Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

CURSO SOFTWARE
Material Didático
Projeto Estrutural em 
Concreto Armado
© 2018 MN Tecnologia e Treinamento Ltda.
Todos os direitos estão reservados
Eng Adriano PachecoEng Adriano Pacheco
Eng Rodrigo Broering KoerichEng Rodrigo Broering Koerich
 
 
2 
 
Todo o esforço foi feito na elaboração destes programas. Neste esforço incluem-se o 
desenvolvimento, pesquisa e testes das teorias e resultados para garantir as suas efetividades. 
No entanto, os autores, a AltoQi e os distribuidores não assumem garantias de nenhuma 
espécie, expressas ou implícitas, pela utilização dos resultados destes programas ou do 
material escrito contido nesta apostila. A responsabilidade e o risco quanto aos resultados e 
desempenho dos programas são assumidos pelo usuário, o qual deverá testar toda a 
informação antes da sua efetiva utilização. 
A QiSat reserva o direito de mudar os produtos sem prévio aviso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Todos os direitos autorais e de reprodução total ou parcial desta apostila estão 
reservados para AltoQi Tecnologia em Informática Ltda. 
 
 
 
Florianópolis, setembro de 2018 
 
 
 
3 
 Apresentação 
 
Esta apostila tem por finalidade apresentar ao usuário as principais características do 
programa Eberick, bem como dos módulos adicionais desenvolvidos pela AltoQi em ambiente 
Windows. 
Cabe lembrar que esta apostila aborda projetos exemplos de forma puramente 
didática, atendo-se principalmente às características de uso do sistema, sem se preocupar 
com certos pontos reais do projeto. Não se trata, aqui, de um roteiro acerca de como se 
lançar convenientemente uma estrutura, mas sim de como utilizar as ferramentas fornecidas 
pelos programas. 
Para obter informações adicionais, pode-se consultar a documentação eletrônica dos 
programas, acessando o botão na barra de ferramentas principal. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
4 
Índice 
APRESENTAÇÃO ...................................................................................................... 3 
ÍNDICE .................................................................................................................. 4 
AULA 1 – LANÇANDO O PROJETO ................................................................................. 9 
1 COMO FUNCIONA ESSE CURSO? ........................................................................................9 
2 ABRINDO O PROGRAMA .............................................................................................. 10 
2.1 Instalando o Eberick ..................................................................................... 10 
2.2 Abrindo o Eberick ........................................................................................ 11 
3 LANÇANDO UM PROJETO NOVO...................................................................................... 11 
4 ESTRUTURA DE ARQUIVOS DE PROJETO ............................................................................. 13 
4.1 A janela Projeto .......................................................................................... 14 
4.2 Configurações do Eberick ............................................................................... 14 
4.3 Gerenciamento dos arquivos do projeto ............................................................. 15 
5 O AMBIENTE CROQUI ................................................................................................ 16 
5.1 Como executar comandos no Eberick ................................................................ 18 
5.2 Ajuda para os comandos ................................................................................ 18 
6 INICIANDO O TRABALHO ............................................................................................. 19 
6.1 A linha de comando ...................................................................................... 19 
6.2 Comandos de visualização .............................................................................. 20 
6.3 Dicas fundamentais ...................................................................................... 21 
7 SISTEMA DE COORDENADAS UTILIZADO NO EBERICK ................................................................. 21 
7.1 Escala do desenho ....................................................................................... 21 
7.2 Coordenadas absolutas .................................................................................. 21 
7.3 Coordenadas relativas ................................................................................... 22 
AULA 2 – FERRAMENTAS DE CAPTURA .......................................................................... 24 
1 PRECISÃO DE DESENHOS ............................................................................................. 24 
2 CAPTURA DE PONTOS ............................................................................................... 24 
2.1 Ponto na extremidade ............................................................................. 25 
2.2 Ponto médio ........................................................................................ 26 
2.3 Intersecção ......................................................................................... 27 
2.4 Ponto no elemento (ponto qualquer) .......................................................... 28 
2.5 Perpendicular ...................................................................................... 29 
2.6 Centro ............................................................................................... 30 
2.7 Quadrante ........................................................................................... 31 
2.8 Personalizado ...................................................................................... 32 
3 ORTOGONAL 32 
4 FERRAMENTAS DE CAPTURA ......................................................................................... 34 
4.1 Captura Ponto Relativo ............................................................................. 35 
4.2 Captura Ponto Médio .............................................................................. 37 
4.3 Captura Quadrante ................................................................................ 38 
4.4 Captura Ponto da Intersecção ................................................................... 40 
AULA 3 – PREPARAÇÃO DAS ARQUITETURAS .................................................................. 41 
1 FORMAS DE LANÇAMENTO DA ESTRUTURA .......................................................................... 41 
2 IMPORTANDO O ARQUIVO EM FORMATO DWG PARA O EBERICK ..................................................... 41 
2.1 Importando o arquivo DWG ............................................................................. 42 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
5 
2.2 Apagando os elementos que não interessam ao projeto .......................................... 42 
2.3 Convertendo para a escala correta ................................................................... 45 
2.4 Confirmando as medidas do desenho ................................................................. 46 
2.5 Posicionando a origem do desenho ................................................................... 46 
2.6 Alterar as propriedades dos elementos para um único nível ..................................... 47 
3 IMPORTANDO AS ARQUITETURAS DO TÉRREO E DA COBERTURA ..................................................... 50 
3.1 Inserir arquitetura do Térreo .......................................................................... 50 
3.2 Inserir arquitetura da Cobertura ...................................................................... 53 
AULA 4 - LANÇAMENTO DA ESTRUTURA – PARTE 1 .......................................................... 56 
1 LANÇAMENTO DOS PILARES .......................................................................................... 56 
1.1 Filosofia de lançamento dos pilares ..................................................................56 
1.2 Configuração da entrada gráfica ...................................................................... 57 
1.3 Lançando os pilares ...................................................................................... 58 
1.4 Usando a captura Ponto na Intersecção ............................................................. 60 
1.5 Usando a captura Ponto relativo ...................................................................... 61 
1.6 Renumerando os pilares ................................................................................ 62 
2 LANÇAMENTO DAS VIGAS ............................................................................................ 64 
2.1 Lançando as vigas ........................................................................................ 64 
2.1.1 Vigas contínuas apoiadas sobre pilares ................................................... 64 
2.1.2 Lançando uma viga em balanço ........................................................... 66 
2.1.3 Lançando vigas ortogonais .................................................................. 67 
2.1.4 Lançando uma viga apoiada em outra viga .............................................. 69 
2.1.5 Lançando a viga de bordo da sacada ..................................................... 71 
2.2 Verificação do alinhamento das vigas ................................................................ 74 
2.3 Renumerando as vigas ................................................................................... 74 
3 LANÇAMENTO DAS LAJES ............................................................................................ 75 
3.1 Lançando as lajes maciças ............................................................................. 75 
3.2 Laje da sacada com rebaixo ........................................................................... 78 
3.3 Lançando uma laje nervurada ......................................................................... 78 
3.4 Definindo o engastamento entre as lajes ............................................................ 80 
3.5 Renumerando as lajes ................................................................................... 81 
AULA 5 - LANÇAMENTO DA ESTRUTURA – PARTE 2 .......................................................... 82 
1 LANÇAMENTO DAS CARGAS DAS PAREDES ........................................................................... 82 
1.1 Cargas de parede sobre as vigas e barras ............................................................ 82 
1.1.1 Lançando as paredes até o teto sobre as vigas ......................................... 82 
1.1.2 Inserindo as aberturas nas cargas de parede ............................................ 84 
1.1.3 Lançando as cargas de parede da sacada ................................................ 85 
1.1.4 Lançamento das paredes sobre as lajes .................................................. 85 
1.1.5 Criando nó intermediário na viga ......................................................... 86 
2 VÍNCULOS ENTRE OS ELEMENTOS .................................................................................... 88 
2.1 Vínculos entre as lajes .................................................................................. 88 
2.2 Vínculos entre as vigas .................................................................................. 89 
3 COMANDOS DE VERIFICAÇÃO ........................................................................................ 90 
3.1 Detectar proximidades .................................................................................. 90 
3.2 Verificar alinhamento ................................................................................... 90 
4 LANÇAMENTO DO PAVIMENTO TÉRREO .............................................................................. 90 
4.1 Copiar o croqui do pavimento Tipo 1 ................................................................. 91 
4.2 Remover as cargas de parede desnecessárias....................................................... 92 
4.3 Remover os elementos desnecessários ao lançamento ............................................ 93 
4.4 Incluir novos elementos que sejam necessários .................................................... 94 
4.5 Renumerar as vigas ...................................................................................... 94 
4.6 Definir as cargas sobre os novos elementos ......................................................... 95 
4.7 Definir as fundações do Edifício. ...................................................................... 96 
AULA 6 - LANÇAMENTO DA ESCADA ............................................................................. 99 
1 FILOSOFIA DE LANÇAMENTO DAS ESCADAS NO EBERICK ............................................................. 99 
1.1 Filosofia de lançamento ................................................................................ 99 
1.2 Criação do croqui intermediário ...................................................................... 99 
2 LANÇAMENTO DA ESCADA ......................................................................................... 101 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
6 
2.1 Lançar os patamares da escada ...................................................................... 101 
2.1.1 Patamar do pavimento Tipo 1 ............................................................ 101 
2.1.2 Patamar intermediário ..................................................................... 105 
2.2 Apoio da escada no pavimento Térreo .............................................................. 109 
2.3 Inserindo os lances da escada ........................................................................ 111 
2.4 Definindo os vínculos entre os elementos .......................................................... 115 
2.5 Corrigir as cargas de parede .......................................................................... 117 
AULA 7 - FINALIZAÇÃO DO LANÇAMENTO DA ESTRUTURA ............................................... 120 
1 INSERINDO UM FURO/ABERTURA EM VIGA ......................................................................... 120 
2 COPIANDO OS CROQUIS DOS PAVIMENTOS TIPO 2, TIPO 3 E COBERTURA ........................................ 121 
3 AJUSTANDO OS CROQUIS DO TIPO 2 E TIPO 3 .................................................................... 123 
4 AJUSTANDO O CROQUI DO PAVIMENTO COBERTURA .............................................................. 123 
4.1 Eliminar a escada de acesso à Cobertura ........................................................... 123 
4.2 Apagar os elementos desnecessários ................................................................ 124 
4.3 Lançar os elementos que estão faltando ........................................................... 125 
4.4 Ajustar as cargas de parede sobre as vigas ......................................................... 126 
5 COMANDOS DE VERIFICAÇÃO ...................................................................................... 128 
AULA 8 - ANÁLISE DA ESTRUTURA ............................................................................. 129 
1 DEFINIÇÃO DAS PRINCIPAIS CONFIGURAÇÕES DO EBERICK ......................................................... 129 
1.1 Configurações – Análise ................................................................................ 129 
1.2 Configurações Materiais e Durabilidade............................................................. 132 
1.2.1 Classes ........................................................................................ 133 
1.2.2 Barras ......................................................................................... 133 
1.2.3 Bitolas ......................................................................................... 134 
1.2.4 Grupo Geral .................................................................................. 135 
1.3 Configurações de Dimensionamento .................................................................135 
1.3.1 Pilares ......................................................................................... 136 
1.3.2 Vigas ........................................................................................... 137 
1.3.3 Lajes ........................................................................................... 138 
1.3.4 Sapatas ........................................................................................ 139 
1.3.5 Blocos ......................................................................................... 140 
1.3.6 Tubulões ...................................................................................... 141 
1.4 Configurações de Vento ................................................................................ 142 
1.5 Configurações de Flechas .............................................................................. 143 
2 ANÁLISE DA ESTRUTURA ........................................................................................... 143 
2.1 Processamento da estrutura .......................................................................... 143 
2.2 Metodologia para análise e dimensionamento da estrutura ..................................... 144 
2.3 Comportamento Global da estrutura ................................................................ 145 
2.3.1 Verificação da estabilidade global ....................................................... 145 
2.3.2 Visualização do pórtico deformado ...................................................... 146 
2.3.3 Deslocamentos horizontais do pavimento cobertura ................................. 147 
AULA 9 - DIMENSIONAMENTO DAS VIGAS ..................................................................... 148 
1 INICIANDO O TRABALHO ........................................................................................... 148 
2 ANÁLISE DOS DIAGRAMAS DE ESFORÇOS ........................................................................... 149 
3 VERIFICAÇÃO DAS FLECHAS ELÁSTICAS ............................................................................ 152 
4 DIMENSIONAMENTO DAS VIGAS AO ESTADO LIMITE ÚLTIMO ....................................................... 153 
5 COMEÇANDO TUDO OUTRA VEZ .................................................................................... 155 
5.1 Processando a estrutura e fazendo a análise global .............................................. 155 
5.2 Analisando os diagramas das vigas ................................................................... 155 
5.3 Analisando os deslocamentos do pavimento ....................................................... 156 
6 FINALIZANDO O DIMENSIONAMENTO DAS VIGAS .................................................................... 158 
AULA 10 - DIMENSIONAMENTO DAS LAJES E ESCADAS .................................................... 163 
1 ANÁLISE E DIMENSIONAMENTO DAS LAJES ......................................................................... 163 
1.1 Iniciando o trabalho .................................................................................... 163 
1.2 Interpretação dos resultados da Grelha 3D ........................................................ 164 
1.2.1 Controles da janela da grelha 3D......................................................... 164 
1.2.2 Análise dos diagramas ...................................................................... 167 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
7 
1.2.3 Análise crítica dos resultados ............................................................. 168 
1.3 Diagrama de reações das lajes ....................................................................... 168 
1.4 Diagrama de Momentos das lajes .................................................................... 169 
1.5 Verificação das flechas elásticas nas lajes ......................................................... 169 
1.6 Dimensionamento das lajes ao ELU .................................................................. 170 
2 ANÁLISE E DIMENSIONAMENTO DAS ESCADAS ...................................................................... 172 
2.1 Interpretação dos resultados da grelha 3D ......................................................... 173 
2.2 Diagrama de reações das escadas .................................................................... 174 
2.3 Diagrama de Momentos das escadas ................................................................. 174 
2.4 Verificação das flechas elásticas nas lajes ......................................................... 175 
2.5 Dimensionamento das escadas ao Estado Limite Último ......................................... 176 
AULA 11 - DIMENSIONAMENTO DOS PILARES E FUNDAÇÕES ............................................. 177 
1 ANÁLISE DAS VIGAS, LAJES E ESCADAS DOS DEMAIS PAVIMENTOS ................................................. 177 
1.1 Iniciando o trabalho .................................................................................... 177 
1.2 Copiando os croquis .................................................................................... 177 
1.3 Processando a estrutura e analisando novamente os resultados ............................... 177 
1.3.1 Dimensionamento das vigas do pavimento Tipo 2 e Tipo 3 .......................... 178 
1.4 Dimensionamento dos elementos do pavimento Cobertura ..................................... 179 
1.4.1 Dimensionamento das Vigas ............................................................... 179 
1.4.2 Dimensionamento das lajes ............................................................... 180 
1.5 Dimensionamento dos elementos do pavimento térreo .......................................... 180 
1.5.1 Dimensionamento das Vigas ............................................................... 180 
2 DIMENSIONAMENTO DOS PILARES.................................................................................. 181 
2.1 Reprocessamento da estrutura ....................................................................... 183 
3 VERIFICAÇÃO FINAL DA ESTRUTURA ............................................................................... 186 
3.1 Verificação de flecha total ............................................................................ 186 
4 DIMENSIONAMENTO DAS FUNDAÇÕES.............................................................................. 189 
4.1 Sapatas .................................................................................................... 189 
4.2 Dimensionamento dos Blocos sobre estacas e tubulões .......................................... 189 
AULA 12 - DETALHAMENTO DAS ARMADURAS............................................................... 191 
1 CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES ................................................................................... 191 
1.1 Iniciando o trabalho .................................................................................... 191 
1.1.1 Relação do Eberick com os programas CAD ............................................. 192 
2 GERAÇÃO DOS DESENHOS DAS ARMADURAS ....................................................................... 193 
2.1 Escolha preliminar e teste de detalhamento das armaduras .................................... 193 
2.1.1 Escolha das armaduras das lajes ......................................................... 193 
2.1.2 Escolha das armaduras das escadas ...................................................... 194 
2.1.3 Escolha das armaduras das vigas ......................................................... 195 
2.1.4 Escolha das armaduras dos pilares ....................................................... 195 
2.2 Geração dos detalhamentos em formato A4 ....................................................... 196 
2.2.1 Salvando as modificações num arquivo ................................................. 197 
2.2.2 Exportando os detalhamentos para edição em outro CAD ........................... 198 
2.3 Geração dos detalhamentos em Pranchas ..........................................................198 
2.3.1 Configuração do tamanho da prancha ................................................... 198 
2.3.2 Gerando as pranchas ....................................................................... 200 
2.3.3 Gerenciamento dos elementos na prancha ............................................. 200 
2.3.4 Gravação das pranchas ..................................................................... 200 
2.4 Geração das pranchas de armadura do projeto ................................................... 201 
3 EDIÇÃO DE FERROS NO EBERICK .................................................................................. 202 
3.1 Preparando o trabalho ................................................................................. 202 
3.2 Comandos de edição .................................................................................... 202 
3.2.1 Comandos de Manipulação................................................................. 203 
3.2.2 Edição Direta ................................................................................. 203 
AULA 13 - DESENHO DAS FÔRMAS ............................................................................. 205 
1 CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES ................................................................................... 205 
1.1 Iniciando o trabalho .................................................................................... 205 
2 GERAÇÃO DAS FÔRMAS ............................................................................................ 205 
2.1 Cotas na fôrma .......................................................................................... 205 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
8 
2.2 Cotas no croqui .......................................................................................... 207 
3 GERAÇÃO DE CORTES .............................................................................................. 208 
3.1 Corte sobre a estrutura ................................................................................ 208 
3.2 Corte esquemático ...................................................................................... 210 
4 GERAÇÃO DE PRANCHAS DE DESENHOS ............................................................................ 211 
5 BIBLIOTECA DE SÍMBOLOS ......................................................................................... 211 
5.1 Criando um símbolo .................................................................................... 212 
5.2 Inserindo um símbolo ................................................................................... 212 
6 PLANTA DE LOCAÇÃO E DE CARGAS ............................................................................... 213 
6.1 Planta de locação ....................................................................................... 213 
6.2 Planta de cargas......................................................................................... 213 
6.3 Configurando as plantas de cargas e de Locação dos pilares ................................... 213 
AULA 14 - TÓPICOS ESPECIAIS .................................................................................. 215 
1 LANÇAMENTO DE VIGAS CURVA ................................................................................... 215 
1.1 Iniciando o trabalho .................................................................................... 215 
1.2 Lançamento da viga .................................................................................... 215 
1.3 Dimensionamento e detalhamento da viga ......................................................... 216 
2 VIGAS DE EQUILÍBRIO E FUNDAÇÕES COM PILAR EXCÊNTRICO ..................................................... 216 
3 RESOLVENDO OS PROBLEMAS DE ALINHAMENTO ................................................................... 219 
4 INTEROPERABILIDADE BIM – GERANDO PLANTA BAIXA A PARTIR DE UM ARQUIVO IFC ............................ 221 
FICHA TÉCNICA DO CURSO ...................................................................................... 224 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
9 
 Aula 1 – Lançando o Projeto 
1 Como funciona esse curso? 
Algumas considerações que dizem respeito ao andamento do nosso curso são muito 
importantes. 
A primeira delas é sobre o uso do recurso “Alt+Tab”. Através deste recurso poderemos 
alternar as janelas entre o ambiente de ensino e o programa Eberick. 
 
1) Utilizar o recurso “Alt+Tab” 
§ Segure pressionada a tecla “Alt” e aperte a tecla “Tab”; 
§ Pressionar repetidas vezes a tecla “Tab” percebe-se que o programa selecionado varia. 
§ Você irá alternar a seleção entre o Eberick e o ambiente de ensino no navegador de internet 
que estiver utilizando para assistir o curso. 
 
Também serão utilizados muitos arquivos neste curso. Para facilitar nossa organização, 
vamos criar uma pasta onde os iremos colocá-los quando fizermos seu download ou na 
necessidade de salvá-los, se for o caso. 
 
2) Criar pasta para os arquivos do curso 
§ Acesse a estrutura de pastas do seu computador através do “Windows Explorer”, ou clicando 
no ícone “Meu Computador”. 
§ Selecione a opção: Arquivo – Novo – Pasta. 
§ Digite, no campo que se abre, o referido nome da pasta: Curso Eberick. 
§ Acesse essa pasta com um duplo clique sobre seu nome. 
 
Neste curso vamos realizar o projeto completo de um edifício. Os arquivos de 
arquitetura deste nosso projeto estão em formato “dwg”. Vamos fazer seu download neste 
momento, para utilizá-los em um momento oportuno. 
 
3) Efetuar download dos arquivos de arquitetura 
Download de todos os arquivos ao mesmo tempo 
§ Acesse a biblioteca do curso. 
§ Clique na pasta “Material de apoio Completo”. 
§ Clique sobre o arquivo “Arquivos_de_apoio.exe”. 
§ Clique em “Salvar Como”. 
§ Localize a pasta Curso Eberick. 
§ Clique na opção “Salvar”. 
 
 
Download dos arquivos separadamente 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
10 
§ Clique sobre o arquivo desejado para a realização do download. 
§ Clique na opção “Salvar Como”. 
§ Localize a pasta Curso Eberick. 
§ Clique na opção “Salvar”. 
§ Repita este procedimento para os demais arquivos de etapa disponíveis. 
 
Estes arquivos estão presentes também no ambiente da biblioteca. 
 
Finalmente, temos a última e importante alteração que se faz necessária. É da 
resolução do monitor, que deve ser de no mínimo 1024 X 768 pixels. 
 
4) Alterar a resolução do monitor 
§ Clique com o botão direito do mouse na área de trabalho; 
§ Selecione a opção propriedades; 
§ Escolha a aba: configurações; 
§ Na opção “Resolução da tela”, utilize a escala para selecionar a opção 1024 x 768 – se você 
prefere utilizar uma resolução maior, não precisa alterá-la. 
§ Clique em “Aplicar” e, logo em seguida, no botão “OK”. Alguns ajustes de tamanho de tela 
podem ser necessários, e devem ser efetuados através dos botões do próprio monitor. 
2 Abrindo o programa 
Este curso pode ser feito utilizando a versão demonstrativa ou a versão normal do 
programa. 
Caso você possua o pacote de módulos “Light”, deverá utilizar a Versão Demonstrativa 
para realizar o acompanhamento do curso. Isso é necessário uma vez que o projeto exemplo 
que será desenvolvido ao longo do curso não leva em consideração as limitações desse pacote 
light. O projeto exemplo tem essa característica pois pretende demonstrar o maior número de 
funcionalidades, comandos e operações presentes no Eberick. Sendo assim é orientada a 
utilização da versão demonstrativa que não apresenta limitações para o desenvolvimento do 
projeto exemplo, permitindo que você realize todo o projeto exemplo, utilizando todos os 
módulos abordados no curso. 
A orientação sobre o uso da versão demonstrativa também é válida para quem utiliza a 
versão flex do Eberick, portanto caso você for usuário da versão Flex, para conseguir 
desenvolver corretamente o projeto exemplo, também deverá utilizar a Versão Demonstrativa 
do Eberick, conforme asinstruções repassadas anteriormente. 
 Esta versão pode ser obtida diretamente da seção de “Downloads” do site da AltoQi: 
www.altoqi.com.br/downloads. 
2.1 Instalando o Eberick 
 
Instalando a versão atualizada 
§ Acesse o site da AltoQi (www.altoqi.com.br). 
§ Clique em Downloads e localize o Eberick 2019 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
11 
§ Localize o item “Versão Demonstrativa” (você também poderá optar pela “Instalação 
Completa”, desde que você possua um protetor AltoQi que contemple os requisitos listados 
acima). 
§ Clique sobre a versão escolhida. 
§ Informe sua chave de cliente e senha. 
§ Clique no botão download e escolha a opção Salvar. 
§ Após ter concluído o download, clique no botão Executar. 
§ Aceite todas as opções apresentadas, clicando em Avançar e Concluir. 
 
 
2.2 Abrindo o Eberick 
 
1) Execute o programa Eberick através de um duplo clique sobre o ícone do Eberick; 
2) No dialogo inicial, clique no botão “Novo Projeto”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.1 – Diálogo inicial para Versão Demonstrativa. 
 
3 Lançando um projeto novo 
Objetivo: 
§ Criar o projeto que será utilizado durante o curso e todos os outros projetos que você 
irá fazer. 
 
Trata-se de uma estrutura de cinco pavimentos, sendo um pavimento térreo, três 
pavimentos tipo e um pavimento cobertura. Entre os pavimentos, há um pé direito de 2,80m, 
exceto no térreo, em que a distância estimada até a fundação é de 1,50m. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
12 
 
Figura 3.1 – Descrição da edificação. 
Uma referência importante é o “nível Inferior”, que corresponde ao nível absoluto do 
projeto em relação à arquitetura. Refere-se sempre à face superior das vigas ou lajes do 
pavimento inferior do projeto. No caso do exemplo deste curso, o nível inferior é igual a zero. 
Outra configuração importante é o “nível solo”, uma opção para informarmos em qual 
nível estará situado o solo no contorno da edificação, esse valor é utilizado para determinar a 
partir de qual nível será considerado os esforços de vento no modelo estrutura. Para esse 
projeto, aplique o valor zero. 
Vamos criar os pavimentos desta estrutura preenchendo o diálogo “Projeto novo” com 
os seguintes dados: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3.2 – Diálogo “Projeto Novo”. 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
13 
Não deu certo: 
§ Verifique novamente os dados digitados (principalmente as alturas e repetições) e também 
o valor do campo Nível inferior e Nível solo, comparando-os aos que aparecem na imagem. 
Agora clique no campo onde está o número de repetições da cobertura. 
§ Caso você tenha inserido algum dos pavimentos fora da ordem ou mesmo um pavimento a 
mais, utilize o botão “excluir” sobre os pavimentos que estiverem errados. Tome o cuidado 
de clicar sobre o pavimento que está mais acima dos demais antes de clicar novamente no 
botão “insere acima”. 
§ Se mesmo assim não estiver certo, clique no botão cancelar localizado no canto inferior do 
diálogo “Projeto novo” e repita a explicação deste passo. 
4 Estrutura de arquivos de projeto 
Objetivos 
§ Conhecer as funções da janela Projeto e seus usos; 
§ Apresentar as configurações do sistema; 
§ Compreender qual a relação entre os arquivos criados no projeto e no disco rígido. 
Etapa01 - Criação do projeto.prj 
 
 
Não deu certo: 
§ Caso apareça uma mensagem informando que devido aos novos recursos apresentados por 
esta versão, a estrutura lida deverá ser reprocessada, clique em “Sim” e após em “Salvar”. 
Clique em “Cancelar” na janela de Análise da estrutura que irá aparecer. Iremos estudar 
este recurso no decorrer do curso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
14 
4.1 A janela Projeto 
A janela Projeto é a janela principal do programa, através da qual é possível navegar 
entre os diversos pavimentos e ambientes do EBERICK. A janela tem uma apresentação de 
forma hierárquica, podendo ser contraída ou expandida selecionando as opções [ - ] ou [ + ]. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4.1 – A janela Projeto. 
Fechei acidentalmente a janela: 
§ Caso você tenha fechado acidentalmente a janela, abra novamente o arquivo “Etapa 01 - 
Criação do projeto.prj” e prossiga a partir desse ponto. 
4.2 Configurações do Eberick 
As configurações no Eberick são organizadas, conforme seu contexto e aplicação, em 
três grupos principais: 
§ Configurações de desenho; 
§ Configurações de projeto; 
§ Configurações do sistema. 
 
 
 
 
 
Figura 4.2 – Configuração de sistema. 
Algumas dessas configurações serão estudadas mais detalhadamente ao longo do curso. 
O último desses grupos contém uma configuração homônima, chamada “Sistema”, que 
tem a função de definir o sistema de unidades e as pastas padrão utilizados no Eberick. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
15 
A pasta padrão refere-se ao caminho do disco rígido que o programa irá utilizar como 
default no momento de abrir ou gravar um arquivo. 
Assim, para facilitar o trabalho durante o curso, deve ser definida nessa configuração a 
pasta em que você salvou os arquivos de apoio deste curso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4.3 – Janela “Configurações-Sistema”. 
4.3 Gerenciamento dos arquivos do projeto 
Ao contrário do que era feito em programas mais antigos de análise estrutural, o 
Eberick guarda em um único arquivo de extensão “PRJ” os arquivos do projeto e, neste 
arquivo, ficam armazenadas todas as informações relativas à geometria, vínculos e 
carregamentos da estrutura. 
Ao ser gravado e ao ser aberto, o arquivo “PRJ” gera automaticamente cópias de 
segurança com a extensão ”BAK” e “SAV”, no mesmo endereço do disco onde foi definido o 
arquivo “PRJ”. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
16 
 
Figura 4.4 – Simulação da criação dos arquivos Bak e Sav na elaboração de um projeto. 
 
Durante o desenvolvimento do projeto, entretanto, são utilizados outros arquivos 
(“DWG”, “DXF”, “CAD”, etc...) além dos arquivos de desenho gerados pelo programa, que 
constituem o próprio projeto (“PRC”, “CAD”, “DTS”, “DXF”) e que também são armazenados 
em um local a ser definido no momento da gravação. 
Para facilitar o acesso a esses arquivos, é possível definir atalhos na janela projeto que 
permitem abri-los diretamente a partir de seu local de origem no disco rígido, criando, assim, o 
que se pode chamar de “atalho”, “link” ou, simplesmente, “associação o arquivo ao projeto”. 
5 O ambiente Croqui 
Objetivo: 
§ Mostrar o funcionamento do ambiente croqui e as formas de instruções de comandos. 
 
O Croqui possui basicamente três áreas distintas: 
Guias ou Menus, que agrupam todos os comandos do EBERICK separados de acordo com 
sua aplicação. 
Barras de Acesso Rápido e de comandos, que contém botões de atalho para alguns dos 
comandos dos Menus. Podem ser posicionadas em qualquer ponto da área de trabalho para 
ajustar-se às preferências do usuário. É possível configurar quais são as barras de ferramentas 
ativas através do menu Visualizar-Barras de ferramentas. 
Área de trabalho, que é um espaço de desenho em ambiente CAD, onde é feita a 
entrada gráfica dos dados para o programa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
17 
Figura 5.1 – O ambiente Croqui. 
 
A área de CAD, ou área de trabalho, é configurável pelo usuário, que pode definir a 
aparência e algumas opções de usos de recursos. 
Para estudar essas opções, no menu Configurações, escolha a opção “CAD”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 5.2 – Configurações de CAD. 
 
 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
18 
Configurações de CAD: 
§ Cursor: podem ser definidos os tamanhos da mira e das linhas guia do cursor. Recomenda-
se que o tamanho da mira fique entre 8 e 16 pixels; 
§ Captura: pode-se definir para cada tipo de captura se vai haver destaque e qual será a 
cor e tamanhodo marcador; 
§ Cor do fundo: a cor do fundo do croqui é personalizada pelo usuário. 
5.1 Como executar comandos no Eberick 
Os comandos disponíveis no EBERICK podem ser executados de quatro maneiras: 
1ª) Botões de atalho – Os Botões de atalho, ficam localizados na parte superior da 
janela do software, variando de acordo com a guia corrente; 
2ª) Teclas de atalho – É a maneira mais eficiente e rápida de executar um comando, 
através da definição de uma combinação de teclas e letras. Para isso, acesse o menu 
“Estrutura-Configurações-Sistema-Teclas de atalho”; 
3ª) Mnemônicos – são sequências de letras que caracterizam um determinado comando 
e que podem ser digitadas na linha de comando; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 5.3 – Diálogo: Configurações-Teclas de Atalho. 
4ª) Menus de contexto – Consiste em selecionar um comando através do botão direito 
do mouse, clicando sobre o elemento que se deseja manipular. Cada tipo de elemento possui 
um menu contendo opções específicas. 
5.2 Ajuda para os comandos 
Com o Eberick, é possível obter um acesso rápido à explicação dos comandos, através 
do uso da tecla <F1> nos menus ou junto com as janelas do programa. 
Para exemplificar o uso desse excelente recurso: 
§ Acesse o menu “Estrutura-Sistema-Configurações”; 
§ Posicione o mouse sobre o comando “Tecla de atalho”, sem executá-lo; 
§ Pressione a tecla F1 e repare que se abre uma janela com explicações sobre as teclas de 
atalho. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
19 
 
Figura 5.4 – Ajuda para os comandos. 
Você também poderá abrir a janela de ajuda para qualquer diálogo aberto pelo 
programa. 
6 Iniciando o trabalho 
Objetivos: 
§ Caracterizar a linha de comando e definir sua importância; 
§ Apresentar os comandos de visualização para facilitar a manipulação dos recursos 
gráficos. 
6.1 A linha de comando 
 
Figura 6.1 – A linha de comando. 
A linha de comando é a interface de comunicação entre o software e o usuário. É 
através dela que o programa solicita ao usuário as informações necessárias para a conclusão do 
comando. Também na linha de comando podem ser digitados mnemônicos para acesso rápido 
aos comandos. 
Uma vez executado um comando, o programa descreve sua execução com a seguinte 
sintaxe: 
§ O que estiver à esquerda do hífen corresponde ao comando propriamente dito; 
§ O que estiver à direita do hífen são os dados necessários para a conclusão do comando, ou 
seja, são dados que o programa requer que sejam informados pelo usuário. Caso haja 
algum valor entre parênteses, corresponde às ferramentas de captura, que serão 
estudadas a seguir. 
O entendimento da linha de comando pode ser exercitado construindo alguns 
retângulos, como os indicados na figura a seguir: 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
20 
 
Figura 6.2 – Retângulos desenhados para exercitar a utilização da linha de comando. 
 
Importante 
! 
O trabalho utilizando o EBERICK necessita que o usuário acompanhe 
permanentemente a linha de comando para a execução de qualquer comando. 
Procure acostumar-se a trabalhar olhando todo o tempo para a linha de 
comando. Isso vai evitar que você cometa erros durante a execução do 
comando, o que reduz sua produtividade no uso do programa. 
6.2 Comandos de visualização 
As ferramentas de visualização mais utilizadas são: 
§ zoom; 
§ zoom anterior; 
§ atualizar; 
§ enquadrar; 
§ afastar; 
§ deslocamentos unidirecionais (Pan). 
 
Para exemplificar o uso dessas ferramentas, pode-se aplicá-las sobre os retângulos 
construídos na seqüência listada: 
§ Executar o comando “Visualizar-Zoom (F5)”; 
§ Executar o comando “Visualizar-Zoom Anterior (F6)”; 
§ Executar o comando “Visualizar-Afastar (F2)”; 
§ Executar o comando “Visualizar-Aproximar (Alt+F2)”; 
§ Executar o comando “Visualizar-Deslocar (“mãozinha”)”; 
§ Utilizar o teclado através das teclas “Ctrl + Setas”; 
§ Executar o comando “Visualizar-Atualizar (F7)”; 
§ Executar o comando “Visualizar-Enquadrar (Alt+F7)”; 
§ Uso do Scroll e do Pan través do mouse 
§ Enquadrar o desenho (Alt+F7), afastar (F2), selecionar todos os elementos e pressionar a 
tecla “Del”. 
< 
Os comandos de visualização são “transparentes”, isto é, podem ser acessados durante 
a execução de outros comandos, sem interrompê-los. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
21 
6.3 Dicas fundamentais 
Importante 
! 
§ Não fique com o botão do mouse apertado. Sempre clique e solte 
imediatamente; 
§ Quando, por acaso, acontecer algum problema durante a execução de um 
comando, use a tecla “ESC” e depois F7 para atualizar a tela. 
§ Somente use o botão desfazer quando não desejar mais um determinado 
comando já executado com sucesso. 
7 Sistema de coordenadas utilizado no Eberick 
Objetivos: 
§ Definir os sistemas de coordenadas do Eberick; 
§ Compreender as escalas de desenho utilizadas pelo programa. 
7.1 Escala do desenho 
No caso do Eberick, a indicação da escala que se está trabalhando com o desenho fica 
ao lado da linha de comando; 
Pode ser necessário alterar esta escala de trabalho para a estrutura que será lançada, o 
que pode ser feito através do comando “Desenho-Manipular-Alterar escala”. Em geral, 
trabalha-se na escala 1/50. 
A escala definida não tem influência durante a construção do desenho. O valor da 
escala influencia somente no momento da impressão e na hora de exportar e importar desenhos 
de arquivos dwg/dxf. 
Importante 
! 
As unidades de desenho no Eberick são em centímetros. 
7.2 Coordenadas absolutas 
Coordenada absoluta: Associada diretamente ao plano cartesiano padrão ou a um 
plano de coordenadas polares. 
 
No canto inferior direito da tela, conforme o cursor varia de posição as coordenadas são 
alteradas instantaneamente. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
22 
Para a materialização da origem do sistema de coordenadas devem ser seguidos os 
seguintes passos: 
§ Ativar o comando “Desenho-Construir-linha”; 
§ Digita-se o primeiro ponto da reta como sendo a origem, ou seja, digita-se o ponto: 0,0; 
§ Visualizar o início da reta “Enquadrar (ALT+F7)” ou “Deslocamentos direcionais 
(CRTL+setas)”; 
§ Digitar coordenadas 50,200 e pressionar “Enter”; 
§ Tecle Enter novamente para encerrar o comando; F7 para atualizar a visualização. 
Não deu certo: 
Qual foi seu problema? 
§ Não consegui fazer o primeiro ponto: 
Talvez você tenha esquecido de efetivar o comando “linha” ou estava com outro comando 
ativo. 
Pressione a tecla “Esc” três vezes e atualize a tela com o comando F7. 
§ Não consegui visualizar o ponto inicial da reta: 
Provavelmente seu problema é com os comandos de zoom. 
Deixe o mouse de lado, na posição que estiver. Pressione a tecla CTRL no teclado e mantendo-a 
apertada pressione as setas direcionais. Você vai perceber um deslocamento de posição da 
tela. Siga a reta, até o ponto onde está a origem, você vai encontrá-la! 
Se isso não funcionou, pressione três a cinco vezes o botão F2 para afastar o desenho e veja, 
através do movimento do mouse onde está a origem indicada pela variação dos valores das 
coordenadas. 
§ Não consegui fazer o segundo ponto: 
O segundo ponto é feito apenas digitando 50,200 na linha de comando. Porém você pode ter 
digitado “ponto” ao invés de “vírgula”. Então, se você desenhou uma linha errada apague-a 
clicando com o botão direito do mouse sobre ela e selecionando o comando apagar. Se não 
existe nenhuma linha, pressione a tecla “Esc” três vezes e atualize a tela com o comando F7 e 
tente fazer novamente a linha. 
 
7.3 Coordenadas relativas 
Coordenada relativa: Estado no qual se cria um sistema temporário de eixos 
cartesianos, somente durante a execução de um comando. São constituídas a partir da 
definição de um ponto de referência, possível através da introdução da função @ antes das 
coordenadas. Estas coordenadas podem ser polares ou cartesianas. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
23 
 
 
Como exemplo de aplicação para ascoordenadas relativas será de construído um 
quadrado de lado igual a 200cm, distante da origem em 300cm, a partir de quatro segmentos 
de reta, utilizando as coordenadas relativas cartesianas e polares. Deve-se proceder da 
seguinte forma: 
§ Ativar o comando “Desenho-Construir-linha”; 
§ Definir o primeiro ponto através da coordenada global 300,0; 
§ Definir o segundo ponto por coordenadas relativas cartesianas, informando @0,200; 
§ Definir o terceiro ponto da mesma forma, com as coordenadas relativas @200,0; 
§ Definir o quarto vértice a partir da coordena relativa polar @200<270; 
§ Fechar o retângulo com a coordenada @200<180. 
 
Não deu certo 
Você teve algum destes problemas? 
§ Alguma reta não saiu horizontal ou vertical? 
Pode ser que, em algum dos passos listados não tenha sido digitado o @ antes da coordenada. 
Pressione o botão “Desfazer” tantas vezes quanto for necessário para desfazer até a reta que 
não está na horizontal ou vertical. 
Execute novamente o comando “linha” 
Clique sobre a última extremidade que você construiu. 
Repita os demais passos que estão faltando. 
§ Encerrei o comando sem querer: 
Você deve ter pressionado o comando “Enter” ou o botão direito do mouse além do necessário. 
Execute novamente o comando “linha”; 
Clique sobre a última extremidade que você construiu; 
Repita os demais passos que estão faltando; 
Se você não conseguir, apague essas linhas e reinicie esse tópico. 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
24 
 Aula 2 – Ferramentas de captura 
1 Precisão de desenhos 
Objetivos 
§ Capacitar plenamente o entendimento das funções de captura, diferenciando as 
capturas de ponto das ferramentas de captura. 
 Etapa01 - Criação do projeto.prj 
 
Uma das características do sistema CAD é a possibilidade de construção de elementos 
com bastante precisão, devido ao fato de que os elementos são construídos com base em 
coordenadas cartesianas e não em precisão visual. 
O Eberick possui um conjunto de funções de captura, formado por doze botões 
divididos em dois grupos: CAPTURA DE PONTOS e FERRAMENTAS DE CAPTURA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para iniciar o trabalho: 
§ Execute o Eberick na área de trabalho; 
§ Abra o arquivo Etapa01 - Criação do projeto.prj que você fez o download para a pasta padrão 
dos arquivos de apoio; 
§ Selecione o croqui do pavimento “Tipo 1” e dê dois cliques de mouse sobre ele. 
2 Captura de Pontos 
Os comandos de “captura de pontos” sempre selecionam pontos pertencentes ao 
elemento selecionado, de modo que somente funcionaram quando a “mira do mouse” estiver 
sobre o elemento. 
 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
25 
Captura de pontos: 
 
Ponto na 
extremidade 
 
Ponto médio 
 
Intersecção 
 
Ponto no elemento 
 
Perpendicular 
 
Centro 
 
Quadrante 
 
Personalizado 
 
2.1 Ponto na extremidade 
 
 
Figura 2.1 – Funcionamento da captura “Ponto na extremidade”. 
 
O funcionamento desta captura segue os seguintes preceitos: 
§ O programa verifica quais os elementos contidos na região da “mira” quando ocorre a seleção; 
§ Com base nos elementos contidos na mira, é adotada a extremidade mais próxima da posição 
da “mira”. Nesse caso, o ponto é destacado através de um pequeno retângulo sobre o ponto 
capturado; 
§ Caso nenhum elemento esteja na região do cursor, o próprio ponto é utilizado. Nesse caso, 
nenhum elemento será destacado. 
 
Importante 
! 
Ao tentar capturar um ponto notável evite clicar exatamente sobre o ponto no 
qual vai ser efetuada a captura. Posicione o mouse um pouco antes ou depois e 
veja a marca da captura do ponto notável. Este procedimento impede uma 
série de erros sistemáticos. 
 
 
Utilizando-se da captura “Ponto na extremidade”, vamos construir o exemplo da Figura 
2.2 conforme os passos apresentados. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
26 
 
Figura 2.2 – Exemplo de aplicação da captura “Ponto na extremidade”. 
 
1) Desenhar a primeira linha 
§ Habilitar captura “Ponto na extremidade”. 
§ Executar o comando “Desenho-Construir- linha”. 
§ Construir uma reta inclinada. 
2) Desenhar um triangulo qualquer: 
§ Tecle “Enter” para iniciar novamente o comando “linha”. 
§ Clique na extremidade superior da linha quando aparecer a marca da captura. 
§ Defina o segundo ponto numa posição a direita e a baixo do primeiro ponto. 
§ Clique próximo à extremidade da primeira linha criada, quando aparecer a marca da captura. 
2.2 Ponto médio 
O funcionamento desta captura segue os seguintes preceitos: 
§ O programa verifica quais os elementos contidos na região da “mira” quando ocorre a seleção; 
§ Quando a região da mira percorrer sobre um ponto que represente o ponto médio de um 
elemento linear, ele será destacado tornando possível a seleção 
§ Caso nenhum elemento esteja na região do cursor, o próprio ponto é utilizado. Nesse caso, 
nenhum elemento será destacado. 
 
1) Determinar uma Mediana deste triângulo: 
§ Tecle “Enter” para iniciar novamente o comando “linha”. 
§ Capturar um vértice inferior do triângulo e ligá-lo ao ponto médio da reta oposta. 
§ Pressione “Enter” para encerrar o comando. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
27 
 
2.3 Intersecção 
O tipo de captura intersecção procura capturar intersecções entre os elementos 
contidos na tela. 
 
 
Figura 2.3 – Funcionamento da captura “Intersecção”. 
Nesta captura, o importante é que a própria intersecção esteja contida na região do 
cursor, e não apenas o elemento. 
O funcionamento desta captura respeita os seguintes critérios: 
§ O programa verifica quais os elementos contidos na região da “mira” quando ocorre a seleção; 
§ Com base nos elementos selecionados, é verificado se existe alguma intersecção entre 
elementos na região do cursor. Caso exista, a intersecção tem preferência de seleção sobre os 
pontos notáveis, e é destacada com uma cruz; 
§ Caso não haja nenhuma intersecção na região do cursor, o programa escolhe o ponto notável 
mais próximo da mira, destacado com um pequeno retângulo; 
§ Caso nenhum elemento esteja na região do cursor, o próprio ponto é utilizado. Neste caso, 
nenhum elemento será destacado. 
Vamos continuar o exemplo anterior de modo a obter a outra mediana e a partir do 
baricentro construir uma reta até o outro vértice, conforme mostra a Figura 2.4. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
28 
 
Figura 2.4 – Exemplo utilizando a captura “Intersecção”. 
1) Construindo outra Mediana 
§ Certifique-se de que a ferramenta de captura “Intersecção” está ativada. 
§ Execute o comando “Construir-linha” e clique sobre a extremidade de um dos vértices do 
triângulo. 
§ Posicione a mira sobre a face oposta ao vértice inicial e clique sobre seu ponto médio. 
2) Construindo o Baricentro 
§ Tecle “Enter” para ativar novamente o comando “linha”. 
§ Posicione a mira sobre a interseção e, no momento que a captura estiver acesa, clique sobre 
esse ponto e inicie a reta. 
§ Clique sobre o vértice extremo, indicado pela captura de extremidade. 
§ Tecle “Enter” para encerrar o comando e “F7” para atualizar o desenho. 
2.4 Ponto no elemento (ponto qualquer) 
O tipo de captura “no elemento” (ou “mais próximo") é bastante diferente dos demais 
e usado apenas em situações muito específicas, pois captura um ponto qualquer no elemento, 
que não será nenhuma das suas extremidades. 
 
Figura 2.5 – Funcionamento da captura “Ponto no elemento (ponto qualquer)”. 
O ponto resultante dependerá da posição do cursor, tornando seu uso basicamente 
visual. 
Esta captura funciona da seguinte forma. 
§ Após selecionado o elemento, o programa verifica todos os elementos contidos na região da 
“mira”. 
§ Com base nos elementos selecionados, é destacado o elemento mais próximo da posição do 
cursor. A projeção do ponto do cursor no elemento definirá o ponto resultante, que será o 
ponto da linha mais próximo ao centro da mira (perpendicular), que é destacado com um 
círculo. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
29Utilizando a mesma figura que vem sendo construída, aplica-se a captura “ponto 
qualquer” para obter a Figura 2.6. 
 
Figura 2.6 – Exemplo utilizando a captura “Ponto Qualquer”. 
1) Construindo uma linha em posição qualquer no elemento 
§ Ativar a captura “ponto no elemento”. 
§ Executar o comando “Construir-linha”. 
§ Como primeiro ponto, escolher um ponto qualquer no Croqui, fora da figura. 
§ Segundo ponto da reta será um ponto qualquer no lado do triângulo. 
2.5 Perpendicular 
Este tipo de captura se aplica quando se deseja construir um elemento perpendicular a 
outro existente. 
 
 
Figura 2.7 – Funcionamento da captura “Perpendicular”. 
Listamos alguns aspectos do funcionamento desta captura. 
§ Clicar sobre um ponto qualquer da linha destino. 
§ O programa verificará todos os elementos contidos na região da “mira”. 
§ O ponto resultante será a projeção (perpendicular) do ponto inicial sobre a linha encontrada. 
§ Caso nenhum elemento esteja na região do cursor, o próprio ponto é utilizado. 
< 
A captura ponto no elemento tem uso bastante restrito e, por suas características é 
bastante perigosa. Sempre que você precisar dela, lembre-se de desligá-la logo após 
seu uso trocando-a por outra captura. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
30 
Para a definição do ponto inicial de linhas e similares, ou para a inserção de elementos 
pontuais, a captura perpendicular comporta-se como se fosse a captura intersecção, 
permitindo a captura dos pontos notáveis já estudados. 
 
 
Na mesma figura que vem sendo construída, pode-se gerar uma reta exemplo para uso 
da captura “Perpendicular”, como mostrado na Figura 2.8. 
 
Figura 2.8 - Exemplo utilizando a captura “Perpendicular”. 
1) Construindo uma linha perpendicular à outra: 
§ Ativar captura “perpendicular”. 
§ Executar o comando “Construir-linha”. 
§ Clicar num ponto fora da figura. 
§ Clicar sobre a linha com quem se formará o ângulo reto. 
§ Teclar “Enter” e “F7”. 
 
2.6 Centro 
Este tipo de captura se aplica quando se deseja capturar o centro de um elemento 
circular ou arco. 
Funcionamento da captura: 
§ O programa verificará todos os elementos contidos na região da “mira”; 
§ Caso a região da "mira" percorra sobre um ponto que represente o centro de um elemento 
circular ou arco, esse ponto será destacado tornando possível a seleção; 
§ Caso nenhum elemento esteja na região do cursor, o próprio ponto é utilizado. Neste caso, 
nenhum elemento será destacado. 
 
1) Construindo círculos concêntricos: 
§ Ativar captura “centro”. 
§ Executar o comando “Desenho-construir-círculo” e definir o primeiro ponto em qualquer área 
livre do desenho. Definir um raio de 100 cm com as coordenadas relativas @100,0. 
§ Teclar Enter, posicionar a mira sobre a parte central do círculo recém criado e construir um 
novo círculo. Definir um raio de 150 cm, digitando @150,0. 
§ Teclar “Enter” e “F7”. 
< 
Ao tentar construir uma linha perpendicular a outra existente, evite clicar sobre o 
ponto no qual é formado o ângulo reto. Clique em qualquer outro ponto da linha e veja 
a linha “correndo” até o ponto no qual é formado o ângulo reto. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
31 
 
 
2.7 Quadrante 
Este tipo de captura se aplica quando se deseja capturar o quadrante de um círculo. 
 
Funcionamento da captura: 
§ O programa verificará todos os elementos contidos na região da “mira”; 
§ Caso a região da "mira" percorra um ponto que represente um quadrante, esse ponto será 
destacado tornando possível a seleção; 
§ Caso nenhum elemento esteja na região do cursor, o próprio ponto é utilizado. Neste caso, 
nenhum elemento será destacado. 
 
1) Construir linhas unindo os quadrantes: 
§ Ativar captura “quadrante”. 
§ Executar o comando “construir-linha” e definir o primeiro ponto no quadrante direito do 
circulo interno. 
§ O segundo ponto deverá ser o quadrante superior do circulo externo. 
§ Teclar “Enter” e “F7”. 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
32 
2.8 Personalizado 
Este tipo de captura é um conjunto de capturas definidas pelo usuário. 
 
Funcionamento da captura: 
§ O programa verificará todos os elementos contidos na região da “mira”; 
§ O programa verifica os pontos na região da "mira" e destaca o mais próximo entre as opções 
selecionadas no diálogo "Capturas” 
§ Caso nenhum elemento esteja na região do cursor, o próprio ponto é utilizado. Neste caso, 
nenhum elemento será destacado. 
 
1) Verificando a captura personalizado: 
§ Ativar captura “personalizada”, clicando na engrenagem ao lado do ícone, deixando 
ativas todas as opções exceto “Ponto no elemento”; 
§ Executar o comando “Construir-linha”. 
§ Clicar no quadrante inferior do círculo externo; 
§ Clicar na interseção do círculo interno com a linha existente e criar o segundo ponto da linha. 
§ Clicar no quadrante esquerdo do círculo interno. 
§ Clicar na extremidade superior da linha já criada, concluindo a construção da linha. 
 
 
3 Ortogonal 
O comando “ortogonal” não executa uma função, mas define um COMPORTAMENTO na 
construção dos elementos no CAD. 
A seguir, será mostrada a forma de se ativar o comando “ortogonal”. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
33 
 
A Figura 3.1 apresenta algumas retas construídas com o comando “ortogonal” ativo. 
Percebe-se que suas direções são horizontais e verticais, unicamente. 
 
Figura 3.1 – Retas construídas utilizando o comando ortogonal. 
 
Importante 
! 
Não se pode confundir a captura Perpendicular, que forma um elemento em 
ângulo reto com outro selecionado, e o modo Ortogonal que constrói elementos 
nas direções horizontais e verticais. 
 
Na mesma figura do triângulo, como exemplo, construir-se-á um indicador do 
baricentro do triangulo, utilizando o modo ortogonal. 
 
 
Figura 3.2 – Exemplo de indicador construído com o modo “Ortogonal” ativo. 
1) Uso do modo ortogonal 
§ Afastar a figura, clicando em “Afastar”, ou apenas o atalho: “F2”. 
§ Ativar o comando “Construir-indicador”. 
§ Definir o primeiro ponto do indicador abaixo e à esquerda da figura. 
§ Pressionar a tecla F8, para acionar o comando Ortogonal. 
§ Definir o segundo ponto da linha um pouco à direita do primeiro ponto. 
< 
O modo ortogonal também pode ser executado via teclado, através da função [F8]. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
34 
Não consegui fazer: 
§ Se você não conseguiu fazer essa etapa é provável que não tenha executado o comando 
“indicador” corretamente. 
§ Nesse caso, pressione duas vezes a tecla “ESC” e uma vez a tecla “F7”. 
§ Caso você tenha construído alguma linha errada no lugar do indicador apague-a com o 
comando “desenho-manipular-apagar”. 
§ Agora clique novamente no botão “repetir explicação” e tente novamente. 
 
2) Direcionar o terceiro ponto para o baricentro. 
§ Clicar próximo à intersecção do baricentro. 
§ Pressione a tecla “Enter” e, em seguida, “F7” para atualizar o desenho. 
Não consegui fazer: 
§ Se você não conseguiu continuar com o indicador ou executou uma operação errada, 
pressione duas vezes a tecla “ESC” e clique uma vez no botão “Desfazer” ou vá ao grupo 
“Manipular” e clique em “Desfazer”. 
§ Agora clique novamente no botão “repetir explicação” e tente novamente. 
 
3) Concluindo o texto indicativo: 
§ Ativar o comando “texto” na barra de ferramentas “Construir”. 
§ Digitar o texto: “Baricentro”. 
§ Clicar OK e clicar sobre a linha horizontal do indicador. 
§ Pressionar a tecla “F7” para atualizar o desenho. 
Não consegui fazer: 
§ Se você não conseguiu construir o texto, pressione duas vezes a tecla “ESC” para desfazer o 
comando e repita o comando; 
§ Para isso, clique novamente no botão “repetir explicação” e tente novamente. 
4 Ferramentas de captura 
Ponto médio 
 
Ponto relativo 
 
Quadrante 
 
Ponto da 
intersecção 
 
 
As ferramentas de captura são comandos auxiliares para seleção de pontos que utilizam 
“pontos de referência” a partir de um ou dois elementos já construídos.As ferramentas de captura são usadas associadas à captura de pontos, devendo ser 
ativadas somente no momento de sua utilização. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
35 
 
4.1 Captura Ponto Relativo 
A ferramenta “ponto relativo” é geral e serve para construção de elementos que 
tenham uma distância qualquer a partir do seu ponto de referência. 
 
Figura 4.1 – Princípio de funcionamento da ferramenta “Ponto relativo”. 
Fundamentalmente, para definirmos um ponto relativo devemos informar sempre um 
“ponto de referência” e um “deslocamento” a partir deste ponto de referência. 
Para exemplificar a ferramenta ponto relativo, serão construídos dois retângulos, sendo 
o primeiro, de referência, com 200 cm de lado. 
 
 
Figura 4.2 – Construção de retângulos utilizando a ferramenta “Ponto relativo”. 
1) Criar o retângulo de referência: 
§ Executar o comando “Desenho-Construir-retãngulo”. 
§ Na linha de comando, digite a coordenada 500,0 e tecle “enter”. 
§ Informe o segundo ponto do retângulo com a coordenada 700,200 e tecle “enter”. 
< 
Sempre após seu uso, é necessário que as “ferramentas de captura” sejam 
desligadas! 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
36 
Não consegui fazer: 
§ Se você não conseguiu construir esse retângulo, pressione a tecla “ESC” duas vezes e clique 
no botão “repetir explicação” para ver novamente como fazer. 
2) Definir o primeiro ponto do retângulo interno: 
§ Execute o comando “Construir-linha”. 
§ Ative a ferramenta “Ponto relativo” na barra de ferramentas. 
§ Clicar próximo do vértice inferior esquerdo do retângulo já construído. 
§ Digite na linha de comando o deslocamento de (30,30) e tecle “Enter”. 
Não consegui fazer: 
§ Se você construiu o retângulo, mas não conseguiu fazer o primeiro ponto, pressione a tecla 
“ESC” duas vezes; 
§ Certifique-se de que você está com a captura “Personalizado” e a ferramenta “Ponto 
Relativo” ligadas. Agora clique no botão “repetir explicação” para ver novamente como fazer. 
3) Finalizando a primeira linha: 
§ Posicione o cursor sobre o vértice superior esquerdo do retângulo e clique sobre esse ponto. 
§ Informe na linha de comando um deslocamento de (30,-30). 
§ Tecle “enter” e depois “F7”. 
Não consegui fazer: 
§ Pressione a tecla “ESC” duas vezes; 
§ Se a linha que você criou ficou torta utilize uma vez o comando “Desfazer” (através do 
atalho ou do menu “manipular”) para poder construir novamente a linha; 
§ Agora clique no botão “repetir explicação” para ver novamente como fazer. 
 
4) Construindo mais duas linhas: 
§ Posicione o cursor sobre o vértice superior direito do retângulo externo e clique sobre esse 
ponto. 
§ Informe na linha de comando um deslocamento de (-30,-30) e tecle “enter”. 
§ Posicione o cursor sobre o vértice inferior direito do retângulo externo e clique sobre esse 
ponto. 
§ Informe na linha de comando um deslocamento de (-30,30) e tecle “enter” e depois “F7”. 
Não consegui fazer: 
§ Pressione a tecla “ESC” duas vezes; 
§ Se a linha que você criou ficou torta utilize uma vez o comando “Desfazer” (através do 
atalho ou do menu “manipular”) para eliminar a linha que está com erro; 
§ Desligue temporariamente a ferramenta “ponto relativo” e execute novamente o comando 
“Construir- linha” clicando sobre a última extremidade que está na posição correta; 
§ Agora ligue novamente a ferramenta “ponto relativo” e continue os trechos que faltam. 
5) Construindo a última linha: 
§ Desligue a ferramenta “ponto relativo”. 
§ Clique diretamente na extremidade da linha interna. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
37 
§ Tecle “enter” duas vezes para encerrar o comando e “F7” para atualizar a tela. 
Não consegui fazer: 
§ Pressione a tecla “ESC” duas vezes; 
§ Desligue temporariamente a ferramenta “ponto relativo” e execute novamente o comando 
“Construir- linha” clicando sobre a última extremidade que está na posição correta; 
§ Agora clique sobre o último vértice do retângulo interno que ficou faltando para completar 
esse retângulo. 
4.2 Captura Ponto Médio 
Este tipo de captura é adequado quando se quer selecionar o ponto médio a partir de 
dois pontos de referência. 
 
Figura 4.3 – Construção de retângulo utilizando a ferramenta “Ponto médio”. 
1) Construir um retângulo interno aos existentes: 
§ Executar o comando “Construir – linha”. 
§ Ativar a captura “ponto médio”. 
§ Definir o primeiro e o segundo ponto de referência. 
§ O programa retornará com o ponto médio entre os pontos de referência. 
§ Os pontos seguintes são determinados da mesma forma. 
§ Ao final da última linha, tecle “Enter” e “F7” para atualizar a tela. 
 
Não consegui fazer: 
§ Se você não conseguiu iniciar esse novo retângulo, pressione a tecla “ESC” duas vezes e 
clique no botão “repetir explicação” para ver novamente como fazer. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
38 
Uma das linhas ficou torta: 
§ Pressione a tecla “ESC” duas vezes; 
§ Utilize uma vez o comando “Desfazer” (através da barra de acesso rápido) para 
eliminar a linha que está com erro; 
§ Execute o comando “Construir – linha” e clique nos dois pontos de referência 
correspondentes ao último vértice lançado e continue os trechos que faltam. Se necessário, 
clique no botão “repetir explicação” para ver novamente como fazer. 
 
 
4.3 Captura Quadrante 
A ferramenta Quadrante se baseia na ferramenta Ponto Relativo, porém sua aplicação é 
vantajosa quando os valores dos deslocamentos são repetitivos em valor absoluto, variando 
somente os sinais. 
 
Figura 4.4 – Princípio de funcionamento da ferramenta “Quadrante”. 
A lógica de aplicação da ferramenta “Quadrante” é a que segue: 
§ Definir um deslocamento padrão em duas direções. 
§ Definir um ponto de referência, a partir do qual são criados sistemas com quadrantes 
imaginários. 
§ Com estes quadrantes, ao clicar sobre um ponto qualquer situado no primeiro quadrante, o 
programa posiciona o ponto deslocado nessa direção com os valores de deslocamentos padrão 
pré-definidos. 
§ Da mesma forma, se o mouse for posicionado em qualquer dos demais quadrantes, os 
deslocamentos são constantes, porém a direção muda. 
 
Para exemplificar o uso da ferramenta quadrante, será construído um retângulo com 
110 cm de lado, interno 15cm ao menor dos retângulos. 
< 
A barra de espaço passa a funcionar como botão <Enter>, para confirmação de etapas 
e para repetir o último comando. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
39 
 
Figura 4.5 – Retângulo construído a partir da ferramenta “Quadrante”. 
1) Ferramenta Quadrante: 
§ Execute o comando “Construir – linha”. 
§ Ative a ferramenta Quadrante. 
§ Defina o valor do deslocamento padrão, em valor absoluto, como sendo (15,15). 
§ Tecle “Enter”. 
2) Lançando o primeiro ponto: 
§ Selecione o ponto de referência no vértice inferior esquerdo do retângulo interno. 
§ Informar a direção do deslocamento, clicando em qualquer ponto no 1º quadrante de desenho 
selecionado, procurando regiões nas quais não haja interferências de outros elementos. 
3) Nos próximos casos, bastam dois passos: 
§ Selecionar o ponto de referência. 
§ Informar a direção do deslocamento. 
 
Não consegui fazer: 
§ Se você não conseguiu definir o deslocamento padrão, pressione a tecla “ESC” duas vezes e 
clique no botão “repetir explicação” para ver novamente como fazer. 
 
Uma das linhas ficou torta: 
§ Pressione a tecla “ESC” duas vezes; 
§ Utilize uma vez o comando “Desfazer” (através da barra de acesso rápido) para eliminar a 
linha que está com erro; 
§ Execute o comando “Construir – linha” e clique no ponto de referência correspondente ao 
último vértice lançado e continue os trechos que faltam. Se necessário, clique no botão 
“repetir explicação” para ver novamente como fazer. 
 
 
 
< 
Caso se deseje alterar o valor do deslocamento ao longo do uso da ferramenta, deve-
se desativar a ferramenta Quadrante e depois ativá-la novamente. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
40 
4.4 Captura Ponto da IntersecçãoA ferramenta "Ponto na Intersecção" tem por finalidade capturar um ponto do desenho, 
que seria a projeção da intersecção de linhas ou poligonais não paralelas, através da seleção 
destas linhas. 
 
Figura 4.6 – Exemplo de seleção feita a partir da ferramenta de captura “Ponto da Intersecção”. 
Como exemplo de aplicação desta ferramenta, vamos construir sobre os retângulos já 
desenhados algumas retas paralelas às diagonais destes utilizando a Captura Ponto de 
Intersecção. 
Para melhor compreensão, vamos chamar os retangulos de 1, 2, 3 e 4, respectivamente 
de fora para dentro. 
 
Figura 4.7 – Exemplo de construção de linhas diagonais a partir da ferramenta “Ponto da Intersecção”. 
 
1) Construção da primeira linha diagonal: 
§ Executar o comando “Construir – Linha”. 
§ Habilitar a ferramenta de captura “ponto da intersecção”. 
§ Selecionar o lado inferior do quadrado 2 e o lado esquerdo do quadrado 3. 
§ Selecionar o lado direito do quadrado 2 e o lado superior do quadrado 3. 
§ Pressione a tecla “Enter” e depois a tecla “F7”. 
2) Construção da segunda linha diagonal: 
§ Selecionar o lado inferior do quadrado 2 e o lado esquerdo do quadrado 4. 
§ Selecionar o lado direito do quadrado 2 e o lado superior do quadrado 4. 
§ Pressione a tecla “Enter” e depois a tecla “F7”. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
41 
 Aula 3 – Preparação das arquiteturas 
1 Formas de Lançamento da Estrutura 
Existem três formas de lançamento dos elementos da estrutura: 
§ Através de coordenadas: Os elementos estruturais são lançados através de suas coordenadas 
em “cm”, calculadas previamente de acordo com o projeto arquitetônico; 
§ Através da planta digitalizada: Importando a arquitetura digitalizada em formato DWG ou 
DXF. 
Neste trabalho, será feito o lançamento importando uma arquitetura digitalizada. 
§ Através de um modelo IFC da arquitetura: a partir da versão 2019 também é possível, a 
partir de modelos no formato IFC, obter de forma automática as plantas de referência em 2D 
para cada pavimento da edificação. 
 Essa forma de importação será demonstrada ao final do curso 
2 Importando o arquivo em formato DWG para o Eberick 
O arquivo de arquitetura precisa ser totalmente modificado para ser utilizado no 
projeto, uma vez que possui elementos de desenho desnecessários ao projeto estrutural, está 
em uma escala qualquer e a uma distância desconhecida da origem. 
Essa atividade em que o arquivo deve ser preparado para ser utilizado no 
lançamento da estrutura tem as seguintes etapas: 
§ Importar o arquivo DWG; 
§ Apagar os elementos que não interessam ao projeto estrutural; 
§ Converter para escala correta; 
§ Confirmar todas as medidas; 
§ Posicionar origem; 
§ Alterar as propriedades dos elementos para um único nível 
 
Obs: Vale destacar também que, a partir da versão 2019 do Eberick, as plantas de referência 
em 2D para cada pavimento da edificação podem ser obtidas a partir da importação de 
modelos 3D do projeto em formato IFC. Veremos esta funcionalidade com detalhes mais à 
frente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
42 
2.1 Importando o arquivo DWG 
Etapa01 - Criação do projeto.prj 
 
Para importar o arquivo DWG, deve-se seguir os seguintes passos: 
§ Abra o arquivo “Etapa01 - Criação do projeto.prj” na pasta Curso Eberick, que criamos 
anteriormente; 
§ Acesse a “janela projeto” e abra o item “Desenho” do pavimento “Tipo 1”; 
§ Executar o comando “Arquivo-Importar-DWG/DXF”; 
§ Selecionar o arquivo “arquitetura do tipo.DWG” dentro da pasta “Curso Eberick”; 
§ Deve-se ativar as opções “Não converter” e “Manter do desenho original” e pode-se 
desativar a opção “Importar hachuras”; 
§ Clique no botão “Ok”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.1 - Opções para 
importação do arquivo nos formatos DXF / DWG. 
2.2 Apagando os elementos que não interessam ao projeto 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
43 
 
Figura 2.2 - Arquitetura do tipo (sem modificações). 
 
No arquivo de arquitetura recém aberto, existem os elementos previstos no projeto 
arquitetônico original que não precisam estar visíveis no desenvolvimento do projeto 
estrutural, tais como as cotas, os móveis, desenhos de vegetação, entre outros. 
Os níveis de desenho são utilizados para que o desenho fique organizado de modo que 
elementos com características comuns fiquem agrupados e possam ser manipulados em 
conjunto. 
O controle sobre esses níveis é feito através do menu “Desenho-níveis-níveis de 
desenho”. 
Esta arquitetura, por exemplo, tem cinco níveis diferentes, sendo que os desenhos das 
aberturas estão num dos níveis, as cotas em outro, as paredes em outro, etc. 
Esta classificação permite que elementos desnecessários para o lançamento da 
estrutura sejam eliminados do desenho apenas com variações de níveis ligados e desligados. 
Para apagar os elementos que não interessam, deve-se primeiro desligar os níveis que 
contém elementos que não serão apagados. Assim, restará apenas o que será selecionado e na 
sequência excluído. 
1) Desligando os níveis que nos interessam 
§ Para acessar as configurações dos níveis de desenho deve-se clicar sobre o botão , e 
seguir os seguintes passos; 
§ Selecionar os níveis “paredes” e “aberturas”; 
§ Clicar no botão propriedades; 
§ Desligar os itens “visível” e “ativo”; 
§ Clicar em OK duas vezes. 
2) Apagando os elementos que NÃO interessam 
§ Apagar estes elementos utilizando o comando “Manipular-apagar”, selecionando todos os 
elementos da janela. 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
44 
3) Ligando novamente os elementos que interessam 
§ Voltar às configurações de níveis de desenho, ligar novamente as opções: “ativo” e 
“visível” para os níveis “paredes” e “aberturas”. 
 
Figura 2.3 – Arquitetura após a exclusão dos níveis desnecessários. 
Não consegui fazer: 
§ Caso você não tenha conseguido desligar a arquitetura, é provável que você não tenha 
desligado os níveis. Certifique-se de que quando você tentou desligar os níveis os dois campos 
ficaram sem nenhuma marcação. 
 
Figura 2.4 - Propriedades do nível. 
 
Não encontrei 854 elementos: 
§ Se você encontrou mais do que 854 elementos, é provável que não tenha desligado os 
níveis de arquitetura como havíamos planejado. Neste caso, clique na opção “desligando as 
arquiteturas”. 
§ Se você encontrou menos do que os 854 elementos previstos, não deve ter aberto uma 
janela que envolvesse todos os elementos. Pressione uma vez o botão “F2” e abra uma janela 
que selecione todos os elementos. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
45 
2.3 Convertendo para a escala correta 
Quando importamos o desenho de arquitetura para o Eberick, normalmente não 
sabemos a escala verdadeira em que o desenho foi gerado. 
Isso acontece porque geralmente nos softwares de CAD, como o AutoCad, os desenhos 
são predefinidos em escala 1:1 ou 1:10, e só na hora de imprimir alteram-se as escalas. No 
nosso caso, a escala de desenho já é a de impressão. Assim, um desenho que tinha sido 
produzido na escala 1:1, ao ser importado na escala 1:50, (que é a escala default do Eberick) 
teve todas distâncias tornadas 50 vezes maiores. Ou seja, dividindo por 50, obtemos as 
distâncias corretas que constam nas cotas. 
 
Figura 2.5 - Escala de desenho no Eberick. 
Na maioria dos programas de CAD, esse ajuste de escala é feito através de um 
multiplicador de escala, que exige que calculemos previamente o valor adequado. 
No Eberick, foi criada a ferramenta “Converter para Escala” com a qual se pode 
facilmente fazer esta conversão, sem precisar calcular o fator de escala. 
 
1) Para converter a escala: 
§ Desenho-Manipular-Converter para Escala. 
§ Escolher pontos inicial e final da parede da sala. 
§ Informar o valor de 460cm quando a linha de comando solicitar a “Distância” e tecle “Enter”. 
§ Enquadre o desenho através do comando “Alt + F7”. 
 
Importante 
! 
Tudo o que é feito no lançamento da estrutura no Eberick precisaestar sempre 
correto. Para isso, deve-se conferir cuidadosamente cada etapa do lançamento 
e, somente depois de conferido, passar para uma nova etapa, evitando que 
sejam levados erros acumulados, que além de serem mais difíceis de corrigir, 
são mais difíceis de encontrar. 
 
2) Constatação em nossa arquitetura: 
§ Desenho-Ferramentas-Medir; 
§ Confirmar a precisão da distância selecionada; 
 
Figura 2.6 - Constatação das medidas na arquitetura. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
46 
Sugere-se que sempre sejam tomados como referência elementos de comprimento 
médio para serem usados na conversão da escala. Evitam-se assim erros relativos acentuados. 
 
 
Figura 2.7 - Comparação entre erros relativos e absolutos. 
 
2.4 Confirmando as medidas do desenho 
O objetivo de importar uma planta de arquitetura em formato DXF é poder lançar todo 
o projeto sobre esta arquitetura. É salutar que esse desenho de arquitetura seja de grande 
precisão, caso contrário, o lançamento do projeto será feito sobre uma base errada. 
Desta maneira, é altamente recomendável conferir todas as medidas de arquitetura 
digitalizada para confirmar se esta realmente serve como referência. 
É possível que, em alguns casos, conferindo as medidas encontremos diferenças nas 
distâncias obtidas em comparação com as informadas na planta arquitetônica. Neste caso, 
deve-se primeiro corrigir a planta arquitetônica para depois efetuar a importação do arquivo. 
 
 
 
1) Conferir todas as medidas de arquitetura para confirmar se esta realmente serve 
como referência: 
§ “Desenhio-Ferramentas - Medir” repetidas vezes; 
§ Verificar, trecho a trecho, a medida encontrada com a já prevista. 
2.5 Posicionando a origem do desenho 
Um ponto importante no lançamento da estrutura, baseada na arquitetura digitalizada, 
é o correto posicionamento dos desenhos de arquitetura exatamente um sobre o outro. Para 
que isto se verifique, pode-se utilizar o comando “Desenho - Ferramentas - Posicionar Origem”, 
cujo objetivo é definir a posição da arquitetura em relação ao sistema de coordenadas global 
do croqui. 
Para definir a origem do sistema no cruzamento dos eixos das paredes do canto inferior 
esquerdo da obra, deve-se proceder da seguinte forma: 
1) Posicionando a origem: 
§ Menu “Desenho - Ferramentas - Posicionar origem”. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
47 
§ Selecionar como Ponto de Referência a extremidade da parede que fica no canto inferior 
esquerdo da obra. 
§ Execute o comando “enquadrar” ou pressione as teclas “Alt+F7”. 
2) Conferindo as coordenadas 
§ Executado um duplo clique sobre a linha horizontal e verifica-se sua coordenada. 
§ Caso o valor da coordenada do primeiro não seja (0,0), deve-se repetir o comando “Posicionar 
origem”. 
2.6 Alterar as propriedades dos elementos para um único nível 
Em nosso projeto exemplo, trabalharemos com três arquivos de arquitetura diferentes 
para o “Tipo”, “Térreo” e “Cobertura”. Cada uma delas deve estar em um nível separado. 
Deve-se alterar as propriedades dos elementos de desenho para novos níveis que 
identifiquem os pavimentos do projeto. 
 
Figura 2.8 – Esquema da inserção das arquiteturas. 
 
 
1) Criando o nível da arquitetura do Térreo 
§ Clique no botão “Níveis ”. 
§ Selecione a opção Visualizar-Todos. 
§ Clicar no botão Novo. 
§ No campo “nome”, preencha com o texto “Arq. Térreo”. 
§ Determine para ele a cor amarela. 
§ Clique no botão OK. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
48 
Figura 2.9 – Criando nível da arquitetura do térreo. 
 
A depender de como foi feita a importação e da versão do software que você está 
utilizando, pode ser que apareça uma mensagem dizendo que este nível de desenho já existe. 
· Clique no botão OK. 
 
 
 
 
 
 
 
 
· Confira se o nível de desenho realmente já existe e, caso exista, clique em Cancelar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2) Criando o nível da arquitetura do Tipo e Cobertura 
§ Clique no botão “Novo”. 
§ No campo “nome”, preencha com o texto “Arq. Tipo”. 
§ Determine para ele a cor branca. 
§ Clique no botão OK. 
§ Clique novamente no botão “Novo”. 
§ No campo “nome”, preencha com o texto “Arq. Cobertura”. 
§ Determine para ele a cor magenta. 
§ Clique no botão OK. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
49 
Figura 2.10 – Níveis de arquiteturas gerados. 
 
Novamente, a depender de como foi feita a importação e da versão do software que 
você está utilizando, pode ser que apareça uma mensagem dizendo que este nível de desenho 
já existe. 
 
· Clique no botão OK. 
 
 
 
 
 
 
 
· Confira se o nível de desenho realmente já existe e, caso exista, clique em Cancelar 
3) Alterando as propriedades para o nível do Tipo 
§ Selecionar todos os elementos do desenho. 
§ Execute o comando “Manipular - propriedades”. 
§ Altere o nível de todos os elementos para o recém-criado “Arq. Tipo”. 
§ Desative a opção referente a altura dos textos. 
§ Clique no botão “Aplicar” e, em seguida no botão “Fechar”. 
§ Pressione o botão “ESC”. 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
50 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.11 - Alteração das propriedades para o nível "Arq. Tipo". 
Defini um dado errado: 
§ Caso você tenha definido qualquer dos dados do novo nível com um valor errado, como a cor 
ou mesmo o nome, selecione o nível em questão na configuração “níveis de desenho” e clique 
no botão “propriedades”. Faça a correção necessária e clique no botão “ok”. 
3 Importando as arquiteturas do Térreo e da Cobertura 
3.1 Inserir arquitetura do Térreo 
 
Uma vez que a arquitetura Tipo já foi inserida na janela Arquitetura do pavimento Tipo 
1, podemos fechar este ambiente. Agora vamos abrir a janela Arquitetura do pavimento Térreo 
e repetir todo o processo de importação que já aprendemos. 
 
1) Importar a arquitetura do Térreo 
§ Execute o comando “Arquivo-Importar-DWG/DXF...“; 
§ Selecione na pasta “meus documentos\Curso Eberick\Arquivos de apoio” o arquivo 
“arquitetura do térreo.DWG”. 
§ Clicar no comando “Abrir”. 
§ Deixe ativa as opções “Não converter” e “Manter do desenho original”. 
§ Desative o item “Importar hachuras”. 
§ Clique em “Ok”. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
51 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3.1 - Importar a arquitetura do Térreo. 
2) Converter a escala do desenho 
§ Execute o comando “Desenho - ferramentas – converter para escala”. 
§ Clique no primeiro ponto e, em seguida, no segundo ponto no vértice oposto da parede. 
§ Informe a distância “270” e tecle “enter”. 
§ Tecle “Alt + F7”. 
Figura 3.2 - Converter a escala do desenho 
3) Conferindo a nova escala do desenho 
§ Execute o comando “Desenho - Ferramentas – medir”. 
§ Clique nos mesmos pontos que utilizamos para a conversão da escala. 
§ Compare a distância encontrada com o valor “270” que é a distância correta. 
4) Posicionar a origem do desenho 
§ Execute o comando “Desenho - Ferramentas – Posicionar origem”. 
§ Pressione uma vez a tecla “F2” para afastar o desenho e uma vez a tecla “F5” para definir 
uma janela de zoom próximo ao canto esquerdo do edifício. 
§ Clique sobre a extremidade da linha externa. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
52 
§ Responda “Não” ao diálogo com a pergunta: “Existem elementos em níveis inativos no 
desenho. Deseja posicionar também estes elementos?”. 
§ Ao desaparecer o desenho tecle “Alt + F7”. 
Figura 3.3 - Posicionar a origem da arquitetura do Térreo. 
5) Verificar o posicionamento da origem do desenho 
§ Execute um duplo clique sobre a linha horizontal e verifique as coordenadas do primeiro 
ponto. 
§ Se algum dos valores estiver diferente de zero, repita o comando “posicionar a origem”. 
6) Alterando as propriedades para o nível do Térreo 
§ Selecionar todos os elementos do desenho. 
§ Execute o comando “Desenho-Manipular-propriedades”. 
§ Altere o nível de todos os elementos para o nível “Arq. Térreo”. 
§ Desative a opção referentea altura dos textos. 
§ Clique no botão “Aplicar” e, em seguida no botão “Fechar”. 
§ Pressione o botão “ESC”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3.4 - Converter as propriedades para o nível "Arq. Térreo". 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
53 
Não consegui fazer: 
§ Caso você não tenha conseguido desligar a arquitetura do pavimento tipo, é provável que 
você não tenha desligado os níveis. Certifique-se de que quando você tentou desligar os níveis 
os dois campos ficaram sem nenhuma marcação. 
 
Figura 3.5 - Desligando o nível "Arq. Tipo". 
 
Fiz algo errado: 
§ Caso você tenha inserido a arquitetura do pavimento errado ou mesmo ligado outra opção 
de inserção que não a correta, tecle “ESC” duas vezes e uma vez o comando “Desfazer”. 
 
Não deu certo: 
§ Caso você tenha cometido algum engano no momento da seleção dos pontos ou quando 
definiu a distância, pressione duas vezes a tecla “ESC” e repita o procedimento de conversão 
da escala. Não há necessidade de desfazer o comando, já que uma nova conversão de escala 
corrige qualquer problema anterior. 
3.2 Inserir arquitetura da Cobertura 
Para importar e preparar a arquitetura do pavimento Cobertura, iremos demonstrar 
outro procedimento através de novas configurações de importação disponíveis a partir da 
versão V8 do Eberick. 
Após o curso, em seus projetos próprios, você poderá optar pelos procedimentos já 
demonstrados para a arquitetura dos pavimentos Tipo e Térreo, ou seguir as opções que serão 
mostradas a seguir. Ficará a seu critério a maneira que for mais conveniente. 
 
1) Importando a arquitetura da Cobertura 
§ Feche a janela da arquitetura do Térreo e acesse a janela da arquitetura do pavimento 
Cobertura. 
§ Clique no menu “Arquivo-Importar-DWG/DXF...”. Em seguida selecione o arquivo “Arquitetura 
da cobertura.dwg” e clique no botão Abrir. 
§ Na janela DXF que se abre, selecione a opção de escala “Converter automaticamente”, defina 
a escala 1:1 e a unidade em Centímetros. 
§ Selecione o nível Arq. Cobertura 
§ Desative a opção importar hachuras e clique no botão Ok 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
54 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3.6 – Importando a arquitetura da Cobertura. 
 
2) Finalizando a arquitetura do pavimento Cobertura 
§ Acesse o menu “Desenho - Ferramentas – Medir”. 
§ Tendo em vista no projeto exemplo que a face externa da parede esquerda possui 715cm de 
comprimento, verifique se após a importação o desenho apresenta esta mesma medida. 
§ Ative a ferramenta “Posicionar Origem” através do menu “Desenho - Ferramentas – Posicionar 
origem”. 
§ Selecione como Ponto de Referência a extremidade da parede que fica no canto inferior 
esquerdo da obra. 
§ Execute o comando “enquadrar” ou pressione as teclas “Alt + F7” para visualizar o desenho 
novamente 
 
Figura 3.7 – Finalizando a arquitetura da Cobertura. 
 
 
3) Manipulando as arquiteturas 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
55 
§ Feche a janela Arquitetura do pavimento Cobertura. 
§ Abra o Croqui do pavimento Tipo 1. 
§ Selecione a opção “Todas” dentro da caixa de seleção. 
§ Repare que as três arquiteturas se superpuseram corretamente. 
 
Figura 3.8 – Manipulando as arquiteturas. 
 
Não deu certo: 
Caso o lançamento de suas arquiteturas não tenha ficado corretamente superposto, você pode 
ter cometido algum dos seguintes equívocos: 
§ Pode ter definido a escala do desenho de modo incorreto; 
§ Pode ter definido a origem no ponto errado; 
§ Respondeu “sim” quando o programa lhe perguntou sobre os níveis ocultos, quando a 
resposta correta é “não”. 
Apesar disso, nosso trabalho não vai ficar prejudicado porque temos esse arquivo corretamente 
gravado na etapa 02. 
Se você achar conveniente, refaça essa aula para firmar esses conceitos. 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
56 
Aula 4 - Lançamento da estrutura – parte 1 
1 Lançamento dos pilares 
Objetivos 
§ Lançar todos os pilares da estrutura no pavimento tipo; 
§ Estudar a melhor forma de aplicar as ferramentas de captura no lançamento dos 
pilares; 
§ Compreender a aplicação dos trechos rígidos dos pilares; 
§ Salientar a importância de confirmar o lançamento dos pilares através da verificação 
das coordenadas. 
Etapa 02 - Arquiteturas.prj 
1.1 Filosofia de lançamento dos pilares 
Com o Eberick os pilares podem ser lançados na posição definitiva, não sendo mais 
necessário fixar posteriormente sua seção. 
Além disso, o programa passou a criar automaticamente os trechos rígidos no interior 
dos pilares, segundo os procedimentos estabelecidos na NBR 6118. 
Cabe, portanto, entendermos claramente como funciona o modelo matemático 
utilizado pelo Eberick para melhor trabalharmos em nosso curso. 
O modelo de análise que o Eberick usa é baseado na “Análise Matricial de estruturas”, 
que discretiza a estrutura em elementos de “barra”. 
Um pilar real sólido e tridimensional é discretizado através “uma barra”, que é um 
elemento linear, que possui propriedades físicas e geométricas que descrevem o 
comportamento daquele elemento real. 
Da mesma forma como um pilar, uma viga também é uma barra, porém horizontal. 
Sendo uma barra vertical, um pilar visto de cima, fica resumido a um ponto, que se 
chama “nó de inserção”, ou simplesmente “nó”. Já a viga é uma barra que pertence ao plano 
XY do pavimento e aparece em verdadeira grandeza no lançamento. 
I) Sendo que os pilares e as vigas são elementos fisicamente interligados, como será 
essa ligação sob o ponto de vista do modelo matemático? 
No Eberick os pilares são criados sempre a partir de seu centro geométrico, 
independente de sua dimensão e de como varia sua seção transversal ao longo da prumada. 
II) E as vigas: apóiam-se onde? 
Para saber isso, é preciso que saibamos que existe um trecho do pilar que é 
considerado “rígido”, onde se admite que a viga está totalmente apoiada. 
Este ponto de apoio é o menor dos seguintes valores: 
§ 0,3h, sendo h a altura da viga; 
§ Distância da face do pilar ao centro de gravidade do pilar, na direção paralela à viga. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
57 
Nesse caso, é calculado o ponto de apoio da viga dentro do pilar, na posição do ponto 
convencionado como trecho rígido e criada uma barra rígida ligando este ponto ao centro de 
gravidade do pilar. Esta barra rígida é conhecida como “trecho rígido” e é construída e 
atualizada automaticamente pelo Eberick. 
 
Figura 1.1 – Modelo matemático para vinculação entre vigas e pilares. 
Esse é um dos grandes recursos do software, já que se trata de um item normativo que 
é cumprido automaticamente pelo programa e é responsável por menores vãos, e 
conseqüentemente, menor consumo de materiais, tornando o projeto mais econômico. 
1.2 Configuração da entrada gráfica 
Antes de iniciar o lançamento da estrutura, é importante configurar o espaço da 
entrada gráfica, acessando o menu “Estrutura - Desenho – Entrada gráfica” ou o botão entrada 
gráfica ( ). 
Na configuração da entrada gráfica pode-se escolher o que exibir no croqui do 
pavimento, além da forma como características da estrutura sejam apresentadas. 
Esta janela foi subdividida em subpastas, para os elementos estruturais: Pilares, Vigas e 
Lajes. Assim, podem ser alteradas as formas de apresentação gráfica de cada elemento no 
Croqui de modo separado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.2 – Opções de entrada gráfica configuradas para o lançamento de pilares. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
58 
1.3 Lançando os pilares 
Uma vez que já tenhamos definido os parâmetros de entrada gráfica, os pilares podem, 
então, ser lançados através do menu “Lançamento – Pilares – Adicionar Pilar”. 
Uma vez acessado o comando, preencheremos os dados do diálogo para definir as 
características geométricas do pilar, como mostrado na figura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.3 – Dados para o lançamento dos pilares. 
Após ter confirmado as dimensões e dadosde entrada dos pilares, a linha de comando 
solicita a “Posição” do pilar. Para este exemplo, procede-se da seguinte forma: 
 
1) Lançando o primeiro pilar 
§ Pressione uma vez a tecla “F2” para afastar o desenho; 
§ Pressione uma vez a tecla “F5” e defina uma janela de zoom próximo ao canto superior da 
obra; 
§ Clique sobre a linha de arquitetura; 
§ Digite na linha de comando o valor “zero” para o ângulo de rotação e tecle “Enter”; 
§ Defina o vértice fixo para este pilar como sendo o “superior Esquerdo”; 
§ Adote o valor de 1.5 cm para o deslocamento e tecle “Enter”. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
59 
Figura 1.4 – Lançamento do Pilar P1. 
 
2) Lançando o pilar P2 
§ Tecle “Alt + F7” para enquadrar o desenho e tecle “F2” para afastar um pouco o desenho; 
§ Pressione uma vez a tecla “F5” e defina uma janela de zoom próximo ao canto inferior 
esquerdo da obra; 
§ Clique sobre a linha de arquitetura; 
§ Pressione “Enter” para confirmar o ângulo “zero” do pilar; 
§ Defina o vértice fixo para este pilar como sendo o “Inferior esquerdo”. 
 
Importante 
! 
Automaticamente o programa adota o valor do deslocamento de 1.5cm, até 
que seja encerrado o comando. 
 
3) Lançando o pilar P3 
§ Pressione e segure a tecla “Control (Ctrl)” e agora aperte várias vezes a tecla “seta para 
direita”, até que o desenho chegue ao vértice oposto da arquitetura; 
§ Clique sobre a linha de arquitetura; 
§ Pressione “Enter” para confirmar o ângulo “zero” do pilar; 
§ Defina o vértice fixo para este pilar como sendo o “Inferior direito”. 
 
4) Lançando os pilares P4 e P5 
§ Pressione e segure a tecla “Control” e agora aperte várias vezes a tecla “seta para cima”, até 
o próximo cruzamento de paredes; 
§ Clique sobre a linha superior da arquitetura; 
§ Pressione “Enter” para confirmar o ângulo “zero” do pilar; 
§ O vértice fixo será o “Superior direito”. Clique numa posição no abaixo e à esquerda do 
vértice e tecle “Enter” para confirmar o valor do deslocamento de 1,5cm; 
§ Pressione e segure a tecla “Control” novamente até alcançar o cruzamento das paredes 
próximas à sacada; 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
60 
§ Clique sobre a linha superior da arquitetura; 
§ Pressione “Enter” para confirmar o ângulo “zero” do pilar; 
§ O vértice fixo será o “Superior direito”. Clique numa posição no abaixo e à esquerda do 
vértice e tecle “Enter” para confirmar o valor do deslocamento de 1,5cm. 
 
Não deu certo: 
§ Caso você não tenha conseguido lançar este pilar, pressione a tecla “ESC” duas vezes 
para sair do comando; 
§ Se você chegou a lançar o pilar, mas ele foi criado numa posição errada, clique uma vez 
no botão desfazer para retornar a situação inicial. 
1.4 Usando a captura Ponto na Intersecção 
Os dois próximos pilares que vamos lançar serão alinhados pelas paredes externas e, 
também definindo o alinhamento pela face direita da parede vertical. 
Para essa condição, a ferramenta de captura ideal é a captura “ponto na intersecção”. 
 
1) Preparando o lançamento do P6 e P7 
§ Tecle “Alt + F7” para enquadrar o desenho; 
§ Pressione a tecla “F5” e abra uma janela de zoom próximo ao cruzamento das paredes 
correspondentes; 
§ Ative a ferramenta de captura “ponto na intersecção”. 
 
2) Lançando o pilar P6 
§ Clique sobre a linha direita da parede vertical e depois sobre a linha superior da parede 
horizontal; 
§ Defina o ângulo do pilar como sendo zero, teclando “Enter”; 
§ Defina o vértice fixo como sendo o “superior direito” e clique abaixo e à esquerda desse 
vértice; 
§ Tecle “Enter” para confirmar o deslocamento de 1,5cm. 
 
Figura 1.5 – Lançamento do pilar P6. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
61 
 
3) Lançando o pilar P7 
§ Pressione e segure a tecla “Ctrl” e agora aperte várias vezes a tecla “seta para baixo”, até 
que o desenho chegue ao vértice oposto da arquitetura; 
§ Clique sobre a linha direita da parede vertical e depois sobre a linha inferior da parede 
horizontal. 
§ Defina o ângulo do pilar como sendo zero, teclando “Enter”; 
§ Defina o vértice fixo como sendo o “inferior direito” e clique acima e à esquerda desse 
vértice; 
§ Tecle “Enter” para confirmar o deslocamento de 1,5cm (se necessário). 
 
Não deu certo: 
§ Caso você não tenha conseguido lançar este pilar, pressione a tecla “ESC” duas vezes para 
sair do comando; 
§ Certifique-se de que você acionou a ferramenta de captura “ponto na intersecção”; 
§ Se você chegou a lançar o pilar, mas ele foi criado numa posição errada, clique uma vez no 
botão desfazer para retornar a situação inicial. 
1.5 Usando a captura Ponto relativo 
Os dois pilares que faltam para completar o lançamento dos pilares deverão, por 
solicitação hipotética do arquiteto, manter-se alinhados pelo eixo horizontal que passa por 
eles. Sendo assim, a ferramenta de captura anterior não serve mais e teremos que trocar para 
a ferramenta “ponto relativo”. 
Para podermos lançar o pilar pelo eixo conforme nos foi solicitado, precisamos alcançar 
o ponto de referência localizado sobre a linha externa da parede vertical e no eixo da parede 
horizontal. 
Para isso, para lançar o primeiro pilar, usaremos a ferramenta ponto relativo, definindo 
um ponto de referência sobre o vértice interno da parede e um deslocamento de -15cm na 
horizontal e 7.5cm na vertical. 
 
1) Preparando o lançamento do P8 e P9 
§ Enquadre o desenho com a tecla “Alt + F7”; 
§ Reposicione o desenho com a tecla “control” + “seta para esquerda”; 
§ Aperte a tecla “F5” e posicione uma janela de zoom próximo ao cruzamento das paredes; 
§ Habilite a ferramenta de captura “ponto relativo”. 
 
2) Lançando o Pilar P8 
§ Ative novamente o comando “Lançamento – Pilares – Adicionar Pilar”; 
§ Seleciona-se o canto da arquitetura interno ao quarto inferior; 
§ Informe os valores de deslocamento (-15, 7.5); 
§ O ponto fixo será a posição média do lado esquerdo do pilar; 
§ Tecle “Enter” para manter o deslocamento de “1.5cm” referente a espessura de reboco a ser 
aplicada neste caso. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
62 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.6 – Lançamento do pilar P8. 
 
3) Lançando o Pilar P9 
§ Desloque o desenho com as teclas “control” + “seta para a direita”, passando pelo primeiro 
cruzamento das paredes e chegando até o alinhamento dos pilares P6 e P7 já lançados; 
§ Seleciona-se o canto da arquitetura interno ao banheiro; 
§ Informe os valores de deslocamento (0,7.5); 
§ O ponto fixo será a posição média do lado direito do pilar; 
§ Tecle “Enter” para manter o deslocamento de “1.5” cm referente a espessura de reboco a ser 
aplicada neste caso. 
 
Não deu certo: 
§ Caso você não tenha conseguido lançar este pilar, pressione a tecla “ESC” duas vezes para 
sair do comando; 
§ Certifique-se de que você acionou a ferramenta de captura “ponto relativo”; 
Você também pode ter digitado errado o deslocamento, trocando os pontos e vírgulas. Lembre-
se de a separação das coordenadas é com a “vírgula” e a separação dos decimais é o 
“ponto”. Assim: digite “-15,7.5” ou “0,7.5”; 
§ Se você chegou a lançar o pilar, mas ele foi criado numa posição errada, clique uma vez no 
botão desfazer para retornar a situação inicial; 
§ Agora clique no botão “repetir explicação” para rever o lançamento deste pilar. 
1.6 Renumerando os pilares 
No momento do lançamento dos pilares não foi necessário ficarmos nos preocupando 
com a ordem de lançamento, porque sabíamos que a qualquer momento e quantas vezes 
quisermos, podemos renumerar os pilares. 
A renumeração será feita através do comando “Operações-Outros-Renumerar”. Os 
pilares serão automaticamente renumerados de cima para baixo e da esquerda para a direita, 
seguindo duas opções de critérios: 
§ Pelo pavimento atual: no caso do exemplo da figura, cujo pavimento corrente é o “tipo”, a 
renumeração acontece sequencialmente em todos os pilares do tipo e, depois para os pilares 
dos demais pavimentos. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
63§ Pela projeção dos pilares: não importa em quais pavimentos estão os pilares, mas 
simplesmente a seqüência baseada na projeção deles sobre o terreno. 
 
Figura 1.7 – Renumeração dos pilares. 
No caso do nosso exemplo, as duas opções convergem para a mesma numeração. 
O programa ainda permite alterar o prefixo dos pilares e o valor inicial da seqüência. 
Outro critério importante nessa numeração é a “tolerância”, que representa um limite 
pelo qual o pilar assume que abaixo dela, deve-se renumerar primeiro o pilar da esquerda para 
depois o pilar que está à direita, porém poucos centímetros acima. 
 
1) Renumerar pilares 
§ Execute o comando “Operações - Outros - Renumerar”; 
§ Clicar em “OK” e seu projeto será renumerado; 
§ Fechar a janela que exibe as renumerações efetuadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.8 – Janela para renumeração dos pilares. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
64 
2 Lançamento das vigas 
Objetivos 
§ Lançar todos os pilares da estrutura no pavimento tipo; 
§ Estudar formas de verificar o lançamento de modo a evitar a propagação de erros. 
Etapa 03 - Pilares.prj 
2.1 Lançando as vigas 
Uma das grandes vantagens que se obtém com o Eberick, está no lançamento das vigas, 
tendo em vista a possibilidade de fixar sua seção no momento do lançamento e lançar vigas 
contínuas sem a necessidade de marcar os apoios intermediários. 
2.1.1 Vigas contínuas apoiadas sobre pilares 
As vigas podem ser lançadas através do menu “Lançamento-Vigas-Adicionar Viga”. 
Uma vez acessado o comando, os dados do diálogo são informados para definir as 
características geométricas da viga, como mostrado na figura e pode-se efetuar o lançamento 
seguindo os passos apresentados na 
seqüência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.1 – Diálogo de lançamento das “Vigas”. 
 
Figura 2.2 – Visualização em corte de viga com elevação de 30 cm. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
65 
 
1) Lançando a viga V1 
§ Pressione o filtro “Travar” na barra de ferramentas, ou a tecla “F9”; 
§ Pressione a tecla “F5” e abra uma janela de zoom próxima ao pilar P1, evitando sair da área 
de CAD; 
§ Clique sobre o vértice externo do pilar. Cuide para não capturar pontos intermediários da 
seção; 
§ Pressione a tecla “F6” para voltar ao zoom anterior e novamente a tecla “F5” para abrir uma 
janela próxima ao P3; 
§ Clique agora sobre o vértice interno do pilar P3; 
§ Clique em qualquer ponto abaixo da linha que usamos para inserir a viga; 
§ Tecle “enter” para encerrar a viga. 
Figura 2.3 – Lançamento da Viga V1. 
 
2) Lançando a viga V2 
§ Tecle “F5” e abra uma janela de zoom próximo ao P7; 
§ Com o comando viga ainda ativo clique sobre o vértice do pilar P7; 
§ Volte o zoom com a tecla “F6” e abra outra janela com a Tecla “F5”; 
§ Clique sobre o vértice do pilar P9; 
§ Clique acima desse alinhamento para definir a face da viga que deve permanecer fixa; 
§ Tecle “enter” para encerrar essa viga. 
 
3) Lançando as vigas V3, V4 e V5 
§ Enquadre o desenho com o comando “Alt + F7” e pressione a tecla “F5” para abrir uma janela 
de zoom. Selecione uma janela de tamanho médio, cuja abertura permita visualizar com 
clareza os vértices dos pilares, como no caso dos pilares P6 e P9; 
§ Execute o comando “Lançamento – vigas – adicionar viga” novamente e posicione 
cuidadosamente o mouse sobre os vértices do pilar P9; 
§ Clique no vértice correspondente no pilar P6 e defina o vértice da seção para o lado interno. 
Complete o comando com a tecla “enter”; 
§ Mova o desenho para a esquerda com as teclas “control” + “seta para a esquerda” até 
visualizar os pilares P8 e P5; 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
66 
§ Selecione o vértice direito do pilar P8. Opcionalmente, ative o filtro “Esconder”; 
§ Com as teclas “control” + “seta para cima” localize o pilar P2 e defina o ponto 
correspondente ao vértice final da viga; 
§ Clique em qualquer ponto à esquerda para definir a face fixa e tecle “enter” para encerrar a 
viga; 
§ Com as teclas “control” + “seta para esquerda” localize o pilar P1 e clique sobre o vértice 
externo do pilar; 
§ Movimente-se para baixo até encontrar o pilar P7 e defina o segundo ponto no vértice 
correspondente; 
§ Clique à direita da viga para definir a face fixa e tecle “enter” para encerrar a viga. 
 
Figura 2.4 – Vigas contínuas apoiadas sobre pilares. 
 
Não deu certo 
§ Caso alguma coisa tenha dado errada no lançamento, Pressione duas vezes a tecla “ESC” 
para sair de qualquer comando e seleção, e uma vez a tecla “F7” para atualizar o desenho. 
§ Caso o lançamento tenha sido feito de forma errada ou a viga tenha sido criada torta, 
clique sobre o botão “desfazer” para voltar atrás no lançamento da viga e tente novamente, 
observando cuidadosamente os pontos de referência. 
2.1.2 Lançando uma viga em balanço 
A viga central que se apoia nos pilares P4 e P5 tem um dos vãos em balanço e, por esta 
razão, tem um procedimento um pouco diferente das anteriores. 
1) Lançando a viga V6 
§ Execute o comando “Lançamento – vigas – adicionar viga” ou clique no atalho; 
§ Defina o ambiente como sendo “interno” e lance a viga com dimensões 12x40cm. Clique sobre 
o botão “OK”; 
§ Para definir o primeiro ponto, clique sobre o texto do “nome” do pilar P4, mais precisamente 
sobre a letra “P”. Com isso, o Eberick captura o eixo do pilar; 
§ Clique sobre a ferramenta “ponto médio” e defina os dois pontos de referência nos dois 
vértices da parede do banheiro; 
§ Responda “SIM”, confirmando a posição do nó; 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
67 
§ Clique “Enter” uma vez para que a viga seja alinhada por seu eixo e clique “Enter” outra vez 
para encerrar essa viga. 
Figura 2.5 – Viga em balaço. 
 
Não deu certo 
§ Caso alguma coisa tenha dado errado no lançamento, pressione duas vezes a tecla “ESC” 
para sair de qualquer comando e seleção, e uma vez a tecla “F7” para atualizar o desenho; 
§ Caso o lançamento tenha sido feito de forma errada ou a viga tenha sido criada torta, 
clique sobre o botão “desfazer” para voltar atrás no lançamento da viga; 
§ Lembre-se de clicar exatamente sobre a letra “P” do nome do pilar no primeiro ponto e 
não deixe de ligar a ferramenta de captura “ponto médio” no segundo ponto. 
2.1.3 Lançando vigas ortogonais 
Nossa próxima tarefa será lançar as três vigas que ficam no entorno da escada. Essas 
três vigas têm uma característica comum e bastante importante: são ortogonais e apoiam-se 
umas nas outras. 
Sendo assim, a primeira viga a ser lançada, por mera facilidade de lançamento, é a viga 
que se apóia na ponta do balanço. 
 
1) Preparação para o lançamento da Viga V7 
§ Execute o comando “adicionar viga” e defina a viga como sendo “interna”, com dimensões de 
“12x40”. Depois disso, clique em “Ok”; 
§ Desligue todas as ferramentas de captura e selecione a captura “perpendicular”; 
§ Com a tecla “F5” abra uma janela de zoom que mostre o balanço e a viga V2. 
 
 
2) Lançamento da Viga V7 
§ Posicione o mouse sobre o eixo da viga; 
§ Utilize um dos filtros (“travar” ou “esconder”) para facilitar a captura; 
§ Ao aparecer a marca da captura na extremidade da viga, dê um clique de mouse; 
§ Mova o mouse sobre o eixo da viga V2 até que apareça a marca de captura “perpendicular” e 
clique, sobre esse ponto; 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
68 
§ Tecle “enter” para fixar a viga pelo eixo e tecle “Enter” novamente para encerrar a viga; 
§ Desligue o filtro “esconder” para ver como ficou a viga lançada. 
 
 
Figura 2.6 – Lançamento da Viga V7. 
 
3) Lançamento da Viga V8 
§ Clique sobre a tecla “F5” e abra um zoom numa janela que envolva toda a escada; 
§ Ative o filtro “esconder” ou “travar”; 
§ Clique sobre o vértice superior esquerdo do pilar P6; 
§ Uma vez selecionado o primeiro ponto, clique sobre o eixo da viga V7 recém lançada; 
§ Posicione a seção para baixo dessa linhade inserção, clicando em qualquer ponto do desenho 
abaixo dela; 
§ Tecle “enter” para encerrar a viga. 
 
4) Lançamento da Viga V9 
§ Com a ferramenta “control” + “seta para cima” posicione o desenho de modo a visualizar o 
pilar P3; 
§ Execute novamente o comando “adicionar viga”; 
§ Defina a viga como sendo externa, com dimensões de 14x40. Depois disso, clique em “Ok”; 
§ Clique sobre o vértice inferior direito do pilar e, com as teclas “control” + “seta para baixo” 
localize a viga V8; 
§ Posicione o mouse sobre o eixo da viga e, ao aparecer a marca da captura “perpendicular”, 
clique sobre a linha; 
§ Defina a face fixa como sendo a externa. Para isso, clique à esquerda da viga; 
§ Tecle “enter” para encerrar a viga; 
§ Desligue o filtro “esconder”; 
§ Execute o comando “Alt + F7” para enquadrar o desenho. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
69 
Figura 2.7 – Vigas ortogonais lançadas. 
 
Não deu certo: 
§ Caso alguma coisa tenha dado errado no lançamento, Pressione duas vezes a tecla “ESC” 
para sair de qualquer comando e seleção, e uma vez a tecla “F7” para atualizar o desenho; 
§ Caso o lançamento tenha sido feito de forma errada ou a viga tenha sido criada torta, 
clique sobre o botão “desfazer” para voltar atrás no lançamento da viga; 
§ Caso o programa emita a mensagem “o nó adicionado não se apoia em nenhuma barra do 
pavimento. Confirma a posição do nó?” responda “NÃO”, já que os pontos que nos interessam 
já existem. Nesse caso, você pode estar cometendo algum erro de captura; 
§ Verifique se todas as ferramentas de captura estão desligadas e se você ativou a captura 
“perpendicular”. 
2.1.4 Lançando uma viga apoiada em outra viga 
A próxima viga a ser lançada não tem apoio em nenhum pilar, o que torna um pouco 
diferente seu lançamento, já que será necessário tomar uma referência no projeto 
arquitetônico. 
 
1) Preparação para o lançamento da Viga V10 
§ Execute o comando “adicionar viga” e defina a viga como sendo “interna”, com dimensões de 
“12x40”. Depois disso, clique em “Ok”; 
§ Abra uma janela de zoom próximo à intersecção da viga V2 com a parede onde vamos lançar a 
viga; 
§ Ative a ferramenta de captura “ponto relativo”; 
§ A linha de comando solicita que informemos o “ponto de referência”. Clique sobre a linha de 
parede que fica à direita da intersecção e capture esse ponto; 
§ O deslocamento é (-7.5,-6.5); 
§ Após digitar esse valor, tecle “Enter”; 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
70 
Figura 2.8 – Captura do primeiro ponto no lançamento de viga apoiada em vigas. 
 
Não deu certo: 
Caso você não tenha conseguido capturar o primeiro ponto sobre a viga V2, é possível que você 
esteja acontecendo alguma das seguintes hipóteses: 
§ Você não ligou as capturas adequadas: certifique-se de que você ligou a captura 
“Personalizado” e a ferramenta de captura “ponto relativo”; 
§ Verifique se você não está com o filtro “travar” ligado. Se ele estiver ativo, não é 
capturado o ponto de referência na arquitetura; 
§ Verifique se ao digitar o deslocamento de “menos - 7 – ponto - 5”, “vírgula”, “menos - 6 - 
ponto - 5”, você não está trocando o “ponto” pela “vírgula”; 
§ Verifique se você lançou a viga V2 realmente com 14x40. Caso esteja diferente, a 
distância ao eixo da viga não é de 6,5cm; 
§ Para corrigir o problema, tecle “ESC” duas vezes e atualize o desenho com a tecla “F7”. 
Caso você tenha inserido um trecho inadequado de viga, apague-o com o comando “desfazer”; 
§ Se for conveniente, clique no botão “repetir explicação” para você rever o correto 
lançamento. 
 
2) Conclusão do lançamento da Viga V10 
§ Enquadre o desenho com a tecla “Alt + F7”; 
§ Abra uma janela de zoom com a tecla “F5” na outra extremidade da parede; 
§ Clique sobre o botão correspondente e desligue a ferramenta “ponto relativo”; 
§ Com a captura perpendicular ativada, clique sobre o eixo da viga V1; 
§ Tecle “enter” uma vez para definir o alinhamento da seção pelo eixo e tecle “enter” outra 
vez para encerrar a viga; 
§ Enquadre novamente o desenho. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
71 
Figura 2.9 – Conclusão do lançamento da Viga V10. 
 
Não deu certo: 
§ Se você não conseguiu finalizar esse comando é provável que tenha deixado de desligar a 
ferramenta “ponto relativo”. Desligue essa ferramenta e tente novamente; 
§ Caso você tenha construído um ponto qualquer para essa viga, será necessário desfazê-la 
clicando no atalho apropriado. Com isso você terá que construir novamente o primeiro ponto 
dessa viga; 
§ Se necessário, clique no botão “repetir explicação” para você rever o lançamento desse 
primeiro ponto. 
2.1.5 Lançando a viga de bordo da sacada 
Vamos agora resolver o problema da sacada deste projeto. Pressione a tecla “F5” e 
determine uma janela de zoom envolvendo o canto da sacada dessa obra. 
A viga de bordo da sacada não tem uma referência materializada para seu lançamento. 
Supondo ser lançada uma viga com 12 cm de espessura, centralizada em relação ao eixo da 
arquitetura, será necessário construir linhas auxiliares para definir a posição das barras das 
vigas. 
Para isto, deve-se fazer uma cópia das linhas externas da sacada a uma distância de 
7.5cm, paralelas às linhas originais. 
Para alterar ou selecionar elementos da arquitetura, é necessário que mudemos para a 
janela Desenho. 
1) Offset das linhas de arquitetura 
Na linha horizontal: 
§ Execute o comando “Desenho - ferramentas – offset”; 
§ Selecione a linha externa horizontal da sacada; 
§ Clique em qualquer ponto abaixo da linha original para definir o sentido da cópia; 
§ Digite o valor do deslocamento como sendo 7.5cm e tecle “enter”. 
Na linha inclinada: 
§ Tecle “enter” para reativar o comando “offset”; 
§ Clique sobre a linha inclinada, selecionando-a; 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
72 
§ Defina o lado da cópia abaixo e à esquerda da linha original com um clique de mouse; 
§ Digite “enter” para confirmar o valor do deslocamento. 
Na linha vertical: 
§ Tecle “enter” para reativar o comando; 
§ Clique sobre a linha para selecioná-la; 
§ Clique à esquerda para definir o lado da cópia; 
§ Tecle “enter” para confirmar o deslocamento. 
Figura 2.10 – Offset nas linhas de arquitetura. 
 
2) Unir as linhas que foram copiadas 
§ Execute o comando “Desenho-ferramentas-unir”; 
§ Clique sobre a linha horizontal e depois sobre a linha inclinada; 
§ Tecle “enter” para repetir o comando; 
§ Clique agora sobre a linha inclinada e, em seguida, sobre a linha vertical. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.11 – União das linhas copiadas. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
73 
 
 
3) Lançar a viga da sacada (primeiro tramo) 
§ Retorne ao Croqui do pavimento Tipo 1; 
§ Execute o comando “adicionar viga” e defina as propriedades da viga como sendo em 
ambiente “externo” e com dimensões de “14x40”. Confirme esses dados clicando em “OK”; 
§ Clique sobre o botão correspondente à ferramenta de captura “ponto no elemento” e 
movimente o mouse sobre a linha do offset. Clique em qualquer desses pontos que estão 
dentro da seção do pilar; 
§ Alterne a ferramenta de captura para “intersecção”; 
§ Clique na extremidade da linha que você uniu; 
§ Confirme a posição do nó respondendo “SIM” para a confirmação da captura; 
§ Tecle “enter” para confirmar a fixação da seção da viga pelo eixo. 
 
Não deu certo 
§ Caso o lançamento ou captura do primeiro ou segundo ponto da viga não tenham ficado 
corretos, clique duas vezes na tecla “ESC” e uma vez no comando “desfazer”; 
§ Verifique se você está com a captura “ponto no elemento” para capturar o primeiro ponto 
e se alternou para “intersecção” para capturar o segundo ponto; 
§ Verifique também se o filtro “travar” não está ativo; 
§ Clique no botão “repetir explicação” e lance a viga novamente. 
 
4) Lançar a viga da sacada (demais tramos) 
§ Clique sobre o próximo vértice da linha inclinada e confirme novamente a posição do nó; 
§ Com as teclas“control + seta para baixo” aproxime-se do pilar P6; 
§ Alterne novamente a ferramenta de captura para “ponto no elemento”; 
§ Posicione o mouse sobre a linha vertical de referência dentro da seção do pilar e clique nesse 
ponto; 
§ Tecle “enter” para encerrar a viga e “alt + F7” para enquadrar o desenho; 
§ Para evitar que você esqueça essa captura perigosa ligada, troque-a imediatamente para a 
captura “interseção”, evitando erros acidentais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.12 – Lançamento da viga da sacada. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
74 
 
Não deu certo: 
§ Caso você tenha cometido algum erro de lançamento na segunda parte de construção 
dessa viga, tecle “ESC” duas vezes e clique no botão “desfazer” até que você chegue num 
ponto que esteja correto; 
§ Execute o comando “Desenho - vigas – adicionar trechos” e clique na extremidade da viga 
onde você fez o último comando. Agora continue o lançamento normalmente a partir desse 
ponto. 
2.2 Verificação do alinhamento das vigas 
Logo após o lançamento das vigas, é muito importante fazer a verificação do 
alinhamento entre os nós de uma mesma viga e dela com os pilares. Quando os nós estão 
desalinhados, podem ocorrer problemas numéricos e atrapalhar o processamento da estrutura, 
bem como surgir diferenças nas medidas do projeto. 
1) Verificação do alinhamento 
§ Execute o comando “Lançamento – Outros - Verificar alinhamento”; 
§ Tecle “enter” para selecionar “todas” e o programa fará a verificação dos alinhamentos de 
todos os nós que se encontram nas direções X e Y; 
§ Clique em “OK” para fechar o diálogo dos alinhamentos. 
2.3 Renumerando as vigas 
Após inserir todas as vigas, pode-se renumerá-las da mesma forma como fizemos com 
os pilares. 
1) Renumeração das vigas 
§ Acesse o comando “Operações – Outros - Renumerar”; 
§ Selecione as vigas e clique no botão “OK” e as vigas serão automaticamente renumeradas de 
cima para baixo e da esquerda para a direita, sendo as vigas inclinadas numeradas 
posteriormente; 
§ Feche a janela que indica as vigas renumeradas. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
75 
3 Lançamento das lajes 
Objetivos 
§ Estudar as formas de lançamento das lajes com o Eberick, definindo lajes maciças e 
nervuradas. 
§ Incluir os carregamentos distribuídos aplicados diretamente sobre as lajes e suas condições 
de vinculação 
§ Otimizar o desempenho e economia das lajes 
Etapa 04 - Vigas.prj 
3.1 Lançando as lajes maciças 
As lajes podem ser lançadas através do comando “Lançamento-Lajes-Laje” 
Deve-se preencher os campos da janela conforme apresentado na figura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
76 
 
O resultado do lançamento é apresentado na figura mostrada a seguir. 
 
 
Para lançar a laje da cozinha, acesse novamente “Desenho – Lajes – Laje” e preencha o 
diálogo conforme apresentado na figura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
77 
O resultado deve ficar como mostrado na figura a seguir. 
 
 
 
Por fim, para o lançamento da laje do banheiro, deve-se preencher o diálogo conforme 
a imagem: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
78 
O resultado deve ficar como na imagem a seguir: 
 
3.2 Laje da sacada com rebaixo 
A laje da sacada pode ser projetada com um rebaixo para permitir a construção da 
impermeabilização e, ainda, prever um degrau físico que impeça a entrada de água para os 
ambientes internos da obra. 
Utilizando a mesma figura apresentada para demonstrar a elevação em vigas, pode-se 
compreender o mesmo conceito para lajes. 
 
 
1) Lajes da sacada com rebaixo 
§ Tecle “enter” para executar novamente o comando “Desenho – Lajes - Laje”; 
§ Os dados da laje podem ser os mesmos da laje anterior, selecionando o grupo de cargas 
“Residencial – Banheiro”, mas agora incluindo somente o valor de -10cm na “elevação”; 
§ Pressione o botão “Ok”; 
§ Clique no interior do contorno formado pelas vigas da sacada. 
3.3 Lançando uma laje nervurada 
Um dos tipos de laje muito comuns atualmente é a laje nervurada, formada por um 
conjunto de nervuras bidirecionais, solidarizada com uma capa de concreto comprimido. 
O lançamento das lajes nervuradas no Eberick pode ser feito do mesmo modo que nas 
lajes maciças, simplesmente alterando o tipo de laje no diálogo de lançamento. 
1) Editando uma laje 
§ Posicione o cursor exatamente “sobre” o texto “L4” e dê um duplo clique. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
79 
2) Trocando a laje maciça pela nervurada 
§ Ao abrir o diálogo, troque o tipo de laje para “nervurada”; 
§ O diálogo habilita alguns campos que definem a geometria da laje. Escolha o bloco de “EPS”; 
§ Clique no botão [...] e abra o catálogo dos blocos; 
§ À esquerda desse diálogo abra a opção “nervurada” e clique sobre o grupo “EPS”; 
§ Clique sobre o bloco “12x40x40cm”, que fica na quinta linha do diálogo e clique no botão 
“Ok”; 
§ Defina a espessura das nervuras “enx” e “eny” como sendo de 8cm; 
§ Defina a espessura da capa com 4cm; 
§ Clique no botão “Ok”. 
 
 
Não consegui fazer: 
§ Caso você esteja com dificuldades de abrir o diálogo de lajes: 
§ Observe que é necessário posicionar a mira exatamente sobre a letra “L” e então dar 
dois cliques de mouse. 
§ Você também pode aproximar-se do desenho com a tecla “F5” para facilitar a seleção. 
§ Outra alternativa é clicar com o botão direito do mouse sobre a laje e escolher a opção 
“propriedades” 
 
3) Posicionando as nervuras da laje 
§ Tecle “F5” e abra uma janela de zoom aproximando o desenho da indicação da laje 
nervurada; 
§ Ative o filtro “esconder” para desligar a arquitetura; 
§ Execute o comando “Operações – lajes – posicionar nervuras”; 
§ Clique sobre a laje e sobre o vértice a manter fixo; 
§ Defina a posição do vértice clicando no canto inferior direito da laje. Você também pode 
fazer uso das ferramentas de captura; 
§ Habilite a visualização das nervuras na “Estrutura – Desenho - entrada gráfica - lajes” ativando 
a opção “nervuras” ao invés do “ponto fixo”; 
§ No caso particular do nosso exemplo, as nervuras já foram lançadas na posição correta e não 
há necessidade de fazermos essa alteração. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
80 
 
Não consegui fazer: 
§ Consulte a ajuda eletrônica do programa através do botão “Interrogação”; 
§ Ao abrir a janela, clique sobre o item “Elementos”, depois sobre o item “Lajes” e 
finalmente sobre o tópico “Posicionar nervuras”. 
3.4 Definindo o engastamento entre as lajes 
Quando as lajes são inseridas, o programa considera que todas elas estão simplesmente 
apoiadas no seu contorno. Entretanto, se for interessante garantir a continuidade entre todas 
as lajes no projeto, deve-se definir essa condição de vinculação para cada uma das 
continuidades. 
 
1) Engastar todas lajes 
§ Acesse o comando “Modelo – Lajes - Engastar Todas”; 
§ Execute o comando “Modelo – Lajes - Liberar” e clique sobre as vigas V2 e V6 nas 
continuidades das lajes; 
§ Uma vez selecionada esses dois trechos tecle “Enter”. 
 
Ao engastar as lajes o programa muda a representação do contorno: as linhas cheias 
representam apoios “contínuos” (ou engastes) enquanto que linhas tracejadas representam 
apoios descontínuos (ou rotulados). 
Quanto às implicações do engastamento das lajes, pode-se citar: 
§ Combate à fissuração dos bordos de lajes; 
§ Engastamentos desnecessários levam ao consumo exagerado de aço, tendo em vista o possível 
dimensionamento do vão e da continuidade com armaduras mínimas. O acréscimo de aço 
desnecessário num pavimento pode alcançar 40%! 
 
Outra consideração importante é o modelo estrutural da sacada. De um modo geral, a 
sacada pode ter dois modelos básicos: totalmente apoiada em vigas de bordo ou estaticamente 
equilibrada pelos vínculos de continuidade. Destes modelos básicos,podemos listar inúmeras 
variações, vamos estudar algumas: 
1ª Hipótese: A viga V11 do bordo da sacada é uma viga “com função estrutural”. 
2ª Hipótese: Substituir a viga de bordo V11 por uma barra, que é um elemento sem 
rigidez e serve somente para definir o contorno da laje. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
81 
3ª Hipótese: Transformar a viga V11 em uma “viga sem rigidez”, que passa a “não ter 
função estrutural”, funcionando somente como elemento de fachada, e contando como “peso” 
no bordo da laje. 
 
 
2) Adotando a terceira hipótese 
§ Pressione a tecla “F5” e abra uma janela de zoom que inclua a sacada; 
§ Para isso, execute um clique duplo sobre a viga V11 e habilite a opção “viga sem rigidez”. 
 
Não consegui fazer: 
§ Caso você esteja com dificuldades de editar as vigas, observe que é necessário posicionar 
a mira exatamente sobre a letra “V” ou sobre o eixo da viga e então dar dois cliques de mouse; 
§ Você também pode aproximar-se do desenho com a tecla “F5” para facilitar a seleção; 
§ Outra alternativa é clicar com o botão direito do mouse sobre a V11 e escolher a opção 
“propriedades”. 
 
3.5 Renumerando as lajes 
Após inserir todas as lajes, o próximo passo é renumerá-las. Os passos são listados a 
seguir. 
1) Renumerando as lajes 
§ Utilize o comando “Operações-Outros-Renumerar; 
§ Selecione as lajes. As lajes serão automaticamente renumeradas de cima para baixo e da 
esquerda para a direita, seguindo os mesmos critérios já estudados para os pilares e vigas; 
§ Clique no botão “Ok” para efetuar a renumeração; 
§ Feche a janela clicando sobre o botão que fica no alto à direita. 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
82 
Aula 5 - Lançamento da estrutura – parte 2 
1 Lançamento das cargas das paredes 
Objetivos 
§ Aprender a lançar cargas lineares de qualquer natureza; 
§ Estudar a maneira mais eficiente de lançar e ajustar as cargas lineares; 
§ Considerar a existência de aberturas nas paredes. 
Etapa 05 - Lajes.prj 
1.1 Cargas de parede sobre as vigas e barras 
Situações Típicas de lançamento das paredes: 
1. Paredes “cegas” sobre as vigas e até o teto (ou fundo das vigas), evidenciada pelas 
paredes que ficam, por exemplo, sobre as vigas V2, V4 e V7. 
2. Paredes apoiadas sobre as vigas, que vão até o teto ou fundo da viga, mas contém 
aberturas de portas e janelas, como no caso das vigas V5 e V6. 
3. Vigas como a da sacada, que tem somente uma parede com um metro de altura. 
4. Paredes que se apoiam diretamente sobre as lajes, como na laje L6. 
5. Nem toda a viga recebe carga de parede e passa a ser necessário marcar onde existe e 
onde não existem cargas lineares. 
1.1.1 Lançando as paredes até o teto sobre as vigas 
Nesta etapa, iremos lançar cargas de parede sobre todos os elementos do pavimento, 
exceto sobre as vigas da sacada. 
1) Definindo o modo de lançamento 
§ Abra o croqui do pavimento Tipo 1. 
§ Execute o comando “Modelo – Cargas - Linear”. 
§ Defina o modo de lançamento como “selecionando barras”. 
 
2) Definindo a carga de parede 
§ clique no botão “Editar” para definir as dimensões das paredes: 
§ Continuando com a definição do comando, clique no botão “Editar” para definir as 
dimensões das paredes. Nesta janela agora temos também o item “Grupo”. 
§ Os grupos de carga de paredes pré-definem o tipo de bloco a ser utilizado, assim como as 
espessuras dos acabamentos da parede, definindo assim um peso específico para cada 
grupo. 
§ O grupo a ser utilizado neste projeto exemplo será o Bloco cerâmico vazado (11.5 cm 
mais duas vezes 2 cm de espessura de acabamento), que é a segunda opção dentre os 
blocos vazados. Uma vez definida essa geometria, clique no botão “ok”. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
83 
§ Desligue a opção “acidental”, deixando ligada somente a opção “parede”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.1 – Definição da carga de parede. 
 
3) Lançando as cargas sobre as vigas 
§ Definidos os dados das paredes, clique sobre o botão “Ok”. 
§ Clique uma vez sobre a tecla “F2” para afastar um pouco o desenho. 
§ Abra uma janela de seleção que envolva todo o pavimento. 
§ Ao clicar sobre o segundo ponto da janela, a linha de comando exibe que foram selecionados 
25 elementos. 
§ Mantenha a tecla “SHIFT” apertada e clique uma vez sobre cada uma das três barras da 
sacada. Assim, ao total devem ficar selecionados apenas 22 elementos. 
§ Tecle Enter para confirmar o comando. 
§ Pode-se constatar a aplicação das cargas através do valor “468”, exibido abaixo de cada uma 
das barras da viga. 
Não deu certo: 
Se você não conseguiu encontrar os 22 elementos, pode ser por alguma das seguintes causas: 
§ Localizei menos que 25 elementos: 
Execute novamente o comando “Modelo - cargas - linear” e pressione a tecla “F2” para abrir 
uma janela que envolva todos os elementos. 
§ Não consegui retirar os elementos da sacada da seleção: 
Você já precisa estar com os 25 elementos do pavimento selecionados. 
Agora, você deve pressionar e manter pressionado o botão “SHIFT” do teclado, localizado logo 
abaixo da tecla “CAPS LOCK”. 
Com esse botão pressionado, clique sobre os três elementos da sacada. 
§ Selecionei mais do que 25 elementos: 
Repare que você deve estar sem o comando “paredes sobre barras” ativo. Com isso, você 
selecionou todos os elementos do croqui e não somente as barras. 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
84 
1.1.2 Inserindo as aberturas nas cargas de parede 
Para inserir aberturas nas cargas de parede tem-se um procedimento simples, porém 
um pouco repetitivo. Na sequência são listados os passos para efetuar a inserção: 
 
1) Inserindo abertura sobre a viga V5 
§ Pressione a tecla “F5” e defina uma janela de zoom que envolva a laje L1; 
§ Execute um duplo clique sobre o nome ou o eixo da viga; 
§ Clique sobre o botão “Editar” correspondente à carga de parede; 
§ Clique no botão “inserir” e informe as dimensões da janela que, nesse caso, são de 120cm de 
base e 100cm de altura; 
§ Clique no botão “Ok” para fechar a janela de edição das aberturas; 
§ Clique no botão “OK” para fechar a janela de edição das cargas de parede; 
§ Clique novamente no botão ”Ok” para fechar a janela de edição da viga; 
§ Repare que o valor da carga diminui, o que mostra a redução causada pela consideração da 
existência das aberturas. 
 
Figura 1.2 – Abertura inserida na viga. 
 
O lançamento das demais cargas de parede contendo aberturas é feito da mesma forma 
como no exemplo anterior. 
Para não tornar monótono esse trabalho, recomendamos que você mesmo faça esse 
trabalho, tomando como referência o valor da abertura que está na arquitetura do pavimento. 
Sugerimos que você faça primeiro as janelas que ficam na parte externa do pavimento e depois 
as portas internas. 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
85 
1.1.3 Lançando as cargas de parede da sacada 
O lançamento das cargas de parede da sacada segue o mesmo procedimento já feito 
para o pavimento inteiro, mudando somente a altura da parede que é de 100cm. 
 
1) Lançando as cargas de parede da sacada 
§ Execute o comando “Modelo – Cargas - Linear” e clique sobre o botão “Editar”; 
§ Ao abrir o diálogo, informe a altura da parede como sendo de 100cm; 
§ Clique no botão “Ok” duas vezes para fechar a janela de lançamento das cargas de parede; 
§ Clique sobre cada um dos três trechos da sacada; 
§ Com a confirmação dessa seleção, tecle “Enter”; 
§ Perceba que foram acrescidos os valores de carga de parede por metro em cada um dos 
bordos de laje. 
1.1.4 Lançamento das paredes sobre as lajes 
O lançamento das paredes sobre as lajes assemelha-se ao das paredes sobre as vigas, 
diferindo apenas no posicionamento das paredes, que pode ser livremente definido por dois 
pontos. 
 
1) Selecionar o lançamento da carga linear definindo dois pontos 
§ Execute o comando “Modelo - Cargas - Linear” e clique sobre o botão “Editar”; 
§ A altura da parede deve ser de 270cm; 
§ Clique no botão“Ok” para confirmar as dimensões da parede; 
§ Selecione a opção “definindo dois pontos”; 
§ Clique no botão “Ok”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.2 - Lançamento de carga linear selecionando dois pontos. 
 
2) Definir o primeiro vetor de cargas 
§ Pressione a tecla “F5” e abra uma janela de zoom envolvendo as paredes; 
§ Ative a ferramenta de captura “ponto médio”. 
§ Posicione o mouse próximo da extremidade da linha de arquitetura que representa a parede 
vertical, até que apareça a mira sobre a extremidade e defina o primeiro ponto de referência. 
§ Faça o mesmo com o segundo ponto de referência. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
86 
§ Do mesmo modo, defina o primeiro e o segundo pontos de referência no vértice inferior dessa 
parede e defina o primeiro vetor de cargas. 
 
3) Definir o segundo trecho de cargas de parede 
§ Clique novamente sobre os mesmos vértices e capture o primeiro ponto da segunda linha de 
parede. 
§ Desligue a ferramenta de captura “ponto médio” e troque a captura “intersecção” pela 
captura “perpendicular” 
§ Clique sobre o eixo da viga V6 e será definido o segundo trecho de cargas de parede. 
 
§ Dê um clique duplo sobre a linha da parede, clicando sobre o texto ou sobre o eixo da parede. 
§ Clique sobre o botão “Editar” do diálogo e, em seguida, sobre o botão “inserir”. 
§ Informe as dimensões de 80 x 210cm para a porta. 
§ Clique no botão “Ok” três vezes para confirmar as informações da parede. 
§ Com isso, o valor da carga de parede diminuirá, uma vez que irá considerar a existência de 
aberturas. 
 Figura 1.3 - Cargas lineares resultantes sobre a laje. 
 
Não deu certo: 
§ Caso você tenha definido um ponto de captura fora da extremidade correta a linha de 
parede ficará incorreta. Para corrigir isso, tecle “ESC” duas vezes e, caso você já tenha 
concluído a parede, tecle uma vez no botão “desfazer”. 
1.1.5 Criando nó intermediário na viga 
No caso particular da viga V2, existe uma carga que está sendo aplicada sobre toda a 
extensão da barra, inclusive sobre um trecho no qual não há carga de parede. 
Para evitar que se cometa uma imprecisão, pode-se subdividir essa barra da V2 em duas 
partes, através da criação de um nó na intersecção da viga com a linha de parede. 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
87 
1) Adicionar nó a viga V2 
§ Execute o comando “Lançamento – Barras e nós – Nó”. 
§ Troque a captura para “intersecção”. 
§ Clique sobre a interseção existente entre a linha branca da parede e o eixo da viga. 
§ Depois pressione a tecla “ESC” e a tecla “F7”. 
Figura 1.4 – Nó adicionado a Viga V2. 
 
2) Retirar a carga do trecho criado a esquerda do nó 
§ Dê um duplo clique sobre a viga V2, no trecho à esquerda do nó. 
§ Com o trecho da viga editado, clique sobre o botão “Remover” correspondente à carga de 
parede. 
§ Clique no botão “Ok”. 
Figura 1.5 – Carga retirada do trecho da viga V2. 
 
Inclui nós desnecessários: 
§ Caso você tenha clicado acidentalmente em outros pontos que não a intersecção 
prevista e tenha inserido nós desnecessários, utilize o botão “desfazer” tantas vezes quanto 
necessário. Porém, tome cuidado para não excluir elementos já criados. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
88 
2 Vínculos entre os elementos 
Objetivos 
§ Aprender as ferramentas que estabelecem os vínculos entre os elementos estruturais 
§ Compreender a necessidade de estudar claramente, caso a caso, quando e onde deve-
se utilizar tais vínculos. 
 Etapa 06 - Paredes.prj 
2.1 Vínculos entre as lajes 
As ligações entre as lajes no Eberick podem ser modeladas como sendo Engastadas ou 
Liberadas (rotuladas). 
No momento da inserção das lajes, o programa sempre considera que as lajes 
adjacentes estejam liberadas entre si. Essa condição é representada pelo programa através de 
linhas de contorno descontínuas, como indicam as linhas verdes nesse exemplo. 
Quando as lajes são contínuas entre si, o contorno é representado através de linhas 
contínuas. 
No caso deste exemplo, já fizemos o ajuste das continuidades entre as lajes no final da 
aula 4. 
Mas lembre-se: essa é uma tarefa importante e que precisa ser avaliada 
adequadamente na etapa de projeto. 
Há ainda uma outra alternativa muito importante que pode ser utilizada quando se tem o 
módulo Lajes Planas: trata-se da plastificação dos apoios. Entretanto esse assunto deve ser 
melhor estudado em um curso especifico de plastificação de lajes. 
 
Figura 2.1 – Vinculação entre Lajes. 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
89 
2.2 Vínculos entre as vigas 
No Eberick existem três possibilidades de ligações entre as barras das vigas e dos 
pilares: ligação rígida (ou engastada), ligação flexível (ou rotulada) e ligação semi-rígida. 
No momento do lançamento da estrutura, as ligações entre essas barras são assumidas 
sempre como rígidas, devendo-se interferir nessa hipótese caso se queira outra forma de 
ligação. 
Para o caso específico das ligações entre vigas, a situação mais comum e sempre 
desejável é a de que uma viga ligue-se à outra através de uma ligação flexível. Vamos fazer 
esta consideração em nosso projeto. 
 
1) Tipos de ligações entre as vigas 
§ Pressione a tecla “F5” e abra uma janela de zoom próximo da escada. 
 
2) Rotular todas ligações entre vigas 
§ Execute o comando “Modelo-vigas-rotular todas” e tecle “Ok” 
 
3) Inverter a rótula do balanço da viga V2 para a viga V8 
§ Com as teclas “CTRL + setas” localize a região da viga V2 onde está o balanço. 
§ Execute o comando “Modelo – vigas - engastar”. 
§ Clique sobre a viga V2. 
§ Clique sobre o nó extremo do balanço e repare que a indicação da rótula deixou de existir. 
§ Execute o comando “Elementos – vigas - rotular” e selecione a viga V8. 
§ Clique sobre a extremidade superior da viga V8 e repare que passa a existir uma rótula sobre 
essa extremidade. 
Figura 2.2 - Inversão da posição da rótula. 
 
Importante 
! 
Perceba quanto é importante o papel do engenheiro no uso da ferramenta 
computacional! Neste caso, é o engenheiro quem avalia a localização correta 
das vinculações. Pode-se, com este simples exemplo, concluir que seu papel no 
processo é insubstituível. 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
90 
A correta modelagem dessas ligações é a essência de um projeto eficiente. 
§ Curso Técnico Eberick, Conceitos, Análise e Aplicações 
§ Curso Técnico de Concepção e Lançamento da Estrutura 
 
Recomendamos fortemente que você procure fazer esses dois cursos, que 
complementarão adequadamente esse conteúdo. 
3 Comandos de Verificação 
O Eberick oferece vários comandos de verificação, para auxiliar o usuário a construir o 
modelo da forma mais correta possível, e evitar erros que comprometam tanto os resultados 
como o andamento do projeto. 
Nesta etapa há dois comandos de verificação disponíveis e que devem ser utilizados 
sempre: “Detectar proximidades” e “Verificar alinhamentos”. 
3.1 Detectar proximidades 
1) Executando o comando 
§ Execute o comando “Lançamento-Barras e nós-Detectar proximidades”. 
§ Clique sobre o botão “Ok”. 
3.2 Verificar alinhamento 
1) Executando o comando 
§ Execute o comando “Lançamento – Outros - Verificar alinhamento”. 
§ Pressione a tecla “Enter”. 
§ Clique sobre o botão “Ok”. 
 
 
 
 
 
 
Figura 3.1 – Resultado do comando Verificar alinhamento 
4 Lançamento do Pavimento Térreo 
 Etapa 07 – Tipo 1.prj 
 
Baseado no lançamento do pavimento Tipo 1, o lançamento do pavimento térreo 
compreende as seguintes etapas: 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
91 
§ Copiar o croqui do Tipo 1 para o Térreo 
§ Remover as cargas de parede desnecessárias 
§ Remover os elementos desnecessários ao lançamento 
§ Incluir novos elementos que sejam necessários 
§ Definir as cargas sobre os novos elementos 
§ Definir as fundações do Edifício. 
4.1 Copiar o croqui do pavimento Tipo 1 
O lançamento de uma estrutura com vários pavimentos diferentes deve sempre partir 
do lançamentode algum dos pavimentos já lançados. Isso é feito copiando o lançamento do 
croqui de um pavimento para o outro e fazendo os ajustes necessários de lançamento. 
 
1) Copiar croqui do pavimento “Tipo 1” para o “Térreo” 
§ Acesse a janela projeto e, nele, o comando “Copiar croqui”. 
§ Copie o croqui do pavimento “Tipo 1” para o “Térreo”, selecionando a “origem” como o “Tipo 
1”, e o “destino” deve ser somente o pavimento “Térreo”. 
§ Nas opções de cópia, copiar somente os “pilares e vigas” 
§ Clique no botão “Ok”. 
 
Figura 4.1 – Copiando o croqui do pavimento Tipo 1 para o Térreo. 
 
2) Visualização do “Pórtico 3D” 
§ Clique no botão “Pórtico 3D”, localizado na guia “Estrutura”. 
§ Você pode mudar o ângulo de visão desse pórtico clicando e mantendo pressionado o botão 
esquerdo do mouse, que permite que você se posicione em relação ao pórtico da estrutura em 
todas as direções. 
§ Após ter feito alguns testes com estes comandos de rotação, feche a aba do pórtico 3D, 
clicando sobre o botão “X” localizado no alto e à direita dessa aba. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
92 
 
Figura 4.2 – Pórtico 3D da estrutura. 
4.2 Remover as cargas de parede desnecessárias 
Para remoção de cargas de parede desnecessárias ao projeto do pavimento Térreo 
segue um roteiro do procedimento a ser adotado: 
 
1) Remover as cargas de parede referentes ao pavimento “Térreo” 
§ Execute o comando “Modelo-cargas-linear” 
§ Na janela que se abrirá mantenha desativada a opção “carga extra” e deixe ativa a opção 
“Carga de parede” 
§ Clique no botão “Remover” 
§ No quadro “Lançar”, selecione a opção “Selecionando barras” e clique em “Ok” 
§ Clique uma vez no botão “F2” para afastar o desenho 
§ Clique com o mouse próximo ao banheiro, de modo a excluir as paredes da escada e abra uma 
janela até incluir toda a arquitetura à esquerda da escada. A linha de comando deve indicar 
16 elementos. 
§ Clique novamente à direita e acima da escada e abra uma janela interceptando toda a sacada 
e os demais elementos que não foram selecionados antes. Ao todo, deve-se selecionar 21 
elementos. 
§ Tecle “Enter” para confirmar o comando. 
Figura 4.3 – Removendo cargas lineares referentes ao pavimento Térreo. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
93 
 
Não consegui fazer: 
Caso você não tenha conseguido encontrar 21 elementos, verifique qual das situações você se 
encontra: 
§ Selecionei menos do que 21 elementos 
Neste caso, é provável que você tenha aberto uma janela menor do que a necessária para 
incluir todos os elementos na seleção. Clique no botão “repetir explicação” para ver 
exatamente onde posicionar o mouse para uma melhor seleção. 
§ Selecionei mais do que 21 elementos. 
É provável que você tenha feito a seleção sem ter executado o comando “Modelo-cargas-linear-
remover”. 
Inicialmente pressione a tecla “ESC” duas vezes para sair do comando e cancelar a seleção. 
Repita o comando “Modelo-cargas-linear-remover” e selecione novamente as paredes. 
Caso julgue conveniente, clique no botão “repetir explicação” para melhor fixação dos 
procedimentos. 
 
2) Ajustar o ambiente das vigas no pavimento térreo 
§ Execute um duplo clique na viga V1 
§ Na opção “ambiente” altere a opção “externo” para “em contato com o solo” 
§ Pressione o botão “OK” 
§ Execute o comando “Lançamento-Outros-Copiar dados” e selecione a viga V1 
§ Assegure-se de deixar selecionada apenas a opção “ambiente: em contato com o solo” e abra 
uma janela de seleção que englobe todas as vigas do pavimento térreo 
§ Pressione enter para confirmar o ajuste do ambiente. 
 
4.3 Remover os elementos desnecessários ao lançamento 
Em virtude de tratar-se de um pavimento de garagem, não são necessárias algumas 
vigas que, no pavimento tipo, sustentavam paredes. 
 
1) Apagar vigas desnecessárias 
§ Execute o comando “Desenho-manipular-apagar”. 
§ Abra uma janela da direita para a esquerda que selecione todos os elementos da sacada. 
§ Clique sobre os dois trechos da viga V6, que está no meio do vão entre as garagens 
§ Tecle “Enter” para confirmar o comando e “Alt+F7” para enquadrar o desenho. 
 
2) Eliminar nós dispensáveis 
§ Execute o comando “Lançamento-Barras e nós-eliminar nós”. 
§ Abra uma janela que selecione a parte central das vigas referidas, que aparecerão marcadas 
na cor “Amarelo”. 
§ Ao selecionar esses 4 nós, clique na tecla “Enter” para confirmar a exclusão dos nós. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
94 
Figura 4.4 – Pavimento térreo sem vigas e nós desnecessários. 
4.4 Incluir novos elementos que sejam necessários 
Nos projetos em geral, após ter copiado um croqui de outro pavimento, é preciso 
apagar alguns elementos, como fizemos na etapa anterior e, normalmente, incluir novos 
elementos para completar a geometria do pavimento. 
No caso particular deste projeto, não há necessidade de incluirmos mais nenhuma viga 
ou pilar no pavimento. Portanto, poderemos passar para a próxima tarefa. 
 
ü Copiar o croqui do tipo 1 para o Térreo 
ü Remover as cargas de parede desnecessárias 
ü Remover os elementos desnecessários ao lançamento 
ü Incluir novos elementos que sejam necessários 
 Renumerar as vigas 
 Definir as cargas sobre os novos elementos 
 Definir as fundações do Edifício. 
4.5 Renumerar as vigas 
Uma vez que tenham sido excluídos todos os elementos desnecessários e criados todos 
os novos elementos no pavimento, devem-se renumerar todos os elementos. 
Nesse pavimento, somente é necessário renumerar as vigas do pavimento. 
 
1) Renumerar as vigas do pavimento “Térreo” 
§ Execute o comando “Operações-Outros-renumerar”. 
§ Ao aparecer o diálogo com as opções de remuneração, selecione as vigas e clique no botão 
“ok”. 
§ Feche a janela que exibe as vigas renumeradas. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
95 
4.6 Definir as cargas sobre os novos elementos 
As vigas do pavimento térreo não suportam paredes e portanto, não irão receber cargas 
decorrentes da alvenaria. 
Todavia, os veículos terão livre circulação sobre esses elementos, o que implica em 
uma carga decorrente da movimentação dos veículos. 
Essas cargas devem ser calculadas em função da carga máxima por eixo, conforme o 
tipo de veículo que poderá transitar sobre a viga, e dependem do vão da viga. 
No caso de nosso exemplo, por razões didáticas, adotaremos um valor constante e 
uniforme, igual a 300 kg-força por metro de viga. 
 
1) Definir carga acidental sobre as vigas com tráfego de veículos 
Execute o comando “Modelo-cargas-linear” e defina essa carga conforme os seguintes 
passos: 
§ Desabilite a opção “parede”; 
§ Habilite a opção Carga Extra; 
§ Alterne a opção “adicional” para “acidental”; 
§ Habilite essa opção através do check box; 
§ Informe o valor de 300 kg-força por metro para a carga; 
§ Troque a opção “definindo dois pontos” por “selecionando barras”; 
§ Clique no botão “ok”. 
Agora selecione as vigas que estarão sujeitas a circulação de veículos, ou seja: 
§ V1, V2, V4, V6 e V8; 
§ Tecle “Enter” para confirmar a inclusão das cargas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4.5 – Carga acidental sobre vigas com tráfego de veículos. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
96 
4.7 Definir as fundações do Edifício. 
O último passo que resta para concluir o lançamento da estrutura do pavimento térreo 
é a definição das fundações. 
Acessando o pórtico 3D é possível constatar que, mesmo tendo lançado elementos do 
tipo “pilar” em dois pavimentos, somente existe um lance construído. 
Para que passe a existir um lance de pilar abaixo do pavimento Térreo e, 
consequentemente, uma fundação associada, é preciso transformar os pilares do pavimento 
térreo em elementos do tipo fundação. 
 
1) Lançar fundação do tipo “Sapata” 
§ Execute o comando “Lançamento – pilares - converter para fundação”. 
§ Abra uma janela de seleção que envolva os pilares P1, P4 e P7. 
§ Ao aparecer os três elementos selecionados tecle “Enter”. 
§ Escolhao tipo de fundação como sendo “Sapata” e o apoio como “Rotulado”. 
§ Clique no botão “Ok”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
97 
 
 
Figura 4.6 – Fundação do tipo “Sapata” 
 
 
2) Lançar fundação do tipo “Tubulão” 
§ Execute o comando “Lançamento-pilares-converter para fundação” 
§ Selecione os pilares P2, P5 e P8 através de uma janela de seleção ou clicando diretamente 
sobre eles. 
§ Ao abrir o diálogo “Pilar para fundação”, escolha a fundação do tipo “tubulão”. 
§ Clique no botão [...] que fica ao lado da opção “tubulão”. 
 
3) Definir características do tubulão 
§ O Eberick permite dimensionar fundações com até 10 tubulões agrupados em um bloco único. 
Será utilizado um bloco com apenas 1 tubulão com diâmetro de 60cm. 
§ Selecione a linha que já foi definida com valores default e clique no botão [...] ao lado. 
§ Altere o valor da camada para 500cm e o valor do coeficiente de recalque vertical para 9000 
tf/m³, o coeficiente de Poisson para 0.3 e clique no botão “Ok” 
§ Clique no botão [+] para inserir a segunda camada de solo 
§ Defina o comprimento da camada como sendo de 300cm e o coeficiente de recalque vertical 
como sendo 15000 tf/m³ 
§ Clique no botão “Ok” para confirmar a edição da camada. 
§ Clique novamente no botão “Ok” para confirmar a edição das propriedades do tubulão. 
§ Clique no botão “Ok” para confirmar a conversão os “pilares” em “fundações”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4.7 - Fundação do tipo “Tubulão”. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
98 
4) Lançar fundação do tipo “Bloco sobre estacas” 
§ Execute novamente o comando “converter para fundação”. 
§ Selecione os pilares P3, P6 e P9 através de uma janela de seleção ou clicando diretamente 
sobre eles. 
§ Ao abrir o diálogo “Pilar para fundação”, escolha a fundação do tipo “Bloco” e o apoio do tipo 
“rotulado”. 
§ Clique no botão “Ok” e depois no botão “pórtico 3D” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4.8 – Fundação do tipo “Bloco sobre Estacas”. 
 
A definição do tipo de fundação (sapata, tubulão ou bloco sobre estacas), bem como se 
a fundação é engastada, rotulada ou com outra vinculação qualquer é uma definição muito 
importante e precisa ser coerente com as propriedades do solo de suporte, obtidas através de 
sondagens e ensaios. 
Os valores que foram utilizados nesse curso são meramente didáticos e não tem 
qualquer valor que possa ser utilizado como indicativo em seus projetos. 
Portanto, caso você tenha dúvidas sobre quais valores utilizar com relação aos 
parâmetros do solo, procure ajuda com especialistas em projetos de fundação. 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
99 
Aula 6 - Lançamento da escada 
1 Filosofia de lançamento das escadas no Eberick 
1.1 Filosofia de lançamento 
 
Figura 1.1 – Filosofia de lançamento. 
Fundamentos dos níveis intermediário: 
§ Cada croqui de um nível intermediário é um ambiente de trabalho em 2D, da mesma forma 
como o croqui de qualquer pavimento. 
§ Os elementos inclinados ligam um nível a outro e podem ser visualizados e editados no Pórtico 
3D da mesma forma como no restante da estrutura. 
§ Os elementos estruturais (vigas, lajes, rampas, etc) lançados nos níveis intermediários são 
agrupados aos elementos no croqui principal para dimensionamento e detalhamento, como se 
fossem uma continuidade deste. 
§ Um pavimento pode conter um número qualquer de níveis intermediários. 
§ Quando um pavimento é copiado para os demais, também são duplicados todos os seus níveis 
intermediários. 
1.2 Criação do croqui intermediário 
A escada que iremos lançar nessa etapa do curso dá acesso do “térreo” ao pavimento 
“Tipo 1”. A escada pertencerá, portanto, ao pavimento “Tipo 1”, e é nesse pavimento que 
deve ser inserido o croqui intermediário. 
Segundo o projeto arquitetônico, a escada terá apenas um patamar intermediário, 
situado no nível 140 cm abaixo do pavimento Tipo 1. Será criado, então, um nível intermediário 
ao pavimento superior, na altura 140 cm. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
100 
 Etapa 08 – Térreo.prj 
 
1) Criar o croqui intermediário 
§ A partir da janela “projeto”, clique com o botão da direita sobre o pavimento “Tipo 1” 
§ Execute o comando Inserir nível intermediário. 
§ A altura do nível intermediário será de 140cm 
§ Selecionar a opção “copiar somente os Pilares” 
§ Manter ativa a opção Copiar Elementos gráficos (desenho) 
§ Uma vez definidas essas opções, clique no botão “Ok”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.2 – Inserção de nível intermediário. 
2) Preparar o croqui para o lançamento da escada 
§ Dê um duplo clique sobre o croqui intermediário do pavimento “tipo 1” 
§ Altere a caixa de seleção das arquiteturas visíveis para a opção “Térreo” 
Figura 1.6 – Lançado a escada no croqui. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
101 
2 Lançamento da Escada 
Os comandos para lançamento de escadas como Eberick seguem uma sequência bem 
definida: 
§ Lançar os “patamares” das escadas, iniciando pelo patamar do pavimento Tipo 1, depois o 
patamar do nível intermediário. 
§ Lançar o apoio da escada no “Térreo”, que será uma nova viga lançada na posição de 
arranque da escada. 
§ Inserir os lances de escada e definir a geometria dos degraus. 
§ Definir a vinculação entre os elementos da escada 
§ Corrigir as cargas de parede que se apoiam sobre a escada. 
2.1 Lançar os patamares da escada 
2.1.1 Patamar do pavimento Tipo 1 
Os passos para o lançamento do patamar do pavimento Tipo 1 são apresentados na 
seqüência. 
1) Preparando a posição de trabalho 
§ Feche o croqui do pavimento intermediário, clicando sobre o botão “X” localizado no alto e à 
direita da aba; 
§ Abra o croqui do pavimento “Tipo 1” com um clique duplo sobre seu nome na janela 
“projeto”; 
§ Pressione a tecla “F5” e abra uma janela de zoom que englobe toda a escada. 
Figura 2.1 – Preparando a posição do trabalho. 
 
2) Definindo dados da viga de apoio 
§ Ative a ferramenta de captura “ponto na intersecção”; 
§ Execute o comando “Lançamento-vigas-viga”: 
Þ Ambiente: interno; 
Þ Dimensões: 12 x 40cm; 
§ Definidas essas condições clique no botão “ok”. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
102 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.2 – Viga de apoio do patamar. 
 
3) Finalizando o contorno do patamar 
§ Clique sobre o “eixo” da viga V4 e depois sobre a linha de arquitetura que limita o degrau 16; 
§ Clique primeiro sobre o eixo da viga V3 e depois sobre a mesma linha de arquitetura; 
§ Clique sobre qualquer ponto situado à esquerda dessa barra e tecle “Enter” para encerrar a 
viga; 
§ Tecle “Enter” novamente para encerrar o comando. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
103 
Não deu certo 
Pode ser que algum destes problemas tenha acontecido: 
§ Capturei um ponto errado 
Pressione a tecla “ESC” duas vezes para sair do comando “viga”. Caso isso tenha acontecido no 
segundo ponto da barra e, portanto, a barra tenha sido lançada, clique uma vez no comando 
“desfazer”, para voltar à situação original. 
 
 
§ Não consegui capturar a intersecção dos eixos: 
Verifique se você está com as ferramentas de captura corretas. Ative a captura “ponto na 
intersecção” em conjunto com a captura “intersecção”. Caso você tenha capturado um ponto 
errado: 
à Tente novamente. Pressione a tecla “ESC” duas vezes para sair do comando “barra”. 
à Caso isso tenha acontecido no segundo ponto da barra e, portanto, a barra tenha 
sido lançada, clique uma vez no comando “desfazer”, para voltar à situação original. 
 
 
4) Rotulando a V12 
§ Execute o comando “Modelo – vigas - rotular”; 
§ Desative a ferramenta de captura “ponto na intersecção”; 
§ Clique sobre a viga V12 recém lançada; 
§ Posicione o mouse próximo da extremidade inferior da viga, de modo a aparecer a captura e 
clique sobre esse ponto; 
§ Clique novamente sobrea V12 e, agora, sobre a extremidade superior da viga. 
 
Não deu certo: 
§ Se você não estiver conseguindo rotular as vigas pode ser que você não tenha desligado a 
ferramenta de captura “ponto na intersecção”. Desligue a ferramenta e tente novamente. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
104 
5) Renumerando as vigas do pavimento tipo 1 
§ Execute o comando “renumerar”. Pressione o botão “ok” para aceitar as opções de 
renumeração. 
§ Feche a janela que se abre indicando as vigas que foram renumeradas. 
 
Figura 2.3 – Renumerando as vigas do pavimento térreo. 
 
6) Lançando a laje do patamar 
§ Execute o comando “Lançamento-escadas-patamar” 
Þ Clique no botão [+] localizado ao lado da caixa “escada”. 
Þ Clique no botão “ok” para confirmar o nome “E1” para o grupo da escada. 
Þ Na opção “Grupo de cargas” defina como “Escada sem acesso ao público”. 
Þ Carga de revestimento = 121,5 kgf/m² 
Þ Carga acidental = 250 kgf/m² 
Þ Espessura da escada = 10cm 
Þ Clique no botão “ok” 
§ Posicione a laje no interior do patamar, clicando em qualquer ponto em seu interior. 
§ Tecle “Enter” para encerrar o comando. 
 
7) Visualizando o patamar em 3D 
§ Clique sobre o botão “pórtico 3D” localizado na guia “Estrutura”, grupo “3D” 
§ Utilize o mouse para alterar a o ângulo de visão e zoom para melhorar a vista desse elemento. 
§ Repare que o patamar foi lançado na posição desejada. 
§ Feche a janela clicando sobre o botão [X] localizado no alto e à direita da aba. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
105 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.4 – Pórtico 3D com visualização da laje do patamar lançada. 
2.1.2 Patamar intermediário 
 
1) Preparando a posição de trabalho 
§ Na janela “Projeto”, abra o croqui do pavimento intermediário com um clique duplo sobre o 
nome “croqui (altura 140)”. 
§ Pressione a tecla “F5” e abra uma janela de zoom que englobe toda a escada. 
Figura 2.5 – Preparando a posição de trabalho. 
 
2) Definindo a primeira barra do contorno (viga) 
§ Execute o comando “Lançamento – vigas - viga”. 
§ Preencha o diálogo da viga com os seguintes dados: 
Þ Nome da viga = VE1 
Þ Ambiente da viga = “externo” 
Þ Seção transversal = 12 x 40cm. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
106 
Þ Elevação = 0 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.6 – Viga da Escada. 
 
3) Definindo as propriedades da viga 
§ Uma vez definidas as propriedades da viga, clique no botão “Ok”; 
§ Ative o filtro “esconder” para facilitar a captura dos pontos; 
§ Clique sobre o vértice inferior direito do pilar P6; 
§ Clique sobre o vértice superior direito do pilar P9; 
§ Clique em qualquer ponto a esquerda da linha já definida; 
§ Tecle “Enter” uma vez para encerrar a viga e tecle “Enter” outra vez para encerrar o 
comando. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.7 – Definindo as propriedades da viga. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
107 
4) Definindo a primeira barra do contorno 
§ Execute o comando “Lançamento – barras e nós - barra”. 
§ Pressione a tecla “Enter” para definir a largura da barra como sendo “zero” 
§ O nó inicial da barra deve ser definido na intersecção das linhas de arquitetura da parede da 
escada e do degrau 9 da escada. 
§ Responda “sim” para confirmar a posição do nó 
§ Pressione a tecla “F8” para ativar a função “ortogonal” e ative o filtro “esconder” 
§ Posicione a mira em qualquer ponto no interior da seção do pilar P6 e clique sobre esse ponto, 
cuidando para que não seja capturado nenhum dos vértices ou o centro. 
§ Tecle “enter” uma vez para encerrar a barra. 
 
5) Definindo a segunda barra do contorno 
§ Desative o filtro “esconder”. 
§ Com o comando “barra” ativo, repita o procedimento para a barra que irá conectar-se ao pilar 
P9. 
§ Clique sobre a intersecção das arquiteturas da parede e do degrau 8. Confirme a posição do 
nó clicando no botão “sim”. 
§ Ative novamente o filtro “esconder” e clique no interior do pilar P9, tomando o cuidado para 
não capturar nenhum ponto do contorno da seção ou do eixo. 
§ Tecle “enter” para encerrar a barra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.8 – Definindo a segunda barra de contorno. 
 
6) Definindo a última barra do contorno 
§ O comando “barra” já está ativo 
§ Defina o primeiro ponto clicando sobre a extremidade da linha horizontal inferior e o segundo 
ponto sobre a extremidade da linha horizontal superior. 
§ Tecle “Enter” uma vez para encerrar a barra e mais uma vez para encerrar o comando 
“barra”. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
108 
7) Definindo a laje do patamar 
§ Execute o comando “patamar ” 
§ Ao abrir o diálogo, o programa já sugere que a escada faça parte do grupo “E1”. 
§ Defina como propriedades do patamar: 
Þ Grupo de cargas: Escadas – Sem acesso ao público. 
Þ Espessura da escada = 10cm 
Þ Clique no botão “ok” 
§ Posicione a laje no interior do patamar, clicando em qualquer ponto em seu interior. 
§ Tecle “Enter” para encerrar o comando. 
 
8) Visualizando o patamar em 3D 
§ Clique sobre o botão “pórtico 3D” localizado na guia “Estrutura”. 
§ Utilize o mouse para mudar o ângulo de visão e zoom para melhorar a vista desse elemento. 
§ Repare que o patamar foi lançado na posição desejada e que já é possível visualizar os dois 
patamares 
§ Feche a janela clicando sobre o botão [X] localizado no alto e à direita da aba. 
 
Figura 2.9 – Visualização tridimensional dos patamares lançados. 
 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
109 
2.2 Apoio da escada no pavimento Térreo 
 Etapa 09 – Patamar escada.prj 
 
Uma vez que já tenham sido construídos os dois patamares da escada, o próximo passo 
é construir a viga de apoio no pavimento térreo, na posição onde começa a escada. 
 
Figura 2.10 – Vista em corte dos patamares lançados. 
 
ü Lançar os “patamares” das escadas, iniciando pelo patamar do pavimento Tipo 1, depois o 
patamar do nível intermediário. 
ü Lançar o apoio da escada no “Térreo”, que será uma nova viga lançada na posição de 
arranque da escada. 
 Definir os contornos laterais dos lances de escadas, através da inserção de vigas ou barras 
inclinadas. 
 Inserir os lances de escada e definir a geométrica dos degraus. 
 Definir a vinculação entre os elementos da escada 
 Corrigir as cargas de parede que se apóiam sobre a escada 
 
1) Preparando o ambiente para o lançamento da viga 
§ Na janela “Projeto”, dê um duplo clique sobre o nome do pavimento “Térreo” para abrir o 
croqui desse pavimento. 
§ Pressione a tecla “F5” e abra uma janela que exiba toda a escada. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
110 
 
Figura 2.11 – Preparando o ambiente para o lançamento da viga. 
 
2) Lançando a viga 
§ Execute o comando “Lançamento-vigas-viga” 
§ Ao abrir o diálogo da viga, informe as seguintes propriedades para o novo elemento: 
§ Ambiente: externo 
Þ Dimensões: 12 x 40 
Þ Clique no botão “Ok” 
§ Ative a ferramenta de captura “Ponto na Intersecção”. 
§ Clique sobre o eixo da viga V4. Depois clique sobre a linha da arquitetura que limita o degrau 
de número 1. 
§ Clique sobre o eixo da viga V3 e depois sobre a linha de arquitetura que limita o degrau de 
número 16. 
§ Informe o lado da seção à esquerda do eixo lançado. 
§ Tecle “Enter” para concluir a viga. 
§ Tecle “Enter” novamente para encerrar o comando “Viga” 
 
 
Figura 2.12 – Lançando a viga. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
111 
Não deu certo: 
§ Se você não conseguiu fazer agora é provável que não tenha ligado a ferramenta de 
captura “ponto na intersecção”. Certifique-se de que essa captura está realmente ativa. 
§ Pressione a tecla “ESC” duas vezes e clique uma vez no comando “desfazer” para 
eliminar a viga lançada. 
§ Clique no botão “repetir explicação” e veja novamente como lançar essa viga. 
 
3) Rotulando a viga 
§ Desligue a ferramenta de captura “ponto na intersecção”. 
§ Execute o comando “Modelo-vigas-rotular”§ Clique sobre qualquer ponto da viga V10 e selecione a extremidade inferior dessa viga. 
§ Clique novamente sobre a viga V10 e, agora, sobre a outra extremidade da viga. 
 
4) Renumerando as vigas do pavimento térreo 
§ Execute o comando “Elementos – vigas - renumerar”. Pressione o botão “ok” para aceitar as 
opções de renumeração. 
§ Feche a janela que se abre indicando as vigas que foram renumeradas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.13 – Renumerando as vigas do pavimento térreo. 
2.3 Inserindo os lances da escada 
Agora que já temos definidos os patamares da escada e o apoio no Térreo, é possível 
inserir o lance de escada, contendo sua geometria correta. 
Nas versões mais antigas do Eberick era necessário um longo procedimento de 
lançamento de barras e nós para projetar o lance de escadas. A partir da versão V8 do 
software, o lançamento do lances de escada está mais otimizado e as barras e nós são criados 
automaticamente. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
112 
Este lançamento se dá sempre do pavimento que está acima para o pavimento que está 
abaixo. Dessa forma, esse procedimento será feito primeiro do pavimento “Tipo 1” para o 
pavimento “intermediário” e depois do “intermediário” para o Térreo. 
 
ü Lançar os “patamares” das escadas, iniciando pelo patamar do pavimento Tipo 1, depois o 
patamar do nível intermediário. 
ü Lançar o apoio da escada no “Térreo”, que será uma nova viga lançada na posição de 
arranque da escada. 
ü Inserir os lances de escada e definir a geometria dos degraus. 
 Definir a vinculação entre os elementos da escada 
 Corrigir as cargas de parede que se apoiam sobre a escada. 
 
1) Definindo as propriedades do lance 
§ Na janela “Projeto”, selecione o croqui do “pavimento Tipo 1”; 
§ Execute o comando “Lançamento – escadas – lance” 
§ Propriedades do lance da escada: 
Þ Grupo: E1; 
Þ Dimensões dos degraus: Piso = 27cm e espelho = 17.5cm; 
Þ Grupo de cargas: Escadas – Sem acesso ao público”; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.20 – Lance da escada. 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
113 
2) Concluindo o primeiro lance da escada 
§ Definidas as propriedades do lance de escada, clique no botão “ok”. 
§ Clique no botão “Esconder arquitetura” e Clique sobre a viga V9 
§ Clique no botão “Esconder estrutura”. Clique respectivamente sobre os dois contornos laterais 
do lance 
§ O programa passa para o croqui do pavimento intermediário. Clique no botão “Esconder 
estrutura” e sobre o ponto superior esquerdo do patamar. 
§ O programa exibe um diálogo no qual ainda pode ser feitos ajustes na geometria do lance, em 
função da arquitetura. Confirme essas dimensões clicando no botão “ok”. 
 
Figura 2.21 – Primeiro lance da escada. 
 
3) Concluindo o segundo lance da escada 
§ Na janela “Projeto”, selecione o croqui “pavimento Tipo 1 (altura 140)” 
§ Execute o comando “lance”. 
§ O diálogo que se abre já contém as mesmas informações definidas para o lance anterior. 
Confirme essas propriedades com o botão “ok”. 
§ Clique no botão Esconder Arquitetura e sobre a barra horizontal do patamar intermediário. 
§ Ative o desenho de arquitetura e clique sobre os contornos laterais. 
§ Clique sobre o eixo da viga v8 correspondente ao lance. 
§ Confirme as dimensões do lance no diálogo “ajustar degraus” clicando no botão “ok” 
§ Ative o filtro da estrutura novamente para visualizar o lance 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
114 
 
Figura 2.22 – Lances da escada concluídos. 
 
4) Visualizando a escada em 3D 
§ Clique no botão “pórtico 3D”; 
§ Utilize o mouse para posicionar adequadamente o pórtico para uma melhor visualização; 
§ Pode-se constatar que foram construídos os dois lances de escada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.23 – Visualização 3D dos lances da escada. 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
115 
2.4 Definindo os vínculos entre os elementos 
O atual status do nosso corte é apresentado na Figura 2. 
 
Figura 2.24 – Corte da estrutura mostrando elementos da escada lançados. 
 
ü Lançar os “patamares” das escadas, iniciando pelo patamar do pavimento Tipo 1, depois o 
patamar do nível intermediário. 
ü Lançar o apoio da escada no “Térreo”, que será uma nova viga lançada na posição de 
arranque da escada. 
ü Inserir os lances de escada e definir a geometria dos degraus. 
ü Definir a vinculação entre os elementos da escada 
 Corrigir as cargas de parede que se apoiam sobre a escada. 
 
No momento em que as lajes são lançadas no Eberick, os vínculos entre elas são de 
lajes sem continuidades. 
Dependendo do modelo da estrutura e da rigidez dos elementos, a imposição de 
vínculos mais adequados para a estrutura passa a ser primordial. 
Tomemos como exemplo o caso do lance que dá acesso do térreo até o patamar 
intermediário. 
No momento do lançamento, a ligação do lance com o patamar é rotulada. Se as vigas 
de apoio tiverem baixa rigidez lateral, funcionarão como se fossem apoios de primeira classe, o 
que representaria um modelo com três rótulas em sequência, ou seja, um modelo com 
tendência à hipostaticidade. 
Por outro lado, se engastarmos a ligação da laje com o patamar, o sistema passa a ter 
sua estabilidade teórica garantida. 
Da mesma forma, se ao invés de termos vigas supostamente flexíveis lateralmente, 
tivéssemos vigas lateralmente rígidas, ou restringidas pela presença de lajes no nível dos 
pavimentos, a existência de uma ligação rotulada entre o lance e o patamar não representaria 
nenhum problema. 
Sendo assim, a decisão de engastar ou não um lance e um patamar tem dois critérios: a 
estabilidade e a conveniência econômica. O primeiro desses critérios já foi estudado e o 
segundo vamos discutir agora. 
Tomemos por exemplo o caso em que os apoios laterais são rígidos. Por questões de 
estabilidade, não há necessidade de haver um engaste, já que os apoios são capazes de 
garantir a estabilidade do conjunto mesmo que a viga esteja rotulada. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
116 
Em caso de rótula, de fato, a distribuição dos momentos fletores pode se dar de modo 
a termos momento nulo na rótula. Caso haja um engastamento proposto, a distribuição dos 
momentos pode assumir ainda diferentes distribuições de momentos. 
A conveniência econômica está em avaliar se é melhor ter um engaste nos apoios para 
diminuir eventuais momentos positivos ou manter a rótula para evitar uma armadura adicional 
superior. Essas condições representam, muitas vezes, grandes diferenças no consumo total de 
materiais. 
 
Figura 2.25 – Modelos para a escada. 
1) Engastando as lajes 
§ No croqui do pavimento intermediário, execute o comando “Modelo – lajes – engastar”. 
§ Clique sobre as duas barras que limitam os lances e patamares e tecle “Enter”. 
 
 
Figura 2.26 – Engastamento dos lances ao patamar. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
117 
2.5 Corrigir as cargas de parede 
Antes de lançarmos as escadas, havia sido lançadas cargas de parede sobre as vigas do 
térreo desde o piso até o teto. Com a inserção de elementos intermediários, como a viga do 
patamar, é preciso ajustar as alturas desses elementos de modo a que as cargas fiquem 
corretas. 
Nesse caso, as alturas das paredes sobre as vigas da escada serão de 100cm. 
1) Corrigindo a carga de parede da V10 
§ Na janela “Projeto”, selecione o croqui do pavimento Térreo. 
§ Dê um clique duplo sobre a viga V10 e, ao abrir o diálogo, clique sobre o botão “editar” das 
cargas de parede. 
§ Clique sobre a abertura “150x100” e clique no botão “excluir”, já que não existe janela nessa 
posição. 
§ Corrija a altura da parede para 100cm; 
§ Clique no botão “Ok” para fechar a edição das cargas de parede e novamente no botão “Ok” 
para fechar o diálogo de edição da viga. 
 
Figura 2.27 – Corrigindo a carga de parede da V10. 
 
2) Corrigindo a carga de parede da V3 
§ Dê dois clique sobre o primeiro trecho da cargade parede da V3 e clique no botão “editar”. 
§ Selecione a abertura indicada e clique no botão “Editar” correspondente. 
§ Altere o valor fracionado da largura para “80”, que corresponde à largura correta da porta. 
§ Clique no botão “Ok” para fechar o diálogo da abertura, outra vez para o diálogo da parede e 
depois o diálogo da viga. 
§ Dê dois cliques sobre o outro trecho da V3 e clique novamente no botão “editar”. 
§ Selecione a abertura que aparece na lista e clique no botão “excluir” 
§ Clique duas vezes no botão “ok”, para fechar o diálogo da parede e depois o diálogo da viga. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
118 
 
Figura 2.28 – Corrigindo a carga de parede da V3. 
 
3) Lançando a carga de parede da VE1 
§ Na janela “Projeto” selecione o croqui do “pavimento Tipo 1 (altura 140)”. 
§ Dê um duplo clique sobre a viga e clique no botão “Editar”. 
§ Informe a altura da parede igual a 100cm e clique no botão “Ok”. 
§ Clique novamente no botão “ok” para fechar a edição da viga. 
 
Figura 2.29 – Lançando a carga de parede da VE1. 
 
 
4) Corrigindo a carga de parede da V11 
§ Na janela “Projeto” selecione o croqui do “pavimento Tipo 1”. 
§ Dê um duplo clique sobre a viga V11 e clique no botão “Editar”. 
§ Troque a altura da viga para “100cm”. Clique no botão “Ok” até fechar a viga 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
119 
5) Corrigindo a carga de parede da V3 
§ Edite o primeiro trecho da viga V3 com um clique duplo. 
§ Clique no botão editar das cargas de parede. 
§ Selecione a abertura e clique no botão “editar”. 
§ Informe a largura da porta como sendo “80cm”. 
§ Clique nos botões “ok” para fechar esse trecho. 
§ Clique no segundo trecho da V3 e no botão “Editar”. Selecione a abertura e clique no botão 
“excluir”. 
§ Feche a viga com os botões “ok” 
 
 
Figura 2.30 – Cargas de parede corrigidas. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
120 
Aula 7 - Finalização do lançamento da estrutura 
1 Inserindo um furo/abertura em viga 
Nas construções atuais, a compatibilização entre projetos é cada vez mais freqüente, 
tendo como função principal a integração das soluções adotadas nos projetos arquitetônico, 
estrutural, instalações prediais, entre outros 
Dentre as diversas soluções adotadas em projetos estruturais, podemos apontar a 
utilização de furos em vigas. Esse tipo de solução pode ser lançada no Eberick através do menu 
Elementos – Vigas – Inserir furo. 
 Etapa 10 – Escada completa.prj 
 
1) Inserir furo na viga V8. 
§ Estando com o arquivo de nosso projeto aberto, e visualizando a “Janela Projeto”, Clique 
sobre o botão [+], localizado ao lado do pavimento “Tipo 1”. 
§ Dê um clique duplo sobre o croqui do pavimento “Tipo 1” 
§ Pressione a tecla F5 e abra uma janela de zoom sobre a Viga V8. 
§ Execute o comando “Lançamento – vigas - Inserir furo” 
§ Tipo: Horizontal; 
§ Formato: Circular; 
§ Base = 10 cm; 
§ Distância do topo = 20 cm. 
§ Clique em botão <OK> para confirmas as propriedades. 
§ Ative a ferramenta “Ponto relativo” 
§ Seleciona-se o nó inferior da viga V8 como ponto de referência; 
§ Informe os valores de deslocamento (0,140); 
§ Tecle <Enter> para confirmar a posição do furo 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
121 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.1 – Características do furo. 
2 Copiando os croquis dos pavimentos Tipo 2, Tipo 3 e 
Cobertura 
Uma vez que tenhamos construído parte de uma estrutura, o lançamento de outra 
parte dessa estrutura deve ser feito com base em um croqui copiado de outro pavimento. Como 
já destacamos em outra etapa do curso, esse procedimento é mais fácil e seguro, evitando 
erros de lançamento indesejados. 
Sendo assim, nosso próximo passo será copiar o croqui do Tipo 1 para os demais 
pavimentos. 
 
1) Copiar croqui para os pavimentos Tipo 2, Tipo 3 e Cobertura. 
§ Estando com o arquivo de nosso projeto aberto, e visualizando a “Janela Projeto”, clique com 
o botão direito do mouse sobre o nome “Tipo 1”. 
§ Escolha a opção “Copiar croqui”. 
§ Selecione como pavimento de “origem” o “Tipo 1”. 
§ Como destino, selecione os pavimentos “Tipo 2”, “Tipo 3”, e “Cobertura”. Para isso, clique 
sobre o pavimento “Cobertura” e, com o mouse pressionado, arraste-o até o Tipo 2, 
selecionando os três pavimentos. 
§ Nas outras opções de cópia, mantenha ligado “Toda a estrutura” e “Elementos gráficos 
(desenho)”. 
§ Clique no botão “Ok”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
122 
 
Figura 2.1 – Copiando croqui para os pavimentos. 
 
2) Visualizar o “pórtico 3D” com as alterações. 
§ Clique no botão “pórtico 3D”. 
§ Mude o ponto de visualização através dos botões de rotação localizados sobre a área de CAD. 
§ Feche a janela do pórtico 3D. 
 
Figura 2.2 – Visualizando o “pórtico 3D”. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
123 
3 Ajustando os croquis do Tipo 2 e Tipo 3 
Nesta etapa vamos apenas checar se todo o lançamento está correto nos pavimentos 
Tipo 2, Tipo 3 e os níveis intermediários correspondentes. 
 
1) Checar o lançamento 
§ Clique sobre o botão [+], localizado ao lado do pavimento “Tipo 2”. 
§ Dê um clique duplo sobre o croqui do pavimento “Tipo 2”. 
§ Selecione a opção Tipo 1 dentro da caixa Arquitetura Visível 
§ Pressionando a tecla “F5”, abra uma janela de zoom sobre a escada para verificar com mais 
detalhes essa região. 
É possível constatar que todo o lançamento está feito de acordo com o desejado. Faça 
a mesma avaliação para o pavimento Tipo 3 através dos comandos “Croqui Acima” e “Croqui 
Abaixo”. 
Figura 3.1 – Checando o lançamento. 
4 Ajustando o croqui do pavimento Cobertura 
4.1 Eliminar a escada de acesso à Cobertura 
A primeira coisa a se fazer é eliminar a escada que está dando acesso ao telhado, já 
que ela não existe no projeto arquitetônico. 
 
1) Eliminar a escada de acesso à Cobertura 
§ Feche todos os croquis dos pavimentos que estiverem abertos. Somente irá ficar visível a 
janela “Projeto”. 
§ Clique sobre o botão [+] localizado ao lado do pavimento Cobertura. 
§ Clique com o botão direito do mouse sobre o “croqui altura 140” e escolha a opção “excluir”. 
Confirme a exclusão clicando no botão “Sim”. 
§ Para verificar o efeito desse comando, clique sobre o botão “pórtico 3D”. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
124 
§ Repare que a escada de acesso à cobertura deixou de existir. 
§ Feche a janela do pórtico 3D. 
 
Figura 4.1 – Eliminando a escada de acesso à cobertura. 
4.2 Apagar os elementos desnecessários 
No lançamento do pavimento Cobertura existem alguns elementos desnecessários e que 
devem ser convenientemente eliminados. 
 
1) Apagando elementos desnecessários 
§ Execute um clique duplo sobre o croqui do pavimento Cobertura para editar seu croqui. 
§ Pressione a tecla “F5” e abra uma janela de zoom na região da escada. 
§ Ative o filtro “Esconder Arquitetura” para tornar invisíveis as arquiteturas 
§ Execute o comando “Desenho-Manipular-apagar”. 
§ Clique sobre a viga V9 e sobre a laje L8 e tecle “Enter”. 
§ Repare que restaram os nós da viga V9. 
§ Pressione a tecla “Enter” para ativar novamente o comando “Apagar”. 
§ Selecione os nós que sobraram através de uma janela de seleção que envolva esses nós. 
§ Pressione a tecla “Enter” para confirmar a exclusão desses elementos. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
125 
Figura 4.3 – Excluído os nós da V9. 
 
3) Eliminando os nós da V3 e V4 e o furo da V8 
§ Execute o comando “Apagar” 
§ Abra novamente uma janela que englobe os nós da V3 e V4 e o furo da V8, a exemplo do que 
foi feito para apagar os outros nós. Serão selecionados três elementos. 
§ Tecle “Enter” para confirmar a exclusão. 
4.3 Lançar os elementos que estão faltando 
Uma vez que tenha sido eliminada a Laje L8 e a viga V9, deve-se lançar uma nova laje 
cobrindo o vão da escada. 
 
1) Lançando a Laje L8 
§ Execute o comando “Lançamento-Lajes-Laje”: 
Þ Grupo de cargas: Terraço – Inacessível a pessoas 
§ Confirme essesvalores clicando no botão “OK”. 
§ Clique no interior do contorno definido pelo vão da escada e a laje será lançada. 
 
2) Copiando os dados da Laje L8 para as demais 
§ Execute o comando “Lançamento – Outros - copiar dados”. 
§ Clique exatamente sobre o nome da laje, posicionando o centro da mira preferencialmente 
sobre a letra L. Se você tiver dificuldade de selecionar esse elemento, utilize o comando zoom 
através da tecla “F5”. 
§ Desligue somente a opção “Geometria: laje maciça = 10cm” e pressione a tecla “Enter” uma 
vez. 
§ Deixe selecionado somente o pavimento “Cobertura” e clique no botão “ok”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4.4 – Copiar dados da laje 8 para as lajes do pavimento cobertura. 
 
3) Definindo os vínculos entre as lajes 
§ Execute o comando “Modelo – Lajes – Liberar”. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
126 
§ Abra uma janela de seleção da direita para a esquerda que intercepte todas essas 
continuidades e tecle “Enter”. 
 
Figura 4.5 – Definindo os vínculos entre as lajes. 
4.4 Ajustar as cargas de parede sobre as vigas 
As cargas de parede que estão atuando sobre as vigas ainda são aquelas que foram 
inseridas no lançamento do pavimento Tipo. 
No caso de uma laje de terraço com telhado, não há nenhuma parede sobre vigas 
internas ao pavimento, mas somente um parapeito de 1 metro de altura sobre as vigas do 
contorno. 
 
1) Removendo as cargas de parede 
§ Execute o comando “Modelo – Cargas - Linear”. 
§ Habilite a opção “Parede” e clique no botão “Remover”. 
§ Habilite a opção “Selecionando barras” e clique no botão OK. 
§ Pressione uma vez a tecla “F2”. 
§ Abra uma janela que englobe todo o pavimento. 
§ Deve ser indicada a seleção de 28 elementos. Se isso estiver certo, pressione a tecla “Enter” 
para confirmar a exclusão das cargas de parede. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
127 
Não consegui fazer: 
Caso você não tenha conseguido encontrar 28 elementos, verifique qual das situações você se 
encontra. 
§ Selecionei menos do que 28 elementos: 
Neste caso, é provável que você tenha aberto uma janela menor do que a necessária para 
incluir todos os elementos na seleção. 
§ Selecionei mais do que 28 elementos: 
É provável que você tenha feito a seleção sem ter executado o comando “Modelo - cargas 
linear - remover”. 
Inicialmente pressione a tecla “ESC” duas vezes para sair do comando e cancelar a seleção. 
Repita o comando “remover” e selecione novamente as paredes. 
 
2) Definindo as propriedades das cargas de parede 
§ Execute o comando “Modelo – Cargas - Linear”. 
§ Ative a opção “Selecionando barras”. 
§ Selecione a opção “Parede” e desative a opção “Carga adicional”. 
§ Clique sobre o botão “Lançar” e, no diálogo que se abre, informe a altura da parede como 
sendo de 100cm. 
§ Selecione o grupo “Bloco cerâmico vazado (11.5cm + 2x 2cm) 
§ Clique no botão “Ok” uma vez para fechar o diálogo “Parede” e outra vez no botão “Ok” para 
fechar o diálogo “Carga linear”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4.6 - Propriedades das cargas de parede. 
 
3) Editando as cargas de parede 
§ Abra uma janela de seleção que envolva todos os elementos do pavimento. 
§ Serão indicadas 28 seleções, dentre as quais estão os elementos que não deverão ter cargas 
de parede. 
§ Para excluir esses elementos, pressione e mantenha pressionada a tecla Shift e abra uma 
janela da direita para a esquerda que intercepte todos os elementos internos. 
§ Com isso, permanecerão selecionados somente os 13 elementos que compõem o contorno do 
pavimento. 
§ Pressione Enter para confirmar e Alt + F7 para enquadrar o desenho. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
128 
Não consegui fazer: 
§ Caso você não tenha conseguido selecionar somente os 13 elementos, pressione a tecla 
“ESC” duas vezes para sair do comando. 
§ Caso você tenha lançado as paredes sobre esses elementos de forma equivocada, clique 
uma vez no botão “desfazer” para voltar atrás esse comando. 
5 Comandos de verificação 
Uma vez que todo o lançamento da estrutura tenha sido completado, faltam apenas 
efetuar algumas verificações finais no lançamento, antes de iniciar a etapa de análise da 
estrutura. 
Essas verificações têm por finalidade verificar a existência de erros grosseiros de 
lançamento que poderiam interromper o processamento. 
1) Lançamento – pilares – verificar todas as prumadas 
Com essa verificação, procura-se identificar eventuais erros de lançamento dos pilares, 
de modo que um pilar possa estar com sua seção desalinhada em relação ao outro na mesma 
prumada ou mesmo a descontinuidade de pilares. 
No exemplo desse curso, não temos esse problema. Clique no botão “Ok” para fechar o 
diálogo. 
 
2) Lançamento – Outros - verificar lançamento 
Essa verificação também permite que sejam identificados eventuais erros no modelo, 
auxiliando através da localização do problema. 
No exemplo desse curso, não temos esse problema. Clique no botão “Ok” para fechar o 
diálogo. 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 5.1 – Verificando lançamento. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
129 
Aula 8 - Análise da Estrutura 
1 Definição das principais configurações do Eberick 
 Etapa 11 – Finalização do lançamento.prj 
 
Nesta aula serão estudadas as configurações: 
§ Análise; 
§ Materiais e Durabilidade; 
§ Dimensionamento. 
§ Vento 
1.1 Configurações – Análise 
As configurações do grupo Análise são acessadas através do menu “Estrutura-
Configurações-Projeto”, item “Análise”. 
São aquelas que definem os parâmetros do modelo de cálculo, a partir do qual serão 
obtidos os esforços e deslocamentos da estrutura. 
O modelo utilizado pelo Eberick é o Pórtico espacial. 
§ Grelhas mais Pórtico espacial: modelo completo de cálculo, com a estrutura calculada 
espacialmente, considerando os efeitos horizontais e efetuando as verificações de 
estabilidade global. É possível considerar a ação do vento na estrutura, determinar os efeitos 
de 2ª ordem globais, analisados pelo processo P-Delta, levar em conta as imperfeições 
geométricas globais e analisar as combinações de ações previstas na NBR 6118. 
Dentre os tópicos abordados nessa configuração, alguns devem ser destacados, em 
razão de sua importância. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
130 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.1 – Janela Configurações - Análise. 
 
1) No grupo Geral, destaca-se os itens de: 
§ Redução no engaste para nós semi rígidos: que configura o valor de redução da rigidez da 
ligação entre as barras, que pode ser atribuído quando da disposição de nós semi rígidos nas 
ligações entre vigas e entre vigas e pilares. Você pode atribuir o valor de 15%. 
§ Redução na torção para as vigas: configura o percentual de redução da rigidez à torção a ser 
considerado na análise, que pretende, de forma simplificada, considerar o efeito da fissuração 
na rigidez à torção das vigas. Quanto maior essa redução, menor a rigidez à torção a ser 
considerada na análise e, consequentemente, menores os esforços de torção. Deixe 
configurado o valor de 90%. 
§ Redução na torção para os pilares: analogamente ao que foi configurado para as vigas, vamos 
reduzir à contribuição a torção dos pilares. Adote o valor de 90% neste campo. 
 
No grupo Não-linearidade física, são definidos os valores de redução da rigidez 
simplificada do material, conforme a NBR 6118, considerando o comportamento não linear do 
concreto. 
§ A norma recomenda o uso dos valores 0,4 e 0,8, respectivamente, para as vigas e pilares. 
Substitua esses valores em seu projeto. 
 
2) Ainda no contexto das configurações de Análise, deve-se destacar as configurações 
referentes às lajes, que ficam agrupadas no item Painéis de Lajes. 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
131 
§ Método de cálculo - Grelha: é o processo de cálculo em que o pavimento é discretizado em 
uma grelha plana formada pelas faixas das lajes nas duas direções e pelas vigas do pavimento. 
Por este processo, sãoconsideradas as deformações das vigas no cálculo das lajes. 
§ Redução na torção: estabelece o percentual de redução de rigidez do termo cruzado da 
equação de equilíbrio das placas, diminuindo a ocorrência de momentos de torção na laje. 
§ Espaçamento das faixas: determina a distância entre as barras da grelha que representa a 
laje. 
§ Grelha não linear: Através desse recurso, é possível efetuar plastificações nos momentos 
fletores obtidos da grelha, limitando-os pela taxa de armadura máxima ou pelo percentual de 
redistribuição máximo. 
 
Figura 1.2 – Janela de Configurações – Análise – Painéis de Lajes. 
 
Recomendamos que você estude mais sobre essas e sobre todas as outras configurações 
do programa utilizando a ajuda eletrônica, disponível através do botão “Ajuda”, item 
“Conteúdo”, disponível na barra de acesso rápido, localizada na parte superior da tela. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
132 
Figura 1.3 – Janela de ajuda do programa. 
1.2 Configurações Materiais e Durabilidade 
As configurações relativas a Materiais e Durabilidade podem ser acessadas através do 
comando “Estrutura-Configurações-Projeto”. Através delas, pretende-se caracterizar: 
§ Parâmetros do concreto e das armaduras para as diversas partes do projeto. 
§ Requisitos para garantia da durabilidade da edificação (cobrimento e abertura máxima das 
fissuras). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.4 – Configuração - Materiais e durabilidade. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
133 
1.2.1 Classes 
No Eberick, é possível configurar diferentes tipos de concreto a serem utilizados em 
obra, com informações individuais sobre resistência à tração e compressão, peso específico, 
abatimento e módulo de elasticidade. Pode-se livremente incluir novas ou apagar classes de 
resistência existentes, desde que não estejam sendo utilizadas. 
Os valores do Módulo de elasticidade e da resistência a tração do concreto podem ser 
obtidos diretamente a partir do fck, conforme as expressões simplificadas fornecidas pela NBR 
6118 ou, desligando as opções correspondentes, serem informadas a partir de resultados de 
ensaios. 
Para este curso, utilize os valores obtidos a partir do fck. 
 
Figura 1.5 – Classes do concreto. 
1.2.2 Barras 
A partir da configuração “Barras” é possível definir todas as especificações 
correspondentes aos aços que serão empregados no projeto. 
A opção “ativa” limita as barras que estarão disponíveis para o dimensionamento de 
todos os elementos no projeto. Deve-se deixar ligadas somente as barras que realmente serão 
utilizadas, evitando que o programa procure calcular bitolas que não são interessantes para a 
obra, reduzindo o tempo gasto com o dimensionamento. 
§ Deixe ligadas somente as barras de 5, 6.3, 8, 10, 12.5, 16 e 20 milímetros. 
Para as barras que estão ativas, deve-se definir o tipo de aço que corresponde à bitola 
escolhida. Apesar de não serem mais fabricados no Brasil, os aços de categorias CA-32, CA-40, 
CA-40B e CA-50B permanecem disponíveis na lista de opções, por razões de compatibilidade. 
Outra opção disponível é o processo de fabricação de cada aço. Para as bitolas que 
forem fornecidas em rolos, não há necessidade de definir comprimentos, e o programa não 
efetuará nenhuma verificação de traspasse. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
134 
Nas bitolas fornecidas em barras, deve-se definir o comprimento de cada barra para 
que sejam feitas as verificações e detalhes de traspasse de armaduras quando o ferro 
correspondente ultrapassar o comprimento da barra. 
O tipo de emenda mais usual é o traspasse. Quando a opção de emenda de uma 
determinada bitola for através de solda, o programa permite que a barra seja desenhada com 
comprimento superior ao comprimento da barra, mas não detalha a emenda por solda, que 
deve ser devidamente detalhada e especificada pelo usuário. 
Figura 1.6 – Configuração “Barras”. 
1.2.3 Bitolas 
A partir das bitolas definidas para serem utilizadas no projeto, pode-se escolher para 
cada um dos elementos estruturais aquelas que serão empregadas, por exemplo, para as 
armaduras longitudinais e transversais. 
Isso evita que o programa dimensione as armaduras para aquelas bitolas que nunca 
serão escolhidas por inconveniências de detalhamento e de construção. 
 
Figura 1.7 – Janela de bitolas das vigas. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
135 
1.2.4 Grupo Geral 
A Classe de Agressividade Ambiental (CAA) deve ser definida para o projeto, conforme 
o item 6.4 da NBR 6118. A classificação da agressividade tem a função de impor limites aos 
demais parâmetros de durabilidade, tais como a Classe do Concreto e os cobrimentos mínimos, 
como pode ser visto no grupo "Avisos". 
Neste curso, será adotado, por hipótese, uma Classe de Agressividade Ambiental II, 
característica de zonas urbanas. 
 
1) Definição da CAA e correção de eventuais erros 
§ Selecione toda a lista de pavimentos, clicando no pavimento “Cobertura” e arrastando o 
mouse até o pavimento “Térreo”. 
§ Altere a classe de agressividade para o valor “II” 
§ Clique no botão “Detalhes”. 
§ Clique no topo da lista e arraste o mouse até o final dela. 
§ Clique no botão “Corrigir”. 
§ Clique no botão “Ok” e repare que os valores da Classe de concreto e dos cobrimentos foram 
alterados segundo os valores recomendados pela norma. 
 
Figura 1.8 – Verificação de parâmetros relativos a CAA. 
1.3 Configurações de Dimensionamento 
As configurações de dimensionamento refletem itens que alteram a maneira como os 
elementos estruturais serão dimensionados. 
O acesso a essas configurações acontece através da guia “Estrutura-Configurações-
Projeto”, item “Dimensionamento”, para os quais se abrem pastas específicas para os pilares, 
vigas lajes, sapatas e blocos. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
136 
Essas configurações devem ser melhor estudadas pelo usuário, sendo que para este 
estudo, é fortemente recomendável o uso da documentação eletrônica, acessível através do 
Help do programa. 
Dentro deste curso, cabe apenas destacar algumas dessas configurações que poderão 
interferir no dimensionamento dos elementos. 
1.3.1 Pilares 
Na Configuração de dimensionamento de Pilares faremos à alteração mencionada a 
seguir. 
§ Taxa de armadura máxima: Configura a taxa geométrica de armadura máxima dos pilares. A 
NBR 6118, item 17.3.5.3.2, limita este valor em 8%, incluindo a região de emenda. Uma vez 
que este valor aplica-se também à região de emenda (na qual tem-se somada a taxa de 
armadura do pilar com a do pilar superior), recomenda-se adotar o valor máximo de 4%. 
 
Figura 1.9 – Configurações de Dimensionamento para Pilares. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
137 
1.3.2 Vigas 
Na aba “Vigas” podemos destacar quatro itens que merecem nossa atenção nesse 
momento: 
§ Diâmetro mínimo da armadura de compressão: Esta configuração influencia no cálculo do 
espaçamento dos estribos. É uma consideração que não mais existe na NBR 6118, mas que é 
mantida no Eberick para evitar a flambagem nas barras comprimidas. Vamos utilizar o valor 
de 8 mm nesta configuração. 
§ Diâmetro do vibrador: Configura o diâmetro do vibrador a ser utilizado no adensamento do 
concreto. Este valor influencia a distribuição das barras inferiores a partir da segunda camada 
e das superiores em todas as camadas. Será adotado o diâmetro de 3 cm. 
§ Relação máxima entre altura e C.G. da armadura. Configura a distância do centro de 
gravidade da armadura até o ponto da seção da armadura mais afastado da linha neutra. 
Conforme o item 17.2.4.1 da NBR-6118 esse valor não pode ser superior a 10% de h, sendo o 
parâmetro "h" correspondente a altura da viga. Será adotado o valor de 5%. 
§ Ancoragem – Permitir ancoragem integral: Quando o comprimento do apoio é menor que o 
comprimento de ancoragem mínimo da armadura longitudinal, tal armadura não poderá ser 
considerada para a ancoragem da viga neste apoio extremo. Nesta situação, caso esta opção 
esteja habilitada,a ancoragem da viga poderá ser realizada exclusivamente pelos grampos. 
Essa configuração, quando habilitada, permite que várias vigas que ficariam com situação de 
erro possam ser dimensionadas. 
Vamos habilitar também a opção “Tratar diferenças de comprimento das barras a partir da 2ª 
camada” que permite que as barras de ancoragem a partir da segunda camada tenham seus 
comprimentos corrigidos para permitir o correto posicionamento e espaçamento entre as 
barras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.10 – Configurações de Dimensionamento para Vigas. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
138 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.11 – Configurações de Dimensionamento – Ancoragem, para Vigas. 
1.3.3 Lajes 
Na aba “lajes” podemos destacar três itens: 
§ Espaçamento máximo: Para a armadura Principal utilizaremos o valor de “20” cm e para a 
Secundária “33” cm conforme determinado no item 20.1 da NBR 6118. 
§ Armadura das continuidades: adotaremos para esse exemplo o diâmetro mínimo de 8.0 mm e 
para o espaçamento máximo “20” cm 
Agora, na janela “Nervuras”. 
§ Diâmetro do vibrador: configura o diâmetro do vibrador a ser utilizado no adensamento do 
concreto. Deve ser o mesmo valor adotado para as vigas (3 cm), já que na obra o equipamento 
será o mesmo. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
139 
 
Figura 1.12 – Configurações de Dimensionamento para Lajes. 
1.3.4 Sapatas 
Na aba “Sapatas” devemos definir a geometria e os parâmetros do solo que serão 
utilizados no dimensionamento deste exemplo, que são: 
§ Tipo de solo: Arenoso 
§ Pressão admissível: 1,5 kg-força/cm quadrado 
§ Peso específico: 1600 kg-força/cm cúbico 
§ Ângulo de atrito: 30 graus 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
140 
Figura 1.13 – Configurações de Dimensionamento para Sapatas. 
1.3.5 Blocos 
Na aba “Blocos” é preciso definir os valores de capacidade de carga das estacas, 
clicando no botão “Propriedades...”: 
§ Clique sobre as duas ultimas estacas existentes e, em seguida, sobre o botão “excluir”. 
§ Clique sobre a primeira estaca, e após no botão “Alterar” para que seja criada a estaca de 
20cm. 
Þ Diâmetro: 20 cm 
Þ Resistência à compressão: 20 toneladas 
Þ Carga horizontal máxima: 1 tonelada 
Þ Momento Máximo: 500 kgf.m 
§ Clique no botão “Ok” para confirmar os dados desta estaca. 
§ Clique novamente no botão “incluir” para acrescentar uma estaca de 25 cm de lado. 
Þ Diâmetro: 25 cm 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
141 
Þ Resistência à compressão: 25 toneladas 
Þ Carga horizontal máxima: 1 tonelada 
Þ Momento Máximo: 500 kgf.m 
§ Clique uma vez no botão “Ok” para confirmar essa estaca. 
§ Clique mais uma vez no botão “Ok” para confirmar a edição dos blocos. 
 
Figura 1.14 – Valores supostos para Estacas dos Blocos. 
1.3.6 Tubulões 
Ainda na aba “blocos” podemos definir os parâmetros de dimensionamento dos 
tubulões clicando sobre o botão correspondente: 
O diálogo que se abre permite que sejam definidos parâmetros de: 
§ Armaduras longitudinal; 
§ Estribos; 
§ Base; 
§ Valores mínimos. 
Para este exemplo, vamos admitir como corretos todos os parâmetros que o programa 
tem como default. Assim: 
§ Clique no botão “Tubulões” 
§ Clique no botão “ok” para fechar o diálogo “Tubulões” 
§ Clique outra vez no botão “ok” para fechar as configurações de dimensionamento. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
142 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.15 – Janela Tubulões. 
 
1.4 Configurações de Vento 
As configurações de vento podem ser acessadas através do menu “Estrutura-Configurações-
Projeto”, item “Vento”. Esta configuração tem por objetivo definir os parâmetros da ação do 
vento que irão incidir sobre a estrutura. 
 
1) Definindo os parâmetros da ação do vento 
§ Acesse o menu Configurações – Vento. 
§ Defina a velocidade como 42m/s 
§ No campo Edificação, selecione as opções “Menor que 20m” e “Categoria II” 
§ Adotar o valor 1,00 para os fatores S1 e S3. 
 
2) Configurando os coeficientes de arrasto 
§ Clique no botão “Forças”. 
§ Ative a opção “Calcular coeficiente de arrasto automaticamente” 
§ Selecione a Turbulência Alta. 
§ Clique no botão “Ok” para definir estas configurações, e clique novamente no botão 
“Ok” para fechar as configurações de vento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
143 
1.5 Configurações de Flechas 
Esta configuração pode ser acessada pelo menu “Estrutura-Configurações-Projeto”, item 
Verificações ao ELS. Seu objetivo é de configurar os parâmetros de deslocamento da estrutura 
e fornecer avisos quando o deslocamento do elemento extrapolar os limites pré-estabelecidos. 
· Aceitabilidade sensorial – Visual: Definem os limites de deslocamentos visíveis do 
elemento em relação ao seu vão, decorrente da carga total que ele esta submetido 
· Aceitabilidade sensorial – Vibrações no piso: Configura as vibrações sentidas no piso 
devido à carga acidental. 
· Efeitos após a construção das paredes: Define limites para a flecha devido aplicação 
da cargas de Parede. 
· Efeitos estruturais em serviço: Consideram os deslocamentos após a construção do 
piso. 
 
1) Definindo o parâmetro inicial para as Flechas Elásticas 
 
· Altere os parâmetros relativos à “Aceitabilidade sensorial – Visual”, nos elementos de 
vigas e lajes, para relação L / 350. 
 
 
 
 
2 Análise da estrutura 
Objetivos 
§ Compreender a sistemática de obtenção dos esforços e deslocamentos 
§ Conhecer uma maneira adequada de abordar o problema da análise e dimensionamento 
§ Mostrar quais devem ser as verificações Globais que são indispensáveis na análise da 
estrutura. 
 Etapa 12 - Configurações.prj 
2.1 Processamento da estrutura 
O processamento da estrutura, que fornece os esforços e deslocamentos, pode ser feito 
a partir de qualquer janela do programa, executando o comando “Estrutura-Análise-Processar a 
estrutura”. 
Nesta janela, deixe ativo somente a primeira opção A segunda e terceira opção são 
recursos que serão brevemente vistos posteriormente, na aula 11. Um estudo, mais 
aprofundado sobre esses recursos, pode ser encontrado no "Curso Técnico Eberick, Conceitos, 
Análise e Aplicações" oferecido também pela QiSat. 
§ Pressione o botão “processar a estrutura” 
O cálculo desses esforços e deslocamentos é feito através de uma análise estática 
linear do modelo de pórtico espacial que contempla as seguintes etapas: 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
144 
§ Construção modelo estrutural: o programa verifica todos os dados e monta o sistema de 
equações da estrutura, que será resolvido nas etapas seguintes 
§ Cálculo dos painéis de lajes: são calculadas as lajes de cada um dos pavimentos do projeto, 
observando o modelo de cálculo escolhido. Quando está habilitada a opção de “grelha não 
linear”, esse processo sofre algumas iterações, inerentes ao cálculo não linear. A partir desses 
resultados, é completado o carregamento do pórtico. 
§ Processamento do pórtico espacial: o programa calcula os esforços e deslocamentos do pórtico 
(vigas, pilares e fundações). Nessa etapa também é feita a verificação da precisão numérica 
do sistema linear e da estabilidade global da estrutura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.1 – Janela da Análise Estática Linear. 
2.2 Metodologia para análise e dimensionamento da estrutura 
Logo após o processamento da estrutura, o trabalho passa para a fase de análise e 
dimensionamento dos elementos estruturais. Esta etapa é uma das mais importantes no projeto 
estrutural, pois consiste em interpretar e refinar os resultados obtidos pelo programa. 
Por se tratar de uma etapa relativamente grande, é importante trabalhar com uma 
metodologia bem definida, a fim de cumprir todas as etapas sem que haja desperdício de 
tempo. Uma abordagem que pode ser sugerida é a de ter uma visão geral para depois obter 
uma visão mais particular do problema. 
Sob essa ótica, tanto a análise como o dimensionamentodos elementos tem dois 
escopos distintos: global e local. É preciso, portanto, analisar o comportamento e verificar o 
dimensionamento ao Estado Limite Último e de Serviço, tanto no escopo global quanto local. 
Uma das formas de executar essa sistemática pode ser através desse fluxograma 
apresentado. 
Por esse processo, logo após o processamento da estrutura é feita a análise global dos 
resultados, que inclui três etapas: verificação do gama-z, avaliação do pórtico deformado e 
avaliação dos deslocamentos horizontais da cobertura. 
Após termos uma visão clara do comportamento global é que devemos passar a analisar 
cada elemento separadamente, ou seja, o comportamento das vigas, lajes e pilares. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
145 
Dessa forma, procura-se evitar que sejam tomadas medidas inadequadas para 
problemas cuja origem não está diretamente relacionada com o efeito. 
 
Figura 2.2 - Metodologia para análise e dimensionamento da estrutura. 
2.3 Comportamento Global da estrutura 
A análise do comportamento global da estrutura é bem enfocada na NBR 6118, uma vez 
que os efeitos globais são importantes, tanto na verificação dos Estados Limites últimos como 
nos estados Limites de serviço. 
Esta fase pode, no caso deste curso, ser dividida em 3 etapas: 
§ Verificação da estabilidade global através do coeficiente gz 
§ Análise crítica do comportamento global da estrutura através da visualização do pórtico 
deformado; 
§ Análise dos deslocamentos horizontais da cobertura 
Þ Comparação do deslocamento horizontal máximo da estrutura com os limites 
previstos na tabela 13.2 da NBR 6118. 
Þ Análise do diagrama de deslocamentos da cobertura. 
2.3.1 Verificação da estabilidade global 
É feita pelo Eberick na parte final do processamento, após a obtenção dos 
deslocamentos finais. 
Visualização dos resultados a partir: 
§ Da aba “Resultados”; 
§ Dos relatórios de estabilidade global, disponíveis: 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
146 
Þ No diálogo “Relatórios-Estabilidade global”, presente dentro da aba “Resultados; 
Þ No menu “Estrutura-Relatórios”, disponível a partir da janela “Projeto”. 
O coeficiente gama-Z (gz), definido no item 15.5.3 da NBR 6118, avalia a suscetibilidade 
da estrutura aos efeitos de 2ª ordem globais e permite definir se há necessidade de se fazer 
uma análise mais sofisticada, considerando os efeitos de 2ª ordem globais. 
 
Uma dica interessante é acompanhar a evolução do coeficiente gama-z ao longo dos 
processamentos seguintes. Para isso, pode-se criar uma tabela com 4 colunas, indicando o 
número do processamento, os valores do gama-z X e Y, e qual foi a modificação feita antes 
desse último processamento. Adquire-se, desta forma, uma maior sensibilidade quanto ao tipo 
de medida a tomar e qual sua eficiência esperada na solução dos problemas de estabilidade 
global. 
 
Tabela 1 de acompanhamento dos valores de Gama-z. 
Nº do processamento g!z(x) g!z(y) Últimas modificações 
Inicial 1,47 1,19 Primeiro processamento 
02 1,35 1,19 
Dimensionamento das vigas do 
tipo 1 
03 Etc. Etc. Dimensionamento dos pilares do 
tipo 1 
04 Etc. Etc. Copiando croqui para os outros pavimentos. 
Etc. Etc. Etc. Etc. 
 
2.3.2 Visualização do pórtico deformado 
Uma vez processada a estrutura, pode-se visualizá-la como um pórtico espacial unifilar 
pressionando o botão “Pórtico unifilar” na guia “Estrutura-Análise” 
§ Selecione a opção “Elástico-Deslocamentos” da barra de ferramentas “Diagrama”, adotando: 
Þ Escala: 100% 
Þ Ampliação: 30 x 
§ Clique sobre o botão “zoom” da barra de ferramentas do pórtico unifilar e abra uma janela de 
zoom que envolva somente a supraestrutura. 
Através da análise desse pórtico, podemos observar pelo menos os seguintes aspectos: 
1) Existem deslocamentos verticais bem pronunciados na porção esquerda da estrutura, 
onde o vão é da ordem de 7 metros e as vigas de pouca rigidez (40 cm de altura) suportam 
grande quantidade de paredes. 
2) Os deslocamentos da ponta do balanço da viga central parecem grandes a ponto de 
implicar em deslocamentos para as outras vigas que nela se apoiam. A falta de rigidez dessa 
viga é a causa do problema e, também, a chave da solução. 
3) Existem deslocamentos horizontais visíveis da estrutura, que se movimenta para a 
direita, apesar de não ter sido aplicada nenhuma força horizontal. Esse deslocamento acontece 
sempre que houver assimetria na geometria, na rigidez das peças ou nos carregamentos. 
4) Apesar de deslocar-se horizontalmente, a estrutura manteve um comportamento 
estável. Isso significa que o lançamento proposto está coerente e os problemas existentes 
tendem a ser resolvidos de modo a culminarmos numa solução estruturalmente correta. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
147 
2.3.3 Deslocamentos horizontais do pavimento cobertura 
A terceira tarefa dessa análise global da estrutura corresponde ao estudo qualitativo 
dos deslocamentos dos pilares do último pavimento. Essa análise irá indicar a gravidade dos 
problemas globais e que importância eles tem no contexto do projeto. 
Para isso, deve-se proceder da seguinte forma: 
§ Acessar a janela Projeto; 
§ Selecionar o pavimento “Cobertura”; 
§ Pressionar o botão [+]; 
§ Clicar com o botão direito do mouse sobre o item “Pilares”; 
§ Selecionar o item Deslocamentos. 
Nesta etapa, deve-se analisar os seguintes aspectos: 
1) Valor nominal dos deslocamentos horizontais nas direções X e Y; 
§ Pressione duas vezes a tecla “Alt + F2” para aproximar o desenho. 
§ Com as teclas “CTRL + setas”, visualize os valores dos deslocamentos do pilares 
Esses valores de deslocamento devem ser comparados com os limites máximos 
estabelecidos pela NBR 6118 no item 13.3. 
2) Tendência definida de deslocabilidade numa dada direção 
A estrutura tende a deslocar-se para a direita e para baixo, mantendo ainda evidente 
tendência à torção no sentido horário. 
Como se pôde perceber, tanto pelo valor do gama-z, quanto pelo comportamento 
deslocado e pelos valores de deslocamentos, a ação do vento e das imperfeições geométricas 
podem acarretar acréscimos significativos aos esforços de 1ª e 2ª ordem. Portanto, além de 
uma exigência da NBR 6118, a consideração dessas ações em projetos reais não pode ser 
desprezada em virtude de sua importância para a estrutura. 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
148 
Aula 9 - Dimensionamento das vigas 
1 Iniciando o trabalho 
 Etapa 13 – Processado.prj 
 
Vamos acessar inicialmente a janela de dimensionamento das vigas. 
1) Abrir a janela de dimensionamento das vigas 
§ Clique no botão [+] localizado na janela “projeto” ao lado do pavimento “Tipo 1” para 
expandir a árvore do pavimento. 
§ Dê um clique duplo sobre o item “vigas”. 
 
Figura 1.1 – Janela de dimensionamento das vigas. 
 
Não deu certo: 
§ Caso não tenha aparecido o item vigas, lajes, pilares entre outros, reprocesse o seu projeto, 
visto que o arquivo aberto foi salvo em uma revisão anterior. Informamos que sempre que 
isso ocorrer na abertura dos arquivos de apoio é necessário realizar o processamento da 
estrutura. 
 
2) Janelas de dimensionamento 
§ Área de CAD, onde é disposto o croqui do pavimento. Através desse croqui, pode-se selecionar 
o elemento que será estudado ou dimensionado. 
§ Área gráfica, onde são representados os esforços atuantes nos elementos. No caso das vigas, 
nessa área são mostrados os diagramas das envoltórias de carregamentos, esforços e 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
149 
deslocamentos. A partir da versão V8 contamos também com o botão “armadura”, o qual terá 
sua função explicada mais a frente. 
§ Área de grid, onde os dados de todos os elementos são dispostos na forma de uma planilha 
eletrônica, subdividida lateralmente em várias abas para facilitar a visualização dos 
resultados. 
 
Próximos passos: 
1) Análise dos diagramas de esforços de cada uma das vigas 
2) Verificação das flechas elásticas das vigas 
3) Dimensionar as vigas ao Estado Limite último.2 Análise dos diagramas de esforços 
A análise dos diagramas das vigas é uma das etapas mais importantes do projeto, mas 
também é uma das mais trabalhosas. 
Neste tópico vamos tentar mostrar através de um exemplo simples alguns benefícios de 
gastar certo tempo nessa análise. 
 
1) Viga V1 
§ Diagrama de Carregamento: a maior concentração de cargas ocorre junto à parte central do 
vão das vigas 
§ Diagrama de Cortantes: acompanha naturalmente o diagrama de carregamentos. Entretanto 
podemos observar no último trecho, a existência de cortantes tanto positivos quanto 
negativos numa mesma seção. Esse tipo de gráfico é a representação dos valores máximos e 
mínimos obtidos das combinações de ações últimas e de utilização, a qual se denomina de 
envoltória. 
§ Diagrama de Fletores: pontos críticos de dimensionamento sobre os apoios do P1 e P2 e no 
meio do vão 1. A ligação da viga com o pilar P3 poderá ser convenientemente rotulada, 
diminuindo o custo da estrutura. 
§ Diagrama de Torsores: Os valores são desprezíveis 
§ Diagrama de Deslocamentos Elásticos: os deslocamentos no vão 1 são bem maiores e exigirão 
mais inércia da viga 
 
2) Viga V2 
§ Diagrama de Carregamento: bastante variável, destacando-se a concentração de cargas na 
ponta do balanço 
§ Diagrama de Cortantes: acompanha naturalmente o diagrama de carregamentos. 
§ Diagrama de Fletores: comportamento esperado, com pico de momentos fletores no apoio do 
balanço. 
§ Diagrama de Torsores: Os valores são desprezíveis 
§ Diagrama de Deslocamentos Elásticos: tanto o meio do vão quanto a ponta do balanço tem 
valores bastante elevados de deslocamentos. 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
150 
3) Vigas V3 e V4 
Viga V3 
§ Diagrama de Carregamento: junto ao apoio no pilar as reações da laje tornam-se negativas e o 
carregamento na viga aponta para cima. 
§ Diagrama de Cortantes: o diagrama de esforços cortantes muda de inclinação, o que reduz o 
esforço cortante de dimensionamento nesse apoio. 
§ Diagrama de Fletores: No apoio esquerdo, onde foi rotulada a ligação com a outra viga, o 
momento é nulo. No lado em que há ligação rígida com o pilar o momento fletor negativo é 
elevado e pode ser um fator decisivo no dimensionamento desse elemento. 
§ Diagrama de Torsores: Os valores são desprezíveis. 
§ Diagrama de Deslocamentos Elásticos: qualquer iniciativa de aumentar a seção dessa viga para 
diminuir o deslocamento será ineficiente, já que é evidente que a causa dele é o grande 
deslocamento do apoio esquerdo. 
Viga V4 
Comportamento análogo ao da viga V1. 
 
4) Viga V5 
§ Diagrama de Carregamento: a viga V5 apoia-se em 3 pilares com dois vãos simétricos. As 
cargas atuantes não são iguais, tendo em vista que o tipo de laje é diferente, mas diferem 
pouco entre si. Sobre os apoios voltam a surgir parcelas negativas de reação da laje. 
§ Diagrama de Fletores: a simetria aparente no formato da envoltória em relação ao eixo Y e X, 
é proveniente tanto pela proximidade dos valores de carregamento verticais entre os vão, 
como também pela simetria dos carregamentos horizontais gerados pelo vento, 
respectivamente. 
 
5) Vigas V6 e V7 
Viga V6 
§ Diagrama de Carregamento: possui vãos iguais e carregamentos aproximadamente simétricos, 
evidenciado também pelo diagrama de esforços cortantes. 
§ Diagrama de Fletores: a viga tem um comportamento anômalo, com momentos negativos 
praticamente nulos no apoio central. A causa desse comportamento, conforme pode ser 
observado pelo diagrama de deslocamentos, é que a falta de rigidez da viga V2 provoca um 
maior deslocamento desse apoio e consequente redistribuição elástica dos esforços. Para 
corrigir essa situação é necessário aumentar a inércia da viga V2 mais do que nas vigas V1 e 
V4. 
 
Viga V7 
Possui um comportamento análogo à V5, porém com maior magnitude nos valores dos 
diagramas de esforços e deslocamentos, devido a estar localizada numa região com maior 
influência de carregamentos 
 
6) Viga V8 
§ Diagrama de Carregamento: marcado pela presença de reações negativas junto ao canto 
reentrante da laje da sala de estar 
§ Diagrama de Cortantes: valor reduzido junto ao apoio direito 
§ Diagrama de Fletores: mudança de formato junto ao apoio direito, trecho linear 
§ Diagrama de Torsores: Os valores são desprezíveis já que as vigas que se conectam na V8 
estão rotuladas 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
151 
§ Diagrama de Deslocamentos Elásticos: a V8 tem deslocamentos bastante elevados, mas a 
origem principal desses deslocamentos está no deslocamento exagerado das vigas que lhe 
apóiam, que são as vigas V2 e V4. 
 
7) Vigas V9 e V10 
Viga V9 
§ Diagrama de Carregamento: comportamento convencional. 
§ Diagrama de Cortantes: comportamento convencional. 
§ Diagrama de Fletores: comportamento convencional. 
§ Diagrama de Torsores: Os valores são desprezíveis. 
§ Diagrama de Deslocamentos Elásticos: deslocamentos causados pelas vigas que sustentam a 
V9. 
 
Viga V10 
§ Diagrama de Carregamento: comportamento convencional. 
§ Diagrama de Cortantes: comportamento convencional. 
§ Diagrama de Fletores: os vínculos estabelecidos estão de acordo com os resultados obtidos, ou 
seja, rótula à esquerda e apoio rígido à direita. 
§ Diagrama de Torsores: Os valores são desprezíveis. 
§ Diagrama de Deslocamentos Elásticos: deslocamentos causados pelas vigas que sustentam a 
V10. 
 
8) Viga V11 
§ Diagrama de Carregamento: valor uniforme em toda a viga. 
§ Diagrama de Cortantes: variação linear dos esforços. 
§ Diagrama de Fletores: Apresenta próximo aos apoios, sinal tanto positivo como negativo numa 
mesma seção, evidenciando forte participação dela no sistema de contraventamento da 
estrutura. 
§ Diagrama de Torsores: Os valores são desprezíveis. 
§ Diagrama de Deslocamentos Elásticos: mostra a mudança de inflexão da viga e as faces 
opostas tracionadas. 
Figura 2.1 – Vigas V11. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
152 
9) Vigas V12 e VE1 
Viga V12 
§ Viga sem função estrutural – todos os diagramas são nulos. 
 
Viga VE1 
§ Diagrama de Carregamento: grande variação nos sinais, provocada principalmente pelos 
apoios nos pilares. 
§ Diagrama de Cortantes: variação não uniforme dos esforços. 
§ Diagrama de Fletores: inversão dos sinais nos apoios em virtude do comportamento da 
estrutura como pórtico. 
§ Diagrama de Torsores: Os valores são desprezíveis. 
§ Diagrama de Deslocamentos Elásticos: mostra a mudança de inflexão da viga e as faces 
opostas tracionadas. 
 
Com isso, concluímos a análise dos diagramas das vigas. A razão dessa análise detalhada 
era a de realmente mostrar que é fundamental ter em mente todo o comportamento da 
estrutura. 
Na prática de projetos essa análise precisa ser cuidadosamente realizada, para que seja 
possível entender o verdadeiro comportamento da estrutura. 
Vamos passar agora a estudar os deslocamentos do pavimento. 
3 Verificação das flechas elásticas 
Após ter realizado uma cuidadosa análise dos diagramas, vamos efetuar a análise do 
comportamento deslocado do pavimento para que seja possível obter uma leitura completa do 
comportamento do pavimento. 
Importante 
! 
Nessa unidade serão explicados os procedimentos para verificação das flechas 
elástica. Posteriormente na aula 11, serão apresentados os processos de 
verificação para as flechas totais dos elementos estruturais. Recomenda-se 
numa prática de projeto se execute essas verificações conforme a ordem 
apresentada nesse curso. 
 
1) Abrir o diagrama de flechas 
§ Execute o comando “Deslocamentos” através do botão localizado acima da área gráfica na 
barra de comando ou também através do atalho de teclado “Alt + X”. 
§ Feche a janela das “Flechas excessivas” 
 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
153 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3.1 – Diagrama de flechas. 
 
2) Análise dos valores obtidos 
Þ Os nós marcados na cor azul (ciano) têm deslocamentos inferioresa 0,5 cm 
Þ Os nós marcados na cor amarela têm deslocamentos entre 0,5 e 1cm 
Þ E os nós marcados na cor vermelha têm deslocamentos superiores a 1cm. 
§ Execute duas vezes o comando “Aproximar”, disponível na barra de comando na parte inferior 
da janela para poder visualizar os valores dos deslocamentos. 
§ Verifique os valores dos deslocamentos através dos comandos “CTRL + setas”. 
§ Enquadre novamente o desenho com o comando “Alt + F7” 
4 Dimensionamento das vigas ao Estado Limite Último 
Uma vez que já tenhamos feito a análise dos diagramas de esforços solicitantes e dos 
deslocamentos do pavimento, devemos passar ao dimensionamento das vigas ao Estado Limite 
último. 
1) Avaliar o que deve ser alterado e consultar erros 
§ Pressione o botão [?] para abrir a ajuda eletrônica do Eberick. 
§ Clique sobre o botão [+] localizado ao lado do item “códigos de erro”. 
§ Os erros do programa são classificados em 
Þ “Lxx” erros de lançamento 
Þ “Axx” erros de armadura 
Þ “Dxx” erros de dimensionamento. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
154 
§ Clique no botão [+] ao lado do item “erros de dimensionamento”. 
§ Clique uma vez sobre o erro D16. 
 
Lembrete 
@ 
É altamente recomendável que você consulte sistematicamente a ajuda 
eletrônica para identificar os problemas relacionados com o código de erro e 
sua solução. Se você preferir, imprima todos os códigos de erro e monte um 
pequeno caderno para consulta rápida. 
 
2) Alterar altura das Vigas V1, V2 e V4 para 60cm 
§ Selecione a “visão por vigas”, clicando no primeiro botão “vigas”, ou utilize o atalho de 
teclado “Alt + D” 
§ Selecione o valor “40cm” correspondente à altura da viga V1 e digite em seu lugar o valor 
“60”. Não é necessário digitar os valores decimais. 
§ Ao invés de teclar “enter”, use a tecla “seta para baixo” do teclado para passar para a 
próxima linha. 
§ Digite novamente o valor “60” e tecle duas vezes a “seta pra baixo”. 
§ Digite o valor “60”, referente à nova altura da viga V4. 
 
3) Recalcular vigas e aumentar a largura da V2 para 14 cm 
§ Pressione o sétimo botão da esquerda para a direita, ou a tecla de atalho “Alt + T”. 
§ Selecione o valor correspondente à largura da viga V2 e altere de 12cm para 14cm. 
§ Repita o procedimento para a VE1, alterando sua largura de 12cm para 14cm 
§ Pressione novamente a tecla “Alt + T” para recalcular as vigas. 
 
4) Reprocessar a estrutura e aumentar a largura da V3 para 14cm 
§ Pressione o botão “processar estrutura” 
§ Pressione novamente a tecla “alt + T” para recalcular todas as vigas. 
§ Altere a largura da viga V3 para 14cm 
§ Pressione novamente a tecla “alt + T” para recalcular todas as vigas. 
 
5) Alterar altura da Viga V8 e ajustar o furo 
§ Altere a altura da viga V8 para 55cm 
§ Altere o modo de visão da janela dimensionamento de vigas para “trechos” ou clique em “alt 
+ S”. 
§ Acesse a aba “abertura” e na segunda linha da coluna “Distância topo” altere o valor para 21 
cm 
§ Volte a “visão por vigas” através do botão “vigas” ou utilize o atalho de teclado “Alt + D”. 
§ Verifique que agora não há mais vigas em situação de erro 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
155 
5 Começando tudo outra vez 
Na etapa anterior, conseguimos dimensionar todas as vigas do pavimento Tipo 1, 
alterando as seções de algumas vigas. Entretanto, ao alterar essas seções, a estrutura passou a 
ter uma nova configuração de rigidez, o que modificou a distribuição dos esforço e invalidou a 
análise da estrutura que havíamos feito inicialmente. 
Sendo assim, o processo reinicia todo novamente. 
Devemos reprocessar a estrutura, analisar novamente a estrutura sob o ponto de vista 
global e fazer novamente a análise completa das vigas. 
Para não tornar esse trabalho muito cansativo nesse curso, passaremos somente pelos 
pontos cruciais da análise. Nas situações reais de projeto, é interessante percorrer todo o 
caminho novamente, a fim de termos total controle sobre as medidas que estão sendo 
tomadas. 
5.1 Processando a estrutura e fazendo a análise global 
Executando o que foi comentado no início do capítulo, seguem os passos adotados. 
 
1) Processar a estrutura e avaliar os valores de Gama-z 
§ Pressione o botão “Processar estrutura”; 
§ Clique na aba “Resultados” para verificar a evolução do parâmetro de estabilidade gama-z. 
 
No primeiro processamento, os valores de gama-z nas direções X e Y era, 
respectivamente, 1,45 e 1,18. 
Após o dimensionamento das vigas, esses valores se alteraram para 1,33 e 1,18 
respectivamente. 
 
Tabela 2 de acompanhamento dos valores de Gama-z. 
Nº do processamento g z(x) g z(y) Últimas modificações 
01 1,45 1,18 Primeiro processamento 
02 1,33 1,18 Dimensionamento das vigas do 
tipo 1 
03 Etc. Etc. Etc. 
04 Etc. Etc. Etc. 
Etc. Etc. Etc. Etc. 
5.2 Analisando os diagramas das vigas 
Visando fazer uma análise mais sucinta do pavimento, vamos analisar somente os 
momentos fletores de algumas vigas. 
1) Analisando os diagramas de momentos fletores das vigas 
§ Selecione o botão correspondente aos momentos fletores na área gráfica. 
§ Clique no campo correspondente à viga V1, na coluna “nome” da janela de dimensionamento. 
§ Utilize o atalho “seta para baixo” para passar para as outras vigas 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
156 
5.3 Analisando os deslocamentos do pavimento 
Nesta etapa, em que se refazem as analises iniciais, a avaliação dos deslocamentos 
continua sendo muito importante. 
 
1) Abrir e analisar o diagrama de flechas 
§ Clique no botão “deslocamentos” ou utilizar o atalho “alt + X”. 
§ Após analisar os resultados de flechas excessivas, feche a janela 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 5.1 – Analisando o diagrama de flechas. 
 
2) Avaliação dos deslocamentos absolutos 
§ Abra uma janela de zoom através do comando “zoom” que inclua toda a escada. 
§ Visualize os resultados dos deslocamentos com as teclas “CTRL + seta para esquerda”. 
 
É importante diferenciarmos claramente a flecha e o deslocamento. No exemplo da 
viga bi apoiada da Figura 5.1 apresenta-se esta consideração. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
157 
 
Figura 5.1 – Diferença entre deslocamento e flecha. 
 
3) Utilizar seção T para a viga V2 
§ Feche o diagrama de deslocamentos que acabamos de analisar; 
§ Troque a visão da viga para a visão por trechos, clicando no botão “trechos”, ou pressionando 
a tecla “Alt + S”; 
§ Clique sobre a viga V2 no grid ou sobre a viga na área de CAD; 
§ Selecione a aba “seção”; 
§ Devemos alterar o tipo de seção da V2 para “seção T” nos três primeiros trechos; 
§ Clique sobre a seta da coluna seção e altere para a seção T; 
§ Repita essa operação para os três primeiros trechos; 
§ Certifique-se de que os três trechos estão marcados como viga T. 
 
Figura 5.2 – Definição da seção T para a viga V2. 
 
4) Definir características da seção T 
§ Preencha o campo “bf” com o valor “100”; 
§ Pressione a tecla “F5” para copiar esse valor para todos os vãos da viga T; 
§ Confirme essa tarefa clicando sobre o botão “sim”; 
§ Preencha o campo “hf” com o valor “10”; 
§ Pressione a tecla “F5” para copiar esse valor para todos os vãos da viga T; 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
158 
§ Confirme essa tarefa clicando sobre o botão “sim”. 
 
Importante 
! 
Certifique-se de que os campos bf e hf estão preenchidos para os três trechos 
da viga. Caso você se esqueça de preencher algum desses dados, o programa 
indicará erro no processamento. 
 
5) Resolver a viga V3 
§ Mude a visão da janela para a “visão por vigas”, através do comando “Alt + D”. 
§ Clique sobre a viga V3 na área de grid ou na área de CAD e troque o valor da altura da viga 
para 50cm. 
 
6) Verificar se os problemas de deslocamento estão resolvidos 
§ Clique sobre o botão “deslocamentos” ou pressione a tecla “Alt +X”. 
§ Feche esse diagrama e abra uma janela de zoom para poder ler os valores dos deslocamentos. 
Chegaremos a conclusão deque são os mesmos valores de antes de passarmos a viga 
para seção T. 
§ Feche novamente essa janela e clique no botão processar estrutura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 5.2 –Verificando os problemas de deslocamento. 
6 Finalizando o dimensionamento das vigas 
Uma vez reprocessada a estrutura, o processo de análise global e local do pavimento 
reinicia. 
1) Nova avaliação da estabilidade global 
§ Clique sobre a aba “estabilidade global” no diálogo de “Análise estática linear” e localize os 
valores dos coeficientes gama-z nas direções X e Y. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
159 
§ Feche esse diálogo clicando no botão “OK” e volte para a janela de vigas do pavimento Tipo 
1. 
 
Tabela 3 de acompanhamento dos valores de Gama-z. 
Nº do processamento g z(x) g z(y) Últimas modificações 
01 1,45 1,18 Primeiro processamento 
02 1,33 1,18 Dimensionamento das vigas do 
tipo 1 
03 1,31 1,19 Inclusão da viga T 
04 Etc. Etc. Etc. 
Etc. Etc. Etc. Etc. 
 
 
2) Avaliação da V2 e da V6 após o reprocessamento 
§ Clique sobre a viga V2 na área de grid ou na área de CAD. 
§ Selecione o diagrama de momentos fletores. 
§ Clique no alto da janela para ampliar o diagrama. 
O fato de termos criado uma viga T fez com que a inércia dessa viga fosse bastante 
ampliada e contribuiu para um aumento no momento fletor positivo da viga, que passou de 
aproximadamente 14 tf.m para 18 tf.m. 
§ Clique sobre a viga V6. 
Com a passagem da viga para 60cm de altura, a viga passou a ter um momento negativo 
sobre o apoio central. Com a inclusão da mesa T na V2, os deslocamentos dos apoios da V6 
passaram a ser mais uniformes e o comportamento dos momentos negativos mais próximos do 
modelo elástico. 
 
3) Avaliação dos deslocamentos 
§ Clique sobre o botão “deslocamentos” ou utilize o atalho “Alt+ X”. 
§ A janela exibe ainda como flechas excessivas o balanço da V2 que, como já estudamos, está 
dentro dos limites estabelecidos. 
§ Feche essa janela e analise diretamente os resultados dos deslocamentos. 
§ Abra uma janela de zoom com o comando “zoom” na região da escada. 
§ Os deslocamentos atingem no máximo até o valor de 1cm. 
§ Mova o desenho para a esquerda através das teclas “Ctrl + setas para esquerda”. 
§ Os deslocamentos da viga V2 atingiram o máximo de 1,00cm. 
 
4) Verificação de dimensionamento 
§ Feche a janela dos diagramas de deslocamentos. 
§ Clique sobre o botão “calcular todas” ou pressione as teclas “Alt + T”. 
§ Não há indicação de erros de dimensionamento nas vigas no croqui da área de CAD ou mesmo 
percorrendo a lista das vigas dentro do grid. 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
160 
5) Avaliação da Otimização das seções das vigas 
§ Acesse a janela de dimensionamento das vigas do pavimento Tipo 1; 
§ Clique em Otimização, através das teclas “Alt+B” ou pelo ícone ; 
§ Acesse “Avaliar seções da viga” ou atalho “Alt + J”. 
§ Preencha o diálogo conforma a imagem a seguir e depois clique em OK: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O programa abrirá uma janela exibindo um relatório com a avaliação da otimização das seções 
das vigas, onde conforme selecionado anteriormente, definimos que tentasse fazer duas 
tentativas de otimização para cada parâmetro: aumentar altura, diminuir altura, aumentar 
largura e diminuir largura, sendo que para a altura a variação seria de 5 em 5 centímetros e 
para a largura de 1 em 1 centímetros. A janela que se abre pode ser vista a seguir: 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
161 
 
6) Aplicação da otimização das seções das vigas 
§ Acesse “Aplicar otimizações das vigas” ou através do atalho “Alt + K”. 
§ Preencha o diálogo conforme a imagem a seguir, selecionando todas as vigas da lista, e depois 
clique em OK: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Após calcular, o software abre uma janela com os resultados da otimização das vigas 
selecionadas, conforme a figura abaixo. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
162 
 
Importante: Este recurso avalia as seções que passam nas verificações considerando apenas 
critérios relacionados ao ELU do elemento. Cabe ao projetista, portanto, avaliar os impactos 
dessas alterações na estrutura como um todo, como por exemplo nas verificações do ELS 
nesses e demais elementos da estrutura. 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
163 
Aula 10 - Dimensionamento das lajes e escadas 
1 Análise e dimensionamento das lajes 
1.1 Iniciando o trabalho 
 Etapa 14 – Vigas do Tipo 1.prj 
 
O nosso objetivo agora é acessar a janela de dimensionamento das lajes. 
 
1) Abrir a janela de dimensionamento das lajes 
§ Clique no botão [+] localizado na janela “projeto” ao lado do pavimento “Tipo 1” para 
expandir a árvore do pavimento. 
§ Dê um clique duplo sobre o item “lajes”. 
Figura 1.1 – Janela de dimensionamento das lajes. 
 
2) Janelas de dimensionamento 
§ Área de CAD: é praticamente igual àquela da janela de vigas. Neste caso, permite a seleção 
para edição dos dados da laje simplesmente clicando no interior de qualquer dos contornos 
das lajes. 
§ Área gráfica: apresenta dados fixos, mostrando o contorno das lajes e a direção dos momentos 
principais, além de um resumo com os momentos fletores atuantes e as armaduras 
correspondentes. 
§ Área de grid: dispõe uma linha para cada uma das lajes, cujas colunas podem ser controladas 
através das cinco abas existentes: carga, seção, positivo, armadura superior e continuidade. É 
complementada pelos botões de atalho. 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
164 
Próximos passos: 
1) Interpretação dos resultados da Grelha 3D. 
2) Interpretação dos resultados do diagrama de reações das lajes. 
3) Interpretação dos resultados do diagrama de momentos fletores das lajes. 
4) Verificação das flechas nas lajes. 
5) Dimensionamento das lajes ao Estado Limite Último. 
1.2 Interpretação dos resultados da Grelha 3D 
A primeira analise referente ao dimensionamento das lajes será a observação da grelha 
3D gerada pelo Eberick. 
 
1) Acessar a grelha das lajes 
§ Clique no botão “Grelha” da janela de lajes. Você também poderá utilizar o atalho de teclado 
“Alt+I”. 
Controles da janela: 
§ Os comandos de zoom. 
§ Os tipos de diagramas de esforços e modelos. 
§ As vistas frontal e superior. 
§ A escala relativa. 
Figura 1.2 – Grelha 3D. 
1.2.1 Controles da janela da grelha 3D 
Para o uso adequado dos recursos desta visualização é importante conhecer os 
controles da janela. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
165 
Vamos iniciar nosso estudo através dos controles de zoom. 
 
1) Controles de zoom 
§ O comando de zoom está disponível também na janela de grelha 3D. O acesso ao comando 
pode ser feito diretamente na barra superior, na guia 3D, grupo visualização. 
§ Você também pode “aproximar” ou “afastar” o desenho utilizando o “scroll” do mouse. 
§ É possível abrir janelas de “zoom” da mesma forma como na área gráfica, utilizando o 
comando F5 e definindo dois pontos. Para “afastar” o zoom, utilize novamente o “scroll” 
ou a tecla F2. 
§ Através diretamente das setas direcionais do teclado, sem o control, você pode mover o 
desenho para a direita ou para a esquerda, para cima ou para baixo. Ou também 
mantendo o botão do scroll apertado. 
§ Você também pode aplicar rotações na grelha, em torno dos eixos X, Y e Z. Para isso, 
basta clicar e manter pressionado o botão esquerdo do mouse e arrastando o mesmo para 
definir o melhor ângulo de visualização da grelha. 
 
2) Vista da Grelha 
§ Vista “Frontal” - equivale a uma visualização em perspectiva dessa grelha. 
§ Vista “Superior” - a grelha passa a ser exibida “de cima”. 
§ Quando a vista é “Frontal” fica habilitada a possibilidade de ampliação dos deslocamentos da 
grelha. 
Þ Selecione o valor “1” que significa que não há nenhuma ampliação dos 
deslocamentos e substitua esse valor por “50” vezes. 
§ Utilize o scroll do mouse para aproximar o desenho e mantenha o botão esquerdodo mouse 
pressionado para rotacionar. 
Figura 1.3 – Vista da Grelha. 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
166 
3) Tipos de diagramas 
§ Análise elástica: 
Þ Axiais 
Þ Fletores 
Þ Torsores 
Þ Cortantes 
Þ Deslocamentos 
Þ Pressões no solo 
Þ Barras editadas 
§ Análise Elástico-Fissurada 
Þ Fletores 
Þ Deslocamentos 
Þ Redução Rigidez 
§ Modelo de Cisalhamento 
Þ Cortante Atuante 
Þ Cortante Excedente 
Þ Parcela concreto 
Þ Cortante dimensionamento 
Þ Armadura de cisalhamento 
 
4) Escala relativa 
§ Deixe ativo o diagrama de momentos fletores (elástico). 
§ Troque a escala relativa para 25%. 
Figura 1.4 – Uso da escala relativa para os diagramas. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
167 
1.2.2 Análise dos diagramas 
A análise do comportamento físico da laje tem a pretensão de verificar de maneira 
qualitativa os deslocamentos da laje e a distribuição dos esforços no modelo elástico, modelo 
não linear e de dimensionamento. 
O comportamento da laje depende muito da rigidez do pavimento, constituída pelas 
dimensões das vigas e pelos vínculos entre as vigas, pilares e lajes. 
A análise qualitativa dessa grelha pode fornecer subsídios para melhorias no modelo, 
corrigindo eventuais problemas que possam vir a serem detectados. 
 
1) Modelo elástico 
Diagrama de esforços axiais: todas as barras possuem esforços axiais nulos, o que é 
absolutamente esperado, já que o modelo de grelha não contempla a obtenção desse esforço. 
Diagrama de momentos fletores: os momentos fletores negativos concentram-se sobre 
os apoios da sacada, sobre a viga V7 e sobre o vértice reentrante da sala de estar. Os 
momentos positivos, de menor intensidade, acontecem no vão da sala de estar e nas lajes dos 
dormitórios. 
Diagrama de momentos torsores: é melhor visualizada se utilizarmos a vista 
“Superior”. Os momentos torsores concentram-se usualmente nos cantos das lajes, devido à 
restrição provocada pelos apoios junto aos pilares e vigas. No caso deste exemplo, o momento 
torsor máximo está em uma única barra situada próximo ao pilar P3. Os demais torsores, da 
ordem de 1/3 do valor máximo, se distribuem no canto reentrante da laje da sala de estar e na 
laje da sacada. 
Diagrama de esforços cortantes: em alguns casos, podem provocar erros de 
dimensionamento ao cortante, especialmente em lajes nervuradas. 
Diagrama de deslocamentos: melhor visualizado em vista “Frontal”, mostra os 
deslocamentos máximos na sacada e no vão entre os pilares P1 e P8. Esse comportamento, já 
esperado, se deve à ausência de uma linha de pilares que apoie a parte central desse vão que, 
além de ter cerca de 7 metros, possui várias paredes apoiadas sobre as lajes e vigas. 
 
2) Modelo com plastificação dos apoios 
Conforme as “configurações-análise-painéis de lajes”, há dois limites para definição do 
modelo não-linear: 
§ Taxa de armadura máxima, utilizada para calcular o momento de plastificação (onde inicia a 
fase não linear). 
§ Taxa de redistribuição máxima, que é o limite superior de redistribuição (onde para a 
plastificação). 
A análise do diagrama de redistribuição mostra que em nenhum ponto da laje houve 
redistribuição dos esforços, o que indica que nessa laje os resultados para o dimensionamento 
são elásticos. Isso é evidenciado pelos valores dos diagramas não lineares, que são idênticos aos 
dos diagramas elásticos. 
Para haver redistribuição, a taxa de armadura precisaria ser menor do que a 
configurada. É preciso avaliar qual a melhor taxa a ser configurada em cada projeto. 
 
3) Modelo de dimensionamento 
Com os resultados das análises elásticas e não-lineares, o Eberick monta os diagramas 
Wood e Armer positivos e negativos, com os quais são feitos os dimensionamentos das 
armaduras. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
168 
Figura 1.5 – Modelo de dimensionamento. 
1.2.3 Análise crítica dos resultados 
A partir dos resultados obtidos para os esforços e deslocamentos do pavimento pode-se 
concluir que o modelo adotado até então é bom, já que não houveram deslocamentos 
aparentemente exagerados, nem tampouco concentração expressiva de esforços solicitantes 
que indique dificuldades de dimensionamento, ou que requeiram uma alteração do modelo. 
1.3 Diagrama de reações das lajes 
Como já mencionamos na aula anterior, as reações de apoio da grelha que são 
utilizadas para o carregamento das vigas se constituem em cargas concentradas aplicadas ao 
longo da viga, resultantes dos esforços cortantes de cada uma das barras da grelha. 
No caso particular da exibição do diagrama de reações das lajes, os valores exibidos 
não são aqueles individuais de cada barra da grelha, mas a média desses valores aplicadas 
numa barra. São, portanto, apenas valores de referência no contexto dessa análise. 
Todavia, a observação desses resultados pode, em alguns casos, auxiliar na 
interpretação do modelo proposto. 
 
1) Acesso ao diagrama de reações das lajes 
O diagrama de reações das lajes está acessível: 
§ Na janela de dimensionamento, clicando sobre o botão “reações”. 
§ Pressionando as teclas “Alt + O”. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
169 
Figura 1.6 – Diagrama de reações das lajes. 
1.4 Diagrama de Momentos das lajes 
Esse diagrama é útil para que se possa fazer uma análise rápida dos valores dos 
momentos fletores elásticos atuantes e, com isso, analisar a necessidade ou não de melhorias 
no modelo. 
 
1) Acesso ao diagrama de momentos das lajes 
§ O diagrama de reações das lajes está acessível somente através do botão “momentos’ ou 
através do atalho “Alt+N”. 
Figura 1.7 – Diagrama de momentos das lajes. 
1.5 Verificação das flechas elásticas nas lajes 
Este diagrama assemelha-se ao já estudado para vigas. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
170 
1) Estudo das flechas elásticas nas lajes 
O diagrama das flechas nas lajes está disponível na janela de dimensionamento, através 
de: 
§ Botão “deslocamento” na janela de dimensionamento. 
§ Do atalho “Alt + X”. 
O programa exibe um croqui com os valores dos deslocamentos máximos de cada laje e 
interpõe uma janela que indica quais desses deslocamentos ultrapassaram o limite configurado. 
No caso desse exemplo, a laje L4 ultrapassou esse limite. 
L4: o valor informado pelo programa pode ser considerado excessivo. As possibilidades 
de solução visando enrijecer o balanço são: 
§ Aumentar a espessura da laje L4 e da laje L3 adjacente. 
§ Ampliar a viga V1 com 1 pequeno trecho em balanço, criando um pequeno apoio lateral para a 
L4. 
§ Transformar a viga V12 em viga estrutural. 
Figura 1.8 – Estudo das flechas elásticas nas lajes. 
1.6 Dimensionamento das lajes ao ELU 
O dimensionamento das lajes ao ELU é feito seguindo os passos que seguem. 
 
1) Alterar dimensão das lajes L3 e L4 
§ Alterne a visão do grid para a aba “positivo”: 
Þ Nessa visão, pode-se visualizar as sete lajes do projeto com armadura proposta e sem 
nenhuma indicação de erro. Isso significa que as espessuras propostas para essa laje 
atendem os momentos positivos. 
§ Alterne a visão do grid para a aba “continuidade”: 
Þ Todos os trechos onde foram propostos engastamentos entre as lajes há armaduras 
calculadas, o que significa que a espessura proposta também atende aos momentos 
negativos. Alterando para a aba “continuidade”, veremos os trechos onde foram 
propostos engastamentos entre as lajes. Note que, com exceção das lajes L3 e L4, há 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
171 
armaduras calculadas para todas as demais lajes. Isso indica que a espessura proposta 
para estas lajes atende aos momentos negativos com relação ao ELU. 
Entretanto, precisamos ajustar as lajes L3 e L4 para resolver o problema de 
dimensionamento de sua continuidade e além disto, conforme a análise das flechas 
que fizemos no item anterior, a flecha na ponta do balanço está além do desejável. 
Por essas razões, será proposta uma espessura maior para as lajes L3 e L4, alterando-
a de 10cm para 12cm. 
§ Alterne a visualização para aaba “seção”. 
§ Na linha da laje L3, substitua o valor da coluna “h” para 12cm. Faça o mesmo com a laje L4. 
§ Reprocesse a estrutura para que a alteração tenha efeito. 
Figura 1.9 – Dimensionamento das Lajes ao ELU. 
 
2) Verificação das flechas elásticas obtidas 
§ Acesse novamente o diagrama das flechas do pavimento tipo 1 através da tecla de atalho 
“Alt+ X” ou do botão “deslocamentos”. 
Os valores obtidos foram reduzidos, mas as deformações ainda não atendem ao limite 
recomendado de L/175, no caso dos balanços. 
Para resolver esse problema, você pode modificar o modelo por uma das alternativas 
propostas no item anterior. 
Todavia, nesse curso não faremos todo esse trabalho, que envolve atividades de projeto 
propriamente ditas. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
172 
Figura 1.10 – Verificando as flechas elásticas obtidas. 
 
3) Verificação de dimensionamento final 
§ Verifique novamente nas abas “positivo” e “continuidade” se não há nenhuma laje com erro. 
. 
Figura 1.11 – Verificando o dimensionamento final. 
2 Análise e dimensionamento das escadas 
As escadas lançadas no Eberick através do “módulo escadas” são analisadas através de 
um modelo de grelha espacial, só que formada com elementos de barra com 6 graus de 
liberdade por nó. 
Em virtude do modelo de cálculo e da interface utilizada pelo programa, as escadas 
podem ser analisadas e dimensionadas segundo a mesma sistemática adotada para o 
dimensionamento das lajes. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
173 
2.1 Interpretação dos resultados da grelha 3D 
Assim como para as Lajes, o primeiro passo indicado será o de acessar o modelo de 
grelha gerado pelo programa. 
 
1) Acessar o modelo de grelha 
§ Feche a janela de dimensionamento das lajes 
§ Com um duplo clique sobre o ícone correspondente, abra a janela de dimensionamento das 
escadas. 
§ Clique sobre o botão “grelha” ou pressione as teclas “Alt + I”. 
 
 
Figura 2.1 – Modelo de Grelha gerado pelo Eberick. 
 
2) Análise do modelo elástico 
Utilize o botão esquerdo e o scroll do mouse para posicionar a grelha num ângulo que 
seja favorável ao estudo. 
§ Diagrama de esforços axiais: diferentemente das lajes, a escada possui esforços axiais, de 
tração e compressão. 
A intensidade dos esforços axiais é influenciada pela “configuração-análise-painéis de 
lajes – redução da rigidez axial”. Quanto maior for a redução de rigidez axial configurada, 
menores serão os esforços axiais e maiores os momentos fletores. 
§ Diagrama de momentos fletores: o diagrama indica a ocorrência de momentos positivos no 
meio dos lances e negativos sobre o patamar. Esses momentos negativos são provocados pela 
forma como a laje do patamar se conecta aos pilares através de barras rígidas. 
§ Diagrama de esforços cortantes: a ocorrência de esforços concentrados junto aos pilares que 
apoiam o patamar intermediário denuncia os momentos negativos sobre o patamar. 
§ Diagrama de deslocamentos: Dispondo esse diagrama em uma vista lateral da escada é 
possível analisar a flexibilidade da escada e dos apoios que a sustentam. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
174 
2.2 Diagrama de reações das escadas 
Este diagrama representa as cargas verticais que as lajes impõem sobre suas vigas de 
apoio. 
1) Análise do diagrama de reações das escadas 
O diagrama de reações das escadas está acessível: 
§ Na janela de dimensionamento, clicando sobre o botão “reações”. 
§ Pressionando as teclas “Alt + O”. 
Importante 
! 
É m uito im portante destacar que as reações horizontais equilibradas 
pelas com ponentes axiais da escada não são levadas em consideração no 
dim ensionam ento das vigas à flexão lateral. 
Esse esforço pode ser desprezado sem pre que os patam ares reagem em 
pontos onde há lajes de patam ares ou lajes do pavim ento, que dissipam essas 
forças no plano do pavim ento. 
No caso de escadas com o essa que chega no pavim ento térreo, onde a viga não 
dispõe de laje para dissipar esses esforços, deve-se verificar m anualm ente a 
viga à flexão lateral. 
 
Figura 2.2 – Diagrama de reações das escadas. 
2.3 Diagrama de Momentos das escadas 
O diagrama de momentos das escadas pode ser facilmente acessado, como segue. 
1) Verificação do diagrama de momentos das escadas 
§ O diagrama de momentos das escadas está acessível através do botão “momentos” ou através 
do atalho “Alt+N”. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
175 
Esse diagrama é útil para que se possa fazer uma análise rápida dos valores dos 
momentos fletores elásticos atuantes e, com isso, analisar a necessidade ou não de melhorias 
no modelo. 
 
Figura 2.3 – Diagrama do momento das escadas. 
2.4 Verificação das flechas elásticas nas lajes 
Na maioria dos casos de escadas, a análise do comportamento e dos deslocamentos é 
mais proveitosa quando feita diretamente com os valores da grelha 3D, que mostra não só os 
deslocamentos em cada ponto, como o comportamento global da escada. 
 
1) Verificação das flechas elásticas nas lajes 
O diagrama das flechas nas escadas está disponível na janela de dimensionamento, 
através de: 
§ Botão “deslocamentos” na janela de dimensionamento. 
§ Do atalho “Alt + X”. 
 Na maioria dos casos de escadas, a análise do comportamento e dos deslocamentos é 
mais proveitosa quando feita diretamente com os valores da grelha 3D, que mostra não só os 
deslocamentos em cada ponto, como o comportamento global da escada. 
 
Eventuais melhorias nos deslocamentos das escadas podem ser feitas através das 
seguintes medidas: 
§ Aumento da espessura dos lances e patamares. 
§ Inclusão de elementos de apoio intermediário quando possível. 
§ Aumento da rigidez axial da escada. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
176 
§ Engastamento dos lances e patamares da escada. 
 
Figura 2.4 – Flechas elásticas nas lajes. 
2.5 Dimensionamento das escadas ao Estado Limite Último 
Para finalizar, falta-nos dimensionar as escadas ao Estado Limite Último. Isto será o 
objeto deste capítulo. 
 
1) Dimensionamento ao ELU 
§ Altere a visualização da tabela para as aba “positivo” e “continuidade”. 
§ Percebe-se que todas as armaduras encontram-se dimensionadas. 
Figura 2.5 – Dimensionamento ao ELU. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
177 
Aula 11 - Dimensionamento dos pilares e 
fundações 
1 Análise das vigas, lajes e escadas dos demais 
pavimentos 
1.1 Iniciando o trabalho 
 Etapa 15 – Lajes do Tipo 1.prj 
1.2 Copiando os croquis 
Nesta etapa, vamos copiar “toda estrutura” e “elementos de desenho” do pavimento 
Tipo 1 aos pavimentos Tipo 2 e 3, atualizando as alterações efetuadas naquele pavimento aos 
outros. 
 
1) Copiar croquis para os pavimentos Tipo 2 e Tipo 3 
§ Execute o comando “copiar croqui”, localizado no menu “Estrutura”. 
§ Selecione como “origem” o pavimento “Tipo 1” e como “destino” somente os pavimentos 
“Tipo 2 e Tipo 3”. 
§ Nas opções de cópia, deixe ativa a opção “Copiar – toda a estrutura” e a opção “Elementos 
gráficos – desenho”. 
§ Clique no botão “Ok”. 
§ Clique na opção “Sim para todos”. 
§ Clique no botão “Sim”. 
1.3 Processando a estrutura e analisando novamente os resultados 
Com os croquis copiados, é necessário processar novamente a estrutura seguindo ao 
que já foi assimilado até aqui. 
 
1) Processar estrutura e efeitos globais 
§ Clique no botão “Processar estrutura” localizado na guia “Estrutura”. 
§ Clique sobre a aba “Resultados” e veja os valores dos coeficientes gz nas direções X e Y. 
§ Antes desse processamento, os valores do gz nas direções X e Y respectivamente, eram 1.32 e 
1.18. Com o aumento de rigidez proporcionado pelas vigas nos tipos 2 e 3, o gz passou a ser 
1.23 e 1.19, respectivamente. 
§ Clique no botão “ok” e feche o diálogo da análise estática linear. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
178 
Tabela 4 de acompanhamento dos valores de Gama-z. 
Nº do processamento g!z(x) g!z(y) Últimas modificações 
Inicial 1,47 1,19 Primeiro processamento 
02 1,35 1,19 Dimensionamentodas vigas do tipo 1 
03 1,23 1,19 
Cópia do croqui do Tipo 1 para 
Tipo 2 e Tipo 3 
04 
 
2) Verificar vigas do pavimento Tipo 1 
§ Clique no botão [+] localizado ao lado do pavimento “Tipo 1” e clique sobre o item “vigas”. 
§ Clique sobre o botão “vigas” ou pressione as teclas de atalho “Alt + D”. Deslizando a barra de 
rolagem é possível perceber que todas as vigas estão “passando” e não há nenhum erro de 
dimensionamento. 
§ Clique no botão “deslocamentos” ou no atalho “Alt + X”. Verifica-se que os valores de 
deslocamentos não foram alterados pela cópia de croqui. 
§ Feche a janela de deslocamentos e feche também a janela de dimensionamento das vigas. 
 
3) Verificar lajes e escadas do pavimento Tipo 1 
§ Clique no botão “lajes” do pavimento Tipo 1. 
§ Ao abrir a janela de dimensionamento, clique sobre a aba “positivo”. Verifique que todas as 
lajes aparecem com uma armadura calculada e sem qualquer indicação com status de “erro”. 
§ Mude a aba para “continuidade”. Da mesma forma, não há nenhuma indicação de erro, o que 
permite-nos concluir que o dimensionamento das lajes não foi alterado pela cópia do croqui. 
§ Feche a janela das lajes e abra a janela das escadas. 
§ Clique inicialmente na aba “positivo” e depois na aba “continuidade”, Nos dois casos, as 
armaduras foram dimensionadas sem que ocorressem erros. 
§ Feche a janela das escadas. 
1.3.1 Dimensionamento das vigas do pavimento Tipo 2 e Tipo 3 
Agora que já confirmamos que o que estava feito permanece correto, precisamos 
verificar os pavimentos que foram alterados. 
 
 
1) Modos de verificação do dimensionamento dos elementos 
Þ Abrindo as janelas de dimensionamento e verificando se há algum elemento com erro. 
Þ Através da verificação do resumo de materiais. 
§ Clique sobre a guia “estrutura” e acesse “Relatórios – Diagnóstico da estrutura”; 
§ O programa abrirá um relatório com diversas informações, dentre elas a distribuição das 
cargas verticais, relação de carga por área, forças devido ao vento, relatório da estabilidade 
global, processo p-delta, consumo de materiais, resumo de custos e dimensionamento dos 
elementos. Na seção Dimensionamento dos Elementos, o Eberick já nos forneceu uma tabela 
contendo três colunas: Com sucesso, com aviso e com erro, para cada tipo de elemento em 
cada pavimento. Podemos notar que apesar de haver alguns itens com avisos, nenhuma viga, 
laje ou escada apresentou erro, apenas dois pilares. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
179 
Feche o relatório do diagnóstico da estrutura. 
1.4 Dimensionamento dos elementos do pavimento Cobertura 
1.4.1 Dimensionamento das Vigas 
Da mesma forma como fizemos com o pavimento Tipo 1, vamos analisar e dimensionar 
as vigas e lajes do pavimento Cobertura. 
 
1) Acessar a janela das vigas do pavimento cobertura 
§ Clique no botão [+] localizado ao lado do pavimento Cobertura. 
§ Clique agora no botão correspondente às vigas e abra a janela de dimensionamento desse 
pavimento. 
§ Mude a visão da janela para a opção “vigas”, clicando no botão correspondente ou 
pressionando as teclas “Alt + D”. 
Percorrendo as vigas com a barra de rolagem, percebe-se que, a exemplo do pavimento 
Tipo 1, a viga V2 está com erro de dimensionamento. 
 
2) Verificar locais com deslocamentos excessivos 
§ Clique no botão “deslocamentos” ou pressione as teclas “Alt + X”. A análise dos resultados 
mostra a ocorrência de problemas de deslocamentos semelhantes aos do pavimento Tipo 1, 
em intensidade um pouco menor. 
§ Feche a janela e o diálogo de deslocamentos das vigas. 
 
3) Alterar seções das vigas 
Adotaremos para as vigas as seguintes dimensões: 
V1 – 14x60 
V2 – 14x60 
V3 – 14x50 
V4 – 14x60 
V8 – 12x50 
§ Para fazer isso, clique sobre a coluna “h” na linha correspondente à viga V1 e selecione o 
valor “40”. Digite em seu lugar o valor “60”. 
§ Pressione uma vez a tecla “seta para baixo” do teclado. Repare que o valor correspondente à 
viga V2 já fica selecionado. Digite em seu lugar o valor “60”. 
§ Pressione novamente a tecla “seta para baixo” e digite o valor “50”. 
§ Pressione a “seta para baixo” e digite o valor “60” para a viga V4. 
§ Pressione 4 vezes a “seta para baixo” até chegar na linha da Viga V8. Digite nesse lugar o 
valor de “50” cm. 
§ Pressione uma vez as teclas “Shift + Tab” para retroceder uma coluna. Repare que essa é uma 
dica muito útil para manipular as janelas! 
§ Pressione a tecla “seta para cima” até chegar na viga V3 e digite o valor “14” em lugar de 
“12”. Faça o mesmo com a viga V2. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
180 
4) Reprocessar estrutura e verificar deslocamentos 
§ Clique no botão “processar estrutura”. Confirme através do botão “sim” o reprocessamento. 
§ Feche o diálogo “análise estática linear” clicando sobre o botão “ok”. 
§ De volta à janela de dimensionamento das vigas da cobertura, utilize a barra de rolagem para 
verificar se há erros de dimensionamento. 
Percebe-se que todas as vigas estão “passando” no dimensionamento ao estado Limite 
último. 
§ Clique no botão “deslocamentos” ou pressione as teclas “Alt + X”. 
Considerando que a viga V2 está em balanço, podemos concluir que não há mais 
problemas de deslocamentos com as vigas do pavimento Cobertura. 
§ Feche o diagrama de deslocamentos e também a janela de dimensionamento das vigas da 
Cobertura. 
 
1.4.2 Dimensionamento das lajes 
O dimensionamento das lajes do pavimento Cobertura não deve representar nenhum 
problema em nossa análise, já que são mantidas as geometrias já estudadas e o carregamento 
da cobertura é ligeiramente inferior aos demais pavimentos. 
 
1) Verificar dimensionamento das lajes da Cobertura 
§ Clique no botão ”Lajes” relativo ao pavimento Cobertura. 
§ Ao abrir o diálogo, clique sobre a aba “Positivo” e verifique que todas as armaduras estão 
dimensionadas. 
Contudo ao alterar para a aba “Continuidade”, você pode notar que ocorre o erro D36 
entre as lajes L3 e L4. Para resolver esse problema, iremos alterar a altura da L3 e da L4 para 
12cm. 
§ Clique sobre a aba “Seção”, e altera a altura (h) da L3 e L4 de 10cm para 12cm. 
§ Clique sobre o botão calcular todas, ou pressione as teclas “Alt + T” 
 Após isto você notará que todas as armaduras estão dimensionadas, e assim conclui-se 
que não há erros de dimensionamento. 
 
1.5 Dimensionamento dos elementos do pavimento térreo 
1.5.1 Dimensionamento das Vigas 
Para finalizarmos essa etapa falta somente analisar as vigas do pavimento térreo. 
 
1) Verificação ao ELU 
§ Clique sobre o botão [+] localizado ao lado do pavimento Térreo. 
§ Clique sobre o botão “vigas” para abrir a janela de dimensionamento. 
§ Mude a visualização da tabela para a visão por vigas, clicando no botão “vigas” ou 
pressionando as teclas “Alt + D”. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
181 
§ Utilizando a barra de rolagem é possível perceber que há três vigas com erro de 
dimensionamento. 
§ Altere a dimensão “bw” de 12 para 14 para as vigas “V2” e “V3” 
§ Acesse o menu Configurações – Dimensionamento e na aba Viga clique sobre o botão 
Ancoragem. Altere o número máximo de camadas para 4. 
§ Reprocesse a estrutura e verifique que agora todas as vigas passam no dimensionamento. 
 
 
2) Verificação ao ELS 
§ Clique sobre o botão [+] localizado ao lado do pavimento Térreo e abra a janela de 
dimensionamento de vigas. 
§ Pressione agora o botão “deslocamento” ou o atalho ”Alt + X”. A única viga que aparece com 
indicação de erro é a ponta do balanço, que sabemos estar com deformações compatíveis com 
seu vão. 
§ Feche o diagrama de deslocamentos das vigas e depois a janela de dimensionamento das vigas 
do Térreo. 
2 Dimensionamento dos Pilares 
 Etapa 19 – Acerto Térreo.prj 
 
O dimensionamento dos pilares é uma das etapas mais importantes do projeto. Pode ser 
feito de duas formas: analisando os pilares por pavimento ou por lance – como será 
apresentado. 
 
1) Formas de analisar o dimensionamento dos pilares 
Análise dospilares por pavimento 
§ Deve-se escolher um dos pavimentos que se espera ser o mais crítico, em termos de 
dimensionamento (em geral o pavimento mais inferior do edifício), e dimensionam-se os 
pilares. 
§ Depois disso, os demais pavimentos podem ser analisados um a um ou copiar os pilares do 
pavimento já analisado para o próximo pavimento. 
Análise por lance (ou por prumada) 
§ Os pilares são analisados um a um em toda a sua prumada. Esse tipo de análise tem a grande 
vantagem de facilitar a definição das seções ao longo de toda a altura. 
< Em nosso curso, faremos a análise por lance. 
 
§ Para isso, clique sobre o botão “pilares em prumada” localizado logo abaixo da árvore do 
pavimento Térreo. 
Devemos dimensionar todos os pilares do projeto através do comando “calcular todos”, 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
182 
2) Dimensionamento do Pilar P1 e P2 
Devemos dimensionar todos os pilares do projeto através do comando “calcular todos”, 
Dimensionamento do Pilar P1 
§ Selecione o pilar P1. 
§ Clique na aba “resultados”. 
Como existem erros em diversos pavimentos ao longo da prumada, é conveniente 
alterar a seção de todo o pilar para uma nova dimensão de 20x30. 
§ Clique na aba “seção”. 
§ Selecione o valor “20cm” na coluna “h” relativa ao lance L5. 
§ Substitua esse valor por 30 e pressione a tecla “F5”. Confirme a cópia clicando no botão 
“Sim”. 
Clique novamente na aba “resultados” e veja que não há mais nenhum erro de 
dimensionamento das armaduras. 
Dimensionamento do Pilar P2 
§ Clique na aba “resultados”. 
Como existem erros em diversos pavimentos ao longo da prumada, é conveniente 
alterar a seção de todo o pilar para uma nova dimensão de 20x30. 
§ Clique na aba “seção”. 
§ Selecione o valor “20cm” na coluna “h” relativa ao lance L5. 
§ Substitua esse valor por 30 e pressione a tecla “F5”. Confirme a cópia clicando no botão 
“Sim”. 
Clique novamente na aba “resultados” e veja que não há mais nenhum erro de 
dimensionamento das armaduras. 
 
3) Dimensionamento do Pilar P3 
§ Selecione o pilar P3. 
§ Alterne a aba para “seção” e selecione o valor de 20cm da dimensão “h” do lance L5. 
§ Substitua esse valor por “30cm” e pressione a tecla F5 para copiar o valor para todos os 
pavimentos do projeto. 
§ Clique “sim” para confirmar a cópia. 
§ Clique novamente na aba resultados. 
Percebe-se que o valor de 30cm foi suficiente para dimensionar os pilares dessa 
prumada. 
 
4) Dimensionamento dos Pilares P4 e P5 
Dimensionamento do Pilar P4 
§ Selecione o pilar P4. 
§ Alterne a aba para “seção” e selecione o valor de 20cm da dimensão “h” do lance L5. 
§ Substitua esse valor por “40cm” e pressione a tecla F5 para copiar o valor para todos os 
pavimentos do projeto. 
§ Clique “sim” para confirmar a cópia. 
§ Confira o dimensionamento na aba resultados. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
183 
Dimensionamento do Pilar P5 
§ Selecione o pilar P5. 
§ Alterne a aba para “seção” e selecione o valor de 20cm da dimensão “h” do lance L5. 
§ Substitua esse valor por “40cm” e pressione a tecla F5 para copiar o valor para todos os 
pavimentos do projeto. 
§ Clique “sim” para confirmar a cópia. 
§ Confira o dimensionamento na aba resultados. 
 
4) Dimensionamento do Pilar P6 ao P9 
Dimensionamento do Pilar P6 
§ Selecione o pilar P6. 
§ Alterne a aba para “seção” e selecione o valor de “20 cm” da dimensão “h” do lance L5. 
§ Substitua esse valor por “40 cm” e pressione a tecla F5 para copiar o valor para todos os 
pavimentos do projeto. 
§ Clique “sim” para confirmar a cópia. 
Dimensionamento do Pilar P7 e P8 
§ Repita o procedimento acima para os pilares P7 e P8, alterando a dimensão “h” para “30cm 
Dimensionamento do Pilar P9 
§ Selecione o pilar P9. 
§ Alterne a aba para “seção” e selecione o valor de “20 cm” da dimensão “h” do lance L5. 
§ Substitua esse valor por “40 cm” e pressione a tecla F5 para copiar o valor para todos os 
pavimentos do projeto. 
§ Clique “sim” para confirmar a cópia. 
§ Confira o dimensionamento na aba resultados. 
2.1 Reprocessamento da estrutura 
As novas dimensões adotadas para os pilares na tarefa anterior mudam novamente a 
distribuição de rigidezes do pórtico, o que implica em esforços diferentes e em uma nova 
iteração de análise. 
Para isso, o primeiro passo é reprocessar a estrutura. 
 
1) Reprocessar estrutura e análise dos efeitos globais 
§ Clique no botão “processar estrutura”. 
§ Clique sobre o botão “resultados” para verificar o desempenho da nova proposição estrutural. 
§ Feche esse diálogo clicando no botão “ok”. 
 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
184 
 
Tabela 5 de acompanhamento dos valores de Gama-z. 
Nº do processamento g!z(x) g!z(y) Últimas modificações 
Inicial 1,47 1,19 Primeiro processamento 
02 1,35 1,19 Dimensionamento das vigas do 
tipo 1 
03 1,23 1,19 Cópia do croqui do Tipo 1 para Tipo 2 e Tipo 3 
04 1,17 1,08 Dimensionamento dos pilares 1 
 
 
< 
Em O s resultados obtidos mostram que o parâmetro de estabilidade 
global “Gama-z" ficou acima do limites máximos para um dos eixos. Nesse caso, 
segundo a NBR 6118 a estrutura é classificada como sendo de “nós móveis” e, 
portanto, deve ser considerado os efeitos de 2ª ordem no modelo. No Eberick 
essa consideração é feita através do processo P-Delta. Logo, no projeto desse 
curso, estamos atendendo as determinações da norma quanto à estabilidade 
global da estrutura. Toda via, valores maiores que 1.15 são considerados 
elevados, e em função disso é recomendado enrijecer a estrutura para diminuir 
os efeitos de segunda ordem. 
 
2) Verificar pilares após processamento 
§ Clique novamente no botão “calcular todos” ou pressione as teclas “Alt + T”. 
Através das barras de rolagem, é possível perceber que nenhum pilar permanece com 
erro de dimensionamento. 
3) Localizar o pilar P6 no pavimento Tipo 1 
§ Feche a janela de dimensionamento dos pilares em prumada. 
§ De volta à janela “projeto” execute um clique duplo sobre o pavimento Tipo 1 para abrir seu 
croqui. 
§ Através da tecla F5, abra uma janela de zoom junto ao pilar P6. 
 
4) Definir novas características para o pilar P6 
§ Execute o comando “Lançamento – Pilares – Girar pilar”; 
§ Ative a captura Personalizado e ferramenta Ortogonal (pressione a tecla F8); 
§ Clique sobre o pilar nome do P6; 
§ Defina o ponto de referencia como sendo o vértice superior esquerdo 
§ Informe o ângulo de 90º; 
§ Defina o vértice fixo como sendo o vértice superior direito do pilar rotacionado; 
§ Defina o ponto fixo da seção como sendo o antigo vértice fixo do pilar P6; 
§ Pressione “Enter” para sair do comando; 
Clique duas vezes sobre o nome do pilar P6, e na janela de edição confirma a opção 
“Seção constante na prumada”. 
 
5) Definir novas características para o pilar P9 
§ Clique com o botão direto do mouse sobre o nome do pilar nome do P6; 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
185 
§ Selecione a opção “Girar pilar”; 
§ Defina o ponto de referência como sendo o vértice inferior esquerdo; 
§ Informe o ângulo de 90º 
§ Defina o vértice fixo como sendo o vértice inferior direito do pilar rotacionado; 
§ Defina o ponto fixo da seção como sendo o antigo vértice fixo do pilar P9 
§ Pressione “ESC” para sair do comando; 
Clique duas vezes sobre o nome do pilar P9, e na janela de edição confirma a opção 
“Seção constante na prumada”. 
 
6) Verificando a rotação dos pilares P6 e P9 
§ Feche o croqui do Pavimento Tipo 1. 
§ Clique do botão “Pórtico 3D” 
§ Verifique a orientação do pilar e se a seção está constante ao longo da prumada. 
§ Feche o “Pórtico 3D” 
 
7) Limpar estrutura e reprocessá-la 
§ Execute o comando “Estrutura-Análise-Limpar estrutura”. 
§ Confirme esse comando teclado “sim”. 
“Limpar a estrutura” significa que o programa descarta todos os resultados de esforços e 
deslocamentos armazenados e recalcula-os novamente. 
§ Execute novamente o comando “processar estrutura”.§ Clique na aba “resultados” e verifique que os valores de gz nas direções X e Y. 
 
Tabela 5 de acompanhamento dos valores de Gama-z. 
Nº do processamento g!z(x) g!z(y) Últimas modificações 
Inicial 1,47 1,19 Primeiro processamento 
02 1,35 1,19 Dimensionamento das vigas do 
tipo 1 
03 1,23 1,19 Cópia do croqui do Tipo 1 para Tipo 2 e Tipo 3 
04 1,17 1,08 Dimensionamento dos pilares 1 
05 1,15 1,10 Melhoria na estabilidade global 
 
§ Feche o diálogo clicando no botão “Ok”. 
§ Abra novamente a janela de dimensionamento dos pilares em prumada e clique no botão 
“calcular todos”. 
Com isso, todos os pilares estão dimensionados. 
§ Feche a janela de dimensionamento dos pilares em prumada. 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
186 
 
 
Importante 
" 
Caso a análise da estrutura estivesse sendo realizada com o processo P-
Delta desativado, seria necessário o enrijecimento da estrutura para minimizar 
os deslocamentos da mesma, até que o coeficiente “Gama-z” ficasse com 
valores inferiores aos limites estabelecidos pela NBR 6118. 
 
3 Verificação final da estrutura 
Após o dimensionamento dos pilares houve toda uma nova redistribuição dos esforços e 
deslocamentos em função das novas rigidezes relativas da estrutura. 
Em função disso, é necessário revisar se todos os elementos em todos os pavimentos 
ainda estão sendo dimensionados corretamente. 
Como já vimos a melhor forma de fazer isso é através do “resumo de materiais”. 
 
1) Gerar resumo de materiais para verificar estrutura 
§ Execute o comando “Estrutura-Relatórios-Resumo de materiais”. 
§ Clique sobre o botão “Todos” e desligue os itens relativos às fundações nos pavimentos em 
que eles estiverem marcados. 
§ O relatório mostra avisos emitidos para alguns elementos estruturais. Como os avisos não 
constituem erros de dimensionamento, daremos continuidade ao nosso projeto. 
§ Clique em “Fechar” 
3.1 Verificação de flecha total 
Anteriormente foram verificadas as flechas elásticas que, em geral, são menores do que 
as flechas que ocorrerão na estrutura. Desta forma, para as verificações iniciais das flechas foi 
utilizado um critério mais rigoroso do que o estabelecido na tabela 13.3 da NBR6118. Naquela 
verificação foi adotado como critério limite a relação de L sobre 350. 
Neste ponto, em que a estrutura esta completamente dimensionada ao ELU, será 
executado o último passo necessário para que o projeto fique de acordo com o especificado na 
NBR 6118, que é a verificação das flechas finais da estrutura, que consistem na soma das 
flechas imediatas e diferidas. 
 Logo, para que se possa verificar estas flechas, deve-se realizar o processamento da 
estrutura com os segundo e terceiro botão da janela de processamento ativos. 
 
1) Calculo das flechas finais 
§ Clique sobre o botão “Processar Estrutura” 
§ Ative as duas últimas opções da janela 
§ Clique sobre o botão “OK” 
 
Após o término do processamento, acesse o menu de dimensionamento de vigas do Pavimento 
Tipo 1 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
187 
 
2) Janela de flechas totais 
· Tabela de deslocamentos: Permite a visualização dos deslocamentos (elásticos, imediatos, 
imediatos recalculados, diferidos e totais) ocorridos para cada situação de verificação, além 
da variação de rigidez do elemento. 
· O aviso referente a flecha da V2 pode ser ignorado, tendo em vista a especificação da norma 
referente a balanço, no qual limitam o limite da flecha pela metade. 
· As flechas serão analisadas conforme as especificações presentes na NBR 6118. 
 
Para casos onde há uma variação de rigidez elevada e também uma diferença significativa 
entre os valores de deslocamentos imediatos e imediatos recalculado, recomenda-se a 
continuação do processo interativo, ou seja, um refinamento, a fim de diminuir a incerteza 
desses resultados, tendo em vista que a rigidez esta diretamente ligada com o deslocamento. 
 
3) Refinamento do processo a fim de corrigir erros 
 
• Clique sobre o botão “Processar Estrutura” 
• Desabilite a primeira opção “Analise estática linear” 
• Habilite a terceira e quarta opção 
• Clique em “OK” 
 
4) Verificando os novos valores da V6 
 
•Após o término do processamento, acesse a janela de dimensionamento de vigas do Pavimento 
Tipo 1 
• Acesse as flechas através do atalho Alt+X 
• Verifique que agora a V6 não possui mais problemas de flechas excessivas, bem como sua 
variação de rigidez diminuiu. 
 
Importante 
! 
Pode-se continuar executando esse processo de refinamento quantas 
vezes se julgar necessário. Todavia, deve-se atentar que, por esse ser um 
processo interativo, é natural que a inercia de alguns elementos poderão não 
convergir, tendendo a permanecer uma parcela de variação. 
Agora podemos notar que não existe nenhum problema de flechas 
totais relativas as vigas do pavimento tipo 1, logo todas essas vigas estão de 
acordo com as especificações de flechas da NBR 6118 e passam no 
dimensionamento. 
Contudo, em uma situação real de projeto para atender os demais 
requisitos de verificação ao ELS da norma 6118, é necessário realizar esta 
mesma verificação, para as demais situações de serviço, para todos os 
elementos de todos os pavimentos presentes em seu projeto. 
Não iremos realizar estas verificações no curso pois elas são análogas 
ao procedimento mostrado anteriormente, e poderão tornar o curso 
extremamente repetitivo. 
Mais detalhes, sobre essas verificações são abordadas no Curso Técnico 
Eberick, Conceitos, Análise e Aplicações 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
188 
No caso de uma situação de projeto, onde ainda ocorram problemas relativos as flechas 
totais, pode-se realizar outros procedimentos a fim de enrijecer o elemento para que as 
flechas atendam os requisitos normativos. 
Um dos métodos para aumentar a rigidez de um elemento estrutural é adicionar ferros 
em sua armadura. 
 
5) Acrescentando barras a armadura 
 
• Acesse a janela de dimensionamento de vigas do Pavimento Tipo 1 
• Selecione a V6 
• Clique sobre a aba “Vão” 
• Clique sobre as opções de armaduras 
• Clique sobre o botão “Acrescentar barra” (+) 
• Realize o procedimento para ambos os vãos 
• Acesse as flechas das vigas do Pavimento Tipo 1 
 
 Note que o deslocamento da V6 diminuiu, logo sua flecha também. 
 
 Existem outras maneiras de alterar diminuir as flechas, como: 
• Alterar o fck do concreto 
• Alterar a seção do elemento 
 
Contudo existem diversas outras opção de otimização em estruturas, cabe ao 
engenheiro a decisão de qual adotar. 
Para saber mais sobre técnicas de concepção estrutural, indica-se a realização do curso 
Concepção e Lançamento do Projeto Estrutural. 
 
6) Contraflecha em viga 
§ Acesse o croqui do pavimento Tipo 1 
§ Acesse “Lançamento – Vigas – Adicionar contraflecha”. 
§ No diálogo que se abrir, preencha o campo valor com 0.3 e clique em “OK”. 
§ Com a ferramenta de captura “Personalizada” ativada, clique no meio do trecho mais à 
direita da viga V2. 
§ Observe que a contraflecha de zero ponto três centímetros foi lançada na viga. 
§ Por fim, processe a estrutura. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
189 
4 Dimensionamento das Fundações 
 Etapa 20 – Pilares dimensionados.prj 
4.1 Sapatas 
Os primeiros elementos de fundações a serem estudados são as sapatas. 
 
1) Dimensionamento das sapatas 
Clique no botão [+] localizado ao lado do pavimento térreo e selecione o item 
“sapatas”. 
Aba “cargas”: Ficam visíveis as cargas verticais e horizontais e os momentos fletores 
obtidos da análise da estrutura como pórtico espacial. 
Aba “solo”: o usuário deve configurar os parâmetros geotécnicos do solo que suporta as 
sapatas. 
No caso de nosso exemplo, admitiremos que a uma profundidade de 1,50 metros o solo 
tem: 
§ Pressão admissível de até 1,50 kgf/cm² 
§ Ângulo de atrito de 30 graus. 
Aba “seção”: pode-se visualizar os valores das dimensões “b” e “h” da sapata, 
calculadas em função das característicasgeotécnicas do solo, definidas na etapa anterior. 
Aba “altura”: pode-se visualizar as alturas mínimas necessárias para que a sapata 
possa ser dimensionada considerando-a como uma sapata rígida. 
Aba “resultado”: tem-se acesso às armaduras calculadas para cada sapata, que ainda 
poderão ser escolhidas posteriormente. O fato de haver uma armadura calculada indica que a 
sapata adotada pôde ser dimensionada. 
Botões da área de CAD 
§ O primeiro dos botões mostra uma vista superior dessa sapata. 
§ O segundo botão mostra uma vista lateral das sapatas e os respectivos níveis relativos. 
§ O terceiro dos botões mostra os momentos atuantes para o dimensionamento. 
 
4.2 Dimensionamento dos Blocos sobre estacas e tubulões 
Os elementos de fundações que faltam são os blocos sobre estacas e tubulões, 
avaliados como apresentado abaixo. 
 
1) Dimensionamento dos blocos e tubulões 
Clique no botão [+] localizado ao lado do pavimento térreo e selecione o item “blocos”. 
Aba “cargas”: Ficam visíveis as cargas verticais e horizontais e os momentos fletores 
obtidos da análise da estrutura como pórtico espacial. Com esses esforços, são calculadas as 
quantidades de estacas necessárias para que a fundação possa ser construída. 
§ Clique no botão “Calcular estacas”, localizado à esquerda doa aba “Cargas”, podendo 
também ser executado através do atalho de teclado “Alt + E”. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
190 
Aba “Tub. solo”: o usuário deve configurar os parâmetros geotécnicos do solo que 
suporta os tubulões. 
§ Clique sobre qualquer uma das linhas da coluna “pressão admissível” e substitua o valor de 
1.5 kgf/cm² por 5.0 kgf/cm². 
§ Pressione a tecla ‘F5” e responda “sim” para copiar esses valores para todos os tubulões. 
 
2) Dimensionamento dos blocos e tubulões 
§ Clique no botão “calcular todas” ou no atalho “Alt + T”. 
Aba “Seção”: informa as dimensões calculadas para os blocos. 
Aba “Altura”: ficam disponíveis as alturas totais dos blocos, calculadas em função do 
esforço atuante e do espaçamento das estacas, considerando ainda as dimensões mínimas para 
que o mesmo seja considerado como um bloco rígido. 
Aba “resultados”: ficam disponíveis as armaduras dos blocos. 
Note que o programa aponta o erro D57 no bloco B3. Para consultar as possíveis causas 
e outras soluções deste erro, pode-se consultar o Ajuda do Eberick. No projeto exemplo, iremos 
solucionar o erro alterando na aba “seção” o tipo do bloco B3 para 3 estacas. 
§ Acesse a Aba “Seção” e altere o tipo do bloco B3 para 3 estacas. 
Uma vez visíveis essas armaduras, conclui-se que as fundações com blocos estão 
dimensionadas. 
Aba “tubulão”: tem-se acesso às dimensões do tubulão, com destaque para as 
dimensões da base desse elemento. 
Aba “Tub resultados”: vê-se as armaduras calculadas para o tubulão. 
 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
191 
Aula 12 - Detalhamento das armaduras 
1 Considerações preliminares 
1.1 Iniciando o trabalho 
 Etapa 21 - Fundações dimensionadas.prj 
 
De acordo com o item 5.2.3 da NBR 6118, um projeto estrutural é constituído por 
desenhos, especificações e critérios de projeto que são, na verdade, documentos a serem 
seguidos durante a construção. 
Os detalhamentos da armadura devem conter todos os detalhes construtivos e de 
dobramento das armaduras, com o resumo dos materiais empregados e com especificações que 
sejam necessárias ao bom desempenho da estrutura, bem como a identificação da obra, do 
pavimento e dos elementos detalhados. 
Dada a diversidade de tipologias de projeto e soluções adotadas, muitas vezes o Eberick 
não consegue produzir um detalhamento integralmente pronto para ser executado na obra, o 
que requer a produção de alguns detalhes adicionais que devem ser incluídos no detalhamento 
final. 
Alguns desses detalhamentos podem ser introduzidos nos desenhos utilizando os 
recursos do próprio Eberick. Em outros casos, é necessário utilizar recursos de softwares mais 
específicos de desenho, os CAD’s. Nesse caso, faz-se necessária uma comunicação entre o 
Eberick e o CAD de apoio. 
A melhor ferramenta disponível no mercado para essa finalidade é o QiBuilder, que é 
um CAD independente, porém desenvolvido especificamente pra atender ás necessidades de 
projetos como o estrutural. O QiBuilder tem algumas características que fazem real diferença 
na melhoria e produtividade dos desenhos: 
§ Comandos de CAD mais ágeis, como “Auto Mover” e “Auto Copiar”; 
§ Um “Gerenciador de arquivos” que permite controlar todos os desenhos do projeto, suas 
alterações e revisões, facilitando a manipulação através de operações sobre vários arquivos 
simultaneamente; 
§ Bibliotecas de símbolos contendo detalhamentos editáveis e automaticamente atualizados na 
relação de aço. 
 
 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
192 
1.1.1 Relação do Eberick com os programas CAD 
Função Tipo de Arquivo Propriedades 
Gerar o 
arquivo 
(detalhamento) 
Desenho (*.CAD) 
Pode ser lido ou gravado por qualquer programa da linha 
AltoQi (QiBuilder). 
É gerado em várias instâncias de detalhamento 
(armaduras, formas, detalhes em geral). 
Tem a finalidade de integrar os desenhos produzidos pelo 
Eberick, QiHidrossanitario, QiElétrico e demais produtos 
AltoQi. 
Prancha (*.PRC) 
Pode ser lido ou gravado por qualquer programa da linha 
AltoQi. 
É gerado no ambiente de detalhamento para grupos de 
elementos de armaduras ou forma, associados em 
pranchas. 
Tem a finalidade de gerar os desenhos em folhas de 
tamanho A3 a A0, ou livre. 
Detalhamentos 
(*.DTS) 
Pode ser lido ou gravado por qualquer programa da linha 
AltoQi. 
É gerado no ambiente de detalhamento somente para 
grupos de elementos de armaduras, associados em 
cadernos de projeto em formato A4. 
Ler o arquivo 
Desenho (*.CAD) 
Nesse formato, um arquivo externo pode ser associado ao 
projeto, tendo sido criado pelo Eberick ou por qualquer 
programa da AltoQi. 
(*.DXF) Nesse formato, um arquivo externo pode ser associado ao 
projeto, tendo sido criado por qualquer programa de CAD. 
(*.DWG) 
Nesse formato, um arquivo externo gerado pelo AutoCAD® 
pode ser lido no Eberick através de uma transformação em 
formato DXF, feita internamente pelo programa. 
Exportar o 
arquivo 
(*.DXF) Por esse formato, o Eberick permite que qualquer 
programa de CAD leia o arquivo exportado. 
(*DWG) Por esse formato, o Eberick permite que o AutoCAD
® leia o 
arquivo exportado. 
 
Próximas atividades: 
§ Escolha preliminar das armaduras. 
§ Teste dos detalhamentos e ajuste das armaduras escolhidas. 
§ Geração das pranchas ou detalhamentos A4. 
§ Edição das armaduras. 
§ Inserção das molduras da folha e selo de identificação. 
§ Gravação ou exportação dos arquivos. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
193 
2 Geração dos desenhos das armaduras 
2.1 Escolha preliminar e teste de detalhamento das armaduras 
Durante as etapas de análise e dimensionamento da estrutura, enquanto ainda é 
necessário o processamento constante do modelo, qualquer escolha de armaduras é perdida no 
processamento, já que nessa etapa os resultados dos esforços e deslocamentos são 
recalculados, implicando num novo dimensionamento. 
Depois que o modelo já está totalmente definido, pode-se escolher a melhor 
combinação de armaduras dentre as opções disponíveis, visando atender aos critérios 
construtivos e preferências dos clientes. 
A escolha das armaduras é feita dentro das janelas de dimensionamento de cada um 
dos elementos, conforme será visto a seguir. 
2.1.1 Escolha das armaduras das lajes 
1) Escolher armaduras positivas 
§ Clique no botão [+] localizado na janela “projeto” ao lado do pavimento “tipo 1”. 
§ Clique sobre o ícone das lajes para abrir sua janela de dimensionamento. 
§ Clique sobre a aba “positivo”. 
Para cada um dos momentos Mx e My existem as respectivas armaduras X e Y 
responsáveis por atender aos esforços de dimensionamento. 
Para qualquer um dos valores de momentos, pode-se abrir as alternativasde escolha 
das armaduras e selecionar, dentre a lista de opções, aquela que for mais adequada ao projeto. 
Qualquer dessas opções atendem aos requisitos de dimensionamento, incluindo todas as 
prescrições construtivas vigentes. 
 
2) Escolher armaduras de continuidade 
§ Alterne a aba “positivo” para a aba “continuidade”. 
§ É possível selecionar a continuidade a ser estudada clicando sobre ela na área de CAD. 
§ Clique no botão “resultados das armaduras” ou na tecla de atalho “Alt + z” para saber quais 
as condições de dimensionamento de cada bitola. 
§ Feche o diálogo aberto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.1 – Escolha das armaduras das lajes. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
194 
 
3) Acessar o detalhamento das lajes 
§ Execute o comando “Detalhar” na janela de dimensionamento ou ainda utilize o atalho de 
teclado “Alt + W”. 
§ Pressione o comando “Zoom” na barra de comando e abra uma janela sobre o primeiro dos 
detalhamentos, correspondente às armaduras positivas. 
§ Caso você não consiga ler os resultados das armaduras, utilize as teclas “Alt + F2” e aproxime 
o desenho tantas vezes quanto necessário. 
§ Movimente-se em relação ao desenho com as teclas “CTRL + setas” e avalie uma a uma as 
armaduras desenhadas. 
§ Caso alguma das escolhas não tenha sido satisfatória, anote a laje e a armadura para logo a 
seguir escolher outra armadura melhor. 
§ Uma vez que já tenha verificado quais armaduras podem ser modificadas, pode-se fechar esse 
detalhamento e, de volta à janela de dimensionamento, estudar uma outra opção de 
armadura. 
2.1.2 Escolha das armaduras das escadas 
Neste item, objetiva-se conhecer a forma de escolha das armaduras e verificar 
detalhamento das escadas. 
 
1) Conhecer a forma de escolha das armaduras e verificar detalhamento 
§ Abra a janela de dimensionamento das escadas clicando sobre o ícone correspondente. 
§ Selecione a aba “positivo” para escolher as armaduras que ocorrem nos vãos dos lances e 
patamares. 
O programa dispõe de opções de otimização do detalhamento através das “Estrutura - 
configurações – projeto - detalhamento – lajes – escadas”, com critérios de otimização que 
procuram emendar os ferros a serem detalhados, diminuindo sua quantidade e facilitando a 
construção. 
§ Habilite as opções para criar, nos detalhamentos, as esperas das armaduras da escada no 
apoio inferior com a viga e com a laje. 
§ Clique em “ok” duas vezes para fechar essa configuração. 
§ Você pode testar essas armaduras através do comando “detalhar” da janela de 
dimensionamento ou através do atalho “Alt + W”. 
§ Utilize o comando “zoom” para aproximar o desenho, e visualizar os resultados das 
armaduras. 
§ Caso sejam convenientes algumas modificações nas armaduras escolhidas, feche o 
detalhamento e altere as armaduras correspondentes na janela de dimensionamento. 
§ Uma vez feitos esses ajustes, feche a janela de dimensionamento das escadas. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
195 
Figura 2.2 – Detalhamento das escadas. 
2.1.3 Escolha das armaduras das vigas 
Seguindo a mesma linha adotada para as lajes e escadas, vamos reconhecer o 
detalhamento e a escolha das armaduras das vigas. 
 
1) Escolher as armaduras das vigas e detalhamentos 
§ Abra a janela de dimensionamento das vigas e escolha as armaduras negativas, positivas e de 
cisalhamento respectivamente nas abas “nó”, “vão” e “cisalhamento” para cada uma das 
vigas; 
A partir da versão V8 do Eberick, temos um novo diagrama na janela de 
dimensionamento das vigas, que pode ser acessado através do botão “armadura”, onde é 
possível exibir uma prévia do detalhamento das vigas sobreposto ao diagrama de momento 
fletor, facilitando a conferência e permitindo a visualização do resultado do detalhamento 
enquanto se escolhe as bitolas das armaduras, sem a necessidade de gerar o detalhamento 
efetivamente para visualizar o resultado final, garantindo maior rapidez no processo de 
avaliação do detalhamento final. 
 
§ Assim que definidas as armaduras de uma viga, teste seu detalhamento efetivo através do 
botão “detalhar” ou do atalho “Alt + W”. 
2.1.4 Escolha das armaduras dos pilares 
Para finalizar esta etapa de escolha de armaduras, falta-nos discriminar as armaduras 
dos pilares. Existem duas formas de fazê-lo que serão agora apresentadas. 
 
1) Escolha e detalhamento das armaduras. 
Armaduras por pavimento 
§ Abra a janela de dimensionamento dos pilares e selecione a aba “resultados”. 
O usuário escolhe as armaduras de todos os pilares de um pavimento em uma só visão. 
A grande desvantagem desse modo de escolha é que não se sabe quais foram as 
armaduras escolhidas no lance superior e inferior de cada pilar. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
196 
Armaduras por prumada (ou lance) 
§ Feche a janela de dimensionamento dos pilares e clique sobre o ícone “pilares em prumada”. 
§ Selecione a aba “resultado”. 
§ Para cada um dos pilares, escolha as armaduras de todos os lances. 
Por esse procedimento, pode-se evitar que um mesmo pilar tenha mudanças 
simultâneas da quantidade e bitola do ferro, o que é indesejável sob o ponto de vista 
construtivo. 
Personalização das armaduras 
§ Para acrescentar armaduras selecione a coluna de armadura a acrescentar e clique no botão 
[+] tantas vezes quanto necessário. 
§ Para retirar armaduras, clique na coluna correspondente e utilize o botão “menos” tantas 
vezes quanto necessário. 
§ Teste os detalhamentos clicando no botão “detalhar” ou na tecla “Alt + W” 
§ Feche a janelas dos pilares. 
2.2 Geração dos detalhamentos em formato A4 
Os detalhamentos abertos até aqui, correspondiam a testes necessários para 
conhecimento de elementos isolados. Apresentar-se-á formas de obtê-los diretamente para 
diversos elementos. 
Uma das formas de detalhamento dos desenhos é em formato A4 ao invés de pranchas 
de tamanho A3 até A0. 
Para exemplificar a geração dos detalhamentos em formato A4 vamos utilizar o caso 
dos pilares. 
 
1) Geração dos detalhamentos 
§ Abra novamente a janela de dimensionamento dos pilares. 
§ Execute o comando “pranchas” na janela de dimensionamento ou através do atalho “Alt+H”. 
O programa abre um diálogo, no qual você deve selecionar a opção “Caderno” e poderá 
escolher quais pilares farão parte desse detalhamento. Alguns pilares tem a seu lado a 
indicação de avisos. É importante lembrar que avisos não impedem o detalhamento dos 
elementos. 
§ Clique no botão “ok” para confirmar os pilares. 
O programa gera os detalhamentos e abre um diálogo com os avisos emitidos, que 
devem ser analisados um a um. 
§ Após essa análise, feche esse diálogo. 
São geradas várias folhas de detalhamento com até dois detalhamentos por folha. A 
última folha contém a relação do aço de todos os pilares detalhados. 
 
2) Edição dos detalhamentos 
§ Clique sobre o pilar a ser editado ou clique com o botão direito do mouse e, em seguida, 
execute o comando “propriedades”. 
§ Clique sobre o botão “editar” para habilitar as modificações desejadas. 
Ao editar o desenho, fica disponível o menu “editor de ferros” com os diversos 
comandos de edição dos detalhamentos. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
197 
Todas as modificações realizadas nesse contexto não são mais verificadas pelo 
programa e são de inteira responsabilidade do usuário. Por outro lado, todas essas 
modificações são automaticamente contabilizadas na relação do aço. 
 
Figura 2.3 – Edição dos detalhamentos. 
2.2.1 Salvando as modificações num arquivo 
Uma vez que os detalhamentos tenham sido modificados pelo usuário, é importante 
guardar esse arquivo modificado. 
O arquivo principal, *.PRJ, pode ser gravado através do comando “Salvar Projeto”, na 
barra de acesso rápido ou através da guia “Arquivo – Salvar – Salvar Projeto”. 
Os arquivos de desenhos produzidos no EBERICK, entretanto, não fazem parte do 
arquivo principal e devem ser gravados separadamente, através dos comandos “Salvar Arquivo” 
e “Salvar Arquivo Como”.1) Salvar modificações 
§ Execute o comando “Arquivo - Salvar - Salvar arquivo como”. 
§ Escolha a pasta onde irá guardar o arquivo e o nome do arquivo a ser guardado. 
§ No caso de detalhamentos, o arquivo a ser salvo terá a extensão “.DTS”. 
§ Clique no botão “salvar”. Com isso, abre-se um diálogo onde é definido o nome do diálogo que 
irá aparecer na janela projeto e que servirá como identificação do arquivo. 
§ Clique no botão “Ok” 
§ Feche a janela dos detalhamentos. 
 
Atenção 
! 
Caso você esteja utilizando a versão demonstrativa a função de gravação ficará 
desabilitada e a maior parte desse comando não poderá ser reproduzida. Por 
esta razão, recomendamos que você assista novamente esse tópico para que 
fique mais familiarizado com o procedimento. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
198 
2.2.2 Exportando os detalhamentos para edição em outro CAD 
Muitas vezes pode ser necessário exportar os detalhamentos para edição ou leitura em 
outro CAD. O procedimento que permite que isto seja feito no Eberick está apresentado aqui. 
 
1) Abrindo o arquivo no Eberick ou QiBuilder 
§ O arquivo gravado está disponível para acesso na subpasta “Pranchas”. 
§ Execute um duplo clique sobre ele para abri-lo novamente. 
Da mesma forma como abrimos novamente no Eberick, esse arquivo poderia ser 
normalmente aberto no QiBuilder e poderiam ser feitas modificações quaisquer utilizando seu 
editor de ferros, mantendo atualizada a relação do aço. 
Exportando o arquivo para edição em outros CAD’s 
§ Execute o comando “Arquivo-Exportar-DWG/DXF...”. 
§ O procedimento para gravação é análogo ao da gravação do arquivo DTS. 
O programa permite ao usuário escolher em qual dos formatos de exportação se deseja 
gerar o arquivo. 
Þ DWG ou DXF compatíveis com as versões R14, 2000 e 2004, 2007 e 2010 do AutoCAD. 
Þ Caso esse DXF fosse destinado a algum programa da família AltoQi deve-se 
preferencialmente exportar para a opção “Arquivos DXF compatíveis AltoQi” 
A desvantagem desse procedimento é que é necessário exportar um DXF para cada uma 
das folhas de detalhamento e, além disso, as edições feitas posteriormente não são atualizadas 
na relação do aço. 
Feche a janela de dimensionamento dos pilares. 
Atenção 
! 
Caso você esteja utilizando a versão demonstrativa a função de gravação ficará 
desabilitada e a maior parte desse comando não poderá ser reproduzida. Por 
esta razão, recomendamos que você assista novamente esse tópico para que 
fique mais familiarizado com o procedimento. 
 
 
2.3 Geração dos detalhamentos em Pranchas 
Para estudarmos o detalhamento dos elementos em pranchas vamos utilizar como 
exemplo as vigas do pavimento Tipo 1. 
Antes de gerar as pranchas com as vigas, é necessário definir as dimensões das 
pranchas. 
2.3.1 Configuração do tamanho da prancha 
É preciso, portanto, definir as dimensões úteis da prancha para que o desenho seja 
gerado nas dimensões desejadas. Para isto, deve-se acessar o menu “Estrutura - Configurações 
– Desenho - Pranchas e R A: 
Com isso, abre-se um diálogo no qual são definidas todas as dimensões dos elementos 
que compõem a prancha. As dimensões serão adotadas supondo-se a geração de pranchas no 
tamanho A1, conforme a Figura 2.4. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
199 
 
 
Figura 2.4 – Configuração do tamanho da prancha. 
 
Nesta mesma configuração, são definidos os parâmetros de apresentação da relação de 
aço da prancha. Cabe destacar o tipo de RA (Global) e o acréscimo no peso do aço devido às 
perdas de corte (10%). 
§ R A “Global”: os ferros são numerados sequencialmente desde o primeiro até o último 
elemento, considerando os ferros iguais. 
§ R A “Individual”: os ferros são numerados sequencialmente para cada elemento. Significa que 
cada elemento tem o seu N1. 
§ R A “Sequencial”: os ferros são numerados sequencialmente desde o primeiro até o último 
elemento, sem considerar as igualdades. Desse modo, ferros iguais em elementos diferentes 
tem numerações diferentes. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
200 
2.3.2 Gerando as pranchas 
Após definir o tamanho das pranchas, é muito simples gerá-las. 
 
1) Gerar pranchas 
§ Na janela de dimensionamento das vigas, execute o comando “pranchas”. 
O programa exibe um diálogo em que podem ser escolhidas as vigas que farão parte da 
prancha. Deixe selecionada a opção “Prancha”. 
§ Clique em “ok” para confirmar a geração. 
O programa exibe uma janela contendo um conjunto de avisos. Avalie um a um esses 
avisos e, após sua análise feche a janela. 
2.3.3 Gerenciamento dos elementos na prancha 
Execute o comando no menu “Elementos - Pranchas - Mostrar layout”. 
Comandos do Menu Pranchas 
Reordenar pranchas ® este comando tem a função de reordenar todo o conjunto de 
pranchas corrente quando: 
§ Alguns elementos foram apagados, através do comando “Desenho-Manipular-Apagar; 
§ O tamanho da prancha foi alterado na configuração do projeto; 
§ Diversos elementos foram editados e tiveram seu tamanho (área do contorno) alterado; 
§ O usuário deseja reverter modificações de posicionamento efetuadas. 
Reordenar prancha corrente ® este comando tem a função de reordenar apenas a 
prancha atual. Com isto, somente os elementos da prancha atual serão reposicionados, sem 
afetar as demais. 
Mostrar somente layout ® esta opção indica se serão exibidos os detalhamentos ou 
apenas um contorno indicativo. Exibir o contorno tem a vantagem de agilizar o desenho e 
facilitar a visualização dos elementos. De qualquer modo, os elementos são sempre 
manipulados como um todo. 
Incluir prancha ® este comando tem a função de incluir uma nova prancha vazia ao 
final das demais. Após isso, o usuário pode incluir os detalhamentos na nova folha através do 
comando Prancha-Mover para outra prancha . 
Excluir prancha ® este comando tem a função de excluir a prancha atual. Com isso, 
todos os detalhamentos da prancha serão também excluídos. 
Mover para outra prancha ® este comando tem a função mover detalhamentos de uma 
prancha para outra. 
§ Selecione os detalhamentos a serem movidos. 
§ Pressione “Enter” para confirmar a seleção. 
§ Digite na linha de comando o valor “2”. 
§ Os detalhamentos movidos serão inseridos na nova prancha 
§ Na prancha dois, execute o comando “reordenar prancha corrente” 
2.3.4 Gravação das pranchas 
Da mesma forma como já foi apresentado, é possível gravar os detalhamentos, porém a 
extensão, neste caso é “PRC”. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
201 
 
1) Salvar arquivo das pranchas associado ao projeto 
§ Acesse o comando Arquivo-Salvar-Salvar Arquivo; 
§ Escolha a pasta em que será gravado, informando o nome desejado para o arquivo e 
pressionando o botão Salvar; 
§ Definir no campo “Associação” o vínculo no qual o arquivo será incluído (Projeto ou 
Pavimento). A opção deste caso é a de associar as pranchas ao Projeto; 
§ Pressionar o botão OK. 
O arquivo fica associado à pasta pranchas da janela “projeto” e, uma vez fechado, 
pode ser editado a qualquer momento com um clique duplo sobre o texto. 
 
Atenção 
! 
Caso você esteja utilizando a versão demonstrativa a função de gravação ficará 
desabilitada e a maior parte desse comando não poderá ser reproduzida. Por 
esta razão, recomendamos que você assista novamente esse tópico para que 
fique mais familiarizado com o procedimento. 
 
2.4 Geração das pranchas de armadura do projeto 
Ao invés de gerar as pranchas de armaduras separadamente para cada tipo de elemento 
de cada um dos pavimentos, o Eberick permite a geração de pranchas de elementos e 
pavimentos agrupados, podendo-se gerar até todas as pranchas de uma só vez. 
 
1) Formas de gerar pranchas de armaduras 
§ Execute o comando “Estrutura – Detalhamento – Pranchas”. 
§ O comando abre um diálogo no qual pode-se escolher quais são os elementos a incluir na 
geração da prancha. 
Todavia, não é prático gerar todas as pranchas de uma só vez, já que os 
detalhamentos ficariam todos misturados. Dependendo do porteda obra, pode-se utilizar 
esse recurso separando os pavimentos ou até por elementos. 
 
Figura 2.5 – Geração de pranchas. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
202 
3 Edição de Ferros no Eberick 
3.1 Preparando o trabalho 
O uso da edição de ferros do Eberick é muito simples. Vamos conhecê-la! 
 
1) Acessar os comandos de edição 
§ Feche todas as janelas ainda abertas do programa, deixando somente a janela projeto. 
§ Antes de gerar as pranchas, iremos configurar o software para agrupar as pranchas das 
armaduras positivas e negativas nas direções “X” e “Y”. 
§ Para isso, acesse o menu “Estrutura - Configurações – Projeto - Detalhamento – Lajes” e no 
diálogo “Separar plantas”, desabilite os itens “Armaduras positivas em X e Y” e “Armaduras 
negativas em X e Y”. 
§ Pressione “OK” para configurar estas alterações. 
§ Abra a janela de dimensionamento das lajes e execute o comando “pranchas”. 
§ O programa exibe um diálogo em que podem ser escolhidas as armaduras positivas e negativas 
que farão parte da prancha. Deixe selecionada as duas opções e na caixa de seleção, deixe a 
opção “Prancha” ativa. 
§ Clique no botão Fechar da janela de aviso. 
§ Clique com o botão da direita do mouse sobre o layout “Tipo 1”, que corresponde às 
armaduras positivas em X e Y das lajes desse pavimento. 
§ Clique sobre o comando “propriedades”. Você pode fazer o mesmo executando um duplo 
clique sobre esse elemento. 
§ Pressione o botão “Editar” para que o detalhamento dessa laje seja habilitado para a 
edição. 
3.2 Comandos de edição 
A edição é totalmente gráfica, ou seja, não é feito nenhum cálculo para analisar se as 
alterações estão corretas ou não. Portanto, é necessário bastante critério ao utilizar os 
comandos de edição. 
As edições realizadas no detalhamento das armaduras serão automaticamente 
refletidas na relação de aço, que estará sempre atualizada. 
 
Comandos de edição a serem Estudados: 
§ Comandos de manipulação 
§ Edição direta 
No pacote de produtos QiBuilder existe uma ferramenta desenvolvida especificamente para 
auxiliar o projetista na etapa final do detalhamento e ajuste das ferragens: O Qi Editor de 
Armaduras! 
Os recursos do QiEditor de Armaduras foram escolhidos para reduzir ao máximo todas as 
tarefas manuais de desenho, para que você tenha mais tempo para dedicar-se às outras 
atividades de engenharia de seus projetos. 
Maiores informações sobre os recursos desta ferramenta estão disponíveis em 
www.altoqi.com.br. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
203 
3.2.1 Comandos de Manipulação 
No ambiente CAD gráfico, é possível alterar livremente o detalhamento utilizando as 
ferramentas do menu Manipular (apagar, mover, arrastar, rotacionar, espelhar, copiar). 
Esses comandos auxiliam na melhoria do detalhamento para tornar mais claro o 
desenho. 
 
1) Eliminar ferros superpostos 
§ Execute o comando “Desenho-manipular-mover”; 
§ Selecione os ferros verticais das lajes L1, L2, L4 e L5 e tecle “enter”; 
§ Clique em qualquer ponto do desenho e movimente o mouse. Você poderá notar que o 
desenho não se movimenta de maneira ortoginal; 
§ Pressione uma vez a tecla F8 para ativar o comando “ortogonal”; 
§ Posicione o mouse à direita do ponto de referência até que o ferro não fique mais sobreposto 
aos ferros ortogonais. E clique nesse ponto; 
 
2) Melhorar detalhamento da Laje L3 
§ Pressione a tecla F5 e abra uma janela de zoom que envolva a laje L3. 
§ Execute o comando “mover”. 
§ Clique sobre a linha tracejada que divide os dois trechos e tecle “enter” 
§ Clique em um ponto qualquer da laje para definir o ponto de referência. 
§ Digite na linha de comando o valor “@-17,0” e tecle “enter”. 
§ Clique com o botão direito do mouse sobre a cota horizontal e selecione o comando “apagar”. 
 
3.2.2 Edição Direta 
No exercício anterior, modificamos a posição dos trechos de detalhamento a fim de 
deixar mais corretos os comprimentos dos ferros. Esse ajuste implica, porém, na mudança de 
quantidades dos elementos, já que diminui um ferro no trecho à esquerda e aumenta a 
quantidade de um ferro no trecho da direita. 
Para fazer esse ajuste, faremos uma edição direta dos ferros. Antes, porém, devemos 
definir o que é um ferro para o Eberick. 
 
1) O elemento Ferro utilizado pelo EBERICK assemelha-se a uma poligonal na qual 
acrescentam-se dados referentes à armadura a ser colocada (bitola, quantidade, etc.). Além 
disto, possui uma série de propriedades que controlam a forma como será exibida. 
 
Figura 3.1 – O elemento Ferro. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
204 
§ Execute um duplo clique sobre o ferro do trecho à esquerda. 
§ Reduza em uma unidade a quantidade desse ferro. 
§ Pressionar o botão OK. 
§ Execute um duplo clique sobre o ferro do trecho à direita. 
§ Aumente em uma unidade a quantidade desse ferro. 
§ Pressionar o botão OK. 
Além da quantidade, é possível alterar o diâmetro, espaçamento, forma e posição da 
descrição, além das propriedades do desenho. 
Para qualquer dessas propriedades alteradas o programa irá atualizar a relação do aço 
automaticamente. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
205 
Aula 13 - Desenho das Fôrmas 
1 Considerações preliminares 
1.1 Iniciando o trabalho 
 Etapa 21 - Fundações dimensionadas.prj 
2 Geração das Fôrmas 
Um dos objetivos principais dos recursos relacionados as geração dos desenhos das 
FORMAS é permitir a geração semi-automática das plantas de formas do projeto. 
1) Abrir forma e suas características 
§ Clique sobre o botão [+] localizado ao lado do pavimento “Tipo 1” para expandir a árvore 
desse pavimento; 
§ Clique sobre o item “Forma”. 
 
A partir da versão v10 do Eberick foi disponibilizado em recurso que permite a geração de 
cotas automáticas nas formas, como você pode notar no desenho. Caso ocorra mudança na 
dimensão de algum elemento, as cotas serão ajustadas automaticamente, ao se atualizar a 
forma. 
 
2) Configurações de forma e Atualizações 
§ Clique em “Estrutura-configurações-desenho-Forma”; 
Recomendamos que você estude com mais detalhes cada uma dessas configurações. 
Caso seja conveniente você pode solicitar a ajuda eletrônica do programa pressionando a 
tecla “F1” enquanto está com as configurações abertas. 
§ As configurações de cotas automáticas podem ser acessadas através do botão “Cotas...” 
§ A qualquer momento as configurações da fôrma podem ser alteradas através do botão 
“Atualizar forma”, na guia “Estrutura-Detalhamento”. 
§ O mesmo procedimento deve ser executado quando se altera o croqui; 
§ Feche as configurações da forma. 
2.1 Cotas na fôrma 
A forma gerada através do comando Formas vem cotada automaticamente, e é possível 
acrescentar novas cotas utilizando as ferramentas de cotagem disponíveis no programa. 
Inicialmente, deve-se configurar os parâmetros de cotagem para em seguida aplicar as 
cotas no desenho de fôrmas. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
206 
1) Acessar as Configurações de Cota 
§ Execute o comando “Estrutura-Configurações–Desenho-Cota”; 
§ Pode-se definir a aparência das cotas informando as distâncias relativas às linhas de chamada 
e também o tipo de símbolo a ser utilizado para definir a cota, bem como o tamanho com o 
qual ele será desenhado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.1 – Configurações de Cota. 
 
2) Lançar linha de cota vertical 
§ As cotas horizontal, vertical e inclinada podem ser definidas selecionando os pontos inicial e 
final, de modo que, no momento do lançamento, correspondem a apenas um trecho a ser 
cotado; 
§ As linhas de cota definem um alinhamento de cotas entre os elementos interceptados por 
ela, de modo que ao lançarmos uma linha de cota, estamos cotando vários elementos ao 
mesmo tempo; 
§ Abra uma janela de seleção da esquerda para direita que englobe a linha de cota vertical 
presente no interior da laje L1 e L6, junto com seus respectivos valores, e pressione a tecla 
“Delete” 
§ Execute o comando “Elementos – Cotas – Linhade cota vertical”. 
§ Clique num ponto abaixo da laje L6 e depois num ponto acima da laje L2. 
§ Posicione a linha de cota dentro da forma numa posição em que não há interferência com 
outros textos e elementos. 
§ Repare que nesse caso o programa não dispôs as linhas de chamada já que, de fato, não são 
necessárias. 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
207 
3) Lançar linha de cota horizontal 
§ Execute o comando “cota horizontal. 
§ Clique sobre o início do balanço da V2 e depois sobre sua extremidade externa. 
§ Clique acima dessa viga para posicionar a cota. 
§ Repare que o comando continua ativo. Clique agora na face interna da viga V10. 
§ Tecle “enter” para encerrar o comando. 
 
Cabe destacar que independentemente do ponto capturado a cota criada é horizontal. O 
mesmo teria ocorrido se a cota fosse vertical. 
 
4) Lançar cota alinhada 
§ Execute o comando “Elementos - cotas – cota alinhada. 
§ Selecione os dois vértices externos do chanfro da sacada como primeiro e segundo pontos. 
§ Posicione a cota para o lado externo da sacada. 
§ Tecle “enter” para encerrar o comando. 
 
5) Manipular símbolos 
§ Clique sobre os símbolos das lajes L6 e L7. 
§ Ative o comando “Mover”. 
§ Posicione a cota em um ponto que seja possível a visualização dos textos da linha de cota 
horizontal. 
§ Tecle “enter” para encerrar o comando. 
 
Também informamos que o comando “Mover” pode ser utilizado para mudas as posições 
das cotas, contudo deve-se sempre atentar para não selecionar algum elemento de texto 
ou símbolo junto com as cotas. 
 
Atenção 
! 
Só inclua cotas na janela formas quando essa não for mais atualizada, pois o 
comando “atualizar forma” apaga as cotas que foram criadas manualmente na 
forma. 
 
2.2 Cotas no croqui 
As cotas podem ser definidas tanto no croqui quanto na própria fôrma e, ainda, em 
qualquer ambiente de CAD do programa. As cotas definidas no croqui serão geradas 
automaticamente na forma caso seja utilizado o comando “Operações - Corte e forma - Cota 
para a forma”. As cotas realizadas por este comando permanecerão na forma mesmo após a 
atualização da forma. 
Para mostrarmos o funcionamento das cotas no croqui, vamos tomar como exemplo o 
pavimento térreo. 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
208 
1) Criar cotas no Croqui 
§ Feche a fôrma do pavimento Tipo 1. 
§ Clique no botão [+] localizado ao lado do pavimento térreo. Clique no item “croqui”. 
§ Execute o comando “Cota horizontal para a forma” 
§ Construa uma linha de cota que passa pelas vigas V5, V6 e V9. 
§ Posicione essa linha de cota um pouco acima da V2 
§ Clique no botão [+] do pavimento térreo e clique sobre o item “Forma”. 
§ Pressione o botão “atualizar forma” 
§ Feche o croqui e a fôrma do pavimento térreo. 
 
Você deve ter notado que as cotas inseridas no croqui prejudicam bastante a 
visualização e manipulação do croqui. 
Dessa maneira, pode não ser interessante incluir as cotas já no croqui, mas sim no 
desenho de forma, tendo em vista que a maioria delas já serão incluídas devido a nova 
ferramenta de cotas automáticas. Caso você opte por inserir cotas adicionais às geradas 
automaticamente pelo programa, apenas insira elas no momento em que o pavimento já esta 
completamente definido e dimensionado, pois caso você altere seu projeto e utilize o botão de 
atualizar formas, as cotas inseridas manualmente serão perdidas. 
3 Geração de cortes 
3.1 Corte sobre a estrutura 
Os cortes são desenhos muito úteis na visualização da estrutura, geralmente 
empregados para complementar os desenhos de fôrmas, dando informações relativas ao plano 
vertical. 
O ambiente de definição do corte é o croqui. 
 
1) Gerar corte sobre a estrutura 
§ Abra o croqui do pavimento tipo 1. 
§ Execute o comando “Operações – Corte e forma – Corte”. 
§ Selecione a opção “corte sobre todos os pavimentos do projeto” 
§ O programa numera automaticamente o corte como sendo A-A, 
§ A escala a ser adotada é configurável pelo usuário, mas utilizaremos a opção 1:50. 
§ Clique no botão “ok” 
§ Clique no primeiro ponto à esquerda da V5, próximo ao P7. 
§ Pressione a tecla “F8” para ativar o modo “ortogonal”. 
§ Clique no segundo ponto à direita da V11. 
§ Posicione a janela de corte além da linha dos pilares P4 e P5. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
209 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3.1 – Janela Corte. 
 
2) Abrir o corte gerado 
§ Clique com o botão direito do mouse sobre o contorno do corte e utilize o comando “abrir”; 
§ Pressione a tecla F5 e abra uma janela de zoom na porção direita do corte. 
 
Figura 3.2 – Corte sobre a estrutura. 
 
3) Criar corte sobre o pavimento 
§ Execute o comando “Corte”. A projeção do corte será “Sobre o pavimento corrente” e o corte 
será designado como “corte B-B”; 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
210 
§ Clique num ponto abaixo da L4 e depois num ponto acima da L1; 
§ Abra a janela de corte até que fique à esquerda da linha de pilares do P1; 
§ Pressione a tecla “Enter” para executar novamente o comando “corte”. Mantenha as opções 
existentes e clique no botão “ok”; 
§ Clique um pouco à direita da indicação da laje L3 e estenda essa linha até depois da viga V12; 
§ Posicione a seção de corte logo acima de sua seção. 
 
4) Abrir os cortes B-B e C-C 
§ Dê um clique duplo sobre o contorno do corte B e clique sobre o botão “abrir”; 
§ Feche esse corte a abra o corte “C-C” com um clique duplo sobre seu contorno; 
§ Esse corte é diferente dos demais porque dentro da janela não há nenhum outro elemento que 
não tenha sido cortado, de modo que o mesmo funcionou como uma “seção” e não um 
“corte”; 
§ Feche todos os cortes abertos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3.3 – Abrindo os cortes B-B e C-C 
3.2 Corte esquemático 
Os recursos ligados as desenhos das Formas permite também a geração de um corte 
esquemático da obra para inclusão nas plantas de formas ou em qualquer desenho do projeto. 
1) Gerar corte esquemático da estrutura 
§ Acesse a janela “projeto” 
§ Executar o comando “Estrutura-Detalhamento-corte esquemático”. 
Corte esquemático: constitui-se em uma projeção lateral da obra em duas direções, 
fornecendo um esquema de níveis do projeto. Pode ser bastante útil em obras de maior porte, 
auxiliando a identificar os níveis, pavimentos e elementos do projeto. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
211 
4 Geração de pranchas de desenhos 
Os desenhos de formas, cortes, etc., podem ser introduzidos em pranchas, que são 
ambientes de preparação para a saída gráfica final, que permitem trabalhar com os desenhos-
base como se fossem blocos de desenho, de modo muito similar ao que já estudamos no 
detalhamento dos elementos. 
 
1) Gerar pranchas de forma da Estrutura 
§ Execute o comando “Estrutura-Detalhamento-pranchas”. 
§ Clique duas vezes no botão OK. Irá ser exibido o layout com as pranchas e os cortes gerados. 
§ Desligue a opção “Mostrar somente layout”. 
§ Pode-se também mover os elementos de uma prancha para outra visando dar melhor 
aproveitamento para o papel. 
§ As pranchas criadas devem ser gravadas através do comando “Arquivo-Salvar-Salvar Arquivo”, 
do mesmo modo como nas pranchas de vigas. 
§ Deixe abertas essas plantas de formas, pois iremos utilizá-las em breve. 
5 Biblioteca de símbolos 
Em muitos casos, nos deparamos com desenhos que são muito repetidos ao longo do 
projeto. Nessas ocasiões, torna-se interessante criar, a partir de um desenho base, um símbolo 
que possa ser colado nas situações semelhantes, alterando, eventualmente, um dado ou outro. 
Inicialmente, é importante aprender como são gerenciados os símbolos criados com o 
“Biblioteca de detalhes típicos”. 
 
1) Conhecer as Configurações da Biblioteca de Símbolos 
§ Execute o comando “Estrutura-Configurações-Sistema-Biblioteca de símbolos”. 
Nesta janela é possível definir grupos de símbolos separados por escopos de utilização, 
através dos quatrocomandos de manipulação das bibliotecas: 
Nova: tem a função de criar uma nova biblioteca na qual podem ser inseridos símbolos 
que pertencem a uma mesma aplicação, como é o caso de folhas de desenho. 
Nova pasta: no caso de termos várias bibliotecas com mesmo escopo pode-se agrupá-las 
numa pasta maior. Um exemplo disso é o fato de podermos ter uma pasta com bibliotecas de 
projeto estrutural, outra para projeto arquitetônico, etc. 
Renomear: Esse comando permite redefinir um nome já dado a uma pasta ou 
biblioteca. 
Excluir: Esse comando permite excluir uma pasta ou biblioteca que não tem mais 
utilidade. 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
212 
5.1 Criando um símbolo 
A Biblioteca de símbolos já contém alguns símbolos como exemplos, mas normalmente 
são necessários inserir novos símbolos. 
 
1) Entender a criação de um símbolo 
Pode-se criar um símbolo de três maneiras: 
ü Desenhando o símbolo no ambiente de CAD básico; 
ü Importando um DXF que contém o símbolo; 
ü Criando o símbolo a partir de um desenho existente. 
§ Para qualquer das três situações o símbolo é criado utilizando o comando “Estrutura-Símbolo-
Criar”. 
§ Seleciona-se os elementos do grupo e define-se seu ponto de referência que será utilizado no 
momento de inserção. 
§ É definido, então, o nome do símbolo e a biblioteca em que ele estará disponível. 
 
5.2 Inserindo um símbolo 
Para exemplificarmos o uso dos símbolos vamos abrir as pranchas com as fôrmas 
geradas. 
 
1) Inserir símbolo de folha A1 
§ Na janela “Projeto”, selecione a opção “pranchas” 
§ Execute o comando Elementos-Símbolos-Inserir 
§ Selecione a biblioteca “Folhas” e escolher o símbolo “Folha A1”. Nesse mesmo diálogo, 
escolha a opção “inserir rotacionado em zero graus” e clique no botão “ok” 
§ Digite na linha de comando a coordenada (0,0) e tecle “enter” duas vezes para fechar o 
comando. 
§ Enquadre o desenho com a tecla “Alt + F7” 
 
2) Editar símbolo inserido 
§ Pressione a tecla “F5” uma vez e abra uma janela de zoom no selo de identificação. 
§ Dê um clique duplo sobre algum dos elementos da folha inserida para editar o diálogo. 
§ Você poderá alterar as propriedades que quiser e, ao concluir a edição, pode clicar no botão 
“ok”. Esse trabalho precisa ser repetido para cada uma das folhas de desenho 
Com o QiBuilder é possível inserirfolhas em todos os desenhos de uma só vez, com a 
vantagem adicional de um preenchimento automático dos selos de identificação. 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
213 
6 Planta de locação e de cargas 
6.1 Planta de locação 
A geração da planta de locação é um dos principais recursos, já que o programa gera 
esse desenho automaticamente. 
1) Gerar a Planta de Locação do projeto 
§ Acesse a janela “projeto” e execute o comando “Estrutura – Detalhamento – Locação”. 
§ O programa gera automaticamente a locação das fundações com base em eixos principais com 
cotas acumuladas. Cada um dos pilares é locado, então, a partir desses eixos principais. 
§ Para os casos de fundações que necessitem de blocos de coroamento, o programa gera os 
detalhes de cada um dos blocos que forem diferentes. 
§ O programa exibe uma tabela contendo as principais informações sobre as fundações, tais 
como coordenadas, cargas e esforços, dimensões e outras informações relevantes que podem 
ser configuradas pelo usuário. 
6.2 Planta de cargas 
A planta de cargas é um desenho útil nos casos em que o projeto de fundações é feito 
por outro escritório de projetos. 
 
1) Gerar a Planta de Cargas do projeto 
§ Acesse a janela “projeto” e execute o comando Estrutura – Detalhamento – Planta de cargas. 
§ A planta de cargas é um desenho semelhante á planta de locação dos pilares, mas com menos 
informações, contendo somente a posição, o nome, as cargas e os momentos de cada pilar. 
§ É possível configurar o modo de exibição dessas informações, que pode ser disposto somente 
na planta, somente na tabela, ou simultaneamente nas duas representações, conforme 
configurado pelo usuário. 
 
6.3 Configurando as plantas de cargas e de Locação dos pilares 
Existem várias opções de exibição da planta de locação que auxiliam o usuário a 
aproximar a representação automática gerada pelo programa daquela desejada pelo usuário. 
 
1) Conhecer as configurações das Plantas de Cargas e de Locação 
§ Execute o comando “Estrutura- Configurações – Desenho - Planta de locação”. 
§ Pode-se definir quais os elementos que serão exibidos no desenho e no quadro resumo, tanto 
para a planta de locação como para a planta de cargas, clicando no botão Indicações. 
§ Existem várias opções de exibição relacionadas com os eixos principais, bem como com os 
pilares e blocos de fundação. 
§ As cargas podem ser majoradas e arredondadas por critérios definidos pelo usuário e a tabela 
gerada pelo programa pode ter critérios ajustados em cada projeto. 
§ Selecione a opção “Incluir ponto de marcação”. Para visualizá-lo acesse o croqui do 
pavimento térreo, e através do menu “Operações - Eixos de locação”, ative a opção “Exibir 
ponto de marcação”. Note que no canto inferior esquerdo do desenho, aparece o Ponto de 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
214 
marcação. Para alterar sua posição, acesse novamente o comando “Eixos de locação” e ative 
a opção “Inserir ponto de marcação”. Escolha como novo ponto, o vértice superior esquerdo 
da arquitetura. Feche o croqui e gere novamente a Planta de locação, através do comando 
“Planta de locação” 
É bastante recomendável que você faça uso da ajuda eletrônica do programa para 
estudar melhor as configurações da planta de locação. 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
215 
Aula 14 - Tópicos especiais 
1 Lançamento de Vigas curva 
1.1 Iniciando o trabalho 
 Etapa 25 – Viga curva1.prj 
1.2 Lançamento da viga 
Para lançarmos a viga curva, acesse o croqui do pavimento Viga Curva. 
Para construção deste elemento em nosso exemplo iremos utilizar uma nova 
funcionalidade do Eberick: o lançamento de segmentos de vigas curvas. 
Em versões anteriores do programa para a construção deste tipo de elemento era 
necessário lançar linhas auxiliares na arquitetura de modo a lançar a viga curva como uma série 
de segmentos de viga retos. Esta nova funcionalidade permite ao usuário lançar vigas curvas de 
modo simples e produtivo, como veremos agora. 
 
1) Lançar viga curva 
§ Execute o comando “Lançamento - vigas – viga”; 
§ Informe o valor de 500kgf/m no campo “carga extra” e clique no botão “ok”; 
§ Selecione o formato de segmento curvo. 
§ Posicione a mira sobre o ponto médio da face superior do pilar e clique sobre ele; 
§ O segundo ponto da viga será definido com as coordenadas relativas @250,250 
§ Caso o lançamento realmente esteja no ponto desejado, confirme o lançamento clicando na 
opção “sim”; 
§ Clique no ponto médio superior da face do pilar P2 
§ Pressione a tecla “enter” para posicionar a viga pelo eixo; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.1 – Viga curva. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
216 
 
2) Configuração de redução de torção 
 
É importante informar que no caso de vigas curvas, estes elementos estão suscetíveis a 
torção e muitas vezes essa torção é necessária para o equilíbrio do elemento. Como 
neste exemplo será dimensionada uma viga curva, deve-se ajustar este fator. 
· Execute um duplo clique sobre a viga V1 
· Clique sobre a opção “Modelo” 
· Desabilite a opção “Adotar configuração”, dentro do diálogo “Rigidez a torção (viga)” 
· Altere o valor do campo “Redução à torção” para 65%. 
· A rigidez à torção de um elemento varia de acordo com diversos aspectos como a taxa 
de armadura utilizada, o módulo de elasticidade do concreto, o estágio de serviço do 
elemento, entre outros. 
· Para a viga deste projeto exemplo, será estimado uma redução em torno de 65% da 
inércia à torção, em relação a sua seção bruta. 
· Entretanto, o programa não especifica este valor na forma de porcentagem, mas sim 
através um multiplicadorda rigidez da inércia à torção (J). 
· Como já havíamos implementado o fator redutor de 90% para todas as vigas deste 
modelo, devemos inserir um fator multiplicador que atue sobre este valor de redução à 
torção. 
· A rigidez padrão do modelo está definida como apenas 10% da rigidez inicial, visto que 
usamos o fator 90% anteriormente. Para este elemento o objetivo é reduzir a rigidez 
em 65%, o que especifica um valor de 35% da rigidez inicial. Com isso podemos 
perceber que a rigidez que será aplicada nesta viga é 3,5 vezes maior do que o padrão 
definido para as demais vigas. Por fim, aplicaremos no multiplicador (J) o fator 3,5. 
1.3 Dimensionamento e detalhamento da viga 
Uma vez que a viga esteja lançada, o dimensionamento e detalhamento segue seus 
procedimentos normais. 
Você pode processar a estrutura clicando sobre o botão correspondente e, abrindo a 
janela de vigas, analisar um a um os diagramas de esforços solicitantes, dimensionar e escolher 
as armaduras através das abas, nó, vão e cisalhamento e, por fim, detalhar a viga. 
Com relação ao detalhamento, cabe apenas registrar que o detalhamento da viga é 
sempre feito retificado, ou seja, como se a viga não apresentasse mudança de direção em 
planta. 
Em alguns casos o detalhamento precisa ser editado e revisado para avaliar se as 
ligações com os outros elementos e ancoragens estão feitos de acordo com as recomendações 
práticas e normativas. 
2 Vigas de equilíbrio e fundações com Pilar excêntrico 
 Etapa 27 – Viga de equilíbrio e fundação com pilar excêntrico.prj 
Muitas vezes, é necessário o emprego de fundações localizadas na divisa de um terreno 
ou próximas a outros limites que impeçam o lançamento dessas fundações numa posição 
centrada em relação a prumada do pilar. Nesta unidade será apresentado duas opções de 
solução para essa problemática. 
· Abrir o arquivo exemplo chamado Etapa 27 - Viga de equilíbrio e fundação com pilar 
excêntrico.prj”; 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
217 
· Acessar o croqui do pavimento baldrame e visualize o Pórtico 3D, o que torna possível 
perceber que as fundações invadem a divisa do terreno; 
Para o lançamento de vigas de equilíbrio, deve-se proceder da seguinte maneira: 
· Converter as fundações P1;P2;P3 para pilares, acessando o menu “Lançamento-Fundações-
Converter em pilares; 
· Acessar o menu “Lançamento – Fundações - Pilar de Fundação” e lançar três fundações com 
seção de “20 x 20” cm, ângulo de rotação “zero”, opção sapatas, afastadas da divisa, nos 
pontos pré-definidos no desenho; 
Para o lançamento das fundações com Pilar excêntrico, deve-se proceder da seguinte 
maneira: 
· Converter as fundações P7; P8; P9 para nó, a fim de se eliminar as fundações e os pilares 
existentes, acessando o menu “Lançamento- Pilares - Converter em nó; 
· Acessar o menu “Lançamento – Fundações - Fundação” 
· Preencha o diálogo da fundação com os seguintes dados: 
Ø Nome = “P7” 
Ø Tipo = Sapata 
Ø Vínculo = “Rotulado” 
Ø Lado B e H = “80” cm; 
Ø Altura maior (H1) = “100” cm; 
Ø Desabilite a opção “Usar colarinho” 
Ø Clique em botão <OK> para confirmas as propriedades. 
Ø Posicione a fundação no canto inferior esquerdo da estrutura, com o lado B 
centralizado em relação viga V4. 
 
Figura 2 - Posição da sapata P7 
 
· Acessar novamente o comando “Lançamento – Fundações - Fundação” 
Altere as seguintes dados no diálogo da fundação: 
Ø Nome = “P9” 
Ø Clique em botão <OK> para confirmas as propriedades. 
Ø Posicione a fundação no canto inferior direito da estrutura, com o lado B 
centralizado em relação viga V6. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
218 
 
Figura 3 - Posição da sapata P9 
· Acessar novamente o comando “Lançamento – Fundações - Fundação” 
· Altere as seguintes dados no diálogo da fundação: 
 
Ø Nome = “P8” 
Ø Tipo = Bloco 
Ø Ângulo de rotação = “90” graus; 
Ø Vínculo = “Rotulado”; 
Ø Habilitar a opção “Considerar estacas no modelo” 
Ø Estaca = “C20”; 
Ø Espaçamento B = “50” cm; 
Ø Altura do bloco (hb) = “80” cm; 
Ø Clique em botão <OK> para confirmas as propriedades. 
Ø Posicione o bloco centrado em relação a viga V5. 
 
Figura 4 - Posição do Bloco com pilar excêntrico 
· Visualizar o Pórtico 3D para analisar o modelo lançado; 
· Processar a estrutura; 
· Analisar os diagramas das vigas do baldrame (V4, V5 e V6) e seus respectivos 
detalhamentos. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
219 
 
Figura 5 - Croqui do pavimento baldrame 
 
 
3 Resolvendo os problemas de alinhamento 
 Etapa 29 – Alinhamento.prj 
 
Conforme estudamos na aula 5, existem várias situações onde existem problemas de 
alinhamento entre os elementos que, na maior parte dos casos, não é visível a olho nu, mas 
que representam imprecisões indesejáveis no modelo. 
 
1) Identificando as barras com problemas de alinhamento 
§ Executar o comando “Arquivo – Abrir Projeto” e selecionar o arquivo “Etapa 29 – 
Alinhamento.prj”. 
§ Dê um duplo clique sobre o croqui do pavimento “alinhamento”. 
§ Execute o comando “Lançamento – Outros – verificar alinhamento”. 
§ Pressione “enter” para selecionar todas as barras. 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
220 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3.1 – Problemas de alinhamento detectados. 
 
2) Identificando os nós de referência 
§ Dê um clique duplo sobre o nome do pilar P1 e clique no botão “desenho” localizado dentro 
do diálogo. 
Através da análise das coordenadas desse nó pode-se concluir que esse elemento 
está na posição correta. 
§ Feche o diálogo desse pilar clicando duas vezes no botão “ok”. 
§ Clique duas vezes sobre o nome do pilar P2 e logo após sobre o botão “desenho”. 
Veja que as coordenadas desse pilar mostram imprecisão dos pontos, o que garante 
que esse elemento não corresponde a uma referência. 
A mesma análise pode ser feita se clicarmos cuidadosamente dentro do nó de uma 
junção entre vigas. 
 
3) Alinhando as vigas na horizontal 
§ Execute o comando “Lançamento - Outros – alinhar elementos na horizontal”. 
§ Abra uma janela de seleção que envolva toda a viga V5 e os pilares que a apoiam. 
§ Ao encontrar cinco elementos, tecle “enter”. 
§ Clique sobre o texto do pilar P1, para que os elementos sejam alinhados por seu eixo. 
§ Tecle “Enter” novamente para executar outra vez o comando “alinhar elementos na 
horizontal”. 
§ Abra uma janela de seleção que englobe os nós da viga V6. 
§ O ponto de referência será a face superior do apoio esquerdo dessa viga. 
 
4) Alinhando as vigas na vertical 
§ Execute o comando “Lançamento – Outros – alinhar elementos na vertical”. 
§ Abra uma janela de seleção que englobe todos os elementos da viga V2. 
§ Ao selecionar cinco elementos tecle “enter”. 
§ O ponto de referência pode ser tomado no vértice inferior direito do pilar P5. 
§ Tecle “enter” para executar novamente o comando. 
§ Abra uma janela de seleção que englobe toda a V3. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
221 
§ Pressione “enter” quando forem encontrados os cinco elementos. 
§ Tome o ponto de referência como sendo o eixo do pilar P6. 
Verificando novamente o alinhamento 
§ Execute novamente o comando “verificar alinhamento” 
§ Tecle “enter” para que sejam verificadas todas as barras. 
Deve-se constatar que não há mais problemas de alinhamento. 
§ Clique no botão “ok”. 
 
4 Interoperabilidade BIM – Gerando planta baixa a partir 
de um arquivo IFC 
Objetivos: 
Aprender como gerar uma planta baixa de forma automática a partir de um arquivo IFC 
 
 Etapa BIM.prj 
 
O BIM é um conceito que está se consolidando cada vez mais no cotidiano dos 
projetistas. Ele é um conjunto de regras e modelos digitais que contém informações sobre todo 
o ciclo de vida de uma construção e que permite uma visualização 3D entre projetos, 
possibilitando solucionar problemas de incompatibilidade. 
A partir da versão 2019, está disponível uma nova funcionalidade que permite gerar 
plantas baixas a partir de um modelo 3D. A geração da planta baixa domodelo 3D consiste em 
um Plano de Corte da edificação, ou seja, uma planificação do modelo, gerando as plantas 
baixas. 
4.1 Abrindo o projeto, importando o modelo IFC e visualizando em 3D 
· Acesse o menu “Arquivo-Abrir Projeto” e abra o projeto Etapa BIM. 
· Em seguida, execute o comando “Arquivo-Interoperabilidade BIM-Importar Modelo IFC”, 
altere a extensão do arquivo para “Modelos 3D (*.ifc)” e importe o arquivo IFC “Arquivo de 
etapa – BIM”. O arquivo IFC importado ficará disponível na janela Projeto, na opção 
Modelos 3D. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
222 
 
 
Figura 4.1 – Arquivo IFC importado disponível na janela “Projeto” 
 
É possível visualizar o modelo em 3D do arquivo importado. 
· Execute o comando “Estrutura–3D–Pórtico 3D”. 
· Utilize o botão esquerdo do mouse e o scroll para alterar os ângulos de visualização da 
estrutura. 
Figura 4.2 – Modelo 3D do arquivo IFC 
O próximo passo consiste em gerar as plantas baixas a partir do modelo IFC importado. Para 
isso, iremos realizar a “planificação” da edificação. 
· Execute o comando Plano de Corte na janela Projeto. 
Em configurações do corte defina: 
· No campo Padrão de abrangência dos objetos marcar a opção Todos os objetos. 
· No campo Definições do corte deixar habilitado todos os pavimentos da edificação. 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
223 
· Manter o campo Corte superior com os valores padrões de cada pavimento e clique em 
“Ok” para gerar as plantas baixas. 
Figura 4.3 – Janela “Plano de Corte” 
 
Na janela Projeto, clique no botão [+] ao lado de cada pavimento e observe que o desenho 
importado está junto com o desenho da arquitetura. Para lançar elementos estruturais na 
planta gerada, basta abrir o croqui do pavimento desejado. 
· Clique no botão [+] ao lado do Pavimento Tipo 1 e dê um duplo clique sobre o croqui do 
mesmo. 
· Na guia Desenho, grupo Referências, altere no segundo campo de Desenho para o nome do 
arquivo IFC importado anteriormente. Com isso, a planta estará disponível como referência 
para o lançamento. 
Figura 4.5 – Planta gerada automaticamente a partir do modelo 3D 
 
Ao final desta unidade, aprendemos como realizar a importação de um modelo IFC 3D e 
a partir deste, gerar de forma automática as plantas baixas de cada pavimento da 
edificação importada, o que otimiza o trabalho, possibilita verificar incompatibilidades 
entre projetos e realizar uma visualização 3D da edificação. 
Esperamos que tenham gostado da funcionalidade! 
 
Curso Software AltoQi Eberick 
224 
 Ficha Técnica do Curso 
 
Supervisão geral 
Eng. Civil Rodrigo Broering Koerich, M.Sc 
 
Autores 
Eng. Civil Adriano Pacheco 
Eng. Civil Rodrigo Broering Koerich, M.Sc 
 
Coordenação de P&D 
Eng. Civil Adriano Pacheco 
 
Roteirização 
Eng. Civil Adriano Pacheco 
Vitor Alberto da Silva 
 
Hipermídia 
Abdeir Joia Chrispim 
Ana Clara Figueira Marcondes 
Inty Brian Nicolas dos Santos Castillo 
 
Locução 
Duran Silveira

Mais conteúdos dessa disciplina