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Colhedora combinada Cereais Prof. Veronildo Souza de Oliveira A colhedora combinada de cereais é uma das máquinas mais complexas da agricultura. É uma máquina autopropelida que, em sequência, realiza as operações de corte, trilha, separação, limpeza, armazenamento e realiza o transbordo dos grãos para uma carreta graneleira. A colheita é realizada por uma unidade de corte e captação. Molinete Barra de corte Unidade de corte e captação: Sem-fim da plataforma, Alimentador de cilindro Molinete - tem a função de puchar a parte aérea da planta, para o interior da máquina. Barra de corte segadora – sistema de faca e contra faca, uma fixa e outra que tem movimento, cuja a função é de corta a planta. Sem-fim ou caracol – tem a função de direcionar toda a massa cortada para o centro da máquina, através do sem-fim e dos dedos retráteis. Alimentador de cilindro Esteira que leva a massa cortada (planta, folhas, hastas vagem..) até o sistema de trilha Unidade de trilha. Trilhar significa remover os grãos das vagens, espigas ou cachos. Pode-se trilhar pela ação de batidas (impactos) ou por fricção. Em condições favoráveis mais de 90% dos grãos que passam por esta unidade (cilindro e côncavo) são trilhados, restando às unidades subseqüentes o trabalho de recuperar os outros 10% que não foram trilhados. Trilha (clindro de barras, côncavo, batedor) Saca palha Unidade de separação: - Batedor - saca-palhas A palha trilhada com alguns grãos misturados recebe o impacto do batedor e são lançados sobre o saca-palhas, através da extensão regulável do côncavo. A ação agitadora dos saca-palhas removem os grãos misturados, que caem na unidade de limpeza, enquanto a palha vai se encaminhando para a extremidade posterior do saca-palhas e cai no solo. Colhedora de fluxo radial Colhedora combinada de fluxo axial A colhedora combinada de fluxo axial é aquela cujo sistema é composto por rotor e côncavo longitudinal em relação à máquina. Esse sistema tem como característica principal o menor tempo de permanência do material na sessão de trilha, reduzindo danos mecânicos (quebra de grãos), na qual o material se desloca paralelo ao eixo do rotor, com maior tempo de separação do grão da palha, reduzindo perdas. Unidade de limpeza: O material trilhado (grãos, pequenas palhas, algumas vagens ou pontas de espigas não completamente trilhadas) e o material proveniente da unidade de separação são transportado até a peneira superior (B) pelo bandeijão (A). Os grãos passam através da peneira superior, depois pela peneira inferior (C), sendo então transportados até o tanque graneleiro. As pontas das espigas e vagens não completamente trilhados são separados pela peneira inferir e pela extensão da peneira superior (D), sendo então conduzidas novamente à unidade de trilha (cilindro e côncavo). As palhas são conduzidas para fora da máquina pelo movimento permanente das peneiras e pela corrente de ar fornecida pelo ventilador. Limpeza realizada por ventilador de alta rotação, para retirar todo material de baixa densidade, palhas, folhas, restos de cultura. Apenas os grãos passam pelas peneiras. Retrilha, quando a vagem, cacho ou panícula não liberam o grão. Neste caso não passam pelas peneiras e caem e são transportados por um elevador de canecas para serem trilhados novamente. Quando o tamque graneleiro atinge seu nível máximo, o operador, através de um aviso sonoro, avisa o operador do conjunto trator+carreta, para se posicionar paralelamento a colhedora, na mesma velocidade, para que se processe a operação de transbordo, que consiste na transferência dos grãos da colhedora para a carreta graneleira. Colhedora de milho Para a colheita de milho, troca-se a plataforma segadora e coloca-se uma plataforma despigadora, além da troca do cilindro de barras por outro de dentes e demais regulagens. Platarma despigadora, para a cultura de milho Cilindro de dentes Colhedora de feijão Plataforma para feijão MILHO