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A História do Áudio no Cinema O início Edison com seu fonógrafo e cinetoscópio Cinetoscópio: Individual, som em cilindro de cera (efeitos e música) Irmãos Lumiére: Reprodução para uma platéia, não individual Vídeos curtos Cinetoscópio e Cinematógrafo Edison acreditava que o futuro do vídeo seria de forma individual com o Cinetoscópio e gravado com fonógrafo, ele queria reproduzir o som sincronizado com o Cinetophone. Gravar, reproduzir e manter a sincronia entre som e imagem era um desejo de grande parte dos envolvidos Em 1900 na Exposição Universal de Paris teve 3 dispositivos de sincronia de áudio, o Phonorama, Chronophone e Phono Cinéma Théatre Cinema mudo, mas não silencioso. Orquestra ou Pianista (Partitura,improviso) Músicos: Ambientação Um músico para cada sessão de exibição Salário Visão da platéia Japão: Narrador Passagem do mudo para o sonoro ANTES Filmes gravados com acompanhamento de som algumas vezes Diretor dirigia o tempo todo Vontade de inserir som na apresentação Problemas de sincronia Desgaste Discos curtos Cortes de fotograma Uso de efeitos genéricos Amplificação de som e baixa qualidade de reprodução Durante Tecnologias de gravação no filme: De Forest e Theodore Case com o Phonofilm De Forest teve uma “luz” Gravação era feito em discos/cilindros: Sincronia dificultada Pensou em gravar a voz da mesma forma que a imagem: Luz Sua voz (amplificada) era ligado a um instrumento que acendia uma luz conforme a intensidade da voz e gravava no filme esta variação Gravar áudio e imagem na mesma película: Dificuldade corte Falta de qualidade e fidelidade sonora Warner, Vitafone e o Cantor de Jazz (1927) Mais conhecido como o primeiro filme falado Maior parte cantado Conseguia manter a sincronização: Um disco por rolo de filme Ideia era fazer vários musicais bem sincronizados Tinha amplificadores e alto-falantes, desenvolvido pela Western Electric Gravação no set difícil Edição do áudio difícil 1931 Warner adere ao sistema de com óptico no filme No Brasil Primeiro filme a ser exibido: Alta Traição (The Patriot - 1928) Cenas de diálogos não previstas Primeiro filme brasileiro: Enquanto São Paulo Dorme - 1929 Primeiro filme completamente sonorizado foi o Acabaram-se os Otários (Luiz barros - 1929) Ele tinha cenas gravadas como cinema mudo, acompanhado somente em playback, e alguns diálogos gravados em disco No Brasil Som direto na década de 60, um grupo de cineastas foi apresentado ao gravado portátil Nagra Popularização deste tipo de gravação quando Rockafeller Foundation doou uma câmera Arriflex de 35mm e um gravador Nagra Maioria Absoluta (Leon Hirszman - 1963-64) Filmado em som direto, o documentário retrata o cotidiano dos trabalhadores rurais analfabetos do Nordeste. DEPOIS As produções com diálogos se popularizam Novo Sistema de Som: Multicanal Som mais imersivo Espectador se sente no filme Fantasoud = Fantasia (Disney 1940) Trilha Sonora baseada em música sinfônica Recriar este sentimento para o espectador Ideia inicial: Vários alto falantes = Instrumentos gravados separadamente Som espacial: Movimento tipo travelling Som estéreo balanceado DEPOIS O fantasound tinha três pistas e rodava em um filme ótico do lado do filme de de 35mm e continha 4 pistas: 3 de som DEPOIS (Voltando) → Duas caixas laterais enviando o mesmo som, o cérebro preenche o centro, criando um ‘centro fantasma’ Só funciona bem com quem está centralizado Colocar uma caixa a mais no centro para cobrir este ‘vazio’ Nem todas salas suportavam isto Advento da TV → Inimica de Hollywood Reinvenção da sala de cinema : Maiores e mais barulhentas Filme 70mm + canais de som DEPOIS Experimentações com diálogos em estéreo Dolby Digital Usa menos tráfego de dados, alguns dados são retirados ou mascarados Pós explosão, ou ruído alto, ouvido se adaptar aos novos ruídos, ele não vai perceber um som baixo logo após um som alto de imediato, este som então não é captado deixando espaço para mais informações DEPOIS Atualmente Gravação muito mais simples, mais quantidade de dados, fácil sincronismo, digitalização em tempo real Cinemas digitais Tudo controlado por playslist, com horário programado, volume pré estabelecido para cada momento Até as luzes são programadas para apagar e acender por uma playlist Transformações e Principais obras Mais pessoas foram ao cinema, maiores salas, padronização das salas Atores com voz feia, não sabiam interpretar o diálogo, dicção Inicio do gênero Musical Comédia reinventada, comédia não é mais física apenas, com diálogos Padronização das salas de exibição Criação de estúdios apenas para som Principais Obras Don Juan (Alan Crosland - 1926) Primeiro a usar o Vitaphone com sons e músicas sincronizadas, teve algumas falas O Cantor de Jazz (Alan Crosland - 1927) Primeiro a ter música e canto sincronizado e várias falas Luzes de Nova Iorque (Bran Foy -1928) Totalmente falado (Algumas poucas inserções sem fala) Acabaram-se os Otários (Luiz de Barros - 1929) Primeiro Filme Sonoro Brasileiro