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LICENCIATURA EM ARTES VISUAIS ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II Semestre 6 Prof.ª Fátima Regina Sans Martini UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II� UNIMES VIRTUAL L782c LOBO, Maurício Nunes Curso de Pedagogia: Atividades Curriculares Acadêmicas Adicionais (por) Prof. Maurício Nunes Lobo. Semestre 2. Santos: UNIMES VIRTUAL. UNIMES. 2006. 22p. 1. Pedagogia 2. Atividades Curriculares Acadêmicas Adicionais. CDD 371 Universidade Metropolitana de Santos Campus II – UNIMES VIRTUAL Av. Conselheiro Nébias, 536 - Bairro Encruzilhada, Santos - São Paulo Tel: (13) 3228-3400 Fax: (13) 3228-3410 www.unimesvirtual.com.br Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por qualquer meio sem a prévia autorização desta instituição. www.unimesvirtual.com.br ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II � UNIMES VIRTUAL UNIMES – Universidade Metropolitana de Santos - Campus I e III Rua da Constituição, 374 e Rua Conselheiro Saraiva, 31 Bairro Vila Nova, Santos - São Paulo - Tel.: (13) 3226-3400 E-mail: infounimes@unimes.br Site: www.unimes.br Prof.ª Renata Garcia de Siqueira Viegas da Cruz Reitora da UNIMES Prof. Rubens Flávio de Siqueira Viegas Júnior Pró-Reitor Administrativo Prof.ª Rosinha Garcia de Siqueira Viegas Pró-Reitora Comunitária Prof.ª Vera Aparecida Taboada de Carvalho Raphaelli Pró-Reitora Acadêmica Prof.ª Carmem Lúcia Taboada de Carvalho Secretária Geral mailto:infounimes@unimes.br www.unimes.br ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II� UNIMES VIRTUAL EQUIPE UNIMES VIRTUAL Diretor Executivo Prof. Eduardo Lobo Supervisão de Projetos Prof.ª Deborah Guimarães Prof.ª Doroti Macedo Prof.ª Maria Emilia Sardelich Prof. Sérgio Leite Grupo de Apoio Pedagógico - GAP Prof.ª Elisabeth dos Santos Tavares - Supervisão Prof.ª Denise Mattos Marino Prof.ª Joice Firmino da Silva Prof.ª Márcia Cristina Ferrete Rodriguez Prof.ª Maria Luiza Miguel Prof. Maurício Nunes Lobo Prof.ª Neuza Maria de Souza Feitoza Prof.ª Rita de Cássia Morais de Oliveira Prof. Thiago Simão Gomes Angélica Ramacciotti Leandro César Martins Baron Grupo de Tecnologia - GTEC Luiz Felipe Silva dos Reis - Supervisão André Luiz Velosco Martinho Carlos Eduardo Lopes Clécio Almeida Ribeiro Grupo de Comunicação - GCOM Ana Beatriz Tostes Carolina Ferreira Flávio Celino Gabriele Pontes Joice Siqueira Leonardo Andrade Lílian Queirós Marcos Paulo da Silva Nildo Ferreira Ronaldo Andrade Stênio Elias Losada Tiago Macena William Souza Grupo de Design Multimídia - GDM Alexandre Amparo Lopes da Silva - Supervisão Francisco de Borja Cruz - Supervisão Alexandre Luiz Salgado Prado Lucas Thadeu Rios de Oliveira Marcelo da Silva Franco Secretaria e Apoio Administrativo Camila Souto Carolina Faulin de Souza Dalva Maria de Freitas Pereira Danúsia da Silva Souza Raphael Tavares Sílvia Becinere da Silva Paiva Solange Helena de Abreu Roque Viviane Ferreira ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II � UNIMES VIRTUAL AULA INAUGURAL Olá, seja bem-vindo! Nos semestres anteriores apresentei a disciplina de Estética e História da Arte Brasileira I. Ao longo desse semestre passarei às suas mãos a complementação: a disciplina Estética e História da Arte Brasileira II com seus objetivos estabelecidos no Plano de Ensino. Observando a disciplina que trata de história e artes visuais, proponho, sempre que possível, que você, meu caro aluno, após ler os textos e visualizar as imagens contidas nele, visite museus, leia livros de história ou acesse sites e links relativos ao tema para que possa refletir e ter o interesse despertado . Estarei sempre presente, mesmo que de modo virtual, para motivar, trans- mitir conhecimento e clarear suas dúvidas, estabelecendo as orientações para a condução de seu aprendizado. Espero tê-lo desafiado a descobrir e se encantar com o universo da arte brasileira a partir da descoberta do Brasil até o final do século XIX no semestre anterior. Da mesma forma, acredito que você tenha adquirido seguramente novos conhecimentos, habilidades, valores e atitudes, o que resulta em experiência e cultura para a prática diária. Continuemos, pois, nessa caminhada rumo ao século XXI. Obrigada e um grande abraço. Prof.ª Fátima Sans Martini ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II� UNIMES VIRTUAL ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II � UNIMES VIRTUAL Índice Unidade I - Brasil - Início do século XX .............................................................. 11 Aula: 01 - O regionalismo e o nacionalismo - São Paulo no início do século XX .......... 12 Aula: 02 - O nacionalismo na arquitetura e escultura - O movimento modernista ....... 14 Aula: 03 - O Movimento Modernista - Centenário da Independência - Semana e Arte Moderna em São Paulo ..................................................................... 16 Aula: 04 - Depois da Semana - Movimento Antropofágico .......................................... 19 Resumo - Unidade I ..................................................................................................... 22 Unidade II - Brasil - Anos 30 do Século XX ........................................................ 29 Aula: 05 - Brasil e as revoluções a partir de 1930 ....................................................... 30 Aula: 06 - Os elementos culturais e artísticos do período a partir dos anos 30 do século XX no Brasil ................................................................................ 32 Aula: 07 - O cenário artístico paulista a partir de 1930................................................ 34 Aula: 08 - O cenário artístico paulista - Grupo Santa Helena ....................................... 36 Aula: 09 - O cenário artístico paulista - Grupo Seibi - Salão de Maio ........................... 38 Aula: 10 - O cenário artístico paulista - Família Artística Paulista - Sindicato dos Artistas Plásticos.................................................................................. 40 Resumo - Unidade II .................................................................................................... 43 Unidade III - Brasil - Anos 40 do Século XX ....................................................... 49 Aula: 11 - O cenário artístico paulista - A década de 40 .............................................. 50 Aula: 12 - O cenário artístico paulista - Grupos de artistas .......................................... 52 Aula: 13 - O cenário artístico paulista - MASP e MAM ............................................... 54 Aula: 14 - O cenário artístico no Rio de Janeiro .......................................................... 57 Aula: 15 - Os pioneiros da arquitetura moderna .......................................................... 59 Resumo - Unidade III ................................................................................................... 61 Unidade IV - Brasil - Dos anos 50 ao final dos anos 60 do século XX ................ 67 Aula: 16 - Brasil de 1950 até o final de 1960 ............................................................... 68 Aula: 17 - Os anos 1950 e a arte concreta brasileira em São Paulo ............................ 71 Aula: 18 - Arte Abstrata - Arte Abstrata Geométrica - Grupo Ruptura - Grupo Frente ....... 73 Aula: 19 - Exposição Nacional de Arte Concreta - Exposição Nacional de Arte Neoconcreta - Informalismo ........................................................................ 75 Aula: 20 - Os elementos culturais e artísticos a partir dos anos 60 do século XX no Brasil .... 77 Aula: 21 - Arquitetura de 1950 e 1960 - A resistência paulista .................................. 79 Aula: 22 - Os anos 1960 nas artes visuais - Museu de Arte Contemporânea - Mac/ USP - Grupos: Austral e Rex ........................................................................81 Resumo - Unidade IV ................................................................................................... 84 ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II10 UNIMES VIRTUAL Unidade V - Brasil - Anos 70 do Século XX ....................................................... 91 Aula: 23 - Os anos de 1970 no Brasil .......................................................................... 92 Aula: 24 - As artes visuais em meados dos anos 70 do século XX no Brasil - Pintura de Resistência ................................................................................. 95 Aula: 25 - A escultura em meados de 1970 - Escola Brasil ......................................... 97 Aula: 26 - Na contramão ............................................................................................. 99 Aula: 27 - Novos centros, novos artistas .................................................................. 101 Resumo - Unidade V .................................................................................................. 104 Unidade VI - Brasil - De 1980 ao início do século XXI...................................... 109 Aula: 28 - O Brasil de 1980 ao início do século XXI ................................................... 110 Aula: 29 - As artes visuais em 1980 ......................................................................... 112 Aula: 30 - São Paulo e Rio de Janeiro – Casa 7 – Como vai você, Geração 80? ........ 115 Aula: 31 - Tendências dos anos de 1980 nas Artes Visuais ....................................... 117 Aula: 32 - As artes visuais após 1990 ...................................................................... 119 Resumo - Unidade VI ................................................................................................. 122 ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 11 UNIMES VIRTUAL Unidade I Brasil - Início do século XX Objetivos Conhecer e classificar o período que se inicia no início do século XX até os anos 30 e os elementos culturais e artísticos do período no Brasil. Plano de Estudo Esta unidade conta com as seguintes aulas: Aula: 01 - O regionalismo e o nacionalismo - São Paulo no início do século XX Aula: 02 - O nacionalismo na arquitetura e escultura - O movimento modernista Aula: 03 - O Movimento Modernista - Centenário da Independência - Semana e Arte Moderna em São Paulo Aula: 0� - Depois da Semana - Movimento Antropofágico ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II12 UNIMES VIRTUAL Aula: 01 Temática: O regionalismo e o nacionalismo - São Paulo no início do século XX Nesta aula inicial falaremos sobre o que compõe as carac- terísticas do regionalismo e do nacionalismo. Ainda nesta aula, observaremos alguns aspectos da cidade de São Paulo no início do século XX. O regionalismo e o nacionalismo Na Europa, o período entre as duas grandes guerras mundiais (1919-1939) caracterizou-se pelo fortalecimento do nacionalismo junto ao qual se de- senvolvia na arte uma visão do mundo sombria e pessimista. No Brasil, nesse mesmo período, ao contrário, predominaram o regionalismo e a bus- ca de novas técnicas. O regionalismo foi um dos primeiros sinais, visível na literatura e na pintu- ra, a revelarem a preocupação com o homem rural e com a cultura peculiar das cidades do interior. Assim, o início do século XX tornou-se o cenário de um tema local distante do academismo estritamente vinculado aos mo- delos europeus. Gonzaga Duque, em 1908, já manifestava certa inquietação em relação a uma arte importada e uma definição de nossos artistas em relação ao na- cional. Na literatura, Os Sertões, de Euclides da Cunha, despertava a pro- blemática social nacional. O escritor Oswald de Andrade, em um artigo de 1915, conclamava os jovens artistas a uma conscientização do nacional. Um dos poucos artistas do final do século XX, Almeida Júnior, paulistano de Itu, já citado na disciplina de História da Arte Brasileira I, considerado acadêmico do ponto de vista formal, classifica-se, em função de sua temá- tica, dentro do ideal regionalista, como “precursor, encaminhador e mode- lo” da pintura nacional, segundo Oswald de Andrade em Artes Plásticas na Semana de 22 (AMARAL, 2001). Ao lado de José Ferraz de Almeida Júnior (1850-1899), a obra Amolação Interrompida de 1894. Acervo da Pinaco- teca do Estado de São Paulo. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 13 UNIMES VIRTUAL São Paulo no início do século XX A cidade de São Paulo era uma jovem metrópole no início do século XX. Da pacata cidade agrária do princípio do ciclo do café (quando o centro da ci- dade compunha-se de poucas ruas tortas, uma catedral, alguns mosteiros e pequenos prédios públicos) nada mais restava. O boom industrial trouxe- ra imigrantes para o centro e pouco restava dos caboclos e ex-escravos. O desenvolvimento econômico rapidamente diferenciou a cidade paulista dos demais centros urbanos do país. Entre 1900 e 1920, a cidade dobrou sua população. A partir da Primeira Guerra Mundial1, a industrialização foi incrementada para atender à demanda interna de produtos manufaturados. Na segunda década, no plano das comunicações instalaram-se novas linhas postais, telegráficas e telefônicas. Isto fez surgir também o sistema de radiodifusão, o que firmou o ideal de modernidade e rapidez. No campo político, setores da burguesia aliaram-se contra a República Velha2 e provocaram os levantes de 1922 e 19243. No processo de industrialização também participaram os imigrantes. Árabes, judeus, portugueses, japoneses, russos, alemães, armênios, entre outros, foram tomando bairros, criando lojas, empresas, trabalhando nas fá- bricas e lavouras, o que deu um novo rosto à cidade. A força e o dinamismo da cidade industrial, abarrotada de trabalhadores circulando pelos teatros de revista, contras- tavam com a sociedade repleta de elementos patriarcais e conservadores ligados à realidade agrária (uma parcela de intelectuais re- cém-formados nos padrões da cultura francesa e inglesa, ávidos por ópe- ras italianas e poesia parnasiana4). Site www.prodam.sp.gov.br/dph/historia/ - acesso em 19/02/2008. 1 1ª Guerra Mundial (1�1�-1�1�) - utilizou a ciência e a tecnologia para efetuar o maior massacre que a humanidade já vira e mostrou a fragilidade do mundo quanto às idéias de progresso e segurança. 2 República Velha (1���-1�30) - ordem oligárquica, fundamentada na política do café- com-leite, onde os políticos paulistas e mineiros se revezavam no poder. 3 Revoltas de � de julho de 1�22 e � de julho de 1�2�, conhecidas por Movimento Tenentista. 4 Poesia Parnasiana - marcada pelo gosto exagerado na descrição nítida ou mimese. Concepções rígidas sobre a métrica e as rimas e preferência por temas greco-romanos, negando o mundo moderno. www.prodam.sp.gov.br/dph/historia/ ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II1� UNIMES VIRTUAL Aula: 02 Temática: O nacionalismo na arquitetura e escultura - O movimento modernista Na aula anterior foram feitos comentários sobre o regiona- lismo, a arte e a cultura da cidade de São Paulo, no início do século XX. O nacionalismo na arquitetura Dentre as cidades, São Paulo liderou a renovação das artes no país trans- formando suas ruas e praças. “Não existia fazendeiro que não tivesse na capital a sua chácara ou casa” (AMARAL, 2001, p. 68). As avenidas foram arborizadas, as praças e jardins receberam monumen- tos; as ruas foram calçadas e receberam esgotos. Ao lado, Teatro Municipal de São Paulo, inaugurado em 1911 com projeto de Domiziano Rossi, funcio- nário do escritório de engenharia de Ramos de Azevedo. Teatro Municipal, c. 1�20. Crédito: Guilherme Gaensly. Fonte:http://www.aprenda450anos.com.br/450anos/vila_metropole/2- 3_teatro_municipal Na arquitetura o nativismo surgiu no Brasil por intermédio do arquiteto Ricar- do Severo que, a partir de 1914, conclamou os arquitetos a projetarem resi- dências e edifícios no estilo portuguêse na arte colonial mineira e baiana. O arquiteto de maior projeção, e que mais trabalhou no estilo neocolonial assim como na urbanização de São Paulo, foi Victor Dubugras. Entre os jovens arquitetos, o nome de Lúcio Costa destacou-se por proje- tos neocoloniais “baseados em estudos não das edificações portuguesas, mas daquelas aqui realizadas” (AMARAL, 2001, p. 78). http://www.aprenda450anos.com.br/450anos/vila_metropole/2-3_teatro_municipal http://www.aprenda450anos.com.br/450anos/vila_metropole/2-3_teatro_municipal ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 1� UNIMES VIRTUAL Assim, os poderes públicos adotaram e construíram numerosos edifícios, tais como escolas, teatros, hospitais, conventos e igrejas no estilo neoco- lonial, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. O nacionalismo na escultura Na estatuária, a cidade de São Paulo saiu na frente da cidade do Rio de Ja- neiro em relação à modernidade dos monumentos, pois a capital do governo já tinha sido enfeitada no século anterior com monumentos à francesa. O poder público paulista utilizou concursos públicos para a escolha das estátuas e monumentos para enfeitar as pra- ças somente na segunda década do século XX, já dentro do espírito nacionalista. Dentre os nomes dos artistas escultores que con- correram ao concurso para o projeto do monumento à Independência em 1919, encontravam-se Ettore Ximenez e Nicola Rollo. Em 1920, entre os concorrentes para o projeto do Monumento às Bandeiras estava Victor Brecheret (1894-1955). No entanto, o projeto modernista de Brecheret só foi inaugurado em 1953 para o Parque do Ibirapuera em São Paulo. Monumento às Bandeiras Escultura, em granito, com 50 m de comprimento e 16 de altura. Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/ Monumento_%C3%A0s_Bandeiras 02.04.2007. Saiba mais sobre as esculturas de Brecheret em AMARAL, Aracy A. Artes Plásticas na Semana de 22. São Paulo: Editora 34, 2001, pp. 164 a 171. Pesquise mais no Catálogo: BRECHERET, Victor. Exposição comemorativa do 20º aniversário de faleci- mento. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1976. Entre no nosso banco de textos no ambiente virtual de apren- dizagem e leia o texto sobre o Monumento às Bandeiras. http://pt.wikipedia.org/wiki/Monumento_%C3%A0s_Bandeiras http://pt.wikipedia.org/wiki/Monumento_%C3%A0s_Bandeiras ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II1� UNIMES VIRTUAL Aula: 03 Temática: O movimento modernista - Centenário da In- dependência - Semana da Arte Moderna em São Paulo Na aula anterior comentamos sobre o movimento naciona- lista na arquitetura e estatuária no Brasil, principalmente no Estado de São Paulo que começava a se destacar dos outros estados quanto à arte e à cultura. O movimento modernista Como já comentamos no semestre anterior, o Brasil e, mais precisamente, a cidade de São Paulo recebeu friamente as exposições dos artistas Lasar Segall (1891-1957) em 1913 e de Anita Malfatti (1889-1964) em 1914 com suas obras baseadas no expressionismo alemão. As primeiras exposições de Segall e Anita não causaram grande repercussão indicava, porém, um movimento de mudança caminhava a passos lentos, mas decisivos. A ex- posição em 1917 de Anita Malfatti em São Paulo, com uma mostra no campo de Expressionismo e Cubismo, criou um clima de escândalo gerado pelo artigo Paranóia ou Mistificação�, de Monteiro Lobato. No entanto, esse mesmo clima de irritação resultou na consciência de rebeldia e união em torno de Anita por parte de Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Di Cavalcanti (1897-1976), Guilherme de Almeida e a partir de 1919 com Brecheret. O movimento modernista foi um processo que se pontuou historicamente ao mesmo tempo em que suas linhas e contornos foram se tornando mais fortes e mais visíveis. 1�22 – Centenário da Independência Em 1920, os preparativos para os festejos do centenário da Independência começaram a ser realizados. Nas colunas de jornais os jovens escritores criticavam e ridicularizavam as pompas e as idéias oficiais. Segundo Francisco Alambert, em A Semana de 22, “o evento planejado já estava tomando corpo” Tomando a data da Independência, a Semana de Arte Moderna foi preparada para “aparecer 1 O artigo Paranóia ou Mistificação atacava violentamente a exposição, a pintora e, sobre- tudo, os princípios da pintura moderna, que Monteiro Lobato repudiava. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 1� UNIMES VIRTUAL como um evento marcante, um evento que realizasse e completasse, ob- viamente segundo a visão de seus elaboradores, o processo de libertação do país, a construção cultural da nação” (ALAMBERT, 1992). Portanto, provavelmente o acontecimento foi preparado e re- tardado para que atingisse a data simbólica. Em outubro de 1921, um grupo de escritores paulistas dirigiu-se ao Rio de Janeiro a fim de expor suas obras e traçar uma estratégia, pois a capital fe- deral estava no clima de agitação intelectual semelhante ao paulista. Duran- te a permanência na cidade carioca, os grupos se reuniram e discutiram os planos e as obras de cada um, evitando um caráter regional ao movimento. Semana da Arte Moderna em São Paulo O cartaz anunciava a Semana de Arte Moderna em São Paulo e o recibo estabelecia o aluguel do Teatro Municipal de São Paulo ao Espetáculo da Semana de Arte Futurista. A semana foi aberta no dia 11 de fevereiro de 1922. Até o dia 18, o Teatro Municipal abrigou uma exposição de arte, e nos dias 13, 15 e 17 foram re- alizados espetáculos de música e dança e também conferências e leituras de poemas e prosa. Os jornais dos dias 14, 16 e 18 noticiaram escandalizados ou entusiasmados os acontecimentos das noites anteriores. Os participantes na área de pintura foram segundo Aracy Amaral, “Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Ferrignac, Zina Aita, Martins Ribeiro, Oswaldo Goeldi, Regina Graz, John Graz, Castello e ou- tros.” Na área da escultura encontravam-se Victor Brecheret e W. Haarberg. Na literatura participaram, entre outros: Mário de Andrade, Ronald de Car- valho, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Sérgio Milliet, Guilherme de Almeida, Plínio Salgado, Luiz Aranha e Ribeiro Couto. Entre os músicos que se apresentaram estavam Villa-Lobos e Guiomar Novaes. A Semana foi inaugurada com a conferência de Graça Ara- nha, o patrono intelectual. Defendendo os pontos de vista ligados à nova arte, criticou a Academia Brasileira de Letras pelo seu caráter conservador e recebeu críticas da platéia. Os escritores foram, junto com os artistas plásticos, os que mais receberam críticas e causaram reação negativa na audiência. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II1� UNIMES VIRTUAL As tendências expostas iam do neo-impressionismo e futurismo ao ex- pressionismo com tendências múltiplas, às vezes contrárias, mas sem dú- vida obras motivadas e criadas para uma reação ao academismo. Assim, a Semana de 22 se encerrou e foi justificada por muito tempo entre os próprios participantes que escreveram e reescreveram sobre ela. Abai- xo, um pequeno texto de Francisco Alambert em A Semana de 22: Ela representou a conscientização de que o desenvol- vimento intelectual encontrava-se defasado diante do desenvolvimento matéria. Seus eufóricos participan- tes lançaram essas questões à espantada platéia: por que apesar de tudo, estamos atrasados? Qual a nossa visão do que somos, de nosso papel no mundo, polí- tica e culturalmente? [...] A Semana de Arte Moderna e seus artífices [...] comandaram uma revolta contra valores burgueses em nome de um ideal artístico. Era o prenúncio de algumas das grandes transformações sociais e o apelo à idéia de revolução que viria surgir nos anos posteriores. (ALAMBERT, 1992, p. 27) Entre novamente no nosso banco de textos e leia o texto sobre a Semana de Arte Moderna de São Paulo. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 1� UNIMES VIRTUAL Aula: 0� Temática: Depois da Semana - Movimento Antropofágico Observamos nas aulas anteriores osurgimento dos valores nacionais e regionais na arte brasileira. Os acontecimentos da Semana de 22 destacaram a cidade de São Paulo como centro cultural e revolucionaram os valores artísticos no Brasil. Depois da Semana Fundamentado no êxito das noites agitadas, os jovens artistas consegui- ram espaço, e, entusiasmados, deram continuidade ao seu trabalho. Os participantes da Semana lançaram periódicos para representar os seus interesses. Várias revistas surgiram e outras já existentes desenvolve- ram-se para difundir a arte moderna, entre elas O Pirralho, Fon-Fon, Papel e Tinta, Revista do Brasil, Klaxon e Terra Roxa. Essas revistas serviram também para discutir a questão da cultura regional e nacional. O Futuris- mo ou Modernismo deram lugar ao Brasileirismo. As questões do nacio- nalismo cultural e político passaram a ser o ponto mais marcante para a maioria dos artistas e intelectuais do período, dentro e fora dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Surgiram também os movimentos Anta, a Poesia Pau-Brasil e a obra Ma- cunaíma, de Mário de Andrade, em 1928. Movimento Antropofágico A inspiração para o movimento da Antropofagia remonta à tela pintada por Tarsila do Amaral dada de presente a Oswald de Andrade, em 1928, batizado de Abapuru, que significa “aquele que come”, o antropófago. Segundo Oswald de Andrade, sua proposta não era voltar a uma vida natural, mas elaborar a construção de uma cultura alternativa àquela que as civilizações ocidentais e orientais elegeram como vencedora. Oswald pregava uma deglutição inspirada na morte do Bispo Sardinha pelos índios brasileiros: a cultura européia de- cadente seria ingerida e remanejada ao gosto brasileiro. Trata-se de uma utopia baseada nos conceitos das tribos indígenas. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II20 UNIMES VIRTUAL Os artistas que participaram direta ou indiretamente da Semana de Arte Moderna em São Paulo Lasar Segall (1891-1957) conviveu com o meio artístico alemão e se fun- damentou no drama social do homem para expressar sua arte. Fixando-se no Brasil, já mais amadurecido profissionalmente, transformou sua pintura expressiva em algo mais calmo e mais colorido. Ao lado, a obra Bananal, de 1927. Acervo. Pinacoteca do Estado de São Paulo. Anita Malfatti (1896-1964) viveu no meio artístico dos Estados Unidos em plena Primeira Guerra, depois de ter estudado em Berlim. Em 1917, de volta a São Paulo, apresentou uma obra fauvista e cheia de vitalidade. Foi combatida vivamente por Monteiro Lobato e defendida pelos modernistas. Com o pensionato do governo, permaneceu em Paris por cinco anos. Com experiências abstracionistas, encaminhou-se para temas religiosos e inte- rioranos. Desta forma, perdeu a vitalidade dos primeiros anos artísticos. Emiliano Di Cavalcanti (1897-1976) iniciou sua vida artística como ilus- trador e caricaturista. Pintava e escrevia poesias. Seu nome é obrigatório quando se fala em Semana de Arte Moderna, pois participou ativamente com trabalho e Idéias. Partiu para Paris, em 1923, e transformou sua técni- ca romântica em disciplina cubista, a qual foi aplicada ao tema “mulheres brasileiras”. John Graz (1891-1980) estudou na Escola de Belas Artes de Genebra e pesquisou a técnica de cartazes publicitários em Munique. Requisitado após a Semana como projetista de ambientes, pouco a pouco abandonou a pintura. Com sua esposa, Regina Graz, produziu inúmeros panneaux e almofadas na técnica futurista dos anos 1920 e introduziu o Art Deco na decoração. Vicente do Rego Monteiro (1889-1970) se encontrava em Paris em feve- reiro de 1922. Rego Monteiro utilizou, entre outras técnicas, o cubismo nos temas brasileiros populares e lendários. O artista passou longas tempora- das em Paris ilustrando livros franceses. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 21 UNIMES VIRTUAL O artista participou do grupo latino-americano, em Paris, ao lado de Orozco e Rivera, entre outros. Foi um dos poucos artistas brasileiros a representa- rem o movimento internacional do Art Deco na pintura. Tarsila do Amaral (1886-1973), amiga de Anita Malfatti, participou do “Grupo dos Cinco”, com Anita, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti del Picchia. Estudou em Paris e, em 1924, de volta ao Brasil, participou das viagens em “descoberta do Brasil” com os amigos. Com a tela Abapuru, de 1928, iniciou a fase antropofágica, com tendência ao surrealismo. Ao lado, São Paulo, executada em 1924, de Tarsila do Amaral. Acer- vo. Pinacoteca do Estado de São Paulo. Pesquise mais sobre a Semana da Arte Moderna em São Paulo e o que ela representou para a arte brasileira em AMARAL, Aracy A. Artes Plásticas na Semana de 22. São Paulo: Editora 34, 2001. Leia também: ANDRADE, Mário. O Movimento Modernista. in Aspectos da literatura brasileira. São Paulo: Martins, 1942, pp. 231-255. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II22 UNIMES VIRTUAL Resumo - Unidade I Iniciamos a unidade conhecendo e classificando o período do início do século XX até os anos 30 e os elementos cultu- rais e artísticos desse período no Brasil. Observamos que o regionalismo foi um dos primeiros sinais, visível na lite- ratura e na pintura, a revelarem a preocupação com o homem rural e com a cultura peculiar das cidades do interior, o que se tornou, no Brasil, um tema local distante do academismo estritamente vinculado aos modelos europeus. Analisamos que a cidade de São Paulo era uma jovem metrópole no início do século XX e que a indústria trouxe imigrantes para o centro; pouco res- tava dos caboclos e ex-escravos. O desenvolvimento econômico rapida- mente diferenciou a cidade paulista dos demais centros urbanos do país. Espreitamos que as primeiras exposições de Lasar Segall e Anita Malfatti, artistas recém-chegados de seus estudos na Europa, não causaram gran- de repercussão, porém, um movimento de mudança caminhava a passos lentos, mas decisivos, o que resultou no movimento modernista, o qual resultou da Semana de 22 e destacou a cidade de São Paulo como centro cultural que revolucionou os valores artísticos no Brasil, com os nomes de Tarsila do Amaral, Vicente do Rego Monteiro, entre outros. Até nossa próxima unidade. Referências Bibliográficas ALAMBERT, Francisco. A Semana de 22. A Aventura Modernista no Brasil. São Paulo: Scipione, 1992. ALMEIDA, P. Mendes de. De Anita ao museu. São Paulo: Perspectiva, 1976. AMARAL, Aracy A. Artes plásticas na Semana de 22. São Paulo: Editora 34, 2001. ANDRADE, Mário. Aspectos das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Martins, 1965, pp. 13-46. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 23 UNIMES VIRTUAL ANDRADE, Mário. O Movimento Modernista. in Aspectos da literatura brasileira. São Paulo: Martins, pp. 231-255 . AQUARONE, Francisco. Mestres da pintura do Brasil. São Paulo: P. de Azevedo, [s.d.]. AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Rio de Janeiro: Spala, 1986. BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil. São Paulo, 1942. CANDIDO, Antonio. Literatura e cultura de 1900 a 1945. in Literatura e Sociedade. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1973. CAVALCANTI, Carlos. Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Bra- sília: MEC / INI, 1973. ESTRADA, Luís Gonzaga Duque. A arte brasileira. Introdução e notas: Tadeu Chiarelli. Campinas, SP: Mercado das Letras, 1995. FIGUEIRA, Divalte Garcia. História. São Paulo: Ática, 2005. HOLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil. Rio de Janeiro: Olympio, 1979. LEITE, José R. Teixeira. Arte no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979. MARINO, João. Coleção de arte brasileira. São Paulo: Raízes Artes Grá- ficas, 1983. PONTUAL, R. Gonçalves. 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Nacionalismo: exaltação do sentimento nacional; preferência marcante por tudo quanto é próprio da nação à qual se pertence; patriotismo. Neocolonial: estilo baseado na arquitetura portuguesa e na arte colonial mineira e baiana. Panneaux: pintura efetuada em tecido que, depois, era pendurado em pa- redes como se fossem quadros. Periódicos: revistas ou jornais com dia certo para circular. Poesia Parnasiana: marcada pelo gosto exagerado na descrição nítida ou mimese. Concepções rígidas sobre a métrica e as rimas e preferência por temas greco-romanos, negando o mundo moderno. Regionalismo: um dos primeiros sinais, visível na literatura e na pintura, a revelarem a preocupação com o homem rural e a cultura peculiar das cidades do interior. Temática: tema em que o artista se baseia para criar a sua obra. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II2� UNIMES VIRTUAL Exercício de auto-avaliação I 1) Nas primeiras décadas do século XX, existiu certa inquietação em relação a uma arte importada e uma definição de nossos artistas em relação ao nacional. Qual nome se deu a esse movimento? Populismo Regionalismo Ditadura Socialismo 2) Na arquitetura, o nativismo surgiu no Brasil por intermédio do arquiteto Ricardo Seve- ro que, a partir de 1�1�, conclamou os arquitetos a projetarem residências e edifícios no estilo português e na arte colonial mineira e baiana. Qual nome se deu a essas constru- ções, as quais fazem parte do ecletismo do início do século XX no Brasil? Arquitetura Parnasianista Arquitetura Romântica Arquitetura Neocolonial Arquitetura Clássica 3) O Monumento às Bandeiras é um projeto modernista dos anos 1�20, mas só foi inau- gurado em 1��3 e se encontra no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Américo da Silva (1898-1960) Victor Brecheret (1894-1955) John Graz (1891-1980) Mário de Andrade (1893-1945) �) Em 1�20, iniciaram-se os preparativos para comemorar cem anos de um grande acon- tecimento no Brasil. Qual o nome do evento que ocorreu em 1�22? Centenário da Independência Centenário da República Centenário da Revolução de 22 Centenário da Marcha contra os 15 a) b) c) d) a) b) c) d) a) b) c) d) a) b) c) d) ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 2� UNIMES VIRTUAL �) Segundo Oswald de Andrade, sua proposta não era voltar a uma vida natural, mas elaborar a construção de uma cultura alternativa àquela que as civilizações ocidentais e orientais elegeram como vencedora. Oswald pregava uma deglutição inspirada na morte do Bispo Sardinha pelos índios brasileiros em que a cultura européia decadente seria ingerida e remanejada ao gosto brasileiro. Uma utopia baseada nos conceitos das tribos indígenas. Estamos falando de que Movimento? Das Tribos Indígenas Antropofágico Da Identidade Nacional Antológico a) b) c) d) ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II2� UNIMES VIRTUAL ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 2� UNIMES VIRTUAL Unidade II Brasil - Anos 30 do Século XX Objetivos Conhecer e classificar a história do Brasil no período a partir dos anos 30 do sé- culo XX, bem como os elementos culturais e artísticos do período. Plano de Estudo Esta unidade conta com as seguintes aulas: Aula: 0� - Brasil e as revoluções a partir de 1930 Aula: 0� - Os elementos culturais e artísticos do período a partir dos anos 30 do século XX no Brasil Aula: 0� - O cenário artístico paulista a partir de 1930 Aula: 0� - O cenário artístico paulista - Grupo Santa Helena Aula: 0� - O cenário artístico paulista - Grupo Seibi - Salão de Maio Aula: 10 - O cenário artístico paulista - Família Artística Paulista - Sindicato dos Artistas Plásticos ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II30 UNIMES VIRTUAL Aula: 0� Temática: Brasil e as revoluções a partir de 1�30 Na Unidade anterior observamos o Brasil, do início do século XX até o final dos anos 20. Na década de 1920, a sociedade brasileira conviveu com o lado moderno e o lado atrasado no Brasil. Esse conflito se manifestou em diversos setores sociais. Na área cultural, por exemplo, em fevereiro de 1922, eclodiu a Semana de Arte Mo- derna. Durante os eventos em São Paulo – cidade que mais cresceu nesse período – diversos artistas escandalizaram o público no Teatro Municipal com obras inovadoras, as quais rompiam com a estética que vigorava. Os artistas provocaram enorme impacto na provinciana cidade, abrindo cami- nho para a transformação do gosto estético da maioria dos brasileiros. Brasil e as Revoluções a partir de 1�30 Em 1929, o presidente paulista Washington Luís lançou a candidatura de Júlio Prestes, outro paulista, para presidente do Brasil. Rompendo com a política do café-com-leite, essa candidatura forçou os mineiros a se aliarem com o Rio Grande do Sul e Paraíba, os quais formaram a Aliança Liberal em apoio ao gaúcho Getúlio Vargas para presidente. No mesmo ano, o mundo foi atingido pela crise econômica desencadeada pela Grande Depressão americana1. A Aliança Liberal prometia ajuda e atenção aos operários, anistia aos tenentes condenados e moralização na política. Mesmo assim, Júlio Prestes ganhou as eleições de março de 1930. Os setores radicais se revoltaram quando o vice-presidente João Pessoa, ex-governador da Paraíba, foi assassinado em Recife. Na tarde de três de outubro de 1930, a revolução eclodiu no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Pernam- buco, espalhando-se pelo país. Vinte dias depois, o presidente Washing- ton Luís foi deposto e Getúlio Vargas anunciou um governo provisório e prometeu uma nova era para o Brasil. Essa nova era significava uma nova atitude em relação à classe trabalhadora e às leis dos Sindicatos. Em São Paulo, depois de dois anos de tensão e manifestações contrárias, eclodiu a chamada Revolução Constitucionalista2. 1 Grande Depressão americana – Crise econômica desencadeada pelo crack da Bolsa de Nova York em 1929. Com a depressão os preços do café despencaram e muitos fazen- deiros brasileirosperderam tudo. 2 Revolução Constitucionalista – Os rebeldes paulistas assumiram o poder, mas foram deixados sozinhos pelas elites das outras regiões. Com isso, as forças federais derrota- ram os paulistas em setembro de 1932. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 31 UNIMES VIRTUAL A partir de 1934, os anos que se seguiram foram de intensa radicaliza- ção política e de crises que acabaram levando a um golpe de Estado que instituiu o Estado Novo em 1937 - uma ditadura marcada pela violência e pelo controle rígido da população. No âmbito econômico, as principais características do Estado Novo foram o impulso à industrialização com o auxílio de capitais norte-americanos, o nacionalismo, o protecionismo e a intervenção do Estado na economia, com a criação de empresas estatais. Ao eclodir a Segunda Guerra Mundial3, o Brasil procurou manter uma posição de neutralidade em relação aos dois lados envolvidos no conflito. Somente em 1942, o Brasil de- clarou guerra aos países do Eixo. Após o fim do Estado Novo e a deposição de Getúlio Vargas em 1945, o Brasil entrou em um período no qual se com- binaram democracia, crescimento econômico e desenvolvimento cultural. 3 Segunda Guerra Mundial (1939–1945) - Opôs os Aliados às Potências do Eixo. Foi o conflito que causou mais vítimas em toda a história da Humanidade. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II32 UNIMES VIRTUAL Aula: 0� Temática: Os elementos culturais e artísticos do período a partir dos anos 30 do século XX no Brasil Na aula anterior observamos o Brasil e as Revoluções a par- tir de 1930 e a instituição do Estado Novo, em 1937, com Getúlio Vargas no poder. O regionalismo se firmou nos anos 1930, principalmente, nas mãos dos escritores. Foram lançados: A bagaceira, de José Américo de Almeida1, em 1928; O Quinze, de Raquel de Queiroz2, em 1930; O país do carnaval, de Jorge Amado3, em 1931; Menino do engenho, de José Lins do Rego4, em 1932; Clarissa, de Érico Veríssimo5, em 1933; Vidas Secas, de Graciliano Ramos6, em 1938. Em 1931, no Rio de Janeiro, acontecia a 38ª Exposição Geral de Belas Artes, mais conhecida por Salão Revolucionário, organizada por Lúcio Cos- ta e pela primeira vez aberta a artistas com orientação modernista e a fundação do Núcleo Bernardelli. O Núcleo com professores experientes como Quirino Campofiorito revelou, entre outros, Joaquim Tenreiro, José Pancetti e Milton da Costa (1915-88). Mário Raul Moraes de Andrade (1893-1945), poeta, contista e romancista, crítico e ensaísta, lingüista, musicólogo e folclorista, um dos principais in- tegrantes do modernismo, preocupado em abrasileirar sua linguagem, pu- blicou nos anos 1920, depois de Paulicéia Desvairada e Macunaíma, mais algumas obras famosas. No final dos anos 1920, viajou para o Amazonas e o Nordeste para colher material musical, popular e folclórico. Seguiu a evolução dos modernistas escrevendo sobre eles em vários jornais de São Paulo e Rio de Janeiro e colaborou ativamente com o departamento 1 José Américo de Almeida nasceu em Areia, Paraíba, em 1 de outubro de 1887. Faleceu na cidade de João pessoa em 10 de março de 1980. A publicação do romance A baga- ceira, em 1928, projetou-lhe o nome em todo o país, com o destaque dado à literatura regionalista. 2 Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza - CE, no dia 17 de novembro de 1910. Faleceu, no dia 04 de novembro de 2003, na cidade do Rio de Janeiro. 3 Jorge Amado de Faria nasceu no dia 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, em Ferradas, distrito de Itabuna - Bahia. Faleceu no dia 06 de agosto de 2001 em Salvador, Bahia. 4 José Lins do Rego (jornalista, romancista, cronista e memorialista) nasceu no Engenho Corredor, Pilar, PB, em 03 de julho de 1901, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12 de setembro de 1957. 5 Erico Veríssimo (1905-1975) - Natural de Cruz Alta, RS. Escritor de estilo simples, ex- celente contador de histórias, uma das grandes expressões da moderna ficção brasileira. 6 Graciliano Ramos nasceu no dia 27 de outubro de 1892, no sertão de Alagoas. Faleceu em 20 de março de 1953. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 33 UNIMES VIRTUAL de cultura da cidade de São Paulo até 1938, quando se mudou para o Rio de Janeiro. Em 1943, Mário de Andrade publicou Aspectos da literatura brasileira. Depois da Semana de Arte Moderna, o modernismo, na pintura, instalou- se, aos poucos e demoradamente, na alma brasileira. São Paulo tornou-se a capital da cultura e das artes, com os artistas empenhados através de exposições e viagens a mostrar e disseminar a arte moderna. Conheça mais sobre Mário de Andrade em: ANDRADE, Má- rio. Aspectos da literatura brasileira. São Paulo: Martins, 1942. Além disso, no nosso banco de textos há um material sobre a vida do autor. Não deixe de ler! ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II3� UNIMES VIRTUAL Aula: 0� Temática: O cenário artístico paulista a partir de 1�30 Nas aulas anteriores conhecemos e classificamos a história do Brasil no período a partir dos anos 1930 e os elementos culturais e artísticos do período. Procure observar quantas obras e quantos artistas ainda são quase desconhecidos pela mídia bra- sileira, mas de certa forma ajudam a constituir o mapa cultural e artístico moderno no Estado de São Paulo e, como conseqüência, a arte brasileira que hoje conhecemos. No início da década de 1930, no decorrer dos desenvolvi- mentos artísticos individuais que resultaram da famosa Se- mana de 22, houve, em São Paulo, a formação de grupos de artistas ligados ao crescimento industrial e à euforia cultural da capital: a Sociedade Pró-Arte Moderna (SPAM) e o Clube dos Artistas Modernos (CAM), no final de 1932. Nos anos 1930 e 1940, ao lado dos artistas oriundos de famílias da elite agrária ou da classe média ligada a profissões liberais, ao comércio e à in- dústria, surgia a figura do artista (proletário oriundo da pequena burguesia em ascensão ou mesmo do operariado). As iniciativas artísticas desses gru- pos fortaleceram e consolidaram o modernismo, pois ficou marcada a arte brasileira do país, bem como os artistas da geração seguinte - com uma tendência à moderação - adaptando a tradição acadêmica à inquietação dos modernos (resultado da tendência à negação da produção e das pesquisas modernas por grande parte da crítica brasileira que condena, como impró- pria, a presença de alguns artistas e obras avançadas demais). A Universidade de São Paulo foi criada em 1934, o que incentivou o clima de pesquisas. Professores franceses convidados para lecionar proporcionaram ao ambiente cultural da cidade um maior contato com os métodos objetivos da pesquisa e a publicação sobre arte nos meios de comunicação. Os intelectuais do país buscavam a criação de novos espaços inspirados nos museus de arte moderna, fundados na Europa e Estados Unidos, prin- cipalmente após os anos 1930. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 3� UNIMES VIRTUAL As mostras, seguindo a tradição antiga no País, realizavam-se em espa- ços diversificados: desde entidades culturais e educacionais até hotéis de alto luxo, casas comerciais, livrarias, estúdios de fotógrafos ou mesmo recintos de lojas e armazéns temporariamente vazios e alugados para esse fim. [...] O velho centro, ou seja, o Triângulo e ruas adjacentes, desde os primeiros anos do século, hospedavam freqüentes mostras (ZANINI, 1991, pp. 28 e 29). A sociedade e o meio cultural paulista, com os extintos CAM (1932-33) e SPAM (1932-34), puderam presenciar a formação do Salão de Maio, do Grupo Santa Helena e da Família Artística Paulista. A antiga Sociedade Paulista de Belas Artes, transformada em 1934 em Salão Paulista de Belas Artes, passou a aceitar a presença de artistas modernos ou menos conservadores. O movimento moderno dos anos 1935 a 1945 tem como característica a pesquisa nos procedimentos técnicos impressionistas, a prática da pintu- ra ao ar livre, a preocupação com o social e, principalmente, um interesse pela artede Paul Cézanne (1839 -1906). Os artistas modernos passaram a perceber que a pesquisa técnica é tão importante quanto a criação. Crí- ticos como Mário de Andrade e Sérgio Milliet, atuantes nesse período, puderam reforçar o valor da técnica e do artesanato na arte. Embora a temática dos expositores nos Salões de Arte Mo- derna permaneça com a natureza morta, a paisagem e a figura humana, o tratamento, o estilo e a livre imaginação estão presentes, modernizando os temas. A estilização, o registro do co- tidiano, o tipo humano trabalhador e humilde; os arredores da cidade de São Paulo e do interior são elementos que provam a busca dos artistas modernos por novos assuntos e procedimentos. Entre no nosso banco de textos e leia o material sobre essa aula disponível. Até a próxima aula! ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II3� UNIMES VIRTUAL Aula: 0� Temática: O cenário artístico paulista - Grupo Santa Helena Na aula anterior observamos, de modo geral, o cenário artís- tico paulista a partir de 1930. Vamos verificar a partir dessa aula os diversos grupos artísticos paulistas. Grupo Santa Helena O Grupo Santa Helena teve início com a abertura do escritório, no Palace- te Santa Helena situado na Praça da Sé, por Francisco Rebolo Gonzáles (1902-80) antes de 1935. Em outra sala, instalou-se Mário Zanini (1907-71), artista amador, o qual já pintava ainda jovem ao lado de outros pintores na Praça da Sé. À noite, Rebolo e Zanini freqüentavam o Curso de Desenho da Escola Paulista de Belas Artes. Da união com outros alunos, como Alfredo Volpi (1896-1988), Fulvio Pennacchi (1905-92) e Manoel Martins (1911-79), completado por Aldo Bonadei (1906-74), Clóvis Graciano (1907-88), Humberto Rosa (1908- 48) e Alfredo Rullo Rizzotti (1909-72), originou-se o grupo que se reunia no Palacete para desenhar e trocar idéias sobre a arte. A afinidade do grupo, na maioria imigrante ou descendente de italianos, originou-se na ocupação profissional, na origem social e na naturalidade. A imagética ideológica que emanava de convicções formadas pelas ori- gens operárias ou pequeno-burguesas de todos, dava-lhes consistente coesão ou uma aura coletiva, o que, no entanto, não obstrui a identifica- ção de idiossincrasias. Do proletarismo de sua mentalidade [...] emanava naturalmente a linguagem do grupo em que ressoavam os fortes aspectos ítalo-brasileiros da cultura da cidade. (ZANINI, Catálogos, 1995, p. 9) Embora o Palacete fosse freqüentado por outros nomes, o Grupo Santa Helena configurava-se com nove nomes: Volpi, Rebolo, Pennachi, Bonadei, Graciano, Zanini, Rosa, Rizzotti e Mar- tins. Situa-se entre os anos de 1935 e 1937. Ao lado a obra Paisagem com Figuras, 1941, de Fulvio Pennachi (1905-92). ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 3� UNIMES VIRTUAL Segundo Lisbeth Rebollo Gonçalves, “em nenhum momento deu-se a elabora- ção de qualquer regra que limitasse ou tentasse unificar, formalmente, as pers- pectivas estéticas dos integrantes do Santa Helena” (GONÇALVES, 1976). Alguns mostram-se atraídos pela figura humana, outros se dirigem para soluções livres, mas a atração da maioria está na paisagem. Juntos, saí- am a pintar as regiões periféricas da cidade de São Paulo, constituídas de fábricas e pequenas chácaras. As áreas urbanas das cidades do interior e do litoral são representadas com o mesmo interesse, na produção artística livre da ideologia cultural que se estabelece na capital. Com talento e trabalho, os artistas do Santa Helena transcendem as fórmulas e tendências, introduzin- do uma representação autêntica da paisagem brasileira. Ao lado a obra Paisagem, executada em 1942 por Humberto Rosa (1908-48). Entre no banco de textos da nossa disciplina e leia o mate- rial disponibilizado para você. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II3� UNIMES VIRTUAL Aula: 0� Temática: O cenário artístico paulista - Grupo Seibi - Salão de Maio Na aula anterior reconhecemos algumas obras e artistas do início dos anos 1930 do século XX nas aulas anteriores. Uma das características desse período é a formação de gru- pos de artistas. Grupo Seibi Fundado por Hajime Higaki (1908-98), Shigeto Tanaka (1910-70), Takahashi (1908-1977), Yoshyia Takaoka (1909-78), Yuji Tamaki (1916-79) e Tomoo Handa (1906-96), em 1935, o Grupo de Artistas Plásticos de São Paulo – Seibi – reuniu artistas japoneses, alunos das aulas de Desenho e Modelo vivo da Escola Paulista de Belas Artes. Os integrantes realizaram a primei- ra e única exposição no Clube Japonês, na capital paulista, em 1938. Em 1947, após o término da Segunda Guerra, os integrantes voltaram a se Reunir. Houve uma ampliação do número de pintores no ateliê, que foi reaberto publicamente. Ao lado a obra Rio de Janeiro, executada em 1951, de Yoshyia Takaoka (1909-78). Fonte: http://www.escritoriodearte.com.br/ - acesso em 20/02/2008. A partir de 1952, com a criação do Salão do Grupo Seibi, o espaço dos artistas nipo-brasileiros amplia-se frente ao meio artístico nacional, com exposições coletivas de Flávio-Shiró-Tanaka (1928-), Tadashi Kaminagai (1899-1985), Manabu Mabe (1924-97), Massao Okinaka (1913-2000), Shi- geo Nishimura (1918-1983), Takeshi Suzuki (1908-1987), Tikashi Fukushi- ma (1920-2001) e Tomie Ohtake (1913-). Massao Okinaka, ao lado, dedicou 78 anos de sua vida ao sumiê1. Fonte: http://madeinjapan.uol.com.br acesso em 20/02/2008. 1 Sumiê - A arte em preto e branco. A técnica de pintura japonesa que retrata a forma e a essência dos objetos. http://www.escritoriodearte.com.br/ http://madeinjapan.uol.com.br ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 3� UNIMES VIRTUAL Salão de Maio O Salão de Maio foi organizado pela primeira vez em 1937 pelo pintor e crítico de arte Quirino da Silva (1897-1981), auxiliado por Geraldo Ferraz, crítico de arte, Paulo Ribeiro de Magalhães, Madeleine Roux e Flávio de Carvalho (1899-1973). Tarsila do Amaral (1886-1973), Cícero Dias (1907-2003), Cândido Portinari (1903-62) e Tomás Santa Rosa (1909-56) foram alguns pintores que envia- ram obras para a exposição. O primeiro Salão de Maio foi um acontecimento em grande parte ligado às classes dominantes, claramente intelectuais, com tendência a ferir, no- vamente, o público com as ousadias da arte moderna. Observaram-se a exclusão de outros expositores mais conservadores, muitos de classe mais baixa e alguns operários, o que fez surgirem opiniões dissidentes quanto à organização. As exposições se repetiram nos anos de 1938 e 1939, compondo diversas tendências e manifestações, acompanhadas de palestras, debates e publi- cação da Revista Anual do Salão de Maio. Na lista dos expositores, percebe-se a integração dos modernos, mem- bros do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista e outros artistas tradicionais. Ao lado a obra Mestiço, executada em 1934 por Cândido Portinari (1903-1962). Acervo. Pinacote- ca do Estado de São Paulo. No nosso banco de textos você encontra dois textos muito interessantes. Não deixe de ver! ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�0 UNIMES VIRTUAL Aula: 10 Temática: O cenário artístico paulista - Família Artística Paulista - Sindicato dos Artistas Plásticos Estamos observando nas últimas aulas alguns grupos for- mados na década de 1930 do século XX na cidade de São Paulo. Família Artística Paulista A Família Artística Paulista surge com Waldemar da Costa, Paulo Rossi Osir (1890-1959), alguns artistas anônimos da Praça da Sé e outros já conheci- dos, como Anita Malfatti (1889-1964), Ernesto de Fiori (1884-1945) e Vitto- rio Gobbis. Recém-chegado de uma viagem de estudos na Europa, com livre transito no meio intelectual paulista, Rossi Osir se irritava e julgava leviana a camada mais alta da sociedade formadora do Salão de Maio ao impedir a entrada de elementos de uma classe mais simples de artistas. Em 10 de novembro de 1937, a primeira exposição da Família, formadapela turma do Grupo Santa Helena, Bonadei, Volpi, Clóvis Graciano, Penacchi, Humberto Rosa, Manoel Martins, Zanini e Rebolo Gonzáles; acrescentada pelos nomes de Anita Malfatti, Armando Balloni (1901-69), Arnaldo Barbo- sa, Hugo Adami (1899-1999), Arthur Krug (1896-1964), Waldemar da Costa (1904-82), Joaquim Lopes Figueira, passa despercebida pelo público e igno- rada pelos modernistas que os julgavam acadêmicos e ultrapassados. No entanto, não é intenção dos integrantes manterem a exclusão dos moder- nos, pois eles próprios tendiam para correntes mais avançadas da arte. Em Maio de 1939, foi realizado o II Salão da Família Artística Paulista na rua Líbero Badaró, 287, com os nomes de Cândido Portinari, Domingos Viegas de Toledo Piza (1887-1945), Anita Malfatti, Osir e Villanova Artigas (1915-85) entre os componentes do ‘Grupo Santa Helena’, Penacchi, Ri- zzotti, Rebolo, Volpi, Graciano, Zanini, Bonadei e Martins. Foi somente com a 2ª Exposição da Família, em 1939, que as coisas come- çaram a melhorar, quando Mario de Andrade, que mal conhecia o trabalho de alguns elementos do grupo, [...] numa fuga a São Paulo, dá um pulo à exposição da Família, surpreende-se com o que vê e escreve o célebre artigo ‘Esta Paulista Família’, a 2 de julho de 1939, em O Estado de São Paulo (ALMEIDA, 1976, pp. 133 e 134). ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �1 UNIMES VIRTUAL Em 1940, os integrantes da Família fizeram a última exposição no Rio de Janeiro, que contou com a presença de Ernesto de Fiori, Vittorio Gobbis, Malfatti, Piza, Bruno Giorgi (1905-93), Waldemar da Costa e os componen- tes do Grupo Santa Helena. Há para essa vitória uma explicação muito significativa: a de que a orientação da Família Artística vinha ao encontro das aspirações do público, exausto e desiludido ante os ma- labarismos intelectualizantes que vinham aos poucos destruindo a plás- tica em nome de doutrinas econômicas e teorias científicas. A Família materializava essa reação do equilíbrio e da sensibilidade, da poesia e da plástica, do desenho e do valor, a que todos, no fundo, aspiravam (MILLIET, Catálogos, 1940). Sindicato dos Artistas Plásticos Em 1937, a Sociedade Paulista de Belas Artes, criada em 1921 e converti- da em Salão Paulista de Belas Artes (SPBA), foi reconhecida pelo Ministé- rio do Trabalho e se transformou no Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1936, haviam sido realizadas assembléias que visavam à criação do Sindicato. Em 12 de agosto desse ano, houve a Assembléia Geral extraor- dinária [...], registrando-se o comparecimento de Alexandre Albuquerque, Ottone Zorlini, Roque de Mingo, Mário Zanini, José Cucê, Alfredo Volpi, Ângelo Simioni, Francisco Rebolo Gonsales, Fulvio Pennacchi e Adolpho Fonzari (ZANINI, 1991, p. 43). O Sindicato abria as portas a todos os inscritos, sem seleção de correntes, excluindo-se o mais fraco simplesmente pelo bom senso. No processo da organização, os membros procuravam profissionalizar a atividade artística, encarando o artista como um operário. O que significa estar de acordo com as novas regras sociopolíticas vigentes a partir da Revolução de 30, que tinha por objetivo agrupar as diferentes classes de trabalhadores em sindicatos. Assinalando um período novo, o Sindicato dos Artistas Plásticos procurou proporcio- nar eventos e organizar salões, até 1949, o que contribuiu para a consolidação das tendências modernas frente à saturação das idéias acadêmicas. Ao lado, a obra Bairro de Pinheiros, 1946, de Ottone Zorlini (1891-1977). Acervo Gianfranco Zorlini. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�2 UNIMES VIRTUAL Durante os onze anos de funcionamento do Sindicato dos Artistas Plásti- cos, aumentou, em relação aos conservadores, a predominância dos artis- tas modernos; oferecia-se inclusive participação dos mesmos no conselho diretor e na comissão organizadora. [...] o Salão do Sindicato registrou sempre esse duplo comparecimento. A ala modernista, porém, afirmava-se com a participação contínua dos artistas [...] tanto de antiga carreira quanto em fase de formação. Esta- vam entre os inscritos, incluindo muitos estrangeiros: John Graz, De Fiori, Takaoka, Quirino da Silva, João Goussef (1897-1953), Arthur Krug, Ângelo Simeone (1899-1974), Mick Carnicelli (1893-1967), Armando Balloni [...] Lothar Charoux (1912-87), Júlio Guerra (1912) [...] Maria Leontina (1917- 84), Alice Brill (1920) [...] Geraldo de Barros (1923), Manabu Mabe (1924), Sophia Tassinari (1927), Flávio-Shiró (Tanaka), Artur Luiz Piza [...] (ZANINI, 1991, p. 44.). Leia mais em: ZANINI, Walter. A Arte no Brasil nas Déca- das de 1�30-�0. São Paulo: Nobel / EDUSP, 1991. Visite o nosso banco de textos freqüentemente. Lá você sempre encontrará materiais interessantes para sua leitura. Entre no site abaixo e dê uma olhada nas obras estudadas. http://www.itaucultural.org.br/ - acesso em 20/02/2008. http://www.itaucultural.org.br/ ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �3 UNIMES VIRTUAL Resumo - Unidade II Nessa segunda unidade foi possível conhecer e classificar a história do Brasil no período a partir dos anos 30 do sé- culo XX e os elementos culturais e artísticos do período. O regionalismo se firmou nos anos 1930, principalmente nas mãos dos escritores. Reconhecemos o cenário artístico paulista a partir de 1930 e os diversos grupos constituídos. Descobrimos que nos anos 1930 e 1940, ao lado dos artistas oriundos de famílias da elite agrária ou da classe média ligada a profissões liberais, ao comércio e à indústria, surgia a figura do artista (proletário, oriundo da pequena burguesia em ascensão ou mesmo do ope- rariado). Assim, vemos surgir o Grupo Santa Helena, com os artistas Mário Zani- ni, Alfredo Volpi, Fulvio Pennacchi, Manoel Martins, Aldo Bonadei, Clóvis Graciano, Humberto Rosa e Alfredo Rullo Rizzotti; e ainda o Grupo Seibi, a Família Artística Paulista, entre outros grupos. Observamos o surgimento do Salão Paulista de Belas Artes e, posterior- mente, a constituição do Sindicato dos Artistas Plásticos. Assim, estudamos e reconhecemos os conceitos estéticos ligados à arte brasileira no período. Um grande abraço. Até a próxima unidade! Referências Bibliográficas ANDRADE, Mário. A elegia de abril. in Aspectos da literatura brasileira. São Paulo: Martins, 1942, pp. 185-195. ANDRADE, Mário. Aspectos das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Martins, 1965, pp. 13-46. AQUARONE, Francisco. Mestres da Pintura do Brasil. São Paulo: P. de Azevedo, [19-]. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�� UNIMES VIRTUAL AYALA, Walmir. Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Brasília: INL, 1980. BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil. São Paulo: São Paulo Edi- tora, 1942. BRILL, Alice. Mario Zanini e seu tempo – do grupo Santa Helena às Bie- nais. São Paulo: Perspectiva, 1984. CANDIDO, Antonio. Literatura e Cultura de 1900 a 1945. in Literatura e Sociedade. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1973, pp. 109-138. CAVALCANTI, Carlos. Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Brasí- lia: INL, 1973. D’HORTA, A. Pedroso. O olho da consciência. São Paulo: Edusp / Impren- sa Oficial de SP. / Secretaria de Estado da cultura, 2000. FABRIS, Annateresa. Portinari, pintor social. Dissertação de Mestrado: ECA, USP, 1977. FIGUEIRA, Divalte Garcia. História. São Paulo: Ática, 2005. GONÇALVES, Lisbeth R. R. Introdução ao percurso de um pintor - Aldo Bonadei. FFLCH, USP, 1977. HOLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil. Rio de Janeiro: Olympio, 1979. LEITE, José R. Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Arte Livre, 1988. LEITE, José R. Teixeira. Arte no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979. Dois volumes. MARINO, João. Coleção de arte brasileira. São Paulo: Raízes Artes Grá- ficas, 1983. MARTINI, Fátima Regina Sans. O Grupo Tapir e a Pintura de Casarios. Dissertação de Mestrado: UNESP, 2004. PONTUAL, R. Gonçalves. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Rio deJaneiro: Civilização brasileira, 1969. SILVA, F. de Assis. História do Brasil. São Paulo: Moderna, 1992. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �� UNIMES VIRTUAL ZANINI, Walter. História geral da arte no Brasil. São Paulo: Instituto Wal- ter Moreira Salles, 1983. Edições especiais ________ . Dicionário de pintores brasileiros. Rio de Janeiro: Spala, 1986. ________ . ARTE NO BRASIL. A revolução da Arte Moderna. Comissão de Artes Plásticas da Secretaria de Cultura de São Paulo, SP: Nova Cultural Ltda. 1986. ________ . ARTE NO BRASIL. São Paulo: Abril Cultural, 1979. ________ . HISTÓRIA GERAL DA ARTE NO BRASIL. Instituto Walther Moreira Salles, 1983. Coordenação Walter Zanini. ________ . FUNARTE – 42 anos de premiações nos salões oficiais – 1934 / 1976, Rio de Janeiro: FUNARTE, 1977. ________ . PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO. A coleção per- manente. São Paulo: Gráficos Burti, 2002. _________ . A arte no Brasil nas décadas de 1�30-�0. São Paulo: No- bel/ EDUSP, 1991. Catálogos D’HORTA, Arnaldo Pedroso. Ensaio – Grupo Santa Helena, Álbum Collec- tio, São Paulo, 1970. GONÇALVES, Lisbeth Rebollo. Introdução – Os Salões – Movimento Mo- derno nas Artes Plásticas – Segunda metade dos anos 30. in Museu Lasar Segall: Ciclo Pintura Brasileira Contemporânea, São Paulo, jun. / jul. 1976. ICONOGRAFIA PAULISTANA EM COLEÇÕES PARTICULARES. São Pau- lo: Sociarte, 1999. MILLIET, Sérgio. Introdução – III Salão da Família Artística Paulista. Rio de Janeiro, 1940. MODERNISMO. Desdobramentos: marcos históricos. Instituto Cultural Itaú. São Paulo, 1994. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�� UNIMES VIRTUAL PECCININI, Daisy. Introdução – Exposição Operários na Paulista. São Paulo: SESI e MAC / USP, 2002. ZANINI Walter. Introdução – O Grupo Santa Helena. Museu de Arte Mo- derna de São Paulo. São Paulo, jun. 1995. Sites (acesso em 20/02/2008) forumpermanente.incubadora.fapesp.br/portal/.instituicoes/mamsp/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Fam%C3%ADlia_Art%C3%ADstica_Paulista http://pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_Santa_Helena http://www.itaucultural.org.br http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo2/modernidade/eixo/ spam/index.html http://www.pinacoteca.sp.gov.br/ http://www.releituras.com/marioandrade_bio.asp http://www.saopaulo.sp.gov.br/saopaulo/ cultura/museus_pinac.htm http://www2.uol.com.br/franciscorebolo/tempo/40.htm www.pitoresco.com.br/brasil/fukushima/fukushima.htm www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2005/ju302pag12.html www.usp.br forumpermanente.incubadora.fapesp.br/portal/.instituicoes/mamsp/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Fam%C3%ADlia_Art%C3%ADstica_Paulista http://pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_Santa_Helena http://www.itaucultural.org.br http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo2/modernidade/eixo/spam/index.html http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo2/modernidade/eixo/spam/index.html http://www.pinacoteca.sp.gov.br/ http://www.releituras.com/marioandrade_bio.asp http://www.saopaulo.sp.gov.br/saopaulo/ cultura/museus_pinac.htm http://www2.uol.com.br/franciscorebolo/tempo/40.htm www.pitoresco.com.br/brasil/fukushima/fukushima.htm www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2005/ju302pag12.html www.usp.br ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �� UNIMES VIRTUAL Exercício de auto-avaliação II 1) Rossi Osir se irritava e julgava leviana a camada mais alta da sociedade formadora do Salão de Maio ao impedir a entrada de elementos de uma classe mais simples de artis- tas. Osir, Waldemar da Costa e alguns artistas anônimos da Praça da Sé, entre outros, foram responsáveis pela formação de qual grupo paulista? Grupo Tapir Grupo dos três irmãos Família Artística Paulista Família Unida de artistas 2) O grupo formado pelos seguintes artistas Volpi, Rebolo, Pennachi, Bonadei, Graciano, Zanini, Rosa, Rizzotti e Martins se situa entre os anos de 1�3� e 1�3�. De que grupo estamos falando? Grupo Tapir Família Artística Paulista Grupo Santa Helena Grupo do Palacete Paulista 3) Em 1�3�, a Sociedade Paulista de Belas Artes, criada em 1�21 e convertida em Salão Paulista de Belas Artes (SPBA), após ser reconhecida pelo Ministério do Trabalho, trans- formou-se em: Sindicato dos Artistas Plásticos. Salão de Exposição Paulista Salão de Arte Moderna de São Paulo Sindicato dos Artistas de Pintura Moderna �) Em 1�3�, foi criada uma universidade em São Paulo, a qual incentivou o clima de pesquisas. Professores franceses foram convidados para lecionar, proporcionando ao ambiente cultural da cidade, um maior contato com os métodos objetivos da pesquisa e a publicação sobre arte nos meios de comunicação. Estamos falando da universidade com a seguinte sigla: USP UFE MAP UFSP a) b) c) d) a) b) c) d) a) b) c) d) a) b) c) d) ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�� UNIMES VIRTUAL �) Fundado por Hajime Higaki (1�0�-��), Shigeto Tanaka (1�10-�0), Takahashi (1�0�- 1���), Yoshyia Takaoka (1�0�-��), Yuji Tamaki (1�1�-��) e Tomoo Handa (1�0�-��) em 1�3�, o Grupo de Artistas Plásticos de São Paulo reuniu artistas japoneses, alunos das aulas de Desenho e Modelo vivo da Escola Paulista de Belas Artes. Os integrantes reali- zam a primeira e única exposição no Clube Japonês, na capital paulista, em 1�3�. Esse grupo também é chamado de: Grupo dos 19 Grupo Seibi Grupo Tapir Grupo dos 15 a) b) c) d) ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �� UNIMES VIRTUAL Unidade III Brasil - Anos �0 do Século XX Objetivos Conhecer e classificar a história do Brasil no período a partir dos anos 40 do sé- culo XX e os elementos culturais e artísticos do período. Plano de Estudo Esta unidade conta com as seguintes aulas: Aula: 11 - O cenário artístico paulista - A década de 40 Aula: 12 - O cenário artístico paulista - Grupos de artistas Aula: 13 - O cenário artístico paulista - MASP e MAM Aula: 1� - O cenário artístico no Rio de Janeiro Aula: 1� - Os pioneiros da arquitetura moderna ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�0 UNIMES VIRTUAL Aula: 11 Temática: O cenário artístico paulista - A Década de 1��0 Na Unidade anterior conhecemos e classificamos a história do Brasil no período a partir dos anos 30 do século XX e os elementos culturais e artísticos do período. A década de 1��0 O período que coincidiu com a 2ª Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, determi- nou uma fase de permanência no país por parte dos artistas impossibilitados de viajarem e manterem contatos com a arte européia. Artistas estrangeiros, da mesma forma, fixaram residência no Brasil integrando-se à cultura nacional. Por outro lado, a guerra possibilitou algumas exposições da Europa e dos Estados Unidos no país. Entre elas, destacam-se: a Exposição de Arte Francesa, em 1940, as Exposições de Gravuras Britânicas Contemporâ- neas e a Arte Contemporânea do Hemisfério Ocidental no ano de 1942. Em seguida, as exposições de Pintura Austríaca Contemporânea e Pintura Canadense Contemporânea, em 1944. No início dos anos 1940, foram inauguradas a Livraria Brasiliense, a Ga- leria Prestes Maia, situada na Praça do Patriarca, e a Galeria Itá à Rua Barão de Itapetininga, onde são realizadas importantes mostras individuais e coletivas. O Centro Paranaense no Edifício Martinelli e o ateliê de Clóvis Graciano, à Rua Xavier de Toledo, tornaram-se também locais de numero- sas exposições na década de 1940. Em 1947, a Galeria Domus foi criada pelo casal Fiocca, a qual se dedicou somente às exposições de artistas modernos. No mesmo ano, o Museu de Arte de São Paulo foi entregue ao público. O hábito de grupos de artistas se reunirem para debater e trocar conhecimentos foi intensificado na cidade de São Paulo. Residências, Cafés e, mais tarde, a Seção de Arte da Biblioteca Municipal, o Clube dos Artistas, o Museu de Arte de São Paulo, o Museu de arte Moderna e a Galeria Domus tornam-se pontos de encontro. [...] É sob o signo do desenvolvimento industrial do país e da conseqüente formação de classes urbanas mais diferenciadas e definidas de umaelite industrial que se acresce à agrária, de um ambiente propicio à mo- ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �1 UNIMES VIRTUAL dernização, de um modo geral, que temos o estímulo para os acontecimentos histórico-artísticos do decê- nio 40. (GONÇALVES, Catálogos, 1977) Visite o site indicado e veja textos e imagens sobre a his- tória do Brasil http://www.historiadobrasil.net/ - acesso em 20/02/2008. http://www.historiadobrasil.net/ ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�2 UNIMES VIRTUAL Aula: 12 Temática: O cenário artístico paulista - Grupos de Artistas - O Clubinho Observamos na aula anterior a década de 1940 e os movi- mentos culturais do período. Continuemos com o cenário ar- tístico paulista e a formação dos diversos grupos artísticos. Grupos de artistas Na década de 1940, diversos grupos de artistas foram constituídos, na cidade de São Paulo, com a intenção de discutir as novas tendências e promover as exposições de seus integrantes. Outra razão, talvez a mais importante, foi o fator econômico. Com origem na classe média, eles se reuniam para dividir o aluguel e o custo de um modelo vivo para as aulas de desenho. Ao Grupo Santa Helena junta- ram-se outros pintores ami- gos, como: Ângelo Simioni e Ottone Zorlini (1891-1967). Ao lado, de Ottone Zorlini (1891- 1967), a obra Bairro de Pinhei- ros, São Paulo, de 1946. Acer- vo de Gianfranco Zorlini. Ao lado esquerdo, a obra Ami- gos, da década de 1960 de Ângelo Simeone (1899-1972) Acervo de Olympia Simeone Fontcuberta. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �3 UNIMES VIRTUAL O Clubinho Os pintores Paulo Rossi Osir, Alfredo Volpi, Mário Zanini, Rebolo Gonzalez e Quirino da Silva, no ano de 1945, formaram o Clubinho, uma associação com sede no Edifício Esther situado na Praça da República. O Clubinho, como era chamado, seria, entre todas as sociedades artísticas de São Paulo, a de vida mais longa e a menos polêmica. Promoveu expo- sições, conferências e outros eventos, mas, pelos anos de 1950, suas funções culturais reduziram, tornando-se, sobretudo, lugar de convivência social. (ZANINI, 1991, p. 42) Ateliê Osirarte Paulo Rossi Osir fundou o ateliê-oficina de azulejos em 1940, convidando para integrantes, entre outros, Ernesto De Fiori, Mario Zanini (1907-71) e Alfredo Volpi (1896-1988). Trabalhavam nas salas, entre outros, Waldemar Cordeiro e Paolo Maranca. A empresa Osirarte executava e desenvolvia composições sobre painéis ou azulejos avulsos, com temas nacionais e populares, para diversos artis- tas, entre eles Portinari e Burle Marx. Durante a década de 1940, a Osirarte promoveu diversas exposições em São Paulo, uma no Rio de Janeiro (1943) e duas na Argentina: Buenos Aires (1946) e Mendoza (1947). No início da década de 1950, Rossi Osir e Volpi afastaram-se da oficina, que já adquirira um caráter mais empresarial e cuja atuação se restringiu à execução de encomendas. (MODERNISMO, Catálogos, 1994, p. 20) Exposição Antieixista Em de 1943, ano seguinte à declaração, do presidente Getúlio Vargas, de guerra do Brasil ao Eixo, um grupo de pintores paulistas e cariocas mani- festava-se contra o fascismo. [...] realiza-se a Exposição Coletiva Antieixista de que participam, entre outros, Paulo Rossi Osir, Alfredo Volpi, Rebolo Gonzales, Clóvis Graciano, Mário Zanini, Manoel Martins, Aldo Bonadei, Ângelo Simeone e Al- fredo Rullo Rizzotti. (GONÇALVES, Catálogos, 1977.) Visite o nosso banco de textos e leia o texto sobre arte dis- ponível para você. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�� UNIMES VIRTUAL Aula: 13 Temática: O cenário artístico paulista - MASP e MAM Na aula anterior observamos a formação de alguns grupos de artistas nos anos 1940 em São Paulo, como o Clubinho e o Ateliê Osirarte, importante ateliê produtor de pintura em azulejos na década de 1940. MASP e MAM A segunda metade da década de 1940 ficou marcada, no plano institucional, pela criação de dois museus importantes. Em 1947, foi criado o Museu de Arte de São Paulo, o MASP, pela iniciativa do jornalista Assis Chateaubriand. A constituição do acervo e organização, no entanto, fica sob a direção de Pietro Maria Bardi. A partir de 1968, o museu passou a contribuir para o campo didático e profissional, mantendo cursos e promovendo eventos im- portantes no prédio projetado Lina Bo Bardi, na Avenida Paulista. Em 1948, instala-se o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o MAM, fundado por Francisco Matarazzo Sobrinho e orientado de início pelo crítico defensor das tendências abstratas, Léon Degand, organizador da Mostra do Figurativismo ao Abstracionismo, em março de 1949. Os acervos europeus e das Américas aqui exibidos – com a participação de nomes-chaves da arte inter- nacional – representaram um acesso valioso para os artistas locais, num tempo em grande parte avaro no proporcionar estadas de brasileiros no Exterior. (ZA- NINI, 1991, p. 61) I Exposição Circulante de Arte Em 1947, o Departamento Estadual de Informações e a Divisão de Turismo e Expansão Cultural promoveram a I Exposição Circulante de Arte. Levada a algumas cidades do Interior, incluía 97 obras de pintores e escultores modernos e acadêmicos. Fi- guravam na mostra expositores de gerações diversas, como Di Cavalcanti, Segall, Tarsila, Guinard, Bruno Giorgi, Volpi, Mário Zanini, Bonadei, Rebolo, Pennacchi, Manoel Martins, Humberto Rosa [...] Ângelo Simeone, Renné Lefèvre, Vicente Mecozzi, Danilo di Petre, Yolan- ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �� UNIMES VIRTUAL da Mohalyi, Arcângelo Ianelli, Aldemir Martins (1922), Mário Gruber e Flávio-Shiró (Tanaka). (Ibid, p.45) Grupo dos 1� A Galeria Prestes Maia organizou no final dos anos 1940 uma exposição com a intenção de mostrar a arte jovem e moderna de São Paulo. Dentre os expositores revelam-se: Maria Leontina (1917-84), Aldemir Martins, Marcelo Grassmann (1925-), Lothar Charoux (1912-87), Luis Sacilotto (1924- ), Otávio Araújo, Mário Gruber, Odetto Guersoni e Flávio-Shiró (Tanaka). Em abril de 1947, nas salas da União Cultural Brasil - Estados Unidos de São Paulo, um grupo de jovens artistas expressionistas realizava sua primeira e única exposição coletiva. [...] O evento compreendia ainda uma série de palestras sobre arte moderna [...] Como movimento, o Grupo dos 19 revelou-se efêmero, os que o integravam possuíam entre si marcantes dife- renças, que com os anos se acentuariam. (ARTE NO BRASIL, 1986, pp. 241-243) Os 19 artistas presentes na Mostra não chegaram a constituir um grupo e fizeram parte, entre outros, de uma geração de pintores e desenhistas com grande diversidade estilística que trabalharam na metade final do século XX. Grupo 1� O Grupo 15, também chamado de ‘Grupo do Jacaré’, é fundado pelo pin- tor Ioshiya Takaoka em 1948, ao alugar e dividir um ateliê com os outros integrantes, Atayde de Barros, Hajime Higaki, Kenjiro Masuda, Geraldo de Barros (1923-), Shigeto Tanaka, Takeshi Suzuki, Tamaki e Tomoo Handa. As dificuldades econômicas para manter um ateliê individual, a falta de um ambiente estimulante ao de- senvolvimento de pesquisas em arte e a necessidade de abrir espaços ao diálogo e aos debates foram as principais razões que levaram à formação do Grupo. (MODERNISMO, Catálogos, 1994, p. 28) Grupo Guanabara O Grupo Guanabara surgiu no final de 1949, a partir de reuniões dos artis- tas Takeshi Suzuki, Tamaki, Arcângelo Ianelli (1922-), Takaoka, Armando Pecorari, Tomoo Handa, entre outros, realizadas na oficina de molduras do pintor Tikashi Fukushima, em São Paulo. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�� UNIMES VIRTUAL Os artistas se reuniam com o objetivo de firmar as idéias e o desenvolvi- mento de seus trabalhos sem, no entanto, fixar tendências rígidas ou uma determinada corrente artística. Na ultima exposição, em 1959, outros nomes foram incorporados ao Gru- po Guanabara, como: Wega Nery (1912-), Manabu Mabe, Tomie Ohtake e Sofia Tassinari(1927-). Pesquise a importância do MASP e do MAM para São Paulo. Pesquise mais alguns museus que foram criados para o de- senvolvimento da arte e cultura no Estado de São Paulo. Visite os sites indicados e leia o material disponível no ban- co de textos no ambiente virtual de aprendizagem. http://masp.uol.com.br/ - acesso em 20/02/2008 www.mam.org.br/ - acesso em 20/02/2008 http://masp.uol.com.br/ www.mam.org.br/ ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �� UNIMES VIRTUAL Aula: 1� Temática: O cenário artístico no Rio de Janeiro Nas últimas aulas temos acompanhado o cenário artístico paulista e a formação de grupos de artistas, consolidando a arte moderna em São Paulo e no Brasil. Alguns desses artistas citados permanecem procurando uma saída para sua pintura, ou- tros evoluem para um estilo próprio que muitas vezes não acompanha a tendência modernista, outros ainda evoluem no estilo e acompanham a arte contemporânea. O cenário artístico no Rio de Janeiro Salão Revolucionário Lúcio Costa, diretor da Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, organizou para 1931 uma Exposição Geral de Belas Artes, a fim de atrair os modernistas do Rio de Janeiro e São Paulo. Entre os que participaram dessa exposição encontravam-se os artistas: Anita Malfatti, Antonio Go- mide, Bonadei, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Guignard, Henrique Bernardelli, Ismael Nery, John Graz, Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Victor Brecheret, Portinari e Waldemar da Costa. Núcleo Bernardelli O Núcleo Bernardelli nasceu, em 1931, em oposição à Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Os integrantes oriundos das camadas sociais mais baixas propunham um aperfeiçoamento técnico visando a profissionalização do artista, democratizando o Salão Nacional de Belas Artes. O núcleo funciona como ateliê livre até 1942. Entre os integrantes é possível citar Bustamante Sá, Joaquim Tenreiro, Milton Dacosta, Pancetti, Quirino Campofiorito, Takaoka, Edson Motta e Sigaud. Grupo Portinari Portinari atuou como professor de Pintura e Desenho no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal no Rio de Janeiro a partir de 1935, ao lado de Burle Marx, Sigaud e Bianco entre outros. Com a instauração do Estado Novo, em 1937, o Instituto foi fechado. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�� UNIMES VIRTUAL Grupo Guignard Alberto da Veiga Guignard (1896-1962) reunia em seu ateliê no Rio de Janeiro alguns alunos de 1943 a 1944, quando resolveu partir para Belo Horizonte, onde abriu sua própria escola na cidade até 1962. Escolinha de Arte do Brasil Foi fundada por um grupo de artistas e educadores, entre eles Augusto Rodrigues, Lúcia Alencastro Valentim e Margaret Spence, em 1948, no Rio de Janeiro. Entre os desdobramentos do movimento da educação pela arte, liderado pela escolinha, estão a criação do Ateliê Infantil, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1952, por Ivan Serpa, e dos cursos universitários de licenciatura em Educação Artística em 1973. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �� UNIMES VIRTUAL Aula: 1� Temática: Os pioneiros da arquitetura moderna Nas últimas aulas foi possível observar o cenário artístico paulista e a formação de diversos grupos de artistas. Os pioneiros da arquitetura moderna Na década de 1940, a arquitetura paulista inquietou-se, voltando-se para a modernidade por meio da instalação da Faculdade de Arquitetura da USP, da Universidade Mackenzie e de alguns arquitetos estrangeiros refugia- dos da guerra, que chegavam à cidade. Os principais representantes da nova corrente são Rino Levi (1901-1965) e Oswaldo Arthur Bratke (1907- 1997), responsáveis por projetos residenciais e comerciais e pela difusão do Modernismo ou Racionalismo contemporâneo na classe média e na elite paulista. Ao lado, a obra arquitetônica pro- jetada por Oswaldo Arthur Bratke (1907-1997), Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, em 1952. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/ Oswaldo_Arthur_Bratke acesso em 20/02/2008 Rino Levi colaborou com a construção do Instituto de Arquitetos do Brasil, do qual participou com constância ao longo da vida, inclusive como um dos responsáveis pelo projeto do edifício-sede da seção paulista. Com a participação de Roberto de Cerqueira César, a partir de 1945, e de Luiz Roberto Carvalho Franco, em 1951, Levi constituiu a Rino Levi Ar- quitetos Associados, um escritório bem estruturado e que, ao longo das décadas, participaria de forma efetiva da conformação urbana da cidade de São Paulo, com projetos para edifícios e conjuntos arquitetônicos que abrigavam os mais diversos programas – cinemas, hospitais, teatros, ha- bitações, fábricas, bancos, escritórios e até mesmo um complexo munici- pal, o Centro Cívico de Santo André, seu último projeto. http://pt.wikipedia.org/wiki/Oswaldo_Arthur_Bratke http://pt.wikipedia.org/wiki/Oswaldo_Arthur_Bratke ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�0 UNIMES VIRTUAL Oscar Niemeyer Soares Filho1 (1907-), carioca, consagrou-se com o projeto do conjunto arquitetônico da Pampulha em Belo Horizonte, Minas Gerais, com o intermédio do prefeito Juscelino Kubitschek, na década de 1940. Pela primeira vez, o concreto se sujeitava às formas inesperadas, pelas mãos do jovem arquiteto. Em seu projeto prevalecem as curvas e a liberdade. A igreja de São Francisco de Assis em Pampulha, Belo Horizonte (MG), projetada por Oscar Niemeyer, é a primeira igreja brasileira moderna, cujos espaços são definidos pelas abóbadas de concreto. Na fachada pos- terior encontram-se os azulejos monocromáticos em tom azul pintados por Cândido Portinari. Saiba mais sobre a arquitetura no Brasil na década de 1940. Neste período, alguns arquitetos colocaram o País entre os primeiros no ranking internacional da indústria da construção civil. Fonte: http://www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/ artecult/arqurb/arquitet/apresent.htm acesso em 20/02/2008. Entre no nosso banco de textos e leia os materiais disponíveis sobre a arquitetura do Brasil. 1 Niemeyer, Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares (1907-) - é um arquiteto brasileiro considerado um dos nomes mais influentes na Arquitetura Moderna internacional. Foi pio- neiro na exploração das possibilidades construtivas e plásticas do concreto armado. http://www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/artecult/arqurb/arquitet/apresent.htm http://www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/artecult/arqurb/arquitet/apresent.htm ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �1 UNIMES VIRTUAL Resumo - Unidade III Nessa unidade classificamos a história do Brasil no período a partir dos anos 40 do século XX e os elementos culturais e artísticos do período. Conhecemos os pioneiros da arquite- tura moderna e os grupos artísticos do período, assim como os conceitos estéticos ligados à arte brasileira no período. Observamos que, durante a década de 1940, constituíram-se diversos gru- pos de artistas na cidade de São Paulo com a intenção de se discutir as novas tendências e promover as exposições de seus integrantes, como o Clubinho e o Ateliê Osirarte, importante ateliê produtor de pintura em azu- lejos. A segunda metade da década de 1940 ficou marcada, no plano ins- titucional, pela criação de dois museus importantes, o Museu de Arte de São Paulo, o MASP, e o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o MAM. No Rio de Janeiro, verificamos a formação do Salão Revolucionário, Núcleo Bernardelli, Grupo Portinari, Grupo Guignard e Escolinha de Arte do Brasil. Até o próximo encontro! Um grande abraço! Referências Bibliográficas ANDRADE, Mário. A elegia de abril. in Aspectos da literatura brasileira. São Paulo: Martins, 1942, pp. 185-195. AQUARONE, Francisco. Mestres da Pintura do Brasil. São Paulo: P. de Azevedo, [19-]. AYALA, Walmir. Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Brasília: INL, 1980. ________. Dicionário de pintores brasileiros. Rio de Janeiro: Spala, 1986. BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil.São Paulo: São Paulo Edi- tora, 1942. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�2 UNIMES VIRTUAL BRILL, Alice. Mario Zanini e seu tempo – do grupo Santa Helena às Bienais. São Paulo: Perspectiva, 1984. CANDIDO, Antonio. Literatura e Cultura de 1900 a 1945. in Literatura e Sociedade. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1973, pp. 109-138. CAVALCANTI, Carlos. Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Brasí- lia: INL, 1973. D’HORTA, A. Pedroso. O olho da consciência. São Paulo: Edusp / Impren- sa Oficial de SP. / Secretaria de Estado da cultura, 2000. FABRIS, Annateresa. Portinari, pintor social. Dissertação de Mestrado: ECA, USP, 1977. FIGUEIRA, Divalte Garcia. História. São Paulo: Ática, 2005. HOLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil. Rio de Janeiro: Olympio, 1979. LEITE, José R. Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Arte Livre, 1988. LEITE, José R. Teixeira. Arte no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979. Dois volumes. MARINO, João. Coleção de arte brasileira. São Paulo: Raízes Artes Grá- ficas, 1983. MARTINI, Fátima Regina Sans. O Grupo Tapir e a Pintura de Casarios. Dissertação de Mestrado: UNESP, 2004. PONTUAL, R. Gonçalves. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1969. SILVA, F. de Assis. História do Brasil. São Paulo: Moderna, 1992. ZANINI, Walter. História geral da arte no Brasil. São Paulo: Instituto Wal- ter Moreira Salles, 1983. _________. A Arte no Brasil nas Décadas de 1�30-�0. São Paulo: No- bel / EDUSP, 1991. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �3 UNIMES VIRTUAL Edições especiais ________ . ARTE NO BRASIL. A revolução da Arte Moderna. Comissão de Artes Plásticas da Secretaria de Cultura de São Paulo, SP: Nova Cultural Ltda. 1986. ________ . ARTE NO BRASIL. São Paulo: Abril Cultural, 1979. ________ . HISTÓRIA GERAL DA ARTE NO BRASIL. Instituto Walther Moreira Salles, 1983. Coordenação Walter Zanini. ________ . FUNARTE – 42 anos de premiações nos salões oficiais – 1934 / 1976, Rio de Janeiro: FUNARTE, 1977. ________ . PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO. A coleção per- manente. São Paulo: Gráficos Burti, 2002. Catálogos GONÇALVES, Lisbeth Rebollo. Introdução – Os Grupos – A Década de 40. in Museu Lasar Segall: ciclo pintura brasileira contemporânea. São Pau- lo, maio / jun. 1977. ICONOGRAFIA PAULISTANA EM COLEÇÕES PARTICULARES. São Paulo: Sociarte, 1999. MODERNISMO. Desdobramentos: marcos históricos. Instituto Cultural Itaú. São Paulo, 1994. Sites (acesso em 20/02/2008) forumpermanente.incubadora.fapesp.br/portal/.instituicoes/mamsp/ http://masp.uol.com.br/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Oswaldo_Arthur_Bratke http://pt.wikipedia.org/wiki/Rino_Levi http://www.historiadobrasil.net/ http://www.itaucultural.org.br/ http://www.museologia.org.br/index.php?option=com_content&task=vi ew&id=228&Itemid=9 forumpermanente.incubadora.fapesp.br/portal/.instituicoes/mamsp/ http://masp.uol.com.br/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Oswaldo_Arthur_Bratke http://pt.wikipedia.org/wiki/Rino_Levi http://www.historiadobrasil.net/ http://www.itaucultural.org.br/ http://www.museologia.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=228&Itemid=9 http://www.museologia.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=228&Itemid=9 ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�� UNIMES VIRTUAL www.pitoresco.com.br/brasil/fukushima/fukushima.htm www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2005/ju302pag12.html www.usp.br Glossário Catálogos: lista ou volume onde estão metodicamente descritos os livros e outros documentos. Também a lista documentada de uma exposição artística. Artista amador: o artista que não estudou técnicas de pintura. Ateliê livre: espaço onde o artista trabalha e expõe suas obras. MAM: Museu de Arte Moderna. Presente em vários estados do Brasil. MASP: Museu de Arte de São Paulo Periódicos: revistas ou jornais com dia certo para circular. Temática: tema em que o artista se baseia para criar a sua obra. Sigla: reunião das letras iniciais dos vocábulos fundamentais de uma de- nominação ou título. www.pitoresco.com.br/brasil/fukushima/fukushima.htm www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2005/ju302pag12.html www.usp.br ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �� UNIMES VIRTUAL Exercício de auto-avaliação III 1) Os pintores Paulo Rossi Osir, Alfredo Volpi, Mário Zanini, Rebolo Gonzalez e Quirino da Silva, no ano de 1���, formaram uma associação com sede no Edifício Esther situado na Praça da República, em São Paulo. Qual o nome dessa associação? Grupo dos nove O Edifício dos Cinco O Clubinho MAAB 2) Paulo Rossi Osir fundou o ateliê-oficina de azulejos em 1940, convidando entre outros integrantes Ernesto De Fiori, Mario Zanini (1�0�-�1) e Alfredo Volpi (1���-1���). Trabalha- vam nas salas, entre outros, Waldemar Cordeiro e Paolo Maranca. Qual o nome do ateliê? Ateliê dos Seis artistas Ateliê dos Guignard Ateliê Osirarte Ateliê de Fiori 3) O Grupo do Jacaré foi fundado pelo pintor Ioshiya Takaoka, em 1���, ao alugar e dividir um ateliê com os outros integrantes, Atayde de Barros, Hajime Higaki, Kenjiro Masuda, Geraldo de Barros (1�23-), Shigeto Tanaka, Takeshi Suzuki, Tamaki e Tomoo Handa. Qual o outro nome desse grupo de artistas? Grupo dos 19 Grupo dos 15 Grupo Americano Grupo dos Cinco �) A segunda metade da década de 1��0 foi marcada, no plano institucional, pela criação de dois museus importantes. Em 1���, foi criado o Museu de Arte de São Paulo, que, a partir de 1���, promoveu eventos importantes no prédio projetado Lina Bo Bardi, na Avenida Paulista. Em 1���, instalou-se o Museu de Arte Moderna de São Paulo. Respec- tivamente, quais são as siglas desses dois museus? MAPP e MAAB MAM e MAB MASP e MAM MAM e MPBA a) b) c) d) a) b) c) d) a) b) c) d) a) b) c) d) ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�� UNIMES VIRTUAL �) O arquiteto carioca consagrou-se com o projeto do conjunto arquitetônico da Pampu- lha em Belo Horizonte, Minas Gerais, com o intermédio do prefeito Juscelino Kubitschek, na década de 1��0. Em seu projeto prevalecem as curvas e a liberdade. Nos anos 1��0, o arquiteto também foi responsável pelos principais projetos arquitetônicos de Brasília. Olívio Cruz Manuel de Araújo Alcides Miranda Oscar Niemeyer a) b) c) d) ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �� UNIMES VIRTUAL Unidade IV Brasil - Dos anos 50 ao final dos anos 60 do século XX Objetivos Conhecer e classificar a história do Brasil no período a partir de 1950 até o final de 1960 e os elementos culturais e artísticos do período. Plano de Estudo Esta unidade conta com as seguintes aulas: Aula: 1� - Brasil de 1950 até o final de 1960 Aula: 1� - Os anos 1950 e a arte concreta brasileira em São Paulo Aula: 1� - Arte Abstrata - Arte Abstrata Geométrica - Grupo Ruptura - Grupo Frente Aula: 1� - Exposição Nacional de Arte Concreta - Exposição Nacional de Arte Neoconcreta - Informalismo Aula: 20 - Os elementos culturais e artísticos a partir dos anos 60 do século XX no Brasil Aula: 21 - Arquitetura de 1950 e 1960 - A resistência paulista Aula: 22 - Os anos 1960 nas artes visuais - Museu de Arte Contemporânea - Mac / USP - Grupos: Austral e Rex ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�� UNIMES VIRTUAL Aula: 1� Temática: Brasil de 1950 até o final de 1960 Na unidade anterior observamos a arte e a cultura dos anos 1940 até 1950 nas principais capitais, sobretudo na cidade de São Paulo, uma das cidades que mais incorporou o espí- rito moderno cultural e artístico no Brasil. Brasil de 1950 até o final dos anos 60 Nas eleições de 1950, Getúlio Vargas retornou ao poder eleito presidente da República de um Brasil muito diferente daquele que ele havia governa- do. A população brasileira já apresentava 52 milhões de habitantes, e o Brasil vivia num regime democrático. O campo da produção de energia estava nos planos de nacionalismo de Getúlio. O projetoveio com a criação da Petrobrás, uma empresa que de- veria ter o monopólio da extração e distribuição do petróleo no país, a fim de diminuir a dependência do Brasil em relação a outras nações e estimu- lar o desenvolvimento nacional. Em 1953, o alto custo de vida e a inflação começaram a gerar instabilidade no governo. Em 1954, as críticas se intensificaram. Sem resolver a crise econômica e política, Getúlio se suicidou no final de agosto de 1954. Em 1955, o antigo prefeito de Belo Horizonte e governador de Minas Ge- rais, Juscelino Kubitscheck, foi eleito presidente do Brasil. Em suas metas estavam o desenvolvimento dos setores de energia, transportes e indús- trias. A indústria automobilística foi implantada, porém com grandes bene- fícios para os investidores estrangeiros. Segundo JK, era necessária a criação de uma nova capital para o país e, de preferência, que integrasse o território e o interior do país. Para isso, o governo iniciou a construção de Brasília com projetos do arquiteto Oscar Niemeyer e do urbanista Lúcio Costa. A nova capital foi inaugurada em 1960. Nas eleições de 1960, Jânio Quadros foi o favorito. No combate à inflação, o país entrou em recessão e a população se descontentou rapidamente. Após sete meses de governo, Jânio renunciou à presidência, que passou para as mãos de João Goulart (Jango). ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �� UNIMES VIRTUAL Vários setores da sociedade estavam descontentes com o caminhar da política brasileira. No campo, os trabalhadores criaram associações. Nas cidades, os sindicatos tornaram- se mais combativos. A politização da sociedade foi ampla e a mobilização em defesa dos interesses e convicções políticas cresceu. Goulart foi deposto em 1964 pelo comando militar. Os militares tomaram posse e implantaram a ditadura no Brasil. Muitos dos direitos constitucio- nais foram suspensos e substituídos por uma série de medidas. A esse ato de força seguiram-se vinte anos de ditadura, quando os militares impuse- ram seu projeto ao país. Os elementos culturais e artísticos a partir dos anos �0 do século XX no Brasil Numa tendência que começou nos anos 1950, centros urbanos situados fora do eixo Rio-São Paulo, como Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Manaus, Campo Grande, Pelotas (RS), Blumenau (SC) e cidades do interior paulista, como Santos, Campinas e Ribeirão Preto participam da renovação artística, com novos espaços culturais, museus e galerias. Em 1950, Carlos Scliar e Vasco Prado fundaram o Clube de Gravura de Porto Alegre, influenciados pelo Realismo Socialista. O clube funcionou até 1956, quando os dois artistas e demais integrantes, entre eles Glauco Rodrigues e Danúbio Gonçalves, buscavam produzir uma arte nacional e combateram o abstracionismo das primeiras bienais. Em 1951, foi criado o Salão Nacional de Arte Moderna no Rio de Janeiro. Em 1954, o III Salão ficou conhecido como Salão Preto e Branco, pois os artistas apresentavam somente obras nos dois tons em protesto à política protecionista do governo que impunha altas taxas à importação de tintas e materiais artísticos. Em 1977, os Salões de Arte Moderna e o de Belas Artes foram substituídos pelo Salão Nacional de Artes Plásticas. Em 1952, Nise da Silveira fundou o Museu de Imagens do Inconsciente no Rio de Janeiro, o que representou uma nova atitude de valorização da arte dos deficientes mentais. Em Recife, de 1952 a 1957, funcionou o Ateliê Coletivo formado por Ivan Carneiro, Adão Pinheiro, Reinaldo Fonseca, entre outros. Em oposição ao universo acadêmico, os integrantes buscavam a valorização de uma arte brasileira, defendiam a democratização do ensino artístico e a integração entre o trabalho e a cultura popular. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�0 UNIMES VIRTUAL Por meio das disciplinas de História da Arte Mundial I e II, você já deve ter notado que comentamos que, às vezes, podem parecer desnecessárias as informações políticas e sociais, mas, ao contrário, elas são sempre importantes e fazem parte da contextualização das obras e da vida do artista, pois pode transformar e determinar o estilo do artista e das obras do período artístico. Pesquise e elabore uma linha do tempo, a fim de ampliar seus conhecimentos com outras datas que possam ser im- portantes e interessantes da história política e social do Bra- sil; trace paralelos com os movimentos artísticos brasileiros. Entre no banco de textos da nossa disciplina no ambien- te virtual de aprendizagem e leia os textos disponibilizados para você. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �1 UNIMES VIRTUAL Aula: 1� Temática: Os anos 1��0 e a Arte Concreta brasileira em São Paulo Investigamos na última aula o momento político e social, bem como os elementos culturais e artísticos a partir dos anos 50 do século XX no Brasil. Os anos 1��0 e a Arte Concreta brasileira em São Paulo Em 1951, finalmente, o industrial Francisco Matarazzo Sobrinho abriu a Primeira Bienal de São Paulo, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Com a Bienal de São Paulo, obras do mundo inteiro chegaram ao Brasil, enquanto os artistas brasileiros encontravam-se presentes em todas as manifestações e tendências européias. Nesse período, surgiam as galerias de renome, e os grandes jornais passam a dedicar espaço às artes plásti- cas e aos artistas brasileiros. A Bienal introduziu um novo período para as tendências contemporâneas. Esses eventos contribuíam, decisivamente, para integrar a cultura artística do país no tempo dinâmico das articulações em escala planetária, inician- do-se uma nova fase cultural. A arte contemporânea brasileira, considerada a 3ª geração moderna nas artes plásticas, tem seus registros ao longo dos anos 1950, e caracteri- zou-se por uma participação ativa do público e um intenso intercâmbio internacional. As tendências dirigidas para a arte abstrata têm seu auge no movimento concreto a partir de 1955 e na arte informal a partir de 1958. Alguns artistas, porém, seguiram poéticas menos aglutinantes, principal- mente aqueles que preferiram permanecer na pintura figurativa, raramente estabelecendo polêmica com as tendências contemporâneas enquanto outros tantos fundiram elementos de várias correntes artísticas. Dessa terceira geração moderna, que surgiu paralelamente ao desenvol- vimento industrial do país e ao realismo social, fizeram parte os projetis- tas, ou designers, e os gravadores que alcançaram um considerável nível artístico e profissional. Alguns artistas mudavam de tema e de técnica à procura de um estilo próprio na representação fantástica, como Darel Valença Lins e Antonio Henrique Amaral. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�2 UNIMES VIRTUAL Salão Paulista de Arte Moderna O Salão Paulista de Arte Moderna criado em 1951, no mesmo período da I Bienal de São Paulo, passou a firmar um espaço oficial para a divulgação contínua da arte moderna. Nas exposições havia prêmios de aquisição, medalhas, menções honrosas e concessão do prêmio de viagem para ci- dades brasileiras, principalmente as históricas. Como conseqüência direta dessas viagens passaram a proliferar as pinturas de paisagens urbanas ou de casarios1. Alguns artistas, como Maria Leontina, Mario Zanini, Alfredo Volpi e Arcângelo, Ianelli, com formação figurativa, fizeram questionamentos quanto ao va- lor da própria realidade sensível, o que transformou a pintura de casarios em linhas e formas cubistas numa tendência abs- trata geométrica. A cima, a obra Pintura, sem data, de Mário Zanini (1907-1971). Acervo. Pinacoteca do Estado de São Paulo. A linguagem renova-se, reduzida aos elementos essenciais na forma e na cor vibrante. Em Ianelli – do Figurativo ao Abstra- to, Paulo Mendes Almeida escreveu sobre o artista: “em sua época figurativa, os temas eram: paisagens de campo, marinhas e casario”. Como figurativo, “ele retrata, de preferência, a paisagem urbana e o casario amontoado da cidade anárquicaem que vive”. (ALMEIDA, 1978, p.17) 1 A pintura de casarios recebe, a partir desse momento, uma crítica favorável desde que apresente uma intenção abstrata geométrica. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �3 UNIMES VIRTUAL Aula: 1� Temática: Arte Abstrata - Arte Abstrata Geométrica - Grupo Ruptura - Grupo Frente Nas últimas aulas observamos um resumo dos movimen- tos artísticos no Brasil nos anos 50 do século XX, bem como arte concreta na pintura e a formação do Salão Paulista de Arte Moderna. Arte Abstrata A arte abstrata, firmada na Europa e nos Estados Unidos logo após o fim da 2ª Guerra Mundial, difundiu-se no Brasil no mesmo período por meio de manifestações organizadas pelos museus de Arte Moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro. As primeiras exposições da Bienal paulista e a atuação teórica de críticos, como Mário Pedrosa, com fundamentos da psicologia visual, levaram os artistas brasileiros à arte abstrata. Arte Abstrata Geométrica A vertente geométrica da arte abstrata prevalece no Grupo Ruptura em São Paulo e no Grupo Frente no Rio de Janeiro. Grupo Ruptura Em 1952, formava-se em São Paulo o Grupo Ruptura, que reunia Lothar Charoux (1912-87), Waldemar Cordeiro (1925-73), Geraldo de Barros (1923-98), Kazmer Féjer (1922-), Leopoldo Haar (1910-54), Hermelindo Fiaminghi (1920-2004) Luís Sacilotto (1924-2003) e Anatol Wladislaw (1913-2004). O Grupo realizou uma única exposição. Ao lado, uma obra do ano de 1959 de Waldemar Cordeiro (1925 - 73). ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�� UNIMES VIRTUAL Ao lado, a obra Homenagem ao Volpi, de 1983, de Geraldo de Barros (1923- 98). Acervo. Pinacoteca do Estado de São Paulo. Grupo Frente Em 1954, Ivan Serpa (1923-73), Décio Vieira, Aloísio Carvão (1920-2001), Lygia Pape (1929-2004), Lygia Clark (1920-88) e Hélio Oiticica (1937-80) criaram O Grupo Frente, no Rio de Janeiro. Os dois grupos declararam-se contra a arte voltada para a simples cópia, o naturalismo e o expressionismo romântico; proclamando a arte como um tipo de conhecimento dedutível de conceitos, acima da mera opinião, e que necessita, para seu juízo, de conhecimento prévio. Saiba mais sobre a arte abstrata geométrica no Brasil. Você vai se surpreender com o nível dos artistas. O período da arte abstrata geométrica no Brasil foi excelente para a críti- ca da arte. Em busca da linguagem universal, os artistas brasileiros esfor- çaram-se para definir uma linguagem própria. Leia em WILDER, Gabriela Suzana, 1982 e QUEIROZ, Silvia de S., 2000. Acesse os sites de arte do período. Você também pode achar muitos textos interessantes em catálo- gos do período e em sebos na sua cidade. Leia os textos disponíveis no nosso ambiente virtual e comente. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �� UNIMES VIRTUAL Aula: 1� Temática: Exposição Nacional de Arte Concreta - Ex- posição Nacional de Arte Neoconcreta - Informalismo Observamos na última aula que o período da arte abstrata geométrica no Brasil é um período excelente para a crítica da arte. Em busca da linguagem universal, os artistas bra- sileiros esforçam-se para definir uma linguagem própria. A arte abstrata geométrica brasileira se divide entre os pintores participantes de dois gru- pos: Ruptura e Frente. No início, a preocupação dos grupos abstratos é ocupar os espaços da arte figurativa através das exposições, das polêmicas e dos manifestos. Com o tempo, as polêmicas se estenderam dentro da própria arte abstrata. Exposição Nacional de Arte Concreta Em Dezembro de 1956, realizou-se no Museu de Arte Moderna de São Paulo a I Exposição Nacional de Arte Concreta, com a presença de artistas plásticos e escritores do Rio de Janeiro e de São Paulo. Em 1957, a mostra é transferida para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro com a par- ticipação de críticos, de artistas, poetas e teóricos, como Mário Pedrosa, Alfredo Volpi, Décio Pignatari, Ferreira Gullar, Waldemar Cordeiro, Oliveira Bastos e Alexandre Wollner. Apoiados pelo Suplemento Dominical do Jor- nal do Brasil, os concretistas realizaram novas exposições no Ceará, em 1957, e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1960. Exposição Nacional de Arte Neoconcreta A primeira Exposição Nacional de Arte Neoconcreta efetivou-se no Museu de Arte do Rio de Janeiro, em 1959, reunindo Ferreira Gullar, Reinaldo Jar- dim, Theon Spanudis, Lygia Clark, Lygia Pape, Franz Joseph Weissmann (1911-2005) e Amílcar de Castro (1920-2002). Ao lado, a obra, de Franz Josep Weiss- mann, A Ponte, de 1958, em Ferro pinta- do. 47,0 x 70,0 x 47,0 cm. Fonte: http://www.mac.usp.br/projetos/ seculoxx/ - acesso em 21/02/2008. http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/ http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/ ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�� UNIMES VIRTUAL A Segunda mostra de arte Neoconcreta ocorreu no Palácio da Cultura e a terceira no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Ao grupo carioca unem- se os artistas paulistas Willys de Castro (1926-88) e Hércules Barsotti (1914-), Antônio Maluf (1926-2005), Maurício Nogueira Lima (1930-99) e Judith Lauand (1922-). Alguns artistas contemporâneos permanecem isolados, com uma linguagem própria, entre eles: Alfredo Volpi, Arcângelo Ianelli e Maria Leontina. Informalismo Tanto o Concretismo quanto o Neoconcretismo esgotaram-se em poucos anos. Já em 1959, o Informalismo se impunha como tendência estética na V Bienal de São Paulo. Oferecendo novos estímulos à corrente não-ge- ométrica e evoluindo na arte abstrata, alguns artistas figurativos também começaram, a aderir ao movimento. Fazem parte do Informalismo os artistas, Iberê Camargo (1914-), Iolanda Mohalyi (1909-78), Felícia Leirner (1904-1996), Fayga Ostrower (1920-), Wega Nery (1912-), Franz Krajcberg, Loio-Pérsio (1927-) e Benjamim Silva e o grupo nipo-brasileiro: Tadashi Kaminagai (1899 - 1982); Manabu Mabe (1924-1997), Tomie Ohtake (1913-), Tikashi Fukushima (1920-2001) e Ka- suo Wakabayashi. Wega Nery (1912) Perspectivas, 1963. Doação Fundação Bienal de São Paulo Fonte: http://www.mac.usp.br/exposico- es/99/secarte/obras/wega.html acesso em 21/02/2008. Entre no site indicado e conheça mais do trabalho de Amíl- car de Castro, e, como sempre, não deixe de ler os textos do nosso banco. www.amilcardecastro.com.br/ - acesso em 21/02/2007. http://www.mac.usp.br/exposicoes/99/secarte/obras/wega.html http://www.mac.usp.br/exposicoes/99/secarte/obras/wega.html www.amilcardecastro.com.br/ ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �� UNIMES VIRTUAL Aula: 20 Temática: Os elementos culturais e artísticos a partir dos anos �0 do século XX no Brasil Na aula anterior observamos as diversas exposições de Arte concreta e Neoconcreta no Brasil e o nascimento do Informalismo. Os elementos culturais e artísticos a partir dos anos �0 do século XX no Brasil Os anos de 1960 foram, sobretudo, os anos de uma juventude que trocava James Dean e Elvis Presley pela rebeldia de Che Guevara e Jimi Hendrix. De um lado o engajamento político, de outro a participação contra-cultural. A contracultura pregava o sexo, as drogas e o rock-’n’-roll�. As artes refletem no Brasil a euforia com a política desenvolvimentista de J.K. Na música popular, os novos tempos abrem espaço para o surgimento da Bossa Nova, uma música brasileira temperada pela elegância do jazz. Em 1964, Nara Leão resolveu mudar de opinião e reivindicar o retorno do samba. Estudantes e intelectuais iniciavam a cultura de protesto. Temas como o lavrador sem terra, o retirante na cidade grande, a reforma agrária, a revolução cubana e a revolução no Brasil alimentavam o clima da época. Nara Leão, João do Valle e Geraldo Vandré clamavam por justiça social. Nas tardes de domingo, outra vertente nascia nas vozes da Jovem Guar- da: Roberto Carlos, Vanderléa, Erasmo Carlos e outros cantando o iê-iê-iê 2e sonhando com a moda importada. A Tropicália funde cores, imagens e linguagens que resgatam as buscasdo Modernismo de 1922. Caetano e Gil procuravam entender a questão da identidade do homem tupiniquim. 1 Rock-’n’-roll: actualmente, a palavra “rock and roll” tem diversos significados, seja para definir o rock tradicional ao estilo dos anos 50 ou para definir o rock surgido posterior- mente, e até mesmo certas vertentes da música pop. Desde o final da década de 1950 até meados da década de 1990, o rock foi provavelmente o estilo musical mais popular no mundo ocidental. 2 Iê-Iê-Iê era o rock-´n´-roll brasileiro da década de 1960. O termo surgiu a partir da ex- pressão “yeah, yeah, yeah” presente em algumas músicas dos Beatles. O gênero ficou pop- ular no país a partir do programa Jovem Guarda, exibido na TV Record de 1965 a 1968. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�� UNIMES VIRTUAL A partir das estéticas do Neo-realismo italiano3 e da Nouvelle Vague francesa4, nascia no Brasil o Cinema Novo. Entre 1963 e 1964, com Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos, e Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, o projeto do Cinema Novo ganha maturidade. Os anos de 1960 ainda tornaram-se o cenário para a forma- ção do Teatro de Arena e para o Centro Popular de Cultura – CPC, interrompidos pelo Golpe de 64. O Teatro de Oficina recuperou o público em 1967 com a peça O Rei da Vela, de Oswald de Andrade. 3 O Neo-realismo italiano foi um movimento cultural que surgiu na Itália ao final da Se- gunda Guerra Mundial. As suas maiores expressões ocorreram no cinema e na literatura. 4 A Nouvelle Vague surgiu na França no final de 1950 com um denominador comum: a alteração no sistema de produção, o tratamento de temas considerados tabus, a experi- mentação na linguagem cinematográfica e o enfoque do homem contemporâneo. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �� UNIMES VIRTUAL Aula: 21 Temática: Arquitetura de 1��0 e 1��0 - A resistência paulista Verificamos na última aula os movimentos culturais em 1960 no Brasil. Arquitetura de 1��0 e 1��0 A Arquitetura moderna brasileira disseminada pelo Brasil inteiro em cida- des como Aracajú, Recife, Campo Grande, Uberlândia, Juiz de Fora e Natal alcançou uma penetração e uma divulgação internacional impressionan- tes, adentrando os anos de 1950 como um dos alvos principais do olhar estrangeiro. Esta época, para o Brasil, foi um momento sem igual para o desenvolvimento da auto-imagem da nação. Isto não se deve apenas ao sucesso de sua arquitetura moderna no estrangeiro, mas ao relativo otimismo, relativa estabilidade política e econômica e principalmente à aceleração do modelo de desenvolvimento nacional (LARA, 2005). A partir dos trabalhos em Pampulha, em 1950, o arquiteto Oscar Nie- meyer manteve-se em constante ascensão. “Sua obra mostra grande capacidade criadora numa permanente busca de soluções.” (ARTE NO BRASIL, 1986, p. 267) Em 1953, Niemeyer projetou a estrutura paisagística e arquitetônica do Parque do Ibirapuera que abriga o Museu de Arte Moderna de São Paulo. A capacidade criadora de Niemeyer tem no Brasil a grande realização na pro- messa de campanha de Juscelino Kubitschek. Quando do concurso público para a escolha do chamado Plano Piloto da futura capital Brasília, o projeto de Niemeyer pôde vencer ao lado do plano urbanista de Lúcio Costa. A construção de Brasília influencia várias gerações de arquitetos. Os jo- vens, diante da monumentalidade do projeto de Brasília, sentem a neces- sidade de dispor de sua profissão a serviço dos destinos da nação. Tendo como base o funcionalismo de Le Corbusier, os arquitetos, influen- ciados por Niemeyer se “caracterizam por uma permanente intenção plástica, suavidade no tratamento dos materiais, leveza de composição, formando um racionalismo belo” (ARTE NO BRASIL, 1986, p. 273). Es- ses princípios estão presentes nas obras construídas em 1960 e início de 1970, na cidade do Rio de Janeiro. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�0 UNIMES VIRTUAL A resistência paulista “O triunfo dos princípios de Le Corbusier, encampados e retransformados pelo círculo de Niemeyer esbarra na resistência ativa, embora restrita dos arquitetos paulistas” (ARTE NO BRASIL, 1986, p. 274). Em São Paulo, os arquitetos passaram a simpatizar com os princípios orgânicos de Frank Lloyd Wright, em que predominam a intuição e os sentimentos interiores, divergindo frontalmente com os ideais racionalistas. A simplicidade passa a diluir-se na paisagem e os materiais passam a ser os mais tradicionais, como a madeira e a pedra, segundo os princípios dos seguidores do arqui- teto Vilanova Artigas, desde o final de 1940. Porém, a partir do início de 1950, Artigas resolveu abandonar a inspiração orgânica, a fim de integrar-se ao Racionalismo para, logo depois, orientar- se pelo Brutalismo, o qual se torna uma verdadeira escola paulista, valori- zando o que se denomina “verdade” na arquitetura. A expressão “brutalismo”, que surgiu na Inglaterra em 1954, tanto expres- sa o amor pelo concreto bruto aparente e pelos materiais sem revestimen- to quanto pelo aspecto brutal, antidecorativo e às vezes opressivo, dessas obras que, segundo alguns criadores, está de acordo com a fisionomia pesada e deselegante de uma cidade industrial e desordenada como São Paulo (ARTE NO BRASIL, 1986, p. 275). Em 1964, Artigas foi preso e Niemeyer obrigado a deixar o país por ra- zões políticas. Embora os alunos tenham levado adiante, com vigor e bri- lhantismo, as propostas fundamentais dos dois grandes mestres, não se formaram novas idéias com correntes alternativas nas universidades de arquitetura do Brasil. Leia o texto de Fernando Lara disponível no nosso ambiente virtual. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �1 UNIMES VIRTUAL Aula: 22 Temática: Os anos 1��0 nas artes visuais - Museu de Arte Contemporânea - Mac/USP - Grupos: Austral e Rex Observamos na aula anterior a arquitetura de 1950 e 1960 no Brasil e a resistência da arquitetura em São Paulo, jun- tamente com o estilo do Brutalismo, iniciado pelo arquiteto Villanova Artigas. Os anos de 1��0 nas artes visuais Nas artes, as transformações foram mais acentuadas, pois artistas da jo- vem geração enveredaram por trajetórias ainda mais ousadas. Distancian- do-se da ditadura das abstrações e optando por uma dimensão livre em seus trabalhos, os artistas buscavam variedades e composições livres no uso dos meios expressivos, suportes e materiais inusitados, como borra- cha, plástico, sobras industriais, tubos e resíduos. Marta Traba, em Duas décadas vulneráveis nas artes plásticas latino-ame- ricanas, expõe a condição do Brasil na década de 1960 e 1970: “coincide com um impulso econômico que o arranca violentamente do subdesen- volvimento e altera de forma radical sua fisionomia e seus costumes”. (TRABA, 1977, p. 130) Os “ismos” passaram a proliferar no mundo todo e a figura foi retomada. Os jovens artistas resolveram expressar a sociedade de consumo e se apropriaram da linguagem dos meios de comunicação. A figuração quase sempre tem uma função crítica, quando não, adquire uma neutralidade ideológica, como é o caso da Pop Art ou do Hiper-realismo. Os anos de 1960 e o fim das discussões em torno da abstração, por outro lado, permitiram a recuperação da figura em uma situação nova [...] deri- vada da Pop, mas também por vezes com raízes em outras áreas, como a do realismo fantástico, [...] a revalorização da figura, no entanto, não se observa no campo da pintura, ao menos se entendida em sua acepção tra- dicional. Em verdade, esta começa a desaparecer do cenário, naquele mo- mento rejeitada como o meio burguês pela maioria dos artistas jovens. [...] as formas tradicionais de fazer (e ver) arte tornavam-se de todo obsoletas, exigindo do artista e do público uma abordagem nova e que nada tinha a ver com o ideal de apreciação estética em que aqueles gêneros tinham sua origem histórica e sua fundamentação teórica. (DESENHO MODERNO NO BRASIL, Catálogos, 1993, p. 15) ESTÉTICA E HISTÓRIADA ARTE BRASILEIRA II�2 UNIMES VIRTUAL A ruptura com os concretos, neoconcretos e informais, presentes na dé- cada anterior, ocorreu no final de 1963 com o primeiro happening realizado em São Paulo por Wesley Duke Lee (1931-). Dois anos depois, a coletiva Opinião 65, organizada pelos marchands Jean Boghici e Ceres Franco, no MAM / RJ, reúne artistas brasileiros dispostos a voltarem à figuração, porém, com uma tomada de posição frente ao momento político e social. O movimento de artistas como Antônio Dias (1944-), Glauco Rodrigues, Hélio Oiticica, Carlos Vergara e Waldemar Cordeiro, tem continuidade nas Mostras Opinião 66 e Nova Objetividade. A vanguarda brasileira distingue- se por um conteúdo de contestação política frente ao regime ditatorial instaurado em 1964. Na FAAP, em São Paulo, Waldemar Cordeiro pôde organizar o evento Pro- postas 65, com exposições e debates e Propostas 66, na Biblioteca Públi- ca de São Paulo, com seminários sobre a arte brasileira. A Pop Art uniu-se ao Concretismo. Para além do eixo Rio de Janeiro e São Paulo, o artista Rubem Valentim (1922-91) executou obras à procura da ancestralidade africana e Nelson Leiner expôs O Porco Empalhado no IV Salão de Brasília em 1967. Aceito pelo júri como obra de arte original, serviu de pretexto ao artista para rui- dosos comentários contra os salões e os críticos de arte. Em 1968, a situação interna do país, com a ditadura e o AI-5, e a situação externa, com a Primavera de Praga e o Maio de �968 francês, impulsiona- ram a arte brasileira para um engajamento político-participativo. A II Bienal da Bahia foi fechada pela censura militar. Era a desmistificação e também a dessacralização da arte: antes território quase religioso onde o artista e o leigo deve- riam entrar com a cabeça baixa e falar com respeito, a arte passou a ser o território da liberdade por excelência. [...] Neste espaço de liberdade possível, o que mais valia era a capacidade de experimentar e de descobrir, de realizar de algum modo uma espécie de prestação de contas com a sociedade e com a História. [...] Os salões e as coletivas tinham precedência sobre as individuais (ANOS 60/70, Catálogos, 1993, p. 25). No auge da repressão em 1969, a X Bienal de São Paulo foi cancelada e os artistas jovens saíram às ruas, inventando a arte como ação, com Mostras em praças públicas. “O certame viu-se fortemente perturbado pelo boicote dos melhores grupos de artistas, que o abandonaram por motivos políticos em ato de protesto contra a atuação do rigoroso regime militar”. (TRABA, 1977, p.131) ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �3 UNIMES VIRTUAL Museu de Arte Contemporânea – Mac / USP O Museu foi criado em 1963, por Ulhôa Cintra e Walter Zanini, com parte do acervo do MAM / SP, ao ser extinto. As exposições: Jovem Arte Contem- porânea, de 1967 a 1974, foram idealizadas por Zanini com a intenção de manter as atividades artísticas dos alunos e professores da universidade. Elas incentivaram e divulgaram a produção de jovens artistas cujas propos- tas pretendiam ultrapassar o “abstracionismo construtivo ou expressivo” produzido em 1950 e aproximar-se das tendências internacionais ligadas à Pop Art e ao Nouveau Realisme (ANOS 60, Catálogos, 1994, p. 22). Grupos: Austral e Rex O Grupo Austral, fundado por Walter Zanini em 1964, uniu artistas brasilei- ros com tendências ao Surrealismo e Abstração lírica. Constituindo-se ele- mento de ligação com o Phases, criado na França, Zanini indicou artistas nas participações internacionais e organizou no MAC / USP a exposição Grupo Austral do Movimento Phases, em 1967. Composto pelos artistas Fajardo, Frederico Nasser, Geraldo de Barros, Nel- son Leiner (1932-), José Resende e Wesley Duke Lee (1941-), o Grupo Rex foi criado como uma reação ao mercado tradicional e mostras de arte. Com a proposta de uma nova comunicação com o público, através de uma arte experimental, o grupo se propunha a criar e desenvolver uma arte irreverente a fim de promover exposições, hapennings e palestras como informação. Em 1967, a Exposição-Não-Exposição encerrou as atividades do Grupo Rex com o público destruindo as obras expostas. http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo4/rex/ intro.html - acesso em 21/02/2008. http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo4/rex/intro.html http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo4/rex/intro.html ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�� UNIMES VIRTUAL Resumo - Unidade IV Conhecemos nessa quarta unidade a história do Brasil no período que abrange de 1950 até o final de 1960. Aprendemos que a Primeira Bienal de São Paulo, no Museu de Arte Mo- derna de São Paulo, atraiu obras do mundo inteiro ao Brasil. Os artistas brasileiros encontravam-se presentes em todas as manifestações e ten- dências européias. Vimos o desenvolvimento da arte concreta na pintura, bem como a for- mação do Salão Paulista de Arte Moderna. A Arte Abstrata Geométrica despontou através do Grupo Ruptura em São Paulo e do Grupo Frente no Rio de Janeiro. Observamos logo depois a Exposição Nacional de Arte Neoconcreta. Acompanhamos o Concretismo e o Neo-Concretismo esgotando-se em poucos anos e o Informalismo se impondo como tendência estética. Observamos que a música popular abriu espaço, em 1960, para o surgi- mento da Bossa Nova, uma música brasileira temperada pela elegância do jazz, e, nas tardes de domingo, outra vertente nascendo nas vozes da Jo- vem Guarda. A Tropicália funde cores, imagens e linguagens que resgatam as buscas do Modernismo de 1922. A arquitetura moderna brasileira disseminada pelo Brasil inteiro alcançou uma penetração e uma divulgação internacional impressionantes. Nas artes, examinamos as transformações em que artistas da jovem ge- ração enveredavam por trajetórias ainda mais ousadas. Distanciando-se da ditadura das abstrações e optando por uma dimensão livre em seus trabalhos, os artistas buscavam variedades e composições livres no uso dos meios expressivos, suportes e materiais inusitados, como borracha, plástico, sobras industriais, tubos e resíduos. Finalmente, observamos a formação do Museu de Arte Contemporânea – Mac / USP, cuja intenção é manter as atividades artísticas dos alunos e professores da universidade. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �� UNIMES VIRTUAL Referências Bibliográficas ALMEIDA, Paulo Mendes. Ianelli – do Figurativo ao Abstrato. São Paulo: Artestilo, 1978. AYALA, Walmir. Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Brasília: INL, 1980. CAVALCANTI, Carlos. Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos. Brasí- lia: INL, 1973. COCCHIARALE, F. e GEIGER, Anna Bella. Abstracionismo Geométrico e Informal. RJ: Funarte, 1997. D’HORTA, A. Pedroso. O olho da consciência. 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Duas décadas vulneráveis nas artes plásticas latino- americanas, 1950-1970; tradução de Memani Cabral dos Santos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�� UNIMES VIRTUAL WILDER, Gabriela Suzana. Waldemar Cordeiro, na décadade �0. Disser- tação de Mestrado: ECA/USP, 1982. Edições Especiais ________ . ARTE NO BRASIL. A Revolução da Arte Moderna. Comissão de Artes Plásticas da Secretaria de Cultura de São Paulo, SP: Nova Cultural Ltda.,1986. ________ . FUNARTE – 42 anos de premiações nos salões oficiais – 1934 / 1976, Rio de Janeiro: FUNARTE, 1977. ________ . PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO. A coleção perma- nente. São Paulo: Gráficos Burti, 2002. ________. PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO. São Paulo: Ban- co Safra, 1994. Catálogos ICONOGRAFIA PAULISTANA EM COLEÇÕES PARTICULARES. São Pau- lo: Sociarte, 1999. ABSTRACIONISMO. Marcos históricos. São Paulo: Instituto Cultural Itaú, 1994. ANOS �0: A VOLTA À FIGURA. Marcos históricos. 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Texto Especial 276 – fevereiro, 2005 www.artbr.com.br/casa/ www.unesp.br Glossário Brutalismo: princípios arquitetônicos baseados no emprego do concreto bruto aparente e pelos materiais sem revestimento. Catálogos: lista ou volume onde estão metodicamente descritos os livros e outros documentos. Lista documentada de uma exposição artística. Concretismo: designação dada pelo suíço Max Bill (1908) à escola que procura apresentar obras que partem da realização de uma imagem au- tônoma, não originada de modelo natural, e que se utiliza de elementos visuais ou táteis; arte concreta. Informalismo: que não apresenta formas definidas JK: Sigla que representa Juscelino Kubitscheck. Marchand: representante que trabalha e vende o produto do artista. Periódicos: revistas ou jornais com dia certo para circular. Sebo: livrarias especializadas em livros, revista e catálogos antigos. Sigla: reunião das letras iniciais dos vocábulos fundamentais de uma de- nominação ou título. http://www.bolsadearte.com/realizados/nov2005/abs.htm http://www.brasilescola.com/historiab/governos-militares.htm http://www.caracol.imaginario.com/paragrafo_aberto/nsr_raizes.html http://www.itaucultural.org.br http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo2/modernidade/eixo/spam/index.html http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo2/modernidade/eixo/spam/index.html http://www.pinacoteca.sp.gov.br/ LARA, Fernando. http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp276.asp. Texto Especial 276 - fevereiro, 2005 LARA, Fernando. http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp276.asp. Texto Especial 276 - fevereiro, 2005 www.artbr.com.br/casa/ www.unesp.br ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�� UNIMES VIRTUAL Exercício de auto-avaliação IV 1) Vários setores da sociedade estavam descontentes com o caminhar da política bra- sileira. No campo, os trabalhadores criaram associações. Nas cidades, os sindicatos tornaram-se mais combativos. A politização da sociedade foi ampla e a mobilização em defesa dos interesses e convicções políticas cresceu. O Presidente Goulart foi deposto pelo comando militar. Os militares tomaram posse e implantaram a ditadura no Brasil. Em que ano ocorreu esse movimento? 1999 1964 1958 1998 2) Em que ano foi criado o Salão Nacional de Arte Moderna no Rio de Janeiro? 1951 1952 1953 1954 3) O nome do arquiteto responsável pelos projetos junto a Lúcio Costa em Brasília estava em ascensão desde os trabalhos efetuados em Pampulha, em Minas Gerais, em 1��0. Estamos falando de: Marcos Zerbini Oscar Niemeyer Alfred Kubin Blaise Cendrars 4) A partir do início de 1950, o arquiteto abandonou a inspiração orgânica a fim de inte- grar-se ao Racionalismo para, logo depois, orientar-se pelo Brutalismo, o qual se torna uma verdadeira escola paulista, valorizando o que se denomina “verdade” na arquitetura. Estamos falando de: Marcos Zerbini Oscar Niemeyer Vilanova Artigas Le Corbusier a) b) c) d) a) b) c) d) a) b) c) d) a) b) c) d) ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �� UNIMES VIRTUAL 5) Em que ano, finalmente, o industrial Francisco Matarazzo Sobrinho abriu a Primeira Bienal de São Paulo, no Museu de Arte Moderna de São Paulo? 1951 1952 1953 1954 a) b) c) d) ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�0 UNIMES VIRTUAL ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �1 UNIMES VIRTUAL Unidade V Brasil - Anos �0 do Século XX Objetivos Conhecer e classificar a história do Brasil a partir de 1970 até 1980, bem como os elementos culturais e artísticos do período. Plano de Estudo Esta unidade conta com as seguintes aulas: Aula: 23 - Os anos de 1970 no Brasil Aula: 2� - As artes visuais em meados dos anos 70 do século XX no Brasil - Pintura de Resistência Aula: 2� - A escultura em meados de 1970 - Escola Brasil Aula: 2� - Na contramão Aula: 2� - Novos centros, novos artistas ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�2 UNIMES VIRTUAL Aula: 23 Temática: Os anos de 1��0 no Brasil Na Unidade anterior verificamos o Brasil dos anos 50 e 60 do século XX. Observamos os elementos culturais e artísticos de um Brasil que cresceu e se modernizou após a Segunda Guerra e que lutou junto à juventude contra as imposições ditatoriais. De norte a sul do país, os estudantes exigiram a volta da democracia. Os anos de 1��0 no Brasil Em dezembro de 1968, os militares promulgaram o AI-5, com o qual o pre- sidente da República tinha poderes para demitir funcionários públicos, in- tervir nos estados e municípios e fechar o Congresso Nacional. A imprensa sofreu censura e perseguição; os adversários do governo desistiram da oposição legal e partiram para a ilegalidade. Em 1969, Emílio Garrastazu Médici assumiu o poder. Seu mandato carac- terizou-se por intensa repressão e violência contra a oposição e, ao mes- mo tempo, procurou ganhar a simpatia popular por meio da comunicação, principalmente da televisão. Os símbolos nacionais, a música e o cinema foram explorados para difundir a ideologia militar. Porém, a Igreja Católica1, o MDB2, os advogados3 e a Imprensa4 contribu- íram para denunciar os desmandos e protestar. Vários artistas usaram a música como forma de protesto, por exemplo Geraldo Vandré e Chico Bu- arque de Holanda. Durante o governo Médici, a luta armada foi esmagada e os guerrilheiros comunistas foram liquidados. Em 1974, Ernesto Geisel tomou posse no cargo da Presidência com uma linha mais moderada. Em 1978, Geisel revogou o AI-5. A abertura do go- verno refletiu o aumento da oposição que abrangia o movimento sindical. Em 1978 e 1979, o movimento dos trabalhadores aumentou e intensificou as greves, quando surgiu o líder Luiz Inácio da Silva. Elementos culturais e artísticos do período dos anos �0 do século XX no Brasil 1 Igreja Católica – Através da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). 2 MDB – Partidodo MDB 3 Advogados – Através da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) � Imprensa – Através da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �3 UNIMES VIRTUAL O recrudescimento do regime militar após 1968 e 1969 atingiu a produção de artistas e intelectuais brasileiros. O período de 1970 e 1980 foi chama- do de “anos de chumbo”. Porém, a repressão e a censura não consegui- ram sufocar completamente as manifestações culturais do país. Um dos exemplos no plano musical foi o movimento conhecido como Tropicalis- mo, iniciado e desenvolvido por Caetano Veloso e Gilberto Gil. O Tropicalismo amadureceu enfrentando a ação repressora da ditadura militar contra o trabalho dos intelectuais e artistas, com exílios, obras ba- nidas ou mutiladas e autores presos. No entanto, por mais paradoxal que pareça, a cultura do período ficou longe da estagnação. Sobressaíram o Teatro Oficina, Hélio Oiticica e suas Instalações, e o Tropicalismo que, ao contrário da música de protesto de Geraldo Vandré, seguia o caminho da modernidade, da internacionalização, acompanhando os passos que já haviam sido dados, em 1960, pela Bossa Nova e pelo Cinema Novo. Curiosidades sobre o período de 1��0 Encontrei um pequeno almanaque muito interessante no meio dos meus livros, divertido e pertinente, de autoria de Ana Maria Bahiana. Entre as Lembranças e curiosidades de uma década muito doida, recortei: Calças jeans ultra desbotadas, moldadas no corpo, com boca-de-sino bem grande [...] autobronzeador QT (que cheirava como alumínio e deixava a pele rigorosa- mente cor-de-abóbora); Ladyshave, “que chegou para acabar com o drama da depilação” [...] Os primeiros orelhões surgem em 1972 no Rio de Janeiro e em São Paulo – com design da arquiteta paulista Chu Ming Silveira [...] Em setembro de 1972, o metrô chega afi- nal ao Brasil, com a primeira viagem do metrô de São Paulo – um gesto simbólico, já que apenas o general Médici e autoridades variadas estavam a bordo. A operação comercial começou em 1974. [...] Começa a era do som no carro, graças ao toca-fitas cassete, que passa a ser acoplado ao rádio. [...] Odair José e Chico Buarque foram os campeões de músicas censuradas do período. Odair José incomodava os censores na li- nha “moral e bons costumes”, e teve o número recorde de 47 títulos tesourados [...] Uma canção romântica de Waldick Soriano, gravada originalmente em 1962 e re- gravada em 1974, provocou uma verdadeira overdose de repressão. A censura compreendeu que “Tortura de amor” podia chamar a atenção para uma prática que, muitos sabiam, mas não podiam fazer, imperava nos porões da ditadura. (BAHIANA, s.d.) ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�� UNIMES VIRTUAL A arquitetura no Brasil dos anos �0 do século XX As atividades ligadas à arquitetura nos anos subseqüentes aos novos esti- los oriundos de 1960 e dos grandes mestres são intensas. Em 1970, como reflexo imediato do milagre econômico, foi possível assistir a uma verda- deira febre de construções públicas e civis, em todo o país, que exibiu uma grande variedade de estilos. Muitos edifícios, sedes de companhias multinacionais, foram construídos como cópias das matrizes de seus países de origem, a maioria da Euro- pa ou dos Estados Unidos. As empresas exigiam, nas contratações dos projetos, instalações personalizadas, extravagantes, luxuosas e inusitadas para diferenciar sua marca. O concreto aparente, opulento e monumental lembra os projetos do brutalismo paulista de 1960, de influência do arqui- teto Artigas Vilanova. A Avenida Paulista, em São Paulo, foi alargada pelas necessidades do tráfe- go e nela se constroem os mais diferentes e exóticos edifícios comerciais. Uma verdadeira arquitetura bancária floresce nos centros comerciais no- vos e antigos. Sedes e agências dos grandes bancos, privados e estatais, com projetos assinados por profissionais de alto nível, começaram a proli- ferar por todo país em grande luxo e sofisticação. A classe média endinheirada passou a construir prédios de apartamentos aos milhares, em estilos diversos, o que resultou em uma estranha cola- gem arquitetônica. Houve um retorno do ecletismo nas grandes mansões construídas nos bairros elegantes, onde surge concreto aparente e vidro fumê em projetos inadequados. Alguns arquitetos se destacam por uma produção independente, desenvol- vendo obras originais, como Sergio Prado, Eduardo Longo, Lina Bo Bardi e Carlos Lemos, em São Paulo. No Rio de Janeiro, Zanine Caldas passou a realizar sínteses inesperadas entre o concreto bruto e a madeira local, entre as paredes de vidro tempe- rado e os muros de pedra, em um projeto moderno com ênfase na integra- ção com a natureza. No estado do Amazonas, Severiano Porto, utilizando madeiras nativas, op- tou por uma linha ecológica, a qual combina com o ambiente do equador e quase selvagem. Continue acompanhando o nosso banco de textos, sempre há um texto novo para leitura. Aproveite! ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �� UNIMES VIRTUAL Aula: 2� Temática: As artes visuais em meados dos anos �0 do século XX no Brasil - Pintura de Resistência Observamos na aula anterior a cultura e a arquitetura do Brasil nos anos 70 do século XX. As artes visuais em meados dos anos �0 do século XX no Brasil - Pin- tura de Resistência Os artistas que atuam e conseguem manter a produção nos anos de re- pressão militar são chamados de pintores de resistência, pela postura in- dependente que tomaram em relação ao mercado brasileiro – um consu- midor de arte acadêmica. Subitamente ‘endinheirada’, ela (a classe média) buscou também na arte seus símbolos de distinção: pouco acostumada com a linguagem da cultura [...], ela buscou refúgio naquilo que já estava firmemente estabelecido ‘nos livros de história’: a arte acadêmica e, no máximo, o modernismo brasileiro de 1922. [...] A pintura, uma atividade que para as nossas vanguar- das ‘cheirava a academia’, era a manifestação de arte mais facilmente absorvível pela nossa classe média - desde que ela a entendesse, é claro. Por conseguinte, a pintura, em suas formas tradicionais e esperadas, passou a ser vista com desconfiança pelos jovens artistas, e exatamente pela facilidade com que se prestava à apropriação pelo mercado. (ANOS 60/70, Catálogos, 1993, p. 26) Em 1970, os jovens artistas diminuíam o ritmo na tentativa de novos es- tilos ou descoberta de “ismos”. As propostas anteriores passaram a ser visitadas e digeridas. A primeira atitude dos anos 70 foi substituir o ativis- mo pela reflexão, a emoção pela razão, o objeto pelo conceito. [...] Com sua sensibilidade microemotiva, proclamavam os conceituais: a arte é a idéia da arte. Ao espectador pedia-se uma participação puramen- te mental no universo criador do artista, uma leitura cada vez mais especializada: arte sobre arte. [...] a arte conceitual no Brasil não se restringiu aos seus aspectos lingüísticos. Na verdade ela nasceu e se ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�� UNIMES VIRTUAL desenvolveu a partir do final dos anos 60 sob o im- pacto da repressão política, do AI-5 e da censura, ganhando, assim, características de visceralidade e agressividade. (DO CONCEITUAL À ARTE CONTEM- PORÂNEA, Catálogos, 1994, pp. 7 e 8) Na área oficial, o Salão Nacional de Arte Moderna através da Funarte – Fundação Nacional de Arte – pôde promover e organizar salões e expo- sições com mostras circulantes nas capitais e no interior, o que incentivou a produção plástica. Museus de escultura ao ar livre foram implantados em praças públicas. Festivais de arte e projetos artísticos promoveram o intercâmbio de artis- tas de outros estados e países. Em uma das Bienais de São Paulo, Sérgio de Camargo foi premiado como melhor escultor brasileiro; o prê- mio de aquisição pertence à Tomie Ohtake e Arcânge- lo Ianelli, enquanto Danilo di Prete (1911-84) ganhava o prêmio de pintura brasileira. Ao lado, obra Bambuzal, de 1959, de Arcângelo Ianelli.(1922) As posições informalistas dos nipo-brasileiros, a geometria e o concreto per- dem terreno; os nomes ligados ao experimento atualizam o Brasil artístico. O destaque de certos artistas como líderes de uma orien- tação artística em determinado espaço de tempo tem, unicamente, a finalidade de exemplificar as tendências, os sobressaltos, as voltas, que sofre uma arte nacional nesse mesmo tempo. (TRABA, Marta, 1977, p.132) Em São Paulo, manifestavam-se encontros de arte tecnológica com a arte conceitual. Os trabalhos realizados com a ajuda de computadores começam a ser apresentados no início de 1970 na Exposição Internacional de Arte por Meios Eletrônicos, com a curadoria de Waldemar Cordeiro (1925-1973). Em 1972, a mostra Expo-projeção analisou a produção dos artistas brasi- leiros em face ao campo audiovisual, e, em 1978, houve o Primeiro Encon- tro Internacional de Vídeo-arte, em São Paulo. Até a próxima aula! ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �� UNIMES VIRTUAL Aula: 2� Temática: A escultura em meados de 1��0 - Escola Brasil Na última aula fizemos um resumo das artes visuais em me- ados dos anos 70 do século XX, no Brasil. A escultura em meados de 1��0 A escultura nacional, durante os anos de repressão política, passou a ampliar seu campo de ação acentuando as transformações para o modernismo. Lygia Clark desenvolveu, a partir de 1960, a série dos bichos e os não-objetos, os quais são formas manipuláveis de metal articula- dos, e partiu para novas formas de expressão. Ao lado, escultura Trepante, de 1959, de Ly- gia Clark (1920-88). Hélio Oiticica, extremamente versátil, realizando a fase geométrica, aderiu a uma arte ambiental, em que capas revestem e complementam os obje- tos chamados parangolés. Amílcar de Castro, Frans Krajcberg, Toyota, Domenico Calabrone, Nicolas Vlavianos, Sérvulo Esmeraldo, Caciporé Torres, Maria Guilhermina, Mário Cravo Júnior, Léon Ferrari, Lúcia Porto e Carmen Bardy são artistas escul- tores desse período, cujas obras refletem a procura pelo modernismo e a utilização de materiais inusitados. Escola Brasil Os artistas Baravelli, Fajardo, Frederico Nasser e José Resende fundaram em 1970 a Escola Brasil, em São Paulo, a qual se opunha às técnicas con- servadoras empregadas no ensino realizado pelas escolas de arte tradicio- nais. A escola era organizada em quatro grandes estúdios, orientados por um fundador, cujo objetivo seria desenvolver a capacidade de percepção e possibilidades dos alunos, enfatizando o processo de criação. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�� UNIMES VIRTUAL Os cursos de gravura também eram orientados por Babinski e Dudi Maia Rosa, enquanto as oficinas de madeira e metal recebiam a orientação de Baravelli. O curso de fotografia recebia orientação de Cláudia Andujar e George Love. Entre os integrantes constam os nomes de Maria Tomaselli, Fernando Stickel, Flávia Ribeiro, Santuza Andrade e Marcelo Villares. A escola, que funcionava em um antigo laboratório farmacêutico, fechou em 1974, depois de receber e ensinar mais de 400 alunos. Pesquise mais a respeito de Lygia Clark, artista que iniciou um projeto de escultura articulada na década anterior. Leia os textos em nosso ambiente. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �� UNIMES VIRTUAL Aula: 2� Temática: Na contramão Observamos na aula anterior a escultura e a fundação da Escola Brasil nos anos de repressão política. Na contramão Lembramos que ao lado dos movimentos pop, parangolés, penetráveis, tropi- cália, happenings e arte conceitual, artistas afastados da repressão política, por conceitos ou simplesmente por uma posição de neutralidade face à pro- dução artística, permaneceram ativos, produzindo uma obra significativa. Críticos de arte como: Quirino da Silva, Paulo Mendes de Almeida, Pietro Maria Bardi e Paolo Maranca, entre outros, publicavam, nos principais jor- nais paulistanos de 1960 a 80, diversas matérias que tinham por objetivo contextualizar estes pintores. Alguns artistas conseguiam sobreviver plenamente com uma obra mo- derada frente às mudanças do momento político-social. Trata-se de um trabalho artístico vinculado a uma tradição pictórica, de maneira consis- tente e coerente, ao lado das novas propostas representadas por artistas contemporâneos presentes nas galerias e exposições. É o caso, em São Paulo, do Grupo Tapir formado pelos artistas Omar Pellegatta (1925-2000), João Simioni (1907-69), José Procópio de Moraes (1929-), Giancarlo Zorlini (1931-) e Glycério Geraldo Carnelosso (1921-). Pintores que trabalham si- lenciosamente, afastados das agitações e movimentos políticos ou sociais, mas conscientes da qualidade e aprimoramento de sua produção artística. Ao lado Casario de Vila So- nia, São Paulo, de 1978, de Giancarlo Zorlini (1931-) ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II100 UNIMES VIRTUAL A evolução artística de cada um deles é pessoal e diversa para que pos- samos englobá-los em um só estilo ou tema; no entanto, eles formam um conjunto de artistas que, na representação paisagística, souberam valorizar e manter o interesse do público, sem a preocupação com as regras e “is- mos” obrigatórios que a crítica se acostuma a cobrar dos jovens artistas. Ao lado, a obra de Omar Pellegatta (1925 - 2000) Convento de Itanha- ém. São Paulo, de 1980. Salvador Rodrigues Júnior, Salvador Santisteban, José Lino Zechetto (1927-), Arlindo Ortolani (1912-), Giovanni Ópido, Eduardo Ostergreen, Francisco Cassiani (1921-2001), Heitor Carillo (1924-), Guido Totoli (1937- ), João Martins e Adam Hendler, são nomes de outros tantos artistas pau- listanos que também trabalharam nesse período com técnicas variadas e que se destacam pelo volume de obras produzidas e comercializadas. Procure em catálogos antigos de exposições em galerias outros nomes de artistas que participaram da arte nos anos de repressão política e que ficaram afastados dos movimen- tos típicos desse período. Saiba mais em CATÁLOGO DE ICONOGRAFIA PAULISTANA, 1999 e LOUZADA, 1984. Visite os sites indicados abaixo e dê uma olhada nas obras e nos textos disponíveis. O site do instituto Itaú Cultural, já indicado em outras aulas, também é uma boa fonte para essas pesquisas. www.galeriapaulistana.com.br – acesso em 21/02/2008. www.gtotoli.com.br – acesso em 21/02/2008. www.galeriapaulistana.com.br www.gtotoli.com.br ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 101 UNIMES VIRTUAL Aula: 2� Temática: Novos centros, novos artistas Observamos na aula anterior a pintura em 1970, em mãos de artistas mais conservadores distantes da agitação política. Novos centros, novos artistas Os novos centros artísticos participam das correntes modernas, destacan- do as artes ambientais, performances, instalações e obras conceituais. Multiplicam-se também os espaços culturais fora dos museus e galerias, surgindo espaços de exposição em bancos, praças e parques, livrarias e restaurantes. Há veiculação de trabalhos artísticos até em vias públicas, utilizando painéis, como suportes, que causam questionamentos e impac- to pela comunicação direta e pelo número de pessoas que os vêem. Entre os artistas que se destacam com produções variadas dentro do es- pírito da década se encontram: Wesley Duke Lee (1941-) - É considerado um dos pioneiros da geração brasileira de artistas plásticos de 1960. Wesley se destaca por suas insta- lações e seus ambientes com claras conotações políticas. Antonio Henrique Amaral (1935-) - A partir de 1968, sua pintura passou a ad- quirir um tom de ironia política com a fase brasiliana, ou das bananas. Ao lado, a obra Tronco com espinhos, de 1976, de Antonio Henrique Amaral. Destacam-se, ainda, os nomes de Cildo Meireles (1948-); Rubens Gerch- man (1942-); Adriano de Aquino (1946-); Antonio Dias (1944-); Antonio Manuel de Oliveira (1947-); Farnese de Andrade (1926-); Carlos Verga- ra (1941-); Carlos Zílio (1944-); Ana Maria Maiolino (1942); Cláudio Tozzi(1944-); Edval Ramosa (1940-); Glauco Pinto de Morais (1925); Glauco Rodrigues (1929-); Ivens Machado (1942-); José Roberto Aguillar (1941- ); Luís Gregório Correia (1951-); Milton Machado (1949); Nelson Leirner (1932-); Raimundo Collares (1986-); Tunga (1952-); Antonio Lizárraga ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II102 UNIMES VIRTUAL (1924-), Carlos Fajardo; Siron Franco (1947-); Leon Ferrari (1920-), Regina Silveira (1939-); Evandro Jardim (1935-) e Mira Schendel (1919-1988). Do corpo a terra Evento organizado por Frederico Morais e realizado no Parque Municipal, no centro de Belo Horizonte dura três dias, com apresentação de perfor- mances, happenings e rituais por artistas mineiros e cariocas. Décio Noviello explodiu algumas granadas coloridas; Dilton Araújo cercou toda área com uma corda; Teresa Simões empregou carimbos com pala- vras-denúncia. Cildo Meirelles queimou animais vivos e Barrio lançou trou- xas com carne e ossos no Ribeirão Arrudas, assumindo dentro do campo estético a realidade política no ano de 1970. Espaço N.O. Liderado por Vera Chaves Barcellos, o Espaço N.O., ou centro alternativo de cultura, foi fundado em 1979 na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, visando promover a experimentação e a difusão de propostas artísti- cas renovadoras em termos de linguagem. Abrigava performances, cursos, palestras e outras manifestações de artes visuais e cênicas, de música, de dança, literatura e cinema. Era organizado como uma associação; os inte- grantes, entre eles Ana Torrano, Carlos Wladimirsky, Cris Vigiano, Heloísa Schneiders, Mário Rohnelt, Milton Kurtz, Ricardo Argemi, Rogério Nazári e Telmo Lanes, puderam atuar como artistas e administradores. O espaço encerrou suas atividades em 1982, mas foi transformado em arquivo, local de referência e pesquisa na área das artes dos anos de ditadura militar. Para fechar a Unidade, e também o período de 1970, um pouco mais de Lembranças e curiosidades de uma década muito doida, de Ana Maria Bahiana: Empolgados com o potencial do futebol como ferra- menta de propaganda capaz de promover “a unidade na diversidade”, os militares deram carta branca a João Havelange, para, em 1971, realizar um projeto de estimação: a criação de um torneio nacional de futebol. [...] Em 1972, Fittipaldi torna-se o mais jovem campeão de Fórmula 1 do mundo. Seu prestígio leva à entrada do Grande Prêmio do Brasil no calendário internacional em 1974. [...] Nos primeiros anos da década de 70, o Velho Guerreiro Abelardo Barbosa, o Chacrinha, tinha dois programas de enorme sucesso na TV Globo, am- ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 103 UNIMES VIRTUAL bos gravados ao vivo. [...] A guerra das bainhas do começo da década foi vencida, na segunda metade, pela saia longa. [...] Essa é a era de ouro do sapatinho com meia [...] Em 1978, no governo do general João Baptista Figueiredo é lançada a nota de mil cruzeiros. Prontamente a cédula é apelidada de “barão” e passa a ser sinônimo de “muito dinheiro”. Ou melhor, “dinhei- ro cheio de zeros”. Em 1979, o nosso dinheiro perde de uma só vez 30% do seu valor. [...] Em 1979, a onda era patinar, de preferência fazendo coreografias travoltia- nas sobre rodas. (BAHIANA, s.d.) Leia os textos colocados no nosso banco de textos. São muito interessantes. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II10� UNIMES VIRTUAL Resumo - Unidade V Nessa Unidade conhecemos e classificamos a história do Brasil entre 1970 e 1980, bem como os elementos culturais e artísticos estéticos ligados à arte brasileira no período. Examinamos os artistas que atuaram e conseguiram manter a produção nos anos de repressão militar, os quais passaram a ser chamados de pin- tores de resistência, em função da postura independente que tomaram em relação ao mercado brasileiro – um consumidor de arte acadêmica. A escultura nacional passou a ampliar seu campo de ação acentuando as transformações para o modernismo. Lygia Clark desenvolveu a série dos bichos e os não-objetos, isto é, formas manipuláveis de metal articulados. Observamos que, ao lado dos movimentos pop, parangolés, penetráveis, tropicália, happenings e arte conceitual, certo número de artistas afas- tados da repressão política, permaneceram ativos, produzindo uma obra significativa. Os novos centros artísticos passaram a participar das correntes moder- nas, destacando as artes ambientais, performances, instalações e obras conceituais. Os espaços culturais fora dos museus e galerias multiplicaram-se, o que fez surgir espaços de exposição em bancos, praças, parques, livrarias e restaurantes. A veiculação de trabalhos artísticos, até em vias públicas, utilizando painéis como suportes causavam questionamentos e impacto pela comunicação direta e pelo número de pessoas que os vêem. Estamos chegando à última unidade desse semestre. Aguarde! Referências Bibliográficas ALMEIDA, Paulo Mendes. Ianelli – do Figurativo ao Abstrato. São Paulo: Artestilo, 1978. AYALA, Walmir. Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Brasília: INL, 1980. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 10� UNIMES VIRTUAL BAHIANA, Ana Maria. Lembranças e curiosidades de uma década mui- to doida. Ediouro, [s.d]. CAVALCANTI, Carlos. Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos. Brasí- lia: INL, 1973. D’HORTA, A. Pedroso. O olho da consciência. São Paulo: Edusp / Impren- sa Oficial de SP. / Secretaria de Estado da cultura, 2000. FIGUEIRA, Divalte Garcia. 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Comissão de Artes Plásticas da Secretaria de Cultura de São Paulo. São Paulo: Nova Cultural Ltda.,1986. ________ . FUNARTE – 42 anos de premiações nos salões oficiais – 1934 / 1976. Rio de Janeiro: FUNARTE, 1977. ________ . PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO. A coleção perma- nente. São Paulo: Gráficos Burti, 2002. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II10� UNIMES VIRTUAL Catálogos A PAISAGEM BRASILEIRA. São Paulo: Sociarte, 1986. ABSTRACIONISMO. Marcos históricos. Instituto Cultural Itaú. São Paulo, 1994. ANOS �0 / �0. Coleção Gilberto Chateaubriand. 1993. DESENHO MODERNO NO BRASIL – Coleção Gilberto Chateaubriand. SESI, São Paulo; Rio de Janeiro: MAM, 1993. DO CONCEITUAL À ARTE CONTEMPORÂNEA. Marcos históricos. Insti- tuto Cultural Itaú. São Paulo, 1994. EXPOSIÇÃO DE ARTISTAS CONTEMPORÂNEOS. 11ª – Sociarte e Clube Atlético Monte Líbano. São Paulo, out. 1992. GRUPO TAPIR – Vernissage - Galeria F. Domingo. São Paulo, mar. 1968. ICONOGRAFIA PAULISTANA EM COLEÇÕES PARTICULARES. São Pau- lo: Sociarte, 1999. LEITE, José Roberto Teixeira. Apresentação – Giancarlo Zorlini - Galeria Renot. São Paulo, abr. 1980. Sites (acesso em 22/02/2008) http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran/cisco_Cassiani http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_Brasil http://pt.wikipedia.org/wiki/Lygia_Clark http://pt.wikipedia.org/wiki/Tropic%C3%A1lia http://www.artbr.com.br/casa/biografias/cordeiro/index.html http://www.artcanal.com.br/oscardambrosio http://www.biblioteca.unesp.br/bibliotecadigital/document/?did=2025 http://www.itaucultural.org.brhttp://www2.uol.com.br/sironfranco/texto01.htm www.artbr.com.br/casa/biografias/clark www.galeriapaulistana.com.br http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran/cisco_Cassiani http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_Brasil http://pt.wikipedia.org/wiki/Lygia_Clark http://pt.wikipedia.org/wiki/Tropic%C3%A1lia http://www.artbr.com.br/casa/biografias/cordeiro/index.html http://www.artcanal.com.br/oscardambrosio http://www.biblioteca.unesp.br/bibliotecadigital/document/?did=2025 http://www.itaucultural.org.br http://www2.uol.com.br/sironfranco/texto01.htm www.artbr.com.br/casa/biografias/clark www.galeriapaulistana.com.br ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 10� UNIMES VIRTUAL Exercício de auto-avaliação V 1) Vários artistas usaram a música como forma de protestar contra a ditadura militar instalada a partir de 1���. Entre esses artistas encontram-se os nomes de: Emilinha Barbosa e Vicente Leporace. Geraldo Vandré e Chico Buarque de Holanda. Caetano Veloso e Silvinho de Arruda. Nara Leão e Emilinha Barbosa. 2) O recrudescimento do regime militar, após 1��� e 1���, atingiu a produção de artistas e intelectuais brasileiros. O período de 1��0 e 1��0 foi chamado de “anos de chumbo”. Sobressaíram o Teatro Oficina, Hélio Oiticica e suas Instalações, e o Tropicalismo, que, ao contrário da música de protesto de Geraldo Vandré, seguia o caminho da modernida- de, da internacionalização acompanhando os passos que já haviam sido dados, em 1��0, pela Bossa Nova e pelo Cinema Novo. O Tropicalismo foi iniciado e desenvolvido por: Caetano Veloso e Gilberto Gil. Geraldo Vandré e Chico Buarque de Holanda. Nara Leão e Emilinha Barbosa. Roberto Carlos e Erasmo Carlos. 3) O evento Do corpo a terra, organizado por Frederico Morais e realizado no Parque Municipal, no centro de Belo Horizonte (MG), durou três dias, com apresentação de per- formances, happenings e rituais por artistas mineiros e cariocas. Quem explodiu algumas granadas coloridas? Maurício Nunes Décio Noviello Willys de Castro Ivan Serpa a) b) c) d) a) b) c) d) a) b) c) d) ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II10� UNIMES VIRTUAL �) Alguns artistas fundaram em 1��0 a Escola Brasil, em São Paulo, a qual se opunha às técnicas conservadoras empregadas no ensino realizado pelas escolas de arte tradi- cionais. Organizada em quatro grandes estúdios orientados por um fundador, a escola tinha como objetivo desenvolver a capacidade de percepção e possibilidades dos alunos, enfatizando o processo de criação. Quais foram os fundadores? Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Caetano e Vivian. Demarne, Bidault, Francisco Taunay e Aimé Taunay. Baravelli, Fajardo, Frederico Nasser e José Resende. Auguste Moreau, Rodrigues Alves, Segall e Lucy Ferreira. �) Em uma das Bienais de São Paulo, em 1��0, um artista foi premiado como melhor escultor brasileiro. Estamos falando de: Auguste Rodin Sérgio de Camargo José de Camargo Arcângelo Ianelli a) b) c) d) a) b) c) d) ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 10� UNIMES VIRTUAL Unidade VI Brasil - De 1��0 ao início do século XXI Objetivos Conhecer e classificar a história do Brasil a partir de 1980 do século XX e os ele- mentos culturais e artísticos do período. Plano de Estudo Esta unidade conta com as seguintes aulas: Aula: 2� - O Brasil de 1980 ao início do século XXI Aula: 2� - As artes visuais em 1980 Aula: 30 - São Paulo e Rio de Janeiro - Casa 7 - Como vai você, Geração 80? Aula: 31 - Tendências dos anos de 1980 nas Artes Visuais Aula: 32 - As artes visuais após 1990 ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II110 UNIMES VIRTUAL Aula: 2� Temática: O Brasil de 1��0 ao início do século XXI Na unidade anterior observamos e refletimos sobre o Brasil e os elementos culturais e artísticos do período dos anos 70 do século XX. Estamos na última Unidade do semestre. Espero que você, meu querido aluno, ainda esteja animado e encantado com a produção do artista brasileiro que, assim como você, acredita em um país firme nos seus ideais de liberdade e com uma sociedade justa. O Brasil de 1��0 ao início do século XXI Em 1979, o novo Presidente, João Baptista Figueiredo, deu continuidade ao processo de abertura política, o que contribuiu para o surgimento de novos partidos e agremiações políticas. Porém, durante seu governo, a economia piorou rapidamente. A inflação se manteve em 100% ao ano e a economia estagnou. O ano de 1984 foi marcado pelo movimento das Diretas Já1. Mesmo com a forte pressão popular, a eleição continuou sendo indireta, mas o Colégio Eleitoral onde seria eleito o futuro presidente foi pressionado, e, em 1985, foi eleito Tancredo Neves do Grupo da Aliança Democrática. No entanto, foi José Sarney quem assumiu o poder depois da morte de Tancredo. Em 1988, foi lançada a Constituição Cidadã, que fazia do Brasil um país po- liticamente democrático. Porém, apesar da euforia política, a economia entrou em crise, e, em 1990, a inflação chegou a 85%. Em março de 1990, Fernando Collor de Mello venceu a eleição que disputou com Luiz Inácio Lula da Silva, em uma eleição direta. Em 1990, a população brasileira tinha uma grande expectativa em relação ao governo de Fernando Collor de Mello. Dois anos depois, seu impeach- ment foi clamado em praça pública por milhares de pessoas. Com sua saída, Itamar Franco foi empossado em 1992. O combate à inflação que devorava toda a economia brasileira se deu por meio do Plano Real, que foi um sucesso. 1 Diretas Já - Movimento que reivindicava a aprovação de uma emenda no Congresso Nacional que restabelecesse as eleições diretas para presidente. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 111 UNIMES VIRTUAL Em 1995, foi empossado o novo presidente Fernando Hen- rique Cardoso. Durante seu governo, o desemprego e a violência cresceram, enquanto o salário mínimo continuou insuficiente. A população teve de enfrentar também os efeitos da globali- zação, com as diversas crises econômicas e políticas mundiais que refle- tiram no Brasil. O desaquecimento na economia provocou o aumento do desemprego, cuja conseqüência foi uma intensa desigualdade social no país. Em 2003, a oposição levou a melhor com Luiz Inácio da Silva, que se tornou Presidente da República. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II112 UNIMES VIRTUAL Aula: 2� Temática: As artes visuais em 1��0 Observamos na aula anterior o Brasil político e social após 1980. As artes visuais em �0 Em 1980, o neo-expressionismo foi o estilo que marcou as artes visuais. A influência dominante passou a resgatar os meios tradicionais da pintura. As tendências figurativas começaram a se fortalecer, apesar da forte pre- sença do abstracionismo e da arte conceitual. Ao lado dessas tendências encontramos algumas outras inovadoras e algumas já trabalhadas na dé- cada anterior. Surgia a arte-postal, o videotexto, a holografia, a micro arte, a arte high-tech e a arte minimalista, entre outras tendências. Vídeo Arte Com o desenvolvimento da tecnologia, a vídeo arte1 começou a se tornar importante. Houve destaque para as exposições de Eder Santos: Eder Santos talvez seja o mais conhecido e difundido dos atuais realizadores brasileiros de vídeo. Parado- xalmente, sua obra não é fácil. Pelo contrário, pode- se caracterizar os vídeos de Santos como as experi- ências mais radicais e mais isentas de concessões de toda a produção videográfica brasileira: eles são constituídos em geral de ruídos, interferências, “defei- tos”, distúrbios do aparato técnico e, às vezes, roçam mesmo os limites da visualização. Em muitas de suas vídeo-instalações, Santos faz projetar imagens de vídeo sobre paredes texturadas e rugosas, ou ainda sobre dunas de areia ou chão irregular, de modo a perturbar a inteligibilidade das imagens ou corromper a sua coerência figurativa. (MACHADO, 2007.) Também trabalham com Vídeo Arte os artistas: Júlio Plaza (1938-); Rafael França (1957-); Gabriel Borba Filho (1942-)entre outros. 1 A vídeo arte digital promove a junção entre arte e ciência se constituindo num meio contemporâneo de expressão com resultados inovadores. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 113 UNIMES VIRTUAL Holografia e heliografia No Pavilhão da Bienal em São Paulo, em 1981, aconteceu a 1ª Mostra de Holografia2, por alunos da UNICAMP. Em 1981, aconteceu também a 1ª Mostra de Heliografia na Pinacoteca do Estado de São Paulo, com traba- lhos de Júlio Plaza (1938-2003) e Regina Silveira (1939-), que já acompa- nhava as mudanças culturais, em 1970 com as instalações. O próximo envolvimento de Regina Silveira foi aquele em que, especulando pela primeira vez sobre as dis- torções da perspectiva, produziu “Anamorfas” (1979- 81), um complexo de gravuras e desenhos que lhe abriram novos horizontes. Os “Simulacros” (1982-4) completam os pontos cha- ve de referência de sua linguagem. Trata-se de uma constelação de obras fotográficas, instalações e ob- jetos sempre monocromáticos (preto sobre branco). (ZANINI, 1997) Arte na Rua A intervenção urbana, também chamada de arte pública, desenvolve-se estabelecendo relações entre o espaço e a obra de arte, o que atrai muitos artistas contemporâneos. Em 1981, foi realizada a I Exposição Internacional de Art-Door3 em Recife. Foram espalhados painéis com arte de 286 artistas entre brasileiros e es- trangeiros. Participaram entre outros: Paulo Brusky (1949-), Daniel Santia- go, Leda Catunda, Cláudio Tozzi, Ana Horta, Abelardo da Hora, Luiz Zerbini, José Roberto Aguilar (1941-), Luiz Áquila e Emmanuel Nassar. Paulo Brusky (1949-) é natural de Re- cife, Pernambuco. O artista utiliza as máquinas de xérox no processo de cria- ção. Ao lado, Arte por Correspondência, 1975, off-set a cores, carimbo e selo s/ papel plastificado. Fonte: http://www.mac.usp.br/projetos/arteconceitual/bruscky.htm acesso em 22/02/2008. 2 As holografias só passaram a existir depois de 1960, com a descoberta do raio laser pelo cientista norte-americano Theodore Maiman. 3 Art-Door – Obras de arte instaladas em suportes tradicionalmente ligados à propa- ganda. http://www.mac.usp.br/projetos/arteconceitual/bruscky.htm ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II11� UNIMES VIRTUAL No espaço do MAC/USP em São Paulo, de 1983 a 1984, tam- bém foram montados eventos parecidos, os quais contaram com a participação de artistas plásticos, poetas e cartunis- tas de vários estados, reunindo trabalhos figurativos, abstratos, desenhos de humor, poemas visuais, arte xérox e outros estilos de pintura. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 11� UNIMES VIRTUAL Aula: 30 Temática: São Paulo e Rio de Janeiro - Casa � - Como vai você, Geração �0? Na aula anterior refletimos sobre a arte após 1980 e algu- mas das novas tendências nas artes visuais. Casa � A partir de 1982, um grupo de artistas entre eles Carlito Carvalhosa, Fá- bio Miguez, Nuno Ramos, Paulo Monteiro e Rodrigo Andrade pintavam e discutiam calorosamente seus trabalhos e a história da arte, dividindo um ateliê localizado na casa nº 7 de uma vila no bairro de Cerqueira César, em São Paulo. Em 1985, o grupo realizou mostras com obras, as quais se aproximavam do estilo Neo-expressionista alemão, na Bienal de São Paulo, no MAC/USP e no MAM/RJ, o que lhe rendeu o reconhecimento do mercado e da crítica. Mesmo cada um seguindo seu próprio caminho, re- alizavam juntos suas descobertas. Liam os mesmos livros, freqüentavam juntos a Bienal de São Paulo, re- cebendo ali forte influência de Philip Guston e Markus Lüpertz. (DO CONCEITUAL À ARTE CONTEMPORÂ- NEA, 1994, p.18) Como vai você, Geração �0? A Arte Internacional que se dividia em Transvanguarda, Neo-Expressionis- mo, Nova Imagem, entre outros estilos contemporâneos, foi representada na mostra Como vai você, Geração 80? apresentada na Escola de Artes do Par- que Lage, situado no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro, em 1984. Organizada por Marcus Lontra, Paulo Roberto Leal e Sandra Ma- ger, contou com a participação dos artistas Alexandre Dacosta, Adir Sodré, Ana Horta, Daniel Senise, Jorge Duarte, Leda Ca- tunda, Leonilson, Jorge Guinle, Luiz Zerbini, Paulo Amaral e Edu- ardo Kac, entre outros. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II11� UNIMES VIRTUAL Fonte: http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/seculoxx/ modulo6 - acesso em 22/02/2008. Os jovens artistas procuraram representar em suas obras o grito abafado da arte durante o período militar. A mostra reúne as várias tendências que despontam no cenário artístico nacional no início da década de 80, configurando o que ficou denominado “Geração 80”. Realizada na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, um dos importantes centros de formação da nova geração, reuniu 123 jovens artistas de diversos pontos do país. no Rio de Janeiro (DO CONCEITUAL À ARTE CONTEMPORÂNEA, 1994, p.22) A mostra Como vai você, Geração 80? evidencia um processo de retomada da pintura em contraposição às vertentes desenvolvidas em 1970, assina- lando o movimento de abertura política dos anos 80 com uma arte menos dogmática, com ênfase no fazer artístico sem desconsiderar a reflexão teórica. O emprego de novos materiais e a inovação nas técnicas de pin- tura baseadas em teorias contemporâneas resultaram em uma produção artística aceita rapidamente pelo mercado que a legitimou para exibi-la e vendê-la. Leia o material disponível no nosso ambiente virtual sobre a geração 80. É muito interessante! http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/seculoxx/modulo6 http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/seculoxx/modulo6 ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 11� UNIMES VIRTUAL Aula: 31 Temática: Tendências dos anos de 1��0 nas Artes Visuais Nas últimas aulas refletimos sobre as artes visuais do Brasil desde o final do século XX até o início do século XXI. Algu- mas tendências a seguir já foram trabalhadas na década anterior, mas em menor escala. Tendências de 1��0 nas Artes Visuais Performances e instalações Nas Performances e Instalações, ou seja, na disposição de elementos no espaço com a intenção de estabelecer uma relação com o espectador, arte utilizada desde 1970, destacam-se os artistas: Ivald Granato; Lydia Okumura (1948-); Genilson Soares (1940-); Fernando Luchesi e Guto La- caz, entre outros. Videotexto Os videotextos surgem e se desenvolvem nas obras de Carmela Gross (1944); Paulo Garcez (1945-) e Paulo Leminski (1944-), entre outros. Arte Postal Na Arte Postal, a qual se utiliza do meio postal para a criação e a divulga- ção, destacam-se os artistas Paulo Brusky (1949-), Roberto Kepler (1951- ), Ângelo de Aquino, Paulo de Andrade, entre outros. Obras conceituais As obras conceituais vêm sendo desenvolvidas desde os anos finais de 1970 e continuaram em 1980 e 1990, ainda com muita força, pelas mãos dos artistas Arthur Matuk (1949-); Maurício Fridman (1937-); Flávio Pons (1947-), entre outros. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II11� UNIMES VIRTUAL Pintura sobre grandes telas Quanto à pintura, apesar das oscilações de tendências, observa-se um processo de consolidação artística. Os artistas enraizados na objetiva rea- lização da figura permanecem ativos e os artistas voltados para o informa- lismo perseguiram esse caminho com a mesma intensidade do início. As obras se diversificaram e o artista dos anos finais do século XX pinta sobre suportes maiores. Permanecem firmes as produções figurativas de Marcelo Grassmann (1925-) e de Octávio Araújo, o abstracionismo de Manabu Mabe e Arcân- gelo Ianelli e o abstracionismo geométrico de Fiaminghi, entre outros. As pequenas mudanças formais ou cromáticas verificadas na produção dos artistas de 1980 em pouco alteram a jornada artística. Pesquise as biografias e as obras dos artistas contemporâne- os e reflita: quase 100% dos artistas atuais e conhecidos estu- dam e continuam se especializando nas áreas de Artes Plásti-cas, Teoria e História da Arte (diferentes da maioria dos artistas dos séculos anteriores que surgiam e ganhavam fama, mesmo sendo autodidatas). Visite os sites abaixo e admire as obras de arte http://www.escritoriodearte.com/listarQuadros.asp?artista=128 acesso em 22/02/2008. http://bienalsaopaulo.globo.com/artes/artistas/artistas.asp acesso em 22/02/2008. http://www.escritoriodearte.com/listarQuadros.asp?artista=128 http://bienalsaopaulo.globo.com/artes/artistas/artistas.asp ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 11� UNIMES VIRTUAL Aula: 32 Temática: As artes visuais após 1��0 Observamos as artes visuais de 1980 e as novas tendên- cias. Vimos que algumas perduraram nos anos 90 do século XX. As artes visuais após 1��0 A simulação de situações, que aproxima a arte e o mundo real, e a des- construção da obra de arte passam a discutir o significado da imagem numa sociedade de cultura de massa. Novas tecnologias permitem uma arte multiculturalista que absorve influ- ências e produz uma ligação com as diversas técnicas e linguagens, como a fotografia, o vídeo e a pintura. A informatização abre novas possibilidades de globalização da arte. Em 1990, as tendências do pós-modernismo ganharam força, com a apropria- ção e a constante releitura da história da arte. Entre os artistas que produzem nesse período, destacam-se: Alex Cerveny (1963-) - Desenhista, gravador, escultor, ilustrador e pintor. Estuda pintura, desenho e gravura em metal. Em 1984, iniciou como profes- sor, lecionando gravura em metal no Paço das Artes, no Museu de Arte Mo- derna de São Paulo - MAM/SP e nas Oficinas Culturais Mário de Andrade. Ao lado, Jogos, técnica mista so- bre papel, de 1989, de Alex Cer- veny (1963-) Leda Catunda - A artista investe na pintura como um meio ainda capaz de significar algo. Como acabamento na pintura, ela utiliza técnicas artesanais, como a costura, para adquirir originalidade, particularidade e identidade. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II120 UNIMES VIRTUAL Paulo Pasta (1959-) vive e trabalha em São Paulo desde 1977. Mestre em Artes Plásticas pela Escola de Comunicação e Artes da USP, atualmente leciona pintura na FAAP. Rubens Gerchman (1942-) - Pintor, desenhista, gravador e escultor. Des- pontou a partir do final de 1960 e con- tinuou evoluindo em 1990. Ao lado, a obra O Beijo, de 2006, de Rubens Gerchman (1942-) Fonte: http://www.artenet.com.br/ listarQuadros.asp?artista=73 acesso em 22/02/208. Adriana Varejão é uma artista plástica que vem ganhando cada vez mais destaque no espaço nacional e internacional. A artista se consagra atra- vés de obras viscerais, peles rasgadas, interiores à mostra, canibalismo e esquartejamento. Nuno Ramos (1960-) - Artista plástico formado em Filosofia pela Univer- sidade de São Paulo (USP). Iniciou a carreira em 1980, com o grupo denominado Casa 7. Rosângela Rennó (1962-) - Formada em Arquitetura e em Artes Plásticas. Doutora em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Referência obrigatória quando se trata de obra fotográfica. Carol Seiler. Em 1985 concluiu o curso de Licenciatura Plena em Artes Plásticas, pela FAAP. Realizou o curso de historia da Arte In- ternacional e Brasileira. Estudou pintura a óleo ao lado do pintor Salvador Rodrigues em 1986. Entre 1989 e 1995 estudou História de Arte Contemporânea. Ao lado, uma de suas obras em exposição no catálogo Art-bonobo. Fonte: http://www.art-bonobo.com/catalogo/ carolseiler/index.html acesso em 22/02/2008 Cláudio Mubarac (1959) – Gravador, formou-se em artes plásticas em 1982 e concluiu doutorado em 1998, pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. http://www.artenet.com.br/listarQuadros.asp?artista=73 http://www.artenet.com.br/listarQuadros.asp?artista=73 http://www.art-bonobo.com/catalogo/carolseiler/index.html http://www.art-bonobo.com/catalogo/carolseiler/index.html ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 121 UNIMES VIRTUAL Iole de Freitas (1945-) é uma artista contemporâ- nea que tem atuado de modo exemplar no circuito artístico brasileiro. Atualmente, busca novas solu- ções plásticas para suas instalações e experimen- ta novos materiais, como os tubos de metal e as placas de policarbonato. Ao lado, obra de Iole de Freitas. Fonte: http://www.pacoimperial.com.br/enterhtm/ contemp/finep/1997.html - acesso em 02/05/2007. Carmela Gross (1946-) - Sua formação acadêmica é realizada no curso de Arte da Fundação Armando Álvares Penteado. Seus trabalhos variam en- tre esculturas, pinturas, gravura, intervenções públicas e, principalmente, desenhos. Vale lembrar que alguns dos nomes de artistas acima cita- dos estão presentes em exposições e galerias de arte na- cionais e internacionais nas décadas anteriores e na atual, mas, somente com o passar das décadas, através das críticas baseadas em subsídios concretos e coerentes e através das Instituições, chamadas de Mundo da Arte, seus nomes entrarão para a História da Arte definiti- vamente. Aguardemos. Assim, chegamos ao final da disciplina Estética e História da Arte Brasi- leira II. Espero que você tenha apreciado, e, em conseqüência do estudo e das observações, possa difundir algo mais para seus futuros aprendizes. Um grande abraço. Visite os sites indicados (acesso em 22/02/2008): http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo4/mapeamentos/index. html http://www.artenet.com.br/listarQuadros.asp?artista=73 http://www.pacoimperial.com.br/enterhtm/contemp/finep/1997.html http://www.pacoimperial.com.br/enterhtm/contemp/finep/1997.html http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo4/mapeamentos/index.html http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo4/mapeamentos/index.html http://www.artenet.com.br/listarQuadros.asp?artista=73 ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II122 UNIMES VIRTUAL Resumo - Unidade VI Verificamos nessa última unidade a história do Brasil a partir de 1980, bem como os elementos culturais e artísticos do período. Reconhecemos o cenário artístico de São Paulo e demais capitais. O estilo que marca as artes visuais é o neo-expressionis- mo. A influência dominante resgata os meios tradicionais da pintura. Observamos que a intervenção urbana, também chamada de arte pública, desenvolve-se estabelecendo relações entre o espaço e a obra de arte, o que atrai muitos artistas contemporâneos. As novas tendências de 1980 nas Artes Visuais são as Performances e Instalações, ou seja, uma disposição de elementos no espaço com a in- tenção de estabelecer uma relação com o espectador. Os Videotextos surgem e se desenvolvem nas obras de Carmela Gross e Paulo Leminski, entre outros. Observamos as oscilações de tendências na pintura, em um processo de consolidação artística. As obras se diversificam e o artista dos anos finais do século XX pinta sobre suportes maiores. Novas tecnologias permitem uma arte multiculturalista, que absorve influên- cias e produz uma ligação com as diversas técnicas e linguagens, como a fotografia, o vídeo e a pintura. A informatização abre novas possibilidades de globalização da arte. Em 1990, as tendências do pós-modernismo ganham força, como a apropriação e a constante releitura da história da arte. Assim, chegamos ao final de nossas aulas de Estética e História da Arte. Espero que tenha apreciado as aulas e que continue pesquisando e desco- brindo o universo da Arte! Um grande abraço! Referências Bibliográficas D’HORTA, A. Pedroso. O olho da consciência. São Paulo: Edusp / Impren- sa Oficial de SP. / Secretaria de Estado da cultura, 2000. ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 123 UNIMES VIRTUAL FIGUEIRA, Divalte Garcia. História. São Paulo: Ática, 2005. LEITE, José R. Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Arte Livre, 1988. LOUZADA, Júlio. Artes plásticas: seu mercado e seus leilões. São Pau- lo: 1984. PEDROSA, Mário. A Bienal de cá para lá. in Política das artes. Organiza- ção de Otília Arantes.São Paulo: EDUSP, 1995. SILVA, F. de Assis. História do Brasil. São Paulo: Moderna, 1992. Edições Especiais ________ . ARTE NO BRASIL. A revolução da Arte Moderna. Comissão de Artes Plásticas da Secretaria de Cultura de São Paulo, SP: Nova Cultural Ltda.,1986. ________ . PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO. A coleção per- manente. São Paulo: Gráficos Burti, 2002. Catálogos DO CONCEITUAL À ARTE CONTEMPORÂNEA. Marcos históricos. Insti- tuto Cultural Itaú. São Paulo, 1994. EXPOSIÇÃO DE ARTISTAS CONTEMPORÂNEOS. 11ª – Sociarte e Clube Atlético Monte Líbano, São Paulo, out. 1992. Sites (acesso em 22/02/2008) http://bienalsaopaulo.globo.com/artes/artistas/artistas.asp http://www.acervos.art.br/gv/artistas_brasileiros/bio_julioplaza.php http://www.art-bonobo.com/catalogo/carolseiler/index.html http://www.artenet.com.br/listarQuadros.asp?artista=211 http://www.artenet.com.br/listarQuadros.asp?artista=73 http://www.cosacnaify.com.br/loja/biografia.asp?IDAutor=357 http://bienalsaopaulo.globo.com/artes/artistas/artistas.asp http://www.acervos.art.br/gv/artistas_brasileiros/bio_julioplaza.php http://www.art-bonobo.com/catalogo/carolseiler/index.html http://www.artenet.com.br/listarQuadros.asp?artista=211 http://www.artenet.com.br/listarQuadros.asp?artista=73 http://www.cosacnaify.com.br/loja/biografia.asp?IDAutor=357 ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II12� UNIMES VIRTUAL http://www.escritoriodearte.com/listarQuadros.asp?artista=128 http://www.historiadobrasil.net http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo4/mapeamentos/index.html http://www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/comunica/video/gno- vis/eders/apresent.htm www.ekac.org/obraprimanet.html www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/seculoxx/modulo6/vai- vc/index.html www.revistamuseu.com.br/galeria.asp?id=4413 http://reginasilveira.uol.com.br/biografia.php http://www.escritoriodearte.com/listarQuadros.asp?artista=128 http://www.historiadobrasil.net http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo4/mapeamentos/index.html http://www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/comunica/video/gnovis/eders/apresent.htm http://www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/comunica/video/gnovis/eders/apresent.htm www.ekac.org/obraprimanet.html www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/seculoxx/modulo6/vaivc/index.html www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/seculoxx/modulo6/vaivc/index.html www.revistamuseu.com.br/galeria.asp?id=4413 http://reginasilveira.uol.com.br/biografia.php ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 12� UNIMES VIRTUAL Exercício de auto-avaliação VI 1) Em 1��1, foi realizada a I Exposição Internacional de Art-Door em Recife. Foram espa- lhados painéis com arte de 2�� artistas entre brasileiros e estrangeiros. Entre os expo- sitores encontram-se: Almeida Júnior e Joaquim Negreiros. Paulo Brusky e Cláudio Tozzi. Joaquim Negreiros e Alexandrino da Silva. Amaral Neto e Almeida Júnior. 2) A partir de 1��2, um grupo de artistas, entre eles Carlito Carvalhosa, Fábio Miguez, Nuno Ramos, Paulo Monteiro e Rodrigo Andrade, pintava algumas obras que se aproxi- mavam do estilo Neo-expressionista alemão e discutia calorosamente seus trabalhos e a História da Arte, dividindo um ateliê em uma vila no bairro de Cerqueira César em São Paulo. Como é o nome desse grupo? Casa 7. Grupo expressionista. Grupo de rua. Casa 11. 3) A mostra evidencia um processo de retomada da pintura em contraposição às verten- tes desenvolvidas em 1��0, assinalando o movimento de abertura política de 1��0 com uma arte menos dogmática, com ênfase no fazer artístico sem desconsiderar a reflexão teórica. Qual o nome dessa mostra? Mostra dos doze. Mostra dos anos 70. Como vai você, Geração 80? Mostra da Reflexão. a) b) c) d) a) b) c) d) a) b) c) d) ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II12� UNIMES VIRTUAL �) A disposição de elementos no espaço com a intenção de estabelecer uma relação com o espectador é um procedimento artístico utilizado desde 1��0. Estamos falando das: Vídeo-aulas e internet. Performances e Instalações. Exposições nos grandes salões. Instalações e Vídeo-conferências. �) Uma das tendências artísticas a partir dos anos �0 do século XX é a qual se utiliza o meio postal para a criação e a divulgação da obra. Estamos falando da: Arte Mania. Vídeo Arte. Arte Postal. Correio da Arte. a) b) c) d) a) b) c) d)