Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Poder Judiciário 
Justiça do Trabalho 
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
 
Recurso Ordinário - Rito Sumaríssimo 
RORSum 0011147-53.2016.5.03.0034
 
PARA ACESSAR O SUMÁRIO, CLIQUE AQUI
 
 
Processo Judicial Eletrônico
 
Data da Autuação: 31/05/2017 
Valor da causa: $7,377.25 
 
Partes:
RECORRENTE: CEMIG DISTRIBUICAO S.A 
ADVOGADO: BRUNO VIANA VIEIRA 
ADVOGADO: PAULO DIMAS DE ARAUJO 
ADVOGADO: RAFAEL RAMOS ABRAHAO 
RECORRIDO: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP 
ADVOGADO: VANI DE FREITAS MEDEIROS 
RECORRIDO: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS PAGINA_CAPA_PROCESSO_PJE
TERMO DE PETICIONAMENTO EM PDF
 [FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS] x [CEMIG DISTRIBUICAO S.A, CRISTAL SERVICOS:AUTUAÇÃO
ESPECIALIZADOS LTDA - EPP]
 SERGIO SOARES DE LIMA:PETICIONANTE
Nos termos do artigo 1º do Ato número 423/CSJT/GP/SG, de 12 de novembro de 2013, procedo à juntada, em anexo, de petição em
arquivo eletrônico, tipo “Portable Document Format” (.pdf), de qualidade padrão “PDF-A”, nos termos do artigo 1º, § 2º, inciso II, da
Lei nº 11.419, de 19 de dezembro de 2006, e em conformidade com o parágrafo único do artigo 1º. do Ato acima mencionado, sendo
que eventuais documentos que a instruem também serão anexados.
16 de Junho de 2016
 SERGIO SOARES DE LIMA
 TERMO DE RECLAMAÇÃO
Reclamante: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS, Casado, Podador de 
Arvores, CPF – 027.819.166-50, portador da CTPS nº 79920, Série 0042/MG, 
residente e domiciliado na Rua Ipê, 253, Bairro: Limoeiro,Timóteo - MG, CEP: 
35181-410, Tel. Contato: (31) 98969-3625
1ª Reclamada: CRISTAL SERVIÇOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP., inscrita 
no CNPJ sob o nº 66.459.843/0001-69, com endereço na Rua Coronel Geraldo 
Batista, 07, sala 01, Bairro Funcionários, Timóteo/MG, CEP 35.180-420.
2ª Reclamada: CEMIG DISTRIBUIÇÃO S.A.., inscrita no CNPJ sob o nº 
06.981.180/0001-16, com endereço na Av. Barbacena, 1200, 17° andar, ala A1, 
Bairro Santo Agostinho, Belo Horizonte, CEP: 30.190-131..
Aos 16 de Junho de 2016 compareceu perante a(o) SETOR DE 
INFORMAÇÃO E ATERMAÇÃO o(a)(s) reclamante(s), conforme qualificado no 
sistema, que apresentou(aram) reclamação contra a(s) reclamada(s), também 
qualificada(s), declarando o seguinte:
Admissão : 16/09/2015
Saída : 13/04/2016.
Salário : vide historiado
Horário de trabalho: vide historiado
Tipo de saída: Dispensa sem justa causa e com aviso prévio trabalhado.
DOS FATOS:
1- O Reclamante informou que trabalhou para a Reclamada na condições 
acima mencionadas tendo sido dispensado sem justa causa e com aviso prévio 
trabalhado, com opção de redução por 07 dias e com término do vínculo 
empregatício em 13/04/2016.
2- O Reclamante foi contratado pela 1a. Reclamada prestadora de serviços da 
2a. Reclamada, onde exercia dupla função a de Podador de Árvores (função 
anotada e sua CTPS) e a de Motorista de Caminhão com cesto aéreo, função 
pela qual recebia um adicional de 12% (doze porcento) em sua remuneração. 
O caminhão era utilizado no auxilio à poda das árvores próximo às rede 
elétricas e no transporte dos funcionários da 1ª Reclamada, por isso o 
Reclamante recebia um adicional de periculosidade no valor de 30%.
Em razão do que se expôs acima, deverá a 2ª Reclamada ser notificada para 
vir integrar o polo passivo da presente relação processual e ser condenada 
SUBSIDIARIAMENTE/SOLIDARIAMENTE, juntamente com a 1a. Reclamada, 
ao pagamento das parcelas abaixo enumeradas, com os valores devidamente 
atualizados.
3- O reclamante informou que a 1ª Reclamada marcou a data do seu acerto 
rescisório junto ao Órgão homologador para o dia 14/04/2016, todavia, não o 
realizou, e que após várias tentativas do Reclamante em receber seu acerto 
rescisório junto à 1ª Reclamada até o momento não realizou o pagamento do 
mesmo. Dessa forma, a 1ª Reclamada descumpriu o prazo estipulado no 
parágrafo 6o. do art. 477 da CLT, sujeitando-se ao pagamento da MULTA 
prevista no parágrafo 8o. do citado dispositivo legal.
4- O Reclamante laborava nos seguintes horários e dias da semana: de 07:00 
às 17:00 horas, de segunda às quintas-feiras, e de 07:00 às 16:00 horas às 
sextas-feiras, sempre com 01:00 hora (uma hora) de intervalo intra jornada.
5- A Reclamada retém-lhe o saldo de salário de 13 (treze) dias de abril/2016, os 
quais deverão ser pago em audiência, sob as penas da lei. 
6- O Reclamante não usufruiu nem teve indenizadas as férias proporcionais do 
período laborado e o décimo terceiro salário proporcional, os quais deverão ser 
pagos em audiência, sob as penas da lei.
7- O Reclamante informou, ainda, que a 1ª Reclamada não efetuou o 
pagamento completo do décimo terceiro salário proporcional referente ao ano 
de 2015 (4/12) (R$594,32), dizendo que a 1ª Reclamada pagou apenas 25%, 
ou seja, o valor de R$148,57 (cento e quarenta e oito reais e cinquenta e sete 
centavos), no mês de fevereiro de 2016, pois iria dividir o pagamento em 4 
parcelas, restando a pagar o valor de R$445,75 (quatrocentos e quarenta e 
cinco reais e setenta e cinco centavos), 
8- Deverá ser observada a Remuneração de R$1.782,95 (mil setecentos e 
oitenta e dois reais e noventa e cinco centavos), sendo : R$1.255,60 (mil 
duzentos e cinquenta e cinco reais e sessenta centavos) o salário base, mais 
R$376,68 (trezentos e setenta e seis reais e sessenta e oito centavos) o 
referente ao adicional de periculosidade no percentual de 30% (trinta por 
cento), mais os 12% (doze porcento) de Adicional por Acumulo de Função, no 
valor de R$150,67 (cento e cinquenta reais e sessenta e sete centavos).
9- A Reclamada procedeu à anotação de saída (baixa) na CTPS do 
Reclamante. 
 
10- A Reclamada não efetuou corretamente os depósitos do FGTS na conta 
vinculada do Reclamante, uma vez que ausente o depósito do mês de 
março/2016 e dos 13 (treze) dias referente ao mês de abril/2016 , conforme 
Extrato analítico do FGTS anexo. Assim sendo, deverá a Reclamada 
comprovar em Juízo, a regularidade dos referidos depósitos faltantes, inclusive 
sobre a gratificação natalina, sob as penas da lei, devendo, ainda, pagar-lhe a 
Multa de 40%, na forma da legislação vigente, em face de sua dispensa 
imotivada.
11. Aplicação do artigo 467 da CLT, com a redação do artigo 1o. Da Lei n. 
10.272, de 05 de setembro de 2001.
12- Requer a expedição de ofícios aos órgãos competentes, ou seja, à DRT, à 
CEF e ao INSS.
13- Cumpre-me informar que o Reclamante foi devidamente orientado sobre os 
seus direitos trabalhistas, sobretudo no que se refere as verbas rescisórias, 
multa do 477, piso salarial, litigância de má-fé, bem como os riscos de estar 
fazendo a presente ação trabalhista sem estar devidamente acompanhado 
de um advogado, etc..., tendo, no entanto, neste momento, optado por estar 
movendo a presente ação, na forma que abaixo se segue.
Diante do exposto, o Reclamante propõe a presente ação, REQUERENDO A 
NOTIFICAÇÃO da Reclamada, no endereço posto no preâmbulo, para 
COMPARECER à audiência designada e, ali, apresentar DEFESA que tiver, 
sob pena de REVELIA e CONFISSÃO, acompanhando o feito até o final, 
quando, então, se JULGADA PROCEDENTE a reclamação, REQUER:
a. Saldo de salário 13 (treze) dias, conforme item 04........................R$ 772,61
b. Décimo terceiro salário proporcional 2016, 3/12............................R$ 445,74
c. Décimo terceiro salário proporcional 2015, conforme item 07 ..….R$ 445,75
d. Férias proporcionais, 712, acrescidas de 1/3, com pagamento em audiência, 
sob as penas da lei.............................................................................R$1.386,74 
e. Multa do parágrafo 8o. do art. 477 da CLT.....................................R$1.782,95
f. Entrega da guia TRCT e da chave de conectividade social, assegurando o 
recolhimento da diferença dos depósitos do FGTS,inclusive sobre a 
gratificação natalina, ou indenização em valor equivalente................R$ 240,11
g. Entrega da guia GRRF, assegurado o depósito da indenização de 40% sobre 
o montante do FGTS, ou indenização em valor equivalente..............R$ 438,58
h. Aplicação do artigo 467 da CLT, com a redação do artigo 1o. Da Lei n. 
10.272, de 05 de setembro de 2001, sobre as alíneas "a", "b", "c", "d", "f" e 
“g” .......................................................................................................R$1.864,77
i. Juros e correção monetária na forma da lei.
j. Ofício à DRT, à CEF e ao INSS.
Valor total............................................................................................R$7.377,25
Requer ainda os benefícios da JUSTIÇA GRATUITA, na forma das Leis 
1.060/50 e 5.584/70, por ser pobre no sentido legal, como aqui o declara 
expressamente, sob as penas da lei, já que não tem condições de arcar com 
as despesas processuais, sem o sacrifício do próprio sustento e de sua família.
Requer, finalmente, a produção de todas as provas em direito admitidas, 
especialmente a documental, a testemunhal, a pericial, e o depoimento do 
representante legal da Reclamada, sob pena de confissão.
Dá-se à causa o valor de R$7.377,25 (sete mil trezentos e setenta e sete reais 
e vinte e cinco centavos), exclusivamente para fins de custas e alçada.
Juntam-se documentos.
 
ATENÇÃO AOS CORREIOS:
NÃO ENCONTRADO O DESTINATÁRIO, DEVOLVER
EM 48 HS., CONF. PAR. ÚNICO ART. 774 DA CLT.
PODER JUDICIÁRIO FEDERAL
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
REMETENTE:
 Rua José Gomes Ferreira, 90, Belvedere, CORONEL FABRICIANO - MG - CEP: 35170-185
TEL: (31) 38419720
E-Mail:vt2.fabriciano@trt3.jus.br
 DESTINATÁRIO: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP
RUA CORONEL GERALDO BATISTA, 07, sala 01, FUNCIONARIOS, TIMOTEO - MG - CEP: 
35180-420
 
 0011147-53.2016.5.03.0034PROCESSO:
 AÇÃO TRABALHISTA - RITO SUMARÍSSIMO (1125)CLASSE:
 AUTOR: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOSAUTOR:
 RÉU: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP e outrosRÉU:
NOTIFICAÇÃO JUDICIAL EM PROCESSO ELETRÔNICO (PJe)
Fica V. Sa. notificado para comparecer à audiência UNA que se realizará no dia 20/07/2016 14:10
, na sala de audiências da , situada à Rua José2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
Gomes Ferreira, 90, Belvedere, CORONEL FABRICIANO - MG - CEP: 35170-185.
A petição inicial e documentos poderão ser acessados apenas em meio eletrônico,
 mediante consulta ao seguinte endereço na internet: http://pje.trt3.jus.br/primeirograu
/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam, digitando no campo "número do
documento" o(s) número(s) descrito(s) como chave(s) de acesso, abaixo identificado(s):
 
Documentos associados ao processo
Título Tipo Chave de acesso**
Extrato FGTS Extrato de Conta do FGTS 16061611592080200000026340122
CTPS Qualificação civil CTPS 16061611590286900000026340096
CTPS n° e Série CTPS 16061611590020100000026340090
CTPS Contrato CTPS 16061611590621000000026340100
Contracheque Contracheque / Hollerith 16061611591397500000026340113
Termo Felicio Petição Inicial 16061611585424000000026340079
Termo de Declaração Certidão 16061611585646300000026340082
Petição em PDF Petição em PDF 16061611574608200000026339978
 
Caso V. S.ª não consiga consultá-los via internet, deverá comparecer à Unidade Judiciária
(endereço acima indicado) para ter acesso a eles ou receber orientações.
A audiência será UNA, de conciliação, instrução e julgamento, nos termos da Lei 9957/2000, que
disciplina o RITO SUMARÍSSIMO nos feitos trabalhistas.
 defesa deverá ser apresentada dentro do Processo Judicial Eletrônico (PJe), acessadoA
com assinatura digital, nos termos da Lei 11.419/2006, da Resolução 136/2014 do CSJT.
Nos termos do artigo 847 da CLT, faculta-se a apresentação de defesa oral em audiência.
A defesa e respectivos documentos não poderão ser apresentados na Unidade Judiciária
por meio de pen drive, CD ou outras mídias avulsas para serem anexados ao Processo
Judicial eletrônico (PJe) durante a audiência.
Todos os documentos que acompanham a defesa deverão estar no formato digital e ser
apresentados dentro do Processo Judicial Eletrônico (PJe) até uma hora antes da audiência,
exceto se a parte não estiver assistida de advogado, quando poderá apresentá-los em audiência.
Se V. S.ª não possuir equipamento para conversão ou escaneamento de documentos em formato
PDF, deverá comparecer à Unidade Judiciária para proceder à adequação dos documentos por
meio dos equipamentos disponíveis na Central de Atendimento.
Na audiência referida lhe é facultado fazer-se substituir por um preposto (empregado) que tenha
conhecimento direto dos fatos, bem como fazer-se acompanhar por advogado(a), sendo que o
não comparecimento a audiência ou a não apresentação de defesa e documentos nos termos
acima indicados, poder-lhe-á acarretar sérios prejuízos, presumindo-se aceitos como verdadeiros
todos os fatos alegados pelo autor e constantes da petição inicial, nos termos do Art. 844 da CLT,
esclarecendo, por fim que em se tratando de pessoa jurídica, sugere-se apresentar com a defesa
a cópia atual do estatuto constitutivo (contrato social) de forma eletrônica.
ATENÇÃO: PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO
A RECLAMAÇÃO SERÁ INSTRUÍDA E JULGADA EM AUDIÊNCIA ÚNICA, DEVENDO AS TESTEMUNHAS, EM
NÚMERO MÁXIMO DE 02 (DUAS) PARA CADA PARTE, COMPARECER INDEPENDENTEMENTE DE INTIMAÇÃO
(ARTS. 852-C E 852-H, PARÁGRAFO 2o. DA CLT, COM REDAÇÃO DA LEI 9957/2000), MUNIDAS DE DOCUMENTO DE
IDENTIFICAÇÃO E CARTEIRA DE TRABALHO.
 
essoa jurídica de direito privado que comparece em Juízo, na qualidade de ré ou de autora,A p
deverá fornecer cópia do contrato social ou da última alteração contratual,do cartão CNPJ,do CEI
e,quando se tratar de pessoa física,deverá apresentar cópia do CPF e CEI.
Ao comparecer em Juízo, deverá V.Sª trajar vestimenta adequada ao ambiente forense
CORONEL FABRICIANO, 21 de Junho de 2016. JO444675594BR
 
ATENÇÃO AOS CORREIOS:
NÃO ENCONTRADO O DESTINATÁRIO, DEVOLVER
EM 48 HS., CONF. PAR. ÚNICO ART. 774 DA CLT.
PODER JUDICIÁRIO FEDERAL
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
REMETENTE:
 Rua José Gomes Ferreira, 90, Belvedere, CORONEL FABRICIANO - MG - CEP: 35170-185
TEL: (31) 38419720
E-Mail:vt2.fabriciano@trt3.jus.br
 DESTINATÁRIO: CEMIG DISTRIBUICAO S.A
AVENIDA BARBACENA, 1200, 17 andar , ala A1, SANTO AGOSTINHO, BELO HORIZONTE - 
MG - CEP: 30190-131
 
 0011147-53.2016.5.03.0034PROCESSO:
 AÇÃO TRABALHISTA - RITO SUMARÍSSIMO (1125)CLASSE:
 AUTOR: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOSAUTOR:
 RÉU: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP e outrosRÉU:
NOTIFICAÇÃO JUDICIAL EM PROCESSO ELETRÔNICO (PJe)
Fica V. Sa. notificado para comparecer à audiência UNA que se realizará no dia 20/07/2016 14:10
, na sala de audiências da , situada à Rua José2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
Gomes Ferreira, 90, Belvedere, CORONEL FABRICIANO - MG - CEP: 35170-185.
A petição inicial e documentos poderão ser acessados apenas em meio eletrônico,
 mediante consulta ao seguinte endereço na internet: http://pje.trt3.jus.br/primeirograu
/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam, digitando no campo "número do
documento" o(s) número(s) descrito(s) como chave(s) de acesso, abaixo identificado(s):
 
Documentos associados ao processo
Título Tipo Chave de acesso**
Extrato FGTS Extrato de Conta do FGTS 16061611592080200000026340122
CTPS Qualificação civil CTPS 16061611590286900000026340096
CTPS n° e Série CTPS 16061611590020100000026340090
CTPS Contrato CTPS 16061611590621000000026340100
Contracheque Contracheque / Hollerith 16061611591397500000026340113
Termo Felicio Petição Inicial 16061611585424000000026340079
Termo de Declaração Certidão 16061611585646300000026340082
Petição em PDF Petição em PDF 16061611574608200000026339978
 
Caso V. S.ª não consiga consultá-los via internet,deverá comparecer à Unidade Judiciária
(endereço acima indicado) para ter acesso a eles ou receber orientações.
A audiência será UNA, de conciliação, instrução e julgamento, nos termos da Lei 9957/2000, que
disciplina o RITO SUMARÍSSIMO nos feitos trabalhistas.
 defesa deverá ser apresentada dentro do Processo Judicial Eletrônico (PJe), acessadoA
com assinatura digital, nos termos da Lei 11.419/2006, da Resolução 136/2014 do CSJT.
Nos termos do artigo 847 da CLT, faculta-se a apresentação de defesa oral em audiência.
A defesa e respectivos documentos não poderão ser apresentados na Unidade Judiciária
por meio de pen drive, CD ou outras mídias avulsas para serem anexados ao Processo
Judicial eletrônico (PJe) durante a audiência.
Todos os documentos que acompanham a defesa deverão estar no formato digital e ser
apresentados dentro do Processo Judicial Eletrônico (PJe) até uma hora antes da audiência,
exceto se a parte não estiver assistida de advogado, quando poderá apresentá-los em audiência.
Se V. S.ª não possuir equipamento para conversão ou escaneamento de documentos em formato
PDF, deverá comparecer à Unidade Judiciária para proceder à adequação dos documentos por
meio dos equipamentos disponíveis na Central de Atendimento.
Na audiência referida lhe é facultado fazer-se substituir por um preposto (empregado) que tenha
conhecimento direto dos fatos, bem como fazer-se acompanhar por advogado(a), sendo que o
não comparecimento a audiência ou a não apresentação de defesa e documentos nos termos
acima indicados, poder-lhe-á acarretar sérios prejuízos, presumindo-se aceitos como verdadeiros
todos os fatos alegados pelo autor e constantes da petição inicial, nos termos do Art. 844 da CLT,
esclarecendo, por fim que em se tratando de pessoa jurídica, sugere-se apresentar com a defesa
a cópia atual do estatuto constitutivo (contrato social) de forma eletrônica.
ATENÇÃO: PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO
A RECLAMAÇÃO SERÁ INSTRUÍDA E JULGADA EM AUDIÊNCIA ÚNICA, DEVENDO AS TESTEMUNHAS, EM
NÚMERO MÁXIMO DE 02 (DUAS) PARA CADA PARTE, COMPARECER INDEPENDENTEMENTE DE INTIMAÇÃO
(ARTS. 852-C E 852-H, PARÁGRAFO 2o. DA CLT, COM REDAÇÃO DA LEI 9957/2000), MUNIDAS DE DOCUMENTO DE
IDENTIFICAÇÃO E CARTEIRA DE TRABALHO.
 
essoa jurídica de direito privado que comparece em Juízo, na qualidade de ré ou de autora,A p
deverá fornecer cópia do contrato social ou da última alteração contratual,do cartão CNPJ,do CEI
e,quando se tratar de pessoa física,deverá apresentar cópia do CPF e CEI.
Ao comparecer em Juízo, deverá V.Sª trajar vestimenta adequada ao ambiente forense
CORONEL FABRICIANO, 21 de Junho de 2016. JO444675585BR
 
CEMIG DISTRIBUIÇÃO S/A, já qualificada nos autos supra mencionados, vem, à
presença de V. Exª., requerer prazo para a juntada de procuração, substabelecimento e atos constitutivos. 
 
Nestes termos,
Pede deferimento.
 
Belo Horizonte, 14 de julho de 2016.
 
 
BRUNO VIANA VIEIRA
OAB/MG 78.173
 
 
Documento sigiloso
Acesse o sistema PJe-JT para visualizar o documento
Documento sigiloso 
 
Acesse o sistema PJe-JT para visualizar o documento 
Documento sigiloso 
 
Acesse o sistema PJe-JT para visualizar o documento 
Documento sigiloso 
 
Acesse o sistema PJe-JT para visualizar o documento 
Documento sigiloso 
 
Acesse o sistema PJe-JT para visualizar o documento 
Documento sigiloso 
 
Acesse o sistema PJe-JT para visualizar o documento 
Documento sigiloso 
 
Acesse o sistema PJe-JT para visualizar o documento 
PROCURAÇÃO AD JUDICIA et EXTRA
QUALIFICAÇÃO DO OUTORGANTE
Nome empresarial: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP
CNPJ: 66.459.843/0001-69 I I.E.: 001.123.605.0070
Endereço: Rua Coronel Geraldo Batista IN° 07 ISala 01
Bairro: Funcionários I Município: Timóteo ICEP: 35.180-420
Nome do representante legal: Osmar Mateus Pereira
CPF: 563.545.176-49 I Identidade: M-3.827.646
Última alteração Contrato Social: Número do registro 1 data do registro 1 órgão
registra IDécima Segunda Alteração - 5483241 - 27/03/2015 - Junta Comercial de)
Estado de Minas Gerais.
Telefone: 31 38493802 I E:mail I osmarpereira.cristal@gmail.com
Pelo presente instrumento particular de mandato, por mim assinado,nomeio e
constituo os senhores VANI DE FREITAS MEDEIROS brasileiro, casado,
advogado, inscrito na OAB MG sob o nO 53.748, IVAN DE FREITAS
MEDEIROS, brasileiro, casado, advogado, inscrito na OAB MG sob o nO
71.563, ROLAN PIRES THOMAZ, brasileiro, solteiro, advogado, inscrito na
OAB/MG 99.500, todos com endereço' na Rua Pedro Nolasco 66, salas
102/104, Centro de Coronel Fabriciano - MG, CEP 35.170-300, meu bastante
procurador a quem outorgo os poderes de representação geral para o foro em
Juízo ou fora dele, junto a pessoas físicas jurídicas e em todas as instâncias,
podendo ainda propor ou contestar qualquer ação contra quem de direito,
praticando todos os atos que forem necessários e em direito permitidos, por
mais especiais que sejam, como requerer, transigir, variar e desistir, receber,
dar quitação e substabelecer no todo ou em parte, o que dou por firme e
valioso, mandáto especial conferido para o auto n? 0011147-
53.2016.5.03.0034.
~.
Timóteo, 18 de Julho de 2016.
'.
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) DA 2ª VARA DO TRABALHO DE
CORONEL FABRICIANO - MG
 
 
Processo nº 0011147-53.2016.5.03.0034 
 
CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, nos autos da 
 proposta porRECLAMATÓRIA TRABALHISTA FELICIO REGINALDO COSTA 
 SANTOS, por seus procuradores constituídos, conforme procuração em anexo, vem requerer 
a habilitação nesses autos.
 
Pede deferimento.
 
Coronel Fabriciano, 18 de julho de 2016
 
 
pp Vani De Freitas Medeiros 
 OAB/MG 53.748 
 
~ Cristal
SERViÇOS ESPECIALlZADOS
CARTA DE PREPOSTO
1
Pela presente autorizamos José Sebastião Quintão, inscrito no CPF sob o
nº 500.601.395-87 e no RG nº MG-12.507.397, residente e domiciliado na
Rua Berilo 233 Nossa Senhora das Graças, nesta cidade a representar a
Cristal Serviços Especializados LTOA, na qualidade de preposto, nos autos-
nQ 0011147-53.2016.5.03.0034, em trâmite perante a Vara do Trabalho de
Coronel Fabriciano - MG, podendo transigir, fazer acordos, declarações,
enfim, realizar todos os atos visando o fiel cumprimento desta.
Timóteo, 18 de Julho de 2016.
Cristal Servi
'.
Cristal Serviços Especializados Ltda.
Rua Coronel Geraldo Batista nO07- Sala 01 - Bairro Funcionários
CEP 35.182- 420 - C.P. 97 - Timóteo - MG - Brasil
T 55 - 31 3849-3802 - F 55 -31 3849-1207
Cristal 018 - V.O
Junta Comercial do Estado de Minas Gerais
Certifico registro sob o nº 5483241 em 27/03/2015 da Empresa CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA -EPP, Nire 31204057898 e
protocolo 151468915 - 27/03/2015. Autenticação: B54D36EED67262E23ECB3DC97EE474363534A7. Marinely de Paula Bomfim - Secretária-Geral.
Para validar este documento, acesse www.jucemg.mg.gov.br e informe nº do protocolo 15/146.891-5 e o código de segurança nW5w Esta cópia foi
autenticada digitalmente e assinada em 01/04/2015 por Marinely de Paula Bomfim – Secretária-Geral.
pág. 1/5
Junta Comercial do Estado de Minas Gerais
Certifico registro sob o nº 5483241 em 27/03/2015 da Empresa CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA -EPP, Nire 31204057898 e
protocolo 151468915 - 27/03/2015. Autenticação: B54D36EED67262E23ECB3DC97EE474363534A7. Marinely de Paula Bomfim - Secretária-Geral.
Para validar este documento, acesse www.jucemg.mg.gov.br e informe nº do protocolo 15/146.891-5 e o código de segurança nW5w Esta cópia foi
autenticada digitalmente e assinada em 01/04/2015 por Marinely de Paula Bomfim – Secretária-Geral.
pág. 2/5
Junta Comercial do Estado de Minas Gerais
Certifico registro sob o nº 5483241 em 27/03/2015 da Empresa CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA -EPP, Nire 31204057898 e
protocolo 151468915 - 27/03/2015. Autenticação: B54D36EED67262E23ECB3DC97EE474363534A7. Marinely de Paula Bomfim - Secretária-Geral.
Para validar este documento, acesse www.jucemg.mg.gov.br e informe nº do protocolo 15/146.891-5 e o código de segurançanW5w Esta cópia foi
autenticada digitalmente e assinada em 01/04/2015 por Marinely de Paula Bomfim – Secretária-Geral.
pág. 3/5
Junta Comercial do Estado de Minas Gerais
Certifico registro sob o nº 5483241 em 27/03/2015 da Empresa CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA -EPP, Nire 31204057898 e
protocolo 151468915 - 27/03/2015. Autenticação: B54D36EED67262E23ECB3DC97EE474363534A7. Marinely de Paula Bomfim - Secretária-Geral.
Para validar este documento, acesse www.jucemg.mg.gov.br e informe nº do protocolo 15/146.891-5 e o código de segurança nW5w Esta cópia foi
autenticada digitalmente e assinada em 01/04/2015 por Marinely de Paula Bomfim – Secretária-Geral.
pág. 4/5
Junta Comercial do Estado de Minas Gerais
Certifico registro sob o nº 5483241 em 27/03/2015 da Empresa CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA -EPP, Nire 31204057898 e
protocolo 151468915 - 27/03/2015. Autenticação: B54D36EED67262E23ECB3DC97EE474363534A7. Marinely de Paula Bomfim - Secretária-Geral.
Para validar este documento, acesse www.jucemg.mg.gov.br e informe nº do protocolo 15/146.891-5 e o código de segurança nW5w Esta cópia foi
autenticada digitalmente e assinada em 01/04/2015 por Marinely de Paula Bomfim – Secretária-Geral.
pág. 5/5
2ª VARA DO TRABALHO DE CORONEL FABRICIANO
 
TERMO DE AUDIÊNCIA RELATIVO AO PROCESSO 0011147-53.2016.5.03.0034
 
 
Em 20 de julho de 2016, na sala de sessões da MM. 2ª VARA DO TRABALHO DE CORONEL
FABRICIANO/MG, sob a direção da Exmo(a). Juíza FLAVIA CRISTINA SOUZA DOS SANTOS PEDROSA,
realizou-se audiência relativa a AÇÃO TRABALHISTA - RITO SUMARÍSSIMO número 0011147-
 53.2016.5.03.0034 ajuizada por FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS em face de CRISTAL SERVICOS
 ESPECIALIZADOS LTDA - EPP.
Às 15h51min, aberta a audiência, foram, de ordem da Exmo(a). Juíza do Trabalho, apregoadas as
partes.
Presente o reclamante, desacompanhado de advogado.
Presente o preposto da reclamada CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, Sr
(a). JOSE SEBASTIÃO QUINTÃO, acompanhado(a) do(a) advogado(a), Dr(a). VANI DE FREITAS
MEDEIROS, OAB nº 53748/MG.
Presente o preposto da reclamada CEMIG DISTRIBUICAO S.A, Sr(a). EDERSON OLIVEIRA
TORRES, acompanhado(a) do(a) advogado(a), Dr(a). THAMIZYE PIMENTA MARIA MARQUES, OAB
nº 163369/MG, que juntará carta de preposição e substabelecimento no prazo de 5 dias.
 
CONCILIAÇÃO:
O primeiro reclamado pagará ao reclamante a importância líquida e total de R$ 5.490,00, sendo
R$ 1.830,00, referente à primeira parcela do acordo, até o dia 01/08/2016, e o restante conforme
discriminado a seguir:
2ª parcela, no valor de R$ 1.830,00, até 01/09/2016.
3ª parcela, no valor de R$ 1.830,00, até 03/10/2016.
Os pagamentos serão realizados diretamente na conta do reclamante, FELICIO REGINALDO
, CPF nº 027.819.166-50, Banco Bradesco, agência 2091-5, conta corrente n º 0018454-3.COSTA SANTOS
O pagamento do valor do acordo será ato presumido pelo Juízo Trabalhista como regularmente
concretizado, competindo ao (à) reclamante, em caso de mora, comunicar a inadimplência ao Juízo, no prazo
de 05 dias, presumindo-se de seu silêncio a quitação.
Fica estabelecida a multa de 50% em caso de atraso ou inadimplência, incidente sobre as parcelas
em aberto, implicando ainda no vencimento antecipado da dívida.
O primeiro reclamado entregou, em audiência, as guias TRCT, no código SJ2, garantida a
integralidade dos depósitos, bem como a chave de conectividade Social e guias CD/SD, sob pena de
indenização substitutiva ao seguro desemprego, caso este seja indeferido por fato imputável ao empregador.
Declaram as partes que a multa rescisória de 40% encontra-se incluída no presente acordo.
Havendo inadimplência por parte da primeira reclamada, os autos deverão ser incluídos em
pauta exclusivamente para instrução e julgamento do pedido de responsabilidade da segunda
reclamada, sendo oportunamente designada audiência para apresentação de defesa.
Cumprido o acordo, o(a) reclamante dará à reclamada quitação pelo objeto do pedido.
ACORDO HOMOLOGADO.
As partes declaram que a transação é composta de 27,9053% de parcelas de natureza salarial no
valor de (R$ 1.532,00), sobre as quais há incidência de contribuição previdenciária, bem como de 72,0947%
de parcelas de natureza indenizatória, correspondentes a férias + 1/3 (R$ 1.386,00), multa de 40% do FGTS
(R$ 790,00) e multa do §8º do art. 477 da CLT (R$ 1.782,00).
O reclamado deverá comprovar os recolhimentos previdenciários e fiscais, incidentes sobre a
conciliação, no prazo legal.
Custas pelo reclamante no importe de R$ 54,90, calculadas sobre R$ 5.490,00, dispensadas na
forma da lei.
Custas pelo reclamado no importe de R$ 54,90, calculadas sobre R$ 5.490,00, que deverão ser
recolhidas no prazo de 5 dias, sob pena de execução.
Desnecessária a intimação da UNIÃO, em se tratando de acordo com valor das contribuições
previdenciárias devidas, igual ou inferior a R$ 20.000,00 (vinte mil reais). Portaria 582, de 11/12/2013 - MF/
GM.
Após cumprimento integral do acordo, ARQUIVEM-SE os autos.
Nada mais.
Audiência encerrada às 16h01min
 
 
 
FLAVIA CRISTINA SOUZA DOS SANTOS PEDROSA
Juíza do Trabalho
 
 
 
Ata redigida por ADÉZIOSALVADOR DOS SANTOS, Secretário(a) de Audiência.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA 2ª VARA DO TRABALHO DE CORONEL
FABRICIANO - MG
 
PROCESSO Nº 0011147-53.2016.5.03.0034
 
 
 CEMIG DISTRIBUIÇÃO S.A. , já qualificada nos autos da ação trabalhista que lhe move
FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS,vem à presença de Vossa Excelência, por seus procuradores
que esta subscrevem, requerer a juntada aos autos de substabelecimento, procuração, carta de preposição,
estatuto social e ata, que seguem em anexo.
 
POR FIM, REQUER QUE AS INTIMAÇÕES SEJAM PUBLICADAS
EXCLUSIVAMENTE EM NOME DO ADVOGADO: BRUNO VIANA VIEIRA - OAB/MG 78.173,
SOB PENA DE NULIDADE.
 
Termos em que,
Pede deferimento.
Belo Horizonte, 25 de julho de 2016.
 
 
 
 
FRANCISCO DE ASSIS BELGO
OAB/MG 62.793B
PAULO HENRIQUE MACIEL 
MANCINI
OAB/MG 67.986
BRUNO VIANA VIEIRA
OAB/MG 78.173
 
 
 
 
CARLA AUGUSTA DANIEL
OAB/MG 100.261
HENIO VIANA VIEIRA
OAB/MG 99.008
DIOGO NEVES PEREIRA
OAB/MG 131.027
 
 
 
GREGORIO SOUSA
OAB/MG 134.016
FRANCIANE NOVAIS RUFFO
OAB/MG 115.349
ANTENOR LAMHA ROCHA
OAB/MG 133.694
 
 
 
RENATA BEGHINI SANTOS
OAB/MG 113.554
DANIELE DOS SANTOS 
CALEGÁRIO
OAB/MG 162.261
LUAN HENRIQUE BENTO 
BORGES
OAB/MG 149.211
 
 
 
PAULO ROBERTO BACCAGLINI
OAB/MG 147.498
ISABELLA GUIMARÃES LIMA
OAB/MG 104.623
CAROLINE OLIVEIRA SILVA 
ANDRADE
OAB/MG 155.564
 46 – quarta-feira, 18 de Março de 2015 diário do exeCutivo Minas Gerais - Caderno 1
LTDA Objeto: tem por objetivo viabilizar a expansão, pela 
WAL MART, de Centro de Distribuição para comércio eletrô-
nico (e-commerce)em Minas Gerais, doravante denominado CD 
E-COMMERCE destinado à realização de vendas a consumidor 
final, exclusivamente na modalidade de comércio eletrônico(e-
commerce)e televendas, observado o disposto no Anexo Único 
deste PROTOCOLO . Data: 25 .02 .2015 Signatários: Fenando 
Damata Pimentel (ESTADO), Altamir de Araújo Rôso Filho 
(SEDE), José Afonso Bicalho Beltrão da Silva (SEF), Monica 
Neves Cordeiro (INDI) Paulo Sérgio da Silva e victor André 
Figueira de Oliveira (WAL MART) .
3 cm -17 674318 - 1
banco de deSenvolvimento 
de minaS GeraiS
3º aditivo ao Contrato 2831/2012 . Contratada: TICKET SER-
vIÇOS S .A . Objeto: a) prorrogar a vigência por mais 12 (doze) 
meses, até 19/3/2016; b) alterar o quantitativo estimado de vales 
refeição e alimentação; c) estimar o valor do contrato para o perí-
odo prorrogado em R$ 4 .217 .894,52 (quatro milhões, duzentos e 
dezessete mil, oitocentos e noventa e quatro reais e cinquenta e 
dois centavos) . Data de assinatura: 16/3/2015 .
3 cm -17 674775 - 1
companhia de deSenvolvimento 
econômico de minaS GeraiS
 COMPANHIA DE DESENvOLvIMENTO 
ECONÔMICO DE MINAS GERAIS – CODEMIG
CNPJ Nº 19 .791 .581/0001-55
Aviso aos Acionistas
 Encontram-se à disposição dos SenhoresAcionistas, na sede 
da Companhia, à Rua Manaus, 467 – 5º andar, nesta Capital, os 
documentos a que se refere o Art . 133, da Lei nº 6 .404, de 15 de 
dezembro de 1976, relativos ao Exercício Social encerrado em 
31/12/2014 .
Belo Horizonte, 09 de março de 2015 .
Marco Antônio Soares da Cunha Castello Branco
Diretor Presidente
4 cm -13 673379 - 1
 Extratos de Contratos
1. Contrato nº 3916 – CARMO & DELGADO – GEÓLOGOS 
CONSULTORES LTDA – EPP x CODEMIG – Objeto: Elabo-
ração de Relatórios Anual de Lavra - RAL - para o Ano Base 
de 2014; vigência: 30 dias a partir da publicação; valor global: 
R$17 .00,00; assinado em 10/03/2015 .
2 . Termo de Adesão para Carona nº 3917 – DEPARTAMENTO 
DE ESTRADAS DE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS x CODEMIG – Objeto: Adesão como Carona na Ata 
de Registro de Preços 205/2014, para fins de aquisição de Mate-
rial Betuminoso, tendo como Fornecedores as empresas Petro-
bras Distribuidora S .A e Distribuidora Brasileira de Asfaltos 
Ltda; . vigência: 12 meses a partir da publicação; valor global: 
R$2 .500 .000,00; assinado em 10/03/2015 .
3 . 4º Termo Aditivo ao Contrato nº 3238 – COMERCIAL vIEIRA 
& QUEIROZ LTDA x CODEMIG – Objeto: Fornecimento de 
lanches / Prorrogação do prazo de vigência; vigência: 12 meses 
após 19/03/2015; assinado em 06/03/2015 .
4 . 2º Termo Aditivo ao Contrato nº 3476 – TBI SEGURANÇA 
EIRELI x CODEMIG – Objeto: Prestação de serviços de vigilân-
cia armada na Rua Manaus, 467 / Prorrogação do prazo de vigên-
cia e reajuste do valor anual contatual; vigência: 12 meses a partir 
de 28/03/2015; assinado em 06/03/2015 .
5 . 1º Termo Aditivo ao Contrato 3687 – AMC INFORMáTICA 
LTDA x CODEMIG – Objeto: Prestação de serviços de impres-
são e reprografia, com assistência técnica e manutenção corre-
tiva, preventiva e especializada. / Modificação quantitativa e 
qualitativa do contrato; valor anual: R$47 .007,60; assinado em 
25/02/2015 .
6 cm -17 674788 - 1
companhia enerGética do 
eStado de minaS GeraiS
 COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS – CEMIG
CNPJ: 17 .155 .730/0001-64
MS/CS - AQUISIÇÃO DE SERvIÇO
AvISO EDITAL
PREGÃO ELETRÔNICO MS/CS 500-H08014 . Objeto: serviços 
de fiscalização, retirada de invasores e demolição de edificações 
erguidas nas faixas de segurança das linhas de transmissão e de 
distribuição, da Região Metropolitana de Belo Horizonte - MG . 
Abertura da sessão publica: dia 01/04/2015, às 13 horas - Envio 
de proposta através do site www .cemig .com .br até 12:30 horas da 
data de abertura da sessão . Edital disponível no site www .cemig .
com .br .
3 cm -17 674778 - 1
CEMIG DISTRIBUIÇÃO S .A .
CNPJ 06 .981 .180/0001-16 - NIRE 31300020568
 Extrato da ata da 215ª reunião do Conselho de Administração
Data, hora e local: 22-01-2015, às 18h30min, na sede social .
Mesa: Presidente: José Afonso Bicalho Beltrão da Silva / Secretá-
ria: Anamaria Pugedo Frade Barros .
Sumário dos fatos ocorridos: I- Os Conselheiros abaixo citados 
declararam não haver conflito de interesses deles com as maté-
rias da pauta desta reunião . II- O Conselho aprovou: a) a pro-
posta do Conselheiro José Pais Rangel, no sentido de eleger, 
para Presidente e para vice Presidente deste Conselho, respec-
tivamente, os Conselheiros José Afonso Bicalho Beltrão da Silva 
- brasileiro, casado, economista, residente e domiciliado em 
Belo Horizonte-MG, na R . Curitiba, 2233/501, Lourdes, CEP 
30170-122, CI MG 568870-SSPMG e CPF 098044046-72; e, 
Mauro Borges Lemos - brasileiro, casado, economista, residente 
e domiciliado em Brasília-DF, no Condomínio Estância Jardim 
Botânico, CJF, CSIII, CEP 71680-365, CI M992314-SSPMG e 
CPF 316720516-49, para cumprirem o restante do atual mandato, 
ou seja, até a Assembleia Geral Ordinária de 2016; b) a proposta 
do Presidente, em relação à composição da Diretoria Executiva 
da Companhia, no sentido de: 1) destituir o Diretor Presidente: 
Djalma Bastos de Morais; o Diretor vice Presidente: Arlindo 
Porto Neto; o Diretor Comercial: José Raimundo Dias Fonseca; 
o Diretor de Gás: José Carlos de Mattos; o Diretor sem denomi-
nação específica: Luiz Henrique de Castro Carvalho; o Diretor 
de Gestão Empresarial: Frederico Pacheco de Medeiros; a Dire-
tora Jurídica: Maria Celeste Morais Guimarães; e, o Diretor de 
Relações Institucionais e Comunicação: Luiz Henrique Micha-
lick; b) remanejar o Diretor de Finanças e Relações com Investi-
dores, Luiz Fernando Rolla, brasileiro, casado, engenheiro, resi-
dente e domiciliado em Belo Horizonte-MG, na R . Ney Lambert, 
112, Belvedere, CEP 30320-440, CI MG-1389219-SSPMG e CPF 
195805686-34, para Diretor de Relações Institucionais e Comu-
nicação, para Diretor de Relações Institucionais e Comunicação, 
para cumprir o restante do atual mandato, ou seja, até a primeira 
reunião do Conselho de Administração que se realizar após a 
Assembleia Geral Ordinária a realizar-se até 30-04-2016; e, c) 
eleger, para Diretor Presidente: o Sr . Mauro Borges Lemos, acima 
qualificado; para Diretor Vice Presidente: o Sr. Mateus de Moura 
Lima Gomes, brasileiro, divorciado, advogado, residente e domi-
ciliado em Belo Horizonte-MG, na R . Groelândia, 395/603, Sion, 
CEP 30320-060, CI M8876108-SSPMG e CPF 037285936-48; 
para Diretor Comercial: o Sr . Evandro Leite vasconcelos, brasi-
leiro, casado, engenheiro civil, residente e domiciliado em Belo 
Horizonte-MG, na R . Manoel Couto, 365, Cidade Jardim, CEP 
30380-080, CI 29657-CREA-MG e CPF 251704146-68; para 
Diretor de Finanças e Relações com Investidores: o Sr . Fabiano 
Maia Pereira, brasileiro, casado, economista, residente e domi-
ciliado em Brasília-DF, na SQN 109, Bloco I, Ap . 306, Asa 
Norte, Brasília-DF, CEP 70752-090, CI 098405244-IFPRJ e CPF 
027583306-28; para Diretor de Gás: o Sr . Eduardo Lima Andrade 
Ferreira, brasileiro, casado, engenheiro civil, residente e domici-
liado em Belo Horizonte-MG, na R . Correas 281/701, Sion, CEP 
30315-340, CI MG10738632-SSPMG e CPF 048415486-96; para 
Diretor sem denominação específica: o Sr. Franklin Moreira Gon-
çalves, brasileiro, casado, tecnólogo em processamento de dados, 
residente e domiciliado em Belo Horizonte-MG, na R . João 
Gualberto Filho, 551/302, Sagrada Família, CEP 31030-410, CI 
MG5540831-SSPMG e CPF 754988556-72; para Diretor de Ges-
tão Empresarial: o Sr . Márcio Lúcio Serrano, brasileiro, casado, 
médico, residente e domiciliado em Belo Horizonte-MG, na R . 
São Romão, 505/401, São Pedro, CEP 30330-120, CI M575778-
SSPMG e CPF 110906186-20; e, para Diretor Jurídico: o Sr . Raul 
Lycurgo Leite, brasileiro, casado, advogado, residente e domici-
liado em Brasília-DF, na SHIS QI 21, Conjunto 07, Casa 18, Lago 
Sul, CEP 71655-270, CI 1288658-SSPDF e CPF 658219551-49, 
também para cumprirem o restante do atual mandato, ou seja, até 
a primeira reunião do Conselho de Administração que se realizar 
após a Assembleia Geral Ordinária a realizar-se até 30-04-2016; 
e, d) a ata desta reunião . III- O Presidente e o vice Presidente 
deste Conselho declararam não incorrer, em nenhuma proibi-
ção no exercício de atividade mercantil, não ocupando cargo em 
sociedade que possa ser considerada concorrente com a Compa-
nhia e não tendo nem representando interesse conflitante com o da 
Cemig D, assumindo compromisso solene de conhecer, observar 
e acatar os princípios, valores éticos e normas estabelecidos pelo 
Código de Conduta Ética do Servidor Público e da Alta Admi-
nistração do Estado de Minas Gerais . Iv- O Presidente informou 
que a Diretoria Executiva ficou assim constituída: Diretor Presi-
dente: Mauro Borges Lemos; Diretor vice Presidente: Mateus de 
Moura Lima Gomes; Diretor Comercial: Evandro Leite vascon-
celos; Diretor de Desenvolvimento de Negócios: Fernando Hen-
rique Schüffner Neto; Diretor de Distribuição e Comercialização: 
Ricardo José Charbel; Diretor de Finanças e Relações com Inves-
tidores: Fabiano Maia Pereira; Diretor de Gás: Eduardo Lima 
Andrade Ferreira; Diretor sem denominação específica: Franklin 
Moreira Gonçalves; Diretor de Gestão Empresarial: Márcio Lúcio 
Serrano;Diretor Jurídico: Raul Lycurgo Leite; e, Diretor de Rela-
ções Institucionais e Comunicação: Luiz Fernando Rolla . v- O 
Presidente esclareceu que os Diretores eleitos declararam - ante-
cipadamente - que não incorrem em nenhuma proibição no exer-
cício de atividade mercantil, que não ocupam cargo em sociedade 
que possa ser considerada concorrente com a Companhia, não 
tendo nem representando interesse conflitante com o da Cemig D 
e assumiram compromisso solene de conhecerem, observarem e 
acatarem os princípios, valores éticos e normas estabelecidos pelo 
Código de Conduta Ética do Servidor Público e da Alta Adminis-
tração do Estado de Minas Gerais . vI- O Presidente e a secretá-
ria teceram comentários sobre assuntos de interesse da Compa-
nhia . Participantes: Conselheiros Allan Kardec de Melo Ferreira, 
Arcângelo Eustáquio Torres Queiroz, Guy Maria villela Paschoal, 
Helvécio Miranda Magalhães Junior, José Afonso Bicalho Beltrão 
da Silva, José Pais Rangel, Marco Antônio de Rezende Teixeira, 
Marco Antônio Soares da Cunha Castello Branco, Mauro Borges 
Lemos, Nelson José Hubner Moreira, Paulo Roberto Reckziegel 
Guedes, Saulo Alves Pereira Junior, Bruno Magalhães Menicucci, 
Tarcísio Augusto Carneiro, Ana Silvia Corso Matte, Antônio 
Dirceu Araújo xavier, Bruno Westin Prado Soares Leal, Carlos 
Fernando da Silveira vianna, Franklin Moreira Gonçalves, José 
Augusto Gomes Campos, Luiz Guilherme Piva, Ricardo Wagner 
Righi de Toledo e Wieland Silberschneider; e, Anamaria Pugedo 
Frade Barros, Secretária . a .) Anamaria Pugedo Frade Barros . 
Junta Comercial do Estado de Minas Gerais. Certifico o regis-
tro sob o nº: 5474985, em 16-03-2015 . Protocolo: 15/187 .172-8 . 
Marinely de Paula Bomfim-Secretária Geral.
24 cm -17 674570 - 1
CEMIG DISTRIBUIÇÃO S .A .
CNPJ 06 .981 .180/0001-16 - NIRE 31300020568
MS/CS - AQUISIÇÃO DE SERvIÇO
RATIFICAÇÃO DE DISPENSA DE LICITAÇÃO - 
UN–0001/2015 . Processo: MS/CS530-A08073 . Fundamento: 
Art .24, inciso x, da Lei 8 .666/93, para a contratação direta com 
ITABIRITO NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS LTDA., por dispensa 
de licitação, para locação dos andares 9º, 10º, 11º e 12º e de 42 
(quarenta e duas) vagas de garagem do Edifício Minerva, situado 
na Rua dos Aimorés, nº 3000, Bairro: Barro Preto, em Belo Hori-
zonte - MG, ao preço de R$1 .872 .000,00 (um milhão oitocentos 
e setenta e dois mil reais), pelo prazo de 18 (dezoito) meses . Rati-
ficada em: 28/01/2015.
 ADITIvO
RC/SR – Cemig Distribuição S .A . x Melchior Moreira Maciel . 
Objeto: prorrogação e reajuste do contrato 4570013792 . Prazo de 
30 meses para 60 meses . valor de R$29 .303,10 para R$56 .548,80 . 
Ass .: 04/12/2014 .
 ADITIvOS
RC/SR – Cemig Distribuição S .A . x Drogaria famasul ltda . 
Objeto: prorrogação e reajuste do contrato 4570013904 - Prazo de 
30 meses para 60 meses . valor de R$13,051,50 para R$28 .425,48 . 
Ass . 05/02/2015 .
RC/SR – Cemig Distribuição S .A . x Supermercado Ibralândia 
ltda . Objeto: prorrogação e reajuste do contrato 4570013861 . 
Prazo de 30 meses para 60 meses . valor de R$25 .527,20 para 
R$55 .886,84 Ass . 19/11/2014 .
RC/SR – Cemig Distribuição S .A . x k&m comercio farmacêutico . 
Objeto: prorrogação e reajuste do contrato 4570013888 - Prazo de 
30 meses para 60 meses . valor de R$6 .262,50 para R$57 .198,08 . 
Ass: 25/11/2014 .
RC/SR – Cemig Distribuição S .A . x Paulo Marques Teixeira . 
Objeto: prorrogação e reajuste do contrato 4570013781 - Prazo de 
30 meses para 60 meses . valor de R$26 .819,52 para R$58 .715,28 . 
Ass . 09/12/2014 .
RC/SR – Cemig Distribuição S .A . x Márcio conceição Antunes 
dos reis . Objeto: prorrogação e reajuste do contrato 4570013784 
- Prazo de 30 meses para 60 meses . valor de R$26 .972,50 para 
R$59 .051,14 . Ass .:25/10/2014 .
 RATIFICAÇÃO DE DISPENSA DE LICITAÇÃO
CD/CG –05245/2014 . Processo: CD/CG-4931/2014 . Funda-
mento: Art .24, inciso x, da Lei 8 .666/93, para a contratação direta 
de GUIDO BARBOSA DA CUNHA, para a locação do imóvel 
destinado às instalações da Base Operativa da LOCATáRIA, no 
município de Liberdade/MG, à Avenida Ministro Barbosa Lima, 
nº 327-A, Bairro: Centro, ao preço de R$54 .000,00 (cinquenta e 
quatro mil reais), pelo período de 60 (sessenta) meses. Ratificada 
em: 24/02/2015 .
11 cm -17 674781 - 1
CEMIG DISTRIBUIÇÃO S .A .
CNPJ 06 .981 .180/0001-16 - NIRE 31300020568
MS/MT - AQUISIÇÃO DE MATERIAL
Pregão Eletrônico - Nº 530-G08178 - Lacre Semibarreira . Adendo 
nº 02 - Altera prazo de aceitação de relatórios - Abertura da sessão 
pública 30/03/15, às 9h30 - Envio de proposta: sítio www .cemig .
com .br, até as 7h30 da data de abertura da sessão . Edital e adendos 
disponíveis, gratuitamente, no mesmo sítio . Anderson Fagundes 
Duarte - Gerente de Suprimento de Material .
3 cm -17 674783 - 1
CEMIG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO S . A .
CNPJ 06 .981 .176/0001-58 – NIRE 31300020550
MS/CS - AQUISIÇÃO DE SERvIÇO
 ADENDO
PREGÃO ELETRÔNICO MS/CS 510-H08118 . Objeto: Contra-
tação dos serviços de elaboração de projeto executivo completo, 
incluindo memorial descritivo, métodos executivos, planilha com 
orçamento detalhado e cronogramas físico e financeiro para a ins-
talação de dispositivos de sinalização náutica nos reservatórios 
das Usinas de Rio de Pedras e Igarapé . Adendo nº 02/2015 . Alte-
ração da data de Abertura da sessão publica para: dia 30/03/2015, 
às 10h00min - Ficam mantidas inalteradas as demais condições . 
Caso a proposta já tenha sido registrada e queiram fazer alguma 
modificação, a sua atualização deverá ser de acordo com os pro-
cedimentos constantes do ROTEIRO DE UTILIZAÇÃO DO SIS-
TEMA NO PORTAL DE COMPRA DA CEMIG – ANExO E do 
Edital . Envio de proposta através do site www .cemig .com .br até 
09h30min da data de abertura da sessão . Edital disponível no site 
www .cemig .com .br
5 cm -17 674779 - 1
Sá CARvALHO S .A .
CNPJ 03 .907 .799/0001-92 - NIRE 31300014801
 Extrato da ata da 200a reunião da Diretoria Executiva .
Data, hora e local: 29-12-2014, 10 horas, na sede social .
Mesa: Presidente - Arlindo Porto Neto / Secretário - Carlos Hen-
rique Cordeiro Finholdt .
Sumário dos fatos ocorridos: A Diretoria Executiva deliberou, por 
unanimidade: 1- Aprovar a ata desta reunião . 2- Autorizar a reali-
zação e a participação em leilões destinados a comercializar, com 
agentes de mercado, sobras ou déficits mensais de energia elé-
trica da Companhia, nos meses de janeiro e fevereiro de 2015, 
bem como a celebração dos respectivos Contratos de Compra e 
venda de Energia Elétrica de Curto Prazo decorrentes deste pro-
cesso, inclusive termos aditivos, de distrato e de quitação . Pre-
senças: Diretores Arlindo Porto Neto, Luiz Henrique de Castro 
Carvalho e Luiz Fernando Rolla; e, Carlos Henrique Cordeiro 
Finholdt, Secretário . a .) Carlos Henrique Cordeiro Finholdt . Junta 
Comercial do Estado de Minas Gerais. Certifico o registro sob o 
nº: 5472940, em 11-03-2015 . Protocolo: 15/178 .098-6 . Marinely 
de Paula Bomfim-Secretária Geral.
5 cm -17 674297 - 1
cemiG telecom
CEMIG Telecomunicações S .A .
CEMIGTelecom, CNPJ .: 02 .983 .428/0001-27 . Aviso de Alte-
ração de Edital: Pregão Eletrônico E00096/15 Objeto: Serviços 
Fiscais. Alteração: A data limite para envio das propostas fica 
alterada de 10h00min do dia 18/03/2015, para 10h00mim do dia 
19/03/2015 .”
1 cm -17 674697 - 1
empreSa de ServiçoS de comercialização 
de enerGia elétrica
 Empresa de Serviços de Comercialização 
de Energia Elétrica S .A .
CNPJ 05 .232 .978/0001-00 – NIRE 31300017028
 Extrato da ata da 79ª reunião da Diretoria Executiva .
Data, hora e local: 17-12-2014, às 16 horas, na sede social .
Mesa: Presidente - Fernando Henrique Schüffner Neto / Secretá-
ria - Anamaria Pugedo Frade Barros
Sumário dos fatos ocorridos: A Diretoria Executiva deliberou, 
por unanimidade: 1- Aprovar a ata desta reunião . 2- Autorizar a 
celebração do Termo de Cessão de Empregado, com a Cemig, 
visando à cessão do Sr . Dinis vilela Prado, pelo período de 01-01 
até 31-12-2015 . Presenças: Diretores Fernando Henrique Schüff-ner Neto, José Raimundo Dias Fonseca e Luiz Fernando Rolla; e, 
Anamaria Pugedo Frade Barros, Secretária . a .) Anamaria Pugedo 
Frade Barros . Junta Comercial do Estado de Minas Gerais . Cer-
tifico o registro sob o nº: 5472455, em 11-03-2015. Protocolo: 
15/177.076-0. Marinely de Paula Bomfim-Secretária Geral.
5 cm -17 674299 - 1
companhia de GáS de minaS GeraiS
AvISO DE EDITAL - REPETIÇÃO
Pregão Eletrônico – Rep GPR-0070/14 . Objeto: Aquisição de 
cromatógrafo de bancada . Envio das propostas: Através do sítio 
da Bolsa Brasileira de Mercadorias, www .bbmnet .com .br, nos 
períodos compreendidos entre: 7h do dia 18/03/2015 e 9h do 
dia 30/03/2015 . Data e horário da abertura da sessão pública: 
dia 30/03/2015 às 9h30 . O Edital está disponível no sítio www .
bbmnet .com .br . O pregão será realizado pelo Pregoeiro Flávio 
Adriano Frágola Coutinho - n .º Pessoal 0064 .
Mário Henrique Ramos Nogueira - Gerente de Infraestrutura e 
Suprimentos
3 cm -17 674811 - 1
junta comercial do eStado 
de minaS GeraiS
JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
 Pregão Eletrônico Nº 04/2015 – Processo nº 2251003 
000005/2015
Do objeto: PRESTAÇÃO DE SERvIÇOS DE REvISÃO INI-
CIAL E SERvIÇOS CONTINUADOS DE MANUTENÇÃO 
PREvENTIvA E CORRETIvA EM EQUIPAMENTOS DE 
INFORMáTICA, INCLUINDO O FORNECIMENTO DE 
MATERIAIS, PEÇAS E COMPONENTES .
2) Da entrega das propostas: a) Local: www .compras .mg .gov .br
b) Período: até o dia 08 de abril de 2015, às 09h30 .
3) Da sessão: a) Data: 08/04/2015 - b) Horário: 09h30 .
4) Das informações: No Prédio-sede da Junta Comercial do 
Estado de
 Minas Gerais: Rua Sergipe, 64, 9º andar, Centro, Belo Horizonte/ 
MG, de 2ª a 6ª feira, fax: (0xx313235-2357, e-mail: licita@
jucemg .mg .gov .br
5) Da obtenção do edital: No Prédio-Sede da JUCEMG à Rua Ser-
gipe, 64, 9º andar, Centro, Belo Horizonte/MG Serviço de Licita-
ção e Compras, 2ª a 6ª feira, 09h00 às 17h00 . Preço do Edital R$ 
8,40 (Oito reais e quarenta centavos), ou ainda, pelos sites: www .
jucemg .mg .gov .br e www .compras .mg .gov .br .
Belo Horizonte, 12 de março de 2015 . José Donaldo Bitten-
court Júnior – Presidente da Junta Comercial do Estado de Minas 
Gerais . 
5 cm -17 674593 - 1
aGência de deSenvolvimento da reGião 
metropolitana do vale do aço
PORTARIA Nº 01 /2015
Institui a Comissão de Reavaliação de Bens Permanentes e de 
Consumo da Agência de Desenvolvimento da Região Metropo-
litana do vale do Aço .
O Diretor de Inovação e Logística responsável pelo expediente da 
Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do vale 
do Aço, Thiago de Pádua Batista Machado no uso de suas atri-
buições, especialmente conferidas pelo art . 8º do Decreto Esta-
dual nº 46 .027/2012 e; considerando o Decreto 45 .242 de 11 de 
novembro de 2009, que regulamenta a gestão de material, no 
âmbito da Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacio-
nal do Poder Executivo do Estado de Minas Gerais; a Resolução 
da SEPLAG nº 10 de 23 de fevereiro de 2015, que estabelece 
normas e procedimentos para a reavaliação, o reaproveitamento, 
a movimentação, a alienação e outras formas de desfazimento de 
materiais permanentes e de consumo no âmbito da Administração 
Direta, Autárquica e Fundacional do Poder Executivo do Estado 
de Minas Gerais; RESOLvE:
Art . 1º Fica instituída, por prazo determinado, no Âmbito da 
Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do vale 
do Aço, a Comissão de Avaliação e Inventário Patrimonial da 
Agência RMVA, com a finalidade de retratar integralmente a rea-
lidade patrimonial, a atualização contábil do material permanente 
e de consumo da Agência RMvA, promovendo os controles físi-
cos e financeiros dos bens permanentes e de consumo da Autar-
quia Estadual .
Art .2º Compete à Comissão de Avaliação e inventário Patrimonial 
da Agência RMvA:
I – Emitir listagem detalhada dos bens de cada unidade e gerar 
arquivo a ser importado para o coletor de dados a partir do SIAD – 
Sistema integrado de Administração de Materiais e Serviços .
II – Efetuar o levantamento físico dos bens em cada unidade, com 
o registro de suas características e quantidades
III – Elaborar relatório de levantamento, apontando as divergên-
cias verificadas e os bens não localizados.
Art. 3º Ao final das avaliações e reavaliações constantes no 
artigo anterior, a comissão emitirá Relatório sobre os resultados 
dos trabalhos realizados, discriminando os valores atinentes aos 
bens, bem como pormenorizando os itens e valores sujeitos à sua 
competência .
Art .4º A Comissão de que trata esta Portaria será composta pelos 
seguintes servidores, sob a presidência do primeiro:
I – Leandro Carlos Pereira valladares – MASP 13 .14 .620-4
II – Luciana Andrade Borges , Masp: 1310482-3;
III – Saulo José de Souza , Masp: M1304447-4;
Iv – Tassiana de Jesus Araújo – MASP 1315076-8
Art .5º Os membros da Comissão exercerão os trabalhos sem rece-
ber qualquer tipo de remuneração adicional, considerando-se o 
relevante interesse público pertinente às suas atribuições .
Art .6º Fica estabelecido o prazo de 25 (vinte e cinco) dias úteis 
para apresentação do relatório conclusivo à Diretoria Geral, con-
tados da publicação desta portaria, sendo que, tão logo apresen-
tados os relatórios atinentes á sua finalidade, a comissão consi-
derar-se-á dissolvida, independentemente de nova publicação ou 
despacho da autoridade competente .
Art . 7º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação . Ipa-
tinga, 17 de março de 2015 .
THIAGO DE PáDUA BATISTA MACHADO
12 cm -17 674755 - 1
 
 
 
 
PREPOSIÇÃO 
 
 
Pela presente carta, Cemig Distribuição S.A., concessionária do serviço público federal de 
energia elétrica, sociedade de economia mista,inscrita no CNPJ sob o nº 
06.981.180/0001-16, com sede nesta Capital, na Avenida Barbacena, nº 1200, 17º andar, 
Ala A1, Bairro Santo Agostinho, designa como preposto (a), Ederson Oliveira Torres, 
empregado (a) da preponente, para representá-la, ativa ou passivamente, perante a 2ª 
Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano/MG e, especialmente, na audiência designada 
no processo nº 0011147-53.2016.5.03.0034, em que contende com Felicio Reginaldo 
Costa Santos, podendo o(a) aludido (a) preposto (a) praticar todos os atos decorrentes 
desta representação, inclusive fazer acordo, transigir e firmar recibo de quitação, sempre 
observando o estatuto social da empresa. 
 
Belo Horizonte, 25 de julho de 2016. 
 
 
 
 
 
 
 
 Modificado pelas AGO/AGE de 30-04-2015 Superintendência da Secretaria Geral e Executiva Empresarial-SG 
1 
CEMIG DISTRIBUIÇÃO S.A. 
 
O presente Estatuto Social é uma consolidação do aprovado pela Escritura Pública de Constituição, 
em 08-09-2004 – arquivada na JUCEMG em 15-09-2004, sob o nº 3130002056-8 –, 
e pelas Assembleias Gerais reunidas para reforma estatutária, até as últimas AGO/AGE realizadas, 
cumulativamente, em 30-04-2015. 
 
 
E S T A T U T O S O C I A L 
 
CAPÍTULO I 
Da denominação, constituição, objeto, sede e duração da Companhia 
 
Artigo 1º - A Cemig Distribuição S.A. é uma sociedade por ações, constituída 
como subsidiária integral da sociedade de economia mista Companhia Energética de Minas 
Gerais - CEMIG, que será regida pelo presente Estatuto e pela legislação aplicável. 
 
Artigo 2º - A Companhia tem por objeto estudar, planejar, projetar, construir, 
operar e explorar sistemas de distribuição e comercialização de energia elétrica e serviços 
correlatos que lhe tenham sido ou venham a ser concedidos, por qualquer título de direito. 
 
Parágrafo Primeiro - As atividades de distribuição de energia previstas nos atuais 
contratos de concessão do Acionista Único - CEMIG serão exercidas diretamente pela 
Companhia, nos termos do Artigo 3º da Lei nº 15.290, de 04 de agosto de 2004. 
 
Parágrafo Segundo - Observado o disposto no § 1º, a Companhia poderá, 
mediante autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica e do Conselho de 
Administração do Acionista Único - CEMIG, constituirou participar, majoritária ou 
minoritariamente, de outras sociedades, que tenham por objeto a prestação de serviços de 
distribuição de energia elétrica cujas concessões sejam adquiridas ou concedidas após a 
data da sua constituição. 
 
Artigo 3º - A Companhia terá sua sede e administração na Cidade de Belo 
Horizonte, Estado de Minas Gerais, Brasil, na Av. Barbacena, 1200, 17º andar, ala A1, 
Bairro Santo Agostinho, podendo abrir escritórios, representações e quaisquer outros 
estabelecimentos no País e no exterior, mediante autorização da Diretoria Executiva. 
 
Artigo 4º - O prazo de duração da Companhia é indeterminado. 
 
CAPÍTULO II 
Do capital e das ações 
 
Artigo 5º - O Capital Social da Companhia é de R$2.361.997.787,64 (dois bilhões, 
trezentos e sessenta e um milhões, novecentos e noventa e sete mil, setecentos e oitenta e sete 
reais e sessenta e quatro centavos), representado por 2.359.113.452 (dois bilhões, trezentos e 
cinquenta e nove milhões, cento e treze mil, quatrocentas e cinquenta e duas) ações ordinárias 
nominativas, sem valor nominal. 
 
Parágrafo Único - Cada ação ordinária dará direito a um voto nas deliberações das 
Assembléias Gerais. 
 
 
 
 
 
 Modificado pelas AGO/AGE de 30-04-2015 Superintendência da Secretaria Geral e Executiva Empresarial-SG 
2 
CAPÍTULO III 
Da Assembléia Geral 
 
Artigo 6º - A Companhia Energética de Minas Gerais - CEMIG, na qualidade de 
Acionista Único da Companhia, detém plenos poderes para decidir sobre todos os negócios 
relativos ao objeto social da Companhia e adotar as resoluções que julgar necessárias à 
defesa dos seus interesses e ao seu desenvolvimento, devendo reunir-se, ordinariamente, 
dentro dos 4 (quatro) primeiros meses do ano, para os fins previstos em lei e, 
extraordinariamente, sempre que necessário, observadas em sua convocação, instalação e 
deliberações as prescrições legais pertinentes. 
 
CAPÍTULO IV 
Da Administração da Companhia 
 
Artigo 7º - A Companhia será administrada por um Conselho de Administração e 
por uma Diretoria Executiva, que atuarão em conformidade com a Lei das Sociedades 
Anônimas e com este Estatuto. 
 
Parágrafo Primeiro - Os cargos dos Conselhos de Administração das sociedades 
controladas e/ou coligadas da Companhia, cujo preenchimento couber à Companhia, serão 
indicados conforme determinação do Conselho de Administração. 
 
Parágrafo Segundo – Os cargos dos comitês de apoio aos Conselhos de 
Administração das sociedades controladas e coligadas, cuja indicação couber à 
Companhia, serão preenchidos por Conselheiros das respectivas sociedades controladas ou 
coligadas. Será sempre indicado, como um dos membros dos referidos comitês, o Diretor 
de Desenvolvimento de Negócios, que atuará sempre de forma compartilhada com o 
Diretor de Finanças e Relações com Investidores ou qualquer outro Diretor. 
 
Parágrafo Terceiro - É vedada a remuneração dos membros da Diretoria Executiva 
e do Conselho de Administração da Companhia que integrem os órgãos de administração 
do Acionista Único - CEMIG. 
 
Seção I 
Do Conselho de Administração 
 
Artigo 8º - O Conselho de Administração da Companhia será composto de 15 
(quinze) membros efetivos e igual número de suplentes, dentre os quais um será o seu 
Presidente e outro, Vice-Presidente, eleitos e destituíveis a qualquer tempo pela 
Assembléia Geral, para um mandato de 3 (três) anos, podendo ser reeleitos. 
 
Parágrafo Único - Os membros do Conselho de Administração deverão ser, 
obrigatoriamente, os mesmos membros do Conselho de Administração do Acionista Único 
- CEMIG. 
 
Artigo 9º - O Conselho de Administração reunir-se-á, ordinariamente, uma vez 
por mês para analisar os resultados da Companhia e de suas subsidiárias integrais, 
controladas e coligadas, além de deliberar sobre as demais matérias incluídas na ordem do 
dia conforme seu regimento interno e, extraordinariamente, por convocação do seu 
Presidente, do seu Vice-Presidente, de um terço de seus membros ou quando solicitado 
pela Diretoria Executiva. 
 
 
 
 Modificado pelas AGO/AGE de 30-04-2015 Superintendência da Secretaria Geral e Executiva Empresarial-SG 
3 
 
Parágrafo Primeiro - As reuniões do Conselho de Administração serão 
convocadas por seu Presidente ou seu Vice-Presidente, mediante aviso escrito enviado com 
antecedência de 5 (cinco) dias úteis, contendo a pauta de matérias a tratar. Em caráter de 
urgência, as reuniões do Conselho de Administração poderão ser convocadas por seu 
Presidente sem a observância do prazo acima mencionado, desde que inequivocamente 
cientes os demais integrantes do Conselho. 
 
Parágrafo Segundo - As deliberações do Conselho de Administração serão 
tomadas pela maioria de votos dos Conselheiros presentes, cabendo ao Presidente, em caso 
de empate, o voto de qualidade. 
 
Artigo 10 - Compete ao Presidente do Conselho de Administração conceder 
licença aos seus membros, competindo aos demais membros conceder licença ao 
Presidente. 
 
Artigo 11 - O Presidente e o Vice-Presidente do Conselho de Administração 
serão, obrigatoriamente, o Presidente e o Vice-Presidente do Conselho de Administração 
do Acionista Único - CEMIG, cabendo ao Vice-Presidente substituir o Presidente em suas 
ausências ou impedimentos. 
 
Artigo 12 - Caberá ao Conselho de Administração, além de outras matérias que 
lhe comete a lei: 
a) fixar a orientação geral dos negócios da Companhia; 
b) eleger e destituir os Diretores da Companhia, observado o presente Estatuto; 
c) deliberar, previamente à sua celebração, sobre os contratos entre a Companhia 
e quaisquer de seus acionistas ou empresas que sejam controladoras destes, sejam por eles 
controladas ou estejam sob seu controle comum; 
d) deliberar, por proposta da Diretoria Executiva, sobre a alienação ou a 
constituição de ônus reais sobre bens do ativo permanente da Companhia, bem como a 
prestação por esta de garantias a terceiros, de valor individual igual ou superior a 
R$14.000.000,00 (quatorze milhões de reais); 
e) deliberar, por proposta da Diretoria Executiva, sobre os projetos de 
investimento da Companhia, a celebração de contratos e demais negócios jurídicos, a 
contratação de empréstimos, financiamentos e a constituição de qualquer obrigação em 
nome da Companhia que, individualmente ou em conjunto, apresentem valor igual ou 
superior a R$14.000.000,00 (quatorze milhões de reais), inclusive aportes em subsidiárias 
integrais, controladas e coligadas e nos consórcios de que participe; 
f) convocar a Assembléia Geral; 
g) fiscalizar a gestão da Diretoria Executiva, podendo examinar, a qualquer 
tempo, os livros e papéis da Companhia, bem como solicitar informações sobre os 
contratos celebrados ou em via de celebração, e sobre quaisquer outros fatos ou atos 
administrativos que julgar de seu interesse; 
h) manifestar-se previamente sobre o relatório da administração e as contas da 
Diretoria Executiva da Companhia; 
i) escolher e destituir os auditores independentes da Companhia, entre empresas 
de renome internacional autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários a auditar 
companhias abertas; 
j) autorizar, mediante proposta da Diretoria Executiva, a instauração de processo 
administrativo de licitação e de dispensa ou inexigibilidade de licitação, e as contratações 
correspondentes, de valor igual ou superior a R$14.000.000,00 (quatorze milhões de reais); 
 
 
 
 Modificado pelas AGO/AGE de 30-04-2015 Superintendência da Secretaria Geral e Executiva Empresarial-SG 
4 
k) autorizar, mediante proposta da Diretoria Executiva, a propositura de ações 
judiciais, processos administrativos e a celebração de acordos judiciais e extrajudiciais de 
valor igual ou superior a R$14.000.000,00 (quatorze milhões de reais); 
l) autorizar a emissão de títulos,no mercado interno ou externo, para a captação 
de recursos, na forma de debêntures, notas promissórias, “commercial papers” e outros; 
m) aprovar o Plano Diretor, o Plano Plurianual e Estratégico e o Orçamento 
Anual, bem como suas alterações e revisões; 
n) anualmente, fixar as diretrizes e estabelecer os limites, inclusive financeiros, 
para os gastos com pessoal, inclusive concessão de benefícios e acordos coletivos de 
trabalho, ressalvada a competência da Assembleia Geral e observado o Orçamento Anual 
aprovado; 
o) autorizar o exercício do direito de preferência e os acordos de acionistas ou de 
voto em subsidiárias integrais, controladas, coligadas e nos consórcios de que participe a 
Companhia; 
p) aprovar as declarações de voto nas assembleias gerais e as orientações de voto 
nas reuniões dos conselhos de administração das subsidiárias integrais, controladas, 
coligadas e dos consórcios de que participe a Companhia, quando envolver participação no 
capital de outras sociedades ou consórcios, devendo as deliberações, em qualquer caso e 
não somente nas matérias relativas à participação no capital de outras sociedades ou 
consórcios, observar as disposições do presente Estatuto, o Plano Diretor e o Plano 
Plurianual e Estratégico; 
q) aprovar a constituição de, e a participação no capital social em, quaisquer 
sociedades, empreendimentos ou consórcios; 
r) aprovar a instituição de comitês, na forma do seu Regimento Interno, devendo 
cada respectivo comitê, previamente à deliberação do Conselho de Administração, dar o 
seu parecer, não vinculante, (i) sobre as matérias cuja competência lhe for atribuída pelo 
Regimento Interno e (ii) com relação a qualquer matéria, desde que solicitado por, no 
mínimo, 2/3 (dois terços) dos membros do Conselho de Administração. Caso o quociente 
de 2/3 (dois terços) dos membros do Conselho de Administração não seja um número 
inteiro, para fins de interpretação desta cláusula, será considerado o número inteiro inferior 
mais próximo do resultado fracionado; e, 
s) autorizar as provisões contábeis da Companhia, em valor igual ou superior a 
R$14.000.000,00 (quatorze milhões de reais), mediante proposta da Diretoria Executiva. 
 
Parágrafo Primeiro - O Plano Diretor da Companhia deverá conter o 
planejamento estratégico de longo prazo, fundamentos, metas, objetivos e resultados a 
serem perseguidos e atingidos pela Companhia e sua política de dividendos, nos quais se 
basearão os planos, projeções, atividades, estratégias, investimentos e despesas a serem 
incorporados no Plano Plurianual e Estratégico da Companhia e no Orçamento Anual 
elaborados e aprovados de acordo com este Estatuto Social. 
 
Parágrafo Segundo - O Conselho de Administração, mediante resoluções 
específicas, poderá delegar à Diretoria Executiva a competência para autorizar a celebração 
de contratos de comercialização de energia elétrica e de prestação de serviços de 
distribuição, nos termos da legislação. 
 
Parágrafo Terceiro – Os limites financeiros para deliberação do Conselho de 
Administração serão corrigidos, em janeiro de cada ano, pelo Índice Geral de Preços do 
Mercado-IGP-M, da Fundação Getúlio Vargas. 
 
 
 
 
 
 Modificado pelas AGO/AGE de 30-04-2015 Superintendência da Secretaria Geral e Executiva Empresarial-SG 
5 
Seção II 
Da Diretoria Executiva 
 
Artigo 13 - A Diretoria Executiva será constituída por 11 (onze) Diretores, 
acionistas ou não, residentes no País, eleitos pelo Conselho de Administração, sendo um 
Diretor-Presidente; um Diretor Vice-Presidente; um Diretor de Finanças e Relações com 
Investidores; um Diretor de Gestão Empresarial; um Diretor de Distribuição e 
Comercialização; um Diretor Comercial; um Diretor de Desenvolvimento de Negócios; um 
Diretor sem designação específica; um Diretor de Gás; um Diretor Jurídico; e, um Diretor 
de Relações Institucionais e Comunicação, com mandato de 3 (três) anos, permitida a 
reeleição. O prazo de gestão dos Diretores estender-se-á até a investidura dos novos 
Diretores eleitos. 
 
Parágrafo Único - Os membros da Diretoria Executiva serão, obrigatoriamente, os 
membros das respectivas Diretorias do Acionista Único - CEMIG, sendo que a Diretoria 
sem designação específica será ocupada, também obrigatoriamente, pelo Diretor de 
Geração e Transmissão do Acionista Único - CEMIG. 
 
Artigo 14 - Em caso de ausência, licença, renúncia ou vaga do Diretor-Presidente, 
o cargo será exercido pelo Diretor Vice-Presidente, pelo período que durar a ausência ou 
licença e, nos casos de vaga, impedimento ou renúncia, até o provimento do cargo pelo 
Conselho de Administração. 
 
Parágrafo Primeiro - Ocorrendo ausência, licença, renúncia ou vaga de qualquer 
dos demais membros da Diretoria Executiva, poderá ela, mediante a aprovação da maioria 
de seus membros, atribuir a outro Diretor o exercício das funções respectivas, pelo período 
que durar a ausência ou licença, e, nos casos de vaga, impedimento ou renúncia, até que o 
cargo seja provido pelo Conselho de Administração. 
 
Parágrafo Segundo - O Diretor-Presidente ou o membro da Diretoria Executiva 
eleito na forma deste artigo exercerá o cargo pelo tempo de mandato que restava ao Diretor 
substituído. 
 
Artigo 15 - A Diretoria Executiva reunir-se-á, ordinariamente, pelo menos 2 
(duas) vezes por mês e, extraordinariamente, sempre que convocada pelo Diretor-
Presidente ou por 2 (dois) Diretores, mediante aviso com antecedência mínima de 2 (dois) 
dias, o qual, entretanto, será dispensado no caso de estarem presentes todos os Diretores. 
As deliberações da Diretoria Executiva serão adotadas pelo voto da maioria de seus 
membros, cabendo ao Diretor-Presidente o voto de qualidade, em caso de empate. 
 
Artigo 16 - Compete à Diretoria Executiva a gestão corrente dos negócios da 
Companhia, obedecidos o Plano Plurianual e Estratégico da Companhia e o Orçamento 
Anual elaborados e aprovados de acordo com este Estatuto Social. 
 
Parágrafo Primeiro - O Plano Plurianual e Estratégico da Companhia conterá os 
planos e as projeções para o prazo de 5 (cinco) exercícios financeiros, devendo ser 
atualizado, no máximo, a cada ano, e abordará em detalhe, entre outros: 
a) as estratégias e ações da Companhia, incluindo qualquer projeto relacionado ao 
seu objeto social; 
 
 
 
 Modificado pelas AGO/AGE de 30-04-2015 Superintendência da Secretaria Geral e Executiva Empresarial-SG 
6 
b) os novos investimentos e oportunidades de negócios, incluindo os das 
subsidiárias integrais, controladas e coligadas da Companhia, assim como dos consórcios 
de que participe; 
c) os valores a serem investidos ou de outra forma contribuídos a partir de 
recursos próprios ou de terceiros; 
d) as taxas de retorno e lucros a serem obtidos ou gerados pela Companhia. 
 
Parágrafo Segundo - O Orçamento Anual refletirá o Plano Plurianual e 
Estratégico da Companhia e deverá detalhar as receitas e as despesas operacionais, os 
custos e investimentos, o fluxo de caixa, o montante a ser destinado ao pagamento de 
dividendo, as inversões com recursos próprios ou de terceiros e outros dados que a 
Diretoria Executiva considerar necessários. 
 
Parágrafo Terceiro - O Plano Plurianual e Estratégico da Companhia e o 
Orçamento Anual serão preparados e atualizados anualmente, até o término de cada 
exercício social, para vigorar no exercício social seguinte. Serão elaborados com a 
coordenação do Diretor-Presidente e do Diretor de Finanças e Relações com Investidores, 
respectivamente, e, no que tange às coligadas e controladas, em conjunto com o Diretor de 
Desenvolvimento de Negócios, e sempre, em todos os aspectos, com a participação de 
todas as Diretorias da Companhia. O Plano Plurianual e Estratégico da Companhia e o 
Orçamento Anual serão submetidos ao exame da Diretoria Executiva e, após, à aprovação 
doConselho de Administração. 
 
Parágrafo Quarto - Dependerão de deliberação da Diretoria Executiva as 
seguintes matérias: 
a) aprovar o plano de organização da Companhia, bem como a emissão e 
modificação das normas correspondentes; 
b) examinar e encaminhar ao Conselho de Administração, para aprovação, o 
Plano Plurianual e Estratégico, bem como suas revisões, inclusive cronogramas, valor e 
alocação de investimentos nele previstos; 
c) examinar e encaminhar ao Conselho de Administração, para aprovação, o 
Orçamento Anual, o qual deverá refletir o Plano Plurianual e Estratégico então vigente, 
assim como suas revisões; 
d) deliberar sobre o remanejamento de investimentos ou despesas previstos no 
Orçamento Anual que, individualmente ou em conjunto, durante o mesmo exercício 
financeiro, apresentem valores inferiores a R$14.000.000,00 (quatorze milhões de reais), 
com a consequente readequação das metas aprovadas, respeitado o Plano Plurianual e 
Estratégico e o Orçamento Anual; 
e) aprovar a alienação ou constituição de ônus reais sobre bens do ativo 
permanente da Companhia, bem como a prestação por esta de garantias a terceiros, de 
valores inferiores a R$14.000.000,00 (quatorze milhões de reais); 
f) autorizar os projetos de investimento da Companhia, a celebração de contratos 
e demais negócios jurídicos, a contratação de empréstimos, financiamentos e constituição 
de qualquer obrigação em nome da Companhia, com base no Orçamento Anual aprovado, 
que, individualmente ou em conjunto, apresentem valores inferiores a R$14.000.000,00 
(quatorze milhões de reais), inclusive a realização de aportes em subsidiárias integrais, 
controladas e coligadas, e nos consórcios de que participe, ressalvado o disposto na alínea 
“o” do inciso IV do artigo 17; 
g) aprovar, mediante proposta do Diretor-Presidente, elaborada, em conjunto com 
o Diretor de Desenvolvimento de Negócios e o Diretor de Finanças e Relações com 
Investidores, as declarações de voto nas Assembleias Gerais das subsidiárias integrais, 
 
 
 
 Modificado pelas AGO/AGE de 30-04-2015 Superintendência da Secretaria Geral e Executiva Empresarial-SG 
7 
controladas, coligadas e nos consórcios dos quais participe a Companhia, devendo as 
deliberações observarem as disposições do presente Estatuto, as deliberações do Conselho 
de Administração, o Plano Diretor e o Plano Plurianual e Estratégico; 
h) autorizar a instauração de processo administrativo de licitação e de dispensa ou 
inexigibilidade de licitação e as contratações correspondentes, de valor igual ou superior a 
R$2.800.000,00 (dois milhões e oitocentos mil reais) e inferior a R$14.000.000,00 
(quatorze milhões de reais); 
i) autorizar a propositura de ações judiciais, processos administrativos e a 
celebração de acordos judiciais e extrajudiciais de valor inferior a R$14.000.000,00 
(quatorze milhões de reais); 
j) autorizar as provisões contábeis da Companhia, em valor inferior a 
R$14.000.000,00 (quatorze milhões de reais), mediante proposta do Diretor de Finanças e 
Relações com Investidores; 
k) aprovar a designação de empregados para o exercício de cargos gerenciais da 
Companhia, mediante proposta do Diretor interessado, observado o disposto na alínea ‘h’ 
do inciso I do artigo 17; 
l) autorizar os gastos com pessoal e os acordos coletivos de trabalho, observados a 
competência da Assembléia Geral, as diretrizes e os limites aprovados pelo Conselho de 
Administração e o Orçamento Anual aprovado; 
m) examinar e deliberar acerca da contratação de consultores externos, quando 
solicitado por qualquer Diretoria, observado o disposto no artigo 12, alínea “j”, e artigo 16, 
§ 4º, alínea “h”. 
 
Parágrafo Quinto - A prática dos atos necessários ao funcionamento regular da 
Companhia, a celebração de contratos e demais negócios jurídicos será efetuada pelo 
Diretor-Presidente, conjuntamente com um Diretor, ou por mandatário devidamente 
constituído. 
 
Parágrafo Sexto - A outorga de procurações deverá ser realizada pelo Diretor-
Presidente, conjuntamente com um Diretor, ressalvada a competência definida na alínea 
“c”, inciso I, do artigo 17, para a qual será exigida apenas a assinatura do Diretor-
Presidente. 
 
Parágrafo Sétimo – Os limites financeiros para deliberação da Diretoria 
Executiva serão corrigidos, em janeiro de cada ano, pelo Índice Geral de Preços do 
Mercado-IGP-M, da Fundação Getúlio Vargas. 
 
Artigo 17 - Observado o disposto nos artigos precedentes, são atribuições dos 
membros da Diretoria Executiva: 
 
I - Do Diretor-Presidente: 
a) superintender e dirigir os trabalhos da Companhia; 
b) coordenar a elaboração, a consolidação e a implementação do Plano Plurianual 
e Estratégico da Companhia, no caso das coligadas e controladas em conjunto com o 
Diretor de Desenvolvimento de Negócios, e, em ambos os casos, com a participação dos 
demais Diretores da Companhia 
c) representar a Companhia em juízo, ativa e passivamente; 
d) assinar, juntamente com um dos Diretores, os documentos de responsabilidade 
da Companhia; 
e) apresentar o relatório anual dos negócios da Companhia ao Conselho de 
Administração e à Assembléia Geral Ordinária; 
 
 
 
 Modificado pelas AGO/AGE de 30-04-2015 Superintendência da Secretaria Geral e Executiva Empresarial-SG 
8 
f) admitir e demitir pessoal da Companhia; 
g) conduzir as atividades de auditoria interna, secretaria geral e planejamento 
estratégico; 
h) propor à Diretoria Executiva, para aprovação, em conjunto com o Diretor a que 
estiver vinculado o empregado, as indicações para os cargos gerenciais da Companhia; 
i) propor as indicações para os cargos de Administração e Conselhos Fiscais das 
subsidiárias integrais, da Fundação Forluminas de Seguridade Social - Forluz, ouvido o 
Diretor de Finanças e Relações com Investidores, e das controladas e coligadas da 
Companhia e dos consórcios de que a Companhia participe, ouvido o Diretor de 
Desenvolvimento de Negócios. 
 
II - Do Diretor Vice-Presidente: 
a) substituir o Diretor-Presidente nos casos de ausência, licença, impedimentos 
temporários, renúncia ou vaga; 
b) propor a melhoria das políticas e diretrizes de responsabilidade social e de 
sustentabilidade da Companhia; 
c) definir as políticas e diretrizes de meio ambiente, de desenvolvimento 
tecnológico, de alternativas energéticas e de normalização técnica; 
d) coordenar a estratégia de atuação da Companhia em relação ao meio ambiente, 
ao processo tecnológico e à gestão estratégica de tecnologia; 
e) coordenar a implantação e a manutenção dos sistemas de qualidade da 
Companhia; 
f) promover a implementação de programas voltados para o desenvolvimento 
tecnológico da Companhia; 
g) monitorar a condução dos planos para o atendimento das diretrizes ambientais, 
tecnológicas e da melhoria da qualidade. 
 
III- Do Diretor de Finanças e Relações com Investidores: 
a) prover os recursos financeiros necessários à operação e expansão da 
Companhia, conforme Orçamento Anual, conduzindo os processos de contratação de 
empréstimo e de financiamento, bem como os serviços correlatos; 
b) coordenar a elaboração e a consolidação do Orçamento Anual da Companhia, 
no caso das coligadas e controladas em conjunto com o Diretor de Desenvolvimento de 
Negócios, e, em ambos os casos, com a participação dos demais Diretores da Companhia 
c) proceder à avaliação econômico-financeira dos projetos de investimento da 
Companhia, exceto aqueles de responsabilidade da Diretoria de Desenvolvimento de 
Negócios; 
d) acompanhar o desempenho econômico-financeiro dos projetos de investimento, 
conforme metas e resultados aprovados pela Diretoria Executiva e pelo Conselho de 
Administração; 
e) contabilizar e controlar as operações econômico-financeiras da Companhia, 
incluindo suas subsidiárias integrais e demais controladas; 
f) determinar o custodo serviço e estabelecer política de seguros, conforme 
delineado no Plano Plurianual e Estratégico da Companhia; 
g) detalhar a programação financeira de curto, médio e longo prazos, conforme 
previsto no Plano Plurianual e Estratégico da Companhia e no Orçamento Anual; 
h) controlar o capital social da Companhia, bem como propor à Diretoria 
Executiva, para deliberação ou encaminhamento ao Conselho de Administração ou à 
Assembleia Geral, observado o disposto neste Estatuto, a política de governança com o 
mercado e de dividendos da Companhia e suas subsidiárias integrais e controladas e 
sugerir o mesmo para as empresas coligadas; 
 
 
 
 Modificado pelas AGO/AGE de 30-04-2015 Superintendência da Secretaria Geral e Executiva Empresarial-SG 
9 
i) coordenar a elaboração e a negociação das tarifas de fornecimento e de 
distribuição de energia elétrica junto à Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel; 
j) responsabilizar-se pela prestação de informações ao público investidor, à 
Comissão de Valores Mobiliários - CVM e às bolsas de valores ou mercados de balcão, 
nacionais e internacionais, bem como às entidades de regulação e fiscalização 
correspondentes, e manter atualizados os registros da Companhia nessas instituições; 
k) representar a Companhia perante a CVM, as Bolsas de Valores e demais 
entidades do mercado de capitais; 
l) promover a gestão financeira da Companhia e das suas subsidiárias integrais, 
controladas e coligadas e nos consórcios de que a Companhia participe, dentro dos critérios 
de boa governança corporativa e zelando pelo cumprimento de seus planos de negócios, 
observado o disposto neste Estatuto; 
m) realizar o controle dos resultados econômico-financeiros das participações da 
Companhia nas subsidiárias integrais, controladas e coligadas; 
n) propor à Diretoria Executiva, para aprovação ou encaminhamento ao Conselho 
de Administração ou à Assembleia Geral de Acionistas, conforme a competência definida 
no presente Estatuto, (i) os aportes de capital nas subsidiárias integrais; e, (ii) os aportes de 
capital, o exercício de direito de preferência e a celebração de acordos de votos, em 
conjunto com o Diretor de Desenvolvimento de Negócios, nas controladas, coligadas e nos 
consórcios de que participe a Companhia; 
o) participar das negociações que envolvam a constituição e a alteração de 
documentos societários de todas as empresas nas quais a Companhia detenha qualquer 
participação; 
p) coordenar, em conjunto com o Diretor de Desenvolvimento de Negócios, os 
processos de alienação de participações societárias detidas pela Companhia, observado o 
disposto na legislação e regulamentação vigentes; 
q) acompanhar, avaliar e divulgar no âmbito da Diretoria Executiva da 
Companhia o desempenho financeiro das controladas e coligadas e dos consórcios de que 
participe a Companhia. 
 
IV - Do Diretor de Gestão Empresarial: 
a) prover pessoal adequado à Companhia; 
b) definir a política de recursos humanos da Companhia, orientar e promover sua 
aplicação; 
c) orientar e conduzir as atividades relacionadas a estudos organizacionais e sua 
documentação; 
d) definir, conduzir e supervisionar a política de telecomunicações e informática 
da Companhia; 
e) projetar, implantar e manter os sistemas de telecomunicações e de informática 
da Companhia; 
f) definir políticas e normas sobre serviços de apoio, tais como transportes, 
comunicação administrativa, vigilância e de adequação dos locais de trabalho do pessoal; 
g) prover a Companhia de recursos e serviços de infra-estrutura e de apoio 
administrativo; 
h) coordenar as políticas, processos e meios de segurança patrimonial, segurança 
do trabalho e vigilância aprovados pela Companhia; 
i) conduzir as negociações dos acordos coletivos de trabalho, em conformidade 
com as diretrizes e limites aprovados pelo Conselho de Administração, encaminhando as 
propostas negociadas para aprovação da Diretoria Executiva; 
j) administrar o processo de contratação de obras e serviços e de aquisição e 
alienação de materiais e imóveis; 
 
 
 
 Modificado pelas AGO/AGE de 30-04-2015 Superintendência da Secretaria Geral e Executiva Empresarial-SG 
10 
k) proceder ao controle de qualidade do material adquirido e da qualificação dos 
prestadores de serviços contratados; 
l) administrar e controlar o estoque de material, promover a triagem e a 
recuperação do material usado, bem como promover a venda de material excedente, 
inservível e de sucata; 
m) promover e implementar programas de incremento, desenvolvimento, 
aperfeiçoamento e melhoria continuada de fornecedores de materiais e serviços de 
interesse da Companhia, isoladamente ou em cooperação com outras Diretorias ou órgãos 
de fomento e entidades de classe, no âmbito do Estado de Minas Gerais; 
n) conduzir programas de gestão empresarial e de ações ambientais no âmbito da 
Diretoria; 
o) autorizar a instauração de processo administrativo de licitação e de dispensa ou 
inexigibilidade de licitação, e as contratações correspondentes, de valor inferior a 
R$2.800.000,00 (dois milhões e oitocentos mil reais); 
p) propor ao Diretor-Presidente, para encaminhamento à Diretoria Executiva, 
para aprovação, dentre empregados da Companhia, as indicações para os cargos de 
membros efetivos e suplentes do Comitê de Administração do Prosaúde Integrado; 
q) propor ao Diretor-Presidente, para encaminhamento à Diretoria Executiva para 
aprovação, dentre os empregados da Companhia, as indicações de empregados para 
compor o Comitê de Negociação Sindical, assim como a designação de seu coordenador; 
r) apresentar à Diretoria Executiva as avaliações advindas de programa de 
desenvolvimento de sucessão de lideranças implantado pela Companhia, visando subsidiar 
as deliberações da Diretoria acerca das indicações de empregados para cargos gerenciais. 
 
V - Do Diretor de Distribuição e Comercialização: 
a) zelar pela qualidade do fornecimento de energia aos consumidores ligados 
diretamente ao sistema de distribuição da Companhia; 
b) elaborar o planejamento do sistema de distribuição da Companhia; 
c) gerenciar a implantação das instalações de distribuição, incluindo a elaboração 
e a execução do projeto, a construção e a montagem; 
d) operar e manter o sistema elétrico de distribuição e os sistemas de supervisão e 
telecontrole associados; 
e) gerenciar as políticas de segurança de trabalho da Companhia no âmbito de 
suas atividades; 
f) propor e implementar as políticas de atendimento aos consumidores atendidos 
por esta Diretoria; 
g) desenvolver programas e ações junto aos consumidores cativos com demanda 
inferior a 500 kW, visando ao melhor aproveitamento da utilização da energia elétrica; 
h) estabelecer relações comerciais e coordenar a venda de energia elétrica e 
serviços para consumidores cativos, com demanda inferior a 500 kW; 
i) conduzir programas e ações ambientais no âmbito da Diretoria; 
j) representar a Companhia perante a Associação Brasileira de Distribuidoras de 
Energia Elétrica – Abradee e demais entidades do setor de distribuição; 
k) propor as políticas e diretrizes que visem assegurar a integridade das 
instalações de distribuição e gerir a segurança patrimonial dessas instalações; 
l) buscar a melhoria contínua dos processos de operação e manutenção, através da 
utilização de novas tecnologias e métodos, visando à melhoria de qualidade e redução dos 
custos das referidas atividades; 
m) acompanhar, avaliar e divulgar no âmbito da Diretoria Executiva da 
Companhia o desempenho técnico-operacional das subsidiárias integrais da Companhia. 
 
 
 
 
 Modificado pelas AGO/AGE de 30-04-2015 Superintendência da Secretaria Geral e Executiva Empresarial-SG 
11 
VI - Do Diretor Comercial: 
a) elaborar pesquisas, estudos, análises e projeções dos mercadosde interesse da 
Companhia; 
b) coordenar o planejamento e a execução da compra de energia para atender ao 
mercado da Companhia; 
c) coordenar a compra e venda de energia nas suas diferentes formas e 
modalidades, compreendendo a importação, exportação e a participação em todos os 
segmentos de mercados especializados de energia; 
d) representar a Companhia junto à Câmara de Comercialização de Energia 
Elétrica–CCEE, responsabilizando-se pelas operações realizadas no âmbito daquela 
Câmara, e representar a Companhia perante as demais entidades de comercialização de 
energia elétrica; 
e) coordenar o estabelecimento dos preços de compra e venda de energia elétrica, 
e propor à Diretoria Executiva para aprovação; 
f) estabelecer relações comerciais e coordenar a venda de energia elétrica e 
serviços para os consumidores, individualmente, ou grupos de consumidores, atendidos em 
tensão maior ou igual a 2,3 kV e demanda contratada igual ou maior que 500 kW, assim 
como grupos empresariais; 
g) identificar, medir e gerenciar os riscos associados à comercialização de 
energia; 
h) negociar e gerenciar a comercialização de transporte e conexão de qualquer 
acessante ao sistema de distribuição; 
i) negociar e gerenciar os Contratos de Uso do Sistema de Transmissão com o 
Operador Nacional do Sistema Elétrico–ONS e de conexão do Sistema de Distribuição 
com as transmissoras; 
j) gerenciar a comercialização, em interação com a Diretoria de Desenvolvimento 
de Negócios, dos créditos de carbono da Companhia; 
k) acompanhar, avaliar e divulgar no âmbito da Diretoria Executiva da 
Companhia o desempenho técnico-operacional das subsidiárias integrais da Companhia. 
 
VII – Do Diretor de Desenvolvimento de Negócios: 
a) promover a busca, a análise e o desenvolvimento de novos negócios da 
Companhia nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, petróleo e 
gás, assim como em outras atividades direta ou indiretamente relacionadas ao seu objeto 
social; 
b) promover as análises de viabilidade técnica, econômico-financeira e ambiental 
dos novos negócios para a Companhia, em interação com as Diretorias relacionadas aos 
referidos negócios; 
c) coordenar as negociações e implementar as parcerias, consórcios, sociedades de 
propósito específico e demais formas de associação com empresas públicas ou privadas 
necessárias ao desenvolvimento de novos negócios, bem como a negociação de contratos e 
documentos societários dos empreendimentos; 
d) coordenar, em conjunto com o Diretor-Presidente, a elaboração e a 
consolidação do Plano Plurianual e Estratégico da Companhia; e, com o Diretor de 
Finanças e Relações com Investidores, do Orçamento Anual no que tange às coligadas e 
controladas; 
e) coordenar a participação da Companhia nos processos licitatórios para obtenção 
de outorga de concessões em todas as áreas de sua atuação; 
f) buscar, coordenar, avaliar e estruturar as oportunidades de aquisição de novos 
ativos em todos os setores e atividades direta ou indiretamente relacionadas ao seu objeto 
social; 
 
 
 
 Modificado pelas AGO/AGE de 30-04-2015 Superintendência da Secretaria Geral e Executiva Empresarial-SG 
12 
g) coordenar a participação da Companhia nos leilões de novos negócios 
promovidos por quaisquer pessoas físicas ou jurídicas, de direito privado ou público, 
inclusive agências reguladoras; 
h) promover a busca e a análise, no âmbito da Companhia, das oportunidades de 
negócios relacionados ao aproveitamento de créditos de carbono; 
i) elaborar o planejamento e o Programa de Investimentos de novos negócios em 
todos os setores e atividades direta ou indiretamente relacionadas ao seu objeto social; 
j) representar a Companhia junto às entidades de planejamento da expansão do 
setor elétrico nas suas áreas de atuação; 
k) acompanhar, na Companhia, o planejamento energético do País. 
l) propor, à Diretoria Executiva, para aprovação ou encaminhamento ao Conselho 
de Administração, premissas para os novos investimentos a serem feitos pela Companhia 
(TIR, pay back, custo de capital, e outros indicadores de risco/retorno que se fizerem 
necessários); 
m) propor, em conjunto com o Diretor de Finanças e Relações com Investidores, à 
Diretoria Executiva, para aprovação ou encaminhamento ao Conselho de Administração ou 
à Assembleia Geral de Acionistas, conforme a competência definida no presente Estatuto, 
as matérias referentes a aportes de capital, exercício de direito de preferência e celebração 
de acordos de votos nas controladas e coligadas e nos consórcios de que participe a 
Companhia; 
n) coordenar, no âmbito da Companhia, as negociações que envolvam a 
constituição e a alteração de documentos societários das controladas e coligadas, bem 
como nos consórcios de que participe a Companhia; 
o) acompanhar e supervisionar a gestão e o desenvolvimento das controladas e 
coligadas, dentro dos critérios de boa governança corporativa e zelando pelo cumprimento 
de seus planos de negócios, observado o disposto neste Estatuto; 
p) coordenar, em conjunto com o Diretor de Finanças e Relações com 
Investidores, os processos de alienação de participações societárias detidas pela 
Companhia, observado o disposto na legislação e regulamentação vigentes; 
q) acompanhar, avaliar e divulgar no âmbito da Diretoria Executiva da 
Companhia o desempenho técnico-operacional das controladas e coligadas e dos 
consórcios de que participe a Companhia; 
r) representar a Companhia, nos termos do § 3º do artigo 11 deste Estatuto, nos 
comitês de apoio aos Conselhos de Administração de suas controladas e coligadas; 
s) coordenar os assuntos referentes aos novos negócios e à gestão de participações 
da Companhia, suas controladas e coligadas, bem como nos consórcios de que participe a 
Companhia, em interação com as demais Diretorias da Companhia. 
 
VIII - Do Diretor sem designação específica: 
a) praticar os atos próprios previstos na legislação e no presente Estatuto, e 
exercer as atividades que lhe forem atribuídas pelo Conselho de Administração. 
 
 
 
IX – Do Diretor de Gás: 
a) coordenar, em nome da Companhia e de suas subsidiárias integrais e 
controladas, todas as atividades relacionadas à exploração, aquisição, armazenamento, 
transporte, distribuição e comercialização de petróleo e gás ou de subprodutos e derivados 
diretamente ou através de terceiros; 
 
 
 
 Modificado pelas AGO/AGE de 30-04-2015 Superintendência da Secretaria Geral e Executiva Empresarial-SG 
13 
b) propor à Diretoria Executiva diretrizes, normas gerais e planos de operação, 
prospecção, exploração, aquisição, armazenamento, transporte, distribuição e 
comercialização de atividades dos negócios de petróleo e gás; 
c) desenvolver pesquisas, análises e estudos de investimentos e novas tecnologias 
relacionadas a petróleo e gás e, em conjunto com o Diretor de Desenvolvimento de 
Negócios, estudos e desenvolvimentos de negócios no referido setor; 
d) desenvolver normatização para projetos no campo de petróleo e gás; 
e) propor à Diretoria Executiva plano plurianual de investimentos e despesas da 
Gasmig; 
f) propor à Diretoria Executiva, em conjunto com o Diretor de Finanças e 
Relações com Investidores e com o Diretor de Desenvolvimento de Negócios, o plano 
plurianual de investimentos e despesas de outras sociedades de propósitos específicos 
associadas às atividades de petróleo e gás; 
g) consolidar a gestão das políticas de segurança de trabalho da Gasmig e de 
outras sociedades de propósitos específicos, no âmbito das atividades de petróleo e gás, em 
consonância com as diretrizes gerais ditadas pela Companhia, através da Diretoria de 
Gestão Empresarial; 
h) desenvolver pesquisas, estudos, análises e projeções dos mercados de interesse 
da Companhia no âmbito das atividades de petróleo e gás; 
i) conduzir programase ações ambientais no âmbito da Diretoria; 
j) representar a Companhia nas diversas entidades que congregam as empresas do 
setor de petróleo e gás. 
 
X- Do Diretor Jurídico: 
a) coordenar as atividades jurídicas da Companhia, das suas subsidiárias integrais 
e controladas, nos termos do disposto no artigo 116, alíneas “a” e “b”, da Lei 6.404/1976, 
compreendendo: a organização e a supervisão dos serviços jurídicos das companhias nas 
áreas contenciosa e consultiva, em todos os ramos do direito; o estabelecimento das 
diretrizes, a emissão de orientações jurídicas e a atuação preventiva nos assuntos legais de 
interesse das companhias; a adoção de medidas que visem à integração e sinergia das áreas 
jurídicas das companhias; a promoção da defesa dos interesses das companhias em juízo e 
administrativamente; e, a definição de estratégias jurídicas e processuais a serem adotadas 
pelas companhias; 
b) apoiar as demais áreas da Companhia, das suas subsidiárias integrais e 
controladas, nos termos do disposto no artigo 116, alíneas “a” e “b”, da Lei 6.404/1976, 
nos assuntos legais e jurídicos; 
c) propor e implementar as diretrizes para as contratações de serviços jurídicos 
externos, coordenando e supervisionando a sua execução; 
 d) coordenar as informações relativas aos processos judiciais, administrativos e 
serviços de advocacia consultiva da Companhia, das suas subsidiárias integrais e 
controladas, nos termos do disposto no artigo 116, alíneas “a” e “b”, da Lei 6.404/1976; e 
periodicamente ou quando solicitado, informar à Diretoria Executiva e ao Conselho de 
Administração sobre a estratégia processual e jurídica adotada, bem como o andamento e 
evolução de tais processos. 
 
 
XI - Do Diretor de Relações Institucionais e Comunicação: 
a) coordenar a representação da Companhia e das suas subsidiárias integrais, no 
âmbito das suas atribuições regulatórias junto às agências reguladoras, Ministério das 
Minas e Energia, fóruns e associações do setor; 
 
 
 
 Modificado pelas AGO/AGE de 30-04-2015 Superintendência da Secretaria Geral e Executiva Empresarial-SG 
14 
b) coordenar o relacionamento institucional da Companhia e das suas subsidiárias 
integrais, incluindo os principais fóruns de legislação e desenvolvimento de políticas 
públicas associadas ao setor energético; 
c) coordenar os procedimentos de fiscalização e notificações decorrentes das 
agências reguladoras referentes à Companhia e suas subsidiárias integrais, juntamente, com 
as Diretorias envolvidas; 
d) coordenar, baseado no Planejamento Estratégico da Companhia, a divulgação 
de informações institucionais e corporativas da Companhia e das suas subsidiárias 
integrais; 
e) coordenar o acompanhamento das proposições legislativas e regulatórias, bem 
como as manifestações da Companhia e das suas subsidiárias integrais juntamente com as 
Diretorias envolvidas; 
f) coordenar a análise e a promoção da elaboração de cenários regulatórios, 
assegurando a avaliação de impactos nos negócios das subsidiárias integrais da 
Companhia, visando subsidiar o planejamento estratégico corporativo; 
g) coordenar e alinhar as ações de comunicação corporativa da Companhia e das 
suas subsidiárias integrais para preservar a cultura e os valores da Companhia junto aos 
acionistas, empregados, comunidades, clientes, fornecedores, governo e formadores de 
opinião, garantindo o alinhamento com o Planejamento Estratégico da Companhia; 
h) coordenar os esforços e ações de comunicação corporativa da Companhia e das 
suas subsidiárias integrais, visando manter e fortalecer a marca e sustentar a agregação de 
valores nos relacionamentos com os públicos relevantes da Empresa de forma a garantir 
uma reputação forte e positiva; 
i) coordenar as ações de definição e implementação do uso da marca da 
Companhia e das suas subsidiárias integrais, para assegurar o valor e fortalecimento da 
Companhia; 
j) coordenar as ações relativas à preservação do Projeto Memória da Companhia e 
suas subsidiárias integrais, zelando pelo acervo físico da Companhia e das suas 
subsidiárias integrais; 
k) coordenar o controle e divulgação de informações institucionais e corporativas; 
l) coordenar, conforme as diretrizes estabelecidas pelo Conselho de 
Administração, a aplicação dos recursos para projetos culturais, especialmente os de 
responsabilidade social, com recursos de leis de incentivo; 
m) coordenar a divulgação de programas de eficiência energética e outros 
voltados para comunidades carentes; 
n) conduzir as atividades de ouvidoria. 
 
Parágrafo Primeiro - As competências de representação perante órgãos técnicos, 
administrativos e associações outorgadas aos Diretores nos termos deste artigo não exclui a 
competência de representação do Diretor-Presidente nem a necessidade de observância das 
disposições previstas no presente Estatuto no que diz respeito à prévia obtenção das 
autorizações dos órgãos da Administração para contrair obrigações em nome da 
Companhia. 
 
Parágrafo Segundo - As competências de celebração de contratos e demais 
negócios jurídicos e a constituição de qualquer obrigação em nome da Companhia 
outorgadas aos Diretores nos termos deste artigo não excluem a competência da Diretoria 
Executiva e do Conselho de Administração, conforme o caso, nem a necessidade de 
observância das disposições previstas no presente Estatuto no que diz respeito aos limites 
financeiros e à prévia obtenção das autorizações dos órgãos da Administração, quando for 
o caso. 
 
 
 
 Modificado pelas AGO/AGE de 30-04-2015 Superintendência da Secretaria Geral e Executiva Empresarial-SG 
15 
 
Parágrafo Terceiro - Além do exercício das atribuições que lhes são fixadas no 
presente Estatuto, compete a cada Diretoria assegurar a cooperação, a assistência e o apoio 
às demais Diretorias no âmbito de suas respectivas competências, visando à consecução 
dos objetivos e interesses maiores da Companhia. 
 
Parágrafo Quarto - Os projetos desenvolvidos pela Companhia, no âmbito da 
Diretoria de Desenvolvimento de Negócios, uma vez estruturados e constituídos, deverão 
ser assumidos pelas respectivas Diretorias a que competirem a sua construção, execução, 
operação e comercialização, conforme definido no presente Estatuto. 
 
Parágrafo Quinto - Compete a cada Diretor, no âmbito de sua atuação, promover 
as ações necessárias ao cumprimento e à efetiva implementação das políticas de segurança 
do trabalho aprovadas pela Companhia. 
 
Parágrafo Sexto - O limite financeiro estabelecido na alínea “o” do inciso IV 
deste artigo será corrigido, em janeiro de cada ano, pelo Índice Geral de Preços do 
Mercado-IGPM, da Fundação Getúlio Vargas.”. 
 
CAPÍTULO V 
Do Conselho Fiscal 
 
Artigo 18 - O Conselho Fiscal, órgão de fiscalização da Companhia, funcionará de 
modo permanente, e será presidido pelo Presidente do Conselho Fiscal do Acionista Único 
- CEMIG, e integrado por mais 2 (dois) a 4 (quatro) membros efetivos e respectivos 
suplentes, todos membros do Conselho Fiscal do Acionista Único - CEMIG, eleitos 
anualmente pelo Acionista Único - CEMIG, podendo ser reeleitos. 
 
Parágrafo Primeiro - O Presidente do Conselho Fiscal convocará e conduzirá as 
reuniões. 
 
Parágrafo Segundo - No caso de renúncia do cargo, falecimento ou impedimento, 
será o membro efetivo do Conselho Fiscal substituído pelo seu respectivo suplente, até que 
seja eleito o novo membro, o qual deverá ser escolhido pela mesma parte que indicou o 
substituído. 
 
Parágrafo Terceiro - É vedada a remuneração dos membros do Conselho Fiscal da 
Companhia que integrem os órgãos de administração do Acionista Único - CEMIG. 
 
Artigo 19 - As atribuições do Conselho Fiscal são as fixadas na Lei de Sociedades 
por Ações. 
 
CAPITULO VI 
Do Exercício Social 
 
Artigo 20 - O exercício social coincidirá com o anocivil, encerrando-se a 31 de 
dezembro de cada ano, quando serão elaboradas as Demonstrações Financeiras, de acordo 
com a legislação pertinente, podendo, a critério do Conselho de Administração, ser 
levantados balanços semestrais ou intermediários referentes a períodos menores. 
 
 
 
 
 Modificado pelas AGO/AGE de 30-04-2015 Superintendência da Secretaria Geral e Executiva Empresarial-SG 
16 
Artigo 21 - Do resultado do exercício serão deduzidos, antes de qualquer 
participação, os prejuízos acumulados, a provisão para o imposto sobre a renda, a 
contribuição social sobre o lucro líquido e, sucessivamente, as participações dos 
empregados e administradores. 
 
Parágrafo Único - O lucro líquido apurado em cada exercício social será assim 
destinado: 
a) 5% (cinco por cento) para a reserva legal, até o limite máximo previsto em 
lei; 
b) 50% (cinqüenta por cento), no mínimo, será distribuído, como dividendo 
obrigatório, ao Acionista Único - CEMIG, observadas as demais disposições do presente 
Estatuto e a legislação aplicável; 
c) o saldo, após a retenção dos valores destinados aos investimentos previstos 
em orçamento de capital e/ou investimento elaborado, em observância do Plano Diretor da 
Companhia e aprovado pelo Conselho de Administração do Acionista Único - CEMIG, 
será distribuído ao Acionista Único - CEMIG a título de dividendos e/ou juros sobre 
capital próprio, observada a disponibilidade de caixa livre. 
 
Artigo 22 - Sem prejuízo do dividendo obrigatório, a Companhia poderá, 
observada a legislação pertinente e a critério do Conselho de Administração, declarar 
dividendos extraordinários, adicionais, intermediários ou intercalares, inclusive como 
antecipação total ou parcial do dividendo obrigatório do exercício em curso. 
 
Artigo 23 - O Conselho de Administração poderá deliberar o pagamento de juros 
sobre o capital próprio, na forma da legislação, em substituição total ou parcial dos 
dividendos de que trata o artigo anterior, ou em adição aos mesmos, devendo as 
importâncias pagas ou creditadas a tal título serem imputadas aos valores dos dividendos 
distribuídos pela Companhia, para todos os efeitos legais. 
 
Artigo 24 - Os dividendos declarados, obrigatórios ou extraordinários, serão pagos 
em 2 (duas) parcelas iguais, a primeira até 30 de junho e a segunda até 30 de dezembro de 
cada ano, cabendo à Diretoria, observados estes prazos, determinar os locais e processos de 
pagamento. 
 
Parágrafo Único - Os dividendos não reclamados no prazo de 3 (três) anos, 
contados da data em que tenham sido postos à disposição do acionista, reverterão em 
benefício da Companhia. 
 
Artigo 25 - É assegurada a participação dos empregados nos lucros ou resultados 
da Companhia, mediante critérios autorizados pela Diretoria Executiva com base nas 
diretrizes aprovadas pelo Conselho de Administração e limites estabelecidos pela 
Assembléia Geral, na forma da legislação específica. 
 
Artigo 26 - Compete à Assembléia Geral fixar, anualmente, os limites de 
participação dos administradores nos lucros da Companhia, observado o disposto no 
parágrafo único do artigo 190 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. 
 
 
 
 
 
 
 Modificado pelas AGO/AGE de 30-04-2015 Superintendência da Secretaria Geral e Executiva Empresarial-SG 
17 
CAPÍTULO VII 
Da Responsabilidade dos Administradores 
 
Artigo 27 - Os Administradores respondem perante a Companhia e terceiros pelos 
atos que praticarem no exercício de suas funções, nos termos da lei e do presente Estatuto. 
 
Artigo 28 - A Companhia assegurará aos membros do Conselho de 
Administração, do Conselho Fiscal e da Diretoria Executiva a defesa em processos 
judiciais e administrativos, ativa e passivamente, durante ou após os respectivos mandatos, 
por fatos ou atos relacionados com o exercício de suas funções próprias e que não 
contrariarem disposições legais ou estatutárias. 
 
Parágrafo Primeiro - A garantia prevista no caput deste artigo estende-se aos 
empregados que legalmente atuarem por delegação dos Administradores da Companhia. 
 
Parágrafo Segundo - A Companhia poderá contratar seguro de responsabilidade 
civil para a cobertura das despesas processuais, honorários advocatícios e indenizações 
decorrentes dos processos judiciais e administrativos de que trata o caput deste artigo, 
mediante deliberação do Conselho de Administração. 
CSVUG 
Distribuição S.A. 
SUBSTABELECIMENTO 
Substabeleço, nas pessoas dos advogados Beatriz Pierri (OAB/MG-163.727),Cesar Antonio de Campos 
Silva (OAB/MG 125.321), Cristiane de Paula Costa (OAB/MG 138.692), Dayse Aparecida Pereira de Sousa 
(OAB/MG-57.173), Marcelo Alkmim Ferreira de Pádua (OAB/MG-64.694), Letícia Vignoli Villela (OAB/MG-
79.694), Robson Ferreira dos Santos (OAB/MG-64.067), Eric Gonzalez Pinto (OAB/MG-100.188), Fábio Luiz 
de Souza (OAB/MG-91.195), Marcos José Silva de Carvalho (OAB/MG-52.715), Thiago Ulhoa Barbosa 
(OAB/MG-97.817), Manoel Divino Durães Maia (OAB/MG-113.918), Edenilson Pires de Alvarenga 
(OAB/MG-73.667), Lourenço Rocha Borba Dias de Castro (OAB/MG-101.805), Alessandra Martins 
Assunção Giordano (OAB/MG-122.244), Allan Magalhães Laguna Guimarães, (OAB/MG-144.229), 
Anderson de Alencar Pinto (OAB/MG-119.408), Anderson Flávio Fonseca Cabral, (OAB/MG-67070), 
Ângelo Alves de Carvalho (OAB/MG-100.756), Antônio Carlos de Freitas (OAB/MG-86.392), Bernardo 
Filogônio Campos (OAB/MG-125.278), Cláudia Campos de Faria (OAB/MG-88.186), Cleber Rodrigues 
Soares (OAB/MG-90.257), Daniel Polignano Godoy (OAB/MG- 143.957), Daniele Cristina Pinheiro Duarte 
(OAB/MG-130.988), Denílson Rodrigues Lima (OAB/MG-77.697), Edberto Matias dos Santos (OAB/MG-
123.676), Elizabeth Rocha Ferman (OAB/MG-40.018), Fábio Luiz de Souza (OAB/MG-91.195), Fernanda 
Lage Leão (OAB/MG- 141.663), Flávio Augusto Bossi (OAB/MG-112.828), Gustavo de Castro Marchini 
(OAB/MG- 125.867), Gustavo Henrique de Castro Torres (OAB/MG- 136.308), Hugo Rezende Lopes 
(OAB/MG- 138.974), Ivaldo Nunes Dias (OAB/MG-148.877), João Francisco Farinas e Silva (OAB/MG-
143.793), Jorge Alberto Dias (OAB/MG-130653), José Carlos Martins do Nascimento (OAB/MG-131.593), 
José Francisco de Andrade (OAB/MG-45.126), Juliana Barbosa Torquato Ferreira (OAB/MG-103.783-
OAB/MG), Juliana Mata Valadares (OAB/MG-110.069), Linéa Aparecida Sampaio Lacerda (OAB/MG-
104.330), Lívia Vilas Boas e Silva (OAB/MG-101.311), Luiz Francisco Brussolo Ferreira (OAB/MG-145.001), 
Marcos Antônio de Lima (OAB/MG-66.780), Marcos Porto Barbosa (OAB/MG-137.017), Miguel Atílio 
Marafiga Rivero (OAB/MG 112.076), Mônica Álvares Batista (OAB/MG-53.689), Neviton Rodrigues Miranda 
Neto (OAB/MG-144.063), Pablo Rodrigues de Paula (OAB/MG-143.486), Rafael Ribeiro de Castro 
(OAB/MG- 144.227), Raissa Torres Moreira (OAB/MG- 131.439), Raquel Passos (OAB/MG-66.487), 
Raymundo Bastos de Freitas (OAB/MG-73.620), Renato Braga Rates (OAB/MG-88.997), Rodolfo Henrique 
de Souza e Silva (OAB/MG- 131.510), Ronaldo Jacinto de Mendonça (OAB/MG-42.343), Sérgio Luiz de 
Mattos Silva (OAB/MG-148.554), Severiana Celeste Lopes (OAB/MG-51.742), Thiara Caroline Rezende 
Magalhães (OAB/MG- 142.587), Welerson Vieira de Leão, (OAB/MG-88.014), Wellington da Silva Souza 
(OAB/MG-111.970) e Wellington Fabiano da Silva (OAB/MG-128.421), Wellington Rosa de Lima (OAB/MG — 
124.991), todos brasileiros, os poderes que me foram outorgados pela Cemig Distribuição S.A., 
concessionária do serviço público federal de energia elétrica, sociedade de economia mista, inscrita no 
CNPJ sob n° 06.981.180/0001-16, com sede nesta Capital, na Av. Barbacena, 1200, para representar a 
companhia, ativa e passivamente, perante o foro em geral e os órgãos da administração publica direta, 
indireta e fundacional, incluindo os poderes dos artigos 447 e 448 do Código de Processo Civil, podendo 
firmar compromissos, transigir, desistir, fazer acordos, receber,dar quitação, sempre observando o estatuto 
social da empresa, podendo também, substabelecer, sempre com reserva dos mesmos poderes, receber 
citação e nomear preposto. 
Belo Horizonte, 13 de abril de 2016 
Classificação: público 
 
 
SUBSTABELECIMENTO 
 
Substabeleço, com reservas, nas pessoas dos advogados Adriana Medicci Teixeira de Bianchi - OAB/MG 
78.054; Altair de Castro Júnior – OAB/MG 115.523; Ana Costa Tarle - OAB/MG 136.080; Ana Cristina 
Cardoso Firmo - OAB/MG 121.676; Antenor Lamha Rocha - OAB/MG 133.694; Antonio Milton vilela Thimotti 
- OAB/MG 93.920; Apoliana Rodrigues Martins - OAB/MG 104.491; Benicia Neder Pinheiro Damasceno - 
OAB/MG 107.646; Bruno Henrique De Carvalho Neves - OAB/MG 120.859; Bruno Viana Vieira - OAB/MG 
78.173; Carla Augusta Daniel - OAB/MG 100.261; Caroline Oliveira Silva Andrade – OAB/MG 155.564; 
Daniele dos Santos Calegário – OAB/MG 162.261; Danielle Belchior Gomes - OAB/MG 94.563; Danielle 
Silveira Meri - OAB/MG 112.345; Debora Rocha De Azevedo - OAB/MG 151.068; Deborah Amorim Silva - 
OAB/MG 153.012; Diogo Neves Pereira - OAB/MG 131.027; Eduarda Chamusco De Oliveira - OAB/MG 
125.660; Evandro Aparecido Abreu Pereira - OAB/MG 148.679; FABIO Junior De Souza Rodrigues - 
OAB/MG 134.637; Felipe Barbosa Freitas - OAB/MG 154.423; Fernanda Carvalho Pereira - OAB/MG 
101.157; Filemom Evangelista Dos Santos - OAB/MG 125.758; Franciane Novais Ruffo - OAB/MG 115.349; 
Francisco De Assis Belgo - OAB/MG 62.793B; Gregorio De Sousa - OAB/MG 136.014; Henio Viana Vieira - 
OAB/MG 99.008; Isabella Guimaraes Lima - OAB/MG 104.623; Ivana Maria Pereira Gobbi - OAB/MG 
138.528; Janaina Dias Costa Flausino - OAB/MG 113.774; Janisse Vieira - OAB/MG 109.510; Jéssica 
Santos Arruda – OAB/MG 162.873; Jonatas Almeida Repke – OAB/MG 135.768; Karina Maria Dos Santos - 
OAB/MG 90.110; Katy Mylene Vieira Da Costa - OAB/MG 128.782; Leonardo Nascimento De Oliveira - 
OAB/MG 112.619; Luan Henrique Bento Borges - OAB/MG 149.211; Luciano Correa Maia - OAB/MG 
121.139; Luis Gustavo Faria Diniz - OAB/MG 97.662; Marco Tulio Medeiros Reis - OAB/MG 133.663; Maysa 
Longo Bertuham OAB/MG 168.978; Nathalia Caruline Britto De S. Barcante - OAB/MG 127.831; Nathalia De 
Oliveira Campos - OAB/MG 148.256; Paula Mourao Barroso - OAB/MG 89.288; Paulo Henrique Maciel 
Mancini - OAB/MG 67.986; Paulo Roberto Baccaglini - OAB/MG 147.498; Poliana De Fatima Gonzaga - 
OAB/MG 141.873; Regina Mara Fonseca Damasceno - OAB/MG 119.549; Renata Beghini Santos - 
OAB/MG 113.554; Renata Medina Da Silva - OAB/MG 138.794; Renata Urquisa Marques Gelape Bambirra 
Bernardes - OAB/MG 92.404; Ricardo Luis Nunes Rodrigues Da Cunha - OAB/MG 89.984; Rodrigo Ferreira 
De Paula - OAB/MG 92.691; Sabrina Ferreira De Lima - OAB/MG 100.014; Saulo Gabriel Antunes Feliciano 
- OAB/MG 126.592; Sayonara Tavares Serrano - OAB/MG 77.422; Sebastiao Pires Oliveira - OAB/MG 
83.295; Thais Leal Ferraz - OAB/MG 121.822; Thalita Santana Bernardes - OAB/MG 153.668; Valdo Beilke - 
OAB/MG 49.609; Victor Dias Godoy - OAB/MG 123.439; Virginia Barbosa Batalha Gomes - OAB/MG 
130.010, brasileiros, todos do Escritório de Advocacia Belgo, Vieira e Mancini Advogados, com 
endereço na Rua Araguari, nº 741, sl. 201, Barro Preto, CEP: 30.190-110, Belo Horizonte/MG, telefone (31) 
2551-0981, os poderes que me foram outorgados pela Cemig Distribuição S/A, concessionária do serviço 
público federal de energia elétrica, sociedade de economia mista, inscrita no CNPJ sob o nº 
06.981.180/0001-16, com sede nesta Capital, na Av. Barbacena, 1200, para atuar na ação em que 
contende com Felicio Reginaldo Costa Santos, no processo nº 0011147-53.2016.5.03.0034, em trâmite 
perante 2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano-MG. 
 
 Belo Horizonte, 25 de julho de 2016. 
 
 
 
PODER JUDICIÁRIO FEDERAL
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
Rua José Gomes Ferreira, 90, Belvedere, CORONEL FABRICIANO - MG - CEP: 35170-185
TEL.: (31) 38419720 - EMAIL: vt2.fabriciano@trt3.jus.br
 
 0011147-53.2016.5.03.0034PROCESSO:
 AÇÃO TRABALHISTA - RITO SUMARÍSSIMO (1125)CLASSE:
 AUTOR: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOSAUTOR:
: RÉU: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP e outrosRÉU
Certidão - PJe-JT
Certifico, para os devidos fins, que o reclamante compareceu nesta Secretaria e informou que até a presente
data a empresa não depositou o valor referente a 2° parcela do acordo, que deveria ter sido efetuado até o dia
01/09/2016. Requereu a intimação da reclamada para efetuar os pagamentos em atraso com a respectiva
multa de 50% sobre a parcela vencida e vincenda.
 
 CORONEL FABRICIANO, 15 de Setembro de 2016
 
ALEXSANDRO FERNANDES DOS SANTOS
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 03ª REGIÃO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
RTSum 0011147-53.2016.5.03.0034
AUTOR: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
RÉU: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, CEMIG 
DISTRIBUICAO S.A
 
 
DESPACHO
 
Vistos, etc.
Intime-se a reclamada CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP para comprovar o
pagamento das parcelas vencidas do acordo, em 48 horas, sob pena de execução.
CORONEL FABRICIANO, 27 de Setembro de 2016.
FLAVIA CRISTINA SOUZA DOS SANTOS PEDROSA
Juiz(a) Titular de Vara do Trabalho
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 03ª REGIÃO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
RTSum 0011147-53.2016.5.03.0034
AUTOR: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
RÉU: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, CEMIG 
DISTRIBUICAO S.A
 
 
DESPACHO
 
Vistos, etc.
Intime-se a reclamada CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP para comprovar o
pagamento das parcelas vencidas do acordo, em 48 horas, sob pena de execução.
CORONEL FABRICIANO, 27 de Setembro de 2016.
FLAVIA CRISTINA SOUZA DOS SANTOS PEDROSA
Juiz(a) Titular de Vara do Trabalho
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 03ª REGIÃO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
RTSum 0011147-53.2016.5.03.0034
AUTOR: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
RÉU: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, CEMIG 
DISTRIBUICAO S.A
 
 
DESPACHO
 
Vistos, etc.
 
Tendo em vista que o reclamante não está assistido por procurador, remetam-se os autos ao SLJ
para apuração do débito referente ao inadimplemento do acordo, devendo ser apurado o débito
previdenciário e incluídas as custas processuais, consoante termo de conciliação de Id f7e0352.
Aprovada a conta, cite-se a reclamada CRISTAL SERVIÇOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, por
seu procurador, para quitar o débito, em 48 horas, sob pena de penhora.
Permanecendo a ré inadimplente, os autos deverão ser incluídos em pauta exclusivamente para 
instrução e julgamento do pedido de responsabilidade da segunda reclamada.
 
 
 
CORONEL FABRICIANO, 13 de Outubro de 2016.
FLAVIA CRISTINA SOUZA DOS SANTOS PEDROSA
Juiz(a) Titular de Vara do Trabalho
PODER JUDICIÁRIO FEDERAL
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
Rua José Gomes Ferreira, 90, Belvedere, CORONEL FABRICIANO - MG - CEP: 35170-185
TEL.: (31) 38419720 - EMAIL: vt2.fabriciano@trt3.jus.br
 
 0011147-53.2016.5.03.0034PROCESSO:
 AÇÃO TRABALHISTA - RITO SUMARÍSSIMO (1125)CLASSE:
 AUTOR: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOSAUTOR:
: RÉU: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP e outrosRÉU
Certidão - PJe-JT
Certifico a juntada do cálculo em anexo.
 
 CORONEL FABRICIANO, 23 de Novembro de 2016
 
IVANETE SILVA FERNANDES
 
 \017
 TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO - TERCEIRA REGIÃO
 Data: 23/11/16 DIRETORIA DE SECRETARIA DE CALCULOS JUDICIAIS
 RELAT’ORIO DE ATUALIZA,CÃO DE D’EBITOS TRABALHISTAS
 ================================================================================
 PROCESSO Nro.: 02/11147/16-00/001RECLAMANTE: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
 RECLAMADO: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADO
 
 TIPO REGISTRO DT INIC DT FINAL VR. BASE INDICE VR. CALCULADO
 
 VALOR CORRIGIDO 02/09/16 30/11/16 3.660,00 1,0045349 3.676,60
 JUROS PERCENTUAL 02/09/16 30/11/16 3.676,60 0,0296670 109,07
 SUBTOTAL 02/09/16 30/11/16 0,00 3.785,67
 MULTA 02/09/16 30/11/16 3.785,67 0,5000000 1.892,84
 SUBTOTAL 02/09/16 30/11/16 0,00 5.678,51
 CUSTAS 02/09/16 30/11/16 54,90 1,0045349 55,15
 INSS ACORDO RCTE 02/09/16 30/11/16 122,56 1,0045349 123,12
 INSS COTA RECDO 02/09/16 30/11/16 352,36 1,0045349 353,96
 TOTAL DO RECLAMANTE: 5.678,51
 ________________________________________________________________________________
 CALCULISTA: IVANETE S FERN.
 \022
 TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO - TERCEIRA REGIÃO
 Data: 23/11/16 DIRETORIA DE SECRETARIA DE CALCULOS JUDICIAIS
 RESUMO DE ATUALIZA,CÃO DE D’EBITOS TRABALHISTAS
================================================================================
 PROCESSO Nro.: 02/11147/16-00/001
 RECLAMANTE: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
 RECLAMADO: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADO
 TIPO REGISTRO DATA FINAL VALOR CALCULADO
 TOTAL LIQ. RECTE. 30/11/16 5.678,51
 TOTAL INSS RCTE AC 30/11/16 123,12
 TOTAL INSS RECDO 30/11/16 353,96
 TOTAL DE CUSTAS 30/11/16 55,15
________________________________________________________________________________
 TOTAL DO CALCULO 30/11/16 6.210,74
 OBSERVACAO:
 Liquidação do acordo não cumprido(2a. e 3a. parcelas + multa de
 50%). Inclusão do débito previdenciário e custas processuais.
 ________________________________ ________________________________
 CALCULISTA: IVANETE S FERN. DIRETOR
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 03ª REGIÃO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
RTSum 0011147-53.2016.5.03.0034
AUTOR: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
RÉU: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, CEMIG 
DISTRIBUICAO S.A
 
 
 
DECISÃO PJe-JT
Vistos etc.
Aprovo os cálculos relativos ao inadimplemento do acordo, apresentados pelo SLJ, conforme Id bec0fda e 
afaff0c e fixo o débito em R$6.210,74, referente à : R$ crédito reclamante: R$5.678,51, INSS: R$477,08 e 
custas processuais: R$55,15, ressalvadas atualização e custas da execução.
Cite-se a 1a reclamada, por seu procurador, nos termos do art. 513 §2°, I do CPC, para quitar o débito, em 48
horas, sob pena de penhora.
Permanecendo a ré inadimplente, os autos deverão ser incluídos em pauta exclusivamente para instrução e
julgamento do pedido de responsabilidade da segunda reclamada.
 
 
CORONEL FABRICIANO, 22 de Dezembro de 2016.
MATHEUS MARTINS DE MATTOS
Juiz(a) do Trabalho Substituto(a)
 
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 03ª REGIÃO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
RTSum 0011147-53.2016.5.03.0034
AUTOR: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
RÉU: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, CEMIG 
DISTRIBUICAO S.A
 
 
 
DECISÃO PJe-JT
Vistos etc.
Aprovo os cálculos relativos ao inadimplemento do acordo, apresentados pelo SLJ, conforme Id bec0fda e 
afaff0c e fixo o débito em R$6.210,74, referente à : R$ crédito reclamante: R$5.678,51, INSS: R$477,08 e 
custas processuais: R$55,15, ressalvadas atualização e custas da execução.
Cite-se a 1a reclamada, por seu procurador, nos termos do art. 513 §2°, I do CPC, para quitar o débito, em 48
horas, sob pena de penhora.
Permanecendo a ré inadimplente, os autos deverão ser incluídos em pauta exclusivamente para instrução e
julgamento do pedido de responsabilidade da segunda reclamada.
 
 
CORONEL FABRICIANO, 22 de Dezembro de 2016.
MATHEUS MARTINS DE MATTOS
Juiz(a) do Trabalho Substituto(a)
 
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 03ª REGIÃO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
RTSum 0011147-53.2016.5.03.0034
AUTOR: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
RÉU: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, CEMIG 
DISTRIBUICAO S.A
 
 
DESPACHO PJe
Vistos.
Exclusivamente para instrução e julgamento do pedido de responsabilidade da segunda
reclamada, designo audiência una para o dia 02/03/2017 às 14:15h, devendo as partes
comparecer sob as penas do art.844 da CLT.
Intimem-se as partes e seus procuradores.
Aguarde-se a audiência.
 
CORONEL FABRICIANO, 17 de Fevereiro de 2017.
MATHEUS MARTINS DE MATTOS
Juiz(a) do Trabalho Substituto(a)
2ª VARA DO TRABALHO DE CORONEL FABRICIANO
 
TERMO DE AUDIÊNCIA RELATIVO AO PROCESSO 0011147-53.2016.5.03.0034
 
 
Em 02 de março de 2017, na sala de sessões da MM. 2ª VARA DO TRABALHO DE CORONEL
FABRICIANO/MG, sob a direção do Exmo(a). Juiz MATHEUS MARTINS DE MATTOS, realizou-se
audiência relativa a AÇÃO TRABALHISTA - RITO SUMARÍSSIMO número 0011147-53.2016.5.03.0034
 ajuizada por FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS em face de CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS
 LTDA - EPP.
Às 14h23min, aberta a audiência, foram, de ordem do Exmo(a). Juiz do Trabalho, apregoadas as
partes.
Presente o recorrente, desacompanhado de advogado.
Ausente o recorrido CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP e seu advogado.
Ausente o recorrido CEMIG DISTRIBUICAO S.A e seu advogado.
 
Conciliação prejudicada.
Tendo em vista que as partes não foram intimadas do despacho ID c992e34, tendo o autor
comparecido espontaneamente, fica a audiência redesignada para o dia , mantidas as16/03/2017 às 09h30
cominações legais.
Intimem-se as partes diretamente e pelos seus procuradores.
Ciente o autor.
Ciente o reclamante.
Nada mais.
 
 
 
 
 
 
 
MATHEUS MARTINS DE MATTOS
Juiz do Trabalho
 
 
 
 
 
Ata redigida por VINÍCIUS BASÍLIO SOUZA ALVES, Secretário(a) de Audiência.
 
ATENÇÃO AOS CORREIOS:
NÃO ENCONTRADO O DESTINATÁRIO, DEVOLVER
EM 48 HS., CONF. PAR. ÚNICO ART. 774 DA CLT.
PODER JUDICIÁRIO FEDERAL
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
 DESTINATÁRIO: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP
RUA CORONEL GERALDO BATISTA, 07, SALA 01, FUNCIONÁRIOS, TIMÓTEO/MG - CEP: 
35180-420
 
 0011147-53.2016.5.03.0034PROCESSO:
 AÇÃO TRABALHISTA - RITO SUMARÍSSIMO (1125)CLASSE:
 AUTOR: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOSAUTOR:
 RÉU: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP e outrosRÉU:
INTIMAÇÃO JUDICIAL EM PROCESSO ELETRÔNICO (PJe)
Fica V. Sa. intimado para :
Tendo em vista que as partes não foram intimadas do despacho ID c992e34, tendo o autor
comparecido espontaneamente, fica a audiência redesignada para o dia , mantidas as16/03/2017 às 09h30
cominações legais.
Intimem-se as partes diretamente e pelos seus procuradores.
Em 6 de Março de 2017.
 VINICIUS BASILIO SOUZA ALVES
 
ATENÇÃO AOS CORREIOS:
NÃO ENCONTRADO O DESTINATÁRIO, DEVOLVER
EM 48 HS., CONF. PAR. ÚNICO ART. 774 DA CLT.
PODER JUDICIÁRIO FEDERAL
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
 DESTINATÁRIO: CEMIG DISTRIBUICAO S.A
AVENIDA BARBACENA, 1200, 17o andar ala 1, SANTO AGOSTINHO, BELO HORIZONTE - MG 
- CEP: 30190-131
 
 0011147-53.2016.5.03.0034PROCESSO:
 AÇÃO TRABALHISTA - RITO SUMARÍSSIMO (1125)CLASSE:
 AUTOR: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOSAUTOR:
 RÉU: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP e outrosRÉU:
INTIMAÇÃO JUDICIAL EM PROCESSO ELETRÔNICO (PJe)
Fica V. Sa. intimado para :
Tendo em vista que as partes não foram intimadas do despacho ID c992e34, tendo o autor
comparecido espontaneamente, fica a audiência redesignada para o dia , mantidas as16/03/2017 às 09h30
cominações legais.
Intimem-se as partes diretamente e pelos seus procuradores.
Em 6 de Março de 2017.
 VINICIUS BASILIO SOUZA ALVES
INTIMAÇÃO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
Processo: 0011147-53.2016.5.03.0034 - Processo PJe-JT
Classe: AÇÃO TRABALHISTA - RITO SUMARÍSSIMO (1125)
Autor: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
Réu: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP e outros
 
 Fica V. Sa. intimado para:
Conciliação prejudicada.
Tendo em vista que as partes não foram intimadas do despacho ID c992e34, tendo o autor
comparecido espontaneamente, fica a audiência redesignada para o dia 16/03/2017 às 09h30, mantidas as
cominações legais.
Intimem-se as partes diretamente e pelos seus procuradores.
Ciente o autor.
 
Em 6 de Março de 2017.
 VINICIUS BASILIO SOUZA ALVES
INTIMAÇÃO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
Processo: 0011147-53.2016.5.03.0034 - Processo PJe-JT
Classe: AÇÃO TRABALHISTA - RITO SUMARÍSSIMO (1125)
Autor: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
Réu: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP e outros
 
 Fica V. Sa. intimado para:
 
Conciliação prejudicada.
Tendo em vista que as partes não foram intimadas do despacho ID c992e34, tendo o autor
comparecido espontaneamente, fica a audiência redesignada para o dia 16/03/2017 às 09h30, mantidas as
cominações legais.
Intimem-se as partes diretamente e pelos seus procuradores.
Ciente o autor.
 
 
Em 6 de Março de 2017.
 VINICIUS BASILIO SOUZA ALVES
2ª VARA DO TRABALHO DE CORONEL FABRICIANO
 
TERMO DE AUDIÊNCIA RELATIVO AO PROCESSO 0011147-53.2016.5.03.0034
 
 
Em 16 de março de 2017, na sala de sessões da MM. 2ª VARA DO TRABALHO DE CORONEL
FABRICIANO/MG, sob a direção da Exmo(a). Juíza FLAVIA CRISTINA SOUZA DOS SANTOS PEDROSA,
realizou-se audiência relativa a AÇÃO TRABALHISTA - RITO SUMARÍSSIMO número 0011147-
 53.2016.5.03.0034 ajuizada por FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS em face de CRISTAL SERVICOS
 ESPECIALIZADOS LTDA - EPP.
Às 10h26min, aberta a audiência, foram, de ordem da Exmo(a). Juíza do Trabalho, apregoadas as
partes.
Presente o reclamante, desacompanhado de advogado.
Presente o preposto da reclamada CEMIG DISTRIBUICAO S.A, Sr(a). EDERSON OLIVEIRA
TORRES, acompanhado(a) do(a) advogado(a), Dr(a). RODRIGO FERREIRA DE PAULA, OAB nº 92691
/MG.
Ausente a reclamada CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP.
 
Diante da ausência injustificada da primeira reclamada, o reclamante requereu que seja
considerada revel, além da aplicação da confissão quanto à matéria de fato, pedido que será apreciado em
sentença.
CONCILIAÇÃO REJEITADA.
Defesa escrita da 2ª reclamada com documentos.
Vista ao reclamante, em audiência, manifestando-se nos seguintes termos: "Impugna todos os
termos da contestação e documentos apresentados". Nada mais.
Depoimento pessoal do reclamante: "recebeu duas parcelas do acordo celebrado na audiência
do dia 20/07/2016, ambas com atraso; não recebeu a terceira parcela; não sabe dizer se a 1ª reclamada
prestou serviços para outras empresas, mas reafirma que trabalhou apenas em favor da 2ª reclamada". Nada
mais.
Depoimento pessoal do preposto da 2ª reclamada: "o reclamante, como empregado da 1ª ré,
prestou serviços em favor da 2ª reclamada, não sabendo informar por qual período". Nada mais.
As partes não têm outras provas a produzir. Fica encerrada a instrução processual.
Razões finais orais remissivas.
Conciliação final rejeitada.
Para designa-se a data de JULGAMENTO 31/03/2017.
Cientes os presentes (Súmula 197 do col. TST).
Audiência encerrada às 10h34min.
Nada mais.
 
FLAVIA CRISTINA SOUZA DOS SANTOS PEDROSA
Juíza do Trabalho
Ata redigida por ADÉZIOSALVADOR DOS SANTOS, Secretário(a) de Audiência.
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 03ª REGIÃO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
RTSum 0011147-53.2016.5.03.0034
AUTOR: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
RÉU: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, CEMIG 
DISTRIBUICAO S.A
Vistos.
Considerando que o processo está no fluxo de liquidação de sentença, não admitindo lançamento de sentença 
da fase de conhecimento, converto o julgamento em diligência e determino à Secretaria que remova o 
processo para a pasta pertinente, de forma a tornar possível o registro da sentença a ser proferida.
As partes serão oportunamente intimadas do julgamento.
CORONEL FABRICIANO, 3 de Abril de 2017.
FLAVIA CRISTINA SOUZA DOS SANTOS PEDROSA
Juiz(a) Titular de Vara do Trabalho
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 03ª REGIÃO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
RTSum 0011147-53.2016.5.03.0034
AUTOR: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
RÉU: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, CEMIG 
DISTRIBUICAO S.A
 
Vistos.
Tendo o feito retornado, no fluxo do PJe, à fase de conhecimento, façam-me os autos conclusos para registro 
da sentença proferida.
CORONEL FABRICIANO, 10 de Abril de 2017.
FLAVIA CRISTINA SOUZA DOS SANTOS PEDROSA
Juiz(a) Titular de Vara do Trabalho
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 03ª REGIÃO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
RTSum 0011147-53.2016.5.03.0034
AUTOR: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
RÉU: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, CEMIG 
DISTRIBUICAO S.A
2ª VARA DO TRABALHO DE CORONEL FABRICIANO.
Aos 10 dias do mês de abril de 2017, realizou-se o julgamento dos pedidos formulados na
Reclamatória Trabalhista ajuizada por em face de FELÍCIO REGINALDO COSTA SANTOS CRISTAL
 , tendo sido proferida aSERVIÇOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP e CEMIG DISTRIBUIÇÃO S.A
seguinte :SENTENÇA
I - RELATÓRIO.
Dispensado, nos termos do artigo 852-I da CLT.
II- FUNDAMENTOS.
TRANSAÇÃO.
Celebrado acordo entre o reclamante e a primeira reclamada, CRISTAL SERVIÇOS
 na audiência realizada no dia 20.07.2016 (ata de ID f7e0352), ficam todosESPECIALIZADOS LTDA - EPP,
os pleitos formulados em face de tal ré extintos, com resolução do mérito, nos termos do artigo 487, inciso III,
"b", do Código de Processo Civil.
Resta, pois, para julgamento o pedido de condenação subsidiária da segunda reclamada.
SOBRESTAMENTO DO FEITO.
Requer a segunda reclamada a suspensão do andamento do feito argumentando que ficou
reconhecida, pelo Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral na discussão atinente à
"possibilidade de terceirização e sua licitude ou ilicitude", nos termos do que dispõe o art. 313, V, a, do NCPC c
/c art. 1036 do NCPC. Ademais, sustenta que "O Ínclito Tribunal Superior do Trabalho, como já mencionado
algures, decidiu em sede de Ação Civil Pública (ACP nº 147300-43.2003.5.03.0004, com decisão já transitada
em julgado) que é licita toda e qualquer terceirização de serviços realizada pela CEMIG, tendo exatamente em
consideração o que prevê o art. 25, § 1°, da Lei n° 8.987/95." Por fim, afirma que "o Ministério Público do
Trabalho, ( ) ajuizou a Ação Civil Pública n° 01530-2013.139.03.00-9 contra a Cemig Geração e Transmissãosic
S/A e Cemig Distribuição S/A, com o objetivo de proibir a terceirização no âmbito das referidas empresas.
Sendo o objeto, o mesmo da Ação Civil Pública n° 147300-43.2003.5.03.0004, já com decisão transitada em
julgado favorável à Companhia, a sentença não poderia ser em outro sentido senão de extinguir todos os pedidos
contidos na inicial, pela coisa julgada, ..."
Quanto ao reconhecimento da repercussão geral da matéria, o art. 543-B, §1º do CPC de 1973,
vigente à épocado pronunciamento do Supremo Tribunal Federal, determinava que, reconhecida a repercussão
geral, permaneceria suspensa a tramitação dos Recursos Extraordinários interpostos perante o tribunal de
origem, tendo as demandas, portanto, seu curso regular em primeira e segunda instâncias.
No que toca à Ação Civil Pública, não cuidou a segunda reclamada de trazer aos autos a decisão
proferida, nem sequer sua petição inicial. Ademais, a decisão proferida não teria o condão de suspender a
tramitação da presente demanda.
Rejeito, pois, o requerimento de suspensão do feito.
ILEGITIMIDADE PASSIVA DA 2ª RECLAMADA. CARÊNCIA DE AÇÃO.
A questão afeta à legitimidade das partes deve ser aferida no plano abstrato das alegações postas na
exordial, e não de forma atrelada aos fatos ou ao direito material em discussão. Sendo assim, tendo o reclamante
informado que prestou serviços em favor da segunda reclamada e que esta deve responder subsidiariamente
pelos seus créditos, é a demandada legitimada a figurar no polo passivo da relação processual, eis que titular do
direito e do interesse de oferecer resistência à pretensão inicial.
Nos dizeres de Alexandre Freitas Câmara, a legitimidade das partes pode ser definida como "a
pertinência subjetiva da ação. Em outros termos, podemos afirmar que têm legitimidade para a causa os titulares
da relação jurídica deduzida pelo demandante, no processo" ("Lições de Direito Processual Civil", vol. 1,
Lumem Júris, Rio de Janeiro, 2005, p. 125).
Sendo a segunda reclamada devedora na relação jurídica deduzida pelo reclamante, pois assim foi
por ele indicada, legitimada está a integrar o polo passivo da relação processual instaurada.
Friso que em momento algum o reclamante sustentou ter sido empregado da segunda ré, não estando
tal matéria em discussão no feito.
E ao contrário do que entende a segunda reclamada, a matéria afeta à existência ou não de sua
responsabilidade é própria do mérito da demanda, e como tal será apreciada.
Rejeito, portanto, o requerimento de sua exclusão da lide.
RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA 2ª RECLAMADA.
Em face do inadimplemento do acordo celebrado entre o autor e a primeira reclamada, resta a este
Juízo julgar o pleito de condenação subsidiária da segunda ré.
Saliento, de início, que não pleiteia o autor a declaração de vínculo empregatício com a segunda
reclamada, mas tão-somente sua responsabilização subsidiária pelos créditos de que se julga titular, em razão da
culpa em que incorreu ao não fiscalizar o cumprimento da legislação trabalhista pela primeira ré. E a existência
do crédito restou confirmada pelo acordo de ID f7e0352, que serviu a definir a extensão do direito obreiro, não
mais vingando qualquer discussão quanto às parcelas postuladas na exordial, como procedido pela segunda
reclamada em sua defesa, que fica, no particular, inteiramente rejeitada.
A segunda reclamada não nega que o reclamante, enquanto empregado da primeira reclamada, tenha
prestado serviços em seu favor, o que se presume verdadeiro (Código de Processo Civil, artigo 341). Ademais, o
preposto da segunda reclamada reconheceu que o reclamante lhe prestou serviços (ata de ID f7e0352).
Quanto ao período em que tenha se desenrolado a prestação de labor do reclamante em favor da
segunda reclamada, não soube o preposto decliná-lo, o que implica a aplicação do artigo 843, § 2º, da CLT, com
a consequente confissão da segunda ré quanto à matéria, presumindo-se que o autor em favor dela tenha
laborado por todo o contrato de trabalho que manteve com a primeira reclamada.
Note-se que, apesar de a segunda ré alegar que o autor prestou serviços em favor de outras empresas,
nenhuma prova trouxe a esse respeito. Além disso, pode-se dizer que a situação denunciada pela defendente não
é a que se verifica ordinariamente, pois empresas contratantes, do porte da segunda ré, geralmente absorvem
toda a prestação de serviços das empresas contratadas, sempre de menor porte e que vivem, geralmente,
exclusivamente para determinada contratante.
Como se sabe, para que se reconheça a responsabilidade dos entes privados pelos créditos dos
trabalhadores terceirizados que lhes prestaram serviços basta que se configure a inadimplência do fornecedor de
mão de obra no que pertine às obrigações trabalhistas com seus empregados.
No caso da Administração Pública, porém, não basta a inadimplência. É preciso que se demonstre a
culpa do ente público para que a ele seja imputada qualquer responsabilidade. É o que dispõe a Súmula 331
/TST, em sua nova redação:
"CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE (nova redação do item IV e
inseridos os itens V e VI à redação) - Res. 174/2011, DEJT divulgado em 27, 30 e 31.05.2011
I - A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo
diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário (Lei nº 6.019, de
03.01.1974).
II - A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de
emprego com os órgãos da Administração Pública direta, indireta ou fundacional (art. 37, II, da
CF/1988).
III - Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei
nº 7.102, de 20.06.1983) e de conservação e limpeza, bem como a de serviços especializados
ligados à atividade-meio do tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação
direta.
IV - O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a
responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações, desde que haja
participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.
V - Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente,
nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das
obrigações da Lei n.º 8.666, de 21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das
obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. A aludida
responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas
pela empresa regularmente contratada.
VI - A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes
da condenação referentes ao período da prestação laboral."
Prevê o artigo 67 da Lei 8666/93:
"Art. 67. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um representante da
Administração especialmente designado, permitida a contratação de terceiros para assisti-lo e
subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição.
§ 1o O representante da Administração anotará em registro próprio todas as ocorrências
relacionadas com a execução do contrato, determinando o que for necessário à regularização das
faltas ou defeitos observados."
Se a primeira reclamada descumpriu a legislação trabalhista, seguramente foi porque a segunda
reclamada não cumpriu seu dever legal de acompanhar a execução dos seus respectivos contratos, inclusive no
que toca aos encargos trabalhistas deles decorrentes, beneficiando-se de forma direta da violação à legislação
trabalhista, já que a sonegação de diritos tornava a mão de obra do autor mais barata.
Irrelevante, nesse cenário, que a contratação entre as partes tenha sido precedida por regular certame
licitatório, uma vez constatada a falha na fiscalização do contratante quanto à execução dos contratos pela
empresa contratada.
Não se ignoram, ainda, as recentes decisões do STF sobre a constitucionalidade do artigo 71 da Lei
8.666/93, e nem é essa a discussão que se impõe nos presentes autos. A plena aplicação de tal dispositivo não
exclui a responsabilidade da segunda ré no caso em epígrafe. Há normas e princípios, inclusive constitucionais,
como visto, que autorizam imputar aos tomadores públicos a responsabilidade pelas suas omissões: artigos 186,
187, 927 e 942 do Código Civil.
No que tange o alegado desrespeito/violação ao artigo 71 da Lei nº 8.666/93, esclareça-seque tal
dispositivo legal refere-se às relações entre a Administração Pública e a empresa contratante, não podendo ser
oposta ao trabalhador que despende sua força de trabalho e merece ser remunerado, não podendo a terceira
reclamada, beneficiária dos seus serviços e descumpridora de sua obrigação legal, invocar o contrato firmado
com a empresa fornecedora de mão de obra para esquivar-se de arcar com suas obrigações.
Assim, pouco importa que a contratação tenha se realizado em conformidade com a Lei 8.666/93,
uma vez que este fato não impede a incidência dos princípios e direitos trabalhistas previstos na Constituição
Federal e na legislação ordinária.
Adoto aqui, por empréstimo, os fundamentos expostos no acórdão proferido pela 1ª Turma nos autos
de n. 0000558-95.2013.5.03.0134, relatado pelo Desembargador Luiz Otávio Linhares Renault e publicado em
24/06/2016:
"Reveste-se de ineficácia o dispositivo constituído pelo artigo 71, parágrafo 1o., da Lei nº 8.666
/93, bem como pelo art. 4º da Lei 9032/95, na medida em que tenta excluir a responsabilidade
civil da Administração Pública, em afronta a preceito constitucional que assegura a reparação de
forma objetiva àqueles por ela prejudicados, independentemente de culpa ou dolo. Ademais, os
recorrentes devem responder por sua culpa in vigilando e in eligendo, em caso de
inadimplemento por parte da empresa contratada para com os empregados desta, conforme já
mencionado.
...
Ressalte-se que a Administração Pública não deve limitar-se a identificar o eventual
descumprimento das normas trabalhistas. Para desincumbir-se do ônus da fiscalização, é preciso
que o Ente tomador dos serviços, ao tomar ciência dessas irregularidades, efetivamente adote
medidas para garantir o pagamento das respectivas verbas, tais quais as que constam do art. 34-A
da citada Instrução Normativa:
"Art. 34-A O descumprimento das obrigações trabalhistas ou a não manutenção das condições de
habilitação pelo contratado deverá dar ensejo à rescisão contratual, sem prejuízo das demais
sanções, sendo vedada a retenção de pagamento se o contratado não incorrer em qualquer
inexecução do serviço ou não o tiver prestado a contento. Parágrafo único. A Administração
poderá conceder um prazo para que a contratada regularize suas obrigações trabalhistas ou suas
condições de habilitação, sob pena de rescisão contratual, quando não identificar má-fé ou a
incapacidade da empresa de corrigir a situação."
O mesmo dever é imposto à Administração Pública em relação às parcelas decorrentes da cessão
contratual, consoante dispõe o art. 35, da citada Instrução Normativa, cujo teor é o seguinte:
"Art. 35. Quando da rescisão contratual, o fiscal deve verificar o pagamento pela contratada das
verbas rescisórias ou a comprovação de que os empregados serão realocados em outra atividade
de prestação de serviços, sem que ocorra a interrupção do contrato de trabalho.
Parágrafo único. Até que a contratada comprove o disposto no caput, o órgão ou entidade
contratante deverá reter a garantia prestada, podendo ainda utilizá-la para o pagamento direto aos
trabalhadores no caso da empresa não efetuar os pagamentos em até 2 (dois) meses do
encerramento da vigência contratual, conforme previsto no instrumento convocatório e no art. 19-
A, inciso IV desta Instrução Normativa."
Não se trata de uma peculiaridade do sistema brasileiro de proteção ao trabalhador. Desde 1949,
a Convenção n. 94 da OIT, promulgada pelo Decreto nº 58.818/66, já previa a responsabilidade
da Administração Pública pela contração de serviços terceirizados:
"Art. 1 1. A presente convenção se aplica aos contratos que preencham as condições seguintes:
[...]
II) o emprego de trabalhadores pela outra parte contratante;
c) que o contrato seja firmado para:
[...]
III) a execução ou o fornecimento de serviços;
Art. 2 1. Os contratos aos quais se aplica a presente convenção conterão cláusulas garantindo aos
trabalhadores interessados salários, inclusive os abonos, um horário de trabalho, e outras
condições de trabalho que não sejam menos favoráveis do que as condições estabelecidas para
um trabalho da mesma natureza, na profissão ou indústria interessada da mesma região:
a) seja por meio de convenção coletiva ou por outro processo, resultado de negociações entre
organizações de empregadores e de trabalhadores, representativas de uma porção substancial dos
empregadores e dos trabalhadores da profissão ou da indústria interessada;
b) seja por meio de sentença arbitral;
c) seja por meio da legislação nacional.
Art. 5 1. Sanções adequadas, tais como denegação de contrato ou qualquer outra medida
pertinente, serão aplicadas em caso de infração à observação e à aplicação das disposições das
cláusulas de trabalho inseridas nos contratos públicos.
2. Medidas apropriadas serão adotadas, seja pela retenção dos pagamentos devidos em função
dos termos do contrato, seja por qualquer outra maneira, a fim de permitir que os trabalhadores
interessados recebam os salários a que têm direito."
Todas essas normas estão estruturadas no princípio da melhoria da condição sócio-laboral, que
visa garantir a solvabilidade do crédito trabalhista. Dele decorre o dever empresarial de
contraprestação. Assim, trabalho prestado é salário ganho. O salário é o mais sagrado de todos os
direitos do trabalhador. Depois de realizada a prestação de serviços, nada pode lhe retirar o
direito ao recebimento do salário. Trata-se de direito adquirido a respeito do qual todo o
aparelhamento estatal deve funcionar incontinentemente."
Tendo a segunda reclamada descumprido obrigação legal, agindo, pois, com inegável culpa, do que
adveio direto prejuízo ao reclamante, responderá de forma subsidiária pelo crédito existente.
Não é demais pontuar que o exercício da jurisdição não é feito apenas através de normas legais, mas,
também, através da jurisprudência, da analogia, dos costumes e dos princípios gerais de direito, nos termos dos
artigos 8º da CLT e 4º da LICC. Portanto, o fato de não haver norma legal regulando a matéria, por si só, não
impede a adoção do entendimento preconizado na referida Súmula, inexistindo violação ao artigo 5º, II, da
Constituição da República.
E a responsabilidade subsidiária incide sobre todos os débitos trabalhistas, inclusive sobre
indenizações e multas de tal natureza, e não apenas sobre as obrigações principais.
Afinal, cabendo à segunda demandada oferecer garantia aos créditos reconhecidos ao trabalhador
que laborou em seu favor, não se pode excluir de tal responsabilidade qualquer verba, independentemente de sua
natureza ou causa.
Quanto ao pretendido benefício de ordem, cumpre frisar que não há necessidade de que o autor, caso
a devedora principal não pague o valor devido, dirija a execução contra os sócios da primeira reclamada para
somente depois pedir que a devedora subsidiária assuma o débito. A execução contra os sócios, absolutamente
possível, é faculdade do autor, como, inclusive, já sedimentado na OJ 18 das Turmas do Eg. Tribunal Regional
do Trabalho da 3ª Região.
É ainda importante esclarecer que, nesta Especializada, a execução se processa em benefício do
credor, principalmente, em se tratando de dívida decorrente do contrato de trabalho. Assim, inviabilizados os
meios de execução em desfavor da devedora principal, direciona-se a execução ao patrimônio do devedor
subsidiário, que poderá utilizar a ação regressiva contra a devedora principal ou seus sócios para recuperar os
valores que despender, caso assim deseje.
Ainda, mostra-se inaplicável o disposto na OJ 191 da SDI-I do TST, como já sedimentado pela
Súmula 42 deste Regional, que assim dispõe:
OJ 191 DA SBDI-I DO TST. DONO DA OBRA. PESSOA FÍSICA OU MICRO E PEQUENAS
EMPRESAS. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA OU SUBSIDIÁRIA. O conceito de "dono
da obra", previsto na OJ n. 191 da SBDI-I/TST, para efeitos de exclusão de responsabilidade
solidária ou subsidiária trabalhista, restringe-se a pessoa física ou micro e pequenasempresas, na
forma da lei, que não exerçam atividade econômica vinculada ao objeto contratado. (RA 189
/2015, disponibilização: DEJT/TRT3/Cad. Jud. 25, 26 e 27/08/2015; republicado em razão de
erro material: disponibilização: DEJT/TRT3/Cad. Jud. 23, 24 e 25/09/2015)
É procedente, pois, o pleito formulado no termo inicial, ficando a segunda reclamada condenada a
responder, subsidiariamente, pelo valor remanescente do acordo celebrado entre o reclamante e a primeira
reclamada (de ID f7e0352), excluída a multa, já que a verba não ostenta natureza de crédito trabalhista, não
podendo a ré responder por cláusula penal por ela não ajustada.
JUSTIÇA GRATUITA.
O benefício já foi concedido na ata de ID f7e0352.
JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA.
Sobre os valores devidos incidirá correção monetária a partir de 20/07/2016 (página 133), até a data
do efetivo pagamento (Súmula 15/TRT 3ª Região), aplicando-se, para tanto, o índice divulgado na Tabela Única
de Atualização e Conversão de Débitos Trabalhistas, conforme Resolução 008/2005 do Conselho Superior da
Justiça do Trabalho.
Os juros de mora, igualmente, incidirão a partir da data da celebração do acordo de f. ID f7e0352, à
razão de 1% ao mês, não capitalizados, , observando-se a Súmula 200/TST e afastando-se,pro rata die
excepcionalmente, o disposto no artigo 883 da Consolidação das Leis do Trabalho e no artigo 39, § 1º, da Lei
8.177/91, quanto à fluência inicial dos juros, por se tratar de responsabilidade subsidiária decorrente de acordo
descumprido.
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS E FISCAIS.
A primeira reclamada deverá providenciar os recolhimentos previdenciários e fiscais eventualmente
devidos, na forma da legislação pertinente, trazendo aos autos a devida comprovação, sob pena de execução,
observando a especificação de verbas de página 134.
Responde a segunda reclamada, subsidiariamente, pelas contribuições previdenciárias devidas.
Saliento que, tendo o acordo sido celebrado em valor líquido, não há falar em dedução da cota parte
da contribuição previdenciária a cargo do reclamante. Ademais, eventual imposto de renda ficará inteiramente a
cargo do responsável pelo pagamento do valor ao autor.
III - DISPOSITIVO.
Vistos e examinados estes autos de Reclamação Trabalhista ajuizada por FELÍCIO REGINALDO
 em face de COSTA SANTOS CRISTAL SERVIÇOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP e CEMIG
 pelas razões de fato e de direito expostas na fundamentação supra, que aderem a esteDISTRIBUIÇÃO S.A,
dispositivo:
1 - julgo extintos, com resolução do mérito, em razão do acordo celebrado na ata de ID f7e0352,
todos os pedidos formulados em face da primeira ré, CRISTAL SERVIÇOS ESPECIALIZADOS LTDA -
 com amparo no artigo 487, inciso III, "b", do Código de Processo Civil;EPP,
2 - rejeito as preliminares arguidas pela segunda reclamada;
3 - julgo o pedido formulado em face da segunda reclamada, PROCEDENTE CEMIG
 para condená-la a responder subsidiariamente pelo valor remanescente do acordoDISTRIBUIÇÃO S.A.,
celebrado na ata de ID f7e0352, excluída a multa.
Juros e correção monetária conforme fundamentação.
As verbas integrantes do acordo foram especificadas na página 134 dos autos, respondendo a
segunda reclamada, subsidiariamente, pelos recolhimentos previdenciários e fiscais devidos, sob pena de
execução.
Eventual imposto de renda ficará inteiramente a cargo do responsável pelo pagamento do valor ao
autor, já que o acordo foi celebrado em valores líquidos.
Tornada líquida a conta, intime-se a União Federal, por intermédio da Procuradoria Geral Federal,
nos termos do artigo 879, § 3º, da Consolidação das Leis do Trabalho e artigo 16, § 3º, da Lei 11.457/07,
observando-se, porém, os termos da Portaria 582/2013 do Ministério da Fazenda.
Deferida a justiça gratuita ao reclamante.
Custas já fixadas no ID f7e0352. Considerando, contudo, a condenação ora imposta à segunda
reclamada, a ela atribuo o valor de R$3.000,00, com custas no valor de R$60,00, pela segunda reclamada.
Intimem-se as partes.
Encerrou-se.
 
 
 
 
CORONEL FABRICIANO, 10 de Abril de 2017.
FLAVIA CRISTINA SOUZA DOS SANTOS PEDROSA
Juiz(a) Titular de Vara do Trabalho
 
ATENÇÃO AOS CORREIOS:
NÃO ENCONTRADO O DESTINATÁRIO, DEVOLVER
EM 48 HS., CONF. PAR. ÚNICO ART. 774 DA CLT.
PODER JUDICIÁRIO FEDERAL
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
 DESTINATÁRIO: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
IPE, 253, CASA, LIMOEIRO, TIMOTEO - MG - CEP: 35181-410
 
 0011147-53.2016.5.03.0034PROCESSO:
 AÇÃO TRABALHISTA - RITO SUMARÍSSIMO (1125)CLASSE:
 AUTOR: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOSAUTOR:
 RÉU: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP e outrosRÉU:
INTIMAÇÃO JUDICIAL EM PROCESSO ELETRÔNICO (PJe)
Fica V. Sa. intimado para :
Tomar ciência da decisão que julgou parcialmente procedentes os pedidos elencados na petição
inicial.
Em 17 de Abril de 2017.
 VINICIUS BASILIO SOUZA ALVES
INTIMAÇÃO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
Processo: 0011147-53.2016.5.03.0034 - Processo PJe-JT
Classe: AÇÃO TRABALHISTA - RITO SUMARÍSSIMO (1125)
Autor: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
Réu: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP e outros
 
Fica V. Sa. intimado para:
Tomar ciência da decisão que julgou parcialmente procedentes os pedidos elencados na petição inicial.
 
Em 17 de Abril de 2017.
 VINICIUS BASILIO SOUZA ALVES
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA 2ª VARA DO TRABALHO DE CORONEL FABRICIANO - MG
 
 
PROCESSO Nº 0011147-53.2016.5.03.0034
 
 
 
 
CEMIG DISTRIBUIÇÃO S.A., já qualificada nos autos supra da Reclamação Trabalhista que lhe move 
FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS, feito este que tramita perante essa r. Vara e Secretaria respectiva, por seus
procuradores que esta subscrevem, vem, à presença de V.Ex.ª interpor junto ao Egrégio TribunalRECURSO ORDINÁRIO
Regional do Trabalho da 3ª Região.
 
Uma vez recebidas as presentes e após cumpridas as formalidades legais, esculpidasRAZÕES DE RECURSO,
nos preceitos do art. 899 e segs., da CLT, requer o seu prosseguimento regular, a fim de que possa ser conhecido e provido para os
devidos fins, tudo conforme alinhado nos fundamentos que seguem em anexo. 
 
POR FIM, REQUER QUE AS INTIMAÇÕES SEJAM PUBLICADAS EXCLUSIVAMENTE EM NOME
DO ADVOGADO: .BRUNO VIANA VIEIRA - OAB/MG 78.173, SOB PENA DE NULIDADE 
 
Nestes termos,
Pede deferimento. 
 
Belo Horizonte, 26 de abril de 2017.
 
 
 
FRANCISCO DE ASSIS BELGO
OAB/MG 62.793B
PAULO HENRIQUE MACIEL 
MANCINI
OAB/MG 67.986
BRUNO VIANA VIEIRA
OAB/MG 78.173
 
 
CARLA AUGUSTA DANIEL
OAB/MG 100.261
HENIO VIANA VIEIRA
OAB/MG 99.008
DIOGO NEVES PEREIRA
OAB/MG 131.027 
 
GREGORIO SOUSA
OAB/MG 134.016
FRANCIANE NOVAIS RUFFO
OAB/MG 115.349
ANTENOR LAMHA ROCHA
OAB/MG 133.694
 
RENATA BEGHINI SANTOS
OAB/MG 113.554
DIULYANNE CRISTINA 
SIMPLICIO
OAB/MG 169.857
LUAN HENRIQUE BENTO 
BORGES
OAB/MG 149.211 
 
PAULO ROBERTO BACCAGLINI
OAB/MG 147.498
ISABELLA GUIMARÃES LIMA
OAB/MG 104.623
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO
 
processo n.º 0011147-53.2016.5.03.0034 
recorrente: CEMIG DISTRIBUIÇÃO S.A.
RECORRIDO: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
 
EGRÉGIO TRIBUNAL
COLENDA TURMA
 
 A Recorrente, inconformada com a r. Sentença proferida por esta D. Vara, interpõe o presente Recurso Ordinário. 
 
 Data vênia , a R. Sentença merece reforma porque interpretou a lei e as provas sem atender aos princípios basilares do
direito do trabalho. Impõe-se, via de consequência, o provimento do presente recurso, para que se restabeleça o império do
sagrado direito e da justiça.
 
 O Recurso Ordinário, ora interposto, é de cabimento manifesto. 
 
 
INAPLICABILIDADE ABSOLUTA DE RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA CEMIG
 
 O MM. Juiz de primeiro grau achou por bem condenar a reclamada, ora Recorrente,subsidiariamente ao pagamento das 
verbas deferidas o reclamante/recorrida.
 
 Em que pese, o r. entendimento do MM. Juiz a quo, a decisão no sentido de que a ora recorrente é responsável subsidiária 
pelos créditos trabalhistas da obreira merece fenecer por falta de amparo legal, senão vejamos:
 
Recentemente o Colendo Tribunal Superior do Trabalho em sede de Recurso de Revista, declarou SEREM
LÍCITAS AS TERCEIRIZAÇÕES REALIZADAS PELA COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS - CEMIG,
absolvendo-a das condenações impostas pelo Egrégio Tribunal Regional da Terceira Região, senão vejamos: 
 
 
 
Processo: RR - 147300-43.2003.5.03.0004
Numeração antiga: RR - 1473/2003-004-03-00.4
por unanimidade, não conhecer do recurso de revista quanto às arguições de cerceamentoDecisão: 
de defesa, de negativa de prestação jurisdicional e de ilegitimidade ativa do Ministério Público do
Trabalho, e conhecer por divergência jurisprudencial no tema "Empresas Concessionárias de
Energia Elétrica. Terceirização. Licitude. Lei 8.987/1995" e, no mérito, por maioria, vencido o
Exmo. Sr. Ministro Emmanoel Pereira, dar-lhe provimento a fim de julgar improcedente a Ação
Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho, absolvendo a recorrente da condenação
ao pagamento da indenização por dano moral coletivo e das multas fixadas na sentença. Invertem-
se os ônus da sucumbência no tocante às custas processuais, de cujo pagamento é isento o
Ministério Público do Trabalho (art. 790-A, inc. II, da CLT). Juntará voto vencido o Exmo.
Ministro Emmanoel Pereira.
 
 
 
Importante destacar que as verbas trabalhistas regulares não são pleiteadas pelo reclamante, o que leva a concluir
que durante a vigência do contrato de trabalho eram devidamente adimplidas, sem que tivesse sido infringida qualquer norma
legal, o que contraria a tese exposta na sentença de que a reclamada teria sido negligente na fiscalização do contrato.
 
Ou seja, até quando o contrato estava em vigor todos os direitos trabalhistas foram cumpridos.
 
Portanto, a CEMIG cumpriu rigorosamente suas obrigações legais e contratuais, não havendo que se falar em
CULPA de sua parte, já que as alegadas obrigações descumpridas estão ligadas exclusivamente à relação de emprego mantida
entre autor e 1ª reclamada.
 
 
 
 
 
AUSÊNCIA DE CULPA E DA RECORRENTE - COMPROVAÇÃO DEIN VIGILANDO IN ELIGENDO
FISCALIZAÇÃO
 
 Depreende-se dos autos que o autor expressamente reconhece que foi admitido pela 1ª reclamada e que para elas 
desenvolveu sua força de trabalho. Desse modo, ao indicar esta reclamada no presente feito, não tem suporte legal a pretensão do
autor, visto que, inexiste no ordenamento jurídico pátrio qualquer norma no sentido de impor à CEMIG a obrigação de assumir
verbas entendidas pelo reclamante como devidas em decorrência de um contrato de prestação de serviço firmado entre as
reclamadas.
 Na verdade, no caso dos autos, o que se objetivou na contratação da 1ª reclamada, foi a realização dos serviços, 
independente de quem o executava ou executa, ou então a maneira que a atividade é ou foi desenvolvida.
 
Desse modo, a CEMIG jamais poderá se condenada a suportar qualquer ônus do pagamento das verbas
pretendidas pelo reclamante na inicial, ante o contrato de prestação de serviços firmado entre as reclamadas.
 
Ressalte-se, uma vez mais, que no caso dos autos, o que se contratou entre as reclamadas, foram apenas os 
serviços oferecidos pela 1ª reclamada independentemente de quem o executava, , pelo quese o reclamante ou qualquer outro
ausente qualquer tipo de fiscalização ou controle por parte da 2ª reclamada.
 
Desse modo, diante da ausência de preenchimento dos requisitos legais e em face da primazia da realidade
existente no caso em tela, resta manifesta a ilegitimidade passiva desta reclamada para figurar no polo passivo da demanda.
 
Desta forma requer, desde já, a exclusão da CEMIG do polo passivo demanda.
 
A CEMIG não poderá ser responsabilizada pelos direitos trabalhistas que o autor tiver. 
 
A terceirização ocorreu em área meio da empresa, de forma lícita, mediante licitação pública regular.
 
Além disso, qualquer tipo de obrigação deve decorrer de lei, nos termos do art. 5º, II da CRFB ( in verbis):
 
"II- ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;"
 
Este apenas trabalhou em atividades não desenvolvidas por empregados da CEMIG, não havendo similitude em
momento algum.
Assim, por mais que o Direito do Trabalho seja eminentemente protetivo, a segurança do trabalhador
hipossuficiente não pode ser promovida ao arrepio da legislação federal.
Caso isto ocorra, estaremos, com alvor, diante de uma OFENSA A DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL, que
deve ser repudiada com veemência por todos os operadores do direito. O primado da Lei no ordenamento jurídico pátrio,
consagrado no princípio da legalidade deve ser respeitado, por mais que, a primeira vista, o obreiro esteja sendo prejudicado. Se a
lei está sendo prejudicial de alguma forma, que esta seja reformada pelo poder competente, enquanto isto não acontece, que seja -
ela, a lei- cumprida pois há muito já se diz DURA LEX SED LEX.
 
Importante salientar que a CEMIG é integrante da Administração Pública indireta. Sendo assim, é de se aplicar o
art. 71 da Lei 8.666/93 (Lei das Licitações), que reza:
 
"Art. 71 - O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais
resultantes da execução do contrato
§1º - A inadimplência do contratado, com referência aos encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, não
transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento, nem poderá onerar o objeto do
contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações, inclusive perante o Registro de
Imóveis".
 
Cabe ainda aduzir, que a SUPREMA CORTE, ao julgar a ADC 16, declarou constitucional o art. 71, §1º 
da L. 8.666/93, que determina que as entidades estatais não têm responsabilidade sobre os débitos trabalhistas das empresas
terceirizadas contratadas.
 
Vejamos:
 
Notícias STF
Quarta-feira, 24 de novembro de 2010
União não é responsável por pagamentos trabalhistas na inadimplência de empresas contratadas, decide STF
Por votação majoritária, o Plenário do Supremo Tribunal Federal declarou, nesta quarta-feira (24), a
constitucionalidade do artigo 71, parágrafo 1º, da Lei 8.666, de 1993, a chamada lei de licitações. O dispositivo prevê
que a inadimplência de contratado pelo Poder Público em relação a encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não
transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento, nem pode onerar o objeto do contrato ou
restringir a regularização e o uso das obras e edificações, inclusive perante o Registro de Imóveis.
A decisão foi tomada no julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 16, ajuizada pelo
governador do Distrito Federal em face do Enunciado (súmula) 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que,
contrariando o disposto no parágrafo 1º do mencionado artigo 71, responsabiliza subsidiariamente tanto a
Administração Direta quanto a indireta, em relação aos débitos trabalhistas, quando atuar como contratante de
qualquer serviço de terceiro especializado.
Uma vez declarado constitucional o § 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93 não há que se falar em responsabilidade da
administração pública.
 
A declaração de constitucionalidade firmada pelo STF na ADC 16 tem eficácia contra todos e efeito vinculante
imediato em relação aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública federal, estadual e municipal, na forma do
parágrafo único do artigo 28, da Lei 9.868/99 c/c artigo 102, III, § 2º, da CF/88.
 
A inconstitucionalidade de responsabilização dessa natureza, a propósito, já está sendo objeto de análise da
jurisprudência pátria:
 
"RESPONSABILIDADESUBSIDIÁRIA. ENTE PÚBLICO. TOMADOR DE SERVIÇOS. CONTRATAÇÃO.
PROCESSO LICITATÓRIO. Não havendo prova inequívoca de que o ente público mostrou-se negligente na
fiscalização do contrato administrativo firmado com a empresa contratada por meio de regular processo
licitatório, forçoso não reconhecer a responsabilização subsidiária do tomador dos serviços pelos créditos
trabalhistas deferidos ao empregado.
(...)
Tal entendimento tem como base o julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade - ADC nº 16, em 24
/11/2010, em que o Supremo Tribunal Federal, por maioria, declarou constitucional o art. 71, § 1º, da Lei nº
8.666/1993.
Com isso, foi declarado pela Suprema Corte não haver qualquer incompatibilidade da norma acima citada com o
ordenamento constitucional em vigor, não se sustentando sequer a interpretação de alguns Tribunais, no sentido
de que o art. 37, § 6º, da Constituição da República, ampararia a manutenção da responsabilidade da
Administração Pública. No citado julgamento da ADC nº 16, foi dada ênfase, notadamente nas intervenções dos
eminentes Ministros Marco Aurélio e Carmem Lúcia, que o referido dispositivo constitucional não teria
aplicação alguma ao caso, por versar sobre reparação de danos causados a terceiros por seus próprios agentes ou
aqueles vinculados a pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos (concessionárias, por
exemplo) - princípio da responsabilidade objetiva -, situação bem distinta da normatividade contida na Lei nº
8.666/1993.
É certo que se vislumbra nos debates travados naquele Excelso Pretório, especialmente em ponderação do
eminente Relator, Ministro Cezar Peluzo, que o ente público negligente, ou seja, que deixasse de fiscalizar o fiel
cumprimento das obrigações sociais dos trabalhadores vinculados ao contrato administrativo, deveria ser
responsabilizado subsidiariamente. Isso porque o dispositivo protetivo da Administração contido na Lei de
Licitações (art. 71, § 1º) só poderia ser adotado em situações de certeza, apurada em cada caso concreto
submetido a esta Especializada, do correto comportamento do administrador público em fiscalizar o
cumprimento das obrigações contraídas pelo contratado com seus empregados atrelados àquele serviço.
Conclui-se, assim, que o sinal dado pelo E. Supremo Tribunal Federal, em que pese não vislumbrar qualquer
indício de inconstitucionalidade no art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/1993, foi de não generalizar os casos,
permitindo a esta Justiça do Trabalho, em suas instâncias, verificar a conduta da Administração Pública em cada
processo submetido a julgamento.
Na esteira desse entendimento, como não há prova inequívoca de que a recorrente mostrou-se negligente na
fiscalização do contrato administrativo firmado com a empresa que lhe prestou serviços, forçoso não reconhecer
a responsabilização subsidiária do tomador pelos créditos trabalhistas constituídos na sentença condenatória sob
exame. Essa conclusão se ampara no fato de que milita em favor da Administração Pública o princípio da
legalidade de seus atos, não se podendo presumir, sem que haja a necessária demonstração por parte do autor de
que houve negligência do ente estatal, que este incorreu em alguma culpa, apenas por vir o trabalhador exigir
diferenças de parcelas trabalhistas e/ou o pagamento das verbas resilitórias."
(TRT-1, RO 0009200-23.2009.5.01.0047, Terceira Turma, Rel. Juiz Carlos Alberto Araújo Drummond, j. 02/02
/2011, conteúdo disponível na internet a partir do URL:
http://consulta.trtrio.gov.br/portal/downloadArquivoPdf.do?sqDocumento=17161900)
 
Ao agir desta forma, o Poder Judiciário acaba por subtrair a função do legislativo, a quem cabe precipuamente a
função de editar normas gerais e abstratas de conduta, as leis.
 
Impõe-se ainda diferenciar de Segundo Maurício Godinho Delgado:atividades-meio atividades-fim.
 
"Atividades-fim podem ser conceituadas como as funções e tarefas empresarias e laborais que se ajustam ao
núcleo da dinâmica empresarial do tomador dos serviços, compondo a essência dessa dinâmica e contribuindo
inclusive para a definição de seu posicionamento e classificação no contexto empresarial e econômico. São,
portanto, atividades nucleares e definitórias da essência da dinâmica empresarial do tomador dos serviços. [...] 
Por outro lado, atividades-meio são aquelas funções e tarefas empresariais e laborais que não se ajustam ao
núcleo da dinâmica empresarial do tomador dos serviços, nem compõem a essência dessa dinâmica ou
contribuem para a definição de seu posicionamento no contexto empresarial e econômico mais amplo. São,
portanto, atividades periféricas à essência da dinâmica empresarial do tomador dos serviços."
 
Assim, cabe esclarecer, que as atividades desenvolvidas pelo Reclamante resumiam-se ao objeto dos contratos
de prestação de serviços firmado com a 1ª Reclamada, logo, atividade-meio.
 
As atividades exercidas pelo reclamante não se inserem no âmbito do objeto social da CEMIG, impedindo assim
o reconhecimento de qualquer vínculo com esta empresa pública, ou mesmo responsabilidade subsidiária pelo pagamento das
verbas pleiteadas.
 
De forma análoga, não incidente na hipótese a culpa in eligendo, tampouco em a culpa in vigilando, uma vez que
a exigência desse tipo de controle, pelo ente estatal, poderia acabar por tornar a contratação por terceirização mais onerosa do que
a própria contratação direta.
 
A imputação da responsabilidade à Administração Pública gera custos econômicos extras não previstos no edital.
Infringindo a transparência e a preservação dos parâmetros iniciais da contratação. 
 
Desestimula um maior compromisso do contratado com o cumprimento regular das suas obrigações, já que
saberá de antemão que, seguramente, não contará com o orçamento do Estado.
 
Portanto, a CEMIG cumpriu rigorosamente suas obrigações legais e contratuais, não havendo que se falar em
CULPA de sua parte, já que as alegadas obrigações descumpridas estão ligadas exclusivamente à relação de emprego mantida
entre autor e 1ª reclamada.
 
Como já dito, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionalidade do art. 71, § 1º da Lei 8.666/93,
aplicável para as empresas públicas, que estabelece que "a inadimplência do contrato, com referência aos encargos trabalhistas,
fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento...", porém, responde
solidariamente pelos encargos previdenciários.
 
Em atenção a decisão do STF, o Tribunal Superior do Trabalho alterou a redação a Súmula 331, item V, que
consubstancia o seguinte entendimento:
 
V - Os entes integrantes da administração pública direta e indireta respondem subsidiariamente,
nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das
obrigações da Lei n. 8.666/93, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações
contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora.
 
A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela
empresa regularmente contratada.
 
Como exposto na Súmula, o mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa
regularmente contratada não atrai a responsabilidade da tomadora empresa pública, nem cria a presunção de omissão culposa.
Além disso, alega a 2ª reclamada o cumprimento fiel de suas obrigações constantes na Lei 8.666/93.
 
Portanto, a CEMIG não é responsável subsidiária pelas verbas ora postuladas.
 
Por fim, na remota hipótese da CEMIG ser mantida no polo passivo da presente demanda e, ainda, ser
considerada responsável pelos eventuais débitos que o Recorrido, de fato, possui fato este que admitimos somente para
argumentar, não se pode atribuir responsabilidade subsidiária, senão vejamos:
 
A súmula 331 é clara ao dispor pela responsabilidade SUBSIDIÁRIA.
 
Ainda que a R. Sentença entenda que a Recorrente se beneficiou diretamente da mãode obra do Recorrido,
lembrando que não se aplica ao caso em tela a responsabilidade objetiva do Estado, a existência de culpa da administração púbica
é cogente.
 
Notório se configura que o Recorrido não se desincumbiu do ônus comprobatório de culpa da Reclamada.
 
Ainda que os princípios norteadores do Direito do Trabalho sejam eminentemente protetivos aos operários, não
se pode, de maneira nenhuma, serem utilizados para afastar a lei e, pior, sendo muitas vezes utilizados contrários aos princípios
basilares da Carta Maior.
 
Nesse sentido, a reforma da R. Decisão é necessária não só para se fazer justiça ao caso concreto, mas também
para manter a ordem social e a segurança jurídica, haja vista que o "in dúbio pro operário" vem sendo utilizado de forma
discrepante e sem embasamento capaz de demonstrar a sua viabilização.
 
Caso Vossa Excelência entenda que a terceirização realizada é de atividade fim, fato este que admitimos somente
para argumentar e em respeito ao princípio da eventualidade, a Lei nº 8.987/95 autoriza a terceirização da atividade-fim das
empresas do setor elétrico
 
Destaca-se o artigo 25 da Lei nº 8.987/95, que assim dispõe:
 
Art. 25. Incumbe à concessionária a execução do serviço concedido, cabendo-lhe
responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente, aos usuários ou
a terceiros, sem que a fiscalização exercida pelo órgão competente exclua ou
atenue sua responsabilidade.
§ 1º Sem prejuízo da responsabilidade a que se refere este artigo, a
concessionária poderá contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades
, acessórias ou complementares ao serviço concedido, bem como ainerentes
implementação de projetos associados.(grifo nosso)
 
Verifica-se que a lei em questão ampliou as hipóteses de terceirização. A previsão do art. 60,
§ 1º, no sentido de ser possível a contratação de empresa interposta para a prestação de atividades inerentes,
autoriza a terceirização das atividades-fim da concessão ou permissão do serviço público prestado, , oin casu
fornecimento de energia elétrica.
 
Mesmo que as tarefas desempenhadas pelo trabalhador sejam atividade-fim, é lícita sua
terceirização, ante a previsão contida na supracitada lei. Assim, é irrelevante a discussão acerca de a
atividade desempenhada pelo empregado ser atividade-meio. Desse modo, não há falar em contrariedade à
Súmula nº 331, I, do TST, bem como se torna inaplicável a OJ - 383 da SDI-1 do Colendo Tribunal Superior
do Trabalho.
 
Registre-se que o Excelso Supremo Tribunal Federal já decidiu que a Súmula nº 331 desta
Corte não pode ser considerada óbice para a terceirização de atividade-fim em hipótese expressamente
autorizada por lei. Nesse sentido, transcrevo recente julgado daquele Tribunal, suspendendo decisão do TST
que afirmava ilegal a terceirização de atividade-fim nos moldes de dispositivo da Lei Geral de
Telecomunicações, de teor semelhante ao artigo 25, § 1º, da Lei nº 8.987/95. Confira-se:
 
-Trata-se de reclamação com pedido de medida liminar, ajuizada por Vivo S. ,
A. Empresa de Telecomunicações contra ato da Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho que, nos autos do Recurso de Revista n. 6749/2007-663-
09-00, teria descumprido a Súmula Vinculante 10 deste Supremo Tribunal
Federal, ao afastar a aplicabilidade do art. 94, II, da Lei n. 9.472/1997.
 
Referido dispositivo estabelece que a concessionária de serviço de
telecomunicações poderá, observadas as condições e os limites estabelecidos
pela agência reguladora, contratar com terceiros o desenvolvimento de
atividades inerentes, acessórias ou complementares ao serviço, bem como a
implementação de projetos associados.
A decisão reclamada foi proferida por órgão fracionário do Tribunal Superior
do Trabalho e afastou a incidência do referido dispositivo, fundamentando-se
no enunciado 331, III, daquela Corte, em decisão assim ementada, no que
interessa:
 
'EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÃO. TERCEIRIZAÇÃO DE
ATIVIDADE-FIM - IMPOSSIBILIDADE. O § 1º do art. 25 da Lei nº 8.987
/95, bem como o inciso II do art. 94 da Lei nº 9.472/97 autorizam as empresas
de telecomunicações a terceirizar as atividades-meio, não se enquadrando em
tal categoria os atendentes do sistema , eis que aproveitados emcall center
atividade essencial para o funcionamento das empresas. Recurso de revista
conhecido e desprovido.'
 
Verifico que, enquanto a Súmula 331, III, do TST limita a possibilidade de
terceirização à atividade-meio das empresas de telecomunicações, o art. 94, II,
da Lei n. 9.472/1997 permite a contratação com terceiros para o
desenvolvimento de atividades inerentes, acessórias ou complementares.
 
Em um juízo sumário de cognição, os termos utilizados não parecem ser
sinônimos, o que evidencia a existência de que justifica afumus boni juris
concessão da medida liminar pleiteada.
 
Esse entendimento é reforçado por outras decisões recentes do Tribunal
Superior do Trabalho cujo entendimento é contrário ao do acórdão ora
questionado, dentre as quais cito o RR 13400-51.2009.5.03.0004, Rel. Min.
Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, 8ª Turma, DJE 22.10.2010; o RR 106040-
34.2009.5.03.0114 , Rel. Min. Renato de Lacerda Paiva, 2ª Turma, DJe
8.10.2010; e o RR 160100-28.2008.5.03.0134 , Rel. Min. Maria Cristina
Irigoyen Peduzzi, 8ª Turma, DJE 15.10.2010, este com a seguinte ementa:
'I - RECURSO DE REVISTA DA TIM CELULAR - TERCEIRIZAÇÃO -
EMPRESAS DE TELECOMUNICAÇÕES - LICITUDE.
 
A Lei Geral de Telecomunicações (Lei nº 9.472/97) ampliou as hipóteses de
terceirização. A previsão do artigo 94, inciso II, no sentido de que é possível a
contratação de empresa interposta para a prestação de atividades inerentes,
autoriza a terceirização de atividade-fim elencada no § 1º do artigo 60.
 
 Recurso de Revista conhecido e provido. 
 
II - RECURSO DE REVISTA DA ALGAR TECNOLOGIA E
CONSULTORIA. Prejudicado ante o provimento dado ao Recurso de Revista
da TIM Celular e a conseqüente determinação de retorno dos autos ao Tribunal
Regional de origem.'
 
Ademais, reconheço que a decisão reclamada pode acarretar graves prejuízos
de difícil reparação ao Reclamante, além de estar fundamentada em ato
normativo cuja incerteza quanto à efetividade tem gerado insegurança.
 
Ante o exposto, defiro o pedido de medida liminar para suspender os efeitos do
acórdão proferido pela Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho
proferida nos autos do Recurso de Revista n. 6749/2007-663-09-00 até o
julgamento final desta reclamação.- (STF-Rcl-10.132, Min. Gilmar Mendes,
DJe 11/11/2010) Com essas considerações, ao Recurso denego provimento
Revista.
 
Em Recente julgamento de outra demanda idêntica, o TST ratifica todo o posicionamento já
exarado anteriormente, segue:
 
A C Ó R D Ã O (5ª Turma) BP/
CPFL. EMPRESAS CONCESSIONÁRIAS DE ENERGIA ELÉTRICA. TERCEIRIZAÇÃO.
LICITUDE. LEI 8.987/1995
1. Nos termos do art. 25, § 1º, da Lei 8.987/1995, a execução das atividades inerentes ao objeto da
concessão podem ser atribuídas a empresas especializadas, mediante contrato de prestação de
serviços, sob a responsabilidade da concessionária (tomadora dos serviços).
2. Quis o legislador, no caso, ampliar o leque das terceirizações, liberando a empresa para a
prestação do serviço público precípuo, objeto da concessão. Nesse diapasão, é o art. 25, § 1º, da
Lei 8.987/1995, que, ao estipular a responsabilidade da empresa concessionária pela prestação
dos serviços públicos (art. 175 da Constituição da República), permite a terceirização em
atividade inerente à atividade-fim, na medida em que a expressão inerente, constante da lei,
segundo Plácido e Silva (Vocabulário Jurídico) "exprime o qualificativo o que vem unido ou o
que está ligado à coisa. Épertinente, é próprio, é inato". "O inerente vem junto com a coisa,
nasce com a coisa. Não é mero atributo dela: é elemento congênito, que com ela surgiu, para
mostrar sua qualidade, seu caráter ou seu estado. É o que é originário".3. Não pode o intérprete distanciar-se da vontade do legislador, expressa no sentido de permitir
as terceirizações de "atividades inerentes, acessórias ou complementares ao serviço, bem como a
implementação de projetos associados" (art. 25 da Lei 8.987/1995). A expressa disposição de lei
impede, no caso, o reconhecimento de fraude na terceirização.
4. Há que se considerar, por conseguinte, que o desprezo à norma de regência, no caso o art. 25,
§ 1º, da Lei 8.987/1995, seja por não lhe dar validade no alcance pretendido pelo legislador, seja
por entendê-lo inaplicável à seara trabalhista, importaria em reconhecer implicitamente a
inconstitucionalidade do dispositivo sem a necessária remessa da matéria ao plenário, em total
descompasso com a Súmula Vinculante 10 do STF, segundo a qual "viola a cláusula de reserva
de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare
expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua
incidência, no todo ou em parte".
Recursos de Revista de que se conhece e a que se nega provimento.
Vistos, relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista n° TST-RR-85900-
67.2006.5.15.0043, em que é Recorrente SINDICATO DOS TRABALHADORES NA
INDÚSTRIA DE ENERGIA ELÉTRICA DE CAMPINAS e MINISTÉRIO PÚBLICO DO
TRABALHO DA 15ª REGIÃO e RecorridoCOMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ E
OUTRAS.
"O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, na fração de interesse, reformou a sentença
para julgar improcedente a ação civil pública dos recorrentes (fl. 5.053 do processo digitalizado).
Os embargos de declaração opostos pelos recorrentes foram rejeitados (fl. 5.123 do processo
digitalizado).
O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Campinas e o Ministério
Público do Trabalho da 15ª Região interpõem recursos de revista, com fulcro no artigo 896, "a"
e "c", da CLT (fls. 5.135-5.157 e 5.233-5.244, respectivamente, do processo digitalizado).
Os apelos foram admitidos pela Presidência da Corte Regional quanto ao tema "terceirização
ilícita - tomador dos serviços" (fl. 5.245 do processo digitalizado).
Contrarrazões foram apresentadas (fl. 5.252 do processo digitalizado).
Não houve remessa dos autos ao d. Ministério Público do Trabalho".
Eis o relatório lido em sessão pelo nobre Ministro relator de sorteio, que adoto.
V O T O
Satisfeitos os pressupostos comuns de admissibilidade do Recurso de Revista, passa-se ao exame
dos específicos.
CONHECIMENTO
2.1. EMPRESAS CONCESSIONÁRIAS DE ENERGIA ELÉTRICA. TERCEIRIZAÇÃO. 
LICITUDE. LEI 8.987/1995
Eis os fundamentos expostos pelo nobre Ministro relator para CONHECER dos Recursos de 
Revista:
"O Tribunal Regional consignou os seguintes fundamentos:
DA PROIBIÇÃO DE CONTRATAR SERVIÇOS TERCEIRIZADOS PARA EXECUÇÃO DAS
ATIVIDADES FIM INDENIZAÇÃO REVERSÍVEL AO FAT. REDUÇÃO DO VALOR DA
MULTA E DA INDENIZAÇÃO COLETIVA
Concluindo ser ilegal a terceirização dos serviços de construção e manutenção de linhas e redes
de distribuição de energia elétrica e de ligação, religação e desligamento de consumidores, o MM.
Juízo de origem proferiu decisão proibindo a ré de contratar serviços terceirizados para essas
atividades, merecendo destaque o seguinte excerto dessa decisão (texto extraído do sistema de
acompanhamento processual desta Corte):
"Pelo discutido alhures, não haveria qualquer óbice em delegar determinadas funções
empresariais a terceiros, desde que estas visem a melhoria da qualidade dos serviços e não
somente redução de custos do empresário, com a transferência do risco do negócio para outrem.
Em resumo, a 'terceirização' com o objetivo de criar a especialização dos serviços, aumentando
os índices de produtividade em razão de incrementos de qualidade e inovações nos padrões
produtivos seria perfeitamente aceitável e socialmente salutar, já que melhoraria o desempenho
global da economia.
Esses os alicerces econômicos que legitimam a terceirização, tal como esta evoluiu desde os
modelos de produção de Ford e Taylor para o Toyotismo.
No caso, não há especialização alguma por parte da contratada pela ré . Esta simplesmente atua
como pessoa interposta entre a ré CPFL e os trabalhadores que prestam os serviços de
manutenção e distribuição elétrica que justificam a exploração do negócio da concessionária de
serviços públicos sub exame. É típica hipótese de aplicação do conceito de subordinação
estrutural do trabalhador.
E os fatos relevantes da causa estão descritos de forma insofismável no auto de constatação da
inspeção judicial efetuada pelo Juízo, que corroborou a prova materializada no inquérito civil.
Verificou-se que todos os empregados da empresa terceirizada) prestam serviços exclusivamente
para a ré, percebendo salários inferiores ao piso normativo da categoria dos eletricitários, já que
a empregadora os considera pertencentes à categoria dos trabalhadores na construção civil.
Exurge (sic), obviamente, a conclusão de que a ré pretendeu realizar verdadeira engenharia
jurídica para enfraquecer a categoria dos eletricitários e evitar a incidência das cláusulas
normativas fruto da negociação coletiva do Sindicato respectivo, além de explorar a mão - de-
obra com menor custo, por intermédio de empresa interposta.
Resssucitou-se (sic) o instituto do marchandage jamais tolerado na, doutrina e na jurisprudência
Laboralista do Brasil e do mundo.
O feito requer a solução de acolhimento dos pedidos, in -totum, com a convolação da tutela
antecipada anteriormente deferida em provimento definitivo de mérito.
Destaco que o objeto da ação promovida pelo MPT e o sindicato dos Eletricitários é idêntico, de
forma que os efeitos desta sentença se irradiam integralmente para a (sic) demanda promovida
pela entidade sindical.
 DISPOSITIVO 
Posto isso, o Juízo da 3ª Vara do Trabalho de Campinas, nos autos das ações promovidas pelo
SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE ENERGIA ELÉTRICA DE
CAMPINAS e MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO contra a COMPANHIA PAUUSTA
DE FORÇA E LUZ - CPFL, acolhe os pedidos formulados para:
1) proibir a ré de contratar serviços terceirizados para execução das atividades de construção e
manutenção de linhas e redes de distribuição de energia elétrica e de ligação, religação e
desligamento de consumidores, sob pena de multa diária no valor de R$10.000,00 (dez mil reias)
(sic) reversível ao FAT;
2) condenar a ré a pagar indenização reversível ao FAT no importe de R$2.000.000,00 (dois
milhões de reais)'.
Pois bem.
Inicialmente, convém destacar que a decisão parcialmente reproduzida acima analisou duas
causas, uma vez que à Ação Civil Pública ajuizada pelo Sindicato recorrido foi apensada aquela
promovida pelo Ministério Público do Trabalho, visando o julgamento único delas. A petição
inicial desta última ação se encontra anexado ao 3° volume destes autos.
Pois bem.
A primeira questão a ser enfrentada refere-se ao cabimento das Ações Civis Públicas. Alega a
parte recorrente que a pretensões deduzidas tanto na ação ajuizada pela entidade sindical como
naquela promovida pelo Ministério Público do Trabalho, buscam a tutela de direitos individuais,
que sequer são homogêneos, em razão da "quantidade de atividades elencadas no pedido" (fl.
1054 - item 15).
Os conceitos de interesse difuso e coletivo se acham delineados no, artigo 81 da Lei N° 8.078/90,
que assim dispõe:
"Art. 81. A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida
em juízo individualmente, ou a título coletivo.
Parágrafo único. A defesa coletiva será exercida quando se tratar de:
I - interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais,
de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por
circunstâncias de fato;
II - interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste código, os
transindividuais, de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoriaou classe de pessoas
ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base;
III- interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes de origem
comum". (Destacamos)
Diante dos conceitos expostos, evidencia-se absolutamente correta a seguinte colocação feita pelo
Ministério Público do Trabalho à fl. 1164 dos autos:
"A utilização da mão de obra terceirizada, indubitavelmente, constituí prática continuada, pois a
lesão se protrai no tempo, ferindo direitos trabalhistas assegurados na Constituição Federal e na
legislação infraconstitucional. Portanto, a lesão tem natureza difusa e coletiva. Por outro lado,
verifica-se que também restaram lesionados os interesses dos trabalhadores em potencial, ou
seja, de todos os trabalhadores desse setor , profissional, que ficaram impedidos de pleitear um
posto de trabalho na empresa requerida os empregos foram extintos, para dar lugar à
terceirização sendo os trabalhadores expostos à prejuízos em virtude da perturbação à legislação
trabalhista, tanto constitucional como ordinária, aflorando assim a lesão de caráter difuso".
De fato, independentemente de os autores das ações examinadas pelo MM. Juízo de origem
terem ou não razão na pretensão que deduziram, não há dúvida de que o caso em tela encerra,
ao menos em tese, um possível dano de natureza indivisível, que alcança um conjunto de pessoas
indeterminadas (integrantes das categorias profissionais a que correspondem as atividades
empresariais questionadas), ligadas por uma questão de fato comum (exercício profissional das
atividades mencionadas).
 
Desta forma, conclui-se que tanto o Ministério Público do Trabalho como o Sindicato recorrido
defendem direitos que se enquadram no conceito de interesses difusos e, desta forma, admitem
sua tutela através da Ação Civil Pública. Assim resta devidamente demonstrado o cabimento da
via judicial adotada, impondo-se a rejeição da tese recursal em análise.
Lado outro, a questão de fundo a ser enfrentada consiste na análise da legalidade da
terceirização praticada pelas recorrentes.
Conforme esclarecido na parte introdutória da petição inicial da Ação Civil Pública ajuizada
pelo Ministério Público do Trabalho, referida ação foi promovida após a instrução do inquérito
civil N° 001353/1997-05 instaurado a partir de denúncia apresentada pelo segundo recorrido, no
sentido de que as recorrentes estariam "promovendo a contratação de empresas para a execução
de serviços de manutenção da iluminação pública e execução de serviços de ligação e
desligamento de consumidores monofásicos, bifásicos e trifásicos" (fl. 03).
A primeira tese sustentada pelo Ministério Público do Trabalho funda-se na alegação de que as
atividades cuja transferência a terceiros estão sendo questionadas constam, do próprio contrato
de concessão de serviço público. Neste caso, sustenta o Ministério Público do Trabalho que "o
próprio serviço público concedido está sendo repassado, contrariando a própria Concessão, que
é, indubitavelmente, intuitu personae" (fl. 20 da petição inicial da ACP apensada - destaques do
original).
O Ministério Público do Trabalho também sustenta que as atividades descritas "integram as
atividades-fim da empresa ré, cabendo ressaltar que a CPFL mantém, ao mesmo tempo,
empregados próprios e terceirizados desenvolvendo estas atividades" (fl. 21 da petição inicial da
ACP apensada - destaques do original).
Em que pese o devido respeito ao entendimento de origem, não compartilhamos da tese de que a
terceirização das atividades descritas caracterize subconcessão de serviço público. Conforme
destacado na transcrição da excerto da petição inicial da ACP promovida pelo Ministério
Público do Trabalho, restou reconhecido que as recorrentes possuem empregados próprios que
executam as atividades que foram transferidas a terceiros. Diante dessa situação reconhecida
pelo próprio autor da ação (manutenção de empregados próprios para execução dos serviços),
somos forçados a admitir que a terceirização praticada não importa na subconcessão atribuída
às recorrentes.
Assim, impõe-se analisar a segunda alegação vestibular, ou seja, de que os serviços terceirizados
se enquadrariam no conceito de atividade-fim das recorrentes. Todavia, mister esclarecer que,
no exame dessa questão., não se pode olvidar as disposições da Lei N° 8.987/95, que dispõe sobre
o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. 175 da
Constituição Federal, e dá outras providência, especialmente seu artigo 25, que dispõe:
"Art. 25. Incumbe à concessionária a execução do serviço concedido, cabendo-lhe responder por
todos os prejuízos causados ao poder concedente, aos usuários ou á terceiros, sem que a
fiscalização exercida pelo órgão competente exclua ou atenue essa responsabilidade.
§ 1- Sem prejuízo da responsabilidade a que se refere este artigo, a concessionária poderá
contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes, acessórias ou
complementares ao serviço concedido, bem como a implementação de projetos associados.
§ 2- Os contratos celebrados entre a concessionária e os terceiros a que se refere o parágrafo
anterior regerse-ão pelo direito privado, não se estabelecendo qualquer relação jurídica entre os
terceiros e o poder concedente.
§ 3- A execução das atividades contratadas com terceiros pressupõe o cumprimento das normas
regulamentares da modalidade do serviço concedido. (Destacamos)
Antes de qualquer consideração sobre a controvérsia, é imperioso que se destaque o seguinte
excerto das razões recursais apresentadas pelas recorrentes:
"46. No entanto, no caso dos autos, o que houve não foi sub-concessão de serviços públicos; mas
sim contratação de terceiros para atividades inerentes, acessórias ou complementares ao serviço
concedido, que tem respaldo expresso no artigo 25, § 3° da Lei 8987/95".
No entender deste Relator, a execução de atividades inerentes, acessórias ou complementares ao
serviço incluem-se no conceito de atividade-fim das empresas recorrentes. Tal conclusão se faz
necessária nesse momento pois, de forma contraditória a nosso ver, no item 76 das razões
recursais as recorrentes procuram (ainda que de forma tímida) defender a tese de que os
serviços alcançados pela decisão recorrida se enquadrariam no conceito de atividade-meio delas.
E nesse particular não lhes assiste razão.
De fato, ao analisar o pedido de liminar formulado pelo Ministério Público do Trabalho na ação
que, este ajuizou (em apenso), a ilustre Magistrada Luciana Estevan Cruz de Oliveira concluiu
que as atividades em questão se, inseriam no conceito de atividade-fim das recorrentes. Essa
conclusão se acha fundada no depoimento prestado por preposto das rés em audiência realizada
perante o Ministério Público do Trabalho, no qual afirmou que todos os serviços são
acompanhados por um funcionário da CPFL e que os materiais utilizados são fornecidos pela
própria ré. Em razão desses esclarecimentos. Sua Excelência concluiu, com acerto a nosso ver,
que essas atividades (pelo tipo de fiscalização exercida e a exigência da utilização de materiais
que a própria empresa fornece) são essenciais ao desenvolvimento da atividade-fim das
recorrentes. Em consequência, reconhecendo que se tratam de atividades que não poderiam ser
terceirizados, deferiu a liminar postulada (fls. 856/858 - 4° volume da ACP ajuizada pelo
Ministério Público do Trabalho, anexada ao 6° volume destes autos).
Portanto, afasta-se a tese recursal de que os serviços objeto da decisão recorrida possam ser tidos
como atividade-meio da concessão que lhes outorgou o Poder Público.
Resta, então, analisar se as recorrentes estão ou não legalmente autorizadas a terceirizar
atividades-fim em razão das disposições da Lei N° Lei N° 8.987/95, cujo § 1° de seu artigo 25
aparentemente lhes confere esse direito.
Ao analisar recentemente um caso semelhante, a 1ª Seção de Dissídios Individuais do Tribunal
Superiordo Trabalho acabou reconhecendo a ilegalidade da terceirização de atividade-fim de
empresa concessionária de serviço público, em decisão assim ementada:
"RECURSO DE EMBARGOS - AÇÃO CIVIL PÚBUCA - TERCEIRIZA ÇÃO EM A
TIVIDADE-FIM - EMPRESA DO RAMO DE ENERGIA ELÉTRICA - EXEGESE DO ART. 25
DA LEI N° 8.987/95 - INTELIGÊNCIA DA SÚMULA N° 331 DÒ TRIBUNAL SUPERIOR DO
TRABALHO - VIOLAÇÃO DO ART 896 DA CLT. A Lei n° 8.987, de 13 de fevereiro de 1995,
que dispõe sobre o regime de concessão e permissão de prestação de serviços públicos, ostenta
natureza administrativa e, como tal, ao tratar, em seu art. 25, da contratação com terceiros de
atividades inerentes, acessórias ou complementares ao serviço concedido, não autorizou a
terceirização da atividade-fim das empresas do setor elétrico. Isso porque, esse diploma
administrativo não aborda matéria trabalhista nem seus princípios, conceitos e institutos, cujo
plano de eficácia é outro. A legislação trabalhista protege, substancialmente, um valor: o
trabalho humano, prestado em benefício de outrem, de forma não eventual, oneroso e sob
subordinação jurídica, apartes à já insuficiente conceituação individualista. E o protege sob o
influxo de outro princípio maior, o da dignidade da pessoa humana. Não se poderia, assim, dizer
que a norma administrativista, preocupada com princípios e valores do Direito Administrativo,
viesse derrogar o eixo fundamental da legislação trabalhista, que é o conceito de empregado e
empregador, jungido que está ao conceito de contrato de trabalho, previsto na CLT. O
enunciado da Súmula n° 331 do Tribunal Superior do Trabalho guarda perfeita harmonia com
princípios e normas constitucionais e trabalhistas e trouxe um marco teórico e jurisprudencial
para o fenômeno da terceirização nas relações de trabalho no Brasil, importante para o
desenvolvimento social e econômico do País, já que compatibilizou os princípios da valorização
do trabalho humano e da livre concorrência e o equilibrou a relação entre o capital e o trabalho.
Recurso de embargos conhecido e parcialmente provido". (ED-E-RR - 586341-05.1999.5.18.5555
, Redator Ministro: Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, Data de Julgamento: 28/05/2009,
Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: 16/10/2009).
Embora a ementa transcrita sinalize de forma clara o entendimento que prevaleceu nesse
julgamento, parece-nos salutar reproduzir um excerto desse voto, que bem ilustra o caminho
trilhado pela Corte Superior no desenvolvimento da ideia de que as disposições do §1° do artigo
25 da Lei N° 8.987/95 não autorizam as concessionárias do serviço público a terceirizarem suas
atividades-fim. Confira-se:
(...) 
Porém, com a devida vênia do Ministro Relator da decisão transcrita e dos que o acompanharam
nesse entendimento, particularmente ousamos divergir dessas conclusões, não obstante tenhamos
que reconhecer o brilhantismo com que as ideias foram transmitidas e fundamentadas.
Para justificar nosso posicionamento, o que desde já exige a advertência de que os fundamentos
a seguir expostos não terão o mesmo brilho e profundidade que aqueles contidos na decisão
proferida pelo Ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, inicialmente devemos ressaltar que
não há na r. decisão recorrida destes autos, ou mesmo nas manifestações dos autores desta ação,
nenhuma afirmação de que os serviços em relação aos quais à terceirização restou proibida não
estejam incluídos dentre aqueles mencionados no §1º do artigo 25 da lei citada acima.
Desta forma, não vemos como ser possível no caso concreto em exame afastar a incidência da
regra prevista no §1° do artigo 25 da Lei N° 8.987/95, por meio da qual o legislador concedeu
autorização para as concessionárias de serviços públicos "contratar com terceiros a execução de
atividade inerentes, acessórias ou complementares ao serviço concedido".
Embora realmente parcela considerável das disposições desse diploma esteja direcionada a
matérias de cunho Administrativo, não se pode é deixar de reconhecer que essa norma visou
regular como um todo a concessão de serviços públicos no âmbito da Administração Pública, o
que necessariamente passa pela disciplina, naquilo que necessário, das relações empregatícias
decorrentes contratação de trabalhadores para execução dos serviços relacionados.
Sendo assim, temos plena convicção de que essa norma tem plena eficácia nas relações de
trabalho formalizadas para o cumprimento das demais disposições da lei, visando a execução dos
serviços públicos.
Ademais, também entendemos que o legislador reconheceu a estreita ligação das questões
trabalhistas com a matéria administrativa relacionada às concessões públicas. Aliás, resulta
cristalino que a regra do §1° do artigo 25 da Lei N. 8.987/95 foi inserida exatamente porque o
legislador vislumbrou a necessidade de conceder às empresas concessionárias de serviço público
um tratamento jurídico trabalhista diferenciado em relação à terceirização. Desta forma,
consideramos que não é a lei que deve se dobrar aos princípios trabalhistas ou de qualquer outra
área, mas estes é que sucumbem à eficácia da norma legal regularmente e ditada, salvo se esta
estiver em desconformidade com a Constituição Federal.
Em outras palavras, não nos incluímos dentre aqueles que atribuem aos princípios uma eficácia
superior à da lei regularmente editada, por mais que em alguns casos estejamos absolutamente
de acordo com os enunciados neles contidos. Contudo, por melhores que sejam suas intenções e
por maior que seja o apoio que recebam da sociedade e nos meios acadêmicos da área, princípios
e ideias não possuem a eficácia de se sobrepor a uma lei regularmente editada.
Por sua vez, convém salientar que a decisão proferida pela SDI da Corte Superior Trabalhista
sequer sugere alguma violação de dispositivo constitucional, mormente de índole trabalhista. Por
isso mesmo, com á devida vênia daqueles que acolheram o referido entendimento, acreditamos
que ao afastar a incidência do dispositivo legal tratado, ainda que sem mencionar sua eventual
inconstitucionalidade, a 1ª Seção de Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho
acabou por violar a Súmula Vinculante n° 10 do Supremo Tribunal Federal, que dispõe:
Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal
que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder
público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.
De fato, a nosso ver a decisão da 1ª Seção de Dissídios Individuais do Tribunal Superior do
Trabalho, órgão fracionário daquela Corte, não poderia afastar a aplicação do §1° do artigo 25
da Lei N° 8.987/95, esclarecendo-se, ademais, que a Súmula Vinculante n° 10 também veda o
afastamento parcial da disposição legal.
De outro lado, artigo 175 da Constituição Federal dispõe que cabe ao Poder Público a prestação
de serviços públicos, facultando-lhe, porém, a execução direta ou por meio de concessão ou
permissão.
Desta forma, impossível deixar de reconhecer que seja atribuição básica ou finalística do Estado
a prestação desse tipo de serviço à comunidade.
Portanto, é inegável que a execução dessas atividades por meio de concessão ou permissão
implica transferir a terceiros incumbência própria do Poder Público, ou seja, caracteriza a
terceirização de atividade-fim do Estado. Mesmo assim, verifica-se que essa prática tem apoio no
texto constitucional mencionado.
Por isso, defendemos a ideia de que se a Constituição Federal não proíbe o repasse de serviços
públicos de responsabilidade do Poder Público a terceiros, o Poder Judiciário não poderia
afastar a aplicação de norma destinada a regulamentar a terceirização das obrigações do Poder
Público. E tampouco poderia negar eficácia de dispositivo legal regularmente editado que
consagre essa possibilidade, ainda que na contramão dos princípios que regem as relações de
trabalho nesse país:
O exposto nesses 02 últimosparágrafos nos leva a sustentar também a ideia de que a prática da
terceirização, como regra geral, não violenta o texto constitucional vigente, pois ele próprio
atribui ao Poder Público o direito de se valer dessa prática para a consecução de suas obrigações
mais básicas.
Sendo assim, conclui-se que merece integral acolhida a irresignação recursal para, reformando a
r. decisão recorrida, julgar improcedente as ações civis públicas ajuizadas pelas partes
recorridas, cassando-se inclusive a antecipação de tutela concedida pela origem."
O Sindicato e o Ministério Público sustentam que os trabalhadores contratados por terceiras
empresas ocupam os mesmos cargos e funções dos trabalhadores contratados diretamente pela
CPFL, ou seja, são técnicos, eletricistas, engenheiros etc., que, lado a lado, com os trabalhadores
diretamente contratados pela CPFL, executam as mesmas atividades, com salários e benefícios
abusivamente inferiores nas atividades fim da CPFL.
Alegam que, nem mesmo o alegado artigo 25 da Lei 8987/95 permitiria a contratação de
terceiros para realização de atividade inerente das empresas elétricas e houve fraude na licitação
(art. 14 da Lei 8.987/95 e art. 72 da Lei 8.666/93). Trazem arestos.
O TRT concluiu que o parágrafo 1° do artigo 25 da Lei n° 8.987/95 concedeu autorização para as
concessionárias de serviços públicos "contratar com terceiros a execução de atividade inerentes,
acessórias ou complementares ao serviço concedido".
O aresto oriundo desta Corte, proveniente da SbDI-1 do TST, que atende aos requisitos contidos
da Súmula nº 337 desta Corte, ao concluir que a "Lei n° 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, que
dispõe sobre o regime de concessão e permissão de prestação de serviços públicos, ostenta
natureza administrativa e, como tal, ao tratar, em seu art. 25, da contratação com terceiros de
atividades inerentes, acessórias ou complementares ao serviço concedido, não autorizou a
terceirização da atividade-fim das empresas do setor elétrico", traduz a especificidade necessária
ao conhecimento do recurso de revista, à luz da Súmula nº 296 do TST.
Conheço dos recursos de revista por divergência jurisprudencial".
ACOMPANHO o eminente Ministro relator no capítulo do conhecimento.
CONHEÇO dos Recursos de Revista.
No mérito, entretanto, divirjo conforme segue.
MÉRITO
2.1. EMPRESAS CONCESSIONÁRIAS DE ENERGIA ELÉTRICA. TERCEIRIZAÇÃO.
LICITUDE. LEI 8.987/1995
Versam estes autos Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho,
objetivando proibir a concessionária de serviços públicos (distribuição de energia elétrica) de
contratar empresas prestadoras de serviços para a construção e manutenção de redes de
distribuição de energia elétrica, ligação e desligamento de linhas.
O Juízo de primeiro grau julgou procedente o pedido (sentença de fls. 4.373/4.409).
O Tribunal Regional deu provimento aos Recursos Ordinários interpostos pelas empresa rés
para "julgar improcedente as ações civis públicas ajuizadas pelas entidades recorridas, cassando-
se, ainda, a antecipação de tutela concedida pela origem".(Ac. de fls. 5.057/5.091).
Irresignados com a decisão proferida pelo Tribunal Regional o Sindicato profissional (razões de
fls. 5.135/5.157) e o Ministério Público (razões de fls. 5.233/5.244) interpuseram Recursos de
Revista.
O eminente nobre Ministro relator afirmando a ilicitude da terceirização promovida pela
empresa Ré, concessionária de serviços públicos dá provimento parcial aos Recursos de Revista
para:
"1) proibir a ré de contratar serviços terceirizados para execução das atividades de construção e
manutenção de linhas e redes de distribuição de energia elétrica e de ligação, religação e
desligamento de consumidores, sob pena de multa diária no valor de R$10.000,00 (dez mil reias)
reversível ao FAT; 2) condenar a ré a pagar indenização reversível ao FAT no importe de
R$30.000,00 (trinta mil reais)".
Divirjo, entretanto.
Com efeito, expressa o art. 25, § 1º, da Lei 8.987/1995, verbis:
"Art. 25. Incumbe à concessionária do serviço concedido, cabendo-lhe responder por todos os
prejuízos causados ao poder concedente, aos usuários ou a terceiros, sem que a fiscalização
exercida pelo órgão competente exclua ou atenue essa responsabilidade.
§ 1° Sem prejuízo da responsabilidade a que se refere este artigo, a concessionária poderá
contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes, acessórias ou
complementares ao serviço concedido, bem como a implementação de projetos associados.
§ 2° Os contratos celebrados entre a concessionária e os terceiros a que se refere o parágrafo
anterior reger-se-ão pelo direito privado, não se estabelecendo qualquer relação jurídica entre os
terceiros e o poder cedente".
Consoante se percebe, o art. 25, § 1º, da Lei 8.987/1995 estipula a responsabilidade da empresa
concessionária pela prestação dos serviços públicos (art. 175 da Constituição da República), ao
mesmo tempo que permite a terceirização ematividade inerente à atividade-fim, na medida em
que a expressão "inerente", constante da lei, segundo Plácido e Silva (Vocabulário Jurídico):
"exprime o qualificativo o que vem unido ou o que está ligado à coisa. É pertinente, é próprio, é
inato". "O inerente vem junto com a coisa, nasce com a coisa. Não é mero atributo dela: é
elemento congênito, que com ela surgiu, para mostrar sua qualidade, seu caráter ou seu estado.
É o que é originário".
Trata-se, pois, de terceirização em atividade inerente à atividade-fim, das quais são exemplos: a
construção e a manutenção de redes de distribuição de energia elétrica, ligação e desligamento de
linhas. Essa situação não se confunde com terceirização de atividade-fim. No caso, terceirização
de atividade relacionada ao fornecimento de energia elétrica, isto é, apenas relacionada à
atividade-fim.
Assim, é lícito concluir que a Lei 8.987/1995 permite a terceirização em atividades relacionadas à
atividade-fim, verbis:
 
"Art. 25.
§ 1° Sem prejuízo da responsabilidade a que se refere este artigo, a concessionária poderá
contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes, acessórias ou
complementares ao serviço concedido, bem como a implementação de projetos associados".
Não pode o intérprete distanciar-se da vontade do legislador, expressa no sentido de permitir as
terceirizações de "atividades inerentes, acessórias ou complementares ao serviço, bem como a
implementação de projetos associados" (art. 25 da Lei 8.987/1995). A expressa disposição de lei
impede, no caso, o reconhecimento de fraude na terceirização.
Desse modo, mesmo que se entendesse que as atividades descritas na Ação Civil Pública fossem
consideradas atividades-fim da empresa concessionária de serviços públicos, ainda assim a
terceirização seria permitida aos olhos da lei.
Não se pode negar, pois, a existência de autorização em lei (portanto, a licitude) da terceirização
no âmbito das empresas concessionárias de serviços públicos, tais como as de serviços de energia
elétrica (Lei 8.987/1995, art. 25, § 1º) e de telecomunicações (Lei 9.472/1997, art. 94 inc. II); esta
última define o que é atividade-fim nesse seguimento.
Com efeito, no que diz respeito à concessionária do serviço público de energia elétrica, constitui
atividade inerente à atividade-fim, a exemplo da construção de hidroelétrica; da construção, da
reforma e da manutenção de redes de transmissão de energia elétrica, ligação e desligamento de
linha. Entretanto, nem sempre a empresa realiza todas essas atividades; não se justificando,
portanto, a admissão em seus quadros de profissionais especializados para essas tarefas.
Impor a manutenção de um quadro de pessoal dessas empresas, de grande número de
profissionais, para cujas obras e/ou atividades pode-se contratar empresa especializada,
contraria não somente o princípio da economia e o objetivo da competitividade, visto que se
tornará uma empresa com encargos além da necessidade, mas também o princípio da legalidade(art. 5º, inc. II, da Constituição da República), porquanto a lei não estabelece a obrigação de a
concessionária realizar, com seus quadros, essas obras de engenharia civil.
Afora isso, a terceirização de certas atividades - dentre elas as inerentes à prestação de serviços
públicos - é uma necessidade nesses tempos de crescente competitividade, e o direito não pode
ignorar essa realidade nem a ela ser hostil, não obstante a falta de legislação de regência do
instituto. Salvo no caso específico desse seguimento, em que a lei autoriza, expressamente, a
terceirização.
Assim a terceirização autorizada no setor visa a propiciar essa competitividade das empresas
concessionárias de serviços públicos, sendo certo que a proteção dos empregados das empresas
prestadores de serviços é resguardada pela responsabilidade atribuída à empresa concessionária
/tomadora dos serviços.
Entretanto, o § 1º do art. 25 da Lei 8.987/1995 não exclui a responsabilidade da concessionária,
verbis:
"Sem prejuízo da responsabilidade a que se refere este artigo, a concessionária poderá contratar
com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes, acessórias ou complementares ao
serviço concedido, bem como a implementação de projetos associados".
Reside aí a responsabilidade pela prestação dos serviços, que atrai a responsabilidade da
concessionária pelas obrigações trabalhistas das empresas prestadoras de serviços, na hipótese
de estas não poderem quitá-las.
A meu juízo, portanto, o reconhecimento da licitude da terceirização, como prevista no art. 25, §
1º, da Lei 8.987/1995, não contraria a diretriz contida da Súmula 331 desta Corte, nem impede o
reconhecimento da responsabilidade da tomadora dos serviços (a concessionária), nos termos do
item IV da aludida Súmula.
A Súmula 331 deste Tribunal (como de regra), só tem incidência no vazio da lei. No caso dos
autos, há lei permitindo a terceirização. Logo, não incide na espécie o item I da aludida Súmula.
Assim, por qualquer ângulo que se examine a questão específica das terceirizações pelas
empresas concessionárias de energia elétrica, não se pode negar, aos olhos da Lei 8.987/1995, a
licitude das contratações com as empresas prestadoras de serviços.
Há que se considerar, por conseguinte, que o desprezo à norma de regência, no caso o art. 25, §
1º, da Lei 8.987/1995, seja por não lhe dar validade no alcance pretendido pelo legislador, seja
por entendê-lo inaplicável à seara trabalhista, importaria em reconhecer implicitamente a
inconstitucionalidade do dispositivo sem a necessária remessa da matéria ao plenário, em total
descompasso com a Súmula Vinculante 10 do STF, segundo a qual "viola a cláusula de reserva
de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare
expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua
incidência, no todo ou em parte".
Por fim, considerando que as condenações ao pagamento da indenização por dano moral coletivo
e das multas fixadas na sentença resultaram da procedência do pedido formulado na Ação Civil
Pública, quando se afirmou a ilicitude das terceirizações levadas a efeito pela empresa ré, uma
vez afirmada a improcedência, a consequência lógica é a absolvição da ré dessas condenações.
Ante o exposto, NEGO PROVIMENTO aos Recursos de Revista.
ISTO POSTO
ACORDAM os Ministros da Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, por maioria,
vencido o Exmo. Sr. Ministro Emmanoel Pereira, relator, negar provimento aos Recursos de
Revista.
Brasília, 24 de outubro de 2012. Firmado por assinatura digital (Lei nº 11.419/2006)
João Batista Brito Pereira Ministro Redator Designado
Processo: RR - 85900-67.2006.5.15.0043
 
Desta forma, por qualquer lado que se análise a questão, seja através da terceirização de 
atividade fim ou atividade meio, melhor sorte não resta ao Autor, eis que este Colendo Tribunal já pacificou
o entendimento a respeito da possibilidade de empresas concessionárias de energia elétrica terceirizarem
atividade fim.
 
 
 
DOS DEMAIS PEDIDOS
Como já demonstrado, a CEMIG não pode ser considerada responsável pelas verbas aqui pleiteadas e
eventualmente não pagas, haja vista não possuíram qualquer gerência no contrato de trabalho do Reclamante.
 
 
CONCLUSÃO
 
 Assim, não há como manter a decisão de piso no sentido de que a 2ª reclamada é 
responsável subsidiária pelos créditos trabalhistas deferidos o autor, uma vez que vedada por texto lei (§ 1º,
do artigo 71, da Lei 8.666/93) que teve a sua constitucionalidade confirmada pelo STF.
 
 Por todo o exposto, e do que a elevada sabedoria jurídica de Vs. Exas. certamente irão 
suprir pela experiência, é de se esperar pelo provimento do recurso ordinário interposto pela Recorrente e
pela reforma da r. Sentença "a quo", especificamente quanto ao pontos elencados pela Recorrente, valendo-
se de todas essas considerações e reiterando os termos da Contestação, que passa a fazer parte integrante do
presente recurso, e contando com os superiores critérios jurídicos de V.Exas, pede a Recorrente seja
reapreciado os fatos acima mencionados, para reformar a r. Sentença a quo, ante o equívoco da mesma,
julgando-se pela improcedência de todo o pleito do Recorrido, nos termos aqui expostos, tudo em
homenagem à boa JUSTIÇA !!!!!
 
Nesses termos,
Pede deferimento.
 
Belo Horizonte, 26 de abril de 2017.
 
 
FRANCISCO DE ASSIS BELGO
OAB/MG 62.793B
PAULO HENRIQUE MACIEL 
MANCINI
OAB/MG 67.986
BRUNO VIANA VIEIRA
OAB/MG 78.173
 
 
CARLA AUGUSTA DANIEL
OAB/MG 100.261
HENIO VIANA VIEIRA
OAB/MG 99.008
DIOGO NEVES PEREIRA
OAB/MG 131.027 
 
GREGORIO SOUSA
OAB/MG 134.016
FRANCIANE NOVAIS RUFFO
OAB/MG 115.349
ANTENOR LAMHA ROCHA
OAB/MG 133.694
 
RENATA BEGHINI SANTOS
OAB/MG 113.554
DIULYANNE CRISTINA 
SIMPLICIO
OAB/MG 169.857
LUAN HENRIQUE BENTO 
BORGES
OAB/MG 149.211 
 
PAULO ROBERTO BACCAGLINI
OAB/MG 147.498
ISABELLA GUIMARÃES LIMA
OAB/MG 104.623
 
08 • Municlpio
BELO HORIZONTE
VllU"JCJ
VARA DO TRABALHO
2' VARA DE CORONEL FABRICIANO
Período (de - até)
26 • OUTRAS INFORMAçOES
N" Processo Judicial
00111475320165030034
100 . Pare uso de CAIXA
24 • Competência mês/ano
ABRIU2017
125. Código reconhlmento
418
MG
09. UF
23-Somat6rio(17-+ 18+ 19+20+21 +22)22-Compensação Prev. Social
GFIP - Guia de Recolhimento do FGTS e
Informações à Previdência Social
CA'~A
CAIXA ECON6MlCA FEDERAL
CEMIG DISTRIBUI ÃO S/A
02 - Razão SociaVnome
05. Endereço (logradouro. nO, andar, apartamento)
27. ~ PISlPASEPllnscrição
do contribuinte individual
28 - Admissão
(data)
29 - Carteira de trabalho
(no/série)
30. Cal 31 . Remuneração 32. Remuneração13°salário
(sem parcela do 13" ~~ (somente parcela do 13° salário)
33 - Ocor. 34 • Nome do trabalhador 35 - Movimentação
(data) Cód.
36-Nasclmento
(data)
FELlCIO REG1NALDO COSTA SANTOS
t'-
•.•.........•••...
DEPÓSITO RECURSAL EFETUADO PELA RECLAMADA
.-
37. Somatório (CarJ1)o 31) 38 • Somatório (Campo 32) 39. Soma r"Rem + 13' sal(Cel. 4'
RFN JUIZ DE FORA, 27 DE ABRIL DE 2017,
Local e data Assinatura
I Autent~ação
40
CEF09352004170760755001300 :S.OOO/OOR01004
De ordem do MM. Juiz e na forma do § 4º, do art. 203 do CPC e Portaria 01/05 desta Vara, dei
prosseguimento aos autos na forma que se segue:
Dando vista ao reclamante e à 1a reclamada do recurso ordinário interposto pela 2a reclamada, pelo prazo
legal.
 
ATENÇÃO AOS CORREIOS:
NÃO ENCONTRADO O DESTINATÁRIO, DEVOLVER
EM 48 HS., CONF. PAR. ÚNICO ART. 774 DA CLT.
PODER JUDICIÁRIO FEDERAL
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
 DESTINATÁRIO: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
IPE, 253, CASA, LIMOEIRO, TIMOTEO - MG - CEP: 35181-410
 
 0011147-53.2016.5.03.0034PROCESSO:
 AÇÃO TRABALHISTA - RITO SUMARÍSSIMO (1125)CLASSE:
 AUTOR: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOSAUTOR:
 RÉU: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP e outrosRÉU:
INTIMAÇÃOJUDICIAL EM PROCESSO ELETRÔNICO (PJe)
Fica V. Sa. intimado para:Dando vista ao reclamante e à 1a reclamada do recurso ordinário
interposto pela 2a reclamada, pelo prazo legal.
Em 8 de Maio de 2017.
 NEIDE ARRUDA DE ALVARENGA
 
 
PODER JUDICIÁRIO FEDERAL
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
 
 
Rua José Gomes Ferreira, 90, Belvedere, CORONEL FABRICIANO - MG - CEP: 35170-185
TEL.: (31) 38419720 - e-mail:
vt2.fabriciano@trt3.jus.br
 
PROCESSO: 0011147-53.2016.5.03.0034
CLASSE: AÇÃO TRABALHISTA - RITO SUMARÍSSIMO (1125)
AUTOR: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
RÉU: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP e outros
 
Fica V. Sa. intimado a: Dando vista ao reclamante e à 1a reclamada do recurso ordinário interposto pela 2a 
reclamada, pelo prazo legal.
 
Em 8 de Maio de 2017.
 
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 03ª REGIÃO
2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano
RTSum 0011147-53.2016.5.03.0034
AUTOR: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
RÉU: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, CEMIG 
DISTRIBUICAO S.A
Vistos.
 
Presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade, recebo o recurso ordinário interposto 
pela reclamada, CEMIG DISTRIBUIÇÃO S.A.
Subam os autos ao Egrégio TRT, com as cautelas de estilo e homenagens de praxe.
Antes, porém, proceda a Secretaria ao registro no sistema do valor das custas recolhidas, no importe de 
R$60,00.
 
CORONEL FABRICIANO, 23 de Maio de 2017.
FLAVIA CRISTINA SOUZA DOS SANTOS PEDROSA
Juiz(a) Titular de Vara do Trabalho
 
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO
PROCESSO nº 0011147-53.2016.5.03.0034 (ROPS)
RECORRENTE: CEMIG DISTRIBUICAO S.A
RECORRIDOS: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS E CRISTAL SERVICOS
ESPECIALIZADOS LTDA - EPP
RELATORA: MARIA CRISTINA DINIZ CAIXETA
O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, pela sua Quarta Turma, na
Sessão de Julgamento, Ordinária, realizada no dia 14 de junho de 2017, por unanimidade, conheceu do
recurso interposto pela 2ª reclamada, Cemig Distribuição S/A, porquanto próprio e tempestivo, preenche os
demais pressupostos de admissibilidade; no mérito, sem divergência, negou-lhe provimento, adotando as
razões de decidir da sentença de ID c8fbf7d, confirmando-a pelos próprios e jurídicos fundamentos, nos
termos do art. 895, § 1º, inciso IV, da CLT. . A 2ª reclamadaFundamentos Responsabilidade Subsidiária.
não se conforma com a decisão de origem, ao argumento de que, sendo lícita a terceirização, não poderia ser
responsabilizada subsidiariamente pelos créditos devidos ao autor. Sustenta, em síntese, que o
reconhecimento da responsabilidade subsidiária com fundamento na Súmula 331, V, do TST importa
violação ao art. 71, §1º, da Lei n. 8.666/93, declarado constitucional pelo STF na ADC-16. Sem razão.
Percebe-se, de plano, que as arguições de violação a dispositivos legais e constitucionais se fundamentam na
mesma premissa, qual seja, a de que a Súmula 331, IV e V, do C. TST contrariaria o disposto no art. 71, §
1º, da Lei n. 8.666/93, que foi declarado constitucional na ADC-16 do STF. Assim, cinge-se a questão à
análise da alegada violação ao art. 71, §1º, da Lei n. 8.666/93, uma vez que todas as demais ofensas alegadas
seriam reflexas. No entanto, o enunciado da Súmula 331/TST é perfeitamente compatível tanto com a Lei n.
8.666/93 quanto com o conteúdo da decisão proferida na ADC n. 16 do STF. A responsabilidade subsidiária
da CEMIG, , deve de fato ser reconhecida por aplicação do disposto no inciso V da Súmula 331 doin casu
TST, que determina a responsabilidade da Administração Pública quando evidenciada a conduta culposa no
cumprimento das obrigações da Lei 8.666/93, principalmente na fiscalização das obrigações contratuais e
legais da prestadora de serviço na qualidade de empregadora. Nesse contexto, embora o § 1º, do art. 71, da
Lei 8.666/93 estabeleça que a inadimplência do contratado, com referência às dívidas trabalhistas e de outra
natureza, não transfere à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento, a jurisprudência
dominante não tem conferido guarida à tese de não responsabilização do ente público, em face dos
resultados trabalhistas pelos serviços prestados. E isso porque, consoante o disposto no art. 37, § 6º, da CR
/88, "as pessoas jurídicas de direito público e de direito privado prestadoras de serviços públicos
responderão pelos danos que seus agentes, nesta qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de
". Com efeito, a circunstância de a contratação daregresso contra o responsável nos casos de dolo e culpa
empresa prestadora de serviços ter obedecido a procedimento licitatório não impede, por si só, a
configuração da responsabilidade subsidiária da tomadora, beneficiária direta dos serviços prestados pelo
empregado, de maneira que não pode esta se beneficiar de tais serviços e escusar-se do ônus daí advindo.
Ademais, o STF, no julgamento da ADC 16/2007, que reconheceu a constitucionalidade do §1º do art. 71 da
Lei de Licitações, não isentou a Administração Pública de qualquer responsabilidade, tampouco impediu a
aplicação do entendimento consagrado na Súmula 331 do TST. Ao revés, restou claro a possibilidade de
responsabilização da Administração Pública, com base na Súmula 331 do C. TST, desde que demonstrada
nos autos a existência de culpa do ente público na fiscalização da regularidade da empresa prestadora de
serviço. Apenas condicionou tal responsabilização a um exame mais acurado do caso concreto, por parte do
órgão jurisdicional, da culpa e/ou do tomador de serviços. Em razão de referidoin eligendo in vigilando
julgamento é que o C. TST alterou a redação da Súmula 331, modificando a redação do inciso IV e
acrescentando os itens V e VI, sendo despicienda a transcrição. Não se olvida que a apuração da efetiva
ocorrência dos atos de negligência faz-se a partir da análise do caso concreto, de acordo com os elementos
probatórios, impondo-se à Administração Pública a demonstração do regular cumprimento das obrigações
legais e trabalhistas, porque se trata de fato impeditivo do direito dos trabalhadores (art. 373, do CPC/2015),
bem assim porque não se pode atribuir ao reclamante o ônus de provar fato negativo, mormente para
colacionar documentos aos quais não tem acesso dentro da normalidade, o que seria contrário ao princípio da
aptidão para a prova. Na hipótese, competia à CEMIG verificar e exigir a regularidade da situação dos
empregados contratados, no que tange a todos os direitos trabalhistas que lhe são assegurados, além do
recolhimento de todos os encargos fiscais e previdenciários, todavia, não há qualquer documento nos autos
que comprove que a 2ª reclamada tenha assim procedido. Logo, a recorrente não logrou êxito na tentativa de
afastar a omissão culposa, limitando-se a negar os pedidos autorais. Frisa-se que a fiscalização do
cumprimento do contrato de trabalho não é prerrogativa, mas obrigação da parte contratante, de tal modo que
ao tomador dos serviços, além da responsabilidade na escolha da empresa prestadora dos serviços cabe zelar
pelos trabalhadores que lhe prestam efetivos serviços, com fulcro no art. 186 do Código Civil. Referido
entendimento não apresenta qualquer ofensa aos dispositivos legais ou constitucionais apontados pela
recorrente, porquanto não se desqualifica a licitação efetivada pela Administração Pública, buscando
somente resguardar os direitos trabalhistas do empregado contratado pela prestadora de serviço, nos termos
da jurisprudência dominante. Destarte, a decretação da responsabilização subsidiária da 2ª reclamada, com
fundamento na verificação de da culpa , pelo inadimplemento de verbas trabalhistas, não viola osin vigilando
dispositivos legais e constitucionais invocados e deve ser mantida. Nego provimento.
Belo Horizonte, 14 de junho de 2017.
MARIA CRISTINA DINIZ CAIXETA
Juíza ConvocadaRelatora
 
Tomaram parte neste julgamento as Exmas.: Juíza Convocada Maria Cristina
Diniz Caixeta (Relatora, substituindo o Exmo. Desembargador Paulo Chaves Corrêa Filho),
Desembargadora Paula Oliveira Cantelli (Presidente) e Juíza Convocada Ana Maria Espí Cavalcanti
(substituindo a Exma. Desembargadora Maria Lúcia Cardoso de Magalhães).
Representante do Ministério Público do Trabalho presente à sessão: Dra.
Maria Christina Dutra Fernandez.
Composição da Turma em conformidade com o Regimento Interno deste
Regional e demais Portarias específicas.
Juízes Convocados: art. 118, § 1º, inciso V da LOMAN.
Válbia Maris Pimenta Pereira
Secretária da Sessão
MARIA CRISTINA DINIZ CAIXETA
Relatora
 
7/2
PROCESSO JUDICIAL ELETRÔNICO
PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃO PARA CIÊNCIA DAS PARTES:
DECISÃO: A Quarta Turma, por unanimidade, conheceu do recurso interposto pela 2ª reclamada, Cemig
Distribuição S/A, porquanto próprio e tempestivo, preenche os demais pressupostos de admissibilidade; no
mérito, sem divergência, negou-lhe provimento, adotando as razões de decidir da sentença de ID c8fbf7d,
confirmando-a pelos próprios e jurídicos fundamentos, nos termos do art. 895, § 1º, inciso IV, da CLT. 
. A 2ª reclamada não se conforma com a decisão de origem,Fundamentos Responsabilidade Subsidiária.
ao argumento de que, sendo lícita a terceirização, não poderia ser responsabilizada subsidiariamente pelos
créditos devidos ao autor. Sustenta, em síntese, que o reconhecimento da responsabilidade subsidiária com
fundamento na Súmula 331, V, do TST importa violação ao art. 71, §1º, da Lei n. 8.666/93, declarado
constitucional pelo STF na ADC-16. Sem razão. Percebe-se, de plano, que as arguições de violação a
dispositivos legais e constitucionais se fundamentam na mesma premissa, qual seja, a de que a Súmula 331,
IV e V, do C. TST contrariaria o disposto no art. 71, § 1º, da Lei n. 8.666/93, que foi declarado
constitucional na ADC-16 do STF. Assim, cinge-se a questão à análise da alegada violação ao art. 71, §1º,
da Lei n. 8.666/93, uma vez que todas as demais ofensas alegadas seriam reflexas. No entanto, o enunciado
da Súmula 331/TST é perfeitamente compatível tanto com a Lei n. 8.666/93 quanto com o conteúdo da
decisão proferida na ADC n. 16 do STF. A responsabilidade subsidiária da CEMIG, , deve de fato serin casu
reconhecida por aplicação do disposto no inciso V da Súmula 331 do TST, que determina a responsabilidade
da Administração Pública quando evidenciada a conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei
8.666/93, principalmente na fiscalização das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço na
qualidade de empregadora. Nesse contexto, embora o § 1º, do art. 71, da Lei 8.666/93 estabeleça que a
inadimplência do contratado, com referência às dívidas trabalhistas e de outra natureza, não transfere à
Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento, a jurisprudência dominante não tem conferido
guarida à tese de não responsabilização do ente público, em face dos resultados trabalhistas pelos serviços
prestados. E isso porque, consoante o disposto no art. 37, § 6º, da CR/88, "as pessoas jurídicas de direito
público e de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes,
nesta qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de
". Com efeito, a circunstância de a contratação da empresa prestadora de serviços ter obedecidodolo e culpa
a procedimento licitatório não impede, por si só, a configuração da responsabilidade subsidiária da
tomadora, beneficiária direta dos serviços prestados pelo empregado, de maneira que não pode esta se
beneficiar de tais serviços e escusar-se do ônus daí advindo. Ademais, o STF, no julgamento da ADC 16
/2007, que reconheceu a constitucionalidade do §1º do art. 71 da Lei de Licitações, não isentou a
Administração Pública de qualquer responsabilidade, tampouco impediu a aplicação do entendimento
consagrado na Súmula 331 do TST. Ao revés, restou claro a possibilidade de responsabilização da
Administração Pública, com base na Súmula 331 do C. TST, desde que demonstrada nos autos a existência
de culpa do ente público na fiscalização da regularidade da empresa prestadora de serviço. Apenas
condicionou tal responsabilização a um exame mais acurado do caso concreto, por parte do órgão
jurisdicional, da culpa e/ou do tomador de serviços. Em razão de referidoin eligendo in vigilando
julgamento é que o C. TST alterou a redação da Súmula 331, modificando a redação do inciso IV e
acrescentando os itens V e VI, sendo despicienda a transcrição. Não se olvida que a apuração da efetiva
ocorrência dos atos de negligência faz-se a partir da análise do caso concreto, de acordo com os elementos
probatórios, impondo-se à Administração Pública a demonstração do regular cumprimento das obrigações
legais e trabalhistas, porque se trata de fato impeditivo do direito dos trabalhadores (art. 373, do CPC/2015),
bem assim porque não se pode atribuir ao reclamante o ônus de provar fato negativo, mormente para
colacionar documentos aos quais não tem acesso dentro da normalidade, o que seria contrário ao princípio da
aptidão para a prova. Na hipótese, competia à CEMIG verificar e exigir a regularidade da situação dos
empregados contratados, no que tange a todos os direitos trabalhistas que lhe são assegurados, além do
recolhimento de todos os encargos fiscais e previdenciários, todavia, não há qualquer documento nos autos
que comprove que a 2ª reclamada tenha assim procedido. Logo, a recorrente não logrou êxito na tentativa de
afastar a omissão culposa, limitando-se a negar os pedidos autorais. Frisa-se que a fiscalização do
cumprimento do contrato de trabalho não é prerrogativa, mas obrigação da parte contratante, de tal modo que
ao tomador dos serviços, além da responsabilidade na escolha da empresa prestadora dos serviços cabe zelar
pelos trabalhadores que lhe prestam efetivos serviços, com fulcro no art. 186 do Código Civil. Referido
entendimento não apresenta qualquer ofensa aos dispositivos legais ou constitucionais apontados pela
recorrente, porquanto não se desqualifica a licitação efetivada pela Administração Pública, buscando
somente resguardar os direitos trabalhistas do empregado contratado pela prestadora de serviço, nos termos
da jurisprudência dominante. Destarte, a decretação da responsabilização subsidiária da 2ª reclamada, com
fundamento na verificação de da culpa , pelo inadimplemento de verbas trabalhistas, não viola osin vigilando
dispositivos legais e constitucionais invocados e deve ser mantida. Nego provimento.
Certifico que esta matéria será publicada no DEJT, dia 21.6.2017 (divulgada no dia 20.6.2017).
Belo Horizonte, 19 de Junho de 2017.
VÁLBIA MARIS PIMENTA PEREIRA
Secretária da Quarta Turma
 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL
REGIONAL DO TRABALHO DA 3.ª REGIÃO - MG
 
 
PROCESSO N.º 0011147-53.2016.5.03.0034
 
CEMIG DISTRIBUICAO S.A., já qualificada nos autos supra da Ação Reclamatória
Trabalhista que lhe move por seus procuradores que estaFELICIO REGINALDO COSTA SANTOS,
subscrevem, vem à presença de V.Ex.ª interpor junto ao TRIBUNALRECURSO DE REVISTA
SUPERIOR DO TRABALHO. 
 
Uma vez recebidas as presentes RAZÕES DE RECURSO, e após cumpridas as formalidades
legais, esculpidas nos preceitos do art. 896 da CLT, requer o seu prosseguimento regular, a fim de que possa
ser conhecido e provido para os devidos fins, tudo conforme alinhado nos fundamentos que seguem em
anexo.
 
Nestes termos,
Pede deferimento.
 
Belo Horizonte, 28 de junho de 2017.
 
 
FRANCISCO DE ASSIS BELGO
OAB/MG 62.793B
PAULO HENRIQUE MACIEL 
MANCINI
OAB/MG 67.986
BRUNO VIANA VIEIRA
OAB/MG 78.173
 
 
CARLA AUGUSTA DANIEL
OAB/MG 100.261
HENIO VIANA VIEIRA
OAB/MG 99.008
DIOGO NEVES PEREIRA
OAB/MG 131.027 
 
GREGORIO SOUSA
OAB/MG 134.016
FRANCIANE NOVAIS RUFFO
OAB/MG115.349
ANTENOR LAMHA ROCHA
OAB/MG 133.694
 
RENATA BEGHINI SANTOS
OAB/MG 113.554
NATHÁLIA DE OLIVEIRA 
CAMPOS
OAB/MG 148.256
LUAN HENRIQUE BENTO BORGES
OAB/MG 149.211 
 
PAULO ROBERTO 
BACCAGLINI
OAB/MG 147.498
ISABELLA GUIMARÃES LIMA
OAB/MG 104.623
LUCIANA DE SOUZA ARAÚJO
OAB/MG 143.573
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RECURSO de revista
 
 
processo n.º 0011147-53.2016.5.03.0034
recorrente: CEMIG DISTRIBUICAO S.A.
Recorrido: FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS
 
RAZÕES Da Recorrente
 
COLENDA TURMA do tst
 
 
PRELIMINARMENTE 
 
I - DA SUSPENSÃO PROCESSUAL
 
 Preliminarmente, a CEMIG, ora recorrente, requer a suspensão deste feito, face a decisão 
colacionada abaixo, a qual suspende o curso da ação individual que discute a responsabilidade subsidiária da
administração pública em caso de terceirização de serviços, determinando o aguardo do julgamento do 
 pelo STF - da relatoria da Exma. Ministra e cujaRecurso Extraordinário 603.397 Rosa Weber
repercussão geral foi reconhecida.
Recorrente: CEMIG DISTRIBUIÇÃO S.A.
Advogado : Dr. Luiz Beltrão dos Santos Júnior 
Recorrente: FLAVIANO DO VAL FREITAS
Advogado : Dr. Marco Túlio Salomão Lanna 
Recorrida : GARRA TELECOMUNICAÇÕES E ELETRICIDADE LTDA.
Advogado : Dr. Luiz Felipe Braga Bastos 
RR - 691-94.2011.5.03.0074
 
D E S P A C H O
 
Considerando a deliberação da SBDI-1 do TST, na sessão do dia 08/03/12, no sentido de 
 os que tramitam naquele órgão fracionário, nos quais se discute a suspender processos responsabilidade
 em caso de e a deliberação da 7ª Turmasubsidiária da Administração Pública terceirização de serviços,
no mesmo sentido, adotada em sessão do dia 14/03/12, o encaminhamento dos autos à Secretariadetermino
da 7ª Turma, a fim de que lá aguardem o julgamento do pelo STF - daRecurso Extraordinário 603.397
relatoria da Exma. Ministra e cuja repercussão geral foi reconhecida -, ou ulterior deliberaçãoRosa Weber
desta Corte, oportunidade em que deverão vir conclusos, para regular exame do apelo.
Publique-se.
Brasília, 03 de outubro de 2012.
 
Firmado por assinatura digital (Lei nº 11.419/2006)
Ives Gandra Martins Filho
Ministro Relator
 
1 - TEMPESTIVIDADE
 
 Publicado o v. acórdão em 21/06/2017 (quarta-feira), verifica-se que o prazo para interposição de
recurso teve seu início em (quinta-feira), com término previsto para (quinta-feira),22/06/2017 29/06/2017
daí, portanto, a tempestividade do presente recurso, o qual, assim, deve ser conhecido e, ao final, totalmente
provido.
 
 Assim, o presente Recurso é totalmente tempestivo.
 
2 - DO PREPARO E GARANTIA DO JUÍZO
 Nesta oportunidade, esta Reclamada vem requerer informar que o juízo encontra-se devidamente 
garantido.
 
3 - DA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO
 
 Ab initio, cumpre ressaltar que toda a matéria elencada no Recurso de Revista, foi incessantemente
pré-questionada no decorrer do processo, alcançando, desta feita a jurisdição do Colendo Tribunal Superior
do Trabalho. 
Conforme relatado, em momento oportuno, a decisão Recorrida afrontou direta e literalmente os
preceitos constitucionais dispostos nos art. 5º, II e XXXV, XXXVI e 7º, inciso XXIX da nossa Carta Magna,
bem como violou literalmente Lei Federal. 
Assim, funda-se a irresignação nas alíneas "a" e "c" do permissivo do art.896 da CLT.
4 - DA TRANSCEDÊNCIA
 
O requisito da transcendência foi inserido na CLT através da Medida Provisória 2.226/01, art. 896-A.
 
Uma causa é provida de transcendência quando há interesse geral pelo seu desfecho, ou seja,
interesse público e não somente dos envolvidos no litígio.
Não há como negar que presente está o deslinde de questão de direito relevante sob o ponto de vista
político, social e econômico.
 
5 - DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE / NOVA REDAÇÃO DO ARTIGO 896, §1° da 
CLT
 
Tendo em vista a nova redação atribuída ao artigo 896, §1°, incisos I,II,III da CLT, cumpre aqui
ressaltar o trecho da decisão guerreada que colide frontalmente com entendimento deste Colendo Tribunal
Superior do Trabalho.
 
Inicialmente, vejamos o que dispõe o acórdão Regional guerreado:
 
"Responsabilidade Subsidiária. A 2ª reclamada não se conforma com a decisão de
origem, ao argumento de que, sendo lícita a terceirização, não poderia ser
responsabilizada subsidiariamente pelos créditos devidos ao autor. Sustenta, em
síntese, que o reconhecimento da responsabilidade subsidiária com fundamento na
Súmula 331, V, do TST importa violação ao art. 71, §1º, da Lei n. 8.666/93, declarado
constitucional pelo STF na ADC-16. Sem razão. Percebe-se, de plano, que as
arguições de violação a dispositivos legais e constitucionais se fundamentam na
mesma premissa, qual seja, a de que a Súmula 331, IV e V, do C. TST contrariaria o
disposto no art. 71, § 1º, da Lei n. 8.666/93, que foi declarado constitucional na ADC-
16 do STF. Assim, cinge-se a questão à análise da alegada violação ao art. 71, §1º, da
Lei n. 8.666/93, uma vez que todas as demais ofensas alegadas seriam reflexas. No
entanto, o enunciado da Súmula 331/TST é perfeitamente compatível tanto com a Lei
n. 8.666/93 quanto com o conteúdo da decisão proferida na ADC n. 16 do STF. A
responsabilidade subsidiária da CEMIG, in casu, deve de fato ser reconhecida por
aplicação do disposto no inciso V da Súmula 331 do TST, que determina a
responsabilidade da Administração Pública quando evidenciada a conduta culposa no
cumprimento das obrigações da Lei 8.666/93, principalmente na fiscalização das
obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço na qualidade de empregadora.
Nesse contexto, embora o § 1º, do art. 71, da Lei 8.666/93 estabeleça que a
inadimplência do contratado, com referência às dívidas trabalhistas e de outra
natureza, não transfere à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento, a
jurisprudência dominante não tem conferido guarida à tese de não responsabilização
do ente público, em face dos resultados trabalhistas pelos serviços prestados. E isso
porque, consoante o disposto no art. 37, § 6º, da CR/88, "as pessoas jurídicas de
direito público e de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos
danos que seus agentes, nesta qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de
regresso contra o responsável nos casos de dolo e culpa". Com efeito, a circunstância
de a contratação da empresa prestadora de serviços ter obedecido a procedimento
licitatório não impede, por si só, a configuração da responsabilidade subsidiária da
tomadora, beneficiária direta dos serviços prestados pelo empregado, de maneira que
não pode esta se beneficiar de tais serviços e escusar-se do ônus daí advindo.
Ademais, o STF, no julgamento da ADC 16/2007, que reconheceu a
constitucionalidade do §1º do art. 71 da Lei de Licitações, não isentou a
Administração Pública de qualquer responsabilidade, tampouco impediu a aplicação
do entendimento consagrado na Súmula 331 do TST. Ao revés, restou claro a
possibilidade de responsabilização da Administração Pública, com base na Súmula
331 do C. TST, desde que demonstrada nos autos a existência de culpa do ente público
na fiscalização da regularidade da empresa prestadora de serviço. Apenas condicionou
tal responsabilização a um exame mais acurado do caso concreto, por parte do órgão
jurisdicional, da culpa in eligendo e/ou in vigilando do tomador de serviços. Em razão
de referido julgamento é que o C. TST alterou a redação da Súmula 331, modificando
a redação do inciso IV e acrescentando os itens V e VI, sendo despicienda a
transcrição. Não se olvida que a apuração da efetiva ocorrência dos atos de
negligência faz-se a partir da análise do caso concreto, de acordo com os elementos
probatórios, impondo-se à Administração Pública a demonstração do regular
cumprimento das obrigações legais e trabalhistas, porque se tratade fato impeditivo
do direito dos trabalhadores (art. 373, do CPC/2015), bem assim porque não se pode
atribuir ao reclamante o ônus de provar fato negativo, mormente para colacionar
documentos aos quais não tem acesso dentro da normalidade, o que seria contrário ao
princípio da aptidão para a prova. Na hipótese, competia à CEMIG verificar e exigir a
regularidade da situação dos empregados contratados, no que tange a todos os direitos
trabalhistas que lhe são assegurados, além do recolhimento de todos os encargos
fiscais e previdenciários, todavia, não há qualquer documento nos autos que comprove
que a 2ª reclamada tenha assim procedido. Logo, a recorrente não logrou êxito na
tentativa de afastar a omissão culposa, limitando-se a negar os pedidos autorais. Frisa-
se que a fiscalização do cumprimento do contrato de trabalho não é prerrogativa, mas
obrigação da parte contratante, de tal modo que ao tomador dos serviços, além da
responsabilidade na escolha da empresa prestadora dos serviços cabe zelar pelos
trabalhadores que lhe prestam efetivos serviços, com fulcro no art. 186 do Código
Civil. Referido entendimento não apresenta qualquer ofensa aos dispositivos legais ou
constitucionais apontados pela recorrente, porquanto não se desqualifica a licitação
efetivada pela Administração Pública, buscando somente resguardar os direitos
trabalhistas do empregado contratado pela prestadora de serviço, nos termos da
jurisprudência dominante. Destarte, a decretação da responsabilização subsidiária da
2ª reclamada, com fundamento na verificação de da culpa in vigilando, pelo
inadimplemento de verbas trabalhistas, não viola os dispositivos legais e
constitucionais invocados e deve ser mantida. Nego provimento."
 
Vejamos que o Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da Terceira Região considerou a terceirização
ilícita diante da suposta execução de atividade fim da CEMIG DISTRIBUIÇÃO S/A pelos funcionários da
CEMIG SERVIÇOS.
Ora Doutos ministros, tal tema encontra-se pacificado neste Tribunal, vejamos o mais recente julgado:
EMENTA: RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. SÚMULA N.º 331, V, DO TST. 1. O
Supremo Tribunal Federal, ao julgar a Ação Declaratória de
Constitucionalidade n.º 16/DF, publicada no Dje de 09/09/2011, reconheceu a
constitucionalidade do artigo 71, § 1º, da Lei n.º 8.666, de 26 de junho de 1993,
com a redação que lhe emprestou a Lei n.º 9.032/1995. A excelsa Corte, na
ocasião, sufragou tese no sentido de que a mera inadimplência da empresa
contratada não justifica a transferência, para a Administração Pública, da
responsabilidade pelo pagamento dos encargos resultantes da relação de
emprego havida entre particulares. Ressalvou, todavia, o Supremo Tribunal
Federal, que a conduta omissiva da Administração Pública, quanto ao seu
poder-dever de fiscalizar o fiel cumprimento das obrigações atribuídas à
empresa contratada, rende ensejo ao reconhecimento da responsabilidade
subsidiária do ente público. É o que se extrai do voto condutor lavrado pelo
Exmo. Ministro , segundo o qual o reconhecimento daCezar Peluso
constitucionalidade do dispositivo legal em comento"não impedirá que a
Justiça do Trabalho continue reconhecendo a responsabilidade da
Administração com base nos fatos de cada causa"(fl. 38), sendo certo que" o
mero inadimplemento deveras não transfere, mas a inadimplência da
obrigação da Administração é que lhe traz como consequência uma
responsabilidade que a Justiça do Trabalho eventualmente pode
 "(fl. 46 - os grifos foramreconhecer a despeito da constitucionalidade da lei
acrescidos). Nesse exato sentido passou a orientar-se a jurisprudência desta2.
Corte superior, a partir da edição, pelo Tribunal Pleno, da Resolução n.º 174,
de 24/05/2011, de que resultou a inserção do item V na Súmula n.º 331, cujo
teor é o seguinte:"os entes integrantes da Administração Pública direta e
indireta respondem subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso
evidenciada sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n.
º 8.666, de 21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das
obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como
empregadora. A aludida responsabilidade não decorre do mero
inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa
regularmente contratada"(os grifos não são do original). Num tal contexto,3.
constatando-se que a decisão recorrida revela dissonância com o entendimento
consagrado pelo Supremo Tribunal Federal, bem assim com a jurisprudência
cediça desta Corte Superior, consubstanciada na Súmula nº 331, V, merece
reforma o acórdão prolatado pelo Tribunal Regional, para excluir da
condenação a imposição ao ente público da obrigação de arcar, de forma
subsidiária, com o pagamento dos créditos trabalhistas reconhecidos ao obreiro. 
 Recurso de revista de que se conhece e a que se dá provimento (TST - RR -4. .
00017468820115030136, Relator: Min. Lelio Bentes Corrêa, Data de
Julgamento: 04/02/2015, 1ª Turma, Data de Publicação: 06/02/2015)
 
Diante do exposto, demonstra-se cristalinamente o preenchimento dos novos quesitos trazidos pela
alteração legislativa citada algures, motivo pelo qual o presente Recurso de Revista tem seu cabimento
resguardado.
 
 Observa-se que este Colendo Tribunal Superior do Trabalho, em tempo, esclarece de forma
clara que o mero inadimplemento de verbas trabalhistas não gera qualquer tipo de responsabilidade
ao ente público. Finalmente, este C. TST tenta coibir a famigerada prática dos Tribunais Regionais e
Varas do Trabalho que tentam a todo custo mascarar o mero inadimplemento de verbas trabalhistas
como falta de fiscalização do contrato de prestação de serviços. Nesse contexto, alternativa não resta
senão o recebimento e provimento do presente apelo.
 
6 - DO CABIMENTO DO RECURSO DE REVISTA
 
 A Recorrente, inconformada com o acórdão proferido, interpõe o presente Recurso de Revista que 
merece ser conhecido, pois manifestado em tempo hábil, com a observância de todas as formalidades legais.
 
7 - DO MÉRITO
 
INAPLICABILIDADE ABSOLUTA DE RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA CEMIG
 
A CEMIG não poderá ser responsabilizada pelos direitos trabalhistas que o autor tiver. 
 
Importante salientar que a CEMIG é integrante da Administração Pública indireta. Sendo assim, é de
se aplicar o art. 71 da Lei 8.666/93 (Lei das Licitações), que reza:
 
"Art. 71 - O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais
e comerciais resultantes da execução do contrato
§1º - A inadimplência do contratado, com referência aos encargos trabalhistas, fiscais e
comerciais, não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu
pagamento, nem poderá onerar o objeto do contrato ou restringir a regularização e o uso
das obras e edificações, inclusive perante o Registro de Imóveis".
 
Assim, cabe aduzir que a SUPREMA CORTE, ao julgar a ADC 16, declarou constitucional o art. 
71, §1º da L. 8.666/93, que determina que as entidades estatais não têm responsabilidade sobre os débitos
trabalhistas das empresas terceirizadas contratadas. Vejamos:
 
Notícias STF - Quarta-feira, 24 de novembro de 2010 
União não é responsável por pagamentos trabalhistas na inadimplência de empresas
contratadas, decide STF. Por votação majoritária, o Plenário do Supremo Tribunal Federal
declarou, nesta quarta-feira (24), a constitucionalidade do artigo 71, parágrafo 1º, da Lei 8.666,
de 1993, a chamada lei de licitações. O dispositivo prevê que a inadimplência de contratado
pelo Poder Público em relação a encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere à
Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento, nem pode onerar o objeto do
contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações, inclusive perante o
Registro de Imóveis.
A decisão foi tomada no julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 16,
ajuizada pelo governador do Distrito Federal em face doEnunciado (súmula) 331 do Tribunal
Superior do Trabalho (TST), que, contrariando o disposto no parágrafo 1º do mencionado
artigo 71, responsabiliza subsidiariamente tanto a Administração Direta quanto a indireta, em
relação aos débitos trabalhistas, quando atuar como contratante de qualquer serviço de terceiro
especializado. Uma vez declarado constitucional o § 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93 não há que
se falar em responsabilidade da administração pública.
 
A declaração de constitucionalidade firmada pelo STF na ADC 16 tem eficácia contra todos e efeito
vinculante imediato em relação aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública federal, estadual e
municipal, na forma do parágrafo único do artigo 28, da Lei 9.868/99 c/c artigo 102, III, § 2º, da CF/88.
 
A inconstitucionalidade de responsabilização dessa natureza, a propósito, já está sendo objeto de
análise da jurisprudência pátria:
 
"RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. ENTE PÚBLICO. TOMADOR DE
 SERVIÇOS. CONTRATAÇÃO. PROCESSO LICITATÓRIO. Não havendo prova
inequívoca de que o ente público mostrou-se negligente na fiscalização do contrato
administrativo firmado com a empresa contratada por meio de regular processo
licitatório, forçoso não reconhecer a responsabilização subsidiária do tomador dos
serviços pelos créditos trabalhistas deferidos ao empregado. 
(...)
Tal entendimento tem como base o julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade -
ADC nº 16, em 24/11/2010, em que o Supremo Tribunal Federal, por maioria, declarou
constitucional o art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/1993.
Com isso, foi declarado pela Suprema Corte não haver qualquer incompatibilidade da norma
acima citada com o ordenamento constitucional em vigor, não se sustentando sequer a
interpretação de alguns Tribunais, no sentido de que o art. 37, § 6º, da Constituição da
República, ampararia a manutenção da responsabilidade da Administração Pública. No citado
julgamento da ADC nº 16, foi dada ênfase, notadamente nas intervenções dos eminentes
Ministros Marco Aurélio e Carmem Lúcia, que o referido dispositivo constitucional não teria
aplicação alguma ao caso, por versar sobre reparação de danos causados a terceiros por seus
próprios agentes ou aqueles vinculados a pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de
serviços públicos (concessionárias, por exemplo) - princípio da responsabilidade objetiva -,
situação bem distinta da normatividade contida na Lei nº 8.666/1993.
É certo que se vislumbra nos debates travados naquele Excelso Pretório, especialmente em
ponderação do eminente Relator, Ministro Cezar Peluzo, que o ente público negligente, ou seja,
que deixasse de fiscalizar o fiel cumprimento das obrigações sociais dos trabalhadores
vinculados ao contrato administrativo, deveria ser responsabilizado subsidiariamente. Isso
porque o dispositivo protetivo da Administração contido na Lei de Licitações (art. 71, § 1º) só
poderia ser adotado em situações de certeza, apurada em cada caso concreto submetido a esta
Especializada, do correto comportamento do administrador público em fiscalizar o
cumprimento das obrigações contraídas pelo contratado com seus empregados atrelados àquele
serviço.
Conclui-se, assim, que o sinal dado pelo E. Supremo Tribunal Federal, em que pese não
vislumbrar qualquer indício de inconstitucionalidade no art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/1993, foi
de não generalizar os casos, permitindo a esta Justiça do Trabalho, em suas instâncias, verificar
a conduta da Administração Pública em cada processo submetido a julgamento. Na esteira
desse entendimento, como não há prova inequívoca de que a recorrente mostrou-se negligente
na fiscalização do contrato administrativo firmado com a empresa que lhe prestou serviços,
forçoso não reconhecer a responsabilização subsidiária do tomador pelos créditos trabalhistas
constituídos na sentença condenatória sob exame. Essa conclusão se ampara no fato de que
milita em favor da Administração Pública o princípio da legalidade de seus atos, não se
podendo presumir, sem que haja a necessária demonstração por parte do autor de que houve
negligência do ente estatal, que este incorreu em alguma culpa, apenas por vir o trabalhador
exigir diferenças de parcelas trabalhistas e/ou o pagamento das verbas resilitórias."
(TRT-1, RO 0009200-23.2009.5.01.0047, Terceira Turma, Rel. Juiz Carlos Alberto Araújo
Drummond, j. 02/02/2011, conteúdo disponível na internet a partir do URL:
http://consulta.trtrio.gov.br/portal/downloadArquivoPdf.do?sqDocumento=17161900)
 
De forma análoga, não incidente na hipótese a culpa , tampouco em a culpa ,in eligendo in vigilando
uma vez que a exigência desse tipo de controle, pelo ente estatal, poderia acabar por tornar a contratação por
terceirização mais onerosa do que a própria contratação direta.
 
A imputação da responsabilidade à Administração Pública gera custos econômicos extras não
previstos no edital. Infringindo a transparência e a preservação dos parâmetros iniciais da contratação. 
 
Desestimula um maior compromisso do contratado com o cumprimento regular das suas obrigações,
já que saberá de antemão que, seguramente, não contará com o orçamento do Estado.
 
Portanto, a CEMIG cumpriu rigorosamente suas obrigações legais e contratuais, não havendo que se
falar em CULPA de sua parte, já que as alegadas obrigações descumpridas estão ligadas exclusivamente à
relação de emprego mantida entre autor e 1ª reclamada.
 
Como já dito, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionalidade do art. 71, § 1º da Lei
8.666/93, aplicável para as empresas públicas, que estabelece que "a inadimplência do contrato, com
referência aos encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a
responsabilidade por seu pagamento...", porém, responde solidariamente pelos encargos previdenciários.
 
Em atenção a decisão do STF, o Tribunal Superior do Trabalho alterou a redação a Súmula 331, item
V, que consubstancia o seguinte entendimento:
 
V - Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem
subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta
culposa no cumprimento das obrigações da Lei n.º 8.666, de 21.06.1993, especialmente na
fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço
como empregadora. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento
das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada.
 
Como exposto na Súmula, o mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela
empresa regularmente contratada não atrai a responsabilidade da tomadora empresa pública, nem cria a
presunção de omissão culposa. Além disso, alega a 2ª reclamada o cumprimento fiel de suas obrigações
constantes na Lei 8.666/93.
 
Portanto, a CEMIG não é responsável subsidiária pelas verbas ora postuladas.
 
DA INEXISTENCIA DE PROVA DE CULPA
 
Não há que se questionar eventual culpa desta empresa pública, tendo em vista que a Lei de
Licitações estabelece a culpa exclusiva das empresas contratadas pelo ente público e que o próprio
procedimento licitatório, desde que regular, operaria como excludente de culpabilidade do ente estatal. O
procedimento licitatório seguiu todos os parâmetros estipulados em lei, sendo eivado de legalidade e
regularidade.
 
De forma análoga, não incidente na hipótese a culpa , tampouco em a culpa ,in eligendo in vigilando
uma vez que a exigência desse tipo de controle, pelo ente estatal, poderia acabar por tornar a contratação por
terceirização mais onerosa do que a própria contratação direta.
 
A imputação da responsabilidade à Administração Pública gera custos econômicos extras não
previstos no edital. Infringindo a transparência e a preservação dos parâmetros iniciais da contratação. 
 
 
Desestimula um maior compromisso do contratado com o cumprimento regular das suas obrigações,
já que saberá de antemãoque, seguramente, não contará com o orçamento do Estado.
 
Portanto, a CEMIG cumpriu rigorosamente suas obrigações legais e contratuais, não havendo que se
falar em CULPA de sua parte, já que as alegadas obrigações descumpridas estão ligadas exclusivamente à
relação de emprego mantida entre autor e as outras reclamadas.
 
Como já dito, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionalidade do art. 71, § 1º da Lei
8.666/93, aplicável para as empresas públicas, que estabelece que "a inadimplência do contrato, com
referência aos encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a
responsabilidade por seu pagamento...", porém, responde solidariamente pelos encargos previdenciários.
 
Em atenção a decisão do STF, o Tribunal Superior do Trabalho alterou a redação a Súmula 331, item
V, que consubstancia o seguinte entendimento:
 
 
V - Os entes integrantes da administração pública direta e indireta respondem
subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua
conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. 8.666/93, especialmente
na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora
de serviço como empregadora.
 
 
 A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas
assumidas pela empresa regularmente contratada. Como exposto na Súmula, o mero inadimplemento das
obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada não atrai a responsabilidade da
tomadora empresa pública, nem cria a presunção de omissão culposa. Além disso, alega a segunda
reclamada o cumprimento fiel de suas obrigações constantes na Lei 8.666/93.
 
Com efeito, a nova redação do enunciado 331, especificamente no item V, estabelece que a
responsabilidade dos entes da administração pública direta e indireta, da qual faz parte a recorrente, somente
poderá ser responsabilizada caso evidenciada a sua conduta culposa, na fiscalização das obrigações
contratuais e legais como determina a súmula citada, o que não foi verificado no caso presente, eis que o
autor não se desvencilhou do ônus de provar tal circunstância.
 
Deste modo, a decisão que desconsidera o teor dos dispositivos legais e sumulares supramencionados
os viola direta e literalmente, o que ora se demonstra de forma cabal.
 
Neste mesmo entendimento, o Colendo Tribunal Superior do Trabalho proferiu recente decisão
 nas instâncias ordinárias, senão vejamos:afastando a culpa atribuída à CEMIGin vigilando
 
I - RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO TOMADOR DE SERVIÇOS
RECONHECIDA PELA CORTE REGIONAL SEM PROVA DE CULPA DO ENTE
 VEDAÇÃO CONFORME ENTENDIMENTO DO STFPÚBLICO.
" Recurso de revista interposto após a vigência da Lei nº 13.015/2014, estando preenchidos os
requisitos do art. 896, § 1º-A, da CLT. Os fundamentos pelos quais foi reconhecida a
responsabilidade subsidiária do ente público demonstram que o TRT concluiu pela culpa in
vigilando a partir da distribuição do ônus da prova em desfavor do ente público reclamado e 
do mero inadimplemento das verbas trabalhistas por parte da empresa prestadora de serviços. 
O Pleno do STF proferiu a seguinte decisão, nos autos da ADC nº 16, Ministro Cezar
Peluso, DJe-9/9/2011: "EMENTA: RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária.
Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente.
Transferência conseqüente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e
comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade
 Consequência proibida pelo art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666/93.jurídica.
Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada,
nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1º, da
Lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995."
(grifos no original). Constou no voto do Ministro Cezar Peluso a ressalva de que "isso não
impedirá que a Justiça do Trabalho recorra a outros princípios constitucionais e, invocando
fatos da causa, reconheça a responsabilidade da Administração, não pela mera inadimplência,
mas por outros fatos". No mesmo sentido, nas reclamações submetidas ao exame do STF,
tem-se destacado que será admissível a responsabilidade subsidiária quando constarem
no acórdão impugnado "elementos concretos para demonstrar a omissão culposa da
 (Rcl 14579, Min. Luiz Fux, DJe-16Administração Pública na fiscalização do contratado"
/10/2012), quando "embora de forma sucinta, a partir do conjunto probatório presente nos autos
da reclamação trabalhista", o órgão jurisdicional "analisou a conduta da ora reclamante e
entendeu configurada a sua culpa in vigilando" (Rcl 14346, Min. Joaquim Barbosa, DJe-6/9
/2012) e quando forem "consideradas as peculiaridade fáticas do caso concreto, com espeque
em outras normas, regras e princípios do ordenamento jurídico" (Rcl 13272, Min.ª Rosa
Weber, DJe-3/9/2012). Dada a relevância da matéria, cita-se a decisão proferida na Rcl 11698,
Min. Ayres Brito, DJe-13/5/2011: "5. Pois bem, qual o efeito da decisão desta nossa Corte na
ADC 16? Resposta: vedar a automática transferência à Administração Pública das obrigações
trabalhistas, fiscais e comerciais do contratado, bem como a responsabilidade por seu
pagamento. Noutras palavras, o que está proibido por lei - lei declarada constitucional por
este STF, com eficácia erga omnes e efeito vinculante - é tornar a responsabilidade
subsidiária do Poder Público uma consequência imediata do inadimplemento, pela
empresa contratada, de suas obrigações trabalhistas. O que não impede a Justiça do
Trabalho, na específica análise do caso concreto, de reconhecer a responsabilidade
 Cita-se ainda a decisãosubjetiva (por culpa) da Administração. (...)." (grifos no original).
proferida na Rcl 11308, Min. Celso de Mello, DJe-3/5/2011: "O Plenário do Supremo
Tribunal Federal, quando do julgamento da ADC 16/DF, não obstante tenha confirmado
a plena validade constitucional do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93 - por entender
juridicamente incompatível com a Constituição a transferência automática, em
detrimento da Administração Pública, dos encargos trabalhistas, fiscais, comerciais e
previdenciários resultantes da execução do contrato, na hipótese de inadimplência da
empresa contratada -, não deixou de assinalar que essa declaração de constitucionalidade
não impediria, em cada situação ocorrente, o reconhecimento de eventual culpa "in
 Em consonância comomittendo" ou "in vigilando" do Poder Público." (grifos no original).
a jurisprudência do STF, o Pleno do TST deu nova redação à Súmula nº 331 do TST, DEJT-27,
30 e 31/5/2011: "IV - O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador,
implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações,
desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial. 
V - Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem
subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta
culposa no cumprimento das obrigações da Lei n.º 8.666, de 21.06.1993, especialmente na
fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço
como empregadora. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento
 das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada." De
acordo com a Súmula nº 331, V, do TST e a ADC nº 16 do STF, é vedado o
reconhecimento da responsabilidade subsidiária do ente público com base no mero
inadimplemento do empregador no cumprimento das obrigações trabalhistas, e deve 
haver prova da culpa in eligendo ou in vigilando do tomador de serviços. Também de
acordo com o entendimento do STF, em diversas reclamações constitucionais, não deve
ser reconhecida a responsabilidade subsidiária com base na distribuição do ônus da
prova em desfavor do ente público, cujos atosgozam da presunção de legalidade e de
legitimidade. Por disciplina judiciária, essa diretriz passou a ser seguida pela Sexta
Turma do TST, a partir da Sessão de Julgamento de 25/3/2015. Pelo exposto, nos termos
do art. 106, X, do RITST c/c o art. 932, V, a, do CPC de 2015, conheço do recurso de
revista quanto ao tema "ACÓRDÃO DO TRT PROFERIDO APÓS A ATUAL
REDAÇÃO DA SÚMULA Nº 331 DO TST. ENTE PÚBLICO. RESPONSABILIDADE
SUBSIDIÁRIA DO TOMADOR DE SERVIÇOS RECONHECIDA PELA CORTE
REGIONAL SEM PROVA DE CULPA DO ENTE PÚBLICO. VEDAÇÃO CONFORME
ENTENDIMENTO DO STF", por contrariedade à Súmula nº 331, V, do TST e, no
mérito, dou-lhe provimento, para afastar a responsabilidade subsidiária do ente público
reclamado e excluí-lo do polo passivo da lide. Publique-se. Brasília, 26 de outubro de
 2016." (TST Processo RR - 651-66.2015.5.03.0141 Lei 13.015/2014 Tramitação Eletrônica
Número no TRT DE Origem : RO- 651/2015-0141-03. Órgão Judicante: 6ª Turma Relatora:
Ministra Kátia Magalhães Arruda)
 
Certo é que o acórdão recorrido VIOLA DIRETA E FRONTALMENTE O QUE DISPÕE O
, acima transcrito. Diante de tudo que foi exposto, uma vez atendidosITEM V DA SÚMULA Nº 331, TST
todos os preceitos legais para a contratação pelo ente público, segundo o art. 37, XXI da CF e a Lei 8.666
/93, e não demonstrada a culpa efetiva da CEMIG, não há como estender à recorrente a responsabilidade
subsidiária dos créditos trabalhistas deferidos nas instâncias ordinárias.
 
Portanto, a CEMIG não é responsável subsidiária pelas verbas ora postuladas e muito menos
empregadora do reclamante.
 
CONCLUSÃO
 
A CEMIG não pode ser considerada responsável pelas verbas aqui pleiteadas e
eventualmente não pagas, haja vista não possuíram qualquer gerência no contrato de trabalho do Reclamante.
 
EX POSITIS, e cujas deficiências serão supridas pelo exímio saber jurídico dos ilustres
sobrejuízes que compõem a Colenda Turma, pede e requer a recorrente/reclamada a reforma do acórdão
proferido, nos termos das razões expostas, conhecendo-se e provendo-se o presente Recurso de Revista.
 
Nesses termos, pede deferimento.
 
Belo Horizonte, 28 de junho de 2017.
 
 
 
FRANCISCO DE ASSIS BELGO
OAB/MG 62.793B
PAULO HENRIQUE MACIEL 
MANCINI
OAB/MG 67.986
BRUNO VIANA VIEIRA
OAB/MG 78.173
 
 
CARLA AUGUSTA DANIEL
OAB/MG 100.261
HENIO VIANA VIEIRA
OAB/MG 99.008
DIOGO NEVES PEREIRA
OAB/MG 131.027 
 
 
 
GREGORIO SOUSA
OAB/MG 134.016
FRANCIANE NOVAIS RUFFO
OAB/MG 115.349
ANTENOR LAMHA ROCHA
OAB/MG 133.694
 
RENATA BEGHINI SANTOS
OAB/MG 113.554
NATHÁLIA DE OLIVEIRA 
CAMPOS
OAB/MG 148.256
LUAN HENRIQUE BENTO 
BORGES
OAB/MG 149.211 
 
PAULO ROBERTO BACCAGLINI
OAB/MG 147.498
ISABELLA GUIMARÃES LIMA
OAB/MG 104.623
LUCIANA DE SOUZA ARAÚJO
OAB/MG 143.573
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR DO EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL DO
TRABALHO DA 3 REGIÃO/MG 
 
 
 
Autos nº: 0011147-53.2016.5.03.0034 
 
CEMIG DISTRIBUIÇÃO S/A, empresa já qualificada nos autos da reclamatória trabalhista
em epígrafe em que contende direito com , vem,FELÍCIO REGINALDO COSTA SANTOS
respeitosamente, por meio de seus procuradores infra-assinados, requerer a juntada do instrumento de
procuração em anexo para que surta os devidos efeitos legais.
Pugna ainda pelo cadastramento dos procuradores: PAULO DIMAS DE ARAÚJO, OAB
 e , para que recebam todas as publicações/MG 55.420 RAFAEL RAMOS ABRAHÃO, OAB/MG 151.701
e intimações sob pena de nulidade, nos termos da Súmula nº 427 do TST e art. 272, §5º do CPC.
Por fim, destaca que não há que se falar em auto habilitação, posto que a empresa recorrente
consta no POLO ATIVO, sendo certo que o sistema PJE não permite.
 
Termos em que pede e espera deferimento.
Belo Horizonte, 10 de outubro de 2017.
 
Paulo Dimas de Araújo
OAB/MG 55.420
 
 
 
Rafael Ramos Abrahão
OAB/MG 151.701
 
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 03ª REGIÃO
Gabinete da Presidência
ROPS 0011147-53.2016.5.03.0034
RECORRENTE: CEMIG DISTRIBUICAO S.A
RECORRIDO: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, FELICIO 
REGINALDO COSTA SANTOS
Quarta Turma
PROCESSO nº 0011147-53.2016.5.03.0034 (ROPS)
Vistos.
Há discussão em recurso interposto neste processo sobre o seguinte tema, objeto do incidente de
uniformização de jurisprudência TST-RR-0010522-21-2014-5-03-0153:
"RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. TERCEIRIZAÇÃO. ENTE PÚBLICO. FISCALIZAÇÃO.
ÔNUS DA PROVA."
Por este motivo, determino a suspensão do trâmite processual até o julgamento dessa questão pelo Tribunal
Pleno (art. 2º, § 1º da Resolução GP nº 9/2015).
BELO HORIZONTE, 24 de Novembro de 2017.
Ricardo Antônio Mohallem
Desembargador(a) do Trabalho
 
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 03ª REGIÃO
Gabinete da Presidência
ROPS 0011147-53.2016.5.03.0034
RECORRENTE: CEMIG DISTRIBUICAO S.A
RECORRIDO: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, FELICIO 
REGINALDO COSTA SANTOS
 
Quarta Turma
Tramitação Preferencial
RECURSO DE REVISTA
Processo nº 0011147-53.2016.5.03.0034/RR
RECORRENTE: CEMIG DISTRIBUIÇÃO S.A
RECORRIDOS: CRISTAL SERVIÇOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, FELÍCIO REGINALDO
COSTA SANTOS
 
PRESSUPOSTOS EXTRÍNSECOS
O recurso é próprio, tempestivo (acórdão publicado em 21/06/2018; recurso interposto em 28/06/2018), e
devidamente preparado (depósito recursal - custas: ID. 537da22 - ID. 02ee17c), sendo regular a
representação processual.
PRESSUPOSTOS INTRÍNSECOS
DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO / RECURSO / TRANSCENDÊNCIA
Nos termos do art. 896-A, § 6o. da CLT, não compete aos Tribunais Regionais, mas exclusivamente ao C.
TST, examinar se a causa oferece transcendência em relação aos reflexos gerais de natureza econômica,
política, social ou jurídica.
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA/SUBSIDIÁRIA / TOMADOR DE SERVIÇOS/TERCEIRIZAÇÃO /
ENTE PÚBLICO
O presente recurso de revista não pode ser admitido, uma vez que não atende ao disposto no inciso I do §1º-
A do art. 896 da CLT, no sentido de ser ônus da parte, , asob pena de não conhecimento do recurso
indicação do trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento da controvérsia objeto do
apelo.
Não satisfaz o referido requisito legal a transcrição feita pela parte nas razões recursais do inteiro teor do
tópico objeto do recurso de revista (ID. b3d3e60 - Págs. 5/7). A integralidade do tema conforme figura no
acórdão, sem qualquer destaque dos trechos controversos ou a indicação posterior apenas dos excertos que
demonstram a controvérsia, bem como sem vinculação individual das teses impugnadas à argumentação
apresentada e sem a demonstração analítica das violações apontadas, não satisfaz o referido requisito legal,
pois é dever da parte recorrente trazer a tese central que esculpe o objeto da controvérsia a fim de cumprir o
exigido pelo dispositivo legal supracitado. Registro que os destaques feitos no texto correspondem aos
realces feitos na própria decisão recorrida.
CONCLUSÃO
DENEGO seguimento ao recurso de revista.
Publique-se e intime-se.
 
 BELO HORIZONTE, 26 de Julho de 2018.
Márcio Flávio Salem Vidigal
Desembargador(a) do Trabalho
 
 
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 03ª REGIÃO
Gabinete da Presidência
ROPS 0011147-53.2016.5.03.0034
RECORRENTE: CEMIG DISTRIBUICAO S.A
RECORRIDO: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, FELICIO 
REGINALDO COSTA SANTOS
 
Quarta Turma
Tramitação Preferencial
RECURSO DE REVISTA
Processo nº 0011147-53.2016.5.03.0034/RR
RECORRENTE: CEMIG DISTRIBUIÇÃO S.A
RECORRIDOS: CRISTAL SERVIÇOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, FELÍCIO REGINALDO
COSTA SANTOS
 
PRESSUPOSTOS EXTRÍNSECOS
O recurso é próprio, tempestivo (acórdão publicado em 21/06/2018; recurso interposto em 28/06/2018), e
devidamente preparado (depósito recursal - custas: ID. 537da22 - ID. 02ee17c), sendo regular a
representação processual.
PRESSUPOSTOS INTRÍNSECOS
DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO / RECURSO / TRANSCENDÊNCIA
Nos termos do art. 896-A, § 6o.da CLT, não compete aos Tribunais Regionais, mas exclusivamente ao C.
TST, examinar se a causa oferece transcendência em relação aos reflexos gerais de natureza econômica,
política, social ou jurídica.
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA/SUBSIDIÁRIA / TOMADOR DE SERVIÇOS/TERCEIRIZAÇÃO /
ENTE PÚBLICO
O presente recurso de revista não pode ser admitido, uma vez que não atende ao disposto no inciso I do §1º-
A do art. 896 da CLT, no sentido de ser ônus da parte, , asob pena de não conhecimento do recurso
indicação do trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento da controvérsia objeto do
apelo.
Não satisfaz o referido requisito legal a transcrição feita pela parte nas razões recursais do inteiro teor do
tópico objeto do recurso de revista (ID. b3d3e60 - Págs. 5/7). A integralidade do tema conforme figura no
acórdão, sem qualquer destaque dos trechos controversos ou a indicação posterior apenas dos excertos que
demonstram a controvérsia, bem como sem vinculação individual das teses impugnadas à argumentação
apresentada e sem a demonstração analítica das violações apontadas, não satisfaz o referido requisito legal,
pois é dever da parte recorrente trazer a tese central que esculpe o objeto da controvérsia a fim de cumprir o
exigido pelo dispositivo legal supracitado. Registro que os destaques feitos no texto correspondem aos
realces feitos na própria decisão recorrida.
CONCLUSÃO
DENEGO seguimento ao recurso de revista.
Publique-se e intime-se.
 
 BELO HORIZONTE, 26 de Julho de 2018.
Márcio Flávio Salem Vidigal
Desembargador(a) do Trabalho
 
 
 
0011147-53.2016.5.03.0034
CERTIDÃO
 
 
Certifico a publicação do despacho que analisou o recurso de revista, para ciência das partes, em 02/08/2018
(divulgado no DEJT do dia útil anterior).
Dou fé.
Belo Horizonte, 1 de Agosto de 2018.
MARTHA COSTA VICTOR
 
 
 
Rua Ministro Orozimbo Nonato, n.º 102, 23º andar, Torre B, Bairro Vila da Serra, Nova Lima/MG 
 CEP: 3400-000 • Fone/Fax: (31) 2511 1013 1 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 
TERCEIRA REGIÃO – MINAS GERAIS 
 
 
Autos origem n°: 0011147-53.2016.5.03.0034 
 
 
CEMIG DISTRIBUIÇÃO S.A, já qualificada nos autos da Reclamatória Trabalhista em que 
contende com FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS, vem, por meio de seus procuradores abaixo 
assinados, interpor o recurso de 
AGRAVO DE INSTRUMENTO 
consoante dispõe a norma da alínea “b“ do art. 897 da CLT, em face da decisão que 
inadmitiu o Recurso de Revista da ora agravante, conforme os fundamentos de direito expostos na 
Minuta anexa em seguida. 
 Requer seja dado o regular processamento da presente Minuta, tendo em vista estarem 
presentes todos os requisitos de admissibilidade, de modo que sejam os autos remetidos ao Excelsior 
Tribunal Superior do Trabalho para apreciação. 
Termos em que, 
Pede e espera deferimento. 
Belo Horizonte, 13 de agosto de 2018. 
 
Paulo Dimas de Araújo 
OAB/MG 55.420 
 
 
 
 
 
Rua Ministro Orozimbo Nonato, n.º 102, 23º andar, Torre B, Bairro Vila da Serra, Nova Lima/MG 
 CEP: 3400-000 • Fone/Fax: (31) 2511 1013 2 
 
COLENDO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO 
 
 
 
 
Agravante : CEMIG DISTRIBUIÇÃO S.A 
Agravado : FELICIO REGINALDO COSTA SANTOS 
Autos origem n.º : 0011147-53.2016.5.03.0034 
Vara de origem : 2ª VARA DO TRABALHO DE CORONEL FABRICIANO/MG 
 
 
 
 
 
 
 
Segue a Minuta de Agravo, 
 
Colenda Turma, 
 
Ínclitos Julgadores 
 
 
 
 
Rua Ministro Orozimbo Nonato, n.º 102, 23º andar, Torre B, Bairro Vila da Serra, Nova Lima/MG 
 CEP: 3400-000 • Fone/Fax: (31) 2511 1013 3 
I - DOS PROCURADORES 
1. PROCURADOR DO AGRAVANTE: Paulo Dimas de Araújo, regularmente inscrito na OAB/MG 
sob o n.º 55.420, com endereço profissional na Rua Ministro Orozimbo Nonato, 102, 23º andar, Villa da 
Serra, Nova Lima/ MG. 
2. PROCURADOR DO AGRAVADO: O agravado esta se valendo do instituto do jus postulandi. 
II - DO PREPARO 
3. A agravante deixa de anexar à presente Minuta de Agravo o comprovante do 
recolhimento do preparo, eis que o juízo já se encontra garantido. 
4. Desta forma, estando devidamente garantido o Juízo e cumpridos os requisitos da CLT, 
pugna, pelo recebimento do Agravo de Instrumento ora interposto. 
III - DO CABIMENTO 
5. Consoante dispõem as normas dos artigos 897 e seguintes da CLT, é cabível Agravo de 
Instrumento das decisões que denegarem seguimento à interposição de recursos. 
6. Nesse sentido, é plenamente cabível a interposição do Agravo de Instrumento para 
destrancar o Recurso de Revista interposto, a fim de que seja viabilizada a análise deste pelo Tribunal 
Superior do Trabalho. 
IV - DA TEMPESTIVIDADE 
7. Cumpre salientar que é tempestiva a presente Minuta de Agravo, uma vez que a decisão 
que denegou seguimento ao Recurso de Revista foi publicada em 02.08.2018 (quinta-feira) iniciando-se 
o prazo recursal em 03.08.2018 (sexta-feira), findando, portanto, em 14.08.2018 (terça-feira). 
8. Pelo que, interposta neste dia, é tempestiva a presente Minuta de Agravo. 
V - DO PREQUESTIONAMENTO 
9. Por derradeiro, mister remarcar que toda a matéria versada no apelo empresário 
encontra-se devidamente prequestionada, vez que o r. decisum agravado expressamente ventilou a 
matéria em debate, assumindo juízo explícito sobre a mesma, autorizando, portanto, o conhecimento 
do presente recurso. 
 
 
 
Rua Ministro Orozimbo Nonato, n.º 102, 23º andar, Torre B, Bairro Vila da Serra, Nova Lima/MG 
 CEP: 3400-000 • Fone/Fax: (31) 2511 1013 4 
10. Sendo assim, cumprido o requisito previsto no artigo no inciso I, do parágrafo 1º - A, do 
art. 896 da CLT, deve o Recurso de Revista interposto pela ora agravante ser conhecido e ao final 
provido. 
11. Pelo que passa a agravante a atacar analiticamente o ponto do julgado desencadeador 
do seu inconformismo, a fim de que seja reformada a decisão hostilizada, restabelecendo-se a norma 
legal violada. 
VI - DA EXPOSIÇÃO DOS FATOS 
12. Cuida-se de Agravo de Instrumento interposto em face da decisão que inadmitiu o 
Recurso de Revista aviado pela ora agravante, sob o fundamento de que: 
Não satisfaz o referido requisito legal a transcrição feita pela parte nas razões 
recursais do inteiro teor do tópico objeto do recurso de revista (ID. b3d3e60 - 
Págs. 5/7). A integralidade do tema conforme figura no acórdão, sem 
qualquer destaque dos trechos controversos ou a indicação posterior apenas 
dos excertos que demonstram a controvérsia, bem como sem vinculação 
individual das teses impugnadas à argumentação apresentada e sem a 
demonstração analítica das violações apontadas, não satisfaz o referido 
requisito legal, pois é dever da parte recorrente trazer a tese central que 
esculpe o objeto da controvérsia a fim de cumprir o exigido pelo dispositivo 
legal supracitado. Registro que os destaques feitos no texto correspondem aos 
realces feitos na própria decisão recorrida. (grifo nosso). 
13. Data maxima venia ao entendimento esposado, ousamos discordar do Ilustre 
Desembargador, uma vez as razões de recurso estão em consonância com o disposto no artigo por ele 
mencionado. 
VII – DAS RAZÕES DO INCONFORMISMO DA AGRAVANTE 
DA TRANSCRIÇÃO DO TRECHO – DA AFRONTA AO ARTIGO 5º, INCISOS LIV E LV DA CF E AO ART. 896 
DA CLT 
14. Em que pese o respeito e admiração que tributamos aos D. Desembargadores do 
Egrégio Tribunal Regional da 3ª Região, a decisão que denegou seguimento ao Recurso de Revista 
aviado pela empresa ao fundamento de que este não atende ao disposto no inciso I do §1º - A do art. 
896 da CLT não merece prosperar. 
 
 
 
Rua Ministro Orozimbo Nonato, n.º 102, 23º andar, Torre B, Bairro Vila da Serra, Nova Lima/MG 
 CEP: 3400-000 • Fone/Fax: (31) 2511 1013 5 
15. Nesse sentido, vejamos trecho da referida decisão: 
Não satisfaz o referido requisito legal a transcrição feita pela parte nas razões 
recursais do inteiro teor do tópico objeto do recurso de revista(ID. b3d3e60 - 
Págs. 5/7). A integralidade do tema conforme figura no acórdão, sem qualquer 
destaque dos trechos controversos ou a indicação posterior apenas dos 
excertos que demonstram a controvérsia, bem como sem vinculação individual 
das teses impugnadas à argumentação apresentada e sem a demonstração 
analítica das violações apontadas, não satisfaz o referido requisito legal, pois é 
dever da parte recorrente trazer a tese central que esculpe o objeto da 
controvérsia a fim de cumprir o exigido pelo dispositivo legal supracitado. 
Registro que os destaques feitos no texto correspondem aos realces feitos na 
própria decisão recorrida. 
16. Todavia, o inciso I do §1º - A do art. 896 da CLT dispõe que: 
§ 1o-A. Sob pena de não conhecimento, é ônus da parte: 
I - indicar o trecho da decisão recorrida que consubstancia o 
prequestionamento da controvérsia objeto do recurso de revista; 
17. Conforme se verifica, em nenhum momento o aludido artigo veda a transcrição do 
inteiro teor do decidido no momento do julgamento do Recurso Ordinário, pelo que o argumento 
utilizado de que o Recurso de Revista da empresa não atende ao disposto no inciso I do §1º - A do art. 
896 da CLT não merece prosperar. 
18. Nesse sentido, a jurisprudência do colendo TST: 
RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DA LEI Nº 13.015/2014 - 
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE - BASE DE CÁLCULO O recurso não indica o 
trecho ou o inteiro teor da decisão recorrida que consubstancia o 
prequestionamento da controvérsia objeto do Recurso de Revista, que 
desatende ao disposto no art. 896, § 1º-A, I, da CLT. INÍCIO DA EXECUÇÃO - 
SENTENÇA LÍQUIDA - DISPENSA DE CITAÇÃO 1. A Corte Regional manteve a 
decisão do juízo de origem, no tocante ao pagamento das verbas 
condenatórias independentemente de citação do executado. 2. Todavia, o 
artigo 880 da CLT determina o início da execução em 48 horas, após cumprido 
o mandado de citação do executado, sob pena de penhora. Desta forma, o 
 
 
 
Rua Ministro Orozimbo Nonato, n.º 102, 23º andar, Torre B, Bairro Vila da Serra, Nova Lima/MG 
 CEP: 3400-000 • Fone/Fax: (31) 2511 1013 6 
entendimento adotado pelo Tribunal Regional afronta a literalidade do artigo 
880 da CLT. Recurso de Revista conhecido parcialmente e provido. (TST - RR: 
20194820135080107, Relator: Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, Data de 
Julgamento: 19/08/2015, 8ª Turma, Data de Publicação: DEJT 21/08/2015) 
(grifo nosso) 
19. Não obstante, em consonância com o artigo 5º, incisos LIV e LV da CF, nos quais se 
encontram encerrados, respectivamente, os princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do 
contraditório, não se pode conceber que o jurisdicionado seja alijado de seu patrimônio sem que lhe 
seja assegurado os mais abrangentes meios e instrumentos de defesa, inclusive o acesso às instâncias 
superiores, pelo que a ausência de manifestação da Corte Superior Trabalhista quanto ao mérito erigido 
nas razões do Recurso de Revista viola os dispositivos constitucionais em comento. 
20. Noutro vértice, diversamente do sustentado, o Recurso de Revista interposto observou 
todas as condicionantes de sua utilização. 
VIII – DA CONCLUSÃO 
21. Por todo o exposto, pugna a agravante preliminarmente pelo conhecimento de sua 
Minuta de Agravo, tendo em vista a observância de todos os requisitos de admissibilidade do recurso. 
No mérito, seja dado PROVIMENTO ao presente Agravo de Instrumento, concedendo-se seguimento ao 
Recurso de Revista interposto pela agravante. 
22. Requer, por fim, o cadastramento do procurador: Paulo Dimas de Araújo, OAB/MG 
55.420, para que receba todas as publicações e intimações sob pena de nulidade. 
Termos em que, 
pede e espera deferimento. 
Belo Horizonte, 13 de agosto de 2018. 
 
Paulo Dimas de Araújo 
OAB/MG 55.420 
 
 
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 03ª REGIÃO
Gabinete da Presidência
ROPS 0011147-53.2016.5.03.0034
RECORRENTE: CEMIG DISTRIBUICAO S.A
RECORRIDO: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, FELICIO 
REGINALDO COSTA SANTOS
AIRR 0011147-53.2016.5.03.0034
 
RECORRENTE: CEMIG DISTRIBUICAO S.A.
RECORRIDOS: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, FELICIO REGINALDO 
COSTA SANTOS
 
Vistos.
 
Mantenho a decisão agravada.
 
Recebo o Agravo de Instrumento, submetendo sua admissibilidade ao c. Tribunal Superior do Trabalho (IN
16/99 e RA 1418/10, ambas do Tribunal Superior do Trabalho).
 
Intimem-se as partes agravadas/recorridas para, no prazo legal, contraminutarem o agravo e contra-
arrazoarem o recurso de revista (parágrafo 6º do art. 897 da CLT).
 
Após, remeta-se ao c. Tribunal Superior do Trabalho.
 
P.I.
 
BELO HORIZONTE, 22 de Agosto de 2018
 
Márcio Flávio Salem Vidigal
Desembargador(a) do Trabalho
 
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 03ª REGIÃO
Gabinete da Presidência
ROPS 0011147-53.2016.5.03.0034
RECORRENTE: CEMIG DISTRIBUICAO S.A
RECORRIDO: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, FELICIO 
REGINALDO COSTA SANTOS
AIRR 0011147-53.2016.5.03.0034
 
RECORRENTE: CEMIG DISTRIBUICAO S.A.
RECORRIDOS: CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS LTDA - EPP, FELICIO REGINALDO 
COSTA SANTOS
 
Vistos.
 
Mantenho a decisão agravada.
 
Recebo o Agravo de Instrumento, submetendo sua admissibilidade ao c. Tribunal Superior do Trabalho (IN
16/99 e RA 1418/10, ambas do Tribunal Superior do Trabalho).
 
Intimem-se as partes agravadas/recorridas para, no prazo legal, contraminutarem o agravo e contra-
arrazoarem o recurso de revista (parágrafo 6º do art. 897 da CLT).
 
Após, remeta-se ao c. Tribunal Superior do Trabalho.
 
P.I.
 
BELO HORIZONTE, 22 de Agosto de 2018
 
Márcio Flávio Salem Vidigal
Desembargador(a) do Trabalho
 
 
 
PODER JUDICIÁRIO FEDERAL
JUSTIÇA DO TRABALHO
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
0011147-53.2016.5.03.0034 - Quarta Turma
 
CERTIDÃO DE REMESSA
Classe Judicial: AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA
Assunto Principal: Multa de 40% do FGTS (1998)
Relator: Maria Cristina Diniz Caixeta
Tramitação Preferencial:
Partes:
Tipo Nome da parte Advogado
RECORRENTE
CEMIG 
DISTRIBUICAO S.A
BRUNO VIANA VIEIRA - MG0078173, PAULO DIMAS 
DE ARAUJO - MG0055420, RAFAEL RAMOS 
ABRAHAO - MG0151701
RECORRENTE
CRISTAL SERVICOS 
ESPECIALIZADOS 
LTDA - EPP
 
RECORRENTE
FELICIO REGINALDO 
COSTA SANTOS
 
RECORRIDO
CEMIG 
DISTRIBUICAO S.A
 
RECORRIDO
CRISTAL SERVICOS 
ESPECIALIZADOS 
LTDA - EPP
VANI DE FREITAS MEDEIROS - MG0053748
RECORRIDO
FELICIO REGINALDO 
COSTA SANTOS
 
Motivo da Remessa: para processar recurso
Data da Publicação dos Acórdãos:
Id Classe judicial Tipo de 
documento
Data de 
publicação
b38a2f3
RECURSO ORDINÁRIO EM PROCEDIMENTO 
SUMARÍSSIMO
Acórdão 
Data de Ciência/Publicação dos Expedientes:
Id Nome da parte Tipo de 
documento
Data de ciência
/publicação
6e0acff
CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS 
LTDA - EPP
Notificação 02/08/2018
6e0acff CEMIG DISTRIBUICAO S.A Notificação 02/08/2018
3a34676 CEMIG DISTRIBUICAO S.A Notificação 24/08/2018
3a34676
CRISTAL SERVICOS ESPECIALIZADOS 
LTDA - EPP
Notificação 24/08/2018
Contrarrazões:
Id Nome do usuário Tipo de documento Data de 
juntada
3a34676
VANINA ABRANCHES ESTEVES DE 
ASSIS PEREIRA
Notificação 22/08/2018
c301c03
VANINA ABRANCHES ESTEVES DE 
ASSIS PEREIRA
Despacho 22/08/2018
c2feb10 PAULO DIMAS DE ARAUJO
Agravo de Instrumento em 
Recurso de Revista
14/08/2018
e5c1797 MARTHA COSTA VICTOR Certidão 01/08/2018
6e0acff IVANA DE MELO MOREIRA Notificação 26/07/2018
382f053 IVANA DE MELO MOREIRA Decisão 26/07/2018
c202479 PATRICIA LEMBI CAVALCANTI Decisão 24/11/2017
89c4d81 RAFAEL RAMOS ABRAHAO Petição (outras) 12/10/2017
b3d3e60 BRUNO VIANA VIEIRA Recurso de Revista 28/06/2017
4869c31 VALBIA MARIS PIMENTA PEREIRA Notificação 19/06/2017
 
CERTIFICO para os devidos fins que as informações acima são fidedignas com os registros do sistema PJe-
JT no 2º grau.
Nesses termos, faço a remessa dos autos ao ColendoTST.
BELO HORIZONTE, MG, 10 de Setembro de 2018.
 
SUMÁRIO
Documentos
Id. Data daAssinatura Documento Tipo
de58d86 16/06/2016 11:59 Petição em PDF Petição em PDF
04f28b3 16/06/2016 11:59 Termo Felicio Petição Inicial
c0a08fc 16/06/2016 11:59 Termo de Declaração Certidão
893b472 16/06/2016 11:59 CTPS n° e Série CTPS
f3f5309 16/06/2016 11:59 CTPS Qualificação civil CTPS
69eeae1 16/06/2016 11:59 CTPS Contrato CTPS
5d9caa6 16/06/2016 11:59 Contracheque Contracheque /Hollerith
cc1e0d2 16/06/2016 11:59 Extrato FGTS Extrato de Conta doFGTS
6b55aa6 21/06/2016 14:16 Notificação Notificação
5f56aac 21/06/2016 14:16 Notificação Notificação
7bb3b49 14/07/2016 10:11 Habilitação em processo Petição (outras)
aaaabd9 18/07/2016 14:52 Contestacao Contestação
1e8b80a 18/07/2016 14:52 Contrato Cristal - 4680004793 - Anexos Contrato
e501d8f 18/07/2016 14:52 Dossiê e Certificados Documento Diverso
db2082d 18/07/2016 14:52 Pagamento Fevereiro 2016 Documento Diverso
3b2b11b 18/07/2016 14:52 Pagamento Janeiro 2016 Documento Diverso
2919dcc 18/07/2016 14:52 Pagamento Março 2016 Documento Diverso
94398a2 18/07/2016 14:52 Registros de Frequência Controle deFrequencia
2708831 18/07/2016 18:53 Procuração Procuração
2ccf55a 18/07/2016 18:53 Habilitação em processo Manifestação
f2fed0f 18/07/2016 18:53 CArta de Preposto Carta de Preposição
b1b1add 18/07/2016 18:53 Contrato Social Contrato Social
f7e0352 20/07/2016 19:18 Ata da Audiência Ata da Audiência
9788d6e 25/07/2016 11:53 JUNTADA DE DOCUMENTOS Manifestação
eb4b5ff 25/07/2016 11:53 Ata Cemig D Ata
2143f73 25/07/2016 11:53 Carta de preposição CEMIG DISTRIBUIÇÃO Carta de Preposição
d026740 25/07/2016 11:53 ESTATUTO SOCIAL - CEMIG D Estatuto
5ded8d7 25/07/2016 11:53 PROCURAÇÕES E SUBS INTERNO - CEMIG D Procuração
4bd844d 25/07/2016 11:53 SUBSTABELECIMENTO - CEMIG DISTRIBUIÇÃO Documento Diverso
43f3139 22/09/2016 15:25 Certidão Certidão
7b5779c 27/09/2016 19:43 Despacho Despacho
40f6ba0 27/09/2016 19:43 Despacho Notificação
d57bbdb 13/10/2016 10:10 Despacho Despacho
5ff401d 23/11/2016 15:00 Cálculos Certidão
bec0fda 23/11/2016 15:00 cálculo - memória Planilha de Cálculos
afaff0c 23/11/2016 15:00 Cálculo - resumo Planilha de Cálculos
50416ff 22/12/2016 16:32 Decisão Decisão
915293d 22/12/2016 16:32 Decisão Notificação
c992e34 17/02/2017 09:11 Despacho Despacho
63d68be 02/03/2017 16:26 Ata da Audiência Ata da Audiência
bd77d62 06/03/2017 16:10 Intimação Intimação
c1bf171 06/03/2017 16:10 Intimação Intimação
dc970eb 06/03/2017 16:10 Intimação Notificação
6235af0 06/03/2017 16:10 Intimação Notificação
f75393b 17/03/2017 09:03 Ata da Audiência Ata da Audiência
0855e93 03/04/2017 10:03 Despacho Despacho
e7d68c0 10/04/2017 22:40 Despacho Despacho
c8fbf7d 10/04/2017 22:43 Sentença Sentença
2327c35 17/04/2017 18:24 Intimação Intimação
b34daf6 17/04/2017 18:24 Intimação Notificação
4a81220 26/04/2017 15:36 RECURSO ORDINÁRIO Recurso Ordinário
537da22 26/04/2017 15:36 GFIP Comprovante deDepósito Recursal
02ee17c 26/04/2017 15:36 GRU Comprovante deDepósito
ead7715 05/05/2017 10:44 Despacho Certidão
84068cd 08/05/2017 13:52 Intimação Intimação
691e9c5 08/05/2017 13:52 Intimação Notificação
2a3fd8b 23/05/2017 20:47 Decisão Decisão
b38a2f3 16/06/2017 14:05 Acórdão Acórdão
4869c31 19/06/2017 15:54 Acórdão Notificação
b3d3e60 28/06/2017 12:01 Recurso de Revista Recurso de Revista
89c4d81 12/10/2017 02:03 habilitação Petição (outras)
8383410 12/10/2017 02:03 procuração Procuração
c202479 24/11/2017 11:13 Decisão Decisão
382f053 26/07/2018 17:59 Decisão Decisão
6e0acff 26/07/2018 17:59 Decisão Notificação
e5c1797 01/08/2018 17:04 Certidão de publicação de RR Certidão
c2feb10 14/08/2018 16:46 Agravo de Instrumento em Recurso de Revista Agravo de Instrumentoem Recurso de Revista
c301c03 22/08/2018 16:32 Despacho Despacho
3a34676 22/08/2018 16:32 Despacho Notificação
734c9e2 10/09/2018 14:16 Certidão de Remessa Certidão
	Capa
	Petição em PDF - de58d86
	Petição Inicial (Termo Felicio) - 04f28b3
	Certidão (Termo de Declaração) - c0a08fc
	CTPS (CTPS n° e Série) - 893b472
	CTPS (CTPS Qualificação civil) - f3f5309
	CTPS (CTPS Contrato) - 69eeae1
	Contracheque / Hollerith (Contracheque) - 5d9caa6
	Extrato de Conta do FGTS (Extrato FGTS) - cc1e0d2
	Notificação - 6b55aa6
	Notificação - 5f56aac
	Petição (outras) (Habilitação em processo) - 7bb3b49
	Contestação (Contestacao) - aaaabd9
	Contrato (Contrato Cristal - 4680004793 - Anexos) - 1e8b80a
	Documento Diverso (Dossiê e Certificados) - e501d8f
	Documento Diverso (Pagamento Fevereiro 2016) - db2082d
	Documento Diverso (Pagamento Janeiro 2016) - 3b2b11b
	Documento Diverso (Pagamento Março 2016) - 2919dcc
	Controle de Frequencia (Registros de Frequência) - 94398a2
	Procuração - 2708831
	Manifestação (Habilitação em processo) - 2ccf55a
	Carta de Preposição (CArta de Preposto) - f2fed0f
	Contrato Social - b1b1add
	Ata da Audiência - f7e0352
	Manifestação (JUNTADA DE DOCUMENTOS) - 9788d6e
	Ata (Ata Cemig D) - eb4b5ff
	Carta de Preposição (Carta de preposição CEMIG DISTRIBUIÇÃO) - 2143f73
	Estatuto (ESTATUTO SOCIAL - CEMIG D) - d026740
	Procuração (PROCURAÇÕES E SUBS INTERNO - CEMIG D) - 5ded8d7
	Documento Diverso (SUBSTABELECIMENTO - CEMIG DISTRIBUIÇÃO) - 4bd844d
	Certidão - 43f3139
	Despacho - 7b5779c
	Notificação (Despacho) - 40f6ba0
	Despacho - d57bbdb
	Certidão (Cálculos) - 5ff401d
	Planilha de Cálculos (cálculo - memória) - bec0fda
	Planilha de Cálculos (Cálculo - resumo) - afaff0c
	Decisão - 50416ff
	Notificação (Decisão) - 915293d
	Despacho - c992e34
	Ata da Audiência - 63d68be
	Intimação - bd77d62
	Intimação - c1bf171
	Notificação (Intimação) - dc970eb
	Notificação (Intimação) - 6235af0
	Ata da Audiência - f75393b
	Despacho - 0855e93
	Despacho - e7d68c0
	Sentença - c8fbf7d
	Intimação - 2327c35
	Notificação (Intimação) - b34daf6
	Recurso Ordinário - 4a81220
	Comprovante de Depósito Recursal (GFIP) - 537da22
	Comprovante de Depósito (GRU) - 02ee17c
	Certidão (Despacho) - ead7715
	Intimação - 84068cd
	Notificação (Intimação) - 691e9c5
	Decisão - 2a3fd8b
	Acórdão - b38a2f3
	Notificação (Acórdão) - 4869c31
	Recurso de Revista - b3d3e60
	Petição (outras) (habilitação) - 89c4d81
	Procuração - 8383410
	Decisão - c202479
	Decisão - 382f053
	Notificação (Decisão) - 6e0acff
	Certidão (Certidão de publicação de RR) - e5c1797
	Agravo de Instrumento em Recurso de Revista - c2feb10
	Despacho - c301c03
	Notificação (Despacho) - 3a34676
	Certidão (Certidão de Remessa) - 734c9e2
	Sumário