
Saiba mais
Leia Energia e aquecimento global e aprenda mais sobre este assunto;
Quer ver como e onde a energia elétrica, o petróleo, o gás natural e os biocombustíveis são produzidos e utilizados?
Con�ra os infográ�cos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) sobre isso.
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Matriz Elétrica Brasileira
Como podemos observar pelo grá�co abaixo, nossa matriz elétrica é ainda mais renovável do que a energética, pois grande
parte da energia elétrica gerada no Brasil se origina de usinas hidrelétricas.
"As energias solar e eólica também vêm crescendo bastante,
contribuindo para que a nossa matriz elétrica continue sendo,
em sua maior parte, renovável."
(BEN, 2018)
Isso signi�ca que as usinas que geram energia a partir de fontes renováveis emitem menos gases do efeito estufa.
 (Fonte: BEN, 2018).
Por �m, é fundamental em relação à implantação de políticas públicas a obediência aos dispositivos constitucionais, que
trazem os princípios que regem as atividades administrativas como:
1
Legalidade
2
Impessoalidade
3
Moralidade
4
Publicidade
5
E�ciência
É imprescindível também veri�car o que a legislação ordinária traz sobre o setor especí�co ao qual se destinam as políticas.
"Por exemplo, no caso do setor energético, especialmente no
tocante à indústria do petróleo e gás, a Lei 9.478/97
enumera as diretrizes fundamentais ao aproveitamento
racional dos recursos, principalmente em respeito ao
interesse público que circunda as fontes de energia. Sendo
assim, o Conselho Nacional de Política Energética é
imprescindível à implementação das políticas energéticas de
forma harmônica e uniforme."
(BRANCO, 2010)
Atenção! Aqui existe uma videoaula, acesso pelo conteúdo online
Atividade
1. (CESPE/UnB) A produção de combustíveis oriundos da biomassa faz parte das políticas de governo de vários países, entre
os quais se inclui o Brasil. A respeito desse tema, julgue os itens subsequentes.
a) O aumento da produção de etanol no Brasil tem reduzido a concentração da posse de terras e incentivado a diversi�cação agrícola.
b) No setor de transportes, o uso de biocombustíveis tem sido considerado uma solução para a redução de gases de efeito estufa, o que
atende aos propósitos do Protocolo de Quioto.
c) Atualmente, a agroindústria açucareira, tal como ocorreu no período colonial, fornece matéria-prima energética e promove a
interiorização da população brasileira.
2. (ENEM 2011) Segundo dados do Balanço Energético Nacional de 2008, do Ministério das Minas e Energia, a matriz
energética brasileira é composta por hidrelétrica (80%), termelétrica (19,9%) e eólica (0,1%). Nas termelétricas, esse percentual
é dividido conforme o combustível usado, sendo: gás natural (6,6%), biomassa (5,3%), derivados de petróleo (3,3%), energia
nuclear (3,1%) e carvão mineral (1,6%). Com a geração de eletricidade da biomassa, pode-se considerar que ocorre uma
compensação do carbono liberado na queima do material vegetal pela absorção desse elemento no crescimento das plantas.
Entretanto, estudos indicam que as emissões de metano (CH4) das hidrelétricas podem ser comparáveis às emissões de
CO2 das termelétricas.
Fonte: MORET & FERREIRA, 2009 (adaptado)
No Brasil, em termos do impacto das fontes de energia no crescimento do efeito estufa, quanto à emissão de gases, as
hidrelétricas seriam consideradas como uma fonte:
a) Limpa de energia, contribuindo para minimizar os efeitos deste fenômeno.
b) Eficaz de energia, tomando-se o percentual de oferta e os benefícios verificados.
c) Limpa de energia, não afetando ou alterando os níveis dos gases do efeito estufa.
d) Poluidora, colaborando com níveis altos de gases de efeito estufa em função de seu potencial de oferta.
e) Alternativa, tomando-se por referência a grande emissão de gases de efeito estufa das demais fontes geradoras.
3. (UERJ 2013.1)
A ampliação do uso de fontes de energia renováveis e não poluentes representa uma das principais esperanças para a
redução dos impactos ambientais sobre o planeta. Considerando os grá�cos, a distribuição espacial da produção instalada
das energias eólica e fotovoltaica é explicada sobretudo pela seguinte característica dos países que mais as utilizam:
a) Matriz elétrica limpa.
b) Perfil climático favorável.
c) Densidade demográfica reduzida.
d) Desenvolvimento tecnológico avançado.
4. (PUC - Rio 2005- adaptada)
“PETRÓLEO MAIS CARO PREOCUPA EUA, UNIÃO EUROPEIA E JAPÃO”.
No ano de 2004, os preços do petróleo no mercado internacional tiveram sucessivas altas, lançando dúvidas sobre o
crescimento econômico mundial. A elevação do preço do petróleo é consequência de uma série de fatores e tem graves
repercussões em alguns países.
Assinale a alternativa INCORRETA:
a) A alta do preço do petróleo interfere na economia japonesa que depende do petróleo importado.
b) O preço do petróleo depende das cotas de petróleo estabelecidas pelos países da OPEP.
c) O preço do petróleo aumenta devido aos estoques acumulados pelos EUA.
d) O preço do petróleo oscila devido à situação de insegurança existente no Oriente Médio.
Notas
Gás de cidade 1
Gás de cidade ou gás de rua são os nomes populares do gás de hulha ou gás de carvão.
Referências
BRANCO, Samuel Murgel. Energia e meio ambiente. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2010.
BRASIL. EPE. Empresa de Pesquisa Energética. Balanço Energético Nacional – BEN 2018. Disponível em:
http://www.epe.gov.br/pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/balanco-energetico-nacional-2018. Acesso em: 17 abril
2019.
BRASIL. EPE. Empresa de Pesquisa Energética. Matriz Energética e Elétrica. Disponível em:
http://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia/matriz-energetica-e-eletrica. Acesso em: 17 abril 2019.
GOLDEMBERG, Jose; LUCON, Oswaldo. Energia, meio ambiente & desenvolvimento. 3. ed. rev. São Paulo: Edusp, 2008.
HINRICHS, Roger; KLEINBACH, Merlin H. Energia e meio ambiente. São Paulo: Cengage Learning, 2010.
MORET, A. S.; FERREIRA, I. A. As hidrelétricas do Rio Madeira e os impactos socioambientais da eletri�cação no Brasil. Revista
Ciência Hoje. V. 45, n. 265, 2009
RISTINEN, R. A.; KRAUSHAAR, J. J. Energy and the environment. 2. ed. New York: John Wiley & Sons, 2006.
SCHAEFFER, Roberto et al. Mudanças climáticas e segurança energética no Brasil. Rio de Janeiro: COPPE/UFRJ, 2008.
STOFT, Steven. Power system economics: designing markets for electricity. Piscataway, NJ: IEEE Press; New York: Wiley-
Interscience, 2002. Blucher, 2005.
Próxima aula
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Identi�cação do balanço energético nacional;
Análise do BEN para a Matriz Energética;
Prospecção da Matriz Energética Brasileira através do PNE.
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