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Tecnologia e Inovação do Trabalho 
em Saúde
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Tecnologia e Inovação do Trabalho em Saúde
Autoria: Fernanda Maria de Miranda
Como citar este documento: MIRANDA, Fernanda Maria de. Tecnologia e Inovação do Trabalho em Saú-
de. Valinhos: 2017.
Sumário
Apresentação da Disciplina 04
Unidade 1: Princípios básicos: história da informática e principais conceitos 06
Assista a suas aulas 25
Unidade 2: A Internet como instrumento de comunicação, trabalho, ensino e pesquisa 34
Assista a suas aulas 52
Unidade 3: Conhecendo os cenários e desdobramentos da informática nos serviços de saúde 60
Assista a suas aulas 80
Unidade 4: Utilização das tecnologias da informação no contexto das práticas de saúde e no pro-
cesso de trabalho em saúde
88
Assista a suas aulas 109
2/201
3/2373
Unidade 5: Inovações tecnológicas na segurança do paciente 117
Assista a suas aulas 140
Unidade 6: Uso de tecnologias de informática nos diversos cenários e níveis de atenção 148
Assista a suas aulas 170
Unidade 7: Modalidades e aplicações da informática na Educação em Saúde 179
Assista a suas aulas 201
Unidade 8: Desafios atuais acerca da informática nos serviços de saúde: Desenvolvimento científi-
co e tecnológico e ética profissional
209
Assista a suas aulas 229
Sumário
Tecnologia e Inovação do Trabalho em Saúde
Autoria: Fernanda Maria de Miranda
Como citar este documento: MIRANDA, Fernanda Maria de. Tecnologia e Inovação do Trabalho em Saú-
de. Valinhos: 2017.
4/237
Apresentação da Disciplina
Nesta disciplina você estudará como o 
avanço tecnológico influenciou e ainda in-
fluencia o trabalho nas organizações de 
saúde, na perspectiva das inovações tecno-
lógicas que envolvam o uso de informáti-
ca como suporte para seu desenvolvimen-
to. O percurso envolve desde as definições 
dos principais fundamentos da história da 
informática, assim como a relação entre 
os conceitos de computador, computação 
e informática. Também serão definidos os 
conceitos ligados à internet, seus princi-
pais avanços evolutivos, o conceito de re-
des e suas correlações como instrumento 
de comunicação, trabalho, ensino e pes-
quisa. Assim, como serão apresentados os 
cenários e desdobramentos da informática 
nos serviços de saúde a partir da ótica da 
Política Nacional de Ciência, Tecnologia e 
Inovação em saúde. A partir de então serão 
apresentadas as inovações mais relevantes 
em cada cenário, ou seja: para o processo 
de trabalho em saúde, sendo identificada a 
utilização das tecnologias da informação no 
contexto das práticas de saúde e no proces-
so de trabalho em saúde, para a segurança 
do paciente. Por fim, para os diversos ce-
nários e níveis de atenção, dando enfoque 
para a telessaúde, realidade virtual e video-
conferências e as modalidades e aplicações 
da informática na educação em saúde, ou 
seja, os conceitos relacionados à educação 
a distância, os jogos sérios (serious game) 
e a simulação realística. Em conclusão, de-
pois de apresentados todos estes conceitos, 
será proposta uma reflexão acerca da atual 
5/237
conjuntura do desenvolvimento científico e 
tecnológico e do embasamento legal e ético 
por trás dessas transformações.
6/237
Unidade 1
Princípios básicos: história da informática e principais conceitos
Objetivos
• Conhecer a história da informática e dos computadores. 
• Identificar os principais conceitos e fundamentos relacionados à informática.
• Refletir sobre o avanço científico e tecnológico associado ao uso de informática no traba-
lho.
Unidade 1 • Princípios básicos: história da informática e principais conceito7/237
1. INTRODUÇÃO
Os computadores surgem da necessidade 
de se realizar cálculos numéricos, em gran-
de quantidade, em tempo hábil e com se-
gurança, ou seja, livre de erros. A história da 
computação mostra que os primeiros com-
putadores foram baseados no próprio ser 
humano (KOPPLIN, 2002). Esta associação 
se dá pelo fato de os primeiros computa-
dores terem surgido da necessidade de se 
calcular coisas, por exemplo, tabelas de na-
vegação, gráficos de maré e posições pla-
netárias para almanaques astronômicos, e 
dessa necessidade ser suprida a princípio 
por seres humanos, em sua maioria, mu-
lheres, que faziam manualmente os cálcu-
los necessários (KOPPLIN, 2002). Desde os 
primeiros computadores, a intenção do de-
senvolvimento de tecnologias surgiu como 
uma maneira de facilitar o trabalho huma-
no, e atualmente a informática também 
contribui para o apoio do trabalho em saú-
de. Como se deu essa evolução? Como o uso 
dos computadores está estruturado? Quais 
são os principais elementos associados à 
computação e à informática? Essas serão 
as lacunas que serão estudadas na aula de 
hoje.
Link
KOPPLIN, J. An Illustrated History of Computers. 2002. 
Disponível em: <http://www.computersciencelab.
com/ComputerHistory/History.htm> Acesso em 
07 jun. 2017.
Unidade 1 • Princípios básicos: história da informática e principais conceito8/237
2. Informática: evolução dos 
computadores
Neste momento da disciplina vamos tra-
çar um panorama geral sobre os principais 
marcos históricos da evolução dos com-
putadores. Para iniciarmos esse panorama 
é preciso conhecer que a primeira máquina 
construída pelo homem para auxiliá-lo na 
elaboração de cálculos foi o ábaco (Figura 
1) utilizado por povos da antiguidade (GU-
GIK, 2009). Sua primeira aparição na litera-
tura data de 5500 a.C. e embora sua estru-
tura seja simples, ele se caracteriza como 
um instrumento muito eficiente na resolu-
ção de problemas matemáticos (GONICK, 
1984; GUGIK, 2009). Após o Renascimento, 
surge a régua de cálculo (Figura 2), criada 
pelo inglês William Oughtred em 1638 (GU-
GIK, 2009). Este instrumento baseava-se 
no conceito de logaritmos para facilitar o 
cálculo de grandes multiplicações (GUGIK, 
2009). A partir do Renascimento houve um 
fomento à pesquisa científica e consequen-
te avanço científico e tecnológico que cul-
minou no primeiro computador. 
Para saber mais
Se você quiser estudar de maneira mais aprofun-
dada os marcos históricos da história da compu-
tação, recomendo a leitura da obra de Fonseca 
Filho (2007) intitulada “História da Computação: 
O Caminho do Pensamento e da Tecnologia”. Dis-
ponível em: <http://www.pucrs.br/edipucrs/
online/historiadacomputacao.pdf> Acesso 
em 08 jun. 2017.
Unidade 1 • Princípios básicos: história da informática e principais conceito9/237
Figura 1 – Ábaco
Fonte: Google Images. Disponível em: <http://wycellosweb.blogspot.com.br/2013/01/abaco.html> Acesso em 08 jul. 2017.
Figura 2 – Régua de Cálculo
Fonte: Google Images. Disponível em: <http://producao.virtual.ufpb.br/books/camyle/introducao-
-a-computacao-livro/livro/livro.chunked/ch01s01.html> Acesso em 08 jul. 2017.
Unidade 1 • Princípios básicos: história da informática e principais conceito10/237
A partir da primeira metade do século XX 
surgem os computadores pré-modernos, 
ou seja, aquelas máquinas que começaram 
timidamente a utilizar componentes ele-
trônicos em sua engenharia (GUGIK, 2009). 
Partindo da descoberta do sistema binário, 
por George Boole em 1847, os computado-
res pré-modernos foram um grande salto 
na história da computação (FONSECA FI-
LHO, 2007). Outro marco significativo foi 
a famosa teoria de Alan Turing, conhecida 
como “Máquina de Turing”, que “através 
de um número finito de operações, resol-
via problemas computacionais de diversas 
ordens diferentes” (FONSECA FILHO, 2007; 
GUGIK, 2009, s/p).
A partir do momento em que começaram 
a ser utilizados computadores digitais, ou 
seja, que não utilizavam componentes ana-
lógicos para embasar seu funcionamen-
to, surgiu a Computação Moderna (GUGIK, 
Para saber mais
O sistema binário é um sistema de numeração 
posicional que reduz a representação de todas as 
quantidades na associação de apenas dois resul-
tados: 0 e 1. Para aprofundar seus conhecimentos 
em sistemas de numeração, consulte: MIYASCHI-
TA, W. Y.; NASCIMENTO, M. C. Sistemas de Numera-ção: como funcionam e como são estruturados os 
números. 2002. Disponível em: <http://wwwp.
fc.unesp.br/~mauri/TN/SistNum.pdf> Acesso 
em 07 jun. 2017.
Unidade 1 • Princípios básicos: história da informática e principais conceito11/237
2009). A computação moderna é didaticamente dividida em quatro gerações. 
A primeira geração (1946-1959) tinha como característica definidora o uso de válvulas eletrô-
nicas de grandes dimensões (FÁVERO, 2011; GUGIK, 2009). O primeiro computador de uso ge-
ral (Figura 3) foi criado nesta era e ficou conhecido como ENIAC (do inglês, Eletronic Numerical 
Integrator and Computer), sendo que seus programas típicos demoravam de meia hora a um dia 
inteiro para serem elaborados e executados (FONSECA FILHO, 2007).
Figura 3 – Ilustração do primeiro computador de uso geral, ENIAC
Fonte: Google Images (2017)
Unidade 1 • Princípios básicos: história da informática e principais conceito12/237
A segunda geração (1959–1964) foi marca-
da pela substituição das válvulas eletrônicas 
por transistores, sendo que os computado-
res aqui inclusos podem ser divididos em 
duas categorias a partir de suas dimensões: 
os supercomputadores e os microcomputa-
dores (FÁVERO, 2011; GUGIK, 2009). Neste 
sentido, nota-se que os primeiros computa-
dores que tinham em sua composição tran-
sistores eram grandes, mas nem tão gran-
des quanto os a válvulas (GONICK, 1984). 
Já a terceira geração (1964–1970) foi defi-
nida pela criação dos circuitos integrados 
(FÁVERO, 2011; GUGIK, 2009). Um circuito 
integrado é aquele que permite que uma 
mesma placa armazene vários circuitos que 
se comunicavam com hardwares distintos 
ao mesmo tempo (GUGIK, 2009). Desta for-
ma, a partir da evolução dos componentes 
eletrônicos e a criação de circuitos integra-
dos, os computadores diminuíram conside-
ravelmente de preço e tamanho (GONICK, 
1984; GUGIK, 2009), aumentando também 
sua velocidade e funcionalidade (GUGIK, 
2009).
Por fim, a quarta geração (1970–atual) foi 
marcada pelo desenvolvimento de micro-
processadores e computadores pessoais 
(FÁVERO, 2011; GUGIK, 2009). Essa geração 
modificou o paradigma referente ao uso de 
computadores no cotidiano da sociedade 
atual. Foi a partir deste marco que pode-
mos, por exemplo, estar aprendendo juntos 
sobre tecnologia e inovação em um curso à 
distância. 
Unidade 1 • Princípios básicos: história da informática e principais conceito13/237
3. O computador: definições e 
conceitos
Um computador é definido como “uma má-
quina ou dispositivo capaz de executar uma 
sequência de instruções definidas pelo ho-
mem para gerar um determinado resultado 
o qual atenda a uma necessidade específi-
ca” (FÁVERO, 2011, p. 15). Destaca-se na li-
teratura que os estudos de János Louis von 
Neumann (1903-1957) foram cruciais para 
o entendimento das unidades funcionais 
de um computador (FÁVERO, 2011). Sobre a 
atualidade de sua obra, Fonseca Filho (2007, 
p. 122) enfatiza: 
O relatório de Von Neu-
mann ficou incompleto, 
mas sua leitura é instruti-
va. Muitas ideias continu-
am válidas até hoje: a se-
paração entre arquitetura 
lógica e física, a divisão 
do projeto em unidades 
de controle, aritmética, 
memória, entrada e saída, 
precursoras de todos os 
projetos posteriores. Além 
disso, devido ao interes-
se nos trabalhos relativos 
a sistemas neurais de Mc-
Culloch e Pitts, ele des-
creveu vários dispositivos 
do computador fazendo 
analogia com o sistema 
nervoso (mesmo porque 
na época não existia ainda 
uma linguagem adequada 
para tais descrições).
Unidade 1 • Princípios básicos: história da informática e principais conceito14/237
Neste sentido, com base nestes conceitos, pode-se dizer que os computadores são compostos 
de dois tipos de elementos principais: os hardwares e os softwares. Os hardwares são aqueles 
componentes físicos, ou seja, os componentes eletrônicos que desenvolvem uma ação especí-
fica (FÁVERO, 2011). O hardware possui quatro componentes (Figura 4) principais inter-relacio-
nados (FÁVERO, 2011):
Figura 4 – Unidades Funcionais Básicas de um Computador
Fonte: Adaptado de Fávero (2011)
Estes elementos estão descritos a seguir (FÁVERO, 2011):
Unidade 1 • Princípios básicos: história da informática e principais conceito15/237
• O UCP (do inglês, CPU) é o principal 
componente do computador, sendo 
ele responsável pela execução dos da-
dos e instruções que estão armazena-
dos.
• A memória armazena todos os pro-
gramas que executam no computa-
dor e os dados que utilizam. É preciso 
atentar que existem diversos tipos de 
memórias. Ex.: RAM (principal), ROM, 
cache, registradores, entre outros.
• As unidades de entrada e de saída 
são responsáveis pela entradas e saí-
das de dados, respectivamente, sendo 
consequentemente responsável pelas 
interações entre o computador e seus 
usuários. Ex.: monitor de vídeo, tecla-
do, impressora, mouse, caixa de som, 
entre outros.
Observa-se ainda a existência de um ele-
mento chamado de barramento, nos mi-
croprocessadores, que é responsável por 
interligar todos os elementos citados acima 
(FÁVERO, 2011). O barramento é composto 
de fios ou condutores elétricos onde os da-
dos circulam dentro do computador.
Link
Quer estudar sobre a situação brasileira na 
fabricação e comercialização de componentes 
eletrônicos? Acesse: MELO, P. R. S.; RIOS, E. 
C. S. D.; GUTIERREZ, R. M. V. Componentes 
eletrônicos: Perspectivas para o Brasil. Disponível 
em: <https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/
handle/1408/2725> Acesso em 08 jun. 2017.
Unidade 1 • Princípios básicos: história da informática e principais conceito16/237
Já os softwares são os “programas” execu-
tados por este computador, neste contexto 
compreendidos como um conjunto de al-
goritmos. Mas o que seriam os algoritmos, 
então? Neste cenário, algoritmos são com-
preendidos como “um conjunto de regras 
expressas por uma sequência lógica finita 
de instruções, que, ao serem executadas 
pelo computador, resolvem um problema 
específico” (FÁVERO, 2011, p. 15). 
4. Outras definições: Computa-
ção, informática, ciência e tec-
nologia
A partir do uso de computadores para a 
mediação de atividades humanas, surgem 
diversos conceitos utilizados sob o mesmo 
sentido. Mas quais são as diferenças con-
ceituais entre estes termos? Neste momen-
to da aula vamos nos atentar para algumas 
definições importantes. 
As primeiras delas são a computação e a 
informática, definições que são constan-
temente confundidas (SILVA et al., 2014). A 
computação nasceu do verbo computar e 
faz menção à finalidade dos primeiros com-
putadores de realizar cálculos matemáticos. 
É definida como “a ciência do desenvolvi-
mento e implementação de softwares” (SIL-
VA et al., 2014, p. 96) e sua relevância para 
a sociedade pode ser observada a partir de 
sua contribuição, “de maneira interdisci-
plinar, na busca de soluções de problemas 
diversos, através da disseminação do cha-
mado pensamento computacional” (FRAN-
Unidade 1 • Princípios básicos: história da informática e principais conceito17/237
Em contrapartida, a informática é com-
preendida como “o uso de aplicativos, por 
exemplo, softwares de escritório (Word, Ex-
cel, Power Point)” (DANTRO, 2011 apud 
SILVA et al., 2014, p. 96). Desta maneira, 
entendemos os dois termos inter-relacio-
nados no sentido de sua ligação com o uso 
de computadores, entretanto, é observável 
uma nuance entre ciência e técnica. 
Neste momento, é preciso introduzir dois 
novos conceitos: Ciência e Tecnologia, de-
finições estas que também são confundi-
das. Para fins didáticos, os termos ciência e 
tecnologia são distintos e inter-relaciona-
dos. Entretanto, é identificado pelos estu-
diosos sobre a temática que os limites entre 
estes dois termos são filosoficamente con-
fusos. A esse respeito, Marsden (1991, apud 
ÇA et al., 2013 apud SILVA et al., 2014, p. 
96). Neste sentido, constrói-se também a 
ciência da computação como uma área 
do conhecimento voltada para o estudo 
das técnicas, metodologiase instrumentos 
computacionais.
Para saber mais
 O curso de graduação em Ciências da Computa-
ção é oferecido por diversas universidades brasi-
leiras e faz interseções com outros cursos de gra-
duação, como a Engenharia da Computação ou a 
Gestão da Tecnologia da Informação. 
Unidade 1 • Princípios básicos: história da informática e principais conceito18/237
BARRA, 2006, p. 423) justifica: “...não pode-
mos imaginar a ciência sem a sua técnica; e 
como a ciência é incapaz de lidar com ques-
tões e valores, nos diz o que pode ser feito, 
mas não o que deveria ser feito”. Neste sen-
tido, a aplicação prática desta similaridade 
é expressa através do tratamento de avan-
ços científicos e tecnológicos em conjunto.
Link
MORAIS. Ciência e tecnologia. 2006. Disponível 
em: <http://www.revista.unisal.br/sj/index.
php/123/article/view/73/86>. Acesso em: 22 
mar. 2017.
Unidade 1 • Princípios básicos: história da informática e principais conceito19/237
Glossário
Ciência: Do latim (scientĭa,ae), genericamente é entendida como sinônimo de sabedoria, sapiência 
etc. Pode ser caracterizada como “corpo de conhecimentos sistematizados que, adquiridos via ob-
servação, identificação, pesquisa e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos, são 
formulados metódica e racionalmente” (HOUAISS et al., 2009, s/p). 
Tecnologia: De etimologia grega (tekhnología,as), tem carácter polissêmico, sendo significada em 
cada campo de estudo. Pode ser vista como “teoria geral e/ou estudo sistemático sobre técnicas, 
processos, métodos, meios e instrumentos de um ou mais ofícios ou domínios da atividade humana” 
(HOUAISS et al., 2009, s/p).
Gestão: Do latim (gestĭo,ōnis), diz respeito à administração, à direção e organização (HOUAISS et al., 
2009, s/p).
Software: São os “programas” executáveis por um computador (FÁVERO, 2011).
Hardware: São os componentes físicos, ou seja, os componentes eletrônicos que desenvolvem uma 
ação específica (FÁVERO, 2011).
Questão
reflexão
?
para
20/237
Com base nos tópicos que você estudou hoje, reflita sobre qual o va-
lor do uso de computadores na sociedade moderna. Considere os 
avanços tecnológicos no âmbito da computação e da informática e 
faça uma reflexão crítica sobre como o cotidiano da nossa sociedade 
é influenciado pelos computadores: Em quais aspectos isso aconte-
ce? Quais seus benefícios? Quais seus malefícios?
21/237
Considerações Finais
• Os computadores surgem da necessidade de se realizar cálculos numéricos, em grande quan-
tidade, em tempo hábil e com segurança, ou seja, livre de erros. 
• Sua evolução perpassa desde os instrumentos de cálculo mais simples, como o ábaco, e alcan-
çam os modernos chips e microprocessadores atuais. 
• A evolução da computação moderna é dividida em quatro gerações: A primeira geração (1946-
1959) tinha como característica definidora o uso de válvulas eletrônicas de grandes dimen-
sões; a segunda geração (1959–1964) foi marcada pela substituição das válvulas eletrônicas 
por transistores; a terceira geração (1964–1970) foi definida pela criação dos circuitos inte-
grados; e a quarta geração (1970–atual) foi marcada pelo desenvolvimento de microproces-
sadores e computadores pessoais.
• Um computador é “uma máquina ou dispositivo capaz de executar uma sequência de instru-
ções definidas pelo homem para gerar um determinado resultado, o qual atenda a uma neces-
sidade específica” (FÁVERO, 2011, p. 15).
22/237
• Seus componentes podem ser divididos em hardwares e softwares, os hardwares podem ser 
subdivididos em quatro unidades funcionais básicas: CPU, memória, unidade de entrada e 
unidade de saída. 
• Há diferenciações conceituais entre computação e informática, embora os termos sejam uti-
lizados comumente como sinônimos. Assim como acontece entre os termos ciência e tecno-
logia. 
Considerações Finais
Unidade 1 • Princípios básicos: história da informática e principais conceito23/237
Referências
BARRA, D. C. C., et al. Evolução histórica e impacto da tecnologia na área da saúde e da enferma-
gem. Rev. Eletr. Enf., v. 8, n. 3, p. 422-30, 2006.
FÁVERO, E. M. B. Organização e arquitetura de computadores. Pato Branco: Universidade Tec-
nológica Federal do Paraná, 2011. 114p.
FONSECA FILHO, C. História da Computação: O caminho do Pensamento e da Tecnologia. Porto 
Alegre: EDIPUCRS, 2007. 205p.
GUGIK, G. A história dos computadores e da computação. 2009. Disponível em: <https://www.
tecmundo.com.br/tecnologia-da-informacao/1697-a-historia-dos-computadores-e-da-compu-
tacao.htm> Acesso em 07 jun. 2017.
GONICK, L. Introdução Ilustrada à Computação. São Paulo: Harper & Row do Brasil, 1984. 242 
p. p. 115-122.
HOUAISS, A. et al. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. 
CD-ROM.
KOPPLIN, J. An Illustrated History of Computers. 2002. Disponível em: <http://www.computers-
ciencelab.com/ComputerHistory/History.htm> Acesso em 07 jun. 2017.
Unidade 1 • Princípios básicos: história da informática e principais conceito24/237
MELO, P. R. S.; RIOS, E. C. S. D.; GUTIERREZ, R. M. V. Componentes eletrônicos: Perspectivas para 
o Brasil. Disponível em: <https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/handle/1408/2725> Acesso em 08 
jun. 2017.
MIYASCHITA, W.Y.; NASCIMENTO, M.C. Sistemas de Numeração: como funcionam e como são 
estruturados os números. 2002. Disponível em: <http://wwwp.fc.unesp.br/~mauri/TN/SistNum.
pdf> Acesso em 07 jun. 2017.
MORAIS. Ciência e tecnologia. 2006. Disponível em: <http://www.revista.unisal.br/sj/index.
php/123/article/view/73/86>. Acesso em: 22 mar. 2017.
SILVA, E.G. et al. Análise de ferramentas para o ensino de Computação na Educação Básica. In: 
XXXIV Congresso da Sociedade Brasileira de Computação – CSBC, 2014. Disponível em: <http://www.
lbd.dcc.ufmg.br/colecoes/wei/2014/0019.pdf> Acesso em 08 jun. 2017.
Referências
25/237
Assista a suas aulas
Aula 1 - Tema: Princípios Básicos: História da 
Informática e Principais Conceitos. Bloco I
Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
4200fe3cdf9a25b5d06073d61be5170c>.
Aula 1 - Tema: Princípios Básicos: História da 
Informática e Principais Conceitos. Bloco II
Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
21363fde74740d2dfb62303f7e81c609>.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/4200fe3cdf9a25b5d06073d61be5170c
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/4200fe3cdf9a25b5d06073d61be5170c
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/4200fe3cdf9a25b5d06073d61be5170c
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/21363fde74740d2dfb62303f7e81c609
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/21363fde74740d2dfb62303f7e81c609
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/21363fde74740d2dfb62303f7e81c609
26/237
1. Acerca da evolução da computação moderna, leia a proposição abaixo e 
assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas. 
A evolução da computação moderna possui _______ fases, sendo pontuados como mar-
cos conceituais: o uso de válvulas eletrônicas de grande dimensão para a _______ geração, 
o surgimento dos transistores para a _________ geração e os microcomputadores e com-
putadores pessoais para a ______ geração.
a) Quatro; primeira; segunda; terceira.
b) Quatro; primeira; terceira; quarta.
c) Quatro; primeira; segunda; quarta.
d) Três; primeira; segunda; terceira.
e) Três; segunda; terceira; primeira.
Questão 1
27/237
2. O computador é uma máquina ou dispositivo capaz de executar uma 
sequência de instruções definidas pelo homem. Seus elementos são divi-
didos em dois tipos básicos, os softwares e os hardwares. Neste contexto, 
conceitualmente um software é definido como:
Questão 2
a) As partesfísicas do computador.
b) As unidades responsáveis pelas entradas de dados.
c) As unidades responsáveis pelas saídas de dados.
d) Os programas executáveis no computador.
e) Os fios condutores responsáveis por transmitir os dados.
28/237
3. Leia atentamente as proposições acerca das unidades funcionais bási-
cas de um computador e julgue como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afir-
mações: 
( ) O UCP é um componente acessório do computador, ele é responsável pela execução 
dos dados e instruções que estão armazenados. Um computador pode funcionar ade-
quadamente sem o uso de um UCP.
( ) A memória armazena todos os programas que executam no computador e os dados 
que utilizam, sendo que a principal memória do computador é chamada de ROM.
( ) As unidades de entrada e de saída são responsáveis pelas interações entre o compu-
tador e seus usuários, sendo um exemplo de unidade de entrada o teclado.
Assinale a alternativa correta:
a) V; V; V.
b) F; F; V.
c) V; F; F.
d) F; F; F.
e) V; F; V.
Questão 3
29/237
4. Observe atentamente a figura abaixo e assinale a alternativa que apresenta 
a definição correta desse tipo de dispositivo:
a) Trata-se de um mouse, ou seja, software, um programa executável. 
b) Trata-se de um mouse, ou seja, o elemento responsável pela execução dos dados e instru-
ções que estão armazenados.
c) Trata-se de um mouse, ou seja, uma unidade de entrada responsável pela interação entre 
máquina e usuário.
d) Trata-se de um barramento, ou seja, o elemento responsável pela execução de programas.
Questão 4
Fonte: Google Images.
30/237
e) Trata-se de um barramento, ou seja, a unidade responsável pela interação entre máquina e 
usuário.
Questão 4
31/237
5. Acerca da relação entre a computação e a informática, considere as 
proposições a seguir:
I – Informática e computação são sinônimos.
II – A informática é entendida como a ciência do desenvolvimento e implementação de 
softwares.
II – A computação é entendida como o uso de aplicativos.
Assinale a alternativa que contenha todas as afirmações corretas:
a) Nenhuma das afirmações.
b) Apenas a I.
c) Apenas a II.
d) Apenas a III.
e) Todas as afirmações.
Questão 5
32/237
Gabarito
1. Resposta: C.
A evolução da computação moderna possui 
quatro fases, sendo pontuados como mar-
cos conceituais: o uso de válvulas eletrô-
nicas de grande dimensão para a primeira 
geração, o surgimento dos transistores para 
a segunda geração, o surgimento dos siste-
mas integrados para a terceira geração e os 
microcomputadores e computadores pes-
soais para a quarta geração.
2. Resposta: D.
Os softwares são os “programas” executados 
por este computador, ou seja, um conjunto 
de algoritmos. Algoritmos, consequente-
mente, são compreendidos como “um con-
junto de regras expressas por uma sequên-
cia lógica finita de instruções, que ao serem 
executadas pelo computador, resolvem um 
problema específico” (FÁVERO, 2011, p. 15)
3. Resposta: B.
O UCP é um componente essencial do com-
putador, ele é responsável pela execução 
dos dados e instruções que estão armaze-
nadas. Um computador não pode funcionar 
adequadamente sem o uso de um UCP. A 
memória armazena todos os programas que 
executam no computador e os dados que 
utilizam, sendo que a principal memória do 
computador é chamada de RAM. As unida-
des de entrada e de saída são responsáveis 
pelas interações entre o computador e seus 
usuários, sendo um exemplo de unidade de 
entrada o teclado.
33/237
Gabarito
4. Resposta: C.
Trata-se de um mouse, ou seja, um exemplo 
de uma unidade de entrada. As unidades 
de entrada são responsáveis pela interação 
entre máquina e usuário.
5. Resposta: A.
Informática e computação NÃO são sinô-
nimos. A informática é entendida como o 
uso de aplicativos, enquanto a computação 
é entendida como a ciência do desenvolvi-
mento e implementação de softwares.
34/237
Unidade 2
A Internet como instrumento de comunicação, trabalho, ensino e pesquisa
Objetivos
• Conhecer a história e evolução da internet. 
• Conhecer o conceito de redes e refletir sobre sua importância. 
• Refletir sobre o papel da internet como instrumento de comunicação, trabalho, ensino e 
pesquisa.
Unidade 2 • A Internet como instrumento de comunicação, trabalho, ensino e pesquisa35/237
1. INTRODUÇÃO
Desde o desenvolvimento dos primeiros 
computadores, a computação e a informá-
tica vêm evoluindo. Nos anos 70 surge a ne-
cessidade de se desenvolver técnicas para 
interconexão de computadores, dando iní-
cio ao conceito de redes que temos hoje. A 
internet, portanto, baseia-se neste conceito 
de redes interconectoras e pode ser definida 
como “rede de computadores dispersos por 
todo o planeta que trocam dados e men-
sagens utilizando um protocolo comum, 
unindo usuários particulares, entidades de 
pesquisa, órgãos culturais, instituições mi-
litares, bibliotecas e empresas” (HOUAISS 
et al., 2009, s/p). Curiosamente, a internet 
surge da interseção entre as investigações 
científicas financiadas pelo setor público e 
a cultura libertária (CASTELLS, 2003), e é 
sobre ela que estudaremos hoje!
Para saber mais
A cultura libertária é aquela que valoriza o livre 
mercado e a baixa influência do Estado na econo-
mia. Na cultura americana, o “libertário” qualifica 
uma ideologia política que significa fundamen-
talmente uma desconfiança sistemática no go-
verno (CASTELLS, 2003). Já no sentido europeu, 
o termo é compreendido como uma cultura de 
liberdade, sem prejulgar ou avaliar os instrumen-
tos utilizados para conquistar tal liberdade (CAS-
TELLS, 2003).
Unidade 2 • A Internet como instrumento de comunicação, trabalho, ensino e pesquisa36/237
2. A internet: definições e evolu-
ção funcional
A internet nasce, então, do conceito de re-
des como elemento conector. Sua evolu-
ção perpassa por versões. O primeiro fato 
que devemos ter em mente é que a criação 
da internet se deu no contexto da Segun-
da Guerra Mundial com a interconexão de 
computadores (CASTELLS, 2003).
A internet é compreendida como um con-
junto de computadores interligados, capa-
zes de trocar dados através de um tipo espe-
cífico de protocolo, o Protocolo de Controle 
de Transmissão/Protocolo de Internet (TCP/
IP), sendo o primeiro responsável pelo envio 
e recebimento de um dado ou informação 
e o segundo o número atribuído a um com-
putador e que lhe permite ser identificado 
numa rede de dados, neste caso a internet 
(CRAIG, 1998).
O segundo marco histórico que deve ser 
ressaltado foi a criação do Word Wide Web 
(www), uma “aplicação de compartilha-
mento de informação”, criada em 1990 por 
Tim Berners-Lee (CASTELLS, 2003, p.17). 
Esta nova criação possibilitou que a inter-
net abarcasse o mundo todo, permitindo 
uma nova forma de interação entre as pes-
soas (CASTELLS, 2003). Há três momentos 
históricos da internet “www”, versões estas 
que são descritas a seguir.
Unidade 2 • A Internet como instrumento de comunicação, trabalho, ensino e pesquisa37/237
A primeira versão, chamada de Web 1.0, caracterizava-se pela conexão das informações, sendo 
seu conteúdo desenvolvido e disponibilizado por uma pequena população que dominava as téc-
nicas das páginas estáticas, denominadas como “webmasters” (SANTAELLA, 2012). Neste cená-
rio, os usuários eram entendidos como simples consumidores de conteúdo (SANTAELLA, 2012), 
pois eles não tinham acesso a recursos e saberes necessários para o domínio da internet.
A partir do momento em que estes consumidores passam a conhecer a internet de forma mais 
ampliada, dominando, assim como os webmasters, os recursos, saberes e técnicas, surgiu a Web 
Para saber mais
O www é uma matriz de documentos conectados por hiperlinks, que são referências mútuas nestes 
documentos (DOROGOVTSEV; MENDES, 2003). Os links são direcionados para pares de contra-links, 
em princípio, para que possam produzir conexões não direcionadas (DOROGOVTSEV; MENDES, 2003). 
Os documentos da Web são acessíveis através da internet, e issodetermina a relação entre a internet 
e o www (DOROGOVTSEV; MENDES, 2003). Quer saber mais sobre a estrutura do www? Leia o livro de 
Dorogovtsev e Mendes (2003), intitulado: Evolution of Networks: From Biological Nets to the Internet 
and WWW.
Unidade 2 • A Internet como instrumento de comunicação, trabalho, ensino e pesquisa38/237
2.0. Esta segunda versão surge com a intenção de superar algumas características da Web 1.0 
(O’REILLY, 2007). Neste contexto, o usuário deixou de ser unicamente um leitor passivo para tor-
nar-se também um criador de conteúdo, estabelecendo novas relações e passando a integrar um 
sistema Web interativo, compartilhado, aberto e meio de criação de conteúdo coletivo (O’REILLY, 
2007). Além disso, iniciou-se a consolidação do conceito de comunidades por afinidade, ou ain-
da, de redes (em uma nova perspectiva), passando a poder compartilhar o acesso e o desenvol-
vimento de conteúdo (O’REILLY, 2007).
Link
FAPESP. O futuro do acesso aberto. Disponível em: <http://revistapesquisa.fapesp.
br/2016/07/14/o-futuro-do-acesso-aberto/> Acesso em 13 jun. 2017. 
SCIELO. Evolução do Acesso Aberto – breve histórico. Disponível em: <http://blog.scielo.org/
blog/2013/10/21/evolucao-do-acesso-aberto-breve-historico/#.WUE0iGjyvIU> Acesso 
em 13 jun. 2017.
Unidade 2 • A Internet como instrumento de comunicação, trabalho, ensino e pesquisa39/237
Por fim, a Web 3.0 surge como uma promes-
sa de aprimoramento da versão anterior, 
onde o acesso, manuseio e utilização da in-
formação são facilitados pela interação ho-
mem e máquina (CARNEIRO, 2003). Existem 
discussões em torno da existência concreta 
da Web 3.0, sendo que muitos estudiosos 
acreditam que ainda não houve um gran-
de marco histórico e que, por este motivo, a 
Web 2.0 ainda parece ser a melhor definição 
para a internet atual (CARNEIRO, 2003).
3. A internet como ferramenta 
de transformação social
A partir dos anos 2000 houve um “boom” 
no crescimento de usuários de internet 
no Brasil, sendo que o perfil da população 
que acessa a internet também passou por 
modificações a partir deste momento (MO-
RETTI; OLIVEIRA; SILVA, 2012). Pesquisas 
evidenciaram que a criação e populariza-
ção da internet favoreceu o acesso à infor-
mação, além de colaborar para a produção 
massificada de conteúdo das mais variadas 
fontes (MORETTI; OLIVEIRA; SILVA, 2012). 
Tendo estes fatos expostos, torna-se evi-
dente sua potencialidade como instrumen-
to de transformação social. Para que haja 
a transformação é preciso que se tenha o 
estranhamento e a contestação, mediados 
pelo pensamento crítico e reflexivo. Neste 
sentido, Kato (2009, p.13-14) discute so-
bre a influência da internet como mediador 
deste processo:
Unidade 2 • A Internet como instrumento de comunicação, trabalho, ensino e pesquisa40/237
Nesse sentido, a contesta-
ção é importante. E para 
poder contestar, contradi-
zer e transformar, o sujeito 
precisa saber que a socie-
dade se organiza oferecen-
do seus conhecimentos, 
oportunidades, possibili-
dades de controle sobre 
a própria vida de maneira 
desigual e reconhecer que 
mesmo uma pesquisa pela 
Internet pode ser instru-
mento de alienação ou de 
ampliação de consciência. 
É alienante todas as vezes 
que não se entende o que 
se localiza na Rede e o que 
se toma como verdade 
universal.
Link
CETIC. Panorama Setorial da Internet: Acesso à 
internet no Brasil. Desafios para conectar toda a 
população. Disponível em: <http://www.cetic.
br/media/docs/publicacoes/6/Panorama_
Setorial_11.pdf> Acesso em 14 jun. 2017.
Ademais, associada à influência direta da 
internet com a sociedade por meio da de-
mocratização da informação e da facilita-
ção do processo de libertação das amar-
ras sociais, a internet tem se caracterizado 
como uma fonte de conhecimento sobre as 
Unidade 2 • A Internet como instrumento de comunicação, trabalho, ensino e pesquisa41/237
diversas áreas do conhecimento, sendo um instrumento potente de apoio à educação. Desta 
forma, a internet também tem democratizado o acesso a informações de saúde à população e 
modificado o próprio trabalho em saúde. 
Para saber mais
Mas o que significa democratizar a informação? Primeiramente é necessário esclarecer que a partir da 
Revolução tecnológica a informação passou a ter valor agregado ao capital e, consequentemente, seu 
fluxo e distribuição não se difundiram livres e equitativos na sociedade desigual em que vivemos (STAR-
CK; RADOS; SILVA, 2013). Com o advento da internet, tornou-se mais fácil e menos desigual a difusão do 
conhecimento, embora ainda marcada pela influência das condições sociais e culturais de determinada 
população. Esta facilidade de acesso e os programas públicos de incentivo à universalização dos serviços 
de informação e equipamentos têm contribuído para tal ação democrática. 
Neste sentido, estudos estimam que, no Brasil, mais de 10 milhões de usuários acessam sites so-
bre saúde regularmente (MORETTI; OLIVEIRA; SILVA, 2012). Ademais, a quantidade de avanços 
tecnológicos associados à internet no trabalho em saúde é clara (CARLINI et al., 2012; CASTIEL; 
VASCONCELOS-SILVA, 2002; MIRANDA; FARIAS, 2009; MORETTI; OLIVEIRA; SILVA, 2012; SAN-
Unidade 2 • A Internet como instrumento de comunicação, trabalho, ensino e pesquisa42/237
TOS; MARQUES, 2006).
4. Cenários Práticos: A informá-
tica e a saúde
Tendo em vista as potencialidades elenca-
das acima, é notada uma crescente expan-
são de ferramentas baseadas na internet. 
Essas ferramentas também estão se difun-
dindo na área da saúde. Para ilustrar alguns 
cenários onde a internet foi utilizada para 
mediar a educação, a transformação social 
ou o trabalho em saúde, vamos enumerar 
alguns exemplos encontrados na literatura. 
Quando observada sua influência no tra-
balho em saúde, foi identificado no estudo 
Link
MAZZA, V. A. et al. Informações on-line como su-
porte às famílias de crianças e adolescentes com 
doença crônica. Disponível em: <http://pes-
quisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/mdl-
28443972> Acesso em 14 jun. 2017.
SENA, L. M.; TESSER, C. D. Violência obstétrica no 
Brasil e o ciberativismo de mulheres mães: relato 
de duas experiências. Interface comum. Disponí-
vel em: <http://pesquisa.bvsalud.org/portal/
resource/pt/BIBLIO-829013> Acesso em 14 
jun. 2017.
Unidade 2 • A Internet como instrumento de comunicação, trabalho, ensino e pesquisa43/237
de Santos e Marques (2006) que a internet 
contribui para educação em saúde tanto do 
profissional de saúde quanto do paciente 
(ex.: ambientes que favoreçam o processo 
de educação à distância e sites de acesso 
a informações de saúde), para a assistên-
cia (ex.: suporte de informações para quem 
realiza o cuidado) e pesquisa (ex.: coleta de 
dados via internet). 
Neste sentido, observa-se que a internet 
pode contribuir de forma indireta através 
da utilização intencional de internet para 
buscar informações de saúde. Estima-se 
que, no Brasil, mais de 10 milhões de usuá-
rios acessam sites sobre saúde regularmen-
te (MORETTI; OLIVEIRA, 2012). Associado 
a este fato, cresceu também o número de 
sites e blogs que divulgam informações a 
respeito de doenças, terapias alternativas, 
dentre outras temáticas dentro da área da 
saúde (MORETTI; OLIVEIRA, 2012). Embora 
esta seja uma fonte ativa de comunicação 
entre profissionais de saúde e usuários dos 
sistemas de saúde, a literatura aponta que 
a maioria das fontes não é confiável e são 
acessadas de forma excedente (MORETTI; 
OLIVEIRA, 2012), deixando evidenciada a 
necessidade de criação de sites confiáveis 
e completos que levem a informação mais 
apurada para os cidadãos.
Ademais, o uso de internet pode trazer tam-
bém benefícios diretos à saúde. Um estudo 
que versava sobre as contribuições da in-
ternet para o idoso mostrou que ela pode 
auxiliar na cognição e na prevenção de qua-
dros depressivos e no estímulo da atividade 
Unidade 2 • A Internet como instrumento de comunicação, trabalho, ensino e pesquisa44/237física devido à utilização desta ferramenta 
para interação social e atividades culturais, 
por exemplo, assistir filmes, o qual é classifi-
cado como agente passivo, e mudanças nos 
hábitos de vida, considerado como agente 
ativo. (MIRANDA; FARIAS, 2009)
Diante do exposto, a internet tem sido 
apontada como uma ferramenta poten-
cial para mediar também os processos em 
saúde. Muitos avanços têm sido apontados 
no sentido de criação de ferramentas cada 
vez mais complexas envolvendo recursos da 
web e que estão permeando o cuidado em 
saúde. Estes cenários serão estudados mais 
adiante em nossa disciplina, sendo eles di-
vididos a partir da finalidade de seu uso. Fa-
z-se ainda necessário, quando falamos de 
internet, reforçar que algumas precauções 
devem ser tomadas visando a segurança 
e confiabilidade das informações sigilosas 
envolvidas, a completude e complexidade 
das informações em saúde e as questões 
éticas envolvidas no uso de redes e o acesso 
a informações em saúde. 
Unidade 2 • A Internet como instrumento de comunicação, trabalho, ensino e pesquisa45/237
Glossário
Interativo: Genericamente é entendida como aquilo “que permite ao indivíduo interagir com a 
fonte ou o emissor” através da “troca de informações e de dados” (HOUAISS et al., 2009, s/p). 
Compartilhado: Pode ser compreendido como “ter ou tomar parte em; arcar juntamente” 
(HOUAISS et al., 2009, s/p). Na perspectiva da internet esse termo pode se relacionar ao tipo de 
autoria ou pertencimento de um conjunto de dados.
Boom: Do inglês (boom), pode significar “crescimento muito rápido na comercialização ou acei-
tação de um determinado produto” (HOUAISS et al., 2009, s/p).
Questão
reflexão
?
para
46/237
Com base nos tópicos que você estudou hoje, reflita so-
bre os recursos baseados na internet e suas aplicações 
na saúde: O uso e disseminação da informação via inter-
net se tornou recorrente em nossa sociedade, mas qual 
o nível de coerência, veracidade e profundidade das in-
formações cedidas? Qual a associação dessas com a li-
teratura científica? Como a qualidade dessas informa-
ções pode ser avaliada?
47/237
Considerações Finais
• A internet é compreendida como uma “rede de computadores dispersos por todo o planeta 
que trocam dados e mensagens utilizando um protocolo comum, unindo usuários particu-
lares, entidades de pesquisa, órgãos culturais, instituições militares, bibliotecas e empresas” 
(HOUAISS et al., 2009, s/p).
• Nasceu durante a Segunda Guerra Mundial com a interconexão de computadores e é com-
pletamente modificada nos anos 1990, com a criação da aplicação de compartilhamento de 
informação, chamada de Word Wide Web (www), possibilitando que a internet abarcasse o 
mundo todo, permitindo uma nova forma de interação entre as pessoas.
• Há três momentos históricos da internet “www”: A web 1.0, marcada pelos webmasters, pági-
nas estáticas e usuários passivos (consumidores de conteúdo). A web 2.0, marcada pelo em-
poderamento do usuário, que deixa de ser passivo para também criar conteúdo, estabelecen-
do novas relações e passando a integrar um sistema Web interativo, compartilhado, aberto e 
meio de criação de conteúdo coletivo. A web 3.0, marcada por um grande marco relacionado 
à interatividade entre homem e máquina, porém ainda divergente entre os teóricos. 
48/237
• A criação e a popularização da internet favoreceram o acesso à informação, além de colaborar 
para a produção massificada de conteúdo das mais variadas fontes, a transformando em um 
instrumento de apoio à transformação social. 
• A internet tem modificado a forma de fazer saúde, ela tem se difundido e trazido benefícios 
diretos e indiretos à saúde da população.
Considerações Finais
Unidade 2 • A Internet como instrumento de comunicação, trabalho, ensino e pesquisa49/237
Referências 
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CRAIG, H. TCP/IP Network Administration. O’Reilly. 1998.
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HOUAISS, A. et al. Dicionário Houaiss Da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. 
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KATO, M. S. C. M. A internet como instrumento pra o trabalho social de educar. Dissertação. 
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MAZZA, V. A. et al. Informações on-line como suporte às famílias de crianças e adolescentes com 
doença crônica. Rev. Gaúcha Enferm., v. 38, n. 1, e63475, 2017. Disponível em: <http://pesquisa.
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MIRANDA, L. M.; FARIAS, S. F. As contribuições da internet para o idoso: uma revisão de literatura. 
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MORETTI, F. A.; OLIVEIRA, V. E.; SILVA, E. M. K. Acesso a informações de saúde na internet: uma 
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O’REILLY, T. What is Web 2.0: Design Patterns and Business Models for the Next Generation of 
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Referências
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Brasileira de Enfermagem, v. 59, n.2, p. 212-6, 2006.
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SENA, L. M.; TESSER, C. D. Violência obstétrica no Brasil e o ciberativismo de mulheres mães: 
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tivas para a tomada de decisão. Biblios. v. 52, p.59-73, 2013. 
Referências
52/237
Assista a suas aulas
Aula 2 - Tema: A Internet como Instrumento de 
Comunicação, Trabalho, Ensino e Pesquisa. Blo-
co I
Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/
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ffe7adfacb6319cc275f9571561cc533>.
Aula 2 - Tema: A Internet como Instrumento de 
Comunicação, Trabalho, Ensino e Pesquisa. Blo-
co II
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1d/54e3f5185a7aee303a2b722710079d8e>.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/ffe7adfacb6319cc275f9571561cc533
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/ffe7adfacb6319cc275f9571561cc533https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/ffe7adfacb6319cc275f9571561cc533
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/54e3f5185a7aee303a2b722710079d8e
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/54e3f5185a7aee303a2b722710079d8e
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/54e3f5185a7aee303a2b722710079d8e
53/237
1. Acerca da evolução da internet, julgue as proposições a seguir como verda-
deiras (V) ou falsas (F). 
( ) A internet foi criada nos anos 1990 com o desenvolvimento de uma aplicação de compar-
tilhamento de informações, o WWW.
( ) A internet é compreendida como rede de computadores mundial que trocam dados e 
mensagens utilizando um protocolo comum.
( ) Existem quatro momentos históricos da internet WWW: web 1.0, web 2.0, web 3.0 e web 
4.0.
Assinale a alternativa que contém o julgamento correto:
a) V, V, V.
b) F, V, V.
c) V, F, F.
d) F, V, F.
e) F, F, F.
Questão 1
54/237
2. Considere a divulgação feita pelo Ministério da Saúde e assinale a alterna-
tiva CORRETA:
Questão 2
a) Trata-se de uma ferramenta baseada na web 
para educação em saúde.
b) Trata-se de uma ferramenta baseada na web 
para a pesquisa em saúde.
c) Trata-se de uma edição de cartilha educacional 
para educação em saúde.
d) Trata-se de uma edição de cartilha educacional 
para a pesquisa em saúde.
e) Trata-se de uma edição de cartilha educacional 
para a gestão em saúde.
Fonte: Brasil, 2017. Disponível em: <https://goo.
gl/kQgY9Y> Acesso em: 14 jun. 2017.
55/237
3. Assinale a alternativa que traz a principal mudança que marcou a transi-
ção entre a web 1.0 para a web 2.0:
Questão 3
a) Criação do Word Wide Web (www).
b) Surgimento dos webmasters.
c) Empoderamento do usuário, que passou a também produzir conteúdo.
d) Desenvolvimento de páginas estáticas. 
e) Grande marco conceitual relacionado ao grau de interação entre homem e máquina.
56/237
Questão 4
a) Computação; sinais; protocolo comum.
b) Computação; computadores; sinal digital. 
c) Internet; computadores; sinal digital.
d) Internet; sinais; protocolo comum.
e) Internet; computadores; protocolo comum.
4. Leia atentamente o trecho abaixo:
A ________ nada mais é do que uma “rede de ___________ dispersos por 
todo o planeta que trocam dados e mensagens utilizando um ___________, 
unindo usuários particulares, entidades de pesquisa, órgãos culturais, insti-
tuições militares, bibliotecas e empresas” (HOUAISS et al., 2009, s/p).
Assinale a alternativa que completa as lacunas corretamente:
57/237
5. Considere as proposições a seguir:
I - A criação e popularização da internet favoreceu o acesso à informação, extinguindo a 
desigualdade social.
II – A internet e suas ferramentas, conhecidas como recursos baseados na web, não podem 
ser aplicadas na área da saúde.
III – A internet vem colaborando para a produção massificada de conteúdo das mais varia-
das fontes. 
Assinale a alternativa que contém todas as proposições corretas:
Questão 5
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e III.
e) I, II, III.
58/237
Gabarito
1. Resposta: D.
A internet foi criada na Segunda Guerra 
Mundial. Nos anos 1990, com o desenvol-
vimento de uma aplicação de compartilha-
mento de informações, o WWW, o concei-
to de internet se transformou. A internet, 
portanto, é compreendida como rede de 
computadores mundial que trocam dados 
e mensagens utilizando um protocolo co-
mum. Existem três momentos históricos da 
internet WWW: web 1.0, web 2.0 e web 3.0.
2. Resposta: A.
A página criada pelo Ministério da Saú-
de busca conscientizar a população acerca 
de hábitos saudáveis e outras informações 
para a promoção da saúde. Portanto, tra-
ta-se de uma ferramenta baseada na web 
para a educação em saúde.
3. Resposta: C.
A web 2.0 foi marcada pelo empoderamen-
to do usuário, que deixa de ser passivo para 
também criar conteúdo, estabelecendo no-
vas relações e passando a integrar um siste-
ma Web interativo, compartilhado, aberto e 
meio de criação de conteúdo coletivo.
4. Resposta: E.
A internet nada mais é do que uma “rede de 
computadores dispersos por todo o plane-
ta que trocam dados e mensagens utilizan-
do um protocolo comum, unindo usuários 
59/237
particulares, entidades de pesquisa, órgãos 
culturais, instituições militares, bibliotecas 
e empresas” (HOUAISS et al., 2009, s/p).
5. Resposta: C.
A criação e a popularização da internet fa-
voreceram o acesso à informação, porém 
ela não extinguiu a desigualdade social. A 
internet e suas ferramentas, conhecidas 
como recursos baseados na web, podem 
ser aplicadas em qualquer área, inclusive na 
área da saúde. A internet vem colaborando 
para a produção massificada de conteúdo 
das mais variadas fontes.
Gabarito
60/237
Unidade 3
Conhecendo os cenários e desdobramentos da informática nos serviços de saúde
Objetivos
• Conhecer a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em saúde.
• Introduzir os possíveis cenários da informática nos serviços de saúde. 
• Aprofundar a reflexão sobre o papel da internet como instrumento de comunicação, traba-
lho, ensino e pesquisa.
Unidade 3 • Conhecendo os cenários e desdobramentos da informática nos serviços de saúde61/237
1. INTRODUÇÃO
Dentro do contexto da saúde, os serviços 
de saúde são aqueles locais “destinados a 
promover a saúde do indivíduo, protegê-lo 
de doenças e agravos, prevenir e limitar os 
danos a ele causados e reabilitá-lo quando 
sua capacidade física, psíquica ou social for 
afetada”. (BRASIL, 2002, s/p).
Neste sentido, os serviços de saúde são 
aqueles estabelecimentos onde o trabalho 
em saúde é realizado. Com a evolução da 
informática, muitos paradigmas têm sido 
modificados na sociedade atual, inclusive 
dentro dos serviços de saúde. Desta forma, 
a maneira de se realizar o trabalho em saú-
de tem sido transformada pelos avanços 
científicos e tecnológicos ligados à compu-
tação, e é sobre esta incorporação que fala-
remos hoje. Para isso falaremos sobre algu-
mas políticas públicas que contribuem para 
a consolidação dessas mudanças. 
Para saber mais
É importante compreender que serviços de saú-
de e serviços de interesse à saúde são estabele-
cimentos diferentes. Ao contrário dos serviços de 
saúde, os serviços de interesse à saúde são quais-
quer estabelecimentos “que exercem atividades 
que, direta ou indiretamente, podem provocar 
benefícios, danos ou agravos à saúde” (BRASIL, 
2002, s/p).
Unidade 3 • Conhecendo os cenários e desdobramentos da informática nos serviços de saúde62/237
2. Política Nacional de Ciência, 
Tecnologia e Inovação em Saú-
de
A Política Nacional de Ciência, Tecnologia 
e Inovação em Saúde (PNCTIS) é parte in-
tegrante da Política Nacional de Saúde, pilar 
do Sistema Único de saúde (SUS). Ela é pau-
tada no artigo 200, inciso V, da Constituição 
Federal, que estabelece como atribuição do 
SUS: “incrementar em sua área de atuação 
o desenvolvimento científico e tecnológico” 
(BRASIL, 1988). Na prática, esta determinação da Constitui-
ção reflete na obrigatoriedade de “compro-
misso político e ético com a produção e com 
a apropriação de conhecimentos e tecno-
logias que contribuam para a redução das 
desigualdades sociais em saúde, em conso-
Link
Quer conhecer os outros principais instrumentos 
políticos relacionados ao desenvolvimento cien-
tífico, à pesquisa? Observe o quadro I do artigo 
“Políticas de fomento à ciência, tecnologia e ino-
vação em saúde no Brasil e o lugar da pesquisa 
clínica”. Disponível em: <http://www.scielo.br/
pdf/csc/v22n5/1413-8123-csc-22-05-1441.
pdf> Acesso em 19 jun. 2017.
Unidade 3 • Conhecendo os cenários e desdobramentos da informática nos serviços de saúde63/237
nância com o controle social” (BRASIL, 2002). 
Desta forma, os principais princípios que regem a política em questão são, resumidamente (BRA-
SIL, 2008, p.17): Melhorar a saúde da população brasileiracom equidade em saúde; Buscar supe-
rar todas as formas de desigualdade e discriminação; Respeitar a vida e a dignidade das pessoas; 
Assegurar o desenvolvimento e a implementação de padrões elevados de ética na Pesquisa em 
Saúde; Assegurar a pluralidade filosófica e metodológica; Aumentar a inclusão e controle social, 
através de ações de educação científica, tecnológica e cultural; Contribuir para a melhoria da 
qualidade de vida do cidadão e respeitar o meio ambiente. 
Embasada por estes princípios, a PNCTIS estabelece as seguintes estratégias (BRASIL, 2008, p. 
21): 
a) sustentação e fortalecimento do esforço nacional em ciência, tecnologia e 
inovação em saúde; b) criação do sistema nacional de inovação em saúde; c) 
construção da agenda nacional de prioridades de pesquisa em saúde; d) criação 
de mecanismos para superação das desigualdades regionais; e) aprimoramen-
to da capacidade regulatória do Estado e criação de rede nacional de avalia-
ção tecnológica; f) difusão dos avanços científicos e tecnológicos; g) formação, 
capacitação e absorção de recursos humanos no sistema nacional de ciência, 
Unidade 3 • Conhecendo os cenários e desdobramentos da informática nos serviços de saúde64/237
tecnologia e inovação em saúde, incentivando a produção científica e tecnoló-
gica em todas as regiões do País, considerando as características e as questões 
culturais regionais; h) participação e fortalecimento do controle social.
Para que houvesse o avanço esperado, concomitantemente com a PNCTIS foi também criada a 
Agenda Nacional de Prioridades na Pesquisa em Saúde (ANPPS), tendo como pressuposto aten-
der as “necessidades nacionais e regionais de saúde e aumentar a indução seletiva para a pro-
dução de conhecimentos e bens materiais e processuais nas áreas prioritárias para o desenvol-
vimento das políticas sociais” (BRASIL, 2011, p. 5).
Para saber mais
A ANPPS estabelece as seguintes subagendas para a pesquisa em saúde: Saúde dos povos indígenas; 
saúde mental; violência, acidentes e trauma; saúde da população negra; doenças não transmissíveis; 
saúde do idoso; saúde da criança e do adolescente; saúde da mulher; saúde dos portadores de necessi-
dades especiais; alimentação e nutrição; bioética e ética na pesquisa; pesquisa clínica; complexo pro-
dutivo da saúde; avaliação de tecnologias e economia da saúde; epidemiologia; demografia e saúde; 
saúde bucal; promoção da saúde; doenças transmissíveis; comunicação e informação em saúde; gestão 
do trabalho e educação em saúde; sistemas e políticas de saúde; saúde, ambiente, trabalho e biossegu-
rança; e assistência farmacêutica (BRASIL, 2011).
Unidade 3 • Conhecendo os cenários e desdobramentos da informática nos serviços de saúde65/237
Dentre as prioridades listadas pela ANPPS, a informática aparece tanto como “bioinformática” 
relacionada principalmente à assistência em saúde, quanto na gestão da informação e educa-
ção em saúde. Um exemplo de nicho relacionado à assistência em saúde é exemplificada a seguir 
(BRASIL, 2011, p. 34):
“Desenvolvimento, produção e aprimoramento de equipamentos e dispositivos 
nas seguintes áreas estratégicas: biomateriais; engenharia de tecidos; órteses 
e próteses; instrumental para a área da Saúde; equipamentos de alta, média e 
baixa complexidade para a área da Saúde; artigos e materiais de uso hospitalar; 
tecnologia em reabilitação; tecnologia em bioinformática e tecnologia hospita-
lar”.
Observadas, portanto, as amplas dimensões das áreas férteis para o desenvolvimento da Ciên-
cia, Tecnologia e Inovação em saúde, fica evidente que a informática é um instrumento potencial 
para se alcançar os princípios objetivados pela PNCTIS. 
3. Evolução histórica e desdobramentos da informática na saúde
A utilização de informática na saúde nasceu no seio dos centros universitários, principalmen-
te do Sul e Sudeste do Brasil (SABBATINI, 2004). A incorporação da informática no trabalho em 
Unidade 3 • Conhecendo os cenários e desdobramentos da informática nos serviços de saúde66/237
Com a incorporação da informática na saú-
de, surgem novas definições e conceitos re-
lacionados ao uso desta tecnologia. Neste 
cenário, o termo e-saúde emerge, referin-
do-se, de forma geral, ao uso de tecnologia 
da informação e informática para a melho-
ria das condições de saúde (BRASIL, 2011). 
Sua definição passa por discrepâncias teó-
ricas, sendo que para alguns autores o ter-
saúde iniciada entre os anos 1970 e 1980, 
através do conceito de Sistema Nacional de 
Inovação em Saúde (SNIS), passou por um 
aumento importante em 1990 (CAVALCAN-
TE et al., 2011; SABBATINI, 2004; TENÓRIO; 
MELLO; VIANA, 2017). Marcos legislatórios 
como a própria PNCTIS e a Política Nacio-
nal de Informação em Saúde (PNISS), que 
será aprofundada posteriormente, estabe-
leceram metas para o avanço do SUS, para 
a incorporação da informática na saúde e 
para a inclusão digital.
Link
MARIN, H. F.; CUNHA, I. C. K. O. Perspectivas atu-
ais da Informática em Enfermagem. Rev. Bras. En-
ferm., v. 59, n. 3, p. 354-7, 2006. Disponível em: 
<http://www.scielo.br/pdf/reben/v59n3/
a19v59n3> Acesso em 19 jun. 2017.
Unidade 3 • Conhecendo os cenários e desdobramentos da informática nos serviços de saúde67/237
mo pode ser sinônimo de informática em 
saúde, enquanto outros autores a limitam 
ao uso de internet para o apoio da prática 
em saúde. Os desdobramentos, por catego-
ria temática, do termo e-saúde serão vistos 
nas próximas aulas, entretanto, é necessá-
rio compreender que cada processo de tra-
balho existente na saúde pode ser influen-
ciado pela informática, seja em maior ou 
menor grau. 
Acerca desta temática, Cavalcante et al. 
(2011), estudando os avanços na utilização 
de recursos computacionais na saúde, ob-
servaram três grandes frentes de evolução:
a. O ensino e pesquisa: Esta 
foi a frente mais expressi-
va. Recursos tecnológicos 
aqui elencados objetivam 
o apoio aos discentes e 
docentes para atingir seus 
objetivos de aprendiza-
gem. Foram observados 
como principais recursos 
empregados: “implantação 
de disciplinas curriculares, 
utilização de softwares e 
outros recursos tecnoló-
gicos, como a internet e 
suas possibilidades” (CA-
VALCANTE, 2011, p. 132).
b. A gestão: Esta frente ob-
jetiva apoiar o trabalho ge-
rencial nos serviços e pro-
fissões de saúde. Foram 
observados como princi-
pais recursos empregados: 
Unidade 3 • Conhecendo os cenários e desdobramentos da informática nos serviços de saúde68/237
“desenvolvimento de sof-
twares para elaboração de 
escalas de funcionários e 
outros sistemas de infor-
mação que promovam o 
suporte à tomada de deci-
sões gerenciais” (CAVAL-
CANTE, 2011, p. 132).
c. A assistência: Esta fren-
te objetiva apoiar o traba-
lho assistencial em saúde. 
Foram observados como 
principais recursos empre-
gados: “desenvolvimen-
to de softwares voltados 
à operacionalização das 
etapas” da assistência. Por 
exemplo, os softwares de 
apoio à Sistematização 
da Assistência de Enfer-
magem. Um fato curioso 
acerca desta frente é que 
“verifica-se que a atenção 
primária à saúde possui 
um número de experiên-
cias bem inferior quando 
comparado com os níveis 
secundário e terciário” 
(CAVALCANTE et al., 2011, 
p. 133).
4. Refletindo sobre alguns desa-
fios atuais
Neste momento da disciplina introduzire-
mos alguns pontos de reflexão sobre o uso 
Unidade 3 • Conhecendo os cenários e desdobramentos da informática nos serviços de saúde69/237
de recursos de informática na saúde. É importante destacar que os desafios inerentes de cada 
recurso específico serão retomados em outros momentos. Entretanto, objetiva-se com esta pri-
meira discussão a sensibilização quanto aos desafios globais existentes. 
Link
CASTIEL, L. D.; VASCONCELLOS-SILVA, P. R. A interface Internet/saúde: perspectivas e desafios. Interface – 
Comunic., Saúde, Educ, v. 7, n. 13, p. 47-64, 2003. Disponível em: <http://www.scielosp.org/pdf/icse/
v7n13/v7n13a03.pdf>Acesso em 20 jun. 2017.
D’AGOSTINO, M. Eletronic health strategies in the Americas: current situation and perspectives. Rev. Peru 
Med Exp Salud Publica, v. 32, n. 2, p. 352-355, 2015. Disponível em: <http://www.rpmesp.ins.gob.pe/
index.php/rpmesp/article/view/1631/1604.pdf> Acesso em 20 jun. 2017.
A caracterização das experiências identificadas por Cavalcante (2011) expõe que grande parte 
delas é oriunda de docentes vinculados a universidades e não a profissionais vinculados a ser-
viços de saúde. Neste sentido, tendo como base este estudo atual e o contexto histórico sobre a 
influência dos centros universitários para a utilização de informática na saúde, assinala-se como 
Unidade 3 • Conhecendo os cenários e desdobramentos da informática nos serviços de saúde70/237
um grande desafio atual avaliar o quanto 
tais experiências realmente são incorpora-
das na prática profissional em saúde.
Neste sentido, quando falamos de incor-
porar um novo instrumento ao processo de 
trabalho, é preciso lembrar que este proces-
so tem como agente um profissional com 
suas qualidades e limitações. Neste senti-
do, a rápida incorporação da informática no 
processo de trabalho e a maneira impositiva 
em que esta inserção se deu historicamen-
te reflete em uma baixa assimilação de seus 
valores e objetivos por parte destes agen-
tes (PERES; KURCGANT, 2004). É comum 
encontrar na literatura científica casos em 
que houve uma subutilização de recursos 
tecnológicos no processo de trabalho devi-
do à falta de engajamento dos profissionais 
em questão. Torna-se, portanto, desafiador 
apropriar o sujeito, agente do processo de 
trabalho, com relação à informática. 
Ademais, novas perspectivas sempre car-
regam novos desafios. Recursos de infor-
mática agregam novos desafios no sentido 
de operacionalizar um ambiente seguro, 
completo e confiável dentro dos ambientes 
virtuais e do ciberespaço. A avaliação dos 
recursos desenvolvidos torna-se essencial 
para que eles reflitam na facilitação do pro-
cesso de trabalho em saúde e garantam re-
sultados positivos. 
Elencam-se, portanto, como principais de-
safios da informática em saúde:
• Aproximação da teoria à prática, com 
a consequente incorporação destas 
Unidade 3 • Conhecendo os cenários e desdobramentos da informática nos serviços de saúde71/237
tecnologias na práxis em saúde. 
• Necessidade de se avaliar cada passo de incorporação, garantindo sua validação pelos 
agentes de saúde. 
É importante, ainda, que as mudanças ocorridas no processo de trabalho a partir desta nova 
tecnologia sejam monitoradas e discutidas entre estes grupos, assim como a garantia de tecno-
logias cada vez mais completas, confiáveis e seguras. 
Para saber mais
 O ciberespaço é compreendido como “o novo meio de comunicação que surge da interconexão 
mundial dos computadores. O termo especifica não apenas a infraestrutura material da comunica-
ção digital, mas também o universo oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres 
humanos que navegam e alimentam esse universo” (LÉVY, 1999, p. 17).
Unidade 3 • Conhecendo os cenários e desdobramentos da informática nos serviços de saúde72/237
Neste contexto, a segurança de uma mídia 
eletrônica consiste em sua capacidade de 
gerenciar riscos, ou seja, um sistema se-
guro possivelmente estará menos suscetí-
vel a acessos desautorizados e/ou ataques 
mal-intencionados (PRESSMAN, 2011). Já a 
confiabilidade diz respeito à sua capacida-
de de manter seu funcionamento adequa-
damente sem falhas (ABNT, 2003).
Unidade 3 • Conhecendo os cenários e desdobramentos da informática nos serviços de saúde73/237
Glossário
Políticas públicas: São “conjuntos de programas, ações e atividades desenvolvidas pelo Esta-
do diretamente ou indiretamente, com a participação de entes públicos ou privados, que visam 
assegurar determinado direito de cidadania, de forma difusa ou para determinado segmento 
social, cultural, étnico ou econômico”. (BRASIL, s/d, p.1).
Pluralidade: Do latim (pluralĭtas,ātis), diz respeito a “fato de existir em grande quantidade, de 
não ser único; multiplicidade, diversidade” (HOUAISS et al., 2009, s/p).
Ambiente Virtual: Aquele ambiente “fisicamente inexistente, e sim criado por programas de 
computação, para parecer real aos sentidos” (HOUAISS et al., 2009, s/p).
Bioinformática: Diz respeito à informática quando aplicada à análise e modelação de dados 
obtidos de pesquisas biológicas ou da área da saúde (HOUAISS et al., 2009, s/p).
Questão
reflexão
?
para
74/237
Com base nos tópicos que você estudou hoje e em sua 
experiência com o uso de recursos de informática em 
seu local de trabalho, reflita: Quais os desafios e limita-
ções que devem ser levados em consideração no desen-
volvimento e implementação destes instrumentos?
75/237
Considerações Finais
• Os serviços de saúde são os estabelecimentos destinados a promover a saúde, prevenir a do-
ença, limitar danos e reabilitar o paciente quando sua capacidade física, psíquica ou social for 
afetada. Nos serviços de saúde é que o trabalho em saúde é realizado. 
• A PNCTIS pauta-se no compromisso político e ético com a produção e com a apropriação de 
conhecimentos e tecnologias que contribuam para a redução das desigualdades sociais em 
saúde, em consonância com o controle social.
• Para operacionalizar e priorizar ações, conjuntamente com a PNCTIS, foi criada a ANPPS, que 
estabeleceu 24 agendas específicas para a pesquisa em saúde. 
• A e-saúde surge embasada na percepção do apoio da tecnologia para melhorar as condições 
de saúde da população. Sua definição passa por discrepâncias teóricas, sendo que pode signi-
ficar informática em saúde para alguns autores, enquanto outros a limitam ao uso de internet 
para o apoio da prática em saúde. Desta forma, é inegável que os recursos tecnológicos in-
fluenciam o trabalho em saúde em diferentes graus.
76/237
• Observa-se como desafios inerentes do uso de informática na saúde: avaliar o quanto tais ex-
periências realmente são incorporadas na prática profissional em saúde; apropriar o sujeito, 
agente do processo de trabalho, com relação à informática; operacionalizar um ambiente se-
guro, completo e confiável dentro dos ambientes virtuais e do ciberespaço; entre outros.
Considerações Finais
Unidade 3 • Conhecendo os cenários e desdobramentos da informática nos serviços de saúde77/237
Referências
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9126-1: Engenharia de software: qualidade de produto: Parte 1: modelo de qualidade. Rio de Ja-
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BRASIL. Secretaria do Meio Ambiente e recursos hídricos do Paraná. O que são políticas públi-
cas? s/p. Disponível em: <http://www.meioambiente.pr.gov.br/arquivos/File/coea/pncpr/O_que_
sao_PoliticasPublicas.pdf> Acesso em 20 jun. 2017.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 1988. Disponível em: <http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm> Acesso em 19 jun. 2017.
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de saúde. 2002. Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/organiza/index.htm> 
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reimpr. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2011. 68 p.
Unidade 3 • Conhecendo os cenários e desdobramentos da informática nos serviços de saúde78/237
CASTIEL, L. D.; VASCONCELLOS-SILVA, P. R. A interface Internet/saúde: perspectivas e desafios. 
Interface – Comunic., Saúde, Educ, v. 7, n. 13, p. 47-64, 2003. Disponível em: <http://www.scie-
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CAVALCANTE, R. B. et al. Experiências de informatização em enfermagem no Brasil: um estudo 
bibliográfico. J. Health Inform. v. 3, n. 3, p. 130-4, 2011.
D’AGOSTINO,M. Eletronic health strategies in the Americas: current situation and perspectives. 
Rev. Peru Med Exp Salud Publica, v. 32, n. 2, p. 352-355, 2015. Disponível em: <http://www.rp-
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HOUAISS, A. et al. Dicionário Houaiss Da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. 
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LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999. 260 p.
MARIN, H. F.; CUNHA, I. C. K. O. Perspectivas atuais da Informática em Enfermagem. Rev. Bras. 
Enferm., v. 59, n. 3, p. 354-7, 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/reben/v59n3/
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Referências
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PRESSMAN, R. S. Engenharia de Software – Uma abordagem professional. 7. edição. Editora 
ARTMED. 2011. 780 p.
SABBATINI, R. M. E. História da Informática em Saúde no Brasil. 2004. Disponível em: <http://
sites.ffclrp.usp.br/ceib/texto5.php> Acesso em 19 jun. 2017.
TENÓRIO, M; MELLO, G. A.; VIANA, A. L. A. Políticas de fomento à ciência, tecnologia e inovação 
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1454, 2017.
Referências
80/237
Assista a suas aulas
Aula 3 - Tema: Conhecendo os Cenários e Des-
dobramentos da Informática nos Serviços de 
Saúde. Bloco I
Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
e7a378dbd0bc4d7b36492005be6ab350>.
Aula 3 - Tema: Conhecendo os Cenários e Des-
dobramentos da Informática nos Serviços de 
Saúde. Bloco II
Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
ac764f6380f42b831e9aa45a6b869118>.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/e7a378dbd0bc4d7b36492005be6ab350
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1. Sobre os serviços de saúde, leia as proposições abaixo e as julgue como 
verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) Serviço de saúde é o local destinado a promover a saúde do indivíduo desde a promoção 
da saúde até a reabilitação quando a capacidade física, psíquica ou social for afetada. 
( ) Serviços de saúde e serviços de interesse à saúde são sinônimos.
( ) São exemplos de serviços de saúde: farmácias, óticas, empresas de esterilização de pro-
dutos. 
Assinale a alternativa correta:
a) F, F, F.
b) V, F, F.
c) V, V, V
d) F, V, V.
e) V, F, V.
Questão 1
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2. Leia atentamente as proposições sobre a Política Nacional de Ciência, Tec-
nologia e Inovação em Saúde (PNCTIS):
I – É pautada no artigo 200, inciso V, da Constituição, estabelecendo que cabe ao SUS incre-
mentar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico.
II – Tem suas práticas no compromisso ético e político, com redução das desigualdades so-
ciais e controle social.
III – Estabelece 59 estratégias de ação. 
Assinale a alternativa que contém todas as proposições corretas:
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) I, II, III.
Questão 2
83/237
3. Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma estratégia da Política Nacio-
nal de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (PNCTIS):
Questão 3
a) Criação do sistema nacional de inovação em saúde. 
b) Construção da agenda nacional de prioridades de pesquisa em saúde.
c) Criação de mecanismos para superação das desigualdades regionais.
d) Emancipação da tecnologia com relação à capacidade regulatória do Estado.
e) Participação e fortalecimento do controle social.
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4. Considere as proposições acerca dos princípios que regem a Política Na-
cional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (PNCTIS):
I – Diminuir as formas de desigualdade e discriminação.
II – Diminuir as pluralidades filosóficas e metodológicas.
III – Diminuir o controle social.
Assinale a alternativa que contém todas as proposições corretas:
Questão 4
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e III.
e) I, II, III.
85/237
5. Conjuntamente com a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 
em Saúde (PNCTIS) foi criada qual outra política pública no ano de 2004?
Questão 5
a) Sistema Único de Saúde (SUS).
b) Agenda Nacional de Prioridades na Pesquisa em Saúde (ANPPS).
c) Sistema Nacional de Inovação em Saúde (SNIS).
d) Política Nacional de Informação em Saúde (PNISS).
e) Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação (PACTI).
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Gabarito
1. Resposta: B.
Serviço de saúde é o local destinado a pro-
mover a saúde do indivíduo desde a pro-
moção da saúde até a reabilitação quando 
a capacidade física, psíquica ou social for 
afetada. Serviços de saúde e serviços de in-
teresse à saúde NÃO são sinônimos, sendo 
exemplos de serviços de interesse à saúde: 
farmácias, óticas, empresas de esterilização 
de produtos.
2. Resposta: D. 
É pautada no artigo 200, inciso V, da Cons-
tituição, estabelecendo que cabe ao SUS 
incrementar em sua área de atuação o de-
senvolvimento científico e tecnológico. Tem 
suas práticas no compromisso ético e polí-
tico, com redução das desigualdades sociais 
e controle social. Estabelece oito principais 
estratégias de ação.
3. Resposta: D.
Uma das estratégias é justamente o contrá-
rio do exposto na alternativa D: “aprimora-
mento da capacidade regulatória do Estado 
e criação de rede nacional de avaliação tec-
nológica”.
4. Resposta: A.
São princípios da PNCTIS: Diminuir as for-
mas de desigualdade e discriminação. As-
segurar as pluralidades filosóficas e meto-
dológicas. Aumentar o controle social.
87/237
5. Resposta: B.
Em 2004, visando estabelecer prioridades 
e concretizar as estratégias propostas pela 
PNCTIS, foi estabelecida a ANPPS.
Gabarito
88/237
Unidade 4
Utilização das tecnologias da informação no contexto das práticas de saúde e no processo de tra-
balho em saúde
Objetivos
• Introduzir os conceitos relacionados à tecnologia da informação e comunicação.
• Conhecer a Política Nacional de Informação e Informática em Saúde (PNISS).
• Refletir sobre o papel das TICS no processo de trabalho em saúde.
Unidade 4 • Utilização das tecnologias da informação no contexto das práticas de saúde e no processo de trabalho em 
saúde
89/237
1. Introdução
Ao pensar sobre o trabalho em saúde, a in-
formação toma um lugar central na discus-
são. Nos processos de trabalho da equipe 
de saúde troca-se informações a todo o 
tempo e com diferentes atores. Desta for-
ma, diz-se que a informação em saúde é 
heterogênea (BRASIL, 2016), tendo em vis-
ta que é coletada por diversos profissionais 
(enfermeiros, médicos, nutricionistas etc.) e 
em diferentes momentos (consultas, inter-
nações e administração de medicamentos, 
por exemplo).
Quando falamos do trabalho em saúde, ain-
da é preciso refletir sobre o papel da infor-
mação para a garantia de outras dimensões 
do trabalho em saúde para além da ativi-
dade assistencial. Neste sentido, a função 
gerencial em saúde, por exemplo, objetiva 
a manutenção da dinâmica organizacional 
e garantia do sucesso empresarial (DAVEL; 
MELO, 2005), sendo que, para isso, um ges-
tor lidera equipes, toma decisões e medeia 
conflitos internos e externos. Para que estas 
ações ocorram, um bom gestor em saúde 
deve estar atento a todas as melhores infor-
mações sobre a organização que gerencia 
(DAVEL;ROCHEBRUNE apud DAVEL; MELO, 
2005). Neste cenário, sem dúvidas, gerir a 
informação de uma maneira eficiente tam-
bém é fundamental para o sucesso do tra-
balho gerencial em saúde e seu reflexo po-
sitivo na qualidade da assistência prestada.
Tendo em vista a enorme quantidade de in-
formações geradas pelo trabalho em saú-
de, sua heterogeneidade e a importância 
da gestão dessa informação para prestar 
Unidade 4 • Utilização das tecnologias da informação no contexto das práticas de saúde e no processo de trabalho em 
saúde
90/237
um serviço de qualidade, utilizar recursos 
tecnológicos para apoiar esta gestão é uma 
prática cada vez mais comum entre as or-
ganizações em saúde. E será este o tema da 
aula de hoje!
2. As Tecnologias de Informação 
e Comunicação (TICs) e os siste-
mas de Informação em saúde
Emergem da necessidade de que as infor-
mações relevantes fluam dentro de um ser-
viço de saúde de maneira rápida e eficien-
te. Ferramentas conhecidas como TICs, 
que têm como função agrupar e distribuir 
informações, buscam tornar esse acesso 
ágil e menos hierarquizado, diminuindo as 
distâncias geográficas e agregando profis-
sionais e processos (CAETANO; MALAGUT-
TI, 2012). O uso das TICs favorece o cuidado 
em saúde através de diferentes perspecti-
vas, integrando os profissionais de diferen-
tes áreas do saber, e favorece a autonomia e 
o empoderamento do paciente e da socie-
dade em geral.
Link
VILARINHO-REZENDE et al. Relação en-
tre Tecnologias da Informação e Comuni-
cação e Criatividade: Revisão da Literatu-
ra. 2016. Disponível em: <http://www.
scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pi-
d=S1414-98932016000400877>. Acesso em: 
22 mar. 2017.
As TICs podem ser agrupadas em três gru-
Unidade 4 • Utilização das tecnologias da informação no contexto das práticas de saúde e no processo de trabalho em 
saúde
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pos (CAETANO; MALAGUTTI, 2012): as me-
diadas por computadores, as relacionadas 
às telecomunicações e as associadas ao 
conceito de redes. Abaixo seguem exemplos 
das três categorias existentes. Ressalta-se 
que neste momento da disciplina o foco é a 
compreensão da existência das categorias, 
e os exemplos aqui citados terão seus con-
ceitos, objetivos e formatos aprofundados 
em outros momentos da disciplina: 
a. TICs mediadas por computadores. 
Exemplo: softwares e bibliotecas vir-
tuais.
b. TICs relacionadas às telecomunica-
ções. Exemplo: telesaúde e consulto-
rias via telefone.
c. TICs associadas às tecnologias de co-
municação em rede. Exemplo: TICs 
baseadas na web e nas redes sociais.
Desta forma, podemos compreender que 
todos os recursos tecnológicos que obje-
tivam transmitir ou agrupar algum tipo de 
informação são considerados “TIC”. Na aula 
de hoje, falaremos especificamente sobre 
um tipo de TIC: os sistemas de informação 
em saúde.
Um sistema de informação (SI) é “um siste-
ma que coleta, processa, armazena, analisa 
e dissemina dados e informações para um 
propósito específico” (TURBAN et al., 2007 
apud VALLE et al., 2010, s/p). Desta forma, 
um sistema de informação objetiva facilitar 
a gestão eficiente da informação. Acerca de 
suas vantagens, Valle et al. (2010, s/p) iden-
tificam:
Unidade 4 • Utilização das tecnologias da informação no contexto das práticas de saúde e no processo de trabalho em 
saúde
92/237
Melhor eficiência, maior 
controle sobre as opera-
ções, menores custos, me-
nor quantidade de erros, 
melhoria dos serviços ao 
consumidor, melhor pla-
nejamento e organização 
das atividades operacio-
nais e de distribuição, de-
cisões baseadas em me-
lhores informações, menor 
dependência de processos 
intensivos em mão de obra 
não especializada.
Neste contexto, os Sistemas de Informações 
em Saúde (SIS) caracterizam-se como sis-
temas de informação voltados para a área 
da saúde. São definidos pelo Ministério da 
Saúde como “instrumentos padronizados 
de monitoramento e coleta de dados, que 
têm como objetivo o fornecimento de in-
formações para análise e melhor compre-
ensão de importantes problemas de saúde 
da população” (BRASIL, 2008, s/p). Estes 
sistemas são implementados em organiza-
ções públicas e privadas objetivando em-
basar a tomada de decisões, contribuindo 
para o sucesso de um cuidado em saúde de 
qualidade. É preciso lembrar, conforme ex-
plicitado na introdução desta aula, que o 
processo de trabalho em saúde envolve não 
só a assistência em si, mas também os ou-
tros processos que intermedeiam essa ação 
final, como a gestão em saúde, a pesquisa e 
a educação em saúde (MARIN, 2010) e que 
os SIS sustentam, portanto, o planejamen-
Unidade 4 • Utilização das tecnologias da informação no contexto das práticas de saúde e no processo de trabalho em 
saúde
93/237
to, aperfeiçoamento e processo decisório 
envolvido em todos estes âmbitos. 
3. A Política Nacional de Infor-
mação e Informática em Saúde 
(PNISS)
Para estudarmos os SIS utilizaremos como 
referencial teórico a Política Nacional de In-
formação e Informática em Saúde (PNIIS). 
Esta política objetiva “promover o uso ino-
vador, criativo e transformador da tecnolo-
gia da informação a fim de melhorar os pro-
cessos de trabalho em saúde”, e para isso 
prevê diretrizes e normas para orientar as 
instituições de saúde inclusas no SUS quan-
to às TICs e SIS, tendo como suas principais 
esferas (BRASIL, 2016, p. 7):
A intervenção tanto a 
consciência subjetiva do 
cidadão e o exercício do 
controle social, quanto o 
atendimento às comple-
Para saber mais
Fique atento, alguns autores descrevem na litera-
tura científica os SIS informatizados como regis-
tros eletrônicos de saúde, registro médico eletrô-
nico, prontuário eletrônico, entre outros (MARIN, 
2010). Faça um exercício, procure alguns artigos 
científicos sobre este tema, você pode aprofun-
dar seus conhecimentos sobre como se dá a im-
plementação destes sistemas, suas facilidades e 
desafios, entre outros. 
Experiências sobre a implantação de SIS nos 
serviços de saúde têm mostrado resultados 
positivos e potentes. Pensando nisso, ini-
ciativas, tanto públicas, quanto privadas, 
têm priorizado a elaboração destas ferra-
mentas.
Unidade 4 • Utilização das tecnologias da informação no contexto das práticas de saúde e no processo de trabalho em 
saúde
94/237
xas estratégias de decisão 
do gestor público de saú-
de, de desenvolvimento 
tecnocientífico e de arti-
culação da saúde com as 
demais políticas sociais e 
econômicas do país.
Dentro da PNIIS as ações de informatização 
são categorizadas em: “Governo Eletrônico 
(e-Gov), e-Saúde, que inclui o Registro Ele-
trônico em Saúde (RES), gestão da PNIIS e 
formação de pessoal em informação e in-
formática em saúde”, sendo que tais ações 
podem acontecer em distintos níveis de 
atenção à saúde. É importante ressaltar, 
neste momento, que a organização destes 
sistemas leva em consideração o nível de 
atenção à saúde e a configuração das Redes 
de Atenção à saúde (RAS), propostas pelo 
SUS. 
Os níveis de atenção à saúde são classifi-
cados de acordo com o nível de complexi-
dade das ações desenvolvidas e ao grau de 
incorporação tecnológica, sendo três deles: 
primário (exemplo: Estratégia de Saúde da 
Link
CAVALCANTE, R. B.; PINHEIRO, M. M. K. Contex-
to atual da construção da Política Nacional de 
Informação e Informática em Saúde. 2013. Dis-
ponível em: <http://enancib.ibict.br/index.
php/enancib/xivenancib/paper/viewFi-
le/4644/3767> Acesso em 26 jun. 2017.
Unidade 4 • Utilização das tecnologias da informação no contexto das práticas de saúde e no processo de trabalho em 
saúde
95/237
Família, Unidades Básicas de Saúde etc.), 
secundário (exemplo: Hospitais Gerais) e 
terciário (Hospitais de Especialidades, por 
exemplo: Centros de Referência em Onco-
logia, Neurologia, Cardiologia, Queimadu-
ras.). Em adição, as RAS são definidas por 
Mendes (2010, p. 2003) como “organiza-
ções poliárquicas de conjuntos de serviços 
de saúde, vinculados entre si (...) que per-
mitem ofertar umaatenção contínua e in-
tegral a determinada população” de forma 
coordenada. As RAS foram implementadas 
pela Portaria nº 4.279/2010 do Ministério 
da Saúde, sendo seu principal objetivo tor-
nar a produção em saúde e sua gestão mais 
eficaz, contribuindo para o avanço do pro-
cesso de efetivação do SUS (BRASIL, 2010).
4. Refletindo sobre experiências 
de informatização da gestão de 
informação 
Primeiramente, apresentaremos algumas 
experiências da implementação de ações 
Para saber mais
Você pode conhecer melhor as RAS e sua implan-
tação que tem acontecido desde o ano de 2011. 
Embora a implantação não tenha sido fácil, as re-
des: Cegonha, de Atenção às Urgências e Emer-
gências, de Atenção Psicossocial, de Cuidado à 
Pessoa com Deficiência e de Atenção à Saúde das 
Pessoas com Doenças Crônicas já foram imple-
mentadas com sucesso (BRASIL, 2014). 
Unidade 4 • Utilização das tecnologias da informação no contexto das práticas de saúde e no processo de trabalho em 
saúde
96/237
do PNIIS. Múltiplos sistemas de informação 
públicos têm sido implementados pensan-
do-se na construção de uma grande rede de 
informações em saúde, sendo alguns exem-
plos listados a seguir: 
• O Sistema de Informações sobre Mor-
talidade (SIM) dispõe de dados de 
mortalidade consolidados nacional-
mente desde 1979. 
• O Sistema de Informações sobre Nas-
cidos Vivos (Sinasc) funciona desde 
1990, contendo dados sobre a gravi-
dez, parto e condições da criança ao 
nascer. 
• O Sistema de Informações de Agravos 
de Notificação (Sinan) agrega dados 
do sistema de vigilância epidemioló-
gica, principalmente acerca de doen-
ças de notificação compulsória. 
• O Sistema de Informações Hospitala-
res do SUS (SIH/SUS) transcreve todos 
os atendimentos provenientes de in-
ternações hospitalares.
• O Sistema de Informações Ambula-
toriais do SUS (SIA/SUS), criado em 
1992, transcreve todos os atendi-
mentos provenientes de atendimen-
tos ambulatoriais.
• O Sistema de Informações do Progra-
ma Nacional de Imunização (SI-PNI), 
através do registro das informações 
do PNI, possibilita aos gestores a ava-
liação dinâmica do risco quanto à 
ocorrência de surtos ou epidemias. 
Unidade 4 • Utilização das tecnologias da informação no contexto das práticas de saúde e no processo de trabalho em 
saúde
97/237
Além destes sistemas nacionais, outras ex-
periências têm se mostrado positivas na li-
teratura científica. Organizações públicas e 
privadas têm investido recursos na imple-
mentação de Sistemas de Informações. A 
implementação destes sistemas deve estar 
alinhada com a filosofia organizacional e a 
estratégia de negócio e os gestores e tra-
balhadores envolvidos no processo devem 
apropriar-se tanto dos campos de TI quan-
Para saber mais
Eu posso ter acesso a estas informações em saúde? Sim, estas informações são de domínio público. 
Faça um exercício: Conheça as principais bases, busque dados públicos de pelo menos um SIS do SUS 
que esteja próximo à sua realidade profissional. Para isso, utilize o link: Portal da Saúde. Disponível em: 
<http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=02>. Acesso em: 26 jun. 2017.
to dos pormenores da instituição para seu 
sucesso. Tais sistemas podem apoiar dife-
rentes etapas e processos dentro da or-
ganização. 
Unidade 4 • Utilização das tecnologias da informação no contexto das práticas de saúde e no processo de trabalho em 
saúde
98/237
Link
LABBARDIA, L. L. et al. Sistema Informatizado para Gerenciamento de Indicadores da Assistência de Enfer-
magem do Hospital São Paulo. Rev. esc. enferm. USP, São Paulo, v. 45, n. 4, p. 1013-1017, 2011. Disponível 
em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342011000400032>. 
Acesso em: 26 jun. 2017.
POMPERMAYER, C.B. Sistemas de Gestão de Custos: Dificuldades na implantação. Rev. FAE, Curitiba, 
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view/524> Acesso em: 26 jun. 2017.
PIERANTONI, C. R.; VIANNA, A. L. Avaliação de Processo na Implementação de Políticas Públicas: a Im-
plantação do Sistema de Informação e Gestão de Recursos Humanos em Saúde (SIG-RHS) no Contexto 
das Reformas Setoriais. PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 13, n. 1, p.59-92, 2003. Disponível 
em: <http://www.scielo.br/pdf/physis/v13n1/a04v13n1.pdf>. Acesso em: 26 jun. 2017.
Unidade 4 • Utilização das tecnologias da informação no contexto das práticas de saúde e no processo de trabalho em 
saúde
99/237
Desta forma, nota-se que o processo de 
trabalho em saúde, tanto na sua dimensão 
assistencial, quanto gerencial e educacio-
nal, tem sido influenciado pelo uso de tec-
nologia. Dentro deste cenário, a cultura de 
segurança do paciente, a comunicação e 
a busca por melhoria contínua são direta-
mente influenciadas pelo uso de tecnolo-
gia. As inovações tecnológicas favorecem a 
identificação do paciente. A comunicação 
entre os profissionais de saúde, o registro 
fidedigno da assistência prestada, assim 
como o agrupamento e recuperação da in-
formação gerenciada, favorecem o desen-
volvimento de indicadores, taxas e outras 
informações visuais que apoiem a gestão 
em saúde. Além disso, as novas tecnologias 
flexibilizam atividades como as ações de 
educação em saúde, possibilitando novas 
abordagens metodológicas.
Todas estas iniciativas modificam o proces-
so de trabalho dos profissionais de saúde, 
assim como possuem um impacto direto na 
qualidade da assistência prestada e, mais 
além, globalmente nas questões nevrálgicas 
da saúde de nossa sociedade. Este impacto 
deve ser avaliado e refletido tanto em seu 
âmbito positivo quanto no negativo, para 
que estes sistemas apoiem estas ações sem 
causar danos aos trabalhadores e clientes 
em saúde. Estudos devem ser conduzidos 
para avaliar como a implementação destes 
sistemas se dá, quais as dificuldades que 
enfrenta, quais os impactos reais no pro-
cesso de trabalho e na saúde do trabalha-
dor, quais suas vantagens para a qualidade 
Unidade 4 • Utilização das tecnologias da informação no contexto das práticas de saúde e no processo de trabalho em 
saúde
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do trabalho prestado, entre outras inquie-
tações que são levantadas pelo uso destas 
tecnologias. 
Unidade 4 • Utilização das tecnologias da informação no contexto das práticas de saúde e no processo de trabalho em 
saúde
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Glossário
Implantação: Pode significar “iniciar e promover o desenvolvimento de (algo ou de si mesmo); 
estabelecer(-se), fixar(-se)” (HOUAISS et al., 2009, s/p). É um processo que pode ser estabeleci-
do de diversas formas, das mais rígidas às mais flexíveis. 
Indicadores: São “medidas que expressam ou quantificam um insumo, um resultado, uma ca-
racterística ou o desempenho de um processo, serviço, produto ou organização, gerando infor-
mações úteis à tomada de decisão” (BRASIL, s/d).
Ações: Do latim (actĭo,onis), pode significar “atividade prática, concreta, que intervém no real 
em contraste à passividade de uma atitude puramente especulativa ou teórica” (HOUAISS et al., 
2009, s/p).
Questão
reflexão
?
para
102/237
Tomando como base o excerto abaixo retirado do estudo de Labbar-
dia (2011, p. 1017), os tópicos que você estudou hoje e em sua ex-
periência com o uso de recursos de informática na gestão de infor-
mações, reflita: Quais desafios e limitações devem ser levados em 
consideração no desenvolvimento e implementação destes instru-
mentos? Ele possui um impacto real no trabalho em saúde? Quais os 
possíveis desafios de sua implantação e utilização do ponto de vista 
do profissional de saúde como agente do processo de trabalho?
Reunindo muitos benefícios, o Sistema Informa-
tizado de Indicadores (...) destaca-se por armaze-
nar dados pertinentes aos processos assistenciais 
(...). Estes poderão ser consultados em tempo real 
e impressos no momento necessário. Tais recursos 
Questão
reflexão
?
para
103/237
poderão ser utilizados, (...) [como] uma moderna 
ferramentade trabalho, capaz de mensurar e con-
tribuir para a qualidade de seu serviço. (...) No en-
tanto, serão necessários mais estudos a fim de ava-
liar e comprovar a eficácia deste sistema, analisar a 
sua utilização (...) e sensibilizá-la [a equipe] quan-
to à importância da utilização dos indicadores no 
processo de trabalho, contribuindo para a melhoria 
contínua do cuidado ao paciente.
104/237
Considerações Finais
• A informação é imprescindível para a qualidade das ações em saúde. Nos processos de traba-
lho da equipe de saúde troca-se informações a todo o tempo e com diferentes atores, sendo 
esta informação caracterizada como heterogênea.
• Tendo como contexto a massiva quantidade de informações geradas pelo trabalho em saúde, 
sua heterogeneidade e a importância da gestão dessa informação para prestar um serviço de 
qualidade, utilizar recursos tecnológicos para apoiar esta gestão é uma prática cada vez mais 
comum entre as organizações em saúde.
• As tecnologias de informação e comunicação (TICs) caracterizam-se como estas ferramentas 
que objetivam agrupar e distribuir informações, buscando tornar esse acesso ágil e menos 
hierarquizado, diminuindo as distâncias geográficas e agregando profissionais e processos.
• Dentro das TICs, os Sistemas de Informação (SI) são aquelas tecnologias que “coletam, proces-
sam, armazenam, analisam e disseminam dados e informações para um propósito específico” 
(TURBAN et al., 2007 apud VALLE et al., 2010, s/p).
105/237
• Os SIS são aqueles SI voltados para o trabalho em saúde. Dentro das organizações sua imple-
mentação tem se popularizado cada vez mais. Neste sentido, políticas públicas como a Política 
Nacional de Informação e Informática em saúde (PNIIS) fomentam cada vez mais experiências 
com recursos tecnológicos na gestão da informação dos serviços de saúde.
Considerações Finais
Unidade 4 • Utilização das tecnologias da informação no contexto das práticas de saúde e no processo de trabalho em 
saúde
106/237
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Indicadores. Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/in-
dex.php/o-ministerio/principal/siops/mais-sobre-siops/6092-indicadores>. Acesso em: 26 jun. 
2017. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Informações estratégicas: Sistemas de Informação. 2008. Disponí-
vel em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/svs/inf_sist_informacao.php>. Acesso em: 22 mar. 2017.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 4.279, de 30 de dezembro de 2010. Estabelece di-
retrizes para a organização da Rede de Atenção à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde 
(SUS). Disponível em: <http://conselho.saude.gov.br/ultimas_noticias/2011/img/07_jan_porta-
ria4279_301210.pdf>. Acesso em: 23 mar. 2017.
BRASIL. Ministério da Saúde. Implantação das Redes de Atenção à Saúde e outras estratégias 
da SAS, Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 160p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Informação e Informática em Saúde. 2016. 
Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_infor_informati-
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CAETANO, K. C.; MALAGUTTI, W. Informática em saúde: uma perspectiva multiprofissional dos 
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Unidade 4 • Utilização das tecnologias da informação no contexto das práticas de saúde e no processo de trabalho em 
saúde
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Referências
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vel em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932016000400877>. 
Acesso em: 22 mar. 2017.
Referências
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Aula 4 - Tema: Utilização das Tecnologias da In-
formação no Contexto das Práticas de Saúde e 
no Processo de Trabalho em Saúde. Bloco I
Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f-
1d/62eb2c9b1b03304d7cc6ece2b930db92>.
Aula 4 - Tema: Utilização das Tecnologias da In-
formação no Contexto das Práticas de Saúde e 
no Processo de Trabalho em Saúde. Bloco II
Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/
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d5fbfb6928d833ba010f6e6f9ede9891>.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/62eb2c9b1b03304d7cc6ece2b930db92
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1. Sobre a informação em saúde, leia as proposições abaixo e as julgue como 
verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) É homogênea, tendo em vista que é coletada por diversos profissionais em diferentes 
momentos. 
( ) É imprescindível para a melhor tomada de decisão em saúde.
( ) O uso de recursos tecnológicos para apoiar esta gestão é uma prática cada vez mais co-
mum entre as organizações em saúde.
Assinale a alternativa correta:
a) F, F, F.
b) V, F, F.
c) V, V, V.
d) F, V, V.
e) V, F, V.
Questão 1
111/237
2. Leia atentamente as proposições sobre a Política Nacional de Informa-
ção e Informática em Saúde (PNIIS):
I – É pautada no artigo 200, inciso V, da Constituição, estabelecendo que cabe ao SUS 
incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico, e foi 
instituída em 2004 em conjunto com a Agenda de Prioridades de pesquisa em saúde.
II – Objetiva promover o uso inovador, criativo e transformadorda tecnologia da infor-
mação a fim de melhorar os processos de trabalho em saúde.
III – Suas ações incluem: Governo Eletrônico (e-Gov), e-Saúde, que inclui o Registro Ele-
trônico em Saúde (RES), gestão da PNIIS e formação de pessoal em informação e informá-
tica em saúde. 
Assinale a alternativa que contém todas as proposições corretas:
a) I.
b) II.
c) III.
d) II e III.
e) I, II, III.
Questão 2
112/237
3. Assinale a alternativa que NÃO apresenta um exemplo de Tecnologia 
de Informação e Comunicação (TIC):
a) Biblioteca Virtual. 
b) Sistema de Informação em Saúde.
c) Prontuário Eletrônico do Paciente.
d) Web aplicação de apoio assistencial.
e) Pulseira de Identificação do paciente.
Questão 3
113/237
4. Considere a manchete a seguir:
O prontuário eletrônico do paciente é:
a) Um sistema de informação em saúde informatizado.
b) Um sistema de informação em saúde não informatizado.
c) Uma web aplicação voltada para a configuração de rede social.
d) Uma web aplicação para consultoria via telefone.
e) Uma política pública de informatização da saúde.
Questão 4
114/237
5. Considere as afirmações sobre os principais sistemas de informação em 
saúde (SIS) do Sistema Único de Saúde (SUS):
I - O Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) dispõe de dados de mortalidade 
consolidados nacionalmente desde 1979.
II – O Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan) contém dados sobre a 
gravidez, parto e condições da criança ao nascer.
III - Os sistemas de informação em saúde objetivam a construção de uma grande rede de 
informações em saúde, sendo estes dados apenas para o uso interno dos gestores do SUS, 
ou seja, inacessíveis à população. 
Assinale a alternativa que contém todas as proposições CORRETAS:
a) I.
b) II.
c) III.
d) II e III.
e) I, II, III.
Questão 5
115/237
Gabarito
1. Resposta: D.
É heterogênea, tendo em vista que é coleta-
da por diversos profissionais em diferentes 
momentos. É imprescindível para a melhor 
tomada de decisão em saúde. O uso de re-
cursos tecnológicos para apoiar esta gestão 
é uma prática cada vez mais comum entre 
as organizações em saúde.
2. Resposta: D.
A Política retratada no item I é a Política Na-
cional de Ciência, Tecnologia e Inovação em 
Saúde (PNCTIS). Assim, somente os itens II e 
III são realmente relacionados à PNISS.
3. Resposta: E.
As TICs podem ser mediadas por compu-
tadores (softwares, planilhas em excel, bi-
bliotecas virtuais), relacionadas às teleco-
municações (telesaúde) ou baseadas nas 
tecnologias de comunicação em rede (web 
aplicações). Desta forma, a única alternati-
va que não se classifica como uma TIC é a 
pulseira de identificação do paciente.
4. Resposta: A.
A literatura científica denomina os sistemas 
de informação em saúde informatizados de 
diversas formas, como: registros eletrônicos 
de saúde, registro médico eletrônico, pron-
tuário eletrônico, entre outros.
116/237
5. Resposta: A.
A proposição I está correta. A proposição II 
trata do Sistema de Informações sobre Nas-
cidos Vivos (Sinasc) e não do SINAN, que 
agrega dados do sistema de vigilância epi-
demiológica, principalmente acerca de do-
enças de notificação compulsória. Com re-
lação à proposição III, embora os sistemas 
de informação em saúde objetivem a cons-
trução de uma grande rede de informações 
em saúde, os dados não são apenas para o 
uso interno dos gestores do SUS, ou seja, 
são acessíveis à população.
Gabarito
117/237
Unidade 5
Inovações tecnológicas na segurança do paciente
Objetivos
• Introduzir os conceitos relacionados à Política Nacional de Segurança do Paciente.
• Refletir sobre o papel das inovações tecnológicas associadas à informática neste contexto.
Unidade 5 • Inovações tecnológicas na segurança do paciente118/237
1. Introdução
Na aula passada introduzimos o conceito 
de Tecnologias de Informação e Comuni-
cação (TICs) como aqueles recursos tecno-
lógicos que objetivam agrupar e distribuir 
informações, tornando esse acesso ágil e 
menos hierarquizado, diminuindo as dis-
tâncias geográficas e agregando profissio-
nais e processos (CAETANO; MALAGUTTI, 
2012). As TICs impactam a forma de se tra-
balhar em saúde. Neste momento da disci-
plina, passaremos a estudar a relação entre 
estes recursos tecnológicos e a atenção em 
saúde de qualidade. 
O conceito de qualidade da assistência sur-
ge em conjunto com a história das áreas do 
conhecimento da saúde, sendo incorporada 
ao cuidado em saúde e reforçada ao longo 
dos anos por grandes personagens da his-
tória, como Hipócrates na medicina ou Flo-
rence Nightingale na enfermagem (BRASIL, 
2014). Entretanto, o conceito de “seguran-
ça do paciente” apenas foi incorporado efe-
tivamente entre os atributos para se medir 
Link
 ALBERTIM. Valor estratégico dos projetos de 
tecnologia de informação. 2001. Disponível 
em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pi-
d=S0034-75902001000300005&script=s-
ci_arttext&tlng=pt> Acesso em: 03 jun. 2017.
Unidade 5 • Inovações tecnológicas na segurança do paciente119/237
qualidade da assistência no século XX, pelo 
Instituto de Medicina (IOM) dos Estados 
Unidos da América (EUA). Para o IOM, quali-
dade do cuidado passou a ser definida como 
“grau com que os serviços de saúde, volta-
dos para cuidar de pacientes individuais 
ou de populações, aumentam a chance de 
produzir os resultados desejados e são con-
sistentes com o conhecimento profissional 
atual” (CHASSIM, GALVIN, 1988, apud BRA-
SIL, 2014).
Neste sentido, a segurança do paciente foi 
definida como o atributo relacionado à ha-
bilidade de “evitar lesões e danos nos pa-
cientes decorrentes do cuidado que tem 
como objetivo ajudá-los” (CHASSIM, GAL-
VIN, 1988, apud BRASIL, 2014). Desta forma, 
para mediarmos o conceito de qualidade da 
assistência, neste momento da disciplina 
utilizaremos o atributo de Segurança do Pa-
ciente, a partir das definições, orientações 
e diretrizes do Programa Nacional de Segu-
rança do paciente. 
2. O Programa Nacional de Se-
gurança do Paciente (PNSP)
Pautando-se na importância do atributo 
“segurança do paciente” para a qualidade 
Para saber mais
A qualidade da assistência é medida por seis atri-
butos. Além da segurança do paciente, são in-
clusos: efetividade, a centralidade no paciente, a 
oportunidade do cuidado, a eficiência e a equida-
de (CHASSIM, GALVIN, 1988, apud BRASIL, 2014).
Unidade 5 • Inovações tecnológicas na segurança do paciente120/237
da assistência em saúde, o PNSP foi instituído pela Portaria GM/MS nº 529/2013, objetivando 
“contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do 
território nacional” (BRASIL, 2017, s/p).
O PNSP parte do pressuposto de abordagem sistêmica para o gerenciamento de erros ou falhas, 
proposto por James Reason, e ficou conhecido como Modelo do queijo suíço (BRASIL, 2014). Re-
ason pressupõe que é impossível eliminar falhas humanas ou técnicas, mas existem mecanis-
mos para evitar que um erro aconteça (REASON, 2000). Desta forma, um erro ou falha acontece 
a partir do momento que diversas barreiras são retiradas ou possuem problemas (Figura 5).
Figura 5 – Modelo de queijo suíço
Fonte: Reason (2000) 
Unidade 5 • Inovações tecnológicas na segurança do paciente121/237
Dentro do PNSP, o Ministério da Saúde ela-
borou seis protocolos básicos de seguran-
ça do paciente, a se saber (Figura 6): Iden-
tificação do paciente; prevenção de lesão 
por pressão; segurança na prescrição, uso 
e administração de medicamento; cirur-
gia segura; prática de higiene das mãos em 
serviços de saúde; e prevenção de quedas 
(BRASIL, 2014). 
Para saber mais
Você sabia que a Organização Mundial da Saúde 
desenvolveu uma Classificação Internacional de 
Segurança do Paciente, e nela foram definidos al-
guns termos-chave para a segurança do pacien-
te? No contexto do PNSP, todo “evento ou circuns-
tância que poderia ter resultado, ou resultou, em 
dano desnecessário ao paciente” (BRASIL, 2014, 
p. 7) é denominadode incidente, sendo aqueles 
que efetivamente resultaram em danos chama-
dos de eventos adversos. 
Para saber mais
Desde abril de 2016 o termo “Úlcera Por Pressão” 
passou a ser nomeado “Lesão Por Pressão” por 
consenso da comunidade científica internacional 
em anúncio da National Pressure Ulcer Advisory Pa-
nel (NPUAP), que é uma organização norte-ameri-
cana, sem fins lucrativos, dedicada à prevenção e 
ao tratamento de lesões por pressão. Para saber 
mais sobre as sociedades brasileiras que tam-
bém tratam do tema, acesse o link disponível em: 
<http://www.sobest.org.br/textod/35> Aces-
so em 10/08/2017. 
http://www.sobest.org.br/textod/35
Unidade 5 • Inovações tecnológicas na segurança do paciente122/237
Tais protocolos têm como características se-
rem sistêmicos, gerenciados, promoverem 
a melhoria da comunicação, constituírem 
instrumentos para construir uma prática 
assistencial segura, oportunizam a vivência 
do trabalho em equipes e gerenciam riscos 
(BRASIL, 2014).
Figura 6 – Protocolos básicos para a segurança do paciente
Fonte: Brasil (2014)
Unidade 5 • Inovações tecnológicas na segurança do paciente123/237
3) Ações de melhoria para 
aprimorar ou compensar 
qualquer dano ao pacien-
te depois de um inciden-
te. 4) Ações de redução 
de risco – para prevenir a 
ocorrência de um mesmo 
incidente ou de incidente 
similar e para melhorar a 
resiliência do sistema. 5) 
Ações que busquem com-
preender a realidade e o 
perfil assistencial do ponto 
de atenção, possibilitando 
observar os maiores riscos 
envolvidos no cuidado.
Além das estratégias e ações, o fomento 
à pesquisa científica tem agregado valor à 
As ações do PNSP articulam-se com os ob-
jetivos de outras políticas de saúde para 
somar esforços aos cuidados em redes de 
atenção à saúde (BRASIL, 2017). A respeito 
destas ações, o Ministério da Saúde as orga-
niza em cinco categorias, sendo elas (BRA-
SIL, 2014, p. 21):
1) Ações definidas a partir 
da detecção de um inci-
dente. 2) Ações (Fatores 
de Mitigação) que previ-
nem ou moderam a pro-
gressão de um incidente, 
tomadas depois da ocor-
rência de um erro que te-
nha colocado em xeque os 
mecanismos de prevenção 
de incidentes existentes. 
Unidade 5 • Inovações tecnológicas na segurança do paciente124/237
questão da segurança do paciente. Visando 
compreender melhor o escopo destes proje-
tos, a OMS lançou um documento denomi-
nado “WHO patient safety research: better 
knowledge for safer care”, em 2009, que 
indica os tipos de pesquisa com maior po-
tencial de contribuição para a segurança do 
paciente, sendo os principais (WHO, 2009, 
p. 2, tradução livre) aquelas pesquisas que:
(1) medem danos ao pa-
ciente, (2) compreendem 
causas dos incidentes de 
segurança, (3) desenvol-
vem soluções para a segu-
rança, (4) aprendem com 
a implementação de solu-
ções para a segurança, (5) 
avaliam impacto das solu-
ções e (6) traduzem me-
lhorias das pesquisas em 
segurança do paciente na 
política e na prática.
Para saber mais
É importante lembrar que o conceito de tipo de 
pesquisa pode variar de acordo com o contexto. 
Uma pesquisa científica pode ser classificada de 
acordo com seus objetivos, métodos, natureza, 
abordagem do problema a ser investigado, entre 
outros (SILVA; MENEZES, 2005).
Dentro deste contexto, a utilização de TICs 
tem demonstrado potencial de diminuir o 
número de falhas, erros e eventos adversos 
nos processos assistenciais, assim como 
Unidade 5 • Inovações tecnológicas na segurança do paciente125/237
oferecer apoio à decisão clínica e gerencial 
e para a análise dos dados clínicos para as-
sistência e pesquisas em saúde (PERES; MA-
RIN, 2013). Diversos projetos científicos têm 
explorado o uso de informática para me-
lhorar a qualidade da assistência e garantir 
a segurança do paciente. Tais projetos são 
caracterizados como projetos de grande 
complexidade, pois envolvem profissionais 
de distintas áreas de conhecimento que 
apresentam diferentes formas de expres-
são e de interpretação da realidade (PERES; 
MARIN, 2013).
3. TICs e a segurança do pacien-
te: experiências da literatura 
científica
A inserção de recursos tecnológicos tem se 
tornado uma realidade nos serviços de saú-
de. Neste sentido, um estudo de revisão bi-
bliográfica acerca da contribuição das TICs 
para a segurança do paciente que utilizou 
como contexto de pesquisa o cenário das 
Unidades de Terapia Intensiva (UTI) encon-
trou em seus resultados que as TICs contri-
buem para a segurança do paciente em três 
âmbitos: “sistemas de informação e infor-
mática em saúde: o registro eletrônico para 
a continuidade do cuidado de Enferma-
gem”, “sistemas de apoio à decisão: con-
tribuições para a segurança do paciente” e 
Unidade 5 • Inovações tecnológicas na segurança do paciente126/237
Neste contexto, O PEP é compreendi-
do como (PINTO, 2006, s/p): 
Um documento eletrônico 
constituído pelo conjun-
to de informações con-
cernentes a uma pessoa 
doente, aos tratamentos 
e cuidados a ela dispensa-
dos, bem como à gestão e 
fluxo de informação e co-
municação atinentes ao 
paciente das organizações 
de saúde.
Este tipo de prontuário facilita a rastrea-
bilidade do paciente, assim como a comu-
nicação entre os diferentes profissionais. 
Ademais, é possibilitado por meio do PEP o 
acesso de mais de um profissional às infor-
“indicadores de qualidade do cuidado e de 
segurança do paciente a partir dos registros 
eletrônicos” (SOUSA; DAL SASSO; BARRA, 
2012, p. 973). Com base nos tipos de pes-
quisa orientados pela OMS como principais 
pesquisas na segurança do paciente e no 
estudo de Sousa, Dal Sasso e Barra (2012), 
passaremos, agora, a apresentar algumas 
experiências positivas existentes na litera-
tura sob esta temática.
I. Sistemas de informação e informá-
tica em saúde: o registro eletrônico 
para a continuidade do cuidado de 
Enfermagem. O Prontuário eletrônico 
do paciente (PEP) garante o armaze-
namento, recuperação e agrupamen-
to de informações sobre o cuidado 
prestado de forma rápida e segura. 
Unidade 5 • Inovações tecnológicas na segurança do paciente127/237
mações daquele paciente, facilitando tam-
bém a integração da equipe multiprofissio-
nal. 
É preciso ter em mente, ainda, que as infor-
mações são cruciais no cuidado em saúde, 
portanto, há uma conexão direta entre o 
grau de acesso às informações, sua preci-
são e completude e a segurança do pacien-
te (SOUSA; DAL SASSO; BARRA, 2012).
Partindo da utilização do PEP é possível 
pensar em duas possibilidades comple-
mentares indispensáveis para a segurança 
do paciente: a construção de sistemas de 
apoio à decisão e a construção de indicado-
res em saúde.
II. Sistemas de Apoio à decisão para a 
Segurança do Paciente
Os sistemas de apoio à decisão, ca-
racterizados como sistemas de infor-
mação em saúde que “integram uma 
base de conhecimento ativo a partir 
da utilização de dados/informações 
do paciente para gerar conselhos/in-
dicações específicas para determina-
da necessidade” (SOUSA; DAL SASSO; 
BARRA, 2012, p. 975) são amplamente 
encontrados na literatura científica. 
Unidade 5 • Inovações tecnológicas na segurança do paciente128/237
mações em prol da segurança do paciente, 
facilitando também a construção de indica-
dores de saúde (POMPILIO JUNIOR; ERMETI-
CE, 2011).
Tendo em vista que os indicadores “são me-
didas que expressam ou quantificam um 
insumo, um resultado, uma característica 
ou o desempenho de um processo, serviço, 
produto ou organização, gerando informa-
ções úteis à tomada de decisão” (BRASIL, 
2017, s/p). O uso de TICs para o apoio à de-
cisão poderia fomentar a obtenção dos in-
dicadores ligados à segurança do paciente, 
por exemplo: Taxa de infecção hospitalar, 
índice de quedas, índices de prevalência de 
lesão por pressão, entre outros. E, conse-
quentemente, fomentar ações de educação 
permanente dos profissionais de saúde e 
Link
LAURENTI, T. C. et al. Gestão Informatizada de In-
dicadoresde Úlcera Por Pressão. J. Health Inform., 
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Health Inform., v. 3, n. 1, p. 9-12, 2011. Disponível 
em: <http://www.jhi-sbis.saude.ws/ojs-jhi/
index.php/jhi-sbis/article/view/81/43> Aces-
so em 29 jun. 2017.
A partir do uso de informações dos serviços 
de saúde, estes recursos tecnológicos faci-
litam a recuperação e utilização de infor-
Unidade 5 • Inovações tecnológicas na segurança do paciente129/237
mudanças de conduta dentro da organiza-
ção, visando diminuir a ocorrência destes 
incidentes e aumentando a segurança do 
paciente. 
Um exemplo desta associação pode ser ana-
lisado no estudo de Laurenti et al. (2015) que 
objetivava criar um sistema informatizado 
de apoio à decisão para gestão de indica-
dores de úlcera de pressão. Neste estudo, os 
autores identificaram que a gestão destes 
dados possibilitava a identificação de opor-
tunidades de reestruturação do protocolo, 
promovendo a qualificação do cuidado e 
melhores práticas em saúde (LAURENTI et 
al., 2015).
III. Dispositivos Tecnológicos de Beira 
de Leito
Os dispositivos tecnológicos de bei-
ra de leito são aquelas tecnologias de 
informação e comunicação que são 
utilizadas à beira do leito hospitalar 
para o registro eletrônico de saúde 
dos clientes ou para o apoio à decisão 
(BARRA; DAL SASSO, 2010).
Unidade 5 • Inovações tecnológicas na segurança do paciente130/237
Link
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Unidade 5 • Inovações tecnológicas na segurança do paciente131/237
Sperandio (2008, apud TIBES, 2015, p. 66) 
elenca como benefícios do uso de compu-
tadores à beira de leito o fato dele:
Acessar, coletar e docu-
mentar informações sobre 
o paciente (...), realizar eta-
pas do processo de enfer-
magem (PE), acompanhar 
a necessidade de mobili-
dade dos profissionais de 
enfermagem nas ações de 
assistência, reduzir o tem-
po despendido na docu-
mentação das atividades, 
diminuir a probabilidade 
de perda das informações 
e a padronização das in-
formações. 
Outro benefício dos computadores à beira 
de leito vinculado diretamente à PNSP é a 
possibilidade de identificação em beira de 
leito (BONFÁ et al., s/p). 
Para ilustrar os benefícios elencados acima, 
reflita sobre o estudo de Bonfá et al. (s/d, p. 
31) que buscava analisar a implementação 
de um sistema informatizado de beira de lei-
to para a administração de medicamentos, 
e identificou como pontos fortes do siste-
ma: “Sistema informatizado em circuito fe-
chado, desde a prescrição até a administra-
ção de medicamentos”, “Desenvolvimento 
interno do sistema, facilitando adaptações 
necessárias”, “Ferramenta para monitorar 
a prevenção e diminuição de erros e, con-
sequentemente, aumento na segurança do 
tratamento do paciente”, “rastreamento 
Unidade 5 • Inovações tecnológicas na segurança do paciente132/237
dos medicamentos, em conformidade com 
resolução RDC 59 da Anvisa” e “Ferramenta 
para acompanhamento de pesquisas clíni-
cas”. 
Além da tecnologia beira leito descrita aci-
ma, a segurança do paciente no que tange 
à administração segura de medicamentos 
pode ser garantida a partir de diferentes 
perspectivas. Neste sentido, é possível re-
fletir que para a garantia dessa meta é pre-
ciso acompanhar desde a prescrição até os 
efeitos da droga administrada, passando 
pela dispensação deste medicamento pela 
farmácia, pela preparação e administração 
pela equipe de enfermagem.
As inovações tecnológicas todas estas fa-
ses. Durante a etapa de prescrição, com a 
prescrição eletrônica através da digitaliza-
ção da prescrição médica, é possível garan-
tir a legibilidade e confiabilidade na prescri-
ção de medicamentos. Podemos perpassar 
outros processos, como a automação do 
processo de dispensação da medicação 
pela farmácia, a utilização de bombas de 
infusão automáticas, etc. O próprio dispo-
sitivo beira leito possibilita a checagem da 
identificação do paciente, da prescrição e 
do medicamento através de código de bar-
ras. Chegando até à melhor monitorização 
deste paciente por meio de sistemas de mo-
nitorização automáticos. 
Unidade 5 • Inovações tecnológicas na segurança do paciente133/237
Glossário
Atributo: Do latim (attributus,a,um), pode significar “aspecto, qualitativo ou quantitativo, que 
distingue um integrante de um conjunto observado” (HOUAISS et al., 2009, s/p). 
Sistêmica: Do inglês (systemic), pode significar “que diz respeito à visão geral, estrutural de um 
sistema, seu conjunto, suas relações internas” (HOUAISS et al., 2009, s/p). Partindo de teóricos 
como Ludwig von Bertalanffy, pode se referir à teoria geral dos sistemas. 
Leito Hospitalar: “É a cama numerada e identificada destinada à internação de um paciente 
dentro de um hospital, localizada em um quarto ou enfermaria, que se constitui no endereço 
exclusivo de um paciente durante sua estadia no hospital e que está vinculada a uma unidade 
de internação ou serviço” (BRASIL, 2002, p. 15).
Questão
reflexão
?
para
134/237
Considerando os tópicos que você estudou hoje e em sua ex-
periência com o uso de recursos de informática no apoio à se-
gurança do paciente, reflita: Quais os desafios e limitações 
que devem ser levados em consideração no desenvolvimento 
e implementação destes instrumentos? Ele possui um impac-
to real no trabalho em saúde? Quais as contribuições positivas 
das TICs para a diminuição de erros e falhas? Há relação entre 
a utilização de TICs sob o olhar da segurança do paciente e a 
qualidade do serviço prestado?
135/237
Considerações Finais
• O conceito de segurança do paciente, conjuntamente com outros cinco atributos (efetivida-
de, a centralidade no paciente, a oportunidade do cuidado, a eficiência e a equidade), mede a 
qualidade da assistência prestada em saúde.
• Segurança do paciente como o atributo relacionado à habilidade de “evitar lesões e danos 
nos pacientes decorrentes do cuidado que tem como objetivo ajudá-los” (CHASSIM, GALVIN, 
1988, apud BRASIL, 2014).
• O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) foi instituído pela Portaria GM/MS nº 
529/2013 e trata da qualificação do cuidado em saúde nos serviços de saúde. O PNSP se ba-
seia em uma abordagem sistêmica para o gerenciamento de falhas e erros que pressupõe que 
tal erro (ou falha) acontece a partir do momento em que diversas barreiras são retiradas ou 
possuem problemas.
• As TICs, quando inseridas no contexto da segurança do paciente, podem contribuir em todos 
os âmbitos de abrangência das ações de segurança do paciente. Neste sentido, a OMS definiu 
seis nichos principais de pesquisa em segurança do paciente, sendo todos passíveis de explo-
ração do apoio tecnológico.
136/237
• Na prática, as TICs têm contribuído, sob a ótica da segurança do paciente, na forma de dois 
grandes formatos: sistemas de apoio à decisão e dispositivos tecnológicos de beira de leito.
Considerações Finais
Unidade 5 • Inovações tecnológicas na segurança do paciente137/237Referências
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d=S003475902001000300005&script=sci_arttext&tlng=pt> Acesso em: 03 jun. 2017.
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PINTO, V. B. Prontuário Eletrônico do Paciente: Documento Técnico de Informação e Comunica-
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Referências
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PSP_2009.10_eng.pdf> Acesso em 29 jun. 2017.
Referências
140/237
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Aula 5 - Tema: Inovações Tecnológicas na Segu-
rança do Paciente. Bloco I
Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/
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Aula 5 - Tema: Inovações Tecnológicas na Segu-
rança do Paciente. Bloco II
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d7f0de2b0b61ca0033b07b063fa29a6c>.
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141/237
1. Sobre as TICs na segurança do paciente, leia as proposições abaixo e as 
julgue como verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) As TICs são recursos tecnológicos que agrupam e distribuem informações.
( ) As TICs contribuem na segurança do paciente na medida em que tornam o acesso a 
informações mais ágil e menos hierarquizado, diminuindo as distâncias geográficas e agre-
gando profissionais e processos. 
( ) Dentro das contribuições das TICs para a segurança do paciente, os dispositivos de beira 
de leito têm demonstrado efetividade nas ações de promoção da segurança, por exemplo, 
no apoio à identificação do paciente.
Assinale a alternativa correta:
a) F, F, F.
b) V, F, F.
c) V, V, V.
d) F, V, V.
e) V, F, V.
Questão 1
142/237
2. Qual das alternativas abaixo NÃO possui um exemplo de atributo medi-
dor da qualidade da assistência, segundo o olhar do Instituto de Medicina 
(IOM):
Questão 2
a) Segurança do paciente.
b) Sustentabilidade.
c) Efetividade.
d) Centralidade no paciente.
e) Equidade.
143/237
3. Considere as afirmações sobre o Programa Nacional de Segurança do 
Paciente (PNSP):
I - Foi instituído pela Portaria GM/MS nº 529, de 2013. 
II – Seu principal objetivo é contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos 
os estabelecimentos de saúde do território nacional.
III - O PNSP parte do pressuposto de abordagem analítica para o gerenciamento de erros 
ou falhas, que ficou conhecido como Modelo do queijo suíço.
Assinale a alternativa que contém todas as proposições CORRETAS:
Questão 3
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) I, II, III.
144/237
4. Um evento adverso é definido como:
Questão 4
a) Uma ação de redução de risco para prevenir a ocorrência de um mesmo incidente.
b) Um evento ou circunstância que poderia ter resultado, ou resultou, em dano desnecessário 
ao paciente.
c) Aqueles incidentes que efetivamente resultaram em danos ao paciente.
d) Todo incidente que não resulta em dano real ao paciente.
e) Eventos ou circunstâncias que poderiam ter resultado em um incidente.
145/237
5. Acerca dos benefícios do uso de computadores à beira de leito, consi-
dere as proposições abaixo: 
I - Padronizar informações é um benefício que se associa com os Protocolos Básicos de 
Segurança do Paciente na medida de melhorar a comunicação entre os profissionais de 
saúde.
II - Identificar o paciente é um benefício que se associa com o tópico “Prevenção de que-
das” dos Protocolos Básicos de Segurança do Paciente.
III – Identificar corretamente o paciente é um dos seis tópicos dos Protocolos Básicos de 
Segurança do Paciente, porém não é um benefício do uso de TICs para a segurança do 
paciente. 
Assinale a alternativa que contém todas as proposições CORRETAS:
Questão 5
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) I, II, III.
146/237
Gabarito
1. Resposta: C.
Todas as afirmações estão corretas, pois as 
TICs são recursos tecnológicosque agru-
pam e distribuem informações, que obje-
tivam tornar o acesso a informações mais 
ágil e menos hierarquizado, diminuindo as 
distâncias geográficas e agregando profis-
sionais e processos. Desta forma, as con-
tribuições das TICs para a segurança do 
paciente são inúmeras. Dentro de tais con-
tribuições, os dispositivos de beira de leito 
têm demonstrado efetividade nas ações de 
promoção da segurança, por exemplo, no 
apoio à identificação do paciente.
2. Resposta: B.
Os atributos que medem a qualidade da as-
sistência estão pautados na relação entre 
profissionais de saúde e clientes, sendo eles: 
segurança do paciente, efetividade, a cen-
tralidade no paciente, a oportunidade do 
cuidado, a eficiência e a equidade (CHAS-
SIM, GALVIN, 1988, apud BRASIL, 2014). 
Desta forma, apenas a sustentabilidade não 
está relacionada à qualidade da assistência.
3. Resposta: D.
As proposições I e II estão corretas. Com rela-
ção à proposição III, a abordagem para o ge-
renciamento de falhas e erros NÃO é descrita 
corretamente. Desta forma, a proposição es-
taria correta se estivesse redigida da seguin-
te maneira: O PNSP parte do pressuposto de 
abordagem sistêmica para o gerenciamento 
de erros ou falhas, que ficou conhecido como 
147/237
Modelo do queijo suíço.
4. Resposta: C.
Os eventos adversos são aqueles incidentes 
que efetivamente resultaram em danos ao 
paciente. Lembrando que é denominado de 
incidente todo evento ou circunstância que 
poderia ter resultado, ou resultou, em dano 
desnecessário ao paciente.
5. Resposta: A.
A primeira proposição está correta. Com re-
lação à segunda, embora identificar o pa-
ciente seja um benefício, ele não se asso-
cia apenas com o tópico “Reduzir o risco de 
quedas e lesões por pressão” dos Protoco-
los Básicos de Segurança do Paciente. Já em 
Gabarito
relação à terceira proposição, que também 
não está correta, o problema está em afir-
mar que identificar corretamente o pacien-
te não é um benefício do uso de TICs para a 
segurança do paciente. 
148/237
Unidade 6
Uso de tecnologias de informática nos diversos cenários e níveis de atenção
Objetivos
• Introduzir os conceitos relacionados ao uso de tecnologias nos diversos cenários e níveis 
de atenção.
• Introduzir o conceito de automação hospitalar.
• Refletir sobre
Unidade 6 • Uso de tecnologias de informática nos diversos cenários e níveis de atenção149/237
1. Introdução
O uso de tecnologias na assistência em 
saúde pode ser empregado em diversos 
cenários e contextos. Para tanto, é preciso 
compreender o conceito de tecnologias na 
saúde. Mehry et al., em 1997, classificou o 
termo tecnologia no contexto da saúde em 
três níveis, e tal classificação ainda hoje é 
amplamente aceita pela comunidade cien-
tífica. 
Nela, a tecnologia em saúde é dividida em 
(MEHRY et al., 1997 apud BARRA, 2006): (1) 
Tecnologia dura: aquela constituída pelos 
materiais concretos. Exemplo: equipamen-
tos, insumos etc. (2) Tecnologia leve-dura: 
aquela que inclui os saberes estruturados, 
ou seja, as disciplinas que atuam em saú-
de. Exemplo: Farmacologia, Fisiologia etc. 
(3) Tecnologia leve: aquela que se refere ao 
processo de produção da comunicação, das 
relações e de vínculos que relacionam pro-
fissionais e usuários de saúde. Desta forma, 
quando falamos em tecnologias de infor-
mática, devemos ter em mente que elas se 
enquadram na tecnologia dura e que em 
conjunto a ela novas formas de tecnologia 
leve-dura e leve também são necessárias. 
Na aula passada tratamos especificamente 
do uso de Tecnologias de Informação e Co-
municação (TICs) voltadas para a segurança 
do paciente. Agora, passaremos a introduzir 
novas tecnologias sob a perspectiva da as-
sistência em saúde.
Unidade 6 • Uso de tecnologias de informática nos diversos cenários e níveis de atenção150/237
2. Telessaúde, Telenfermagem, 
Telemedicina
O termo telessaúde foi concebido por Ey-
senbach (2001) referindo-se a “uma nova 
maneira de pensar os processos de saúde, 
quebrando a barreira da distância, usando 
as tecnologias da informação e a telecomu-
nicação”. 
Ressalta-se que nem sempre o termo é 
compreendido como uma modalidade de 
serviço em saúde (SILVA, 2014). Em alguns 
cenários, na literatura científica, ela pode 
significar uma “aplicação computacional de 
uso clínico em rede”, ou parte dela, ou ain-
Para saber mais
O termo é compreendido como um hibridismo, 
formado pelo radical da palavra grega “tele” que 
significa ao longe, à distância, e a palavra saúde 
(do latim salute). Desta forma, considerando o 
novo acordo gramatical, incluiu-se na palavra a 
redação dos dois “ss”, formando a palavra teles-
saúde. Ressalta-se ainda que o termo telessaúde 
também pode ser encontrado em suas formas si-
nônimas: e-saúde, saúde on-line, entre outros.
Unidade 6 • Uso de tecnologias de informática nos diversos cenários e níveis de atenção151/237
da, ser vista como a “transmissão de informações e dados médicos via redes de telecomunica-
ções para centros especializados” (SILVA, 2014, s/p).
Uma outra confusão recorrente na literatura é do termo telessaúde com outros termos relacio-
nados como telemedicina ou telenfermagem. Neste sentido, é preciso ressaltar que a telessaúde, 
com sua caracterização mais ampla, prevê que as disciplinas da área da saúde desenvolvam 
atividades referentes à saúde à distância (DAL SASSO, 2012). 
Link
MALDONADO, J. M. S. V.; MAERQUES, A. B.; CRUZ, A. Telemedicina: desafios à sua difusão no Brasil. 
Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 32, n. 2, 2016. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/csp/
v32s2/pt_1678-4464-csp-32-s2-e00155615.pdf> Acesso em 08 jun. 2017.
CORREIA, A.D.M.S. et al. Telessaúde, Brasil, Redes e Teleodontologia: Relato de Experiência em Mato 
Grosso do Sul. Brazilian Journal of Telehealth, v. 2, n. 2, 2013. Disponível em: <http://www.e-publi-
cacoes.uerj.br/index.php/jbtelessaude/article/view/8137> Acesso em 08 jun. 2017.
Unidade 6 • Uso de tecnologias de informática nos diversos cenários e níveis de atenção152/237
Desta forma, o termo telemedicina, por 
exemplo, diz respeito ao (LEE, 2000 apud 
SILVA, 2014, s/p):
“Uso de áudio, vídeo e ou-
tros recursos tecnológicos 
de telecomunicações e de 
processamento eletrônico 
de informações para trans-
missão de mensagens e 
dados relevantes para a 
diagnose e tratamento 
médicos, a fim de prover 
serviços de saúde ou for-
necer cuidados salutares 
pessoais em locais distan-
tes”.
De forma análoga, a telenfermagem trata 
do: “uso das telecomunicações e das tecno-
logias computacionais para prestar cuidado 
de enfermagem. É qualquer enfermagem à 
distância, mediada no todo ou em parte, por 
meios eletrônicos” (DAL SASSO, 2012, p. I).
De maneira geral, as principais aplicações 
da telessaúde (e suas variáveis em áreas 
distintas da saúde) incluem diferentes pos-
sibilidades, como o envio de e-mail entre 
profissionais de saúde, videoconferências, 
envio de imagens e resultados laboratoriais, 
entre outros (SANTOS et al., 2006).
Assim, as principais vantagens do uso de 
telessaúde no contexto da saúde brasileiro 
dizem respeito à facilidade de acesso às in-
formações em saúde e a agilidade dos pro-
cessos, através de procedimentos de baixo 
custo, permitindo assim o aprimoramento 
assistencial, a educação popular em saúde e 
Unidade 6 • Uso de tecnologias de informática nos diversos cenários e níveis de atenção153/237
a qualificação permanente dos profissionais 
de saúde (MOURÃO, 2016). Neste contex-
to, uma aplicação prática destes benefícios 
está na melhoria da assistência em saú-
de em regiões remotas, nas quais o acesso 
aos serviços de saúde é precário (MOURÃO, 
2016), sendo identificada como potente do 
ponto de vista econômico e social, por teó-
ricos, para solucionar questões nevrálgicas 
contemporâneas da saúde brasileira (MAL-
DONADO; MARQUES; CRUZ, 2016).
Em contrapartida, observa-se que a reali-
zação de alguns desdobramentos dessas 
atividades, por exemplo, as teleconsultas,é 
proibida no Brasil pelo Conselho Federal de 
Medicina (CFM) (SEBRAE, 2015). 
Tendo em vista a aproximação geográfica ci-
tada acima, associada à telessaúde encon-
tra-se a ferramenta de videoconferência. O 
conceito de videoconferência diz respeito 
à “conferência realizada interativamente, 
com transmissão de imagem e som entre os 
interlocutores, via televisão, em circuito fe-
chado ou rede de computadores” (HOUAISS 
et al., 2009, s/p). Esta ferramenta também 
pode ser utilizada para a educação em saú-
de, dentro da modalidade de Ensino à Dis-
tância (EAD).
3. Jogos sérios e Realidade vir-
tual no contexto da assistência 
em saúde
Os jogos sérios (do inglês, serious game) são 
jogos que objetivam alcançar resultados 
específicos de aprendizagem, estes jogos 
Unidade 6 • Uso de tecnologias de informática nos diversos cenários e níveis de atenção154/237
devem possuir um propósito específico e 
oferecer oportunidades de aprendizagem e 
de mudanças de comportamento (MACHA-
DO et al., 2011).
Eles são desenvolvidos a partir de três ele-
mentos fundamentais: propósito, conteúdo 
e desenho. O primeiro estabelece o que se 
deseja desenvolver com o jogo (Ex.: cogni-
ção, comportamento, técnica, teoria, habi-
lidade, entre outras). O segundo situa a base 
de informações para chegar a um propósito, 
ou seja, é estabelecido um roteiro (ambien-
tação) diretamente ligado ao propósito. Por 
fim, o terceiro define o modo como o tal pro-
pósito será atingido e o conteúdo apresen-
tado, estando conexo à programação e aos 
modelos de apresentação do conteúdo. (Ex.: 
simulações, criação de mundos virtuais, en-
tre outros) (CRUZ, 2008).
Para saber mais
Jogos podem ser significados como uma designa-
ção genérica de certas atividades cuja natureza ou 
finalidade é recreativa; diversão, entretenimento 
(HOUAISS et al., 2009, s/p). Os jogos podem ou 
não ser eletrônicos. O primeiro jogo eletrônico foi 
desenvolvido nos EUA, em 1958, jogo chamado 
“Tennis or Two” (FERREIRA; ORNELLASM; BERNI, 
2009, apud DEGUIRMENDJIAN; MIRANDA; ZEM-
-MASCARENHAS, 2016).
Unidade 6 • Uso de tecnologias de informática nos diversos cenários e níveis de atenção155/237
Link
MORAIS, A. M.; MACHADO, L. S.; VALENÇA, A. M. G. Definindo a abordagem de comunicação 
no planejamento de um serious games voltado para saúde bucal em bebês. s/p. Disponível 
em: <https://pdfs.semanticscholar.org/dc0a/1cc6bb15b80abf7f7a6ae29de5f935292b7c.pdf> 
Acesso em 08 jun. 2017.
DIAS, J. D. et al. Design e avaliação de um jogo educacional de anatomia e fisiologia digestória 
humana. In: SBC Proceedings of SBGames. 2016. Disponível em: <http://www.sbgames.org/
sbgames2016/downloads/anais/156951.pdf> Acesso em 08 jun. 2017.
Além disso, os jogos sérios (Figura 7) podem ser classificados como ativos ou passivos (DIAS, 
2015), sendo os ativos aqueles que utilizam plataformas e tecnologias de movimento, enquanto 
os inativos não utilizam estes recursos, focando-se em aspectos motivacionais, de persuasão e 
de mudança de comportamento.
Unidade 6 • Uso de tecnologias de informática nos diversos cenários e níveis de atenção156/237
Figura 7 – Ilustração de Serious Game
 
Fonte: FONSECA et al. (2015)
Quando falamos de jogos sérios no contexto da assistência, os jogos ativos ganham maior des-
taque. Neste sentido, um estudo (DEGUIRMENDJIAN; MIRANDA; ZEM-MASCARENHAS, 2016) que 
buscava caracterizar os serious game desenvolvidos no contexto brasileiro identificou que 57% 
dos jogos encontrados na literatura científica eram jogos ativos. No contexto assistencial, os 
jogos sérios brasileiros contribuem para a promoção da saúde, o diagnóstico, o tratamento e a 
reabilitação (DEGUIRMENDJIAN; MIRANDA; ZEM-MASCARENHAS, 2016).
Unidade 6 • Uso de tecnologias de informática nos diversos cenários e níveis de atenção157/237
Para o desenvolvimento de um jogo sério, al-
guma plataforma digital deve ser utilizada. 
Deguirmendjian, Miranda e Zem-Mascare-
nhas (2016) identificaram tanto o compu-
tador quanto o videogame como platafor-
mas utilizadas nos jogos desenvolvidos no 
Brasil. Acerca dos dispositivos encontrados, 
os autores discutiram (DEGUIRMENDJIAN; 
MIRANDA; ZEM-MASCARENHAS, 2016, p. 
267):
Existem ainda várias outras 
plataformas para jogos ele-
trônicos, por exemplo, vi-
deogame, minigames, ce-
lulares, palms, etc., sendo 
que cada uma possui suas 
características de proces-
samento, relacionadas ao 
vídeo, memória, sistema 
operacional, gráfico e jo-
gabilidade. Explora-se as 
plataformas de videogame 
Nintendo Wii e Microsoft 
Xbox. 
Mas, na prática, como um jogo pode contri-
Para saber mais
Os jogos sérios podem ser utilizados para diver-
sos contextos para além da assistência, como a 
educação popular em saúde e a formação, tanto 
inicial quanto permanente, dos profissionais de 
saúde. Iremos retomar os âmbitos dos jogos sé-
rios voltados para a educação em um outro mo-
mento da disciplina. Fique atento!
Unidade 6 • Uso de tecnologias de informática nos diversos cenários e níveis de atenção158/237
buir para a assistência? Vamos estudar al-
guns exemplos!
Exemplo 1 - Jogo sério passivo: Uso de um 
role playing game (RPG) como uma ferra-
menta em psicoterapia (LINDEMBERG; SIL-
VA, 2013). Implicação para a assistência: A 
utilização do jogo mostrou-se para o de-
senvolvimento de várias formas de desen-
volvimento social, sério potencial para o 
apoio da psicoterapia em grupo (LINDEM-
BERG; SILVA, 2013).
Exemplo 2 – Jogo sério ativo: Uso de um jogo 
sério com tecnologia de realidade virtual 
para o restabelecimento de equilíbrio de 
um paciente com paralisia cerebral (LOPES 
et al., 2013). Implicações para a assistên-
cia: o uso do jogo ativo mostrou-se positivo 
para a reabilitação do paciente, estimulan-
do os sistemas sensorial, motor e cognitivo, 
além de oferecer um alto grau de motivação 
e adesão à terapia (LOPES et al., 2013).
4. Instrumentos informatizados 
de apoio à assistência
Para finalizarmos esta aula, falaremos bre-
vemente sobre a influência de instrumentos 
informatizados para apoiar o trabalho as-
sistencial da equipe de saúde. Muito se tem 
pesquisado para avançar tecnologicamente 
e desenvolver instrumentos mais precisos e 
complexos. O advento da informática con-
tribuiu muito para aprimorar tais ferramen-
tas, possibilitando registrar dados de uma 
forma mais segura e completa. 
A automação hospitalar tem se concreti-
Unidade 6 • Uso de tecnologias de informática nos diversos cenários e níveis de atenção159/237
zado como área do conhecimento, abordando problemas pertinentes da realidade hospitalar e 
suas prováveis soluções com o uso de automação, possibilitando: o gerenciamento e controle 
(ex.: prontuário eletrônico do paciente), comunicação (ex.: rastreamento de materiais), desen-
volvimento de equipamentos médico-hospitalares e laboratoriais, monitoramento (ex.: monito-
ramento dos pacientes críticos) e auxílio ao diagnóstico (LEITE, 2011).
Figura 8 – Equipamentos tecnológicos comuns no cuidado de pacientes críticos
Fonte: http://odelmoleao.com.br/wp-content/uploads/2011/06/equipamentosuai2-1024x682.jpg. Acesso em 10/08/2017. 
http://odelmoleao.com.br/wp-content/uploads/2011/06/equipamentosuai2-1024x682.jpg
Unidade 6 • Uso de tecnologias de informática nos diversos cenários e níveis de atenção160/237
Neste contexto, a automação é compreendida como uma área multidisciplinar que envolve lin-
guagens de programação, hardwares e atuação (mecânica) (NOF, 2009 apud LEITE, 2011). Assim, 
dentro da automação hospitalar, os softwares desenvolvidos, assim como os sensores e outros 
dispositivos desenvolvidos, são necessariamente implementados em hardwares, podendo ou 
não serem dispositivos reconfiguráveis (LEITE, 2011).
Link
LEITE, C. R. M. Arquitetura Inteligente Fuzzy para Monitoramento de Sinais Vitais de pacien-
tes: Um estudo de caso em UTI. Tese. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Dispo-
nível em: <https://repositorio.ufrn.br/jspui/bitstream/123456789/15155/1/CeciliaRML_TESE.pdf> Acesso em 08 jun. 2017.
HISSA, M. N.; HISSA, A. S. R.; BRUIN, V. M. S. Tratamento do Diabetes Mellitus Tipo 1 com Bom-
ba de Infusão Subcutânea Contínua de Insulina e Insulina Lispro. Arq Bras Endocrinol Metab, 
v. 45, n. 5, 2001. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/abem/v45n5/6866.pdf> Acesso 
em 08 jun. 2017.
Unidade 6 • Uso de tecnologias de informática nos diversos cenários e níveis de atenção161/237
Um desafio importantíssimo no contexto da 
automação hospitalar é que os sistemas fa-
lhem quanto menos possível e, quando fa-
lharem, que passem para um estado seguro, 
visto que tais falhas podem comprometer a 
integridade dos processos relativos aos pa-
cientes (LEITE, 2011).
Unidade 6 • Uso de tecnologias de informática nos diversos cenários e níveis de atenção162/237
Glossário
Rede: O conceito de redes vem da ideia de um “sistema constituído pela interligação de dois ou 
mais computadores e seus periféricos, com o objetivo de comunicação, compartilhamento e 
intercâmbio de dados” (HOUAISS et al., 2009, s/p).
Dados: Matéria bruta, unitária, que compõe as informações (HOUAISS et al., 2009).
Hardware: “Conjunto dos componentes físicos (material eletrônico, placas, monitor, equipa-
mentos periféricos etc.) de um computador” (HOUAISS et al., 2009, s/p).
Questão
reflexão
?
para
163/237
Considerando os tópicos que você estudou hoje e em 
sua experiência com o uso de recursos de informática no 
apoio à assistência em saúde, reflita: Como os jogos sé-
rios contribuem para a saúde do paciente? E no contex-
to pediátrico, quais os potenciais avanços relacionados 
ao uso de jogos sérios? Quais outras inovações podem 
facilitar o trabalho assistencial em saúde? Quais são os 
desafios legais e éticos relacionados à telessaúde?
164/237
Considerações Finais
• A tecnologia na área da saúde é dividida em dura, leve-dura e leve, sendo as inovações tecno-
lógicas tratadas nesta disciplina pertencentes ao âmbito da tecnologia dura.
• A telessaúde refere-se a “uma nova maneira de pensar os processos de saúde, quebrando a 
barreira da distância, usando as tecnologias da informação e a telecomunicação” (EYSENBA-
CH, 2001 apud SILVA, 2014). As vantagens da telessaúde estão associadas à facilidade de 
acesso às informações em saúde e à agilidade dos processos, através de procedimentos de 
baixo custo.
• O desenvolvimento da telessaúde possibilitou que as áreas específicas da saúde desenvolves-
sem atividades referentes à saúde à distância, resultando na telenfermagem, telemedicina, 
teleodontologia, entre outros.
• Os jogos sérios são aqueles que objetivam alcançar resultados específicos de aprendizagem, 
estes jogos devem possuir um propósito específico e oferecer oportunidades de aprendizagem 
e de mudanças de comportamento. Estes jogos podem utilizar plataformas digitais para seu 
desenvolvimento. Eles são classificados como ativos ou passivos: os ativos são os que utilizam 
plataformas e tecnologias de movimento e os inativos não utilizam estes recursos.
165/237
• A automação hospitalar busca utilizar a automação para resolver problemas deste cenário. A 
automação envolve linguagens de programação, hardwares e atuação (mecânica).
Considerações Finais
Unidade 6 • Uso de tecnologias de informática nos diversos cenários e níveis de atenção166/237
Referências
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em Mato Grosso do Sul. Brazilian Journal of Telehealth, v. 2, n. 2, 2013. Disponível em: <http://
www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/jbtelessaude/article/view/8137> Acesso em 08 jun. 2017.
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Especial – SIIENF, 2012, p. I.
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FONSECA, L. M. M. Serious game e-Baby: percepção dos estudantes de enfermagem sobre a 
aprendizagem da avaliação clínica do bebê prematuro. Rev. Bras. Enferm. v. 68, n. 1, Brasília, 
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HOUAISS, A. et al. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. 
CD-ROM.
LEITE, C. R. M. Arquitetura Inteligente Fuzzy para Monitoramento de Sinais Vitais de pacien-
tes: Um estudo de caso em UTI. Tese. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Disponí-
vel em: <https://repositorio.ufrn.br/jspui/bitstream/123456789/15155/1/CeciliaRML_TESE.pdf> 
Acesso em 08 jun. 2017.
Referências
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MACHADO, L. S. et al. Serious Games baseados em realidade virtual para educação médica. Rev 
Bras Educ Med., v. 35, n. 2, p. 254-62, 2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbem/
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MALDONADO, J. M. S. V.; MARQUES, A. B.; CRUZ, A. Telemedicina: desafios à sua difusão no Brasil. 
Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 32, n. 2, 2016. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/
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MERHY, E. E. E; ONOCKO, R. Agir em saúde: um desafio para o público. São Paulo: Hucitec, 1997.
MORAIS, A. M.; MACHADO, L. S.; VALENÇA, A. M. G. Definindo a abordagem de comunicação no 
planejamento de um serious games voltado para saúde bucal em bebês. s/p. Disponível em: 
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MOURÃO, N. A. L. Telessaúde à Luz da Bioética: subsídios para a universalidade de acesso à saú-
de. Tese (Doutorado em Bioética). Universidade Federal de Brasília, 2016.
SANTOS, A. F. et al. Telessaúde: um instrumento de suporte assistencial e educação permanente. 
Belo Horizonte: Editora UFMG, 2006. 502p.
SEBRAE. O panorama do e-commerce no Brasil. 2016. Disponível em: <https://www.sebrae.
com.br/sites/PortalSebrae/bis/o-panorama-do-e-commerce-no-brasil,5c2bb7fbeb420510Vgn-
VCM1000004c00210aRCRD> Acesso em 25 abr. 2017.
SILVA, A. B. Telessaúde no Brasil: conceitos e aplicações. Editora DOC: Rio de Janeiro. 2014. 88p.
Referências
170/237
Assista a suas aulas
Aula 6 - Tema: Uso de Tecnologias de Informá-
tica nos Diversos Cenários e Níveis De Atenção.Bloco I
Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/
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d0467d63528ef3ceb38bfd69c67fc5ca>.
Aula 6 - Tema: Uso de Tecnologias de Informá-
tica nos Diversos Cenários e Níveis De Atenção. 
Bloco II
Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
d8a9292d6b870b1ffba4d47588ad1aad>.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/d0467d63528ef3ceb38bfd69c67fc5ca
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171/237
1. Quando falamos em tecnologias de informática, devemos ter em mente 
que:
Questão 1
a) Enquadram-se apenas na tecnologia leve.
b) Enquadram-se apenas na tecnologia leve-dura.
c) Enquadram-se na tecnologia dura e que em conjunto a ela novas formas de tecnologia leve-
-dura e leve também são necessárias.
d) Enquadram-se apenas na tecnologia dura.
e) Estas não se enquadram especificamente em nenhuma tecnologia.
172/237
2. Assinale a alternativa que contém as formas sinônimas de telessaúde:
Questão 2
a) Telemedicina e e-saúde.
b) Telenfermagem, saúde on-line.
c) Telemedicina e saúde on-line.
d) E-saúde e saúde on-line.
e) Telenfermagem e e-saúde.
173/237
3. . Ressalta-se que nem sempre o termo telessaúde é compreendido 
como uma modalidade de serviço em saúde. Em alguns cenários, na li-
teratura científica, ela pode significar:
Questão 3
a) “Aplicação computacional de uso clínico em rede, para prestar cuidado de enfermagem” 
(SILVA, 2014, s/p).
b) “Qualquer enfermagem à distância, mediada no todo ou em parte, por meios eletrônicos” 
(DAL SASSO, 2012, p. I).
c) “Aplicação computacional de uso clínico em rede”, ou parte dela, ou ainda, ser vista como a 
“transmissão de informações e dados médicos via redes de telecomunicações para centros 
especializados” (SILVA, 2014, s/p).
d) “Uso das telecomunicações e das tecnologias computacionais para prestar cuidado de en-
fermagem” (DAL SASSO, 2012, p. I).
e) “Qualquer enfermagem à distância ou envio de dados médicos via redes de telecomunica-
ções para centros especializados” (DAL SASSO, 2012, p. I).
174/237
4. No contexto de assistência, os jogos ativos ganham maior destaque. Um 
estudo (DEGUIRMENDJIAN; MIRANDA; ZEM-MASCARENHAS, 2016) que 
buscava caracterizar os serious game desenvolvidos no contexto brasilei-
ro identificou que 57% dos jogos encontrados na literatura científica eram 
jogos ativos. Acerca do contexto de assistência, assinale a alternativa cor-
reta:
Questão 4
a) Os jogos sérios podem ser utilizados para além da assistência, como para a gestão popular 
em saúde. 
b) Os jogos sérios não podem ser utilizados para além da assistência, a não ser que seja para 
educação popular em saúde.
c) No contexto assistencial, os jogos sérios brasileiros contribuem para a promoção da saúde, 
diagnóstico, o tratamento e a reabilitação.
d) Os jogos sérios podem ser utilizados para além da assistência, como para a informação po-
pular sobre os profissionais de saúde.
e) Os jogos sérios brasileiros não podem ser utilizados para a formação permanente dos pro-
fissionais de saúde.
175/237
5. A automação hospitalar tem se concretizado como área do conheci-
mento, abordando problemas pertinentes da realidade hospitalar e suas 
prováveis soluções com o uso de automação (LEITE, 2011). Assinale a al-
ternativa correta acerca deste tema:
Questão 5
a) Através da automação hospitalar é possível fazer o gerenciamento e controle (ex.: prontuá-
rio eletrônico do paciente), comunicação (ex.: rastreamento de materiais), desenvolvimento de 
equipamentos médico-hospitalares e laboratoriais, monitoramento (ex.: monitoramento de pa-
cientes críticos) e auxílio ao diagnóstico.
b) Através da automação hospitalar é possível fazer o rastreamento do paciente, desenvolvimen-
to de equipamentos médico-hospitalares e laboratoriais, monitoramento (ex.: monitoramento 
de pacientes críticos) e auxílio ao diagnóstico.
c) Através da automação hospitalar é possível fazer o gerenciamento e controle (ex.: prontuário 
eletrônico do paciente), comunicação (ex.: distribuição de prontuários) e desenvolvimento de 
equipamentos médico-hospitalares e laboratoriais.
176/237
Questão 5
d) Através da automação hospitalar é possível fazer o gerenciamento e controle do paciente (ex.: 
prontuário manual do paciente), comunicação (ex.: rastreamento de materiais), desenvolvimen-
to de equipamentos médico-hospitalares e laboratoriais, monitoramento (ex.: monitoramento 
de pacientes críticos) e auxílio ao diagnóstico.
e) Através da automação hospitalar é possível fazer o controle de informações gerais, comunica-
ção (ex.: distribuição de prontuários) e desenvolvimento de equipamentos médico-hospitalares 
e laboratoriais.
177/237
Gabarito
1. Resposta: C.
O termo tecnologia no contexto da saúde foi 
classificado em três níveis, segundo Mehry 
et al., em 1997. Sendo os níveis: tecnolo-
gia leve, tecnologia leve-dura e tecnologia 
dura. Tal classificação ainda hoje é ampla-
mente aceita pela comunidade científica. 
Seguindo os conceitos da classificação é 
possível concluir que, quando falamos em 
tecnologias de informática, devemos ter em 
mente que elas se enquadram na tecnologia 
dura e que em conjunto a ela novas formas 
de tecnologia leve-dura e leve também são 
necessárias.
2. Resposta: D.
O termo telessaúde também pode ser en-
contrado em suas formas sinônimas: e-saú-
de, saúde on-line, entre outros. Porém, uma 
confusão recorrente na literatura é do ter-
mo telessaúde com outros termos relacio-
nados, como telemedicina ou telenferma-
gem. Neste sentido, é preciso ressaltar que 
a telessaúde, com sua caracterização mais 
ampla, prevê que as disciplinas da área da 
saúde desenvolvam atividades referentes à 
saúde à distância (DAL SASSO, 2012).
3. Resposta: C.
Segundo Silva (2014), em alguns cenários, 
na literatura científica, o termo telessaúde 
pode significar uma “aplicação computa-
cional de uso clínico em rede”, ou parte dela, 
ou ainda, ser vista como a “transmissão de 
informações e dados médicos via redes de 
178/237
telecomunicações para centros especializa-
dos”. Portanto, a alternativa c está correta.
4. Resposta: C.
Os jogos sérios podem ser utilizados para 
diversos contextos para além da assistên-
cia, como a educação popular em saúde e a 
formação, tanto inicial quanto permanente, 
dos profissionais de saúde. E ainda no con-
texto assistencial, os jogos sérios brasileiros 
contribuem para a promoção da saúde, o 
diagnóstico, o tratamento e a reabilitação 
(DEGUIRMENDJIAN; MIRANDA; ZEM-MAS-
CARENHAS, 2016).
Gabarito
5. Resposta: A.
A automação hospitalar tem se concretiza-
do como área do conhecimento, abordando 
problemas pertinentes da realidade hospi-
talar e suas prováveis soluções com o uso de 
automação, possibilitando: o gerenciamen-
to e controle (ex.: prontuário eletrônico do 
paciente), comunicação (ex.: rastreamento 
de materiais), desenvolvimento de equipa-
mentos médico-hospitalares e laborato-
riais, monitoramento (ex.: monitoramento 
dos pacientes críticos) e auxílio ao diagnós-
tico (LEITE, 2011).
179/237
Unidade 7
Modalidades e aplicações da informática na Educação em Saúde
Objetivos
• Introduzir os conceitos relacionados à educação em saúde e educação a distância.
• Conhecer algumas ferramentas pedagógicas construídas a partir da informática: ambien-
tes virtuais de aprendizagem, o jogo sério e simulação realística.• Refletir sobre o papel da informática para a educação em saúde.
Unidade 7 • Modalidades e aplicações da informática na Educação em Saúde
180/237
1. Introdução
Na aula passada começamos a conhecer alguns desdobramentos do uso de tecnologia que ti-
nham como finalidade o apoio à assistência em saúde. Neste momento, é preciso recordar que 
o trabalho em saúde engloba outras dimensões. Hoje falaremos sobre a dimensão da educação 
em saúde.
O conceito de educação, visto em uma abordagem mais ampla, pode ser compreendido como a 
“aplicação dos métodos próprios para assegurar a formação e o desenvolvimento físico, intelec-
tual e moral de um ser humano” (HOUAISS, et al., 2009, s/p). O ato de educar, assim como o ato 
de aprender e as relações entre educandos e educadores, vêm sendo estudados. Deste processo, 
perspectivas distintas têm sido validadas na literatura científica, sendo que modelos e práticas 
pedagógicas têm se firmado no contexto educacional. 
Para saber mais
Os modelos pedagógicos são compreendidos como “conjunto de premissas teóricas que represen-
ta, explica e orienta a forma como se aborda o currículo, englobando um recorte multidimensional 
das variáveis participantes do processo de ensino-aprendizagem e de seus elementos” (MIRANDA, 
2016). Já as práticas pedagógicas são instrumentos para a concretização de um modelo pedagógico 
Unidade 7 • Modalidades e aplicações da informática na Educação em Saúde
181/237
Para saber mais
(MIRANDA, 2016). Vamos observar um exemplo: Um modelo socioconstrutivista de aprendizagem 
tem como prática pedagógica a problematização da realidade do educando. Já um modelo tradi-
cional (como o behaviorista, por exemplo) tem como prática educativa a transmissão passiva do 
conhecimento e o ensino por repetição. Ficou confuso? Estudar os referenciais, modelos e práticas 
pedagógicas não é simples. Se você quiser saber mais sobre esse tema, tente conhecer o trabalho de 
teóricos da aprendizagem como Jean Piaget (1896-1980), Lev Vygotsky (1896-1934) e Paulo Freire 
(1921-1997). 
Neste sentido, dentro da área da saúde a 
educação também se faz presente e, assim 
como em outros âmbitos, a informática tem 
se mostrado potente para apoiar processos. 
Nesta aula, conheceremos alguns conceitos 
relacionados à educação em saúde, assim 
como exploraremos alguns termos como: 
A educação a distância, as simulações rea-
lísticas e os jogos sérios, que agora surgem 
objetivando apoiar os processos educativos.
2. A educação em saúde 
Dentro da área da saúde a educação é vista 
sob dois eixos distintos: a educação popu-
Unidade 7 • Modalidades e aplicações da informática na Educação em Saúde
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lar em saúde e a formação de profissionais 
(MACHADO; WANDERLEY, s/p). Esta abran-
gência ocorre, pois a “educação influencia 
e é influenciada pelas condições de saúde, 
estabelecendo um estreito contato com to-
dos os movimentos de inserção nas situa-
ções cotidianas em seus complexos aspec-
tos sociais, políticos, econômicos, culturais, 
dentre outros” (MENDES; VIANA, 2001, p. 
48).
Quando falamos em educação popular em 
saúde estamos nos referindo àqueles pro-
cessos educativos onde o agente facilitador 
da aprendizagem é o profissional de saúde 
e o educando é o paciente, sua família, a 
comunidade e a sociedade em geral. Des-
ta maneira, a educação popular em saúde 
(BRASIL, 2007):
(...) implica atos pedagógi-
cos que fazem com que as 
informações sobre a saúde 
dos grupos sociais contri-
buam para aumentar a visi-
bilidade sobre sua inserção 
histórica, social e política, 
elevar suas enunciações e 
reivindicações, conhecer 
territórios de subjetivação 
e projetar caminhos inven-
tivos, prazerosos e inclusi-
vos.
Já o eixo de formação de profissionais de 
saúde perpassa por três grandes conceitos: 
a formação inicial, a educação continuada 
e a educação permanente em saúde (MA-
CHADO; WANDERLEY, s/p).
Unidade 7 • Modalidades e aplicações da informática na Educação em Saúde
183/237
A formação inicial em saúde diz respeito ao 
conjunto de disciplinas, conceitos e ativida-
des que devem ser realizadas para se firmar 
a construção do arcabouço teórico neces-
sário a uma profissão. Desta forma, pode-
mos compreender a formação inicial como 
o momento de graduação de um profissio-
nal de saúde. 
A educação continuada em saúde diz res-
peito à formação posterior àquela inicial, na 
perspectiva de formar aquele profissional 
que já está inserido no mercado de trabalho. 
É um conceito generalista que tem como 
principal escopo a aprendizagem para be-
neficiar tanto profissionais quanto serviços 
de saúde. Entretanto, esta aprendizagem se 
dá de forma fragmentada e não necessaria-
mente relacionada com o contexto real de 
trabalho. 
Em 2004, surge a Política Nacional de Edu-
cação Permanente sob a Portaria Nº 198/
GM. A educação permanente dos profissio-
nais em saúde é compreendida como um 
modelo de transformação social, por isso é 
vista como uma abordagem político-peda-
gógica. A educação permanente em saúde 
parte do pressuposto da problematização 
da realidade, concretizando a “agregação 
entre aprendizado, reflexão crítica sobre o 
trabalho e resolutividade da clínica e da pro-
moção da saúde coletiva” (BRASIL, 2004).
Unidade 7 • Modalidades e aplicações da informática na Educação em Saúde
184/237
Link
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 198/GM, de 24 de fevereiro de 2004: Institui a Política Na-
cional de Educação Permanente em Saúde como estratégia do Sistema Único de Saúde para a for-
mação e o desenvolvimento de trabalhadores para o setor e dá outras providências. Disponível em: 
<https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/1832.pdf> Acesso em 13 jun. 
2017.
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Educação Permanente. 2009. 64p. Disponível 
em: <http://portal.anvisa.gov.br/documents/33856/396770/Pol%C3%ADtica+Nacional+-
de+Educa%C3%A7%C3%A3o+Permanente+em+Sa%C3%BAde/c92db117-e170-45e-
7-9984-8a7cdb111faa> Acesso em 13 jun. 2017.
Na intenção de concretizar os processos educativos, diversos modelos e abordagens foram de-
senvolvidos para apoiar todos os âmbitos da educação em saúde. A vertente que estudaremos 
hoje é a educação mediada por informática, e para isso precisamos compreender o que é a Edu-
cação a Distância e como ela se relaciona com as formas de educação presencial. 
A Educação a Distância é definida como (BRASIL, 2005, p. 1-2): 
Unidade 7 • Modalidades e aplicações da informática na Educação em Saúde
185/237
A modalidade educa-
cional na qual a media-
ção didático-pedagógica 
nos processos de ensino 
e aprendizagem ocorre 
com a utilização de meios 
e tecnologias de informa-
ção e comunicação, com 
estudantes e professores 
desenvolvendo atividades 
educativas em lugares ou 
tempos diversos.
O ensino a distância é mediado por diversas 
legislações no Brasil para garantir a integri-
dade e completude dos referenciais peda-
gógicos e suas práticas. Com base na legis-
lação brasileira é possível se pensar que a 
educação a distância pode estar tanto em 
cursos completamente mediados por com-
putadores, cursos semipresenciais e tam-
bém em cursos presenciais. 
Para saber mais
Pode haver educação à distância em cursos pre-
senciais? A resposta para essa pergunta é: SIM. 
A Portaria MEC N° 4.059/04 instituiu que 20% 
da carga horária de um curso presencial pode 
ser realizada à distância, sem descaracterizar o 
caráter do curso presencial (BRASIL, 2004). Essa 
incorporação pode ser feita em 20% de discipli-
nas totalmente à distância ou então em 20% da 
carga horária do curso em atividades mediadas 
por computador dentro de disciplinas presenciais 
(BRASIL, 2004).
Unidade 7 • Modalidades e aplicações da informática na Educação em Saúde
186/237
É preciso compreender, por fim, que a edu-
cação à distância é uma modalidade educa-
cional e, portanto, também está submetida 
a distintos modelos e práticas pedagógicas, 
que inevitavelmente estarão mediadospelo 
uso de informática para sua concretização. 
3. Ambientes virtuais de apren-
dizagem
Os Ambientes virtuais de aprendizagem 
(AVA) podem ser conceituados como “sis-
temas que sintetizam a funcionalidade de 
software para Comunicação Mediada por 
Computador (CMC) e métodos de entrega 
de material de cursos on-line” (PRADO et 
al., 2012). 
Eles são sistemas que agregam espaços de 
aprendizagem que permitem interatividade 
na práxis pedagógica (PRADO et al., 2012). 
Ainda, os autores pontuam que com um 
AVA o ensino-aprendizagem e a comunica-
ção entre alunos e docentes são facilitados, 
possibilitando maior exercício de autono-
mia e desenvolvimento de novas habilida-
des (PRADO et al., 2012). 
Os primeiros projetos de construção de 
AVA destinados à educação são datados de 
meados da década de 1990, sendo impul-
sionados por uma significativa mudança 
na internet, a criação da web 2.0 (FRANCO; 
CORDEIRO; DEL CASTILLO, 2003). 
Como já foi definida nessa disciplina, a in-
ternet passou por fases de evolução. A web 
2.0 trouxe a possibilidade de maior demo-
cratização e compartilhamento do saber, 
Unidade 7 • Modalidades e aplicações da informática na Educação em Saúde
187/237
tendo em vista que o papel de produtor de conteúdo passou do domínio exclusivo dos webmas-
ters para também domínio dos consumidores em geral. Assim, pode-se concretizar o conceito de 
redes, tão presente hoje em nosso cotidiano.
Quando falamos de AVAs, precisamos ter em vista também que, além de estarem submetidos a 
modelos e práticas pedagógicas, é preciso pensar em uma plataforma para abrigar o desenvolvi-
mento do sistema. Os sistemas mais comuns na literatura hoje são os softwares de código aberto.
Para saber mais
Os softwares de código aberto são aqueles que foram desenvolvidos sob um modelo que permite o licen-
ciamento e distribuição livre do código-fonte, para que assim outros desenvolvedores consigam replicar 
sua base de desenvolvimento. O Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment), por 
exemplo, é uma plataforma de código livre muito conhecida no mundo acadêmico. Ele permite a intera-
ção, participação e cooperação dos alunos para a construção do conhecimento, permitindo a aprendi-
zagem colaborativa (PRADO et al., 2012). Atenção para a curiosidade: O ambiente que você está agora, 
estudando para esta disciplina, é um ambiente virtual de aprendizagem!!
Unidade 7 • Modalidades e aplicações da informática na Educação em Saúde
188/237
Além da plataforma, precisamos nos aten-
tar às ferramentas que podem estar asso-
ciadas a um AVA. Estas ferramentas são 
muito diversas e vão depender diretamente 
do tipo de resultado que se almeja alcançar 
com o AVA, além do modelo pedagógico em 
que este ambiente está vinculado. 
Neste sentido, vamos a um exemplo: Mi-
randa (2016) identificou a necessidade de 
ferramentas para um AVA pautado na abor-
dagem socioconstrutivista de portfólio re-
flexivo. Os professores de uma instituição 
pública de Ensino Superior identificaram 
como ferramentas relevantes para que este 
AVA fosse completo (MIRANDA, 2016, p. 65):
(1) Ferramentas de inser-
ção de texto, imagem, som 
e música. (2) Ferramenta 
que possibilite estabeleci-
mento de prazo de entrega 
e que encerre a postagem 
de relatos para a tarefa de-
pois do prazo estipulado. 
(3) Ferramenta de devolu-
tiva on-line. (4) Ferramen-
Link
Website do MOODLE. Disponível em: <https://
moodle.org/?lang=pt_br> Acesso em 13 jul. 
2017.
Website Colaborar. Disponível em: <https://
www.colaboraread.com.br/login/auth> 
Acesso em 13 jul. 2017.
Unidade 7 • Modalidades e aplicações da informática na Educação em Saúde
189/237
ta que garanta a inserção de instruções, orientações e metas a serem alcança-
das. (5) Ferramenta que garanta a mediação entre o docente e todo conteúdo 
compartilhado pelos alunos, desenvolvendo alternativas distintas para diferen-
tes níveis de compartilhamento (compartilhar fotos, compartilhar relatos, com-
partilhar devolutivas e compartilhar referências utilizadas). (6) Ferramenta de 
configuração dos fundos de tela. (7) Ferramenta de editor de texto (cores, fontes 
e tamanhos). (8) Ferramenta de inserção de fotos, imagens e avatares. (9) Ferra-
menta de disponibilização de links para bibliotecas e bases de dados. (10) Fer-
ramenta que liste todas as referências inseridas pelo aluno. (11) Ferramenta de 
mensagem privada. (12) Ferramenta de chat. (13) Ferramenta de fórum.
4. Simulação e o Jogo sério
Outro avanço tecnológico amplamente utilizado no contexto da educação em saúde são as si-
mulações. Uma simulação é uma reprodução da realidade a fim de estabelecer relações de apren-
dizagem. Nem toda simulação é mediada por ferramentas de informática. Uma simulação de in-
cêndio, por exemplo, é um tipo de simulação realística que não é dependente de informática. Já 
um jogo sério computacional que simula uma situação real - por exemplo, o cuidado com recém-
Unidade 7 • Modalidades e aplicações da informática na Educação em Saúde
190/237
-nascidos em unidades de terapia intensiva 
(UTI) - pode ser considerado uma simulação 
informatizada. 
Como foi estudado, um jogo sério pode ob-
jetivar apoiar a assistência em saúde. Porém, 
também é sabido que um jogo sério pode 
objetivar apoiar a educação em saúde, em 
seus dois eixos formadores (educação po-
pular em saúde e formação de profissionais 
de saúde). Neste sentido, Deguirmendjian, 
Miranda e Zem-Mascarenhas (2016) identi-
ficaram como temas dos jogos sérios relati-
vos à educação em saúde: a aprendizagem 
sobre a doença (no eixo de educação popu-
lar em saúde) e a formação de profissionais 
de saúde, englobando tanto a formação ini-
cial quanto a atualização/capacitação pro-
fissional.
Outro aspecto da simulação, distinto às si-
mulações dos jogos sérios, está nos centros 
de simulação realística. As simulações re-
alísticas baseadas em ferramentas com-
putacionais são compreendidas como a 
“representação da estrutura ou dinâmica 
de um objeto real ou processo com o qual 
o aluno interage ativamente” (SASSO; SOU-
ZA, 2006). Para tanto são utilizados equipa-
mentos como simuladores, que podem con-
ter diversas programações para aparentar a 
realidade (Figura 9). Os centros de simula-
ção têm sido difundidos tanto nas univer-
sidades brasileiras quanto em algumas or-
ganizações e serviços de saúde para formar 
seus alunos, colaboradores e/ou clientes.
Os simuladores realísticos podem ser clas-
sificados quanto à fidedignidade em rela-
Unidade 7 • Modalidades e aplicações da informática na Educação em Saúde
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ção à realidade. Existem aqueles classificados como de baixa fidelidade, ou seja, os simuladores 
estáticos ou partes anatômicas (ex.: simuladores de braços para punções intravenosas). Existem 
aqueles de média fidelidade, que são caraterizados como os manequins que fornecem respostas 
aos estímulos feitos por estudantes por meio de diversos sons fisiológicos. Por fim, os simula-
dores de alta fidelidade proporcionam emissão de sons e ruídos (tosse, expressão vocal de dor e 
pedido de ajuda, movimentos oculares, movimentos respiratórios, etc.), possibilitando a maior 
interação entre homem e simulador (TEIXEIRA; FELIX, 2011).
Figura 9 – Simulador realístico
Fonte: EERP/USP, 2017. Disponível em: <http://www.eerp.usp.br/corporate-centro-simulacao-galery/> Acesso em 13 jun. 2017.
Unidade 7 • Modalidades e aplicações da informática na Educação em Saúde
192/237
Link
BARBOSA, S. F. F.; MARIN, H. F. Simulação baseada na WEB: Uma ferramenta para o ensino de enferma-
gem em terapia intensiva. Rev Latino-am Enfermagem. 17, n. 1, 2009. Disponível em: <http://www.
scielo.br/pdf/rlae/v17n1/pt_02> Acesso em 13 jun. 2017.
SCHATKOSK, A. M. et al. Hipertexto, jogo educativo e simulação sobre oxigenoterapia: avaliando sua uti-
lização junto a acadêmicos de enfermagem. On-line braz. j. nurs., v. 6, n. 0, 2007. Disponível em: <http://
pesquisa.bvsalud.org/aleitamentomaterno/resource/pt/lil-450740> Acessoem 13 jun. 2017.
Unidade 7 • Modalidades e aplicações da informática na Educação em Saúde
193/237
Glossário
Aprendizagem: Palavra de caráter polissêmico que tem como significado o ato, processo ou 
efeito de aprender, assim como a duração deste processo. (HOUAISS et al., 2009).
Socioconstrutivista: Aquilo que diz respeito ao referencial pedagógico derivado do construti-
vismo, chamado de socioconstrutivismo. Este referencial político-pedagógico compreende o 
processo de ensino-aprendizado como um processo ativo de troca de saberes, mediado pelas 
experiências empíricas e a problematização da realidade. 
Realística: Palavra derivada de realismo que significa aquilo relativo ou próprio da “qualidade, 
estado ou característica do que é real” (HOUAISS et al., 2009, s/p).
Questão
reflexão
?
para
194/237
Considerando os tópicos que você estudou hoje e em sua experiência 
com o uso de recursos de informática no apoio à educação em saúde, 
leia a notícia abaixo, assista ao vídeo vinculado à notícia disponível 
no site da EPTV e faça um comparativo entre o ensino de afecções 
cardíacas através da simulação realística mediada por computadores 
e o ensino deste tema caso não fossem disponíveis estes recursos: O 
que a simulação e outras ferramentas informatizadas trazem de van-
tagens para a educação em saúde?
Questão
reflexão
?
para
195/237
G1. Boneco da USP de Ribeirão Preto simula 33 problemas cardíacos. 2013. Disponível em: <http://g1.gl 
bo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2013/10/boneco-da-usp-de-ribeirao-preto-simula-33-proble-
mas-cardiacos.html> Acesso em 14 jul. 2017.
196/237
Considerações Finais
• A educação pode ser compreendida como a “aplicação dos métodos próprios para assegurar a 
formação e o desenvolvimento físico, intelectual e moral de um ser humano”, sendo ela mol-
dada por referenciais pedagógicos, modelos pedagógicos e práticas pedagógicas.
• Dentro da área da saúde a educação é vista sob dois eixos distintos: a educação popular em 
saúde e a formação de profissionais tanto em nível inicial quanto em nível continuado e de 
educação permanente. 
• A educação popular em saúde diz respeito aos processos educativos onde o agente facilitador 
da aprendizagem é o profissional de saúde e o educando é o paciente, sua família, a comu-
nidade e a sociedade em geral, interferindo na saúde da população-alvo. Já a formação de 
profissionais visa contribuir para o desenvolvimento de profissionais de saúde com saber téc-
nico-científico, ético e político.
• A educação a distância é a modalidade educacional onde a mediação didático-pedagógica 
nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de 
informação e comunicação. 
197/237
• Podemos conceituar como instrumentos da educação a distância os ambientes virtuais de 
aprendizagem, os jogos sérios e as simulações.
Considerações Finais
Unidade 7 • Modalidades e aplicações da informática na Educação em Saúde
198/237
BARBOSA, S. F. F.; MARIN, H. F. Simulação baseada na WEB: Uma ferramenta para o ensino de 
enfermagem em terapia intensiva. Rev Latino-am Enfermagem. 17, n. 1, 2009. Disponível em: 
<http://www.scielo.br/pdf/rlae/v17n1/pt_02> Acesso em 13 jun. 2017.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 198/GM, de 24 de fevereiro de 2004: Institui a Política 
Nacional de Educação Permanente em Saúde como estratégia do Sistema Único de Saúde para 
a formação e o desenvolvimento de trabalhadores para o setor e dá outras providências. Dispo-
nível em: <https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/ 1832.pdf> Acesso em 13 
jun. 2017.
BRASIL. Ministério da Educação. Portaria nº 4.059, de 10 de dezembro de 2004. Disponível 
em: <http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/nova/acs_portaria4059.pdf> Acesso em 13 jun. 
2017.
BRASIL. Ministério da Saúde. Caderno de Educação Popular e Saúde. 2007. Disponível em:<ht-
tp://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_educacao_popular_saude_p1.pdf> Acesso 
em 13 jun. 2017.
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Educação Permanente. 2009. 64p. Disponível 
em: <http://portal.anvisa.gov.br/documents/33856/396770/Pol%C3%ADtica+ Nacional+de+E-
duca%C3%A7%C3%A3o+Permanente+em+Sa%C3%BAde/c92db117-e170-45e7-9984-8a7cdb-
111faa> Acesso em 13 jun. 2017.
Referências
Unidade 7 • Modalidades e aplicações da informática na Educação em Saúde
199/237
DEGUIRMENDJIAN, S. C.; MIRANDA, F. M.; ZEM-MASCARENHAS, S. H. Serious Game desenvolvi-
dos na Saúde: Revisão Integrativa da Literatura. J. Health Inform., v. 8, n. 3, p. 110-16, 2016.
FRANCO, M. A.; CORDEIRO, L. M.; DEL CASTILLO, R. A. F. O ambiente virtual de aprendizagem e 
sua incorporação na Unicamp. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 29, n. 2, p. 341-353, jul./dez. 
2003. 
HOUAISS, A. et al. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. 
CD-ROM.
MACHADO, A. G. M.; WANDERLEY, L. C. S. Educação em saúde. s/p. Disponível em: <https://www.
unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/2/unidades_conteudos/unidade09/unidade09.pdf> 
Acesso em 13 jun. 2017.
MENDES, D.; VIANNA, R. Educação em saúde: tendência atual. In: VIEIRA, R. M.; VIEIRA, M. M.; 
AVILA, C. R. B.; PEREIRA, L. D. (Orgs.) Fonoaudiologia e saúde pública. Carapicuíba: Pró-fono 
Editorial, 2001. p. 47-63.
MIRANDA, F. M. Webfólio: Uma Estratégia para a Formação de Enfermeiros. Dissertação. Univer-
sidade Federal de São Carlos. 2016. 146p.
PRADO, C. et al. Ambiente virtual de aprendizagem no ensino de Enfermagem: relato de experi-
Referências
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ência. Rev Bras Enferm, Brasília, v. 65, n. 5, p. 862-6, 2012.
SASSO, G. T. M.; SOUZA, M. L. A simulação assistida por computador: a convergência no processo 
de educar-cuidar da enfermagem. Texto Contexto Enferm, Florianópolis, v. 15, n. 2, p. 231-9, 
2006.
SCHATKOSK, A. M. et al. Hipertexto, jogo educativo e simulação sobre oxigenoterapia: avaliando 
sua utilização junto a acadêmicos de enfermagem. On-line braz. j. nurs., v. 6, n. 0, 2007. Dispo-
nível em: <http://pesquisa.bvsalud.org/aleitamentomaterno/resource/pt/lil-450740> Acesso em 
13 jun. 2017.
TEIXEIRA, I.; FELIX, J. V. C. Simulação como estratégia de ensino em enfermagem: revisão de lite-
ratura. Interface (Botucatu), v. 15, n. 39, p. 1173-1184., 2011.
Referências
201/237
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Aula 7 - Tema: Modalidades e Aplicações da In-
formática na Educação em Saúde. Bloco I
Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/
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1d/065b4e7273e5070a2d569ce76040ea08>.
Aula 7 - Tema: Modalidades e Aplicações da In-
formática na Educação em Saúde. Bloco II
Disponível em: <https://fast.player.liquidplatform.com/
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152dffd83d6ea1f90e101e003c20fc24>. 
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/065b4e7273e5070a2d569ce76040ea08
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/065b4e7273e5070a2d569ce76040ea08
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/065b4e7273e5070a2d569ce76040ea08
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1. Leia atentamente as proposições abaixo e assinale como verdadeiras (V) 
ou falsas (F) as proposições:
( ) Práticas pedagógicas são o conjunto de premissas teóricas que representa, explica e 
orienta a forma como se aborda o currículo.
( ) Um modelo pedagógico é um processo educativo onde o agente facilitador da aprendi-
zagem é o profissional de saúde e o educando é o paciente, sua família, a comunidade e a 
sociedade em geral.
( ) As práticaspedagógicas são os instrumentos da concretização de um modelo pedagó-
gico.
Assinale a alternativa que apresenta o julgamento adequado:
Questão 1
a) V, V, V.
b) V, F, F.
c) V, F, V.
d) F, F, V.
e) F, F, V.
203/237
2. A educação popular em saúde é definida como:
Questão 2
a) Os processos educativos onde o agente facilitador da aprendizagem é o profissional de saú-
de e o educando é o paciente, sua família, a comunidade e a sociedade em geral.
b) A formação posterior àquela inicial, na perspectiva de formar aquele profissional que já está 
inserido no mercado de trabalho.
c) O conjunto de disciplinas, conceitos e atividades que devem ser realizadas para se firmar a 
construção do arcabouço teórico necessário a uma profissão.
d) Abordagem político-pedagógica que busca a agregação entre aprendizado do profissional 
de saúde, sua reflexão crítica sobre o trabalho, a resolutividade da clínica e a promoção da 
saúde coletiva. 
e) A modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensi-
no e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comu-
nicação.
204/237
3. A respeito da educação a distância, analise as proposições a seguir: 
I - É a modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos 
de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação 
e comunicação.
II - Por lei, no Brasil é possível que um curso seja 30% à distância sem alteração da defini-
ção do curso. Ou seja, em um curso de caráter presencial, até 30% das disciplinas podem 
ser disponibilizadas à distância.
III - O ensino a distância também é influenciado por todas as variáveis que influenciam o 
ensino presencial: referências, modelos e práticas pedagógicas. 
Assinale a alternativa que apresenta todas as proposições corretas:
Questão 3
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e III.
e) I, II, III.
205/237
4. Observe atentamente a imagem abaixo:
Fonte: Google Images. Disponível em: <http://sites.unicentro.br/cedeteg/2017/05/31/simulacao-de-a-
cidente-de-transito-faz-alusao-a-campanha-maio-amarelo/> Acesso em 15 jul. 2017.
A imagem acima diz respeito a:
Questão 4
a) Uma simulação mediada por computadores.
b) Uma simulação não mediada por computadores.
c) Um jogo sério mediado por computador.
d) Um jogo sério não mediado por computador.
e) Um ambiente virtual de aprendizagem.
206/237
5. Assinale a alternativa verdadeira sobre os ambientes virtuais de apren-
dizagem (AVA):
Questão 5
a) Os primeiros projetos de construção de AVA destinados à educação são datados de meados 
da década de 2000, sendo impulsionados por uma significativa mudança na internet, a cria-
ção da web 3.0.
b) Para que um AVA funcione é preciso associá-lo a uma plataforma, sendo uma das platafor-
mas mais comuns atualmente os softwares de código restrito, como o Moodle.
c) São sistemas que agregam espaços de aprendizagem que permitem interatividade na práxis 
pedagógica que facilitam o ensino-aprendizagem e a comunicação entre alunos e docentes.
d) Nem todos os AVAs são mediados por computador, um exemplo disso são as simulações re-
alísticas, como uma simulação de incêndio. 
e) Além da plataforma, as ferramentas adequadas são essenciais para o funcionamento de um 
AVA, sendo que estas ferramentas são padrão e não podem variar de acordo com o modelo 
pedagógico.
207/237
Gabarito
1. Resposta: E.
Os modelos pedagógicos são o conjunto de 
premissas teóricas que representa, explica 
e orienta a forma como se aborda o currí-
culo, e as práticas pedagógicas são os ins-
trumentos da concretização de um modelo 
pedagógico.
2. Resposta: A.
A alternativa b refere-se à educação conti-
nuada, a alternativa c refere-se à formação 
inicial, a alternativa d refere-se à educação 
permanente e a alternativa e refere-se ao 
ensino a distância.
3. Resposta: D.
As proposições I e III estão corretas. Quanto 
à proposição II, estaria correta se fosse redi-
gida da seguinte maneira: Por lei, no Brasil 
é possível que um curso seja 20% à distân-
cia sem alteração da definição do curso. Ou 
seja, em um curso de caráter presencial, até 
20% das disciplinas podem ser disponibili-
zadas à distância.
4. Resposta: B.
Trata-se de uma simulação realística não 
mediada por computador, pois temos uma 
pessoa caracterizada como vítima ao invés 
de um simulador digital.
208/237
5. Resposta: C.
Os primeiros projetos de construção de 
AVA destinados à educação são datados 
de meados da década de 1990, sendo im-
pulsionados por uma significativa mudan-
ça na internet, a criação da web 2.0. Para 
que um AVA funcione é preciso associá-lo 
a uma plataforma, sendo uma das platafor-
mas mais comuns atualmente os softwares 
de código aberto, como o Moodle. São sis-
temas que agregam espaços de aprendiza-
gem que permitem interatividade na práxis 
pedagógica que facilitam o ensino-apren-
dizagem e a comunicação entre alunos e 
docentes. Todos os AVAs são mediados por 
computador. Além da plataforma, as fer-
ramentas adequadas são essenciais para o 
Gabarito
funcionamento de um AVA, sendo que estas 
ferramentas não são padrão e podem variar 
de acordo com o modelo pedagógico.
209/237
Unidade 8
Desafios atuais acerca da informática nos serviços de saúde: Desenvolvimento científico e tec-
nológico e ética profissional
Objetivos
• Introduzir os conceitos relacionados ao desenvolvimento científico e tecnológico.
• Refletir sobre a influência da ética profissional para o desenvolvimento tecnológico.
Unidade 8 • Desafios atuais acerca da informática nos serviços de saúde: Desenvolvimento científico e tecnológico e 
ética profissional
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1. Introdução
Para finalizarmos nossa disciplina, depois 
de conhecer a versátil aplicação da compu-
tação e da informática para os serviços de 
saúde, precisamos contextualizar o cenário 
atual e as prospecções futuras dentro des-
te vasto campo. Também é necessário con-
textualizar como se dá a integração entre o 
homem, agente do processo de trabalho, e 
a máquina, aqui entendida como as inova-
ções tecnológicas que apoiam os agentes 
do processo de cuidar.
Neste sentido, faz-se primordial definir o 
que é ciência e como o avanço científico e 
tecnológico está alinhado com os diversos 
âmbitos da sociedade moderna. Também se 
torna inevitável traçar um paralelo entre a 
teoria e a prática do processo de trabalho 
e refletir sobre os aspectos humanos, aqui 
entendidos como facilidades, competên-
cias e desafios essenciais para o sucesso da 
aplicação da informática como suporte ao 
processo de trabalho em saúde, com vis-
tas para a bioética.
Para saber mais
Processo de trabalho é a transformação de um 
objeto em um produto (ou serviço), por meio da 
intervenção do ser humano que, para fazê-lo, 
emprega instrumentos e métodos específicos. 
O principal processo de trabalho em saúde 
é a assistência ao paciente, comunidade e 
sociedade, porém outros processos também são 
compreendidos dentro do processo de trabalho 
em saúde, por exemplo, a gestão, o ensino, a 
pesquisa e a participação política (SANNA, 2007).
Unidade 8 • Desafios atuais acerca da informática nos serviços de saúde: Desenvolvimento científico e tecnológico e 
ética profissional
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2. Ciência, inovação e desenvol-
vimento científico e tecnológico
 A ciência pode significar “corpo de co-
nhecimentos sistematizados que, adquiri-
dos via observação, identificação, pesquisa 
e explicação de determinadas categorias 
de fenômenos e fatos, são formulados me-
tódica e racionalmente” (HOUAISS et al., 
2009, s/p). Já a tecnologia é definida como 
“teoria geral e/ou estudo sistemático sobre 
técnicas, processos, métodos, meios e ins-
trumentos de um ou mais ofícios ou domí-
nios da atividade humana” (HOUAISS et al., 
2009, s/p). 
Suas semelhanças conceituais são perceptí-
veis e, para fins didáticos, os termos ciência 
e tecnologia são distintos e inter-relacio-
nados. Entretanto, perceba que filosofica-
mente os limitespráticos entre a ciência e a 
tecnologia não são claros, porém eles se dis-
sociam a partir das perspectivas de teoria e 
prática. Marsden (1991, apud BARRA, 2006, 
p. 423) os relaciona da seguinte maneira: “...
não podemos imaginar a ciência sem a sua 
técnica; e como a ciência é incapaz de lidar 
com questões e valores, nos diz o que pode 
ser feito, mas não o que deveria ser feito”.
Considerando o cenário acima, comumen-
te observa-se na literatura o tratamento de 
avanço científico e tecnológico como ane-
xos, e deste conjunto surge um terceiro con-
ceito: a inovação. A inovação, de maneira 
geral, surge do avanço científico e tecnoló-
gico e visa estabelecer novas formas de se 
lidar com um problema. As inovações po-
Unidade 8 • Desafios atuais acerca da informática nos serviços de saúde: Desenvolvimento científico e tecnológico e 
ética profissional
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dem ser radicais ou incrementais (LEMOS, 
1999). 
Diz-se da inovação radical aquela que intro-
duz um novo produto, processo ou forma de 
organização da produção completamente 
inovador, estabelecendo uma ruptura com 
o padrão tecnológico a ser substituído (LE-
MOS, 1999). Um exemplo histórico da área 
da saúde sobre inovações radicais foi a des-
coberta da microbiologia, que mudou o pa-
radigma da origem das doenças. Em contra-
partida, a inovação incremental refere-se 
à introdução de qualquer tipo de melhoria 
sem que haja alteração na estrutura tecno-
lógica existente (LEMOS, 1999). 
É sabido que o setor saúde tem especifici-
dades que refletem também no sistema de 
inovação (ALBUQUERQUE; CASSIOLATO, 
2002). Tal sistema de inovação e suas ten-
dências é regido pela ciência e as univer-
sidades e instituições de pesquisa têm um 
impacto expressivo nos fluxos de informa-
ções tecnológicas (ALBUQUERQUE; CAS-
SIOLATO, 2002).
Link
COSTA, L. S. Inovação nos serviços de saúde: 
apontamentos sobre os limites do conhecimen-
to. Cad. Saúde Pública, v. 32, n. 2, Rio de Janeiro, 
2016. Disponível em: <http://www.scielo.br/
pdf/csp/v32s2/pt_1678-4464-csp-32-s-
2-e00151915.pdf> Acesso em 20 jul. 2017.
Os benefícios da inovação em saúde es-
tão consolidados na literatura científica, 
Unidade 8 • Desafios atuais acerca da informática nos serviços de saúde: Desenvolvimento científico e tecnológico e 
ética profissional
213/237
contribuindo para o bem-estar social e o 
desenvolvimento econômico (ALBUQUER-
QUE; CASSIOLATO, 2002). Entretanto, para 
que suas potencialidades sejam exploradas 
é necessário avaliar cuidadosamente os ris-
cos de sua aplicação, os efeitos não previs-
tos ou ainda pouco avaliados, assim como 
as questões éticas que envolvem a incorpo-
ração desta inovação nos processos de tra-
balho em saúde (LORENZETTI et al., 2012).
3. Bioética, ética profissional e 
as inovações em saúde
Os desafios que são identificados duran-
te o desenvolvimento científico e tecno-
lógico são muitos e podem gerar diversas 
discussões importantíssimas. Entretanto, 
pensando no escopo da disciplina, discuti-
remos acerca de alguns desafios inerentes 
das inovações que emergem do uso de in-
formática. 
Nesta disciplina foram apresentadas inova-
ções em saúde associadas ao uso de infor-
mática, como a automação dos processos 
de monitorização do paciente, os jogos sé-
rios, os sistemas de informação em saúde, 
entre outras inovações oriundas da bioen-
genharia. 
Compreender que a introdução destes re-
cursos modifica o processo de trabalho e 
pode gerar desafios importantes para os 
agentes deste processo é uma reflexão ética 
importante. Quando pensamos que estes 
instrumentos podem transformar a reali-
dade atual e modificar totalmente o pro-
Unidade 8 • Desafios atuais acerca da informática nos serviços de saúde: Desenvolvimento científico e tecnológico e 
ética profissional
214/237
cesso de trabalho, é preciso pensar que haverá, consequentemente, uma reação a esta mudança. 
Estas reações podem ser positivas ou negativas e vão influenciar o sucesso destas implementa-
ções.
Link
CACHO, P. O. Dificuldades no registro de informações nos prontuários de uma unidade básica na per-
cepção de trabalhadores da saúde. Dissertação. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 2016. 
Disponível em: <https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22189> Acesso em 21 jul. 
2017.
NEVES, J. T. R. Impactos da implantação do prontuário eletrônico do paciente sobre o trabalho dos 
profissionais de saúde da prefeitura municipal de Belo Horizonte. Disponível em: <http://www.cpge.
aedb.br/seget/artigos07/56_SEGET.pdf> Acesso em 21 jul. 2017.
Neste contexto, é preciso compreender que os profissionais de saúde e os usuários dos serviços 
de saúde advêm de realidades distintas e podem ter entendimentos distintos acerca dos bene-
fícios do avanço científico e tecnológico, assim como podem emergir dificuldades de adaptação 
para com o novo cenário, que devem ser consideradas para que em processo de melhoria contí-
Unidade 8 • Desafios atuais acerca da informática nos serviços de saúde: Desenvolvimento científico e tecnológico e 
ética profissional
215/237
nua os sistemas se aprimorem cada vez mais. 
Além disso, quando se fala em avanço científico e tecnológico, impreterivelmente a pesquisa em 
saúde torna-se um conceito associado. Para que haja o avanço é preciso que a pesquisa em saú-
de se solidifique e traga como suas consequências a inovação em saúde. Neste sentido, Buttha 
(2002) reflete ludicamente que no contexto em que a pesquisa em saúde é considerada o ‘cére-
bro’ de um sistema de saúde, a ética passa a constituir sua ‘consciência’.
Para saber mais
Um dos pilares da ética em pesquisa no Brasil advém da Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inova-
ção em Saúde (PNCTIS), dentre as estratégias desta política está a criação e o fortalecimento dos comi-
tês de ética em pesquisa (BRASIL, 2008). Quer saber mais sobre o viés ético da PNCTIS? Acesse a Política 
na íntegra, disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/Politica_Portugues.pdf> 
Acesso em 20 jul. 2017. 
Unidade 8 • Desafios atuais acerca da informática nos serviços de saúde: Desenvolvimento científico e tecnológico e 
ética profissional
216/237
A partir da mudança de paradigma implícita 
no contexto da informatização da gestão da 
informação e sua influência no modo como 
são adquiridas e compartilhadas as infor-
mações, fica iminente também a necessi-
dade de uma discussão mais aprofundada 
sobre a proteção à privacidade e o acesso 
às informações em saúde (KEINERT, 2015). 
Neste sentido, é sabido que a qualidade do 
planejamento de um recurso tecnológico 
é inversamente proporcional ao risco de 
apresentar um defeito ou falha que tenha 
dentre suas consequências a exposição de 
informações confidenciais dos usuários dos 
sistemas de saúde (PRESSMAN, 2011). Em 
adição, a ética profissional envolvendo as 
questões de gestão da informação também 
é primordial para o sucesso da proteção da 
informação em saúde. 
Para exemplificar a amplitude destes âmbi-
tos, vamos a um exemplo: Em uma institui-
ção que faz uso de prontuário eletrônico do 
paciente, um tipo de sistema de informa-
ção em saúde, observa-se um vazamento 
de informações de um paciente. Para se de-
tectar o problema é preciso pensar tanto da 
perspectiva do sistema quanto do agente 
que o utiliza. Desta forma, este vazamento 
poderia ter diversas origens, por exemplo: 
1. O sistema possuía falhas de segurança e 
um invasor mal-intencionado invadiu o sis-
tema para coletar estas informações. 2. Um 
profissional antiético deliberadamente va-
zou estas informações para se beneficiar ou 
para prejudicar outra pessoa. 3. Um profis-
sional imprudente deixou o sistema aberto 
Unidade 8 • Desafios atuais acerca da informática nos serviços de saúde: Desenvolvimento científico e tecnológico e 
ética profissional
217/237
e estas informações ficaram acessíveis para pessoas indevidas.
Para saber mais
Para aprofundar a discussão, ainda é preciso pontuar que existem diferentes informaçõesque podem ser 
perdidas ou vazadas. Dentre elas, existe uma categoria que deve ter atenção especial. A categoria das 
informações sensíveis, ou seja, aquelas que “podem ter utilização potencialmente discriminatória ou 
particularmente lesiva, apresentando maiores riscos que a média, para o indivíduo e até mesmo para a 
coletividade (DONEDA, 2006 apud KEINERT, 2015), deve ser observada como um ponto nevrálgico para 
o sucesso de uma inovação como em um prontuário eletrônico do paciente ou na telessaúde.
Onde chegamos com estas reflexões? Foi identificado que é preciso refletir, no contexto hospita-
lar, que a ética pessoal e profissional interliga-se com os conceitos de confiabilidade e seguran-
ça dos sistemas de informação. Portanto, para além das especificidades dos softwares é preciso 
garantir legalmente a proteção da privacidade e sigilo das informações.
Unidade 8 • Desafios atuais acerca da informática nos serviços de saúde: Desenvolvimento científico e tecnológico e 
ética profissional
218/237
Quando essa garantia é quebrada, acontece um crime informático. Este tipo de crime é aque-
le que utiliza de computadores para práticas de delitos envolvendo manipulações, sabotagens, 
espionagem e uso abusivo de computadores e sistemas (FULANETO NETO; GUIMARÃES, 2003). 
Acerca destes crimes, Fulaneto Neto e Guimarães (2003, p. 69) definem três tipos distintos de 
Link
Leis que contribuem para esta proteção: 
Lei 10.406/2002, artigo 21. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/
L10406.htm>. Acesso em: 21 abr. 2017.
Lei 8.078/1990. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8078.htm>. Acesso 
em: 21 abr. 2017.
Artigo 154 do Código Penal. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/
Del2848compilado.htm>. Acesso em: 21 abr. 2017.
Portaria 2.073/2011 do Ministério da Saúde. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/sau-
delegis/gm/2011/prt2073_31_08_2011.html>. Acesso em: 21 abr. 2017.
Unidade 8 • Desafios atuais acerca da informática nos serviços de saúde: Desenvolvimento científico e tecnológico e 
ética profissional
219/237
crimes: os virtuais puros, os mistos e os co-
muns:
O crime virtual puro seria 
toda e qualquer conduta 
ilícita que tenha por ob-
jetivo exclusivo o sistema 
de computador, pelo aten-
tado físico ou técnico ao 
equipamento e seus com-
ponentes, inclusive dados 
e sistemas. Crime virtual 
misto seria aquele em que 
o uso da internet é con-
dição sine qua non para 
a efetivação da conduta, 
embora o bem jurídico vi-
sado seja diverso do infor-
mático (...). Por derradeiro, 
crime virtual comum seria 
utilizar a internet apenas 
como instrumento para a 
realização de um delito já 
tipificado pela lei penal. 
Assim, a Rede Mundial de 
Computadores acaba por 
ser apenas mais um meio 
para a realização de uma 
conduta delituosa. 
Desta forma, observa-se que as inovações 
tecnológicas, principalmente aquelas que 
surgem com o advento da informática na 
área da saúde, são extremamente potentes 
para apoiar o trabalho dos profissionais de 
saúde. Ademais, com a mudança de para-
digma relacionada ao fluxo da informação, 
passa a ser essencial pensar em sistemas 
Unidade 8 • Desafios atuais acerca da informática nos serviços de saúde: Desenvolvimento científico e tecnológico e 
ética profissional
220/237
integrados que facilitem a gestão infor-
macional. Entretanto, não se pode perder 
de vista que para que isso ocorra de ma-
neira segura é preciso pensar nas questões 
nevrálgicas que envolvem as mudanças e 
transformações sociais geradas pela intro-
dução de uma nova tecnologia em um am-
biente. Também é preciso compreender que 
novas possibilidades trazem novos desafios 
e, assim, desafios que antes não existiam 
passam a compor o dia a dia das equipes 
de saúde, dos pacientes, dos familiares, da 
comunidade e da sociedade. Esses desafios 
podem se originar da qualidade do software 
desenvolvido (ex.: confiabilidade, seguran-
ça, etc.), da bioética ou de outras áreas do 
conhecimento.
Unidade 8 • Desafios atuais acerca da informática nos serviços de saúde: Desenvolvimento científico e tecnológico e 
ética profissional
221/237
Glossário
Bioética: De etimologia latina, a bioética diz respeito ao estudo dos problemas e implicações mo-
rais despertados pelas pesquisas científicas em biologia e medicina (HOUAISS et al., 2009, s/p).
Tendência: aquilo que leva alguém ou algo a seguir um determinado caminho ou a agir de certa for-
ma; predisposição, propensão, disposição natural (HOUAISS et al., 2009, s/p).
Sigilo: Do latim (sigĭllum,i), diz respeito a coisa ou notícia que não se pode revelar ou divulgar; segre-
do (HOUAISS et al., 2009, s/p).
Condição sine qua non: Diz respeito àquilo que é indispensável ou essencial para a composição de 
um ato ou circunstância (HOUAISS et al., 2009, s/p).
Questão
reflexão
?
para
222/237
Leia atentamente o seguinte caso-problema:
Você é gestor de uma unidade de internação hos-
pitalar e flagra a seguinte fala, dita de um familiar 
para a enfermeira da unidade: “Acho inadmissível 
meu marido permanecer no mesmo quarto que 
aquele homem. Aquele homem tem AIDS e irá in-
fectar meu marido. Eu exijo que você o troque de 
enfermaria”. Mais tarde naquele dia, a enfermeira 
te explica que um médico esqueceu o prontuário 
eletrônico, do paciente em questão, aberto em um 
dos computadores da unidade e que provavelmen-
te a familiar havia obtido tal informação através do 
sistema do hospital. 
Questão
reflexão
?
para
223/237
Considerando os tópicos que você estudou hoje e em sua vivência 
com relação às questões éticas, reflita: Qual a importância da ética 
profissional para o avanço tecnológico em detrimento à segurança 
necessária aos processos de trabalho em saúde, como o sigilo das 
informações nos sistemas de informação em saúde? Quais as con-
sequências de um vazamento de informação para o indivíduo afeta-
do? E para a sociedade?
224/237
Considerações Finais
• Processo de trabalho é a transformação de um objeto em um produto (ou serviço), por meio 
da intervenção do ser humano que, para fazê-lo, emprega instrumentos e métodos espe-
cíficos. São processos de trabalho em saúde: assistência, a gestão, o ensino, a pesquisa e a 
participação política.
• A inovação em saúde visa estabelecer novas formas de se lidar com um problema. As inova-
ções podem ser radicais (aquelas que rompem com a tecnologia anterior) ou incrementais 
(aquelas que não modificam a estrutura tecnológica vigente, apenas a aprimora). Os benefí-
cios da inovação em saúde envolvem o bem-estar social e o desenvolvimento econômico.
• Os recursos informáticos na saúde modificam o processo de trabalho em saúde e devem con-
siderar que os agentes do trabalho em saúde podem ser mais ou menos tolerantes a estas 
mudanças. Esta tolerância está relacionada ao entendimento dos benefícios da tecnologia e 
às facilidades/dificuldades com relação à adaptação ao novo cenário. 
• Outro aspecto ético importante é a ética em pesquisa. A inovação tecnológica é oriunda do 
desenvolvimento científico e tecnológico e a ética, tanto com os sujeitos quanto com os meios, 
deve ser garantida no desenvolvimento destes recursos.
225/237
• Os avanços tecnológicos e a mudança de paradigma com relação à gestão da informação mo-
dificaram a estrutura do acesso às informações em saúde, por isso, torna-se indispensável 
pensar em questões de segurança, confiabilidade e ética profissional e pessoal.
Considerações Finais
Unidade 8 • Desafios atuais acerca da informática nos serviços de saúde: Desenvolvimento científico e tecnológico e 
ética profissional
226/237
Referências
ALBUQUERQUE, E. M. E.; CASSIOLATO, J. E. As especificidades do Sistema Inovação do Setor Saú-
de. Revista de Economia Política, v. 22, n. 4, 2002, p. 134-151. Disponível em: <https://www.
researchgate.net/profile/Jose_Cassiolato/publication/240631812_As_Especificidades_do_Siste-
ma_de_Inovacao_do_Setor_Saude1/links/54348bc20cf294006f735c3d.pdf>Acesso em 20 jun. 
2017.
BARRA, D. C. C., et al. Evolução histórica e impacto da tecnologia na área da saúde e da enferma-
gem. Rev. Eletr. Enf., v. 8, n. 3, p. 422-30, 2006.
BRASIL. Portaria 2.073/2011 do Ministério da Saúde. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.
br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt2073_31_08_2011.html>. Acesso em: 21 abr. 2017.
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de ciência, tecnologia e inovação em saúde. 
Brasília: Editora do Ministério da Saúde. 2ª edição, 2008.
BRASIL. Lei 10.406/2002, artigo 21. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
leis/2002/L10406.htm>. Acesso em: 21 abr. 2017.
BRASIL. Lei 8.078/1990. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8078.htm>. 
Acesso em: 21 abr. 2017.
BRASIL. Artigo 154 do Código Penal. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/de-
Unidade 8 • Desafios atuais acerca da informática nos serviços de saúde: Desenvolvimento científico e tecnológico e 
ética profissional
227/237
creto-lei/Del2848compilado.htm>. Acesso em: 21 abr. 2017.
BUTTHA, A. Bulletin of the World Health Organization. NPq/PRE/AEI, 2002. Diretório dos Gru-
pos de Pesquisa no Brasil. Censo 2002.
CACHO, P. O. Dificuldades no registro de informações nos prontuários de uma unidade bási-
ca na percepção de trabalhadores da saúde. Dissertação. Universidade Federal do Rio Grande 
do Sul. 2016. Disponível em: <https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22189> Acesso 
em 21 jul. 2017.
COSTA, L. S. Inovação nos serviços de saúde: apontamentos sobre os limites do conhecimento. 
Cad. Saúde Pública, v. 32, n. 2, Rio de Janeiro, 2016. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/
csp/v32s2/pt_1678-4464-csp-32-s2-e00151915.pdf> Acesso em 20 jul. 2017.
FURLANETO NETO, M.; GUIMARÃES, J. Crimes na Internet: elementos para uma reflexão sobre a 
ética informacional. Revista CEJ, América do Norte, 720 03 2003.
HOUAISS, A. et al. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. 
CD-ROM.
KEINERT, T. M. M. et al. Proteção à privacidade e acesso às informações em saúde: tecnologias, 
direitos e ética. São Paulo: Instituto de Saúde, 2015. 464 p.
Referências
Unidade 8 • Desafios atuais acerca da informática nos serviços de saúde: Desenvolvimento científico e tecnológico e 
ética profissional
228/237
LEMOS, C. Inovação na era do conhecimento. In: LASTRES, H. M. M; ALBAGLI, S. Informação e 
Globalização na era do Conhecimento. Rio de Janeiro: Editora Campus Ltda. 1999, 144p.
LORENZETTI, J. et al. Tecnologia, inovação tecnológica e saúde: uma reflexão necessária. Texto 
Contexto Enferm, Florianópolis, v. 21, n. 2, p. 432-9, 2012.
NEVES, J. T. R. Impactos da implantação do prontuário eletrônico do paciente sobre o tra-
balho dos profissionais de saúde da prefeitura municipal de Belo Horizonte. Disponível em: 
<http://www.cpge.aedb.br/seget/artigos07/56_SEGET.pdf> Acesso em 21 jul. 2017.
PRESSMAN, R. S. Engenharia de Software: Uma abordagem professional. 7ª edição. Editora ART-
MED, 2011. 780 p.
SANNA, M. C. Os processos de trabalho em Enfermagem. Rev. bras. enferm.,  Brasília,  v. 60, n. 
2, Apr. 2007. 
Referências
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1. Julgue como verdadeiras (V) ou falsas as proposições acerca dos proces-
sos de trabalho em saúde.
( ) Processo de trabalho é a transformação de um objeto em um produto (ou serviço), por 
meio da intervenção do ser humano que, para fazê-lo, emprega instrumentos e métodos 
específicos. 
( ) O principal processo de trabalho em saúde é a assistência ao paciente, comunidade e 
sociedade.
( ) Porém outros processos como a gestão, o ensino, a pesquisa e a participação política 
são compreendidos como complementares, não fazendo parte dos processos de trabalho 
em saúde.
Assinale a alternativa que traz o julgamento adequado das proposições:
a) V, V, V.
b) F, F, F.
c) V, F. V.
d) V, V, F.
e) V, F, F.
Questão 1
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2. Assinale a alternativa que define adequadamente o conceito de ciência:
Questão 2
a) Corpo de conhecimentos sistematizados que, adquiridos via observação, identificação, pes-
quisa e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos, são formulados me-
tódica e racionalmente.
b) Teoria geral e/ou estudo sistemático sobre técnicas, processos, métodos, meios e instru-
mentos de um ou mais ofícios ou domínios da atividade humana.
c) Aquilo que introduz um novo produto, processo ou forma de organização da produção com-
pletamente inovador, estabelecendo uma ruptura com o padrão tecnológico a ser substitu-
ído.
d) Introdução de qualquer tipo de melhoria sem que haja alteração na estrutura tecnológica 
existente.
e) Todas aquelas informações tidas como sensíveis.
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3. Considere as proposições a seguir:
I - O sistema possuía falhas de segurança e um invasor mal-intencionado invadiu o siste-
ma para coletar estas informações.
II - Um profissional antiético deliberadamente vazou estas informações para se beneficiar 
ou para prejudicar outra pessoa.
III - Um profissional imprudente deixou o sistema aberto e estas informações ficaram 
acessíveis para pessoas indevidas.
Assinale a alternativa que contém apenas possíveis motivos de um vazamento de infor-
mações:
Questão 3
a) I.
b) II.
c) III.
d) II e III.
e) I, II, III.
233/237
4. Considere o excerto a seguir e assinale a alternativa que completa as 
lacunas corretamente:
Foi identificado que é preciso refletir, no contexto hospitalar, que a ética pessoal e pro-
fissional ______________ com os conceitos de confiabilidade e segurança dos sistemas 
de informação. Portanto, para além das especificidades dos softwares é preciso garantir 
_____________ a(o) ____________ da privacidade e sigilo das informações.
Questão 4
a) Correspondem, integralmente, revogação.
b) Relacionam-se, legalmente, manutenção.
c) Confundem-se, eticamente, revogação.
d) Confundem-se, anular, manutenção.
e) Relacionam-se, eticamente, revogação.
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5. São leis que protegem a privacidade e o sigilo das informações, EXCETO:
Questão 5
a) Lei 10.406/2002. 
b) Lei 8.078/1990.
c) Artigo 154 do Código penal.
d) Portaria 2.073/2011 do Ministério da Saúde.
e) Lei 10.216/2001.
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Gabarito
1. Resposta: D.
As duas primeiras proposições são verda-
deiras. Com relação à terceira proposição, 
os processos de gestão, ensino, pesquisa e 
participação política são processos de tra-
balho em saúde, assim como a assistência 
em saúde.
2. Resposta: A.
Ciência é o corpo de conhecimentos sis-
tematizados que, adquiridos via observa-
ção, identificação, pesquisa e explicação 
de determinadas categorias de fenômenos 
e fatos, são formulados metódica e racio-
nalmente. Tecnologia é a teoriageral e/ou 
estudo sistemático sobre técnicas, proces-
sos, métodos, meios e instrumentos de um 
ou mais ofícios ou domínios da atividade 
humana. Inovação radical é aquilo que in-
troduz um novo produto, processo ou forma 
de organização da produção completamen-
te inovador, estabelecendo uma ruptura 
com o padrão tecnológico a ser substituí-
do. Inovação incremental é a introdução de 
qualquer tipo de melhoria sem que haja al-
teração na estrutura tecnológica existente. 
Todas aquelas informações tidas como sen-
síveis são aquelas com poder discriminató-
rio.
3. Resposta: E.
Todas as proposições são verdadeiras, con-
tendo, portanto, possíveis motivos de um 
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vazamento de informações, que podem ad-
vir tanto de problemas de segurança quan-
to de questões éticas.
4. Resposta: B.
Foi identificado que é preciso refletir, no 
contexto hospitalar, que a ética pessoal e 
a ética profissional relacionam-se com os 
conceitos de confiabilidade e segurança 
dos sistemas de informação. Portanto, para 
além das especificidades dos softwares é 
preciso garantir legalmente a manutenção 
da privacidade e sigilo das informações.
5. Resposta: E.
A única lei que não dispõe sobre o sigilo de 
Gabarito
informações é a Lei 10.216/2001, conhe-
cida como Lei Antimanicomial, que dispõe 
sobre a proteção e os direitos das pessoas 
portadoras de transtornos mentais e re-
direciona o modelo assistencial em saúde 
mental.

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