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Gravidez Ectópica 
 
Definição: Qualquer gravidez que ocorre fora da cavidade endometrial - inclusive no 
estroma do útero, por exemplo. Não basta estar no útero! Precisa estar ​implantado ao 
endométrio. 
 
beta-HCG > 1500: + USG sem saco gestacional, vesícula vitelina, etc. = ​GE ectópica 
 
Se beta HCG< 1500, com embrião fora da cavidade uterina, com BCF, também pode-se 
afirmar que trata-se de GE. 
 
90% dos casos ocorrem na tuba uterina. 
GE envolve 1-2% das gestações. Inclusive nos EUA e países desenvolvidos! Mata muito 
por choque hemorrágico. 
 
Deficiência da motilidade tubária (tuba operada, por exemplo) no dia 6-7 após a 
fecundação. Se a tuba não move bem o espermatozóide, a gravidez ocorrerá bem ali! 
 
 
 
Fatores de Risco 
Cirurgias Tubárias prévias 
GE prévia 
Doença inflamatória prévia - DIP 
Uso de Dispositivo Intra-uterino 
Idade >35 a 39 anos 
Fumante ≥ 20 cigarros por dia 
Técnicas de reprodução assistida 
Endometriose. 
 
Início da relação sexual <18 anos é fator de risco! Pois muitas adolescentes não usam 
preservativo, estando mais expostas a DSTs. Por exemplo, o gonococo pode levar à DIPa, 
aderindo às tubas. 
 
Localização da GE 
O principal local de implantação é a ​tuba uterina. 
Outras localizações são: ovariana, cornual (geralmente provoca choque hemorrágico e 
rotura uterina, pois leva mais tempo para romper. Pode levar à rotura uterina) 
 
Cervical (antes do advento de metotrexato, quase 100% das gestações cervicais evoluíam 
com histerectomia. Se fizesse curetagem, sangraria mais. Entretanto, o próprio uso in loco 
do metotrexato geralmente trata) 
 
Abdominal (célula-ovo na cavidade peritoneal. Inclusive, é a que tem maior chance de 
evoluir! Com risco muito maior de óbito materno. Ao tratar, deixar placenta in situ e após 
retirar o bebê fazer metotrexato) 
 
 
 
 
 
 
O DIU é fator de risco para GE? 
- É fator de risco RELATIVO. Se é excelente método contraceptivo, reduz a chance da 
gravidez. Logo, reduz também a chance de ocorrência de GE em comparação com as 
mulheres que não usam DIU, que além de terem chance de terem GE, têm maior chance de 
engravidar. 
 
Apresentação Clínica da GE 
- Dor abdominal 
- Sangramento 
- Atraso ou irregularidade menstrual. 
Sintomas podem ser agudos ou subagudos 
 
Agudo: ​30% dos casos, região ístmica​, sinal de Laffon ​(irritação do nervo frênico causa 
dor na escápula, em geral por rompimento da tuba e sangramento peritoneal), sinal de 
Cullen (equimose periumbilical), sinal de Blumberg, ​sinal de Proust ​(abaulamento do fundo 
de saco, doloroso à palpação), choque hemorrágico com pouca exteriorização. 
 
Dor aguda e intensa pode indicar ruptura. 
 
Subagudo​: 70%, região ampolar (mais distensível, demora mais pra romper). Beta alto, 
sem nada na cavidade endometrial vista pelo USG! 
 
Tratamento 
Expectante​: beta-HCG <2000 e decrescente. 48h depois, beta HCG em 200. Gestação não 
vai pra frente! Apenas esperar e seriar beta-HCG semanalmente até que ele zere 
 
Medicamentoso: 
A GRANDE DROGA É O ​METOTREXATO (por sua atividade citotóxica; inibidora de síntese 
de DNA e RNA, inibindo a síntese de purina e pirimidina) 
 
Critérios para uso:​ Maior diâmetro < 3,5 cm 
beta HCG < 5000 (maiores chances de dar certo, mas pode usar até 10000). 
Ausência de BCE ou BCF 
Funções renal e hepática normais 
Ausência de imunodeficiências e discrasias sanguíneas. 
 
Pontuação superior a 5 indica alta chance de sucesso; com exceção de GE não tubária. 
 
Enquanto o fármaco é administrado, deve-se acompanhar a ​curva de beta-HCG​.Colher 
beta-HCG quantitativo no D1, D4 e D7. Do D4 ao D7, tem que cair mais do que 15%. 
Acontecendo isso, fazer semanal até negativar 
 
Cirúrgico: 
Eletivo, quando paciente quer seguir tentando engravidar, estando bem 
hemodinamicamente. 
 
Outras indicações são: 
Instabilidade clínica 
Massa anexial > 5cm 
Embrião vivo 
Falha do tratamento clínico 
 
Abordagem​ laparoscópica​, visa preservar a tuba uterina! 
 
 
 
Laparotomia: Realizada no lugar da laparoscopia em caso de ausência de profissional 
treinado, falta de material, instabilidade hemodinâmica da paciente. 
 
 
 
Toda tuba cirurgicamente manipulada aumenta risco de GE! 
Se não houver intenção de gestar, optar por ​salpingectomia (extração completa da tuba)

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