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EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DA __ª VARA FEDERAL DO RIO DE JANEIRO/RJ PEDRO DA SILVA, brasileiro, (profissão), (CPF), cidadão eleitor conforme título eleitoral (número do título, seção e zona), em pleno gozo de seus direitos políticos, (endereço eletrônico), (residência e domicílio), por sua advogada infra-assinada, conforme procuração anexa, vem à presença de Vossa Excelência, com fulcro no artigo 5º, inciso LXXIII da Constituição Federal e Lei n. 4.717/1965, ajuizar a presente AÇÃO POPULAR COM PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA em face de AUTARQUIA FEDERAL A, na qualidade de pessoa jurídica em nome da qual foi praticado o ato impugnado, PRESIDENTE DA AUTARQUIA A, representado em juízo pela procuradoria, com sede na (endereço completo), na qualidade de pessoa jurídica em nome da qual foi praticado o ato impugnado; MINISTRO DO ESTADO, cujo ministério possui endereço (endereço completo); PRESIDENTE DA COMISSÃO DE LICITAÇÃO; na sede da Autarquia supracitada; MULTINACIONAL M, pessoa jurídica de direito privado, (CNPJ), (endereço completo) e DIRETOR EXECUTIVO, encontrado na sede (endereço completo), pelos seguintes fatos e fundamentos aduzidos. 1. DOS FATOS Após receber denúncia de irregularidades em contratos administrativos celebrados pela Autarquia Federal A, que possui sede no Rio de Janeiro, o Ministério Público Federal determinou a abertura de inquérito civil e penal para apurar os fatos. Neste âmbito, foram colhidas provas robustas de superfaturamento e fraude nos quatro últimos contratos celebrados pela Autarquia Federal, sendo certo que estes fatos e grande parte destas provas acabaram divulgados na imprensa. Desta maneira, o Autor, ora cidadão eleitor regular, indignado, procurou se inteirar mais sobre o acontecido, ficando ciente de que estes contratos foram realizados nos últimos 2 (dois) anos com a Ré multinacional M e ainda estão em fase de execução. Ademais, o Autor teve acesso aos documentos que comprovam a fraude e a lesão, além de evidenciarem a participação do presidente da Autarquia A, de um Ministro de Estado e do presidente da comissão de licitação, bem como do diretor executivo da multinacional M. Pelo exposto, irresignado, o Autor busca presente a presente ação, com a finalidade de impedir a continuidade dos atos ilegais e reparar lesão ao patrimônio público e à moralidade administrativa, como será demonstrado a seguir. 2. DA LEGITIMIDADE Primeiramente, cumpre informar a legitimidade do Autor, uma vez que é cidadão com título de eleitor, conforme número descrito na qualificação, como prevê o artigo 1º, § 3º, da Lei n. 4.717/1965, onde qualquer cidadão será parte legítima para pleitear anulação ou a declaração de nulidade de atos lesivos ao patrimônio público. No que tange aos Réus, os mesmos praticaram atos contrários ao dispositivo supramencionado, conforme o artigo 6º da Lei n. 4.717/1965, sendo partes legítimas para figurarem no polo passivo da ação. 3. DO CABIMENTO O artigo 5º, inciso LXXIII dispõe que qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência, ratificado da mesma maneira prevista no caput do artigo 1º, da n. Lei 4.717/1965. No caso em apreço, o ajuizamento da presente ação visa assegurar a proteção do patrimônio público e da moralidade administrativa, qual não foram observados os preceitos éticos, sendo devidamente cabível, conforme previsão legal. 4. DO DIREITO O caput do artigo 3º, da Lei n. 4.717/1965 é claro ao dispor que os atos lesivos ao patrimônio das pessoas de direito público ou privado serão anuláveis, segundo as prescrições legais, enquanto compatíveis com a natureza deles. Os contratos pactuados em virtude do superfaturamento afrontam a moralidade administrativa e legalidade. Denota-se que há provas robustas de superfaturamento e fraude, bem como lesão de alta gravidade para o patrimônio público. Corroborando fatos e fundamentos trazidos, o artigo 4º da lei supramencionada traz à baila nulidade de atos ou contratos, dentre eles, inciso III, alínea “c”, que dispõe: “a concorrência administrativa for processada em condições que impliquem na limitação das possibilidades normais de competição”, como no caso em apreço, estando presente até mesmo o presidente da comissão de licitação. Assim, pugna-se pela procedência da demanda, com a declaração de nulidade dos contratos administrativos superfaturados, com a condenação em perdas e danos causados. 5. DA TUTELA DE URGÊNCIA Encontram-se presentes os requisitos previstos no artigo 300 do Código de Processo Civil, sendo o fumus boni iuris e o periculum in mora, isto porque, através da robusta documentação anexa, demonstra-se o superfaturamento e fraude dos contratos pactuados nas licitações realizadas pela Ré Autarquia A. Não bastasse, os contratos ainda estão vigentes com os pagamentos superfaturados, sendo realizado pela Ré Multinacional M, sendo imprescindível a imediata suspensão. Assim, pugna-se pela concessão dos efeitos da tutela de urgência, com a suspensão dos contratos administrativos superfaturados, sendo atos lesivos ao patrimônio público. 6. DOS PEDIDOS Ante o exposto, requer à Vossa Excelência: A concessão dos efeitos da tutela de urgência, para suspensão dos contratos administrativos superfaturados, A citação dos Réus para contestação no prazo legal, bem como a intimação do Ministério Público, nos termos do artigo 7º, I, “a”, Lei n. 4.717/1965; A procedência da demanda, confirmando a medida liminar, com a declaração de nulidade dos contratos administrativos superfaturados, com a condenação em perdas e danos causados, nos termos do artigo 11, Lei n. 4.717/1965; A condenação dos Réus aos pagamentos das custas processuais e honorários advocatícios; A produção de todas as provas admitidas em direito. Dá-se a causa o valor de R$ xxxx. Nestes termos, Pede deferimento. Local, data, assinatura e inscrição OAB.