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Centro Universitário Leonardo Da Vinci
	
	
	
	
	
	
	Morgana Cason Weimer
FLX 0341
 
PROJETO DE ESTÁGIO:
História da Arte no Contexto Escolar.
CONCÓRDIA 
2020
Sumário
31 PARTE I: PESQUISA
31.1 DELIMITAÇÃO DO TEMA: ÁREA DE CONCENTRAÇÃO E JUSTIFICATIVA
31.2 OBJETIVOS
31.3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DA PESQUISA
62 PARTE II: PROCEDIMENTOS DE ESTÁGIO
62.1 METODOLOGIA
82.2 CRONOGRAMA
10APÊNDICES
8REFERÊNCIAS
9APÊNDICES
1 PARTE I: PESQUISA
1.1 DELIMITAÇÃO DO TEMA: ÁREA DE CONCENTRAÇÃO E JUSTIFICATIVA 
Área de concentração: História da Arte no Contexto Escolar.
Tema: O DESENHO NO CONTEXTO ESCOLAR.
Desde a época em que habitava as cavernas, o ser humano vem manipulando cores, formas, gestos, espaços, sons, superfícies, movimentos. Antes mesmo de saber escrever, o homem expressou e interpretou o mundo em que vivia pela linguagem da arte.
Assim são as crianças antes mesmo de saber ler e escrever se expressa através do desenho.
1.2 OBJETIVOS
· Despertar a visão crítica do aluno por meio da história da arte dentro do processo dialético da evolução humana;
· Promover o conhecimento da arte através da expressão cultural e reflexo da maneira de agir;
· Pensar e sentir de cada povo nos diversos períodos de evolução histórica;
1.3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DA PESQUISA
Muito antes da escrita, o desenho demonstrava-se como forma de comunicação entre os povos primitivos. O desenho surgiu da necessidade de se expressar. Dessa forma, o desenho assumiu o papel de representação artística que carrega significados sociais, culturais e históricos.
Garcez e Oliveira ( 2004, p.74) alegam que :
O desenho vem ante de todas as coisas que o homem produz: roupas, sapatos, casas, edifícios, pontes, automóveis, aviões, moveis, computadores, utensílios, ferramentas, louças, eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos etc.
Para estes autores os desenhos são a matriz de outras formas de expressão visual, como a pintura, gravuras, cinema e outras que necessitam do esboço como base.
No percurso histórico da humanidade as pessoas buscam dialogar-se com o mundo tendo na arte um meio profícuo para assim, produzir e disseminar novas ideias e conhecimentos. Já não é, mais novidade de que, a arte pode ser encontrada com muito mais facilidade nas vias públicas urbanas por meio de grafites, em arquiteturas de monumentos públicos, nos festivais de músicas, performances teatrais, entre tantos outros meios. Contudo, não basta apenas ver, é preciso olhar, apreciar a arte para que se possa compreender as intenções do artista e produzir leituras e interpretações.
Johann diz que:
A linguagem expressiva da arte tem a força de interrogar padrões, valores, concepções e gostos; ela exige a reflexão. Diante dela nos deparamos, por exemplo, com vários conceitos de belo e feio, e por eles podemos pensar nos valores que contornam nossas vidas e imprimem identidades e pertencimentos. (JOHANN, 2015, p. 07)
Barbosa (1998) sublinha que a experiência em arte do professor pode inspirar a experiência em arte do aluno, embora, se o estudante goste ou não, ache interessante ou não, significativo ou não a escolha feita pelo educador. Sobre o determinado assunto, Iavelberg (2003, p. 12) assim se pronuncia: “o professor deve conhecer a natureza dos processos de criação dos artistas, propiciando aos estudantes oportunidades de edificar ideias próprias sobre arte”.
Segundo Dewey (2010, p. 109) não é apenas a arte local, mas conhecer a arte de outros povos possibilita ao indivíduo ampliar a sua compreensão de cultura. Assim, “a experiência ocorre experiência pode ser entendida como “uma questão de interação do organismo com o seu meio, um meio que é tanto humano quanto físico”. (DEWEY, 2010, p. 430).
Uma referência importante para a compreensão do ensino de arte do Brasil é a célebre Missão Artística Francesa trazida, em 1816, por Dom João VI. Foi criada, então, a Academia Imperial de Belas-Artes, que após a proclamação da República, passou a ser chamada de Escola Nacional de Belas-Artes. O ponto forte dessa escola era o desenho, com a valorização da cópia fiel e a utilização de modelos europeus.
 A partir dessa época, temos uma história do ensino da arte com ênfase no desenho, pautada por uma concepção de ensino autoritária, centrada na valorização do produto e uma plataforma mais alta, para marcar bem a “diferença”. Ensinava-se a copiar modelos - a classe toda apresentava o mesmo desenho, e o objetivo do professor era que seus alunos tivessem boa coordenação motora, precisão, que aprendessem técnicas, de algumas formas, fossem úteis na preparação para a vida profissional, já que eram, na sua maioria, desenhos técnicos ou geométricos. 
Surge na década de 1930, com influencia ampliadas nos anos de 1950 e 1960 pelos ainda recentes estudos sobre a criatividade, o movimento denominado Escola Nova, já presente na Europa e nos Estados Unidos desde o final do século XX. A influencia da pedagogia centrada no aluno, nas aulas de arte, direcionou o ensino para a livre expressão e a valorização do processo de trabalho.
O papel do professor era dar oportunidade para que os alunos se expressassem de forma espontânea e pessoal, o que vinha a ser, a valorização da criatividade como a máxima no ensino da arte. 
Dentro os teóricos que fundamentaram esta pedagogia destacam-se John Dewey, Viktor Lowenfeld e Herbert Read. Já no Brasil foram, Mário de Andrade colecionou desenhos infantis, e artistas como Anita Malfatti, Flávio de Carvalho e Augusto Rodrigues contribuíram para a valorização da produção da criança.
Segundo Mazzamati:
 Uma comunicação entre a criança e o mundo que a cerca, por meio dos grafismos, das cores e das formas que elas criam. (Mazzamati, 2012, p.59).
A criança reconhece o desenho como uma forma de comunicação, isto é, uma linguagem. A criança passa a utilizá-la também como forma de expressão, de comunicação, que possibilita organizar suas estruturas cognitivas, afetivas, emocionais, simbólicas, racionais, podendo contribuir para o seu próprio desenvolvimento.
Podemos aferir que a arte contribui para estimular os sentidos e os pensamentos, pois relaciona diretamente com a vida de cada crianças.
Desenhar é pensar por meio de formas e linhas. É observar e fazer relações. É observar e fazer relações. É acumular imagens, ocupar com elas um espaço, devolver as imagens para o mundo. Mesmo com a moderna tecnologia do meios de comunicação, como os computadores ou a televisão, o ato de desenhar continua reproduzindo espaços, nesse caso a máquina e, projetá-la de volta para o mundo, redimensionada pelo olhar. (Mazzamati, 2012, p.27).
Desta forma, pode-se compreender que a escola deve possibilitar o acesso à arte a todos, tornando-se democrática, que garanta o desenvolvimento dos conhecimentos artísticos e estéticos. Segundo Ferraz e Fusari (2010), a arte poderá garantir que os alunos conheçam e vivenciem aspectos técnicos, inventivos, representacionais e expressivo em música, artes visuais, desenhos, teatro, dança e arte audiovisual. Para isso, é preciso que o professor organize um trabalho consistente.
Assim, entendesse que é possível atingir um conhecimento mais amplo e aprofundado da arte, incorporação ação, como ver, ouvir, mover-se, sentir, pensar, descobrir, exprimir, fazer e a partir dos elementos da natureza e da cultura, analisando, refletindo, formando e transformando-os. É com essa abrangência que a arte deve ser apropriada por todos os estudantes, indiscriminalmente.
Este é um dos propósitos da arte na escola, instigar os estudantes a serem capazes de ler a arte, de sentir e vivenciar arte não apenas conhecer as obras de artes, que possuem um valor cultural e histórico incontestável, mas eles necessitam ser instigados a olhar e compreender qualquer tipo de imagem. Deste modo, possibilitar práticas pedagógicas no ensino de arte que contribuam para que os estudantes possam ampliar sua leitura estética, sua visão de mundo e ampliando seu modo de ver e sentir as coisas ao seu redor.
2 PARTE II: PROCEDIMENTOS DE ESTÁGIO
2.1 METODOLOGIA

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