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RESUMO DE DIREITOS DO CONSUMIDOR
CDC – LEI 8078/90.
· O Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078 de 1990) foi elaborado, atendendo à determinação da Constituição Federal de estabelecer mecanismos de proteção ao consumidor tendo em vista a existência de desigualdade e desequilíbrio entre consumidor e fornecedor, onde o consumidor é a parte mais frágil da relação.
· Os princípios e normas do CDC são de ordem pública e de interesse social, criados, com o intuito de se preservarem pilares essenciais da sociedade.
· Isto posto, o caráter cogente de que se revestem as normas de ordem pública é uma forma de proteção do interesse social, já que protege instituições jurídicas fundamentais. 
· As cláusulas contratuais abusivas e o fato abusivo nelas imposta contrariam as normas protetivas do consumidor, que são de ordem pública e interesse social. Sendo assim, a nulidade de pleno direito pode ser decretada de ofício pelo juiz.
· A incidência da norma é independente da vontade das partes, o que permite a aplicação ex officio pelo julgador. 
· Sendo assim, o princípio da autonomia da vontade nos contratos é relativizado devido as normas cogentes, pois é vedado às partes pactuarem normas que afrontem os princípios e ideais daquelas de ordem pública e interesse social – CDC – por serem indisponíveis e infestáveis
· O CDC possui regras de natureza material, processual, administrativa e penal.
· ofício o CDC se cláusulas abusivas não estiverem integradas no pedido inicial do autor. 
· Tendo em vista que o mercado não consegue, por si mesmo, superar esse desequilíbrio entre fornecedor e consumidor, tornou-se imprescindível a intervenção estatal, consubstanciada na edição de um CDC. 
· A obrigação do Estado de promover a defesa do consumidor está prevista no art. 5º, XXXII da CF.
· Ou seja, as principais funções do CDC são: “reequilibrar as forças dos sujeitos da relação consumerista, diminuir a vulnerabilidade do consumidor e limitar as práticas nocivas de mercado”.
· Os direitos previstos no CDC não excluem outros decorrentes de tratados ou convenções internacionais, da legislação interna ordinária, de regulamentos expedidos administrativos competentes, bem como dos que derivem dos princípios gerais do direito, analogia, costumes e equidade. Sempre irá prevalecer a lei mais benéfica ao consumidor. 
CONCEITO DE CONSUMIDOR
· Segundo o CDC, consumidor é “toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final” (art. 2º). A lei, ainda, equipara o consumidor à “coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo” (parágrafo único).
· Consumidor é aquele que adquire os produtos para utilização pessoal e, não, comercial (necessidade própria).
· A legislação consumerista é especial, não se trata de um direito comum, geral, aplicável a toda e qualquer relação. 
· Aquele que não se enquadra no conceito de consumidor da legislação especial encontra proteção no Código Civil de 2002.
· O CDC reconhece a vulnerabilidade e a hipossuficiência do consumidor, o que justifica, sua proteção especial. Entretanto, essas características não se confundem. A vulnerabilidade do consumidor constitui uma presunção legal absoluta (característica de ordem material- é um elemento da relação de consumo em regra).
· Por outro lado, a hipossuficiência não é característica de todo e qualquer consumidor. Trata-se de uma circunstância que deve ser aferida no processo, caso a caso (a presunção de hipossuficiência é apenas relativa, dependendo, pois, de sua demonstração efetiva no caso concreto).
A PESSOA JURÍDICA COMO CONSUMIDOR
· Reconhece a jurisprudência do STJ que o CDC também pode ser aplicado as pessoas jurídicas, “desde que (i) sejam destinatárias finais de produtos e de serviços, e, (ii) ainda, vulneráveis”.
· Uma significativa distinção se faz, entre a avaliação da vulnerabilidade, perante o consumidor genuíno (pessoa física) e o consumidor por equiparação (pessoa jurídica).
· Se presume legalmente a vulnerabilidade em relação ao consumidor pessoa física não profissional (CDC, art. 4º, I), o que se presume, perante a pessoa jurídica, é o contrário, isto é, até prova em contrário o empresário, não se apresenta como vulnerável no comando de sua atividade (deve ser demonstrada e comprovada).
CONSUMIDOR POR EQUIPARAÇÃO
· Prevê o art. 17 do CDC a figura do “consumidor por equiparação”, por meio da qual a proteção da legislação consumerista é estendida àquelas que, mesmo sem participar diretamente da relação de consumo, venham a ser vítimas de evento danoso decorrentes dessa relação
· Ou seja, a pessoa jurídica e o intermediário, ainda que não sejam destinatários finais, ficam equiparados ao consumidor, caso sejam vítimas de um acidente de consumo.
. CONCEITO DE FORNECEDOR
· Fornecedor é todo aquele que disponibiliza no mercado produtos ou serviços. 
· O critério, portanto, para caracterização de fornecedor é “desenvolver atividades tipicamente profissionais”+ “habitualidade” + “mediante remuneração”. Dito isto, são excluídos da aplicação do Código “todos os contratos firmados entre dois consumidores não profissionais”.
POLÍTICA NACIONAL DE CONSUMO
· O Código, em seus arts. 4º e 5º, previu uma Política Nacional das Relações de Consumo, a fim de garantir não apenas a defesa do consumidor, mas, também, estimular uma relação saudável de consumo.
· Essa Política tem por objetivo respeitar e assegurar aos consumidores: dignidade; saúde e segurança; proteção de seus interesses econômicos; melhoria da sua qualidade de vida; transparência e harmonia das relações de consumo.
· EXPECTATIVA DE CONSUMO: O poder de influenciar as escolhas de consumo é tamanha que o CDC protege o consumidor de forma a obrigar o fornecedor no cumprimento da oferta promovida, sob pena de aplicação do artigo 35 do CDC que possibilita ao consumidor, em caso de descumprimento da oferta, à sua escolha, o cumprimento forçado da obrigação ou, a aceitação de outro produto ou serviço equivalente ou, optar o consumidor pela rescisão do contrato com devolução das quantias pagas, monetariamente atualizadas, sem prejuízo de perdas e danos.
· O direito básico do consumidor, garante a reparação de danos em qualquer situação.
· Para que a oferta tenha todo esse poder, o quanto transmitido na oferta deve ter criado no consumidor uma expectativa de cunho objetivo a respeito do produto e/ou serviço e, justamente a quebra dessa expectativa é que ensejará a escolha de uma das opções postas ao consumidor nos termos do artigo 35, do CDC. 
DIREITOS BÁSICOS DO CONSUMIDOR
· O art. 6º do CDC elenca, em seus dez incisos, uma série de direitos básicos do consumidor. Não se trata, entretanto, de rol taxativo.
· São eles: 
I – a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos - O fornecedor é obrigado a garantir a segurança razoável do produto ou serviço disponibilizado no mercado.
II – a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações –a educação de responsabilidade dos fornecedores, a respeito das características dos produtos ou serviços que são lançados no mercado.
· O fornecedor é obrigado a informar o consumidor previamente sobre as condições contratuais, evitando-se que seja surpreendido por alguma cláusula abusiva.
III – a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem - Trata-se do princípio da transparência, que permite ao consumidor saber exatamente o que pode esperar dos bens colocados à sua disposição no mercado. 
IV –a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostasno fornecimento de produtos e serviços - Vale dizer, “tudo que se diga a respeito de um determinado produto ou serviço deverá corresponder exatamente à expectativa despertada no público consumidor”, sob pena de responsabilidade.
· A publicidade enganosa (ação/omissão) é aquela suscetível de induzir o consumidor em erro, em relação a quaisquer dados do produto e serviço. Diferente da publicidade abusiva, que por sua vez, é aquela discriminatória de qualquer natureza, ou que induza o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.
V – a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas – É importante ressaltar que não se trata, aqui, da teoria da imprevisão, basta ter havido alteração substancial capaz de tornar o contrato excessivo para o consumido – revisão contratual.
· Dito isto, O CDC é zeloso quanto à preservação do equilíbrio contratual, da equidade contratual e, enfim, da justiça contratual, os quais não coexistem ante a existência de cláusulas abusivas. 
VI – a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos – Protege o consumidor de forma repressiva, ao determinar a reparação integral dos danos individuais, coletivos e difusos provocados ao consumidor. 
· A reparação dos danos provocados ao consumidor deve ser integral, não se admitindo qualquer tarifamento. 
VII – o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, administrativa e técnica aos necessitados – vide item anterior.
VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências - A inversão que a lei admite é tão somente em prol do consumidor. Essa distribuição dinâmica do ônus da prova quebra a tradicional regra de processo, ela é admissível de forma extraordinária. 
· Essa facilitação da defesa justifica-se em razão do reconhecimento de que o consumidor é a parte fraca no mercado de consumo. Mas somente é admitida quando o juiz venha a constatar a verossimilhança da alegação do consumidor, ou sua hipossuficiência. 
· O mecanismo da inversão do ônus da prova se insere na Política Nacional das Relações de Consumo, com o objetivo de tutelar o consumidor, e deve ser aplicado até quando seja necessário para superar a vulnerabilidade do consumidor e estabelecer seu equilíbrio processual em face do fornecedor.
IX – (Vetado); 
X – a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral - . o Poder Público, como prestador de serviço, submete-se ao CDC, devendo disponibilizar aos administrados consumidores, um serviço adequado e eficaz. Trata-se, com efeito, do princípio da eficiência, segundo o qual se espera o melhor desempenho possível do Poder Público quanto às suas atribuições, para que logre os melhores resultados. 
RESPONSABILIDADE CIVIL
· Primordialmente cumpre acentuar que prevalece, em regra, a solidariedade passiva de todos os fornecedores envolvidos na relação.
· Ao fornecedor incumbe o dever legal de zelar pela boa qualidade dos produtos e serviços colocados no mercado de consumo, de modo a assegurar que não acarretem riscos à saúde ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição. 
· A regulamentação sistematizada pelo CDC no tocante às anomalias verificadas nos produtos ou serviços, a que a doutrina denomina “acidentes de consumo”, faz uma distinção entre:
(i) A responsabilidade pelo fato do produto e do serviço (defeito), que diz respeito ao vício por insegurança verificado na colocação de tais bens no mercado de consumo; 
(ii) Vício do produto e do serviço (arts. 18 a 20), falha que também se costuma qualificar como vício por inadequação.
· A doutrina ressalta, que, por natureza, o defeito do produto ou do serviço reveste-se de maior gravidade, pela potencialidade de causar danos à saúde ou à segurança do consumidor; enquanto o vício não chega a esse nível e apenas acarreta a inservibilidade ou diminuição do valor do produto.
· Vale dizer, o defeito (fato do produto ou serviço) pressupõe uma repercussão externa, consistente nos danos que podem afetar pessoas e patrimônios físicos ou morais, sem qualquer conotação contratual, podendo a vítima ser um simples terceiro. Enquanto, o vício (do produto ou serviço), corresponde a uma falha interna da própria coisa, cujo efeito é um prejuízo meramente econômico, correspondente à sua impropriedade, inadequação ou desvalorização.
· Nas situações configuradoras de fato do produto ou do serviço (danos pessoais ou materiais externos à coisa ou serviço), a lei é clara ao dispor que o fornecedor responderá independentemente da ocorrência de culpa. O regime, destarte, é induvidosamente de responsabilidade objetiva.
· Os casos excepcionais em que a responsabilidade do fornecedor se sujeita ao regime subjetivo da culpa acham-se expressamente ressalvados pelo CDC, como se passa com os médicos e os profissionais liberais em geral (CDC, art. 14, § 4º).
· Entretanto, o fato de a responsabilidade do fornecedor ser, em qualquer das hipóteses, objetiva, não retira do consumidor o dever de comprovar o vício ou defeito (ou ao menos indícios de sua ocorrência para justificar a inversão), o nexo causal e o dano.
· Três elementos continuam essenciais para fazer atuar a responsabilidade objetiva: 
a) a existência do defeito do produto ou serviço; 
b) a ocorrência de uma lesão efetiva (dano ou prejuízo) suportada pela vítima (eventus damni), que pode afetá-la patrimonialmente ou moralmente; e 
c) a relação de causalidade entre o defeito ou vício do produto e a lesão a indenizar.
· Não sendo o vício sanado no prazo máximo de 30 dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:
I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso;
 II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;
III - o abatimento proporcional do preço.
· Importante ressaltar, que “a ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços não o exime de responsabilidade” (art. 23). Trata-se da responsabilidade objetiva derivada da teoria do risco, que não considera os aspectos subjetivos da conduta do fornecedor. 
· Em suma, a responsabilidade civil do fornecedor, nas relações de consumo, pode advir de fato do produto (CDC, art. 12), de vício do produto (art. 18) e também de propaganda enganosa e de práticas abusivas (arts. 37, 39 e 42).
· É possível, outrossim, que no processo de criação tenha se envolvido mais de um fabricante, produtor ou construtor. Se tal se der, ter-se-á, diante do fato do produto, uma responsabilidade civil solidária (CDC, arts. 7º, parágrafo único, e 25, § 2º). É preciso, repita-se, que todos os responsabilizados sejam criadores do produto, no todo ou em parte.
· Imperioso ressaltar que é possível o consumidor escolher qual dos responsabilizados irá responder pela ação de reparação de danos.
Vicio de quantidade x vicio de qualidade:
· Os fornecedores respondem solidariamente se o conteúdo líquido for inferior às indicações constantes do produto, podendo o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha (vício de quantidade):
 I - o abatimento proporcional do preço;
II - complementação do peso ou medida;
 III - a substituição do produto por outro da mesma espécie, marca ou modelo, sem os aludidos vícios;
 IV - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos.
· Fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o valor, podendo o consumidorexigir, alternativamente e à sua escolha:
 I - a reexecução dos serviços, sem custo adicional e quando cabível - poderá ser confiada a terceiros devidamente capacitados, por conta e risco do fornecedor.
 II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;
III - o abatimento proporcional do preço.
DA DECADÊNCIA E DA PRESCRIÇÃO
 
· A responsabilidade civil de que trata o CDC sujeita-se a prazos, ora de decadência, ora de prescrição. Ao cuidar da ação contra os vícios redibitórios (art. 26), são traçados prazos dentro dos quais se assegura ao consumidor o direito potestativo de reclamar dos defeitos aparentes ou ocultos: 
a) 30 dias, quando se tratar de fornecimento de serviço ou produtos não duráveis.
b) 90 dias, tratando-se de serviços ou produtos duráveis.
· Ditos prazos são textualmente definidos pelo art. 26 do CDC como de decadência, por representarem causas de extinção dos direitos a que se referem. 
· O § 2º do referido artigo prevê, ainda, situações em que a decadência é obstada:
 a) quando o consumidor, comprovadamente, envia reclamação ao fornecedor, até que lhe seja enviada reposta negativa, de forma inequívoca; 
b) quando ocorre a instauração de inquérito civil, estando obstada a decadência até o seu encerramento.
· Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito.
· O CDC estipula o prazo de 5 anos, a ser contado do “conhecimento do dano e de sua autoria” (prescrição) -Direito de buscar reparação de danos.
Garantia contratual e Garantia Legal
· O prazo legal de garantia, dentro do qual é lícito reclamar contra os defeitos, é de observância obrigatória, dela não podendo se esquivar o fornecedor. 
· Paralelamente a ela, porém, pode o fornecedor oferecer uma garantia contratual, alargando o prazo da garantia legal. 
· Não há na lei prazo algum para a reclamação relativa à garantia contratual.
PUBLICIDADE ENGANOSA E PRAXES ABUSIVAS
· O CDC prevê a força obrigatória da publicidade feita pelo fornecedor, como exige veicular informações corretas, claras, precisas e ostensivas, tanto a respeito das características, qualidade e preços como sobre os riscos que apresentem à saúde e segurança dos consumidores. E, proíbe toda publicidade enganosa ou abusiva. 
· O que quer o CDC é impedir que o consumidor seja levado a adquirir produtos e serviços fundado em erro gerado por propaganda falsa ou enganosa.
· Há, porém, em regra dois sujeitos envolvidos na publicidade: o fornecedor e o órgão divulgador da propaganda.
· A responsabilidade civil derivada da propaganda enganosa ou abusiva abrange imediatamente o fornecedor.
· Assim, acusando-se a propaganda de falsa ou enganosa, o ônus de comprovar a correção e veracidade é do patrocinador (fornecedor), e não do divulgador, que presta serviço de intermediação apenas, no que diz respeito à publicação da mensagem. 
· A agência e o veículo de publicidade só responderão excepcionalmente quando tiverem atuado com dolo ou culpa, segundo os padrões do direito civil.
PRÁTICAS COMERCIAIS ABUSIVAS
· É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:  
I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos – “venda casada”
 II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque;
III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço;
IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços.
V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva;
VI - executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes;
VII - repassar informação depreciativa, referente a ato praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos;
VIII - colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competente.
IX - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério;
IX - recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de intermediação regulados em leis especiais;
 X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços;
XI - aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente estabelecido.            
XII- permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número maior de consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo. 
DA COBRANÇA DE DÍVIDAS
· Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.
· O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.
· Em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao consumidor, deverão constar o nome, o endereço e o número de inscrição no CPF ou no CNPJ do fornecedor do produto ou serviço correspondente. 
DOS BANCOS DE DADOS E CADASTRO DE CONSUMIDORES
· O consumidor, terá acesso às informações existentes em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas respectivas fontes.
· Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos.
· A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.
· O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua imediata correção.
· Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público.
· Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo pública e anualmente. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor.
· CADASTRO POSITIVO: é uma lista de bons pagadores, através do registro da pontualidade no pagamento de suas contas, com o propósito de criar um banco de dados que ficará à disposição de instituições privadas – Sem prazo de prescrição.
· O cadastro dos bons pagadores poderá servir de base para transações comerciais. Em tese, a medida ajudará a diminuir o custo da concessão de crédito e oferecer juros mais baixos para o consumidor. Para os dados dos consumidores serem divulgados, deve ter a anuência destes.
CONTRATOS NA RELAÇÃO DE CONSUMO
· Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance.
· As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor.
· As declarações de vontade constantes de escritos particulares, recibos e pré-contratos relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor.
· O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio – Direito de arrependimento.
· Neste caso acima, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazode reflexão, serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados.
·         CONTRATO DE ADESÃO é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo. 
· Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis, de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor. 
· As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.

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