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LICENCIATURA EM
 ARTES VISUAIS 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA 
ARTE BRASILEIRA II
Semestre 6
Prof.ª Fátima Regina Sans Martini
UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�
UNIMES VIRTUAL
L782c LOBO, Maurício Nunes
 Curso de Pedagogia: Atividades Curriculares Acadêmicas Adicionais (por)
 Prof. Maurício Nunes Lobo. Semestre 2. Santos:
 UNIMES VIRTUAL. UNIMES. 2006. 22p.
 
 1. Pedagogia 2. Atividades Curriculares Acadêmicas Adicionais.
 
 CDD 371
Universidade Metropolitana de Santos 
Campus II – UNIMES VIRTUAL
Av. Conselheiro Nébias, 536 - Bairro Encruzilhada, Santos - São Paulo
Tel: (13) 3228-3400 Fax: (13) 3228-3410
www.unimesvirtual.com.br
Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por qualquer meio sem a prévia autorização desta instituição.
www.unimesvirtual.com.br
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �
UNIMES VIRTUAL
UNIMES – Universidade Metropolitana de Santos - Campus I e III
Rua da Constituição, 374 e Rua Conselheiro Saraiva, 31
Bairro Vila Nova, Santos - São Paulo - Tel.: (13) 3226-3400
E-mail: infounimes@unimes.br
Site: www.unimes.br
Prof.ª Renata Garcia de Siqueira Viegas da Cruz
Reitora da UNIMES
Prof. Rubens Flávio de Siqueira Viegas Júnior
Pró-Reitor Administrativo
Prof.ª Rosinha Garcia de Siqueira Viegas
Pró-Reitora Comunitária
Prof.ª Vera Aparecida Taboada de Carvalho Raphaelli
Pró-Reitora Acadêmica
Prof.ª Carmem Lúcia Taboada de Carvalho
Secretária Geral
mailto:infounimes@unimes.br
www.unimes.br
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�
UNIMES VIRTUAL
EQUIPE UNIMES VIRTUAL
Diretor Executivo
Prof. Eduardo Lobo
Supervisão de Projetos
Prof.ª Deborah Guimarães
Prof.ª Doroti Macedo
Prof.ª Maria Emilia Sardelich
Prof. Sérgio Leite
Grupo de Apoio Pedagógico - GAP
Prof.ª Elisabeth dos Santos Tavares - Supervisão
Prof.ª Denise Mattos Marino
Prof.ª Joice Firmino da Silva
Prof.ª Márcia Cristina Ferrete Rodriguez
Prof.ª Maria Luiza Miguel
Prof. Maurício Nunes Lobo
Prof.ª Neuza Maria de Souza Feitoza
Prof.ª Rita de Cássia Morais de Oliveira
Prof. Thiago Simão Gomes
Angélica Ramacciotti
Leandro César Martins Baron
Grupo de Tecnologia - GTEC
Luiz Felipe Silva dos Reis - Supervisão
André Luiz Velosco Martinho
Carlos Eduardo Lopes
Clécio Almeida Ribeiro
Grupo de Comunicação - GCOM
Ana Beatriz Tostes
Carolina Ferreira
Flávio Celino
Gabriele Pontes
Joice Siqueira
Leonardo Andrade
Lílian Queirós
Marcos Paulo da Silva
Nildo Ferreira
Ronaldo Andrade
Stênio Elias Losada
Tiago Macena
William Souza
Grupo de Design Multimídia - GDM
Alexandre Amparo Lopes da Silva - Supervisão
Francisco de Borja Cruz - Supervisão
Alexandre Luiz Salgado Prado
Lucas Thadeu Rios de Oliveira 
Marcelo da Silva Franco
Secretaria e Apoio Administrativo
Camila Souto
Carolina Faulin de Souza
Dalva Maria de Freitas Pereira
Danúsia da Silva Souza
Raphael Tavares
Sílvia Becinere da Silva Paiva
Solange Helena de Abreu Roque
Viviane Ferreira
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �
UNIMES VIRTUAL
AULA INAUGURAL
Olá, seja bem-vindo! 
Nos semestres anteriores apresentei a disciplina de Estética e História 
da Arte Brasileira I. Ao longo desse semestre passarei às suas mãos a 
complementação: a disciplina Estética e História da Arte Brasileira II com 
seus objetivos estabelecidos no Plano de Ensino. Observando a disciplina 
que trata de história e artes visuais, proponho, sempre que possível, que 
você, meu caro aluno, após ler os textos e visualizar as imagens contidas 
nele, visite museus, leia livros de história ou acesse sites e links relativos 
ao tema para que possa refletir e ter o interesse despertado . 
Estarei sempre presente, mesmo que de modo virtual, para motivar, trans-
mitir conhecimento e clarear suas dúvidas, estabelecendo as orientações 
para a condução de seu aprendizado.
Espero tê-lo desafiado a descobrir e se encantar com o universo da arte 
brasileira a partir da descoberta do Brasil até o final do século XIX no 
semestre anterior. Da mesma forma, acredito que você tenha adquirido 
seguramente novos conhecimentos, habilidades, valores e atitudes, o que 
resulta em experiência e cultura para a prática diária. Continuemos, pois, 
nessa caminhada rumo ao século XXI.
Obrigada e um grande abraço.
Prof.ª Fátima Sans Martini
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�
UNIMES VIRTUAL
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �
UNIMES VIRTUAL
Índice
Unidade I - Brasil - Início do século XX .............................................................. 11
Aula: 01 - O regionalismo e o nacionalismo - São Paulo no início do século XX .......... 12
Aula: 02 - O nacionalismo na arquitetura e escultura - O movimento modernista ....... 14
Aula: 03 - O Movimento Modernista - Centenário da Independência - Semana 
 e Arte Moderna em São Paulo ..................................................................... 16
Aula: 04 - Depois da Semana - Movimento Antropofágico .......................................... 19
Resumo - Unidade I ..................................................................................................... 22
Unidade II - Brasil - Anos 30 do Século XX ........................................................ 29 
Aula: 05 - Brasil e as revoluções a partir de 1930 ....................................................... 30
Aula: 06 - Os elementos culturais e artísticos do período a partir dos anos 30 
 do século XX no Brasil ................................................................................ 32
Aula: 07 - O cenário artístico paulista a partir de 1930................................................ 34
Aula: 08 - O cenário artístico paulista - Grupo Santa Helena ....................................... 36
Aula: 09 - O cenário artístico paulista - Grupo Seibi - Salão de Maio ........................... 38
Aula: 10 - O cenário artístico paulista - Família Artística Paulista - Sindicato 
 dos Artistas Plásticos.................................................................................. 40
Resumo - Unidade II .................................................................................................... 43
Unidade III - Brasil - Anos 40 do Século XX ....................................................... 49 
Aula: 11 - O cenário artístico paulista - A década de 40 .............................................. 50
Aula: 12 - O cenário artístico paulista - Grupos de artistas .......................................... 52
Aula: 13 - O cenário artístico paulista - MASP e MAM ............................................... 54
Aula: 14 - O cenário artístico no Rio de Janeiro .......................................................... 57
Aula: 15 - Os pioneiros da arquitetura moderna .......................................................... 59
Resumo - Unidade III ................................................................................................... 61
Unidade IV - Brasil - Dos anos 50 ao final dos anos 60 do século XX ................ 67 
Aula: 16 - Brasil de 1950 até o final de 1960 ............................................................... 68
Aula: 17 - Os anos 1950 e a arte concreta brasileira em São Paulo ............................ 71
Aula: 18 - Arte Abstrata - Arte Abstrata Geométrica - Grupo Ruptura - Grupo Frente ....... 73
Aula: 19 - Exposição Nacional de Arte Concreta - Exposição Nacional de Arte 
 Neoconcreta - Informalismo ........................................................................ 75
Aula: 20 - Os elementos culturais e artísticos a partir dos anos 60 do século XX no Brasil .... 77
Aula: 21 - Arquitetura de 1950 e 1960 - A resistência paulista .................................. 79
Aula: 22 - Os anos 1960 nas artes visuais - Museu de Arte Contemporânea - Mac/ 
 USP - Grupos: Austral e Rex ........................................................................81
Resumo - Unidade IV ................................................................................................... 84
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II10
UNIMES VIRTUAL
Unidade V - Brasil - Anos 70 do Século XX ....................................................... 91 
Aula: 23 - Os anos de 1970 no Brasil .......................................................................... 92
Aula: 24 - As artes visuais em meados dos anos 70 do século XX no Brasil - 
 Pintura de Resistência ................................................................................. 95
Aula: 25 - A escultura em meados de 1970 - Escola Brasil ......................................... 97
Aula: 26 - Na contramão ............................................................................................. 99
Aula: 27 - Novos centros, novos artistas .................................................................. 101
Resumo - Unidade V .................................................................................................. 104
Unidade VI - Brasil - De 1980 ao início do século XXI...................................... 109 
Aula: 28 - O Brasil de 1980 ao início do século XXI ................................................... 110
Aula: 29 - As artes visuais em 1980 ......................................................................... 112
Aula: 30 - São Paulo e Rio de Janeiro – Casa 7 – Como vai você, Geração 80? ........ 115
Aula: 31 - Tendências dos anos de 1980 nas Artes Visuais ....................................... 117
Aula: 32 - As artes visuais após 1990 ...................................................................... 119
Resumo - Unidade VI ................................................................................................. 122
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 11
UNIMES VIRTUAL
Unidade I
Brasil - Início do século XX
 
Objetivos
Conhecer e classificar o período que se inicia no início do século XX até os anos 
30 e os elementos culturais e artísticos do período no Brasil.
Plano de Estudo
Esta unidade conta com as seguintes aulas:
Aula: 01 - O regionalismo e o nacionalismo - São Paulo no início do século XX
Aula: 02 - O nacionalismo na arquitetura e escultura - O movimento modernista
Aula: 03 - O Movimento Modernista - Centenário da Independência - Semana 
 e Arte Moderna em São Paulo
Aula: 0� - Depois da Semana - Movimento Antropofágico
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II12
UNIMES VIRTUAL
Aula: 01
Temática: O regionalismo e o nacionalismo 
 - São Paulo no início do século XX
 
Nesta aula inicial falaremos sobre o que compõe as carac-
terísticas do regionalismo e do nacionalismo. Ainda nesta 
aula, observaremos alguns aspectos da cidade de São Paulo 
no início do século XX.
O regionalismo e o nacionalismo
Na Europa, o período entre as duas grandes guerras mundiais (1919-1939) 
caracterizou-se pelo fortalecimento do nacionalismo junto ao qual se de-
senvolvia na arte uma visão do mundo sombria e pessimista. No Brasil, 
nesse mesmo período, ao contrário, predominaram o regionalismo e a bus-
ca de novas técnicas.
O regionalismo foi um dos primeiros sinais, visível na literatura e na pintu-
ra, a revelarem a preocupação com o homem rural e com a cultura peculiar 
das cidades do interior. Assim, o início do século XX tornou-se o cenário 
de um tema local distante do academismo estritamente vinculado aos mo-
delos europeus.
Gonzaga Duque, em 1908, já manifestava certa inquietação em relação a 
uma arte importada e uma definição de nossos artistas em relação ao na-
cional. Na literatura, Os Sertões, de Euclides da Cunha, despertava a pro-
blemática social nacional. O escritor Oswald de Andrade, em um artigo de 
1915, conclamava os jovens artistas a uma conscientização do nacional.
Um dos poucos artistas do final do século XX, Almeida Júnior, paulistano 
de Itu, já citado na disciplina de História da Arte Brasileira I, considerado 
acadêmico do ponto de vista formal, classifica-se, em função de sua temá-
tica, dentro do ideal regionalista, como “precursor, encaminhador e mode-
lo” da pintura nacional, segundo Oswald de Andrade em Artes Plásticas na 
Semana de 22 (AMARAL, 2001).
 
 
 
Ao lado de José Ferraz de Almeida Júnior (1850-1899), 
a obra Amolação Interrompida de 1894. Acervo da Pinaco-
teca do Estado de São Paulo.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 13
UNIMES VIRTUAL
São Paulo no início do século XX
A cidade de São Paulo era uma jovem metrópole no início do século XX. Da 
pacata cidade agrária do princípio do ciclo do café (quando o centro da ci-
dade compunha-se de poucas ruas tortas, uma catedral, alguns mosteiros 
e pequenos prédios públicos) nada mais restava. O boom industrial trouxe-
ra imigrantes para o centro e pouco restava dos caboclos e ex-escravos. 
O desenvolvimento econômico rapidamente diferenciou a cidade paulista 
dos demais centros urbanos do país. Entre 1900 e 1920, a cidade dobrou 
sua população. 
A partir da Primeira Guerra Mundial1, a industrialização foi incrementada para 
atender à demanda interna de produtos manufaturados. Na segunda década, 
no plano das comunicações instalaram-se novas linhas postais, telegráficas 
e telefônicas. Isto fez surgir também o sistema de radiodifusão, o que firmou 
o ideal de modernidade e rapidez. No campo político, setores da burguesia 
aliaram-se contra a República Velha2 e provocaram os levantes de 1922 e 
19243. No processo de industrialização também participaram os imigrantes. 
Árabes, judeus, portugueses, japoneses, russos, alemães, armênios, entre 
outros, foram tomando bairros, criando lojas, empresas, trabalhando nas fá-
bricas e lavouras, o que deu um novo rosto à cidade.
A força e o dinamismo da cidade industrial, abarrotada de 
trabalhadores circulando pelos teatros de revista, contras-
tavam com a sociedade repleta de elementos patriarcais e 
conservadores ligados à realidade agrária (uma parcela de intelectuais re-
cém-formados nos padrões da cultura francesa e inglesa, ávidos por ópe-
ras italianas e poesia parnasiana4).
 
Site
www.prodam.sp.gov.br/dph/historia/ - acesso em 19/02/2008.
1 1ª Guerra Mundial (1�1�-1�1�) - utilizou a ciência e a tecnologia para efetuar o maior 
massacre que a humanidade já vira e mostrou a fragilidade do mundo quanto às idéias 
de progresso e segurança. 
2 República Velha (1���-1�30) - ordem oligárquica, fundamentada na política do café-
com-leite, onde os políticos paulistas e mineiros se revezavam no poder.
3 Revoltas de � de julho de 1�22 e � de julho de 1�2�, conhecidas por Movimento 
Tenentista.
4 Poesia Parnasiana - marcada pelo gosto exagerado na descrição nítida ou mimese. 
Concepções rígidas sobre a métrica e as rimas e preferência por temas greco-romanos, 
negando o mundo moderno.
www.prodam.sp.gov.br/dph/historia/
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II1�
UNIMES VIRTUAL
Aula: 02
Temática: O nacionalismo na arquitetura e escultura 
 - O movimento modernista 
 
Na aula anterior foram feitos comentários sobre o regiona-
lismo, a arte e a cultura da cidade de São Paulo, no início do 
século XX. 
 
O nacionalismo na arquitetura 
Dentre as cidades, São Paulo liderou a renovação das artes no país trans-
formando suas ruas e praças. “Não existia fazendeiro que não tivesse na 
capital a sua chácara ou casa” (AMARAL, 2001, p. 68).
As avenidas foram arborizadas, as praças e jardins receberam monumen-
tos; as ruas foram calçadas e receberam esgotos. 
Ao lado, Teatro Municipal de São 
Paulo, inaugurado em 1911 com 
projeto de Domiziano Rossi, funcio-
nário do escritório de engenharia de 
Ramos de Azevedo.
Teatro Municipal, c. 1�20. Crédito: 
Guilherme Gaensly.
Fonte:http://www.aprenda450anos.com.br/450anos/vila_metropole/2-
3_teatro_municipal
Na arquitetura o nativismo surgiu no Brasil por intermédio do arquiteto Ricar-
do Severo que, a partir de 1914, conclamou os arquitetos a projetarem resi-
dências e edifícios no estilo portuguêse na arte colonial mineira e baiana. 
O arquiteto de maior projeção, e que mais trabalhou no estilo neocolonial 
assim como na urbanização de São Paulo, foi Victor Dubugras. 
Entre os jovens arquitetos, o nome de Lúcio Costa destacou-se por proje-
tos neocoloniais “baseados em estudos não das edificações portuguesas, 
mas daquelas aqui realizadas” (AMARAL, 2001, p. 78). 
http://www.aprenda450anos.com.br/450anos/vila_metropole/2-3_teatro_municipal
http://www.aprenda450anos.com.br/450anos/vila_metropole/2-3_teatro_municipal
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 1�
UNIMES VIRTUAL
Assim, os poderes públicos adotaram e construíram numerosos edifícios, 
tais como escolas, teatros, hospitais, conventos e igrejas no estilo neoco-
lonial, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. 
 
O nacionalismo na escultura 
Na estatuária, a cidade de São Paulo saiu na frente da cidade do Rio de Ja-
neiro em relação à modernidade dos monumentos, pois a capital do governo 
já tinha sido enfeitada no século anterior com monumentos à francesa. 
 
O poder público paulista utilizou concursos públicos para a 
escolha das estátuas e monumentos para enfeitar as pra-
ças somente na segunda década do século XX, já dentro 
do espírito nacionalista. Dentre os nomes dos artistas escultores que con-
correram ao concurso para o projeto do monumento à Independência em 
1919, encontravam-se Ettore Ximenez e Nicola Rollo. Em 1920, entre os 
concorrentes para o projeto do Monumento às Bandeiras estava Victor 
Brecheret (1894-1955). No entanto, o projeto modernista de Brecheret só 
foi inaugurado em 1953 para o Parque do Ibirapuera em São Paulo. 
Monumento às Bandeiras
Escultura, em granito, com 50 m de 
comprimento e 16 de altura.
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/
Monumento_%C3%A0s_Bandeiras 
02.04.2007.
 
Saiba mais sobre as esculturas de Brecheret em AMARAL, 
Aracy A. Artes Plásticas na Semana de 22. São Paulo: 
Editora 34, 2001, pp. 164 a 171. Pesquise mais no Catálogo: 
BRECHERET, Victor. Exposição comemorativa do 20º aniversário de faleci-
mento. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1976.
 
Entre no nosso banco de textos no ambiente virtual de apren-
dizagem e leia o texto sobre o Monumento às Bandeiras.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Monumento_%C3%A0s_Bandeiras 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Monumento_%C3%A0s_Bandeiras 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II1�
UNIMES VIRTUAL
Aula: 03
Temática: O movimento modernista - Centenário da In-
dependência - Semana da Arte Moderna em São Paulo
 
Na aula anterior comentamos sobre o movimento naciona-
lista na arquitetura e estatuária no Brasil, principalmente 
no Estado de São Paulo que começava a se destacar dos 
outros estados quanto à arte e à cultura. 
 
O movimento modernista
Como já comentamos no semestre anterior, o Brasil e, mais precisamente, 
a cidade de São Paulo recebeu friamente as exposições dos artistas Lasar 
Segall (1891-1957) em 1913 e de Anita Malfatti (1889-1964) em 1914 com 
suas obras baseadas no expressionismo alemão. As primeiras exposições 
de Segall e Anita não causaram grande repercussão indicava, porém, um 
movimento de mudança caminhava a passos lentos, mas decisivos. A ex-
posição em 1917 de Anita Malfatti em São Paulo, com uma mostra no 
campo de Expressionismo e Cubismo, criou um clima de escândalo gerado 
pelo artigo Paranóia ou Mistificação�, de Monteiro Lobato.
No entanto, esse mesmo clima de irritação resultou na consciência de 
rebeldia e união em torno de Anita por parte de Oswald de Andrade, Mário 
de Andrade, Di Cavalcanti (1897-1976), Guilherme de Almeida e a partir de 
1919 com Brecheret.
O movimento modernista foi um processo que se pontuou historicamente 
ao mesmo tempo em que suas linhas e contornos foram se tornando mais 
fortes e mais visíveis. 
1�22 – Centenário da Independência
Em 1920, os preparativos para os festejos do centenário da Independência 
começaram a ser realizados. 
Nas colunas de jornais os jovens escritores criticavam e ridicularizavam as 
pompas e as idéias oficiais. Segundo Francisco Alambert, em A Semana 
de 22, “o evento planejado já estava tomando corpo” Tomando a data da 
Independência, a Semana de Arte Moderna foi preparada para “aparecer 
1 O artigo Paranóia ou Mistificação atacava violentamente a exposição, a pintora e, sobre-
tudo, os princípios da pintura moderna, que Monteiro Lobato repudiava.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 1�
UNIMES VIRTUAL
como um evento marcante, um evento que realizasse e completasse, ob-
viamente segundo a visão de seus elaboradores, o processo de libertação 
do país, a construção cultural da nação” (ALAMBERT, 1992).
 
Portanto, provavelmente o acontecimento foi preparado e re-
tardado para que atingisse a data simbólica. Em outubro de 
1921, um grupo de escritores paulistas dirigiu-se ao Rio de 
Janeiro a fim de expor suas obras e traçar uma estratégia, pois a capital fe-
deral estava no clima de agitação intelectual semelhante ao paulista. Duran-
te a permanência na cidade carioca, os grupos se reuniram e discutiram os 
planos e as obras de cada um, evitando um caráter regional ao movimento. 
 
Semana da Arte Moderna em São Paulo 
O cartaz anunciava a Semana de Arte Moderna em São Paulo e o recibo 
estabelecia o aluguel do Teatro Municipal de São Paulo ao Espetáculo da 
Semana de Arte Futurista.
A semana foi aberta no dia 11 de fevereiro de 1922. Até o dia 18, o Teatro 
Municipal abrigou uma exposição de arte, e nos dias 13, 15 e 17 foram re-
alizados espetáculos de música e dança e também conferências e leituras 
de poemas e prosa.
Os jornais dos dias 14, 16 e 18 noticiaram escandalizados ou entusiasmados 
os acontecimentos das noites anteriores. Os participantes na área de pintura 
foram segundo Aracy Amaral, “Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Ferrignac, Zina 
Aita, Martins Ribeiro, Oswaldo Goeldi, Regina Graz, John Graz, Castello e ou-
tros.” Na área da escultura encontravam-se Victor Brecheret e W. Haarberg. 
Na literatura participaram, entre outros: Mário de Andrade, Ronald de Car-
valho, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Sérgio Milliet, Guilherme 
de Almeida, Plínio Salgado, Luiz Aranha e Ribeiro Couto. 
Entre os músicos que se apresentaram estavam Villa-Lobos e Guiomar 
Novaes. 
 
A Semana foi inaugurada com a conferência de Graça Ara-
nha, o patrono intelectual. Defendendo os pontos de vista 
ligados à nova arte, criticou a Academia Brasileira de Letras 
pelo seu caráter conservador e recebeu críticas da platéia. Os escritores 
foram, junto com os artistas plásticos, os que mais receberam críticas e 
causaram reação negativa na audiência. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II1�
UNIMES VIRTUAL
As tendências expostas iam do neo-impressionismo e futurismo ao ex-
pressionismo com tendências múltiplas, às vezes contrárias, mas sem dú-
vida obras motivadas e criadas para uma reação ao academismo. 
Assim, a Semana de 22 se encerrou e foi justificada por muito tempo entre 
os próprios participantes que escreveram e reescreveram sobre ela. Abai-
xo, um pequeno texto de Francisco Alambert em A Semana de 22:
 
Ela representou a conscientização de que o desenvol-
vimento intelectual encontrava-se defasado diante do 
desenvolvimento matéria. Seus eufóricos participan-
tes lançaram essas questões à espantada platéia: por 
que apesar de tudo, estamos atrasados? Qual a nossa 
visão do que somos, de nosso papel no mundo, polí-
tica e culturalmente? [...] A Semana de Arte Moderna 
e seus artífices [...] comandaram uma revolta contra 
valores burgueses em nome de um ideal artístico. Era 
o prenúncio de algumas das grandes transformações 
sociais e o apelo à idéia de revolução que viria surgir 
nos anos posteriores. (ALAMBERT, 1992, p. 27)
 
Entre novamente no nosso banco de textos e leia o texto 
sobre a Semana de Arte Moderna de São Paulo. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 1�
UNIMES VIRTUAL
Aula: 0�
Temática: Depois da Semana 
 - Movimento Antropofágico
 
Observamos nas aulas anteriores osurgimento dos valores 
nacionais e regionais na arte brasileira. Os acontecimentos 
da Semana de 22 destacaram a cidade de São Paulo como 
centro cultural e revolucionaram os valores artísticos no Brasil.
 
Depois da Semana
Fundamentado no êxito das noites agitadas, os jovens artistas consegui-
ram espaço, e, entusiasmados, deram continuidade ao seu trabalho. Os 
participantes da Semana lançaram periódicos para representar os seus 
interesses. Várias revistas surgiram e outras já existentes desenvolve-
ram-se para difundir a arte moderna, entre elas O Pirralho, Fon-Fon, Papel 
e Tinta, Revista do Brasil, Klaxon e Terra Roxa. Essas revistas serviram 
também para discutir a questão da cultura regional e nacional. O Futuris-
mo ou Modernismo deram lugar ao Brasileirismo. As questões do nacio-
nalismo cultural e político passaram a ser o ponto mais marcante para a 
maioria dos artistas e intelectuais do período, dentro e fora dos estados de 
São Paulo e Rio de Janeiro. 
Surgiram também os movimentos Anta, a Poesia Pau-Brasil e a obra Ma-
cunaíma, de Mário de Andrade, em 1928.
 
Movimento Antropofágico
A inspiração para o movimento da Antropofagia remonta à tela pintada 
por Tarsila do Amaral dada de presente a Oswald de Andrade, em 1928, 
batizado de Abapuru, que significa “aquele que come”, o antropófago.
 
Segundo Oswald de Andrade, sua proposta não era voltar a 
uma vida natural, mas elaborar a construção de uma cultura 
alternativa àquela que as civilizações ocidentais e orientais 
elegeram como vencedora. Oswald pregava uma deglutição inspirada na 
morte do Bispo Sardinha pelos índios brasileiros: a cultura européia de-
cadente seria ingerida e remanejada ao gosto brasileiro. Trata-se de uma 
utopia baseada nos conceitos das tribos indígenas.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II20
UNIMES VIRTUAL
Os artistas que participaram direta ou indiretamente da Semana de Arte 
Moderna em São Paulo 
Lasar Segall (1891-1957) conviveu com o meio artístico alemão e se fun-
damentou no drama social do homem para expressar sua arte. Fixando-se 
no Brasil, já mais amadurecido profissionalmente, transformou sua pintura 
expressiva em algo mais calmo e mais colorido.
Ao lado, a obra Bananal, de 1927. 
Acervo. Pinacoteca do Estado de 
São Paulo.
Anita Malfatti (1896-1964) viveu no meio artístico dos Estados Unidos 
em plena Primeira Guerra, depois de ter estudado em Berlim. Em 1917, de 
volta a São Paulo, apresentou uma obra fauvista e cheia de vitalidade. Foi 
combatida vivamente por Monteiro Lobato e defendida pelos modernistas. 
Com o pensionato do governo, permaneceu em Paris por cinco anos. Com 
experiências abstracionistas, encaminhou-se para temas religiosos e inte-
rioranos. Desta forma, perdeu a vitalidade dos primeiros anos artísticos.
Emiliano Di Cavalcanti (1897-1976) iniciou sua vida artística como ilus-
trador e caricaturista. Pintava e escrevia poesias. Seu nome é obrigatório 
quando se fala em Semana de Arte Moderna, pois participou ativamente 
com trabalho e Idéias. Partiu para Paris, em 1923, e transformou sua técni-
ca romântica em disciplina cubista, a qual foi aplicada ao tema “mulheres 
brasileiras”. 
John Graz (1891-1980) estudou na Escola de Belas Artes de Genebra e 
pesquisou a técnica de cartazes publicitários em Munique. Requisitado 
após a Semana como projetista de ambientes, pouco a pouco abandonou 
a pintura. Com sua esposa, Regina Graz, produziu inúmeros panneaux e 
almofadas na técnica futurista dos anos 1920 e introduziu o Art Deco na 
decoração. 
Vicente do Rego Monteiro (1889-1970) se encontrava em Paris em feve-
reiro de 1922. Rego Monteiro utilizou, entre outras técnicas, o cubismo nos 
temas brasileiros populares e lendários. O artista passou longas tempora-
das em Paris ilustrando livros franceses.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 21
UNIMES VIRTUAL
O artista participou do grupo latino-americano, em Paris, ao lado de Orozco 
e Rivera, entre outros. Foi um dos poucos artistas brasileiros a representa-
rem o movimento internacional do Art Deco na pintura. 
Tarsila do Amaral (1886-1973), amiga de Anita Malfatti, participou do 
“Grupo dos Cinco”, com Anita, Mário de Andrade, Oswald de Andrade 
e Menotti del Picchia. Estudou em Paris e, em 1924, de volta ao Brasil, 
participou das viagens em “descoberta do Brasil” com os amigos. Com 
a tela Abapuru, de 1928, iniciou a fase antropofágica, com tendência ao 
surrealismo. 
Ao lado, São Paulo, executada em 
1924, de Tarsila do Amaral. Acer-
vo. Pinacoteca do Estado de São 
Paulo.
 
Pesquise mais sobre a Semana da Arte Moderna em São 
Paulo e o que ela representou para a arte brasileira em 
AMARAL, Aracy A. Artes Plásticas na Semana de 22. São 
Paulo: Editora 34, 2001. 
 
Leia também: ANDRADE, Mário. O Movimento Modernista. 
in Aspectos da literatura brasileira. São Paulo: Martins, 
1942, pp. 231-255.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II22
UNIMES VIRTUAL
 
Resumo - Unidade I
 
Iniciamos a unidade conhecendo e classificando o período 
do início do século XX até os anos 30 e os elementos cultu-
rais e artísticos desse período no Brasil.
Observamos que o regionalismo foi um dos primeiros sinais, visível na lite-
ratura e na pintura, a revelarem a preocupação com o homem rural e com 
a cultura peculiar das cidades do interior, o que se tornou, no Brasil, um 
tema local distante do academismo estritamente vinculado aos modelos 
europeus. 
Analisamos que a cidade de São Paulo era uma jovem metrópole no início 
do século XX e que a indústria trouxe imigrantes para o centro; pouco res-
tava dos caboclos e ex-escravos. O desenvolvimento econômico rapida-
mente diferenciou a cidade paulista dos demais centros urbanos do país.
Espreitamos que as primeiras exposições de Lasar Segall e Anita Malfatti, 
artistas recém-chegados de seus estudos na Europa, não causaram gran-
de repercussão, porém, um movimento de mudança caminhava a passos 
lentos, mas decisivos, o que resultou no movimento modernista, o qual 
resultou da Semana de 22 e destacou a cidade de São Paulo como centro 
cultural que revolucionou os valores artísticos no Brasil, com os nomes de 
Tarsila do Amaral, Vicente do Rego Monteiro, entre outros. 
Até nossa próxima unidade. 
 
Referências Bibliográficas 
ALAMBERT, Francisco. A Semana de 22. A Aventura Modernista no 
Brasil. São Paulo: Scipione, 1992.
ALMEIDA, P. Mendes de. De Anita ao museu. São Paulo: Perspectiva, 
1976. 
AMARAL, Aracy A. Artes plásticas na Semana de 22. São Paulo: Editora 
34, 2001.
ANDRADE, Mário. Aspectos das artes plásticas no Brasil. São Paulo: 
Martins, 1965, pp. 13-46.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 23
UNIMES VIRTUAL
ANDRADE, Mário. O Movimento Modernista. in Aspectos da literatura 
brasileira. São Paulo: Martins, pp. 231-255 .
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Edições especiais
_________ . Arte no Brasil. São Paulo: Comissão de Artes Plásticas da 
Secretaria de Cultura de São Paulo: Nova Cultural, 1986. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II2�
UNIMES VIRTUAL
_________ . Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Brasília: INL, 
1980.
_________ . Dicionário Crítico da Pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Arte 
Livre, 1988.
_________ . Pinacoteca do Estado de São Paulo. São Paulo: Safra, 
1994.
_________ . Pinacoteca do Estado de São Paulo. A coleção permanen-
te. Gráficos Burti. São Paulo, 2002. 
 
Catálogos
MODERNISMO: Anos Heróicos: Marcos históricos. Instituto Cultural 
Itaú. São Paulo, 1993.
SOUZA, Gilda Mello e. Apresentação – O Modernismo - De 1917 a 1930, in 
Museu Lasar Segall: Ciclo Pintura Brasileira Contemporânea. São Paulo, 
mai. 1975.
BRECHERET, Victor. Exposição comemorativa do 20º aniversário de fa-
lecimento. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1976.
 
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http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil#Era_Vargas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Monumento_%C3%A0s_Bandeiras
http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_antropof%C3%A1gico
http://www.itaucultural.org.br
http://www.mnba.gov.br/
http://www.pinacoteca.sp.gov.br/
http://www.saopaulo.sp.gov.br/saopaulo/ cultura/museus_pinac.htm
www.prodam.sp.gov.br/dph/historia/
 
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www.prodam.sp.gov.br/dph/historia/
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 2�
UNIMES VIRTUAL
 
Glossário
Antropofagia: canibalismo.
Caráter regional: referente à cidade ou local.
Nacionalismo: exaltação do sentimento nacional; preferência marcante 
por tudo quanto é próprio da nação à qual se pertence; patriotismo.
Neocolonial: estilo baseado na arquitetura portuguesa e na arte colonial 
mineira e baiana.
Panneaux: pintura efetuada em tecido que, depois, era pendurado em pa-
redes como se fossem quadros.
Periódicos: revistas ou jornais com dia certo para circular.
Poesia Parnasiana: marcada pelo gosto exagerado na descrição nítida ou 
mimese. Concepções rígidas sobre a métrica e as rimas e preferência por 
temas greco-romanos, negando o mundo moderno.
Regionalismo: um dos primeiros sinais, visível na literatura e na pintura, 
a revelarem a preocupação com o homem rural e a cultura peculiar das 
cidades do interior. 
Temática: tema em que o artista se baseia para criar a sua obra.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II2�
UNIMES VIRTUAL
Exercício de auto-avaliação I
1) Nas primeiras décadas do século XX, existiu certa inquietação em relação a uma arte 
importada e uma definição de nossos artistas em relação ao nacional. Qual nome se deu 
a esse movimento?
Populismo
Regionalismo
Ditadura
Socialismo
2) Na arquitetura, o nativismo surgiu no Brasil por intermédio do arquiteto Ricardo Seve-
ro que, a partir de 1�1�, conclamou os arquitetos a projetarem residências e edifícios no 
estilo português e na arte colonial mineira e baiana. Qual nome se deu a essas constru-
ções, as quais fazem parte do ecletismo do início do século XX no Brasil?
Arquitetura Parnasianista
Arquitetura Romântica
Arquitetura Neocolonial
Arquitetura Clássica
3) O Monumento às Bandeiras é um projeto modernista dos anos 1�20, mas só foi inau-
gurado em 1��3 e se encontra no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Américo da Silva (1898-1960)
Victor Brecheret (1894-1955) 
John Graz (1891-1980)
Mário de Andrade (1893-1945)
�) Em 1�20, iniciaram-se os preparativos para comemorar cem anos de um grande acon-
tecimento no Brasil. Qual o nome do evento que ocorreu em 1�22?
Centenário da Independência 
Centenário da República
Centenário da Revolução de 22
Centenário da Marcha contra os 15
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 2�
UNIMES VIRTUAL
�) Segundo Oswald de Andrade, sua proposta não era voltar a uma vida natural, mas 
elaborar a construção de uma cultura alternativa àquela que as civilizações ocidentais e 
orientais elegeram como vencedora. Oswald pregava uma deglutição inspirada na morte 
do Bispo Sardinha pelos índios brasileiros em que a cultura européia decadente seria 
ingerida e remanejada ao gosto brasileiro. Uma utopia baseada nos conceitos das tribos 
indígenas. Estamos falando de que Movimento?
Das Tribos Indígenas
Antropofágico
Da Identidade Nacional
Antológico
a)
b)
c)
d)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II2�
UNIMES VIRTUAL
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 2�
UNIMES VIRTUAL
Unidade II
Brasil - Anos 30 do Século XX
 
Objetivos
Conhecer e classificar a história do Brasil no período a partir dos anos 30 do sé-
culo XX, bem como os elementos culturais e artísticos do período.
Plano de Estudo
Esta unidade conta com as seguintes aulas:
Aula: 0� - Brasil e as revoluções a partir de 1930 
Aula: 0� - Os elementos culturais e artísticos do período a partir dos anos 30 do 
 século XX no Brasil
Aula: 0� - O cenário artístico paulista a partir de 1930
Aula: 0� - O cenário artístico paulista - Grupo Santa Helena
Aula: 0� - O cenário artístico paulista - Grupo Seibi - Salão de Maio
Aula: 10 - O cenário artístico paulista - Família Artística Paulista - Sindicato dos 
 Artistas Plásticos
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II30
UNIMES VIRTUAL
Aula: 0�
Temática: Brasil e as revoluções a partir de 1�30
Na Unidade anterior observamos o Brasil, do início do século 
XX até o final dos anos 20. Na década de 1920, a sociedade 
brasileira conviveu com o lado moderno e o lado atrasado 
no Brasil. Esse conflito se manifestou em diversos setores sociais. Na área 
cultural, por exemplo, em fevereiro de 1922, eclodiu a Semana de Arte Mo-
derna. Durante os eventos em São Paulo – cidade que mais cresceu nesse 
período – diversos artistas escandalizaram o público no Teatro Municipal 
com obras inovadoras, as quais rompiam com a estética que vigorava. Os 
artistas provocaram enorme impacto na provinciana cidade, abrindo cami-
nho para a transformação do gosto estético da maioria dos brasileiros. 
 
Brasil e as Revoluções a partir de 1�30 
Em 1929, o presidente paulista Washington Luís lançou a candidatura de 
Júlio Prestes, outro paulista, para presidente do Brasil. Rompendo com a 
política do café-com-leite, essa candidatura forçou os mineiros a se aliarem 
com o Rio Grande do Sul e Paraíba, os quais formaram a Aliança Liberal em 
apoio ao gaúcho Getúlio Vargas para presidente. No mesmo ano, o mundo 
foi atingido pela crise econômica desencadeada pela Grande Depressão 
americana1. A Aliança Liberal prometia ajuda e atenção aos operários, 
anistia aos tenentes condenados e moralização na política. Mesmo assim, 
Júlio Prestes ganhou as eleições de março de 1930. Os setores radicais 
se revoltaram quando o vice-presidente João Pessoa, ex-governador da 
Paraíba, foi assassinado em Recife. Na tarde de três de outubro de 1930, a 
revolução eclodiu no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Pernam-
buco, espalhando-se pelo país. Vinte dias depois, o presidente Washing-
ton Luís foi deposto e Getúlio Vargas anunciou um governo provisório e 
prometeu uma nova era para o Brasil. Essa nova era significava uma nova 
atitude em relação à classe trabalhadora e às leis dos Sindicatos. 
Em São Paulo, depois de dois anos de tensão e manifestações contrárias, 
eclodiu a chamada Revolução Constitucionalista2. 
1 Grande Depressão americana – Crise econômica desencadeada pelo crack da Bolsa 
de Nova York em 1929. Com a depressão os preços do café despencaram e muitos fazen-
deiros brasileirosperderam tudo.
2 Revolução Constitucionalista – Os rebeldes paulistas assumiram o poder, mas foram 
deixados sozinhos pelas elites das outras regiões. Com isso, as forças federais derrota-
ram os paulistas em setembro de 1932.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 31
UNIMES VIRTUAL
A partir de 1934, os anos que se seguiram foram de intensa radicaliza-
ção política e de crises que acabaram levando a um golpe de Estado que 
instituiu o Estado Novo em 1937 - uma ditadura marcada pela violência 
e pelo controle rígido da população. No âmbito econômico, as principais 
características do Estado Novo foram o impulso à industrialização com o 
auxílio de capitais norte-americanos, o nacionalismo, o protecionismo e a 
intervenção do Estado na economia, com a criação de empresas estatais. 
 
Ao eclodir a Segunda Guerra Mundial3, o Brasil procurou 
manter uma posição de neutralidade em relação aos dois 
lados envolvidos no conflito. Somente em 1942, o Brasil de-
clarou guerra aos países do Eixo. Após o fim do Estado Novo e a deposição 
de Getúlio Vargas em 1945, o Brasil entrou em um período no qual se com-
binaram democracia, crescimento econômico e desenvolvimento cultural. 
3 Segunda Guerra Mundial (1939–1945) - Opôs os Aliados às Potências do Eixo. Foi o 
conflito que causou mais vítimas em toda a história da Humanidade.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II32
UNIMES VIRTUAL
Aula: 0�
Temática: Os elementos culturais e artísticos do 
período a partir dos anos 30 do século XX no Brasil 
 
Na aula anterior observamos o Brasil e as Revoluções a par-
tir de 1930 e a instituição do Estado Novo, em 1937, com 
Getúlio Vargas no poder.
O regionalismo se firmou nos anos 1930, principalmente, nas mãos dos 
escritores. Foram lançados: A bagaceira, de José Américo de Almeida1, 
em 1928; O Quinze, de Raquel de Queiroz2, em 1930; O país do carnaval, de 
Jorge Amado3, em 1931; Menino do engenho, de José Lins do Rego4, em 
1932; Clarissa, de Érico Veríssimo5, em 1933; Vidas Secas, de Graciliano 
Ramos6, em 1938.
Em 1931, no Rio de Janeiro, acontecia a 38ª Exposição Geral de Belas 
Artes, mais conhecida por Salão Revolucionário, organizada por Lúcio Cos-
ta e pela primeira vez aberta a artistas com orientação modernista e a 
fundação do Núcleo Bernardelli. O Núcleo com professores experientes 
como Quirino Campofiorito revelou, entre outros, Joaquim Tenreiro, José 
Pancetti e Milton da Costa (1915-88).
Mário Raul Moraes de Andrade (1893-1945), poeta, contista e romancista, 
crítico e ensaísta, lingüista, musicólogo e folclorista, um dos principais in-
tegrantes do modernismo, preocupado em abrasileirar sua linguagem, pu-
blicou nos anos 1920, depois de Paulicéia Desvairada e Macunaíma, mais 
algumas obras famosas. No final dos anos 1920, viajou para o Amazonas 
e o Nordeste para colher material musical, popular e folclórico. Seguiu 
a evolução dos modernistas escrevendo sobre eles em vários jornais de 
São Paulo e Rio de Janeiro e colaborou ativamente com o departamento 
1 José Américo de Almeida nasceu em Areia, Paraíba, em 1 de outubro de 1887. Faleceu 
na cidade de João pessoa em 10 de março de 1980. A publicação do romance A baga-
ceira, em 1928, projetou-lhe o nome em todo o país, com o destaque dado à literatura 
regionalista.
2 Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza - CE, no dia 17 de novembro de 1910. Faleceu, 
no dia 04 de novembro de 2003, na cidade do Rio de Janeiro.
3 Jorge Amado de Faria nasceu no dia 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, em 
Ferradas, distrito de Itabuna - Bahia. Faleceu no dia 06 de agosto de 2001 em Salvador, 
Bahia. 
4 José Lins do Rego (jornalista, romancista, cronista e memorialista) nasceu no Engenho 
Corredor, Pilar, PB, em 03 de julho de 1901, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12 de 
setembro de 1957.
5 Erico Veríssimo (1905-1975) - Natural de Cruz Alta, RS. Escritor de estilo simples, ex-
celente contador de histórias, uma das grandes expressões da moderna ficção brasileira.
6 Graciliano Ramos nasceu no dia 27 de outubro de 1892, no sertão de Alagoas. Faleceu 
em 20 de março de 1953.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 33
UNIMES VIRTUAL
de cultura da cidade de São Paulo até 1938, quando se mudou para o Rio 
de Janeiro. Em 1943, Mário de Andrade publicou Aspectos da literatura 
brasileira. 
Depois da Semana de Arte Moderna, o modernismo, na pintura, instalou-
se, aos poucos e demoradamente, na alma brasileira. São Paulo tornou-se 
a capital da cultura e das artes, com os artistas empenhados através de 
exposições e viagens a mostrar e disseminar a arte moderna. 
 
Conheça mais sobre Mário de Andrade em: ANDRADE, Má-
rio. Aspectos da literatura brasileira. São Paulo: Martins, 
1942. 
Além disso, no nosso banco de textos há um material sobre a vida do 
autor. Não deixe de ler!
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II3�
UNIMES VIRTUAL
Aula: 0�
Temática: O cenário artístico paulista a partir de 1�30 
Nas aulas anteriores conhecemos e classificamos a história 
do Brasil no período a partir dos anos 1930 e os elementos 
culturais e artísticos do período. Procure observar quantas 
obras e quantos artistas ainda são quase desconhecidos pela mídia bra-
sileira, mas de certa forma ajudam a constituir o mapa cultural e artístico 
moderno no Estado de São Paulo e, como conseqüência, a arte brasileira 
que hoje conhecemos. 
 
No início da década de 1930, no decorrer dos desenvolvi-
mentos artísticos individuais que resultaram da famosa Se-
mana de 22, houve, em São Paulo, a formação de grupos de 
artistas ligados ao crescimento industrial e à euforia cultural da capital: a 
Sociedade Pró-Arte Moderna (SPAM) e o Clube dos Artistas Modernos 
(CAM), no final de 1932. 
Nos anos 1930 e 1940, ao lado dos artistas oriundos de famílias da elite 
agrária ou da classe média ligada a profissões liberais, ao comércio e à in-
dústria, surgia a figura do artista (proletário oriundo da pequena burguesia 
em ascensão ou mesmo do operariado). As iniciativas artísticas desses gru-
pos fortaleceram e consolidaram o modernismo, pois ficou marcada a arte 
brasileira do país, bem como os artistas da geração seguinte - com uma 
tendência à moderação - adaptando a tradição acadêmica à inquietação dos 
modernos (resultado da tendência à negação da produção e das pesquisas 
modernas por grande parte da crítica brasileira que condena, como impró-
pria, a presença de alguns artistas e obras avançadas demais).
A Universidade de São Paulo foi criada em 1934, o que incentivou o clima de 
pesquisas. Professores franceses convidados para lecionar proporcionaram 
ao ambiente cultural da cidade um maior contato com os métodos objetivos 
da pesquisa e a publicação sobre arte nos meios de comunicação.
 
Os intelectuais do país buscavam a criação de novos espaços inspirados 
nos museus de arte moderna, fundados na Europa e Estados Unidos, prin-
cipalmente após os anos 1930.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 3�
UNIMES VIRTUAL
As mostras, seguindo a tradição antiga no País, realizavam-se em espa-
ços diversificados: desde entidades culturais e educacionais até hotéis de 
alto luxo, casas comerciais, livrarias, estúdios de fotógrafos ou mesmo 
recintos de lojas e armazéns temporariamente vazios e alugados para esse 
fim. [...] O velho centro, ou seja, o Triângulo e ruas adjacentes, desde os 
primeiros anos do século, hospedavam freqüentes mostras (ZANINI, 1991, 
pp. 28 e 29).
A sociedade e o meio cultural paulista, com os extintos CAM (1932-33) e 
SPAM (1932-34), puderam presenciar a formação do Salão de Maio, do 
Grupo Santa Helena e da Família Artística Paulista. 
A antiga Sociedade Paulista de Belas Artes, transformada em 1934 em 
Salão Paulista de Belas Artes, passou a aceitar a presença de artistas 
modernos ou menos conservadores.
O movimento moderno dos anos 1935 a 1945 tem como característica a 
pesquisa nos procedimentos técnicos impressionistas, a prática da pintu-
ra ao ar livre, a preocupação com o social e, principalmente, um interesse 
pela artede Paul Cézanne (1839 -1906). Os artistas modernos passaram 
a perceber que a pesquisa técnica é tão importante quanto a criação. Crí-
ticos como Mário de Andrade e Sérgio Milliet, atuantes nesse período, 
puderam reforçar o valor da técnica e do artesanato na arte.
 
Embora a temática dos expositores nos Salões de Arte Mo-
derna permaneça com a natureza morta, a paisagem e a 
figura humana, o tratamento, o estilo e a livre imaginação 
estão presentes, modernizando os temas. A estilização, o registro do co-
tidiano, o tipo humano trabalhador e humilde; os arredores da cidade de 
São Paulo e do interior são elementos que provam a busca dos artistas 
modernos por novos assuntos e procedimentos. 
 
Entre no nosso banco de textos e leia o material sobre essa 
aula disponível.
 
Até a próxima aula!
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II3�
UNIMES VIRTUAL
Aula: 0�
Temática: O cenário artístico paulista 
 - Grupo Santa Helena 
 
Na aula anterior observamos, de modo geral, o cenário artís-
tico paulista a partir de 1930. Vamos verificar a partir dessa 
aula os diversos grupos artísticos paulistas.
Grupo Santa Helena 
O Grupo Santa Helena teve início com a abertura do escritório, no Palace-
te Santa Helena situado na Praça da Sé, por Francisco Rebolo Gonzáles 
(1902-80) antes de 1935.
Em outra sala, instalou-se Mário Zanini (1907-71), artista amador, o qual 
já pintava ainda jovem ao lado de outros pintores na Praça da Sé. À noite, 
Rebolo e Zanini freqüentavam o Curso de Desenho da Escola Paulista de 
Belas Artes. Da união com outros alunos, como Alfredo Volpi (1896-1988), 
Fulvio Pennacchi (1905-92) e Manoel Martins (1911-79), completado por 
Aldo Bonadei (1906-74), Clóvis Graciano (1907-88), Humberto Rosa (1908-
48) e Alfredo Rullo Rizzotti (1909-72), originou-se o grupo que se reunia no 
Palacete para desenhar e trocar idéias sobre a arte. A afinidade do grupo, 
na maioria imigrante ou descendente de italianos, originou-se na ocupação 
profissional, na origem social e na naturalidade. 
A imagética ideológica que emanava de convicções formadas pelas ori-
gens operárias ou pequeno-burguesas de todos, dava-lhes consistente 
coesão ou uma aura coletiva, o que, no entanto, não obstrui a identifica-
ção de idiossincrasias. Do proletarismo de sua mentalidade [...] emanava 
naturalmente a linguagem do grupo em que ressoavam os fortes aspectos 
ítalo-brasileiros da cultura da cidade. (ZANINI, Catálogos, 1995, p. 9) 
Embora o Palacete fosse freqüentado por outros nomes, o Grupo Santa 
Helena configurava-se com nove nomes: 
Volpi, Rebolo, Pennachi, Bonadei, 
Graciano, Zanini, Rosa, Rizzotti e Mar-
tins. Situa-se entre os anos de 1935 e 
1937. Ao lado a obra Paisagem com 
Figuras, 1941, de Fulvio Pennachi 
(1905-92).
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 3�
UNIMES VIRTUAL
Segundo Lisbeth Rebollo Gonçalves, “em nenhum momento deu-se a elabora-
ção de qualquer regra que limitasse ou tentasse unificar, formalmente, as pers-
pectivas estéticas dos integrantes do Santa Helena” (GONÇALVES, 1976).
Alguns mostram-se atraídos pela figura humana, outros se dirigem para 
soluções livres, mas a atração da maioria está na paisagem. Juntos, saí-
am a pintar as regiões periféricas da cidade de São Paulo, constituídas de 
fábricas e pequenas chácaras. As áreas urbanas das cidades do interior e 
do litoral são representadas com o mesmo interesse, na produção artística 
livre da ideologia cultural que se estabelece na capital. 
Com talento e trabalho, os artistas 
do Santa Helena transcendem as 
fórmulas e tendências, introduzin-
do uma representação autêntica da 
paisagem brasileira. Ao lado a obra 
Paisagem, executada em 1942 por 
Humberto Rosa (1908-48).
 
 
Entre no banco de textos da nossa disciplina e leia o mate-
rial disponibilizado para você.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II3�
UNIMES VIRTUAL
Aula: 0�
Temática: O cenário artístico paulista 
 - Grupo Seibi - Salão de Maio
 
Na aula anterior reconhecemos algumas obras e artistas 
do início dos anos 1930 do século XX nas aulas anteriores. 
Uma das características desse período é a formação de gru-
pos de artistas. 
Grupo Seibi
Fundado por Hajime Higaki (1908-98), Shigeto Tanaka (1910-70), Takahashi 
(1908-1977), Yoshyia Takaoka (1909-78), Yuji Tamaki (1916-79) e Tomoo 
Handa (1906-96), em 1935, o Grupo de Artistas Plásticos de São Paulo 
– Seibi – reuniu artistas japoneses, alunos das aulas de Desenho e Modelo 
vivo da Escola Paulista de Belas Artes. Os integrantes realizaram a primei-
ra e única exposição no Clube Japonês, na capital paulista, em 1938. 
Em 1947, após o término da Segunda Guerra, 
os integrantes voltaram a se Reunir. Houve 
uma ampliação do número de pintores no 
ateliê, que foi reaberto publicamente. Ao lado 
a obra Rio de Janeiro, executada em 1951, 
de Yoshyia Takaoka (1909-78). 
 
Fonte: http://www.escritoriodearte.com.br/ - acesso em 20/02/2008. 
A partir de 1952, com a criação do Salão do Grupo Seibi, o espaço dos 
artistas nipo-brasileiros amplia-se frente ao meio artístico nacional, com 
exposições coletivas de Flávio-Shiró-Tanaka (1928-), Tadashi Kaminagai 
(1899-1985), Manabu Mabe (1924-97), Massao Okinaka (1913-2000), Shi-
geo Nishimura (1918-1983), Takeshi Suzuki (1908-1987), Tikashi Fukushi-
ma (1920-2001) e Tomie Ohtake (1913-).
Massao Okinaka, ao lado, dedicou 78 anos de sua vida 
ao sumiê1. 
Fonte: http://madeinjapan.uol.com.br 
acesso em 20/02/2008.
1 Sumiê - A arte em preto e branco. A técnica de pintura japonesa que retrata a forma e 
a essência dos objetos.
http://www.escritoriodearte.com.br/
http://madeinjapan.uol.com.br
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 3�
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Salão de Maio
O Salão de Maio foi organizado pela primeira vez em 1937 pelo pintor e 
crítico de arte Quirino da Silva (1897-1981), auxiliado por Geraldo Ferraz, 
crítico de arte, Paulo Ribeiro de Magalhães, Madeleine Roux e Flávio de 
Carvalho (1899-1973). 
Tarsila do Amaral (1886-1973), Cícero Dias (1907-2003), Cândido Portinari 
(1903-62) e Tomás Santa Rosa (1909-56) foram alguns pintores que envia-
ram obras para a exposição. 
O primeiro Salão de Maio foi um acontecimento em grande parte ligado 
às classes dominantes, claramente intelectuais, com tendência a ferir, no-
vamente, o público com as ousadias da arte moderna. Observaram-se 
a exclusão de outros expositores mais conservadores, muitos de classe 
mais baixa e alguns operários, o que fez surgirem opiniões dissidentes 
quanto à organização. 
As exposições se repetiram nos anos de 1938 e 1939, compondo diversas 
tendências e manifestações, acompanhadas de palestras, debates e publi-
cação da Revista Anual do Salão de Maio. 
Na lista dos expositores, percebe-se a integração dos modernos, mem-
bros do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista e outros artistas 
tradicionais.
Ao lado a obra Mestiço, executada em 1934 por 
Cândido Portinari (1903-1962). Acervo. Pinacote-
ca do Estado de São Paulo.
 
 
No nosso banco de textos você encontra dois textos muito 
interessantes. Não deixe de ver!
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�0
UNIMES VIRTUAL
Aula: 10
Temática: O cenário artístico paulista - Família 
Artística Paulista - Sindicato dos Artistas Plásticos
 
Estamos observando nas últimas aulas alguns grupos for-
mados na década de 1930 do século XX na cidade de São 
Paulo. 
Família Artística Paulista
A Família Artística Paulista surge com Waldemar da Costa, Paulo Rossi Osir 
(1890-1959), alguns artistas anônimos da Praça da Sé e outros já conheci-
dos, como Anita Malfatti (1889-1964), Ernesto de Fiori (1884-1945) e Vitto-
rio Gobbis. Recém-chegado de uma viagem de estudos na Europa, com livre 
transito no meio intelectual paulista, Rossi Osir se irritava e julgava leviana 
a camada mais alta da sociedade formadora do Salão de Maio ao impedir a 
entrada de elementos de uma classe mais simples de artistas. 
Em 10 de novembro de 1937, a primeira exposição da Família, formadapela 
turma do Grupo Santa Helena, Bonadei, Volpi, Clóvis Graciano, Penacchi, 
Humberto Rosa, Manoel Martins, Zanini e Rebolo Gonzáles; acrescentada 
pelos nomes de Anita Malfatti, Armando Balloni (1901-69), Arnaldo Barbo-
sa, Hugo Adami (1899-1999), Arthur Krug (1896-1964), Waldemar da Costa 
(1904-82), Joaquim Lopes Figueira, passa despercebida pelo público e igno-
rada pelos modernistas que os julgavam acadêmicos e ultrapassados. No 
entanto, não é intenção dos integrantes manterem a exclusão dos moder-
nos, pois eles próprios tendiam para correntes mais avançadas da arte.
Em Maio de 1939, foi realizado o II Salão da Família Artística Paulista na 
rua Líbero Badaró, 287, com os nomes de Cândido Portinari, Domingos 
Viegas de Toledo Piza (1887-1945), Anita Malfatti, Osir e Villanova Artigas 
(1915-85) entre os componentes do ‘Grupo Santa Helena’, Penacchi, Ri-
zzotti, Rebolo, Volpi, Graciano, Zanini, Bonadei e Martins.
Foi somente com a 2ª Exposição da Família, em 1939, que as coisas come-
çaram a melhorar, quando Mario de Andrade, que mal conhecia o trabalho 
de alguns elementos do grupo, [...] numa fuga a São Paulo, dá um pulo à 
exposição da Família, surpreende-se com o que vê e escreve o célebre 
artigo ‘Esta Paulista Família’, a 2 de julho de 1939, em O Estado de São 
Paulo (ALMEIDA, 1976, pp. 133 e 134).
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �1
UNIMES VIRTUAL
Em 1940, os integrantes da Família fizeram a última exposição no Rio de 
Janeiro, que contou com a presença de Ernesto de Fiori, Vittorio Gobbis, 
Malfatti, Piza, Bruno Giorgi (1905-93), Waldemar da Costa e os componen-
tes do Grupo Santa Helena. 
 
Há para essa vitória uma explicação muito significativa: a 
de que a orientação da Família Artística vinha ao encontro 
das aspirações do público, exausto e desiludido ante os ma-
labarismos intelectualizantes que vinham aos poucos destruindo a plás-
tica em nome de doutrinas econômicas e teorias científicas. A Família 
materializava essa reação do equilíbrio e da sensibilidade, da poesia e da 
plástica, do desenho e do valor, a que todos, no fundo, aspiravam (MILLIET, 
Catálogos, 1940).
Sindicato dos Artistas Plásticos
Em 1937, a Sociedade Paulista de Belas Artes, criada em 1921 e converti-
da em Salão Paulista de Belas Artes (SPBA), foi reconhecida pelo Ministé-
rio do Trabalho e se transformou no Sindicato dos Artistas Plásticos. 
Em 1936, haviam sido realizadas assembléias que visavam à criação do 
Sindicato. Em 12 de agosto desse ano, houve a Assembléia Geral extraor-
dinária [...], registrando-se o comparecimento de Alexandre Albuquerque, 
Ottone Zorlini, Roque de Mingo, Mário Zanini, José Cucê, Alfredo Volpi, 
Ângelo Simioni, Francisco Rebolo Gonsales, Fulvio Pennacchi e Adolpho 
Fonzari (ZANINI, 1991, p. 43).
O Sindicato abria as portas a todos os inscritos, sem seleção de correntes, 
excluindo-se o mais fraco simplesmente pelo bom senso. 
No processo da organização, os membros procuravam profissionalizar a 
atividade artística, encarando o artista como um operário. O que significa 
estar de acordo com as novas regras sociopolíticas vigentes a partir da 
Revolução de 30, que tinha por objetivo agrupar as diferentes classes de 
trabalhadores em sindicatos. 
Assinalando um período novo, o Sindicato 
dos Artistas Plásticos procurou proporcio-
nar eventos e organizar salões, até 1949, 
o que contribuiu para a consolidação das 
tendências modernas frente à saturação 
das idéias acadêmicas. Ao lado, a obra 
Bairro de Pinheiros, 1946, de Ottone Zorlini 
(1891-1977). Acervo Gianfranco Zorlini.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�2
UNIMES VIRTUAL
Durante os onze anos de funcionamento do Sindicato dos Artistas Plásti-
cos, aumentou, em relação aos conservadores, a predominância dos artis-
tas modernos; oferecia-se inclusive participação dos mesmos no conselho 
diretor e na comissão organizadora. 
[...] o Salão do Sindicato registrou sempre esse duplo comparecimento. 
A ala modernista, porém, afirmava-se com a participação contínua dos 
artistas [...] tanto de antiga carreira quanto em fase de formação. Esta-
vam entre os inscritos, incluindo muitos estrangeiros: John Graz, De Fiori, 
Takaoka, Quirino da Silva, João Goussef (1897-1953), Arthur Krug, Ângelo 
Simeone (1899-1974), Mick Carnicelli (1893-1967), Armando Balloni [...] 
Lothar Charoux (1912-87), Júlio Guerra (1912) [...] Maria Leontina (1917-
84), Alice Brill (1920) [...] Geraldo de Barros (1923), Manabu Mabe (1924), 
Sophia Tassinari (1927), Flávio-Shiró (Tanaka), Artur Luiz Piza [...] (ZANINI, 
1991, p. 44.).
 
Leia mais em: ZANINI, Walter. A Arte no Brasil nas Déca-
das de 1�30-�0. São Paulo: Nobel / EDUSP, 1991.
 
Visite o nosso banco de textos freqüentemente. Lá você 
sempre encontrará materiais interessantes para sua leitura. 
Entre no site abaixo e dê uma olhada nas obras estudadas.
 
http://www.itaucultural.org.br/ - acesso em 20/02/2008.
http://www.itaucultural.org.br/
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �3
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Resumo - Unidade II
Nessa segunda unidade foi possível conhecer e classificar 
a história do Brasil no período a partir dos anos 30 do sé-
culo XX e os elementos culturais e artísticos do período. 
O regionalismo se firmou nos anos 1930, principalmente nas mãos dos 
escritores. 
Reconhecemos o cenário artístico paulista a partir de 1930 e os diversos 
grupos constituídos. Descobrimos que nos anos 1930 e 1940, ao lado 
dos artistas oriundos de famílias da elite agrária ou da classe média ligada 
a profissões liberais, ao comércio e à indústria, surgia a figura do artista 
(proletário, oriundo da pequena burguesia em ascensão ou mesmo do ope-
rariado).
Assim, vemos surgir o Grupo Santa Helena, com os artistas Mário Zani-
ni, Alfredo Volpi, Fulvio Pennacchi, Manoel Martins, Aldo Bonadei, Clóvis 
Graciano, Humberto Rosa e Alfredo Rullo Rizzotti; e ainda o Grupo Seibi, a 
Família Artística Paulista, entre outros grupos. 
Observamos o surgimento do Salão Paulista de Belas Artes e, posterior-
mente, a constituição do Sindicato dos Artistas Plásticos. 
Assim, estudamos e reconhecemos os conceitos estéticos ligados à arte 
brasileira no período. 
Um grande abraço. Até a próxima unidade!
 
Referências Bibliográficas 
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________ . Dicionário de pintores brasileiros. Rio de Janeiro: Spala, 
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________ . PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO. A coleção per-
manente. São Paulo: Gráficos Burti, 2002.
_________ . A arte no Brasil nas décadas de 1�30-�0. São Paulo: No-
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Catálogos
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GONÇALVES, Lisbeth Rebollo. Introdução – Os Salões – Movimento Mo-
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PECCININI, Daisy. Introdução – Exposição Operários na Paulista. São 
Paulo: SESI e MAC / USP, 2002.
ZANINI Walter. Introdução – O Grupo Santa Helena. Museu de Arte Mo-
derna de São Paulo. São Paulo, jun. 1995.
 
Sites (acesso em 20/02/2008)
forumpermanente.incubadora.fapesp.br/portal/.instituicoes/mamsp/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fam%C3%ADlia_Art%C3%ADstica_Paulista
http://pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_Santa_Helena
http://www.itaucultural.org.br
http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo2/modernidade/eixo/
spam/index.html
http://www.pinacoteca.sp.gov.br/
http://www.releituras.com/marioandrade_bio.asp
http://www.saopaulo.sp.gov.br/saopaulo/ cultura/museus_pinac.htm
http://www2.uol.com.br/franciscorebolo/tempo/40.htm
www.pitoresco.com.br/brasil/fukushima/fukushima.htm
www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2005/ju302pag12.html
www.usp.br
forumpermanente.incubadora.fapesp.br/portal/.instituicoes/mamsp/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fam%C3%ADlia_Art%C3%ADstica_Paulista
http://pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_Santa_Helena
http://www.itaucultural.org.br
http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo2/modernidade/eixo/spam/index.html
http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo2/modernidade/eixo/spam/index.html
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http://www.releituras.com/marioandrade_bio.asp
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www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2005/ju302pag12.html
www.usp.br
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Exercício de auto-avaliação II
1) Rossi Osir se irritava e julgava leviana a camada mais alta da sociedade formadora do 
Salão de Maio ao impedir a entrada de elementos de uma classe mais simples de artis-
tas. Osir, Waldemar da Costa e alguns artistas anônimos da Praça da Sé, entre outros, 
foram responsáveis pela formação de qual grupo paulista?
Grupo Tapir
Grupo dos três irmãos
Família Artística Paulista
Família Unida de artistas
2) O grupo formado pelos seguintes artistas Volpi, Rebolo, Pennachi, Bonadei, Graciano, 
Zanini, Rosa, Rizzotti e Martins se situa entre os anos de 1�3� e 1�3�. De que grupo 
estamos falando?
Grupo Tapir
Família Artística Paulista
Grupo Santa Helena
Grupo do Palacete Paulista
3) Em 1�3�, a Sociedade Paulista de Belas Artes, criada em 1�21 e convertida em Salão 
Paulista de Belas Artes (SPBA), após ser reconhecida pelo Ministério do Trabalho, trans-
formou-se em:
Sindicato dos Artistas Plásticos.
Salão de Exposição Paulista
Salão de Arte Moderna de São Paulo
Sindicato dos Artistas de Pintura Moderna
�) Em 1�3�, foi criada uma universidade em São Paulo, a qual incentivou o clima de 
pesquisas. Professores franceses foram convidados para lecionar, proporcionando ao 
ambiente cultural da cidade, um maior contato com os métodos objetivos da pesquisa 
e a publicação sobre arte nos meios de comunicação. Estamos falando da universidade 
com a seguinte sigla:
USP
UFE
MAP
UFSP
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II��
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�) Fundado por Hajime Higaki (1�0�-��), Shigeto Tanaka (1�10-�0), Takahashi (1�0�-
1���), Yoshyia Takaoka (1�0�-��), Yuji Tamaki (1�1�-��) e Tomoo Handa (1�0�-��) em 
1�3�, o Grupo de Artistas Plásticos de São Paulo reuniu artistas japoneses, alunos das 
aulas de Desenho e Modelo vivo da Escola Paulista de Belas Artes. Os integrantes reali-
zam a primeira e única exposição no Clube Japonês, na capital paulista, em 1�3�. Esse 
grupo também é chamado de:
Grupo dos 19
Grupo Seibi
Grupo Tapir
Grupo dos 15
a)
b)
c)
d)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II ��
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Unidade III
Brasil - Anos �0 do Século XX
 
Objetivos
Conhecer e classificar a história do Brasil no período a partir dos anos 40 do sé-
culo XX e os elementos culturais e artísticos do período.
Plano de Estudo
Esta unidade conta com as seguintes aulas:
Aula: 11 - O cenário artístico paulista - A década de 40
Aula: 12 - O cenário artístico paulista - Grupos de artistas 
Aula: 13 - O cenário artístico paulista - MASP e MAM
Aula: 1� - O cenário artístico no Rio de Janeiro
Aula: 1� - Os pioneiros da arquitetura moderna
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�0
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Aula: 11
Temática: O cenário artístico paulista 
 - A Década de 1��0 
 
Na Unidade anterior conhecemos e classificamos a história 
do Brasil no período a partir dos anos 30 do século XX e os 
elementos culturais e artísticos do período. 
 
A década de 1��0
O período que coincidiu com a 2ª Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, determi-
nou uma fase de permanência no país por parte dos artistas impossibilitados de 
viajarem e manterem contatos com a arte européia. Artistas estrangeiros, da 
mesma forma, fixaram residência no Brasil integrando-se à cultura nacional.
Por outro lado, a guerra possibilitou algumas exposições da Europa e dos 
Estados Unidos no país. Entre elas, destacam-se: a Exposição de Arte 
Francesa, em 1940, as Exposições de Gravuras Britânicas Contemporâ-
neas e a Arte Contemporânea do Hemisfério Ocidental no ano de 1942. 
Em seguida, as exposições de Pintura Austríaca Contemporânea e Pintura 
Canadense Contemporânea, em 1944.
No início dos anos 1940, foram inauguradas a Livraria Brasiliense, a Ga-
leria Prestes Maia, situada na Praça do Patriarca, e a Galeria Itá à Rua 
Barão de Itapetininga, onde são realizadas importantes mostras individuais 
e coletivas. O Centro Paranaense no Edifício Martinelli e o ateliê de Clóvis 
Graciano, à Rua Xavier de Toledo, tornaram-se também locais de numero-
sas exposições na década de 1940. Em 1947, a Galeria Domus foi criada 
pelo casal Fiocca, a qual se dedicou somente às exposições de artistas 
modernos. No mesmo ano, o Museu de Arte de São Paulo foi entregue ao 
público. O hábito de grupos de artistas se reunirem para debater e trocar 
conhecimentos foi intensificado na cidade de São Paulo.
Residências, Cafés e, mais tarde, a Seção de Arte da 
Biblioteca Municipal, o Clube dos Artistas, o Museu 
de Arte de São Paulo, o Museu de arte Moderna e a 
Galeria Domus tornam-se pontos de encontro. [...] É 
sob o signo do desenvolvimento industrial do país e 
da conseqüente formação de classes urbanas mais 
diferenciadas e definidas de umaelite industrial que 
se acresce à agrária, de um ambiente propicio à mo-
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �1
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dernização, de um modo geral, que temos o estímulo 
para os acontecimentos histórico-artísticos do decê-
nio 40. (GONÇALVES, Catálogos, 1977)
 
Visite o site indicado e veja textos e imagens sobre a his-
tória do Brasil http://www.historiadobrasil.net/ - acesso em 
20/02/2008.
http://www.historiadobrasil.net/
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Aula: 12
Temática: O cenário artístico paulista 
 - Grupos de Artistas - O Clubinho
 
Observamos na aula anterior a década de 1940 e os movi-
mentos culturais do período. Continuemos com o cenário ar-
tístico paulista e a formação dos diversos grupos artísticos.
 
Grupos de artistas 
Na década de 1940, diversos grupos de artistas foram constituídos, na 
cidade de São Paulo, com a intenção de discutir as novas tendências e 
promover as exposições de seus integrantes. Outra razão, talvez a mais 
importante, foi o fator econômico. Com origem na classe média, eles se 
reuniam para dividir o aluguel e o custo de um modelo vivo para as aulas 
de desenho. 
Ao Grupo Santa Helena junta-
ram-se outros pintores ami-
gos, como: Ângelo Simioni e 
Ottone Zorlini (1891-1967). Ao 
lado, de Ottone Zorlini (1891-
1967), a obra Bairro de Pinhei-
ros, São Paulo, de 1946. Acer-
vo de Gianfranco Zorlini.
 
 
 
Ao lado esquerdo, a obra Ami-
gos, da década de 1960 de 
Ângelo Simeone (1899-1972) 
Acervo de Olympia Simeone 
Fontcuberta.
 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �3
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O Clubinho
Os pintores Paulo Rossi Osir, Alfredo Volpi, Mário Zanini, Rebolo Gonzalez 
e Quirino da Silva, no ano de 1945, formaram o Clubinho, uma associação 
com sede no Edifício Esther situado na Praça da República. 
O Clubinho, como era chamado, seria, entre todas as sociedades artísticas 
de São Paulo, a de vida mais longa e a menos polêmica. Promoveu expo-
sições, conferências e outros eventos, mas, pelos anos de 1950, suas 
funções culturais reduziram, tornando-se, sobretudo, lugar de convivência 
social. (ZANINI, 1991, p. 42)
Ateliê Osirarte
Paulo Rossi Osir fundou o ateliê-oficina de azulejos em 1940, convidando 
para integrantes, entre outros, Ernesto De Fiori, Mario Zanini (1907-71) e 
Alfredo Volpi (1896-1988). Trabalhavam nas salas, entre outros, Waldemar 
Cordeiro e Paolo Maranca. 
A empresa Osirarte executava e desenvolvia composições sobre painéis 
ou azulejos avulsos, com temas nacionais e populares, para diversos artis-
tas, entre eles Portinari e Burle Marx. 
Durante a década de 1940, a Osirarte promoveu diversas exposições em 
São Paulo, uma no Rio de Janeiro (1943) e duas na Argentina: Buenos 
Aires (1946) e Mendoza (1947). No início da década de 1950, Rossi Osir e 
Volpi afastaram-se da oficina, que já adquirira um caráter mais empresarial 
e cuja atuação se restringiu à execução de encomendas. (MODERNISMO, 
Catálogos, 1994, p. 20)
Exposição Antieixista
Em de 1943, ano seguinte à declaração, do presidente Getúlio Vargas, de 
guerra do Brasil ao Eixo, um grupo de pintores paulistas e cariocas mani-
festava-se contra o fascismo. 
 
[...] realiza-se a Exposição Coletiva Antieixista de que 
participam, entre outros, Paulo Rossi Osir, Alfredo 
Volpi, Rebolo Gonzales, Clóvis Graciano, Mário Zanini, 
Manoel Martins, Aldo Bonadei, Ângelo Simeone e Al-
fredo Rullo Rizzotti. (GONÇALVES, Catálogos, 1977.)
Visite o nosso banco de textos e leia o texto sobre arte dis-
ponível para você.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II��
UNIMES VIRTUAL
Aula: 13
Temática: O cenário artístico paulista 
 - MASP e MAM
 
Na aula anterior observamos a formação de alguns grupos 
de artistas nos anos 1940 em São Paulo, como o Clubinho 
e o Ateliê Osirarte, importante ateliê produtor de pintura em 
azulejos na década de 1940. 
MASP e MAM
A segunda metade da década de 1940 ficou marcada, no plano institucional, 
pela criação de dois museus importantes. Em 1947, foi criado o Museu de 
Arte de São Paulo, o MASP, pela iniciativa do jornalista Assis Chateaubriand. 
A constituição do acervo e organização, no entanto, fica sob a direção de 
Pietro Maria Bardi. A partir de 1968, o museu passou a contribuir para o 
campo didático e profissional, mantendo cursos e promovendo eventos im-
portantes no prédio projetado Lina Bo Bardi, na Avenida Paulista. 
Em 1948, instala-se o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o MAM, 
fundado por Francisco Matarazzo Sobrinho e orientado de início pelo crítico 
defensor das tendências abstratas, Léon Degand, organizador da Mostra 
do Figurativismo ao Abstracionismo, em março de 1949.
Os acervos europeus e das Américas aqui exibidos 
– com a participação de nomes-chaves da arte inter-
nacional – representaram um acesso valioso para os 
artistas locais, num tempo em grande parte avaro no 
proporcionar estadas de brasileiros no Exterior. (ZA-
NINI, 1991, p. 61)
I Exposição Circulante de Arte
Em 1947, o Departamento Estadual de Informações e a Divisão de Turismo 
e Expansão Cultural promoveram a I Exposição Circulante de Arte. 
Levada a algumas cidades do Interior, incluía 97 obras 
de pintores e escultores modernos e acadêmicos. Fi-
guravam na mostra expositores de gerações diversas, 
como Di Cavalcanti, Segall, Tarsila, Guinard, Bruno 
Giorgi, Volpi, Mário Zanini, Bonadei, Rebolo, Pennacchi, 
Manoel Martins, Humberto Rosa [...] Ângelo Simeone, 
Renné Lefèvre, Vicente Mecozzi, Danilo di Petre, Yolan-
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II ��
UNIMES VIRTUAL
da Mohalyi, Arcângelo Ianelli, Aldemir Martins (1922), 
Mário Gruber e Flávio-Shiró (Tanaka). (Ibid, p.45)
Grupo dos 1�
A Galeria Prestes Maia organizou no final dos anos 1940 uma exposição 
com a intenção de mostrar a arte jovem e moderna de São Paulo.
Dentre os expositores revelam-se: Maria Leontina (1917-84), Aldemir Martins, 
Marcelo Grassmann (1925-), Lothar Charoux (1912-87), Luis Sacilotto (1924-
), Otávio Araújo, Mário Gruber, Odetto Guersoni e Flávio-Shiró (Tanaka).
Em abril de 1947, nas salas da União Cultural Brasil 
- Estados Unidos de São Paulo, um grupo de jovens 
artistas expressionistas realizava sua primeira e única 
exposição coletiva. [...] O evento compreendia ainda 
uma série de palestras sobre arte moderna [...] Como 
movimento, o Grupo dos 19 revelou-se efêmero, os 
que o integravam possuíam entre si marcantes dife-
renças, que com os anos se acentuariam. (ARTE NO 
BRASIL, 1986, pp. 241-243)
Os 19 artistas presentes na Mostra não chegaram a constituir um grupo e 
fizeram parte, entre outros, de uma geração de pintores e desenhistas com 
grande diversidade estilística que trabalharam na metade final do século XX.
Grupo 1�
O Grupo 15, também chamado de ‘Grupo do Jacaré’, é fundado pelo pin-
tor Ioshiya Takaoka em 1948, ao alugar e dividir um ateliê com os outros 
integrantes, Atayde de Barros, Hajime Higaki, Kenjiro Masuda, Geraldo de 
Barros (1923-), Shigeto Tanaka, Takeshi Suzuki, Tamaki e Tomoo Handa. 
As dificuldades econômicas para manter um ateliê 
individual, a falta de um ambiente estimulante ao de-
senvolvimento de pesquisas em arte e a necessidade 
de abrir espaços ao diálogo e aos debates foram as 
principais razões que levaram à formação do Grupo. 
(MODERNISMO, Catálogos, 1994, p. 28) 
Grupo Guanabara 
O Grupo Guanabara surgiu no final de 1949, a partir de reuniões dos artis-
tas Takeshi Suzuki, Tamaki, Arcângelo Ianelli (1922-), Takaoka, Armando 
Pecorari, Tomoo Handa, entre outros, realizadas na oficina de molduras do 
pintor Tikashi Fukushima, em São Paulo.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II��
UNIMES VIRTUAL
Os artistas se reuniam com o objetivo de firmar as idéias e o desenvolvi-
mento de seus trabalhos sem, no entanto, fixar tendências rígidas ou uma 
determinada corrente artística. 
Na ultima exposição, em 1959, outros nomes foram incorporados ao Gru-
po Guanabara, como: Wega Nery (1912-), Manabu Mabe, Tomie Ohtake e 
Sofia Tassinari(1927-).
 
Pesquise a importância do MASP e do MAM para São Paulo. 
Pesquise mais alguns museus que foram criados para o de-
senvolvimento da arte e cultura no Estado de São Paulo. 
 
Visite os sites indicados e leia o material disponível no ban-
co de textos no ambiente virtual de aprendizagem.
http://masp.uol.com.br/ - acesso em 20/02/2008
www.mam.org.br/ - acesso em 20/02/2008
http://masp.uol.com.br/
www.mam.org.br/
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II ��
UNIMES VIRTUAL
Aula: 1�
Temática: O cenário artístico no Rio de Janeiro
Nas últimas aulas temos acompanhado o cenário artístico 
paulista e a formação de grupos de artistas, consolidando 
a arte moderna em São Paulo e no Brasil. Alguns desses 
artistas citados permanecem procurando uma saída para sua pintura, ou-
tros evoluem para um estilo próprio que muitas vezes não acompanha a 
tendência modernista, outros ainda evoluem no estilo e acompanham a 
arte contemporânea. 
O cenário artístico no Rio de Janeiro 
Salão Revolucionário 
Lúcio Costa, diretor da Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, 
organizou para 1931 uma Exposição Geral de Belas Artes, a fim de atrair 
os modernistas do Rio de Janeiro e São Paulo. Entre os que participaram 
dessa exposição encontravam-se os artistas: Anita Malfatti, Antonio Go-
mide, Bonadei, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Guignard, Henrique Bernardelli, 
Ismael Nery, John Graz, Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Victor Brecheret, 
Portinari e Waldemar da Costa. 
Núcleo Bernardelli
O Núcleo Bernardelli nasceu, em 1931, em oposição à Escola Nacional 
de Belas Artes do Rio de Janeiro. Os integrantes oriundos das camadas 
sociais mais baixas propunham um aperfeiçoamento técnico visando a 
profissionalização do artista, democratizando o Salão Nacional de Belas 
Artes. O núcleo funciona como ateliê livre até 1942. Entre os integrantes é 
possível citar Bustamante Sá, Joaquim Tenreiro, Milton Dacosta, Pancetti, 
Quirino Campofiorito, Takaoka, Edson Motta e Sigaud.
Grupo Portinari
Portinari atuou como professor de Pintura e Desenho no Instituto de Arte 
da Universidade do Distrito Federal no Rio de Janeiro a partir de 1935, ao 
lado de Burle Marx, Sigaud e Bianco entre outros. Com a instauração do 
Estado Novo, em 1937, o Instituto foi fechado. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II��
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Grupo Guignard
Alberto da Veiga Guignard (1896-1962) reunia em seu ateliê no Rio de 
Janeiro alguns alunos de 1943 a 1944, quando resolveu partir para Belo 
Horizonte, onde abriu sua própria escola na cidade até 1962.
Escolinha de Arte do Brasil
Foi fundada por um grupo de artistas e educadores, entre eles Augusto 
Rodrigues, Lúcia Alencastro Valentim e Margaret Spence, em 1948, no 
Rio de Janeiro. Entre os desdobramentos do movimento da educação pela 
arte, liderado pela escolinha, estão a criação do Ateliê Infantil, do Museu 
de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1952, por Ivan Serpa, e dos cursos 
universitários de licenciatura em Educação Artística em 1973. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II ��
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Aula: 1�
Temática: Os pioneiros da arquitetura moderna
Nas últimas aulas foi possível observar o cenário artístico 
paulista e a formação de diversos grupos de artistas.
Os pioneiros da arquitetura moderna
Na década de 1940, a arquitetura paulista inquietou-se, voltando-se para a 
modernidade por meio da instalação da Faculdade de Arquitetura da USP, 
da Universidade Mackenzie e de alguns arquitetos estrangeiros refugia-
dos da guerra, que chegavam à cidade. Os principais representantes da 
nova corrente são Rino Levi (1901-1965) e Oswaldo Arthur Bratke (1907-
1997), responsáveis por projetos residenciais e comerciais e pela difusão 
do Modernismo ou Racionalismo contemporâneo na classe média e na 
elite paulista. 
 
Ao lado, a obra arquitetônica pro-
jetada por Oswaldo Arthur Bratke 
(1907-1997), Fundação Maria Luisa 
e Oscar Americano, em 1952.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/
Oswaldo_Arthur_Bratke 
acesso em 20/02/2008
Rino Levi colaborou com a construção do Instituto de Arquitetos do Brasil, 
do qual participou com constância ao longo da vida, inclusive como um 
dos responsáveis pelo projeto do edifício-sede da seção paulista.
Com a participação de Roberto de Cerqueira César, a partir de 1945, e de 
Luiz Roberto Carvalho Franco, em 1951, Levi constituiu a Rino Levi Ar-
quitetos Associados, um escritório bem estruturado e que, ao longo das 
décadas, participaria de forma efetiva da conformação urbana da cidade 
de São Paulo, com projetos para edifícios e conjuntos arquitetônicos que 
abrigavam os mais diversos programas – cinemas, hospitais, teatros, ha-
bitações, fábricas, bancos, escritórios e até mesmo um complexo munici-
pal, o Centro Cívico de Santo André, seu último projeto.
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oswaldo_Arthur_Bratke
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oswaldo_Arthur_Bratke
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�0
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Oscar Niemeyer Soares Filho1 (1907-), carioca, consagrou-se com o projeto 
do conjunto arquitetônico da Pampulha em Belo Horizonte, Minas Gerais, 
com o intermédio do prefeito Juscelino Kubitschek, na década de 1940. Pela 
primeira vez, o concreto se sujeitava às formas inesperadas, pelas mãos do 
jovem arquiteto. Em seu projeto prevalecem as curvas e a liberdade. 
 
 
 
A igreja de São Francisco de Assis em Pampulha, Belo Horizonte (MG), 
projetada por Oscar Niemeyer, é a primeira igreja brasileira moderna, 
cujos espaços são definidos pelas abóbadas de concreto. Na fachada pos-
terior encontram-se os azulejos monocromáticos em tom azul pintados por 
Cândido Portinari.
 
Saiba mais sobre a arquitetura no Brasil na década de 
1940. Neste período, alguns arquitetos colocaram o País 
entre os primeiros no ranking internacional da indústria da 
construção civil. 
 
Fonte: http://www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/
artecult/arqurb/arquitet/apresent.htm 
acesso em 20/02/2008.
Entre no nosso banco de textos e leia os materiais disponíveis sobre a 
arquitetura do Brasil.
1 Niemeyer, Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares (1907-) - é um arquiteto brasileiro 
considerado um dos nomes mais influentes na Arquitetura Moderna internacional. Foi pio-
neiro na exploração das possibilidades construtivas e plásticas do concreto armado.
http://www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/artecult/arqurb/arquitet/apresent.htm
http://www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/artecult/arqurb/arquitet/apresent.htm
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �1
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Resumo - Unidade III
Nessa unidade classificamos a história do Brasil no período 
a partir dos anos 40 do século XX e os elementos culturais e 
artísticos do período. Conhecemos os pioneiros da arquite-
tura moderna e os grupos artísticos do período, assim como os conceitos 
estéticos ligados à arte brasileira no período.
Observamos que, durante a década de 1940, constituíram-se diversos gru-
pos de artistas na cidade de São Paulo com a intenção de se discutir as 
novas tendências e promover as exposições de seus integrantes, como o 
Clubinho e o Ateliê Osirarte, importante ateliê produtor de pintura em azu-
lejos. A segunda metade da década de 1940 ficou marcada, no plano ins-
titucional, pela criação de dois museus importantes, o Museu de Arte de 
São Paulo, o MASP, e o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o MAM. 
No Rio de Janeiro, verificamos a formação do Salão Revolucionário, Núcleo 
Bernardelli, Grupo Portinari, Grupo Guignard e Escolinha de Arte do Brasil.
Até o próximo encontro! Um grande abraço!
 
Referências Bibliográficas
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São Paulo: Martins, 1942, pp. 185-195.
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1986.
BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil.São Paulo: São Paulo Edi-
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ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�2
UNIMES VIRTUAL
BRILL, Alice. Mario Zanini e seu tempo – do grupo Santa Helena às 
Bienais. São Paulo: Perspectiva, 1984.
CANDIDO, Antonio. Literatura e Cultura de 1900 a 1945. in Literatura e 
Sociedade. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1973, pp. 109-138.
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LEITE, José R. Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de 
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Dois volumes.
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MARTINI, Fátima Regina Sans. O Grupo Tapir e a Pintura de Casarios. 
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PONTUAL, R. Gonçalves. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Rio de 
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ZANINI, Walter. História geral da arte no Brasil. São Paulo: Instituto Wal-
ter Moreira Salles, 1983.
_________. A Arte no Brasil nas Décadas de 1�30-�0. São Paulo: No-
bel / EDUSP, 1991.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �3
UNIMES VIRTUAL
Edições especiais
________ . ARTE NO BRASIL. A revolução da Arte Moderna. Comissão 
de Artes Plásticas da Secretaria de Cultura de São Paulo, SP: Nova Cultural 
Ltda. 1986.
________ . ARTE NO BRASIL. São Paulo: Abril Cultural, 1979. 
________ . HISTÓRIA GERAL DA ARTE NO BRASIL. Instituto Walther 
Moreira Salles, 1983. Coordenação Walter Zanini. 
________ . FUNARTE – 42 anos de premiações nos salões oficiais – 1934 
/ 1976, Rio de Janeiro: FUNARTE, 1977.
________ . PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO. A coleção per-
manente. São Paulo: Gráficos Burti, 2002.
 
Catálogos
GONÇALVES, Lisbeth Rebollo. Introdução – Os Grupos – A Década de 40. 
in Museu Lasar Segall: ciclo pintura brasileira contemporânea. São Pau-
lo, maio / jun. 1977.
ICONOGRAFIA PAULISTANA EM COLEÇÕES PARTICULARES. São Paulo: 
Sociarte, 1999.
MODERNISMO. Desdobramentos: marcos históricos. Instituto Cultural 
Itaú. São Paulo, 1994.
 
Sites (acesso em 20/02/2008)
forumpermanente.incubadora.fapesp.br/portal/.instituicoes/mamsp/
http://masp.uol.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oswaldo_Arthur_Bratke
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rino_Levi
http://www.historiadobrasil.net/
http://www.itaucultural.org.br/
http://www.museologia.org.br/index.php?option=com_content&task=vi
ew&id=228&Itemid=9
forumpermanente.incubadora.fapesp.br/portal/.instituicoes/mamsp/
http://masp.uol.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oswaldo_Arthur_Bratke
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rino_Levi
http://www.historiadobrasil.net/
http://www.itaucultural.org.br/
http://www.museologia.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=228&Itemid=9
http://www.museologia.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=228&Itemid=9
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www.pitoresco.com.br/brasil/fukushima/fukushima.htm
www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2005/ju302pag12.html
www.usp.br
 
Glossário
Catálogos: lista ou volume onde estão metodicamente descritos os livros 
e outros documentos. Também a lista documentada de uma exposição 
artística.
Artista amador: o artista que não estudou técnicas de pintura. 
Ateliê livre: espaço onde o artista trabalha e expõe suas obras.
MAM: Museu de Arte Moderna. Presente em vários estados do Brasil. 
MASP: Museu de Arte de São Paulo
Periódicos: revistas ou jornais com dia certo para circular.
Temática: tema em que o artista se baseia para criar a sua obra.
Sigla: reunião das letras iniciais dos vocábulos fundamentais de uma de-
nominação ou título. 
www.pitoresco.com.br/brasil/fukushima/fukushima.htm
www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2005/ju302pag12.html
www.usp.br
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Exercício de auto-avaliação III
1) Os pintores Paulo Rossi Osir, Alfredo Volpi, Mário Zanini, Rebolo Gonzalez e Quirino da 
Silva, no ano de 1���, formaram uma associação com sede no Edifício Esther situado na 
Praça da República, em São Paulo. Qual o nome dessa associação?
Grupo dos nove
O Edifício dos Cinco
O Clubinho
MAAB
2) Paulo Rossi Osir fundou o ateliê-oficina de azulejos em 1940, convidando entre outros 
integrantes Ernesto De Fiori, Mario Zanini (1�0�-�1) e Alfredo Volpi (1���-1���). Trabalha-
vam nas salas, entre outros, Waldemar Cordeiro e Paolo Maranca. Qual o nome do ateliê?
Ateliê dos Seis artistas
Ateliê dos Guignard
Ateliê Osirarte
Ateliê de Fiori
3) O Grupo do Jacaré foi fundado pelo pintor Ioshiya Takaoka, em 1���, ao alugar e dividir 
um ateliê com os outros integrantes, Atayde de Barros, Hajime Higaki, Kenjiro Masuda, 
Geraldo de Barros (1�23-), Shigeto Tanaka, Takeshi Suzuki, Tamaki e Tomoo Handa. Qual 
o outro nome desse grupo de artistas?
Grupo dos 19
Grupo dos 15
Grupo Americano
Grupo dos Cinco
�) A segunda metade da década de 1��0 foi marcada, no plano institucional, pela criação 
de dois museus importantes. Em 1���, foi criado o Museu de Arte de São Paulo, que, 
a partir de 1���, promoveu eventos importantes no prédio projetado Lina Bo Bardi, na 
Avenida Paulista. Em 1���, instalou-se o Museu de Arte Moderna de São Paulo. Respec-
tivamente, quais são as siglas desses dois museus?
MAPP e MAAB
MAM e MAB
MASP e MAM
MAM e MPBA
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II��
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�) O arquiteto carioca consagrou-se com o projeto do conjunto arquitetônico da Pampu-
lha em Belo Horizonte, Minas Gerais, com o intermédio do prefeito Juscelino Kubitschek, 
na década de 1��0. Em seu projeto prevalecem as curvas e a liberdade. Nos anos 1��0, 
o arquiteto também foi responsável pelos principais projetos arquitetônicos de Brasília.
Olívio Cruz
Manuel de Araújo
Alcides Miranda
Oscar Niemeyer
a)
b)
c)
d)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II ��
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Unidade IV
Brasil - Dos anos 50 ao final dos anos 60 do século XX
 
Objetivos
Conhecer e classificar a história do Brasil no período a partir de 1950 até o final 
de 1960 e os elementos culturais e artísticos do período.
 
Plano de Estudo
Esta unidade conta com as seguintes aulas:
Aula: 1� - Brasil de 1950 até o final de 1960
Aula: 1� - Os anos 1950 e a arte concreta brasileira em São Paulo
Aula: 1� - Arte Abstrata - Arte Abstrata Geométrica - Grupo Ruptura -
 Grupo Frente
Aula: 1� - Exposição Nacional de Arte Concreta - Exposição Nacional de Arte
 Neoconcreta - Informalismo
Aula: 20 - Os elementos culturais e artísticos a partir dos anos 60 do século XX 
 no Brasil 
Aula: 21 - Arquitetura de 1950 e 1960 - A resistência paulista 
Aula: 22 - Os anos 1960 nas artes visuais - Museu de Arte Contemporânea - 
 Mac / USP - Grupos: Austral e Rex
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II��
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Aula: 1�
Temática: Brasil de 1950 até o final de 1960 
Na unidade anterior observamos a arte e a cultura dos anos 
1940 até 1950 nas principais capitais, sobretudo na cidade 
de São Paulo, uma das cidades que mais incorporou o espí-
rito moderno cultural e artístico no Brasil. 
Brasil de 1950 até o final dos anos 60 
Nas eleições de 1950, Getúlio Vargas retornou ao poder eleito presidente 
da República de um Brasil muito diferente daquele que ele havia governa-
do. A população brasileira já apresentava 52 milhões de habitantes, e o 
Brasil vivia num regime democrático. 
O campo da produção de energia estava nos planos de nacionalismo de 
Getúlio. O projetoveio com a criação da Petrobrás, uma empresa que de-
veria ter o monopólio da extração e distribuição do petróleo no país, a fim 
de diminuir a dependência do Brasil em relação a outras nações e estimu-
lar o desenvolvimento nacional.
Em 1953, o alto custo de vida e a inflação começaram a gerar instabilidade 
no governo. Em 1954, as críticas se intensificaram. Sem resolver a crise 
econômica e política, Getúlio se suicidou no final de agosto de 1954.
Em 1955, o antigo prefeito de Belo Horizonte e governador de Minas Ge-
rais, Juscelino Kubitscheck, foi eleito presidente do Brasil. Em suas metas 
estavam o desenvolvimento dos setores de energia, transportes e indús-
trias. A indústria automobilística foi implantada, porém com grandes bene-
fícios para os investidores estrangeiros. 
Segundo JK, era necessária a criação de uma nova capital para o país e, 
de preferência, que integrasse o território e o interior do país. Para isso, o 
governo iniciou a construção de Brasília com projetos do arquiteto Oscar 
Niemeyer e do urbanista Lúcio Costa. A nova capital foi inaugurada em 
1960.
Nas eleições de 1960, Jânio Quadros foi o favorito. No combate à inflação, 
o país entrou em recessão e a população se descontentou rapidamente. 
Após sete meses de governo, Jânio renunciou à presidência, que passou 
para as mãos de João Goulart (Jango). 
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Vários setores da sociedade estavam descontentes com o 
caminhar da política brasileira. No campo, os trabalhadores 
criaram associações. Nas cidades, os sindicatos tornaram-
se mais combativos. A politização da sociedade foi ampla e a mobilização 
em defesa dos interesses e convicções políticas cresceu.
Goulart foi deposto em 1964 pelo comando militar. Os militares tomaram 
posse e implantaram a ditadura no Brasil. Muitos dos direitos constitucio-
nais foram suspensos e substituídos por uma série de medidas. A esse ato 
de força seguiram-se vinte anos de ditadura, quando os militares impuse-
ram seu projeto ao país. 
Os elementos culturais e artísticos a partir dos anos �0 do século XX 
no Brasil 
Numa tendência que começou nos anos 1950, centros urbanos situados 
fora do eixo Rio-São Paulo, como Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, 
Recife, Manaus, Campo Grande, Pelotas (RS), Blumenau (SC) e cidades do 
interior paulista, como Santos, Campinas e Ribeirão Preto participam da 
renovação artística, com novos espaços culturais, museus e galerias. 
Em 1950, Carlos Scliar e Vasco Prado fundaram o Clube de Gravura de 
Porto Alegre, influenciados pelo Realismo Socialista. O clube funcionou 
até 1956, quando os dois artistas e demais integrantes, entre eles Glauco 
Rodrigues e Danúbio Gonçalves, buscavam produzir uma arte nacional e 
combateram o abstracionismo das primeiras bienais.
Em 1951, foi criado o Salão Nacional de Arte Moderna no Rio de Janeiro. 
Em 1954, o III Salão ficou conhecido como Salão Preto e Branco, pois os 
artistas apresentavam somente obras nos dois tons em protesto à política 
protecionista do governo que impunha altas taxas à importação de tintas 
e materiais artísticos. Em 1977, os Salões de Arte Moderna e o de Belas 
Artes foram substituídos pelo Salão Nacional de Artes Plásticas.
Em 1952, Nise da Silveira fundou o Museu de Imagens do Inconsciente no 
Rio de Janeiro, o que representou uma nova atitude de valorização da arte 
dos deficientes mentais. 
Em Recife, de 1952 a 1957, funcionou o Ateliê Coletivo formado por Ivan 
Carneiro, Adão Pinheiro, Reinaldo Fonseca, entre outros. Em oposição ao 
universo acadêmico, os integrantes buscavam a valorização de uma arte 
brasileira, defendiam a democratização do ensino artístico e a integração 
entre o trabalho e a cultura popular. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�0
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Por meio das disciplinas de História da Arte Mundial I e II, 
você já deve ter notado que comentamos que, às vezes, 
podem parecer desnecessárias as informações políticas e 
sociais, mas, ao contrário, elas são sempre importantes e fazem parte da 
contextualização das obras e da vida do artista, pois pode transformar e 
determinar o estilo do artista e das obras do período artístico. 
 
Pesquise e elabore uma linha do tempo, a fim de ampliar 
seus conhecimentos com outras datas que possam ser im-
portantes e interessantes da história política e social do Bra-
sil; trace paralelos com os movimentos artísticos brasileiros. 
 
Entre no banco de textos da nossa disciplina no ambien-
te virtual de aprendizagem e leia os textos disponibilizados 
para você.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �1
UNIMES VIRTUAL
Aula: 1�
Temática: Os anos 1��0 e a Arte Concreta brasileira 
 em São Paulo
 
Investigamos na última aula o momento político e social, 
bem como os elementos culturais e artísticos a partir dos 
anos 50 do século XX no Brasil.
Os anos 1��0 e a Arte Concreta brasileira em São Paulo
Em 1951, finalmente, o industrial Francisco Matarazzo Sobrinho abriu a 
Primeira Bienal de São Paulo, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. 
Com a Bienal de São Paulo, obras do mundo inteiro chegaram ao Brasil, 
enquanto os artistas brasileiros encontravam-se presentes em todas as 
manifestações e tendências européias. Nesse período, surgiam as galerias 
de renome, e os grandes jornais passam a dedicar espaço às artes plásti-
cas e aos artistas brasileiros. A Bienal introduziu um novo período para as 
tendências contemporâneas. 
Esses eventos contribuíam, decisivamente, para integrar a cultura artística 
do país no tempo dinâmico das articulações em escala planetária, inician-
do-se uma nova fase cultural.
A arte contemporânea brasileira, considerada a 3ª geração moderna nas 
artes plásticas, tem seus registros ao longo dos anos 1950, e caracteri-
zou-se por uma participação ativa do público e um intenso intercâmbio 
internacional. As tendências dirigidas para a arte abstrata têm seu auge no 
movimento concreto a partir de 1955 e na arte informal a partir de 1958.
Alguns artistas, porém, seguiram poéticas menos aglutinantes, principal-
mente aqueles que preferiram permanecer na pintura figurativa, raramente 
estabelecendo polêmica com as tendências contemporâneas enquanto 
outros tantos fundiram elementos de várias correntes artísticas. 
Dessa terceira geração moderna, que surgiu paralelamente ao desenvol-
vimento industrial do país e ao realismo social, fizeram parte os projetis-
tas, ou designers, e os gravadores que alcançaram um considerável nível 
artístico e profissional. Alguns artistas mudavam de tema e de técnica 
à procura de um estilo próprio na representação fantástica, como Darel 
Valença Lins e Antonio Henrique Amaral.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�2
UNIMES VIRTUAL
Salão Paulista de Arte Moderna 
O Salão Paulista de Arte Moderna criado em 1951, no mesmo período da 
I Bienal de São Paulo, passou a firmar um espaço oficial para a divulgação 
contínua da arte moderna. Nas exposições havia prêmios de aquisição, 
medalhas, menções honrosas e concessão do prêmio de viagem para ci-
dades brasileiras, principalmente as históricas. Como conseqüência direta 
dessas viagens passaram a proliferar as pinturas de paisagens urbanas ou 
de casarios1. 
Alguns artistas, como Maria 
Leontina, Mario Zanini, Alfredo 
Volpi e Arcângelo, Ianelli, com 
formação figurativa, fizeram 
questionamentos quanto ao va-
lor da própria realidade sensível, 
o que transformou a pintura de 
casarios em linhas e formas 
cubistas numa tendência abs-
trata geométrica.
A cima, a obra Pintura, sem data, de Mário Zanini (1907-1971). Acervo. 
Pinacoteca do Estado de São Paulo. 
 
A linguagem renova-se, reduzida aos elementos essenciais na 
forma e na cor vibrante. Em Ianelli – do Figurativo ao Abstra-
to, Paulo Mendes Almeida escreveu sobre o artista: “em sua 
época figurativa, os temas eram: paisagens de campo, marinhas e casario”. 
Como figurativo, “ele retrata, de preferência, a paisagem urbana e o casario 
amontoado da cidade anárquicaem que vive”. (ALMEIDA, 1978, p.17)
1 A pintura de casarios recebe, a partir desse momento, uma crítica favorável desde 
que apresente uma intenção abstrata geométrica.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �3
UNIMES VIRTUAL
Aula: 1�
Temática: Arte Abstrata - Arte Abstrata Geométrica 
 - Grupo Ruptura - Grupo Frente 
 
Nas últimas aulas observamos um resumo dos movimen-
tos artísticos no Brasil nos anos 50 do século XX, bem 
como arte concreta na pintura e a formação do Salão 
Paulista de Arte Moderna.
Arte Abstrata
A arte abstrata, firmada na Europa e nos Estados Unidos logo após o fim 
da 2ª Guerra Mundial, difundiu-se no Brasil no mesmo período por meio de 
manifestações organizadas pelos museus de Arte Moderna de São Paulo e 
do Rio de Janeiro. As primeiras exposições da Bienal paulista e a atuação 
teórica de críticos, como Mário Pedrosa, com fundamentos da psicologia 
visual, levaram os artistas brasileiros à arte abstrata.
Arte Abstrata Geométrica
A vertente geométrica da arte abstrata prevalece no Grupo Ruptura em 
São Paulo e no Grupo Frente no Rio de Janeiro.
Grupo Ruptura 
Em 1952, formava-se em São Paulo o Grupo Ruptura, que reunia Lothar 
Charoux (1912-87), Waldemar Cordeiro (1925-73), Geraldo de Barros 
(1923-98), Kazmer Féjer (1922-), Leopoldo Haar (1910-54), Hermelindo 
Fiaminghi (1920-2004) Luís Sacilotto (1924-2003) e Anatol Wladislaw 
(1913-2004). O Grupo realizou uma única exposição. 
Ao lado, uma obra do ano de 1959 de 
Waldemar Cordeiro (1925 - 73).
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II��
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Ao lado, a obra Homenagem ao Volpi, 
de 1983, de Geraldo de Barros (1923-
98). Acervo. Pinacoteca do Estado de 
São Paulo.
 
Grupo Frente
Em 1954, Ivan Serpa (1923-73), Décio Vieira, Aloísio Carvão (1920-2001), 
Lygia Pape (1929-2004), Lygia Clark (1920-88) e Hélio Oiticica (1937-80) 
criaram O Grupo Frente, no Rio de Janeiro. 
Os dois grupos declararam-se contra a arte voltada para a simples cópia, o 
naturalismo e o expressionismo romântico; proclamando a arte como um 
tipo de conhecimento dedutível de conceitos, acima da mera opinião, e 
que necessita, para seu juízo, de conhecimento prévio. 
 
Saiba mais sobre a arte abstrata geométrica no Brasil. Você 
vai se surpreender com o nível dos artistas. O período da 
arte abstrata geométrica no Brasil foi excelente para a críti-
ca da arte. Em busca da linguagem universal, os artistas brasileiros esfor-
çaram-se para definir uma linguagem própria. Leia em WILDER, Gabriela 
Suzana, 1982 e QUEIROZ, Silvia de S., 2000. Acesse os sites de arte do 
período. Você também pode achar muitos textos interessantes em catálo-
gos do período e em sebos na sua cidade. 
Leia os textos disponíveis no nosso ambiente virtual e comente.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II ��
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Aula: 1�
Temática: Exposição Nacional de Arte Concreta - Ex-
posição Nacional de Arte Neoconcreta - Informalismo 
 
Observamos na última aula que o período da arte abstrata 
geométrica no Brasil é um período excelente para a crítica 
da arte. Em busca da linguagem universal, os artistas bra-
sileiros esforçam-se para definir uma linguagem própria. A arte abstrata 
geométrica brasileira se divide entre os pintores participantes de dois gru-
pos: Ruptura e Frente. 
No início, a preocupação dos grupos abstratos é ocupar os espaços da arte 
figurativa através das exposições, das polêmicas e dos manifestos. Com o 
tempo, as polêmicas se estenderam dentro da própria arte abstrata.
Exposição Nacional de Arte Concreta
Em Dezembro de 1956, realizou-se no Museu de Arte Moderna de São 
Paulo a I Exposição Nacional de Arte Concreta, com a presença de artistas 
plásticos e escritores do Rio de Janeiro e de São Paulo. Em 1957, a mostra 
é transferida para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro com a par-
ticipação de críticos, de artistas, poetas e teóricos, como Mário Pedrosa, 
Alfredo Volpi, Décio Pignatari, Ferreira Gullar, Waldemar Cordeiro, Oliveira 
Bastos e Alexandre Wollner. Apoiados pelo Suplemento Dominical do Jor-
nal do Brasil, os concretistas realizaram novas exposições no Ceará, em 
1957, e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1960. 
Exposição Nacional de Arte Neoconcreta
A primeira Exposição Nacional de Arte Neoconcreta efetivou-se no Museu 
de Arte do Rio de Janeiro, em 1959, reunindo Ferreira Gullar, Reinaldo Jar-
dim, Theon Spanudis, Lygia Clark, Lygia Pape, Franz Joseph Weissmann 
(1911-2005) e Amílcar de Castro (1920-2002). 
 
Ao lado, a obra, de Franz Josep Weiss-
mann, A Ponte, de 1958, em Ferro pinta-
do. 47,0 x 70,0 x 47,0 cm. 
Fonte: http://www.mac.usp.br/projetos/
seculoxx/ - acesso em 21/02/2008.
http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/
http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II��
UNIMES VIRTUAL
A Segunda mostra de arte Neoconcreta ocorreu no Palácio da Cultura e a 
terceira no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Ao grupo carioca unem-
se os artistas paulistas Willys de Castro (1926-88) e Hércules Barsotti 
(1914-), Antônio Maluf (1926-2005), Maurício Nogueira Lima (1930-99) 
e Judith Lauand (1922-). Alguns artistas contemporâneos permanecem 
isolados, com uma linguagem própria, entre eles: Alfredo Volpi, Arcângelo 
Ianelli e Maria Leontina. 
Informalismo
Tanto o Concretismo quanto o Neoconcretismo esgotaram-se em poucos 
anos. Já em 1959, o Informalismo se impunha como tendência estética 
na V Bienal de São Paulo. Oferecendo novos estímulos à corrente não-ge-
ométrica e evoluindo na arte abstrata, alguns artistas figurativos também 
começaram, a aderir ao movimento. 
Fazem parte do Informalismo os artistas, Iberê Camargo (1914-), Iolanda 
Mohalyi (1909-78), Felícia Leirner (1904-1996), Fayga Ostrower (1920-), 
Wega Nery (1912-), Franz Krajcberg, Loio-Pérsio (1927-) e Benjamim Silva 
e o grupo nipo-brasileiro: Tadashi Kaminagai (1899 - 1982); Manabu Mabe 
(1924-1997), Tomie Ohtake (1913-), Tikashi Fukushima (1920-2001) e Ka-
suo Wakabayashi. 
Wega Nery (1912) Perspectivas, 1963. 
Doação Fundação Bienal de São Paulo 
Fonte: http://www.mac.usp.br/exposico-
es/99/secarte/obras/wega.html 
acesso em 21/02/2008.
Entre no site indicado e conheça mais do trabalho de Amíl-
car de Castro, e, como sempre, não deixe de ler os textos 
do nosso banco. www.amilcardecastro.com.br/ - acesso 
em 21/02/2007. 
http://www.mac.usp.br/exposicoes/99/secarte/obras/wega.html
http://www.mac.usp.br/exposicoes/99/secarte/obras/wega.html
www.amilcardecastro.com.br/
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Aula: 20
Temática: Os elementos culturais e artísticos a 
partir dos anos �0 do século XX no Brasil 
 
Na aula anterior observamos as diversas exposições de 
Arte concreta e Neoconcreta no Brasil e o nascimento do 
Informalismo. 
Os elementos culturais e artísticos a partir dos anos �0 do século XX 
no Brasil 
Os anos de 1960 foram, sobretudo, os anos de uma juventude que trocava 
James Dean e Elvis Presley pela rebeldia de Che Guevara e Jimi Hendrix. 
De um lado o engajamento político, de outro a participação contra-cultural. 
A contracultura pregava o sexo, as drogas e o rock-’n’-roll�. 
As artes refletem no Brasil a euforia com a política desenvolvimentista de 
J.K. Na música popular, os novos tempos abrem espaço para o surgimento 
da Bossa Nova, uma música brasileira temperada pela elegância do jazz. 
Em 1964, Nara Leão resolveu mudar de opinião e reivindicar o retorno do 
samba. Estudantes e intelectuais iniciavam a cultura de protesto. Temas 
como o lavrador sem terra, o retirante na cidade grande, a reforma agrária, 
a revolução cubana e a revolução no Brasil alimentavam o clima da época. 
Nara Leão, João do Valle e Geraldo Vandré clamavam por justiça social. 
Nas tardes de domingo, outra vertente nascia nas vozes da Jovem Guar-
da: Roberto Carlos, Vanderléa, Erasmo Carlos e outros cantando o iê-iê-iê 
2e sonhando com a moda importada. 
A Tropicália funde cores, imagens e linguagens que resgatam as buscasdo Modernismo de 1922. Caetano e Gil procuravam entender a questão da 
identidade do homem tupiniquim. 
1 Rock-’n’-roll: actualmente, a palavra “rock and roll” tem diversos significados, seja para 
definir o rock tradicional ao estilo dos anos 50 ou para definir o rock surgido posterior-
mente, e até mesmo certas vertentes da música pop. Desde o final da década de 1950 
até meados da década de 1990, o rock foi provavelmente o estilo musical mais popular 
no mundo ocidental.
2 Iê-Iê-Iê era o rock-´n´-roll brasileiro da década de 1960. O termo surgiu a partir da ex-
pressão “yeah, yeah, yeah” presente em algumas músicas dos Beatles. O gênero ficou pop-
ular no país a partir do programa Jovem Guarda, exibido na TV Record de 1965 a 1968.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II��
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A partir das estéticas do Neo-realismo italiano3 e da Nouvelle Vague 
francesa4, nascia no Brasil o Cinema Novo. Entre 1963 e 1964, com Vidas 
Secas, de Nelson Pereira dos Santos, e Deus e o Diabo na Terra do Sol, de 
Glauber Rocha, o projeto do Cinema Novo ganha maturidade. 
Os anos de 1960 ainda tornaram-se o cenário para a forma-
ção do Teatro de Arena e para o Centro Popular de Cultura 
– CPC, interrompidos pelo Golpe de 64. O Teatro de Oficina 
recuperou o público em 1967 com a peça O Rei da Vela, de Oswald de 
Andrade. 
3 O Neo-realismo italiano foi um movimento cultural que surgiu na Itália ao final da Se-
gunda Guerra Mundial. As suas maiores expressões ocorreram no cinema e na literatura.
4 A Nouvelle Vague surgiu na França no final de 1950 com um denominador comum: a 
alteração no sistema de produção, o tratamento de temas considerados tabus, a experi-
mentação na linguagem cinematográfica e o enfoque do homem contemporâneo.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II ��
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Aula: 21
Temática: Arquitetura de 1��0 e 1��0 
 - A resistência paulista 
 
Verificamos na última aula os movimentos culturais em 
1960 no Brasil.
Arquitetura de 1��0 e 1��0
A Arquitetura moderna brasileira disseminada pelo Brasil inteiro em cida-
des como Aracajú, Recife, Campo Grande, Uberlândia, Juiz de Fora e Natal 
alcançou uma penetração e uma divulgação internacional impressionan-
tes, adentrando os anos de 1950 como um dos alvos principais do olhar 
estrangeiro. Esta época, para o Brasil, foi um momento sem igual para 
o desenvolvimento da auto-imagem da nação. Isto não se deve apenas 
ao sucesso de sua arquitetura moderna no estrangeiro, mas ao relativo 
otimismo, relativa estabilidade política e econômica e principalmente à 
aceleração do modelo de desenvolvimento nacional (LARA, 2005).
A partir dos trabalhos em Pampulha, em 1950, o arquiteto Oscar Nie-
meyer manteve-se em constante ascensão. “Sua obra mostra grande 
capacidade criadora numa permanente busca de soluções.” (ARTE NO 
BRASIL, 1986, p. 267) 
Em 1953, Niemeyer projetou a estrutura paisagística e arquitetônica do 
Parque do Ibirapuera que abriga o Museu de Arte Moderna de São Paulo. 
A capacidade criadora de Niemeyer tem no Brasil a grande realização na pro-
messa de campanha de Juscelino Kubitschek. Quando do concurso público 
para a escolha do chamado Plano Piloto da futura capital Brasília, o projeto 
de Niemeyer pôde vencer ao lado do plano urbanista de Lúcio Costa. 
A construção de Brasília influencia várias gerações de arquitetos. Os jo-
vens, diante da monumentalidade do projeto de Brasília, sentem a neces-
sidade de dispor de sua profissão a serviço dos destinos da nação. 
Tendo como base o funcionalismo de Le Corbusier, os arquitetos, influen-
ciados por Niemeyer se “caracterizam por uma permanente intenção 
plástica, suavidade no tratamento dos materiais, leveza de composição, 
formando um racionalismo belo” (ARTE NO BRASIL, 1986, p. 273). Es-
ses princípios estão presentes nas obras construídas em 1960 e início de 
1970, na cidade do Rio de Janeiro. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�0
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A resistência paulista
“O triunfo dos princípios de Le Corbusier, encampados e retransformados 
pelo círculo de Niemeyer esbarra na resistência ativa, embora restrita dos 
arquitetos paulistas” (ARTE NO BRASIL, 1986, p. 274). Em São Paulo, os 
arquitetos passaram a simpatizar com os princípios orgânicos de Frank 
Lloyd Wright, em que predominam a intuição e os sentimentos interiores, 
divergindo frontalmente com os ideais racionalistas. A simplicidade passa 
a diluir-se na paisagem e os materiais passam a ser os mais tradicionais, 
como a madeira e a pedra, segundo os princípios dos seguidores do arqui-
teto Vilanova Artigas, desde o final de 1940. 
Porém, a partir do início de 1950, Artigas resolveu abandonar a inspiração 
orgânica, a fim de integrar-se ao Racionalismo para, logo depois, orientar-
se pelo Brutalismo, o qual se torna uma verdadeira escola paulista, valori-
zando o que se denomina “verdade” na arquitetura. 
A expressão “brutalismo”, que surgiu na Inglaterra em 1954, tanto expres-
sa o amor pelo concreto bruto aparente e pelos materiais sem revestimen-
to quanto pelo aspecto brutal, antidecorativo e às vezes opressivo, dessas 
obras que, segundo alguns criadores, está de acordo com a fisionomia 
pesada e deselegante de uma cidade industrial e desordenada como São 
Paulo (ARTE NO BRASIL, 1986, p. 275).
Em 1964, Artigas foi preso e Niemeyer obrigado a deixar o país por ra-
zões políticas. Embora os alunos tenham levado adiante, com vigor e bri-
lhantismo, as propostas fundamentais dos dois grandes mestres, não se 
formaram novas idéias com correntes alternativas nas universidades de 
arquitetura do Brasil. 
 
Leia o texto de Fernando Lara disponível no nosso ambiente 
virtual.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �1
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Aula: 22
Temática: Os anos 1��0 nas artes visuais - Museu de Arte 
Contemporânea - Mac/USP - Grupos: Austral e Rex
 
Observamos na aula anterior a arquitetura de 1950 e 1960 
no Brasil e a resistência da arquitetura em São Paulo, jun-
tamente com o estilo do Brutalismo, iniciado pelo arquiteto 
Villanova Artigas.
Os anos de 1��0 nas artes visuais
Nas artes, as transformações foram mais acentuadas, pois artistas da jo-
vem geração enveredaram por trajetórias ainda mais ousadas. Distancian-
do-se da ditadura das abstrações e optando por uma dimensão livre em 
seus trabalhos, os artistas buscavam variedades e composições livres no 
uso dos meios expressivos, suportes e materiais inusitados, como borra-
cha, plástico, sobras industriais, tubos e resíduos. 
Marta Traba, em Duas décadas vulneráveis nas artes plásticas latino-ame-
ricanas, expõe a condição do Brasil na década de 1960 e 1970: “coincide 
com um impulso econômico que o arranca violentamente do subdesen-
volvimento e altera de forma radical sua fisionomia e seus costumes”. 
(TRABA, 1977, p. 130)
Os “ismos” passaram a proliferar no mundo todo e a figura foi retomada. 
Os jovens artistas resolveram expressar a sociedade de consumo e se 
apropriaram da linguagem dos meios de comunicação. A figuração quase 
sempre tem uma função crítica, quando não, adquire uma neutralidade 
ideológica, como é o caso da Pop Art ou do Hiper-realismo. 
Os anos de 1960 e o fim das discussões em torno da abstração, por outro 
lado, permitiram a recuperação da figura em uma situação nova [...] deri-
vada da Pop, mas também por vezes com raízes em outras áreas, como 
a do realismo fantástico, [...] a revalorização da figura, no entanto, não se 
observa no campo da pintura, ao menos se entendida em sua acepção tra-
dicional. Em verdade, esta começa a desaparecer do cenário, naquele mo-
mento rejeitada como o meio burguês pela maioria dos artistas jovens. [...] 
as formas tradicionais de fazer (e ver) arte tornavam-se de todo obsoletas, 
exigindo do artista e do público uma abordagem nova e que nada tinha a 
ver com o ideal de apreciação estética em que aqueles gêneros tinham 
sua origem histórica e sua fundamentação teórica. (DESENHO MODERNO 
NO BRASIL, Catálogos, 1993, p. 15)
ESTÉTICA E HISTÓRIADA ARTE BRASILEIRA II�2
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A ruptura com os concretos, neoconcretos e informais, presentes na dé-
cada anterior, ocorreu no final de 1963 com o primeiro happening realizado 
em São Paulo por Wesley Duke Lee (1931-). Dois anos depois, a coletiva 
Opinião 65, organizada pelos marchands Jean Boghici e Ceres Franco, no 
MAM / RJ, reúne artistas brasileiros dispostos a voltarem à figuração, 
porém, com uma tomada de posição frente ao momento político e social. 
O movimento de artistas como Antônio Dias (1944-), Glauco Rodrigues, 
Hélio Oiticica, Carlos Vergara e Waldemar Cordeiro, tem continuidade nas 
Mostras Opinião 66 e Nova Objetividade. A vanguarda brasileira distingue-
se por um conteúdo de contestação política frente ao regime ditatorial 
instaurado em 1964.
Na FAAP, em São Paulo, Waldemar Cordeiro pôde organizar o evento Pro-
postas 65, com exposições e debates e Propostas 66, na Biblioteca Públi-
ca de São Paulo, com seminários sobre a arte brasileira. A Pop Art uniu-se 
ao Concretismo.
Para além do eixo Rio de Janeiro e São Paulo, o artista Rubem Valentim 
(1922-91) executou obras à procura da ancestralidade africana e Nelson 
Leiner expôs O Porco Empalhado no IV Salão de Brasília em 1967. Aceito 
pelo júri como obra de arte original, serviu de pretexto ao artista para rui-
dosos comentários contra os salões e os críticos de arte. 
Em 1968, a situação interna do país, com a ditadura e o AI-5, e a situação 
externa, com a Primavera de Praga e o Maio de �968 francês, impulsiona-
ram a arte brasileira para um engajamento político-participativo. A II Bienal 
da Bahia foi fechada pela censura militar. 
 
Era a desmistificação e também a dessacralização da arte: 
antes território quase religioso onde o artista e o leigo deve-
riam entrar com a cabeça baixa e falar com respeito, a arte 
passou a ser o território da liberdade por excelência. [...] Neste espaço de 
liberdade possível, o que mais valia era a capacidade de experimentar e de 
descobrir, de realizar de algum modo uma espécie de prestação de contas 
com a sociedade e com a História. [...] Os salões e as coletivas tinham 
precedência sobre as individuais (ANOS 60/70, Catálogos, 1993, p. 25).
No auge da repressão em 1969, a X Bienal de São Paulo foi cancelada e os 
artistas jovens saíram às ruas, inventando a arte como ação, com Mostras 
em praças públicas. “O certame viu-se fortemente perturbado pelo boicote 
dos melhores grupos de artistas, que o abandonaram por motivos políticos 
em ato de protesto contra a atuação do rigoroso regime militar”. (TRABA, 
1977, p.131)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �3
UNIMES VIRTUAL
Museu de Arte Contemporânea – Mac / USP
O Museu foi criado em 1963, por Ulhôa Cintra e Walter Zanini, com parte do 
acervo do MAM / SP, ao ser extinto. As exposições: Jovem Arte Contem-
porânea, de 1967 a 1974, foram idealizadas por Zanini com a intenção de 
manter as atividades artísticas dos alunos e professores da universidade. 
Elas incentivaram e divulgaram a produção de jovens artistas cujas propos-
tas pretendiam ultrapassar o “abstracionismo construtivo ou expressivo” 
produzido em 1950 e aproximar-se das tendências internacionais ligadas à 
Pop Art e ao Nouveau Realisme (ANOS 60, Catálogos, 1994, p. 22). 
Grupos: Austral e Rex
O Grupo Austral, fundado por Walter Zanini em 1964, uniu artistas brasilei-
ros com tendências ao Surrealismo e Abstração lírica. Constituindo-se ele-
mento de ligação com o Phases, criado na França, Zanini indicou artistas 
nas participações internacionais e organizou no MAC / USP a exposição 
Grupo Austral do Movimento Phases, em 1967.
Composto pelos artistas Fajardo, Frederico Nasser, Geraldo de Barros, Nel-
son Leiner (1932-), José Resende e Wesley Duke Lee (1941-), o Grupo Rex 
foi criado como uma reação ao mercado tradicional e mostras de arte. 
Com a proposta de uma nova comunicação com o público, através de uma 
arte experimental, o grupo se propunha a criar e desenvolver uma arte 
irreverente a fim de promover exposições, hapennings e palestras como 
informação. 
Em 1967, a Exposição-Não-Exposição encerrou as atividades do Grupo 
Rex com o público destruindo as obras expostas. 
 
http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo4/rex/
intro.html - acesso em 21/02/2008.
http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo4/rex/intro.html
http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo4/rex/intro.html
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II��
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Resumo - Unidade IV
Conhecemos nessa quarta unidade a história do Brasil no 
período que abrange de 1950 até o final de 1960.
Aprendemos que a Primeira Bienal de São Paulo, no Museu de Arte Mo-
derna de São Paulo, atraiu obras do mundo inteiro ao Brasil. Os artistas 
brasileiros encontravam-se presentes em todas as manifestações e ten-
dências européias. 
Vimos o desenvolvimento da arte concreta na pintura, bem como a for-
mação do Salão Paulista de Arte Moderna. A Arte Abstrata Geométrica 
despontou através do Grupo Ruptura em São Paulo e do Grupo Frente no 
Rio de Janeiro. Observamos logo depois a Exposição Nacional de Arte 
Neoconcreta.
Acompanhamos o Concretismo e o Neo-Concretismo esgotando-se em 
poucos anos e o Informalismo se impondo como tendência estética. 
Observamos que a música popular abriu espaço, em 1960, para o surgi-
mento da Bossa Nova, uma música brasileira temperada pela elegância do 
jazz, e, nas tardes de domingo, outra vertente nascendo nas vozes da Jo-
vem Guarda. A Tropicália funde cores, imagens e linguagens que resgatam 
as buscas do Modernismo de 1922. 
A arquitetura moderna brasileira disseminada pelo Brasil inteiro alcançou 
uma penetração e uma divulgação internacional impressionantes. 
Nas artes, examinamos as transformações em que artistas da jovem ge-
ração enveredavam por trajetórias ainda mais ousadas. Distanciando-se 
da ditadura das abstrações e optando por uma dimensão livre em seus 
trabalhos, os artistas buscavam variedades e composições livres no uso 
dos meios expressivos, suportes e materiais inusitados, como borracha, 
plástico, sobras industriais, tubos e resíduos. 
Finalmente, observamos a formação do Museu de Arte Contemporânea 
– Mac / USP, cuja intenção é manter as atividades artísticas dos alunos e 
professores da universidade. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II ��
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Referências Bibliográficas
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ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II��
UNIMES VIRTUAL
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Edições Especiais
________ . ARTE NO BRASIL. A Revolução da Arte Moderna. Comissão 
de Artes Plásticas da Secretaria de Cultura de São Paulo, SP: Nova Cultural 
Ltda.,1986.
________ . FUNARTE – 42 anos de premiações nos salões oficiais 
– 1934 / 1976, Rio de Janeiro: FUNARTE, 1977.
________ . PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO. A coleção perma-
nente. São Paulo: Gráficos Burti, 2002.
________. PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO. São Paulo: Ban-
co Safra, 1994.
 
Catálogos
ICONOGRAFIA PAULISTANA EM COLEÇÕES PARTICULARES. São Pau-
lo: Sociarte, 1999.
ABSTRACIONISMO. Marcos históricos. São Paulo: Instituto Cultural Itaú, 
1994.
ANOS �0: A VOLTA À FIGURA. Marcos históricos. São Paulo: Instituto 
Cultural Itaú, 1994.
ANOS �0 / �0. Coleção Gilberto Chateaubriand. 1993.
 
Sites (acesso em 21/02/2008)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinema_Novo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Linha_do_tempo_da_Hist%C3%B3ria_Univer-
sal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Na_Onda_do_I%C3%AA-i%C3%AA-i%C3%AA
http://www.areliquia.com.br/Artigos%20Anteriores/71PintBras.htm
http://www.auniao.pb.gov.br/v2/index.php?option=com_content&task=
view&id=4631&Itemid=67
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http://pt.wikipedia.org/wiki/Linha_do_tempo_da_Hist%C3%B3ria_Universal
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ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II ��
UNIMES VIRTUAL
http://www.bolsadearte.com/realizados/nov2005/abs.htm
http://www.brasilescola.com/historiab/governos-militares.htm
http://www.caracol.imaginario.com/paragrafo_aberto/nsr_raizes.html
http://www.itaucultural.org.br
http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo2/modernidade/eixo/
spam/index.html
http://www.pinacoteca.sp.gov.br/
LARA, Fernando. http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp276.
asp. Texto Especial 276 – fevereiro, 2005
www.artbr.com.br/casa/
www.unesp.br
 
Glossário
 
Brutalismo: princípios arquitetônicos baseados no emprego do concreto 
bruto aparente e pelos materiais sem revestimento. 
Catálogos: lista ou volume onde estão metodicamente descritos os livros 
e outros documentos. Lista documentada de uma exposição artística.
Concretismo: designação dada pelo suíço Max Bill (1908) à escola que 
procura apresentar obras que partem da realização de uma imagem au-
tônoma, não originada de modelo natural, e que se utiliza de elementos 
visuais ou táteis; arte concreta.
Informalismo: que não apresenta formas definidas
JK: Sigla que representa Juscelino Kubitscheck.
Marchand: representante que trabalha e vende o produto do artista.
Periódicos: revistas ou jornais com dia certo para circular.
Sebo: livrarias especializadas em livros, revista e catálogos antigos.
Sigla: reunião das letras iniciais dos vocábulos fundamentais de uma de-
nominação ou título. 
http://www.bolsadearte.com/realizados/nov2005/abs.htm
http://www.brasilescola.com/historiab/governos-militares.htm
http://www.caracol.imaginario.com/paragrafo_aberto/nsr_raizes.html
http://www.itaucultural.org.br
http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo2/modernidade/eixo/spam/index.html
http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo2/modernidade/eixo/spam/index.html
http://www.pinacoteca.sp.gov.br/
LARA, Fernando. http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp276.asp. Texto Especial 276 - fevereiro, 2005
LARA, Fernando. http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp276.asp. Texto Especial 276 - fevereiro, 2005
www.artbr.com.br/casa/
www.unesp.br
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II��
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Exercício de auto-avaliação IV
 
1) Vários setores da sociedade estavam descontentes com o caminhar da política bra-
sileira. No campo, os trabalhadores criaram associações. Nas cidades, os sindicatos 
tornaram-se mais combativos. A politização da sociedade foi ampla e a mobilização em 
defesa dos interesses e convicções políticas cresceu. O Presidente Goulart foi deposto 
pelo comando militar. Os militares tomaram posse e implantaram a ditadura no Brasil. Em 
que ano ocorreu esse movimento?
1999
1964
1958
1998
2) Em que ano foi criado o Salão Nacional de Arte Moderna no Rio de Janeiro?
1951
1952
1953
1954
3) O nome do arquiteto responsável pelos projetos junto a Lúcio Costa em Brasília estava 
em ascensão desde os trabalhos efetuados em Pampulha, em Minas Gerais, em 1��0. 
Estamos falando de:
Marcos Zerbini
Oscar Niemeyer
Alfred Kubin
Blaise Cendrars
4) A partir do início de 1950, o arquiteto abandonou a inspiração orgânica a fim de inte-
grar-se ao Racionalismo para, logo depois, orientar-se pelo Brutalismo, o qual se torna 
uma verdadeira escola paulista, valorizando o que se denomina “verdade” na arquitetura. 
Estamos falando de:
Marcos Zerbini
Oscar Niemeyer
Vilanova Artigas
Le Corbusier
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II ��
UNIMES VIRTUAL
5) Em que ano, finalmente, o industrial Francisco Matarazzo Sobrinho abriu a Primeira 
Bienal de São Paulo, no Museu de Arte Moderna de São Paulo?
1951
1952
1953
1954
a)
b)
c)
d)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�0
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ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �1
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Unidade V
Brasil - Anos �0 do Século XX
 
Objetivos
Conhecer e classificar a história do Brasil a partir de 1970 até 1980, bem como 
os elementos culturais e artísticos do período.
Plano de Estudo
Esta unidade conta com as seguintes aulas:
Aula: 23 - Os anos de 1970 no Brasil
Aula: 2� - As artes visuais em meados dos anos 70 do século XX no Brasil 
 - Pintura de Resistência
Aula: 2� - A escultura em meados de 1970 - Escola Brasil
Aula: 2� - Na contramão
Aula: 2� - Novos centros, novos artistas
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II�2
UNIMES VIRTUAL
Aula: 23
Temática: Os anos de 1��0 no Brasil
Na Unidade anterior verificamos o Brasil dos anos 50 e 60 do 
século XX. Observamos os elementos culturais e artísticos 
de um Brasil que cresceu e se modernizou após a Segunda 
Guerra e que lutou junto à juventude contra as imposições ditatoriais. De 
norte a sul do país, os estudantes exigiram a volta da democracia. 
Os anos de 1��0 no Brasil 
Em dezembro de 1968, os militares promulgaram o AI-5, com o qual o pre-
sidente da República tinha poderes para demitir funcionários públicos, in-
tervir nos estados e municípios e fechar o Congresso Nacional. A imprensa 
sofreu censura e perseguição; os adversários do governo desistiram da 
oposição legal e partiram para a ilegalidade. 
Em 1969, Emílio Garrastazu Médici assumiu o poder. Seu mandato carac-
terizou-se por intensa repressão e violência contra a oposição e, ao mes-
mo tempo, procurou ganhar a simpatia popular por meio da comunicação, 
principalmente da televisão. Os símbolos nacionais, a música e o cinema 
foram explorados para difundir a ideologia militar. 
Porém, a Igreja Católica1, o MDB2, os advogados3 e a Imprensa4 contribu-
íram para denunciar os desmandos e protestar. Vários artistas usaram a 
música como forma de protesto, por exemplo Geraldo Vandré e Chico Bu-
arque de Holanda. Durante o governo Médici, a luta armada foi esmagada 
e os guerrilheiros comunistas foram liquidados. 
Em 1974, Ernesto Geisel tomou posse no cargo da Presidência com uma 
linha mais moderada. Em 1978, Geisel revogou o AI-5. A abertura do go-
verno refletiu o aumento da oposição que abrangia o movimento sindical. 
Em 1978 e 1979, o movimento dos trabalhadores aumentou e intensificou 
as greves, quando surgiu o líder Luiz Inácio da Silva. 
Elementos culturais e artísticos do período dos anos �0 do século XX 
no Brasil
1 Igreja Católica – Através da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
2 MDB – Partidodo MDB
3 Advogados – Através da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) 
� Imprensa – Através da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II �3
UNIMES VIRTUAL
O recrudescimento do regime militar após 1968 e 1969 atingiu a produção 
de artistas e intelectuais brasileiros. O período de 1970 e 1980 foi chama-
do de “anos de chumbo”. Porém, a repressão e a censura não consegui-
ram sufocar completamente as manifestações culturais do país. Um dos 
exemplos no plano musical foi o movimento conhecido como Tropicalis-
mo, iniciado e desenvolvido por Caetano Veloso e Gilberto Gil. 
O Tropicalismo amadureceu enfrentando a ação repressora da ditadura 
militar contra o trabalho dos intelectuais e artistas, com exílios, obras ba-
nidas ou mutiladas e autores presos. No entanto, por mais paradoxal que 
pareça, a cultura do período ficou longe da estagnação. Sobressaíram o 
Teatro Oficina, Hélio Oiticica e suas Instalações, e o Tropicalismo que, 
ao contrário da música de protesto de Geraldo Vandré, seguia o caminho 
da modernidade, da internacionalização, acompanhando os passos que já 
haviam sido dados, em 1960, pela Bossa Nova e pelo Cinema Novo. 
 
Curiosidades sobre o período de 1��0
Encontrei um pequeno almanaque muito interessante no meio dos meus 
livros, divertido e pertinente, de autoria de Ana Maria Bahiana. Entre as 
Lembranças e curiosidades de uma década muito doida, recortei:
 
Calças jeans ultra desbotadas, moldadas no corpo, 
com boca-de-sino bem grande [...] autobronzeador QT 
(que cheirava como alumínio e deixava a pele rigorosa-
mente cor-de-abóbora); Ladyshave, “que chegou para 
acabar com o drama da depilação” [...] Os primeiros 
orelhões surgem em 1972 no Rio de Janeiro e em São 
Paulo – com design da arquiteta paulista Chu Ming 
Silveira [...] Em setembro de 1972, o metrô chega afi-
nal ao Brasil, com a primeira viagem do metrô de São 
Paulo – um gesto simbólico, já que apenas o general 
Médici e autoridades variadas estavam a bordo. A 
operação comercial começou em 1974. [...] Começa a 
era do som no carro, graças ao toca-fitas cassete, que 
passa a ser acoplado ao rádio. [...] Odair José e Chico 
Buarque foram os campeões de músicas censuradas 
do período. Odair José incomodava os censores na li-
nha “moral e bons costumes”, e teve o número recorde 
de 47 títulos tesourados [...] Uma canção romântica de 
Waldick Soriano, gravada originalmente em 1962 e re-
gravada em 1974, provocou uma verdadeira overdose 
de repressão. A censura compreendeu que “Tortura de 
amor” podia chamar a atenção para uma prática que, 
muitos sabiam, mas não podiam fazer, imperava nos 
porões da ditadura. (BAHIANA, s.d.)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II��
UNIMES VIRTUAL
A arquitetura no Brasil dos anos �0 do século XX
As atividades ligadas à arquitetura nos anos subseqüentes aos novos esti-
los oriundos de 1960 e dos grandes mestres são intensas. Em 1970, como 
reflexo imediato do milagre econômico, foi possível assistir a uma verda-
deira febre de construções públicas e civis, em todo o país, que exibiu uma 
grande variedade de estilos. 
Muitos edifícios, sedes de companhias multinacionais, foram construídos 
como cópias das matrizes de seus países de origem, a maioria da Euro-
pa ou dos Estados Unidos. As empresas exigiam, nas contratações dos 
projetos, instalações personalizadas, extravagantes, luxuosas e inusitadas 
para diferenciar sua marca. O concreto aparente, opulento e monumental 
lembra os projetos do brutalismo paulista de 1960, de influência do arqui-
teto Artigas Vilanova. 
A Avenida Paulista, em São Paulo, foi alargada pelas necessidades do tráfe-
go e nela se constroem os mais diferentes e exóticos edifícios comerciais.
Uma verdadeira arquitetura bancária floresce nos centros comerciais no-
vos e antigos. Sedes e agências dos grandes bancos, privados e estatais, 
com projetos assinados por profissionais de alto nível, começaram a proli-
ferar por todo país em grande luxo e sofisticação. 
A classe média endinheirada passou a construir prédios de apartamentos 
aos milhares, em estilos diversos, o que resultou em uma estranha cola-
gem arquitetônica. Houve um retorno do ecletismo nas grandes mansões 
construídas nos bairros elegantes, onde surge concreto aparente e vidro 
fumê em projetos inadequados. 
Alguns arquitetos se destacam por uma produção independente, desenvol-
vendo obras originais, como Sergio Prado, Eduardo Longo, Lina Bo Bardi e 
Carlos Lemos, em São Paulo. 
No Rio de Janeiro, Zanine Caldas passou a realizar sínteses inesperadas 
entre o concreto bruto e a madeira local, entre as paredes de vidro tempe-
rado e os muros de pedra, em um projeto moderno com ênfase na integra-
ção com a natureza. 
No estado do Amazonas, Severiano Porto, utilizando madeiras nativas, op-
tou por uma linha ecológica, a qual combina com o ambiente do equador 
e quase selvagem.
Continue acompanhando o nosso banco de textos, sempre 
há um texto novo para leitura. Aproveite!
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II ��
UNIMES VIRTUAL
Aula: 2�
Temática: As artes visuais em meados dos anos �0 
do século XX no Brasil - Pintura de Resistência
 
Observamos na aula anterior a cultura e a arquitetura do 
Brasil nos anos 70 do século XX.
As artes visuais em meados dos anos �0 do século XX no Brasil - Pin-
tura de Resistência
Os artistas que atuam e conseguem manter a produção nos anos de re-
pressão militar são chamados de pintores de resistência, pela postura in-
dependente que tomaram em relação ao mercado brasileiro – um consu-
midor de arte acadêmica.
Subitamente ‘endinheirada’, ela (a classe média) 
buscou também na arte seus símbolos de distinção: 
pouco acostumada com a linguagem da cultura [...], 
ela buscou refúgio naquilo que já estava firmemente 
estabelecido ‘nos livros de história’: a arte acadêmica 
e, no máximo, o modernismo brasileiro de 1922. [...] 
A pintura, uma atividade que para as nossas vanguar-
das ‘cheirava a academia’, era a manifestação de arte 
mais facilmente absorvível pela nossa classe média - 
desde que ela a entendesse, é claro. Por conseguinte, 
a pintura, em suas formas tradicionais e esperadas, 
passou a ser vista com desconfiança pelos jovens 
artistas, e exatamente pela facilidade com que se 
prestava à apropriação pelo mercado. (ANOS 60/70, 
Catálogos, 1993, p. 26)
Em 1970, os jovens artistas diminuíam o ritmo na tentativa de novos es-
tilos ou descoberta de “ismos”. As propostas anteriores passaram a ser 
visitadas e digeridas. 
A primeira atitude dos anos 70 foi substituir o ativis-
mo pela reflexão, a emoção pela razão, o objeto pelo 
conceito. [...] Com sua sensibilidade microemotiva, 
proclamavam os conceituais: a arte é a idéia da arte. 
Ao espectador pedia-se uma participação puramen-
te mental no universo criador do artista, uma leitura 
cada vez mais especializada: arte sobre arte. [...] a 
arte conceitual no Brasil não se restringiu aos seus 
aspectos lingüísticos. Na verdade ela nasceu e se 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II��
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desenvolveu a partir do final dos anos 60 sob o im-
pacto da repressão política, do AI-5 e da censura, 
ganhando, assim, características de visceralidade e 
agressividade. (DO CONCEITUAL À ARTE CONTEM-
PORÂNEA, Catálogos, 1994, pp. 7 e 8)
Na área oficial, o Salão Nacional de Arte Moderna através da Funarte 
– Fundação Nacional de Arte – pôde promover e organizar salões e expo-
sições com mostras circulantes nas capitais e no interior, o que incentivou 
a produção plástica. 
Museus de escultura ao ar livre foram implantados em praças públicas. 
Festivais de arte e projetos artísticos promoveram o intercâmbio de artis-
tas de outros estados e países. 
Em uma das Bienais de São Paulo, Sérgio de Camargo 
foi premiado como melhor escultor brasileiro; o prê-
mio de aquisição pertence à Tomie Ohtake e Arcânge-
lo Ianelli, enquanto Danilo di Prete (1911-84) ganhava 
o prêmio de pintura brasileira. 
Ao lado, obra Bambuzal, de 1959, de Arcângelo Ianelli.(1922)
As posições informalistas dos nipo-brasileiros, a geometria e o concreto per-
dem terreno; os nomes ligados ao experimento atualizam o Brasil artístico. 
 
O destaque de certos artistas como líderes de uma orien-
tação artística em determinado espaço de tempo tem, 
unicamente, a finalidade de exemplificar as tendências, 
os sobressaltos, as voltas, que sofre uma arte nacional 
nesse mesmo tempo. (TRABA, Marta, 1977, p.132)
Em São Paulo, manifestavam-se encontros de arte tecnológica com a arte 
conceitual. Os trabalhos realizados com a ajuda de computadores começam 
a ser apresentados no início de 1970 na Exposição Internacional de Arte por 
Meios Eletrônicos, com a curadoria de Waldemar Cordeiro (1925-1973). 
Em 1972, a mostra Expo-projeção analisou a produção dos artistas brasi-
leiros em face ao campo audiovisual, e, em 1978, houve o Primeiro Encon-
tro Internacional de Vídeo-arte, em São Paulo. 
 
Até a próxima aula!
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II ��
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Aula: 2�
Temática: A escultura em meados de 1��0 
 - Escola Brasil
 
Na última aula fizemos um resumo das artes visuais em me-
ados dos anos 70 do século XX, no Brasil. 
A escultura em meados de 1��0 
A escultura nacional, durante os anos de repressão política, passou a ampliar 
seu campo de ação acentuando as transformações para o modernismo.
Lygia Clark desenvolveu, a partir de 1960, a 
série dos bichos e os não-objetos, os quais 
são formas manipuláveis de metal articula-
dos, e partiu para novas formas de expressão. 
Ao lado, escultura Trepante, de 1959, de Ly-
gia Clark (1920-88).
Hélio Oiticica, extremamente versátil, realizando a fase geométrica, aderiu 
a uma arte ambiental, em que capas revestem e complementam os obje-
tos chamados parangolés. 
Amílcar de Castro, Frans Krajcberg, Toyota, Domenico Calabrone, Nicolas 
Vlavianos, Sérvulo Esmeraldo, Caciporé Torres, Maria Guilhermina, Mário 
Cravo Júnior, Léon Ferrari, Lúcia Porto e Carmen Bardy são artistas escul-
tores desse período, cujas obras refletem a procura pelo modernismo e a 
utilização de materiais inusitados. 
Escola Brasil
Os artistas Baravelli, Fajardo, Frederico Nasser e José Resende fundaram 
em 1970 a Escola Brasil, em São Paulo, a qual se opunha às técnicas con-
servadoras empregadas no ensino realizado pelas escolas de arte tradicio-
nais. A escola era organizada em quatro grandes estúdios, orientados por 
um fundador, cujo objetivo seria desenvolver a capacidade de percepção e 
possibilidades dos alunos, enfatizando o processo de criação. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II��
UNIMES VIRTUAL
Os cursos de gravura também eram orientados por Babinski e Dudi Maia 
Rosa, enquanto as oficinas de madeira e metal recebiam a orientação de 
Baravelli. O curso de fotografia recebia orientação de Cláudia Andujar e 
George Love. Entre os integrantes constam os nomes de Maria Tomaselli, 
Fernando Stickel, Flávia Ribeiro, Santuza Andrade e Marcelo Villares. 
A escola, que funcionava em um antigo laboratório farmacêutico, fechou 
em 1974, depois de receber e ensinar mais de 400 alunos.
 
Pesquise mais a respeito de Lygia Clark, artista que iniciou 
um projeto de escultura articulada na década anterior. Leia 
os textos em nosso ambiente.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II ��
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Aula: 2�
Temática: Na contramão
Observamos na aula anterior a escultura e a fundação da 
Escola Brasil nos anos de repressão política. 
 
Na contramão
Lembramos que ao lado dos movimentos pop, parangolés, penetráveis, tropi-
cália, happenings e arte conceitual, artistas afastados da repressão política, 
por conceitos ou simplesmente por uma posição de neutralidade face à pro-
dução artística, permaneceram ativos, produzindo uma obra significativa.
Críticos de arte como: Quirino da Silva, Paulo Mendes de Almeida, Pietro 
Maria Bardi e Paolo Maranca, entre outros, publicavam, nos principais jor-
nais paulistanos de 1960 a 80, diversas matérias que tinham por objetivo 
contextualizar estes pintores.
Alguns artistas conseguiam sobreviver plenamente com uma obra mo-
derada frente às mudanças do momento político-social. Trata-se de um 
trabalho artístico vinculado a uma tradição pictórica, de maneira consis-
tente e coerente, ao lado das novas propostas representadas por artistas 
contemporâneos presentes nas galerias e exposições. É o caso, em São 
Paulo, do Grupo Tapir formado pelos artistas Omar Pellegatta (1925-2000), 
João Simioni (1907-69), José Procópio de Moraes (1929-), Giancarlo Zorlini 
(1931-) e Glycério Geraldo Carnelosso (1921-). Pintores que trabalham si-
lenciosamente, afastados das agitações e movimentos políticos ou sociais, 
mas conscientes da qualidade e aprimoramento de sua produção artística.
Ao lado Casario de Vila So-
nia, São Paulo, de 1978, de 
Giancarlo Zorlini (1931-)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II100
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A evolução artística de cada um deles é pessoal e diversa para que pos-
samos englobá-los em um só estilo ou tema; no entanto, eles formam um 
conjunto de artistas que, na representação paisagística, souberam valorizar 
e manter o interesse do público, sem a preocupação com as regras e “is-
mos” obrigatórios que a crítica se acostuma a cobrar dos jovens artistas. 
Ao lado, a obra de Omar Pellegatta 
(1925 - 2000) Convento de Itanha-
ém. São Paulo, de 1980.
Salvador Rodrigues Júnior, Salvador Santisteban, José Lino Zechetto 
(1927-), Arlindo Ortolani (1912-), Giovanni Ópido, Eduardo Ostergreen, 
Francisco Cassiani (1921-2001), Heitor Carillo (1924-), Guido Totoli (1937-
), João Martins e Adam Hendler, são nomes de outros tantos artistas pau-
listanos que também trabalharam nesse período com técnicas variadas e 
que se destacam pelo volume de obras produzidas e comercializadas.
 
Procure em catálogos antigos de exposições em galerias 
outros nomes de artistas que participaram da arte nos anos 
de repressão política e que ficaram afastados dos movimen-
tos típicos desse período. Saiba mais em CATÁLOGO DE ICONOGRAFIA 
PAULISTANA, 1999 e LOUZADA, 1984.
 
Visite os sites indicados abaixo e dê uma olhada nas obras 
e nos textos disponíveis. O site do instituto Itaú Cultural, já 
indicado em outras aulas, também é uma boa fonte para 
essas pesquisas.
www.galeriapaulistana.com.br – acesso em 21/02/2008.
www.gtotoli.com.br – acesso em 21/02/2008.
www.galeriapaulistana.com.br
www.gtotoli.com.br
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 101
UNIMES VIRTUAL
Aula: 2�
Temática: Novos centros, novos artistas
Observamos na aula anterior a pintura em 1970, em mãos de 
artistas mais conservadores distantes da agitação política. 
 
Novos centros, novos artistas
Os novos centros artísticos participam das correntes modernas, destacan-
do as artes ambientais, performances, instalações e obras conceituais.
Multiplicam-se também os espaços culturais fora dos museus e galerias, 
surgindo espaços de exposição em bancos, praças e parques, livrarias e 
restaurantes. Há veiculação de trabalhos artísticos até em vias públicas, 
utilizando painéis, como suportes, que causam questionamentos e impac-
to pela comunicação direta e pelo número de pessoas que os vêem. 
Entre os artistas que se destacam com produções variadas dentro do es-
pírito da década se encontram: 
Wesley Duke Lee (1941-) - É considerado um dos pioneiros da geração 
brasileira de artistas plásticos de 1960. Wesley se destaca por suas insta-
lações e seus ambientes com claras conotações políticas. 
Antonio Henrique Amaral (1935-) - A 
partir de 1968, sua pintura passou a ad-
quirir um tom de ironia política com a 
fase brasiliana, ou das bananas. Ao lado, 
a obra Tronco com espinhos, de 1976, de 
Antonio Henrique Amaral.
 
Destacam-se, ainda, os nomes de Cildo Meireles (1948-); Rubens Gerch-
man (1942-); Adriano de Aquino (1946-); Antonio Dias (1944-); Antonio 
Manuel de Oliveira (1947-); Farnese de Andrade (1926-); Carlos Verga-
ra (1941-); Carlos Zílio (1944-); Ana Maria Maiolino (1942); Cláudio Tozzi(1944-); Edval Ramosa (1940-); Glauco Pinto de Morais (1925); Glauco 
Rodrigues (1929-); Ivens Machado (1942-); José Roberto Aguillar (1941-
); Luís Gregório Correia (1951-); Milton Machado (1949); Nelson Leirner 
(1932-); Raimundo Collares (1986-); Tunga (1952-); Antonio Lizárraga 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II102
UNIMES VIRTUAL
(1924-), Carlos Fajardo; Siron Franco (1947-); Leon Ferrari (1920-), Regina 
Silveira (1939-); Evandro Jardim (1935-) e Mira Schendel (1919-1988).
 
Do corpo a terra
Evento organizado por Frederico Morais e realizado no Parque Municipal, 
no centro de Belo Horizonte dura três dias, com apresentação de perfor-
mances, happenings e rituais por artistas mineiros e cariocas. 
Décio Noviello explodiu algumas granadas coloridas; Dilton Araújo cercou 
toda área com uma corda; Teresa Simões empregou carimbos com pala-
vras-denúncia. Cildo Meirelles queimou animais vivos e Barrio lançou trou-
xas com carne e ossos no Ribeirão Arrudas, assumindo dentro do campo 
estético a realidade política no ano de 1970.
 
Espaço N.O.
Liderado por Vera Chaves Barcellos, o Espaço N.O., ou centro alternativo 
de cultura, foi fundado em 1979 na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do 
Sul, visando promover a experimentação e a difusão de propostas artísti-
cas renovadoras em termos de linguagem. Abrigava performances, cursos, 
palestras e outras manifestações de artes visuais e cênicas, de música, de 
dança, literatura e cinema. Era organizado como uma associação; os inte-
grantes, entre eles Ana Torrano, Carlos Wladimirsky, Cris Vigiano, Heloísa 
Schneiders, Mário Rohnelt, Milton Kurtz, Ricardo Argemi, Rogério Nazári 
e Telmo Lanes, puderam atuar como artistas e administradores. O espaço 
encerrou suas atividades em 1982, mas foi transformado em arquivo, local 
de referência e pesquisa na área das artes dos anos de ditadura militar.
Para fechar a Unidade, e também o período de 1970, um pouco mais de 
Lembranças e curiosidades de uma década muito doida, de Ana Maria 
Bahiana: 
Empolgados com o potencial do futebol como ferra-
menta de propaganda capaz de promover “a unidade 
na diversidade”, os militares deram carta branca a 
João Havelange, para, em 1971, realizar um projeto de 
estimação: a criação de um torneio nacional de futebol. 
[...] Em 1972, Fittipaldi torna-se o mais jovem campeão 
de Fórmula 1 do mundo. Seu prestígio leva à entrada 
do Grande Prêmio do Brasil no calendário internacional 
em 1974. [...] Nos primeiros anos da década de 70, o 
Velho Guerreiro Abelardo Barbosa, o Chacrinha, tinha 
dois programas de enorme sucesso na TV Globo, am-
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 103
UNIMES VIRTUAL
bos gravados ao vivo. [...] A guerra das bainhas do 
começo da década foi vencida, na segunda metade, 
pela saia longa. [...] Essa é a era de ouro do sapatinho 
com meia [...] Em 1978, no governo do general João 
Baptista Figueiredo é lançada a nota de mil cruzeiros. 
Prontamente a cédula é apelidada de “barão” e passa 
a ser sinônimo de “muito dinheiro”. Ou melhor, “dinhei-
ro cheio de zeros”. Em 1979, o nosso dinheiro perde de 
uma só vez 30% do seu valor. [...] Em 1979, a onda era 
patinar, de preferência fazendo coreografias travoltia-
nas sobre rodas. (BAHIANA, s.d.)
Leia os textos colocados no nosso banco de textos. São 
muito interessantes.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II10�
UNIMES VIRTUAL
 
Resumo - Unidade V
Nessa Unidade conhecemos e classificamos a história do 
Brasil entre 1970 e 1980, bem como os elementos culturais 
e artísticos estéticos ligados à arte brasileira no período.
Examinamos os artistas que atuaram e conseguiram manter a produção 
nos anos de repressão militar, os quais passaram a ser chamados de pin-
tores de resistência, em função da postura independente que tomaram em 
relação ao mercado brasileiro – um consumidor de arte acadêmica.
A escultura nacional passou a ampliar seu campo de ação acentuando as 
transformações para o modernismo. Lygia Clark desenvolveu a série dos 
bichos e os não-objetos, isto é, formas manipuláveis de metal articulados. 
Observamos que, ao lado dos movimentos pop, parangolés, penetráveis, 
tropicália, happenings e arte conceitual, certo número de artistas afas-
tados da repressão política, permaneceram ativos, produzindo uma obra 
significativa. 
Os novos centros artísticos passaram a participar das correntes moder-
nas, destacando as artes ambientais, performances, instalações e obras 
conceituais.
Os espaços culturais fora dos museus e galerias multiplicaram-se, o que 
fez surgir espaços de exposição em bancos, praças, parques, livrarias e 
restaurantes. A veiculação de trabalhos artísticos, até em vias públicas, 
utilizando painéis como suportes causavam questionamentos e impacto 
pela comunicação direta e pelo número de pessoas que os vêem. 
Estamos chegando à última unidade desse semestre. Aguarde!
 
Referências Bibliográficas
ALMEIDA, Paulo Mendes. Ianelli – do Figurativo ao Abstrato. São Paulo: 
Artestilo, 1978.
AYALA, Walmir. Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Brasília: INL, 
1980.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 10�
UNIMES VIRTUAL
BAHIANA, Ana Maria. Lembranças e curiosidades de uma década mui-
to doida. Ediouro, [s.d]. 
CAVALCANTI, Carlos. Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos. Brasí-
lia: INL, 1973.
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sa Oficial de SP. / Secretaria de Estado da cultura, 2000.
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Janeiro: Arte Livre, 1988.
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lo: 1984.
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Dissertação de Mestrado: UNESP, 2004.
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ção de Otília Arantes. São Paulo: EDUSP, 1995.
SILVA, F. de Assis. História do Brasil. São Paulo: Moderna, 1992.
SOUZA, Gilda de Mello. Pintura brasileira contemporânea: os precursores. 
in Exercícios de leitura. São Paulo: Duas Cidades, 1980, pp. 223-247.
TRABA, Marta. Duas décadas vulneráveis nas artes plásticas latino-
americanas, 1950-1970. Tradução de Memani Cabral dos Santos. Rio de 
Janeiro: Paz e Terra, 1977.
Edições especiais
________ . ARTE NO BRASIL. A Revolução da Arte Moderna. Comissão 
de Artes Plásticas da Secretaria de Cultura de São Paulo. São Paulo: Nova 
Cultural Ltda.,1986.
________ . FUNARTE – 42 anos de premiações nos salões oficiais 
– 1934 / 1976. Rio de Janeiro: FUNARTE, 1977.
________ . PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO. A coleção perma-
nente. São Paulo: Gráficos Burti, 2002.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II10�
UNIMES VIRTUAL
Catálogos
A PAISAGEM BRASILEIRA. São Paulo: Sociarte, 1986.
ABSTRACIONISMO. Marcos históricos. Instituto Cultural Itaú. São Paulo, 
1994.
ANOS �0 / �0. Coleção Gilberto Chateaubriand. 1993.
DESENHO MODERNO NO BRASIL – Coleção Gilberto Chateaubriand. 
SESI, São Paulo; Rio de Janeiro: MAM, 1993.
DO CONCEITUAL À ARTE CONTEMPORÂNEA. Marcos históricos. Insti-
tuto Cultural Itaú. São Paulo, 1994.
EXPOSIÇÃO DE ARTISTAS CONTEMPORÂNEOS. 11ª – Sociarte e Clube 
Atlético Monte Líbano. São Paulo, out. 1992.
GRUPO TAPIR – Vernissage - Galeria F. Domingo. São Paulo, mar. 1968.
ICONOGRAFIA PAULISTANA EM COLEÇÕES PARTICULARES. São Pau-
lo: Sociarte, 1999.
LEITE, José Roberto Teixeira. Apresentação – Giancarlo Zorlini - Galeria 
Renot. São Paulo, abr. 1980.
 
Sites (acesso em 22/02/2008)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran/cisco_Cassiani
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_Brasil
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lygia_Clark
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tropic%C3%A1lia
http://www.artbr.com.br/casa/biografias/cordeiro/index.html
http://www.artcanal.com.br/oscardambrosio
http://www.biblioteca.unesp.br/bibliotecadigital/document/?did=2025
http://www.itaucultural.org.brhttp://www2.uol.com.br/sironfranco/texto01.htm
www.artbr.com.br/casa/biografias/clark
www.galeriapaulistana.com.br
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www.galeriapaulistana.com.br
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 10�
UNIMES VIRTUAL
Exercício de auto-avaliação V
1) Vários artistas usaram a música como forma de protestar contra a ditadura militar 
instalada a partir de 1���. Entre esses artistas encontram-se os nomes de:
Emilinha Barbosa e Vicente Leporace.
Geraldo Vandré e Chico Buarque de Holanda.
Caetano Veloso e Silvinho de Arruda.
Nara Leão e Emilinha Barbosa.
 
2) O recrudescimento do regime militar, após 1��� e 1���, atingiu a produção de artistas 
e intelectuais brasileiros. O período de 1��0 e 1��0 foi chamado de “anos de chumbo”. 
Sobressaíram o Teatro Oficina, Hélio Oiticica e suas Instalações, e o Tropicalismo, que, 
ao contrário da música de protesto de Geraldo Vandré, seguia o caminho da modernida-
de, da internacionalização acompanhando os passos que já haviam sido dados, em 1��0, 
pela Bossa Nova e pelo Cinema Novo. O Tropicalismo foi iniciado e desenvolvido por:
Caetano Veloso e Gilberto Gil.
Geraldo Vandré e Chico Buarque de Holanda.
Nara Leão e Emilinha Barbosa.
Roberto Carlos e Erasmo Carlos.
 
3) O evento Do corpo a terra, organizado por Frederico Morais e realizado no Parque 
Municipal, no centro de Belo Horizonte (MG), durou três dias, com apresentação de per-
formances, happenings e rituais por artistas mineiros e cariocas. Quem explodiu algumas 
granadas coloridas?
Maurício Nunes
Décio Noviello
Willys de Castro
Ivan Serpa
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II10�
UNIMES VIRTUAL
�) Alguns artistas fundaram em 1��0 a Escola Brasil, em São Paulo, a qual se opunha 
às técnicas conservadoras empregadas no ensino realizado pelas escolas de arte tradi-
cionais. Organizada em quatro grandes estúdios orientados por um fundador, a escola 
tinha como objetivo desenvolver a capacidade de percepção e possibilidades dos alunos, 
enfatizando o processo de criação. Quais foram os fundadores?
Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Caetano e Vivian.
Demarne, Bidault, Francisco Taunay e Aimé Taunay.
Baravelli, Fajardo, Frederico Nasser e José Resende.
Auguste Moreau, Rodrigues Alves, Segall e Lucy Ferreira.
 
�) Em uma das Bienais de São Paulo, em 1��0, um artista foi premiado como melhor 
escultor brasileiro. Estamos falando de:
Auguste Rodin
Sérgio de Camargo
José de Camargo
Arcângelo Ianelli
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 10�
UNIMES VIRTUAL
Unidade VI
Brasil - De 1��0 ao início do século XXI
 
Objetivos
Conhecer e classificar a história do Brasil a partir de 1980 do século XX e os ele-
mentos culturais e artísticos do período.
Plano de Estudo
Esta unidade conta com as seguintes aulas:
Aula: 2� - O Brasil de 1980 ao início do século XXI
Aula: 2� - As artes visuais em 1980
Aula: 30 - São Paulo e Rio de Janeiro - Casa 7 - Como vai você, Geração 80?
Aula: 31 - Tendências dos anos de 1980 nas Artes Visuais
Aula: 32 - As artes visuais após 1990 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II110
UNIMES VIRTUAL
Aula: 2�
Temática: O Brasil de 1��0 ao início do século XXI
 
Na unidade anterior observamos e refletimos sobre o Brasil 
e os elementos culturais e artísticos do período dos anos 
70 do século XX. Estamos na última Unidade do semestre. 
Espero que você, meu querido aluno, ainda esteja animado e encantado 
com a produção do artista brasileiro que, assim como você, acredita em 
um país firme nos seus ideais de liberdade e com uma sociedade justa. 
 
O Brasil de 1��0 ao início do século XXI
Em 1979, o novo Presidente, João Baptista Figueiredo, deu continuidade 
ao processo de abertura política, o que contribuiu para o surgimento de 
novos partidos e agremiações políticas. Porém, durante seu governo, a 
economia piorou rapidamente. A inflação se manteve em 100% ao ano e a 
economia estagnou. 
O ano de 1984 foi marcado pelo movimento das Diretas Já1. Mesmo com 
a forte pressão popular, a eleição continuou sendo indireta, mas o Colégio 
Eleitoral onde seria eleito o futuro presidente foi pressionado, e, em 1985, 
foi eleito Tancredo Neves do Grupo da Aliança Democrática. No entanto, 
foi José Sarney quem assumiu o poder depois da morte de Tancredo. Em 
1988, foi lançada a Constituição Cidadã, que fazia do Brasil um país po-
liticamente democrático. Porém, apesar da euforia política, a economia 
entrou em crise, e, em 1990, a inflação chegou a 85%. Em março de 1990, 
Fernando Collor de Mello venceu a eleição que disputou com Luiz Inácio 
Lula da Silva, em uma eleição direta. 
Em 1990, a população brasileira tinha uma grande expectativa em relação 
ao governo de Fernando Collor de Mello. Dois anos depois, seu impeach-
ment foi clamado em praça pública por milhares de pessoas. Com sua 
saída, Itamar Franco foi empossado em 1992.
 
O combate à inflação que devorava toda a economia brasileira se deu por 
meio do Plano Real, que foi um sucesso. 
1 Diretas Já - Movimento que reivindicava a aprovação de uma emenda no Congresso 
Nacional que restabelecesse as eleições diretas para presidente.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 111
UNIMES VIRTUAL
Em 1995, foi empossado o novo presidente Fernando Hen-
rique Cardoso. Durante seu governo, o desemprego e a 
violência cresceram, enquanto o salário mínimo continuou 
insuficiente. A população teve de enfrentar também os efeitos da globali-
zação, com as diversas crises econômicas e políticas mundiais que refle-
tiram no Brasil. O desaquecimento na economia provocou o aumento do 
desemprego, cuja conseqüência foi uma intensa desigualdade social no 
país. Em 2003, a oposição levou a melhor com Luiz Inácio da Silva, que se 
tornou Presidente da República. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II112
UNIMES VIRTUAL
Aula: 2�
Temática: As artes visuais em 1��0
Observamos na aula anterior o Brasil político e social após 
1980. 
 
As artes visuais em �0 
Em 1980, o neo-expressionismo foi o estilo que marcou as artes visuais. A 
influência dominante passou a resgatar os meios tradicionais da pintura. 
As tendências figurativas começaram a se fortalecer, apesar da forte pre-
sença do abstracionismo e da arte conceitual. Ao lado dessas tendências 
encontramos algumas outras inovadoras e algumas já trabalhadas na dé-
cada anterior. Surgia a arte-postal, o videotexto, a holografia, a micro arte, 
a arte high-tech e a arte minimalista, entre outras tendências.
Vídeo Arte
Com o desenvolvimento da tecnologia, a vídeo arte1 começou a se tornar 
importante. Houve destaque para as exposições de Eder Santos:
Eder Santos talvez seja o mais conhecido e difundido 
dos atuais realizadores brasileiros de vídeo. Parado-
xalmente, sua obra não é fácil. Pelo contrário, pode-
se caracterizar os vídeos de Santos como as experi-
ências mais radicais e mais isentas de concessões 
de toda a produção videográfica brasileira: eles são 
constituídos em geral de ruídos, interferências, “defei-
tos”, distúrbios do aparato técnico e, às vezes, roçam 
mesmo os limites da visualização. Em muitas de suas 
vídeo-instalações, Santos faz projetar imagens de 
vídeo sobre paredes texturadas e rugosas, ou ainda 
sobre dunas de areia ou chão irregular, de modo a 
perturbar a inteligibilidade das imagens ou corromper 
a sua coerência figurativa. (MACHADO, 2007.)
Também trabalham com Vídeo Arte os artistas: Júlio Plaza (1938-); Rafael 
França (1957-); Gabriel Borba Filho (1942-)entre outros.
1 A vídeo arte digital promove a junção entre arte e ciência se constituindo num meio 
contemporâneo de expressão com resultados inovadores.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 113
UNIMES VIRTUAL
Holografia e heliografia
No Pavilhão da Bienal em São Paulo, em 1981, aconteceu a 1ª Mostra de 
Holografia2, por alunos da UNICAMP. Em 1981, aconteceu também a 1ª 
Mostra de Heliografia na Pinacoteca do Estado de São Paulo, com traba-
lhos de Júlio Plaza (1938-2003) e Regina Silveira (1939-), que já acompa-
nhava as mudanças culturais, em 1970 com as instalações.
 
O próximo envolvimento de Regina Silveira foi aquele 
em que, especulando pela primeira vez sobre as dis-
torções da perspectiva, produziu “Anamorfas” (1979-
81), um complexo de gravuras e desenhos que lhe 
abriram novos horizontes.
 
Os “Simulacros” (1982-4) completam os pontos cha-
ve de referência de sua linguagem. Trata-se de uma 
constelação de obras fotográficas, instalações e ob-
jetos sempre monocromáticos (preto sobre branco). 
(ZANINI, 1997)
Arte na Rua
A intervenção urbana, também chamada de arte pública, desenvolve-se 
estabelecendo relações entre o espaço e a obra de arte, o que atrai muitos 
artistas contemporâneos.
Em 1981, foi realizada a I Exposição Internacional de Art-Door3 em Recife. 
Foram espalhados painéis com arte de 286 artistas entre brasileiros e es-
trangeiros. Participaram entre outros: Paulo Brusky (1949-), Daniel Santia-
go, Leda Catunda, Cláudio Tozzi, Ana Horta, Abelardo da Hora, Luiz Zerbini, 
José Roberto Aguilar (1941-), Luiz Áquila e Emmanuel Nassar. 
Paulo Brusky (1949-) é natural de Re-
cife, Pernambuco. O artista utiliza as 
máquinas de xérox no processo de cria-
ção. 
Ao lado, Arte por Correspondência, 
1975, off-set a cores, carimbo e selo s/ 
papel plastificado. 
Fonte: http://www.mac.usp.br/projetos/arteconceitual/bruscky.htm
acesso em 22/02/2008. 
2 As holografias só passaram a existir depois de 1960, com a descoberta do raio laser 
pelo cientista norte-americano Theodore Maiman.
3 Art-Door – Obras de arte instaladas em suportes tradicionalmente ligados à propa-
ganda.
http://www.mac.usp.br/projetos/arteconceitual/bruscky.htm
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II11�
UNIMES VIRTUAL
No espaço do MAC/USP em São Paulo, de 1983 a 1984, tam-
bém foram montados eventos parecidos, os quais contaram 
com a participação de artistas plásticos, poetas e cartunis-
tas de vários estados, reunindo trabalhos figurativos, abstratos, desenhos 
de humor, poemas visuais, arte xérox e outros estilos de pintura. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 11�
UNIMES VIRTUAL
Aula: 30
Temática: São Paulo e Rio de Janeiro - Casa � 
 - Como vai você, Geração �0?
 
Na aula anterior refletimos sobre a arte após 1980 e algu-
mas das novas tendências nas artes visuais.
 
Casa �
A partir de 1982, um grupo de artistas entre eles Carlito Carvalhosa, Fá-
bio Miguez, Nuno Ramos, Paulo Monteiro e Rodrigo Andrade pintavam e 
discutiam calorosamente seus trabalhos e a história da arte, dividindo um 
ateliê localizado na casa nº 7 de uma vila no bairro de Cerqueira César, 
em São Paulo. Em 1985, o grupo realizou mostras com obras, as quais 
se aproximavam do estilo Neo-expressionista alemão, na Bienal de São 
Paulo, no MAC/USP e no MAM/RJ, o que lhe rendeu o reconhecimento do 
mercado e da crítica.
 
Mesmo cada um seguindo seu próprio caminho, re-
alizavam juntos suas descobertas. Liam os mesmos 
livros, freqüentavam juntos a Bienal de São Paulo, re-
cebendo ali forte influência de Philip Guston e Markus 
Lüpertz. (DO CONCEITUAL À ARTE CONTEMPORÂ-
NEA, 1994, p.18)
Como vai você, Geração �0?
A Arte Internacional que se dividia em Transvanguarda, Neo-Expressionis-
mo, Nova Imagem, entre outros estilos contemporâneos, foi representada na 
mostra Como vai você, Geração 80? apresentada na Escola de Artes do Par-
que Lage, situado no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro, em 1984.
Organizada por Marcus Lontra, 
Paulo Roberto Leal e Sandra Ma-
ger, contou com a participação 
dos artistas Alexandre Dacosta, 
Adir Sodré, Ana Horta, Daniel 
Senise, Jorge Duarte, Leda Ca-
tunda, Leonilson, Jorge Guinle, 
Luiz Zerbini, Paulo Amaral e Edu-
ardo Kac, entre outros.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II11�
UNIMES VIRTUAL
Fonte: http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/seculoxx/
modulo6 - acesso em 22/02/2008.
Os jovens artistas procuraram representar em suas obras o grito abafado 
da arte durante o período militar. 
A mostra reúne as várias tendências que despontam 
no cenário artístico nacional no início da década de 
80, configurando o que ficou denominado “Geração 
80”. Realizada na Escola de Artes Visuais do Parque 
Lage, um dos importantes centros de formação da 
nova geração, reuniu 123 jovens artistas de diversos 
pontos do país. no Rio de Janeiro (DO CONCEITUAL À 
ARTE CONTEMPORÂNEA, 1994, p.22)
A mostra Como vai você, Geração 80? evidencia um processo de retomada 
da pintura em contraposição às vertentes desenvolvidas em 1970, assina-
lando o movimento de abertura política dos anos 80 com uma arte menos 
dogmática, com ênfase no fazer artístico sem desconsiderar a reflexão 
teórica. O emprego de novos materiais e a inovação nas técnicas de pin-
tura baseadas em teorias contemporâneas resultaram em uma produção 
artística aceita rapidamente pelo mercado que a legitimou para exibi-la e 
vendê-la.
 
Leia o material disponível no nosso ambiente virtual sobre a 
geração 80. É muito interessante!
http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/seculoxx/modulo6
http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/seculoxx/modulo6
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 11�
UNIMES VIRTUAL
Aula: 31
Temática: Tendências dos anos de 1��0 
 nas Artes Visuais
 
Nas últimas aulas refletimos sobre as artes visuais do Brasil 
desde o final do século XX até o início do século XXI. Algu-
mas tendências a seguir já foram trabalhadas na década 
anterior, mas em menor escala.
Tendências de 1��0 nas Artes Visuais
Performances e instalações
Nas Performances e Instalações, ou seja, na disposição de elementos 
no espaço com a intenção de estabelecer uma relação com o espectador, 
arte utilizada desde 1970, destacam-se os artistas: Ivald Granato; Lydia 
Okumura (1948-); Genilson Soares (1940-); Fernando Luchesi e Guto La-
caz, entre outros.
 
Videotexto
Os videotextos surgem e se desenvolvem nas obras de Carmela Gross 
(1944); Paulo Garcez (1945-) e Paulo Leminski (1944-), entre outros.
 
Arte Postal
Na Arte Postal, a qual se utiliza do meio postal para a criação e a divulga-
ção, destacam-se os artistas Paulo Brusky (1949-), Roberto Kepler (1951-
), Ângelo de Aquino, Paulo de Andrade, entre outros.
 
Obras conceituais
As obras conceituais vêm sendo desenvolvidas desde os anos finais de 
1970 e continuaram em 1980 e 1990, ainda com muita força, pelas mãos 
dos artistas Arthur Matuk (1949-); Maurício Fridman (1937-); Flávio Pons 
(1947-), entre outros.
 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II11�
UNIMES VIRTUAL
Pintura sobre grandes telas
Quanto à pintura, apesar das oscilações de tendências, observa-se um 
processo de consolidação artística. Os artistas enraizados na objetiva rea-
lização da figura permanecem ativos e os artistas voltados para o informa-
lismo perseguiram esse caminho com a mesma intensidade do início. 
As obras se diversificaram e o artista dos anos finais do século XX pinta 
sobre suportes maiores.
Permanecem firmes as produções figurativas de Marcelo Grassmann 
(1925-) e de Octávio Araújo, o abstracionismo de Manabu Mabe e Arcân-
gelo Ianelli e o abstracionismo geométrico de Fiaminghi, entre outros. As 
pequenas mudanças formais ou cromáticas verificadas na produção dos 
artistas de 1980 em pouco alteram a jornada artística.
 
Pesquise as biografias e as obras dos artistas contemporâne-
os e reflita: quase 100% dos artistas atuais e conhecidos estu-
dam e continuam se especializando nas áreas de Artes Plásti-cas, Teoria e História da Arte (diferentes da maioria dos artistas dos séculos 
anteriores que surgiam e ganhavam fama, mesmo sendo autodidatas). 
 
Visite os sites abaixo e admire as obras de arte
http://www.escritoriodearte.com/listarQuadros.asp?artista=128
acesso em 22/02/2008.
http://bienalsaopaulo.globo.com/artes/artistas/artistas.asp
acesso em 22/02/2008.
http://www.escritoriodearte.com/listarQuadros.asp?artista=128
http://bienalsaopaulo.globo.com/artes/artistas/artistas.asp
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 11�
UNIMES VIRTUAL
Aula: 32
Temática: As artes visuais após 1��0 
Observamos as artes visuais de 1980 e as novas tendên-
cias. Vimos que algumas perduraram nos anos 90 do século 
XX. 
As artes visuais após 1��0 
A simulação de situações, que aproxima a arte e o mundo real, e a des-
construção da obra de arte passam a discutir o significado da imagem 
numa sociedade de cultura de massa. 
Novas tecnologias permitem uma arte multiculturalista que absorve influ-
ências e produz uma ligação com as diversas técnicas e linguagens, como 
a fotografia, o vídeo e a pintura. 
A informatização abre novas possibilidades de globalização da arte. Em 
1990, as tendências do pós-modernismo ganharam força, com a apropria-
ção e a constante releitura da história da arte.
Entre os artistas que produzem nesse período, destacam-se:
Alex Cerveny (1963-) - Desenhista, gravador, escultor, ilustrador e pintor. 
Estuda pintura, desenho e gravura em metal. Em 1984, iniciou como profes-
sor, lecionando gravura em metal no Paço das Artes, no Museu de Arte Mo-
derna de São Paulo - MAM/SP e nas Oficinas Culturais Mário de Andrade. 
Ao lado, Jogos, técnica mista so-
bre papel, de 1989, de Alex Cer-
veny (1963-)
 
Leda Catunda - A artista investe na pintura como um meio ainda capaz de 
significar algo. Como acabamento na pintura, ela utiliza técnicas artesanais, 
como a costura, para adquirir originalidade, particularidade e identidade.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II120
UNIMES VIRTUAL
Paulo Pasta (1959-) vive e trabalha em São Paulo desde 1977. Mestre em 
Artes Plásticas pela Escola de Comunicação e Artes da USP, atualmente 
leciona pintura na FAAP.
Rubens Gerchman (1942-) - Pintor, 
desenhista, gravador e escultor. Des-
pontou a partir do final de 1960 e con-
tinuou evoluindo em 1990. 
Ao lado, a obra O Beijo, de 2006, de 
Rubens Gerchman (1942-) 
Fonte: http://www.artenet.com.br/
listarQuadros.asp?artista=73
acesso em 22/02/208. 
 
Adriana Varejão é uma artista plástica que vem ganhando cada vez mais 
destaque no espaço nacional e internacional. A artista se consagra atra-
vés de obras viscerais, peles rasgadas, interiores à mostra, canibalismo e 
esquartejamento. 
Nuno Ramos (1960-) - Artista plástico formado em Filosofia pela Univer-
sidade de São Paulo (USP). Iniciou a carreira em 1980, com o grupo 
denominado Casa 7.
Rosângela Rennó (1962-) - Formada em Arquitetura e em Artes Plásticas. 
Doutora em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade 
de São Paulo. Referência obrigatória quando se trata de obra fotográfica. 
Carol Seiler. Em 1985 concluiu o curso de 
Licenciatura Plena em Artes Plásticas, pela 
FAAP. Realizou o curso de historia da Arte In-
ternacional e Brasileira. Estudou pintura a óleo 
ao lado do pintor Salvador Rodrigues em 1986. 
Entre 1989 e 1995 estudou História de Arte 
Contemporânea. Ao lado, uma de suas obras 
em exposição no catálogo Art-bonobo.
Fonte: http://www.art-bonobo.com/catalogo/
carolseiler/index.html
acesso em 22/02/2008
Cláudio Mubarac (1959) – Gravador, formou-se em artes plásticas em 
1982 e concluiu doutorado em 1998, pela Escola de Comunicações e Artes 
da Universidade de São Paulo.
http://www.artenet.com.br/listarQuadros.asp?artista=73
http://www.artenet.com.br/listarQuadros.asp?artista=73
http://www.art-bonobo.com/catalogo/carolseiler/index.html
http://www.art-bonobo.com/catalogo/carolseiler/index.html
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 121
UNIMES VIRTUAL
Iole de Freitas (1945-) é uma artista contemporâ-
nea que tem atuado de modo exemplar no circuito 
artístico brasileiro. Atualmente, busca novas solu-
ções plásticas para suas instalações e experimen-
ta novos materiais, como os tubos de metal e as 
placas de policarbonato. Ao lado, obra de Iole de 
Freitas. 
Fonte: http://www.pacoimperial.com.br/enterhtm/
contemp/finep/1997.html - acesso em 02/05/2007.
 
Carmela Gross (1946-) - Sua formação acadêmica é realizada no curso de 
Arte da Fundação Armando Álvares Penteado. Seus trabalhos variam en-
tre esculturas, pinturas, gravura, intervenções públicas e, principalmente, 
desenhos. 
 
Vale lembrar que alguns dos nomes de artistas acima cita-
dos estão presentes em exposições e galerias de arte na-
cionais e internacionais nas décadas anteriores e na atual, 
mas, somente com o passar das décadas, através das críticas baseadas 
em subsídios concretos e coerentes e através das Instituições, chamadas 
de Mundo da Arte, seus nomes entrarão para a História da Arte definiti-
vamente. Aguardemos.
Assim, chegamos ao final da disciplina Estética e História da Arte Brasi-
leira II. 
Espero que você tenha apreciado, e, em conseqüência do estudo e das 
observações, possa difundir algo mais para seus futuros aprendizes. Um 
grande abraço.
 
Visite os sites indicados (acesso em 22/02/2008):
http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo4/mapeamentos/index.
html
http://www.artenet.com.br/listarQuadros.asp?artista=73
http://www.pacoimperial.com.br/enterhtm/contemp/finep/1997.html
http://www.pacoimperial.com.br/enterhtm/contemp/finep/1997.html
http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo4/mapeamentos/index.html
http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo4/mapeamentos/index.html
http://www.artenet.com.br/listarQuadros.asp?artista=73
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II122
UNIMES VIRTUAL
 
Resumo - Unidade VI
Verificamos nessa última unidade a história do Brasil a partir 
de 1980, bem como os elementos culturais e artísticos do 
período. Reconhecemos o cenário artístico de São Paulo e 
demais capitais. O estilo que marca as artes visuais é o neo-expressionis-
mo. A influência dominante resgata os meios tradicionais da pintura. 
Observamos que a intervenção urbana, também chamada de arte pública, 
desenvolve-se estabelecendo relações entre o espaço e a obra de arte, o 
que atrai muitos artistas contemporâneos. 
As novas tendências de 1980 nas Artes Visuais são as Performances e 
Instalações, ou seja, uma disposição de elementos no espaço com a in-
tenção de estabelecer uma relação com o espectador. Os Videotextos 
surgem e se desenvolvem nas obras de Carmela Gross e Paulo Leminski, 
entre outros.
Observamos as oscilações de tendências na pintura, em um processo de 
consolidação artística. As obras se diversificam e o artista dos anos finais 
do século XX pinta sobre suportes maiores.
Novas tecnologias permitem uma arte multiculturalista, que absorve influên-
cias e produz uma ligação com as diversas técnicas e linguagens, como a 
fotografia, o vídeo e a pintura. A informatização abre novas possibilidades de 
globalização da arte. Em 1990, as tendências do pós-modernismo ganham 
força, como a apropriação e a constante releitura da história da arte.
Assim, chegamos ao final de nossas aulas de Estética e História da Arte. 
Espero que tenha apreciado as aulas e que continue pesquisando e desco-
brindo o universo da Arte! 
Um grande abraço!
 
Referências Bibliográficas
D’HORTA, A. Pedroso. O olho da consciência. São Paulo: Edusp / Impren-
sa Oficial de SP. / Secretaria de Estado da cultura, 2000.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 123
UNIMES VIRTUAL
FIGUEIRA, Divalte Garcia. História. São Paulo: Ática, 2005.
LEITE, José R. Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de 
Janeiro: Arte Livre, 1988.
LOUZADA, Júlio. Artes plásticas: seu mercado e seus leilões. São Pau-
lo: 1984.
PEDROSA, Mário. A Bienal de cá para lá. in Política das artes. Organiza-
ção de Otília Arantes.São Paulo: EDUSP, 1995.
SILVA, F. de Assis. História do Brasil. São Paulo: Moderna, 1992.
 
Edições Especiais
________ . ARTE NO BRASIL. A revolução da Arte Moderna. Comissão 
de Artes Plásticas da Secretaria de Cultura de São Paulo, SP: Nova Cultural 
Ltda.,1986.
________ . PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO. A coleção per-
manente. São Paulo: Gráficos Burti, 2002.
 
Catálogos
DO CONCEITUAL À ARTE CONTEMPORÂNEA. Marcos históricos. Insti-
tuto Cultural Itaú. São Paulo, 1994.
EXPOSIÇÃO DE ARTISTAS CONTEMPORÂNEOS. 11ª – Sociarte e Clube 
Atlético Monte Líbano, São Paulo, out. 1992.
 
Sites (acesso em 22/02/2008)
http://bienalsaopaulo.globo.com/artes/artistas/artistas.asp
http://www.acervos.art.br/gv/artistas_brasileiros/bio_julioplaza.php
http://www.art-bonobo.com/catalogo/carolseiler/index.html
http://www.artenet.com.br/listarQuadros.asp?artista=211
http://www.artenet.com.br/listarQuadros.asp?artista=73
http://www.cosacnaify.com.br/loja/biografia.asp?IDAutor=357
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ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II12�
UNIMES VIRTUAL
http://www.escritoriodearte.com/listarQuadros.asp?artista=128
http://www.historiadobrasil.net
http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo4/mapeamentos/index.html
http://www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/comunica/video/gno-
vis/eders/apresent.htm
www.ekac.org/obraprimanet.html
www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/seculoxx/modulo6/vai-
vc/index.html
www.revistamuseu.com.br/galeria.asp?id=4413
http://reginasilveira.uol.com.br/biografia.php
http://www.escritoriodearte.com/listarQuadros.asp?artista=128
http://www.historiadobrasil.net
http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo4/mapeamentos/index.html
http://www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/comunica/video/gnovis/eders/apresent.htm
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www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/seculoxx/modulo6/vaivc/index.html
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http://reginasilveira.uol.com.br/biografia.php
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II 12�
UNIMES VIRTUAL
Exercício de auto-avaliação VI
1) Em 1��1, foi realizada a I Exposição Internacional de Art-Door em Recife. Foram espa-
lhados painéis com arte de 2�� artistas entre brasileiros e estrangeiros. Entre os expo-
sitores encontram-se:
Almeida Júnior e Joaquim Negreiros.
Paulo Brusky e Cláudio Tozzi.
Joaquim Negreiros e Alexandrino da Silva.
Amaral Neto e Almeida Júnior.
 
2) A partir de 1��2, um grupo de artistas, entre eles Carlito Carvalhosa, Fábio Miguez, 
Nuno Ramos, Paulo Monteiro e Rodrigo Andrade, pintava algumas obras que se aproxi-
mavam do estilo Neo-expressionista alemão e discutia calorosamente seus trabalhos e 
a História da Arte, dividindo um ateliê em uma vila no bairro de Cerqueira César em São 
Paulo. Como é o nome desse grupo?
Casa 7.
Grupo expressionista.
Grupo de rua.
Casa 11.
 
3) A mostra evidencia um processo de retomada da pintura em contraposição às verten-
tes desenvolvidas em 1��0, assinalando o movimento de abertura política de 1��0 com 
uma arte menos dogmática, com ênfase no fazer artístico sem desconsiderar a reflexão 
teórica. Qual o nome dessa mostra?
Mostra dos doze.
Mostra dos anos 70.
Como vai você, Geração 80?
Mostra da Reflexão.
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA II12�
UNIMES VIRTUAL
�) A disposição de elementos no espaço com a intenção de estabelecer uma relação com 
o espectador é um procedimento artístico utilizado desde 1��0. Estamos falando das:
Vídeo-aulas e internet.
Performances e Instalações.
Exposições nos grandes salões.
Instalações e Vídeo-conferências.
 
�) Uma das tendências artísticas a partir dos anos �0 do século XX é a qual se utiliza o 
meio postal para a criação e a divulgação da obra. Estamos falando da:
Arte Mania.
Vídeo Arte.
Arte Postal.
Correio da Arte.
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)

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