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VERBOS JURIDÍDICOS Acoimar: punir, castigar. / Tachar, acusar. / Qualificar negativamente. (Acoimaram-no de covarde.) Adimplir: Cumprir, executar, implementar. (O oficial de justiça adimpliu o mandado de busca.) Deprecar: juiz de uma comarca solicitar a magistrado de outra comarca que pratique determinado ato, como, por exemplo, citar o réu que esteja sob sua jurisdição. Carecer: a) O autor carece de interesse para agir. = ter falta de. b) A acusação carece de provas mais contundentes.=necessitar de Implicar: a) a inércia da defesa implica a revelia do réu. = acarretar . b) Em suas Alegações Finais, a defesa alegou que a vítima sempre implicou com o réu = ter implicância com. c) Conforme sobejamente demonstrado nos autos, o réu implicou-se em tráfico de entorpecentes. = envolver-se em. EXPRESSÕES JURÍDICAS EM LATIM Conditio sine qua non: Essa expressão significa a condição sem a qual algo não pode ser. Ela é aplicada para justificar que, se não for daquela forma, não haverá a devida validade. Uma das principais aplicações do termo é em casamentos. Nesse caso, a união só acontece se houver a vontade mútua do casal, ou seja, conditio sine qua non. Erga omnes: Seu significado é “para todos”, ou seja, é utilizada em decisões nas quais o efeito vale para todas as partes envolvidas. Suas implicações são válidas para todos os casos, por isso a expressão é utilizada como um método de eficácia. Assim, fica entendido que todos devem cumprir determinada decisão. Modus operandi : Essa é uma das expressões jurídicas em latim mais utilizadas também fora do Direito. Trata-se da indicação de uma forma de agir padronizada, ou um procedimento convencional aplicado. Seu uso no Direito é muito comum na avaliação de criminosos em série, que sempre repetem a forma de praticar os atos. Amicus curiae: É uma expressão simples que significa “amigo da corte”. Sua utilização ocorre em casos em que uma terceira pessoa é convocada para auxiliar o juiz para definir o veredito. O amicus curiae é uma figura muito comum em casos de grande apelo popular, com cobertura ampla das mídias tradicionais e mobilização considerável. In dubio pro reu: In dubio pro reu significa “em dúvida pelo réu”. Nesses casos, o termo é utilizado quando se pressupõe a inocência do acusado. O artigo 5º da Constituição determina que, se houver dúvidas quanto à culpa, o veredito do juiz deve ser favorável ao réu, ou seja, ele é inocentado. Por que os operadores do direito precisam conhecer e saber utilizar as palavras e expressões latinas da área?; O operador do Direito tem como função primordial influenciar a sociedade na constante busca pela equidade, liberdade e democracia. Nesse diapasão, o linguajar jurídico é o instrumento utilizado para “dizer o Direito”, ou seja, o liame entre o ordenamento e sua aplicação realiza-se com a comunicação, escrita ou falada. A Constituição Federal de 1988 estabelece em seu artigo 133 que o advogado é indispensável na administração da justiça. Portanto, com o domínio técnico da linguagem, os juristas realizam a interação entre a sociedade e todas as áreas do Direito, alcançando a finalidade da profissão, qual seja, a de resolver os conflitos de interesses. Ou seja, os operadores do direito necessitam de extremo saber sobre as expressões jurídicas, pois são pessoas que têm sempre que mostrar seu saber e saber muito bem como persuadir corretamente uma pessoa e se ele não utilizar corretamente as devidas expressões acaba deixando de lado os principais pilares de sua profissão o “mostrar que sabe” e apor consequência ”persuasão” . Os verbos jurídicos são comumente utilizados na linguagem cotidiana informal?; Não, os verbos jurídicos não são comumente usados na linguagem informal; pois vivemos em um pais que a grande massa da sociedade tem(ou teve) ameno acesso a educação de qualidade, portanto quando se expõe um cenário onde as pessoas com pouca educação ouvem um advogado expor seu saber e por em pratica as expressões do “juridiques” percebe-se notoriamente que há estranheza ao ouvir expressões se quer escutadas antes. Dessa forma fica comprevado que a linguagem cotidiana não abrange a linguagem jurídica. Qual seria a explicação para a expressão “juridiquês”? Juridiquês é um neologismo em voga no Brasil para designar o uso desnecessário e excessivo do jargão jurídico e de termos técnicos de Direito. Embora tenha conotação pejorativa, a ideia de juridiquês como jargão profissional tem ganhado cada vez mais espaço na sociedade letrada por causa de sua crescente utilização na imprensa e nos meios de comunicação de massa. No jornalismo jurídico, por exemplo, costuma-se dizer que repórteres e redatores que reproduzem em suas matérias os termos rebuscados utilizados pelos entrevistados (como juízes e advogados) são "contaminados pelo juridiquês"