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Aluna: Gleicielly Rivane Lima Silva Matricula: 201509827749 QUESTIONÁRIO DE AV1 (2.0) 1ª) Em razão de sua natureza descentralizada, o Direito Internacional Público desenvolveu-se no sentido de admitir fontes de direito diferentes daquelas admitias no direito interno. Que fonte, entre as listadas a seguir, não pode ser considerada fonte do Direito Internacional? A) Tratado B) Decisões de tribunais constitucionais dos Estados C) Costume D) Princípios gerais do direito 2ª) Com relação à nacionalidade, assinale a opção INCORRETA. A) A EC nº 3/1994 admite a possibilidade de aquisição de nacionalidade por filhos de brasileiro(s), nascidos no exterior, sem que um dos pais esteja a serviço do Brasil, desde que venham a residir no Brasil e optem, a qualquer tempo, pela nacionalidade brasileira. B) A opção de nacionalidade é um ato de jurisdição voluntária de competência da justiça estadual. C) A naturalização é a única forma de aquisição de nacionalidade por via derivada, segundo a Constituição brasileira. D) A nacionalidade é um direito fundamental, assim reconhecido pelo Direito Internacional, que exorta aos Estados que facilitem a sua aquisição pelos indivíduos e que não a retirem arbitrariamente. (3ª) (CESPE/ TRF5 / JUIZ/ 2006) Julgue os itens seguintes quanto aos tratados internacionais e ao respectivo processo de elaboração, vigência e efeitos em relação a terceiros. ( V ) Para que uma convenção sobre direitos humanos seja equivalente às emendas constitucionais, é necessário que seja aprovada, em cada casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros. ( F ) Antes do início da negociação de qualquer tratado bilateral, o ministro das Relações Exteriores do Brasil deve apresentar carta de plenos poderes, perante o governo copactuante, para habilitá-lo a participar dessa fase e, posteriormente, a assinar o tratado em caráter definitivo. ( V ) Durante uma negociação multilateral, se determinado Estado aceitar, expressamente e por escrito, o encargo de depositário, mas acabar por não ratificar o tratado em questão, mesmo assim, esse Estado permanecerá vinculado à obrigação contraída, na condição de terceiro. ( F ) Os efeitos do tratado celebrado entre dois Estados fronteiriços, que modifica o curso da linha limítrofe que os separa, não repercutem sobre os demais Estados, por tratar-se de uma nova situação jurídica de interesse apenas desses dois Estados fronteiriços. ( V ) No Brasil, a vigência interna de um tratado não coincide, necessariamente, com a sua entrada em vigor no plano do direito internacional. (4ª) Com relação aos tratados internacionais, assinale a opção correta à luz da Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados, de 1969. A) Reserva constitui uma declaração bilateral feita pelos Estados ao assinarem um tratado. B) Uma parte não pode invocar as disposições de seu direito interno para justificar o inadimplemento de um tratado. C) Ainda que a existência de relações diplomáticas ou consulares seja indispensável à aplicação de um tratado, o rompimento dessas relações, em um mesmo tratado, não afetará as relações jurídicas estabelecidas entre as partes. D) Apenas o chefe de Estado pode celebrar tratado internacional. 5ª) A respeito dos tratados internacionais, assinale a opção correta. A) Aprovados em dois turnos por ambas as casas do Congresso Nacional, os tratados e as convenções internacionais, qualquer que seja a matéria sobre a qual versem, adquirirão status de emenda constitucional. B) As convenções da OIT não são consideradas tratados internacionais. C) Caso não concorde com o teor de determinada convenção da OIT, o Poder Executivo não estará obrigado a enviá-la ao Congresso Nacional para ratificação. D) De acordo com a Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados de 1969, os tratados, acordos internacionais regidos pelo direito internacional, podem ser celebrados por escrito ou verbalmente. E) Os defensores da aplicabilidade dos denominados acordos executivos — para os quais não seria necessário referendo do Congresso Nacional — argumentam que a exigência de referendo limita-se a acordos que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional. 6ª) Com relação aos tratados internacionais, assinale a opção correta. A) Para que tenham validade no âmbito do direito internacional, os tratados internacionais devem ser sempre aprovados pela Organização das Nações Unidas (ONU). B) No direito internacional público, a coação de um Estado pela ameaça ou emprego da força pode dar causa à nulidade absoluta de um tratado internacional. C) A entrada em vigor de um tratado internacional com mais de duas partes apenas se dá a partir do momento em que todas as partes tenham concluído o processo de ratificação, não surtindo efeito para nenhuma delas antes que todas tenham concluído esse processo. D) Apesar de não ter ratificado a Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados de 1969, o Brasil observa seu conteúdo como costume internacional e, portanto, como fonte de direito internacional público. E) Quando assinado pelo presidente da República, o tratado internacional cria obrigações jurídicas para o Brasil a partir do momento da assinatura, sendo dispensada, apenas neste caso, a ratificação. (7ª) Disserte sobre as funções do Direito Internacional em suas duas vertentes. RESPOSTA: Direito Internacional é o conjunto de normas que regula as relações externas dos atores que compõem a sociedade internacional. O Direito Internacional Público tem como missão o estabelecimento de uma norma jurídica internacional, ou seja, o respeito à soberania dos Estados, aos indivíduos e às suas peculiaridades. Por isso, muitos tratados e convenções são realizados sempre com o propósito de aproximar os Estados. O Direito Internacional Privado tem como propósito indicar leis que regulem contratos firmados entre indivíduos de países diferentes, regular desordens entre Estados e particulares, indicando qual será a lei a ser utilizada para estabelecer uma relação, seja na esfera familiar – considerando as questões de alimentação, adoção, testamento, sucessões e contratual. Apesar de serem duas áreas pouco conhecidas, o Direito Internacional Público e Privado têm ganhado um impulso maior socialmente e mundialmente devido ao processo de globalização. Na verdade, o Direito Internacional permeia boa parte do nosso dia-a-dia. Sua relevância transcende a regulamentação das relações de Estados e de Organizações Internacionais e alcança, normalmente de forma silenciosa e invisível, a todos nós. 8ª) Esclareça a distinção entre nacionalidade e cidadania, indicando quais os critérios adotados pela Constituição Federal para a qualificação do brasileiro nato. RESPOSTA: A aquisição da nacionalidade pode ocorrer de forma originária adquirida pela pessoa natural com o nascimento ou posteriormente por naturalização conforme previsão do art. 12 da CF/88. Art. 12. São brasileiros: I - natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país; b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil; c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãebrasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira; II - naturalizados: a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterrupta e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira. A cidadania, por sua vez, é o gozo do conjunto de direitos políticos concedido à pessoa natural, ou seja, é a participação econômica,social e política do cidadão de um Estado. Contudo, é necessária a condição de nacional para o exercício da cidadania, mas não é primordial ser cidadão para ser nacional. 9ª) No que tange às relações entre o direito internacional e o direito interno, percebem-se duas orientações divergentes quanto aos doutrinadores. Neste contexto, pergunta-se: A) Quais são essas orientações? Como elas se diferem? RESPOSTA: Os autores monistas dividiram-se em duas correntes, uma sustentando a unicidade da ordem jurídica sob o primado do direito internacional e a outra apregoando a soberania do direito nacional de cada Estado soberano. B) Qual delas é adotada pelo Brasil? Como isso influencia na inserção de tratados no ordenamento nacional? RESPOSTA Diante do exposto é possível concluir que a concepção adotada pelo ordenamento jurídico brasileiro com relação à incorporação dos tratados no âmbito interno é a dualista moderada, uma vez que, apesar de não haver a exigência de que o tratado seja transformado em uma lei interna, exige-se um ato formal de internalizarão (decreto presidencial) para que o tratado passe a existir no âmbito interno. 10ª) Disserte, em até 10 linhas, sobre a composição da sociedade internacional contemporânea, bem como sobre as controvérsias doutrinárias que envolvem as organizações não governamentais (ONGs) e empresas transnacionais como atores de direito internacional público. RESPOSTA: Sociedade Internacional é o conjunto de sujeitos internacionais em continua convivência globais, relacionando-se e compartilhando interesses comuns e recíprocos através da cooperação, o que demanda certa regulamentação. É baseada na vontade legítima de seus integrantes (Sujeitos de Direito Internacional Público) que se associaram diplomaticamente para atingir certos interesses em comum, é um conjunto de vínculos estabelecidos por motivos políticos, econômicos, sociais e culturais. É formada por Estados, pelos Organismos Internacionais e, Pelas Organizações não Governamentais (ONGs), e até mesmo empresas num rol exemplificativo, pois atualmente existem vários atores no Direito Internacional Público que são significativamente atuantes, e sobretudo pelos homens, como membros atuantes dentro de cada organização.Denota-se que a Sociedade Internacional não se confunde com Comunidade Internacional.2. Pressupostos para a existência do Direito Internacional Público:a) Sociedade Internacional: formada pelos Estados, organizações intergovernamentais e também pelos indivíduos;b) Interesses comuns: econômicos, comerciais, políticos etc.;c) Necessidade de coexistência e cooperação: suportabilidade mútua.3. Características3.1 Sociedade Internacional (no Direito Internacional Público Clássico):Universal: Abrange todos os entes do globo terrestre;Paritária: Uma vez que nela existe igualdade jurídica;Aberta: Significa que qualquer ente que reúna determinadas características pode se unir a sociedade Internacional.3.2 Sociedade Internacional Contemporânea:Universal: A universalização é caracterizada por um cenário internacional caminhando para a unidade, marcado pela eliminação das fronteiras. Um bom exemplo para essa tendência são os blocos econômicos (Mercosul, União Europeia).Novos atores internacionais: Os novos atores internacionais representam uma nova ordem mundial, na qual não existem apenas sujeitos internacionais, dotados de personalidade jurídica internacional; mas também pessoas que apresentam papel de destaque no cenário internacional. Exemplo: ex-chefes de estado, grupos terroristas.Anarquia: A anarquia no cenário internacional representa a atual estrutura harmônica, em que os Estados são soberanos e independentes. A atual sociedade é anárquica, ou seja, marcada pela ausência de um poder central que dite as regras, oriente e subordine os Estados. 4. Relação com o Direito Interno:A distinção entre Direito Internacional Público e o Direito interno é norteada por duas correntes, a corrente dualista e a corrente monista.Os defensores da corrente dualista de Triepel e Anzilotti afirmam que Direito Internacional e Direito Interno são sistemas distintos, independentes e separados que não se confundem. Salientam que o Direito Internacional Público trata da relação entre Estados, enquanto no Direito Interno as regras visam à regulamentação do comportamento do Indivíduo, o Direito Internacional Público depende da vontade comum de seus sujeitos enquanto o Direito Interno decorre de vontade unilateral de um Estado. Sendo assim o Direito Internacional Público não cria obrigações para o indivíduo, a não ser que as suas normas sejam transformadas em Direito Interno.A corrente monista parte do princípio de uma norma superior, a tese de que o direito é um só, os defensores da doutrina monista enveredam por dois caminhos: para uns, em caso de dúvida vinga o direito internacional, conhecida como a tese do primado do Direito Internacional; já os outros defendem o primado do Direito Interno. A tese do primado do Direito Internacional deve ser acolhida por motivos práticos.A Corte Internacional de Justiça adota o caráter preeminente do direito internacional. Em parecer de 1930 declarou que uma lei interna não pode prevalecer sobre um tratado. A Convenção de Viena adotou o mesmo critério em seu artigo 27:"Uma parte não pode invocar as disposições de seu direito interno para justificar o inadimplementode um tratado (...)."No Brasil a Constituição Federal deixa claro que os Tratados estão sujeitos ao controle de constitucionalidade.