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Livro Eletrônico Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa 11527338770 - Fernando ferreira 1 103 13. TRATAMENTO DAS PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS, CONCEITO DE COLIGADAS E CONTROLADAS, DEFINIÇÃO DE INFLUÊNCIA SIGNIFICATIVA, MÉTODOS DE AVALIAÇÃO, CÁLCULOS, APURAÇÃO DO RESULTADO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL, TRATAMENTO DOS LUCROS NÃO REALIZADOS, RECEBIMENTO DE LUCROS OU DIVIDENDOS DE COLIGADAS E CONTROLADAS, CONTABILIZAÇÃO. 14. APURAÇÃO E TRATAMENTO CONTÁBIL DA MAIS VALIA, DO GOODWILL E DO DESÁGIO: CÁLCULOS, AMORTIZAÇÕES E FORMA DE EVIDENCIAÇÃO. 1 MAIS UMA AULA! .......................................................................................................... 1 2 PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS ....................................................................................... 2 2.1 AÇÕES ................................................................................................................. 2 2.2 DIVIDENDOS ........................................................................................................ 2 2.3 RESERVA DE INCENTIVOS FISCAIS E RESERVA ESPECÍFICA DE PRÊMIO DE DEBÊNTURES 3 2.4 DEBÊNTURES ........................................................................................................ 5 2.5 PARTES BENEFICIÁRIAS ......................................................................................... 6 2.6 COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS ................................................................................ 7 3 TRATAMENTO DAS PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS ........................................................... 8 3.1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 8 4 - INVESTIMENTOS ........................................................................................................ 9 4.1 - MÉTODO DE CUSTO ............................................................................................ 10 4.2 - MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL ............................................................ 14 4.2.1 - CONCEITO DE CONTROLE ......................................................................... 17 4.3 - CONCEITO DE COLIGAÇÃO .................................................................................. 19 4.4 - CÁLCULO DO MEP: APROFUNDANDO ..................................................................... 21 4.5 CONTABILIZAÇÃO DO MEP - COMPLETA .................................................................. 21 4.6 CONTABILIZAÇÃO DOS DIVIDENDOS ...................................................................... 28 5 LUCROS NÃO REALIZADOS ........................................................................................... 33 6 AQUISIÇÃO DE INVESTIMENTO EM COLIGADAS OU CONTROLADAS – CONTABILIZAÇÃO – COM MAIS VALIA E GOODWILL. ........................................................................................... 50 7 RESUMO GERAL .......................................................................................................... 54 8 QUESTÕES COMENTADAS ............................................................................................. 58 9 6 - QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA ..................................................................... 89 10 7 - GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA ......................................... 102 1 MAIS UMA AULA! Olá, meus amigos. Como estão?! Mais uma aula de Contabilidade Geral para a o concurso de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil. A aula de hoje versará sobre os seguintes assuntos: Aula 15 13. Tratamento das Participações Societárias, conceito de coligadas e controladas, definição de influência significativa, métodos de avaliação, cálculos, apuração do resultado de equivalência patrimonial, tratamento dos lucros não realizados, recebimento de lucros ou dividendos de coligadas e controladas, contabilização. 14. Apuração e tratamento contábil da mais valia, do goodwill e do deságio: cálculos, amortizações e forma de evidenciação. Veremos também nessa aula o tópico “18. Debêntures, conceito, avaliação e tratamento contábil”, que ficou faltando. O fórum de dúvidas está funcionando. Gabriel Rabelo/Luciano Rosa Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 2 103 2 PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS Ocorre quando uma empresa (investidora) adquire ações ou quotas de outra empresa (investida). As participações societárias podem ser temporárias ou permanentes. As participações temporárias são aquelas que a empresa adquire com intenção de vender após algum tempo, de caráter especulativo. Neste caso, a intenção é lucrar com a valorização das ações. Este tipo de participação societária fica classificada no Ativo Circulante ou no Ativo Realizável a Longo Prazo. Nas participações permanentes, não há intenção de venda, ou seja, a empresa adquire a participação com intenção de mantê-la. Geralmente, esse tipo de investimento está relacionado com as operações da empresa. Pode ser uma participação num fornecedor importante (com a finalidade de assegurar o fornecimento de matérias-primas) ou num cliente de grande porte (para viabilizar a venda dos produtos). Fica classificado no Ativo – Investimentos. 2.1 AÇÕES Representam a menor fração do capital social de uma empresa. Dividem-se em Ações Ordinárias, Ações Preferenciais e Ações de Fruição. As ações de fruição atribuem a seus titulares direitos estabelecidos no estatuto da empresa, normalmente dividendos. Este tipo de ação não representa parcela do capital social e não dá direito a voto. As ações ordinárias dão direito a voto e aos dividendos. As ações preferenciais possuem prioridade no recebimento dos dividendos, mas não dão ao seu titular direito de voto nas assembleias de acionistas. As ações preferenciais sem direito a voto não podem ultrapassar 50% do total das ações emitidas. 2.2 DIVIDENDOS A Lei 6.404/76 estabelece que o Estatuto poderá estabelecer o dividendo como porcentagem do lucro ou do capital social, ou fixar outros critérios para determiná-lo, desde que sejam regulados com precisão e minúcia e não sujeitem os acionistas minoritários ao arbítrio dos órgãos de administração ou da maioria (art. 202, parágrafo 1º). Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 3 103 Se o Estatuto for omisso, a empresa deve distribuir 50% do lucro ajustado como dividendos. O lucro ajustado é calculado da seguinte forma: Lucro líquido do exercício 10.000 (-) Constituição da Reserva Legal (500) (-) Constituição da Reserva de Contingência (2.000) (+) Reversão da Reserva de Contingência 700 = Lucro ajustado (base para dividendos) 8.200 Dividendos obrigatórios: $8.200 x 50% = $ 4.100 Contabilização: D – Lucros Acumulados (PL) 4.100 C – Dividendos a pagar (Passivo) 4.100 Finalmente, se o Estatuto for omisso e a empresa quiser instituir uma fórmula de calculo no Estatuto, não poderá ser inferior a 25% do lucro ajustado. 2.3 RESERVA DE INCENTIVOS FISCAIS E RESERVA ESPECÍFICA DE PRÊMIO DE DEBÊNTURES Além das Reservas mencionadas acima, também a Reserva de Incentivos Fiscais e a Reserva Específica de Prêmio na Emissão de Debêntures devem ser excluídas da base de cálculo dos dividendos. Esses valores, antes das alterações na contabilidade, eram Reservas de Capital. OU seja, eram contabilizadas diretamente no PL e não afetavam oResultado do Exercício. A contabilização (anterior às alterações) era assim: Reserva de incentivos fiscais (por exemplo, doação de um terreno no valor de 10.000): D – Terrenos (imobilizado) 10.000 C – Reserva de Capital – doações (PL) 10.000 Atualmente, a contabilização é a seguinte: Vamos supor que haja alguma condição (como construir uma fábrica e gerar empregos) vinculada à doação. No momento da doação, a empresa ainda não “ganhou” o terreno. Ainda precisa cumprir a sua parte – no caso, construir uma fábrica. Portanto, Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 4 103 deve reconhecer um Passivo, pois irá devolver o terreno se não cumprir a condição. D – Terreno – Doações (Imobilizado) 10.000 C – Doações com encargos (Passivo) 10.000 Após algum tempo, a empresa constrói a fábrica. Já cumpriu a sua parte e portanto ganhou o terreno. Mas a receita deve ser reconhecida proporcionalmente às despesas geradas pela doação (no caso, seria a depreciação da fábrica). Vamos supor que a fábrica será depreciada em 20 anos. No momento em que acaba a construção, deve ser feita a seguinte contabilização: D – Doações com encargos (Passivo) 10.000 C – Receitas Diferida (Passivo) 10.000 A conta Receitas Diferidas poderia também ser chamada de Receitas a Apropriar. Embora fique classificada no Passivo, possui a natureza do antigo Grupo Resultado de Exercícios Futuros. Vamos entender melhor. Esse valor não é um Passivo genuíno. Não é uma obrigação presente, e não será pago a ninguém. Pelo contrário, constitui uma receita da empresa que deverá ser apropriada por competência, em 20 anos. Anteriormente, seria classificado como Resultado de Exercícios Futuros. Mas esse grupo do Balanço Patrimonial foi extinto. Ficou, em seu lugar, a conta Receitas Diferidas, que é classificada no Passivo, mas possui a natureza do antigo grupo Resultados de Exercícios Futuros. Muito bem. Após um ano, vamos iniciar o reconhecimento da Receita, de forma proporcional às despesas, na base de 1/20 avos por ano (Obs: naturalmente, o reconhecimento deve ser feito mês a mês. Para fins didáticos, vamos contabilizar diretamente o valor do ano.) D - Receitas Diferida (Passivo).10.000/20 500 C – Receita de Doações (Resultado) 500 Esta contabilização se repete, ano a ano, até zerar a conta Receita Diferida e transferir todo o seu valor para Resultado do Exercício. Com isso, o Resultado ficou maior do que ficaria antes das alterações. Afinal, o valor da Doação, que antigamente era contabilizado como Reserva de Capital, agora está transitando pelo Resultado do Exercício. Para não prejudicar a empresa com o pagamento de mais Imposto de Renda e manter a neutralidade tributária, a empresa PODE constituir a Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 5 103 Reserva de Incentivos Fiscais, e transferir para essa Reserva a parcela da doação ou da subvenção que transitou pelo Resultado. Vamos supor que o Resultado do Exercício seja de $ 8.000, já considerando a receita de doação de $ 500. Pela transferência do Resultado para Lucros Acumulados: D – Resultado do Exercício 8.000 C – Lucros Acumulados (PL) 8.000 Pela constituição da Reserva de Incentivos Fiscais: D – Lucros Acumulados (PL) 500 C - Reserva de Incentivos Fiscais (PL) 500 Assim, a empresa poderá calcular o lucro ajustado para dividendos da seguinte forma: Lucro Líquido 8.000 – Reserva Legal – Reserva de Contingência + reversão da Reserva de Contingência – Reserva de Incentivos Fiscais 500 (essa última é facultativa). O prêmio na Emissão de Debêntures é semelhante ao caso descrito acima, como veremos a seguir. 2.4 DEBÊNTURES O Prêmio na emissão de debêntures era classificado como reserva de capital. Com o advento da Lei n° 11.638 e 11.941, ele passou a ser apropriado ao resultado como receita, conforme o regime de competência. As debêntures são títulos exclusivos das sociedades anônimas. É uma forma alternativa ao lançamento de ações no mercado e aos empréstimos bancários, para captação de recursos. Não podem ser confundidas com as ações, pois não são títulos de propriedade. Não se confundem também com os empréstimos, uma vez que oferecidas ao público, não sendo captados junto a instituições financeiras. Quando o preço da debênture supera o seu valor nominal, teríamos, à visão da legislação antiga, uma reserva de capital a ser registrada, chamada Reserva de Prêmio na Emissão de Debêntures. Isso ocorre quando as condições como juros, garantias e outras vantagens forem atraentes para os investidores. Se uma empresa lançasse debêntures a R$ 1,00, num vulto de 10.000 debêntures, com resgate em 10 anos encontrando investidores que pagassem R$ 1,50 pelo referido título, lançaríamos: D – Caixa 15.000 (Ativo) Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 6 103 C – Debêntures a pagar 10.000,00 (PNC) C – Reserva de capital – prêmio na emissão de debêntures 5.000,00 (PL) Contudo, essa reserva de capital deixou de existir e a mesma situação é agora registrada da seguinte forma: D – Caixa 15.000 (Ativo) C – Debêntures a resgatar 10.000,00 (PNC) C – Receitas recebidas antecipadamente - 5.000,00 (PNC – Receitas diferidas) Assim, exemplificando, se o resgate dessas debêntures se dará em 10 anos, deveremos apropriar ao resultado (utilizando-se do método linear) R$ 500,00 por ano, através do seguinte lançamento: D - Receitas recebidas antecipadamente 500,00 (PNC – Receitas diferidas) C – Receitas financeiras 500,00 (Resultado) Para fins didáticos, usamos o método linear. Mas o correto é usar o método exponencial (juros compostos). O valor apropriado ao resultado pode ser destinado à formação de reserva específica de prêmios de debêntures, para evitar a tributação pelo Imposto de Renda (Lei 11.941/09). Ressaltamos que é uma faculdade da empresa. Ela pode ou não constituir tal reserva. Se não constituir, será tributada pelo IR. A reserva específica de prêmio de debêntures é reserva de lucro, eis que esse valor transitou pelo resultado do exercício. 2.5 PARTES BENEFICIÁRIAS Segundo a Lei das S.A´s: Art. 46. A companhia pode criar, a qualquer tempo, títulos negociáveis, sem valor nominal e estranhos ao capital social, denominados "partes beneficiárias". § 1º As partes beneficiárias conferirão aos seus titulares direito de crédito eventual contra a companhia, consistente na participação nos lucros anuais (artigo 190). Vê-se que as partes beneficiárias são estranhas ao capital social. Diferem das ações, pois não dão direito a uma parte do patrimônio da companhia, Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 7 103 nem o de participação da administração. Não se confundem também com as debêntures, uma vez que não dá direito creditório contra a companhia para os que as possuem. O direito a lucro é eventual. Esta é a palavra chave. A emissão das PB´s é exclusivo de cias fechadas (LSA, art. 47). Como já dito, a participação nos lucros deve ser menor do que 10%. As partes beneficiárias poderão ser alienadas pela companhia, nas condições determinadas pelo estatuto ou pela assembleia-geral, ou atribuídas afundadores, acionistas ou terceiros, como remuneração de serviços prestados à companhia (LSA, art. 47). Somente a alienação onerosa das partes beneficiárias gera lançamento contábil. Assim, se os administradores de uma companhia, que tanto contribuíram para o seu crescimento, resolvem aposentar, e os novos administradores, como forma de reconhecimento deste trabalho, alienam partes beneficiárias a esses antigos administradores, por R$ 100.000,00. O lançamento é o que se segue: D – Caixa 100.000,00 (Ativo) C – Reserva de Capital – Produto de alienação de partes beneficiárias 100.000,00 (PL). A LSA dispõe que: Art. 200. Parágrafo único. A reserva constituída com o produto da venda de partes beneficiárias poderá ser destinada ao resgate desses títulos. 2.6 COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS A Lei das S.A.s (Lei 6404/76) estabelece o seguinte: Dedução de Prejuízos e Imposto sobre a Renda Art. 189. Do resultado do exercício serão deduzidos, antes de qualquer participação, os prejuízos acumulados e a provisão para o Imposto sobre a Renda. Parágrafo único. o prejuízo do exercício será obrigatoriamente absorvido pelos lucros acumulados, pelas reservas de lucros e pela reserva legal, nessa ordem. Portanto, quando a questão mencionar “Prejuízos Acumulados”, devemos diminuí-lo do lucro, para cálculo dos dividendos. O esquema completo fica assim: Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 8 103 Lucro Líquido (-) Prejuízos acumulados (-) Constituição da Reserva Legal (-) Constituição da Reserva de Contingência (+) Reversão da Reserva de Contingência (-) Constituição da Reserva de Incentivos Fiscais (opcional) (-) Constituição da Reserva Específica para prêmios de Debêntures (opcional) = Lucro ajustado (Base para os dividendos). Atenção: o tratamento do prejuízo acumulado para o cálculo do Imposto de Renda é diferente. A empresa pode abater até 30% do Lucro Real (base de calculo do IR, escriturado no Livro de Apuração do Lucro Real – LALUR) dos prejuízos fiscais acumulados. Contabilidade prejuízos contábeis acumulados abate 100% do lucro, até o limite do prejuízo contábil acumulado. Imposto de Renda prejuízos fiscais acumulados (LALUR) abate até 30% do Lucro, limitado ao valor do prejuízo fiscal acumulado. Exemplo: Empresa tem prejuízos acumulados contábil e fiscal de 12.000 e apura lucro de 10.000. Na contabilidade: abate 100% e fica com prejuízo acumulado contábil e 2.000. Para o IR: abate 30% do lucro (3.000), recolhe IR sobre 7.000 e fica com prejuízo fiscal acumulado de 9000. 3 TRATAMENTO DAS PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS 3.1 INTRODUÇÃO Podemos identificar as seguintes situações nas participações em outras empresas, conforme o grau de controle exercido pela investidora: - Pouca ou nenhuma influência sobre a investida, sem intenção de permanência: Trata-se de um ativo financeiro, sendo que o principal benefício esperado do ativo é a sua valorização. Deve ser reconhecido e mensurado pelo valor justo (ou ao custo, se não houver uma mensuração confiável a valor justo), de acordo com o Pronunciamento CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração. - Pouca ou nenhuma influência sobre a investida, com intenção de permanência: Trata-se de investimento permanente sem influência Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 9 103 significativa ou controle. Deve ser avaliado pelo custo, ajustado a eventuais perdas. - Influência significativa sobre a investida: A “influência significativa” caracteriza uma Coligada da investidora, sendo tal participação reconhecida e mensurada conforme o CPC 18 – Investimentos em Coligadas e Controladas, através do método da equivalência patrimonial. Lembramos que coligada é uma investida na qual a investidora tem influência significativa, mas sem atingir o ponto de controle. - Controle conjunto sobre a investida: Refere-se a um empreendimento conjunto (joint venture), ou seja, quando duas ou mais investidoras detêm, em conjunto, o controle da entidade. Tal participação deve ser reconhecida e mensurada de acordo com o CPC 19 – Investimento em Empreendimentos Controlados em Conjunto. - Controle sobre a investida: As controladas devem ser reconhecidas e mensuradas de acordo com o CPC 15 – Combinações de Negócios e CPC 36 – Demonstrações Consolidadas. 4 - INVESTIMENTOS Os investimentos ou são de caráter transitório, quando a empresa não tem a intenção de permanecer com eles no longo prazo, sendo classificados no circulante ou não circulante realizável a longo prazo, ou, então, são de caráter permanente, quando a empresa tem a intenção de mantê-los, sendo nesta hipótese classificados no ativo não circulante investimentos. Há duas formas de avaliar os investimentos permanentes: pelo método de custo ou pelo método da equivalência patrimonial. Os investimentos em coligadas e controladas, sociedade do mesmo grupo e sob controle comum são avaliados pelo método da equivalência patrimonial. Os outros investimentos, que não sejam em coligadas e controladas, serão avaliados pelo método de Custo. Vejam que este critério é residual. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 10 103 4.1 - MÉTODO DE CUSTO Conforme a Lei 6404/76: Critérios de avaliação do ativo Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: III - os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvado o disposto nos artigos 248 a 250, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas; IV - os demais investimentos, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para atender às perdas prováveis na realização do seu valor, ou para redução do custo de aquisição ao valor de mercado, quando este for inferior; Os artigos 248 a 250 referem-se aos investimentos em coligadas e controladas, que estudaremos a seguir. Os investimentos do método de custo são avaliados pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis, se esta perda for comprovada como permanente. Avaliação dos investimentos pelo método de custo Custo de aquisição In v e st im e n to s MEP Coligadas Controladas Sociedades sob controle comum Mesmo grupo Custo Outros Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 11 103 (-) Ajuste para perdas prováveis Tecnicamente, o nome provisão utilizado no artigo 183, III, está incorreto, já que provisões são sempre passivos. Todavia, cumpre salientar que a Lei 6.404 é de 1976. À época não existia essa distinção. Portanto, se cair em prova, aceite normalmente. Portanto, inicialmente, os investimentos são avaliados pelo custo. No final do exercício, a empresa avalia se há alguma perda que possa ser considerada como permanente, que não será mais recuperada. Havendo, faz-se o ajuste. Sendo uma perda temporária, decorrente, por exemplo, de uma variação normal no preço de mercado, nada há que ser feito. Como todos nós quando investimos em algo esperamos algum retorno, o retornodo capital aplicado em empresas geralmente é chamado de dividendos. Os dividendos distribuídos no método de custo são contabilizados como receita, quando da distribuição. Entretanto, os dividendos distribuídos no prazo de até 6 meses após a aquisição do investimento são considerados como uma recuperação de parte do investimento. A justificativa para esse procedimento é que o valor da compra já incluía o lucro, que seria posteriormente distribuído. Confira o Regulamento do Imposto de Renda: Art. 380. Os lucros ou dividendos recebidos pela pessoa jurídica, em decorrência de participação societária avaliada pelo custo de aquisição, adquirida até seis meses antes da data da respectiva percepção, serão registrados pelo contribuinte como diminuição do valor do custo e não influenciarão as contas de resultado (Decreto-Lei nº 2.072, de 1983, art. 2º). Segundo o Manual de Contabilidade Societária, de Sérgio de Iudícibus e outros, 1ª edição, 2010, as normas internacionais de contabilidade não aceitam esse procedimento. Investimentos avaliados pelo custo Custo de aquisição (-) Ajuste perdas prováveis Se a perda for permanente Avaliação Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 12 103 Os lançamentos são os seguintes. Exemplo: aquisição de investimento avaliado pelo método de custo, pelo valor de R$ 1.000,00. Lançamento na aquisição: D – Investimentos avaliados pelo método de custo (Investimentos) 1.000,00 C – Caixa (Ativo Circulante) 1.000,00 1000 1000 Inv - Custo Caixa Dividendos declarados, no valor de R$ 100,00, dentro de 6 meses: D – Dividendos a receber (Ativo circulante) 100,00 C – Investimentos avaliados pelo método de custo (Investimentos) 100,00 100 1000 100 Dividendos a rec. Inv - Custo Vejam que nesta hipótese houve uma redução do valor do investimento. Você registrou um direito a receber no ativo (dividendos a receber) e reduziu o valor do investimento no ativo não circulante - investimentos. É como, se quando você já tivesse comprado a ação, tivesse pago o valor cheio, que já estava com dividendos. Não há registro em qualquer conta de resultado, de receita. Dividendos declarados, no valor de R$ 200,00, após 6 meses: D – Dividendos a receber (Ativo circulante) 200,00 C – Receita de dividendos (Outras receitas operacionais - Resultado) 200,00 Inv. Custo Avaliação: Custo de aquisição - Perdas prováveis Se a perda for permanente Dividendos Receita 6 meses: Redução do custo Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 13 103 200 200 Dividendos a rec. Receita de divid. Notem a diferença. Aqui, da mesma maneira, nós registramos um valor a receber no ativo (dividendos a receber). Todavia, a contrapartida foi a chamada receita de dividendos, em outras receitas operacionais. Perda, no valor de R$ 300,00, considerada como permanente: D – Despesa com perda em investimentos (Resultado) 300,00 C – Ajuste para perdas permanentes – Invest. Custos (Ret. Ativo) 300,00 300 300 Desp - Perd. Inv. Ajuste Perda Perm. Perceba que aqui haverá uma redução do investimento. Contudo, essa redução não é feita diretamente na conta investimentos, mas em uma conta retificadora, que podemos chamar de ajuste para perdas permanentes ou provisão para perdas permanentes. (FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS/SP /2013) A Cia. Futurista adquiriu 3% das ações da Cia. Atual, em 20/02/2013, por R$ 4.560,00. As sociedades não são do mesmo grupo nem estão sob controle comum. O investimento adquirido não caracteriza controle nem influência significativa sobre a investida, mas a Cia. Futurista possui a intenção de permanecer com este investimento por vários exercícios, ou seja, não há intenção de venda. Neste caso, o investimento, classificado no ativo não circulante da Cia. Futurista, será avaliado pelo A) custo corrente corrigido. B) método da equivalência patrimonial. C) método de custo. D) método da conciliação. E) método de crédito unitário projetado. Comentário: Como resolver essa questão? Vamos lá! Inicialmente, você deve verificar se o investimento tem caráter especulativo ou permanente. E a questão deu a dica... “a Cia. Futurista possui a intenção de permanecer com este investimento por vários exercícios, ou seja, não há intenção de venda”. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 14 103 Portanto, classifica-se no ativo não circulante investimentos. A partir daí, já sabemos que ou será método de custo ou método da equivalência patrimonial. Inicialmente, você deverá checar se se trata de equivalência (MEP). Caso não se enquadre, será avaliado pelo custo. O método de custo é residual. Pois bem, para ser MEP deve ser controlada (maioria das ações com direito a voto ou poder de eleger maioria dos administradores), coligada (quando há influência significativa), sociedades do mesmo grupo ou sob controle comum. E vamos ver o que a questão disse? “A Cia. Futurista adquiriu 3% das ações da Cia. Atual, em 20/02/2013, por R$ 4.560,00. As sociedades não são do mesmo grupo nem estão sob controle comum. O investimento adquirido não caracteriza controle nem influência significativa sobre a investida”. Veja, nesta hipótese, portanto, resta claro que será avaliado pelo custo, já que todas as outras hipóteses foram descartadas. Como a questão menciona que o investimento adquirido não caracteriza controle nem influência significativa sobre a investida, mas há intenção de permanecer com o investimento, deverá ser avaliado pelo método de custo. Gabarito C 4.2 - MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL A Lei 6.404/76 estabelece o seguinte: Avaliação do Investimento em Coligadas e Controladas Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) I - o valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será determinado com base em balanço patrimonial ou balancete de verificação levantado, com observância das normas desta Lei, na mesma data, ou até 60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data do balanço da companhia; no valor de patrimônio líquido não serão computados os resultados não Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 15 103 realizados decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia, ou por ela controladas; II - o valor do investimento será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido referido no número anterior, da porcentagem de participação no capital da coligada ou controlada; III - a diferença entre o valor do investimento, de acordo com o número II, e o custo de aquisição corrigido monetariamente; somente será registrada como resultado do exercício: a) se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada; b) se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou perdas efetivos; c) no caso de companhia aberta, com observância das normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários. §1º Para efeito de determinar a relevância do investimento, nos casos deste artigo, serão computados como parte do custo de aquisição os saldos de créditos da companhia contra as coligadas e controladas. § 2º A sociedade coligada, sempre que solicitada pela companhia, deverá elaborar e fornecer o balanço ou balancete de verificação previsto no número I. O método da equivalência patrimonial funciona basicamente do seguinte modo. Imagine que você seja sócio de uma empresa muito grande, a Companhia Alfa. A Companhia Alfa vislumbra uma excelente possibilidade de investimento e decide adquirir o controle de outra empresa, a Companhia Beta. Então, você sabe que o capital dos sócios representa o patrimônio líquido, não é mesmo? Então, quando você está comprando ações de uma entidade, você está comprando uma fatia de seu patrimônio líquido. Você passa a se tornar sócio dessa empresa. Então, o que acontecer com o PL da investida (no caso Beta) vai refletir no seu investimento. Se ela tiver lucro, vai aumentar o PL, então, bom para você e seu investimento, que aumentará proporcionalmente a sua fatia no capital próprio da empresa. Ao revés, havendo um prejuízo, de igual maneira isso ocorrerá no seu investimento, o que acarretará uma diminuição no valor do PL da investida e no seu investimento. Lembre-se de que você é dono de um pedaço da companhia. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 16 103 A Companhia Alfa está adquirindo 80% das ações ordinárias (as que, em regra, dão direito a voto) de Beta. Então, raciocine, ela está se tornando sócia de Beta. 80% de suas ações caracterizará controle. Alfa registrará esse valor como Ativo não circulante - Investimentos/Equivalência patrimonial. Débito – Ativo não circulante investimentos/MEP 800.000,00 Crédito – Caixa 800.000,00 Depois disso, todas as variações que ocorrerem no PL de Beta refletirão diretamente no valor do investimento. Exemplo: Companhia Beta teve um lucro de R$ 400.000,00. Como isso reflete em Alfa? Vejam que o PL de Beta subiu para R$ 1.400.000,00. Automaticamente, o investimento societário de Alfa subirá para R$ 1.400.000,00 x 80% = R$ 1.120.000,00. E esses R$ 1.120.000,00 podem ser decompostos em R$ 800.000,00 do investimento inicial + R$ 320.000,00, correspondentes a R$ 80% do lucro auferido. Afinal, se você tem 80% do capital, é esperado que tenha direito a 80% do lucro. Isso é método da equivalência patrimonial! Agora, suponha que, em vez de prejuízo, a Companhia Beta tivesse apurado um prejuízo de R$ 400.000,00. Como ficaria? O PL reduziria de R$ 1.000.000,00 para R$ 600.000,00. Investidora InvestidaAdquire 80% Companhia Alfa Companhia Beta (PL = 1.000.000) Valor: 800.000 Investida Investidora80% Companhia Beta (PL: 1.000.000 + 400.000 = 1.400.000) Companhia Alfa (Inv: 800.000 + 320.000 = 1.120.000) Valor: 1.120.000 Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 17 103 Funciona assim! Pode, em um primeiro momento parecer assustador, mas fazemos o possível para deixar claro para vocês. É claro que não é só isso, mas entender esse ponto já é um grande começo. 4.2.1 - CONCEITO DE CONTROLE Texto do Pronunciamento CPC 18 - Investimento em Coligada e em Controlada: 2. Os termos a seguir são utilizados no presente Pronunciamento com os seguintes significados: Controle é o poder de governar as políticas financeiras e operacionais da entidade de forma a obter benefícios de suas atividades. A Lei 6404/76 (Lei das SA) apresenta as seguintes definições: Art. 243 § 2º: Considera-se controlada a sociedade na qual a controladora, diretamente ou através de outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores. Investida Investidora80% Companhia Beta (PL: 1.000.000 - 400.000 = 600.000) Companhia Alfa (Inv: 800.000 - 320.000 = 480.000) Valor: 480.000 Controle De modo permanente Preponderência nas deliberações sociais Poder de eleger a maioria dos administradores Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 18 103 E como se dá a preponderância nas deliberações sociais? Temos de saber um pouco de direito empresarial aqui! Você tem de saber que as ações de uma sociedade anônima podem ser ordinárias ou preferenciais. As ordinárias são as que dão direito a voto, enquanto que as preferenciais, na maioria das vezes dão privilégios a seus detentores, como dividendo maior ou prioridade para reembolso do capital, mas são frustradas do direito a voto. O número máximo de ações preferenciais sem direito a voto é de 50% do total! Querem entender como funciona na prática? Tem uma questão bem interessante. (FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS SP/2009) A Cia. Eclipse Supermercados, dando continuidade à sua estratégia de expansão, no início de 2008, participa da constituição da Cia. de Varejo Luna, cujo capital social totalmente subscrito e integralizado, na ocasião, será formado por um total de 2.000.000 de ações, distribuídas de acordo com limites legais, em ações ordinárias e preferenciais, todas com valor nominal unitário de R$ 30,00. É política da empresa manter o controle direto de todas as suas investidas, desembolsando sempre o valor mínimo necessário. Neste caso, de acordo com a legislação societária, para manter o controle da Cia. de Varejo Luna, no mínimo, a empresa deverá integralizar o capital social da investida no valor de (A) R$ 66.000.000,00 (B) R$ 60.000.000,00 (C) R$ 30.000.030,00 (D) R$ 20.000.300,00 (E) R$ 15.000.030,00 Comentários As sociedades anônimas possuem dois tipos de ações: Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 19 103 1) ordinárias: dão direito a voto; 2) preferenciais: não dão direito a voto, mas têm preferências na distribuição de dividendos. O voto é utilizado nas tomadas de decisões sociais, na Assembleia Geral (AG), órgão máximo deliberativo de uma SA. Para haver preponderância nas deliberações sociais através da AG faz-se necessária a propriedade de mais de 50% das ações que dão direito a voto, isto é, 50% das ações mais 1 ação, o que caracteriza, também, o controle. Ademais, devemos notar que a questão diz que o capital social é distribuído de acordo com os limites legais. A lei das SA´s, artigo 15, §2º, estabelece que no máximo 50% do total das ações emitidas poderá ser preferencial (ou seja, que não dão direito a voto). Enfim, extraímos as seguintes conclusões da questão: 1) A empresa Eclipse quer o controle direto na Cia Luna, desembolsando o mínimo. 2) O controle é caracterizado pela preponderância nas deliberações sociais (nas SA pela Assembleia Geral). 3) Votam na Assembleia Geral apenas as ações ordinárias (as preferenciais não). 4) A Cia. Eclipse deve, portanto, possuir 50% + 1 ação ordinária da Cia. Luna como mínimo. 5) Como são 2.000.000 ações distribuídas de acordo com o limite legal, podemos inferir que 1.000.000 serão ordinárias e 1.000.000 serão preferenciais (LSA, art. 15, §2º). 6) O controle será exercido por 500.001 ações ordinárias(50% + 1 ação), o que equivale a 15.000.030,00 (500.001 x R$ 30). Gabarito E. O conceito de controle da lei 6.404 está plenamente de acordo com o conceito de controlada do pronunciamento do CPC. 4.3 - CONCEITO DE COLIGAÇÃO Lei 6404/76 Art. 243 § 1º: São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa. § 4º Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá- la. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 20 103 §5º É presumida influência significativa quando a investidora for titular de 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la. Para definir se uma empresa é ou não coligada precisamos verificar a existência da influência significativa. Esta será a palavra chave! A influência significativa existe quando a investidora detém ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la. Ela é presumida quando se possui 20% do capital votante (ações ordinárias). Essa presunção, entretanto, admite prova em contrário! Uma empresa pode ter mais de 20% e não ter influência significativa e ter menos de 20% e ter influência significativa. Nos termos do CPC 18: Influência significativa 6. Se o investidor mantém direta ou indiretamente (por exemplo, por meio de controladas), vinte por cento ou mais do poder de voto da investida, presume-se que ele tenha influência significativa, a menos que possa ser claramente demonstrado o contrário. Por outro lado, se o investidor detém, direta ou indiretamente (por meio de controladas, por exemplo), menos de vinte por cento do poder de voto da investida, presume-se que ele não tenha influência significativa, a menos que essa influência possa ser claramente demonstrada. A propriedade substancial ou majoritária da investida por outro investidor C o li g a d a s Influência Significativa Detém poder de participar nas decisões Políticas financeiras Operacional Presumida > 20% capital votante Aceita prova em contrário Infl. Significativa Sim Coligada MEP Não Invest. Perm. Custo Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 21 103 não necessariamente impede que o investidor minoritário tenha influência significativa. 7. A existência de influência significativa por investidor geralmente é evidenciada por um ou mais das seguintes formas: (a) representação no conselho de administração ou na diretoria da investida; (b) participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em decisões sobre dividendos e outras distribuições; (c) operações materiais entre o investidor e a investida; (d) intercâmbio de diretores ou gerentes; ou (e) fornecimento de informação técnica essencial. 4.4 - CÁLCULO DO MEP: APROFUNDANDO O Método da Equivalência Patrimonial (MEP) consiste em reconhecer o resultado auferido pela investida na medida em que ocorre, e não apenas quando há distribuição de dividendos. Para isso, multiplicamos o percentual de participação da investidora pelo PL da investida, e comparamos com o valor do investimento da investidora. Como calcular o Método da Equivalência Patrimonial? Patrimônio líquido da investida x Percentual de participação da investidora 4.5 CONTABILIZAÇÃO DO MEP - COMPLETA A Cia ABC foi constituída em 31.12.X1, com capital social de R$ 100.000, sendo que a empresa KLS adquiriu 90% do capital da Cia ABC. Trata-se de uma controlada. Portanto esse investimento da empresa KLS será avaliado pelo MEP. A CIA ABC apresentou os seguintes resultados: - 31.12.X2 – prejuízo de 40.000 (lançado integralmente em Prejuízos acumulados) - 31.12.X3 – lucro de 10.000 (usado para abater parte dos prejuízos acumulados) - 31.12.X4 – lucro de 50.000, sem distribuição de dividendos. (usado para abater o restante dos prejuízos e para constituição de reservas) - 31.12.X5 – lucro de 30.000, com distribuição de dividendos no valor de $20.000 e constituição de reservas no valor restante. Na empresa KLS, a contabilização, nos diversos anos, seria a seguinte: Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 22 103 Pela aquisição, em 31.12.X1: D – Investimento avaliado pelo MEP – CIA ABC 90.000 C – Caixa/bancos 90.000 90000 90000 Investimento Caixa Como a Cia ABC acabou de ser constituída, seu balanço patrimonial tem a seguinte configuração: Ativo 100000 PL 100000 Balanço Patrimonial ABC (Investida) A empresa KLS possui 90% do Capital Social da Cia ABC. Desse modo, o valor do seu investimento é de: Ativo 100000 PL 100000 90% x PL Investida 90000 Balanço Patrimonial ABC (Investida) Valor do investimento da KLS Em 31.12.X2 a Cia ABC apurou prejuízos de R$ 40.000. Seu Balanço Patrimonial é o seguinte: (Obs: para simplificar, vamos considerar que o Passivo é igual a zero. Como para o MEP o que interessa é o valor do PL, tal simplificação não fará diferença). Capital social 10000 (-) Prejuízos acumulados -40000 Total 60000 90% x PL Investida 54000 Balanço Patrimonial ABC (Investida) Valor do investimento da KLS Ativo 60000 PL Valor da participação da Empresa KLS: R$ 60.000 x 90% = R$ 54.000 Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 23 103 Vamos comparar esse valor com o valor do investimento registrado no ativo da empresa KLS: Valor registrado em 31.12.X1 90.000,00 Valor calculado pelo MEP em 31.12.X2 54.000,00 Resultado do MEP 36.000,00 (Prejuízo) Há um prejuízo na participação societária, já que o valor do PL da investida diminuiu. Como dissemos, quando compramos uma participação avaliada pelo MEP, compramos uma fatia da empresa investida. Logo, se o PL dela diminui, diminui também a nossa participação. Contabilização na empresa KLS: D – Perdas com MEP (resultado) 36.000 C - Investimento avaliado pelo MEP – CIA ABC 36.000 90000 36000 36000 54000 Investimento Perda com MEP Com a contabilização acima, o investimento fica registrado, na empresa KLS, pelo valor de R$ 54.000, que corresponde a 90% do PL da CIA ABC. Outra forma de cálculo do MEP: Como o resultado da Cia ABC foi um prejuízo de R$ 60.000, o resultado do MEP para a empresa KLS poderia ser calculado diretamente sobre este resultado: Prejuízo Cia ABC R$ 40.000 x participação da KLS 90% = R$ 36.000 31.12.X3 – Lucro de 10.000 (usado para abater parte dos prejuízos acumulados). Contabilização na Cia ABC: D – Resultado do Exercício 10.000 C – Prejuízos acumulados(PL) 10.000 10000 10000 40000 10000 Lucro Saldo inicial Apuração do resul Prejuízos acumulados O Balanço Patrimonial da Cia ABC fica assim: Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 24 103 Capital social 100000 (-) Prejuízos acumulados -30000 Total 70000 90% x PL Investida 63000 Balanço PatrimonialABC (Investida) Valor do investimento da KLS Ativo 70000 PL Valor da participação da Empresa KLS: R$ 70.000 x 90% = R$ 63.000 Vamos comparar esse valor com o valor do investimento registrado no ativo da empresa KLS: Valor registrado em 31.12.X2 54.000,00 Valor calculado pelo MEP em 31.12.X3 63.000,00 Resultado do MEP 9.000,00 Lucro Contabilização na empresa KLS: D – Investimento avaliado pelo MEP – CIA ABC 9.000 C – Resultado da Equivalência Patrimonial - CIA ABC 9.000 90000 36000 9000 9000 63000 Investimento Ganho com MEP Outra forma de cálculo do MEP: Lucro Cia ABC 10.000,00 x Participação da KLS 90% Resultado MEP 9.000,00 Chamamos a atenção para o fato de que o MEP reflete, na investidora, o que está ocorrendo com o resultado da investida. Assim, quando a investida apura prejuízo ou lucro, isso se reflete no resultado da investira, independentemente da distribuição dos dividendos. 31.12.X4 – Lucro de R$ 50.000, sem distribuição de dividendos. (Usado para abater o restante dos prejuízos e para constituição de reservas). Contabilização na Cia ABC: Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 25 103 D – Resultado do Exercício 50.000 C – Prejuízos acumulados(PL) 30.000 C – Reservas de Lucro (PL) 20.000 10000 10000 40000 10000 30000 50000 30000 20000 0 0 20000 Reservas de lucro Apuração do resul Prejuízos acumulados O Balanço Patrimonial da Cia ABC fica assim: Capital social 100000 Reserva de lucros 20000 Total 120000 90% x PL Investida 108000 Balanço Patrimonial ABC (Investida) Valor do investimento da KLS Ativo 12000 PL Valor da participação da Empresa KLS: R$ 120.000 x 90% = R$ 108.000 Vamos comparar esse valor com o valor do investimento registrado no ativo da empresa KLS: Valor registrado em 31.12.X3 63.000,00 Valor calculado pelo MEP em 31.12.X4 108.000,00 Resultado do MEP 45.000,00 Lucro Contabilização na empresa KLS: D – Investimento avaliado pelo MEP – CIA ABC 45.000 C – Resultado da Equivalência Patrimonial - CIA ABC 45.000 90000 36000 45000 9000 45000 108000 Investimento Ganho com MEP Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 26 103 Outra forma de cálculo do MEP: Lucro Cia ABC 50.000,00 x Participação da KLS 90% Resultado MEP 45.000,00 31.12.X5 – Lucro de 30.000, com distribuição de dividendos no valor de R$ 20.000 e constituição de reservas no valor restante. Contabilização na Cia ABC: D – Resultado do Exercício 30.000 C – Lucros Acumulados(PL) 30.000 30000 30000 30000 Lucro Result. Exercício Lucros acumulados Neste caso, precisamos considerar o PL da Cia ABC antes da distribuição dos dividendos, para a correta apuração do resultado da Equivalência Patrimonial. Capital social 100000 Reserva de lucros 20000 Lucros acumulados 30000 Total 150000 90% x PL Investida 135000 Valor do investimento da KLS Balanço Patrimonial ABC (Investida) Ativo 15000 PL Vamos comparar esse valor com o valor do investimento registrado no ativo da empresa KLS: Valor registrado em 31.12.X4 108.000,00 Valor calculado pelo MEP em 31.12.X4=5 135.000,00 Resultado do MEP 27.000,00 Lucro Contabilização na empresa KLS: D – Investimento avaliado pelo MEP – CIA ABC 27.000 C – Resultado da Equivalência Patrimonial - CIA ABC 27.000 Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 27 103 90000 36000 27000 9000 45000 27000 135000 Investimento Ganho com MEP Quando apuramos o resultado do exercício na investida, jogamos para a conta lucros acumulados. Ela não pode possuir saldo final, mas continua a existir para receber os valores da demonstração do resultado de modo transitório. Só poderá existir no balanço a conta prejuízo acumulado. A partir da conta Lucros Acumulados, é feita a destinação dos lucros. Todo o lucro apurado deve ser atribuído como reservas de lucro ou como dividendos. O enunciado disse que dos lucros acumulados seria R$ 20.000,00 para dividendos e R$ 10.000,00 para reservas de lucros. Então, agora, vamos zerar a conta lucros acumulados. Contabilização na Cia ABC: D – Lucros Acumulados (PL) 30.000 C – Reservas de Lucro (PL) 10.000 C – Dividendos a Pagar (Passivo) 20.000 10000 30000 20000 20000 20000 10000 Lucros acumulados Reserva de lucros Div. a pagar Observação: Estamos considerando que os dividendos são os dividendos obrigatórios. A regra de contabilização é a seguinte: Dividendos obrigatórios Passivo Dividendos Adicionais não declarados até a data do balanço Não são contabilizados. Dividendos Adicionais declarados até a data do balanço são contabilizados no PL, até serem confirmados pela Assembléia de acionistas. Depois disso, vão para o Passivo. O Balanço Patrimonial da Cia ABC fica assim: Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 28 103 Dividendos a pagar 20000 Capital social 100000 Reserva de lucros 30000 Total 130000 90% x PL Investida 117000 Balanço Patrimonial ABC (Investida) Valor do investimento da KLS PL Ativo 15000 4.6 CONTABILIZAÇÃO DOS DIVIDENDOS Quando a investida resolveu, de acordo com os seus estatutos, pagar os dividendos, o valor do PL da Cia ABC passou de R$ 150.000,00 para R$ 130.000,00. Portanto, a empresa KLS (investidora) deverá contabilizar os dividendos a receber e diminuir o valor do seu investimento. Assim: Prestem MUITA atenção e entendam! Quando a ABC (investida) apurou os seus dividendos, ela diminui o PL (conta lucros acumulados) e aumenta o passivo (dividendos a pagar). Correto? O que acontece? A KLS (investidora) vai ter o seu investimento diminuído quando a investida declara os dividendos. Ora, o PL diminuiu de R$ 150.000,00 para R$ 130.000,00. Ao mesmo tempo, a KLS vai ter um direito a receber. Que direito é esse? Como sócio, ela terá direito a receber dividendos. De quanto? De acordo com a sua fração do capital social. 90% o que foi declarado de dividendo. Como a ABC declarou R$ 20.000,00 de dividendos, R$ 18.000,00 (90%) será em benefício da ABC. Então, esse valor será registrado em uma conta do ativo (dividendos a receber – R$ 18.000,00). E qual será a contrapartida? Será exatamente a diminuição do PL. Se o PL da ABC reduziu R$ 20.000,00 ao todo, a parte que cabe à KLS suportar deste montante é R$ 18.000,00, que representam exatamente 90% do total. Empresa KLS - Contabilização D – Dividendos a receber – CIA ABC (20.000 x 90%) 18.000 Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 29 103 C - Investimento avaliado pelo MEP – CIA ABC 18.000 Com isso, o valor do Investimento na Cia ABC fica contabilizado por R$ 135.000 - R$ 18.000 = R$ 117.000. 90000 36000 18000 9000 18000 45000 27000 117000 Investimento Dividendos a receber Este total bate com a participação da empresa KLS no PL da CIA ABC, após a distribuição dos dividendos:Dividendos a pagar 20000 Capital social 100000 Reserva de lucros 30000 Total 130000 90% x PL Investida 117000 Balanço Patrimonial ABC (Investida) Valor do investimento da KLS PL Ativo 15000 Importante No método de custo, o valor do investimento não se altera em função dos lucros ou prejuízos da investida. Só irá se alterar se houver indício de perda permanente. Os dividendos são contabilizados como receita. Método de custo – contabilização dos dividendos: D – Dividendos a Receber C – Receita de dividendos Já no Método da Equivalência Patrimonial, o resultado da investida (lucro ou prejuízo) reflete-se no balanço e no resultado da Investidora. E os dividendos diminuem o valor do investimento. Contabilização – MEP: Pelo MEP: Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 30 103 D – Investimento – MEP C – Resultado com Equivalência Patrimonial Contabilização dos dividendos: D – Dividendos a Receber C - Investimento – MEP Quando os dividendos forem recebidos, isto é, houver o efetivo pagamento por parte da companhia ABC, basta lançar: 18000 18000 18000 Caixa Dividendos a receber Vamos treinar um pouco? (FCC/Técnico/Contabilidade/TRF 3/2014) A empresa Investidora S.A. adquiriu, em 02/01/2010, uma participação societária na empresa Samambaia S.A.. Foram adquiridas 80% das ações da Samambaia S.A. pelo valor de R$ 10.000.000,00. No final de 2010, a empresa Samambaia S.A. apurou um lucro líquido de R$ 3.000.000,00. Nas demonstrações contábeis da empresa Investidora S.A. deverão ser apresentados os seguintes valores na Demonstração do Resultado, do ano de 2010 e no Balanço Patrimonial de 31/12/2010, respectivamente, em R$: a) Resultado de Participação Societária = 2.400.000,00; Dividendos a Receber = 2.400.000,00. b) Resultado de Participação Societária = 3.000.000,00; Dividendos a Receber = 3.000.000,00. c) Resultado de Participação Societária = 2.400.000,00; Investimentos = 12.400.000,00. d) Resultado de Participação Societária = 3.000.000,00; Investimentos = 13.000.000,00. e) Resultado de Participação Societária = 0,00; Investimentos = 10.000.000,00. Comentários: Os investimentos da Investidora estarão avaliados em seu balanço pelo valor inicial de R 10.000.000,00. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 31 103 Posteriormente, a Samambaia apurou R$ 3.000.000,00 de lucro. Esse valor vai para a conta lucros acumulados da Samambaia. Do valor que aumentar o PL, 80% pertence à Investidora, que detém essa fatia do capital social. Logo, na demonstração contábil da investidora, aumentaremos R$ 3.00.000 x 80% = R$ 2.400.000,00, ficando o balanço com um total de R$ 12.400.000,00. Na DRE, será registrado um ganho com MEP de R$ 2.400.000,00. Portanto, gabarito C. Gabarito C. (CESPE/Auditor/TC DF/2014) Os investimentos mantidos por uma entidade em suas coligadas ou controladas e em outras entidades devem ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial, com impactos no balanço patrimonial e na demonstração de resultado do exercício. Comentários: Os investimentos em coligadas e controladas são avaliados pelo MEP. Todavia, a questão generalizou e disse em outras entidades. Essa foi a incorreção da assertiva. Gabarito Errado. (CETRO/ISS SP/Auditor Fiscal/2014) A empresa INVESTIDA S/A emitiu 50.000 ações ordinárias e 50.000 ações preferenciais no mercado, sendo que a empresa INVESTIDORA S/A adquiriu 10.000 ações ordinárias e 30.000 ações preferenciais da empresa INVESTIDA S/A. Sabe-se que, no final do ano de 2013, a empresa INVESTIDA S/A apresentou um lucro do exercício de R$155.000,00, sendo que, desse valor, distribuiu R$50.000,00 a título de dividendos. Com base nessas informações, é correto afirmar que a A) contabilidade da empresa INVESTIDORA S/A deverá ter registrado, em 31/12/2013, uma receita de equivalência patrimonial de R$62.000,00. B) contabilidade da empresa INVESTIDORA S/A deverá ter registrado, em 31/12/2013, uma receita de equivalência patrimonial de R$31.000,00. C) contabilidade da empresa INVESTIDORA S/A deverá ter registrado, em 31/12/2013, uma receita de dividendos de R$20.000,00. D) contabilidade da empresa INVESTIDORA S/A deverá ter registrado, em 31/12/2013, uma receita de dividendos de R$10.000,00. E) empresa INVESTIDORA S/A não precisa fazer qualquer lançamento contábil, pois não está obrigada ao método da equivalência patrimonial. Comentários: Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 32 103 Os investimentos devem ser avaliados por equivalência patrimonial quando a investidora tem influência significativa: Lei 6404/76 Art. 243 § 1º: São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa. § 4º Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la. §5º É presumida influência significativa quando a investidora for titular de 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la. O capital votante são as ações ordinárias, que têm direito a voto. A Investidora comprou 10.000 ações ordinárias, portanto podemos calcular o percentual: 10.000/50.000 ações ordinárias = 20%. Muito bem. O investimento deve ser avaliado pelo MEP (método da Equivalência Patrimonial). Mas, agora, devemos considerar a participação total da investidora, incluindo as ações preferenciais: 10.000 ações ordinárias + 30.000 ações preferenciais = 40.000 ações Participação: 40.000/100.000 = 0,4 ou 40% Lucro da investida R$$ 155.000,00 x 40% = $62.000 Dividendos R$ 50.000,00 x 40% = R$ 20.000,00 Contabilização na Investidora: Pelo MEP: D – Investimento em coligadas (Ativo) 62.000,00 C – Receita de equivalência Patrimonial (Resultado) 62.000,00 Pela distribuição dos dividendos: D – Dividendos a receber (Ativo) 20.000.00 C – Investimento em coligadas (Ativo) 20.000,00 Vamos examinar as alternativas: A) contabilidade da empresa INVESTIDORA S/A deverá ter registrado, em 31/12/2013, uma receita de equivalência patrimonial de R$62.000,00. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 33 103 Correto. É o gabarito da questão. B) contabilidade da empresa INVESTIDORA S/A deverá ter registrado, em 31/12/2013, uma receita de equivalência patrimonial de R$31.000,00. Errado. O examinador acha que o candidato vai calcular usando apenas o percentual das ações ordinárias (20%): 155.000 x 20% = 31.000. Não caia nessa! O cálculo é feito levando-se em conta o total das açòes. O cálculo correto é o que demonstramos acima. C) contabilidade da empresa INVESTIDORA S/A deverá ter registrado, em 31/12/2013, uma receita de dividendos de R$20.000,00. Errado. A Investidora iria contabilizar uma receita de dividendos se usasse o método de custo. Como tem influência significativa, a Investidora deve avaliar o investimento pelo método da Equivalência Patrimonial. D) contabilidade da empresa INVESTIDORA S/A deverá ter registrado, em 31/12/2013, uma receita de dividendos de R$10.000,00. Errado. Veja a resposta da letra C. E) empresa INVESTIDORA S/A não precisafazer qualquer lançamento contábil, pois não está obrigada ao método da equivalência patrimonial. Errado. A Investidora deve usar o método da equivalência patrimonial. Gabarito A 5 LUCROS NÃO REALIZADOS Quando uma empresa vende ativos a outra, coligada ou controlada, pode haver a ocorrência de lucros não realizados. Considera-se realizado o lucro quando o ativo for vendido para terceiros. O lucro não realizado pode ocorrer na venda de estoque, investimento, instrumentos financeiros de curto prazo, imobilizado ou intangível. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 34 103 No caso do imobilizado, além de excluir o lucro não realizado, é necessário controlar a depreciação referente a esse lucro inter-companhias (trata-se de um processo muito trabalhoso. Dificilmente será cobrado em concurso). A maioria das questões de lucro não realizado refere-se a venda de estoque. Texto do pronunciamento CPC 18 (R2): 28. Os resultados decorrentes de transações ascendentes (upstream) e descendentes (downstream), envolvendo ativos que não constituam um negócio, conforme definido pelo Pronunciamento Técnico CPC 15, entre o investidor (incluindo suas controladas consolidadas) e a coligada ou o empreendimento controlado em conjunto devem ser reconhecidos nas demonstrações contábeis do investidor somente na extensão da participação de outros investidores sobre essa coligada ou empreendimento controlado em conjunto, desde que esses outros investidores sejam partes independentes do grupo econômico ao qual pertence a investidora. As transações ascendentes são, por exemplo, vendas de ativos da coligada ou do empreendimento controlado em conjunto para o investidor. A participação da entidade no resultado de coligada ou empreendimento controlado em conjunto resultante dessas transações deve ser eliminada. As transações descendentes são, por exemplo, vendas de ativos do investidor para a coligada ou para o empreendimento controlado em conjunto. (Alterado pela Revisão CPC 08) 28A. Os resultados decorrentes de transações descendentes (downstream) entre a controladora e a controlada não devem ser reconhecidos nas demonstrações contábeis individuais da controladora enquanto os ativos transacionados estiverem no balanço de adquirente pertencente ao mesmo grupo econômico. O disposto neste item deve ser aplicado inclusive quando a controladora for, por sua vez, controlada de outra entidade do mesmo grupo econômico. 28B. Os resultados decorrentes de transações ascendentes (upstream) entre a controlada e a controladora e de transações entre as controladas do mesmo grupo econômico devem ser reconhecidos nas demonstrações contábeis da vendedora, mas não devem ser reconhecidos nas demonstrações contábeis individuais da controladora enquanto os ativos transacionados estiverem no balanço de adquirente pertencente ao grupo econômico. Esta é a principal alteração ocorrida no método da equivalência patrimonial. Vamos entender melhor o que foi alterado. O pronunciamento menciona transações ascendentes (upstream) e descendentes (downstream). Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 35 103 Transações ascendentes = upstream = a investida vende para a investidora. Transações descendentes = downstream = a investidora vende para a investida. Pelo Pronunciamento, os lucros não realizados nas transações, seja de venda da investida para a investidora, seja de venda da investidora para a investida, são eliminados para o calculo do valor do investimento no balanço individual da investidora. Anteriormente, apenas os lucros não realizados decorrentes de venda da investida para a investidora eram eliminados. Como essa alteração é importante, vamos explicar melhor. Quando a Investida vende ativos com lucro para a investidora, o lucro fica contabilizado no PL da investida, o qual vai servir de base para o cálculo da equivalência patrimonial. Portanto, o PL da Investida era ajustado, diminuindo-se os lucros não realizados, para o cálculo da equivalência Patrimonial. Mas, no caso de venda de Investidora para a Investida, o lucro fica no PL da investidora. Não há efeito no PL ou no resultado da investida, que será a base para a equivalência patrimonial. Estes resultados não realizados não eram ajustados no balanço individual da investidora. Agora, com as alterações da contabilidade, devem ser ajustados. A justificativa técnica é que, no caso de venda de ativo com lucro da Investidora para a investida, a não eliminação dos lucros não realizados distorce o valor das demonstrações individuais da Investidora. Com efeito, sem tal eliminação, o balanço da investidora estará demonstrando lucros não realizados, que ainda estão no estoque da investida. Deve ser considerado realizado apenas o resultado referente à participação de terceiros; o lucro referente à participação da investidora deve ser ajustado. Conforme os itens 28A. e 28B acima, há uma diferença no balanço individual, da seguinte forma: Venda da Investidora para a Investida: - Balanço individual da Investidora: elimina os lucros não realizados. Venda da Investida para a Investidora: - Balanço individual da Investidora: elimina os lucros não realizados. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 36 103 - Balanço individual da Investida: não elimina os lucros não realizados, ou seja, o balanço individual da investida reconhece os lucros não realizados nas transações intragrupo. Esse assunto foi melhor detalhado na Interpretação Técnica ICPC 09 - Demonstrações Contábeis Individuais, Demonstrações Separadas, Demonstrações Consolidadas e Aplicação do Método de Equivalência Patrimonial , confira: Lucros não realizados em operações com coligada 48. Os Pronunciamentos Técnicos CPC 18 – Investimento em Coligada e em Controlada, CPC 19 – Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture) e CPC 36 – Demonstrações Consolidadas tratam de lucros não realizados entre entidades investidora e investidas ou entre investidas diretas ou indiretas de uma mesma investidora. 49. Nas operações de vendas de ativos de uma investidora para uma coligada (downstream), são considerados lucros não realizados, na proporção da participação da investidora na coligada, aqueles obtidos em operações de ativos que, à época das demonstrações contábeis, ainda permaneçam na coligada. Por definição, essa coligada deve ter um controlador que não seja essa investidora a fim de que sobre a investidora e a coligada possa existir apenas relação de significativa influência e não de controle, e para que ambas não sejam consideradas sob controle comum. Equiparam-se a venda, para fins de lucro não realizado, os aportes de ativos para integralização de capital na investida. 50. Dessa forma, na venda da investidora para a coligada, deve ser considerada realizada, na investidora, a parcela do lucro proporcional à participação dos demais sócios na coligada que sejam partes independentes da investidora ou dos controladores da investidora. Afinal, a operação de venda se dá entre partes independentes, por ter a coligada um controlador diferente do controlador da investidora. Esses procedimentos também devem ser aplicados para o caso de coligada e/ou investidora sem sócio controlador. Por exemplo, um ativo com valor contábil de $ 1.000.000 é vendido pela empresa A por $ 1.400.000 para a coligada B, na qualA participa com 20% do capital votante. O tributo sobre esse lucro é de $ 150.000, de forma que o resultado da investidora está afetado pelo valor líquido de $ 250.000. Ao vender à coligada, é como se estivesse vendendo com lucro apenas na parte da venda aos detentores que têm 80% do capital votante de B. A empresa A não deve considerar realizada a parcela relativa à sua própria participação, ou seja, 20% de $250.000 = $ 50.000. 50A. O lucro não realizado, na forma do exposto no item 50, deverá ser reconhecido à medida que o ativo for vendido para terceiros, for depreciado, sofrer impairment ou sofrer baixa por qualquer outro motivo. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 37 103 51. A operação de venda deve ser registrada normalmente pela investidora e o não reconhecimento do lucro não realizado se dá pela eliminação, no resultado individual da investidora (e se for o caso no resultado consolidado), da parcela não realizada e pelo seu registro a crédito da conta de investimento, até sua efetiva realização pela baixa do ativo na coligada. No exemplo do item 50, debita-se o resultado e credita- se a conta retificadora do investimento em B pelos $ 50.000 de lucro não realizado. Não devem ser eliminadas na demonstração do resultado da investidora as parcelas da venda, custo da mercadoria ou produto vendido, tributos e outros itens aplicáveis, já que a operação como um todo se dá com genuínos terceiros, ficando como não realizada apenas a parcela devida do lucro. Devem ser reconhecidos, quando aplicável, conforme Pronunciamento Técnico CPC 32 – Tributos sobre o Lucro, os tributos diferidos. 52. Na investidora, em suas demonstrações individuais e, se for o caso, nas consolidadas, a eliminação de que trata o item 51 se dá em linha logo após o resultado da equivalência patrimonial (suponha-se de $ 500.000, para fins de exemplo), com destaque na própria demonstração do resultado ou em nota explicativa. Exemplo: Resultado da equivalência patrimonial sobre investimentos em coligadas, controladas e joint ventures.................... .$ 500.000 (-)Lucro não realizado em operações com coligadas... $ (50.000) $450.000 53. Nas operações de venda da coligada para a investidora, os lucros não realizados por operação de ativos ainda em poder da investidora ou de suas controladas devem ser eliminados da seguinte forma: do valor da equivalência patrimonial calculada sobre o lucro líquido da investida é deduzida a integralidade do lucro que for considerado como não realizado pela investidora. Por exemplo, a coligada D obteve um lucro líquido de $ 800.000, dentro dos quais estão $ 300.000 de lucro (já líquido do tributo sobre o resultado) de uma operação de venda para a investidora C de bem que ainda está no ativo de C. Essa investidora possui 30% de D. Assim, a investidora C não deve reconhecer a parte que lhe caberia de 30% sobre o lucro de $ 300.000 da operação entre a coligada e ela, por não estar realizado, aplicando a equivalência de 30% sobre o restante do lucro líquido de C, ou seja, 30% x ($ 800.000 - $ 300.000) = $ 150.000. Os demais $ 90.000 (30% x $ 300.000) serão reconhecidos por C à medida da realização do ativo em questão, conforme exposto no item 50A. 54. A existência de transações com ativos que gerem prejuízos é, normalmente, evidência de necessidade de reconhecimento de Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 38 103 Impairment conforme Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos, o que pode levar à não eliminação da figura desse prejuízo. Afinal, se caracterizada a perda por não recuperabilidade de parte do ativo, deverá essa perda ser reconhecida, conforme o Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos, antes da operação de venda, mesmo que somente para fins do cálculo da equivalência patrimonial pela investidora quando o ativo estiver na coligada. Esse conceito deve ser aplicado também para as operações com controlada e com joint venture. Ufa! Acabou...a leitura dos pronunciamentos é um tanto árida, mas é necessária para enfrentar as questões de literalidade. Façamos agora um Resumo das alterações: 1) Devem ser eliminados os lucros não realizados resultante de venda da coligada para a investidora OU da investidora para a coligada, para a equivalência patrimonial. 2) Deve ser eliminado apenas o lucro referente à participação da empresa investidora; o lucro referente à participação de terceiros é considerado realizado. 3) Venda da investidora para a coligada: O lucro não realizado é eliminado na linha de resultado de equivalência patrimonial : Resultado de equivalência patrimonial sobre investimentos em coligadas, controladas e joint ventures $ 500.000 (-)Lucro não realizado em operações com coligadas ($ 50.000) $ 450.000 OBS: No balanço de publicação, normalmente o investimento fica demonstrado já pelo líquido: D – Investimento em coligadas- equiv. Patr. $ 450.000 Mas deve ser controlado em subcontas o valor do investimento ajustado pela equivalência patrimonial e o valor do ajuste dos lucros não realizados: D – Investimento em coligadas- equiv. Patr $ 500.000 C - Lucro não realizado em operações com coligadas ($ 50.000) $ 450.000 4) Venda da coligada para a investidora: o lucro não realizado é deduzido da equivalência patrimonial e não é reconhecido no balanço individual da investidora, mas é reconhecido no balanço individual da investida. 5) Outra alteração: Prejuízos não realizados. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 39 103 Antes, os prejuízos não realizados não eram ajustados, para efeito da equivalência patrimonial. Atualmente, deve ser verificado se há indícios de perda por recuperabilidade, para definir se os prejuízos não realizados serão eliminados ou não. Explicando melhor: Uma empresa pode ter uma máquina contabilizada pelo valor líquido de $ 20.000, que vale, no mercado, $15.000. Se o valor de uso de tal máquina (ou seja, o que ela vai gerar de caixa futuro trazido a valor presente – veja o capítulo de recuperabilidade) for inferior a $15.000, a empresa já deveria ter reconhecido uma perda por impairment no valor de $5.000. Portanto, se vendê-la para uma empresa do próprio grupo pelo valor de mercado ($ 15.000), reconhece um prejuízo que já deveria ter sido reconhecido anteriormente. Dessa forma, não há prejuízo não realizado. A diferença entre o valor contábil e o valor de mercado já deveria ter sido reconhecido; se a venda fosse realizada pelo valor contábil ($20.000), a compradora iria reconhecer uma perda por impairment assim que realizasse o primeiro teste de recuperabilidade. Mas vamos supor que o valor de uso da máquina fosse de $30.000. Nesse caso, não haveria perda por impairment e o prejuízo não realizado apurado na venda deve ser eliminado, para cálculo da equivalência patrimonial. Para o grupo, não há impairment ou perda, apenas a transferência da máquina “de um bolso para o outro”.(obs: o exemplo acima foi baseado no “Manual de Contabilidade Societária”, Fipecafi, Sérgio de Iudícibus e outros, Editora Atlas, 1ª. Edição). 6) O valor do resultado não realizado já deve estar líquido dos tributos incidentes sobre o lucro, vale dizer, imposto de renda e contribuição social. Exemplos: 1) A Investidora A vendeu para a sua coligada B estoques com lucro de 10.000, os quais não foramvendidos a terceiros. O lucro total da coligada B foi de 100.000, e a participação da Investidora A é de 40%. Calcule o valor da equivalência patrimonial e indique a sua contabilização. (Obs: para efeito didático, desconsidere qualquer tributo). Equivalência Patrimonial: Cálculo: Lucro B 100.000 (-) Lucro não realizado -10.000 sub total 90.000 (x) participação A 40% x 40% (=) valor da equivalência 36.000 Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 40 103 Outra forma de cálculo: Lucro B 100.000 (x) participação A 40% x 40% sub total 40.000 (-) parte de A nos lucros não realizados (10000 x 40%) -4.000 (=) valor da equivalência 36.000 Contabilização no balanço individual da Investidora: D – Investimentos em coligadas - equivalência patrimonial (Ativo) 40.000 C – Investimentos em coligadas – Lucro a apropriar (retificadora) (4.000) C - Resultado de equivalência patrimonial (resultado) 40.000 D - Lucro não realizado em operações com coligadas(resultado) (4.000) Na operação de venda da investidora para a investida acima, foi considerado lucro não realizado apenas a participação da Investidora A (10.000 x 40% = 4.000), conforme o item 49 do ICPC 09. Na contabilização do lucro não realizado (4.000), retificamos (reduzimos) a receita de equivalência patrimonial, com contrapartida a crédito de Investimento, conforme os itens 51 e 52 do ICPC 09. 2) A coligada B vendeu para a sua investidora A estoques com lucro de 10.000, os quais não foram vendidos a terceiros. O lucro total da coligada B foi de 100.000, e a participação da Investidora A é de 40%. Calcule o valor da equivalência patrimonial e indique a sua contabilização. (Obs: para efeito didático, desconsidere qualquer tributo). Cálculo: idênticos aos apresentados no exemplo 1. Aqui, só vai mudar a contabilização. A investida já calcula o valor da equivalência patrimonial líquido dos lucros não realizados: D – Investimentos em coligadas - equivalência patrimonial (Ativo) 36.000 C - Resultado de equivalência patrimonial (resultado) 36.000 Vamos ver, abaixo, como fica a equivalência patrimonial no caso de lucros não realizados em operações com controladas: Texto da INTERPRETAÇÃO TÉCNICA ICPC 09 (R1) Lucros não realizados em operações entre controladora e controlada e entre controladas 55. Nas operações com controladas, os lucros não realizados devem ser totalmente eliminados nas operações de venda da controladora para a controlada. São considerados não realizados os lucros contidos no Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 41 103 ativo de qualquer entidade pertencente ao mesmo grupo econômico, não necessariamente na controlada para a qual a controladora tenha feito a operação original. 55A. Deve ser aplicado o item 55 quando a controladora for, por sua vez, controlada de outra entidade do mesmo grupo econômico. Por exemplo, a controladora E controla F que, por sua vez, controla G; F deve eliminar totalmente qualquer lucro não realizado ao vender um bem para G, por ser controladora de G. 55B. Nas demonstrações individuais, quando de operações de venda de ativos da controladora para suas controladas (downstream), a eliminação do lucro não realizado deve ser feita no resultado individual da controladora, deduzindo-se cem por cento do lucro contido no ativo ainda em poder do grupo econômico, em contrapartida da conta de investimento (como se fosse uma devolução de parte desse investimento), até sua efetiva realização pela baixa do ativo na(s) controlada(s). 55C. A eliminação de que trata o item 55B na demonstração do resultado deve ser feita em linha logo após o resultado da equivalência patrimonial, com destaque na própria demonstração do resultado ou em nota explicativa, conforme item 52. Podem ser eliminadas na demonstração do resultado da controladora as parcelas da venda, custo da mercadoria ou produto vendido, tributos e outros itens aplicáveis, já que a operação como um todo não se dá com genuínos terceiros. Se não eliminados, esses valores devem ser evidenciados na própria demonstração do resultado ou em notas explicativas. 56. Nas operações de venda da controlada para a controladora (upstream) ou para outras controladas do mesmo grupo econômico, o lucro deve ser reconhecido na vendedora normalmente. No caso das coligadas e joint ventures, adota-se o mesmo procedimento. 56A. Nas demonstrações individuais da controladora, quando de operações de venda de ativos da controlada para a controladora ou entre controladas, o cálculo da equivalência patrimonial deve ser feito deduzindo-se, do patrimônio líquido da controlada, cem por cento do lucro contido no ativo ainda em poder do grupo econômico. Com isso, a controladora deve registrar como resultado valor nulo, não tendo, por isso, afetação no seu resultado e no seu patrimônio líquido como decorrência do resultado reconhecido pela controlada. Portanto, no caso de resultado não realizado entre empresas controladas, temos: 1) Devem ser eliminados os resultados não realizados tanto das vendas da controlada para a controladora, como das vendas da controladora para a Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 42 103 controlada, no balanço individual da controladora e na equivalência patrimonial. 2) Não eliminamos só o valor referente à participação da controladora; deve ser eliminado cem por cento do valor do lucro não realizado. Exemplos: 1) A Controlada B vendeu para a sua controladora A estoques com lucro de 10.000, os quais não foram vendidos a terceiros. O lucro total da controlada B foi de 100.000, e a participação da Controladora A é de 70%. Calcule o valor da equivalência patrimonial e indique a sua contabilização. (Obs: para efeito didático, desconsidere qualquer tributo). No balanço individual, a controlada reconhece normalmente o lucro ainda não realizado. Mas, no cálculo da equivalência patrimonial, o lucro não realizado é totalmente deduzido. (Lembramos que, no caso de coligadas, só deduzimos a participação da investidora; no caso de controladas, deduzimos 100% do lucro não realizado, ainda que a participação da controladora menos que 100%). Cálculo: Lucro B 100.000 (x) participação A 70% x 70% Sub-total 70.000 (-) 100% do lucro não realizado -10.000 (=) valor da equivalência 60.000 Lançamento na Controladora A: Pela equivalência patrimonial: D – Investimentos – controlada B(Ativo) 60.000 C – Resultado da Equivalência Patrimonial (resultado) 60.000 2) A Controladora A vendeu para a sua controlada B estoques por 30.000, com lucro de 10.000, os quais não foram vendidos a terceiros. O lucro total da coligada B foi de 100.000, e a participação da Controladora A é de 70%. Calcule o valor da equivalência patrimonial e indique a sua contabilização. (Obs: para efeito didático, desconsidere qualquer tributo). Equivalência Patrimonial: Lucro B 100.000 Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 43 103 (x) participação A 70% x 70% Sub-total 70.000 (-) 100% do lucro não realizado -10.000 (=) valor da equivalência 60.000 Compare esse cálculo com o realizado acima, para vendas entre empresas coligadas.A diferença de tratamento é justificada pelo fato de que, nas vendas a coligadas, a transação ocorre, na maior parte, com terceiros. Portanto, ajustamos apenas a participação da investidora. Mas, nas transações entre empresas controladas, o que ocorre é uma venda da empresa para ela mesma. Portanto, ajustamos 100% do lucro não realizado, mesmo que a participação da controladora seja menor. Conforme o “Manual de Contabilidade Societária”, de Sérgio de Iudícibus e outros, pg. 185: “O procedimento contábil, nesse caso, é o seguinte: a controladora debita seu resultado para eliminar o lucro na transação, e credita uma conta retificadora de investimento (equivalência patrimonial) que assim permanece até a realização final do resultado mediante venda efetiva do ativo para terceiros. Poderia, também, na controladora, a conta de lucro diferido ficar no passivo não circulante, (...) mas as normas internacionais preferem a alternativa de reduzir o valor da equivalência patrimonial sobre a controlada. Essa preferência está baseada no fato de se entender que é como se, ao vender com “lucro” para a controlada, e esta não houver ainda vendido para terceiros, estivesse a controladora na realidade recebendo de volta uma parte de seu investimento na controlada. A contabilização completa no balanço individual da controladora fica assim: Pela equivalência patrimonial: D – Investimento em controladas (ativo) 70.000 C – Resultado da equivalência patrimonial (resultado) 70.000 Pela eliminação dos lucros não realizados: D – Receita de vendas (Resultado) 30.000 C – Custo Produto Vendido (Resultado) 20.000 C – Lucros a apropriar (retificadora de investimentos – ativo) 10.000 A contabilização acima é equivalente a: D – Lucros não Realizados (Resultado) 10.000 Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 44 103 C - Lucros a apropriar (retificadora de investimentos – ativo) 10.000 Mas a controladora deve eliminar, da sua demonstração do resultado, as parcelas da venda, custo da mercadoria ou produto vendido, tributos e outros itens aplicáveis. A conta “Lucros a Apropriar” fica, na Controladora, como redutora da equivalência patrimonial. E, conforme a controlada venda os ativos para terceiros, a controladora vai transferindo tal valor para resultado. Por exemplo, se no mês seguinte a controlada já vendeu metade do estoque para terceiros, a controladora efetua o seguinte lançamento: D – Lucros a apropriar (retificadora de investimentos – ativo) 5.000 D – Custo Produto Vendido (Resultado) 10.000 C – Receita de vendas (Resultado) 15.000 Demonstrações Contábeis para aplicação do método da Equivalência Patrimonial Texto do Pronunciamento 33. Deve ser utilizada a demonstração contábil mais recente da coligada, da controlada ou do empreendimento controlado em conjunto para aplicação do método da equivalência patrimonial. Quando o término do exercício social do investidor for diferente daquele da investida, esta deve elaborar, para utilização por parte do investidor, demonstrações contábeis na mesma data das demonstrações do investidor, a menos que isso seja impraticável. 34. De acordo com o disposto no item 33, quando as demonstrações contábeis da investida utilizadas para aplicação do método da equivalência patrimonial forem de data diferente da data usada pelo investidor, ajustes pertinentes devem ser feitos em decorrência dos efeitos de transações e eventos significativos que ocorrerem entre aquela data e a data das demonstrações contábeis do investidor. Independentemente disso, a defasagem máxima entre as datas de encerramento das demonstrações da investida e do investidor não deve ser superior a dois meses. A duração dos períodos abrangidos nas demonstrações contábeis e qualquer diferença entre as respectivas datas de encerramento devem ser as mesmas de um período para outro. 35. As demonstrações contábeis do investidor devem ser elaboradas utilizando práticas contábeis uniformes para eventos e transações de mesma natureza em circunstâncias semelhantes. 36. Exceto pelo descrito no item 36A, se a investida utilizar práticas contábeis diferentes daquelas adotadas pelo investidor em eventos e Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 45 103 transações de mesma natureza em circunstâncias semelhantes, devem ser efetuados ajustes necessários para adequar as demonstrações contábeis da investida às práticas contábeis do investidor quando da utilização destas para aplicação do método da equivalência patrimonial. (Alterado pela Revisão CPC 08) 36A. Sem prejuízo do disposto no item 36, se a entidade, que não é por si mesma entidade de investimento, tem participação em coligada ou em empreendimento controlado em conjunto, que é entidade de investimento, a entidade pode, na aplicação do método da equivalência patrimonial, manter a mensuração ao valor justo aplicada pela coligada ou pelo empreendimento controlado em conjunto em suas controladas. (Incluído pela Revisão CPC 08) Comentário: Os pontos principais são: - As demonstrações da coligada/controlada devem ser da mesma data que da investidora, sendo aceitável uma defasagem de 2 meses (60 dias). Nesse caso, serão feitos ajustes, se necessário, em decorrência de eventos relevantes entre o fechamento das demonstrações contábeis e a data da aplicação da equivalência patrimonial. - As demonstrações devem ser elaboradas com as mesmas políticas e critérios contábeis. - A duração dos períodos abrangidos nas demonstrações contábeis deve ser igual. Ou seja, as demonstrações da investidora podem ser, por exemplo, de janeiro a dezembro de X1 e as da coligada de novembro / X0 a outubro / X1, mas ambas devem ter a mesma duração (no caso, 12 meses). Não seria aceitável que a investida apresentasse demonstrações abrangendo o período de novembro/X0 a dezembro / X1 (14 meses). Equivalência Patrimonial dos prejuízos apurados pela coligada/controlada 38. Quando a participação do investidor nos prejuízos do período da coligada ou do empreendimento controlado em conjunto se igualar ou exceder o saldo contábil de sua participação na investida, o investidor deve descontinuar o reconhecimento de sua participação em perdas futuras. A participação na investida deve ser o valor contábil do investimento nessa investida, avaliado pelo método da equivalência patrimonial, juntamente com alguma participação de longo prazo que, em essência, constitui parte do investimento líquido total do investidor na investida. Por exemplo, um componente, cuja liquidação não está planejada, nem tampouco é provável que ocorra num futuro previsível, é, em essência, uma extensão do investimento da entidade naquela investida. Tais componentes podem incluir ações preferenciais, Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 46 103 bem como recebíveis ou empréstimos de longo prazo, porém não incluem componentes como recebíveis ou exigíveis de natureza comercial ou quaisquer recebíveis de longo prazo para os quais existam garantias adequadas, tais como empréstimos garantidos. O prejuízo reconhecido pelo método da equivalência patrimonial que exceda o investimento em ações ordinárias do investidor deve ser aplicado aos demais componentes que constituem a participação do investidor na investida em ordem inversa de interesse residual – seniority (isto é prioridade na liquidação). 39. Após reduzir,até zero, o saldo contábil da participação do investidor, perdas adicionais devem ser consideradas, e um passivo deve ser reconhecido, somente na extensão em que o investidor tiver incorrido em obrigações legais ou construtivas (não formalizadas) ou tiver feito pagamentos em nome da investida. Se a investida subsequentemente apurar lucros, o investidor deve retomar o reconhecimento de sua participação nesses lucros somente após o ponto em que a parte que lhe cabe nesses lucros posteriores se igualar à sua participação nas perdas não reconhecidas. 39A. O disposto nos itens 38 e 39 não é aplicável a investimento em controlada no balanço individual da controladora, devendo ser observada a prática contábil que produzir o mesmo resultado líquido e o mesmo patrimônio líquido para a controladora que são obtidos a partir das demonstrações consolidadas do grupo econômico, para atendimento ao requerido quanto aos atributos de relevância e de representação fidedigna (o que já inclui a primazia da essência sobre a forma), conforme dispõem o Pronunciamento Conceitual Básico – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil - Financeiro e o Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis. Comentário: Coligadas: Os prejuízos na coligada devem parar de ser reconhecidos pela investidora, quando o valor da sua participação chegar a zero. Vamos a um exemplo numérico, para facilitar o entendimento: A Cia ABC adquiriu em 31/12/X1 uma participação de 40% na empresa XYZ, pagando o valor de R$ 80.000,00. Abaixo, o Balanço Patrimonial da investida em X1. 31/12/X1 Empresa XYZ Ativo Passivo Disponibilidades 40.000 Fornecedores 140.000 Clientes 60.000 Contas a pagar 60.000 Estoque 110.000 imobilizado 190.000 PL Capital Social 200.000 Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 47 103 Total Ativo 400.000 Total Passivo + PL 400.000 Contabilização na Investidora Cia ABC: D – Investimento em coligadas 80.000 C – Disponibilidades 80.000 Durante o ano de X2, a Empresa XYZ apurou prejuízos de 300.000. Abaixo, o seu balanço em 31/12/X2: 31/12/X2 Empresa XYZ Ativo Passivo Disponibilidades 40.000 Fornecedores 240.000 Clientes 10.000 Contas a pagar 160.000 Estoque 60.000 imobilizado 190.000 PL Capital Social 200.000 Prejuízos acumulados - 300.000 Total Ativo 300.000 Total Passivo + PL 300.000 Cálculo da equivalência patrimonial para a Investidora Cia ABC: Prejuízo do período da XYZ: (300.000) (x) participação da Cia ABC (40%): x 40% (=) valor da equivalência patrimonial: (120.000) Ocorre que o valor da participação da investidora é de $80.000. Assim, reconhecemos o prejuízo apurada na investida apenas até esse valor, zerando o investimento da Cia ABC: Contabilização da equivalência patrimonial na Cia ABC: D – Resultado (perda) com equivalência patrimonial: 80.000 C – Investimento em coligadas: 80.000 Após reduzir a zero o saldo contábil da participação do investidor, perdas adicionais são consideradas, e um passivo é reconhecido somente na extensão em que o investidor tenha incorrido em obrigações legais ou construtivas (não formalizadas) de fazer pagamentos por conta da coligada Ou seja, quando a participação do investidor chegar a zero, os prejuízos da coligada não são mais reconhecidos, a não ser que o investidor tenha a obrigação de fazer pagamentos pela coligada. Tais Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 48 103 obrigações ocorrem quando a investidora assume compromissos da coligada, por questões legais ou de preservar a imagem do grupo, o que leva ao reconhecimento de perdas além do valor do investimento. Podemos citar como exemplo a cobertura de garantias, avais ou fianças concedidos, quando caracterizada a incapacidade de pagamentos pela coligada ou controlada. Vamos transcrever abaixo o artigo 12 da Instrução CVM 247/96, que explica melhor o reconhecimento do passivo: Das perdas permanentes em investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial Art. 12 - A investidora deverá constituir provisão para cobertura de: I - perdas efetivas, em virtude de: a) - eventos que resultarem em perdas não provisionadas pelas coligadas e controladas em suas demonstrações contábeis; ou b) responsabilidade formal ou operacional para cobertura de passivo a descoberto. II - perdas potenciais, estimadas em virtude de: a) tendência de perecimento do investimento; b) elevado risco de paralisação de operações de coligadas e controladas; c) eventos que possam prever perda parcial ou total do valor contábil do investimento ou do montante de créditos contra as coligadas e controladas; ou d) cobertura de garantias, avais, fianças, hipotecas ou penhor concedidos, em favor de coligadas e controladas, referentes a obrigações vencidas ou vincendas quando caracterizada a incapacidade de pagamentos pela controlada ou coligada. Parágrafo 1º Independentemente do disposto na letra “b” do inciso I, deve ser constituída ainda provisão para perdas, quando existir passivo a descoberto e houver intenção manifesta da investidora em manter o seu apoio financeiro à investida. Parágrafo 2º A provisão para perdas deverá ser apresentada no ativo permanente por dedução e até o limite do valor contábil do investimento a que se referir, sendo o excedente apresentado em conta específica no passivo. Nesse caso, a contabilização do exemplo acima ficaria assim: Contabilização da equivalência patrimonial na Cia ABC (reconhecendo a totalidade da perda por equivalência patrimonial): Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 49 103 D – Resultado (perda) com equivalência patrimonial (Resultado): 120.000 C – Investimento em coligadas ( Ativo) 80.000 C – Perdas em coligadas a pagar (Passivo) 40.000 Controladas: aqui surge outra diferença em relação às normas anteriores. O prejuízo das controladas continua sendo reconhecido pela equivalência patrimonial, mesmo depois de zerar o valor do investimento. 30A. O disposto nos itens 29 e 30 não se aplica a investimento em controlada no balanço individual da controladora, devendo ser observada a prática contábil que produzir o mesmo resultado líquido e o mesmo patrimônio líquido para a controladora que são obtidos a partir das demonstrações contábeis consolidadas do grupo econômico para atendimento ao requerido quanto aos atributos de relevância, representação adequada, primazia da essência sobre a forma e outros. Ou seja, no caso de prejuízos em controladas, a controladora zera o valor do investimento e depois constitui um passivo. Portanto ficamos assim: Coligadas: reconhece perda pela equivalência patrimonial até zerar o investimento, a não ser que a investidora tenha compromisso de assumir as perdas da coligada. Controlada: A controladora reconhece todo o prejuízo pelo método da equivalência patrimonial, constituindo um passivo sobre o valor que exceder o investimento. Uma questão para gravar o assunto: (ESAF/Receita Federal/Auditor/2012) A Empresa Controladora S.A., companhia de capital aberto, apura um resultado negativo de equivalência patrimonial que ultrapassa o valor total de seu investimento na Empresa Adquirida S.A. em R$400.000,00. A Empresa Controladora S.A. não pode deixar de aplicar recursos na investida, uma vez que ela é a única fornecedora de matéria-prima estratégica para seu negócio. Dessa forma, deve a investidora registrar o valor da equivalência A) a crédito do investimento, ainda que o valor ultrapasse o total do investimento efetuado. B) a crédito de uma provisão no passivo, para reconhecer a perda no investimento. C) a crédito de uma provisão no ativo, redutora do investimento. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira ==860b8== 50 103 D) a débito do investimento, ainda que o valor ultrapasse o total do investimento efetuado. E) a débito de uma reserva de capital, gerando uma cobertura para as perdas. Comentários: Como a Empresa Controladora não pode deixar de aplicar recursos na investida, deve contabilizar no passivo o valor que exceder o investimento. A redação da ESAF (letra B) foi infeliz, pois parece que a investidora deve registrar todo o valor da equivalência patrimonial no passivo. Deve primeiro zerar o investimento no ativo e depois contabilizar no Passivo o valor excedente. Gabarito letra B. 6 AQUISIÇÃO DE INVESTIMENTO EM COLIGADAS OU CONTROLADAS – CONTABILIZAÇÃO – COM MAIS VALIA E GOODWILL. Quando nós adquirimos uma participação societária, quando compramos a parte de uma empresa e nos tornamos sócios, não necessariamente compramos pelo valor nominal. Podemos pagar um valor a mais ou menos do que ele vale. Seja pela expectativa de lucratividade futura, seja por que esta empresa não vale mais como outrora. O ágio (valor pago a maior) na aquisição de investimentos em coligadas e controladas deve ser classificado em duas parcelas: 1) Mais Valia dos ativos líquidos e 2) Goodwill. Vamos explicar como ficam classificados no balanço individual e no balanço consolidado. Na aquisição, os ativos e passivos da adquirida devem ser avaliados pelo valor justo. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 51 103 A diferença entre o valor justo e o valor contábil dos ativos líquidos é a Mais Valia (antigamente chamada de “ágio por diferença de valor de mercado dos ativos”). E a diferença entre o valor pago e o valor justo é o goodwill (também chamado de “ágio por expectativa de rentabilidade futura”). Difícil? Já... Um exemplo: A Cia KZ adquiriu 100% da Empresa XYZ por R$ 100.000. O valor justo do ativo líquido da XYZ é de R$ 80.000 e o valor contábil é de R$ 70.000. Mais Valia: Valor justo dos ativos líquidos (-) valor contábil Mais Valia: R$ 80.000 – R$ 70.000 = R$ 10.000,00 Goodwill: É a diferença entre o valor pago pelo investimento e o valor justo do ativo líquido: Goodwill: R$ 100.000 - R$ 80.000 = R$ 20.000,00 - - Valor contábil: 70.000 Valor pago: 100.000 Valor justo: 80.000 Goodwill: 20.000 Mais valia: 10.000 Nas demonstrações individuais da controladora/investidora, a Mais Valia e o Goodwill ficam classificados em Investimento, controlados em subcontas: D – Investimento controlada XYZ – Valor patrimonial 70.000 D – Investimento controlada XYZ – Mais Valia do ativo líquido 10.000 Valor justo (-) Valor contábil Mais valia Valor pago (-) Valor justo Goodwill Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 52 103 D – Investimento controlada XYZ – Goodwill 20.000 C – Caixa/bancos 100.000 Observação: no balanço, pode aparecer apenas o valor do investimento, sem as subcontas: D - Investimento controlada XYZ 100.000. C – Caixa/bancos 100.000 No balanço consolidado, a mais valia será eliminada contra os ativos e passivos que lhe deram origem. E o goodwill será transferido para o Intangível, em conta específica. A Mais Valia será realizada conforme a realização do ativo e passivo que a originaram. E o Goodwill não é amortizado (não é realizado), apenas deve ser submetido ao teste de recuperabilidade. Se o valor pago for menor que o valor justo, surge a compra vantajosa, que era chamada de “Deságio”. A Compra Vantajosa deve ser reconhecida (contabilizada) no Resultado do Período. Na compra vantajosa, você paga pelo investimento menos do que o seu valor de mercado. Exemplo: A Cia KZ adquiriu 100% da Empresa XYZ por R$ 78.000. O valor justo do ativo líquido da XYZ é de R$ 80.000 e o valor contábil é de R$ 70.000. Cálculo da Mais Valia: Valor justo dos ativos líquidos (-) valor contábil Mais Valia: R$ 80.000 – R$ 70.000 = R$ 10.000 Cálculo do Goodwill: É a diferença entre o valor pago pelo investimento e o valor justo do ativo líquido: Goodwill: R$ 78.000 - R$ 80.000 = - R$ 2.000. (Goodwill Negativo = Compra Vantajosa). Contabilização na Controladora Cia KLR: D – Investimento controlada XYZ – Valor patrimonial 70.000 D – Investimento controlada XYZ – Mais Valia do ativo líquido 10.000 C – Compra Vantajosa – Controlada XYZ (resultado). 2.000 Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 53 103 C – Caixa/bancos 78.000 Resumo - Critérios de avaliação do ativo e passivo Contas Critério Disponibilidade Valor original Clientes/Duplicatas a receber - CP Valor original - Perdas ao valor de realização - AVP (relevante) Aplicações mantidas até vencimento Valor original + Juros (Obs: não há ajuste a valor justo) Aplicações dest. à negociação imed. Valor original + Juros +/- Ajuste a valor justo (resultado) Aplicações disponíveis venda futura Valor original + Juros +/- Ajuste de avaliação patrimonial (PL) Estoque Custo ou valor realizável líquido, dos dois o menor Estoque de mercadorias fungíveis Valor de mercado, quando aceito Clientes/Duplicatas a receber - LP Valor original - Perdas ao valor de realização - AVP Investimentos avaliados pelo custo Custo de aquisição - provisão para perdas prováveis Investimentos em coligadas/control. Método da equivalência patrimonial Vamos praticar? (FCC/Julgador Administrativo Tributário/SEFAZ PE/2015) A Cia. Rio Grande adquiriu, em 31/12/2013, 30% das ações da Cia. Rio Sul por R$ 3.000.000,00 à vista. Na data da aquisição, o Patrimônio Líquido contábil da Cia. Rio Sul era R$ 5.000.000,00 e o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis dessa Cia. era R$ 6.000.000,00, sendo a diferença decorrente da variação entre o valor contabilizado pelo custo e o valor justo de um terreno. No período de 01/01/2014 a 31/12/2014, a Cia. Rio Sul reconheceu as seguintes mutações em seu Patrimônio Líquido: − Lucro líquido de 2014: R$ 300.000,00 − Pagamento de dividendos: R$ 100.000,00 Com base nestas informações, o valor reconhecido em Investimentos em Coligadas, no Balanço Patrimonial individual da Cia. Rio Grande, em 31/12/2014, foi, em reais, (A) 3.090.000,00. (B) 1.590.000,00. (C) 1.890.000,00. (D) 3.060.000,00. (E) 1.560.000,00. Comentários Temos duas companhias: Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 54 103 Rio Grande Investidora. Rio Sul Investida. Vejamos a contabilização no momento inicial: O valor patrimonial daRio Sul é de R$ 5.000.000. R$ 5.000.000 x 30% = R$ 1.500.000 = valor patrimonial. Valor justo do PL da Rio Sul = R$ 6.000.000 R$ 6.000.000 – $5.000.000 = R$ 1.000.000 x 30% = $300.000 O valor de R$ 300.000,00 é a mais valia (diferença entra o valor justo e o valor patrimonial). Assim, temos: Valor patrimonial 1.500.000 Mais valia 300.000 Como o valor pago foi R$ 3.000.000, a diferença será o GOODWILL: R$3.000.000 – R$ 1.500.000 – R$ 300.000 = R$ 1.200.000 Investimento da Rio Grande: Valor patrimonial 1.500.000 Mais valia 300.000 Goodwill 1.200.000 Total 3.000.000 A Cia Rio Sul auferiu lucro de R$ 300.000 e distribuiu dividendos de R$ 100.000, aumentando o Patrimônio Líquido, portanto, em R$ 200.000. R$ 200.000 x 30% = $60.000 (aumento do investimento da Rio Grande) $3.000.000 + $60.000 = $3.060.000,00 Gabarito D. 7 RESUMO GERAL 1) Influência significativa é o poder de participar nas decisões financeiras e operacionais da investida, sem controlar de forma individual ou conjunta essas políticas. Presume-se que haja influência significativa quando o investidor mantém direta ou indiretamente 20% ou mais do Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 55 103 poder de voto da investida. (Obs: presunção relativa, admite prova em contrário. Veja item 5 do Pronunciamento CPC 18 (R2)). 2) Controle é o poder de governar as políticas financeiras e operacionais da entidade de forma a obter benefícios de suas atividades. 3) Lucros não realizados: COLIGADAS. 3.1) Devem ser eliminados os lucros não realizados resultante de venda da coligada para a investidora OU da investidora para a coligada, para a equivalência patrimonial. 3.2) Deve ser eliminado apenas o lucro referente à participação da empresa investidora; o lucro referente à participação de terceiros é considerado realizado. 3.3) Venda da investidora para a coligada: O lucro não realizado é eliminado na linha de resultado de equivalência patrimonial : Resultado de equivalência patrimonial sobre investimentos em coligadas, controladas e joint ventures.........................$ 500.000 (-)Lucro não realizado em operações com coligadas.....($ 50.000) $450.000 OBS: No balanço de publicação, normalmente o investimento fica demonstrado já pelo líquido: D – Investimento em coligadas- equiv. Patr.................... $ 450.000 Mas deve ser controlado em subcontas o valor do investimento ajustado pela equivalência patrimonial e o valor do ajuste dos lucros não realizados: D – Investimento em coligadas- equiv. Patr.............$ 500.000 C - Lucro não realizado em operações com coligadas...($ 50.000) $450.000 3.4) Venda da coligada para a investidora: o lucro não realizado é deduzido da equivalência patrimonial e não é reconhecido no balanço individual da investidora, mas é reconhecido no balanço individual da investida. 3.5) Outra alteração: Antes, os prejuízos não realizados não eram ajustados, para efeito da equivalência patrimonial. Atualmente, deve ser verificado se há indícios de perda por recuperabilidade, para definir se os prejuízos não realizados serão eliminados ou não. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 56 103 3.6) O valor do resultado não realizado já deve estar líquido dos tributos incidentes sobre o lucro, vale dizer, imposto de renda e contribuição social. 4) Lucros não realizados: CONTROLADAS: 4.1) Devem ser eliminados os resultados não realizados tanto das vendas da controlada para a controladora, como das vendas da controladora para a controlada. 4.2) Não eliminamos só o valor referente à participação da controladora; deve ser eliminado cem por cento do valor do lucro não realizado. 5) Prejuízos – coligadas : Os prejuízos na coligada devem parar de ser reconhecidos pela investidora, quando o valor da sua participação chegar a zero, a não ser que a investidora tenha compromisso de assumir eventuais perdas da coligada. O valor que exceder o investimento fica contabilizado no Passivo. 6) Prejuízos – Controladas: O prejuízo das controladas continua sendo reconhecido pela equivalência patrimonial, mesmo depois de zerar o valor do investimento. Após zerar o investimento, o excesso vai para o Passivo. 7) Contabilização do ágio na consolidação: O ágio na aquisição de investimentos em coligadas e controladas divide-se em duas parcelas: 1) MAIS VALIA dos ativos líquidos e 2) GOODWILL. Na aquisição, os ativos e passivos da adquirida devem ser avaliados pelo valor justo. A diferença entre o valor justo e o valor contábil dos ativos líquidos é a Mais Valia (antigamente chamada de “ágio por diferença de valor de mercado dos ativos”). E a diferença entre o valor pago e o valor justo é o GOODWILL (também chamado de “ágio por expectativa de rentabilidade futura”). Nas demonstrações individuais da controladora, a Mais Valia e o Goodwill ficam classificados em Investimento, controlados em subcontas : D – Investimento controlada XYZ – Valor patrimonial...........................70.000 D – Investimento controlada XYZ – Mais Valia do ativo líquido.........10.000 D – Investimento controlada XYZ – Goodwill.......................................20.000 C – Caixa/bancos.................................................................................100.000 (Obs: no balanço, pode aparecer apenas o valor do investimento, sem as subcontas: Investimento controlada XYZ.........100.000) Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 57 103 8) Balanço Consolidado: No balanço consolidado, a Mais Valia será eliminada contra os ativos e passivos que lhe deram origem. E o goodwill será transferido para o Intangível, em conta específica. 9) Realização: A Mais Valia será realizada conforme a realização do ativo e passivo que a originaram. E o Goodwill não é amortizado (não é realizado), apenas deve ser submetido ao teste de recuperabilidade. 10) Compra vantajosa: se o valor pago for menor que o valor justo do ativo líquido, surge a “Compra Vantajosa”, que era chamada de “Deságio”. A Compra Vantajosa deve ser reconhecida (contabilizada) no Resultado do Período. 11) A participação dos não controladores deve ser apresentada no balanço patrimonial consolidado dentro do patrimônio líquido, separadamente do patrimônio líquido dos proprietários da controladora. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 58 103 8 QUESTÕES COMENTADAS 1. (ESAF/SRF/Auditor/2009) A empresa Livre Comércio e Indústria S.A. apurou, em 31/12/2008, um lucro líquido de R$ 230.000,00, antes da provisão para o Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro e das participações estatutárias. As normas internas dessa empresa mandam destinar o lucro do exercício para reserva legal (5%); para reservas estatutárias (10%); para imposto de renda e contribuição social sobre o lucro (25%); e para dividendos ( 30% ). Além disso, no presente exercício, a empresa determinou a destinação de R$ 50.000,00 para participações estatutárias no lucro, sendo R$ 20.000,00 para os Diretores e R$ 30.000,00 para os empregados. Na contabilização do rateio indicado acima, pode-se dizer que ao pagamento dos dividendos coube a importância de: A) R$ 39.000,00.B) R$ 33.150,00. C) R$ 35.700,00. D) R$ 34.627,50. E) R$ 37.050,00. Comentários: A participação dos empregados e dos debenturistas é dedutível para efeito do IR. Assim, este tipo de questão da Esaf, deduzimos o valor da participação dos empregados para calculamos a Provisão do IR. Resultado antes do IR 230.000 (-) participação dos empregados - 30.000 Base para o IR 200.000 Provisão para o IR 25% - 50.000 Portanto, a provisão do IR é de R$ 50.000. Agora, podemos calcular o Lucro Líquido: Resultado antes do IR e Participações 230.000 (-) Provisão para o IR - 50.000 (-) Participação de empregados - 30.000 (-) Participação de administradores - 20.000 Lucro Líquido do Exercício Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 59 103 130.000 Do lucro líquido do exercício, vamos retirar a Reserva Legal de 5%. As Reservas Estatutárias não afetam a base dos dividendos. Portanto, temos: Lucro Líquido do Exercício 130.000 (-) Reserva Legal 5% - 6.500 Base para cálculo dos dividendos 123.500 Dividendos 30% 37.050 A questão informa que os dividendos são de 30%, mas não esclarece que deve ser usado o lucro ajustado como base. A rigor, usa-se o lucro ajustado apenas no caso de Estatuto omisso quanto aos dividendos; ou se o estatuto é omisso e a empresa decide estabelecer um percentual. Além disso, o lucro restante deve ser destinado para as reservas de lucro ou distribuído como dividendos. A conta lucro acumulado não deve ter saldo, no balanço patrimonial. Gabarito E 2. (ESAF/Prefeitura de Natal/Auditor/2008) A empresa Mercearia Comercial S/A auferiu, no exercício, um lucro de R$ 600.000,00, antes de fazer qualquer destinação. Devendo pagar dividendo mínimo obrigatório de 30% sobre o lucro, conforme os estatutos, a empresa promoveu a seguinte distribuição: Imposto de Renda 30%; Participação de Empregados R$ 40.000,00; Participação de Diretores 10%; Reserva Legal na forma da lei; Retenção de Lucros R$ 30.000,00; Dividendos a Pagar 30%. Com a contabilização feita na forma indicada, caberá à empresa distribuir dividendos no valor de: A) R$ 88.470,00. B) R$ 91.548,00. C) R$ 97.470,00. D) R$ 100.548,00. E) R$ 105.840,00. Comentários: Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 60 103 Questão semelhante à anterior. Vamos resolvê-la: Resultado antes do IR 600.000 (-) participação dos empregados - 40.000 Base para o IR 560.000 Provisão para o IR 30% - 168.000 Novamente, diminuímos o valor da participação dos empregados da base de cálculo do IR. Agora vamos calcular o Lucro Líquido: Resultado antes do IR 600.000 (-) Provisão para o IR - 168.000 (-) Participação de empregados - 40.000 (-) Participação de administradores - 39.200 Lucro Líquido do Exercício 352.800 A participação dos administradores foi calculada assim: 600.000 – 168.000 – 40.000 = 392.000 x 10% = 39.200 Agora, só falta o cálculo da Reserva Legal e do Dividendo. Lembramos que a Reserva Legal tem dois limites: um, obrigatório, de 20% do Capital Social; e um limite facultativo, quando o saldo da Reserva Legal, mais as Reservas de Capital, exceder 30% do Capital Social. Vamos relembrar o texto da lei 6404/76? RESERVA LEGAL Art. 193. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão aplicados, antes de qualquer outra destinação, na constituição da reserva legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital social. § 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício em que o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de capital de que trata o § 1º do artigo 182, exceder de 30% (trinta por cento) do capital social. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 61 103 § 2º A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital. Nesta questão, como nada foi informado, vamos supor que os limites ainda não foram atingidos, e vamos constituir a Reserva Legal pelo percentual de 5%. Lucro Líquido do Exercício 352.800 (-) Reserva Legal 5% - 17.640 Base para cálculo dos dividendos 335.160 Dividendos 30% 100.548 Gabarito D 3. (ESAF/SRF/Auditor/2003) Fomos chamados a calcular os dividendos a distribuir, no segundo semestre, da empresa Rentábil. A empresa é uma sociedade anônima e os seus estatutos determinam que os dividendos devem ser o mínimo obrigatório de acordo com a lei, mas não estabelecem o valor percentual sobre o lucro líquido. Os valores que encontramos para montar a base de cálculo foram: Reserva estatutária de R$ 6.500,00, Participação de administradores no lucro de R$ 7.000,00, Participação de empregados no lucro de R$ 8.000,00, Provisão para o Imposto de Renda e CSLL de R$ 95.000,00 e lucro líquido, antes do imposto de renda, de R$ 180.000,00. Ficamos com o encargo de calcular o valor da reserva legal e do dividendo mínimo obrigatório. Feitos os cálculos corretamente, podemos afirmar com certeza que o dividendo será no valor de A) R$ 15.000,00 B) R$ 16.625,00 C) R$ 30.000,00 D) R$ 33.250,00 E) R$ 35.000,00 Comentários: Precisamos apenas montar a DRE e apurar o Lucro Líquido. Depois, calculamos a Reserva Legal (5%) e a base para os dividendos. Como o Estatuto é omisso (não determina nenhum percentual para os dividendos), vamos utilizar 50% do lucro ajustado. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 62 103 Os cálculos ficam assim: Lucro líquido antes do IR 180.000 Provisão do IR - 95.000 Lucro antes das Participações 85.000 Participações Empregados - 8.000 Administradores - 7.000 Lucro líquido 70.000 O Lucro Líquido do Exercício é transferido para Lucros Acumulados, no PL. D – Lucro Líquido 70.000 C – Lucros Acumulados 70.000 Cálculo da Reserva Legal: Lucros acumulados 70.000 x 5 % ------------- Reserva Legal 3.500 Base para dividendos: 70.000 – 3.500 = 66.500 Dividendos: 66.500 x 50% = 33.250 OBS: lembramos que o restante do lucro acumulado deve ser atribuído para Reservas ou para dividendos. A conta Lucros Acumulados não pode figurar no Balanço Patrimonial com saldo. Gabarito D 4. (ESAF/Prefeitura do Recife/Contador/2003) Uma companhia aberta que tenha apurado o lucro líquido no valor de R$ 250.000.000, tenha feito a destinação para a formação da reserva legal na base de 5% do lucro líquido e tenha constituído reserva de contingências no valor de 50% do saldo remanescente do lucro líquido. Desconsiderando outros registros, o lucro líquidoajustado, base de cálculo do dividendo mínimo obrigatório, seria de: A) inferior a R$ 100.000.000 B) entre R$ 100.000.000 e R$ 110.000.000 C) entre R$ 110.000.001 e R$ 120.000.000 Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 63 103 D) entre R$ 120.000.001 e R$ 130.000.000 E) superior a R$ 130.000.000 Comentários: Vamos calcular o Lucro Ajustado: Lucro Líquido 250.000 Reserva Legal 5% -12.500 Base para Reserva de contingência 237.500 Reserva de Contingência - 118.750 Base para dividendos - Lucro líquido Ajustado 118.750 Gabarito C 5. (ESAF/SRF/Auditor/2002) A empresa Agro & Pecuária S/A apurou no exercício um lucro líquido de R$ 140.000,00. Não havendo prejuízos anteriores a amortizar, a Contabilidade providenciou o registro da seguinte destinação: Participações estatutárias R$ 7.000,00 Reservas estatutárias R$ 8.000,00 Reserva legal R$ 9.000,00 Reserva para contingência R$ 10.000,00 Reversão de reserva p/contingências R$ 2.000,00 Reversão de reservas estatutárias R$ 1.000,00 Após a constituição e a reversão das reservas acima, o Contador deve contabilizar o Dividendo Mínimo Obrigatório de 30% sobre o lucro, conforme previsto nos Estatutos. Isso provocará um aumento do passivo no valor de A) R$ 32.700,00 B) R$ 34.800,00 C) R$ 37.200,00 D) R$ 37.500,00 E) R$ 37.800,00 Comentários: O que a ESAF chama de “Lucro Líquido” é o Lucro antes do Imposto de Renda, da Contribuição Social sobre o Lucro líquido (CSLL) e das participações. Portanto, devemos calcular, antes de tudo, o lucro líquido, para depois achar o lucro ajustado, que será a base para os dividendos. Assim: Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 64 103 Lucro (LAIR) 140.000 (-) Participações (7.000) Lucro líquido 133.000 Lucro ajustado: Lucro Líquido 133.000 (-) Reserva Legal - 9.000 (-) Reserva de Contingência - 10.000 (+) Reversão da Reserva de Contingência 2.000 Lucro Ajustado (base para dividendos) 116.000 Dividendos 30% 34.800 Gabarito B 6. (ESAF/SEFAZ-PI/Agente Fiscal/2001) A empresa Red Blue S/A transferiu o lucro do exercício com o seguinte lançamento: Resultado do Exercício a Lucros Acumulados Valor do lucro líquido que se transfere p/ balanço R$ 480.000,00 Após este lançamento, a empresa destinou R$ 40.000,00 para constituir reserva legal e mais R$ 40.000,00 para reservas estatutárias. Deste modo, o dividendo mínimo obrigatório, calculado com fulcro no lucro líquido do exercício, deverá ser de A) R$ 220.000,00, se o estatuto, antes omisso, fixar o percentual mínimo permitido. B) R$ 200.000,00, se o estatuto for omisso quanto ao percentual. C) R$ 110.000,00, se o estatuto, antes omisso, fixar o percentual mínimo permitido. D) R$ 110.000,00, se o estatuto for omisso quanto ao percentual. E) R$ 100.000,00, baseado no estatuto, que é livre para fixar qualquer percentual. Comentários: O primeiro lançamento mencionado na questão é a transferência do Lucro Líquido do Exercício para Lucros Acumulados (PL). Assim, o Lucro do Exercício foi de $480.000. Depois, a empresa constituiu a Reserva Legal e a Reserva Estatutária. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 65 103 O Lucro Ajustado, no caso do Estatuto ser omisso quanto ao calculo dos dividendos, é o seguinte: Lucro líquido do exercício (-) Constituição da Reserva Legal (-) Constituição da Reserva de Contingência (+) Reversão da Reserva de Contingência (-) Reserva de Incentivos Fiscais (opcional) (-) Reserva Específica de Prêmio de Debêntures (Opcional) = Lucro ajustado (base para dividendos) Como se observa, a Reserva Estatutária não afeta o Lucro Ajustado. Portanto, na questão, fica assim: Lucro líquido 480.000 (-) Reserva Legal (40.000) = lucro Ajustado 440.000 Se o Estatuto for omisso, deve ser destinado aos dividendos o percentual de 50% do lucro ajustado. 440.000 x 50% = 220.000 Descartamos, portanto, as letras B e D. Se o Estatuto, antes omisso, fixar o percentual mínimo, este será de 25%. 440.000 x 25% = 110.000 A opção A está errada, e a C, correta. Quanto à letra E, a questão não mencionou, em nenhum momento, que o Estatuto fixou algo em relação aos dividendos. Deve ser descartada. Gabarito C 7. (ESAF/TCU/Analista Controle Externo/2000) A Assembleia Geral Ordinária da firma Confecções Madagascar S.A aprovou proposta de distribuição de lucros apresentada pela Diretoria, nos seguintes termos: 5% para formação de reserva legal; 10% para pagamento de participação à diretoria; 20% para formação de reserva estatutária; 25% para pagamento de dividendo mínimo obrigatório; 30% para pagamento do imposto de renda e Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 66 103 o restante para crédito em lucros acumulados. Observações: A conta lucros ou prejuízos acumulados já tinha saldo devedor de R$ 5.000,00. O crédito do período antes de qualquer destinação foi um lucro líquido de R$ 45.000,00. Com fulcro nessas informações, pode-se afirmar que, no encerramento do exercício de que se trata, foi contabilizado o valor de A) R$ 1.260,00 em Reserva Legal B) R$ 3.200,00 em Participações da Diretoria a Pagar C) R$ 5.600,00 em Reservas Estatutárias D) R$ 7.235,00 em Dividendos a Pagar E) R$ 11.600,00 em Provisão para Imposto de Renda Comentários Lucro antes IR e participações 45.000 (-) prejuízos acumulados -5.000 LAIR (-) prejuízos 40.000 (-) IR 30% -12.000 Lucro antes participações 28.000 (-) part. Diretoria (10) -2.800 Lucro líquido - prejuízos 25.200 (-) reserva legal 5% -1.260 Lucro (-) reserva legal 23.940 (-) dividendos 30% -7.182 (-) reserva estatutária 20% -4.788 Saldo para lucro acumulados 11.970 Vamos analisar as alternativas: A) R$ 1.260,00 em Reserva Legal Correta. È o gabarito da questão. B) R$ 3.200,00 em Participações da Diretoria a Pagar Errada, o valor da Participação da Diretoria é de $2.800 C) R$ 5.600,00 em Reservas Estatutárias Errada, as Reservas Estatutárias são de $ 4.788 D) R$ 7.235,00 em Dividendos a Pagar Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 67 103 Errada, os dividendos são de $7.182 E) R$ 11.600,00 em Provisão para Imposto de Renda Errada, a provisão para o IR é de $12.000 Gabarito A 8. (ESAF/SUSEP/Analista Técnico/2010) A Companhia Epson adquiriu da Companhia Ypsilon 30% de seu Patrimônio Líquido, que é representado unicamente pela conta Capital, cujo valor é R$ 200 mil. Sabemos que a compra, no início do período, foi realizada por R$ 60 mil; que as companhias Epson e Ypsilon são empresas coligadas; que o investimento é consideradorelevante; e que o lucro líquido do período, antes da distribuição de dividendos, foi de R$ 100 mil, na empresa Ypsilon e de R$ 80 mil, na empresa Epson. Sabemos também que a assembleia geral de cada empresa mandou contabilizar a distribuição de 40% do lucro como dividendos. Com base nas informações acima, pede-se indicar por quanto deverá ser avaliado o investimento no Balanço Patrimonial da Companhia Epson no fim do período. O valor da avaliação será: A) R$ 78.000,00. B) R$ 42.000,00. C) R$ 90.000,00. D) R$ 72.000,00. E) R$ 102.000,00. Comentários: A questão apresenta muitas informações. Nesse caso, resolva “de baixo para cima”. Ou seja, o que exatamente está pedindo a questão? “Pede-se indicar por quanto deverá ser avaliado o investimento no Balanço Patrimonial da Companhia Epson no fim do período.” O investimento é avaliado pelo MEP, pois são empresas coligadas. Assim, o valor do investimento para a Companhia Epson será o PL da Ypsilon multiplicado pela participação da investidora. PL inicial da Ypsilon 200.000 + lucro 100.000 Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 68 103 (-) dividendos (40%) (40.000) ------------- PL final da Ypsilon 260.000 Participação Epson x 30% Valor da participação 78.000 Gabarito A 9. (ESAF/Receita Federal/Auditor/2009) Em fevereiro de 2008 a empresa Calcedônia Minerais S.A. investiu R$ 350.000,00 em ações de outras companhias, contabilizando a transação em seu ativo permanente. Desse investimento, R$ 200.000,00 deverão ser avaliados por "Equivalência Patrimonial" e R$ 150.000,00, pelo Método do Custo. Durante o exercício em questão, as empresas investidas obtiveram lucros que elevaram seus patrimônios líquidos em 4%, tendo elas distribuído dividendos de tal ordem que coube à Calcedônia o montante de R$ 6.000,00, sendo metade para os investimentos avaliados por Equivalência Patrimonial e metade para os investimentos avaliados pelo método do custo. Com base nessas informações, podemos afirmar que, no balanço patrimonial da empresa Calcedônia Minerais S.A. relativo ao exercício de 2008, deverá constar contabilizado um investimento no valor de A) R$ 350.000,00. B) R$ 355.000,00. C) R$ 358.000,00. D) R$ 361.000,00. E) R$ 364.000,00. Comentários: A empresa Calcedônia aplicou $150.000 em investimentos avaliados ao custo e $200.000 em investimentos avaliados pelo MEP (Método da Equivalência Patrimonial). O valor do investimento avaliado ao custo não se altera, a não ser que haja perda no teste de recuperabilidade. A questão não informa nada sobre eventual perda, pelo contrário, as investidas conseguiram aumentar em 4% o seu PL. Assim, o investimento avaliado ao custo continua registrado por $150.000. Lembramos que os dividendos, para este tipo de investimento, são contabilizados diretamente em Receita (resultado), não afetando o valor do investimento. Agora, vamos examinar o investimento avaliado pelo MEP. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 69 103 Valor inicial 200.000 + Aumento 4% 8.000 - Dividendos (3.000) Valor investimento pelo MEP 205.000 Valor do investimento na Cia Caledônia: 205.000 + 150.000 = 355.000 Gabarito B. 10. (ESAF/Sefaz-SP/APOF/2009) A empresa Atos & Atitudes S/A tinha um saldo bancário de R$ 600.000,00 e resolveu aplicá-lo em ações de outras Companhias, sendo um terço a curto prazo, outro terço representando uma coligação acionária com influência na administração, e ainda, outro terço em investimentos não relevantes. Durante o ano, as empresas investidas apuraram lucro líquido de R$ 15.000,00 cada uma e distribuíram 1/3 desse lucro aos acionistas, como dividendos. No fim do exercício social, após a contabilização dos fatos cabíveis, vamos encontrar o saldo contábil dessas ações no valor de A) R$ 645.000,00. B) R$ 610.000,00. C) R$ 620.000,00. D) R$ 630.000,00. E) R$ 615.000,00. Comentários: A questão apresenta uma contradição. Menciona que, dos investimentos, houve “outro terço representando uma coligação acionária com influência na administração”, mas só chegamos na resposta da banca se considerarmos uma participação de 100%, o que é Controle, e não coligação acionária. Enfim...coisas da Esaf. O valor investido a curto prazo e em investimentos não relevantes não se alteram. O investimento não relevante é avaliado ao custo. E os investimentos a curto prazo devem ser avaliados pelo valor justo. Como a questão não menciona nada sobre o valor justo, devemos assumir que não houve alteração. Com relação à “coligação acionária” (melhor seria dizer controlada integral): Valor inicial 200.000 + lucro líquido 15.000 - dividendos (1/3 x 15.000) (5.000) Valor investimento pelo MEP 210.000 Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 70 103 + Investimentos não relevante 200.000 + investimentos a curto prazo 200.000 --------------- Total dos investimentos 610.000 Gabarito B 11. (ESAF/STN/Analista Finanças e Controle/2008) A empresa Alfa Beta S/A comprou 10 mil ações de Delta Ômega S/A ao custo unitário de R$ 14,00, quando o valor patrimonial dessas ações era avaliado em apenas R$ 10,00. Entretanto, em 31 de dezembro de 2007, a empresa Delta Ômega mostrou sua capacidade de negócios apresentando um lucro líquido da ordem de 70% do capital, tendo dele distribuído, como dividendos aos acionistas, o equivalente a 20% do capital social. As operações, na empresa Alfa Beta, são avaliadas e contabilizadas pelo método da equivalência patrimonial. Em 15 de janeiro de 2008, ao vender essas ações a R$ 15,00 por unidade, Alfa Beta terá computado um lucro efetivo de A) R$ 70.000,00. B) R$ 50.000,00. C) R$ 30.000,00. D) R$ 10.000,00. E) R$ 0,00. Comentários: Lucro efetivo para a Esaf é o lucro da operação, ainda que seja referente a dois exercícios sociais. A forma mais rápida de resolver é a seguinte: a empresa pagou $14,00 por cada ação e vendeu por $15,00, auferindo um lucro de $1,00 por ação. Além disso, recebeu $2,00 (20% do valor patrimonial) de dividendos, também por cada ação. Assim, o lucro efetivo foi R$ 1,00 + R$ 2,00 = R$ 3,00 por ação. Lucro total: R$ 3,00 x 10.000 ações = R$ 30.000,00 Gabarito C 12. (ESAF/SEFAZ-MG/Auditor Fiscal Receita Estadual/2005) Duas empresas coligadas avaliam seus investimentos pelo método da equivalência patrimonial. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 71 103 A primeira empresa tem Ativo Permanente de R$ 500.000,00 Patrimônio Líquido de R$ 300.000,00 Capital Social de R$ 100.000,00 A segunda empresa tem AtivoPermanente de R$ 350.000,00 Patrimônio Líquido de R$ 300.000,00 Capital Social de R$ 150.000,00 A primeira empresa possui 25% do capital social da segunda. A segunda companhia teve lucro de R$ 50.000,00 e distribuiu dividendos no valor de R$ 30.000,00. Em consequência dos resultados e respectiva distribuição, ocorridos na segunda companhia, a primeira empresa deverá contabilizar o aumento de A) R$ 7.500,00 em receitas do período. B) R$ 7.500,00 no ativo circulante. C) R$ 7.500,00 no ativo permanente. D) R$ 12.500,00 no ativo circulante. E) R$ 12.500,00 no ativo permanente. Comentários: Outra questão com muitas informações desnecessárias. O objetivo é que você se atrapalhe e perca tempo. Mas vamos resolver rapidinho. Precisamos apenas identificar a contabilização na primeira empresa. A segunda empresa tem PL de 300.000. A participação da primeira na segunda é de 25%. A segunda teve lucro de $50.000 e distribuiu $30.000 de dividendos. Contabilização na primeira: Pelo lucro ( $50.000 x 25% = $12.500) D – Investimento na segunda – MEP (Ativo - Investimentos) 12.500 C – Resultado da Equivalência Patrinomial (Resultado) 12.500 Pela distribuição dos dividendos (30.000 x 25% = $7.500): D – Caixa ou Dividendos a receber (Ativo circulante) 7.500 Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 72 103 C – Investimento na segunda – MEP (Ativo - Investimentos) 7.500 Vamos analisar as alternativas: A) R$ 7.500,00 em receitas do período. Errada, as receitas foram de 12.500 B) R$ 7.500,00 no ativo circulante. Correta. É o gabarito da questão. C) R$ 7.500,00 no ativo permanente. Errada. O antigo Ativo Permanente englobava os grupos de Investimento, Imobilizado e Diferido. O valor contabilizado em Investimento foi 12500 – 7500 = 5.000. D) R$ 12.500,00 no ativo circulante. Errada. Foi contabilizado 7.500 no circulante E) R$ 12.500,00 no ativo permanente. Errada. Veja comentário da letra C. Gabarito B 13. (ESAF/SFR/Auditor Receita Federal/2003) A Cia. ABC adquire 2% do total de ações da Cia. Lavandisca. Na ocasião da operação, o preço acordado envolvia o valor das ações e dividendos adquiridos, relativos a saldos, de Reservas e Lucros Acumulados, pré-existentes e ainda não distribuídos. No momento em que ocorrer o efetivo pagamento dos dividendos referentes a esses itens, o tratamento contábil dado a esse evento deverá ser: A) creditar o valor correspondente a esse dividendo em conta de receita não operacional em contrapartida do registro do ingresso do recurso no caixa. B) ajustar o resultado do exercício e creditar o valor correspondente a esse dividendo em conta de deságio em aquisição de investimentos permanentes em contrapartida do registro do ingresso do recurso no caixa. C) lançar o valor correspondente a esse dividendo a crédito da conta participação societária em contrapartida do registro do ingresso do recurso no caixa. D) registrar os dividendos recebidos como receita operacional em contrapartida ao lançamento de débito na conta caixa. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 73 103 E) considerar o valor recebido como receita não operacional e debitando em contrapartida da conta ágio em investimentos societários. Comentários: Como a Cia ABC adquiriu apenas 2% do total de ações da investida, devemos usar o método de custo. Assim, os dividendos distribuídos são contabilizados como receita, quando da distribuição. Entretanto, os dividendos distribuídos no prazo de até 6 meses após a aquisição do investimento são considerados como uma recuperação de parte do investimento. A justificativa para esse procedimento é que o valor da compra já incluía o lucro, que seria posteriormente distribuído. Confira o Regulamento do Imposto de Renda: Art. 380. Os lucros ou dividendos recebidos pela pessoa jurídica, em decorrência de participação societária avaliada pelo custo de aquisição, adquirida até seis meses antes da data da respectiva percepção, serão registrados pelo contribuinte como diminuição do valor do custo e não influenciarão as contas de resultado (Decreto-Lei nº 2.072, de 1983, art. 2º). A questão informa que, na ocasião da operação, o preço acordado envolvia o valor das ações e dividendos adquiridos, relativos a saldos, de Reservas e Lucros Acumulados, pré-existentes e ainda não distribuídos. Portanto, quando da distribuição de tais dividendos, a investidora deverá creditar a conta de investimentos, considerando que os dividendos são uma recuperação do custo de aquisição das ações. A opção correta é a letra C. Com respeito às outras alternativas, lembramos que atualmente não há mais, na contabilidade, a separação entre receita operacional e não operacional. Essa terminologia atualmente se aplica apenas à legislação do Imposto de Renda. Gabarito C 14. (ESAF/MDIC/Analista Comércio Exterior/2002 - adaptada) A empresa Investmuito S/A é possuidora do seguinte investimento em ações: - 1.000 ações emitidas pela empresa Alfa; - 20.000 ações emitidas pela empresa Beta; - 10.000 ações emitidas pela empresa Celta. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 74 103 As ações foram adquiridas indistintamente a R$ 10,00 cada uma, sendo que as emitidas por Alfa são investimentos temporários para revender; as de Beta caracterizam coligação acionária avaliada por equivalência patrimonial; e as de Celta são investimentos permanentes, mas não são relevantes. No encerramento do exercício social as apurações dão conta de que as ações possuídas por Investmuito S/A mantêm, igualmente, o valor de cotação de R$ 8,00 por ação e o valor patrimonial unitário de R$ 12,00. Com base nas informações acima, podemos dizer que, no balanço patrimonial de fim de exercício, o valor contábil do investimento citado deverá ser de: A) R$ 372.000,00 B) R$ 348.000,00 C) R$ 310.000,00 D) R$ 308.000,00 E) R$ 248.000,00 Comentários:: Temos três tipos de investimentos: Cia Alfa: ações para revender. Avaliação: valor justo (no caso, a cotação das ações) Cia Beta: Coligação acionária. Avaliação: MEP (Método Equivalência Patrimonial) Cia Celta: Investimento permanente, não relevante. Avaliação: método de custo. O valor de cada investimento fica assim: Empresas Quant. Ações Valor unitário total Cia Alfa 1.000 8,00 8.000 Cia Beta 20.000 12,00 240.000 Cia Celta 10.000 10,00 100.000 TOTAL 348.000 Gabarito B 15. (ESAF/SRF/Auditor/2002) A Cia. XAVANTE, detentora de 60% do capital ordinário da Cia. CARIRI, ao final do exercício contábil de 1999, evidencia em seu Balanço Patrimonial o valor de 900.000 reais para este investimento societário. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 75 103 Por ocasião do encerramento do exercício de 2000, a contabilidade da investida forneceu os valores a seguir para os itens: Itens identificados na Contabilidade da Investida: Patrimônio Líquido AjustadoR$ 2.150.000,00 Vendas de Estoques para a Investidora R$ 2.500.000,00 Margem de Lucro das Vendas Inter-companhias 20% Se ao final do exercício de 2000 restassem, na Cia. Xavante, R$ 500.000,00 dos estoques adquiridos da Cia. Cariri e o valor contábil da participação societária registrada na mesma data fosse R$ 900.000,00, de acordo com a Instrução CVM 247/96, o valor a ser registrado pela investidora como resultado de equivalência patrimonial seria uma: A) despesa de R$ 390.000,00 B) despesa de R$ 330.000,00 C) receita de R$ 330.000,00 D) despesa de R$ 290.000,00 E) receita de R$ 290.000,00 Comentários: Vamos calcular, em primeiro lugar, o lucro nos estoques. Como restou R$500.000 de estoque, com margem de 20%, o lucro não realizado é de 500.000 x 20% = $ 100.000 Como a Cia Cariri é uma controlada, devemos eliminar 100% do lucro não realizado. Valor do Investimento: Patrimônio da Cia Cariri 2.150.000 Percentual de participação x 60% = subtotal 1.290.000 (-) Lucro não realizado (100.000) Valor do investimento 1.190.000 Valor contabilizado Cia Xavante (900.000) = Resultado da Equivalência (Receita) 290.000 15. Gabarito E 16. (ESAF/SRF/Auditor/2002) A Cia. XAVANTE, detentora de 60% do capital ordinário da Cia. CARIRI, ao final do exercício contábil de 1999, Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 76 103 evidencia em seu Balanço Patrimonial o valor de 900.000 reais para este investimento societário. Por ocasião do encerramento do exercício de 2000, a contabilidade da investida forneceu os valores a seguir para os itens: Itens identificados na Contabilidade da Investida: Patrimônio Líquido Ajustado R$ 2.150.000,00 Vendas de Estoques para a Investidora R$ 2.500.000,00 Margem de Lucro das Vendas Inter-companhias 20% Se o estoque adquirido pela investidora tivesse sido repassado integralmente a terceiros, o valor ao final dessa participação seria: A) R$ 1.190.000,00 B) R$ 1.230.000,00 C) R$ 1.290.000,00 D) R$ 1.309.000,00 E) R$ 1.390.000,00 Comentários: Para esta questão, devemos considerar que o estoque foi inteiramente repassado a terceiro. Portanto, não há lucro não realizado. O valor da participação fica assim: Patrimônio da Cia Cariri 2.150.000 Percentual de participação x 60% = Valor do investimento 1.290.000 16. Gabarito C 17. (ESAF/Sefaz-PI/Auditor/2001 - Adaptada) Ao final do exercício, a Cia. “A” detém 20% do capital da Cia. “B”, representado por ações ordinárias. O investimento fora adquirido por $ 5.000. O capital social e o patrimônio líquido de “A” são de, respectivamente, $ 40.000 e $ 50.000; o capital social e o patrimônio líquido de “B”, são, respectivamente, de $ 40.000 e $ 30.000. Considerando que a Cia A possui influência significativa sobre a Cia B, este investimento, no balanço de “A”, deve ser avaliado por A) $ 10.000 B) $ 8.000 C) $ 6.000 D) $ 5.000 E) $ 3.000 Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 77 103 Comentários: Como há influência significativa, o investimento será avaliado pelo MEP. Patrimônio Liquido de B 30.000 Participação % de A x 20% Valor do investimento 6.000 17. Gabarito C 18. (ESAF/PM Niteroi/Contador/1999) Quando os investimentos de participação societária são avaliados pelo método da equivalência patrimonial, os dividendos declarados pela investida serão considerados na investidora como A) redução do investimento (ativo permanente) B) aumento do resultado operacional C) aumento do investimento (ativo permanente) D) redução do resultado operacional E) aumento do resultado não operacional Comentários: Os dividendos dos investimentos avaliados pelo MEP são contabilizados a crédito do investimento. Ou seja, reduzem o investimento. Contabilização dos dividendos de investimento avaliado pelo MEP; D – Caixa/bancos/dividendos a receber C – Investimentos avaliados pelo MEP A resposta correta, portanto, é a letra A. Já no caso de investimentos avaliados pelo custo, a contabilização dos dividendos é a seguinte: D – Caixa/Bancos/dividendos a receber C – Receita de dividendos (resultado) 18. Gabarito A 19) (Autores) Uma entidade possui controle sobre outra quando: A) Possui poder para governar a política financeira e operacional da entidade B) Participa do Conselho de Administração Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 78 103 C) Possui mais de 20% do Capital Social D) Exerce influência significativa E) O investimento é considerado relevante Comentários:: A definição do pronunciamento é a seguinte: “Controle é o poder para governar a política financeira e operacional da entidade de forma a obter benefícios de suas atividades”. Alternativa correta: A. A influência significativa caracteriza uma coligada. Presume-se que haja influência significativa quando uma empresa possui 20% ou mais do Capital Social de outra. A participação no Conselho de Administração não caracteriza controle. Os Acionistas minoritários podem fazer parte do Conselho de Administração, sem controlar a entidade. 19. Gabarito A. Considere o seguinte enunciado para as questões de 20 a 22: (Autores) A Cia A adquiriu 100% do capital social da Cia B, pelo valor de $ 10.000,00. Apresentamos abaixo o balanço patrimonial da Cia B na data da aquisição: ATIVO PASSIVO Ativo circulante: 14.000 Passivo Circulante: 13.000 Imobilizado: 6.000 Patrimônio Líquido: 7.000 Informações adicionais: O Imobilizado da Cia B tem valor justo de 8.000. 20) O valor contabilizado pela Cia A em Investimentos será de: A) 7.000 B) 8.000 C) 9.000 D) 10.000 E) 12.000 21) O valor da Mais Valia é: A) 1.000 B) 2.000 Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 79 103 C) 3.000 D) 4.000 E) 8.000 22) O valor do Goodwill é: A) 1.000 B) 2.000 C) 3.000 D) 4.000 E) 8.000 Comentários:: Cálculo da mais Valia e do Goodwill: Valor contábil: 7.000 Valor Justo dos ativos identificáveis líquidos: Ativo circulante 14.000 (+) Imobilizado (valor justo) 8.000 (-) Passivos assumidos (13.000) (=) Valor justo ativos líquidos 9.000 Mais Valia: 9.000 – 7.000 = 2.000 Goodwill: Valor pago 10.000 (-) Valor justo ativos identificáveis líquidos ( 9.000) (=) Goodwill 1.000 Apresentação no Balanço da Cia A: Investimentos em controladas – Cia B -----Valor Patrimonial7.000 ----- Mais Valia 2.000 Gabarito questão 21 B. ----- Goodwill 1.000 Gabarito questão 22 A. Valor total de Investimentos: 10.000 Gabarito questão 20 D. Gabarito questão 20 D Gabarito questão 21 B Gabarito questão 22 A 23) (Autores) A respeito do método da equivalência patrimonial, assinale a alternativa incorreta: Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 80 103 A) As demonstrações devem ser elaboradas com as mesmas políticas e critérios contábeis. B) A duração dos períodos abrangidos nas demonstrações contábeis deve ser igual. C) A distribuição de dividendos reduz o valor contábil do investimento. D) As demonstrações da coligada/controlada devem ser da mesma data que da investidora, sendo aceitável uma defasagem de 2 meses (60 dias). Nesse caso, serão vedados quaisquer ajustes, ainda que em decorrência de eventos relevantes, entre o fechamento das demonstrações contábeis e a data da aplicação da equivalência patrimonial, para não prejudicar a comparabilidade das demonstrações. E) Um investimento em coligada e em controlada (neste caso, no balanço individual) é inicialmente reconhecido pelo custo. A partir daí, o valor contábil do investimento será aumentado ou diminuído conforme a participação do investidor nos lucros ou prejuízos da investida. Comentário: Todas são verdadeiras, exceto a parte final da alternativa D. A defasagem aceitável é de 60 dias (dois meses). Nesse caso, serão feitos ajustes, se necessário, em decorrência de eventos relevantes entre o fechamento das demonstrações contábeis e a data da aplicação da equivalência patrimonial. 23. Gabarito D. Considere o seguinte enunciado para as questões de 24 a 26: (Autores) A Investidora A possui 30% da coligada B, sendo que o valor contábil deste investimento, em 31/12/X1, era de $75.000. Em 31.12.X2, o PL da Coligada B era o seguinte: Patrimônio Líquido de B: Capital Social 200.000 Reservas de lucro 50.000 Ajuste de Avaliação Patrimonial 30.000 Informações adicionais: A coligada B apurou lucro no exercício de 70.000, tendo destinado 20.000 para distribuição como dividendos, os quais serão pagos no exercício seguinte. O Ajuste de Avaliação Patrimonial, com saldo credor, foi constituído durante o ano de X2. Com base nestas informações, responda às questões 24 a 26: Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 81 103 24) Indique o valor contabilizado no resultado da Controladora A, em função do método da equivalência patrimonial. A) 15.000 B) 21.000 C) 24.000 D) 30.000 E) 84.000 25) Indique o valor contabilizado como “outros resultados abrangentes” na controladora A: A) 18.000 B) 15.000 C) 12.000 D) 9.000 E) 6.000 26) Indique o valor do Investimento da Investidora A em 31/12/X2, após a contabilização da equivalência patrimonial: A) 105.000 B) 99.000 C) 90.000 D) 84.000 E) 75.000 Comentários: A contabilização da equivalência patrimonial em A é a seguinte: Pela apuração do lucro: (70.000 x 30% = 21.000) D – Investimento coligada B – equiv. Patr 21.000 C –Resultado da equivalência Patrimonial (resultado) 21.000 Gabarito questão 24 B Pela destinação dos dividendos (20.000 x 30% = 6.000) D – Dividendos a Receber 6.000 C – Investimento em coligadas(ativo) 6.000 (a distribuição de dividendos diminui o valor do investimento) Pelo reconhecimento dos resultados abrangentes na coligada B: (30.000 x 30% = 9.000) Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 82 103 D – Investimento coligada B – equiv. Patr. 9.000 C – Outros resultados abrangentes (PL) 9.000 Gabarito questão 25 D (A participação nos resultados abrangentes da investida são reconhecidos diretamente no PL da Investidora, em conta reflexa de “Ajuste de Avaliação Patrimonial em Coligadas - Outros Resultados Abrangentes (PL)”) Questão 26: Valor do investimento: Saldo inicial: 75.000 (+)D – Investimento coligada B – equiv. Patr. 21.000 (-)C – Investimento em coligadas(ativo) (6.000) (+)D – Investimento coligada B – equiv. Patr. 9.000 (=) Saldo final 99.000 Gabarito questão 26 B Questão 24: Gabarito Letra B. Questão 25: Gabarito Letra D Questão 26: Gabarito Letra B 27) A Cia A possui 25% da Cia B. Em Dezembro de X1, a Cia vendeu mercadorias, no valor de 150.000 para a Cia B, com margem de lucro de 20%. No final do exercício, a Cia B havia vendido 60% desses estoques para terceiros. Indique o valor do lucro não realizado para efeito de equivalência patrimonial na Cia A: A) Não há lucro não realizado para efeito de equivalência patrimonial quando a Investidora vende para a Investida. Como é o PL da Investida que será base para a equivalência e o lucro foi apurado pela Investidora, não há nenhum ajuste. B) 12.000 C) 8.000 D) 6.000 E) 3.000 Comentários: O lucro não realizado nas vendas da Investidora para a Investida deve ser ajustado, conforme a participação da Investidora. Assim, temos: Vendas totais 150.000 x margem de lucro x..20% (=) Lucro nas vendas 30.000 x Percentual que não foi vendido x 40% Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 83 103 (=) Lucro não realizado total 12.000 x participação da investidora 25% x 25% (=) Lucro não realizado para efeito de MEP 3.000 Lembramos que o lançamento de ajuste na Investidora será: D – Lucro não realizado ( Resultado ) 3.000 C – Lucros a apropriar (retificadora Investimento) 3.000 Gabarito Letra E. 28. (FCC/ISS-SP/Auditor Fiscal/2012) A empresa Alfa, sociedade anônima de capital aberto, possui 30% de participação no capital social de uma empresa coligada (empresa Gama). Durante o exercício financeiro de X1, a investida obteve Lucro Líquido de R$ 100.000,00, distribuiu Dividendos no valor de R$ 20.000,00 e teve o saldo da conta Ajuste de Avaliação Patrimonial aumentado em R$ 10.000,00. Em decorrência deste investimento, a empresa Alfa, em X1, (A) reconheceu receita de equivalência patrimonial no valor de R$ 30.000,00. (B) manteve o valor do investimento avaliado pelo custo de aquisição. (C) teve uma variação no saldo da conta Investimento em Coligadas referente à empresa Gama de R$ 24.000,00. (D) reconheceu receita de dividendos no valor de R$ 6.000,00. (E) teve seu patrimônio líquido aumentado em R$ 30.000,00. Comentários A participação no capital social é de 30%. Como o lucro líquido foi de R$ 100.000,00 na investida, a investidora reconhece uma receita de equivalência patrimonial no valor de R$ 30.000,00. D – Investimentos em coligadas (ANC/Investimentos) 30.000,00 C – Receita de Equivalência Patrimonial (Resultado) 30.000,00 Quando da distribuição de dividendos, que é o valor que a empresa paga aos seus sócios, 30% deles serão devidos à companhia Alfa, que também é sócia. Logo, os dividendos da investidora serão de R$ 20.000,00 x 30% = R$ 6.000,00, contabilizadospelo lançamento: D – Dividendos a receber (Ativo circulante) 6.000,00 C – Investimentos em coligadas (ANC/Investimentos) 6.000,00 Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 84 103 Por fim, tivemos um aumento na conta ajuste de avaliação patrimonial na investida. Essa conta aumentou o patrimônio líquido da coligada. Tal fato aumenta o investimento no método da equivalência patrimonial. Todavia, como o ajuste de avaliação patrimonial é uma conta que ainda não pode ir para o resultado na investida, não poderá também ir para resultado da investidora. Portanto, deste valor não podemos reconhecer uma receita de equivalência patrimonial. Cria-se, então, o que o CPC 18 – Investimentos em coligadas e controladas - chama de conta reflexa, a que nominaremos “ajuste de avaliação em empresas coligadas”, conta que ficará no PL da empresa investidora. Portanto, o lançamento será: D – Investimentos em coligadas (ANC/Investimento) 3.000,00 C – Ajuste de avaliação patrimonial em empresa coligadas (PL) 3.000,00 Analisemos, agora, as assertivas: (...) Em decorrência deste investimento, a empresa Alfa, em X1: (A) reconheceu receita de equivalência patrimonial no valor de R$ 30.000,00. Correto. Este é o nosso gabarito. (B) manteve o valor do investimento avaliado pelo custo de aquisição. O item está incorreto, já que o investimento é avaliado pelo método da equivalência patrimonial. (C) teve uma variação no saldo da conta Investimento em Coligadas referente à empresa Gama de R$ 24.000,00. O item está incorreto. A variação no investimento foi de R$ 30.000,00 – R$ 6.000,00 + R$ 3.000,00 = R$ 27.000,00. (D) reconheceu receita de dividendos no valor de R$ 6.000,00. O item está incorreto. No método da equivalência patrimonial não reconhecemos receita de dividendos. A contabilização é a demonstrada acima. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 85 103 (E) teve seu patrimônio líquido aumentado em R$ 30.000,00. O item está incorreto. O PL foi aumentado pela receita de dividendos somado à conta reflexa de ajuste de avaliação patrimonial em coligada. Gabarito A. 29. (ESAF/STN/Analista Contábil/2013) A Cia. Iluminada participa com 4% do capital ordinário da Cia. Hércules. Nessa participação societária permanente, a investidora não possuía influência significativa. Na ocasião da aprovação das contas e distribuição do resultado da Cia. Hércules, também foi aprovada a distribuição de R$ 500.000 a título de dividendos aos seus acionistas. A empresa investidora, ante esse fato, deve registrar um débito: A) em Resultado com Investimentos a crédito de Ganhos com Participações Societárias Permanentes. B) em Participações Societárias Permanentes a crédito de Receitas não Correntes - Investimentos. C) de Dividendos a Receber a crédito de Outras Receitas Operacionais - Dividendos e Rendimentos de Outros Investimentos. D) de Disponibilidades a crédito de Ganhos e Perdas com Participações Permanentes em Outras Sociedades. E) de Conta de Resultado a crédito de Resultados com Investimentos Permanentes em outras Sociedades Coligadas. Comentários: Se não existe influência significativa, então o investimento é avaliado pelo método de custo. Nesse caso, o recebimento de dividendos será reconhecido como uma receita, na Demonstração do Resultado: D – dividendos a receber (ativo) C – Receita de dividendos (outras receitas operacionais – resultado) Gabarito C 30. (ESAF/STN/Analista Contábil/2013) Enunciado para a questão. Em 31/12/x10, a Cia. LUA adquire 60% do Patrimônio Líquido da Cia. SOL assumindo o controle da mesma, pagando a vista na operação R$ 1,8 milhões. Na mesma data, o Balanço Patrimonial da empresa adquirida era composto pelos seguintes elementos patrimoniais: Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 86 103 Na mesma data, a avaliação a valor justo dos itens patrimoniais apontavam os valores a seguir: Com base nas informações fornecidas, pode-se afirmar que a realização da operação gerou: A) compra vantajosa para a investidora de R$ 60.000. B) apuração de ativo líquido no valor de R$ 3.600.000. C) deságio no valor de R$ 600.000. D) ágio por rentabilidade futura de R$ 360.000. E) perda de capital no valor de R$ 360.000. Comentários: Vamos calcular: Valor do PL = 2.500.000 x 60% = 1.500.000 Valor patrimonial Ajuste a valor justo: Valor contábil Valor Justo Mais valia Estoque 100.000 150.000 50.000 Veículos 600.000 800.000 200.000 Terrenos 1.700.000 2.050.000 350.000 Total 2.400.000 3.000.000 600.000 Mais valia 600.000 x 60% = 360.000 Avaliação a valor justo: 1.500.000 + 360.000 = 1.860.000 Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 87 103 Como a CIA Lua pagou 1.800.000, houve compra vantajosa de 60.000 ( a empresa pagou 1.800.000 por uma participação avaliada a valor justo por 1.860.000) Gabarito A 31. (ESAF/STN/Analista Contábil/2013) Enunciado para a questão. Em 31/12/x10, a Cia. LUA adquire 60% do Patrimônio Líquido da Cia. SOL assumindo o controle da mesma, pagando a vista na operação R$ 1,8 milhões. Na mesma data, o Balanço Patrimonial da empresa adquirida era composto pelos seguintes elementos patrimoniais: Na mesma data, a avaliação a valor justo dos itens patrimoniais apontavam os valores a seguir: Com base nos dados fornecidos, ao efetuar o registro da participação societária permanente da Cia. Sol, a empresa investidora deve lançar a débito da conta de investimento um valor total de: A) R$ 3.600.000. B) R$ 2.300.000. C) R$ 1.860.000. D) R$ 1.500.000. E) R$ 600.000. Comentários: Já calculamos na questão anterior. A contabilização fica assim: Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 88 103 D – Investimento – Valor patrimonial (Ativo) 1.500.000 D – Investimento – Mais Valia (Ativo) 360.000 C – Caixa/bancos (Ativo) 1.800.000 C – Compra vantajosa (Resultado) 60.000 A conta de investimento fica registrada pelo valor total (1.860.000), mas deve ser desdobrada entre valor patrimonial e mais valia. GABARITO C 32. (ESAF/Receita Federal/Auditor/2012) A Empresa Controladora S.A., companhia de capital aberto, apura um resultado negativo de equivalência patrimonial que ultrapassa o valor total de seu investimento na Empresa Adquirida S.A. em R$ 400.000,00. A Empresa Controladora S.A. não pode deixar de aplicar recursos na investida, uma vez que ela é a única fornecedora de matéria-prima estratégica para seu negócio. Dessa forma, deve a investidora registrar o valor da equivalência A) a crédito do investimento, ainda que o valor ultrapasse o total do investimento efetuado. B) a crédito de uma provisão no passivo, para reconhecer a perda no investimento. C) a crédito de uma provisãono ativo, redutora do investimento. D) a débito do investimento, ainda que o valor ultrapasse o total do investimento efetuado. E) a débito de uma reserva de capital, gerando uma cobertura para as perdas. Comentários: Como a Empresa Controladora não pode deixar de aplicar recursos na investida, deve contabilizar no passivo o valor que exceder o investimento. A redação da ESAF (letra B) foi infeliz, pois parece que a investidora deve registrar todo o valor da equivalência patrimonial no passivo. Deve primeiro zerar o investimento no ativo e depois contabilizar no Passivo o valor excedente. Gabarito B. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 89 103 9 6 - QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA 1. (ESAF/SRF/Auditor/2009) A empresa Livre Comércio e Indústria S.A. apurou, em 31/12/2008, um lucro líquido de R$ 230.000,00, antes da provisão para o Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro e das participações estatutárias. As normas internas dessa empresa mandam destinar o lucro do exercício para reserva legal (5%); para reservas estatutárias (10%); para imposto de renda e contribuição social sobre o lucro (25%); e para dividendos ( 30% ). Além disso, no presente exercício, a empresa determinou a destinação de R$ 50.000,00 para participações estatutárias no lucro, sendo R$ 20.000,00 para os Diretores e R$ 30.000,00 para os empregados. Na contabilização do rateio indicado acima, pode-se dizer que ao pagamento dos dividendos coube a importância de: A) R$ 39.000,00. B) R$ 33.150,00. C) R$ 35.700,00. D) R$ 34.627,50. E) R$ 37.050,00. 2. (ESAF/Prefeitura de Natal/Auditor/2008) A empresa Mercearia Comercial S/A auferiu, no exercício, um lucro de R$ 600.000,00, antes de fazer qualquer destinação. Devendo pagar dividendo mínimo obrigatório de 30% sobre o lucro, conforme os estatutos, a empresa promoveu a seguinte distribuição: Imposto de Renda 30%; Participação de Empregados R$ 40.000,00; Participação de Diretores 10%; Reserva Legal na forma da lei; Retenção de Lucros R$ 30.000,00; Dividendos a Pagar 30%. Com a contabilização feita na forma indicada, caberá à empresa distribuir dividendos no valor de: A) R$ 88.470,00. B) R$ 91.548,00. C) R$ 97.470,00. D) R$ 100.548,00. E) R$ 105.840,00. 3. (ESAF/SRF/Auditor/2003) Fomos chamados a calcular os dividendos a distribuir, no segundo semestre, da empresa Rentábil. A empresa é uma sociedade anônima e os seus estatutos determinam que os dividendos devem ser o mínimo obrigatório de acordo com a lei, mas Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 90 103 não estabelecem o valor percentual sobre o lucro líquido. Os valores que encontramos para montar a base de cálculo foram: Reserva estatutária de R$ 6.500,00, Participação de administradores no lucro de R$ 7.000,00, Participação de empregados no lucro de R$ 8.000,00, Provisão para o Imposto de Renda e CSLL de R$ 95.000,00 e lucro líquido, antes do imposto de renda, de R$ 180.000,00. Ficamos com o encargo de calcular o valor da reserva legal e do dividendo mínimo obrigatório. Feitos os cálculos corretamente, podemos afirmar com certeza que o dividendo será no valor de A) R$ 15.000,00 B) R$ 16.625,00 C) R$ 30.000,00 D) R$ 33.250,00 E) R$ 35.000,00 4. (ESAF/Prefeitura do Recife/Contador/2003) Uma companhia aberta que tenha apurado o lucro líquido no valor de R$ 250.000.000, tenha feito a destinação para a formação da reserva legal na base de 5% do lucro líquido e tenha constituído reserva de contingências no valor de 50% do saldo remanescente do lucro líquido. Desconsiderando outros registros, o lucro líquido ajustado, base de cálculo do dividendo mínimo obrigatório, seria de: A) inferior a R$ 100.000.000 B) entre R$ 100.000.000 e R$ 110.000.000 C) entre R$ 110.000.001 e R$ 120.000.000 D) entre R$ 120.000.001 e R$ 130.000.000 E) superior a R$ 130.000.000 5. (ESAF/SRF/Auditor/2002) A empresa Agro & Pecuária S/A apurou no exercício um lucro líquido de R$ 140.000,00. Não havendo prejuízos anteriores a amortizar, a Contabilidade providenciou o registro da seguinte destinação: Participações estatutárias R$ 7.000,00 Reservas estatutárias R$ 8.000,00 Reserva legal R$ 9.000,00 Reserva para contingência R$ 10.000,00 Reversão de reserva p/contingências R$ 2.000,00 Reversão de reservas estatutárias R$ 1.000,00 Após a constituição e a reversão das reservas acima, o Contador deve contabilizar o Dividendo Mínimo Obrigatório de 30% sobre o lucro, Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 91 103 conforme previsto nos Estatutos. Isso provocará um aumento do passivo no valor de A) R$ 32.700,00 B) R$ 34.800,00 C) R$ 37.200,00 D) R$ 37.500,00 E) R$ 37.800,00 6. (ESAF/SEFAZ-PI/Agente Fiscal/2001) A empresa Red Blue S/A transferiu o lucro do exercício com o seguinte lançamento: Resultado do Exercício a Lucros Acumulados Valor do lucro líquido que se transfere p/ balanço R$ 480.000,00 Após este lançamento, a empresa destinou R$ 40.000,00 para constituir reserva legal e mais R$ 40.000,00 para reservas estatutárias. Deste modo, o dividendo mínimo obrigatório, calculado com fulcro no lucro líquido do exercício, deverá ser de A) R$ 220.000,00, se o estatuto, antes omisso, fixar o percentual mínimo permitido. B) R$ 200.000,00, se o estatuto for omisso quanto ao percentual. C) R$ 110.000,00, se o estatuto, antes omisso, fixar o percentual mínimo permitido. D) R$ 110.000,00, se o estatuto for omisso quanto ao percentual. E) R$ 100.000,00, baseado no estatuto, que é livre para fixar qualquer percentual. 7. (ESAF/TCU/Analista Controle Externo/2000) A Assembleia Geral Ordinária da firma Confecções Madagascar S.A aprovou proposta de distribuição de lucros apresentada pela Diretoria, nos seguintes termos: 5% para formação de reserva legal; 10% para pagamento de participação à diretoria; 20% para formação de reserva estatutária; 25% para pagamento de dividendo mínimo obrigatório; 30% para pagamento do imposto de renda e o restante para crédito em lucros acumulados. Observações: A conta lucros ou prejuízos acumulados já tinha saldo devedor de R$ 5.000,00. O crédito do período antes de qualquer destinação foi um lucro líquido de R$ 45.000,00. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 92 103 Com fulcro nessas informações, pode-se afirmar que, no encerramento do exercício de que se trata, foi contabilizado o valor de A) R$ 1.260,00 em Reserva Legal B) R$ 3.200,00 em Participações da Diretoria a Pagar C) R$ 5.600,00 em Reservas Estatutárias D) R$ 7.235,00 em Dividendos a Pagar E) R$ 11.600,00 em Provisão para Imposto de Renda 8. (ESAF/SUSEP/Analista Técnico/2010) A Companhia Epson adquiriu daCompanhia Ypsilon 30% de seu Patrimônio Líquido, que é representado unicamente pela conta Capital, cujo valor é R$ 200 mil. Sabemos que a compra, no início do período, foi realizada por R$ 60 mil; que as companhias Epson e Ypsilon são empresas coligadas; que o investimento é considerado relevante; e que o lucro líquido do período, antes da distribuição de dividendos, foi de R$ 100 mil, na empresa Ypsilon e de R$ 80 mil, na empresa Epson. Sabemos também que a assembleia geral de cada empresa mandou contabilizar a distribuição de 40% do lucro como dividendos. Com base nas informações acima, pede-se indicar por quanto deverá ser avaliado o investimento no Balanço Patrimonial da Companhia Epson no fim do período. O valor da avaliação será: A) R$ 78.000,00. B) R$ 42.000,00. C) R$ 90.000,00. D) R$ 72.000,00. E) R$ 102.000,00. 9. (ESAF/Receita Federal/Auditor/2009) Em fevereiro de 2008 a empresa Calcedônia Minerais S.A. investiu R$ 350.000,00 em ações de outras companhias, contabilizando a transação em seu ativo permanente. Desse investimento, R$ 200.000,00 deverão ser avaliados por "Equivalência Patrimonial" e R$ 150.000,00, pelo Método do Custo. Durante o exercício em questão, as empresas investidas obtiveram lucros que elevaram seus patrimônios líquidos em 4%, tendo elas distribuído dividendos de tal ordem que coube à Calcedônia o montante de R$ 6.000,00, sendo metade para os investimentos avaliados por Equivalência Patrimonial e metade para os investimentos avaliados pelo método do custo. Com base nessas informações, podemos afirmar que, no balanço patrimonial da empresa Calcedônia Minerais S.A. relativo ao exercício de 2008, deverá constar contabilizado um investimento no valor de Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 93 103 A) R$ 350.000,00. B) R$ 355.000,00. C) R$ 358.000,00. D) R$ 361.000,00. E) R$ 364.000,00. 10. (ESAF/Sefaz-SP/APOF/2009) A empresa Atos & Atitudes S/A tinha um saldo bancário de R$ 600.000,00 e resolveu aplicá-lo em ações de outras Companhias, sendo um terço a curto prazo, outro terço representando uma coligação acionária com influência na administração, e ainda, outro terço em investimentos não relevantes. Durante o ano, as empresas investidas apuraram lucro líquido de R$ 15.000,00 cada uma e distribuíram 1/3 desse lucro aos acionistas, como dividendos. No fim do exercício social, após a contabilização dos fatos cabíveis, vamos encontrar o saldo contábil dessas ações no valor de A) R$ 645.000,00. B) R$ 610.000,00. C) R$ 620.000,00. D) R$ 630.000,00. E) R$ 615.000,00. 11. (ESAF/STN/Analista Finanças e Controle/2008) A empresa Alfa Beta S/A comprou 10 mil ações de Delta Ômega S/A ao custo unitário de R$ 14,00, quando o valor patrimonial dessas ações era avaliado em apenas R$ 10,00. Entretanto, em 31 de dezembro de 2007, a empresa Delta Ômega mostrou sua capacidade de negócios apresentando um lucro líquido da ordem de 70% do capital, tendo dele distribuído, como dividendos aos acionistas, o equivalente a 20% do capital social. As operações, na empresa Alfa Beta, são avaliadas e contabilizadas pelo método da equivalência patrimonial. Em 15 de janeiro de 2008, ao vender essas ações a R$ 15,00 por unidade, Alfa Beta terá computado um lucro efetivo de A) R$ 70.000,00. B) R$ 50.000,00. C) R$ 30.000,00. D) R$ 10.000,00. E) R$ 0,00. 12. (ESAF/SEFAZ-MG/Auditor Fiscal Receita Estadual/2005) Duas empresas coligadas avaliam seus investimentos pelo método da equivalência patrimonial. A primeira empresa tem Ativo Permanente de R$ 500.000,00 Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 94 103 Patrimônio Líquido de R$ 300.000,00 Capital Social de R$ 100.000,00 A segunda empresa tem Ativo Permanente de R$ 350.000,00 Patrimônio Líquido de R$ 300.000,00 Capital Social de R$ 150.000,00 A primeira empresa possui 25% do capital social da segunda. A segunda companhia teve lucro de R$ 50.000,00 e distribuiu dividendos no valor de R$ 30.000,00. Em consequência dos resultados e respectiva distribuição, ocorridos na segunda companhia, a primeira empresa deverá contabilizar o aumento de A) R$ 7.500,00 em receitas do período. B) R$ 7.500,00 no ativo circulante. C) R$ 7.500,00 no ativo permanente. D) R$ 12.500,00 no ativo circulante. E) R$ 12.500,00 no ativo permanente. 13. (ESAF/SFR/Auditor Receita Federal/2003) A Cia. ABC adquire 2% do total de ações da Cia. Lavandisca. Na ocasião da operação, o preço acordado envolvia o valor das ações e dividendos adquiridos, relativos a saldos, de Reservas e Lucros Acumulados, pré-existentes e ainda não distribuídos. No momento em que ocorrer o efetivo pagamento dos dividendos referentes a esses itens, o tratamento contábil dado a esse evento deverá ser: A) creditar o valor correspondente a esse dividendo em conta de receita não operacional em contrapartida do registro do ingresso do recurso no caixa. B) ajustar o resultado do exercício e creditar o valor correspondente a esse dividendo em conta de deságio em aquisição de investimentos permanentes em contrapartida do registro do ingresso do recurso no caixa. C) lançar o valor correspondente a esse dividendo a crédito da conta participação societária em contrapartida do registro do ingresso do recurso no caixa. D) registrar os dividendos recebidos como receita operacional em contrapartida ao lançamento de débito na conta caixa. E) considerar o valor recebido como receita não operacional e debitando em contrapartida da conta ágio em investimentos societários. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 95 103 14. (ESAF/MDIC/Analista Comércio Exterior/2002 - adaptada) A empresa Investmuito S/A é possuidora do seguinte investimento em ações: - 1.000 ações emitidas pela empresa Alfa; - 20.000 ações emitidas pela empresa Beta; - 10.000 ações emitidas pela empresa Celta. As ações foram adquiridas indistintamente a R$ 10,00 cada uma, sendo que as emitidas por Alfa são investimentos temporários para revender; as de Beta caracterizam coligação acionária avaliada por equivalência patrimonial; e as de Celta são investimentos permanentes, mas não são relevantes. No encerramento do exercício social as apurações dão conta de que as ações possuídas por Investmuito S/A mantêm, igualmente, o valor de cotação de R$ 8,00 por ação e o valor patrimonial unitário de R$ 12,00. Com base nas informações acima, podemos dizer que, no balanço patrimonial de fim de exercício, o valor contábil do investimento citado deverá ser de: A) R$ 372.000,00 B) R$ 348.000,00 C) R$ 310.000,00 D) R$ 308.000,00 E) R$ 248.000,00 15. (ESAF/SRF/Auditor/2002) A Cia. XAVANTE, detentora de 60% do capital ordinário da Cia. CARIRI, ao final do exercício contábil de 1999, evidencia em seu Balanço Patrimonial o valor de 900.000 reais para este investimento societário. Por ocasião do encerramentodo exercício de 2000, a contabilidade da investida forneceu os valores a seguir para os itens: Itens identificados na Contabilidade da Investida: Patrimônio Líquido Ajustado R$ 2.150.000,00 Vendas de Estoques para a Investidora R$ 2.500.000,00 Margem de Lucro das Vendas Inter-companhias 20% Se ao final do exercício de 2000 restassem, na Cia. Xavante, R$ 500.000,00 dos estoques adquiridos da Cia. Cariri e o valor contábil da participação societária registrada na mesma data fosse R$ 900.000,00, de acordo com a Instrução CVM 247/96, o valor a ser registrado pela investidora como resultado de equivalência patrimonial seria uma: Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 96 103 A) despesa de R$ 390.000,00 B) despesa de R$ 330.000,00 C) receita de R$ 330.000,00 D) despesa de R$ 290.000,00 E) receita de R$ 290.000,00 16. (ESAF/SRF/Auditor/2002) A Cia. XAVANTE, detentora de 60% do capital ordinário da Cia. CARIRI, ao final do exercício contábil de 1999, evidencia em seu Balanço Patrimonial o valor de 900.000 reais para este investimento societário. Por ocasião do encerramento do exercício de 2000, a contabilidade da investida forneceu os valores a seguir para os itens: Itens identificados na Contabilidade da Investida: Patrimônio Líquido Ajustado R$ 2.150.000,00 Vendas de Estoques para a Investidora R$ 2.500.000,00 Margem de Lucro das Vendas Inter-companhias 20% Se o estoque adquirido pela investidora tivesse sido repassado integralmente a terceiros, o valor ao final dessa participação seria: A) R$ 1.190.000,00 B) R$ 1.230.000,00 C) R$ 1.290.000,00 D) R$ 1.309.000,00 E) R$ 1.390.000,00 17. (ESAF/Sefaz-PI/Auditor/2001 - Adaptada) Ao final do exercício, a Cia. “A” detém 20% do capital da Cia. “B”, representado por ações ordinárias. O investimento fora adquirido por $ 5.000. O capital social e o patrimônio líquido de “A” são de, respectivamente, $ 40.000 e $ 50.000; o capital social e o patrimônio líquido de “B”, são, respectivamente, de $ 40.000 e $ 30.000. Considerando que a Cia A possui influência significativa sobre a Cia B, este investimento, no balanço de “A”, deve ser avaliado por A) $ 10.000 B) $ 8.000 C) $ 6.000 D) $ 5.000 E) $ 3.000 18. (ESAF/PM Niteroi/Contador/1999) Quando os investimentos de participação societária são avaliados pelo método da equivalência Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 97 103 patrimonial, os dividendos declarados pela investida serão considerados na investidora como A) redução do investimento (ativo permanente) B) aumento do resultado operacional C) aumento do investimento (ativo permanente) D) redução do resultado operacional E) aumento do resultado não operacional 19) (Autores) Uma entidade possui controle sobre outra quando: A) Possui poder para governar a política financeira e operacional da entidade B) Participa do Conselho de Administração C) Possui mais de 20% do Capital Social D) Exerce influência significativa E) O investimento é considerado relevante Considere o seguinte enunciado para as questões de 20 a 22: (Autores) A Cia A adquiriu 100% do capital social da Cia B, pelo valor de $ 10.000,00. Apresentamos abaixo o balanço patrimonial da Cia B na data da aquisição: ATIVO PASSIVO Ativo circulante: 14.000 Passivo Circulante: 13.000 Imobilizado: 6.000 Patrimônio Líquido: 7.000 Informações adicionais: O Imobilizado da Cia B tem valor justo de 8.000. 20) O valor contabilizado pela Cia A em Investimentos será de: A) 7.000 B) 8.000 C) 9.000 D) 10.000 E) 12.000 21) O valor da Mais Valia é: A) 1.000 B) 2.000 C) 3.000 D) 4.000 E) 8.000 22) O valor do Goodwill é: Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 98 103 A) 1.000 B) 2.000 C) 3.000 D) 4.000 E) 8.000 23) (Autores) A respeito do método da equivalência patrimonial, assinale a alternativa incorreta: A) As demonstrações devem ser elaboradas com as mesmas políticas e critérios contábeis. B) A duração dos períodos abrangidos nas demonstrações contábeis deve ser igual. C) A distribuição de dividendos reduz o valor contábil do investimento. D) As demonstrações da coligada/controlada devem ser da mesma data que da investidora, sendo aceitável uma defasagem de 2 meses (60 dias). Nesse caso, serão vedados quaisquer ajustes, ainda que em decorrência de eventos relevantes, entre o fechamento das demonstrações contábeis e a data da aplicação da equivalência patrimonial, para não prejudicar a comparabilidade das demonstrações. E) Um investimento em coligada e em controlada (neste caso, no balanço individual) é inicialmente reconhecido pelo custo. A partir daí, o valor contábil do investimento será aumentado ou diminuído conforme a participação do investidor nos lucros ou prejuízos da investida. Considere o seguinte enunciado para as questões de 24 a 26: (Autores) A Investidora A possui 30% da coligada B, sendo que o valor contábil deste investimento, em 31/12/X1, era de $75.000. Em 31.12.X2, o PL da Coligada B era o seguinte: Patrimônio Líquido de B: Capital Social 200.000 Reservas de lucro 50.000 Ajuste de Avaliação Patrimonial 30.000 Informações adicionais: A coligada B apurou lucro no exercício de 70.000, tendo destinado 20.000 para distribuição como dividendos, os quais serão pagos no exercício seguinte. O Ajuste de Avaliação Patrimonial, com saldo credor, foi constituído durante o ano de X2. Com base nestas informações, responda às questões 24 a 26: 24) Indique o valor contabilizado no resultado da Controladora A, em função do método da equivalência patrimonial. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 99 103 A) 15.000 B) 21.000 C) 24.000 D) 30.000 E) 84.000 25) Indique o valor contabilizado como “outros resultados abrangentes” na controladora A: A) 18.000 B) 15.000 C) 12.000 D) 9.000 E) 6.000 26) Indique o valor do Investimento da Investidora A em 31/12/X2, após a contabilização da equivalência patrimonial: A) 105.000 B) 99.000 C) 90.000 D) 84.000 E) 75.000 27) A Cia A possui 25% da Cia B. Em Dezembro de X1, a Cia vendeu mercadorias, no valor de 150.000 para a Cia B, com margem de lucro de 20%. No final do exercício, a Cia B havia vendido 60% desses estoques para terceiros. Indique o valor do lucro não realizado para efeito de equivalência patrimonial na Cia A: A) Não há lucro não realizado para efeito de equivalência patrimonial quando a Investidora vende para a Investida. Como é o PL da Investida que será base para a equivalência e o lucro foi apurado pela Investidora, não há nenhum ajuste. B) 12.000 C) 8.000 D) 6.000 E) 3.000 28. (FCC/ISS-SP/Auditor Fiscal/2012) A empresa Alfa, sociedade anônima de capital aberto, possui 30% de participação no capital social de uma empresa coligada (empresa Gama). Durante o exercício financeiro de X1, a investida obteve Lucro Líquido de R$ 100.000,00,distribuiu Dividendos no valor de R$ 20.000,00 e teve o saldo da conta Ajuste de Avaliação Patrimonial aumentado em R$ 10.000,00. Em decorrência deste investimento, a empresa Alfa, em X1, Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 100 103 (A) reconheceu receita de equivalência patrimonial no valor de R$ 30.000,00. (B) manteve o valor do investimento avaliado pelo custo de aquisição. (C) teve uma variação no saldo da conta Investimento em Coligadas referente à empresa Gama de R$ 24.000,00. (D) reconheceu receita de dividendos no valor de R$ 6.000,00. (E) teve seu patrimônio líquido aumentado em R$ 30.000,00. 29. (ESAF/STN/Analista Contábil/2013) A Cia. Iluminada participa com 4% do capital ordinário da Cia. Hércules. Nessa participação societária permanente, a investidora não possuía influência significativa. Na ocasião da aprovação das contas e distribuição do resultado da Cia. Hércules, também foi aprovada a distribuição de R$ 500.000 a título de dividendos aos seus acionistas. A empresa investidora, ante esse fato, deve registrar um débito: A) em Resultado com Investimentos a crédito de Ganhos com Participações Societárias Permanentes. B) em Participações Societárias Permanentes a crédito de Receitas não Correntes - Investimentos. C) de Dividendos a Receber a crédito de Outras Receitas Operacionais - Dividendos e Rendimentos de Outros Investimentos. D) de Disponibilidades a crédito de Ganhos e Perdas com Participações Permanentes em Outras Sociedades. E) de Conta de Resultado a crédito de Resultados com Investimentos Permanentes em outras Sociedades Coligadas. 30. (ESAF/STN/Analista Contábil/2013) Enunciado para a questão. Em 31/12/x10, a Cia. LUA adquire 60% do Patrimônio Líquido da Cia. SOL assumindo o controle da mesma, pagando a vista na operação R$ 1,8 milhões. Na mesma data, o Balanço Patrimonial da empresa adquirida era composto pelos seguintes elementos patrimoniais: Na mesma data, a avaliação a valor justo dos itens patrimoniais apontavam os valores a seguir: Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 101 103 Com base nas informações fornecidas, pode-se afirmar que a realização da operação gerou: A) compra vantajosa para a investidora de R$ 60.000. B) apuração de ativo líquido no valor de R$ 3.600.000. C) deságio no valor de R$ 600.000. D) ágio por rentabilidade futura de R$ 360.000. E) perda de capital no valor de R$ 360.000. 31. (ESAF/STN/Analista Contábil/2013) Enunciado para a questão. Em 31/12/x10, a Cia. LUA adquire 60% do Patrimônio Líquido da Cia. SOL assumindo o controle da mesma, pagando a vista na operação R$ 1,8 milhões. Na mesma data, o Balanço Patrimonial da empresa adquirida era composto pelos seguintes elementos patrimoniais: Na mesma data, a avaliação a valor justo dos itens patrimoniais apontavam os valores a seguir: Com base nos dados fornecidos, ao efetuar o registro da participação societária permanente da Cia. Sol, a empresa investidora deve lançar a débito da conta de investimento um valor total de: A) R$ 3.600.000. Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 102 103 B) R$ 2.300.000. C) R$ 1.860.000. D) R$ 1.500.000. E) R$ 600.000. 32. (ESAF/Receita Federal/Auditor/2012) A Empresa Controladora S.A., companhia de capital aberto, apura um resultado negativo de equivalência patrimonial que ultrapassa o valor total de seu investimento na Empresa Adquirida S.A. em R$ 400.000,00. A Empresa Controladora S.A. não pode deixar de aplicar recursos na investida, uma vez que ela é a única fornecedora de matéria-prima estratégica para seu negócio. Dessa forma, deve a investidora registrar o valor da equivalência A) a crédito do investimento, ainda que o valor ultrapasse o total do investimento efetuado. B) a crédito de uma provisão no passivo, para reconhecer a perda no investimento. C) a crédito de uma provisão no ativo, redutora do investimento. D) a débito do investimento, ainda que o valor ultrapasse o total do investimento efetuado. E) a débito de uma reserva de capital, gerando uma cobertura para as perdas. 10 7 - GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira 103 103 QUESTÃO GABARITO QUESTÃO GABARITO 1 E 18 A 2 D 19 A 3 D 20 D 4 C 21 B 5 B 22 A 6 C 23 D 7 A 24 B 8 A 25 D 9 B 26 B 10 B 27 E 11 C 28 A 12 B 29 C 13 C 30 A 14 B 31 C 15 E 32 B 16 C 17 C Gabriel Rabelo, Júlio Cardozo, Luciano Rosa Aula 15 Contabilidade Geral e Avançada p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) Com videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 549048 11527338770 - Fernando ferreira