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O Impressionismo
O Impressionismo foi um movimento artístico que surgiu na França, revolucionou profundamente a pintura em um período de grandes mudanças nas tendências de mentalidades e deu início às grandes tendências da arte do século XX. Com a ampliação do processo industrial e o desenvolvimento da produção em série, aparece a invenção do automóvel, do avião, da litografia, da máquina a vapor, do telefone e uma nova tecnologia na fabricação do papel. Paralelamente com a descoberta de um sistema mecânico de captação de imagem, à fotografia liberta a arte, de sua tarefa de representar a realidade, desvinculando o naturalismo.
Os pintores impressionistas buscam captar a essência da percepção da luz, como modeladora da realidade dos objetos, a partir da observação direta do efeito da luz solar sobre os objetos, registram as constantes alterações que essa luz provoca nas cores da natureza. Portanto, a cor é resultado da incidência da luz solar captada pelos olhos de quem vê e não uma cor fixa e única para todos, resultando numa pintura vibrante e imprecisa, na qual, se faz necessário a interação daquele que a observa para que a imagem captada e representada se torne visível.
Inicialmente os impressionistas buscaram e aplicaram, em suas pinturas, as teorias da ótica desenvolvidas por Chevreul e Hemholtz, e tentaram provar que não existe cor local e imutável. Mas, gradualmente, na realidade, não havia nenhuma teoria que orientasse a criação artística desses pintores. Havia apenas algumas características, mais práticas do que teóricas, que os artistas seguiam em suas apresentações técnicas para obter os resultados. 
As características podem ser resumidas:
· As pinceladas são soltas e irregulares, formas mal definidas (manchas).
· A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento, pois, as cores da natureza se modificam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol.
· As pinceladas são de cores puras e dissociadas nos quadros, em pequenas pinceladas. As tonalidades intermediárias são obtidas pela justaposição das cores puras na tela e as cores não são mais misturadas na paleta.
· O contorno deve ser difuso, as figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar as imagens.
· São eliminados os tons terrosos e os tons acinzentados, a sombra deve ser impregnada de reflexos luminosos e coloridos, tal como é a impressão visual que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintores representavam no passado.
· Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares. Assim, um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e de sombra muito mais real do que o claro-escuro tão valorizado pelos pintores barrocos.
· As linhas e formas geométricas são sugeridas apenas pela graduação das tonalidades obtidas pelas cores, liberando as regras da perspectiva. 
É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para ser ótica.
Manet: um precursor do impressionismo
A carreira de Édouard Manet (1832-1883) foi marcada por alguns desafios à crítica conservadora. Os anos seguiram e muita persistente para ser admitido no Salão (exposição anual de obras de arte selecionadas pela crítica). No entanto, os quadros que representavam uma ruptura com o academicismo provocam grandes escândalos. A batalha contra a crítica oficial e as convenções do seu tempo é a própria vida de Manet, que só encontrou receptividade entre os impressionistas.
Manet pode ser considerado como o último representante da tradição e o primeiro entre os modernos na pintura francesa. Pertence à tradição pelo seu apego aos mestres do passado, cuja lição recria em várias obras, e também pela insistência em procurar o reconhecimento oficial. E é o primeiro entre os modernos por exprimir uma nova concepção da realidade e de sua representação por meio da arte.
Manet procurou refúgio nos mestres antigos exatamente por reação às convenções acadêmicas: tinha desprezo ostensivo pelas fórmulas temáticas, a pseudopsicologia melodramática, a retórica sentimental, a pintura pseudofilosófica, etc. Quanto às técnicas, preferiu o modelado plano e rejeitou as meias tintas da pintura acadêmica.
 A fim de evitar a pintura convencional do seu tempo, Manet procurou nos mestres antigos a diversidade da expressão temática e das soluções plásticas. Seus temas são anticonvencionais, são mais pretextos do que temas. O que o interessava, mais do que a observação realista, era a solução de problemas plásticos, inclusive em suas recriações de quadros célebres. Nesse sentido, mais do que precursor do impressionismo, é precursor da pintura moderna.
Manet foi rejeitado pela primeira vez no Salão de 1859, embora ainda fizesse concessões ao gosto da época. Em 1861, dois de seus quadros foram bem recebidos pelo Salão, mas o estilo dessas obras ainda era o do realismo tradicional. 
O choque definitivo entre Manet e os juízes do Salão veio com o Almoço na relva, em 1863. Embora o seu modelo fosse um quadro clássico, as obras de Manet: o Concerto campestre e Giorgione, foram julgadas como insolentes pelas características eróticas. O quadro foi exibido no Salão dos Recusados, aberto no mesmo ano para os pintores que não eram admitidos ao Salão. 
Ao mesmo tempo, Manet expõe na Galeria Martinet vários quadros hoje famosos, como Lola de Valence, La Musique aux Tuilleries, etc. Seu cromatismo ousado, seu realismo cotidiano, oposto aos grandes temas convencionais da época, despertou a hostilidade implacável da crítica.
Os grandes pintores impressionistas:
Foi com o quadro de Claude Monet, intitulado “Impressão: Sol Nascente”, que a palavra impressionismo foi utilizada pejorativamente pelo crítico francês Louis Leroy em 1860, para denominar um grupo de artistas que tiveram seus trabalhos recusados no Salão Oficial. Apenas em 1874, em uma exposição coletiva realizada em Paris, que o público teve contato pela primeira vez com a obra dos impressionistas. Mas, o público e a crítica reagiram muito mal ao novo movimento, e assim o impressionismo foi rejeitado. Entrou em choque com a tendência conservadora da época, pois, os críticos ainda se mantinham fiéis aos princípios acadêmicos da pintura.
Entre os expositores rejeitados estavam Renoir, Degas, Pissaro, Cézanne, Sisley, Monet e Morisot. Somente na década seguinte é que os impressionistas foram compreendidos pela crítica e pelo público. Depois de 1945 o governo francês criou, em Paris, o Museu Jeu de Paume, conhecido também como Museu dos Impressionistas. Recentemente as obras dos impressionistas foram transferidas para o Quai d’Orsay, também em Paris.
Monet: as cores inconstantes da natureza
A grande preocupação de Claude Monet (1840-1926) são as pesquisas com a luz solar refletida nos seres humanos e na natureza. O quadro Mulheres no Jardim marca o início dessa fase em sua pintura. A partir daí, Monet entusiasma-se pela pintura ao ar livre, que lhe permite recriar os efeitos da luz do Sol diretamente da natureza, como podemos ver em La Grenouillière e Impressão, pôr-do-sol. Melhor exemplo dessa preocupação de Monet pelo registro dos efeitos da luz pode ser observado na série de quadros que pintou da catedral de Rouen. Tomando como tema a fachada dessa construção gótica, o artista pintou-a em vários momentos do dia, registrando assim as diferentes impressões que o edifício lhe causava. Foi esse encanto que sentia pela luz e a ousadia em representá-la tão intensamente que o tornaram chefe dos impressionistas.
Renoir: a alegria e o otimismo do fim do século XIX
Pierre Auguste Renoir (1841-1919) foi o pintor impressionista que ganhou maior popularidade e chegou mesmo a ter o reconhecimento da crítica ainda em vida. Seus quadros manifestam otimismo, alegria e a intensa movi-mentação da vida parisiense do fim do século XIX. Exemplo disso é o famoso Baile no Moulin de la Galette, em que aspessoas movimentam-se numa atmosfera feliz de cores e sorrisos.
Desde 1869, depois de superar as influências de Courbet, um pintor realista já consa-grado, Renoir manifestava clã-ramente sua adesão ao movi-mento impressionista com La Grenouillière. Nessa tela, ele retrata uma cena segundo a impressão determinada pela luz solar num momento efêmero de um dia alegre. Podemos observar aí o princípio óptico do Impressionismo: as manchas coloridas unidas visualmente pelo observador compõem um todo percebido como uma reunião festiva.
Esse quadro está ligado a um acontecimento interes-sante: a cena representada foi pintada ao mesmo tempo por Monet e Renoir. Esse fato, além de ter dado fama às duas telas, mostra bem como os dois artistas estavam empenhados em explorar as superfícies refletoras de luz, tal como a água de La Grenouillière. 
Degas: o ambiente fechado, a luz artificial e a influência da fotografia
Apesar de Ter feito parte do grupo dos impressionistas, Edgar Degas (1834-1917) teve nele uma posição muito pessoal. Sua formação acadêmica e sua admiração por Ingres fizeram com que valorizasse o desenho e não apenas a cor, que era a grande paixão do Impressionismo.
Além disso, foi pintor de poucas paisagens e cenas ao ar livre. Os ambientes de seus quadros são interiores e a luz é artificial. Sua grande preocupação era flagrar um instante da vida das pessoas, apreender um momento do movimento de um corpo ou da expressão de um rosto. Exemplo disso são suas telas com bailarinas, tais como Ensaio de Balé, No Palco, Quatro Bailarinas em Cena e O Ensaio. Observando O Ensaio, vemos a lê-veza dos movimentos, a delicadeza das cores em pastel e a sutileza do desenho. A contri-buição mais importante de Degas para a pintura moderna é a angulação oblíqua e o enqua-dramento das cenas, com objetos e pessoas em primeiro plano, o que dá maior profundidade à composição. Essa característica revela a grande influência que a fotografia exerceu sobre ele. É inegável, por exemplo, a semelhança de muitos de seus quadros com fotografias instantâneas, pois as pessoas são pintadas como se tivessem sido imobilizadas em plena ação que realizam, despreocupadas com a presença do artista.
 
Classe de ballet
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La Grenouillère (1869)
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Óleo sobre tela 131 × 175 cm , � HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Orsay" \o "Museu de Orsay" �Museu de Orsay� � HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Paris" \o "Paris" �Paris�
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Bailarinas entre bastidors � HYPERLINK "http://pt.wikilingue.com/ca/Edgar_Degas" \o "Edgar Degas" �Edgar Degas�, � HYPERLINK "http://pt.wikilingue.com/ca/1897" \o "1897" �1897� ,
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Prima Ballerina ou A primeira bailarina, 
cerca de � HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/1878" \o "1878" �1878�, � HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Orsay" \o "Museu de Orsay" �Museu de Orsay�
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Ensaio do ballet ao palco � HYPERLINK "http://pt.wikilingue.com/ca/Edgar_Degas" \o "Edgar Degas" �Edgar Degas�, � HYPERLINK "http://pt.wikilingue.com/ca/1874" \o "1874" �1874�
� HYPERLINK "http://pt.wikilingue.com/ca/Azeite_sobre_tela" \o "Azeite sobre tela" �óleo sobre tela�, 65 × 81 � HYPERLINK "http://pt.wikilingue.com/ca/Cent%C3%ADmetros" \o "Centímetros" �cm� � HYPERLINK "http://pt.wikilingue.com/ca/Museu_de_Orsay" \o "Museu de Orsay" �Museu de Orsay�, � HYPERLINK "http://pt.wikilingue.com/ca/Paris" \o "Paris" �Paris�
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La Musique aux Tuilleries, de Edouard Manet
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Lola de Valence, 
de Edouard Manet
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Giorgione de Manet.
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Concerto campestre, Edouard Manet
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Almoço na Relva, Edouard Manet
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Catedral em Rouen
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