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ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO De acordo com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (Brasil 2008) considera- se pessoas com altas habilidades/ superdotação aquelas que demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes. Também apresentam elevada criatividade, grande envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse. Há outros conceitos sobre a AH/SD de acordo com outras teorias e teóricos. Altas Habilidades / Superdotação? O que é A OMS – Organização Mundial da Saúde aponta para o índice que 3% a 5% da população apresenta os indicadores de AH/SD. Considerando que há aproximadamente 50.000.000 de estudantes na educação básica no Brasil, era de se esperar que muitos destes estivessem em atendimento educacional especializado para AH/SD. Estamos falando de uma estimativa. Mas a realidade é bem inferior a estes números. Qual a incidência? No contexto social brasileiro, O instrumento legal de registro utilizado pelo Ministério da Educação é o Censo Escolar, mas este não obriga o educando atendido na condição de estudante com necessidade educacional especial a se declarar como tal, daí a ausência de dados confiáveis. Em relação aos estudantes com Altas Habilidades/Superdotação atendidos em programas específicos tanto pela rede pública como particular, simplesmente fala- se de uma minoria que foi identificada, e muitas vezes nem constam nos dados oficiais. Ainda há o grupo dos invisíveis, que são omitidos em suas necessidades específicas e desconhecidos pelas estatísticas. Qual a incidência? No contexto social brasileiro, Altas Habilidades/Superdotação? Onde estão estas pessoas com Muitas dessas pessoas encontram-se na invisibilidade, como se estivessem camufladas. São em números expressivos, mas ainda não estão reconhecidas em nosso país!!! Frequentam as escolas, às vezes deixam evidenciar seu potencial, outras vezes preferem não ser vislumbrados como diferente de seu próprio grupo. Esses estudantes estão sentados nos bancos das escolas!!!! Há aqueles que já estão nas universidades ou até mesmo já saíram dela!! E ainda continuam invisíveis na sociedade. que respaldam o trabalho? Quais as Teorias ou Teóricos Várias teorias e teóricos discutem sobre a temática no Brasil: Conceito do MEC (2008) Modelo de Enriquecimento Escolar (Renzulli, 1986) O conceito de AH/SD está vinculado ao de Inteligência e há várias concepções sobre este tema, destacam-se alguns: Teoria Triárquica de Inteligência (Sternberg, 2000) Teoria das Inteligências Múltiplas (Gardner, 1983) que respaldam o trabalho? Quais as Teorias ou Teóricos O conceito oficial pelo MEC é o que está posto na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (BRASIL, 2008), destacado no início desse material. A Concepção de superdotação por meio dos Três Anéis de Renzulli (1986), compreende o resultado da interação de três componentes: habilidade acima da média, criatividade e comprometimento com a tarefa. Em seu Modelo dos Três Anéis, Renzulli aponta que nem sempre a criança apresenta este conjunto de traços desenvolvidos igualmente, mas, se algumas oportunidades forem oferecidas, ela poderá desenvolver ainda mais o seu potencial. Modelo de Enriquecimento Escolar de Joseph Renzulli O pesquisador norte-americano, Robert Sternberg, afirma em sua Teoria Triárquica de Inteligência, que o comportamento inteligente é muito amplo, não podendo ser medido por meio de um único teste ou instrumento de medida. Para Sternberg a inteligência é flexível e dinâmica. Diferentemente da inteligência convencional, define como Inteligência Plena: Teoria Triárquica de Inteligência de Stenberg O conjunto integrado das capacidades necessárias para o indivíduo obter sucesso na vida, independente ide como o defina, em seu contexto cultural. As pessoas são plenamente ... inteligentes quando reconhecem suas forças e aproveitam-na ao máximo, ao mesmo tempo em que reconhecem suas fraquezas e descobrem maneiras de corrigi-las ou compensá-las. As pessoas plenamente inteligentes se adaptam, modificam e selecionam ambientes por meio do emprego equilibrado das capacidades analíticas, criativas e práticas (STERNBERG, R. J. e GRIGORENKO, E. L., 2003). Teoria Triárquica de Inteligência de Stenberg Gardner (1995, 2007) conceitua inteligência de forma qualitativa: considera como um “conceito multidimensional que propõe a existência de oito inteligências (lógico- matemática, linguística, espacial, musical, corporal-cinestésica, naturalista, intrapessoal e interpessoal) não hierarquizadas” (BARRERA PÉREZ, 2009, p. 302). Teoria das Inteligências Múltiplas de Gardner Afirma também, que inteligência é: a capacidade de resolver problemas e permite à pessoa abordar uma situação em que um objetivo deve ser atingido e localizar a rota adequada para esse objetivo. A criação de um produto cultural é crucial nessa função, na medida em que captura e transmite o conhecimento ou expressa as opiniões ou os sentimentos da pessoa.” (GARDNER, 1995, p. 21) Constituição Brasileira (1988), artigo 208: O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de [...] V - acesso aos níveis mais elevados de ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN 9394/96), Capítulo V Destaca-se como embasamento legal ao atendimento de pessoas com Necessidades Educacionais Especiais: Quais as bases legais que orientam o processo educativo? Decreto nº 7.611 de 17 de novembro de 2011. Dispõe sobre a educação especial, o atendimento educacional especializado e dá outras providências. A Lei nº 13.234 de 29 de dezembro de 2015, Dispõe sobre a identificação, o cadastramento e o atendimento, na educação básica e na educação superior, de alunos com AH/SD. Portaria nº 243, de 15 de abril de 2016 - Estabelece os critérios para o funcionamento, a avaliação e a supervisão de instituições públicas e privadas que prestam atendimento educacional a alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Quais as bases legais que orientam o processo educativo? Porque estudar sobre ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO? Para desenvolver um novo olhar sobre seus alunos, pois milhares de crianças, adolescentes e jovens superdotados encontram-se em todas as escolas e não são reconhecidas. Assim como adultos e idosos superdotados estão inseridos em vários setores da sociedade. No entanto todas estas pessoas passam despercebidos geralmente são invisíveis. Essas pessoas precisam de atendimento especializado para desenvolverem seu potencial, para que este potencial se torne capacidade real e transformação no mundo (solucionando problemas, inventando novas tecnologias, superando desafios). Os profissionais envolvidos na área ganham maior credibilidade com os estudos, pais se favorecem em conhecer melhor os caminhos ainda a percorrer, demais profissionais possibilidade de ampliar seus conhecimentos, pessoas com altas habilidades podem aprender a desenvolver ou a procurar os profissionais mais adequados para elevar seu potencial, enfim a sociedade como um todo ganha com o reconhecimento da área. Porque estudar sobre ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO? A rede pública de ensino oferecem as salas de Recursos Multifuncional para o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, incluindo aqueles com Altas Habilidades/Superdotação. Em alguns estados, como o Paraná, há o atendimento em Sala de Recursos Multifuncionais específicas para AH/SD. Os estudantes matriculados narede pública tem prioridade no atendimento. Como atendemos pessoas com ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO? Na rede particular de ensino há uma autonomia na organização da sua gestão e do currículo escolar. Se uma criança, adolescente ou jovem estudante da rede pública é identificado com características de Superdotação deve ser encaminhada para o Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação na Secretaria de Educação de seu estado. Além da iniciativa pública, há programas específicos oferecidos por organizações privadas. Como atendemos pessoas com ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO? Interesses variados e diferenciados aos dos seus pares Preferência por relacionar-se com pessoas mais velhas ou mais novas do que ela Preferência por trabalhar ou estudar sozinhos O sentimento da diferença, na sua forma de pensar, sentir ou agir em relação às demais pessoas De acordo com Perez e Freitas (2016), as características comuns das pessoas com AH/SD são: Características gerais das pessoas com ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO? Nível de exigência mais elevado e perfeccionismo Independência e Autonomia Senso de humor desenvolvido Assincronismo Capacidade de observação muito elevada Gosto e preferência por jogos que exijam estratégia PEREZ, Susana Graciela Pérez Barrera e FREITAS, Soraia Napoleão. Manual de identificação de altas habilidades/ superdotação - Guarapuava: Apprehendere, 2016, p. 13 a 16. Características gerais das pessoas com ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO? Fonte - http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/altashab4.pdf Características gerais das pessoas com ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO? CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO Inscreva-se e Garanta a Sua Vaga Agora! Seja um Especialista; Professores com experiência na área; Certificado do Mec; Curso 100% Online; VAGAS LIMITADAS. Clique no botão do Whatsapp e seja atendido pelo nosso Suporte. 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Resolução CNE/CEB nº 4, de 2 de outubro de 2009. Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade de Educação Especial. Diário Oficial da União, Brasília, 5 de outubro de 2009, Seção 1, p. 17. 2009. FLEITH, Denise de Souza (Org). A construção de práticas educacionais para alunos com altas habilidades/superdotação: vol. 2: atividades de estimulação de alunos. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2007. p. 85 Referências ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO GARDNER, Howard. Inteligências Múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre: Artmed, 1995. RENZULLI, Joseph. A concepção de superdotação no modelo dos três anéis: Um modelo de desenvolvimento para a promoção da produtividade criativa. In: VIRGOLIM, Angela M. R. e KONKIEWITZ, Elisaberte Castelon (orgs.). Altas Habilidades/Superdotação, Inteligência e Criatividade. Campinas, SP: Papirus Editora. 2014. FREITAS, Soraia Napoleão; BARRERA PÉREZ, Susana Graciela Pérez. Estado do conhecimento na área de altas habilidades/superdotação no Brasil: uma análise das últimas décadas. In: Reunião Anual da Anped: sociedade, cultura e educação: novas regulações, 32, 2009, Caxambu. Anais... Caxambu: ANPED, 2009. v. 1, p. 1-17. VIRGOLIM, Angela M. R. (Org.). Altas habilidades/superdotação: encorajando potenciais. Brasília: Secretaria de Educação Especial, 2007. (volume 0 a 4) VIRGOLIM, Angela M. R. e KONKIEWITZ, Elisabete Castelon (orgs.). Altas Habilidades/Superdotação, Inteligência e Criatividade. Campinas, SP: Papirus Editora. 2014. RENZULLI, Joseph. O que é esta coisa chamada superdotação, e como a desenvolvemos? Uma retrospectiva de vinte e cinco anos. Educação, Porto Alegre, ano 27, n. 1, p. 75–131, jan. /abr. 2004. STERNBERG, Robert; GRIGORENKO, Elena. Inteligência plena: ensinando e incentivando a aprendizagem e a realização dos alunos. Porto Alegre, RS: Artmed, 2003. Referências ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO Fabiane Silva Chueire Cianca Graduada em Pedagogia pelo Centro de Estudos Superiores de Londrina - Cesulon (1990). Cursou especialização em Psicopedagogia na Universidade Estadual de Londrina - UEL (1993) e Educação Especial na Universidade Norte do Paraná - Unopar (2003). Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Londrina (2012). Atuou na implantação e coordenação do Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação - NAAH/S-Paraná de 2005 até 2016. Sócia-fundadora da Associação Londrinense de Incentivo ao Talento e Altas Habilidades/Superdotação - ALITAHS. Membro da Comissão Técnica do Conselho Brasileiro para Superdotação - ConBraSD, no biênio 2015 - 2016. Professora da Rede Municipal de Educação da cidade de Londrina, trabalhando na Sala de Recursos Multifuncional1 - para Altas Habilidades/Superdotação na Escola Municipal Joaquim Pereira Mendes. Marcela Marcia Canonico De Tremmell Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual de Londrina (1996), Especialista em Educação Especial - Deficiência Intelectual e Mestre em Educação e Currículo na PUCSP. Atualmente é professora de Educação Especial na rede pública de ensino no Estado do Paraná, responsável por uma Sala de Recurso de Altas Habilidades. Tem experiência na área da Educação, com ênfase em Avaliação Institucional, Planos e Programas Educacionais, atuando principalmente nos seguintes temas: Avaliação Escolar, Educação Especial, Processo de ensino e de aprendizagem. Autoras do E-book de ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO