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Clínica Odontopediatria I

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Clínica de Odontopediatria I 
 
2020 
Elaborado com base nas apresentações da Profª. Doutora Luísa Lopes . 
Elaborado por José Correia 
 2 
Índice 
Introdução à medicina oral infantil ................................................................................................................................................................................................................. 5 
Problemas de odontopediatria da infância à adolescência ............................................................................................................................................................................ 8 
Crescimento e desenvolvimento .............................................................................................................................................................................................................. 8 
Crescimento e desenvolvimento craneo-facial ......................................................................................................................................................................................... 8 
Crescimento cefalo-caudal ........................................................................................................................................................................................................................ 9 
Índice de APGAR ..................................................................................................................................................................................................................................... 10 
Como avaliar o término do crescimento ? .............................................................................................................................................................................................. 11 
Maturação das vértebras cervicais ......................................................................................................................................................................................................... 12 
Opções e considerações terapêuticas ........................................................................................................................................................................................................... 14 
Amoxicilina .............................................................................................................................................................................................................................................. 15 
Amoxicilina + ácido clavulânico .............................................................................................................................................................................................................. 15 
Claritromicina .......................................................................................................................................................................................................................................... 16 
Azitromicina ............................................................................................................................................................................................................................................ 16 
Paracetamol ............................................................................................................................................................................................................................................ 16 
Ibuprofeno .............................................................................................................................................................................................................................................. 17 
Alfa – amilase – Maxilase ........................................................................................................................................................................................................................ 17 
Patologia bacteriana e fúngica ...................................................................................................................................................................................................................... 19 
Sífilis ........................................................................................................................................................................................................................................................ 19 
Tétano - Clostridium tetani ..................................................................................................................................................................................................................... 20 
Escarlatina ............................................................................................................................................................................................................................................... 20 
Meningite bacteriana aguda ................................................................................................................................................................................................................... 21 
Candidiase ............................................................................................................................................................................................................................................... 21 
Patologia vírica .............................................................................................................................................................................................................................................. 22 
Herpes Simplex ....................................................................................................................................................................................................................................... 22 
Gengivoestomatite herpética ................................................................................................................................................................................................................. 22 
Varicela – Vírus varicela-zoster (VVZ) ..................................................................................................................................................................................................... 23 
Síndroma de REYE ................................................................................................................................................................................................................................... 23 
Sarampo .................................................................................................................................................................................................................................................. 24 
Mononucleose infeciosa – Virus Epstein- Barr ....................................................................................................................................................................................... 24 
Enfermidade mão-pé-boca ..................................................................................................................................................................................................................... 25 
Hepatite – Inflamação do fígado ............................................................................................................................................................................................................. 25 
H.I.V .........................................................................................................................................................................................................................................................26 
Patologia parasitária ..................................................................................................................................................................................................................................... 26 
Toxoplasmose ......................................................................................................................................................................................................................................... 26 
Alterações nutricionais ................................................................................................................................................................................................................................. 27 
Avitaminoses - deficiência de vitaminas ................................................................................................................................................................................................. 28 
Carência de Sais Minerais ....................................................................................................................................................................................................................... 28 
Refluxo gastroesofágico .......................................................................................................................................................................................................................... 29 
Alterações endócrinas ................................................................................................................................................................................................................................... 29 
Diabetes Mellitus .................................................................................................................................................................................................................................... 29 
Hipotiroidismo ........................................................................................................................................................................................................................................ 30 
Hipotiroidismo infantil – cretinismo ....................................................................................................................................................................................................... 31 
 3 
Hipertiroidismo ....................................................................................................................................................................................................................................... 31 
Alterações cardíacas ..................................................................................................................................................................................................................................... 31 
Tetralogia de Fallot ........................................................................................................................................................................................................................... 32 
Endocardite Bacteriana ........................................................................................................................................................................................................................... 32 
Alterações Hematológicas ............................................................................................................................................................................................................................ 33 
Doença de von Willebrand ...................................................................................................................................................................................................................... 33 
Hemofilia ................................................................................................................................................................................................................................................. 33 
Alterações renais .......................................................................................................................................................................................................................................... 34 
Doença Renal Crónica ............................................................................................................................................................................................................................. 34 
Hemodiálise ...................................................................................................................................................................................................................................... 34 
Disturbios de comportamento ................................................................................................................................................................................................................ 35 
Autismo ............................................................................................................................................................................................................................................. 35 
Perturbação de Hiperactividade e Defice de Atenção (PHDA) .......................................................................................................................................................... 36 
Dentisteria Minimamente Invasiva ............................................................................................................................................................................................................... 37 
Diagnostico e deteção de Carie ............................................................................................................................................................................................................... 37 
Intervenções não invasivas ..................................................................................................................................................................................................................... 38 
Cimentos de ionômero de vidro ............................................................................................................................................................................................................. 40 
Tratamento restaurador atraumático ..................................................................................................................................................................................................... 41 
Materias Bioativos (Diamino Fluoreto de Prata) ..................................................................................................................................................................................... 44 
Prótese em odontopediatria ................................................................................................................................................................................................................... 45 
Seleção e adaptação da coroa de aço ..................................................................................................................................................................................................... 46 
Coroas de zircônia ................................................................................................................................................................................................................................... 46 
Prótese Removível ..................................................................................................................................................................................................................................47 
Ortodontia na dentição decídua e mista ...................................................................................................................................................................................................... 48 
Crescimento dos maxilares ..................................................................................................................................................................................................................... 48 
Análise cefalométrica – Bjork-Jarabak .................................................................................................................................................................................................... 48 
Altura facial anterior VS Altura facial posterior ...................................................................................................................................................................................... 50 
Relação entre as medidas lineares .................................................................................................................................................................................................... 50 
Exame clínico .......................................................................................................................................................................................................................................... 51 
Exame funcional ...................................................................................................................................................................................................................................... 52 
Endodontia em odontopediatria .................................................................................................................................................................................................................. 53 
Terapia pulpar ......................................................................................................................................................................................................................................... 53 
Dentição decídua .................................................................................................................................................................................................................................... 55 
Terapia Pulpar Vital ................................................................................................................................................................................................................................. 55 
Proteção Pulpar Indireta ................................................................................................................................................................................................................... 55 
Proteção Pulpar Direta ...................................................................................................................................................................................................................... 55 
Pulpotomia ........................................................................................................................................................................................................................................ 55 
Terapia pulpar não vital .......................................................................................................................................................................................................................... 59 
Pulperctomia ..................................................................................................................................................................................................................................... 59 
Dentição definitiva Jovem ....................................................................................................................................................................................................................... 60 
Terapia Pulpar Vital ................................................................................................................................................................................................................................. 60 
Pulpotomia ........................................................................................................................................................................................................................................ 60 
Biopulpotomia parcial de Cvek ......................................................................................................................................................................................................... 60 
Biopulpotomia parcial cervical .......................................................................................................................................................................................................... 61 
Apexogenese ..................................................................................................................................................................................................................................... 61 
Terapia pulpar não vital .......................................................................................................................................................................................................................... 62 
Apexificação ...................................................................................................................................................................................................................................... 62 
Revascularização pulpar .......................................................................................................................................................................................................................... 63 
Doença periodontal em odontopediatria ..................................................................................................................................................................................................... 64 
Diagnóstico de doenças periodontais ............................................................................................................................................................................................... 65 
Classificação de Fatores Etiológicos da Doença periodontal ............................................................................................................................................................ 66 
 4 
Doença periodontal na criança e adolescente .................................................................................................................................................................................. 66 
Doença periodontal necrótica ........................................................................................................................................................................................................... 67 
A criança maltratada ..................................................................................................................................................................................................................................... 67 
A criança e a sociedade evolução histórica ....................................................................................................................................................................................... 68 
Tipificação dos maus tratos .............................................................................................................................................................................................................. 68 
Síndromede Munchausen ................................................................................................................................................................................................................ 68 
Síndrome de Munchausen por Procuração ....................................................................................................................................................................................... 68 
Caracterização da criança maltratada ............................................................................................................................................................................................... 69 
Lesões não acidentais ............................................................................................................................................................................................................................. 70 
Lesões patognomónicas de abuso infantil .............................................................................................................................................................................................. 70 
 ................................................................................................................................................................................................................................................................ 71 
Diagnostico diferencial ............................................................................................................................................................................................................................ 71 
O papel do médico dentista .......................................................................................................................................................................................................................... 71 
 
 
 5 
 
Introdução à medicina oral infantil 
 
A Odontopediatria é a especialidade da Medicina Dentária exclusivamente dedicada à manutenção da saúde oral de crianças, 
adolescentes e pacientes com necessidades especiais. 
 
Multidisciplinar – odontopediatria 
 
➢ Medicina preventiva 
➢ Terapia pulpar 
➢ Dentisteria preventiva 
➢ Dentisteria operatória 
➢ Materiais dentários 
➢ Ortodontia 
➢ Patologias 
➢ Nutrição 
➢ Terapia fala/funcional 
➢ Psicologia clínica 
 
Esta especialidade alia à componente de reabilitação uma forte componente preventiva, uma vez que o acompanhamento do 
desenvolvimento dos chamados “dentes de leite” é fundamental não só para assegurar corretas funções fonéticas e mastigação, mas 
também e sobretudo, para diagnosticar e prevenir precocemente potenciais problemas, garantindo uma dentição definitiva saudável. 
 
Socialmente o que tem vindo a ocorrer. Descréscimo de: 
 
❖ Ausênçia de tratamentos dentarios em dentição decídua 
❖ Assistênçia sintomática mutilante 
❖ Tratamentos conservadores 
❖ Prevenção 
❖ Sociedade do bem estar e prevenção 
 
 
Os problemas dentários podem surgir bastante cedo, pelo que se recomenda que a primeira consulta se realize a partir do momento 
em que erupcionem os primeiros dentes, normalmente entre os 6 meses e 1 ano de idade 
 
 
A nossa sociedade atual 
• Pais com mais responsabilidade profissionais 
• Escolas educam 
• Muito tempo nas escolas 
• Má alimentação 
 
Objetivos da medicina dentária: 
• Conservar dentes deciduos e permanentes 
• Prevenção da cárie 
• Prevenção de hábitos 
• Abordagem de acordo com personalidade /idade 
• Responsbilizar pais 
• Educar os pais 
 
Gabinete à Relação médico-criança-pais 
 
 
 6 
Consultório dentário/cadeira 
 
Influências Familiares: 
1. Ansiedade da mãe 
2. Desajustes familiares 
3. Factores sócio-económicos 
4. Como preparar a criança para ir ao dentista 
5. Orientação aos pais e acompanhantes 
6. Comportamento dos pais no consultório dentário 
7. Presença da mãe na sala de consulta ? 
 
O medo e a ansiedade do paciente infantil 
 
Tipos de medo: 
 - medo objetivo; 
 - medo subjetivo. 
 
Factores que agravam as causas do Medo: 
• Saúde da criança 
• Emoções especiais 
• História / vida familiar 
• O medo do desconhecido e do inesperado! 
 
Formas De Manifestar Medo: 
▪ Recusa entrar no gabinete 
▪ Recusa sentar-se 
▪ Recusa abrir a boca 
Falta consecutivamente à consulta (atenção aos pais) 
 
Avaliação do comportamento da criança 
 
Presentemente: 
 
▪ Escala de Frankl (Escala de valor comportamental de Frankl) 
▪ Divide o comportamento em 4 categorias, do mais negativo ao mais positivo 
 
TIPO I: 
▪ Definitivamente 
negativo 
▪ Rejeita tratamento 
▪ Chora vigorosamente 
▪ Receoso 
▪ Negativista extremo 
 
TIPO II: 
▪ Relutância em aceitar 
o tratamento sem 
cooperação 
▪ Atitude negativa, mas 
não pronunciada 
▪ Retraído 
▪ Pouco esperto 
 
TIPO III: 
▪ Aceita tratamento 
▪ Boa vontade em 
obedecer, por vezes 
com reservas 
▪ Segue as instruções 
do dentista 
 
TIPO IV: 
▪ Definitivamente 
positivo 
▪ Boa comunicação 
com o dentista 
interessado nos 
procedimentos 
dentários 
▪ Aprecia a situação 
 
 
A primeira experiência é importante para moldar a atitude de uma criança em relação à MD. 
A cooperação de uma criança durante o tratamento é vital para proporcionar um tratamento de sucesso e de alta qualidade. 
A comunicação é um grande desafio!! 
O desenvolvimento cognitivo da criança determina o nível e a quantidade de troca de informações que pode ocorrer. 
 
 
 
 
 
 7 
Parents In / Parents Out 
 
Falta evidência clara para o benefício da presença ou ausência dos pais na melhoria do comportamento dental dentário. 
Claramente há uma tendência crescente para os pais, especialmente os de crianças mais novas, preferirem estar presentes durante o 
tratamento. 
As possíveis razões podem ser: 
(1) crianças são observadas em idades mais jovens 
(2) odontopediatras usam uma abordagem mais preventiva para controlar a doença dentária da criança, exigindo maior 
envolvimento dos pais próprios pais pedem para estar presentes mais do que no passado. 
 
A presença / ausência dos pais durante o tratamento oferece a possibilidade de ser usada como técnica no caso de uma criança 
inicialmente não cooperante. A diretriz da Academia Americana de Odontopediatria (AAPD) deixa a presença ou ausência dos pais 
para a escolha dos pais/criança/clínico sempre que acharem que pode ajudar a estabelecer uma comunicação eficaz. 
Procedimentos dentários são uma fonte comum de dor e e acima de tudo sofrimento psicológico para crianças . 
As intervenções não farmacológicas para controlar a dor pediátrica por agulha concluíram que há fortes evidências que apoiam a 
eficácia das intervenções usando técnicas de distração para dor e desconforto em crianças e adolescentes 
 
Métodos não farmacológicos para controlo do comportamento 
 
➢ Tell - Show - Do Vs Tell-Show-Play-doh 
 
Brincar com um brinquedo de imitação dentária 
Aplica o conceito de aprender fazendo, na redução do medo e ansiedade das crianças para o tratamento, promovendo 
comportamento adaptativo 
 
Jogos de dentista para smartphone disponíveis on-line - demonstram o uso de equipamentos dentários comuns como ultrassons, 
aspiração, entre outros na forma de imagens animadas com efeitos visuais e sonoros. para dar à criança uma experiência em primeira 
mão 
 As crianças foram apresentadas a um modelo dentário Play-doh que permite brincar com uma broca de brinquedo. 
 Objectivo - familiarizar com o ambiente dentário, reduzir a ansiedade, construiu um ponte para comunicação futura, e ajudar a 
preparar para sessões de tratamento adicionais. 
 
➢ Controle de Voz 
➢ Distração 
➢ Mão sobre Boca 
➢ Modelagem 
➢ Dessensibilização 
➢ Reforço positivo 
1. Material 
2. Social 
3. Atividade 
 
• Contenção física / Imobilização Médica 
• Activa 
• Passiva 
1. Macri 
2. Papoose Board 
3. Pediwrap 
4. Pedi-Board “Rainbow 
 
 
Tecnologias incorporadas como óculos de realidade virtual e iPad, principalmente pelointeresse que têm em crianças e adolescentes, 
têm se mostrado uma ferramenta útil, principalmente em crianças entre 5 e 9 anos de idade 
Ex: Televisão no teto 
 
 
 8 
Métodos farmacológicos para controlo do medo e da dor do paciente pediátrico 
 
Os tratamentos dentários em crianças constituem um verdadeiro desafio, embora a maioria dos pacientes pediátricos aceite os 
tratamentos dentários satisfatoriamente, outros há que não o permitem, quer por serem demasiadamente jovens, quer por medo, 
ou por serem portadores de algum tipo de limitação/deficiência. 
 
➢ Pré-medicação 
➢ Sedação com protóxido azoto 
➢ Sedação profunda 
➢ Anestesia Geral 
 
Problemas de odontopediatria da infância à adolescência 
 
Crescimento e desenvolvimento 
 
Aumento do tamanho físico do corpo ou qualquer dos seus componentes, resultante da multiplicação dos células e do aumento das 
substâncias intercelulares. 
Expresso em medidas físicas, cm e/ou kg 
 
Desenvolvimento: 
Significa diferenciação das várias estruturas e funções. 
Expresso em índices – desenvolvimento psicomotor, QI, etc… 
 
A Maturação: 
▪ Processa-se nos seres humanos segundo normas gerais, mas com variações individuais; 
▪ É diferente nos 2 sexos; 
▪ Cada criança tem o seu próprio padrão de acordo com a interação permanente da sua constituição Genética e influência 
Ambiental. 
▪ Sexo; 
▪ Raça; 
▪ Carga familiar; 
▪ Condicionamento genético (capaz de alterar todo o outro tipo de estímulos). 
 
Vida Intra-uterina (estimulos): 
▪ Nutritivos (alimentação da mãe e aporte ao feto); 
▪ Mecânicos (má posição, traumatismos, etc...); 
▪ Tóxicos (químicos, fármacos); 
▪ Hormonais; 
▪ Radioactivos; 
▪ Infecciosos; 
▪ Imunológicos. 
▪ Doenças infecciosas crónicas; 
▪ Cardiopatias; Alt. Hepáticas; 
▪ Doença Renal; etc... 
▪ Desequilíbrio Hormonal (hipotiroidismo; hipopituitarismo; etc...).\ 
 
Crescimento e desenvolvimento craneo-facial 
 
1. Crescimento contínuo mas não uniforme ( cabeça proporcionalmente maior que o corpo); 
2. No mesmo período a aceleração do crescimento não é a mesma em todos os tecidos; 
3. Segundo Scammon, podem considerar-se 4 tipos de crescimento: Geral, Neurológico, Linfóide e Genital; 
4. O crescimento do corpo, no seu conjunto faz-se no sentido céfalo-caudal. 
 
 9 
 
 
Crescimento cefalo-caudal 
 
 
 
 
Desenvolvimento (Céfalo-caudal): 
▪ Controlo da Cabeça; 
▪ Controlo dos Membros Superiores; 
▪ Controlo dos membros Inferiores; 
▪ Controlo das mãos e pés. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 10 
 
 
 
Crescimento e desenvolvimento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Índice de APGAR 
 
Tabela para cálculo do índice 
Pontos 0 1 2 
Freqüência cardíaca Ausente <100/min >100/min 
Respiração Ausente Irregular/Bradipnéia Forte/Choro 
Tônus muscular Flácido Flexão de pernas e braços Movimento ativo/Boa flexão 
Cor Cianose Central/Palidez Cianose de extremidades Rosado 
Irritabilidade Reflexa ao Cateter 
Nasal Ausente Algum movimento/Careta Espirros/Choro 
 
Peso/altura 
Boletim de saúde infantil 
 
 11 
 
 
Como avaliar o término do crescimento ? 
 
Dentre a diversidade de métodos para estimar o nível de maturação e crescimento facial do individuo podem se destacar: 
altura, peso, idade dentária e mental, manifestação das características sexuais secundárias, e a maturidade esquelética. 
Não existe idade adulta absoluta pré-definida que sirva de validação para o término do crescimento cranio facial, mas devem ser 
realizados meios de diagnóstico complementares para que esse timming seja individualizado em cada paciente. 
A radiografia de punho, anteriormente muito utilizada, deu lugar à teleradiografia lateral do cranio, onde se pode visualizar o grau de 
maturação das vertebras cervicais ou medir a distânçia entre pontos cefalométricos N (Nasion) e Me (Mento) , ou seja Altura Facial 
Anterior. 
Quando essa distânçia se mantém em em 2 teleradiografias, realizados num intervalo minino de 6 meses, aporta informação que o 
crescimento cranio facial terminou. 
 
Altura facial anterior 
 
Distânçia entre pontos cefalométricos N (Nasion) e Me (Mento) , ou seja Altura Facial Anterior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 12 
RX mão e punho 
 
Nas radiografias de mão e punho é possível a observação de 27 ossos, além do sesamóide, o que fornece informações suficientes de 
todo período de maturação esquelética do indivíduo. 
A mão esquerda, por convenção, é a usada para leitura da idade óssea. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fishman (1982) desenvolveu um sistema para avaliar radiografias de mão e punho, na qual usou quatro estágios da maturação óssea 
encontrados em seis locais localizados no polegar, terceiro dedo, quinto dedo e rádio. 
Onze indicadores de maturação esquelética foram encontrados nestes seis sítios. 
 
A sequência dos quatro estágios de ossificação inclui tamanho da epífise, ossificação do sesamóide, fusão das epífeses e diáfises. A 
porcentagem de crescimento completo fornece uma base para interpretar a quantidade de crescimento que ocorreu. 
 
 
 
Maturação das vértebras cervicais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 13 
 
 
Método utilizado para avaliação da maturação das vértebras cervicais foi o de Hassel e Farman modificado por Baccetti, Franchi e 
McNamara em 5 estágios: 
 
➢ CVMS I: bordas inferiores da C2, C3 e C4 planas ou achatadas, com possibilidade de existir uma leve concavidade na C2; 
forma trapezoidal da C3 e C4, afuniladas de posterior para anterior. O pico de crescimento não ocorre antes de um ano 
após este estágio. 
➢ CVMS II: presença de concavidades distintas nas 
bordas inferiores da C2 e C3; C3 e C4 apresentam-se 
trapezoidais ou retangulares na horizontal. 
➢ CVMS III: presença de concavidades distintas nas bordas inferiores da C2, C3 e C4; C3 e C4 apresentam-se retangulares na 
horizontal. O pico de crescimento termina neste estágio ou ocorreu durante o ano antes deste estágio. 
➢ CVMS IV: presença de concavidades acentuadas nas bordas inferiores da C2, C3 e C4; C3 e C4 apresentam-se quadradas. O 
pico de crescimento ocorreu um ano antes deste estágio. 
➢ CVMS V: presença de concavidade profundas nas bordas inferiores da C2, C3 e C4; C3 e C4 apresentam-se retangulares na 
vertical. O pico de crescimento ocorreu pelo menos dois anos antes deste estágio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 14 
Opções e considerações terapêuticas 
 
No complexo maxilo-facial, as infeções podem ser classificadas em: 
➢ Não Odontogênicas, que são causadas por infeções de mucosa oral, de glândulas salivares, dentre outras. 
➢ Odontogênica causadas por cárie dentária, infeção Dento Alveolar, Periodontites, Osteíte, Osteomielites e infeções pós 
cirúrgicas. 
 Do ponto de vista microbiológico é uma infeção causada por uma flora mista, anaeróbios-aeróbios. 
 
Os sinais e sintomas característicos são: 
➢ Dor localizada, 
➢ Edema da região 
➢ Perda de função como: o trismus, disfagia, dispneia. 
Pode ocorrer febre e prostração. 
 
A necrose pulpar, resultante de cárie profunda é a principal causa de infeção odontogênica. 
É criada uma via para as bactérias penetrarem nos tecidos periapicais estabelecendo uma infeção ativa que irá disseminar 
preferencialmente ao longo das linhas de menor resistência. 
A infeção dissemina através do osso esponjoso até encontrar uma lâmina de osso cortical. Se a lâmina de osso cortical for fina, a 
infeção perfurará o osso e irá atingir os tecidos moles. 
 
Medicação em situações de urgência 
Quando? 
O quê? 
Que dose? 
 
➢ História clínica 
➢ Diagnosticar 
➢ Plano de tratamentos considerar 
o Idade 
(Dentição decídua Vs Dentição permanente) 
o Colaboração 
o Objetivos 
Medicar caso necessário 
 
Avaliar: 
✓ Dose da embalagem 
✓ Dose a prescrever à criança 
✓ De quanto em quanto tempo 
✓ Duração do tratamento 
 
TERAPÊUTICA ANTIBIÓTICA 
❖ Há benefícios quando prescritos e administrados corretamente 
❖O uso indiscriminado tem vindo a desenvolver resistência bacteriana 
❖ O uso conservativo de Antibióticos está indicado para minimizar o desenvolvimento de resistência bacteriana 
 
 
 
 
 
 
 
 15 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Amoxicilina 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Amoxicilina + ácido clavulânico 
 
 
 
 
Porquê dar uma associação? 
 
Indicações: 
- Infeções estomatológicas 
- 40 a 90 mg/Kg/dia 2 a 3 tomas diárias 
 
Criança com 10Kg 
 - (400 a 900mg/Kg/dia) 
- Clamoxyl 250 – 8ml a 18ml por dia 
(dividido em 2ou 3 doses) 
 
 
 
Indicações: 
- Abcesso dentário grave 
- Infeções ósseas e articulares 
 
Criança com 10Kg 
- 90mg/6.4mg/Kg/dia 
- 2 tomas diárias( 900mg/128mg/Kg/dia ) 
Clavamox DT 400 – 11.25ml 
(Divididos em 2 doses diárias) 
 16 
 
Claritromicina 
 
 
 
 
 
 
 
Indicações: 
- infeções 
- 7,5mg/Kg (em cada toma) 
- 2 tomas diárias 
 
Criança com 10Kg 
- 75mg/Kg – 2 doses 
- Klacid 25mg - 3ml de 12 em 12 horas 
- Klacid 50mg – 1,5 ml de 12 em 12horas 
- Apresenta seringa em função do peso 
 
Azitromicina 
 
- 10mg/Kg 1 toma diária (3/5 dias) 
- Não apresenta indicação no campo da Medicina Dentária(Odontopediatria) 
 
Paracetamol 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Indicações: 
- Dor de dentes 
- Analgésico antes e após 
intervenções cirúrgicas: 
 
 
10 a 20 mg/Kg/dia 3 tomas diárias 
até o máximo de 60mg/Kg/dia 
 
Criança com 10 Kg 
- 100 – 200 mg/Kg 
- 2,5ml a 5ml por dose 
- Dose máxima diária – 600mg –15 ml 
 
 17 
 
Ibuprofeno 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Alfa – amilase – Maxilase 
 
Indicações 
- Cirurgia maxilo facial 
- Cirurgia de dentees inclusos 
- Cirurgia múltiplas ou simples 
- Outras intervenções 
 
Antes da refeição 
- Crianças até 3 anos (até 15Kg) - 5ml 3vezes ao dia 
- Crianças com mais de 3 anos (mais de 15Kg) – 10ml 3 vezes ao dia 
 
 
 
 
Indicações: 
- Odontalgias 
- Dor pós extração 
- 20 a 30 mg/Kg/ dia 3 tomas diárias 
 
Criança com 10 Kg: 
- 200 a 300 mg/Kg/dia 
- Brufen 20 - 10 ml a 15 ml por dia dividido 
em 3 doses 
 
➢ 4 medicamentos no máximo 
➢ 2 do mesmo medicamento no máximo 
 18 
 
 
 
 
 
 
 
Medicamento Dose Nº vezes dia 
 mais 
Nome Comercial 
Amoxicilina 40 a 90 mg/Kg/dia 2/3 Clamoxyl 250 (250mg/5ml) 
Clamoxyl 500 (500mg/5ml) 
Amoxicilina + 
 Ác. Clavulamico 
90mg/6,4mg/Kg/dia 2 Clavamox 125 (125mg5ml) 
Clavamox 250 (250mg/5ml) 
Clavamox DT 400 (400mg/5ml) 
Clavamox ES (600mg/5ml) 
Claritromicina 7,5mg/Kg 
(cada dose) 
2 Klacid pediátrico (25mg/ml) 
Klacid pediátrico (50mg/ml) 
Paracetamol 10 a 20 mg/Kg 
(cada dose) 
Máxima dose diária 60mg/Kg 
3/4 Ben-U-ron (40mg/ml) 
Ibuprofeno 20 a 30 mg/Kg/dia 3/4 Brufen Suspensão (20mg/ml) 
Brufen Suspensão (40mg/ml) 
 SEM ACUCAR (+ 1 A) 
Alfa-amilase Até 3 anos – 5ml 
Mais de 3 anos – 10ml 
3 Maxilase 
 19 
Patologia bacteriana e fúngica 
 
➢ Sífilis 
➢ Tétano 
➢ Tuberculose 
➢ Escarlatina 
➢ Meningite bacteriana aguda 
 
Sífilis 
 
Agente - Espiroqueta Treponema pallidum 
▪ Transmitida por contacto sexual ou cutânea– S. Adquirida 
▪ Pode transmitir-se por via placentária – S. Congénita 
Caracterizada por três fases clínicas sequenciais e sintomáticas separadas por períodos de infecção latente assintomática 
Diagnóstico - testes serológicos 
Tratamento - Penicilina 
 
Sífilis Primária 
▪ Antecedentes sexuais 
▪ Úlcera indolor dos genitais, zona perianal, faringe, língua, lábio, etc – 2 a 6 semanas após o contacto 
▪ Adenopatia não dolorosa dos gânglios regionais 
▪ Líquido das lesões que contém treponema para análise 
 
Sífilis Secundária 
▪ Erupção cutânea maculo papular generalizada 
▪ Febre 
▪ osteítes, artrites, irites (inflamação da iris) 
 
Sífilis Terciária 
▪ Tumores infiltrantes da pele, ossos e fígado 
▪ Lesões aorta, aneurismas 
▪ Lesões S.N.C, parestesias, reflexos anormais, demência ou psicose 
 
Congénita 
▪ Transmitida por via placentária 
▪ A criança pode ter lesões variadas 
▪ Até 6-8 semanas pode ter sinais de lesão 
 
 
No lactente – fazer: 
▪ testes serológicos 
▪ Rx esqueleto (ossos longos) 
 
 
Se não tratadas produzem: 
▪ Queretite interstecial 
▪ Dentes de Hutchinson 
▪ Nariz em sela de montar 
▪ Tibia “em sabre” 
▪ Surdez 
▪ Lesões de S.N.C. 
 
 
 
 20 
Tétano - Clostridium tetani 
 
❑ Embora a bactéria seja um habitante comum do solo e do estrume, pode ser encontrada em qualquer local como detritos 
nos jardins e águas lamacentas de inundações. 
❑ Entra no organismo através de uma ferida penetrante e suja, um corte, um arranhão. 
❑ Uma vez dentro da pele, as bactérias multiplicam-se e produzem uma toxina - tetanospasmina - que produz espasmos 
musculares graves, cãibras e convulsões. 
❑ Os espasmo dos músculos da mandíbula causa o trismus. 
❑ Os espasmos também afetam os músculos da garganta, do tórax, do abdómen e dos membros. 
❑ Finalmente, os efeitos da toxina a nível dos músculos respiratórios vão interferir com a respiração e podem levar à morte 
 
Bases de Diagnóstico / Manifestações clínicas 
◇ Sintomas surgem 7 a 8 dias após entrada da bactéria 
◇ Rigidez da mandibula por espasmos dos músculos da mastigação (trismos) 
◇ Rigidez dos músculos do pescoço, ombro e costas 
◇ Disfagia 
◇ Contração prolongada dos músculos da face - riso sardónico (sarcástico) 
◇ Contração dos músculos das costas causando uma posição em arco do doente 
Diagnóstico baseia-se nos sintomas, na história recente de ferida 
 
Tratamento 
◇ No caso da imunização contra o tétano não estar atualizada, será administrado um reforço. 
◇ No entanto, o reforço não produz efeito imediato, pelo que é administrado imunoglobulina antitetânica - contém a 
antitoxina que neutraliza a toxina do tétano 
◇ Os espasmos musculares são tratados com relaxantes musculares, podendo ser igualmente administrados sedativos. 
Prevenção - Imunização 
 
 
Escarlatina 
 
Agente – Streptococus B – hemoliticos do gupo A 
Hemolisinas estreptocócicas O e S 
Estreptolisinas 
 
Incubação - 1 a 7 dias (média 2-4) 
 
Manifestações clínicas 
▪ febre, vómitos e erupção cutânea 
▪ nasofaringite 
▪ rinorreia purulenta 
▪ cefaleias, mal estar geral 
▪ dores abdominais 
▪ amígdalas exsudativa mucopurulenta 
 
Manifestações clínicas 
▪ amigdalite membranosa e ulcerativa 
▪ língua de framboesa 
▪ palidez circum-oral 
 
Terapêutica 
▪ Penicilina 
 
 21 
Meningite bacteriana aguda 
 
• Inflamação das membranas que cobrem o cérebro e a espinal medula; causada por infeção viral (mais comum - 
enterovirus) ou bacteriana 
• A via de entrada do enterovíris é geralmente gastrointestinal e a transmissão é sobretudo fecal-oral (mãos mal lavadas 
contaminadas com fezes). 
• Contágio é possível durante o período em que as pessoas infectadas têm o vírus nas fezes. Menos frequentemente, o 
contágio também é possível por via oral-oral ou por via respiratória. 
• A infecção por enterovírus é geralmente assintomática ou provoca doença ligeira, resultando raramente em meningite. 
• A meningite bacteriana é uma infeção grave e potencialmente fatal, os três tipos mais comuns de meningite bacteriana 
causados por: Neisseria meningitidis – PNV, Haemophilus influenzae – PNV, Streptococcus pneumoniae – há vacina, mas 
não PNV 
 
Incubação 
• +/- 2/3 dias 
 
Manifestações clínicas 
• rinofaringite (rara/sintomática) 
• início súbito ou insidioso 
• febre, mal estar 
• cefaleia intensa 
• Vómitos e náuseas 
• Convulsões 
• Sensibilidade à luz 
• rigidez da nuca 
• agitação, delírio, coma 
 
Diagnóstico 
• punção lombar – análise LCR 
 
Terapêutica 
• Antibioterapia, repouso e líquidos 
 
Prognóstico 
• Meningite viral – Excelente 
• Meningite bacteriana – depende da idade, bactéria responsável, precocidade do diagnóstico 
 
Candidiase 
 
Agente – Candida Albicans: existe habitualmente na boca, vagina e tubo digestivo 
• Há equilíbrio entre bactérias e sistema imunitário 
• Se as colónias de bactérias são alteradas devido por exemplo a Antibióticos, há alteração no meio ambientea nível da acidez 
e química 
• A candidiase pode afectar pessoas saudáveis, mas se o sistema imunitário estiver enfraquecido (HIV, diabético), má nutrição 
e certos medicamentos (costicosteroides, medicação anti-cancerigenera), a candidiase pode ocorrer com maior frequência 
 
Manifestações 
• placa bacteriana aderente à mucosa oral destacável à rapagem; 
• também na face interna dos lábios e gengivas, palato e língua. 
• Na pele ou disseminado 
 
Terapêutica 
• Ketoconazol oral 
• Nistatine (Mycostatin) 
 
 22 
Patologia vírica 
 
▪ Herpes 
▪ Varicela 
▪ Sarampo 
▪ Mononucleose infecciosa 
▪ Enf. Mão-boca-pé 
▪ Hepatite 
▪ H.I.V. 
 
Herpes Simplex 
 
Etiologia - Herpes hominis ou Herpes simplex 
▪ Herpes vírus tipo 1 – infeções boca, lábios, olhos, SNC 
▪ Herpes vírus tipo 2 – infeções genitais e neonatais 
 
Patogenia 
Infecção 1ª do individuo susceptível, sem AC 
Inf. Herpética 1ª - erupção local acompanhada de sintomas gerais. 
Inf. Recorrente – erupção local e ausência de sintomas gerais 
 
Nas mucosas raramente surgem vesículas, mas sim úlceras superficiais. 
 
Gengivoestomatite herpética 
 
Manifestação clínica mais frequente da primoinfecção pelo vírus herpes simplex -1 (VHS-1), que corresponde ao primeiro contacto 
com o vírus. 
Caracterizada pelo aparecimento de vesículas e lesões ulceradas nas gengivas e mucosa jugal assim como a nível peri-oral. 
Posteriormente, migra através dos axónios para os gânglios sensitivos onde permanece em estado de latência ao longo da vida. 
Podem surgir reativações periódicas, após estímulos desencadeantes, nomeadamente a febre, exposição solar, manipulação local, 
ansiedade, imunossupressores ou outras intercorrências infecciosas, que se manifestam sob a forma de herpes labial. 
 
Manifestações clínica: 
• + 1 a 4 anos idade, gravidade variável, cura em 5 a 7/ 10 a 14 dias 
• Início súbito, febre alta, irritabilidade, anorexia, dores na boca 
• Mau hálito, 
• Gengivas muito vermelhas, edemaciadas e hemorrágicas, 
• Vesículas que evoluem para aftas/úlceras na mucosa 
• Mucosa de boca, língua, palato - surgem placas esbranquiçadas ou úlceras superficiais de 2 a 3 mm com auréola vermelha. 
• Sialorreia (babam-se muito mais do que o habitual), 
• Recusa em manter a chupeta na boca, 
• Gânglios linfáticos do pescoço estão também aumentados 
 
Diagnóstico 
▪ Quadro Clínico 
▪ Testes serológicos 
 
Tratamento: 
▪ Aciclovir – 20mg/Kg 6 em 6 h nas primeiras 72 horas 
▪ Alimentação fria e liquida 
▪ Analgésicos e anti piréticos 
 23 
 
 
Varicela – Vírus varicela-zoster (VVZ) 
 
• Infecção muito contagiosa que causa uma erupção cutânea vesiculosa e pruriginosa. 
• Entra no organismo através da boca e do nariz, depois do contato com uma pessoa infectada. 
• Transmissão - desde um dia antes da erupção cutânea e até que todas as vesículas tenham formado crostas. 
• Após um indivíduo ter tido uma infecção pelo vírus, quase sempre desenvolve imunidade para toda a vida 
• Aproximadamente uma em cada 100 crianças infectadas pode desenvolver uma complicação grave como uma infecção 
pulmonar grave, encefalite ou problemas no fígado ou infecções cutâneas graves. 
• Após a infeção, o vírus mantêm-se adormecido no sistema nervoso para o resto da vida, podendo reactivar-se em qualquer 
altura em que as defesas imunitárias estejam em baixo 
• A razão mais comum para o vírus se reactivar é o envelhecimento. 
• A reactivação do vírus causa zona - aparecimento de uma erupção cutânea vesiculosa e dolorosa, que ocorre tipicamente na 
face, no peito ou no dorso, numa área enervada por um ou dois nervos sensitivos. 
 
Manifestações clínicas 
• Tempo de incubação - 10 a 21 dias após exposição 
• Febre e mal-estar geral 
• Pápulas vermelhas, pruriginosas, que se transformam dentro de pouco tempo em vesículas cheias de líquido 
• Estas vesículas cutâneas são redondas, com cerca de 5 a 10 mm de diâmetro, com uma base eritematosa, acabando por 
formar crosta. 
 
Mácula-pápula-vesícula-crosta 
 
Tratamento 
• Aciclovir - minimiza sintomas nos adultos, mas apenas eficaz se iniciado dentro das primeiras 24 horas após a exposição. 
• Crianças saudáveis geralmente não necessitam de tomar acyclovir 
• Alívio do prurido das vesículas e na prevenção da infecção das vesículas – loção de calamina e anti-histaminicos 
• Antipiréticos para a febre 
• Nunca se deve dar aspirina a uma criança, pois pode causar uma síndroma de Reye 
• Por vezes, as vesículas da varicela podem infectar com bactérias e necessitar de tratamento com antibióticos. 
 
 
Síndroma de REYE 
 
❖ Provoca encefalite e acumulação de gorduras no fígado. 
❖ Etiologia desconhecida, mas certos vírus como os vírus A e B da gripe ou o vírus da varicela podem estar implicados, talvez 
em combinação com a ingestão de aspirina, a qual pode aumentar até 35 vezes o risco 
❖ O uso de aspirina ou de compostos similares (salicilatos) em crianças e adolescentes é considerado potencialmente 
perigoso. 
 
Tratamento - Sintomático e de suporte 
Administrados soro por via endovenosa, juntamente com electrólitos e glicose. Também se fornece vitamina K para prevenir a 
hemorragia 
 
Sintomas e diagnóstico - Gravidade varia muito. 
Infecção viral ----- 4 ou 5 dias depois náuseas e vómitos ----- 
estado de confusão, por vezes seguido de desorientação, agitação e, mais tarde, convulsões e coma 
 
Diagnostico biopsia ao fígado e punção lombar 
 
 
 24 
Sarampo 
 
Agente – Mixovírus 
Patogénese e patogenia 
 Crescimento cefalo - caudal 
Altamente contagiosa; 
• Porta de entrada é a árvore respiratória e muito contagiosa. 
• Infeção dissemina-se para a pele e outros órgãos. 
• A incidência > crianças de 3 a 5 anos. 
• A fase prodrómica é o estádio mais infecioso da doença. 
 
➢ Dissemina desde um ou dois dias antes do início de qualquer sintoma até quatro dias após o início da erupção cutânea. 
➢ Nas crianças mais jovens, as complicações incluem infeção do ouvido médio, pneumonia ou diarreia. 
➢ Nos adultos - mais grave. 
➢ Consequências graves do sarampo raras, podendo ser encefalite e em casos mais raros, pode afetar diretamente o 
aparelho digestivo (incluindo o fígado), o coração ou os rins. 
➢ Uma grávida que seja infetada apresenta um risco maior de parto prematuro, de aborto ou de parto de uma criança com 
baixo peso à nascença. 
➢ Existe vacina. 
 
Manifestações Clínicas 
▪ Incubação de 8 a 12 dias 
▪ Inicia-se por febre mal-estar; 
▪ 24 horas aparece coriza, conjuntivite e tosse. 
▪ 2º ou 3º dias exantema. 
▪ Lacrimejo e fotofobia. 
▪ 2 a 4 dias após o inicio dos sintomas observa-se na mucosa da boca as manchas de Koplick – patognomónicas do Sarampo 
(são pequenas manchas irregulares vermelhas escuras no centro das quais se vê uma pinta branca azulada); Vêem-se 
primeiro duas ou três junto dos primeiros molares inferiores estendendo-se depois pela mucosa julgal, podendo ser 
incontáveis. 
▪ Na erupção cutânea, observa-se manchas rosadas ou vermelho vivo não pruriginosas. 
▪ A erupção cutânea começa sempre ao nível da linha de inserção do cabelo e atrás dos pavilhões auriculares, e, em seguida, 
espalha-se para baixo para o pescoço, tronco, braços e pernas, palmas das mãos e plantas dos pés. 
 
Diagnóstico 
▪ Clínico 
▪ Análises de sangue para procurar identificar a presença de anticorpos específicos contra o vírus do sarampo. 
Tratamento 
▪ Sintomático e de suporte (Aspirina NÃO) 
Prevenção 
▪ Imunização. 
 
Mononucleose infeciosa – Virus Epstein- Barr 
 
❖ Alcunha - “doença do beijo.” 
❖ Transmitido pela saliva, mas também possível por 
 espirros e tosse 
 
Manifestações Clínicas 
▪ Incubação 5 a 15 dias. 
▪ Febre, cefaleis, sonolênçia, fadiga, dores musculares, perda de apetite, linfadenopatia 
▪ Frequentemente 1ª manifestação lesões orais – gengivoestomatite e ulcerações gengivais, petequias palatinas (palato 
mole), amigdalite. 
 
 
 25 
Tratamento 
▪ Sintomático 
Prognóstico 
▪ Bom 
 
 
Enfermidade mão-pé-boca 
 
Agente – Virus Coxsackiedo grupo B 
 
Manifestações Clínicas 
▪ Crianças pequenas 
▪ Febre, mal-estar geral 
▪ Odinofagia, enantema, vesículas (mucosa jugal, palato, etc) 
▪ Vesículas numerosas nas palmas das mãos e planta dos pés. 
 
Tratamento 
▪ Sintomático 
 
Prognóstico: Bom 
 
Hepatite – Inflamação do fígado 
 
Agente – Vírus da hepatite A, B, C 
▪ Incubação 
o hepatite B - 15 a 30 dias 
o Hepatite C - 30 a 45 dias 
 
O tecido hepatico normal é constituido por células hepáticas organizadas em unidades funcionais, que contêm vasos sanguíneos e se 
encontram rodeadas por tecido de suporte. 
Os vírus da hepatite constituem a causa mais comum de hepatite crónica. 
A hepatite crónica evolui por estádios, desde uma fase inicial, predominantemente inflamatória, até uma fase final em que quase 
todo o tecido hepático é substituido por tecido fibroso, cicatricial. 
 
Manifestações Clínicas 
▪ Contágio 
o Hepatite A – Infeciosa – Aparelho Digestivo 
o Hepatite B e C – Via hematológica e/ ou sexual 
 
Mal-estar geral, perda de apetite, náuseas, vómitos, febre, icterícia (30 % são anictéricas), prurido, urina escura e fezes claras. 
 
Complicações 
▪ Cirrose e Hepatoma. 
Diagnóstico 
▪ Exames serológicos 
Tratamento 
▪ Sintomático e anti-viricos 
Prognóstico 
▪ Hepatite A – Bom 
▪ Hepatite B e C – Reservado 
Prevenção 
▪ Imunização 
 
 
 26 
H.I.V 
 
No final da década de 70 foram identificados os primeiros caso de HIV (Vírus de Imunodeficiência Humana), vírus que ataca o 
sistema imunológico e causa SIDA (Síndrome de Imuno Deficiência Adquirida). 
Os primeiros grupos a apresentar esta doença foram os homossexuais, usurários de drogas injetáveis e pessoas que recebiam 
hemoderivados (hemofílicos). 
 
Grupo de risco à comportamento de risco 
O HIV é um retro vírus adquirido principalmente por via sexual ou sanguínea. 
 
- Primeira fase - infecção aguda - incubação do HIV. 
- Este período varia de 3 a 6 semanas. Organismo leva de 30 a 60 dias após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV. 
- Primeiros sintomas - parecidos com gripe (febre/mal-estar) - despercebido 
- Próxima fase marcada por forte interação entre os glóbulos brancos (TCD4) e constantes e rápidas mutações do vírus. Não enfraquece 
organismo o suficiente para permitir novas doenças, pode durar muitos anos - assintomático. 
- Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas - organismo cada 
vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. 
- A fase sintomática inicial é caracterizada pela grande redução dos linfócitos T CD4, que chegam a ficar abaixo de 200 unidades por 
mm³ de sangue. 
- Em adultos saudáveis, esse valor varia entre 800 a 1.200 unidades. 
- Os sintomas mais comuns são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento. 
 
A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas à SIDA 
 
Agente – HIV 1 e HIV 2 
 
Manifestações Clínicas 
▪ Mal-estar geral, febrícula, tosse, perda do apetite. 
▪ Infecções oportunistas várias (candidíase, tuberculose, pneumonias bacterianas, meningite, etc...) 
▪ Sarcoma de Kaposi – Tumor maligno endotelio linfático 
▪ Cavidade Oral – infecções, herpes, cândida, gengivorragias. 
▪ Lesão de Kaposi (pústulas na cavidade oral – elevação na epiderme contendo fluido purulento) 
 
Terapêutica 
▪ AZT 
▪ Da infeção oportunista 
 
Prognóstico 
▪ Reservado 
 
Patologia parasitária 
 
Infeção parasitária que afecta uma grande proporção da população mundial mas raramente causa doença 
 
Toxoplasmose 
 
Agente – Toxoplasma gondii – protozoário intracelular 
Toxoplasmose 
▪ adquirida 
▪ Congénita 
Ocorre em animais de estimação e de produção, incluindo suínos, aves, gatos 
Na gestação pode levar ao aborto ou nascimento de fetos mal formados. 
Existe em todo o mundo. Mais de metade da população, mesmo em países desenvolvidos, tem anticorpos específicos contra o 
parasita, o que significa que está ou já esteve infetada. 
 27 
 
➢ Nos seres humanos, o contágio ocorre geralmente por via oral. 
➢ Acontece quando as pessoas tocam na boca com as mãos sujas, especialmente depois de mudarem a cama dos gatos ou se 
comerem carne de vaca, porco, borrego ou veado que não tenha sido cuidadosamente cozinhada. 
➢ Nas pessoas saudáveis, o sistema imunitário acaba por conter a disseminação do Toxoplasma 
➢ A toxoplasmose pode ser adquirida pela ingestão de água e/ou alimentos contaminados com os oocistos esporulados, 
presentes nas fezes de gatos e outros felídeos, por carnes cruas ou mal passadas, principalmente de porco e de carneiro. 
➢ A toxoplasmose pode ser congénita - transmitida de mãe para filho, mas não se transmite de uma pessoa para outra 
apesar de que já foi constatado a transmissão por transfusão sanguínea e transplante de órgãos de pessoas infetadas. 
 
Manifestações 
▪ assintomática 
▪ linfadenopatia, exantema maculo papular 
▪ encefalite (comum) 
▪ Miocardite 
 
Na maioria dos casos não é necessário tratamento, sistema imunitário resolve. 
 
Prevenção 
➢ Não ingerir carne crua ou mal cozinhada 
➢ Lavar as mãos depois de manipular carne crua, fazer jardinagem e de mudar a cama do gato. 
➢ Grávida ou se tiver um sistema imunitário enfraquecido – não manipular carne crua ou mudar a cama de um gato. 
Alterações nutricionais 
 
Manifestações orais de patologia devido: 
❑ Alterações nutricionais 
❑ Aparelho digestivo 
❑ Endócrinas 
 
Todo o ser humano tem direito a uma alimentação suficiente e saudável. 
Alimentação equilibrada. 
 
ERROS 
➢ carência de nutrientes - falta de alimentação 
 - alimentação errada 
 - excessos alimentares 
➢ problemas de ordem psicológica 
 
Países sub desenvolvimento - desnutrição e fome 
Países desenvolvidos – sobrealimentação à aumento da taxa de doenças cardiovasculares e obesidade. 
 
Carência alimentar 
São doenças típicas dos países em desenvolvimento porque as pessoas não têm meios para adquirir os alimentos mas, também 
aparecem nos países desenvolvidos porque se faz uma seleção errada dos alimentos. 
 
 
 
 
 28 
Avitaminoses - deficiência de vitaminas 
 
Beribéri 
Falta de vitamina B1. Provoca fraqueza muscular e dificuldades respiratórias, podendo afetar o coração. 
 
Escorbuto 
Carência de vitamina C. Os primeiros sintomas são as hemorragias nas gengivas, inchaços, dores nas articulações, feridas 
que não cicatrizam e pouca segurança na fixação dos dentes. Pode ainda causar inflamações na língua. 
 
Raquitismo 
Falta de vitamina D. Esta doença aparece na infância, em crianças que não são expostas ao Sol e não fazem um suplemento 
de vitamina D3. Vitamina esta que é necessária para absorção do cálcio, principal componente dos ossos e desenvolvimento 
dentário. 
 
Xeroftalmia 
Falta de vitamina A. Caracterizada pela não produção de lágrimas levando à secura das conjuntivas e da córnea 
 
Carência de Sais Minerais 
 
Raquitismo 
Deficiência na ingestão de Cálcio na infância 
 
Anemia Ferropénica 
Falta de glóbulos vermelhos no sangue. 
Pode ser de origem nutricional – falta de ferro 
Manifesta-se através da fadiga, fraqueza, palidez, 
dificuldade de concentração ou vertigens. 
 
Cretinismo 
Cretinismo endémico 
Causado pela falta de iodo e ocorre em crianças cujas mães tiveram uma ingestão deficiente de iodo durante a adolescência 
e gravidez. 
Necessário para que a tiróide segregue hormonas necessárias à atividade metabólica normal. 
 
Recém nascido - cretinismo 
Que apresente este problema tem uma aparência normal, mas algumas semanas mais tarde apresenta 
movimentos lentos, crescimento físico e mental muito retardado. Esta doença é detetada nos primeiros dias de 
vida através do teste do pezinho e é administrado iodo à criança, evitando uma deficiência durante toda a vida. 
 
Bócio 
 
Falta de Iodo nos adolescentes e adultos provoca um aumento do volume da glândula da tiróide. Esta glândula pode chegar 
a atingir 10 vezes o seu tamanho normal.Para prevenir o aparecimento desta doença a OMS impôs a adição de iodo no sal das cozinhas. 
 
Obesidade 
 
Países desenvolvidos – ingestão de hidratos de carbono - fast-food / vida sedentária 
 
 
 
 
 
 
 
 
 29 
A obesidade é a principal causa de inúmeros 
 problemas de saúde: 
➢ diabetes 
➢ problemas respiratórios pois a gordura que se acumula sobre a caixa torácica dificulta a respiração 
➢ ossos e músculos são afetados pelo esforço adicional para suportar o excesso de peso 
➢ sistema cardiovascular, a gordura no sangue dificulta a irrigação sanguínea e eleva a tensão arterial 
➢ probabilidade de cáries maior – efeito tampão da saliva 
 
 
Refluxo gastroesofágico 
 
➢ Refluxo de conteúdo alimentar presente no estômago para o esôfago, normalmente com pH ácido, embora possa ser 
também de conteúdo biliar, neste caso chamado refluxo alcalino. 
➢ O refluxo, que contém material ácido, atinge a faringe e até a boca, ardor, mal estar 
Alterações endócrinas 
 
Diabetes Mellitus 
o Hipofunção do Pâncreas 
o Deficiência de Insulina / Resistência à Insulina 
 ou AMBAS à DESENVOLVIMENTO DE HIPERGLICEMIA 
 
 
 
No diabetes gestacional os níveis sanguíneos altos de glucose na mãe proporciona glucose adicional no bebe, fazendo com que este 
aumente o peso. 
 
Manifestações orais da Diabetes Mellitus 
▪ Xerostomia 
▪ Hálito cetónico 
▪ Língua avermelhada 
▪ Aumento assintomático das parótidas 
▪ Hipertrofia gengival 
▪ Reabsorção alveolar e mobilidade dentária 
▪ Maior ocorrência de cárie dentária (hipoplasia dentária) 
▪ Maior tendência a infeções 
 
 
 
 30 
 
Cuidados a ter: 
• Tempo de consulta curto 
• Consulta matinal 
• Administração de Antibiótico profilaticamente em procedimentos cirúrgicos/invasivos 
 
Federação Europeia de Periodontologia Academia Americana de Periodontologia 
 
Protocolo de atuação com o doente diabético na consulta dentária 
Em tratamentos não cirúrgicos, como a destartarização, a raspagem e o alisamento radicular, restaurações, próteses fixas, próteses 
removíveis, ajustes em ortodontia, endodontia, aplicação de flúor, recolha de impressões, anestesia local e radiografias intraorais 
devem seguir-se as seguintes normas: 
– Observar doente de manhã - toleram melhor os procedimentos neste período; 
– Consultas de curta duração, com pausas durante o tratamento, para quepossa utilizar a casa de banho ou ingerir alimentos; 
No caso de procedimentos cirúrgicos, como cirurgias periodontais, extrações e implantes, devem tomar-se em consideração: 
– A cobertura antibiótica, o controlo glicémico e a necessidade de discutir com o doente e o respetivo médico o conteúdo e o 
horário das refeições, bem como a dose de insulina. 
 
Hipotiroidismo 
 
Distúrbio que se manifesta pela falta de hormônio da tiróide 
*É a doença mais comum da tiróide 
*Ocorre com mais frequência em mulheres 
*Pode atingir várias pessoas de uma mesma família 
 
Sintomas Hipotiroidismo 
• Cansaço, apatia e desânimo 
• Hipersensibilidade a frio 
• Falha na memória 
• Sono excessivo 
• Pele seca e queda de cabelos 
• Ganho de peso e retenção de líquidos 
• Tornozelo inchado e dores musculares 
• Unhas quebradiças 
 
Manifestações orais do hipotiroidismo 
 
• Alterações na estrutura do dente 
• Mordida aberta 
• Atraso na erupção dentária 
• Taurodontia 
• Hipoplasia condilar 
• Atresia maxilar ou mandibular 
• Hipodesenvolvimento da mandíbula 
• Prognatismo maxilar 
• Aumento do risco de cáries 
• Aumento doenças periodontais 
• Hipossalivação 
• Disgeusia (ausência de sensação gustativa) 
• Macroglossia 
• Atraso na cicatrização de feridas 
 
 
 
 31 
Hipotiroidismo infantil – cretinismo 
❑ face larga 
❑ nariz curto 
❑ macroglossia 
❑ micrognatia 
❑ atraso de erupção 
 
Hipertiroidismo 
 
Doença da glândula tiróide, que se caracteriza pela sua hiperfunção com consequente tirotoxicidade (resultado clínico, fisiológico e 
bioquimico resultante do excesso de hormonas tiroideias) 
 
❑ Hiperatividade 
❑ Glândula pode estar aumentada 
❑ Aumento de apetite 
❑ Perda de peso 
❑ Exoftalmia (olhos salientes) 
❑ Taquicárdia 
 
Manifestações orais de Hipertiroidismo 
➢ não há manifestações patognomónicas 
➢ Ter atenção das lesões das mucosas 
➢ Taquicardia-----cuidado com anestesia 
 
Manifestações orais devido: 
1. Alterações cardíacas 
2. Hematológicas 
3. Mieloproliferativas 
4. Renais 
Alterações cardíacas 
 
Cardiopatia cianótica 
Defeito cardíaco, presente no nascimento (congénito), que provoca níveis baixos de oxigénio no sangue 
 
Outros defeitos cardíacos que podem causar cianose: 
❖ Tetralogía de Fallot 
❖ Anomalia de Ebstein 
❖ Síndrome de coração esquerdo hipoplásico 
❖ Tronco arterial 
 
Síntomas cardiopatías cianóticas 
• Coloração azulada nos lábios e dedos das mãos e pés. 
• Algumas crianças apresentam problemas respiratórios (dispneia) 
 
 
 32 
Tetralogia de Fallot Má-formação congênita 
 (a mais frequente na 1ª infância) 
1-Comunicação Interventricular 
2-Dextroposição da aorta - desalinhamento para a direita da aorta ao sair 
do coração 
3-Obstrução de ventrículo direito - dificuldade de passagem de sangue 
pobre em oxigênio para os pulmões 
4-Hipertrofia 
 
Manifestações orais 
◇ Estomatites 
◇ Mucosas cianóticas 
◇ Maior risco de cárie dentária 
◇ Atraso na erupção 
◇ Aumento da frequênçia de agenesia 
◇ Aumento da frequênçia de hipoplasia de esmalte 
 
Endocardite Bacteriana 
Infeção com inflamação das válvulas cardíacas e do revestimento interno das câmaras cardíacas, o endocárdio. 
A endocardite ocorre quando microrganismos infecciosos, tais como bactérias ou fungos, entram na corrente sanguínea e se fixam 
no coração. 
 
Os sintomas de endocardite aguda incluem: 
❖ Febre alta 
❖ Dor no peito 
❖ Falta de ar 
❖ Tosse 
❖ Ruptura de pequenos vasos sanguíneos (hemorragias) nas palmas das mãos e nas plantas dos pés 
 
Profilaxia de Endocardite Bacteriana 
Condições em que é aconselhado: 
➢ Prótese valvular (infeção que atinge parte da membrana que cobre as válvulas cardíacas) 
➢ Endocardite bacteriana 
➢ Cardiopatias congénitas 
➢ Transplante cardíaco 
➢ Cirurgia cardíaca 
➢ A toma de AB antes do procedimento reduz quantidade de bactérias na circulação - bacteriemia 
TOMA AGENTE ADULTO CRIANÇA 
ORAL AMOXIICILINA 2g 50mg/kg 
INCAPAZ DE TOMA 
ORAL 
Ampilina 
OU 
Cefazolina 
2g IV/IM 
1g IV/IM 
50mg/kg IV/IM 
50mg/kgIV/IM 
ALERGIA À PENICILINA Clindamicina 
OU 
Claritromicina 
600 mg 
500 mg 
20mg/kg 
15mg/Kg 
ALERGIA À PENICILINA 
INCAPAZ DE TOMA 
ORAL 
Cefazolina 
OU 
 Clindamicina 
1g IV/IM 
600mgIV/IM 
50mg/kg IV/IM 
20mg/kgIV/IM 
 33 
Alterações Hematológicas 
 
ESTUDO DE COAGULAÇÃO 
 
Exame usado para determinar a coagulação do sangue. 
➢ Tempo de protrombina (TP) ou tempo de atividade da protrombina (PTT) 
➢ Índice internacional normalizado (IIN, RNI ou INR) 
 
Tempo de protrombina 
• Expresso em segundos. 
• Valores normais - 11 a 14,6 segundos 
• Exame que avalia capacidade do sangue coagular 
• (tempo necessário para estancar hemorragia) 
 
Índice internacional normalizado (INR) 
Como são usados diferentes tipos de fator tissular na obtenção do TP, a Organização Mundial de Saúde preconizou o uso do índice 
internacional normalizado para padronizar mundialmente o resultado obtido durante o teste. 
Valores normais - 1,0 e 1,4 (pede-se quando há toma de anticoagulantes) 
 
Uso de Anticoagulantes: 
Medida específica do TP para avaliar o efeito dos medicamentos, já que o TP normalmente é alto nestas condições 
 
Doença de von Willebrand 
 
Doença hereditária(cromossoma 12) da coagulação mais prevalente, devido a alterações quantitativas ou qualitativas do factor VW 
(Glicoproteina) 
Deve ser considerada sempre que surgem hemorragias mucocutâneas repetidas, em particulares associado a um padrão familiar. 
 
• O tempo protrombina pode estar normal 
• O diagnostico baseia-se emníveis baixos de antígeno do Factor VW. 
• O tratamento envolve o controlo da hemorragia com terapia de substituição, ou induzir a produção (desmopressina) 
 
Existem 3 tipos: 
Tipo 1 – mais comum - Defeito quantitativo 
Tipo 2 – Defeito qualitativo 
Tipo 3 - Factor VW totalmente ausente (raro) 
 
Sintomas (Doença de von Willebrand) 
❖ Hemorragias de leve a moderado. 
❖ Hematomas, hemorragias menstruais prolongados, hemorragias nasais, hemorragias excessivas após pequenos cortes, 
hemorragias após extração dentária ou outra cirurgia. 
❖ Gengivorragia, equimoses fáceis. 
Exodontia Vs Endodontia 
 
Hemofilia 
 
Doença hereditária que impede a coagulação do sangue 
Ter especial atenção em executar tratamento cirúrgico 
Hemofilia A – ausência ou deficiência de fator VIII 
Hemofilia B - deficiência do fator IX 
A gravidade da doença é classificada segundo o grau de defice do factor de coagulação 
 
Hemofilia (cascata de coagulação I-XII) 
➢ Atos cirúrgicos em meio hospilitar 
➢ Não prescrever anti-coagulantes e anti-agregantes plaquetários e acido acetilsalicílico 
 34 
 
Cuidados a ter na consulta: 
❖ Não provocar hemorragia 
❖ Endodontia Vs Exodontia 
❖ Sutura reabsorvível 
 
 
Alterações renais 
 
Doença Renal Crónica 
 
➢ Presença de alterações estruturais ou da função dos rins, por um período maior que 3 meses , e com implicações na saúde 
do indivíduo 
➢ Perda da função dos rins de forma progressiva e irreversível 
➢ A capacidade do rim excretar substancias do organismo está afetada à Filtração glomerular. 
 
Hemodiálise 
 
- Consiste na remoção de substâncias tóxicas do sangue como se fosse um rim artificial. 
- Processo de filtragem e depuração de substâncias indesejáveis do sangue como a creatinina e a uréia. 
- Terapia de substituição renal realizada em pacientes portadores de insuficiência renal crônica ou aguda 
 
 
 
A anticoagulação deve ser feita para evitar a coagulação do sangue no circuito de diálise. Pode-se usar heparina não fracionada ou 
de baixo peso molecular. 
 
Cuidados na consulta: 
❑ Consulta em dia de não diálise 
OU 
❑ Diálise com proteínas de baixo peso molecular (Sulfato de Protamina) 
 
Exodontia Vs Endodontia 
Mas cuidado com Hemorragias 
 
 
 
 
 35 
 
 
Disturbios de comportamento 
 
Autismo 
 
Condição médica do sistema nervoso central que se manifesta na infância e que se caracteriza por dificuldades na comunicação e 
interação social e por comportamentos, interesses ou atividades repetitivos e estereotipados. 
Os sintomas de autismo estão presentes desde cedo, durante o desenvolvimento das crianças, mas só são valorizados quando 
determinadas capacidades, como a linguagem, não se desenvolvem no momento esperado. 
O diagnóstico feito por equipas especializadas e baseado na presença de determinadas alterações de desenvolvimento e 
comportamento. 
A prevalência do disturbo do aspecto de autismo tem vindo a aumentar nas ultimas 2 décadas. 
 Existem vários casos em que as famílias descrevem uma regressão a nível de comportamento após Anestesia Geral, sem razão 
aparente. 
 
 
 
 
 
 36 
 
 
Perturbação de Hiperactividade e Defice de Atenção (PHDA) 
 
Não há guidelines para controlo de comportamento para crianças comPerturbação de Hiperactividade e Defice de Atenção (PHDA), 
Estas crianças têm dificuldade em permanecer sentadas e dificuldades de concentração. Esforçam-se para desempenhar estas ações, 
mas sem sucesso. Apresentam dificuldades em aprender e em fazer os trabalhos de casa. 
Não afeta a inteligência. 
A medicação mais usual é Concerta / Ritalina ( Cloridrato de metilfenidato) 
Contra indicado em problemas de tiroide, glaucoma, tumor da glândula supra-renal, pressão arterial elevada, problemas cardíacos 
Características: 
• Atividade motora excessiva 
• Baixa tolerância à frustração 
• Comportamento pouco organizado 
• Incapacidade de manter atenção e concentração 
 
Efeitos secundários da medicação: 
• Xerostomia 
• Bruxismo 
• Disfagia 
• Estomatite 
• Disguesia 
 
Segundo AAPD, os doentes com PHDA devem ser incluídos na categoria “Special health care needs” 
 
 
 
Ainda não há evidência científica sobre qual a melhor abordagem 
 
 
 
 
 37 
Dentisteria Minimamente Invasiva 
 
Cárie 
❑ Doença infecciosa, transmissível, multifactorial 
❑ Dissolução tecidos mineralizados do dente 
❑ Processo carioso » evolutivo 
❑ Desmineralização/Remineralização 
❑ Inicia no esmalte, pode progredir até polpa 
 
Diagnostico e deteção de Carie 
 
➢ Convencionais - clínico e táctil 
➢ FOTI ( transiluminação c/ fibra optica) 
 
Vem sendo empregue principalmente em pesquisas, como auxiliar de diagnóstico de cáries em superfícies proximais de dentes 
posteriores, tendo em vista que não se baseia em radiações ionizantes, sendo biologicamente mais aconselhável que o raio X 
 
➢ DIAGNODENT (Laser Fluorescente) 
 
Sistema de medição por fluorescência de laser, que se baseia no facto de que substâncias duras desmineralizadas e bactérias 
fluorescem quando excitadas por irradiação a laser com comprimento de onda entre 550 e 670 nm. 
 
A luz do laser é irradiada através de uma ponteira luminosa flexível. A luz incide e penetra no dente, fazendo com que as lesões 
existentes sejam refletidas. 
 
➢ RVG ( Radiografia Digitalizada) 
➢ Lupas para ampliação 
➢ Câmera intra-oral 
➢ Espelho dentário com luz 
➢ Electrical Caries Monitor (ECM) 
➢ Corantes para identificação do tecido cariado Carisolv Papacarie 
 
Dentisteria mínimamente invasiva 
➢ Promove a manutenção da saúde oral e dentária através de métodos de diagnostico e tratamentos de agressividade 
mínima 
❑ Identificação dos fatores de risco a nível individual 
❑ Implementação de estratégias preventivas individuais 
❑ Remineralização de lesões não cavitadas 
❑ Intervenção cirúrgica mínima em lesões cavitadas 
❑ Correção de restaurações defeituosas (MICKENAUTSCH et al, 2006). 
 
As linhas orientadoras desta nova faceta da Medicina são: 
➢ Prevenção, 
➢ Educação 
➢ Intervenções Minimamente Invasivas. 
 
Prevenção/educação 
✓ Modificar fatores de risco do paciente 
✓ Controlo do ph saliva 
✓ Ciclos de desmineralização/remineralização 
✓ Aplicação tópica de flúor 
 
 
 38 
 
Intervenções não invasivas 
 
• Selante de resina – a sua aplicação indiscriminada não é aceite nos dias de hoje à Indicação precisa – fatores etiológicos 
de cárie não são possíveis de controle (Kramer et al, 1997) 
• Selantes de CIV (selantes de transição) - dentes em fase eruptiva (Curry, 2001), baixa retenção 
 
 
 
 
 
 
Tipo de fissuras: 
U – abertos, pouco profundos, contorno arredondado 
V - entrada ampla 
Y 1 – constrição moderada 
Y 2 – contrição severa, fazer ameloplastia, para abrir 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Selantes 
 
Com carga – melhor retenção e melhor ao desgaste (abrasão), mas fratura mais facilmente e penetra menos nos sulcos 
Sem carga – maior poder de prevenir cáries, mais fluido, penetra em maior profundidade e não fratura tão facilmente 
Fissura tipo V - Entrada ampla, 
estreita no fundo 
Fissura tipo U - Entrade fundo 
do mesmo tamanho 
Fissura tipo 1de Y1 - 
Fissura muito profunda 
Fissura tipo IK de Y2 - 
Fissura muito estreita em 
forma de ampola 
 39 
Ideal – sem carga, opaco e fotopolimerizável 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conclusão 
 
A aplicação de selantes é recomendado para prevenir e controlar a cárie. 
O selamento da superficie oclusal de dentes permanentes em crianças e jovens reduz o aparecimento de cáries até 48 meses 
quando comparadas com o não selamento. 
A eficácia de diferentes tipos de selantes ainda não foi estabelecida. 
 
Cochrane Database Syst Rev. 2013 Mar 
28;3:CD001830. doi: 
10.1002/14651858.CD001830.pub4 
Sealants for preventing dental decay in 
the permanent teeth. 
Ahovuo-Saloranta A, Forss H, Walsh T, Hiiri A, Nordblad A, Mäkelä M, Worthington HV. 
Source 
Finnish Office for Health

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