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Cultivo da Tangerina

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Informações Básicas de Cultivo
Cultivo da Tangerina	
Discente: Lucas Galdino de Matos
Docente: José de Ribamar
Faculdade de Rondonópolis Unic Educacional Ary Coelho
Estagio I
Núcleo de Praticas Agrícolas
Rondonópolis, 18 de maio de 2020.
Tangerina (Citrus reticulata)
A tangerina tem sua origem na Ásia nos países com clima subtropical e tropical úmido como Índia e China. As tangerinas formam, dentre os cítricos, um grupo com grande diversidade de formas, sabores e aromas. Ela chegou ao Brasil no descobrimento e espalhou-se por quase todos os estados, sendo São Paulo atualmente seu maior produtor. Consumidas quase que em sua totalidade in natura, agrada a grande maioria dos consumidores por apresentarem sabor para todos os gostos e pela facilidade em descascar. Além da tradicional tangerina Ponkan, faz parte desse grupo as mexericas e também muitos híbridos, sendo o mais conhecido nos mercados brasileiros, o tangor Murcott. Qualidade é fundamental para a fruta de mesa e, no caso das tangerinas, cuidados especiais devem ser indispensáveis no campo e também na pós-colheita. Além do plantio em áreas que proporcionem coloração atrativa ao consumidor, práticas como raleio devem ser adotadas para que se obtenham frutos de tamanho adequado ao requerido pelo mercado. Depois do produto pronto no campo, sua colheita merece toda a atenção para que não se perca todo o investimento na obtenção de uma fruta de qualidade. Por serem consumidas destacando seus gomos e ingerindo-os por inteiro, trazem grandes benefícios à saúde por terem propriedades nutricionais importantes e também por possuírem grandes quantidades de fibras.
Escolha do local de cultivo	
A tangerineira é uma árvore de porte médio, que sem poda pode chegar até a 4 metros, com folhas médias de coloração verde-escura e com flores brancas aromáticas. Diferente das laranjeiras, elas resistem mais a temperaturas mais frias.
Apesar da sua adaptação a diversos tipos de solo, seu cultivo é melhor aproveitado em solos com covas profundas, com alto controle hídrico e de nutrientes sendo São Paulo atualmente seu maior produtor. 
O local ideal para seu cultivo seria em solos profundos permeáveis e com boa fertilidade com clima de temperaturas que varam entre 23ºC e 32ºC podendo ser plantadas em grandes áreas ou até mesmo em pequenos espaços como quintais ou jardins.
Escolha das mudas	
Há diversas variedades de tangerina, inclusive cultivares híbridas criadas por instituições de pesquisa. As mudas devem ser compradas de viveiros que possuam certificação e vendam os exemplares de acordo com a legislação referente ao comércio e cultivo de plantas.
Espaçamento
Para os espaçamentos, recomendam-se medidas de 7 metros entre linhas e 3,5 metros entre plantas
Mudas necessárias
O número de mudas a ser utilizado por hectare varia de acordo com o espaçamento empregado para cada variedade. Devem ser plantadas mudas vigorosas adquiridas de viveiros registrados na Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Procurar diversificar os porta-enxertos através da utilização de limão Cravo, tangerinas Sunki e Cleópatra, laranja Caipira, citrumelo Swingle ou tangelo Orlando. Não utilizar o citrumelo Swingle como porta-enxerto para laranja Pêra, tangor Murcote, e limões Siciliano e Eureca.
Enxertia
Os tipos de enxertia mais usados são o T normal ou T invertido, a 10 ou 15 cm do solo. As borbulhas deverão ser triangulares ou redondas. A amarração, com fita plástica, deverá ser cortada quinze a vinte dias depois da enxertia. Como principais porta-enxerto são indicados, o limão “Cravo”, as tangerinas “Cleopatra” e “Sunki”.
Variedades
As espécies mais cultivadas são a mexerica, Ponkan, Dancy, Cravo, Montenegrina e a Murcott que é um híbrido de tangerina e laranja.
Correção e preparo do solo
Recomenda-se para o pomar a ser implantado, a coleta de amostras seis a oito meses antes do plantio, agrupando as áreas pela cor do solo, textura, vegetação e relevo. Cada amostra deve ser composta de 20 a 30 sub amostras, tiradas nas profundidades de 0-20 e 20-40cm.
Em pomares já implantados as amostras serão coletadas a cada dois anos no máximo, nas mesmas profundidades, levando-se em consideração além dos fatores já citados a combinação copa x porta-enxertos, idade das plantas, e um intervalo de 60 dias após a adubação, na faixa adubada 50% na projeção da copa e 50% 1/3 além do raio da copa até o 7º ano, a partir de quando se amostrará as entrelinhas.
Correção e preparo do solo
Baseando-se na análise do solo é feita recomendação de calagem ou seja a quantidade de calcário necessária para suprir as necessidades de cálcio e magnésio e redução do alumínio.
O calcário é aplicado no pomar em qualquer época do ano, considerando se é plantio novo ou em produção. Para pomares novo em formação, o calcário é aplicado a lanço na área total com certa antecedência em relação ao plantio das mudas, incorporando o mais profundamente possível, de preferência antes da aração.
Nos pomares em produção pode-se aplicar em toda área ou em faixas desde que sejam observados a relação quantidade de calcário/área.
Controle da erosão
Utilizar plantio em nível e cultivo em ruas alternadas nos maiores declives. Usar roçadeira no período mais chuvoso para controle do mato, evitando manter o solo descoberto.
Época de plantio
Para a planta de citros, a época ideal para plantio é no início das chuvas (janeiro e fevereiro), o que vai ajudar as plantas a suportarem melhor a época de estiagem.
Os meses de produção vão de outubro a fevereiro.
Abertura e enchimento de covas
Faça covas com 50 centímetros de profundidade e de largura para acomodar as mudas de tangerineira.
Fazer a abertura das covas, pelo menos 30 dias antes do plantio, da seguinte maneira: 1.Fazer a cova com 50cm de boca e 50cm de fundo; 2. Separar a camada mais superficial de terra preta (A) da camada barrenta (8); 3. Misturar os adubos recomendados com a terra preta de cima e; 4. Encher a cova, primeiramente com esta mistura (adubo+terra preta) e completar com o barro
Adubação de plantio
. A adubação é feita de acordo com o resultado da análise de solo, contudo, indica-se aplicação de calcário e fósforo.
-1 quilo de calcário dolomítico; 
-250 gramas de superfosfato triplo; 
-15 litros de esterco de curral ou 5 litros de cama de aviário
Adubação de cobertura
Quarenta dias após o plantio espalhar ao redor das plantas os seguintes adubos: - 30 gramas de cloreto de potássio; - 50 gramas de ureia: Repetir esta mesma adubação entre os meses de maio e junho.
Adubação foliar
A adubação foliar na citricultura ganhou espaço devido à crescente produtividade dos pomares cítricos, buscando complementar a nutrição via solo. 
A técnica busca a manutenção ou correção dos níveis nutricionais das plantas, principalmente no que diz respeito aos micronutrientes.
Os principais micronutrientes aplicados via foliar são: manganês (Mn), molibdênio (Mo), zinco (Zn), cobre (Cu) e boro (B).
A aplicação dos micronutrientes boro, manganês e zinco nos citros serão feitas no solo e/ou via foliar. Normalmente o manganês e o zinco são aplicados via foliar (pulverização) e o boro via solo, onde tem evidenciado maior eficiência. Nas aplicações foliares a inclusão da uréia e cloreto de potássio funcionam como coadjuvantes na absorção dos micronutrientes. A época mais adequada para a adubação foliar é o período de vegetação das plantas, parcelando-se em 3 a 4 aplicações. Na fase de produção, a primeira aplicação ocorre na fase final do florescimento aproveitando o tratamento fitossanitário e a segunda no fluxo de vegetação de janeiro a fevereiro. Em pomares com sintomas intensos de B, aplicar no solo 2kg de B/ha, como ácido bórico, em duas aplicações anuais. De preferência, aplicar os micronutrientes após a floração de março/abril com o objetivo de evitar o desequilíbrio populacional do ácaro da ferrugem dos citros.
Irrigação
A irrigação pode ser feita no plantio, até o pegamento, e suplementar quando possível.
Os métodos de irrigação por superfíciesão considerados de baixa eficiência e demandam grandes volumes de água. A irrigação por aspersão sobre copa, e sub copa proporciona 100% de molhamento da área cultivada, não impondo nenhuma limitação ao pleno desenvolvimento das raízes. Nesse método não se deve esperar elevados coeficientes de uniformidade de distribuição de água e deve-se tomar cuidado no período de floração, quando o impacto da água dos aspersores pode provocar queda de flores. Os sistemas de irrigação localizada como gotejamento e micro aspersão são os de mais alta eficiência de aplicação, requerem baixa pressão, apresentam facilidade de operação e bom controle sobre a umidade e aeração do solo. A área molhada sob irrigação, nesse caso deve estar entre 33 e 67%, sendo que, em regiões de precipitação considerável (acima de 1200mm), valores de PM (ponto de murcha) inferiores a 33% são aceitáveis para solos de textura média a fina, ou seja, solos siltosos e argilosos. Por outro lado, a PM deve ser mantida inferior a 67% de forma a evitar umedecimento desnecessário entre as linhas de plantio, facilitando portanto as práticas culturais.
Para plantas cítricas, deve-se instalar 2 gotejadores por planta após o plantio e quando mais desenvolvidas (a partir de 12 meses) deve-se instalar pelo menos quatro gotejadores por planta dispostos ao redor do tronco com a linha lateral em anel ou em rabo de porco, sendo que em solos de textura média a arenosa deve-se instalar de cinco a seis gotejadores por planta. A micro aspersão se adapta melhor aos solos arenosos, que aparentemente assegura maior área molhada à planta. Os micro aspersores podem ser dispostos próximos às plantas ou entre as plantas na fileira.
Fertirrigação
As principais vantagens desta técnica são a aplicação localizada e em solo molhado dos fertilizantes, via água de irrigação.
A projeção da copa engloba maior quantidade de raízes ativas, portanto, otimizamos a absorção de nossos fertilizantes.
Para usarmos a fertirrigação precisamos que nosso pomar já possua sistema de irrigação instalado. Além disso, precisamos que nossos fertilizantes estejam completamente solubilizados na água para que não ocorram entupimentos.
O uso dessa técnica exige monitoramento constante para que não aconteça salinização do solo, especialmente na região do bulbo de molhamento.
Podas de formação
As podas são práticas imprescindíveis na cultura do citros. A poda lateral é conveniente em caso de superpopulação, quando os espaçamentos adotados tornam-se insuficientes para as plantas, que se tocam, sombreando abordo da árvore e impedindo a frutificação em maior área.
A poda de formação realizada em plantas jovens, nos primeiros dois anos, muito importante para as mudas do tipo palito ou vareta, nas quais é comum ocorrerem brotações abaixo da copa. Essas brotações devem ser eliminadas ainda bem novas, quando permitem sua retirada com o simples passar dos dedos, dispensando o uso de ferramentas. A poda de formação tem como objetivo formar a estrutura de sustentação da copa, evitar a quebra de ramos e tornar a planta mais equilibrada. Deve-se formar três pernadas básicas, a partir de 45 cm até uma altura de 60 cm do solo.
Polinização
O sucesso na polinização cruzada, constitui uma importante adaptação evolutiva das plantas, aumentando o vigor das espécies, possibilitando novas combinações de fatores hereditários e aumentando a produção de frutos e sementes.
A polinização das plantas cítricas pode ser realizada por contato direto do pólen (parte masculina) com o estigma (parte feminina), o que é chamado de autopolinização, isto é, sem a interferência de um agente polinizador, ou, então, o pólen pode ser transportado pelo vento e por insetos. O vento é um agente polinizador de mínima importância, uma vez que o pólen dos citros é viscoso, aderente e bastante pesado. Entretanto, pode ser transportado por correntes de vento acima de 40-50 km/h, mas dificilmente alcançaria distâncias maiores que 12-15 metros. As abelhas e outros insetos são atraídos pelo perfume e abundância de néctar das flores, atuando como os principais agentes polinizadores. Algumas espécies de trips, marimbondos e ácaros são encontradas nas flores; entretanto, são inferiores em número e, possivelmente, em efetividade (FREE, 1979).
Pragas – Mosca das Frutas
A mosca das frutas é uma praga que se alimenta de várias frutas, como a tangerina, a goiaba, a manga, o pêssego e, recentemente, tem sido encontrada também no café. A espécie que mais afeta os pomares de tangerina é Ceratitis capitata, que atinge o fruto no início da maturação. “A mosca penetra a casca e deposita o ovo dentro da fruta. Além de causar queda da tangerina, possibilita a entrada de microrganismos que causam doenças, como, por exemplo, o fungo cinzento”, explicou Salazar.
Pragas - Acaro da Lepróse
O ácaro da leprose é uma praga que tem aparecido nos pomares de tangerina ponkan. Os primeiros registros no país foram feitos no Espírito Santo. Esse ácaro causa manchas, que deixa o fruto com aspecto que não agrada ao consumidor, além de sua queda. “O controle do ácaro da leprose é feito quando o fruto é pequeno, do tamanho de uma bola de pingue-pongue. Pode ser aplicada calda sulfocálcica com uma pulverização de proteção. Outra medida é a poda dos ramos velhos, que irá proporcionar uma maior aeração da planta, evitando a proliferação de pragas e doenças”, falou Salazar.
Pragas – Minador dos Citros
Minador dos citros é uma mariposa que ataca as folhas novas das plantas de citros e provoca redução na taxa de fotossíntese e no desenvolvimento de brotações. As folhas afetadas secam e caem. O inseto adulto tem envergadura de 4 mm, com escamas de coloração branca e prateada e um ponto preto nas asas anteriores, característico da espécie. Originário da Ásia, ocorre de forma generalizada em todas as regiões citrícolas do mundo.
Pragas - Pulgões 
Os pulgões causam declínio rápido da planta, seca dos galhos a partir das extremidades e folhas amareladas. As radicelas apodrecem, folhas e frutos ficam menores e surgem sintomas de deficiência nutricional. A extensão dos prejuízos causados pelo pulgão às plantas depende da densidade populacional e do estágio de desenvolvimento, vigor e suprimento de água das plantas.
O inseto infesta a face inferior das folhas, mas também podem ser observadas manchas necrosadas na face superior. Devido à intensa sucção de seiva, eles produzem um volume significativo de excrementos que cobrem as folhas inferiores, deixando-as pegajosas ou cobertas com fumagina.
Pulgão verde (Aphis spiraecola) - ocorre, principalmente, no início da fase vegetativa e em plantas jovens. O inseto alimenta-se da seiva e injeta substâncias tóxicas que diminuem o crescimento das árvores.
Pulgão preto (Toxoptera citricidus) - inseto pequeno de cor escura que afeta brotações, flores e frutos de citros, provocando deformações e contribuindo para o aparecimento de fumagina. É transmissor dos vírus da tristeza dos citros, doença de ocorrência endêmica no Brasil. Provoca danos principalmente em plantas jovens no campo ou em mudas em viveiro. Ataca os brotos terminais, folhas em desenvolvimento e os botões florais. Nas brotações novas podem ocorrer em grandes colônias.  
Doenças - Cancro Cítrico
O cancro cítrico, causado pela bactéria Xanthomonas citri subsp. citri, afeta todas as espécies e variedades de citros de importância comercial. Com origem na Ásia, onde ocorre de forma endêmica em todos os países produtores, foi constatado pela primeira vez no Brasil em 1957, nos Estados de São Paulo e Paraná.
Os impactos desta doença estão relacionados à desfolha de plantas, à depreciação da qualidade da produção pela presença de lesões em frutos, à redução na produção pela queda prematura de frutos e à restrição da comercialização da produção para áreas livres da doença.
Doenças - Mancha da Alternaria
A mancha de alternaria é uma doença causada por um fungo que inicialmente atinge as folhas mais novas onde se observam pequenas manchas marrons. Em caso de alta incidência da doença,pode ocorrer a queda dos frutos na sua fase inicial de desenvolvimento. 
Doenças - Clorose Variegada dos Citros (CVC)
A clorose variegada dos citros (CVC), conhecida como amarelinho, é uma doença causada pela bactéria Xylella fastidiosa, que atinge todas as variedades de citros comerciais. Restrita ao xilema da planta, a bactéria provoca o entupimento dos vasos responsáveis por levar água e nutrientes da raiz para a copa da planta. A produção do pomar afetado cai rapidamente, os frutos ficam duros, pequenos e amadurecem precocemente. A perda de peso do fruto pode chegar a 75%. A bactéria é transmitida e disseminada nos pomares por insetos vetores. Como ainda não há uma forma específica de combate à Xylella fastidiosa, os citricultores devem implantar em seus pomares as estratégias de manejo da doença. Os primeiros sintomas são vistos nas folhas, passam posteriormente para os frutos e acabam afetando toda a planta. Os primeiros sintomas da clorose aparecem nas folhas maduras da copa. Em folhas novas, mesmo de plantas severamente afetadas, não há manifestação da doença. Surgem pequenas manchas amareladas, espalhadas na parte lisa da folha (frente) e que correspondem a lesões de cor palha nas costas. Essas manchas evoluem para lesões de cor palha dos dois lados da folha. No início, pode-se observar poucos ramos com frutos pequenos. Em estágio avançado, toda a planta produz frutos miúdos. Quanto mais nova a planta infectada, mais rapidamente ela será totalmente afetada.
Com o agravamento da doença, os frutos ficam queimados pelo sol, com tamanho reduzido, endurecidos e com maturação precoce. Nesse estágio, são imprestáveis para o comércio.
Doenças - Clorose Variegada dos Citros (CVC)
Onze espécies de cigarrinhas são comprovadamente capazes de transmitir a bactéria Xylella fastidiosa e, portanto, são responsáveis pela disseminação da CVC em todas as regiões citrícolas do país. Ao se alimentarem no xilema de árvores contaminadas, as cigarrinhas adquirem a bactéria e passam a transmiti-la para outras plantas sadias.
Entre as medidas mais importantes de manejo da doença está o controle de cigarrinhas no pomar.
O controle químico deve ser feito quando for constatado 10% das plantas de um talhão com cigarrinhas, independente da espécie. Faça o controle até as plantas atingirem 6 anos. As pulverizações devem ser criteriosas. O uso indiscriminado de produtos químicos elimina os inimigos naturais que, sozinhos, são responsáveis pelo controle de 40% da população de cigarrinhas e podem causar surtos de pragas secundárias.
Doenças - Verrugóse
A verrugose é doença de órgãos em desenvolvimento. Folhas com mais de 1,5 cm de largura, ou que tenham atingido um quarto do seu tamanho final, são praticamente imunes. Os frutos são suscetíveis até atingirem o tamanho aproximado de um quarto do seu diâmetro final, o que na prática corresponde ao período de 10 a 12 semanas após a queda das pétalas. Em folhas, os sintomas geralmente aparecem de 4 a 7 dias após a infecção. Em folhas e ramos novos, a doença manifesta-se de início como pequenas manchas deprimidas de aspecto encharcado. Em seguida, com a hiperplasia do tecido na área afetada, as lesões se tornam salientes, corticosas, irregulares, cor de mel ou canela, espalhadas por ambas as faces da folha ou pela superfície de ramos. Em folhas, a saliência da lesão em uma das faces corresponde a uma reentrância na face oposta.
O controle convencional da verrugose é feito por meio de pulverizações com fungicidas, visando sempre a proteção de tecidos jovens suscetíveis. A eficácia dos tratamentos depende não só do fungicida utilizado e sua dose, mas também da época e número de aplicações feitas. As pulverizações realizadas antes da floração das plantas são pouco eficazes. Os tratamentos devem ser iniciados quando cerca de 2/3 das pétalas tiverem caído, visando reduzir as infecções primárias nos frutos recém-formados, quando eles são muito suscetíveis. Recomenda-se uma segunda aplicação de 4 a 5 semanas após a primeira, no caso de pomares com histórico de doença severa nas safras anteriores.
Doenças - Melanóse
A melanose é importante em pomares cuja produção é destinada ao mercado de fruta fresca, pois a doença compromete somente a aparência externa dos frutos. A doença é geralmente severa em pomares velhos e mal conduzidos. A incidência e a severidade de melanose vêm aumentando ano a ano no país. O agente causal de melanose pode também provocar a podridão peduncular, doença que afeta frutos, geralmente após sua colheita, durante seu transporte e armazenamento.
Os sintomas de melanose podem ocorrer em ramos, folhas e frutos das principais variedades e cultivares de citros de interesse comercial. A melanose afeta somente órgãos verdes em início de desenvolvimento. As folhas são suscetíveis somente quando elas estão em crescimento, tornando-se resistentes após atingirem seu tamanho final. Os frutos são suscetíveis somente quando jovens, tornando-se resistentes com cerca de 12 semanas de idade, a contar da data de queda das pétalas. Em folhas e ramos novos, os sintomas iniciam-se na forma de pequenas anasarcas, de menos de 1 mm de diâmetro, deprimidas no centro, com um halo amarelado ao seu redor, que com o tempo desaparece. Com o rompimento da cutícula, uma substância, gomosa é exsudada na região afetada, que depois adquire uma consistência firme e de coloração marrom-chocolate, fazendo com que as lesões se tornem salientes e ásperas ao tato. Essas manchas nada mais são do que secreções gomosas dos tecidos afetados, em reação à ação do fungo, que fica assim impedido de se desenvolver. As manchas em folhas e ramos podem ser espalhadas ou agregadas. Folhas com muitas manchas podem amarelecer, apresentar deformações e até cair.
Colheita
Colheita de tangerinas e tangor: março a julho. Para as laranjas e tangerinas, o número de meses necessários para o completo desenvolvimento e maturação dos frutos depende dos diferentes cultivares. Efetuar a colheita manualmente 6 a 13 meses a partir do florescimento. Os frutos podem ser colhidos por torção do pedúnculo seguida de sua remoção ("arranquio") ou por meio de tesouras ou alicates de colheita (no caso das tangerinas). O "arranquio" é um método mais rápido, porém promove maiores danos aos frutos, principalmente na região peduncular, favorecendo a entrada de patógenos e a perda de água. A colheita por derriça (movimentação vigorosa da planta) não deve ser realizada. Recomenda-se o uso de caixas plásticas e sacos para realizar a colheita. No caso das caixas, há necessidade de operações mecanizadas ou carroça a depender do tamanho do pomar. O intervalo de segurança dos agrotóxicos deve ser obrigatoriamente respeitado para a colheita dos frutos. É obrigatória a limpeza e higienização de equipamentos e utensílios de colheita, tais como luvas, tesouras e caixas.
Deve-se evitar colher frutos nas primeiras horas da manhã, quando ainda estão com orvalho ou molhados de chuva. Frutos com cortes ou qualquer outro tipo de injúria (ferimento) devem ser descartados ainda no campo. É proibida a mistura de frutos coletados no chão com os colhidos na planta. Obrigatoriamente, os frutos colhidos não devem ter contato direto com o solo, nem exposição direta ao sol, chuva, etc., sendo recomendado que sejam levados para a empacotadora no mesmo dia da colheita. Descartam-se os frutos danificados mecanicamente, os frutos verdes, aqueles que têm relação sólido solúveis totais/acidez total titulável (SST/ATT) baixa, os de fraca coloração de suco e podem gerar sabor estranho e os frutos muito maduros, que são facilmente afetados por doenças e mais sensíveis aos danos mecânicos, podendo gerar sabor estranho e contaminação do restante da carga.
Produtividade
A produtividade para tangerinas e tangor varia de 200 a 250 kg/planta.
Referencias Bibliográficas
CAETANO, A.A. Tratos culturais. In: RODRIGUEZ, O.; VIEGAS, F. (Ed.). Citricultura brasileira. Fundação Cargill, Campinas, SP: 1980, cap. 16, p.429-44.
PETTO NETO, A. P. Práticas Culturais. In: RODRIGUEZ,O.; VIÉGAS, F.; POMPEU JR.; J.; AMARO, A.A. (Eds.) Citricultura Brasileira, Fundação Cargill, Campinas, SP: Cargill, 1991, p.477-492.
SANCHES, A. C. Cultivo de citros: impacto em propriedades do solo. Citricultura Atual, Cordeirópolis, SP, v.5, n. 28, p. 18-19, 2002.

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