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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
Nome: 
Matrícula: 
PESQUISA E ANÁLISE DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA ESCOLA INCLUSIVA
Para a disciplina de Educação Especial
Cidade – SP 
2020
1 OBJETIVOS
Análise das práticas pedagógicas na educação inclusiva.
Observar as estratégias que os professores utilizam para trabalhar com alunos com deficiência.
Observar o espaço físico da escola, relacionando-o de acordo com a necessidade do aluno com deficiência.
Identificar os recursos necessários para o desenvolvimento da aprendizagem dos alunos de acordo com as suas necessidades.
Apontar os resultados obtidos e analisar se foram satisfatórios de acordo com o almejado pelo professor.
Compreender como são desenvolvidas as atividades pedagógicas na escola inclusiva.
2 INTRODUÇÃO TEÓRICA
	
O seguinte relatório visa contemplar a atividade de Prática Como Componente Curricular (PCC) na disciplina de Educação Especial do Curso de Segunda Licenciatura em História EAD da Universidade Estácio de Sá. 
As atividades foram realizadas e observadas durante esse primeiro semestre letivo, até onde foi possível devido a interrupção de atividades presencial por conta da pandemia do Corona vírus. Também foi levado em consideração a minha experiência e de colegas que atuam na rede de educação do Estado de São Paulo. Atualmente não tenho aluno com deficiência, conversei e entrevistei duas colegas das disciplinas de História e Ciências, as quais os nomes serão mantidos privados. 
A escola em questão foi a (nome da escola) na cidade de (nome da cidade-SP), à qual leciono desde o início do ano letivo de 2020. As professoras entrevistadas lecionam lá há mais tempo. A escola atende alunos de Ensino Fundamental II e Ensino Médio, do 6º do EF ao 3º do EM. 
O espaço físico da escola é adaptado à integração e movimentação do aluno com deficiência desde sua entrada pelo portão da escola até as salas de aula, tanto do primeiro quanto do segundo andar através de rampas de acesso. Não temos sala de recursos, mas aos alunos são disponibilizados cuidadores e/ou professores auxiliares dentro da sua necessidade. 
Temos por exemplo o caso de uma aluna de 1º ano do ensino médio com dificuldade de aprendizagem que tem a sua disposição uma professora auxiliar especializada em educação especial e inclusiva, que a acompanha em todas as aulas, auxiliando-a em suas necessidades escolares. Temos também uma aluna com deficiência auditiva que conta com o auxílio de um professor interprete de Libras. Essa aluna utiliza aparelho auditivo, se comunica com dificuldade, mas faz leitura labial. Já foi minha aluna em outra escola quando ela estava no 7º do ensino fundamental. Infelizmente não consegui conversar com esses professores auxiliares pois não trabalhamos no mesmo horário mas consegui algumas informações sobre suas formações com a coordenação da escola. 
As professoras aqui entrevistadas são de 9º e trabalham com um aluno autista.
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
	O estudo de caso desta pesquisa constitui-se em compreender como são desenvolvidas as atividades pedagógicas em uma escola inclusiva e responder a seguinte questão: como são realizadas as práticas pedagógicas em uma sala de aula com a proposta inclusiva?
	Para que esse relatório fosse realizado pedi autorização junto a direção da escola para usá-la nesse trabalho e entrei em contato com os coordenadores para obter informações as quais não tive acesso.
	Por fim entrei em contato com as colegas professoras para saber como elas trabalhavam com esse aluno autista de 9º de ensino fundamental.
	Como dito anteriormente a escola é adaptada para receber aluno com deficiência motora, porém não possui sala de recursos e/ou matérias adaptados para atender aluno com outro tipo de deficiência, quer seja visual, auditiva ou intelectual.
	Possui rampa de acesso no portal de entrada e rampa que liga o primeiro ao segundo andar. As salas de aulas são amplas e os alunos com PcD senta sempre na primeira carteira da fileira, de preferência próximo a mesa do professor. Os corredores de acesso às salas também são amplos e planos para facilitar o acesso do aluno. Há banheiro adaptado. A área de refeitório é bem ampla e arejada e a quadra da escola tem acesso adaptado para o aluno PcD. Ano passado a professora de educação física adaptou algumas atividades para uma aluna cadeirante. 
	As atividades em sala de aula são adaptadas pelos próprios professores.
	De acordo com a direção e coordenação da escola eles previamente sabem se receberão aluno PcD no 6º ano. Eles recebem uma lista de alunos que estão saindo do 5º da prefeitura para ingressar no estado. Mesmo sabendo da possibilidade de receber um aluno com deficiência não há uma adaptação de material por falta de recurso. Dependendo do grau de dificuldade desse aluno ele tem direito ou não a um professor auxiliar. 
	No caso dos professores auxiliares da E.E.A.P.P eles têm formação especializada para atuar junto aos alunos com deficiência intelectual e auditiva. 
	A professora auxiliar da aluna de ensino médio com deficiência intelectual é licenciada em História e pós-graduada em Educação Especial e Inclusiva. Juntou a experiência de professora titular e sua especialização para melhor auxiliar as necessidades da aluna no dia a dia.
	A professora intérprete de LIBRAS se formou em Pedagogia após entrar na rede estadual de ensino para aprender práticas pedagógicas que melhor lhe auxiliasse no trabalho com a aluna com deficiência auditiva.
	As professoras de Ciências e História do aluno autista responderam o questionário por e-mail e resumidamente apresento o questionário a seguir.
3.1 Questionário investigativo
1.Qual a formação do professor?
R: A professora de Ciências além de sua formação específica tem licenciatura em Pedagogia e está fazendo pós-graduação em Educação Especial. A professora além de sua formação em História está cursando Licenciatura.
2. Quais as características e necessidades específicas que o aluno incluído na turma apresenta?
R: O aluno tem autismo leve. Não se comunica com os professores ou colegas de classe mas conversa em casa com sua mãe. Pode-se passar recados que ele entrega. Pouca coisa tem necessidade de ser adaptado pois aluno consegue ler o material disponível e desenvolver as atividades que não necessitem de intervenção já que não se sabe o motivo da falta de comunicação do aluno com os colegas e professores. Desenvolve trabalhos escritos em sala e para casa. Apenas atividades com grau de dificuldade médio-difícil são adaptadas, onde os professores buscam colocar imagens e deixar o texto o mais explícito possível para melhor entendimento do aluno e exercícios de múltipla escolha de fácil compreensão. 
3. Como realiza as adaptações necessárias no planejamento da aula?
R: Respondido na questão 2. 
4. Quais recursos adaptados estão disponíveis e quais adaptações no currículo são realizadas para adequar sua prática pedagógica às necessidades específicas do aluno incluído? As atividades desenvolvidas mobilizam os saberes, as habilidades e as interações entre os diferentes alunos da turma?
R: Trabalhamos apenas com o material didático disponibilizado pelo estado, livro didático e caderno do aluno. Dentro das habilidades e competências exigidas pelo ano/série adaptamos as atividades de acordo com a necessidade do aluno. Muitas vezes utilizamos recursos próprios para imprimir atividades adaptadas ou buscamos em livros de ensino infantil o que pode ser adaptado dentro daquela habilidade específica em que estamos trabalhando para oferecer uma atividade que não prejudique o processo de ensino-aprendizagem do aluno, ofertando a ele dentro da sua necessidade o que mais se aproxima de uma adequação instrucional junto com os demais alunos da sala. Não existe uma dificuldade de grau elevado em trabalhar com esse aluno, pois ele é comportado e apesar de não falar conseguimos saber qual sua dificuldade se não responde alguma atividade solicitada e a partir daí é possível analisar o que mais pode ser melhorado para facilitar seu entendimento. 
5.O tempo e os recursos são adequados?
R: Sim, dentro das duas disciplinas a resposta foi sim. 
6. Ocorrem parcerias entre professor, aluno, a equipe pedagógica, gestor da escola e a família do aluno incluído? 
R: Sim, e a mãe do aluno é bem presente.
7. Como a avaliação da aprendizagem do aluno com necessidades específicas é realizada?
R: Como dito na questão 4 buscamos adaptar as habilidades e competências exigidas pela Secretaria Estadual de Educação para a série/ano em questão. Buscamos por conta adaptar e imprimir as atividades com recursos próprios através de consultas com outros professores que também dão aula na sala, na internet, nossa própria experiência de anos e escolas anteriores e material didático de educação infantil. 
8. Quais os maiores desafios enfrentados pelo professor na construção de uma proposta inclusiva de educação?
R: Falta de formação e instrução por parte de órgãos responsáveis. Falta de material adaptado para trabalhar com aluno com deficiência e PAEE dentro da rede estadual. Há poucos alunos que têm que contam com a ajuda de professores auxiliares e quando o caso de deficiência é de moderado a severo a dificuldade de se trabalhar é maior pois além do aluno em questão temos mais 35 necessitando do nosso auxílio. 
4 RESULTADOS E CONCLUSÕES
A partir do observado no ambiente físico da escola e da conversa com as professoras e coordenação fica claro o esforço para inserir o aluno na chamada educação inclusiva.
Poucos são os alunos que contam com a assistência de professor auxiliar. Essas nossas duas alunas são sortudas pois há casos em outras escolas da nossa cidade em que o aluno tem direito a professor auxiliar/intérprete porém não há dentro da rede disponibilidade desse profissional. 
Existe a integração aluno-escola, aluno-professor e aluno-aluno e escola-família. Nesse caso a mãe do aluno é bem presente e consegue mediar algumas questões em que a falta de comunicação com o aluno inviabiliza. Valoriza-se a relação aluno-aluno dentro da sala de aula, não se permitindo exclusões e/ou bulying. Apesar de não falar com os outros alunos, nosso aluno autista é querido pelos colegas que sempre o ajudam e o integra em seus grupos de trabalho. 
Infelizmente não recebemos uma formação para trabalhar com esse aluno PcD. Temos a experiência da vivência em sala de aula, buscamos ajuda com os colegas e em livros e internet. Se quisermos uma instrução melhor por conta devemos procurar uma formação, especialização ou pós-graduação para isso. O que se for o caso não atende de imediato a nossa necessidade já que uma formação pedagógica exige um tempo para ser completada.
Também não existe um material adequado que venha pronto da Secretaria de Educação, toda adaptação é feita pelo professor.
Todo bimestre é preenchido uma ficha que chamamos de Anexo II. Nessa ficha constam informações sobre o aluno, sobre sua dificuldade, as competências e habilidades trabalhadas dentro de cada disciplina no bimestre, as estratégias trabalhadas em sala, as estratégias trabalhadas com o aluno com necessidades, as atividades trabalhadas com a sala, as atividades adaptadas ao aluno com necessidade e se foi ou não atingido um resultado satisfatório com aluno.
Percebe-se que existe uma grande responsabilidade por parte do professor em “alcançar” e suprir a necessidade de aprendizagem do aluno com deficiência, mas nenhum recurso nos é oferecido. 
Termino com duas citações que expressam bem a realidade dentro da rede em que atuo pois não posso dizer por outra a qual não conheço. 
Não basta que a escola receba a matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais, é preciso que ofereça condições para a operacionalização desse projeto pedagógico inclusivo. A inclusão deve garantir a todas as crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de todas as possibilidades de desenvolvimento que a escolarização oferece. (Alonso, 2013)
“… há necessidade de uma atitude positiva e disponibilidade do professor para que ele possa criar uma atmosfera acolhedora na classe. A sala de aula afirma ou nega o sucesso ou a eficácia da inclusão escolar, mas isso não quer dizer que a responsabilidade seja só do professor. O professor não pode estar sozinho, deverá ter uma rede de apoio, na escola e fora dela, para viabilizar o processo inclusivo.” (Alonso, 2013)
REFERÊNCIAS
Alonso, Daniela. Os desafios da educação inclusiva: foco nas redes de apoio, Revista Nova Escola Fev 2013. 
BRASIL. Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativas especiais. 2. ed. Brasília, DF: Corde, 1997.
BRASIL. Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva. Brasília, DF: 2008.
BRASIL. Política nacional de educação especial. Série Livro. Brasília, DF: MEC/SEESP, 1994.
CHICON, José Francisco, Praticas Pedagógicas para o Ensino de Crianças Especiais, 2ed. Rio de Janeiro: Cortez, 1999.
MAZZOTTA, Marcos José Silveira. Educação Especial no Brasil: História e políticas públicas. São Paulo: Cortez, 1996.
PLETSCH, M. D.; FONTES, R. de S. A inclusão escolar de alunos com necessidades Especiais: diretrizes, práticas e resultados de uma experiência brasileira. Revista Educar, Jalisco, México, n. 37, p. 87-97, 2006.

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