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Amalgama (1) As cavidades para restauração em amalgama precisam de retenções macromecanicas, para que o material não sofra deslocamento durante a função. A amalgama não reforça o remanescente, portanto a estrutura fica fragilizada, então as características mecânicas da amalgama exigem que a restauração apresente pelo menos 1,5 mm de espessura, sob risco de fratura, sendo necessário as vezes aprofundar a cavidade, de modo que retire estrutura hígida. Essas restaurações são menos conservadoras que as com compósito; por que precisam atender a objetivos biológicos e mecânicos, diferente das adesivas que precisam atender apenas aos biológicos e o material se adapta a cavidade, enquanto que na amalgama a cavidade precisa se adaptar ao material. Objetivo biológico: São idênticos aos requisitos dos preparos para restaurações diretas com compósitos: promover acesso adequado à lesão e remover o tecido cariado. (Fica o buraco da remoção.) Objetivos mecânicos: As cavidades para amalgama, ainda permitem a retenção do material à cavidade e possibilitar resistência adequada ao conjunto dente-restauração. (Todos os detalhes para retenção.) De acordo com os princípios de Black, o preparo de cavidades para restauração com amalgama eram divididos em tempos operatórios: Forma de resistência, forma de contorno, forma de retenção, forma de conveniência, remoção da dentina cariada remanescente, acabamento das paredes de esmalte, limpeza da cavidade. Atualmente a pratica odontológica restauradora é regida por uma filosofia minimamente invasiva, que prioriza a máxima conservação de estrutura dental. (Essa é a grande diferença de Black, por que ele tirava o bom achando que evitava.) Para retenção deve ter as paredes devem ser paralelas e profundidade maior ou igual que o istimo vestibulolingual, sendo elas, autorretentivas e não necessitam quaisquer adaptações. O preparo da cavidade deve ser feito com brocas 328 e 332, que possuem forma de cone invertido, facilitando a obtenção de cavidades convergentes para oclusal (vestibular e palatal/lingual), enquanto que as paredes mesial e distal devem ser expulsivas, de modo que acompanhem os prismas de esmalte e os ângulos gengivivestibular e gengivolingual/palatal são arredondados para dissipar tensões. A amalgama necessita de pelo menos 1,5 mm de espessura para que sua resistência seja adequada. O acabamento das margens das cavidades devem assegurar uma ótima adaptação marginal. Garantindo a remoção de espiculas de esmalte desapoiadas, pois ele está sujeito a fratura. O ângulo cavosuperficial deve ficar o mais próximo possível de 90° para simultaneamente garantir espessura adequada ao material restaurador e ao esmalte na região das margens. Qualquer variação nesse ângulo pode acarretar em pequenas espessuras de amalgama, predispondo a restauração à ocorrência de fraturas marginais, ou pequenas espessuras de esmalte, deixando prismas de esmalte desapoiados, podendo ocorrer fratura assim. Para garantir a obtenção do ângulo cavosuperficial adequado pode ser executado a curva reversa de Hollenback, que garante ângulo de 90° com a superfície externa do dente e oferece volume adequado ao material restaurador. NO PERIODONTO A saúde periodontal é fundamento para a manutenção e/ou recuperação estética, biológica e funcional. Na relação restauração e periodonto a região mais importante é a porção dental entre a crista óssea e a margem cervical da restauração. É nessa região que se inserem os componentes biológicos responsáveis pela manutenção da homeostasia periodontal. Distancias biológicas: inserção conjuntiva(1,07), epitélio juncional(0,97) e sulco gengival(0,69). (Podendo variar de acordo com os indivíduos) Espaço biológico: Inserção conjuntiva e pelo epitélio juncional. A adesão dessas estruturas ao tecido dental, por meio de fibras dentogengivais na inserção conjuntiva e hemidesmossomos no epitélio juncional resulta em um selamento biológico ao redor do dente, permitindo que o hospedeiro mantenha uma boa saúde periodontal frente à initerrupta agressão bacteriada. Enquanto que o sulco gengival pode ser violado durante o processo restaurador por não ter união com o dente, sem causar prejuízo a homeostasia periodontal. Indica-se que quando necessário os preparos sejam estendidos no máximo 0,5 mm no interior do sulco. Quando a união dento gengival é violada seja por iatrogênia, processos patológicos ou traumáticos, há um rompimento do selamento biológico, permitindo que as bactérias e seus produtos alcancem o tecido conjuntivo subjacente, podendo resultar em inflamação. A partir do momento em que o espaço biológico é violado, o próprio organismo se encarrega de promover reabsorção óssea para permitir a migração apical de seus componentes. A resposta para casa individuo é diferente, mas geralmente é através de recessão gengival e bolsa periodontal. A recessão gengival é mais comum onde a tabua óssea alveolar é fina e afilada, enquanto a bolsa costuma se forma em regiões de tecido ósseo denso e gengiva espessa. A correção cirúrgica ou não, das distâncias biológicas e a eliminação da inflamação são condições indispensáveis para a execução de um tratamento restaurador que não interfira na homeostasia local do periodonto. COMPÓSITO: Trabalham com adesão, segunda a filosofia conservadora. Ela proporciona a unição do material restaurador ao dente de forma análoga a uma cola, sem depender de uma retenção macromecanica, portanto é possível remover uma menos quantidade de tecido hígido. As vezes sem ser necessário fazer um preparo. (Classe IV) Algumas vezes a busca pela excelência estética pode justificar algum tipo de preparo cavitário, e mesmo ele, deve ser o mais conservador possível. O preparo está vinculado a presença de lesão cariosa, previamente a inserção dos materiais restauradores, retirando apenas o tecido cariados, sem necessidade de remoção de estrutura sadia, por que os materiais adesivos atuam como elementos de reforço ao esmalte. O tecido sadio só é corrompido em casos extremos, como em carie oculta.