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Livro Eletrônico
Aula 15
Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal)
Com videoaulas - 2019
Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa
11527338770 - Fernando ferreira
 
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13. TRATAMENTO DAS PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS, CONCEITO DE COLIGADAS E 
CONTROLADAS, DEFINIÇÃO DE INFLUÊNCIA SIGNIFICATIVA, MÉTODOS DE AVALIAÇÃO, 
CÁLCULOS, APURAÇÃO DO RESULTADO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL, TRATAMENTO 
DOS LUCROS NÃO REALIZADOS, RECEBIMENTO DE LUCROS OU DIVIDENDOS DE 
COLIGADAS E CONTROLADAS, CONTABILIZAÇÃO. 14. APURAÇÃO E TRATAMENTO 
CONTÁBIL DA MAIS VALIA, DO GOODWILL E DO DESÁGIO: CÁLCULOS, AMORTIZAÇÕES E 
FORMA DE EVIDENCIAÇÃO. 
 
1 MAIS UMA AULA! .......................................................................................................... 1 
2 PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS ....................................................................................... 2 
2.1 AÇÕES ................................................................................................................. 2 
2.2 DIVIDENDOS ........................................................................................................ 2 
2.3 RESERVA DE INCENTIVOS FISCAIS E RESERVA ESPECÍFICA DE PRÊMIO DE DEBÊNTURES
 3 
2.4 DEBÊNTURES ........................................................................................................ 5 
2.5 PARTES BENEFICIÁRIAS ......................................................................................... 6 
2.6 COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS ................................................................................ 7 
3 TRATAMENTO DAS PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS ........................................................... 8 
3.1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 8 
4 - INVESTIMENTOS ........................................................................................................ 9 
4.1 - MÉTODO DE CUSTO ............................................................................................ 10 
4.2 - MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL ............................................................ 14 
4.2.1 - CONCEITO DE CONTROLE ......................................................................... 17 
4.3 - CONCEITO DE COLIGAÇÃO .................................................................................. 19 
4.4 - CÁLCULO DO MEP: APROFUNDANDO ..................................................................... 21 
4.5 CONTABILIZAÇÃO DO MEP - COMPLETA .................................................................. 21 
4.6 CONTABILIZAÇÃO DOS DIVIDENDOS ...................................................................... 28 
5 LUCROS NÃO REALIZADOS ........................................................................................... 33 
6 AQUISIÇÃO DE INVESTIMENTO EM COLIGADAS OU CONTROLADAS – CONTABILIZAÇÃO – 
COM MAIS VALIA E GOODWILL. ........................................................................................... 50 
7 RESUMO GERAL .......................................................................................................... 54 
8 QUESTÕES COMENTADAS ............................................................................................. 58 
9 6 - QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA ..................................................................... 89 
10 7 - GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA ......................................... 102 
 
1 MAIS UMA AULA! 
 
Olá, meus amigos. Como estão?! Mais uma aula de Contabilidade Geral 
para a o concurso de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil. A 
aula de hoje versará sobre os seguintes assuntos: 
 
Aula 15 
13. Tratamento das Participações Societárias, conceito de coligadas e 
controladas, definição de influência significativa, métodos de avaliação, 
cálculos, apuração do resultado de equivalência patrimonial, tratamento 
dos lucros não realizados, recebimento de lucros ou dividendos de 
coligadas e controladas, contabilização. 14. Apuração e tratamento 
contábil da mais valia, do goodwill e do deságio: cálculos, amortizações e 
forma de evidenciação. 
 
Veremos também nessa aula o tópico “18. Debêntures, conceito, avaliação 
e tratamento contábil”, que ficou faltando. 
 
O fórum de dúvidas está funcionando. 
 
Gabriel Rabelo/Luciano Rosa 
Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa
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2 PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS 
 
Ocorre quando uma empresa (investidora) adquire ações ou quotas de 
outra empresa (investida). 
 
As participações societárias podem ser temporárias ou permanentes. 
 
As participações temporárias são aquelas que a empresa adquire com 
intenção de vender após algum tempo, de caráter especulativo. Neste 
caso, a intenção é lucrar com a valorização das ações. Este tipo de 
participação societária fica classificada no Ativo Circulante ou no Ativo 
Realizável a Longo Prazo. 
 
Nas participações permanentes, não há intenção de venda, ou seja, a 
empresa adquire a participação com intenção de mantê-la. 
 
Geralmente, esse tipo de investimento está relacionado com as operações 
da empresa. Pode ser uma participação num fornecedor importante (com 
a finalidade de assegurar o fornecimento de matérias-primas) ou num 
cliente de grande porte (para viabilizar a venda dos produtos). Fica 
classificado no Ativo – Investimentos. 
 
2.1 AÇÕES 
 
Representam a menor fração do capital social de uma empresa. 
 
Dividem-se em Ações Ordinárias, Ações Preferenciais e Ações de Fruição. 
 
As ações de fruição atribuem a seus titulares direitos estabelecidos no 
estatuto da empresa, normalmente dividendos. Este tipo de ação não 
representa parcela do capital social e não dá direito a voto. 
 
As ações ordinárias dão direito a voto e aos dividendos. 
 
As ações preferenciais possuem prioridade no recebimento dos 
dividendos, mas não dão ao seu titular direito de voto nas assembleias de 
acionistas. 
 
As ações preferenciais sem direito a voto não podem ultrapassar 50% do 
total das ações emitidas. 
 
2.2 DIVIDENDOS 
 
A Lei 6.404/76 estabelece que o Estatuto poderá estabelecer o dividendo 
como porcentagem do lucro ou do capital social, ou fixar outros critérios 
para determiná-lo, desde que sejam regulados com precisão e minúcia e 
não sujeitem os acionistas minoritários ao arbítrio dos órgãos de 
administração ou da maioria (art. 202, parágrafo 1º). 
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Se o Estatuto for omisso, a empresa deve distribuir 50% do lucro 
ajustado como dividendos. 
 
O lucro ajustado é calculado da seguinte forma: 
 
Lucro líquido do exercício 10.000 
(-) Constituição da Reserva Legal (500) 
(-) Constituição da Reserva de Contingência (2.000) 
(+) Reversão da Reserva de Contingência 700 
= Lucro ajustado (base para dividendos) 8.200 
 
Dividendos obrigatórios: $8.200 x 50% = $ 4.100 
 
Contabilização: 
 
D – Lucros Acumulados (PL) 4.100 
C – Dividendos a pagar (Passivo) 4.100 
 
Finalmente, se o Estatuto for omisso e a empresa quiser instituir uma 
fórmula de calculo no Estatuto, não poderá ser inferior a 25% do lucro 
ajustado. 
 
2.3 RESERVA DE INCENTIVOS FISCAIS E RESERVA ESPECÍFICA 
DE PRÊMIO DE DEBÊNTURES 
 
Além das Reservas mencionadas acima, também a Reserva de Incentivos 
Fiscais e a Reserva Específica de Prêmio na Emissão de Debêntures devem 
ser excluídas da base de cálculo dos dividendos. 
 
Esses valores, antes das alterações na contabilidade, eram Reservas de 
Capital. OU seja, eram contabilizadas diretamente no PL e não afetavam oResultado do Exercício. A contabilização (anterior às alterações) era 
assim: 
 
Reserva de incentivos fiscais (por exemplo, doação de um terreno no valor 
de 10.000): 
 
D – Terrenos (imobilizado) 10.000 
C – Reserva de Capital – doações (PL) 10.000 
 
Atualmente, a contabilização é a seguinte: 
 
Vamos supor que haja alguma condição (como construir uma fábrica e 
gerar empregos) vinculada à doação. 
 
No momento da doação, a empresa ainda não “ganhou” o terreno. Ainda 
precisa cumprir a sua parte – no caso, construir uma fábrica. Portanto, 
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deve reconhecer um Passivo, pois irá devolver o terreno se não cumprir a 
condição. 
 
D – Terreno – Doações (Imobilizado) 10.000 
C – Doações com encargos (Passivo) 10.000 
 
Após algum tempo, a empresa constrói a fábrica. Já cumpriu a sua parte e 
portanto ganhou o terreno. Mas a receita deve ser reconhecida 
proporcionalmente às despesas geradas pela doação (no caso, seria a 
depreciação da fábrica). 
 
Vamos supor que a fábrica será depreciada em 20 anos. No momento em 
que acaba a construção, deve ser feita a seguinte contabilização: 
 
D – Doações com encargos (Passivo) 10.000 
C – Receitas Diferida (Passivo) 10.000 
 
A conta Receitas Diferidas poderia também ser chamada de Receitas a 
Apropriar. Embora fique classificada no Passivo, possui a natureza do 
antigo Grupo Resultado de Exercícios Futuros. 
 
Vamos entender melhor. Esse valor não é um Passivo genuíno. Não é uma 
obrigação presente, e não será pago a ninguém. Pelo contrário, constitui 
uma receita da empresa que deverá ser apropriada por competência, em 
20 anos. 
 
Anteriormente, seria classificado como Resultado de Exercícios Futuros. 
Mas esse grupo do Balanço Patrimonial foi extinto. Ficou, em seu lugar, a 
conta Receitas Diferidas, que é classificada no Passivo, mas possui a 
natureza do antigo grupo Resultados de Exercícios Futuros. 
 
Muito bem. Após um ano, vamos iniciar o reconhecimento da Receita, de 
forma proporcional às despesas, na base de 1/20 avos por ano (Obs: 
naturalmente, o reconhecimento deve ser feito mês a mês. Para fins 
didáticos, vamos contabilizar diretamente o valor do ano.) 
 
D - Receitas Diferida (Passivo).10.000/20 500 
C – Receita de Doações (Resultado) 500 
 
Esta contabilização se repete, ano a ano, até zerar a conta Receita 
Diferida e transferir todo o seu valor para Resultado do Exercício. 
 
Com isso, o Resultado ficou maior do que ficaria antes das alterações. 
Afinal, o valor da Doação, que antigamente era contabilizado como 
Reserva de Capital, agora está transitando pelo Resultado do Exercício. 
Para não prejudicar a empresa com o pagamento de mais Imposto de 
Renda e manter a neutralidade tributária, a empresa PODE constituir a 
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Reserva de Incentivos Fiscais, e transferir para essa Reserva a parcela da 
doação ou da subvenção que transitou pelo Resultado. 
 
Vamos supor que o Resultado do Exercício seja de $ 8.000, já 
considerando a receita de doação de $ 500. 
 
Pela transferência do Resultado para Lucros Acumulados: 
D – Resultado do Exercício 8.000 
C – Lucros Acumulados (PL) 8.000 
 
Pela constituição da Reserva de Incentivos Fiscais: 
D – Lucros Acumulados (PL) 500 
C - Reserva de Incentivos Fiscais (PL) 500 
 
Assim, a empresa poderá calcular o lucro ajustado para dividendos da 
seguinte forma: 
 
Lucro Líquido 8.000 – Reserva Legal – Reserva de Contingência + 
reversão da Reserva de Contingência – Reserva de Incentivos Fiscais 500 
(essa última é facultativa). 
 
O prêmio na Emissão de Debêntures é semelhante ao caso descrito acima, 
como veremos a seguir. 
 
2.4 DEBÊNTURES 
 
O Prêmio na emissão de debêntures era classificado como reserva de 
capital. Com o advento da Lei n° 11.638 e 11.941, ele passou a ser 
apropriado ao resultado como receita, conforme o regime de competência. 
 
As debêntures são títulos exclusivos das sociedades anônimas. É uma 
forma alternativa ao lançamento de ações no mercado e aos empréstimos 
bancários, para captação de recursos. Não podem ser confundidas com as 
ações, pois não são títulos de propriedade. Não se confundem também 
com os empréstimos, uma vez que oferecidas ao público, não sendo 
captados junto a instituições financeiras. 
 
Quando o preço da debênture supera o seu valor nominal, teríamos, à 
visão da legislação antiga, uma reserva de capital a ser registrada, 
chamada Reserva de Prêmio na Emissão de Debêntures. Isso ocorre 
quando as condições como juros, garantias e outras vantagens forem 
atraentes para os investidores. 
 
Se uma empresa lançasse debêntures a R$ 1,00, num vulto de 10.000 
debêntures, com resgate em 10 anos encontrando investidores que 
pagassem R$ 1,50 pelo referido título, lançaríamos: 
 
D – Caixa 15.000 (Ativo) 
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C – Debêntures a pagar 10.000,00 
(PNC) 
C – Reserva de capital – prêmio na emissão de debêntures 5.000,00 (PL) 
 
Contudo, essa reserva de capital deixou de existir e a mesma situação é 
agora registrada da seguinte forma: 
 
D – Caixa 15.000 (Ativo) 
C – Debêntures a resgatar 10.000,00 
(PNC) 
C – Receitas recebidas antecipadamente - 5.000,00 (PNC 
– Receitas diferidas) 
 
Assim, exemplificando, se o resgate dessas debêntures se dará em 10 
anos, deveremos apropriar ao resultado (utilizando-se do método linear) 
R$ 500,00 por ano, através do seguinte lançamento: 
 
D - Receitas recebidas antecipadamente 500,00 (PNC – Receitas 
diferidas) 
C – Receitas financeiras 500,00 (Resultado) 
 
Para fins didáticos, usamos o método linear. Mas o correto é usar o 
método exponencial (juros compostos). 
 
O valor apropriado ao resultado pode ser destinado à formação de reserva 
específica de prêmios de debêntures, para evitar a tributação pelo 
Imposto de Renda (Lei 11.941/09). 
 
Ressaltamos que é uma faculdade da empresa. Ela pode ou não constituir 
tal reserva. Se não constituir, será tributada pelo IR. 
 
A reserva específica de prêmio de debêntures é reserva de lucro, eis que 
esse valor transitou pelo resultado do exercício. 
 
2.5 PARTES BENEFICIÁRIAS 
 
Segundo a Lei das S.A´s: 
 
Art. 46. A companhia pode criar, a qualquer tempo, títulos negociáveis, 
sem valor nominal e estranhos ao capital social, denominados "partes 
beneficiárias". 
 
§ 1º As partes beneficiárias conferirão aos seus titulares direito de crédito 
eventual contra a companhia, consistente na participação nos lucros 
anuais (artigo 190). 
 
Vê-se que as partes beneficiárias são estranhas ao capital social. Diferem 
das ações, pois não dão direito a uma parte do patrimônio da companhia, 
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nem o de participação da administração. Não se confundem também com 
as debêntures, uma vez que não dá direito creditório contra a companhia 
para os que as possuem. 
 
O direito a lucro é eventual. Esta é a palavra chave. A emissão das PB´s 
é exclusivo de cias fechadas (LSA, art. 47). Como já dito, a participação 
nos lucros deve ser menor do que 10%. 
 
As partes beneficiárias poderão ser alienadas pela companhia, nas 
condições determinadas pelo estatuto ou pela assembleia-geral, ou 
atribuídas afundadores, acionistas ou terceiros, como remuneração de 
serviços prestados à companhia (LSA, art. 47). Somente a alienação 
onerosa das partes beneficiárias gera lançamento contábil. 
 
Assim, se os administradores de uma companhia, que tanto contribuíram 
para o seu crescimento, resolvem aposentar, e os novos administradores, 
como forma de reconhecimento deste trabalho, alienam partes 
beneficiárias a esses antigos administradores, por R$ 100.000,00. O 
lançamento é o que se segue: 
 
D – Caixa 100.000,00 (Ativo) 
C – Reserva de Capital – Produto de alienação de partes beneficiárias 
100.000,00 (PL). 
 
A LSA dispõe que: 
 
Art. 200. Parágrafo único. A reserva constituída com o produto da venda 
de partes beneficiárias poderá ser destinada ao resgate desses títulos. 
 
2.6 COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS 
 
A Lei das S.A.s (Lei 6404/76) estabelece o seguinte: 
Dedução de Prejuízos e Imposto sobre a Renda 
Art. 189. Do resultado do exercício serão deduzidos, antes de qualquer 
participação, os prejuízos acumulados e a provisão para o Imposto sobre a 
Renda. 
Parágrafo único. o prejuízo do exercício será obrigatoriamente absorvido 
pelos lucros acumulados, pelas reservas de lucros e pela reserva legal, 
nessa ordem. 
Portanto, quando a questão mencionar “Prejuízos Acumulados”, devemos 
diminuí-lo do lucro, para cálculo dos dividendos. 
 
O esquema completo fica assim: 
 
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Lucro Líquido 
 
(-) Prejuízos acumulados 
(-) Constituição da Reserva Legal 
(-) Constituição da Reserva de Contingência 
(+) Reversão da Reserva de Contingência 
(-) Constituição da Reserva de Incentivos Fiscais (opcional) 
(-) Constituição da Reserva Específica para prêmios de Debêntures 
(opcional) 
= Lucro ajustado (Base para os dividendos). 
 
Atenção: o tratamento do prejuízo acumulado para o cálculo do Imposto 
de Renda é diferente. A empresa pode abater até 30% do Lucro Real 
(base de calculo do IR, escriturado no Livro de Apuração do Lucro Real – 
LALUR) dos prejuízos fiscais acumulados. 
 
Contabilidade  prejuízos contábeis acumulados  abate 100% do 
lucro, até o limite do prejuízo contábil acumulado. 
 
Imposto de Renda  prejuízos fiscais acumulados (LALUR)  abate até 
30% do Lucro, limitado ao valor do prejuízo fiscal acumulado. 
 
Exemplo: Empresa tem prejuízos acumulados contábil e fiscal de 12.000 e 
apura lucro de 10.000. 
 
Na contabilidade: abate 100% e fica com prejuízo acumulado contábil e 
2.000. 
 
Para o IR: abate 30% do lucro (3.000), recolhe IR sobre 7.000 e fica com 
prejuízo fiscal acumulado de 9000. 
 
3 TRATAMENTO DAS PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS 
 
3.1 INTRODUÇÃO 
 
Podemos identificar as seguintes situações nas participações em outras 
empresas, conforme o grau de controle exercido pela investidora: 
 
- Pouca ou nenhuma influência sobre a investida, sem intenção de 
permanência: Trata-se de um ativo financeiro, sendo que o principal 
benefício esperado do ativo é a sua valorização. Deve ser reconhecido e 
mensurado pelo valor justo (ou ao custo, se não houver uma mensuração 
confiável a valor justo), de acordo com o Pronunciamento CPC 38 – 
Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração. 
 
- Pouca ou nenhuma influência sobre a investida, com intenção de 
permanência: Trata-se de investimento permanente sem influência 
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significativa ou controle. Deve ser avaliado pelo custo, ajustado a 
eventuais perdas. 
 
- Influência significativa sobre a investida: A “influência significativa” 
caracteriza uma Coligada da investidora, sendo tal participação 
reconhecida e mensurada conforme o CPC 18 – Investimentos em 
Coligadas e Controladas, através do método da equivalência patrimonial. 
Lembramos que coligada é uma investida na qual a investidora tem 
influência significativa, mas sem atingir o ponto de controle. 
 
- Controle conjunto sobre a investida: Refere-se a um 
empreendimento conjunto (joint venture), ou seja, quando duas ou mais 
investidoras detêm, em conjunto, o controle da entidade. Tal participação 
deve ser reconhecida e mensurada de acordo com o CPC 19 – 
Investimento em Empreendimentos Controlados em Conjunto. 
 
- Controle sobre a investida: As controladas devem ser reconhecidas e 
mensuradas de acordo com o CPC 15 – Combinações de Negócios e CPC 
36 – Demonstrações Consolidadas. 
 
4 - INVESTIMENTOS 
 
Os investimentos ou são de caráter transitório, quando a empresa não 
tem a intenção de permanecer com eles no longo prazo, sendo 
classificados no circulante ou não circulante realizável a longo prazo, ou, 
então, são de caráter permanente, quando a empresa tem a intenção de 
mantê-los, sendo nesta hipótese classificados no ativo não circulante 
investimentos. 
 
Há duas formas de avaliar os investimentos permanentes: pelo método 
de custo ou pelo método da equivalência patrimonial. 
 
Os investimentos em coligadas e controladas, sociedade do mesmo 
grupo e sob controle comum são avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial. 
 
Os outros investimentos, que não sejam em coligadas e 
controladas, serão avaliados pelo método de Custo. Vejam que 
este critério é residual. 
 
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4.1 - MÉTODO DE CUSTO 
 
Conforme a Lei 6404/76: 
Critérios de avaliação do ativo 
Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os 
seguintes critérios: 
III - os investimentos em participação no capital social de outras 
sociedades, ressalvado o disposto nos artigos 248 a 250, pelo custo de 
aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do 
seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente, e 
que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a 
companhia, de ações ou quotas bonificadas; 
IV - os demais investimentos, pelo custo de aquisição, deduzido de 
provisão para atender às perdas prováveis na realização do seu valor, ou 
para redução do custo de aquisição ao valor de mercado, quando este for 
inferior; 
Os artigos 248 a 250 referem-se aos investimentos em coligadas e 
controladas, que estudaremos a seguir. 
 
Os investimentos do método de custo são avaliados 
pelo custo de aquisição, deduzido de provisão 
para perdas prováveis, se esta perda for 
comprovada como permanente. 
 
Avaliação dos investimentos pelo método de custo 
 
Custo de aquisição 
In
v
e
st
im
e
n
to
s 
MEP 
Coligadas 
Controladas 
Sociedades sob 
controle comum 
Mesmo grupo 
Custo Outros 
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(-) Ajuste para perdas prováveis 
 
Tecnicamente, o nome provisão utilizado no artigo 183, III, está incorreto, 
já que provisões são sempre passivos. Todavia, cumpre salientar que a Lei 
6.404 é de 1976. À época não existia essa distinção. Portanto, se cair em 
prova, aceite normalmente. 
 
 
 
Portanto, inicialmente, os investimentos são avaliados pelo custo. No final 
do exercício, a empresa avalia se há alguma perda que possa ser 
considerada como permanente, que não será mais recuperada. Havendo, 
faz-se o ajuste. Sendo uma perda temporária, decorrente, por exemplo, 
de uma variação normal no preço de mercado, nada há que ser feito. 
 
Como todos nós quando investimos em algo esperamos algum retorno, o 
retornodo capital aplicado em empresas geralmente é chamado de 
dividendos. 
 
Os dividendos distribuídos no método de custo são contabilizados 
como receita, quando da distribuição. 
 
Entretanto, os dividendos distribuídos no prazo de até 6 meses após 
a aquisição do investimento são considerados como uma 
recuperação de parte do investimento. A justificativa para esse 
procedimento é que o valor da compra já incluía o lucro, que seria 
posteriormente distribuído. 
 
Confira o Regulamento do Imposto de Renda: 
Art. 380. Os lucros ou dividendos recebidos pela pessoa jurídica, em 
decorrência de participação societária avaliada pelo custo de aquisição, 
adquirida até seis meses antes da data da respectiva percepção, serão 
registrados pelo contribuinte como diminuição do valor do custo e não 
influenciarão as contas de resultado (Decreto-Lei nº 2.072, de 1983, art. 
2º). 
Segundo o Manual de Contabilidade Societária, de Sérgio de Iudícibus e 
outros, 1ª edição, 2010, as normas internacionais de contabilidade 
não aceitam esse procedimento. 
Investimentos 
avaliados pelo custo 
Custo de aquisição 
(-) Ajuste perdas 
prováveis 
Se a perda for 
permanente 
Avaliação 
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Os lançamentos são os seguintes. Exemplo: aquisição de investimento 
avaliado pelo método de custo, pelo valor de R$ 1.000,00. 
 
Lançamento na aquisição: 
 
D – Investimentos avaliados pelo método de custo (Investimentos) 1.000,00 
C – Caixa (Ativo Circulante) 1.000,00 
 
1000 1000
Inv - Custo Caixa
 
 
Dividendos declarados, no valor de R$ 100,00, dentro de 6 meses: 
 
D – Dividendos a receber (Ativo circulante) 100,00 
C – Investimentos avaliados pelo método de custo (Investimentos) 100,00 
 
100 1000 100
Dividendos a rec. Inv - Custo
 
 
Vejam que nesta hipótese houve uma redução do valor do investimento. 
Você registrou um direito a receber no ativo (dividendos a receber) e 
reduziu o valor do investimento no ativo não circulante - investimentos. É 
como, se quando você já tivesse comprado a ação, tivesse pago o valor 
cheio, que já estava com dividendos. Não há registro em qualquer conta 
de resultado, de receita. 
 
Dividendos declarados, no valor de R$ 200,00, após 6 meses: 
 
D – Dividendos a receber (Ativo circulante) 200,00 
C – Receita de dividendos (Outras receitas operacionais - Resultado) 200,00 
 
Inv. Custo 
Avaliação: Custo de 
aquisição - Perdas 
prováveis 
Se a perda for permanente 
Dividendos 
Receita 
6 meses: Redução do custo 
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200 200
Dividendos a rec. Receita de divid.
 
 
Notem a diferença. Aqui, da mesma maneira, nós registramos um valor a 
receber no ativo (dividendos a receber). Todavia, a contrapartida foi a 
chamada receita de dividendos, em outras receitas operacionais. 
 
Perda, no valor de R$ 300,00, considerada como permanente: 
 
D – Despesa com perda em investimentos (Resultado) 300,00 
C – Ajuste para perdas permanentes – Invest. Custos (Ret. Ativo) 300,00 
 
300 300
Desp - Perd. Inv. Ajuste Perda Perm.
 
 
Perceba que aqui haverá uma redução do investimento. Contudo, essa 
redução não é feita diretamente na conta investimentos, mas em uma 
conta retificadora, que podemos chamar de ajuste para perdas 
permanentes ou provisão para perdas permanentes. 
 
 
 
(FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS/SP /2013) A Cia. Futurista 
adquiriu 3% das ações da Cia. Atual, em 20/02/2013, por R$ 4.560,00. As 
sociedades não são do mesmo grupo nem estão sob controle comum. O 
investimento adquirido não caracteriza controle nem influência 
significativa sobre a investida, mas a Cia. Futurista possui a intenção de 
permanecer com este investimento por vários exercícios, ou seja, não há 
intenção de venda. Neste caso, o investimento, classificado no ativo não 
circulante da Cia. Futurista, será avaliado pelo 
 
A) custo corrente corrigido. 
B) método da equivalência patrimonial. 
C) método de custo. 
D) método da conciliação. 
E) método de crédito unitário projetado. 
 
Comentário: 
 
Como resolver essa questão? Vamos lá! Inicialmente, você deve verificar 
se o investimento tem caráter especulativo ou permanente. E a questão 
deu a dica... “a Cia. Futurista possui a intenção de permanecer com 
este investimento por vários exercícios, ou seja, não há intenção 
de venda”. 
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Portanto, classifica-se no ativo não circulante investimentos. A partir daí, 
já sabemos que ou será método de custo ou método da equivalência 
patrimonial. 
 
Inicialmente, você deverá checar se se trata de equivalência (MEP). Caso 
não se enquadre, será avaliado pelo custo. O método de custo é 
residual. 
 
Pois bem, para ser MEP deve ser controlada (maioria das ações com 
direito a voto ou poder de eleger maioria dos administradores), coligada 
(quando há influência significativa), sociedades do mesmo grupo ou sob 
controle comum. 
 
E vamos ver o que a questão disse? 
 
“A Cia. Futurista adquiriu 3% das ações da Cia. Atual, em 20/02/2013, 
por R$ 4.560,00. As sociedades não são do mesmo grupo nem estão sob 
controle comum. O investimento adquirido não caracteriza controle nem 
influência significativa sobre a investida”. 
 
Veja, nesta hipótese, portanto, resta claro que será avaliado pelo custo, já 
que todas as outras hipóteses foram descartadas. 
 
Como a questão menciona que o investimento adquirido não caracteriza 
controle nem influência significativa sobre a investida, mas há intenção de 
permanecer com o investimento, deverá ser avaliado pelo método de 
custo. 
 
Gabarito  C 
 
4.2 - MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL 
 
A Lei 6.404/76 estabelece o seguinte: 
 
Avaliação do Investimento em Coligadas e Controladas 
 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em 
coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam 
parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão 
avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com 
as seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) 
 
I - o valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será 
determinado com base em balanço patrimonial ou balancete de verificação 
levantado, com observância das normas desta Lei, na mesma data, ou até 
60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data do balanço da companhia; 
no valor de patrimônio líquido não serão computados os resultados não 
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realizados decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras 
sociedades coligadas à companhia, ou por ela controladas; 
 
II - o valor do investimento será determinado mediante a aplicação, sobre 
o valor de patrimônio líquido referido no número anterior, da porcentagem 
de participação no capital da coligada ou controlada; 
 
III - a diferença entre o valor do investimento, de acordo com o número 
II, e o custo de aquisição corrigido monetariamente; somente será 
registrada como resultado do exercício: 
 
a) se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada; 
b) se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou perdas efetivos; 
c) no caso de companhia aberta, com observância das normas expedidas 
pela Comissão de Valores Mobiliários. 
 
§1º Para efeito de determinar a relevância do investimento, nos casos 
deste artigo, serão computados como parte do custo de aquisição os 
saldos de créditos da companhia contra as coligadas e controladas. 
 
§ 2º A sociedade coligada, sempre que solicitada pela companhia, deverá 
elaborar e fornecer o balanço ou balancete de verificação previsto no 
número I. 
 
O método da equivalência patrimonial funciona basicamente do seguinte 
modo. Imagine que você seja sócio de uma empresa muito grande, a 
Companhia Alfa. A Companhia Alfa vislumbra uma excelente possibilidade 
de investimento e decide adquirir o controle de outra empresa, a 
Companhia Beta. 
 
Então, você sabe que o capital dos sócios representa o patrimônio líquido, 
não é mesmo? Então, quando você está comprando ações de uma 
entidade, você está comprando uma fatia de seu patrimônio líquido. Você 
passa a se tornar sócio dessa empresa. Então, o que acontecer com o PL 
da investida (no caso Beta) vai refletir no seu investimento. Se ela tiver 
lucro, vai aumentar o PL, então, bom para você e seu investimento, que 
aumentará proporcionalmente a sua fatia no capital próprio da empresa. 
 
Ao revés, havendo um prejuízo, de igual maneira isso ocorrerá no seu 
investimento, o que acarretará uma diminuição no valor do PL da 
investida e no seu investimento. Lembre-se de que você é dono de um 
pedaço da companhia. 
 
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A Companhia Alfa está adquirindo 80% das ações ordinárias (as que, em 
regra, dão direito a voto) de Beta. Então, raciocine, ela está se tornando 
sócia de Beta. 80% de suas ações caracterizará controle. Alfa registrará 
esse valor como Ativo não circulante - Investimentos/Equivalência 
patrimonial. 
 
Débito – Ativo não circulante investimentos/MEP 800.000,00 
Crédito – Caixa 800.000,00 
 
Depois disso, todas as variações que ocorrerem no PL de Beta refletirão 
diretamente no valor do investimento. 
 
Exemplo: Companhia Beta teve um lucro de R$ 400.000,00. Como isso 
reflete em Alfa? 
 
 
 
Vejam que o PL de Beta subiu para R$ 1.400.000,00. Automaticamente, o 
investimento societário de Alfa subirá para R$ 1.400.000,00 x 80% = R$ 
1.120.000,00. E esses R$ 1.120.000,00 podem ser decompostos em R$ 
800.000,00 do investimento inicial + R$ 320.000,00, correspondentes a 
R$ 80% do lucro auferido. Afinal, se você tem 80% do capital, é esperado 
que tenha direito a 80% do lucro. 
 
Isso é método da equivalência patrimonial! Agora, suponha que, em vez 
de prejuízo, a Companhia Beta tivesse apurado um prejuízo de R$ 
400.000,00. Como ficaria? O PL reduziria de R$ 1.000.000,00 para R$ 
600.000,00. 
 
 
Investidora InvestidaAdquire 80%
Companhia Alfa
Companhia Beta 
(PL = 1.000.000)
Valor: 800.000
Investida Investidora80%
Companhia Beta 
(PL: 1.000.000 + 400.000 = 
1.400.000)
Companhia Alfa 
(Inv: 800.000 + 320.000 = 
1.120.000)
Valor: 1.120.000
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Funciona assim! Pode, em um primeiro momento parecer assustador, mas 
fazemos o possível para deixar claro para vocês. 
 
É claro que não é só isso, mas entender esse ponto já é um grande 
começo. 
 
4.2.1 - CONCEITO DE CONTROLE 
 
Texto do Pronunciamento CPC 18 - Investimento em Coligada e em 
Controlada: 
 
2. Os termos a seguir são utilizados no presente Pronunciamento com os 
seguintes significados: 
 
Controle é o poder de governar as políticas financeiras e operacionais da 
entidade de forma a obter benefícios de suas atividades. 
 
A Lei 6404/76 (Lei das SA) apresenta as seguintes definições: 
 
Art. 243 § 2º: Considera-se controlada a sociedade na qual a 
controladora, diretamente ou através de outras controladas, é titular de 
direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, 
preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a 
maioria dos administradores. 
 
 
Investida Investidora80%
Companhia Beta 
(PL: 1.000.000 - 400.000 = 
600.000)
Companhia Alfa 
(Inv: 800.000 - 320.000 = 
480.000)
Valor: 480.000
Controle 
De modo 
permanente 
Preponderência 
nas deliberações 
sociais 
Poder de eleger a 
maioria dos 
administradores 
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E como se dá a preponderância nas deliberações sociais? Temos de saber 
um pouco de direito empresarial aqui! Você tem de saber que as ações de 
uma sociedade anônima podem ser ordinárias ou preferenciais. 
 
As ordinárias são as que dão direito a voto, enquanto que as 
preferenciais, na maioria das vezes dão privilégios a seus detentores, 
como dividendo maior ou prioridade para reembolso do capital, mas são 
frustradas do direito a voto. 
 
 
 
O número máximo de ações preferenciais sem direito a voto é de 
50% do total! 
 
Querem entender como funciona na prática? Tem uma questão bem 
interessante. 
 
(FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS SP/2009) A Cia. Eclipse 
Supermercados, dando continuidade à sua estratégia de expansão, no 
início de 2008, participa da constituição da Cia. de Varejo Luna, cujo 
capital social totalmente subscrito e integralizado, na ocasião, será 
formado por um total de 2.000.000 de ações, distribuídas de acordo com 
limites legais, em ações ordinárias e preferenciais, todas com valor 
nominal unitário de R$ 30,00. É política da empresa manter o controle 
direto de todas as suas investidas, desembolsando sempre o valor mínimo 
necessário. Neste caso, de acordo com a legislação societária, para 
manter o controle da Cia. de Varejo Luna, no mínimo, a empresa deverá 
integralizar o capital social da investida no valor de 
 
(A) R$ 66.000.000,00 
(B) R$ 60.000.000,00 
(C) R$ 30.000.030,00 
(D) R$ 20.000.300,00 
(E) R$ 15.000.030,00 
 
Comentários 
 
As sociedades anônimas possuem dois tipos de ações: 
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1) ordinárias: dão direito a voto; 
2) preferenciais: não dão direito a voto, mas têm preferências na 
distribuição de dividendos. 
 
O voto é utilizado nas tomadas de decisões sociais, na Assembleia Geral 
(AG), órgão máximo deliberativo de uma SA. 
 
Para haver preponderância nas deliberações sociais através da AG faz-se 
necessária a propriedade de mais de 50% das ações que dão direito a 
voto, isto é, 50% das ações mais 1 ação, o que caracteriza, também, o 
controle. 
 
Ademais, devemos notar que a questão diz que o capital social é 
distribuído de acordo com os limites legais. A lei das SA´s, artigo 15, 
§2º, estabelece que no máximo 50% do total das ações emitidas poderá 
ser preferencial (ou seja, que não dão direito a voto). 
 
Enfim, extraímos as seguintes conclusões da questão: 
 
1) A empresa Eclipse quer o controle direto na Cia Luna, desembolsando 
o mínimo. 
2) O controle é caracterizado pela preponderância nas deliberações sociais 
(nas SA pela Assembleia Geral). 
3) Votam na Assembleia Geral apenas as ações ordinárias (as 
preferenciais não). 
4) A Cia. Eclipse deve, portanto, possuir 50% + 1 ação ordinária da Cia. 
Luna como mínimo. 
5) Como são 2.000.000 ações distribuídas de acordo com o limite legal, 
podemos inferir que 1.000.000 serão ordinárias e 1.000.000 serão 
preferenciais (LSA, art. 15, §2º). 
6) O controle será exercido por 500.001 ações ordinárias(50% + 1 ação), 
o que equivale a 15.000.030,00 (500.001 x R$ 30). 
 
Gabarito  E. 
 
O conceito de controle da lei 6.404 está plenamente de acordo com o 
conceito de controlada do pronunciamento do CPC. 
 
4.3 - CONCEITO DE COLIGAÇÃO 
 
Lei 6404/76 Art. 243 § 1º: São coligadas as sociedades nas quais a 
investidora tenha influência significativa. 
 
§ 4º Considera-se que há influência significativa quando a 
investidora detém ou exerce o poder de participar nas decisões 
das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-
la. 
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§5º É presumida influência significativa quando a investidora for titular de 
20% (vinte por cento) ou mais do capital votante da investida, 
sem controlá-la. 
 
 
 
Para definir se uma empresa é ou não coligada precisamos verificar a 
existência da influência significativa. Esta será a palavra chave! 
 
 
A influência significativa existe quando a investidora detém ou exerce 
o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou 
operacional da investida, sem controlá-la. Ela é presumida quando 
se possui 20% do capital votante (ações ordinárias). Essa 
presunção, entretanto, admite prova em contrário! Uma empresa pode ter 
mais de 20% e não ter influência significativa e ter menos de 20% e ter 
influência significativa. 
 
Nos termos do CPC 18: 
 
Influência significativa 
 
6. Se o investidor mantém direta ou indiretamente (por exemplo, por 
meio de controladas), vinte por cento ou mais do poder de voto da 
investida, presume-se que ele tenha influência significativa, a 
menos que possa ser claramente demonstrado o contrário. Por 
outro lado, se o investidor detém, direta ou indiretamente (por meio de 
controladas, por exemplo), menos de vinte por cento do poder de voto da 
investida, presume-se que ele não tenha influência significativa, a 
menos que essa influência possa ser claramente demonstrada. A 
propriedade substancial ou majoritária da investida por outro investidor 
C
o
li
g
a
d
a
s 
Influência Significativa 
Detém poder de 
participar nas decisões 
Políticas financeiras 
Operacional 
Presumida 
> 20% capital votante 
Aceita prova em 
contrário 
Infl. 
Significativa 
Sim Coligada MEP 
Não 
Invest. 
Perm. 
Custo 
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não necessariamente impede que o investidor minoritário tenha influência 
significativa. 
7. A existência de influência significativa por investidor geralmente é 
evidenciada por um ou mais das seguintes formas: 
 
(a) representação no conselho de administração ou na diretoria da 
investida; 
(b) participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em 
decisões sobre dividendos e outras distribuições; 
(c) operações materiais entre o investidor e a investida; 
(d) intercâmbio de diretores ou gerentes; ou 
(e) fornecimento de informação técnica essencial. 
 
4.4 - CÁLCULO DO MEP: APROFUNDANDO 
 
O Método da Equivalência Patrimonial (MEP) consiste em 
reconhecer o resultado auferido pela investida na medida em que 
ocorre, e não apenas quando há distribuição de dividendos. 
 
Para isso, multiplicamos o percentual de participação da 
investidora pelo PL da investida, e comparamos com o valor do 
investimento da investidora. 
 
Como calcular o Método da Equivalência Patrimonial? 
 
Patrimônio líquido da investida x Percentual de participação da 
investidora 
 
4.5 CONTABILIZAÇÃO DO MEP - COMPLETA 
 
A Cia ABC foi constituída em 31.12.X1, com capital social de R$ 100.000, 
sendo que a empresa KLS adquiriu 90% do capital da Cia ABC. Trata-se 
de uma controlada. Portanto esse investimento da empresa KLS será 
avaliado pelo MEP. 
 
A CIA ABC apresentou os seguintes resultados: 
 
- 31.12.X2 – prejuízo de 40.000 (lançado integralmente em Prejuízos 
acumulados) 
- 31.12.X3 – lucro de 10.000 (usado para abater parte dos prejuízos 
acumulados) 
- 31.12.X4 – lucro de 50.000, sem distribuição de dividendos. (usado para 
abater o restante dos prejuízos e para constituição de reservas) 
- 31.12.X5 – lucro de 30.000, com distribuição de dividendos no valor 
de $20.000 e constituição de reservas no valor restante. 
 
Na empresa KLS, a contabilização, nos diversos anos, seria a seguinte: 
 
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Pela aquisição, em 31.12.X1: 
 
D – Investimento avaliado pelo MEP – CIA ABC 90.000 
C – Caixa/bancos 90.000 
 
90000 90000
Investimento Caixa
 
 
Como a Cia ABC acabou de ser constituída, seu balanço patrimonial tem a 
seguinte configuração: 
 
Ativo 100000 PL 100000
Balanço Patrimonial ABC (Investida)
 
 
A empresa KLS possui 90% do Capital Social da Cia ABC. Desse modo, o 
valor do seu investimento é de: 
 
Ativo 100000 PL 100000
90% x PL Investida 90000
Balanço Patrimonial ABC (Investida)
Valor do investimento da KLS 
 
Em 31.12.X2 a Cia ABC apurou prejuízos de R$ 40.000. 
 
Seu Balanço Patrimonial é o seguinte: 
 
(Obs: para simplificar, vamos considerar que o Passivo é igual a zero. Como 
para o MEP o que interessa é o valor do PL, tal simplificação não fará diferença). 
Capital social 10000
(-) Prejuízos acumulados -40000
Total 60000
90% x PL Investida 54000
Balanço Patrimonial ABC (Investida)
Valor do investimento da KLS
Ativo 60000
PL
 
 
Valor da participação da Empresa KLS: 
 
 R$ 60.000 x 90% = R$ 54.000 
 
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Vamos comparar esse valor com o valor do investimento registrado no 
ativo da empresa KLS: 
 
Valor registrado em 31.12.X1 90.000,00 
Valor calculado pelo MEP em 31.12.X2 54.000,00 
Resultado do MEP 36.000,00 
(Prejuízo) 
 
Há um prejuízo na participação societária, já que o valor do PL da 
investida diminuiu. Como dissemos, quando compramos uma participação 
avaliada pelo MEP, compramos uma fatia da empresa investida. Logo, se o 
PL dela diminui, diminui também a nossa participação. 
 
Contabilização na empresa KLS: 
 
D – Perdas com MEP (resultado) 36.000 
C - Investimento avaliado pelo MEP – CIA ABC 36.000 
 
90000 36000 36000
54000
Investimento Perda com MEP
 
 
Com a contabilização acima, o investimento fica registrado, na empresa 
KLS, pelo valor de R$ 54.000, que corresponde a 90% do PL da CIA ABC. 
 
Outra forma de cálculo do MEP: 
 
Como o resultado da Cia ABC foi um prejuízo de R$ 60.000, o resultado do 
MEP para a empresa KLS poderia ser calculado diretamente sobre este 
resultado: 
 
Prejuízo Cia ABC R$ 40.000 x participação da KLS 90% = R$ 36.000 
 
31.12.X3 – Lucro de 10.000 (usado para abater parte dos 
prejuízos acumulados). 
 
Contabilização na Cia ABC: 
 
D – Resultado do Exercício 10.000 
C – Prejuízos acumulados(PL) 10.000 
 
10000 10000 40000 10000
Lucro Saldo inicial
Apuração do resul Prejuízos acumulados
 
 
O Balanço Patrimonial da Cia ABC fica assim: 
 
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Capital social 100000
(-) Prejuízos acumulados -30000
Total 70000
90% x PL Investida 63000
Balanço PatrimonialABC (Investida)
Valor do investimento da KLS
Ativo 70000
PL
 
 
Valor da participação da Empresa KLS: R$ 70.000 x 90% = R$ 63.000 
 
Vamos comparar esse valor com o valor do investimento registrado no 
ativo da empresa KLS: 
 
Valor registrado em 31.12.X2 54.000,00 
Valor calculado pelo MEP em 31.12.X3 63.000,00 
Resultado do MEP 9.000,00 
Lucro 
 
Contabilização na empresa KLS: 
 
D – Investimento avaliado pelo MEP – CIA ABC 9.000 
C – Resultado da Equivalência Patrimonial - CIA ABC 9.000 
 
90000 36000 9000
9000
63000
Investimento Ganho com MEP
 
 
Outra forma de cálculo do MEP: 
 
Lucro Cia ABC 10.000,00 
x Participação da KLS 90%
Resultado MEP 9.000,00 
 
Chamamos a atenção para o fato de que o MEP reflete, na investidora, 
o que está ocorrendo com o resultado da investida. Assim, quando a 
investida apura prejuízo ou lucro, isso se reflete no resultado da investira, 
independentemente da distribuição dos dividendos. 
 
31.12.X4 – Lucro de R$ 50.000, sem distribuição de dividendos. 
(Usado para abater o restante dos prejuízos e para constituição de 
reservas). 
 
Contabilização na Cia ABC: 
 
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D – Resultado do Exercício 50.000 
C – Prejuízos acumulados(PL) 30.000 
C – Reservas de Lucro (PL) 20.000 
 
10000 10000 40000 10000
30000 50000 30000
20000
0 0
20000
Reservas de lucro
Apuração do resul Prejuízos acumulados
 
O Balanço Patrimonial da Cia ABC fica assim: 
 
Capital social 100000
Reserva de lucros 20000
Total 120000
90% x PL Investida 108000
Balanço Patrimonial ABC (Investida)
Valor do investimento da KLS
Ativo 12000
PL
 
 
Valor da participação da Empresa KLS: 
 
R$ 120.000 x 90% = R$ 108.000 
 
Vamos comparar esse valor com o valor do investimento registrado no 
ativo da empresa KLS: 
 
Valor registrado em 31.12.X3 63.000,00 
Valor calculado pelo MEP em 31.12.X4 108.000,00 
Resultado do MEP 45.000,00 
Lucro 
 
Contabilização na empresa KLS: 
 
D – Investimento avaliado pelo MEP – CIA ABC 45.000 
C – Resultado da Equivalência Patrimonial - CIA ABC 45.000 
 
90000 36000 45000
9000
45000
108000
Investimento Ganho com MEP
 
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Outra forma de cálculo do MEP: 
 
Lucro Cia ABC 50.000,00 
x Participação da KLS 90%
Resultado MEP 45.000,00 
 
31.12.X5 – Lucro de 30.000, com distribuição de dividendos no 
valor de R$ 20.000 e constituição de reservas no valor 
restante. 
 
Contabilização na Cia ABC: 
 
D – Resultado do Exercício 30.000 
C – Lucros Acumulados(PL) 30.000 
 
30000 30000 30000
Lucro
Result. Exercício Lucros acumulados
 
 
Neste caso, precisamos considerar o PL da Cia ABC antes da 
distribuição dos dividendos, para a correta apuração do resultado 
da Equivalência Patrimonial. 
 
Capital social 100000
Reserva de lucros 20000
Lucros acumulados 30000
Total 150000
90% x PL Investida 135000
Valor do investimento da KLS
Balanço Patrimonial ABC (Investida)
Ativo 15000
PL
 
 
Vamos comparar esse valor com o valor do investimento registrado no 
ativo da empresa KLS: 
 
Valor registrado em 31.12.X4 108.000,00 
Valor calculado pelo MEP em 31.12.X4=5 135.000,00 
Resultado do MEP 27.000,00 
Lucro 
 
Contabilização na empresa KLS: 
 
D – Investimento avaliado pelo MEP – CIA ABC 27.000 
C – Resultado da Equivalência Patrimonial - CIA ABC 27.000 
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90000 36000 27000
9000
45000
27000
135000
Investimento Ganho com MEP
 
 
Quando apuramos o resultado do exercício na investida, jogamos para a 
conta lucros acumulados. Ela não pode possuir saldo final, mas 
continua a existir para receber os valores da demonstração do resultado 
de modo transitório. 
 
Só poderá existir no balanço a conta prejuízo acumulado. 
 
A partir da conta Lucros Acumulados, é feita a destinação dos lucros. Todo 
o lucro apurado deve ser atribuído como reservas de lucro ou como 
dividendos. 
 
O enunciado disse que dos lucros acumulados seria R$ 20.000,00 para 
dividendos e R$ 10.000,00 para reservas de lucros. 
 
Então, agora, vamos zerar a conta lucros acumulados. 
 
Contabilização na Cia ABC: 
 
D – Lucros Acumulados (PL) 30.000 
C – Reservas de Lucro (PL) 10.000 
C – Dividendos a Pagar (Passivo) 20.000 
 
10000 30000 20000 20000
20000 10000
Lucros acumulados Reserva de lucros Div. a pagar
 
 
Observação: Estamos considerando que os dividendos são os dividendos 
obrigatórios. A regra de contabilização é a seguinte: 
 
Dividendos obrigatórios  Passivo 
Dividendos Adicionais não declarados até a data do balanço  Não são 
contabilizados. 
Dividendos Adicionais declarados até a data do balanço  são 
contabilizados no PL, até serem confirmados pela Assembléia de 
acionistas. Depois disso, vão para o Passivo. 
 
O Balanço Patrimonial da Cia ABC fica assim: 
 
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Dividendos a pagar 20000
Capital social 100000
Reserva de lucros 30000
Total 130000
90% x PL Investida 117000
Balanço Patrimonial ABC (Investida)
Valor do investimento da KLS
PL
Ativo 15000
 
 
4.6 CONTABILIZAÇÃO DOS DIVIDENDOS 
 
Quando a investida resolveu, de acordo com os seus estatutos, pagar os 
dividendos, o valor do PL da Cia ABC passou de R$ 150.000,00 para R$ 
130.000,00. Portanto, a empresa KLS (investidora) deverá 
contabilizar os dividendos a receber e diminuir o valor do seu 
investimento. Assim: 
 
 
 
Prestem MUITA atenção e entendam! Quando a ABC (investida) 
apurou os seus dividendos, ela diminui o PL (conta lucros acumulados) e 
aumenta o passivo (dividendos a pagar). Correto? O que acontece? A KLS 
(investidora) vai ter o seu investimento diminuído quando a investida 
declara os dividendos. Ora, o PL diminuiu de R$ 150.000,00 para R$ 
130.000,00. 
 
Ao mesmo tempo, a KLS vai ter um direito a receber. Que direito é esse? 
Como sócio, ela terá direito a receber dividendos. De quanto? De acordo 
com a sua fração do capital social. 90% o que foi declarado de dividendo. 
 
Como a ABC declarou R$ 20.000,00 de dividendos, R$ 18.000,00 (90%) 
será em benefício da ABC. 
 
Então, esse valor será registrado em uma conta do ativo (dividendos a 
receber – R$ 18.000,00). E qual será a contrapartida? 
 
Será exatamente a diminuição do PL. Se o PL da ABC reduziu R$ 
20.000,00 ao todo, a parte que cabe à KLS suportar deste montante é R$ 
18.000,00, que representam exatamente 90% do total. 
 
Empresa KLS - Contabilização 
 
D – Dividendos a receber – CIA ABC (20.000 x 90%) 18.000 
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C - Investimento avaliado pelo MEP – CIA ABC 18.000 
 
Com isso, o valor do Investimento na Cia ABC fica contabilizado por R$ 
135.000 - R$ 18.000 = R$ 117.000. 
 
90000 36000 18000
9000 18000
45000
27000
117000
Investimento Dividendos a receber
 
 
Este total bate com a participação da empresa KLS no PL da CIA ABC, 
após a distribuição dos dividendos:Dividendos a pagar 20000
Capital social 100000
Reserva de lucros 30000
Total 130000
90% x PL Investida 117000
Balanço Patrimonial ABC (Investida)
Valor do investimento da KLS
PL
Ativo 15000
 
 
Importante 
 
No método de custo, o valor do investimento não se altera em função 
dos lucros ou prejuízos da investida. Só irá se alterar se houver indício de 
perda permanente. Os dividendos são contabilizados como receita. 
 
Método de custo – contabilização dos dividendos: 
 
D – Dividendos a Receber 
C – Receita de dividendos 
 
Já no Método da Equivalência Patrimonial, o resultado da investida 
(lucro ou prejuízo) reflete-se no balanço e no resultado da 
Investidora. 
 
E os dividendos diminuem o valor do investimento. 
 
Contabilização – MEP: 
 
Pelo MEP: 
 
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D – Investimento – MEP 
C – Resultado com Equivalência Patrimonial 
 
Contabilização dos dividendos: 
 
D – Dividendos a Receber 
C - Investimento – MEP 
 
Quando os dividendos forem recebidos, isto é, houver o efetivo 
pagamento por parte da companhia ABC, basta lançar: 
 
18000 18000 18000
Caixa Dividendos a receber
 
 
Vamos treinar um pouco? 
 
 
(FCC/Técnico/Contabilidade/TRF 3/2014) A empresa Investidora 
S.A. adquiriu, em 02/01/2010, uma participação societária na empresa 
Samambaia S.A.. Foram adquiridas 80% das ações da Samambaia S.A. 
pelo valor de R$ 10.000.000,00. No final de 2010, a empresa Samambaia 
S.A. apurou um lucro líquido de R$ 3.000.000,00. 
 
Nas demonstrações contábeis da empresa Investidora S.A. deverão ser 
apresentados os seguintes valores na Demonstração do Resultado, do ano 
de 2010 e no Balanço Patrimonial de 31/12/2010, respectivamente, em 
R$: 
 
a) Resultado de Participação Societária = 2.400.000,00; Dividendos a 
Receber = 2.400.000,00. 
b) Resultado de Participação Societária = 3.000.000,00; Dividendos a 
Receber = 3.000.000,00. 
c) Resultado de Participação Societária = 2.400.000,00; Investimentos = 
12.400.000,00. 
d) Resultado de Participação Societária = 3.000.000,00; Investimentos = 
13.000.000,00. 
e) Resultado de Participação Societária = 0,00; Investimentos = 
10.000.000,00. 
 
Comentários: 
 
Os investimentos da Investidora estarão avaliados em seu balanço pelo 
valor inicial de R 10.000.000,00. 
 
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 31 
103 
 
Posteriormente, a Samambaia apurou R$ 3.000.000,00 de lucro. Esse 
valor vai para a conta lucros acumulados da Samambaia. Do valor que 
aumentar o PL, 80% pertence à Investidora, que detém essa fatia do 
capital social. 
 
Logo, na demonstração contábil da investidora, aumentaremos R$ 
3.00.000 x 80% = R$ 2.400.000,00, ficando o balanço com um total de 
R$ 12.400.000,00. Na DRE, será registrado um ganho com MEP de R$ 
2.400.000,00. 
 
Portanto, gabarito  C. 
 
Gabarito  C. 
 
(CESPE/Auditor/TC DF/2014) Os investimentos mantidos por uma 
entidade em suas coligadas ou controladas e em outras entidades devem 
ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial, com impactos no 
balanço patrimonial e na demonstração de resultado do exercício. 
 
Comentários: 
 
Os investimentos em coligadas e controladas são avaliados pelo MEP. 
Todavia, a questão generalizou e disse em outras entidades. Essa foi a 
incorreção da assertiva. 
 
Gabarito  Errado. 
 
(CETRO/ISS SP/Auditor Fiscal/2014) A empresa INVESTIDA 
S/A emitiu 50.000 ações ordinárias e 50.000 ações preferenciais no 
mercado, sendo que a empresa INVESTIDORA S/A adquiriu 10.000 
ações ordinárias e 30.000 ações preferenciais da empresa INVESTIDA 
S/A. Sabe-se que, no final do ano de 2013, a empresa INVESTIDA 
S/A apresentou um lucro do exercício de R$155.000,00, sendo que, 
desse valor, distribuiu R$50.000,00 a título de dividendos. Com base 
nessas informações, é correto afirmar que a 
 
A) contabilidade da empresa INVESTIDORA S/A deverá ter registrado, 
em 31/12/2013, uma receita de equivalência patrimonial de R$62.000,00. 
B) contabilidade da empresa INVESTIDORA S/A deverá ter registrado, 
em 31/12/2013, uma receita de equivalência patrimonial de R$31.000,00. 
C) contabilidade da empresa INVESTIDORA S/A deverá ter registrado, 
em 31/12/2013, uma receita de dividendos de R$20.000,00. 
D) contabilidade da empresa INVESTIDORA S/A deverá ter registrado, 
em 31/12/2013, uma receita de dividendos de R$10.000,00. 
E) empresa INVESTIDORA S/A não precisa fazer qualquer lançamento 
contábil, pois não está obrigada ao método da equivalência patrimonial. 
 
Comentários: 
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Os investimentos devem ser avaliados por equivalência patrimonial 
quando a investidora tem influência significativa: 
 
Lei 6404/76 Art. 243 § 1º: São coligadas as sociedades nas quais a 
investidora tenha influência significativa. 
 
§ 4º Considera-se que há influência significativa quando a investidora 
detém ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas 
financeira ou operacional da investida, sem controlá-la. 
 
§5º É presumida influência significativa quando a investidora for titular de 
20% (vinte por cento) ou mais do capital votante da investida, sem 
controlá-la. 
 
O capital votante são as ações ordinárias, que têm direito a voto. 
 
A Investidora comprou 10.000 ações ordinárias, portanto podemos 
calcular o percentual: 10.000/50.000 ações ordinárias = 20%. 
 
Muito bem. O investimento deve ser avaliado pelo MEP (método da 
Equivalência Patrimonial). 
 
Mas, agora, devemos considerar a participação total da 
investidora, incluindo as ações preferenciais: 
 
10.000 ações ordinárias + 30.000 ações preferenciais = 40.000 ações 
Participação: 40.000/100.000 = 0,4 ou 40% 
Lucro da investida R$$ 155.000,00 x 40% = $62.000 
Dividendos R$ 50.000,00 x 40% = R$ 20.000,00 
 
Contabilização na Investidora: 
 
Pelo MEP: 
 
D – Investimento em coligadas (Ativo) 62.000,00 
C – Receita de equivalência Patrimonial (Resultado) 62.000,00 
 
Pela distribuição dos dividendos: 
 
D – Dividendos a receber (Ativo) 20.000.00 
C – Investimento em coligadas (Ativo) 20.000,00 
 
Vamos examinar as alternativas: 
 
A) contabilidade da empresa INVESTIDORA S/A deverá ter 
registrado, em 31/12/2013, uma receita de equivalência 
patrimonial de R$62.000,00. 
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Correto. É o gabarito da questão. 
 
B) contabilidade da empresa INVESTIDORA S/A deverá ter 
registrado, em 31/12/2013, uma receita de equivalência 
patrimonial de R$31.000,00. 
 
Errado. O examinador acha que o candidato vai calcular usando apenas o 
percentual das ações ordinárias (20%): 
 
155.000 x 20% = 31.000. 
 
Não caia nessa! O cálculo é feito levando-se em conta o total das açòes. O 
cálculo correto é o que demonstramos acima. 
 
C) contabilidade da empresa INVESTIDORA S/A deverá ter 
registrado, em 31/12/2013, uma receita de dividendos de 
R$20.000,00. 
 
Errado. A Investidora iria contabilizar uma receita de dividendos se 
usasse o método de custo. Como tem influência significativa, a 
Investidora deve avaliar o investimento pelo método da Equivalência 
Patrimonial. 
 
D) contabilidade da empresa INVESTIDORA S/A deverá ter 
registrado, em 31/12/2013, uma receita de dividendos de 
R$10.000,00. 
 
Errado. Veja a resposta da letra C. 
 
E) empresa INVESTIDORA S/A não precisafazer qualquer 
lançamento contábil, pois não está obrigada ao método da 
equivalência patrimonial. 
 
Errado. A Investidora deve usar o método da equivalência patrimonial. 
 
Gabarito  A 
 
5 LUCROS NÃO REALIZADOS 
 
Quando uma empresa vende ativos a outra, coligada ou controlada, pode 
haver a ocorrência de lucros não realizados. Considera-se realizado o lucro 
quando o ativo for vendido para terceiros. 
 
O lucro não realizado pode ocorrer na venda de estoque, investimento, 
instrumentos financeiros de curto prazo, imobilizado ou intangível. 
 
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No caso do imobilizado, além de excluir o lucro não realizado, é necessário 
controlar a depreciação referente a esse lucro inter-companhias (trata-se 
de um processo muito trabalhoso. Dificilmente será cobrado em 
concurso). 
 
A maioria das questões de lucro não realizado refere-se a venda de 
estoque. 
 
Texto do pronunciamento CPC 18 (R2): 
 
28. Os resultados decorrentes de transações ascendentes (upstream) e 
descendentes (downstream), envolvendo ativos que não constituam um 
negócio, conforme definido pelo Pronunciamento Técnico CPC 15, entre o 
investidor (incluindo suas controladas consolidadas) e a coligada ou o 
empreendimento controlado em conjunto devem ser reconhecidos nas 
demonstrações contábeis do investidor somente na extensão da 
participação de outros investidores sobre essa coligada ou 
empreendimento controlado em conjunto, desde que esses outros 
investidores sejam partes independentes do grupo econômico ao qual 
pertence a investidora. As transações ascendentes são, por exemplo, 
vendas de ativos da coligada ou do empreendimento controlado em 
conjunto para o investidor. A participação da entidade no resultado de 
coligada ou empreendimento controlado em conjunto resultante dessas 
transações deve ser eliminada. As transações descendentes são, por 
exemplo, vendas de ativos do investidor para a coligada ou para o 
empreendimento controlado em conjunto. (Alterado pela Revisão CPC 08) 
 
28A. Os resultados decorrentes de transações descendentes 
(downstream) entre a controladora e a controlada não devem ser 
reconhecidos nas demonstrações contábeis individuais da controladora 
enquanto os ativos transacionados estiverem no balanço de adquirente 
pertencente ao mesmo grupo econômico. O disposto neste item deve ser 
aplicado inclusive quando a controladora for, por sua vez, controlada de 
outra entidade do mesmo grupo econômico. 
 
28B. Os resultados decorrentes de transações ascendentes (upstream) 
entre a controlada e a controladora e de transações entre as controladas 
do mesmo grupo econômico devem ser reconhecidos nas demonstrações 
contábeis da vendedora, mas não devem ser reconhecidos nas 
demonstrações contábeis individuais da controladora enquanto os ativos 
transacionados estiverem no balanço de adquirente pertencente ao grupo 
econômico. 
 
Esta é a principal alteração ocorrida no método da equivalência 
patrimonial. 
 
Vamos entender melhor o que foi alterado. O pronunciamento menciona 
transações ascendentes (upstream) e descendentes (downstream). 
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Transações ascendentes = upstream = a investida vende para a 
investidora. 
Transações descendentes = downstream = a investidora vende para a 
investida. 
 
Pelo Pronunciamento, os lucros não realizados nas transações, seja de 
venda da investida para a investidora, seja de venda da investidora para a 
investida, são eliminados para o calculo do valor do investimento no 
balanço individual da investidora. 
 
Anteriormente, apenas os lucros não realizados decorrentes de venda da 
investida para a investidora eram eliminados. 
 
Como essa alteração é importante, vamos explicar melhor. 
 
Quando a Investida vende ativos com lucro para a investidora, o lucro fica 
contabilizado no PL da investida, o qual vai servir de base para o cálculo 
da equivalência patrimonial. Portanto, o PL da Investida era ajustado, 
diminuindo-se os lucros não realizados, para o cálculo da equivalência 
Patrimonial. 
 
Mas, no caso de venda de Investidora para a Investida, o lucro fica no PL 
da investidora. Não há efeito no PL ou no resultado da investida, que será 
a base para a equivalência patrimonial. Estes resultados não realizados 
não eram ajustados no balanço individual da investidora. Agora, com as 
alterações da contabilidade, devem ser ajustados. 
 
A justificativa técnica é que, no caso de venda de ativo com lucro da 
Investidora para a investida, a não eliminação dos lucros não realizados 
distorce o valor das demonstrações individuais da Investidora. Com efeito, 
sem tal eliminação, o balanço da investidora estará demonstrando lucros 
não realizados, que ainda estão no estoque da investida. Deve ser 
considerado realizado apenas o resultado referente à participação de 
terceiros; o lucro referente à participação da investidora deve ser 
ajustado. 
 
Conforme os itens 28A. e 28B acima, há uma diferença no balanço 
individual, da seguinte forma: 
 
Venda da Investidora para a Investida: 
 
- Balanço individual da Investidora: elimina os lucros não realizados. 
 
Venda da Investida para a Investidora: 
 
- Balanço individual da Investidora: elimina os lucros não realizados. 
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- Balanço individual da Investida: não elimina os lucros não realizados, 
ou seja, o balanço individual da investida reconhece os lucros não 
realizados nas transações intragrupo. 
 
Esse assunto foi melhor detalhado na Interpretação Técnica ICPC 09 - 
Demonstrações Contábeis Individuais, Demonstrações Separadas, 
Demonstrações Consolidadas e Aplicação do Método de 
Equivalência Patrimonial , confira: 
 
Lucros não realizados em operações com coligada 
 
48. Os Pronunciamentos Técnicos CPC 18 – Investimento em Coligada e 
em Controlada, CPC 19 – Investimento em Empreendimento Controlado 
em Conjunto (Joint Venture) e CPC 36 – Demonstrações Consolidadas 
tratam de lucros não realizados entre entidades investidora e investidas 
ou entre investidas diretas ou indiretas de uma mesma investidora. 
 
49. Nas operações de vendas de ativos de uma investidora para uma 
coligada (downstream), são considerados lucros não realizados, 
na proporção da participação da investidora na coligada, aqueles 
obtidos em operações de ativos que, à época das demonstrações 
contábeis, ainda permaneçam na coligada. Por definição, essa coligada 
deve ter um controlador que não seja essa investidora a fim de que sobre 
a investidora e a coligada possa existir apenas relação de significativa 
influência e não de controle, e para que ambas não sejam consideradas 
sob controle comum. Equiparam-se a venda, para fins de lucro não 
realizado, os aportes de ativos para integralização de capital na investida. 
 
50. Dessa forma, na venda da investidora para a coligada, deve ser 
considerada realizada, na investidora, a parcela do lucro proporcional à 
participação dos demais sócios na coligada que sejam partes 
independentes da investidora ou dos controladores da investidora. Afinal, 
a operação de venda se dá entre partes independentes, por ter a coligada 
um controlador diferente do controlador da investidora. Esses 
procedimentos também devem ser aplicados para o caso de coligada e/ou 
investidora sem sócio controlador. Por exemplo, um ativo com valor 
contábil de $ 1.000.000 é vendido pela empresa A por $ 1.400.000 para a 
coligada B, na qualA participa com 20% do capital votante. O tributo 
sobre esse lucro é de $ 150.000, de forma que o resultado da investidora 
está afetado pelo valor líquido de $ 250.000. Ao vender à coligada, é 
como se estivesse vendendo com lucro apenas na parte da venda aos 
detentores que têm 80% do capital votante de B. A empresa A não deve 
considerar realizada a parcela relativa à sua própria participação, ou seja, 
20% de $250.000 = $ 50.000. 
 
50A. O lucro não realizado, na forma do exposto no item 50, deverá ser 
reconhecido à medida que o ativo for vendido para terceiros, for 
depreciado, sofrer impairment ou sofrer baixa por qualquer outro motivo. 
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51. A operação de venda deve ser registrada normalmente pela 
investidora e o não reconhecimento do lucro não realizado se dá pela 
eliminação, no resultado individual da investidora (e se for o caso no 
resultado consolidado), da parcela não realizada e pelo seu registro a 
crédito da conta de investimento, até sua efetiva realização pela baixa do 
ativo na coligada. No exemplo do item 50, debita-se o resultado e credita-
se a conta retificadora do investimento em B pelos $ 50.000 de lucro não 
realizado. Não devem ser eliminadas na demonstração do resultado da 
investidora as parcelas da venda, custo da mercadoria ou produto 
vendido, tributos e outros itens aplicáveis, já que a operação como um 
todo se dá com genuínos terceiros, ficando como não realizada apenas a 
parcela devida do lucro. Devem ser reconhecidos, quando aplicável, 
conforme Pronunciamento Técnico CPC 32 – Tributos sobre o Lucro, os 
tributos diferidos. 
 
52. Na investidora, em suas demonstrações individuais e, se for o caso, 
nas consolidadas, a eliminação de que trata o item 51 se dá em linha logo 
após o resultado da equivalência patrimonial (suponha-se de $ 500.000, 
para fins de exemplo), com destaque na própria demonstração do 
resultado ou em nota explicativa. 
 
Exemplo: 
Resultado da equivalência patrimonial sobre investimentos em 
coligadas, controladas e joint ventures.................... .$ 500.000 
(-)Lucro não realizado em operações com coligadas... $ (50.000) 
$450.000 
 
53. Nas operações de venda da coligada para a investidora, os 
lucros não realizados por operação de ativos ainda em poder da 
investidora ou de suas controladas devem ser eliminados da seguinte 
forma: do valor da equivalência patrimonial calculada sobre o lucro 
líquido da investida é deduzida a integralidade do lucro que for 
considerado como não realizado pela investidora. 
 
Por exemplo, a coligada D obteve um lucro líquido de $ 800.000, dentro 
dos quais estão $ 300.000 de lucro (já líquido do tributo sobre o 
resultado) de uma operação de venda para a investidora C de bem que 
ainda está no ativo de C. Essa investidora possui 30% de D. Assim, a 
investidora C não deve reconhecer a parte que lhe caberia de 30% sobre 
o lucro de $ 300.000 da operação entre a coligada e ela, por não estar 
realizado, aplicando a equivalência de 30% sobre o restante do lucro 
líquido de C, ou seja, 30% x ($ 800.000 - $ 300.000) = $ 150.000. Os 
demais $ 90.000 (30% x $ 300.000) serão reconhecidos por C à medida 
da realização do ativo em questão, conforme exposto no item 50A. 
 
54. A existência de transações com ativos que gerem prejuízos é, 
normalmente, evidência de necessidade de reconhecimento de 
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Impairment conforme Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor 
Recuperável de Ativos, o que pode levar à não eliminação da figura desse 
prejuízo. Afinal, se caracterizada a perda por não recuperabilidade de 
parte do ativo, deverá essa perda ser reconhecida, conforme o 
Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de 
Ativos, antes da operação de venda, mesmo que somente para fins do 
cálculo da equivalência patrimonial pela investidora quando o ativo estiver 
na coligada. Esse conceito deve ser aplicado também para as operações 
com controlada e com joint venture. 
 
Ufa! Acabou...a leitura dos pronunciamentos é um tanto árida, mas é 
necessária para enfrentar as questões de literalidade. Façamos agora um 
 
Resumo das alterações: 
 
1) Devem ser eliminados os lucros não realizados resultante de venda da 
coligada para a investidora OU da investidora para a coligada, para a 
equivalência patrimonial. 
2) Deve ser eliminado apenas o lucro referente à participação da empresa 
investidora; o lucro referente à participação de terceiros é considerado 
realizado. 
3) Venda da investidora para a coligada: O lucro não realizado é eliminado 
na linha de resultado de equivalência patrimonial : 
 
Resultado de equivalência patrimonial sobre investimentos em coligadas, 
controladas e joint ventures $ 500.000 
(-)Lucro não realizado em operações com coligadas ($ 50.000) $ 
450.000 
 
OBS: No balanço de publicação, normalmente o investimento fica 
demonstrado já pelo líquido: 
 
D – Investimento em coligadas- equiv. Patr. $ 450.000 
 
Mas deve ser controlado em subcontas o valor do investimento ajustado 
pela equivalência patrimonial e o valor do ajuste dos lucros não 
realizados: 
 
D – Investimento em coligadas- equiv. Patr $ 500.000 
C - Lucro não realizado em operações com coligadas ($ 50.000) $ 
450.000 
 
4) Venda da coligada para a investidora: o lucro não realizado é deduzido 
da equivalência patrimonial e não é reconhecido no balanço individual da 
investidora, mas é reconhecido no balanço individual da investida. 
 
5) Outra alteração: Prejuízos não realizados. 
 
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Antes, os prejuízos não realizados não eram ajustados, para efeito da 
equivalência patrimonial. Atualmente, deve ser verificado se há 
indícios de perda por recuperabilidade, para definir se os prejuízos 
não realizados serão eliminados ou não. 
 
Explicando melhor: Uma empresa pode ter uma máquina contabilizada 
pelo valor líquido de $ 20.000, que vale, no mercado, $15.000. Se o valor 
de uso de tal máquina (ou seja, o que ela vai gerar de caixa futuro trazido 
a valor presente – veja o capítulo de recuperabilidade) for inferior a 
$15.000, a empresa já deveria ter reconhecido uma perda por impairment 
no valor de $5.000. Portanto, se vendê-la para uma empresa do próprio 
grupo pelo valor de mercado ($ 15.000), reconhece um prejuízo que já 
deveria ter sido reconhecido anteriormente. Dessa forma, não há prejuízo 
não realizado. A diferença entre o valor contábil e o valor de mercado já 
deveria ter sido reconhecido; se a venda fosse realizada pelo valor 
contábil ($20.000), a compradora iria reconhecer uma perda por 
impairment assim que realizasse o primeiro teste de recuperabilidade. 
 
Mas vamos supor que o valor de uso da máquina fosse de $30.000. Nesse 
caso, não haveria perda por impairment e o prejuízo não realizado 
apurado na venda deve ser eliminado, para cálculo da equivalência 
patrimonial. Para o grupo, não há impairment ou perda, apenas a 
transferência da máquina “de um bolso para o outro”.(obs: o exemplo 
acima foi baseado no “Manual de Contabilidade Societária”, Fipecafi, 
Sérgio de Iudícibus e outros, Editora Atlas, 1ª. Edição). 
 
6) O valor do resultado não realizado já deve estar líquido dos tributos 
incidentes sobre o lucro, vale dizer, imposto de renda e contribuição 
social. 
 
Exemplos: 
 
1) A Investidora A vendeu para a sua coligada B estoques com lucro de 
10.000, os quais não foramvendidos a terceiros. O lucro total da coligada 
B foi de 100.000, e a participação da Investidora A é de 40%. Calcule o 
valor da equivalência patrimonial e indique a sua contabilização. (Obs: 
para efeito didático, desconsidere qualquer tributo). 
 
Equivalência Patrimonial: 
 
Cálculo: 
 
Lucro B 100.000 
(-) Lucro não realizado -10.000 
sub total 90.000 
(x) participação A 40% x 40% 
(=) valor da equivalência 36.000 
 
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Outra forma de cálculo: 
 
Lucro B 100.000 
(x) participação A 40% x 40% 
sub total 40.000 
(-) parte de A nos lucros não realizados 
(10000 x 40%) -4.000 
(=) valor da equivalência 36.000 
 
 
Contabilização no balanço individual da Investidora: 
 
D – Investimentos em coligadas - equivalência patrimonial (Ativo) 40.000 
C – Investimentos em coligadas – Lucro a apropriar (retificadora) (4.000) 
C - Resultado de equivalência patrimonial (resultado) 40.000 
D - Lucro não realizado em operações com coligadas(resultado) (4.000) 
 
Na operação de venda da investidora para a investida acima, foi 
considerado lucro não realizado apenas a participação da Investidora A 
(10.000 x 40% = 4.000), conforme o item 49 do ICPC 09. 
 
Na contabilização do lucro não realizado (4.000), retificamos (reduzimos) 
a receita de equivalência patrimonial, com contrapartida a crédito de 
Investimento, conforme os itens 51 e 52 do ICPC 09. 
 
2) A coligada B vendeu para a sua investidora A estoques com lucro de 
10.000, os quais não foram vendidos a terceiros. O lucro total da coligada 
B foi de 100.000, e a participação da Investidora A é de 40%. Calcule o 
valor da equivalência patrimonial e indique a sua contabilização. (Obs: 
para efeito didático, desconsidere qualquer tributo). 
 
Cálculo: idênticos aos apresentados no exemplo 1. Aqui, só vai mudar a 
contabilização. A investida já calcula o valor da equivalência patrimonial 
líquido dos lucros não realizados: 
 
D – Investimentos em coligadas - equivalência patrimonial (Ativo) 36.000 
C - Resultado de equivalência patrimonial (resultado) 36.000 
 
Vamos ver, abaixo, como fica a equivalência patrimonial no caso de lucros 
não realizados em operações com controladas: 
 
Texto da INTERPRETAÇÃO TÉCNICA ICPC 09 (R1) 
 
Lucros não realizados em operações entre controladora e 
controlada e entre controladas 
 
55. Nas operações com controladas, os lucros não realizados devem 
ser totalmente eliminados nas operações de venda da controladora 
para a controlada. São considerados não realizados os lucros contidos no 
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ativo de qualquer entidade pertencente ao mesmo grupo econômico, não 
necessariamente na controlada para a qual a controladora tenha feito a 
operação original. 
 
55A. Deve ser aplicado o item 55 quando a controladora for, por sua vez, 
controlada de outra entidade do mesmo grupo econômico. Por exemplo, a 
controladora E controla F que, por sua vez, controla G; F deve eliminar 
totalmente qualquer lucro não realizado ao vender um bem para G, por 
ser controladora de G. 
 
55B. Nas demonstrações individuais, quando de operações de venda de 
ativos da controladora para suas controladas (downstream), a eliminação 
do lucro não realizado deve ser feita no resultado individual da 
controladora, deduzindo-se cem por cento do lucro contido no ativo 
ainda em poder do grupo econômico, em contrapartida da conta de 
investimento (como se fosse uma devolução de parte desse 
investimento), até sua efetiva realização pela baixa do ativo na(s) 
controlada(s). 
 
55C. A eliminação de que trata o item 55B na demonstração do resultado 
deve ser feita em linha logo após o resultado da equivalência patrimonial, 
com destaque na própria demonstração do resultado ou em nota 
explicativa, conforme item 52. Podem ser eliminadas na demonstração do 
resultado da controladora as parcelas da venda, custo da mercadoria ou 
produto vendido, tributos e outros itens aplicáveis, já que a operação 
como um todo não se dá com genuínos terceiros. Se não eliminados, 
esses valores devem ser evidenciados na própria demonstração do 
resultado ou em notas explicativas. 
 
56. Nas operações de venda da controlada para a controladora (upstream) 
ou para outras controladas do mesmo grupo econômico, o lucro deve ser 
reconhecido na vendedora normalmente. No caso das coligadas e joint 
ventures, adota-se o mesmo procedimento. 
 
56A. Nas demonstrações individuais da controladora, quando de 
operações de venda de ativos da controlada para a controladora ou entre 
controladas, o cálculo da equivalência patrimonial deve ser feito 
deduzindo-se, do patrimônio líquido da controlada, cem por cento do lucro 
contido no ativo ainda em poder do grupo econômico. Com isso, a 
controladora deve registrar como resultado valor nulo, não tendo, por 
isso, afetação no seu resultado e no seu patrimônio líquido como 
decorrência do resultado reconhecido pela controlada. 
 
Portanto, no caso de resultado não realizado entre empresas 
controladas, temos: 
 
1) Devem ser eliminados os resultados não realizados tanto das vendas da 
controlada para a controladora, como das vendas da controladora para a 
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controlada, no balanço individual da controladora e na equivalência 
patrimonial. 
 
2) Não eliminamos só o valor referente à participação da controladora; 
deve ser eliminado cem por cento do valor do lucro não realizado. 
 
Exemplos: 
 
1) A Controlada B vendeu para a sua controladora A estoques com lucro 
de 10.000, os quais não foram vendidos a terceiros. O lucro total da 
controlada B foi de 100.000, e a participação da Controladora A é de 70%. 
Calcule o valor da equivalência patrimonial e indique a sua contabilização. 
(Obs: para efeito didático, desconsidere qualquer tributo). 
 
No balanço individual, a controlada reconhece normalmente o lucro ainda 
não realizado. Mas, no cálculo da equivalência patrimonial, o lucro não 
realizado é totalmente deduzido. (Lembramos que, no caso de coligadas, 
só deduzimos a participação da investidora; no caso de controladas, 
deduzimos 100% do lucro não realizado, ainda que a participação da 
controladora menos que 100%). 
 
Cálculo: 
 
Lucro B 100.000 
(x) participação A 70% 
 x 
70% 
Sub-total 70.000 
(-) 100% do lucro não 
realizado -10.000 
(=) valor da equivalência 60.000 
 
 
Lançamento na Controladora A: 
 
Pela equivalência patrimonial: 
 
D – Investimentos – controlada B(Ativo) 60.000 
C – Resultado da Equivalência Patrimonial (resultado) 60.000 
 
2) A Controladora A vendeu para a sua controlada B estoques por 30.000, 
com lucro de 10.000, os quais não foram vendidos a terceiros. O lucro 
total da coligada B foi de 100.000, e a participação da Controladora A é de 
70%. Calcule o valor da equivalência patrimonial e indique a sua 
contabilização. (Obs: para efeito didático, desconsidere qualquer tributo). 
 
Equivalência Patrimonial: 
 
Lucro B 100.000 
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(x) participação A 70% x 70% 
Sub-total 70.000 
(-) 100% do lucro não realizado -10.000 
(=) valor da equivalência 60.000 
 
Compare esse cálculo com o realizado acima, para vendas entre empresas 
coligadas.A diferença de tratamento é justificada pelo fato de que, nas vendas a 
coligadas, a transação ocorre, na maior parte, com terceiros. Portanto, 
ajustamos apenas a participação da investidora. 
 
Mas, nas transações entre empresas controladas, o que ocorre é uma 
venda da empresa para ela mesma. Portanto, ajustamos 100% do lucro 
não realizado, mesmo que a participação da controladora seja menor. 
 
Conforme o “Manual de Contabilidade Societária”, de Sérgio de Iudícibus e 
outros, pg. 185: 
 
“O procedimento contábil, nesse caso, é o seguinte: a controladora debita 
seu resultado para eliminar o lucro na transação, e credita uma conta 
retificadora de investimento (equivalência patrimonial) que assim 
permanece até a realização final do resultado mediante venda efetiva do 
ativo para terceiros. Poderia, também, na controladora, a conta de lucro 
diferido ficar no passivo não circulante, (...) mas as normas internacionais 
preferem a alternativa de reduzir o valor da equivalência patrimonial 
sobre a controlada. Essa preferência está baseada no fato de se entender 
que é como se, ao vender com “lucro” para a controlada, e esta não 
houver ainda vendido para terceiros, estivesse a controladora na realidade 
recebendo de volta uma parte de seu investimento na controlada. 
 
A contabilização completa no balanço individual da controladora fica 
assim: 
 
Pela equivalência patrimonial: 
 
D – Investimento em controladas (ativo) 70.000 
C – Resultado da equivalência patrimonial (resultado) 70.000 
 
Pela eliminação dos lucros não realizados: 
 
D – Receita de vendas (Resultado) 30.000 
C – Custo Produto Vendido (Resultado) 20.000 
C – Lucros a apropriar (retificadora de investimentos – ativo) 10.000 
 
A contabilização acima é equivalente a: 
 
D – Lucros não Realizados (Resultado) 10.000 
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C - Lucros a apropriar (retificadora de investimentos – ativo) 10.000 
 
Mas a controladora deve eliminar, da sua demonstração do resultado, as 
parcelas da venda, custo da mercadoria ou produto vendido, tributos e 
outros itens aplicáveis. 
 
A conta “Lucros a Apropriar” fica, na Controladora, como redutora da 
equivalência patrimonial. E, conforme a controlada venda os ativos para 
terceiros, a controladora vai transferindo tal valor para resultado. Por 
exemplo, se no mês seguinte a controlada já vendeu metade do estoque 
para terceiros, a controladora efetua o seguinte lançamento: 
 
D – Lucros a apropriar (retificadora de investimentos – ativo) 5.000 
D – Custo Produto Vendido (Resultado) 10.000 
C – Receita de vendas (Resultado) 15.000 
 
 
Demonstrações Contábeis para aplicação do método da Equivalência 
Patrimonial 
 
Texto do Pronunciamento 
 
33. Deve ser utilizada a demonstração contábil mais recente da 
coligada, da controlada ou do empreendimento controlado em conjunto 
para aplicação do método da equivalência patrimonial. Quando o término 
do exercício social do investidor for diferente daquele da investida, esta 
deve elaborar, para utilização por parte do investidor, demonstrações 
contábeis na mesma data das demonstrações do investidor, a menos que 
isso seja impraticável. 
 
34. De acordo com o disposto no item 33, quando as demonstrações 
contábeis da investida utilizadas para aplicação do método da 
equivalência patrimonial forem de data diferente da data usada pelo 
investidor, ajustes pertinentes devem ser feitos em decorrência dos 
efeitos de transações e eventos significativos que ocorrerem entre aquela 
data e a data das demonstrações contábeis do investidor. 
Independentemente disso, a defasagem máxima entre as datas de 
encerramento das demonstrações da investida e do investidor não deve 
ser superior a dois meses. A duração dos períodos abrangidos nas 
demonstrações contábeis e qualquer diferença entre as respectivas datas 
de encerramento devem ser as mesmas de um período para outro. 
 
35. As demonstrações contábeis do investidor devem ser elaboradas 
utilizando práticas contábeis uniformes para eventos e transações de 
mesma natureza em circunstâncias semelhantes. 
 
36. Exceto pelo descrito no item 36A, se a investida utilizar práticas 
contábeis diferentes daquelas adotadas pelo investidor em eventos e 
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transações de mesma natureza em circunstâncias semelhantes, devem 
ser efetuados ajustes necessários para adequar as demonstrações 
contábeis da investida às práticas contábeis do investidor quando da 
utilização destas para aplicação do método da equivalência patrimonial. 
(Alterado pela Revisão CPC 08) 
 
36A. Sem prejuízo do disposto no item 36, se a entidade, que não é por si 
mesma entidade de investimento, tem participação em coligada ou em 
empreendimento controlado em conjunto, que é entidade de 
investimento, a entidade pode, na aplicação do método da equivalência 
patrimonial, manter a mensuração ao valor justo aplicada pela coligada ou 
pelo empreendimento controlado em conjunto em suas controladas. 
(Incluído pela Revisão CPC 08) 
 
Comentário: 
 
Os pontos principais são: 
 
- As demonstrações da coligada/controlada devem ser da mesma data que 
da investidora, sendo aceitável uma defasagem de 2 meses (60 dias). 
Nesse caso, serão feitos ajustes, se necessário, em decorrência de 
eventos relevantes entre o fechamento das demonstrações contábeis e a 
data da aplicação da equivalência patrimonial. 
 
- As demonstrações devem ser elaboradas com as mesmas políticas e 
critérios contábeis. 
 
- A duração dos períodos abrangidos nas demonstrações contábeis deve 
ser igual. Ou seja, as demonstrações da investidora podem ser, por 
exemplo, de janeiro a dezembro de X1 e as da coligada de novembro / X0 
a outubro / X1, mas ambas devem ter a mesma duração (no caso, 12 
meses). Não seria aceitável que a investida apresentasse demonstrações 
abrangendo o período de novembro/X0 a dezembro / X1 (14 meses). 
 
Equivalência Patrimonial dos prejuízos apurados pela coligada/controlada 
 
38. Quando a participação do investidor nos prejuízos do período da 
coligada ou do empreendimento controlado em conjunto se igualar ou 
exceder o saldo contábil de sua participação na investida, o 
investidor deve descontinuar o reconhecimento de sua 
participação em perdas futuras. A participação na investida deve ser o 
valor contábil do investimento nessa investida, avaliado pelo método da 
equivalência patrimonial, juntamente com alguma participação de longo 
prazo que, em essência, constitui parte do investimento líquido total do 
investidor na investida. Por exemplo, um componente, cuja liquidação não 
está planejada, nem tampouco é provável que ocorra num futuro 
previsível, é, em essência, uma extensão do investimento da entidade 
naquela investida. Tais componentes podem incluir ações preferenciais, 
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bem como recebíveis ou empréstimos de longo prazo, porém não incluem 
componentes como recebíveis ou exigíveis de natureza comercial ou 
quaisquer recebíveis de longo prazo para os quais existam garantias 
adequadas, tais como empréstimos garantidos. O prejuízo reconhecido 
pelo método da equivalência patrimonial que exceda o investimento em 
ações ordinárias do investidor deve ser aplicado aos demais componentes 
que constituem a participação do investidor na investida em ordem 
inversa de interesse residual – seniority (isto é prioridade na liquidação). 
 
39. Após reduzir,até zero, o saldo contábil da participação do 
investidor, perdas adicionais devem ser consideradas, e um 
passivo deve ser reconhecido, somente na extensão em que o 
investidor tiver incorrido em obrigações legais ou construtivas 
(não formalizadas) ou tiver feito pagamentos em nome da 
investida. Se a investida subsequentemente apurar lucros, o investidor 
deve retomar o reconhecimento de sua participação nesses lucros 
somente após o ponto em que a parte que lhe cabe nesses lucros 
posteriores se igualar à sua participação nas perdas não reconhecidas. 
 
39A. O disposto nos itens 38 e 39 não é aplicável a investimento em 
controlada no balanço individual da controladora, devendo ser 
observada a prática contábil que produzir o mesmo resultado 
líquido e o mesmo patrimônio líquido para a controladora que são 
obtidos a partir das demonstrações consolidadas do grupo 
econômico, para atendimento ao requerido quanto aos atributos de 
relevância e de representação fidedigna (o que já inclui a primazia da 
essência sobre a forma), conforme dispõem o Pronunciamento Conceitual 
Básico – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório 
Contábil - Financeiro e o Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação 
das Demonstrações Contábeis. 
 
Comentário: 
 
Coligadas: Os prejuízos na coligada devem parar de ser reconhecidos 
pela investidora, quando o valor da sua participação chegar a zero. 
Vamos a um exemplo numérico, para facilitar o entendimento: 
 
A Cia ABC adquiriu em 31/12/X1 uma participação de 40% na empresa 
XYZ, pagando o valor de R$ 80.000,00. Abaixo, o Balanço Patrimonial da 
investida em X1. 
31/12/X1 
Empresa XYZ 
Ativo Passivo 
Disponibilidades 40.000 Fornecedores 140.000 
Clientes 60.000 Contas a pagar 60.000 
Estoque 110.000 
imobilizado 190.000 PL 
 Capital Social 200.000 
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Total Ativo 400.000 
Total Passivo + 
PL 400.000 
 
Contabilização na Investidora Cia ABC: 
 
D – Investimento em coligadas 80.000 
C – Disponibilidades 80.000 
 
Durante o ano de X2, a Empresa XYZ apurou prejuízos de 300.000. 
Abaixo, o seu balanço em 31/12/X2: 
 
31/12/X2 
Empresa XYZ 
Ativo Passivo 
Disponibilidades 40.000 Fornecedores 240.000 
Clientes 10.000 Contas a pagar 160.000 
Estoque 60.000 
imobilizado 190.000 PL 
 Capital Social 200.000 
 
Prejuízos 
acumulados 
 -
300.000 
Total Ativo 300.000 Total Passivo + PL 300.000 
 
Cálculo da equivalência patrimonial para a Investidora Cia ABC: 
 
Prejuízo do período da XYZ: (300.000) 
(x) participação da Cia ABC (40%): x 40% 
(=) valor da equivalência patrimonial: (120.000) 
 
Ocorre que o valor da participação da investidora é de $80.000. Assim, 
reconhecemos o prejuízo apurada na investida apenas até esse valor, 
zerando o investimento da Cia ABC: 
 
Contabilização da equivalência patrimonial na Cia ABC: 
 
D – Resultado (perda) com equivalência patrimonial: 80.000 
C – Investimento em coligadas: 80.000 
 
Após reduzir a zero o saldo contábil da participação do investidor, perdas 
adicionais são consideradas, e um passivo é reconhecido somente na 
extensão em que o investidor tenha incorrido em obrigações legais ou 
construtivas (não formalizadas) de fazer pagamentos por conta da 
coligada 
 
Ou seja, quando a participação do investidor chegar a zero, os prejuízos 
da coligada não são mais reconhecidos, a não ser que o investidor 
tenha a obrigação de fazer pagamentos pela coligada. Tais 
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obrigações ocorrem quando a investidora assume compromissos da 
coligada, por questões legais ou de preservar a imagem do grupo, o que 
leva ao reconhecimento de perdas além do valor do investimento. 
Podemos citar como exemplo a cobertura de garantias, avais ou fianças 
concedidos, quando caracterizada a incapacidade de pagamentos pela 
coligada ou controlada. 
 
Vamos transcrever abaixo o artigo 12 da Instrução CVM 247/96, que 
explica melhor o reconhecimento do passivo: 
 
Das perdas permanentes em investimentos avaliados pelo método 
da equivalência patrimonial 
 
Art. 12 - A investidora deverá constituir provisão para cobertura de: 
 
I - perdas efetivas, em virtude de: 
 
a) - eventos que resultarem em perdas não provisionadas pelas coligadas 
e controladas em suas demonstrações contábeis; ou 
b) responsabilidade formal ou operacional para cobertura de passivo a 
descoberto. 
 
II - perdas potenciais, estimadas em virtude de: 
 
a) tendência de perecimento do investimento; 
b) elevado risco de paralisação de operações de coligadas e controladas; 
c) eventos que possam prever perda parcial ou total do valor contábil do 
investimento ou do montante de créditos contra as coligadas e 
controladas; ou 
d) cobertura de garantias, avais, fianças, hipotecas ou penhor concedidos, 
em favor de coligadas e controladas, referentes a obrigações vencidas ou 
vincendas quando caracterizada a incapacidade de pagamentos pela 
controlada ou coligada. 
 
Parágrafo 1º Independentemente do disposto na letra “b” do inciso I, 
deve ser constituída ainda provisão para perdas, quando existir passivo a 
descoberto e houver intenção manifesta da investidora em manter o seu 
apoio financeiro à investida. 
 
Parágrafo 2º A provisão para perdas deverá ser apresentada no ativo 
permanente por dedução e até o limite do valor contábil do investimento a 
que se referir, sendo o excedente apresentado em conta específica no 
passivo. 
 
Nesse caso, a contabilização do exemplo acima ficaria assim: 
 
Contabilização da equivalência patrimonial na Cia ABC (reconhecendo a 
totalidade da perda por equivalência patrimonial): 
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D – Resultado (perda) com equivalência patrimonial (Resultado): 120.000 
C – Investimento em coligadas ( Ativo) 
80.000 
C – Perdas em coligadas a pagar (Passivo) 40.000 
 
Controladas: aqui surge outra diferença em relação às normas 
anteriores. O prejuízo das controladas continua sendo reconhecido pela 
equivalência patrimonial, mesmo depois de zerar o valor do investimento. 
 
30A. O disposto nos itens 29 e 30 não se aplica a investimento em 
controlada no balanço individual da controladora, devendo ser 
observada a prática contábil que produzir o mesmo resultado 
líquido e o mesmo patrimônio líquido para a controladora que são 
obtidos a partir das demonstrações contábeis consolidadas do 
grupo econômico para atendimento ao requerido quanto aos atributos 
de relevância, representação adequada, primazia da essência sobre a 
forma e outros. 
 
Ou seja, no caso de prejuízos em controladas, a controladora zera o valor 
do investimento e depois constitui um passivo. 
 
Portanto ficamos assim: 
 
Coligadas: reconhece perda pela equivalência patrimonial até zerar o 
investimento, a não ser que a investidora tenha compromisso de assumir 
as perdas da coligada. 
 
Controlada: A controladora reconhece todo o prejuízo pelo método da 
equivalência patrimonial, constituindo um passivo sobre o valor que 
exceder o investimento. 
 
Uma questão para gravar o assunto: 
 
(ESAF/Receita Federal/Auditor/2012) A Empresa Controladora S.A., 
companhia de capital aberto, apura um resultado negativo de equivalência 
patrimonial que ultrapassa o valor total de seu investimento na Empresa 
Adquirida S.A. em R$400.000,00. A Empresa Controladora S.A. não pode 
deixar de aplicar recursos na investida, uma vez que ela é a única 
fornecedora de matéria-prima estratégica para seu negócio. Dessa forma, 
deve a investidora registrar o valor da equivalência 
 
A) a crédito do investimento, ainda que o valor ultrapasse o total do 
investimento efetuado. 
B) a crédito de uma provisão no passivo, para reconhecer a perda no 
investimento. 
C) a crédito de uma provisão no ativo, redutora do investimento. 
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==860b8==
 
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D) a débito do investimento, ainda que o valor ultrapasse o total do 
investimento efetuado. 
E) a débito de uma reserva de capital, gerando uma cobertura para as 
perdas. 
 
Comentários: 
 
Como a Empresa Controladora não pode deixar de aplicar recursos na 
investida, deve contabilizar no passivo o valor que exceder o 
investimento. 
 
A redação da ESAF (letra B) foi infeliz, pois parece que a investidora deve 
registrar todo o valor da equivalência patrimonial no passivo. 
 
Deve primeiro zerar o investimento no ativo e depois contabilizar no 
Passivo o valor excedente. 
 
Gabarito letra B. 
 
6 AQUISIÇÃO DE INVESTIMENTO EM COLIGADAS OU 
CONTROLADAS – CONTABILIZAÇÃO – COM MAIS VALIA E 
GOODWILL. 
 
Quando nós adquirimos uma participação societária, quando compramos a 
parte de uma empresa e nos tornamos sócios, não necessariamente 
compramos pelo valor nominal. Podemos pagar um valor a mais ou menos 
do que ele vale. Seja pela expectativa de lucratividade futura, seja por 
que esta empresa não vale mais como outrora. 
 
O ágio (valor pago a maior) na aquisição de investimentos em coligadas e 
controladas deve ser classificado em duas parcelas: 
 
1) Mais Valia dos ativos líquidos e 
2) Goodwill. 
 
 
 
Vamos explicar como ficam classificados no balanço individual e no 
balanço consolidado. 
 
Na aquisição, os ativos e passivos da adquirida devem ser avaliados pelo 
valor justo. 
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A diferença entre o valor justo e o valor contábil dos ativos 
líquidos é a Mais Valia (antigamente chamada de “ágio por diferença de 
valor de mercado dos ativos”). 
 
E a diferença entre o valor pago e o valor justo é o goodwill 
(também chamado de “ágio por expectativa de rentabilidade futura”). 
 
Difícil? 
 
 
 
Já... 
 
 
Um exemplo: 
 
A Cia KZ adquiriu 100% da Empresa XYZ por R$ 100.000. O valor 
justo do ativo líquido da XYZ é de R$ 80.000 e o valor contábil é de 
R$ 70.000. 
 
Mais Valia: Valor justo dos ativos líquidos (-) valor contábil 
Mais Valia: R$ 80.000 – R$ 70.000 = R$ 10.000,00 
 
Goodwill: É a diferença entre o valor pago pelo investimento e o valor 
justo do ativo líquido: 
Goodwill: R$ 100.000 - R$ 80.000 = R$ 20.000,00 
 
-
-
Valor contábil: 70.000
Valor pago: 100.000
Valor justo: 80.000
Goodwill: 20.000
Mais valia: 10.000
 
 
Nas demonstrações individuais da controladora/investidora, a Mais 
Valia e o Goodwill ficam classificados em Investimento, controlados em 
subcontas: 
 
D – Investimento controlada XYZ – Valor patrimonial 70.000 
D – Investimento controlada XYZ – Mais Valia do ativo líquido 10.000 
Valor justo
(-) Valor contábil
Mais valia
Valor pago
(-) Valor justo
Goodwill
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D – Investimento controlada XYZ – Goodwill 20.000 
C – Caixa/bancos 100.000 
 
Observação: no balanço, pode aparecer apenas o valor do investimento, 
sem as subcontas: 
 
D - Investimento controlada XYZ 100.000. 
C – Caixa/bancos 100.000 
 
No balanço consolidado, a mais valia será eliminada contra os 
ativos e passivos que lhe deram origem. 
 
E o goodwill será transferido para o Intangível, em conta 
específica. 
 
A Mais Valia será realizada conforme a realização do ativo e passivo que a 
originaram. 
 
E o Goodwill não é amortizado (não é realizado), apenas deve ser 
submetido ao teste de recuperabilidade. 
 
Se o valor pago for menor que o valor justo, surge a compra vantajosa, 
que era chamada de “Deságio”. A Compra Vantajosa deve ser reconhecida 
(contabilizada) no Resultado do Período. 
 
Na compra vantajosa, você paga pelo investimento menos do que o seu 
valor de mercado. 
 
Exemplo: 
 
A Cia KZ adquiriu 100% da Empresa XYZ por R$ 78.000. O valor 
justo do ativo líquido da XYZ é de R$ 80.000 e o valor contábil é de 
R$ 70.000. 
 
Cálculo da Mais Valia: Valor justo dos ativos líquidos (-) valor contábil 
Mais Valia: R$ 80.000 – R$ 70.000 = R$ 10.000 
 
Cálculo do Goodwill: É a diferença entre o valor pago pelo investimento e 
o valor justo do ativo líquido: 
Goodwill: R$ 78.000 - R$ 80.000 = - R$ 2.000. 
 
(Goodwill Negativo = Compra Vantajosa). 
 
Contabilização na Controladora Cia KLR: 
 
D – Investimento controlada XYZ – Valor patrimonial 70.000 
D – Investimento controlada XYZ – Mais Valia do ativo líquido 10.000 
C – Compra Vantajosa – Controlada XYZ (resultado). 2.000 
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C – Caixa/bancos 78.000 
 
Resumo - Critérios de avaliação do ativo e passivo 
Contas Critério 
Disponibilidade Valor original 
Clientes/Duplicatas a receber - CP Valor original - Perdas ao valor de realização - AVP (relevante) 
Aplicações mantidas até vencimento Valor original + Juros (Obs: não há ajuste a valor justo) 
Aplicações dest. à negociação imed. Valor original + Juros +/- Ajuste a valor justo (resultado) 
Aplicações disponíveis venda futura Valor original + Juros +/- Ajuste de avaliação patrimonial (PL) 
Estoque Custo ou valor realizável líquido, dos dois o menor 
Estoque de mercadorias fungíveis Valor de mercado, quando aceito 
Clientes/Duplicatas a receber - LP Valor original - Perdas ao valor de realização - AVP 
Investimentos avaliados pelo custo Custo de aquisição - provisão para perdas prováveis 
Investimentos em coligadas/control. Método da equivalência patrimonial 
 
Vamos praticar? 
 
 
(FCC/Julgador Administrativo Tributário/SEFAZ PE/2015) A Cia. 
Rio Grande adquiriu, em 31/12/2013, 30% das ações da Cia. Rio Sul por 
R$ 3.000.000,00 à vista. Na data da aquisição, o Patrimônio Líquido 
contábil da Cia. Rio Sul era R$ 5.000.000,00 e o valor justo líquido dos 
ativos e passivos identificáveis dessa Cia. era R$ 6.000.000,00, sendo a 
diferença decorrente da variação entre o valor contabilizado pelo custo e o 
valor justo de um terreno. 
 
 No período de 01/01/2014 a 31/12/2014, a Cia. Rio Sul reconheceu as 
seguintes mutações em seu Patrimônio Líquido: 
 
− Lucro líquido de 2014: R$ 300.000,00 
− Pagamento de dividendos: R$ 100.000,00 
 
Com base nestas informações, o valor reconhecido em Investimentos em 
Coligadas, no Balanço Patrimonial individual da Cia. Rio Grande, em 
31/12/2014, foi, em reais, 
 
(A) 3.090.000,00. 
(B) 1.590.000,00. 
(C) 1.890.000,00. 
(D) 3.060.000,00. 
(E) 1.560.000,00. 
 
Comentários 
 
Temos duas companhias: 
 
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Rio Grande  Investidora. 
Rio Sul  Investida. 
 
Vejamos a contabilização no momento inicial: 
 
O valor patrimonial daRio Sul é de R$ 5.000.000. 
 
R$ 5.000.000 x 30% = R$ 1.500.000 = valor patrimonial. 
 
Valor justo do PL da Rio Sul = R$ 6.000.000 
 
R$ 6.000.000 – $5.000.000 = R$ 1.000.000 x 30% = $300.000 
 
O valor de R$ 300.000,00 é a mais valia (diferença entra o valor justo e 
o valor patrimonial). 
 
Assim, temos: 
 
Valor patrimonial 1.500.000 
Mais valia 300.000 
 
Como o valor pago foi R$ 3.000.000, a diferença será o GOODWILL: 
 
R$3.000.000 – R$ 1.500.000 – R$ 300.000 = R$ 1.200.000 
 
Investimento da Rio Grande: 
 
Valor patrimonial 1.500.000 
Mais valia 300.000 
Goodwill 1.200.000 
Total 3.000.000 
 
A Cia Rio Sul auferiu lucro de R$ 300.000 e distribuiu dividendos de R$ 
100.000, aumentando o Patrimônio Líquido, portanto, em R$ 200.000. 
 
R$ 200.000 x 30% = $60.000 (aumento do investimento da Rio Grande) 
 
$3.000.000 + $60.000 = $3.060.000,00 
 
Gabarito  D. 
 
7 RESUMO GERAL 
 
1) Influência significativa é o poder de participar nas decisões 
financeiras e operacionais da investida, sem controlar de forma individual 
ou conjunta essas políticas. Presume-se que haja influência significativa 
quando o investidor mantém direta ou indiretamente 20% ou mais do 
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poder de voto da investida. (Obs: presunção relativa, admite prova em 
contrário. Veja item 5 do Pronunciamento CPC 18 (R2)). 
 
2) Controle é o poder de governar as políticas financeiras e operacionais 
da entidade de forma a obter benefícios de suas atividades. 
 
3) Lucros não realizados: COLIGADAS. 
3.1) Devem ser eliminados os lucros não realizados resultante de venda 
da coligada para a investidora OU da investidora para a coligada, para a 
equivalência patrimonial. 
 
3.2) Deve ser eliminado apenas o lucro referente à participação da 
empresa investidora; o lucro referente à participação de terceiros é 
considerado realizado. 
 
3.3) Venda da investidora para a coligada: O lucro não realizado é 
eliminado na linha de resultado de equivalência patrimonial : 
 
Resultado de equivalência patrimonial sobre investimentos em 
coligadas, controladas e joint ventures.........................$ 500.000 
(-)Lucro não realizado em operações com coligadas.....($ 50.000) 
$450.000 
 
OBS: No balanço de publicação, normalmente o investimento fica 
demonstrado já pelo líquido: 
 
D – Investimento em coligadas- equiv. Patr.................... $ 450.000 
 
Mas deve ser controlado em subcontas o valor do investimento ajustado 
pela equivalência patrimonial e o valor do ajuste dos lucros não 
realizados: 
 
D – Investimento em coligadas- equiv. Patr.............$ 500.000 
C - Lucro não realizado em operações com coligadas...($ 50.000) 
$450.000 
 
3.4) Venda da coligada para a investidora: o lucro não realizado é 
deduzido da equivalência patrimonial e não é reconhecido no balanço 
individual da investidora, mas é reconhecido no balanço individual da 
investida. 
 
3.5) Outra alteração: Antes, os prejuízos não realizados não eram 
ajustados, para efeito da equivalência patrimonial. Atualmente, deve ser 
verificado se há indícios de perda por recuperabilidade, para definir se os 
prejuízos não realizados serão eliminados ou não. 
 
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3.6) O valor do resultado não realizado já deve estar líquido dos tributos 
incidentes sobre o lucro, vale dizer, imposto de renda e contribuição 
social. 
 
4) Lucros não realizados: CONTROLADAS: 
4.1) Devem ser eliminados os resultados não realizados tanto das vendas 
da controlada para a controladora, como das vendas da controladora para 
a controlada. 
 
4.2) Não eliminamos só o valor referente à participação da controladora; 
deve ser eliminado cem por cento do valor do lucro não realizado. 
 
 
5) Prejuízos – coligadas : Os prejuízos na coligada devem parar de ser 
reconhecidos pela investidora, quando o valor da sua participação chegar 
a zero, a não ser que a investidora tenha compromisso de assumir 
eventuais perdas da coligada. O valor que exceder o investimento fica 
contabilizado no Passivo. 
 
6) Prejuízos – Controladas: O prejuízo das controladas continua sendo 
reconhecido pela equivalência patrimonial, mesmo depois de zerar o valor 
do investimento. Após zerar o investimento, o excesso vai para o Passivo. 
 
7) Contabilização do ágio na consolidação: 
O ágio na aquisição de investimentos em coligadas e controladas divide-se 
em duas parcelas: 
1) MAIS VALIA dos ativos líquidos e 
 
2) GOODWILL. 
 
Na aquisição, os ativos e passivos da adquirida devem ser avaliados pelo 
valor justo. A diferença entre o valor justo e o valor contábil dos ativos 
líquidos é a Mais Valia (antigamente chamada de “ágio por diferença de 
valor de mercado dos ativos”). 
 
E a diferença entre o valor pago e o valor justo é o GOODWILL (também 
chamado de “ágio por expectativa de rentabilidade futura”). 
 
Nas demonstrações individuais da controladora, a Mais Valia e o Goodwill 
ficam classificados em Investimento, controlados em subcontas : 
 
D – Investimento controlada XYZ – Valor patrimonial...........................70.000 
D – Investimento controlada XYZ – Mais Valia do ativo líquido.........10.000 
D – Investimento controlada XYZ – Goodwill.......................................20.000 
C – Caixa/bancos.................................................................................100.000 
 
(Obs: no balanço, pode aparecer apenas o valor do investimento, sem as 
subcontas: 
Investimento controlada XYZ.........100.000) 
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8) Balanço Consolidado: No balanço consolidado, a Mais Valia será 
eliminada contra os ativos e passivos que lhe deram origem. 
E o goodwill será transferido para o Intangível, em conta específica. 
 
9) Realização: 
 
A Mais Valia será realizada conforme a realização do ativo e passivo que a 
originaram. 
 
E o Goodwill não é amortizado (não é realizado), apenas deve ser 
submetido ao teste de recuperabilidade. 
 
10) Compra vantajosa: se o valor pago for menor que o valor justo do 
ativo líquido, surge a “Compra Vantajosa”, que era chamada de “Deságio”. 
A Compra Vantajosa deve ser reconhecida (contabilizada) no Resultado do 
Período. 
 
11) A participação dos não controladores deve ser apresentada no balanço 
patrimonial consolidado dentro do patrimônio líquido, separadamente 
do patrimônio líquido dos proprietários da controladora. 
 
 
 
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8 QUESTÕES COMENTADAS 
 
1. (ESAF/SRF/Auditor/2009) A empresa Livre Comércio e Indústria 
S.A. apurou, em 31/12/2008, um lucro líquido de R$ 230.000,00, antes 
da provisão para o Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro 
e das participações estatutárias. As normas internas dessa empresa 
mandam destinar o lucro do exercício para reserva legal (5%); para 
reservas estatutárias (10%); para imposto de renda e contribuição social 
sobre o lucro (25%); e para dividendos ( 30% ). Além disso, no presente 
exercício, a empresa determinou a destinação de R$ 50.000,00 para 
participações estatutárias no lucro, sendo R$ 20.000,00 para os Diretores 
e R$ 30.000,00 para os empregados. Na contabilização do rateio indicado 
acima, pode-se dizer que ao pagamento dos dividendos coube a 
importância de: 
 
A) R$ 39.000,00.B) R$ 33.150,00. 
C) R$ 35.700,00. 
D) R$ 34.627,50. 
E) R$ 37.050,00. 
 
Comentários: 
 
A participação dos empregados e dos debenturistas é dedutível para efeito 
do IR. Assim, este tipo de questão da Esaf, deduzimos o valor da 
participação dos empregados para calculamos a Provisão do IR. 
 
Resultado antes do IR 
 
230.000 
(-) participação dos empregados 
- 
30.000 
Base para o IR 
 
200.000 
Provisão para o IR 25% 
- 
50.000 
 
Portanto, a provisão do IR é de R$ 50.000. Agora, podemos calcular o 
Lucro Líquido: 
 
Resultado antes do IR e Participações 
 
230.000 
(-) Provisão para o IR 
- 
50.000 
(-) Participação de empregados 
- 
30.000 
(-) Participação de administradores 
- 
20.000 
Lucro Líquido do Exercício 
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130.000 
 
Do lucro líquido do exercício, vamos retirar a Reserva Legal de 5%. As 
Reservas Estatutárias não afetam a base dos dividendos. Portanto, temos: 
 
Lucro Líquido do Exercício 
 
130.000 
(-) Reserva Legal 5% 
- 
6.500 
Base para cálculo dos dividendos 
 
123.500 
Dividendos 30% 
 
37.050 
 
A questão informa que os dividendos são de 30%, mas não esclarece que 
deve ser usado o lucro ajustado como base. A rigor, usa-se o lucro 
ajustado apenas no caso de Estatuto omisso quanto aos dividendos; ou se 
o estatuto é omisso e a empresa decide estabelecer um percentual. 
 
Além disso, o lucro restante deve ser destinado para as reservas de lucro 
ou distribuído como dividendos. A conta lucro acumulado não deve ter 
saldo, no balanço patrimonial. 
 
Gabarito  E 
 
2. (ESAF/Prefeitura de Natal/Auditor/2008) A empresa Mercearia 
Comercial S/A auferiu, no exercício, um lucro de R$ 600.000,00, antes de 
fazer qualquer destinação. Devendo pagar dividendo mínimo obrigatório 
de 30% sobre o lucro, conforme os estatutos, a empresa promoveu a 
seguinte distribuição: 
 
Imposto de Renda 30%; 
Participação de Empregados R$ 40.000,00; 
Participação de Diretores 10%; 
Reserva Legal na forma da lei; 
Retenção de Lucros R$ 30.000,00; 
Dividendos a Pagar 30%. 
 
Com a contabilização feita na forma indicada, caberá à empresa distribuir 
dividendos no valor de: 
 
A) R$ 88.470,00. 
B) R$ 91.548,00. 
C) R$ 97.470,00. 
D) R$ 100.548,00. 
E) R$ 105.840,00. 
 
Comentários: 
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Questão semelhante à anterior. Vamos resolvê-la: 
 
Resultado antes do IR 
 
600.000 
(-) participação dos empregados 
- 
40.000 
Base para o IR 
 
560.000 
Provisão para o IR 30% 
- 
168.000 
 
Novamente, diminuímos o valor da participação dos empregados da base 
de cálculo do IR. Agora vamos calcular o Lucro Líquido: 
 
Resultado antes do IR 
 
600.000 
(-) Provisão para o IR 
- 
168.000 
(-) Participação de empregados 
- 
40.000 
(-) Participação de administradores 
- 
39.200 
Lucro Líquido do Exercício 
 
352.800 
 
A participação dos administradores foi calculada assim: 
 
600.000 – 168.000 – 40.000 = 392.000 x 10% = 39.200 
 
Agora, só falta o cálculo da Reserva Legal e do Dividendo. Lembramos que 
a Reserva Legal tem dois limites: um, obrigatório, de 20% do Capital 
Social; e um limite facultativo, quando o saldo da Reserva Legal, mais as 
Reservas de Capital, exceder 30% do Capital Social. 
 
Vamos relembrar o texto da lei 6404/76? 
 
RESERVA LEGAL 
 
Art. 193. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão 
aplicados, antes de qualquer outra destinação, na constituição da reserva 
legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital social. 
 
§ 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício 
em que o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de 
capital de que trata o § 1º do artigo 182, exceder de 30% (trinta por 
cento) do capital social. 
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§ 2º A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social 
e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o 
capital. 
 
Nesta questão, como nada foi informado, vamos supor que os limites 
ainda não foram atingidos, e vamos constituir a Reserva Legal pelo 
percentual de 5%. 
 
Lucro Líquido do Exercício 
 
352.800 
(-) Reserva Legal 5% 
- 
17.640 
Base para cálculo dos dividendos 
 
335.160 
Dividendos 30% 
 
100.548 
 
Gabarito  D 
 
3. (ESAF/SRF/Auditor/2003) Fomos chamados a calcular os 
dividendos a distribuir, no segundo semestre, da empresa Rentábil. A 
empresa é uma sociedade anônima e os seus estatutos determinam que 
os dividendos devem ser o mínimo obrigatório de acordo com a lei, mas 
não estabelecem o valor percentual sobre o lucro líquido. Os valores que 
encontramos para montar a base de cálculo foram: 
 
Reserva estatutária de R$ 6.500,00, 
Participação de administradores no lucro de R$ 7.000,00, 
Participação de empregados no lucro de R$ 8.000,00, 
Provisão para o Imposto de Renda e CSLL de R$ 95.000,00 e lucro líquido, 
antes do imposto de renda, de R$ 180.000,00. 
 
Ficamos com o encargo de calcular o valor da reserva legal e do dividendo 
mínimo obrigatório. Feitos os cálculos corretamente, podemos afirmar 
com certeza que o dividendo será no valor de 
 
A) R$ 15.000,00 
B) R$ 16.625,00 
C) R$ 30.000,00 
D) R$ 33.250,00 
E) R$ 35.000,00 
 
Comentários: 
 
Precisamos apenas montar a DRE e apurar o Lucro Líquido. Depois, 
calculamos a Reserva Legal (5%) e a base para os dividendos. Como o 
Estatuto é omisso (não determina nenhum percentual para os 
dividendos), vamos utilizar 50% do lucro ajustado. 
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Os cálculos ficam assim: 
 
Lucro líquido antes do IR 180.000 
Provisão do IR - 95.000 
Lucro antes das Participações 85.000 
Participações 
 
 Empregados 
- 
8.000 
 Administradores 
- 
7.000 
Lucro líquido 70.000 
 
O Lucro Líquido do Exercício é transferido para Lucros Acumulados, no PL. 
 
D – Lucro Líquido 70.000 
C – Lucros Acumulados 70.000 
 
Cálculo da Reserva Legal: 
 
Lucros acumulados 70.000 
 x 5 % 
 ------------- 
Reserva Legal 3.500 
 
Base para dividendos: 70.000 – 3.500 = 66.500 
 
Dividendos: 66.500 x 50% = 33.250 
 
OBS: lembramos que o restante do lucro acumulado deve ser atribuído 
para Reservas ou para dividendos. A conta Lucros Acumulados não pode 
figurar no Balanço Patrimonial com saldo. 
 
Gabarito  D 
 
 
4. (ESAF/Prefeitura do Recife/Contador/2003) Uma companhia 
aberta que tenha apurado o lucro líquido no valor de R$ 250.000.000, 
tenha feito a destinação para a formação da reserva legal na base de 5% 
do lucro líquido e tenha constituído reserva de contingências no valor de 
50% do saldo remanescente do lucro líquido. Desconsiderando outros 
registros, o lucro líquidoajustado, base de cálculo do dividendo mínimo 
obrigatório, seria de: 
 
A) inferior a R$ 100.000.000 
B) entre R$ 100.000.000 e R$ 110.000.000 
C) entre R$ 110.000.001 e R$ 120.000.000 
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D) entre R$ 120.000.001 e R$ 130.000.000 
E) superior a R$ 130.000.000 
 
Comentários: 
 
Vamos calcular o Lucro Ajustado: 
 
Lucro Líquido 250.000 
Reserva Legal 5% -12.500 
Base para Reserva de contingência 237.500 
Reserva de Contingência 
-
118.750 
Base para dividendos - Lucro líquido 
Ajustado 118.750 
 
Gabarito  C 
 
5. (ESAF/SRF/Auditor/2002) A empresa Agro & Pecuária S/A apurou 
no exercício um lucro líquido de R$ 140.000,00. Não havendo prejuízos 
anteriores a amortizar, a Contabilidade providenciou o registro da 
seguinte destinação: 
 
Participações estatutárias R$ 7.000,00 
Reservas estatutárias R$ 8.000,00 
Reserva legal R$ 9.000,00 
Reserva para contingência R$ 10.000,00 
Reversão de reserva p/contingências R$ 2.000,00 
Reversão de reservas estatutárias R$ 1.000,00 
 
Após a constituição e a reversão das reservas acima, o Contador deve 
contabilizar o Dividendo Mínimo Obrigatório de 30% sobre o lucro, 
conforme previsto nos Estatutos. Isso provocará um aumento do passivo 
no valor de 
 
A) R$ 32.700,00 
B) R$ 34.800,00 
C) R$ 37.200,00 
D) R$ 37.500,00 
E) R$ 37.800,00 
 
Comentários: 
 
O que a ESAF chama de “Lucro Líquido” é o Lucro antes do Imposto de 
Renda, da Contribuição Social sobre o Lucro líquido (CSLL) e das 
participações. Portanto, devemos calcular, antes de tudo, o lucro líquido, 
para depois achar o lucro ajustado, que será a base para os dividendos. 
Assim: 
 
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Lucro (LAIR) 140.000 
(-) Participações (7.000) 
Lucro líquido 133.000 
 
Lucro ajustado: 
 
Lucro Líquido 133.000 
(-) Reserva Legal - 9.000 
(-) Reserva de Contingência - 10.000 
(+) Reversão da Reserva de Contingência 2.000 
Lucro Ajustado (base para dividendos) 116.000 
Dividendos 30% 34.800 
 
Gabarito  B 
 
6. (ESAF/SEFAZ-PI/Agente Fiscal/2001) A empresa Red Blue S/A 
transferiu o lucro do exercício com o seguinte lançamento: 
 
Resultado do Exercício 
a Lucros Acumulados 
 
Valor do lucro líquido que se transfere p/ balanço R$ 480.000,00 
 
Após este lançamento, a empresa destinou R$ 40.000,00 para constituir 
reserva legal e mais R$ 40.000,00 para reservas estatutárias. 
 
Deste modo, o dividendo mínimo obrigatório, calculado com fulcro no 
lucro líquido do exercício, deverá ser de 
 
A) R$ 220.000,00, se o estatuto, antes omisso, fixar o percentual mínimo 
permitido. 
B) R$ 200.000,00, se o estatuto for omisso quanto ao percentual. 
C) R$ 110.000,00, se o estatuto, antes omisso, fixar o percentual mínimo 
permitido. 
D) R$ 110.000,00, se o estatuto for omisso quanto ao percentual. 
E) R$ 100.000,00, baseado no estatuto, que é livre para fixar qualquer 
percentual. 
 
Comentários: 
 
O primeiro lançamento mencionado na questão é a transferência do Lucro 
Líquido do Exercício para Lucros Acumulados (PL). 
 
Assim, o Lucro do Exercício foi de $480.000. 
 
Depois, a empresa constituiu a Reserva Legal e a Reserva Estatutária. 
 
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O Lucro Ajustado, no caso do Estatuto ser omisso quanto ao calculo dos 
dividendos, é o seguinte: 
 
Lucro líquido do exercício 
(-) Constituição da Reserva Legal 
 (-) Constituição da Reserva de Contingência 
(+) Reversão da Reserva de Contingência 
(-) Reserva de Incentivos Fiscais (opcional) 
(-) Reserva Específica de Prêmio de Debêntures (Opcional) 
= Lucro ajustado (base para dividendos) 
 
Como se observa, a Reserva Estatutária não afeta o Lucro Ajustado. 
 
Portanto, na questão, fica assim: 
 
Lucro líquido 480.000 
(-) Reserva Legal (40.000) 
= lucro Ajustado 440.000 
 
Se o Estatuto for omisso, deve ser destinado aos dividendos o percentual 
de 50% do lucro ajustado. 
 
440.000 x 50% = 220.000 
 
Descartamos, portanto, as letras B e D. 
 
Se o Estatuto, antes omisso, fixar o percentual mínimo, este será de 
25%. 
 
 440.000 x 25% = 110.000 
 
A opção A está errada, e a C, correta. 
 
Quanto à letra E, a questão não mencionou, em nenhum momento, que o 
Estatuto fixou algo em relação aos dividendos. Deve ser descartada. 
 
Gabarito  C 
 
 
7. (ESAF/TCU/Analista Controle Externo/2000) A Assembleia Geral 
Ordinária da firma Confecções Madagascar S.A aprovou proposta de 
distribuição de lucros apresentada pela Diretoria, nos seguintes termos: 
 
5% para formação de reserva legal; 
10% para pagamento de participação à diretoria; 
20% para formação de reserva estatutária; 
25% para pagamento de dividendo mínimo obrigatório; 
30% para pagamento do imposto de renda e 
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o restante para crédito em lucros acumulados. 
 
Observações: 
 
A conta lucros ou prejuízos acumulados já tinha saldo devedor de R$ 
5.000,00. O crédito do período antes de qualquer destinação foi um lucro 
líquido de R$ 45.000,00. 
 
Com fulcro nessas informações, pode-se afirmar que, no encerramento do 
exercício de que se trata, foi contabilizado o valor de 
 
A) R$ 1.260,00 em Reserva Legal 
B) R$ 3.200,00 em Participações da Diretoria a Pagar 
C) R$ 5.600,00 em Reservas Estatutárias 
D) R$ 7.235,00 em Dividendos a Pagar 
E) R$ 11.600,00 em Provisão para Imposto de Renda 
 
Comentários 
 
Lucro antes IR e participações 45.000 
(-) prejuízos acumulados -5.000 
LAIR (-) prejuízos 40.000 
(-) IR 30% -12.000 
Lucro antes participações 28.000 
(-) part. Diretoria (10) -2.800 
Lucro líquido - prejuízos 25.200 
(-) reserva legal 5% -1.260 
Lucro (-) reserva legal 23.940 
(-) dividendos 30% -7.182 
(-) reserva estatutária 20% -4.788 
Saldo para lucro acumulados 11.970 
 
Vamos analisar as alternativas: 
 
A) R$ 1.260,00 em Reserva Legal 
 
Correta. È o gabarito da questão. 
 
B) R$ 3.200,00 em Participações da Diretoria a Pagar 
 
Errada, o valor da Participação da Diretoria é de $2.800 
 
C) R$ 5.600,00 em Reservas Estatutárias 
 
Errada, as Reservas Estatutárias são de $ 4.788 
 
D) R$ 7.235,00 em Dividendos a Pagar 
 
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Errada, os dividendos são de $7.182 
 
E) R$ 11.600,00 em Provisão para Imposto de Renda 
 
Errada, a provisão para o IR é de $12.000 
 
Gabarito  A 
 
 
8. (ESAF/SUSEP/Analista Técnico/2010) A Companhia Epson 
adquiriu da Companhia Ypsilon 30% de seu Patrimônio Líquido, que é 
representado unicamente pela conta Capital, cujo valor é R$ 200 mil. 
 
Sabemos que a compra, no início do período, foi realizada por R$ 60 mil; 
que as companhias Epson e Ypsilon são empresas coligadas; que o 
investimento é consideradorelevante; e que o lucro líquido do período, 
antes da distribuição de dividendos, foi de R$ 100 mil, na empresa Ypsilon 
e de R$ 80 mil, na empresa Epson. 
 
Sabemos também que a assembleia geral de cada empresa mandou 
contabilizar a distribuição de 40% do lucro como dividendos. 
 
Com base nas informações acima, pede-se indicar por quanto deverá ser 
avaliado o investimento no Balanço Patrimonial da Companhia Epson no 
fim do período. 
 
O valor da avaliação será: 
 
A) R$ 78.000,00. 
B) R$ 42.000,00. 
C) R$ 90.000,00. 
D) R$ 72.000,00. 
E) R$ 102.000,00. 
 
Comentários: 
 
A questão apresenta muitas informações. Nesse caso, resolva “de baixo 
para cima”. Ou seja, o que exatamente está pedindo a questão? 
 
“Pede-se indicar por quanto deverá ser avaliado o investimento no 
Balanço Patrimonial da Companhia Epson no fim do período.” 
 
O investimento é avaliado pelo MEP, pois são empresas coligadas. Assim, 
o valor do investimento para a Companhia Epson será o PL da Ypsilon 
multiplicado pela participação da investidora. 
 
PL inicial da Ypsilon 200.000 
+ lucro 100.000 
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(-) dividendos (40%) (40.000) 
 ------------- 
PL final da Ypsilon 260.000 
Participação Epson x 30% 
Valor da participação 78.000 
 
Gabarito  A 
 
 
9. (ESAF/Receita Federal/Auditor/2009) Em fevereiro de 2008 a 
empresa Calcedônia Minerais S.A. investiu R$ 350.000,00 em ações de 
outras companhias, contabilizando a transação em seu ativo permanente. 
Desse investimento, R$ 200.000,00 deverão ser avaliados por 
"Equivalência Patrimonial" e R$ 150.000,00, pelo Método do Custo. 
Durante o exercício em questão, as empresas investidas obtiveram lucros 
que elevaram seus patrimônios líquidos em 4%, tendo elas distribuído 
dividendos de tal ordem que coube à Calcedônia o montante de R$ 
6.000,00, sendo metade para os investimentos avaliados por Equivalência 
Patrimonial e metade para os investimentos avaliados pelo método do 
custo. Com base nessas informações, podemos afirmar que, no balanço 
patrimonial da empresa Calcedônia Minerais S.A. relativo ao exercício de 
2008, deverá constar contabilizado um investimento no valor de 
 
A) R$ 350.000,00. 
B) R$ 355.000,00. 
C) R$ 358.000,00. 
D) R$ 361.000,00. 
E) R$ 364.000,00. 
 
Comentários: 
 
A empresa Calcedônia aplicou $150.000 em investimentos avaliados ao 
custo e $200.000 em investimentos avaliados pelo MEP (Método da 
Equivalência Patrimonial). 
 
O valor do investimento avaliado ao custo não se altera, a não ser que 
haja perda no teste de recuperabilidade. A questão não informa nada 
sobre eventual perda, pelo contrário, as investidas conseguiram aumentar 
em 4% o seu PL. 
 
Assim, o investimento avaliado ao custo continua registrado por 
$150.000. 
 
Lembramos que os dividendos, para este tipo de investimento, são 
contabilizados diretamente em Receita (resultado), não afetando o valor 
do investimento. 
 
Agora, vamos examinar o investimento avaliado pelo MEP. 
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Valor inicial 200.000 
+ Aumento 4% 8.000 
- Dividendos (3.000) 
Valor investimento pelo MEP 205.000 
 
Valor do investimento na Cia Caledônia: 205.000 + 150.000 = 355.000 
 
Gabarito  B. 
 
 
10. (ESAF/Sefaz-SP/APOF/2009) A empresa Atos & Atitudes S/A tinha 
um saldo bancário de R$ 600.000,00 e resolveu aplicá-lo em ações de 
outras Companhias, sendo um terço a curto prazo, outro terço 
representando uma coligação acionária com influência na administração, e 
ainda, outro terço em investimentos não relevantes. Durante o ano, as 
empresas investidas apuraram lucro líquido de R$ 15.000,00 cada uma e 
distribuíram 1/3 desse lucro aos acionistas, como dividendos. No fim do 
exercício social, após a contabilização dos fatos cabíveis, vamos encontrar 
o saldo contábil dessas ações no valor de 
 
A) R$ 645.000,00. 
B) R$ 610.000,00. 
C) R$ 620.000,00. 
D) R$ 630.000,00. 
E) R$ 615.000,00. 
 
Comentários: 
 
A questão apresenta uma contradição. Menciona que, dos investimentos, 
houve “outro terço representando uma coligação acionária com influência 
na administração”, mas só chegamos na resposta da banca se 
considerarmos uma participação de 100%, o que é Controle, e não 
coligação acionária. Enfim...coisas da Esaf. 
 
O valor investido a curto prazo e em investimentos não relevantes não se 
alteram. O investimento não relevante é avaliado ao custo. E os 
investimentos a curto prazo devem ser avaliados pelo valor justo. Como a 
questão não menciona nada sobre o valor justo, devemos assumir que 
não houve alteração. 
 
Com relação à “coligação acionária” (melhor seria dizer controlada 
integral): 
 
Valor inicial 200.000 
+ lucro líquido 15.000 
- dividendos (1/3 x 15.000) (5.000) 
Valor investimento pelo MEP 210.000 
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103 
 
+ Investimentos não relevante 200.000 
+ investimentos a curto prazo 200.000 
 --------------- 
Total dos investimentos 610.000 
 
Gabarito  B 
 
 
11. (ESAF/STN/Analista Finanças e Controle/2008) A empresa Alfa 
Beta S/A comprou 10 mil ações de Delta Ômega S/A ao custo unitário de 
R$ 14,00, quando o valor patrimonial dessas ações era avaliado em 
apenas R$ 10,00. Entretanto, em 31 de dezembro de 2007, a empresa 
Delta Ômega mostrou sua capacidade de negócios apresentando um lucro 
líquido da ordem de 70% do capital, tendo dele distribuído, como 
dividendos aos acionistas, o equivalente a 20% do capital social. As 
operações, na empresa Alfa Beta, são avaliadas e contabilizadas pelo 
método da equivalência patrimonial. Em 15 de janeiro de 2008, ao vender 
essas ações a R$ 15,00 por unidade, Alfa Beta terá computado um lucro 
efetivo de 
 
A) R$ 70.000,00. 
B) R$ 50.000,00. 
C) R$ 30.000,00. 
D) R$ 10.000,00. 
E) R$ 0,00. 
 
Comentários: 
 
Lucro efetivo para a Esaf é o lucro da operação, ainda que seja referente 
a dois exercícios sociais. 
 
A forma mais rápida de resolver é a seguinte: a empresa pagou $14,00 
por cada ação e vendeu por $15,00, auferindo um lucro de $1,00 por 
ação. 
 
Além disso, recebeu $2,00 (20% do valor patrimonial) de dividendos, 
também por cada ação. 
 
Assim, o lucro efetivo foi R$ 1,00 + R$ 2,00 = R$ 3,00 por ação. 
 
Lucro total: R$ 3,00 x 10.000 ações = R$ 30.000,00 
 
Gabarito  C 
 
 
12. (ESAF/SEFAZ-MG/Auditor Fiscal Receita Estadual/2005) Duas 
empresas coligadas avaliam seus investimentos pelo método da 
equivalência patrimonial. 
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A primeira empresa tem 
 
Ativo Permanente de R$ 500.000,00 
Patrimônio Líquido de R$ 300.000,00 
Capital Social de R$ 100.000,00 
 
A segunda empresa tem 
 
AtivoPermanente de R$ 350.000,00 
Patrimônio Líquido de R$ 300.000,00 
Capital Social de R$ 150.000,00 
 
A primeira empresa possui 25% do capital social da segunda. A segunda 
companhia teve lucro de R$ 50.000,00 e distribuiu dividendos no valor de 
R$ 30.000,00. 
 
Em consequência dos resultados e respectiva distribuição, ocorridos na 
segunda companhia, a primeira empresa deverá contabilizar o aumento 
de 
 
A) R$ 7.500,00 em receitas do período. 
B) R$ 7.500,00 no ativo circulante. 
C) R$ 7.500,00 no ativo permanente. 
D) R$ 12.500,00 no ativo circulante. 
E) R$ 12.500,00 no ativo permanente. 
 
Comentários: 
 
Outra questão com muitas informações desnecessárias. O objetivo é que 
você se atrapalhe e perca tempo. Mas vamos resolver rapidinho. 
Precisamos apenas identificar a contabilização na primeira empresa. 
 
A segunda empresa tem PL de 300.000. A participação da primeira na 
segunda é de 25%. 
 
A segunda teve lucro de $50.000 e distribuiu $30.000 de dividendos. 
 
Contabilização na primeira: 
 
Pelo lucro ( $50.000 x 25% = $12.500) 
 
D – Investimento na segunda – MEP (Ativo - Investimentos) 12.500 
C – Resultado da Equivalência Patrinomial (Resultado) 12.500 
 
Pela distribuição dos dividendos (30.000 x 25% = $7.500): 
 
D – Caixa ou Dividendos a receber (Ativo circulante) 7.500 
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C – Investimento na segunda – MEP (Ativo - Investimentos) 7.500 
 
Vamos analisar as alternativas: 
 
A) R$ 7.500,00 em receitas do período. 
 
Errada, as receitas foram de 12.500 
 
B) R$ 7.500,00 no ativo circulante. 
Correta. É o gabarito da questão. 
 
C) R$ 7.500,00 no ativo permanente. 
 
Errada. O antigo Ativo Permanente englobava os grupos de Investimento, 
Imobilizado e Diferido. O valor contabilizado em Investimento foi 12500 – 
7500 = 5.000. 
 
D) R$ 12.500,00 no ativo circulante. 
 
Errada. Foi contabilizado 7.500 no circulante 
 
E) R$ 12.500,00 no ativo permanente. 
 
Errada. Veja comentário da letra C. 
 
Gabarito  B 
 
 
13. (ESAF/SFR/Auditor Receita Federal/2003) A Cia. ABC adquire 
2% do total de ações da Cia. Lavandisca. Na ocasião da operação, o preço 
acordado envolvia o valor das ações e dividendos adquiridos, relativos a 
saldos, de Reservas e Lucros Acumulados, pré-existentes e ainda não 
distribuídos. No momento em que ocorrer o efetivo pagamento dos 
dividendos referentes a esses itens, o tratamento contábil dado a esse 
evento deverá ser: 
 
A) creditar o valor correspondente a esse dividendo em conta de receita 
não operacional em contrapartida do registro do ingresso do recurso no 
caixa. 
B) ajustar o resultado do exercício e creditar o valor correspondente a 
esse dividendo em conta de deságio em aquisição de investimentos 
permanentes em contrapartida do registro do ingresso do recurso no 
caixa. 
C) lançar o valor correspondente a esse dividendo a crédito da conta 
participação societária em contrapartida do registro do ingresso do 
recurso no caixa. 
D) registrar os dividendos recebidos como receita operacional em 
contrapartida ao lançamento de débito na conta caixa. 
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E) considerar o valor recebido como receita não operacional e debitando 
em contrapartida da conta ágio em investimentos societários. 
 
Comentários: 
 
Como a Cia ABC adquiriu apenas 2% do total de ações da investida, 
devemos usar o método de custo. Assim, os dividendos distribuídos são 
contabilizados como receita, quando da distribuição. 
 
Entretanto, os dividendos distribuídos no prazo de até 6 meses após a 
aquisição do investimento são considerados como uma recuperação de 
parte do investimento. A justificativa para esse procedimento é que o 
valor da compra já incluía o lucro, que seria posteriormente distribuído. 
 
Confira o Regulamento do Imposto de Renda: 
 
Art. 380. Os lucros ou dividendos recebidos pela pessoa jurídica, em 
decorrência de participação societária avaliada pelo custo de aquisição, 
adquirida até seis meses antes da data da respectiva percepção, serão 
registrados pelo contribuinte como diminuição do valor do custo e não 
influenciarão as contas de resultado (Decreto-Lei nº 2.072, de 1983, art. 
2º). 
 
A questão informa que, na ocasião da operação, o preço acordado 
envolvia o valor das ações e dividendos adquiridos, relativos a saldos, de 
Reservas e Lucros Acumulados, pré-existentes e ainda não distribuídos. 
Portanto, quando da distribuição de tais dividendos, a investidora deverá 
creditar a conta de investimentos, considerando que os dividendos são 
uma recuperação do custo de aquisição das ações. A opção correta é a 
letra C. 
 
Com respeito às outras alternativas, lembramos que atualmente não há 
mais, na contabilidade, a separação entre receita operacional e não 
operacional. Essa terminologia atualmente se aplica apenas à legislação 
do Imposto de Renda. 
 
Gabarito  C 
 
 
14. (ESAF/MDIC/Analista Comércio Exterior/2002 - adaptada) A 
empresa Investmuito S/A é possuidora do seguinte investimento em 
ações: 
 
- 1.000 ações emitidas pela empresa Alfa; 
- 20.000 ações emitidas pela empresa Beta; 
- 10.000 ações emitidas pela empresa Celta. 
 
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As ações foram adquiridas indistintamente a R$ 10,00 cada uma, sendo 
que as emitidas por Alfa são investimentos temporários para revender; as 
de Beta caracterizam coligação acionária avaliada por equivalência 
patrimonial; e as de Celta são investimentos permanentes, mas não são 
relevantes. 
 
No encerramento do exercício social as apurações dão conta de que as 
ações possuídas por Investmuito S/A mantêm, igualmente, o valor de 
cotação de R$ 8,00 por ação e o valor patrimonial unitário de R$ 12,00. 
 
Com base nas informações acima, podemos dizer que, no balanço 
patrimonial de fim de exercício, o valor contábil do investimento citado 
deverá ser de: 
 
A) R$ 372.000,00 
B) R$ 348.000,00 
C) R$ 310.000,00 
D) R$ 308.000,00 
E) R$ 248.000,00 
 
Comentários:: 
 
Temos três tipos de investimentos: 
 
Cia Alfa: ações para revender. Avaliação: valor justo (no caso, a cotação 
das ações) 
 
Cia Beta: Coligação acionária. Avaliação: MEP (Método Equivalência 
Patrimonial) 
 
Cia Celta: Investimento permanente, não relevante. Avaliação: método de 
custo. 
 
O valor de cada investimento fica assim: 
 
Empresas Quant. Ações Valor unitário total 
Cia Alfa 1.000 8,00 8.000 
Cia Beta 20.000 12,00 240.000 
Cia Celta 10.000 10,00 100.000 
TOTAL 
 
348.000 
 
Gabarito  B 
 
 
15. (ESAF/SRF/Auditor/2002) A Cia. XAVANTE, detentora de 60% do 
capital ordinário da Cia. CARIRI, ao final do exercício contábil de 1999, 
evidencia em seu Balanço Patrimonial o valor de 900.000 reais para este 
investimento societário. 
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Por ocasião do encerramento do exercício de 2000, a contabilidade da 
investida forneceu os valores a seguir para os itens: 
 
Itens identificados na Contabilidade da Investida: 
 
Patrimônio Líquido AjustadoR$ 2.150.000,00 
Vendas de Estoques para a Investidora R$ 2.500.000,00 
Margem de Lucro das Vendas Inter-companhias 20% 
 
Se ao final do exercício de 2000 restassem, na Cia. Xavante, R$ 
500.000,00 dos estoques adquiridos da Cia. Cariri e o valor contábil da 
participação societária registrada na mesma data fosse R$ 900.000,00, de 
acordo com a Instrução CVM 247/96, o valor a ser registrado pela 
investidora como resultado de equivalência patrimonial seria uma: 
 
 
A) despesa de R$ 390.000,00 
B) despesa de R$ 330.000,00 
C) receita de R$ 330.000,00 
D) despesa de R$ 290.000,00 
E) receita de R$ 290.000,00 
 
Comentários: 
 
Vamos calcular, em primeiro lugar, o lucro nos estoques. 
 
Como restou R$500.000 de estoque, com margem de 20%, o lucro não 
realizado é de 500.000 x 20% = $ 100.000 
 
Como a Cia Cariri é uma controlada, devemos eliminar 100% do lucro não 
realizado. 
 
Valor do Investimento: 
 
Patrimônio da Cia Cariri 2.150.000 
Percentual de participação x 60% 
= subtotal 1.290.000 
(-) Lucro não realizado (100.000) 
Valor do investimento 1.190.000 
Valor contabilizado Cia Xavante (900.000) 
= Resultado da Equivalência (Receita) 290.000 
 
15. Gabarito  E 
 
16. (ESAF/SRF/Auditor/2002) A Cia. XAVANTE, detentora de 60% do 
capital ordinário da Cia. CARIRI, ao final do exercício contábil de 1999, 
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evidencia em seu Balanço Patrimonial o valor de 900.000 reais para este 
investimento societário. 
 
Por ocasião do encerramento do exercício de 2000, a contabilidade da 
investida forneceu os valores a seguir para os itens: 
 
Itens identificados na Contabilidade da Investida: 
Patrimônio Líquido Ajustado R$ 2.150.000,00 
Vendas de Estoques para a Investidora R$ 2.500.000,00 
Margem de Lucro das Vendas Inter-companhias 20% 
 
Se o estoque adquirido pela investidora tivesse sido repassado 
integralmente a terceiros, o valor ao final dessa participação seria: 
 
A) R$ 1.190.000,00 
B) R$ 1.230.000,00 
C) R$ 1.290.000,00 
D) R$ 1.309.000,00 
E) R$ 1.390.000,00 
 
Comentários: 
 
Para esta questão, devemos considerar que o estoque foi inteiramente 
repassado a terceiro. Portanto, não há lucro não realizado. O valor da 
participação fica assim: 
 
Patrimônio da Cia Cariri 2.150.000 
Percentual de participação x 60% 
= Valor do investimento 1.290.000 
 
16. Gabarito  C 
 
 
17. (ESAF/Sefaz-PI/Auditor/2001 - Adaptada) Ao final do exercício, 
a Cia. “A” detém 20% do capital da Cia. “B”, representado por ações 
ordinárias. O investimento fora adquirido por $ 5.000. O capital social e o 
patrimônio líquido de “A” são de, respectivamente, $ 40.000 e $ 50.000; o 
capital social e o patrimônio líquido de “B”, são, respectivamente, de $ 
40.000 e $ 30.000. Considerando que a Cia A possui influência 
significativa sobre a Cia B, este investimento, no balanço de “A”, deve ser 
avaliado por 
 
A) $ 10.000 
B) $ 8.000 
C) $ 6.000 
D) $ 5.000 
E) $ 3.000 
 
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Comentários: 
 
Como há influência significativa, o investimento será avaliado pelo MEP. 
 
Patrimônio Liquido de B 30.000 
Participação % de A x 20% 
Valor do investimento 6.000 
 
17. Gabarito  C 
 
 
18. (ESAF/PM Niteroi/Contador/1999) Quando os investimentos de 
participação societária são avaliados pelo método da equivalência 
patrimonial, os dividendos declarados pela investida serão considerados 
na investidora como 
 
A) redução do investimento (ativo permanente) 
B) aumento do resultado operacional 
C) aumento do investimento (ativo permanente) 
D) redução do resultado operacional 
E) aumento do resultado não operacional 
 
Comentários: 
 
Os dividendos dos investimentos avaliados pelo MEP são contabilizados a 
crédito do investimento. Ou seja, reduzem o investimento. 
 
Contabilização dos dividendos de investimento avaliado pelo MEP; 
 
D – Caixa/bancos/dividendos a receber 
C – Investimentos avaliados pelo MEP 
 
A resposta correta, portanto, é a letra A. 
 
Já no caso de investimentos avaliados pelo custo, a contabilização dos 
dividendos é a seguinte: 
 
D – Caixa/Bancos/dividendos a receber 
C – Receita de dividendos (resultado) 
 
18. Gabarito  A 
 
 
19) (Autores) Uma entidade possui controle sobre outra quando: 
 
A) Possui poder para governar a política financeira e operacional da 
entidade 
B) Participa do Conselho de Administração 
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C) Possui mais de 20% do Capital Social 
D) Exerce influência significativa 
E) O investimento é considerado relevante 
 
Comentários:: 
 
A definição do pronunciamento é a seguinte: 
 
“Controle é o poder para governar a política financeira e operacional da 
entidade de forma a obter benefícios de suas atividades”. Alternativa 
correta: A. 
 
A influência significativa caracteriza uma coligada. Presume-se que haja 
influência significativa quando uma empresa possui 20% ou mais do 
Capital Social de outra. 
 
A participação no Conselho de Administração não caracteriza controle. Os 
Acionistas minoritários podem fazer parte do Conselho de Administração, 
sem controlar a entidade. 
 
19. Gabarito  A. 
 
 
Considere o seguinte enunciado para as questões de 20 a 22: 
 
(Autores) A Cia A adquiriu 100% do capital social da Cia B, pelo valor de $ 
10.000,00. 
 
Apresentamos abaixo o balanço patrimonial da Cia B na data da aquisição: 
 
ATIVO PASSIVO 
Ativo circulante: 14.000 Passivo Circulante: 13.000 
Imobilizado: 6.000 Patrimônio Líquido: 7.000 
 
Informações adicionais: O Imobilizado da Cia B tem valor justo de 8.000. 
 
20) O valor contabilizado pela Cia A em Investimentos será de: 
 
A) 7.000 
B) 8.000 
C) 9.000 
D) 10.000 
E) 12.000 
 
21) O valor da Mais Valia é: 
 
A) 1.000 
B) 2.000 
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C) 3.000 
D) 4.000 
E) 8.000 
 
22) O valor do Goodwill é: 
 
A) 1.000 
B) 2.000 
C) 3.000 
D) 4.000 
E) 8.000 
 
Comentários:: Cálculo da mais Valia e do Goodwill: 
 
Valor contábil: 7.000 
 
Valor Justo dos ativos identificáveis líquidos: 
 
Ativo circulante 14.000 
(+) Imobilizado (valor justo) 8.000 
(-) Passivos assumidos (13.000) 
(=) Valor justo ativos líquidos 9.000 
 
Mais Valia: 9.000 – 7.000 = 2.000 
 
Goodwill: 
Valor pago 10.000 
(-) Valor justo ativos identificáveis líquidos ( 9.000) 
(=) Goodwill 1.000 
 
Apresentação no Balanço da Cia A: 
 
Investimentos em controladas – Cia B 
-----Valor Patrimonial7.000 
----- Mais Valia 2.000 Gabarito questão 21 
 B. 
----- Goodwill 1.000 Gabarito questão 22 
 A. 
Valor total de Investimentos: 10.000 Gabarito questão 20 
 D. 
 
Gabarito questão 20  D 
Gabarito questão 21  B 
Gabarito questão 22  A 
 
 
23) (Autores) A respeito do método da equivalência patrimonial, 
assinale a alternativa incorreta: 
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A) As demonstrações devem ser elaboradas com as mesmas políticas e 
critérios contábeis. 
B) A duração dos períodos abrangidos nas demonstrações contábeis deve 
ser igual. 
C) A distribuição de dividendos reduz o valor contábil do investimento. 
D) As demonstrações da coligada/controlada devem ser da mesma data 
que da investidora, sendo aceitável uma defasagem de 2 meses (60 dias). 
Nesse caso, serão vedados quaisquer ajustes, ainda que em decorrência 
de eventos relevantes, entre o fechamento das demonstrações contábeis 
e a data da aplicação da equivalência patrimonial, para não prejudicar a 
comparabilidade das demonstrações. 
E) Um investimento em coligada e em controlada (neste caso, no balanço 
individual) é inicialmente reconhecido pelo custo. A partir daí, o valor 
contábil do investimento será aumentado ou diminuído conforme a 
participação do investidor nos lucros ou prejuízos da investida. 
 
Comentário: 
 
Todas são verdadeiras, exceto a parte final da alternativa D. A defasagem 
aceitável é de 60 dias (dois meses). Nesse caso, serão feitos ajustes, se 
necessário, em decorrência de eventos relevantes entre o fechamento das 
demonstrações contábeis e a data da aplicação da equivalência 
patrimonial. 
 
23. Gabarito  D. 
 
 
Considere o seguinte enunciado para as questões de 24 a 26: 
 
(Autores) A Investidora A possui 30% da coligada B, sendo que o valor 
contábil deste investimento, em 31/12/X1, era de $75.000. Em 31.12.X2, 
o PL da Coligada B era o seguinte: 
 
Patrimônio Líquido de B: 
 
Capital Social 200.000 
Reservas de lucro 50.000 
Ajuste de Avaliação Patrimonial 30.000 
 
Informações adicionais: A coligada B apurou lucro no exercício de 70.000, 
tendo destinado 20.000 para distribuição como dividendos, os quais serão 
pagos no exercício seguinte. O Ajuste de Avaliação Patrimonial, com saldo 
credor, foi constituído durante o ano de X2. 
 
Com base nestas informações, responda às questões 24 a 26: 
 
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24) Indique o valor contabilizado no resultado da Controladora A, em 
função do método da equivalência patrimonial. 
 
A) 15.000 
B) 21.000 
C) 24.000 
D) 30.000 
E) 84.000 
 
25) Indique o valor contabilizado como “outros resultados abrangentes” 
na controladora A: 
 
A) 18.000 
B) 15.000 
C) 12.000 
D) 9.000 
E) 6.000 
 
26) Indique o valor do Investimento da Investidora A em 31/12/X2, após 
a contabilização da equivalência patrimonial: 
 
A) 105.000 
B) 99.000 
C) 90.000 
D) 84.000 
E) 75.000 
 
Comentários: 
 
A contabilização da equivalência patrimonial em A é a seguinte: 
 
Pela apuração do lucro: (70.000 x 30% = 21.000) 
 
D – Investimento coligada B – equiv. Patr 21.000 
C –Resultado da equivalência Patrimonial (resultado) 21.000 
 
Gabarito questão 24  B 
 
Pela destinação dos dividendos (20.000 x 30% = 6.000) 
 
D – Dividendos a Receber 6.000 
C – Investimento em coligadas(ativo) 6.000 
 
(a distribuição de dividendos diminui o valor do investimento) 
 
Pelo reconhecimento dos resultados abrangentes na coligada B: 
(30.000 x 30% = 9.000) 
 
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D – Investimento coligada B – equiv. Patr. 9.000 
C – Outros resultados abrangentes (PL) 9.000 
Gabarito questão 25  D 
 
(A participação nos resultados abrangentes da investida são reconhecidos 
diretamente no PL da Investidora, em conta reflexa de “Ajuste de 
Avaliação Patrimonial em Coligadas - Outros Resultados Abrangentes 
(PL)”) 
 
Questão 26: Valor do investimento: 
Saldo inicial: 75.000 
(+)D – Investimento coligada B – equiv. Patr. 21.000 
(-)C – Investimento em coligadas(ativo) (6.000) 
(+)D – Investimento coligada B – equiv. Patr. 9.000 
 
(=) Saldo final 99.000 
Gabarito questão 26  B 
 
Questão 24: Gabarito Letra B. 
Questão 25: Gabarito Letra D 
Questão 26: Gabarito Letra B 
 
 
27) A Cia A possui 25% da Cia B. Em Dezembro de X1, a Cia vendeu 
mercadorias, no valor de 150.000 para a Cia B, com margem de lucro de 
20%. No final do exercício, a Cia B havia vendido 60% desses estoques 
para terceiros. 
Indique o valor do lucro não realizado para efeito de equivalência 
patrimonial na Cia A: 
 
A) Não há lucro não realizado para efeito de equivalência patrimonial 
quando a Investidora vende para a Investida. Como é o PL da Investida 
que será base para a equivalência e o lucro foi apurado pela Investidora, 
não há nenhum ajuste. 
B) 12.000 
C) 8.000 
D) 6.000 
E) 3.000 
 
Comentários: 
 
O lucro não realizado nas vendas da Investidora para a Investida deve ser 
ajustado, conforme a participação da Investidora. Assim, temos: 
 
Vendas totais 150.000 
 x margem de lucro x..20% 
(=) Lucro nas vendas 30.000 
 x Percentual que não foi vendido x 40% 
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(=) Lucro não realizado total 12.000 
 x participação da investidora 25% x 25% 
(=) Lucro não realizado para efeito de MEP 3.000 
 
Lembramos que o lançamento de ajuste na Investidora será: 
 
D – Lucro não realizado ( Resultado ) 3.000 
C – Lucros a apropriar (retificadora Investimento) 3.000 
 
Gabarito Letra E. 
 
 
28. (FCC/ISS-SP/Auditor Fiscal/2012) A empresa Alfa, sociedade 
anônima de capital aberto, possui 30% de participação no capital social de 
uma empresa coligada (empresa Gama). Durante o exercício financeiro de 
X1, a investida obteve Lucro Líquido de R$ 100.000,00, distribuiu 
Dividendos no valor de R$ 20.000,00 e teve o saldo da conta Ajuste de 
Avaliação Patrimonial aumentado em R$ 10.000,00. Em decorrência deste 
investimento, a empresa Alfa, em X1, 
 
(A) reconheceu receita de equivalência patrimonial no valor de R$ 
30.000,00. 
(B) manteve o valor do investimento avaliado pelo custo de aquisição. 
(C) teve uma variação no saldo da conta Investimento em Coligadas 
referente à empresa Gama de R$ 24.000,00. 
(D) reconheceu receita de dividendos no valor de R$ 6.000,00. 
(E) teve seu patrimônio líquido aumentado em R$ 30.000,00. 
 
Comentários 
 
A participação no capital social é de 30%. 
 
Como o lucro líquido foi de R$ 100.000,00 na investida, a investidora 
reconhece uma receita de equivalência patrimonial no valor de R$ 
30.000,00. 
 
D – Investimentos em coligadas (ANC/Investimentos) 30.000,00 
C – Receita de Equivalência Patrimonial (Resultado) 30.000,00 
 
Quando da distribuição de dividendos, que é o valor que a empresa paga 
aos seus sócios, 30% deles serão devidos à companhia Alfa, que também 
é sócia. Logo, os dividendos da investidora serão de R$ 20.000,00 x 30% 
= R$ 6.000,00, contabilizadospelo lançamento: 
 
D – Dividendos a receber (Ativo circulante) 
 6.000,00 
C – Investimentos em coligadas (ANC/Investimentos) 
 6.000,00 
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Por fim, tivemos um aumento na conta ajuste de avaliação patrimonial na 
investida. Essa conta aumentou o patrimônio líquido da coligada. Tal fato 
aumenta o investimento no método da equivalência patrimonial. 
 
Todavia, como o ajuste de avaliação patrimonial é uma conta que ainda 
não pode ir para o resultado na investida, não poderá também ir para 
resultado da investidora. Portanto, deste valor não podemos reconhecer 
uma receita de equivalência patrimonial. 
 
Cria-se, então, o que o CPC 18 – Investimentos em coligadas e 
controladas - chama de conta reflexa, a que nominaremos “ajuste de 
avaliação em empresas coligadas”, conta que ficará no PL da empresa 
investidora. 
 
Portanto, o lançamento será: 
 
D – Investimentos em coligadas (ANC/Investimento) 
 3.000,00 
C – Ajuste de avaliação patrimonial em empresa coligadas (PL) 
 3.000,00 
 
Analisemos, agora, as assertivas: 
 
(...) Em decorrência deste investimento, a empresa Alfa, em X1: 
 
(A) reconheceu receita de equivalência patrimonial no valor de R$ 
30.000,00. 
 
Correto. Este é o nosso gabarito. 
 
(B) manteve o valor do investimento avaliado pelo custo de 
aquisição. 
 
O item está incorreto, já que o investimento é avaliado pelo método da 
equivalência patrimonial. 
 
(C) teve uma variação no saldo da conta Investimento em 
Coligadas referente à empresa Gama de R$ 24.000,00. 
 
O item está incorreto. A variação no investimento foi de R$ 30.000,00 – 
R$ 6.000,00 + R$ 3.000,00 = R$ 27.000,00. 
 
(D) reconheceu receita de dividendos no valor de R$ 6.000,00. 
 
O item está incorreto. No método da equivalência patrimonial não 
reconhecemos receita de dividendos. A contabilização é a demonstrada 
acima. 
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(E) teve seu patrimônio líquido aumentado em R$ 30.000,00. 
 
O item está incorreto. O PL foi aumentado pela receita de dividendos 
somado à conta reflexa de ajuste de avaliação patrimonial em coligada. 
 
Gabarito  A. 
 
 
29. (ESAF/STN/Analista Contábil/2013) A Cia. Iluminada participa 
com 4% do capital ordinário da Cia. Hércules. Nessa participação 
societária permanente, a investidora não possuía influência significativa. 
Na ocasião da aprovação das contas e distribuição do resultado da Cia. 
Hércules, também foi aprovada a distribuição de R$ 500.000 a título de 
dividendos aos seus acionistas. A empresa investidora, ante esse fato, 
deve registrar um débito: 
 
A) em Resultado com Investimentos a crédito de Ganhos com 
Participações Societárias Permanentes. 
B) em Participações Societárias Permanentes a crédito de Receitas não 
Correntes - Investimentos. 
C) de Dividendos a Receber a crédito de Outras Receitas Operacionais - 
Dividendos e Rendimentos de Outros Investimentos. 
D) de Disponibilidades a crédito de Ganhos e Perdas com Participações 
Permanentes em Outras Sociedades. 
E) de Conta de Resultado a crédito de Resultados com Investimentos 
Permanentes em outras Sociedades Coligadas. 
 
Comentários: 
 
Se não existe influência significativa, então o investimento é avaliado pelo 
método de custo. Nesse caso, o recebimento de dividendos será 
reconhecido como uma receita, na Demonstração do Resultado: 
 
D – dividendos a receber (ativo) 
C – Receita de dividendos (outras receitas operacionais – resultado) 
 
Gabarito  C 
 
 
30. (ESAF/STN/Analista Contábil/2013) Enunciado para a questão. 
 
Em 31/12/x10, a Cia. LUA adquire 60% do Patrimônio Líquido da Cia. SOL 
assumindo o controle da mesma, pagando a vista na operação R$ 1,8 
milhões. Na mesma data, o Balanço Patrimonial da empresa adquirida era 
composto pelos seguintes elementos patrimoniais: 
 
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Na mesma data, a avaliação a valor justo dos itens patrimoniais 
apontavam os valores a seguir: 
 
 
 
Com base nas informações fornecidas, pode-se afirmar que a realização 
da operação gerou: 
 
A) compra vantajosa para a investidora de R$ 60.000. 
B) apuração de ativo líquido no valor de R$ 3.600.000. 
C) deságio no valor de R$ 600.000. 
D) ágio por rentabilidade futura de R$ 360.000. 
E) perda de capital no valor de R$ 360.000. 
 
Comentários: 
 
Vamos calcular: 
Valor do PL = 2.500.000 x 60% = 1.500.000 Valor patrimonial 
 
Ajuste a valor justo: 
 
 
Valor contábil Valor Justo Mais valia 
Estoque 100.000 150.000 50.000 
Veículos 600.000 800.000 200.000 
Terrenos 1.700.000 2.050.000 350.000 
Total 2.400.000 3.000.000 600.000 
 
Mais valia 600.000 x 60% = 360.000 
 
Avaliação a valor justo: 1.500.000 + 360.000 = 1.860.000 
 
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Como a CIA Lua pagou 1.800.000, houve compra vantajosa de 60.000 ( a 
empresa pagou 1.800.000 por uma participação avaliada a valor justo por 
1.860.000) 
 
Gabarito  A 
 
 
31. (ESAF/STN/Analista Contábil/2013) Enunciado para a questão. 
 
Em 31/12/x10, a Cia. LUA adquire 60% do Patrimônio Líquido da Cia. SOL 
assumindo o controle da mesma, pagando a vista na operação R$ 1,8 
milhões. Na mesma data, o Balanço Patrimonial da empresa adquirida era 
composto pelos seguintes elementos patrimoniais: 
 
 
 
Na mesma data, a avaliação a valor justo dos itens patrimoniais 
apontavam os valores a seguir: 
 
 
 
Com base nos dados fornecidos, ao efetuar o registro da participação 
societária permanente da Cia. Sol, a empresa investidora deve lançar a 
débito da conta de investimento um valor total de: 
 
A) R$ 3.600.000. 
B) R$ 2.300.000. 
C) R$ 1.860.000. 
D) R$ 1.500.000. 
E) R$ 600.000. 
 
Comentários: 
 
Já calculamos na questão anterior. A contabilização fica assim: 
 
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D – Investimento – Valor patrimonial (Ativo) 1.500.000 
D – Investimento – Mais Valia (Ativo) 360.000 
C – Caixa/bancos (Ativo) 1.800.000 
C – Compra vantajosa (Resultado) 60.000 
 
A conta de investimento fica registrada pelo valor total (1.860.000), mas 
deve ser desdobrada entre valor patrimonial e mais valia. 
 
GABARITO  C 
 
 
32. (ESAF/Receita Federal/Auditor/2012) A Empresa Controladora 
S.A., companhia de capital aberto, apura um resultado negativo de 
equivalência patrimonial que ultrapassa o valor total de seu investimento 
na Empresa Adquirida S.A. em R$ 400.000,00. A Empresa Controladora 
S.A. não pode deixar de aplicar recursos na investida, uma vez que ela é a 
única fornecedora de matéria-prima estratégica para seu negócio. Dessa 
forma, deve a investidora registrar o valor da equivalência 
 
A) a crédito do investimento, ainda que o valor ultrapasse o total do 
investimento efetuado. 
B) a crédito de uma provisão no passivo, para reconhecer a perda no 
investimento. 
C) a crédito de uma provisãono ativo, redutora do investimento. 
D) a débito do investimento, ainda que o valor ultrapasse o total do 
investimento efetuado. 
E) a débito de uma reserva de capital, gerando uma cobertura para as 
perdas. 
 
Comentários: 
 
Como a Empresa Controladora não pode deixar de aplicar recursos na 
investida, deve contabilizar no passivo o valor que exceder o 
investimento. 
 
A redação da ESAF (letra B) foi infeliz, pois parece que a investidora deve 
registrar todo o valor da equivalência patrimonial no passivo. 
 
Deve primeiro zerar o investimento no ativo e depois contabilizar no 
Passivo o valor excedente. 
 
Gabarito  B. 
 
 
 
 
 
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9 6 - QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA 
 
 
1. (ESAF/SRF/Auditor/2009) A empresa Livre Comércio e Indústria 
S.A. apurou, em 31/12/2008, um lucro líquido de R$ 230.000,00, antes 
da provisão para o Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro 
e das participações estatutárias. As normas internas dessa empresa 
mandam destinar o lucro do exercício para reserva legal (5%); para 
reservas estatutárias (10%); para imposto de renda e contribuição social 
sobre o lucro (25%); e para dividendos ( 30% ). Além disso, no presente 
exercício, a empresa determinou a destinação de R$ 50.000,00 para 
participações estatutárias no lucro, sendo R$ 20.000,00 para os Diretores 
e R$ 30.000,00 para os empregados. Na contabilização do rateio indicado 
acima, pode-se dizer que ao pagamento dos dividendos coube a 
importância de: 
 
A) R$ 39.000,00. 
B) R$ 33.150,00. 
C) R$ 35.700,00. 
D) R$ 34.627,50. 
E) R$ 37.050,00. 
 
2. (ESAF/Prefeitura de Natal/Auditor/2008) A empresa Mercearia 
Comercial S/A auferiu, no exercício, um lucro de R$ 600.000,00, antes de 
fazer qualquer destinação. Devendo pagar dividendo mínimo obrigatório 
de 30% sobre o lucro, conforme os estatutos, a empresa promoveu a 
seguinte distribuição: 
 
Imposto de Renda 30%; 
Participação de Empregados R$ 40.000,00; 
Participação de Diretores 10%; 
Reserva Legal na forma da lei; 
Retenção de Lucros R$ 30.000,00; 
Dividendos a Pagar 30%. 
 
Com a contabilização feita na forma indicada, caberá à empresa distribuir 
dividendos no valor de: 
 
A) R$ 88.470,00. 
B) R$ 91.548,00. 
C) R$ 97.470,00. 
D) R$ 100.548,00. 
E) R$ 105.840,00. 
 
3. (ESAF/SRF/Auditor/2003) Fomos chamados a calcular os 
dividendos a distribuir, no segundo semestre, da empresa Rentábil. A 
empresa é uma sociedade anônima e os seus estatutos determinam que 
os dividendos devem ser o mínimo obrigatório de acordo com a lei, mas 
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não estabelecem o valor percentual sobre o lucro líquido. Os valores que 
encontramos para montar a base de cálculo foram: 
 
Reserva estatutária de R$ 6.500,00, 
Participação de administradores no lucro de R$ 7.000,00, 
Participação de empregados no lucro de R$ 8.000,00, 
Provisão para o Imposto de Renda e CSLL de R$ 95.000,00 e lucro líquido, 
antes do imposto de renda, de R$ 180.000,00. 
 
Ficamos com o encargo de calcular o valor da reserva legal e do dividendo 
mínimo obrigatório. Feitos os cálculos corretamente, podemos afirmar 
com certeza que o dividendo será no valor de 
 
A) R$ 15.000,00 
B) R$ 16.625,00 
C) R$ 30.000,00 
D) R$ 33.250,00 
E) R$ 35.000,00 
 
4. (ESAF/Prefeitura do Recife/Contador/2003) Uma companhia 
aberta que tenha apurado o lucro líquido no valor de R$ 250.000.000, 
tenha feito a destinação para a formação da reserva legal na base de 5% 
do lucro líquido e tenha constituído reserva de contingências no valor de 
50% do saldo remanescente do lucro líquido. Desconsiderando outros 
registros, o lucro líquido ajustado, base de cálculo do dividendo mínimo 
obrigatório, seria de: 
 
A) inferior a R$ 100.000.000 
B) entre R$ 100.000.000 e R$ 110.000.000 
C) entre R$ 110.000.001 e R$ 120.000.000 
D) entre R$ 120.000.001 e R$ 130.000.000 
E) superior a R$ 130.000.000 
 
5. (ESAF/SRF/Auditor/2002) A empresa Agro & Pecuária S/A apurou 
no exercício um lucro líquido de R$ 140.000,00. Não havendo prejuízos 
anteriores a amortizar, a Contabilidade providenciou o registro da 
seguinte destinação: 
 
Participações estatutárias R$ 7.000,00 
Reservas estatutárias R$ 8.000,00 
Reserva legal R$ 9.000,00 
Reserva para contingência R$ 10.000,00 
Reversão de reserva p/contingências R$ 2.000,00 
Reversão de reservas estatutárias R$ 1.000,00 
 
Após a constituição e a reversão das reservas acima, o Contador deve 
contabilizar o Dividendo Mínimo Obrigatório de 30% sobre o lucro, 
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conforme previsto nos Estatutos. Isso provocará um aumento do passivo 
no valor de 
 
A) R$ 32.700,00 
B) R$ 34.800,00 
C) R$ 37.200,00 
D) R$ 37.500,00 
E) R$ 37.800,00 
 
6. (ESAF/SEFAZ-PI/Agente Fiscal/2001) A empresa Red Blue S/A 
transferiu o lucro do exercício com o seguinte lançamento: 
 
Resultado do Exercício 
a Lucros Acumulados 
 
Valor do lucro líquido que se transfere p/ balanço R$ 480.000,00 
 
Após este lançamento, a empresa destinou R$ 40.000,00 para constituir 
reserva legal e mais R$ 40.000,00 para reservas estatutárias. 
 
Deste modo, o dividendo mínimo obrigatório, calculado com fulcro no 
lucro líquido do exercício, deverá ser de 
 
A) R$ 220.000,00, se o estatuto, antes omisso, fixar o percentual mínimo 
permitido. 
B) R$ 200.000,00, se o estatuto for omisso quanto ao percentual. 
C) R$ 110.000,00, se o estatuto, antes omisso, fixar o percentual mínimo 
permitido. 
D) R$ 110.000,00, se o estatuto for omisso quanto ao percentual. 
E) R$ 100.000,00, baseado no estatuto, que é livre para fixar qualquer 
percentual. 
 
7. (ESAF/TCU/Analista Controle Externo/2000) A Assembleia Geral 
Ordinária da firma Confecções Madagascar S.A aprovou proposta de 
distribuição de lucros apresentada pela Diretoria, nos seguintes termos: 
 
5% para formação de reserva legal; 
10% para pagamento de participação à diretoria; 
20% para formação de reserva estatutária; 
25% para pagamento de dividendo mínimo obrigatório; 
30% para pagamento do imposto de renda e 
o restante para crédito em lucros acumulados. 
 
Observações: 
 
A conta lucros ou prejuízos acumulados já tinha saldo devedor de R$ 
5.000,00. O crédito do período antes de qualquer destinação foi um lucro 
líquido de R$ 45.000,00. 
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Com fulcro nessas informações, pode-se afirmar que, no encerramento do 
exercício de que se trata, foi contabilizado o valor de 
 
A) R$ 1.260,00 em Reserva Legal 
B) R$ 3.200,00 em Participações da Diretoria a Pagar 
C) R$ 5.600,00 em Reservas Estatutárias 
D) R$ 7.235,00 em Dividendos a Pagar 
E) R$ 11.600,00 em Provisão para Imposto de Renda 
 
8. (ESAF/SUSEP/Analista Técnico/2010) A Companhia Epson 
adquiriu daCompanhia Ypsilon 30% de seu Patrimônio Líquido, que é 
representado unicamente pela conta Capital, cujo valor é R$ 200 mil. 
 
Sabemos que a compra, no início do período, foi realizada por R$ 60 mil; 
que as companhias Epson e Ypsilon são empresas coligadas; que o 
investimento é considerado relevante; e que o lucro líquido do período, 
antes da distribuição de dividendos, foi de R$ 100 mil, na empresa Ypsilon 
e de R$ 80 mil, na empresa Epson. 
 
Sabemos também que a assembleia geral de cada empresa mandou 
contabilizar a distribuição de 40% do lucro como dividendos. 
 
Com base nas informações acima, pede-se indicar por quanto deverá ser 
avaliado o investimento no Balanço Patrimonial da Companhia Epson no 
fim do período. 
 
O valor da avaliação será: 
 
A) R$ 78.000,00. 
B) R$ 42.000,00. 
C) R$ 90.000,00. 
D) R$ 72.000,00. 
E) R$ 102.000,00. 
 
9. (ESAF/Receita Federal/Auditor/2009) Em fevereiro de 2008 a 
empresa Calcedônia Minerais S.A. investiu R$ 350.000,00 em ações de 
outras companhias, contabilizando a transação em seu ativo permanente. 
Desse investimento, R$ 200.000,00 deverão ser avaliados por 
"Equivalência Patrimonial" e R$ 150.000,00, pelo Método do Custo. 
Durante o exercício em questão, as empresas investidas obtiveram lucros 
que elevaram seus patrimônios líquidos em 4%, tendo elas distribuído 
dividendos de tal ordem que coube à Calcedônia o montante de R$ 
6.000,00, sendo metade para os investimentos avaliados por Equivalência 
Patrimonial e metade para os investimentos avaliados pelo método do 
custo. Com base nessas informações, podemos afirmar que, no balanço 
patrimonial da empresa Calcedônia Minerais S.A. relativo ao exercício de 
2008, deverá constar contabilizado um investimento no valor de 
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A) R$ 350.000,00. 
B) R$ 355.000,00. 
C) R$ 358.000,00. 
D) R$ 361.000,00. 
E) R$ 364.000,00. 
 
10. (ESAF/Sefaz-SP/APOF/2009) A empresa Atos & Atitudes S/A tinha 
um saldo bancário de R$ 600.000,00 e resolveu aplicá-lo em ações de 
outras Companhias, sendo um terço a curto prazo, outro terço 
representando uma coligação acionária com influência na administração, e 
ainda, outro terço em investimentos não relevantes. Durante o ano, as 
empresas investidas apuraram lucro líquido de R$ 15.000,00 cada uma e 
distribuíram 1/3 desse lucro aos acionistas, como dividendos. No fim do 
exercício social, após a contabilização dos fatos cabíveis, vamos encontrar 
o saldo contábil dessas ações no valor de 
 
A) R$ 645.000,00. 
B) R$ 610.000,00. 
C) R$ 620.000,00. 
D) R$ 630.000,00. 
E) R$ 615.000,00. 
 
11. (ESAF/STN/Analista Finanças e Controle/2008) A empresa Alfa 
Beta S/A comprou 10 mil ações de Delta Ômega S/A ao custo unitário de 
R$ 14,00, quando o valor patrimonial dessas ações era avaliado em 
apenas R$ 10,00. Entretanto, em 31 de dezembro de 2007, a empresa 
Delta Ômega mostrou sua capacidade de negócios apresentando um lucro 
líquido da ordem de 70% do capital, tendo dele distribuído, como 
dividendos aos acionistas, o equivalente a 20% do capital social. As 
operações, na empresa Alfa Beta, são avaliadas e contabilizadas pelo 
método da equivalência patrimonial. Em 15 de janeiro de 2008, ao vender 
essas ações a R$ 15,00 por unidade, Alfa Beta terá computado um lucro 
efetivo de 
 
A) R$ 70.000,00. 
B) R$ 50.000,00. 
C) R$ 30.000,00. 
D) R$ 10.000,00. 
E) R$ 0,00. 
 
12. (ESAF/SEFAZ-MG/Auditor Fiscal Receita Estadual/2005) Duas 
empresas coligadas avaliam seus investimentos pelo método da 
equivalência patrimonial. 
 
A primeira empresa tem 
 
Ativo Permanente de R$ 500.000,00 
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Patrimônio Líquido de R$ 300.000,00 
Capital Social de R$ 100.000,00 
 
A segunda empresa tem 
 
Ativo Permanente de R$ 350.000,00 
Patrimônio Líquido de R$ 300.000,00 
Capital Social de R$ 150.000,00 
 
A primeira empresa possui 25% do capital social da segunda. A segunda 
companhia teve lucro de R$ 50.000,00 e distribuiu dividendos no valor de 
R$ 30.000,00. 
 
Em consequência dos resultados e respectiva distribuição, ocorridos na 
segunda companhia, a primeira empresa deverá contabilizar o aumento 
de 
 
A) R$ 7.500,00 em receitas do período. 
B) R$ 7.500,00 no ativo circulante. 
C) R$ 7.500,00 no ativo permanente. 
D) R$ 12.500,00 no ativo circulante. 
E) R$ 12.500,00 no ativo permanente. 
 
13. (ESAF/SFR/Auditor Receita Federal/2003) A Cia. ABC adquire 
2% do total de ações da Cia. Lavandisca. Na ocasião da operação, o preço 
acordado envolvia o valor das ações e dividendos adquiridos, relativos a 
saldos, de Reservas e Lucros Acumulados, pré-existentes e ainda não 
distribuídos. No momento em que ocorrer o efetivo pagamento dos 
dividendos referentes a esses itens, o tratamento contábil dado a esse 
evento deverá ser: 
 
A) creditar o valor correspondente a esse dividendo em conta de receita 
não operacional em contrapartida do registro do ingresso do recurso no 
caixa. 
B) ajustar o resultado do exercício e creditar o valor correspondente a 
esse dividendo em conta de deságio em aquisição de investimentos 
permanentes em contrapartida do registro do ingresso do recurso no 
caixa. 
C) lançar o valor correspondente a esse dividendo a crédito da conta 
participação societária em contrapartida do registro do ingresso do 
recurso no caixa. 
D) registrar os dividendos recebidos como receita operacional em 
contrapartida ao lançamento de débito na conta caixa. 
E) considerar o valor recebido como receita não operacional e debitando 
em contrapartida da conta ágio em investimentos societários. 
 
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14. (ESAF/MDIC/Analista Comércio Exterior/2002 - adaptada) A 
empresa Investmuito S/A é possuidora do seguinte investimento em 
ações: 
 
- 1.000 ações emitidas pela empresa Alfa; 
- 20.000 ações emitidas pela empresa Beta; 
- 10.000 ações emitidas pela empresa Celta. 
 
As ações foram adquiridas indistintamente a R$ 10,00 cada uma, sendo 
que as emitidas por Alfa são investimentos temporários para revender; as 
de Beta caracterizam coligação acionária avaliada por equivalência 
patrimonial; e as de Celta são investimentos permanentes, mas não são 
relevantes. 
 
No encerramento do exercício social as apurações dão conta de que as 
ações possuídas por Investmuito S/A mantêm, igualmente, o valor de 
cotação de R$ 8,00 por ação e o valor patrimonial unitário de R$ 12,00. 
 
Com base nas informações acima, podemos dizer que, no balanço 
patrimonial de fim de exercício, o valor contábil do investimento citado 
deverá ser de: 
 
A) R$ 372.000,00 
B) R$ 348.000,00 
C) R$ 310.000,00 
D) R$ 308.000,00 
E) R$ 248.000,00 
 
15. (ESAF/SRF/Auditor/2002) A Cia. XAVANTE, detentora de 60% do 
capital ordinário da Cia. CARIRI, ao final do exercício contábil de 1999, 
evidencia em seu Balanço Patrimonial o valor de 900.000 reais para este 
investimento societário. 
 
Por ocasião do encerramentodo exercício de 2000, a contabilidade da 
investida forneceu os valores a seguir para os itens: 
 
Itens identificados na Contabilidade da Investida: 
 
Patrimônio Líquido Ajustado R$ 2.150.000,00 
Vendas de Estoques para a Investidora R$ 2.500.000,00 
Margem de Lucro das Vendas Inter-companhias 20% 
 
Se ao final do exercício de 2000 restassem, na Cia. Xavante, R$ 
500.000,00 dos estoques adquiridos da Cia. Cariri e o valor contábil da 
participação societária registrada na mesma data fosse R$ 900.000,00, de 
acordo com a Instrução CVM 247/96, o valor a ser registrado pela 
investidora como resultado de equivalência patrimonial seria uma: 
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A) despesa de R$ 390.000,00 
B) despesa de R$ 330.000,00 
C) receita de R$ 330.000,00 
D) despesa de R$ 290.000,00 
E) receita de R$ 290.000,00 
 
16. (ESAF/SRF/Auditor/2002) A Cia. XAVANTE, detentora de 60% do 
capital ordinário da Cia. CARIRI, ao final do exercício contábil de 1999, 
evidencia em seu Balanço Patrimonial o valor de 900.000 reais para este 
investimento societário. 
 
Por ocasião do encerramento do exercício de 2000, a contabilidade da 
investida forneceu os valores a seguir para os itens: 
 
Itens identificados na Contabilidade da Investida: 
Patrimônio Líquido Ajustado R$ 2.150.000,00 
Vendas de Estoques para a Investidora R$ 2.500.000,00 
Margem de Lucro das Vendas Inter-companhias 20% 
 
Se o estoque adquirido pela investidora tivesse sido repassado 
integralmente a terceiros, o valor ao final dessa participação seria: 
 
A) R$ 1.190.000,00 
B) R$ 1.230.000,00 
C) R$ 1.290.000,00 
D) R$ 1.309.000,00 
E) R$ 1.390.000,00 
 
17. (ESAF/Sefaz-PI/Auditor/2001 - Adaptada) Ao final do exercício, 
a Cia. “A” detém 20% do capital da Cia. “B”, representado por ações 
ordinárias. O investimento fora adquirido por $ 5.000. O capital social e o 
patrimônio líquido de “A” são de, respectivamente, $ 40.000 e $ 50.000; o 
capital social e o patrimônio líquido de “B”, são, respectivamente, de $ 
40.000 e $ 30.000. Considerando que a Cia A possui influência 
significativa sobre a Cia B, este investimento, no balanço de “A”, deve ser 
avaliado por 
 
A) $ 10.000 
B) $ 8.000 
C) $ 6.000 
D) $ 5.000 
E) $ 3.000 
 
18. (ESAF/PM Niteroi/Contador/1999) Quando os investimentos de 
participação societária são avaliados pelo método da equivalência 
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patrimonial, os dividendos declarados pela investida serão considerados 
na investidora como 
 
A) redução do investimento (ativo permanente) 
B) aumento do resultado operacional 
C) aumento do investimento (ativo permanente) 
D) redução do resultado operacional 
E) aumento do resultado não operacional 
 
19) (Autores) Uma entidade possui controle sobre outra quando: 
 
A) Possui poder para governar a política financeira e operacional da 
entidade 
B) Participa do Conselho de Administração 
C) Possui mais de 20% do Capital Social 
D) Exerce influência significativa 
E) O investimento é considerado relevante 
 
Considere o seguinte enunciado para as questões de 20 a 22: 
 
(Autores) A Cia A adquiriu 100% do capital social da Cia B, pelo valor de $ 
10.000,00. 
 
Apresentamos abaixo o balanço patrimonial da Cia B na data da aquisição: 
 
ATIVO PASSIVO 
Ativo circulante: 14.000 Passivo Circulante: 13.000 
Imobilizado: 6.000 Patrimônio Líquido: 7.000 
 
Informações adicionais: O Imobilizado da Cia B tem valor justo de 8.000. 
 
20) O valor contabilizado pela Cia A em Investimentos será de: 
 
A) 7.000 
B) 8.000 
C) 9.000 
D) 10.000 
E) 12.000 
 
21) O valor da Mais Valia é: 
 
A) 1.000 
B) 2.000 
C) 3.000 
D) 4.000 
E) 8.000 
 
22) O valor do Goodwill é: 
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A) 1.000 
B) 2.000 
C) 3.000 
D) 4.000 
E) 8.000 
 
23) (Autores) A respeito do método da equivalência patrimonial, 
assinale a alternativa incorreta: 
 
A) As demonstrações devem ser elaboradas com as mesmas políticas e 
critérios contábeis. 
B) A duração dos períodos abrangidos nas demonstrações contábeis deve 
ser igual. 
C) A distribuição de dividendos reduz o valor contábil do investimento. 
D) As demonstrações da coligada/controlada devem ser da mesma data 
que da investidora, sendo aceitável uma defasagem de 2 meses (60 dias). 
Nesse caso, serão vedados quaisquer ajustes, ainda que em decorrência 
de eventos relevantes, entre o fechamento das demonstrações contábeis 
e a data da aplicação da equivalência patrimonial, para não prejudicar a 
comparabilidade das demonstrações. 
E) Um investimento em coligada e em controlada (neste caso, no balanço 
individual) é inicialmente reconhecido pelo custo. A partir daí, o valor 
contábil do investimento será aumentado ou diminuído conforme a 
participação do investidor nos lucros ou prejuízos da investida. 
 
Considere o seguinte enunciado para as questões de 24 a 26: 
 
(Autores) A Investidora A possui 30% da coligada B, sendo que o valor 
contábil deste investimento, em 31/12/X1, era de $75.000. Em 31.12.X2, 
o PL da Coligada B era o seguinte: 
 
Patrimônio Líquido de B: 
 
Capital Social 200.000 
Reservas de lucro 50.000 
Ajuste de Avaliação Patrimonial 30.000 
 
Informações adicionais: A coligada B apurou lucro no exercício de 70.000, 
tendo destinado 20.000 para distribuição como dividendos, os quais serão 
pagos no exercício seguinte. O Ajuste de Avaliação Patrimonial, com saldo 
credor, foi constituído durante o ano de X2. 
 
Com base nestas informações, responda às questões 24 a 26: 
 
24) Indique o valor contabilizado no resultado da Controladora A, em 
função do método da equivalência patrimonial. 
 
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A) 15.000 
B) 21.000 
C) 24.000 
D) 30.000 
E) 84.000 
 
25) Indique o valor contabilizado como “outros resultados abrangentes” 
na controladora A: 
 
A) 18.000 
B) 15.000 
C) 12.000 
D) 9.000 
E) 6.000 
 
26) Indique o valor do Investimento da Investidora A em 31/12/X2, após 
a contabilização da equivalência patrimonial: 
 
A) 105.000 
B) 99.000 
C) 90.000 
D) 84.000 
E) 75.000 
 
27) A Cia A possui 25% da Cia B. Em Dezembro de X1, a Cia vendeu 
mercadorias, no valor de 150.000 para a Cia B, com margem de lucro de 
20%. No final do exercício, a Cia B havia vendido 60% desses estoques 
para terceiros. 
Indique o valor do lucro não realizado para efeito de equivalência 
patrimonial na Cia A: 
 
A) Não há lucro não realizado para efeito de equivalência patrimonial 
quando a Investidora vende para a Investida. Como é o PL da Investida 
que será base para a equivalência e o lucro foi apurado pela Investidora, 
não há nenhum ajuste. 
B) 12.000 
C) 8.000 
D) 6.000 
E) 3.000 
 
28. (FCC/ISS-SP/Auditor Fiscal/2012) A empresa Alfa, sociedade 
anônima de capital aberto, possui 30% de participação no capital social de 
uma empresa coligada (empresa Gama). Durante o exercício financeiro de 
X1, a investida obteve Lucro Líquido de R$ 100.000,00,distribuiu 
Dividendos no valor de R$ 20.000,00 e teve o saldo da conta Ajuste de 
Avaliação Patrimonial aumentado em R$ 10.000,00. Em decorrência deste 
investimento, a empresa Alfa, em X1, 
 
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(A) reconheceu receita de equivalência patrimonial no valor de R$ 
30.000,00. 
(B) manteve o valor do investimento avaliado pelo custo de aquisição. 
(C) teve uma variação no saldo da conta Investimento em Coligadas 
referente à empresa Gama de R$ 24.000,00. 
(D) reconheceu receita de dividendos no valor de R$ 6.000,00. 
(E) teve seu patrimônio líquido aumentado em R$ 30.000,00. 
 
29. (ESAF/STN/Analista Contábil/2013) A Cia. Iluminada participa 
com 4% do capital ordinário da Cia. Hércules. Nessa participação 
societária permanente, a investidora não possuía influência significativa. 
Na ocasião da aprovação das contas e distribuição do resultado da Cia. 
Hércules, também foi aprovada a distribuição de R$ 500.000 a título de 
dividendos aos seus acionistas. A empresa investidora, ante esse fato, 
deve registrar um débito: 
 
A) em Resultado com Investimentos a crédito de Ganhos com 
Participações Societárias Permanentes. 
B) em Participações Societárias Permanentes a crédito de Receitas não 
Correntes - Investimentos. 
C) de Dividendos a Receber a crédito de Outras Receitas Operacionais - 
Dividendos e Rendimentos de Outros Investimentos. 
D) de Disponibilidades a crédito de Ganhos e Perdas com Participações 
Permanentes em Outras Sociedades. 
E) de Conta de Resultado a crédito de Resultados com Investimentos 
Permanentes em outras Sociedades Coligadas. 
 
30. (ESAF/STN/Analista Contábil/2013) Enunciado para a questão. 
 
Em 31/12/x10, a Cia. LUA adquire 60% do Patrimônio Líquido da Cia. SOL 
assumindo o controle da mesma, pagando a vista na operação R$ 1,8 
milhões. Na mesma data, o Balanço Patrimonial da empresa adquirida era 
composto pelos seguintes elementos patrimoniais: 
 
 
 
Na mesma data, a avaliação a valor justo dos itens patrimoniais 
apontavam os valores a seguir: 
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Com base nas informações fornecidas, pode-se afirmar que a realização 
da operação gerou: 
 
A) compra vantajosa para a investidora de R$ 60.000. 
B) apuração de ativo líquido no valor de R$ 3.600.000. 
C) deságio no valor de R$ 600.000. 
D) ágio por rentabilidade futura de R$ 360.000. 
E) perda de capital no valor de R$ 360.000. 
 
 
31. (ESAF/STN/Analista Contábil/2013) Enunciado para a questão. 
 
Em 31/12/x10, a Cia. LUA adquire 60% do Patrimônio Líquido da Cia. SOL 
assumindo o controle da mesma, pagando a vista na operação R$ 1,8 
milhões. Na mesma data, o Balanço Patrimonial da empresa adquirida era 
composto pelos seguintes elementos patrimoniais: 
 
 
 
Na mesma data, a avaliação a valor justo dos itens patrimoniais 
apontavam os valores a seguir: 
 
 
 
Com base nos dados fornecidos, ao efetuar o registro da participação 
societária permanente da Cia. Sol, a empresa investidora deve lançar a 
débito da conta de investimento um valor total de: 
 
A) R$ 3.600.000. 
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 102 
103 
 
B) R$ 2.300.000. 
C) R$ 1.860.000. 
D) R$ 1.500.000. 
E) R$ 600.000. 
 
32. (ESAF/Receita Federal/Auditor/2012) A Empresa Controladora 
S.A., companhia de capital aberto, apura um resultado negativo de 
equivalência patrimonial que ultrapassa o valor total de seu investimento 
na Empresa Adquirida S.A. em R$ 400.000,00. A Empresa Controladora 
S.A. não pode deixar de aplicar recursos na investida, uma vez que ela é a 
única fornecedora de matéria-prima estratégica para seu negócio. Dessa 
forma, deve a investidora registrar o valor da equivalência 
 
A) a crédito do investimento, ainda que o valor ultrapasse o total do 
investimento efetuado. 
B) a crédito de uma provisão no passivo, para reconhecer a perda no 
investimento. 
C) a crédito de uma provisão no ativo, redutora do investimento. 
D) a débito do investimento, ainda que o valor ultrapasse o total do 
investimento efetuado. 
E) a débito de uma reserva de capital, gerando uma cobertura para as 
perdas. 
 
 
 
10 7 - GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA 
 
 
 
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 103 
103 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO GABARITO QUESTÃO GABARITO 
1 E 18 A 
2 D 19 A 
3 D 20 D 
4 C 21 B 
5 B 22 A 
6 C 23 D 
7 A 24 B 
8 A 25 D 
9 B 26 B 
10 B 27 E 
11 C 28 A 
12 B 29 C 
13 C 30 A 
14 B 31 C 
15 E 32 B 
16 C 
17 C 
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