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· Pergunta 1 1 em 1 pontos Leia o trecho a seguir. “Para ter assegurado o direito de falar, enquanto o outro é silenciado, o sujeito que fala se investe de um poder advindo do lugar que ocupa na sociedade, delimitado em função de sua classe, de sua raça e, entre outros referentes, de seu gênero, os quais o definem como o paradigma do discurso proferido. Historicamente, esse sujeito imbuído do direito de falar é de classe média-alta, branco, e pertencente ao sexo masculino. No âmbito da arte literária, até meados do século passado, os discursos dominantes vinham circunscrevendo espaços privilegiados de expressão e, consequentemente, silenciando as produções ditas ‘menores’”. ZOLIN, L. O. A literatura de autoria feminina brasileira no contexto da pós-modernidade. Ipotesi: revista de estudos literários, Juiz de Fora, v. 13, n. 2, p. 105 - 116, jul./dez. 2009. p. 106. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/ipotesi/article/view/19188/10176. Acesso em: 24 jan. 2020. Entre os motivos histórico-sociais que demarcam a desigualdade entre homens e mulheres na produção literária estão: I. a dificuldade de acesso à educação das mulheres; II. a diferença biológica e natural entre homens e mulheres; III. a ideia de que somente os homens são aptos ao trabalho intelectual; IV. a capacidade maior de pensamento racional dos homens; V. a prevalência da ideologia patriarcal que afirma a dominação masculina. Está correto o que se afirma em: Resposta Selecionada: I, III e V, apenas. Resposta Correta: I, III e V, apenas. Feedback da resposta: Resposta correta. Muito bem! Você identificou corretamente as afirmações que remetem a motivações histórico-sociais para a desigualdade entre homens e mulheres na literatura, identificando que esses motivos não têm fundamentação biológica, mas social. Pergunta 2 1 em 1 pontos Leia o trecho a seguir. “No âmbito dos estudos de gênero, essa mobilidade cultural tem acarretado novas configurações para as relações entre os sexos. Além de favorecer intersecções das questões de gênero com as de raça, classe, religião, etc., tal pensamento toma a mulher como parte integrante da nova ordem social e econômica. A literatura de autoria feminina brasileira, que vem emergindo nesse contexto, tem reagido positivamente aos estímulos referidos: as novas configurações socioculturais da pós-modernidade são representadas e discutidas criticamente nos textos literários escritos por mulheres”. ZOLIN, L. O. A literatura de autoria feminina brasileira no contexto da pós-modernidade. Ipotesi: revista de estudos literários, Juiz de Fora, v. 13, n. 2, p. 105-116, jul./dez. 2009. p. 106. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/ipotesi/article/view/19188/10176. Acesso em: 24 jan. 2020. Ao confluirmos as categorias de gênero, raça e classe, é correto afirmar que, por sua condição social, diferencia-se de outras mulheres escritoras: Resposta Selecionada: Carolina Maria de Jesus. Resposta Correta: Carolina Maria de Jesus. Feedback da resposta: Resposta correta. Muito bem! Você identificou corretamente que, ao confluirmos as categorias de gênero, raça e classe, identificamos que Carolina Maria de Jesus se diferencia de outras escritoras brasileiras por sua condição de mulher negra e pobre. Pergunta 3 1 em 1 pontos A cultura tem por especificidade ser refratária a dispositivos de poder homogeneizador, devido à sua essência pluralista. Por causa disso, a tentativa de implementação de uma política cultural pelo regime militar foi compelida a considerar, em medida provavelmente superior a qualquer outra de suas políticas sociais, os elementos de dissenso. Considerando o contexto histórico de produção, a literatura brasileira na década de 1960 e, mais fortemente, na década de 1970, desempenhou um papel de: Resposta Selecionada: resistência. Resposta Correta: resistência. Feedback da resposta: Resposta correta. Certo! Você identificou corretamente que a literatura brasileira nas décadas de 1960 e 1970, em meio ao regime militar, desempenhou um papel de resistência ao regime, tematizando a liberdade e o engajamento social. Pergunta 4 1 em 1 pontos Nas relações entre centro e periferia há que se considerar que, em uma sociedade de classes, elas se exprimem tanto nas relações estabelecidas entre os países de capitalismo central e os países de capitalismo periférico. Mas, além disso, é necessário identificar que a exploração pelo centro raramente se faz sem a participação dos grupos dominantes nas regiões da periferia. Assim, ao investigarmos as relações entre centro e periferia expressas na literatura periférica, é necessário as reconhecer como: Resposta Selecionada: relativas e dialéticas. Resposta Correta: relativas e dialéticas. Feedback da resposta: Resposta certa. Ótimo! Você identificou corretamente que as relações entre centro e periferia se caracterizam pelo fato de serem relativas e dialéticas, sendo necessário contextualizar sua análise histórica e socialmente. Pergunta 5 0 em 1 pontos No Romantismo, a figura do indígena foi destacada como símbolo dos antepassados brasileiros. Em romances como “O Guarani” e “Iracema”, de José de Alencar, o indígena era idealizado com características de nobreza, honra, virtude e coragem que o aproximavam da figura do cavaleiro medieval e o distanciavam de uma representação da sua cultura. Forjava-se, desse modo, um passado para o Brasil. Assim, a eleição do indígena como símbolo da pátria pelo indianismo romântico tinha a funcionalidade de: Resposta Selecionada: valorizar a cultura indígena e sua importância. Resposta Correta: encobrir o componente de herança africana na formação nacional. Feedback da resposta: Resposta incorreta. Não foi dessa vez! Para acertar a resposta, retome o conteúdo e procure identificar as caraterísticas do indianismo romântico. Assim você vai seu objetivo relacionado à questão. Tente de novo! Pergunta 6 0 em 1 pontos Leia o trecho a seguir. “Isto é dito para destacar uma das funções da literatura culta no Brasil Colonial; impor a língua portuguesa e registrá-la em escritos que ficassem como marcos, ressaltando a sua dignidade de idioma dos senhores, ao qual todos deveriam submeter-se, como afinal acabou acontecendo. A não ser o caso das tribos indígenas sobreviventes, e de alguma persistência da língua geral na Amazônia, os idiomas indígenas foram proscritos, assim como os africanos, que vieram com a importação de escravos. Trata-se de um verdadeiro processo de dominação linguística, aspecto da dominação política, no qual a literatura culta, repito, desempenhou papel importante”. CANDIDO, A. Iniciação à literatura brasileira. 7. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2015. p. 19. A expressão da literatura brasileira em língua portuguesa tem como consequências: I. a problematização da expressão de sua identidade; II. a ocupação da literatura por dialetos pouco conhecidos; III. a busca de expressividade em uma língua própria; IV. a adoção de estrangeirismos incorporados à língua; V. a tentativa de superação da histórica dominação linguística. Está correto o que se afirma em: Resposta Selecionada: II, III e V, apenas. Resposta Correta: I, III e V, apenas. Feedback da resposta: Resposta incorreta. Tente outra vez! A alternativa selecionada não expressa afirmativas que contém consequências da expressão da literatura brasileira em língua portuguesa. Lembre-se de que essa é a língua do colonizador, o que tem o significado de reafirmar a dominação. Retome o conteúdo para acertar a reposta. Pergunta 7 1 em 1 pontos Leia o trecho a seguir. “O caso em questão aqui não dispensa o termo periférico, porém dá a ele um significado positivo de afirmação, dessa forma, inclusive, a cultura popular na sua relação com a cultura de periferianos permite forjar o termo “cultura popular periférica”, atribuindo assim o aspecto urbano inerente ao adjetivo “periférico”, uma nomenclatura permeada de significados e contradições estando exposta, inclusive, aos riscos da mercantilização”. LEITE, A. E. Marcos fundamentais da literatura periférica em São Paulo. Revista de estudos culturais, São Paulo, v. 1, [s. d.]. p. 4. Disponível em: http://www.each.usp.br/revistaec/?q=revista/1/marcos-fundamentais-da-literatura-perif%C3%A9rica-em-s%C3%A3o-paulo. Acesso em: 20 jan. 2020. Considerando o trecho citado, que aborda a contribuição da literatura periférica, complete as lacunas da afirmação a seguir com as expressões corretas. A literatura periférica possibilita uma __________ de perspectivas, com o __________ da narrativa. Resposta Selecionada: Inversão; descentramento. Resposta Correta: Inversão; descentramento. Feedback da resposta: Resposta certa. Muito bem! Você identificou corretamente que a literatura periférica inverte as perspectivas estabelecidas ao colocar o protagonismo da narrativa na periferia e não no centro, descentrando-a. Pergunta 8 1 em 1 pontos Leia o trecho a seguir. “Sintetizando, observamos que, de um modo geral, sete paradigmas norteiam o desenvolvimento das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa: o referente às origens (segunda metade do século XIX), cujos poemas se encontram colados à produção literária portuguesa; o relativo a uma fase intermediária de busca de identidade local (primeiras décadas do século XX), em que as obras são ainda perpassadas por uma ambiguidade entre a pátria lusitana e a mátria africana; o que compreende o período de mergulho nas raízes africanas e de afirmação das respectivas nacionalidades”. SECCO, C. L. T. As literaturas africanas de língua portuguesa: um percurso de cantos e desencantos. In: Vernaculum: flor do lácio, Petrópolis, v. 3, n. 3, 2011. p. 11. Disponível em: http://seer.ucp.br/seer/index.php/vernaculum/article/view/1229/565. Acesso em: 21 jan. 2020. A dualidade entre sociedade colonial e sociedade africana na literatura decorre do __________ empreendido pela colonização. Assinale a alternativa com a expressão que completa a lacuna anterior corretamente. Resposta Selecionada: Apagamento cultural. Resposta Correta: Apagamento cultural. Feedback da resposta: Resposta certa. Perfeito! Você identificou corretamente que o contexto de produção das literaturas africanas de língua portuguesa foi determinante para a dualidade entre sociedade colonial e sociedade africana, profundamente marcada pelo apagamento cultural empreendido pela colonização. Pergunta 9 1 em 1 pontos Leia a seguir a reflexão de Bosi (2017, p. 74) acerca do indianismo: “Foi-lhe fatal o atraso, que o privou desta vez do ‘mérito cronológico’ que vinha marcando a sua presença no Romantismo brasileiro. A essa altura, o indianismo já caminhara além das intuições dos árcades e pré-românticos e se estruturava como uma para-ideologia dentro do nacionalismo”. BOSI, A. História concisa da literatura brasileira. 52. ed. São Paulo: Cultrix, 2017. Sobre as representações do indígena na literatura brasileira, analise as afirmativas a seguir e marque V para as verdadeiras e F para as falsas. I. ( ) Na produção dos jesuítas, a cultura indígena foi muitas vezes demonizada. II. ( ) Voltados para a evangelização, os jesuítas buscavam valorizar os rituais indígenas. III. ( ) No período Barroco, Gregório de Matos elogiou a mestiçagem entre indígenas e portugueses. IV. ( ) O poeta árcade Basílio da Gama foi o primeiro a valorizar o indígena como representante da identidade brasileira. V. ( ) No Romantismo, o indígena assumiu aspectos de nobreza que o aproximavam da idealização do cavaleiro medieval. Agora, assinale a alternativa com a sequência correta. Resposta Selecionada: V, F, F, V, V. Resposta Correta: V, F, F, V, V. Feedback da resposta: Resposta certa. Ótimo! Você identificou corretamente que a representação do indígena na literatura brasileira passou por diferentes momentos. Inicialmente, ocorria a demonização da cultura indígena com o objetivo de evangelização pelos jesuítas. No Barroco, ocorreu a crítica da mestiçagem. Já no arcadismo, houve a valorização do indígena. Por fim, ocorreu sua idealização como símbolo nacional no Romantismo. Pergunta 10 1 em 1 pontos Leia o texto a seguir. “Povos e povos indígenas desapareceram da face da terra como consequência do que hoje se chama, num eufemismo envergonhado, “o encontro” de sociedades do Antigo e do Novo Mundo. Esse morticínio nunca visto foi fruto de um processo complexo cujos agentes foram homens e micro-organismos, mas cujos motores últimos poderiam ser reduzidos a dois: ganância e ambição, formas culturais da expansão do que se convencionou chamar o capitalismo mercantil”. CUNHA, M. C. da. Índios no brasil: história, direitos e cidadania. 1. ed. São Paulo: Claro Enigma, 2012. p. 14. Ao abordarmos historicamente a condição dos povos indígenas no Brasil, é correto afirmar que sua história foi marcada por relações de: Resposta Selecionada: expropriação e etnocídio. Resposta Correta: expropriação e etnocídio. Feedback da resposta: Resposta certa. Muito bem! Você identificou corretamente que a história dos povos indígenas no Brasil foi marcada, desde o “descobrimento”, por relações de expropriação dos bens naturais, da força de trabalho, da cultura indígena, resultando no etnocídio desses povos.