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IBET- Módulo I - Seminário IV

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Curso de Especialização em Direito Tributário - IBET
Seminário IV – Módulo I – Tributo e Segurança Jurídica
João André Lange Zanetti
Questão 1 - Que significa afirmar que uma norma “N” é válida? Diferençar: (i) validade, (ii) vigência; (iii) eficácia jurídica; (iv) eficácia técnica e (v) eficácia social
Resposta: Segundo nos ensina a Professora Aurora Tomazini[footnoteRef:1], existem 03 correntes predominantes acerca da validade das normas a primeira que é a concepção jusnaturalista, entende que a norma é considerada válida porque é valiosa, porque implementa o valor da lei natural, eterna ao homem; a segunda que refere-se ao realismo jurídico, entende que norma válida é aquela que é aceita pela sociedade, cumprida ou aplicada pelos tribunais, seguindo essa linha de raciocínio, a validade é tomada como sinônimo de eficácia, de aceitabilidade da norma no plano das relações intersubjetivas ou do judiciário a terceira que refere-se ao positivismo jurídico, entende que uma norma é válida, quando produzida por ato de vontade (manifestação de poder) disciplinado em outra norma de superior hierarquia e, em consequência disso, ela se torna obrigatória. Assim sendo, a validade é tida como sinônimo de existência e de obrigatoriedade, conceito este que está diretamente ligado ao positivismo jurídico (normativista). [1: DE CARVALHO, Aurora Tomazini. Curso de teoria geral do direito. 4ªed. São Paulo: Noeses, 2014] 
Segundo os ensinamentos do Professor Paulo, este considera a validade normativa como a relação de pertencialidade das normas para com o sistema do direito positivo.
Diante desses conceitos, acompanho o entendimento da ilustre professora, no sentido de que uma norma para ser considerada válida deve-se primeiro observar que esta foi produzida por ato de vontade, tendo por base uma norma de superior hierarquia, e por consequência tornando-se obrigatória, ou seja, a validade da norma está ligada ao sinônimo de existência desta no ordenamento jurídico.
Adotando a linha de raciocínio da professora Aurora, para identificarmos se uma regra pertence ou não ao ordenamento, deve ser utilizado dois critérios: (i) a autoridade competente; e (ii) o procedimento próprio.
A autoridade competente diz respeito ao emissor da mensagem, a pessoa que a produz. Para que um enunciado seja tido como existente na ordem jurídica, a pessoa que o emitiu deve estar credenciada pelo sistema como apta para nele inserir normas jurídicas. Se o emissor não for uma pessoa legitimada pelo sistema para executar a função de emissor, os enunciados por ele produzidos não serão válidos, ou seja, não existirão enquanto linguagem jurídica.
O procedimento próprio diz respeito à forma de produção da mensagem. Para que um enunciado seja tido como existente ele deve ser produzido de acordo com uma forma prescrita pelo direito como próprio para a produção de enunciados jurídicos.
Ocorre, no entanto que não podemos afirmar que os critérios de validade da norma jurídica são autoridade coatora e procedimento próprio, pois não é considerado o enquadramento desses critérios com as normas jurídicas, pois se assim o fosse estaríamos segundo entendimento da professora Aurora nos distanciando do conceito de validade como relação de pertencialidade da norma para com o sistema para adotar o de conformidade da norma para com o sistema.
Com base no acima exposto, entende que uma norma criada por autoridade incompetente, mesmo segundo o procedimento previsto em lei, é considerada inválida, bem como que uma norma criada por autoridade competente sem observância dos procedimentos previstos em lei, também é considerada inválida.
Em relação às diferenças entre validade, vigência, eficácia jurídica, eficácia técnica e eficácia social, podem ser diferenciadas da seguinte forma: 
- A validade é o vínculo de pertencialidade que se instaura entre a norma jurídica e o sistema do direito positivo. Sendo que este vínculo designa sua existência no ordenamento, de modo que a norma válida é aquela que existe juridicamente;
- A Vigência é a qualidade da norma jurídica, que está apta a produzir efeitos no mundo jurídico. Esta é adquirida após o decurso da vacatio legis e se estende integralmente até o momento em que é revogada, ou em que se esgota o prazo prescrito para sua duração, passando então, a apresentar tal característica parcialmente (apenas em relação aos fatos passados), até que se esgotem todas as possibilidades de sua aplicação;
- A Eficácia refere-se à produção de efeitos normativos, pode ser dividida em três espécies: (i) eficácia técnica que é a característica da norma jurídica que apresenta todas as condições para ser aplicada, ou executada; (ii) eficácia jurídica – em sentido estrito – é a qualidade do fato jurídico de produzir os efeitos que lhe são próprios, devido à causalidade intra-normativa, em decorrência da aplicação de normas jurídicas; e – em sentido amplo – o predicativo atribuído à norma aplicada e (iii) eficácia social é a propriedade da norma jurídica de desencadear efeitos sociais, observada quando do seu cumprimento reiterado pelos membros da coletividade.
Desta forma, podemos concluir que a diferenciação entre a validade, vigência e a eficácia, esta no fato de que estas ocorrem em sequência, haja vista que uma quando é considerada válida é introduzida no sistema jurídico, e consequentemente possui força através de sua aplicação no espaço e tempo determinados, e por fim, gera seus efeitos jurídicos nas relações jurídicas e sociais
Questão 2	Descreva o percurso gerador de sentido dos textos jurídicos explicando os planos: (i) dos enunciados tomados no plano da expressão (S1); (ii) dos conteúdos de significação dos enunciados prescritivos (S2); (iii) das significações normativas (S3); (iv) das relações entre normas (S4).
Resposta: 02 – Segundo o Professor Paulo[footnoteRef:2], o percurso gerador de sentido dos textos jurídicos permite analisar a trajetória de construção do sentido de qualquer sistema prescritivo em quatro planos, quais sejam o S1 (plano dos enunciados); S2 (plano das proposições); S3 (plano das normas jurídicas) e S4 (plano da sistematização). [2: CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. 2010] 
Para melhor elucidar cada um dos planos, cabe-nos aqui conceituá-los individualmente:
 - Em relação ao plano de análise: (i) S1 – sistema dos significantes, podemos dizer que este é composto pelos enunciados prescritivos que constituem o dado jurídico material, ou seja, plano de expressão do direito positivo. O enunciado é entendido como parte integrante do plano da literalidade textual, componente do dado material em que se expressa o direito positivo;
(ii) S2 – sistema das proposições, este é composto por significações isoladas atribuídas ao campo de expressão do direito, mas ainda não deonticamente estruturadas. A proposição é o sentido atribuído aos símbolos que compõe o campo de expressão dos enunciados. Nesse sentido podemos afirmar que as significações dos enunciados prescritivos são elaboradas na mente do intérprete com a atribuição de valores aos símbolos gráficos que os compõem. Com tal afirmação repise-se as proposições não são extraídas do texto, como se nele estivessem infiltradas, são elas produzidas, pelo intérprete, ao longo do processo de interpretação;
(iii) S3 – sistema das significações deonticamente estruturadas, plano das normas jurídicas, ou seja, com a estruturação das proposições na forma implicacional, o intérprete reúne algumas das significações construídas na posição sintática de hipótese e outras, no lugar de consequente, ingressando no plano das normas jurídicas. Neste plano, a norma jurídica é resultado de um trabalho mental de construção e estruturação de significações, pois o intérprete entra em contato com o dado físico do direito (plano S1), em seguida, mediante um processo hermenêutico, começa a construir proposições isoladas correspondentes aos sentidos das frases que o compõe (plano S2), e por fim as ordena na forma implicacional (plano S3);
(iv)S4 – sistematização das normas jurídicas, ao qual são constituídas as relações entre normas, ou seja, neste plano temos a ordenação das significações normativas, construídas no plano S3, de acordo com critérios de subordinação e coordenação, compondo os vínculos que se estabelecem sistematicamente entre as normas, para construir seu sistema normativo..
Questão 3 - Há um sentido correto para os textos jurídicos? Faça uma crítica aos métodos hermenêuticos tradicionais. É possível falar em interpretação teleológica e literal no direito tributário? E em interpretação econômica? Justifique. (Vide anexos I e II)?
Resposta: Não existe um sentido correto para os textos jurídicos, há uma valoração vinda do homem, condicionados a suas experiências e culturas específicas. Conforme preceitua Aurora Tomazini[footnoteRef:3]. [3: DE CARVALHO, Aurora Tomazini. Curso de teoria geral do direito. 4ªed. São Paulo: Noeses, 2014] 
Os métodos hermenêuticos tradicionais restringem-se a interpretar de acordo com o que o texto prescritivo quer dizer, como se neles pudéssemos entrar e extrair significações, sendo o oposto do nosso ponto de vista, o qual se funda que as significações são criadas, produzidas e elaboradas pelo intérprete. A hermenêutica tradicional tem como base da significação o suporte físico, vez que o sentido está no texto, é algo dado, mas escondido na sua implicitude, sendo a função do intérprete somente exteriorizá-lo. No entanto, por mais clara que a lei pareça ser, o sentido sempre passará por um processo interpretativo, mediante atribuição de valores dados pelo intérprete. Quando interpretamos, saímos do plano material e entramos no plano imaterial. 
Diante do exposto, não existe a interpretação literal no direito tributário, pois não é eficaz para o conhecimento do direito como um todo, visto que, para a hermenêutica tradicional, a interpretação literal se prende ao significado de base dos signos positivados, e para nós, quando interpretamos, entramos no plano dos valores e conteúdos das significações que só existe na mente do intérprete, pressupondo sempre uma contextualização. O que existe é apenas uma análise jurídica literal/gramatical, mas não mais que isso. Com relação ao método teleológico, segundo a hermenêutica tradicional, busca-se a finalidade do legislador na criação da norma. Apesar de ser um bom método para investigação dos conteúdos significativos do direito, pois também faz parte da valoração dada pelo intérprete, o método teleológico é insuficiente para análise da realidade jurídica.
Ademais, também é possível se falar em interpretação econômica, como meio de evitar um excessivo formalismo jurídico que possa vir a atrapalhar a plena incidência da norma sobre o fato imponível, ou até mesmo a sua própria compreensão.
Questão 4	A Lei “A” foi promulgada no dia 01/06/12 e publicada no dia 30 de junho desse mesmo mês e ano. A Lei “B” foi promulgada no dia 10/06/12, tendo sido publicada no dia 20 desse mesmo mês e ano. Na hipótese de antinomia entre os dois diplomas normativos, qual deles deve prevalecer?
Resposta: A arguição de antinomia é possível a partir do momento em que a Lei é publicada, pois é só nesse momento que a norma entra no ordenamento jurídico e entra em conflito com outra norma.
Nessa toada, analisando a questão prática fica fácil entender que a Lei “A” deve prevalecer, pois, ainda que tenha sido promulgada antes da norma “B”, foi publicada em momento posterior, perfazendo norma posterior que em caso de antinomia revoga tacitamente norma anterior, qual seja a Lei “B”.
Questão 5	Compete ao legislativo a positivação de interpretações? Existe lei puramente interpretativa? Tem aplicabilidade o art. 106, I, do CTN ao dispor que a lei tributária interpretativa se aplica ao fato pretérito? Como confrontar este dispositivo do CTN com o princípio da irretroatividade? (Vide anexos III e IV)
Resposta A positivação das interpretações não compete ao legislativo e sim ao judiciário, pois através da aplicação do sentido do texto legislado o intérprete, no caso o juiz, poderá aplicá-lo produzindo assim outra linguagem jurídica (direito positivo) e sua interpretação constitui-se como autêntica. 
Neste caso, o sujeito competente pode construir vários juízos normativos durante o curso do processo, sendo cada um deles resultante de atos de interpretação diversos, porém, este somente será autêntica aquela valoração da qual resultar o sentido positivado pela sentença.
Segundo o Professor Paulo, a interpretação feita pelo sujeito competente para produzir normas e aplicá-las é a mesma realizada por aquele que não goza de tal aptidão. A diferença está na linguagem (enunciado) em que ela é materializada. Para o sujeito que não possui competência dizer que uma norma é inconstitucional atravessa os quatro planos de construção do sentido dos textos jurídicos, ou seja, o percurso realizado é o mesmo tanto para o sujeito competente (STF), quanto para aquele que não goza de tal capacidade. Ambos constroem sentidos prescritivos, um para aplicar outro para descrever. A diferença é que o primeiro cria novo enunciado jurídico, positivando o sentido interpretado e o segundo não.
Não existe lei puramente interpretativa, as leis interpretativas têm o objetivo de esclarecer dúvidas, porém, na sua maioria introduzem alterações nas regras prescritivas de conduta. 
Devemos entender como lei interpretativa aquela que não cria norma, mas sim que objetiva fixar a significação de norma jurídica que suscite dúvidas no seu sentido e alcance.
Contudo, conforme entendimento do Professor Paulo, do qual eu acompanho a dificuldade de se produzir norma que nada altere no ordenamento é tão acentuada que torna quase impossível identificar preceito exclusivamente interpretativo, significando mera declaração do sentido e alcance de dispositivo já existente.
O artigo 106, inciso I, do CTN, ao dispor que a lei tributária interpretativa se aplica a fato pretérito, tem total aplicabilidade, desde que referida lei tenha expressamente esse caráter, excluindo-se a aplicação de penalidades à infração dos dispositivos interpretados e, consequentemente não contrarie um ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido. 
Ao analisar o princípio da irretroatividade da lei em paralelo com o art. 106, I do CTN, podemos concluir que conforme explicitado acima a lei interpretativa em matéria tributária pode ser aplicada a fato pretérito, na medida em que esta não contrarie os dispositivos contidos no art. 150, III, “a”, da CF.
Questão 6	Dada a seguinte lei fictícia, responder às questões que seguem:
Lei ordinária federal n. 10.001, de 10/10/2015 (DO de 01/11/2015) 
Art. 1ºEsta taxa de licenciamento de veículo tem como fato gerador a propriedade de veículo automotor com registro de domicílio no território nacional.
Art. 2ºA base de cálculo dessa taxa é o valor venal do veículo.
Parágrafo único. A alíquota é de 1%.
Art. 3 º Contribuinte é o proprietário do veículo.
Art. 4º Dá-se a incidência dessa taxa no primeiro dia do quarto mês
De cada exercício, devendo o contribuinte que se encontrar na situação descrita pelo art. 1º dessa lei, desde logo, informar até o décimo dia deste mesmo mês, em formulário próprio (FORMGFA043), o valor venal, o tipo, a marca, o ano e a cilindrada do respectivo veículo.
Art. 5ºA importância devida, a título de taxa, deve ser recolhida até o décimo dia do mês subsequente, sob pena de multa de 10% sobre o valor do tributo devido.
Art. 6º Diante da não emissão do formulário (FORMGFA043) na data aprazada, poder
á, a autoridade fiscal competente lavrar Auto de Infração e Imposição de Multa, em decorrência da não observância dessa obrigação, impondo multa de 50% sobre o valor do tributo devido
a - Em 01/06/2017, o Supremo Tribunal Federal decidiu, em ação direta (com efeito erga omnes), pela inconstitucionalidade desta lei federal. Identificar nas datas abaixo fixadas, segundo os critérios indicados, a situação jurídica da regra que instituiu o tributo, justificando cada uma das situações:Resposta: 
	Critério/Data
	10/10/2015
	01/11/2015
	01/02/2016
	01/04/2016
	01/07/2017
	É válida
	Não
	Sim
	Sim
	Sim
	Sim
	É vigente
	Não
	Não
	Sim
	Sim
	Não
	Incide
	Não
	Não
	Sim
	Sim
	Não
	Apresenta eficácia jurídica
	Não
	Não
	Não
	Sim
	Não
Questão 7	Uma lei inconstitucional (produzida materialmente em desacordo com a Constituição Federal – porém ainda não submetida ao controle de constitucionalidade) é válida? O vício de inconstitucionalidade pode ser sanado por emenda constitucional posterior? (Vide anexo V)?
Resposta: Sim, a norma é válida, pois é formalmente constitucional, reservando a inconstitucionalidade apenas para a parte material da norma. Assim, em se tratando de norma formalmente constitucional e materialmente inconstitucional, tal norma apenas perderá sua validade com a constatação de sua irregularidade pelo controle de constitucionalidade repressivo.
Não, o vício não poderá ser sanado, pois o ordenamento jurídico brasileiro não reconhece e nem aplica o fenômeno da constitucionalidade superveniente, o que poderia tornar uma norma constitucional após a edição de Emenda Constitucional, assim necessário se faz a produção de nova norma nos termos estipulados e autorizados pela nova Emenda Constitucional.
Questão 8	Leia atentamente abaixo a sucessão de fatos no tempo:
a) Em dezembro de 1999, é possível afirmar que o art. 25, incisos I e II, da Lei 8.212/98 (redação dada pela lei n. 9.528/97) é válido, vigente e possui eficácia técnica?
b) b) A decisão na RE 363.852 é capaz de alcançar a validade, vigência ou a eficácia do art. 25, incisos I e II, da Lei 8.212/98 (redação dada pela lei n. 9.528/97)?
c) Quais os efeitos da Resolução do Senado n. 15/2017 no que se refere à Vigência, validade e eficácia do art. 25, incisos I e II, da Lei 8.212/98 (redação dada pela lei n. 9.528/97)
d) d) A decisão no RE 718.874 alcança a validade, vigência ou eficácia do art. 25, incisos I e II, da Lei 8.212/98 (redação dada pela lei n. 9.528/97)
Resposta: 
a) Sim, pois foi introduzido por veículo competente expedido por autoridade competente, está positivada no mundo jurídico, já teve seu prazo de vacatio esgotado e possui eficácia técnica, pois apresenta todas as condições para ser aplicada, ou executada.
b) Não, a decisão do RE 363.852 apenas afetará a vigência e a eficácia da norma, pois, independentemente de ser declarara inconstitucional, a norma permanecerá válida no mundo jurídico por estar existente e positivada.
c) Nenhum, pois tal norma já havia sido alterada pela Lei nº 10.256/2001, o que, aliado ao fato de que a Resolução do Senado prevê a suspensão das redações atualizadas até a Lei nº 9.528, de 10 de dezembro de 1997, não torna suspensa a redação criada por norma posterior.
d) Não, pois o Supremo Tribunal Federal analisou a constitucionalidade da norma após a alteração da redação pela Lei nº 10.256/2001, não alcançando períodos ou redações anteriores a esta Lei.
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