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FRIESEN, Albert. Cuidando do ser: treinamento em aconselhamento pastoral. 3. ed. rev. Curitiba: Editora Evangélica Esperança, 2012. - Podemos contemplar o repertório de técnicas transmitidas pelas mãos hábeis deste “artista” que domina sua arte e mais, que exerce tal arte como um ministério, aperfeiçoando a cada dia o dom que Deus graciosamente lhe ofertou. (Grzybowski, 2012, contra-capa) - O texto concilia uma base teórica sólida, psicológica e teologicamente bem fundamentada, e uma série de exercícios práticos, que ajudam o leitor com ferramentas úteis para seu desenvolvimento pessoal e capacitação ministerial. (Grzybowski, 2012, contra-capa) - Heinz Ratzlaff Epp ousou treinar pastores e líderes leigos, sem formação em psicologia, para o aconselhamento pastoral. (2012, p. 7) - Saber aconselhar é um dom de Deus e, como tal, deve ser desenvolvido e aperfeiçoado, com o objetivo de produzir muito fruto. (Grzybowski, 2012, prefácio, p. 11) - O Corpo de Cristo, a igreja, recebeu do Espírito Santo todos os dons e meios para viver, ministrar uns aos outros e fazer o trabalho que Cristo ordenou para a salvação e o discipulado de “todas as nações” Mt. 28:19. (2012, p. 13) - Cada igreja possui irmãos e irmãs que naturalmente exercem a função de aconselhamento. Não importa se foram treinados para tanto ou não. Há pessoas que por sua experiência de vida ou pela sabedoria com que resolvem os conflitos, atraem ao aconselhamento. (2012, p. 13) - O constante treinamento em aconselhamento pastoral nasce da necessidade apresentada por pastores e líderes leigos que têm interesse em dar uma assistência pastoral individualizada aos membros da igreja e/ou aos participantes de departamentos na igreja. (2012, p. 14) - Apenas o estudo em livros não oferece a auto-segurança que o líder espiritual necessita para envolver-se ousadamente no aconselhamento. Fazem-se necessários o treinamento, a supervisão, o reforço da parte de colegas que estimulem e corrijam quando necessário. (2012, p. 14) - O bom conselheiro é aquele que pode esquecer-se de si mesmo durante o encontro terapêutico e empatizar com a situação e com a pessoa que está aconselhando, sem enredar-se em suas próprias necessidades, experiências e sentimentos. (2012, p. 14) - Esta obra enfatiza a postura de escuta chamada não diretiva. (2012, p. 15) - O aconselhamento pastoral é um ministério paraeclesiástico e parateológico. (2012, p. 15) - As técnicas e as metodologias devem adequar-se à real necessidade da pessoa que busca aconselhamento. O ser humano é um todo, e seus cuidados devem ser feitos dentro dessa perspectiva. (2012, p. 15) CAPÍTULO 1 – ACONSELHAMENTO PASTORAL: QUE CONSELHOS SÃO ESSES? - Fred Mackinney define: “Aconselhamento é um relacionamento interpessoal no qual o conselheiro assiste ao indivíduo em sua totalidade no processo de ajustar-se melhor consigo mesmo e com seu ambiente”. (2012, p. 19) - Para Clyde Narramore, “Aconselhamento é o uso de várias técnicas para uma pessoa ajudar-se a resolver melhor seus conflitos e ajustar sua vida”. (2012, p. 20) - Aconselhamento é aprender e reaprender – não uma aprendizagem intelectual, mas uma aprendizagem e reaprendizagem emocional. (2012, p. 20) - Para L. W. Nichols, “Aconselhamento é a arte de ajudar a indivíduos a alcançarem objetivos específicos que satisfaçam as suas necessidades”. (2012, p. 20) - O Salmo 139 apresenta um processo de aconselhamento onde vemos: sondar, conhecer, provar e conduzir por caminhos eternos. (2012, p. 20) - As igrejas evangélicas brasileiras têm despertado para a necessidade de assistir às pessoas em suas necessidades pessoais, não apenas físicas e espirituais, mas, também emocionais. (2012, p. 21) - Segundo Mateus 16:26, a alma é o celeiro de nossas experiências, desejos e emoções. Ela é o elemento no ser humano que ama, odeia, quer, sofre e decide. A alma é o receptor em nós, através do qual o Espírito de Deus quer nos dirigir e orientar. (2012, p. 22) - O espírito é a dimensão transcendente do ser humano. O espírito é a conexão com o mundo espiritual. A postura fisiologista considera os dados da pesquisa psicológica como complementares e facilitadores do aconselhamento pastoral. (2012, p. 23) - Quando nesta obra, usamos o conceito holístico estamos pensando no ser humano como um todo integrado e interativo. (2012, p. 23-24) - A tarefa do aconselhamento pastoral na perspectiva holística é a de ver o homem sempre dentro do seu todo. (2012, p. 25) - O conselheiro cristão sabe que precisa levar em consideração as três dimensões básicas do ser humano para poder realmente ajuda-lo. (2012, p. 25) - Aconselhamento pastoral é, antes de tudo, a comunicação da Palavra de Deus. (2012, p. 26) - O aconselhamento pastoral deve tratar das tensões interiores e dos diferentes complexos que interferem na qualidade da vida. Deve promover a libertação de atitudes inadequadas e distorções de percepção quanto à realidade. Deve favorecer a libertação dos medos, culpas e das iras inadequadas. Essas tarefas deverão ser efetuadas com os recursos da Palavra de Deus, somado aos recursos que o conselheiro poderá obter da pedagogia, psicologia e filosofia. (2012, p. 26) - Há um movimento de reconciliação entre as diferentes áreas científicas e uma tentativa profícua de aproximação e trabalho conjunto. Exemplo disso é a Terapia Familiar Sistêmica, que procura entender, estudar e ajudar o ser humano, considerando-o no seu todo social e familiar. (2012, p. 27) - Instituições de ajuda e hospitais estão deixando de trabalhar apenas multidisciplinarmente, e esforçando-se para trabalhar em uma abordagem interdisciplinar. Entendo também que a igreja está modificando a percepção de sua missão. Ela tem reconhecido o ser humano como um todo, e que é infrutífero atende-lo apenas espiritualmente. (2012, p. 28) - Quem encontrou Jesus não se livra automaticamente de problemas, atitudes inadequadas, conflitos e distúrbios psíquicos. (2012, p. 28) - A psicologia como ciência ocupa-se do comportamento humano, isto é, do comportamento observável. Portanto, a psicologia não se ocupa, nem se arroga o direito de se ocupar, com a alma, o espírito e sua relação com Deus. (2012, p. 29) - A psicologia também não estuda o espírito em sua origem, sua imortalidade, seu caráter transcendente, etc. A psicologia descobre e descreve princípios gerais do comportamento humano, que consequentemente podem ser utilizados para uma psicoterapia eficaz também no aconselhamento pastoral. (2012, p. 29) - O conselheiro precisa conhecer tão profundamente quanto possível as pessoas para que possa aplicar eficazmente o Evangelho. (2012, p. 29) - Podemos reduzir de modo simples o estudo do intrapsíquico e do comportamento humano sob cinco enfoques básicos: psicologia, psicanálise, psicoterapia, psiquiatria e aconselhamento psicológico. (2012, p. 30) - A psicologia é a ciência que se dedica a estudar a conduta humana, suas razões e seus mecanismos subjetivos. A psicologia fornece dados objetivos para o aconselhamento pastoral, disponibilizando o conhecimento da dinâmica humana de maneira útil para a resolução de seus conflitos existenciais e inter-relacionais. (2012, p. 30) - A psicanálise procura elaborar constructos teóricos quanto às forças motivadoras. (2012, p. 30) - A psicoterapia é a ciência que aplica os princípios da psicologia e da psicanálise aos procedimentos de cura. A psicoterapia é a aplicação prática dos princípios da psicologia à cura, à busca de soluções e à resolução de conflitos. (2012, p. 31-32) - O conselheiro pastoral fará bem em conhecer um pouco as escolas psicológicas. Este conhecimento lhe facilitará a escolha de um terapeuta quando tiver que encaminhar algum de seus aconselhandos. (2012, p. 31) - A psiquiatria é a disciplina médica que trata dos transtornos de conduta. (2012, p. 32) - O aconselhamento psicológico é bastante diretivo/interventivo. O aconselhamento pastoral se baseia primordialmente sobre princípios bíblicos/teológicos e o aconselhamento psicológico sobre princípios psicológicos. (2012, p. 32-33) - O aconselhamentopastoral mantém em seu rol de funções o confronto com ações pecaminosas, o convite ao arrependimento e mudança de atitudes e a reformulação de princípios de vida de acordo com os preceitos bíblicos. (2012, p. 33) - Os 10 mandamentos das relações humanas: 1. Fale com as pessoas; 2. Sorria para as pessoas; 3. Chame as pessoas; 4. Seja amigo e prestativo; 5. Seja cordial; 6. Interesse-se sinceramente pelos outros; 7. Seja generoso em elogiar, cauteloso em criticar; 8. Saiba considerar os sentimentos dos outros; 9. Preocupe-se com a opinião dos outros; 10. Procure apresentar um excelente serviço. (2012, p. 35-36) - A eficácia não depende tanto da técnica utilizada, mas depende muito da disponibilidade humana da pessoa que atende aquela que sofre. (2012, p. 37) - Aconselhamento e terapia eficientes podem ser oferecidos por pessoas que foram treinadas para isso, mas que não são, necessariamente, profissionais. (2012, p. 37) - Ser pessoa, saudável, equilibrada, coerente, mas ao mesmo tempo disponível, envolvente e sem medo de proximidade: estes fatores parecem ser os maiores segredos para alcançar eficácia ao aconselhar pessoas, e também ao realizar terapia com as pessoas. (2012, p. 38) - É muito recomendável que mesmo conselheiros pastorais se submetam a uma psicoterapia ou a uma análise. (2012, p. 38) CAPÍTULO 2 – A IMPORTÂNCIA DO ACONSELHAMENTO PASTORAL - Se as igrejas quiserem realmente fazer diferença no local em que existem, se quiserem cumprir sua função de ser sal e luz, terão que levar as necessidades básicas imediatas das pessoas seriamente em conta na elaboração de seus programas. (2012, p. 43) Os evangelhos apresentam Jesus em um ministério de amplitude integral. (2012, p. 43) - O espírito do homem e a sua comunhão com Deus é o centro da missão de Jesus. (2012, p. 44) - Jesus ensinava, curava e consolava: uma missão de amplitude integral. (2012, p. 44) - A igreja precisa voltar à visão integral do ser humano para poder ajuda-lo de fato. (2012, p. 44-45) - A pregação do púlpito, a evangelização das massas por todos os meios possíveis e o evangelismo pessoal devem ser a prioridade da igreja. (2012, p. 45) - A cura emocional somente acontece na interação, em experiências relacionais com as pessoas que cercam o aconselhando. (2012, p. 45) - No aconselhamento há uma disponibilidade natural por parte do aconselhando de se abrir, de falar de si, de pedir ajuda. (2012, p. 47) - O aconselhamento quer ajudar uma pessoa a relacionar-se melhor consigo mesma, com seu meio, com as pessoas ao seu redor, e a viver a vida com mais qualidade. (2012, p. 48) - Abuso sexual, ódio contra pessoas próximas, medos não racionais, fantasias e outros assuntos, podem ser tratados apenas na intimidade de um gabinete pastoral ou em um espaço só para duas pessoas. (2012, p. 49) - O amor a si mesmo é necessário para que haja cuidado pessoais, para que haja estrutura psicológica, emocional e espiritual para que a pessoa possa interagir com o seu meio, especialmente com o meio agressivo e com as dificuldades que a vida diariamente apresenta. (2012, p. 56) - Ter autoestima e sentir seu valor pessoal é uma necessidade psicológica básica para a sobrevivência do indivíduo, além de ser uma necessidade básica para se ter a ousadia de fazer alguma coisa pela obra de Deus e pelas pessoas. (2012, p. 56-57) - O medo tem a função de colocar a pessoa em estado de alerta diante de uma ameaça e/ou perigo, e, quando necessário, desencadear reações de fuga que levem a pessoa a se proteger e se colocar a salvo. (2012, p. 60) - A ansiedade é uma apreensão geralmente desencadeada por uma ameaça a algum valor que o indivíduo considera essencial à sua existência como pessoa. (2012, p. 60) - Procure identificar também as causas de seus medos. As causas podem estar em experiências traumáticas, tanto da infância quanto da vida adulta. (2012, p. 65) CAPÍTULO 3 – A QUEM AS PESSOAS APELAM QUANDO PRECISAM DE ACONSELHAMENTO PASTORAL? - É o aconselhando quem tem a responsabilidade de crescer. Resta ao conselheiro ser instrumento de Deus para a mudança, mas a mudança vem de Deus, se o aconselhando realmente se submeter a um tratamento verdadeiro e profundo. (2012, p. 68) - Ser pastor e trabalhar como pastor coloca o conselheiro em contato direto com as pessoas. O pastor ou o líder de grupo familiar está sempre presente. E ali ele pode aconselhar, informal ou formalmente. (2012, p. 69) - As pessoas não se expõem umas às outras enquanto não têm segurança de sua aceitação incondicional. (2012, p. 70) - A escolha de um conselheiro não depende de sua formação técnica, nem de sua habilidade profissional em conduzir um processo de aconselhamento, nem mesmo dos resultados que tenha alcançado. A capacidade de empatizar, a disponibilidade em ouvir, o não moralizar e julgar as ações, a aceitação incondicional, são os fatores que mais atraem para o aconselhamento pastoral. (2012, p. 70-71) - O conselheiro cristão pode apenas buscar uma conduta naturalmente empática e de aceitação incondicional, e para tanto ele pode esforçar-se e treinar. Devemos aprender a importância fundamental da aceitação incondicional. (2012, p. 72) - Quem precisa de ajuda se distancia de pessoas que desenvolvem atitudes de critica, de reprovação e julgamento moral. (2012, p. 73) - O conselheiro deve ter uma vida exemplar no trato com a família, com as pessoas e na profissão. Deve ser sábio diante das crises da vida e dos problemas e, ao mesmo tempo, deve ser uma pessoa discreta em seu comportamento, que não se esconda, mas também não chame atenção exagerada. (2012, p. 74) - O conselheiro pastoral que queira ser respeitado buscará o conhecimento profundo da Palavra de Deus, em termos teóricos e teológicos, e ao mesmo tempo buscará o lado prático e útil desse conhecimento. (2012, p. 75) - Exegese é o estudo minucioso de um texto bíblico com o objetivo de esclarecê-lo e interpretá-lo para entender o que Deus, de fato, quis dizer através da Bíblia. (2012, p. 75) - A vida cristã é feita de família, de relacionamentos, crises, decisões, envolvimento com questões profissionais e econômicas, etc. (2012, p. 76) - O conselheiro se fará respeitar se conhecer profundamente a Bíblia e se ele, ao mesmo tempo, souber aplicar a Bíblia de modo prático e útil, versátil, libertador e inteligente ao cotidiano das pessoas. (2012, p. 76) - É necessário que o conselheiro cristão desenvolva suas habilidades de aconselhar. Leituras constantes, treinamentos e cursos a respeito de aconselhamento desenvolverão uma prontidão e eficácia para o ministério do Aconselhamento Pastoral. (2012, p. 77) - O pastor deve saber mais do que simplesmente conduzir uma conversa. Ele pode auxiliar o aconselhando a aprofundar seu entendimento a respeito do assunto trazido, e assim desenvolver estratégias mais eficazes para a solução de seus problemas. (2012, p. 78) - O aconselhando busca a certeza de que sua conversa será confidencial. O sigilo ético no aconselhamento é uma questão de lealdade para com o aconselhando. (2012, p. 79) - O conselheiro que tem intimidade com Deus atrai para o aconselhamento pastoral. A habilidade de lidar com as coisas da vida atrai outros para buscar conselhos. (2012, p. 80) - Aconselhe, e você sentirá necessidade de estudar mais a Bíblia. Estude a Bíblia, e você terá necessidade de aconselhar, pois você será preenchido de ideias de Deus a respeito dos problemas que você vê e ouve nas pessoas ao seu redor. (2012, p. 81) CAPÍTULO 4 – O CONSELHEIRO PASTORAL - Alguém com habilidades treinadas e/ou vocacionado para exercer o ministério de misericórdia. (2012, p. 85) - O treinamento em métodos e técnicas, o embasamento teórico sobre aconselhamento pastoral, os estudos sobre o desenvolvimento do ser humano e de sua personalidade são fundamentais e podem ajudar o conselheiro. O conselheiro pastoral precisa de informações básicas sobre o comportamento humano. (2012, p. 86) - O aconselhamento pastoral acaba sendo a projeção do próprio conselheiro. (2012, p. 86) - É fundamental que o conselheiro conheça a si mesmo, tenhauma autopercepção aguçada de seus sentimentos, e que seja uma pessoa madura e equilibrada. (2012, p. 86) - As qualidades e as habilidades do conselheiro podem e devem ser desenvolvidas. (2012, p. 87) - O conselheiro cristão, o conselheiro pastoral deve ter firmes princípios cristãos. Precisa ser fortalecido pelo poder de Deus. Deve ter firmes convicções pessoais, sendo cheio do Espírito Santo (Gl. 5:22) e das características do seu fruto (amor, alegria, paz, paciência, gentileza, bondade, fidelidade, mansidão, autocontrole). (2012, p. 87) - Para poder realmente compreender as necessidades dos outros é absolutamente necessário que o conselheiro compreenda e perceba antes de tudo suas próprias necessidades e que aprenda a lidar com elas. (2012, p. 88) - O sucesso do aconselhamento pastoral depende do relacionamento com Jesus. (2012, p. 89) - As convicções pessoais servem de referencial e de âncora. As convicções podem ajudar a manter uma postura firme a favor de princípios bíblicos básicos, mesmo que situação do aconselhando seja tão lastimável que o coração do conselheiro queira ceder. (2012, p. 89) - A dor dos outros lembra a própria dor. Encará-la também pode doer pessoalmente. (2012, p. 90) - É preciso entrar na pele do outro, e tentar entender o que passa no seu interior. É um desafio entender o que o outro realmente quer nos dizer. (2012, p. 92) - No aconselhamento de casais não importa quem tem razão, mas sim qual é a solução. E a solução é um projeto para os dois em igualdade. (2012, p. 92) - O supervisor do conselheiro pastoral deveria preferencialmente ter formação completa em aconselhamento e/ou psicoterapia. (2012, p. 93) - Talvez seja mérito de Carl Rogers a definição de algumas características do próprio conselheiro que facilitam os resultados no aconselhamento efetivo. Essas características se resumem em: 1. Autenticidade; 2. Receptividade com distanciamento; 3. Empatia apurada. (2012, 94) - Jerome D. Frank vai dizer que “qualquer um com uma pitada de calor humano, bom senso, alguma sensibilidade aos problemas humanos e um desejo de ajudar pode trazer benefício a muitos candidatos à psicoterapia”. (2012, p. 94) - A autenticidade pode ser entendida como coerência. (2012, p. 94) - A receptividade com distanciamento tem sido denominada neste livro como aceitação incondicional. Poderíamos defini-la também como “consideração positiva incondicional”. As pessoas com problemas necessitam que alguém realmente se importe com elas. O conselheiro eficaz expressa que realmente se interessa pelo aconselhando, de modo verbal, pela expressão facial, pelo contato visual, pelos gestos e até por silêncios em determinados momentos. (2012, p. 95) - A palavra “Empatia” tem sua origem no grego e quer dizer “sofrimento com”. É a tendência para sentir o que se sentiria caso se estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outrem. Empatia é a sensibilidade do terapeuta para com os sentimentos existentes. (2012, p. 96) - Razões mais profundas, do porquê de termos escolhido justamente essa maneira de participar do Reino de Deus: através do aconselhamento pastoral, sendo conselheiro cristão, querendo ajudar pessoas em suas questões existenciais, relacionais, emocionais e espirituais. (2012, p. 97) - Os motivos pessoais do conselheiro podem alterar a percepção e a compreensão do mesmo a respeito do que aconselhando diz. A história do conselheiro, seus valores, seus traumas, suas potencialidades, seus desejos, suas preferências e seus medos podem transformar-se em motivos pessoais para querer aconselhar outros. (2012, p. 98) - Além de conhecer os aspectos metodológicos e técnicos da conversação pastoral, o conselheiro deverá desenvolver um autoconhecimento e uma autoavaliação de sua própria vida e de sua atuação como conselheiro. (2012, p. 99) - O que impulsiona a pessoa a querer trabalhar com aconselhamento pastoral? Os motivos se localizam especialmente em duas frentes: os motivos missiológicos e os motivos pessoais. (2012, p. 100) - Entre cristãos há muitas pessoas com “complexo messiânico”, pois a mensagem da Bíblia estimula ao serviço, à caridade, à disponibilidade vicária. (2012, p. 101) - Quanto menos o conselheiro tiver imposto uma conversação pastoral ao aconselhando, quanto mais ele tiver sido comissionado e chamado, tanto mais objetivamente poderá dedicar-se à tarefa de aproximar-se do aconselhando e de sua dinâmica, tanto mais crescem as chances de que o aconselhamento se desenvolva em um processo terapêutico e útil. (2012, p. 102) - A mudança efetiva é sempre uma mudança de dentro para fora. (2012, p. 102) - A história do aconselhando traz conteúdos semelhantes aos já vivenciados pelo conselheiro. (2012, p. 103) - Quando o conselheiro quiser impor seus princípios e valores, quando ele tenta forçar qualquer mudança de comportamento sem que o aconselhando esteja maduro para tanto, o processo de crescimento poderá cessar e estagnar. (2012, p. 104-105) - Aconselhamento pastoral é um processo de ajuda que pressupõe a autoridade do conselheiro para intervir e ajudar, mas não lhe permite autoritarismo para impor e obrigar o aconselhando a fazer mudanças para as quais ele não se dispõe voluntariamente. (2012, p. 105) CAPÍTULO 5 – O INSTRUMENTO DO ACONSELHAMENTO PASTORAL: A CONVERSAÇÃO PASTORAL - A palavra torna-se o instrumento do aconselhamento pastoral. A palavra é o instrumento terapêutico e curador no trato da problemática humana. O aconselhamento pastoral é o processo de utilização da palavra para curar, libertar e abençoar. (2012, p. 111) - O ser humano é um ser essencialmente social, muitas das suas dificuldades estão diretamente relacionadas com seu meio, sua família, seu trabalho, etc. Portanto, a análise pastoral manterá esses fatores em vista. (2012, p. 111) - O método não diretivo tem se mostrado bastante útil para facilitar a aproximação. (2012, p. 112) - A aceitação incondicional é uma expressão de amor. A expressão máxima da aceitação incondicional certamente vem do amor de Deus. (2012, p. 112) - Conversação é comunicação (objetiva e subjetiva). A comunicação objetiva é a transmissão de conteúdos, de significados, de palavras, é o que é evidente aos ouvidos e à observação. A comunicação subjetiva é a transmissão de sentimentos, de significantes, de emoções subjacentes ao conteúdo das palavras. (2012, p. 113) - Estamos relacionados com o outro através dos nossos afetos, quer estejamos conscientes disso, quer não. (2012, p. 116) - O sucesso ou o fracasso de uma conversação quase sempre depende não de nossas palavras, mas de nossos sentimentos. (2012, p. 116) - O conteúdo das palavras muitas vezes alcança menos resultados do que a transmissão de mensagens pela expressão facial e tonalidade da voz. (2012, p. 117) - Depois que o aconselhando tiver explicitado sua queixa, que ele se sentir aceito e compreendido, depois que o próprio conselheiro tiver uma compreensão do todo do problema, o aconselhamento pastoral tem como função a correção de conceitos. (2012, p. 117) - O conselheiro deve preferencialmente usar aquela palavra que o aconselhando traz para descrever seu problema. (2012, p. 119) - As habilidades de aconselhamento se desenvolvem em consequência de constante prática e da avaliação crítica desta prática, a sós ou com auxílio de um colega e/ou supervisão. (2012, p. 124) - Precisamos perguntar à Bíblia, que deve ser a fonte de toda ação pastoral. (2102, p. 126) - Apresentar a tarefa do conselheiro pastoral de maneira técnica e bastante simplificada. Usar posturas não diretivas e diretivas. (2012, p. 126) - Quem conduz o processo da conversa é o exortador, o admoestador, o conselheiro. O termo grego nouthétesis é traduzido para o português pelas palavras “admoestar”, “exortar”, “ensinar” e, às vezes, para “pôr sentido em” e “aconselhar”. (2012, p. 126-127) - O propósito básico da confrontação noutética é o de efetuar mudança de conduta e de personalidade através do ensino. (2012, p. 127) - Os seguintes textos fundamentam uma intervenção diretiva no aconselhamento: Cl. 1:28; 3:16;Rm. 15:14; At. 20:31; II Tm. 3:16. (2012, p. 127) - No aconselhamento diretivo o conselheiro está diante do aconselhando. Ele tem autoridade espiritual, ele é a pessoa que foi informada a respeito da vida e de seus problemas, conhece a Palavra de Deus. De certa maneira ele dirige a conversação pastoral, depois que o aconselhando explicou sua dificuldade. O conselheiro interpreta, dá tarefas, orienta quanto aos próximos passos a serem tomados e, em muitas situações, até determina o que fazer. (2012, p. 128) - O Polo não Diretivo: “Amparar” é definido como: servir de amparo, escorar, proteger, favorecer, dar meio de vida, resguardar, defender, abrigar. Nessa postura de aconselhamento o aconselhando define a direção a ser tomada. (2012, p. 128) - O aconselhamento não diretivo mais propicia: as pessoas começam a ver a si mesmas, a pensar em suas próprias vidas, a chegar a conclusões pessoais e a decidir pessoalmente que deveriam fazer naquele momento. (2012, p. 129) - Quem vê a si mesmo precisa tomar uma posição ou algumas decisões básicas. (2012, p. 130) - Inicialmente usamos sempre a abordagem não diretiva, até que o aconselhando tenha conquistado a certeza da aceitação incondicional e até que as suas dificuldades estejam suficientemente explicadas para ele mesmo e também para o conselheiro. (2012, p. 131) - O conselheiro pastoral não se atém ao corpo teórico de uma escola psicológica, não usa apenas as técnicas fundamentadas em determinada linha teórica. Ele busca entender os problemas humanos dentro da perspectiva bíblica, que oferece apoio para todas as pessoas. (2012, p. 131) - O método diretivo não necessita ser aprendido, ele requer apenas ser aprimorado para que se torne útil. O método não diretivo é que precisa ser aprendido. O método não diretivo oferece a aceitação incondicional, de forma que o aconselhando se sinta seguro de que não será julgado, condenado e sentenciado. (2012, p. 132) - Efeitos das frases sobre os sentimentos: reação ao conteúdo, generalização do assunto, interpretação e diagnóstico, moralização, dogmatização, saca-rolhas e empatia-reflexão. (2012, p. 134) - A Reação ao Conteúdo é uma resposta que não leva em conta os sentimentos pelos quais a pessoa subjetivamente está passando. (2012, p. 135) - Generalização do Assunto: uma resposta generalizada indica que o problema trazido é um entre muitos, pelos quais outros também já passaram, e souberam como resolvê-los. (2012, p. 135) - Respostas interpretadas e diagnosticadas tentam explicar o porquê do sofrimento da pessoa. A interpretação e o diagnóstico não ajudam o andar ao lado do outro. (2012, p. 136) - A grande questão no aconselhamento pastoral não é exatamente o porquê se faz alguma coisa, mas sim, como muda-la. (2012, p. 136) - A interpretação busca explicar certos comportamentos a partir de causas passadas, profundas ou circunstanciais. O diagnóstico é o enquadramento dos sintomas e das características de uma pessoa, tentando classificar para entender, prognosticar e tratar. (2012, p. 137) - O que é certo e o que é errado. Essa resposta julga o que o aconselhando diz, classifica tudo entre dois extremos, como bom ou mau. (2012, p. 137) - Na dogmatização é apresentado um dogma para responder ao que o outro disse. (2012, p. 138) - No método saca-rolhas, o conselheiro pensa que tem que conduzir a conversação e introduz assuntos que o aconselhando não tinha pensado em tratar. (2012, p. 138) - Empatia-reflexão: essa é a resposta ideal para a abordagem não diretiva. Empatizar é colocar-se na pelo do outro e tentar entender o que ele está passando e sentindo. (2012, p. 139) - Aprender a perceber as emoções e sentimentos nas frases dos outros é uma arte, e requer uma atenção constante. (2012, p. 143) - O conselheiro pastoral precisa estar habilitado a intervir de acordo com a situação, de acordo com a pessoa e, muitas vezes, de acordo com o problema tratado. (2012, p. 144) - A Bíblia enfatiza que “devemos aconselhar”! E devemos fazê-lo adaptando-nos às situações, às pessoas e aos seus problemas. (2012, p. 144) - No início de um aconselhamento pastoral deve vigorar a abordagem não diretiva, não importando se a pessoa é cristã ou incrédula, o tipo de dificuldades que ela apresenta, qual a idade que ela tenha, etc. (2012, p. 145) - No inicio de um aconselhamento pastoral deve vigorar a abordagem não diretiva, não importando se a pessoa é cristã ou incrédula, o tipo de dificuldades que ela apresenta, qual a idade que ela tenha, etc. (2012, p. 145) - O conselheiro é essencialmente “ouvido”, “audição”. A metacomunicação é o método mais usado nessa técnica. (2012, p. 146-147) - Empatia e reflexão: esta se concentra em ajudar o aconselhando a entender o que ele está sentindo e dizendo. (2012, p. 147) - Esclarecimento: o conselheiro faz perguntas para aumentar a clareza das informações e especialmente dos sentimentos, das atitudes, dos valores e comportamentos. (2012, p. 147) - Anamnese é o levantamento de dados a respeito de um problema, desde o seu princípio, através de sua evolução até a sua atual apresentação. (2012, p. 148) - Um resumo ajuda o aconselhando também a reafirmar a direção da conversa, caso esteja se desviando da rota planejada. (2012, p. 148) - É preciso ser direto naquilo que se discute. É preciso ser específico na definição dos planos de mudança. (2012, p. 149) - O porquê de certos problemas deve ser explicado e entendido para que o aconselhando alcance alguma mudança. (2012, p. 150) - Avisos e conselhos podem ajudar o aconselhando a perceber que ele, de alguma maneira, está tendo um ganho secundário com seus problemas, que, de alguma forma, lhe convém ter problemas. (2012, p. 150) - De acordo com a Bíblia, a rejeição é uma forma de tratamento, pois ela reserva a possibilidade de o aconselhando se arrepender na solidão, reconhecer o seu erro e, pela dor, buscar mudanças definitivas. (2012, p. 151) - A escolha da técnica de intervenção, bem como a escolha do nível de psicoterapia é feito a partir das necessidades e da dinâmica que o aconselhando apresenta. (2012, p. 153) - Crabb diz, em “Aconselhamento Bíblico Efetivo”, que é a missão da igreja ajudar em três níveis: 1. Mediante o encorajamento; 2. Mediante a exortação; 3. Mediante o ensino. (2012, p. 153) CAPÍTULO 6 – A ÉTICA DO ACONSELHAMENTO - O sigilo a respeito das informações que recebemos. Toda informação pessoal colhida em aconselhamento deve receber um tratamento confidencial. (2012, p. 156) - O aconselhando espera encontrar compreensão, simpatia e seriedade. (2012, p. 156) - O conselheiro que optar por registrar a sessão de aconselhamento precisa arquivar o material em lugar seguro, onde não haja acesso para pessoas desautorizadas. (2012, p. 157) - No aconselhamento pastoral deve-se tratar exclusivamente do assunto de quem busca ajuda. O aconselhamento é a pessoa central do processo. Seu problema é o motivo daquela atividade. (2012, p. 161) - Se o aconselhamento é feito em horas previamente marcadas, se evitará essa invasão de limites. Outro aspecto que fica protegido quando se marca o horário é a duração da consulta. (2012, p. 164) CAPÍTULO 7 – A VISITAÇÃO PASTORAL - O pastor e o conselheiro pastoral estão onde as pessoas estão. Os pastores e conselheiros participam das vidas dos membros e frequentadores de igreja. (2012, p. 167) - O ministério do Aconselhamento Pastoral possui um alcance dentro da sociedade facilitado pela presença pastoral e pela visitação pastoral. (2012, p. 168) - Na visitação pastoral a iniciativa pode partir do aconselhando ou do conselheiro. Quando é o aconselhando quem solicita a visita do conselheiro pastoral, o procedimento pode ser mais diretivo. (2012, p. 169) - Toda igreja deveria desenvolver seu modelo de visitação pastoral. 1. A visita do pastor: o pastor desenvolve uma rotina de visita aos membros da igreja. 2. Visitação pelo grupo de diáconos. 3. Grupos familiares ou igreja em células. (2012, p. 169-171) - O modelo da visita do pastor apresenta a grave deficiência de estar construído exclusivamente sobre uma pessoa.O alcance em termos de número de pessoas atendidas deixa a desejar. (2012, p. 170) - De acordo com o Novo Testamento, o diaconato foi instituído justamente para servir às pessoas em suas necessidades básicas e particulares. Visitar e aconselhar através de um grupo de homens e mulheres consagrados ao serviço do Senhor parece ser coerente com as funções primariamente definidas para os diáconos. (2012, p. 170) - Na visitação de diáconos é adequado que os visitadores recebam um treinamento aprofundado para que a visita alcance seus objetivos, especialmente se ela tiver que ser de cunho pastoral. (2012, p. 170-171) - No modelo de grupos familiares pratica-se a visitação mútua dos membros, de forma regular, geralmente na casa de um líder de grupo. A regularidade dos encontros desenvolve uma intimidade saudável que facilita a abertura para pedir e dar ajuda. Ela facilita também o acompanhamento das pessoas de modo bastante intenso. (2012, p. 171) - Podemos listar os objetivos da visitação pastoral por meio de vários verbos: aconselhar, evangelizar, suprir, apoiar, consolar, reconhecer, exortar, valorizar, conquistar e salvar. (2012, p. 172) - Em uma visita os limites da privacidade são ultrapassados. (2012, p. 173) - Quando alguém fala sobre o mosaico de seu viver, quando abre os recônditos do seu coração para alguém que o ama e aceita incondicionalmente, entra luz em sua existência. (2012, p. 174) - O visitador pastoral precisa ter essa sensibilidade de permitir que o visitado reaja dentro do que lhe é possível. (2012, p. 175) - A visitação pastoral deve levar luz às casas e às pessoas. (2012, p. 175) - Basta amar a pessoa visitada, e ela desejará estar onde há tanto amor. (2012, p. 176) - O conselheiro pastoral não deve se esquecer de que há sempre causas mais profundas no comportamento humano, causas que vão além do que é imediatamente percebido e apresentado pela pessoa visitada. (2012, p. 176) - Acusar Deus não diminui a dor, não muda os fatos e não consola o coração. (2012, p. 177) - O alvo de um conselheiro pastoral sempre será o de que o aconselhando cresça com tudo o que lhe acontece, inclusive tomando decisões próprias. (2012, p. 178) - O objetivo da visita pastoral: promover um encontro verdadeiro. No encontro verdadeiro há troca de informações, de afeto, de tempo e de respeito. (2012, p. 178) - A pessoa central na visitação pastoral é a pessoa visitada. Suas necessidades, seus dilemas, suas histórias e suas alegrias estarão em foco. (2012, p. 179) - Deve ser planejado um programa de visitação no qual pessoas da igreja irão participar. Há basicamente duas frentes no ministério de visitação: 1. Transmitir informações a respeito da igreja, de programas e atividades; parabenizar em ocasiões especiais como aniversário ou nascimento de um bebê; prestar condolências em caso de falecimento ou alguma tragédia; fazer contatos com pessoas que mudaram para o local; restabelecer contatos interrompidos; apresentar propostas concretas de participação em alguma atividade. 2. A pessoas doentes e em sofrimento; visitação hospitalar; a membros da igreja queridos, mas desinteressados; a dependentes químicos; visitação a presidiários; a membros agressivos e resistentes que estão se afastando; a pessoas idosas solitárias. (2012, p. 180-181) - A igreja deve preparar visitadores para que possam realizar uma conversação pastoral eficiente. (2012, p. 181) - Alguns dos assuntos preferidos pelos contestadores de Jesus e de sua igreja são os seguintes: a igreja e seus erros; os frequentadores dos cultos e suas fraquezas; Deus e seu fracasso: miséria permitida por ele; a Bíblia e suas contradições; a história da humanidade e a falta de sentido; a pessoa visitada como boa e as outras como más; ter fé sem a necessidade de frequentar a igreja e participar de suas atividades; as áreas de conflito na família, mesmo de membros da igreja; idade, filho, casamento, etc. (2012, p. 181) - A visita pode confortar, apoiar e animar. (2012, p. 182) - A doença em geral está atrelada a um objetivo de Deus. (2012, p. 182) - O objetivo de Deus através da doença era avisar as pessoas, libertá-las de suas prisões culturais aos ídolos da época e fazer o povo depender do próprio Deus para a sua cura. (2012, p. 183) - A doença serve para a obra de Deus. Essa obra é: curar, acabar com a doença, abrir os olhos para que o cego enxergue a luz, para iluminá-lo. (2012, p. 183) - Para o cristão a experiência da doença é muito paradoxal. Por um lado vencedores sobre a morte através de Jesus Cristo, por outro lado presos a esse corpo passageiro que pode adoecer e morrer, impingindo angústia e sofrimento ao homem. (2012, p. 184) - A ambiguidade e o paradoxo são vencidos apenas quando nos libertamos da visão material e física das coisas e quando centralizamos e focalizamos os nossos olhos naquilo que é eterno, que é verdadeiro, que nunca deixará de existir. (2012, p. 184) - Pela visita de Jesus aos homens ficou claro, mais uma vez, que a humanidade é amada por Deus (Jo. 3:16), que há um caminho para o Pai, uma possibilidade de volta a Deus (Jo. 14:6), que nesta existência, mesmo tendo aflições, podemos viver certos de que o mundo já foi vencido por ele mesmo (Jo. 16:33). (2012, p. 185) - É durante a visita que as pessoas confirmam seus sentimentos de participação ou de solidão. (2012, p. 185) CAPÍTULO 8 – ORIENTAÇÕES BÁSICAS SOBRE O ACONSELHAMENTO CONJUGAL - Nunca foram escritos tantos livros sobre a família. (2012, p. 187) - Terapia Familiar Sistêmica, que visualiza o grupo familiar com um sistema, onde os problemas não podem ser entendidos e explicados meramente como causa e efeito. (2012, p. 188) - Toda igreja que investe nos casais desde o momento em que se preparam para o casamento através de cursos pré-nupciais colherá os frutos de famílias estabilizadas e felizes. E uma igreja com famílias estabilizadas e felizes é uma igreja estabilizada e feliz. (2012, p. 188) - Enquanto o homem tende à racionalidade, ao concretismo, à força física, à objetividade, à fuga da expressão do que é emocional, a mulher é subjetiva, sentimental, prefere dar expressão máxima ao que lhe acontece em seu interior e se volta mais para o relacional do que para a ação. (2012, p. 189) - Outro aspecto fundamental que torna a relação matrimonial complexa são as histórias familiares de cada um. (2012, p. 189) - Precisam estar juntos “até que a morte os separe”. E inicia-se um grande exercício de convivência, onde uma nova identidade matrimonial e familiar é criada, com novas maneiras, novos costumes e milhares de novas regras, que ninguém nuca escreveu, mas que estão lá, consciente ou inconscientemente. (2012, p. 189) - O aconselhamento pastoral deve favorecer expressão e liberação de fortes sentimentos que se criam em torno de uma situação conflituosa. (2012, p. 190) - A palavra técnica para colocar os sentimentos para fora é “catarse”. (2012, p. 190) - Em geral, os conflitos matrimoniais são carregados de fortes emoções. (2012, p. 190) - Também em aconselhamento conjugal os aconselhandos sairão de suas posturas de autodefesa na medida em que se sentirem aceitos incondicionalmente e na medida em que o conselheiro pastoral criar um espaço de debate que seja seguro, frutífero e evite os antigos padrões disfuncionais de conduta e interação. (2012, p. 191) - Ajustes demanda tempo. Alguns especialistas falam de sete anos, em média. (2012, p. 192) - Nas primeiras consultas o conselheiro investirá um tempo considerável enfatizando a importância de investir no casamento e de conceder tempo ao processo do aconselhamento conjugal. (2012, p. 192) - “Ocupa-te de te conheceres, que é esta a mais difícil lição da vida” (D. Quixote, Cervantes). (2012, p. 193) - Um dos objetivos iniciais do aconselhamento conjugal é ajudar cada um a conhecer-se e ajustar-se aos seus sentimentos, às suas próprias atitudes, às suas capacidades e motivos, aos seus próprios impulsos e fraquezas. (2012, p. 193) - O desenvolvimento humano acontece em vários níveis de inter-relação: 1. Dependência: em geral até os 13anos; 2. Contradependência: dos 13 aos 26 anos; 3. Independência: dos 26 aos 39 anos (em média); 4. Interdependência: a partir dos 39 anos. (2012, p. 194) - A interdependência é o fruto de uma convivência equilibrada, onde a individualidade denifiu seu espaço e onde a mutualidade se transformou em uma experiência de intimidade profunda e satisfatória. Dar e receber, depender e independer sem medos, tornam-se exercícios diários na convivência matrimonial, familiar e social. A interdependência é o estágio de maturidade ideal que todos deveriam perseguir. (2012, p. 196) - A psicoterapia é certamente a metodologia mais técnica e eficaz para propiciar o entendimento a respeito de questões emocionais. Cada pessoa deve descobrir a melhor forma de conhecer a si mesma. (2012, p. 196) - Os critérios com que um vê e analisa o outro devem levar em consideração o gênero de cada um. (2012, p. 197) - Um dos objetivos do aconselhamento conjugal deve ser o desenvolvimento do conhecimento mais profundo que um tem do outro. (2012, p. 197) - O papel descreve a função que cada parte exercerá na convivência para facilitar o suprimento das necessidades mútuas e para dinamizar a economia doméstica. (2012, p. 197) - Analisar, definir, redefinir e/ou negociar os papéis em um relacionamento matrimonial e familiar é um dos objetivos do aconselhamento conjugal. (2012, p. 198) - Plano de amadurecimento para casais cristãos: 1. Plano diário de comunicação com Deus através da oração; 2. Plano diário de leitura da Palavra de Deus e meditação; 3. Plano de testemunhos constantes a respeito do que Deus faz; 4. Plano de frequência regular aos cultos e atividades da igreja; 5. Plano de leitura de literatura cristã, no caso do aconselhamento conjugal, leituras especificamente orientadas em função do problema apresentado. (2012, p. 199) - Para manter uma motivação elevada, o conselheiro deve concentrar-se no casamento e na relação do casal. (2012, p. 200) - Um projeto para a família deve englobar tanto a função profilática, quanto a terapêutica e a assistencial. A profilaxia é o conjunto de medidas que podem ajudar a evitar problemas, é o trabalho que se pode e se deve fazer antes que o mal aconteça, justamente para evita-lo. A terapia intervirá onde o quadro problemático é agudo, onde a crise já está em pleno processo de atuação. As atividades assistenciais deverão cuidar da problemática crônica, onde a crise cessou, mas na qual a sintomatologia e as consequências são irreversíveis e persistem. (2012, p. 201) - A ação profilática poderá estimular uma convivência familiar aprofundada e uma experiência familiar mais satisfatória. (2012, p. 201) - Algumas sugestões práticas através das quais a igreja poderá prevenir problemas e transtornos familiares: 1. Curso pré-matrimonial; 2. Plano de educação familiar; 3. Reciclagem pastoral: o pastor e sua família; 4. Programa de treinamento de líderes leigos em aconselhamento pastoral; 5. Telefone, um meio fácil de buscar e dar apoio preventivo. (2012, p. 202-205) - Os temas a seguir são sugestões para um programa de educação familiar: 1. Paternidade e filhos recém-nascidos até os 15 meses; 2. Paternidade e filhos em busca de autonomia dos 15 meses aos 2 anos e seis meses; 3. Paternidade e filhos desenvolvendo iniciativa dos 3 anos aos 6 anos; 4. Desenvolvimento da inteligência emocional dos filhos em casa; 5. Pais e seus filhos adolescentes dos 11 aos 20 anos; 6. Adolescentes, sexo e identidade; 7. Adolescentes e o relacionamento interpessoal: paquera, namoro e noivado; 8. Jovens adultos e os desafios da vida: noivado, casamento e profissionalização; 9. A maturidade diante da aposentadoria; 10. O aposentado e o sentido da vida; 11. O idoso diante do começo do fim. (2012, p. 203) - Um ministério bem-sucedido depende muito mais de um matrimônio bem-sucedido do que da formação acadêmica, das habilidades pessoais do pastor, etc. (2012, p. 204) - Um centro de atendimento por telefone pode ser uma opção diante de uma crise. (2012, p. 205) - Tratamento na estrutura familiar: 1. Centro de aconselhamento familiar; 2. Terapia matrimonial; 3. Aconselhamento e psicoterapia individual; 4. Clínica psiquiátrica; 5. Atendimento sociopsiquiátrico/saúde mental comunitária; 6. Classe especial; 7. Centro ocupacional para portadores de necessidades especiais; 8. Intervenção em crises. (2012, p. 206-209) - O aconselhamento familiar restaurador visa aquelas pessoas que são o resultado infeliz da desintegração familiar. (2012, p. 209-210) CAPÍTULO 9 – PSICOPATOLOGIA: A DOENÇA MENTAL E A IGREJA - Pode um cristão ter problemas mentais e psiquiátricos? Falta ou excesso de determinados hormônios e/ou neurotransmissores podem causar graves alterações do comportamento. (2012, p. 213) - Não podemos reduzir os transtornos mentais à mera disfunção hormonal e de neurotransmissores. A estrutura genética predispõe ao desenvolvimento de transtornos mentais, quando parentes e familiares também apresentam quadro semelhante. (2012, p. 214) - Uma em cada três pessoas terá pelo menos um episódio de transtorno mental no decorrer de sua vida. (2012, p. 214) - A doença mental causa profundo sofrimento ao doente, à família e a seus amigos. O que mais causa angústia é a alta taxa de suicídios entre as pessoas com transtornos mentais. (2012, p. 215) - 60% dos suicídios ocorrem em pessoas com depressão. Esquizofrenia: 1 entre 4 tentam suicídio uma ou mais vezes; 1 entre 10 efetivam o suicídio. Distúrbios de personalidade: 5 a 10% efetivam o suicídio. Álcool e drogas: o índice de suicídios também é bastante alto. (2012, p. 215) - Convém intervir com: medicação psicofarmacológica, terapias psicossociais, reabilitação e prevenção de novos episódios. (2012, p. 216) - A vida envolve um processo constante de mudanças do meio ambiente e das relações interpessoais, que requerem constantes adaptações e mudanças. (2012, p. 217) - Os mecanismos de defesa são tentativas inconscientes de fuga diante daquilo que preocupa ou amedronta. (2012, p. 218) - Posso tentar resolver alguma ansiedade com racionalizações, tentando explicar as coisas logicamente, sem levar em conta as minhas emoções. A esse processo se dá o nome de racionalização. (2012, p. 218) - O bem-estar do outro é, em última análise, o bem-estar pessoal também. (2012, p. 219) - Maturidade psíquica nesse sentido é evidenciada pela capacidade de dar, pela fidelidade, mesmo quando o relacionamento não favorece interesses materiais próprios. (2012, p. 219) - A forma mais sublime de amor, no entanto, aprendemos de Deus, que se deu a si mesmo, através de seu filho Jesus Cristo, independentemente se iríamos aceita-lo ou não. (2012, p. 220) - A pessoa psiquicamente madura é reconhecida por sua capacidade de amar. Ela vive expressando seu afeto, seja de forma verbal, seja pelo contato físico, através de ações de amor ou pela sexualidade. O amor é a única força realmente útil e efetiva contra o ódio e a indiferença, que machucam e destroem pessoas, gerações, raças e nações. (2012, p. 220) - Uma pessoa com boa saúde mental: 1. Sente-se bem consigo mesma; 2. Sente-se bem com os outros; 3. É capaz de responder às demandas da vida. (2012, p. 221-222) - O fenômeno da doença mental se manifestará através de alterações de conduta e de comportamento. (2012, p. 222) - Alguns conceitos defendidos no decorrer da História a respeito da doença mental e suas correspondentes respostas, isto é, as metodologias usadas para ajudar ao doente. 1. Possessão demoníaca: expulsão, bruxaria, exorcismo, desterro. 2. Consequências do pecado: rituais religiosos de purificação. 3. Debilidade ou defeito moral do caráter: educação moral e especificação de regras de conduta. 4. Ameaça à sociedade, causa de terror, tal pessoa é perigosa, incontrolável como um animal: proteção da sociedade contra o doente, detenção e castigo em hospital psiquiátrico, manicômio judiciário ou cadeia. 5. Possibilidade de contágio às pessoas sãs: isolamento, segregação, marginalização das pessoas “doentes”. 6. Defeito genético: engrenharia genética, esterilização,proibição do ato sexual e do matrimônio. 7. Ausência do juízo e da razão: proteção do doente contra a sociedade. 8. Uma lástima: compaixão, caridade. 9. Problema de adaptação social: estratificação em classes sociais. 10. Enfermidade: assistência, tratamento clínico. (2012, p. 223-224) - Há confusão entre doença mental e possessão demoníaca. As doenças mentais envolvem frequentemente disfunções biológicas que requerem tratamento profissional. Saúde mental significa basicamente ter boa autoestima e a capacidade de estabelecer relações afetivas com outras pessoas. (2012, p. 225) - Hoje se define a saúde mental como o equilíbrio dinâmico entre o estresse e as pressões da vida. (2012, p. 226) - Como reduzir seu nível de estresse: 1. Procure abordar todos os aspectos da vida sob uma perspectiva bem realista. 2. Aprenda a reconhecer e a expressar seus sentimentos. 3. Não fique remoendo os problemas, faça algo a respeito. 3. Não tente resolver tudo de uma só vez, dê um passo depois do outro. (2012, p. 226-228) - As emoções são processadas no cérebro. A sinapse é a função que passa o estímulo de uma célula nervosa para outra. (2012, p. 229) - Sentimentos persistentes de inadequação, tristeza, desamparo, desesperança, pessimismo excessivo e perda de autoconfiança são alguns dos sintomas de depressão. (2012, p. 232) - Um sintoma da esquizofrenia pode ser os delírios que assumem a forma de crenças falsas. Outro sintoma que se apresenta com frequência são as alucinações, quando a pessoa ouve vozes que não são reais. (2012, p. 234) - Para os cristãos, a depressão se torna um grande desafio porque se manifesta através da conduta e das emoções. (2012, p. 235) - De maneira geral, as depressões podem ser categorizadas em endógenas (causas mais fisiológicas) e circunstanciais (causas emocionais, existenciais e espirituais). (2012, p. 235-236) - As causa mais comuns da depressão na atualidade podem ser sintetizadas em: 1. Envelhecimento da população humana. 2. Sistema capitalista consumista moderno. 3. Causas existenciais dos jovens. 4. Fisiológicas. 5. Causas espirituais. (2012, p. 236-238) - A depressão não é puramente fisiológica, ela sempre tem algum componente psicológico (mental) e espiritual. (2012, p. 238) - Nenhuma depressão apresenta uma única fonte como causa. Sempre se somam os vários fatores: emocionais, hereditários, traumáticos, existenciais, espirituais, fisiológicos, etc. (2012, p. 239) - Os sintomas da depressão: humor deprimido; perda de interesse e/ou prazer por quase todas as coisas; alteração do apetite; insônia ou hipersônia; agitação ou retardo psicomotor; fadiga; irritabilidade; desejo de isolamento social; sentimento de inutilidade e insignificância. (2012, p. 239-240) - Recomenda-se que as depressões sejam tratadas por psiquiatras. (2012, p. 241) - A ansiedade pode apresentar-se intensamente, em forma de tensão incapacitante para a concentração e a memória. (2012, p. 242) - Podemos subdividir as reações de ansiedade de acordo com suas manifestações: transtorno de ansiedade generalizada; transtorno de pânico; fobias; transtorno de estresse pós-traumático; transtorno obsessivo compulsivo. (2012, p. 243) - O transtorno obsessivo compulsivo (TOC), se caracteriza por pensamentos e comportamentos repetitivos, que são difíceis ou impossíveis de controlar. (2012, p. 244) - Os manuais de psiquiatria apresentam como os transtornos de personalidade mais frequentes: a personalidade antissocial; a personalidade bordeline; a personalidade paranoide. (2012, p. 245) - Boderline quer dizer “limítrofe”. E a personalidade boderline manifesta-se por alterações abruptas de humor, relações interpessoais instáveis e tendência a atos imprevisíveis que podem ser autolesivos. (2012, p. 245) - A personalidade paranoide caracteriza-se por desconfiança excessiva, sensibilidade excessiva a adversidades e rejeição, inveja, ciúmes e teimosia. (2012, p. 245) - O tratamento dos transtornos mentais é feito basicamente com medicamentos e terapias psicossociais. (2012, p. 246) - Dicas para o conselheiro pastoral: aceite a doença da pessoa como uma condição natural para ela; encoraje o paciente a expressar-se – liberar ideias fixas, falando a respeito; encoraje o paciente em seu tratamento, tanto medicamentoso quanto de terapia. (2012, p. 247) - Os especialistas em saúde mental e psicopatologia estão entre os psiquiatras, psicólogos, neurologistas, enfermeiras psiquiátricas, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais. (2012, p. 248) - Um psicólogo e/ou um pastor não podem ajudar onde só um psiquiatra pode fazer um diagnóstico acurado e prescrever uma medicação adequada. (2012, p. 248) - Uma vez que o conselheiro possui treinamento para observar sintomas significativos, ele pode sugerir e providenciar que o doente seja ajudado o mais rápido possível. Ele também conhece os recursos mais imediatos para diagnosticar os sintomas e providenciar o tratamento necessário. (2012, p. 251) - É muito frequente os conselheiros cristãos entrarem em sérias dúvidas a respeito do que observam quando uma pessoa apresenta um transtorno mental ou quando entra em surto, alucinando ou delirando. Os sintomas da possessão demoníaca são, de fato, muito semelhantes. (2012, p. 253) - Doentes mentais podem ser seriamente prejudicados em suas vidas se, além de todo sofrimento típico do quadro, ainda se lhes impõe inadequadamente o estigma da possessão por maus espíritos. (2012, p. 255) - O doente mental busca o isolamento social. (2012, p. 257) - Os transtornos mentais em geral são marcados por sensações de angústia e medo expressivas e importantes. (2012, p. 257) - A motricidade facilitada, exacerbada com força física. O poder de quebrar grilhões e cadeias também pode ser compreendido como sintoma do pode e da força que vêm das trevas. (2012, p. 259) - A cura imediata também é um sinal de possessão. (2012, p. 259) - A cura da doença mental é processual e lenta. A libertação de maus espíritos é instantânea, possibilitando recuperação imediata das funções sociais, familiares e relacionais. (2012, p. 260) - A Bíblia ensina muito claramente que existe a possessão por maus espíritos, por demônios. (2012, p. 260) - Os demônios são seres espirituais que procuram influenciar, machucar ou possuir pessoas que estão alienadas e distantes de Deus (Mc. 16:9; Lc. 8:26-33). (2012, p. 261) - Há teólogos que refutam totalmente a possibilidade de que cristãos verdadeiramente regenerados possam ser possessos. (2012, p. 261) - Teologicamente não é difícil provar a guerra que se trava entre os dois mundos espirituais, que gira também em torno do homem. E esta guerra manifesta-se através do oculto e da possessão demoníaca. (2012, p. 262) - Algumas dicas propostas por Millard J. Sall: 1. Os demônios reagem nitidamente diante da invocação do nome de Jesus; 2. Os demônios procuram corpos para possuir, querem estar onde estão as pessoas; 3. Os demônios são racionais; dizem coisas inteligentes e corretas, embora muitas vezes mentirosas; 4. Os demônios têm relação de objeto, isto é, apresentam uma identidade própria e claramente distinguível da pessoa que possuem; 5. A possessão demoníaca pode ter cura instantânea. (2012, p. 264-266) - O propósito básico do aconselhamento pastoral também no trato com pessoas opressas pelo ocultismo é o mesmo de qualquer outra atividade do conselheiro pastoral: “resgatar para dentro do Reino de Deus e guardar o resgatado no âmbito do Reino”. (2012, p. 267-268) - O conselheiro que quer ajudar pessoas oprimidas e possessas deve estar em absoluta sintonia com Deus. Ele deve estar em santificação constante e experimentando em sua própria vida o poder libertador de Jesus. (2012, p. 268) - Também nesse ministério deve ser enfatizado a importância de ampliar os conhecimentos psicológicos e antropológicos. Especialmente as informações que ajudem a fazer um diagnóstico diferencial serão de grande utilidade para não confundir transtornos mentais com possessão demoníaca. (2012, p. 268) - Em qualquer passo do processo de libertação o conselheiro pastoral nuncase esquecerá de que está com uma pessoa: uma pessoa que sofre, que deseja libertação e paz, que tem família, que vive em um contexto social, que busca ser amada e aceita incondicionalmente, que busca amigos, que também tem medo de preconceito social e da discriminação e que requer crescer e amadurecer tanto espiritual quanto emocionalmente. (2012, p. 270) APÊNDICE – INSTRUMENTOS PARA ELABORAÇÃO DA AUTOBIOGRAFIA E EXERCÍCIOS DE AUTO EXAME - O objetivo de escrever uma autobiografia é possibilitar ao conselheiro justamente o conhecer-se pessoalmente em mais profundidade. (2012, p. 271) - O autoconhecimento é definido por pensamentos a seu próprio respeito, por uma autoimagem (como a pessoa vê a si mesma), por uma valorização própria, pela convicção e confiança em suas próprias habilidades e capacidades, por ideias a respeito do que os outros pensam a respeito de nós, etc. (2012, p. 285)