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Apostila de Administração em Enfermagem

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ADMINISTRAÇÃO EM 
ENFERMAGEM 
 
 
 
 
ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM 
O que é Administração? 
 
A indispensabilidade da administração existe desde as mais remotas 
sociedades, no entanto foi com a expansão do processo de produção industrial 
na Inglaterra, França e EUA que as alterações na organização do trabalho, 
com a separação entre a concepção, execução e controle, fizeram com que a 
prática e a teoria da administração/gerência do trabalho ganhassem impulso. 
 
No seu início a administração tinha como particularidades o rigor e a 
imposição. Com a evolução da prática e da teoria geral da administração, as 
formas de controle foram transformando-se, englobando a flexibilidade, 
participação e negociação como ferramentas. 
 
Podemos notar que a administração é necessária toda vez que duas ou 
mais pessoas interagem para conseguir determinado objetivo, assim a 
administração não está presente apenas nas grandes empresas, mas em 
escolas, clubes, ONG’s, organizações públicas, dentre outras. Podemos 
concluir que ela é indispensável em todas as organizações, sendo universal 
uma vez que seu corpo de conhecimentos pode ser aplicado em todos os 
níveis de uma organização e em todas as áreas de conhecimento. 
 
 
 
 “Administrar é o processo de planejar, organizar, 
 dirigir e controlar o uso de recursos e competências 
 afim de alcançar objetivos organizacionais” 
 
 
 
 
 
 
 Não esquecer! 
 
 
 
Administrar envolve a elaboração de planos, parecer 
relatórios, projetos, laudos, em que é exigida a aplicação de 
conhecimentos inerentes às técnicas de Administração. 
 
 
 
 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano
http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto
http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto
http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto
http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto
http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto
http://pt.wikipedia.org/wiki/Laudo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Laudo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Laudo
E o que é a Administração em Enfermagem? 
 
A administração em enfermagem, nada mais é do que mais um 
instrumento ou meio, para que possamos estar atuando na área. Não devendo 
ser compreendida como separada em relação à assistência de enfermagem, e 
tão pouco deve ser considerada como uma função restrita, unicamente, a 
realização de atividades burocráticas. 
 
Administração em enfermagem é uma função inerente a equipe de 
enfermagem, ou seja, não dá para fazer enfermagem sem utilizar os 
conhecimentos da administração. Utilizamos os preceitos da administração até 
na realização de um procedimento "simples" como preparo e administração de 
um medicamento, ou realizar um curativo. Pois muito bem, para realizar essas 
funções precisamos pensar e avaliar o que iremos fazer, depois providenciar os 
recursos materiais para realizar a atividade que será feita em um determinado 
ambiente e em muitos dos casos decidir se o ambiente é ou não adequado. 
Pois em todas essas atividades estão implícitos conhecimentos de 
administração. 
A profissão exige do profissional de enfermagem um perfil que agregue 
características que o capacite para exercer sua profissão da melhor forma 
possível, como por exemplo: 
 Agilidade 
 Decisão assertiva; 
 Criatividade; 
 Agregação de valores à instituição; 
 Ética. 
A enfermagem busca uma administração participativa no que diz respeito à 
democratização das tomadas de decisões, estabelece uma melhor satisfação e 
aumento da produtividade no trabalho, de torná-la racional, tendo em vista que 
a administração é defendida com instrumento de qualquer organização e pode 
ser aplicada em qualquer área. 
Entende-se que o administrador na resolução de problemas busque não 
somente soluções imediatistas, ou seja, a curto prazo, mas também a médio e 
longo prazo, através de planejamento e organização evitando assim o acúmulo 
de situações problemáticas e o estresse e sobrecarga de equipe de 
enfermagem, prejudicando assim seu desempenho. 
 
Enfermagem e suas funções administrativas 
 
 
 
 
 
Planejamento de Assistência 
Provimento de recursos físicos, humanos e materiais 
Tarefas
Estrutura
PessoasAmbiente
Tecnologia 
 
 
 
 
 
 
 
 
Teorias da Administração Aplicadas à Enfermagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Teoria da Administração Científica 
 
A administração científica é um modelo de administração criado pelo 
americano Frederick Winslow Taylor no fim do século XIX e início do século XX 
e que se baseia na aplicação do método científico na administração com o 
intuito de garantir o melhor custo/benefício aos sistemas produtivos. Ele 
observou ao longo de sua carreira a deficiência das produções fabris, tais 
como: ausência de noção clara de divisão de responsabilidades; muitos 
trabalhadores não cumpriam seu dever; as decisões dos administradores eram 
Tomada de decisão 
Supervisão 
Liderança 
Teorias 
Administrativas 
baseadas em intuições e palpites; os departamentos das empresas não eram 
integrados, aos trabalhadores eram delegadas funções onde não possuíam 
habilidade, dentre outras deficiências. 
 
Ao passar dos anos Taylor observou que a questão do tempo e salário 
unicamente não solucionaria o problema. Então desenvolveu uma pesquisa 
que visava o aprimoramento dos métodos de trabalho. Assim sendo, ele 
apresenta uma nova concepção dos princípios da administração de uma 
empresa, que são eles: Seleção e treinamento de pessoal, salários altos e 
baixos custos de produção, identificação de como executar a tarefas da melhor 
maneira possível e cooperação entre trabalhadores e administração. Ainda 
outros aspectos foram abordados, entre eles: padronização de ferramenta e 
equipamentos, sequenciamento e programação de operações, estudo de 
movimentos, conveniência de uma área de planejamento, cartões de instruções 
pagamento de acordo com desempenho e cálculos de custo. Após estes 
estudos da teoria da administração científica agregou ao seu estudo que o 
incentivo individual ao trabalhador atenderia o desejo do ganho material 
estimulando assim o crescimento pessoal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Sintetizando... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Teoria Científica e a Enfermagem 
 Divisão do trabalho aliado à padronização de tarefas: 
escalas diárias de divisão do trabalho; 
 Elaboração de manuais; 
 Assistência fragmentada; 
 Planejar, executar e avaliar. 
 
 
Enfoque mecanicista do ser humano: A visão da organização como 
uma máquina 
O incentivo monetário, apesar de importante, não se revela suficiente 
para promover a satisfação dos trabalhadores 
Com a fragmentação das tarefas, a qualificação do funcionário passa a 
ser supérflua 
A administração científica legítima a exploração dos operários, em 
prol dos interesses patronais 
Teoria Clássica da Administração 
 
A teoria de administração clássica foi fundada por Henry Fayol logo após 
a primeira guerra mundial (1914-1917) e tem como ponto de partida o estudo 
científico da administração. Fayol apresentou como novidade em sua época a 
necessidade de um ensino organizado e metódico de administração para 
formar administradores. A teoria clássica tem como estrutura a organização; e 
ele acreditava que o comportamento administrativo deveria ter como modelo a 
organização militar, ou seja, um sistema de hierarquização. Onde haja uma 
cadeia de comando interligando as posições e definindo quem se subordina a 
quem. 
Portanto, pode-se ver que a teoria clássica aborda a constituição de uma 
organização baseada em uma cadeia de comando, pela qual existe um corpo 
executivo que controla todo um grupo de pessoas que hierarquicamentese 
subordinam. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A Teoria Clássica de Fayol complementou o trabalho de Taylor. 
Propôs a racionalização da estrutura administrativa e a empresa 
passa a ser percebida como uma síntese dos diversos órgãos que 
compõe a sua estrutura. A preocupação maior de Fayol é para 
com a direção da empresa dando ênfase às funções e operações 
no interior da mesma. Estabeleceu os princípios da boa 
administração, sendo dele a clássica visão das funções do 
administrador: organizar, planejar, coordenar, comandar e 
controlar. 
 
 
Teoria Clássica e a Enfermagem 
 Subordinação por meio da hierarquia; 
 Organogramas mostrando linhas de subordinação; 
 Preocupação com a quantidade de trabalho desenvolvida 
 
 
 
Sintetizando... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Teoria Burocrática 
Max Weber identifica certas características da organização formal 
voltada exclusivamente para a racionalidade e para a eficiência. Em suas 
dimensões essenciais muitos dos aspectos do modelo burocrático podem ser 
encontrados em Taylor e Fayol: a divisão do trabalho baseada na 
especialização funcional; hierarquia e autoridade definidas; sistema de regras e 
regulamentos que descrevem direitos e deveres dos ocupantes dos cargos; 
sistema de procedimentos e rotinas; impessoalidade nas relações 
interpessoais, promoção e seleção baseadas na competência técnica, dentre 
outros. 
A teoria burocrática de Max Weber é uma espécie de organização 
humana baseada na racionalidade, ou seja, os meios devem ser analisados e 
estabelecidos de maneira totalmente formal e impessoal, a fim de alcançarem 
os fins pretendidos. Dessa forma, na teoria burocrática há grande ênfase na 
eficiência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Teoria Burocrática e a Enfermagem 
 Serviços de enfermagem burocráticos; 
 Pessoal de enfermagem com características e comportamentos de 
técnicos especializados 
 Influência direta na Enfermagem evidenciada na prática baseada em 
regras e normas. 
 
 
 
Obsessão pelo comando - Fayol centrou seus estudos na unidade do 
comando, na autoridade e na responsabilidade. 
Empresa como sistema fechado – outra crítica frequentemente 
endereçada à administração clássica é que considerava a empresa 
como um sistema fechado 
Fayol enunciou as funções principais da gerência administrativa. O 
conjunto das funções administrativas forma o processo 
administrativo: planejar, comandar, organizar, controlar e coordenar. 
Sintetizando... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Teoria das Relações Humanas 
Na década de 1930 psicólogos e cientistas sociais, afirmavam que o 
homem só trabalha por dinheiro. Acreditavam que as aplicações da 
administração científica eram insuficientes para o êxito profissional. Essas 
colocações trouxeram resultados desagradáveis como a desumanização do 
trabalho, tendo em vista o modo rígido de supervisão para realização de 
tarefas. Os estudiosos da época percebiam que a rigidez das normas de 
trabalho dificultava o relacionamento dos trabalhadores em meio ao ambiente 
de trabalho. 
Helton Mayo, o mais importante contribuinte para a escola das relações 
humanas realizou um estudo que visava em principio entender a produtividade 
e luminosidade no local do trabalho. Esperava-se que ao aumentar a 
luminosidade aumentaria o desempenho dos trabalhadores, assim como se 
diminuísse a luminosidade, diminuiria o desempenho dos trabalhadores. No 
entanto ao trocarem as lâmpadas por outras de uma mesma potência notou-se 
a queda do desempenho dos trabalhadores levando a conclusão de que o que 
realmente poderia levar em consideração era o estado psicológico dos 
trabalhadores. Foi analisado então outros fatores como horário de descanso e 
alimentação. Porém os resultados foram diferentes do esperado, pois se notou 
novamente a influência de fatores psicológicos. Enfim foi realizado outro 
Divisão do trabalho baseada na especialização funcional; 
Hierarquia e autoridade definidas; 
Sistema de regras e regulamentos que descrevem direitos e deveres 
dos ocupantes dos cargos; 
Sistema de procedimentos e rotinas; 
Impessoalidade nas relações interpessoais; 
experimento pelo qual foi separado um grupo de seis trabalhadores e colocado 
sob uma supervisão mais branda onde foi encontrado um resultado satisfatório, 
pois os trabalhadores sentiam mais liberdade e motivação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sintetizando... 
 
 
 
 
 
 
 
O Movimento das Relações Humanas surge da crítica à Teoria da 
Administração Científica e a Teoria Clássica, porém o modelo 
proposto não se contrapõe ao taylorismo. Combate o formalismo 
na administração e desloca o foco da administração para os 
grupos informais e suas inter-relações, oferecendo incentivos 
psicossociais, por entender que o ser humano não pode ser 
reduzido a esquemas simples e mecanicistas. A Escola das 
Relações Humanas depositou na motivação a expectativa de levar 
o indivíduo a trabalhar para atingir os objetivos da organização. 
Defende a participação do trabalhador nas decisões que 
envolvessem a tarefa, porém essa participação sofre restrições e 
deve estar de acordo com o padrão de liderança adotado. 
 
 
 
 
 
 
Teoria das Relações Humanas e a Enfermagem 
 
 Liderança na Enfermagem: comunicação do líder com o grupo; 
 Motivação do pessoal de enfermagem. 
 
 
 
 
 
Combate o formalismo na administração e desloca o foco da 
administração para os grupos informais e suas inter-relações 
Oferta de incentivos psicossociais, por entender que o ser humano 
não pode ser reduzido a esquemas simples e mecanicistas 
 
 
 
 
 
 
Teoria dos Sistemas 
 A abordagem da teoria de sistema foi desenvolvida pelo Bertalanffy, 
que iniciou um movimento intelectual visando uma ciência unificada. Sistema 
seria "um conjunto de elementos que inter-relacionam de forma coesa e 
integrada, buscando atingir determinado objetivo". A abordagem da estrutura 
de sistema relaciona a estrutura (organização) com o meio que lhe dá suporte 
e afirma que a maneira de manter a organização é fortalecer os seus recursos 
humanos que é a fonte motivadora da mesma. A palavra sistema está 
intimamente ligada com a palavra ambiente. O sistema necessita de constantes 
informações vindas do ambiente, para ser analisado o desempenho de 
produção a fim de atingir os seus objetivos. 
Isso nos leva a crer que a comunicação é a essência de uma 
organização, visto que através da comunicação os diversos departamentos das 
instituições se interligam. 
 
 
 
 
 
 
 
Tipos de sistemas: 
 
 Físicos: São compostos de equipamentos, de maquinaria e de coisas 
reais. 
 
 Abstratos: São compostos de conceitos, filosofias, planos, hipóteses e 
ideias. Há uma complementaridade entre sistemas físicos e sistemas 
Depositou na motivação a expectativa de levar o indivíduo a trabalhar 
para atingir os objetivos da organização 
Defende a participação do trabalhador nas decisões que envolvessem 
a tarefa 
 
 A Teoria dos Sistemas surge de estudos do biólogo alemão 
Ludwig Von Bertalanfly publicado entre 1950 e 1968 e busca 
formulações conceituais passíveis de aplicação na realidade 
empírica. Para este autor "um sistema pode ser definido como um 
complexo de elementos em interação”. Interação significa que os 
elementos estão em relação. E que os comportamentos destes 
elementos modificam–se quando há mudança na relação. 
 
 
 
abstratos: os sistemas físicos precisam de um sistema abstrato para 
poder funcionar e desempenhar suas funções. A recíproca também é 
verdadeira. Também podem ser classificados quanto a sua natureza, os 
sistemas podem ser fechados ou abertos. 
 
 Fechados: São sistemas que não apresentam intercambio com o meio 
ambiente que os circunda, pois são herméticos a qualquer influência 
ambiental. Sendo assim os sistemas fechados não recebem influência 
do ambiente e também não influenciam o ambiente. Abertos: São sistemas que apresentam relações de intercâmbio com o 
ambiente, através de entradas e saídas. Os sistemas abertos trocam 
matéria e energia regularmente com o meio ambiente 
 
 A Teoria dos Sistemas acolheu o conceito no qual as organizações 
são sistemas abertos, ou seja, que trocam continuamente energia (ou matéria-
prima, informações etc.) com o meio ambiente. Portanto, não podemos 
entender uma organização sem saber o contexto em que ela opera. Do mesmo 
modo, uma organização é a soma de suas partes (gerência de marketing, 
gerência de finanças etc.) e uma área depende da outra – o conceito de 
interdependência. 
 
Sintetizando... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Elementos interligados para formar um todo; 
O todo apresenta propriedades e características próprias que não são 
encontradas em nenhum dos elementos isolados 
Todo sistema tem um ou alguns propósitos ou objetivos. 
O sistema sempre reagira globalmente a qualquer estimulo produzido 
em qualquer parte ou unidade. 
 
 
 
 
 
 
 
Teoria Contingencial 
A origem da Teoria da Contingência se deu pela pesquisa de Lawrence 
e Lorsch sobre a confrontação da organização versus ambiente. Uma 
característica importante da teoria da contingência é que não se consegue 
sucesso na organização partindo de um único ponto, é necessária diversidade 
de alternativas para encaminhar estudos, demandas organizacionais e 
problemas. 
Contingência significa eventualidade, incerteza, ou seja, a teoria da 
contingência aborda as diferentes formas de administrar, a forma de 
administrar é "relativa", envolvendo uma série de fatores, assim sendo, a 
maneira que uma organização deve ser administrada está condicionada ao 
ambiente em que ela está inserida. O fato de a teoria de contingência 
considerar a forma de administrar relativa, dependendo do ambiente em que a 
organização está envolvida limita o processo administrativo, pois não 
estabelece nenhum técnico padrão, e por outro lado enriquece as habilidades 
do administrador. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Teoria dos Sistemas e a Enfermagem 
 
 Organizações de saúde são subsistemas do sistema 
maior; 
 As organizações são subsistema que selecionam e 
aceitam só o que se adéqua à sua política; 
 Serviço de enfermagem subsistema no sistema 
organizacional 
 
 
 
 
Teoria Contingencial e a Enfermagem 
 
 
 A integração da abordagem contingencial faz parte da 
dinâmica do serviço de enfermagem; 
 Os profissionais de enfermagem são constantemente 
confrontados com os desafios da mudança e com a 
ocorrência de eventos imprevisíveis. 
 
 
 
 
Estrutura do serviço de Enfermagem 
 
O serviço de enfermagem abrange 70% dos profissionais de um 
hospital, relacionando-se com todos os serviços dele, por isso é necessário que 
os integrantes da equipe de enfermagem conheçam o hospital. Para se manter 
um bom entrosamento e relacionamento entre as várias seções e setores, é 
necessário que as funções de cada seção sejam bem definidas e que haja 
estreita colaboração entre todos. Nesse sentido, é importante considerar o 
valor da comunicação entre os profissionais. 
Quando um grupo de pessoas contribui com seus esforços para o 
alcance de um objetivo, torna-se necessário estabelecer um acordo sobre 
atribuições de cada uma e definir as relações de trabalho que devem existir 
entre elas. 
Assim, considerando o serviço de enfermagem como um grupo 
organizado de pessoas, onde é grande o número, a complexidade e a 
diversidade das atividades realizadas, é evidente a necessidade da divisão e 
distribuição do trabalho entre os seus elementos, bem como do 
estabelecimento do padrão de relações entre eles. 
Assim o corpo clínico, o serviço social, o serviço de nutrição e dietética, 
serviço de higienização, e outros, o serviço de enfermagem também se 
encontra subordinado às diretorias de competência. 
O serviço de enfermagem é uma equipe com: 
 Grande número de pessoas; 
 Grande número de tarefas; 
 Grande complexidade e diversidade dessas tarefas. 
Por esse motivo é evidente a necessidade de organização e orientação, 
assim como da divisão de trabalho nessa equipe: “preciso determinar quem 
faz, o quê e onde”. 
O hospital é uma organização que possui características que o tornam 
diferentes de outras empresas. 
Resultado de um processo através do qual a autoridade é distribuída, as 
atividades são especificadas desde os níveis mais baixos até a alta 
administração e um sistema de comunicação é delineado, permitindo que as 
pessoas realizem as atividades e exerçam a autoridade que lhes compete para 
o atingir os objetivos organizacionais. 
Os três componentes da Estrutura Organizacional 
1. Determina as relações formais de subordinação; 
2. Identifica o agrupamento de indivíduos em departamentos; 
3. Inclui projeto de sistemas para assegurar a comunicação eficaz. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Geralmente, a organização apresenta-se sob dois aspectos: a 
organização formal e a informal. 
A organização formal é aquela que é planejada, escrita e aprovada pela 
instituição, contém cargos e funções e pode ser visualizada pelo organograma, 
pelas regras, pelos regulamentos e pela divulgação em manuais. 
Chefe do 
serviço
Assistente 
da chefia
Supervisores
Enfermeiros chefes de 
Unidades
Técnicos de Enfermagem
Auxiliar de Enfermagem
A organização informal é aquela não planejada formalmente. Ela 
aparece de forma espontânea e natural, em decorrência do relacionamento e 
da interação entre os funcionários. 
 
Hierarquia: diferencia a organização em camadas ou níveis de 
autoridade, tendo os superiores certo grau de autoridade sobre os 
subordinados. À medida que sobe a escala hierárquica, aumenta 
a autoridade do ocupante do cargo. 
 
Organograma: é a representação gráfica da estrutura e as relações de 
autoridade existentes entre eles, indicando os órgãos por meio de retângulos, e 
as relações de autoridade por meio de linhas. Permite a visualização de toda a 
estrutura da organização, bem como o fluxo de autoridade e responsabilidade. 
É importante a elaboração de um organograma, pois é difícil visualizar a 
organização como um todo, surgindo assim a necessidade de um gráfico que 
mostre de forma imediata os órgãos componentes da organização, o fluxo da 
autoridade e responsabilidade e as linhas formais de comunicação. 
Exemplo: 
 
 
Estrutura formal: quando se fala em estrutura formal, é aquela planejada, 
formalizada oficialmente, aquela que está no papel. Representa a tentativa 
deliberada de estabelecer relações entre os componentes da equipe que 
deverão alcançar os objetivos propostos, determina quem faz o que dentro da 
instituição, evidencia as relações de hierarquia e autoridade. A autoridade e 
responsabilidade são atribuídas por um cargo oficial, reconhecido pela direção 
a alguém. 
Estrutura informal: são aspectos não planejados da estrutura, através de 
interações naturais entre as pessoas que ocupam posições na organização 
formal, sem passar pelas linhas formais de comunicação. Ex: conversa de 
corredor. 
Muitas vezes, a estrutura informal opõe-se aos objetivos organizacionais 
da instituição, diminuindo o ritmo de trabalho, deixar de fazer algo determinado, 
danificar projetos ou a estrutura física da instituição como maneira de protesto. 
Poder centralizado: Poucas pessoas tomam decisões, poucas detêm a 
autoridade e a responsabilidade. Os serviços de Enfermagem, possuem na sua 
estrutura um grande número de níveis hierárquicos. 
 Vantagens: as decisões são tomadas por quem tem uma visão geral da 
organização, criando uniformidade nas decisões, além de estas serem 
tomadas por pessoas geralmente mais preparadas. 
 Geralmente as pessoas que decidem são mais preparadas para isso. 
 Desvantagens: Sobrecarga da cúpula hierárquica; demora nas decisões; 
decisões desvinculadas da realidade. 
Poder descentralizado: As decisões sofrem influência de várias pessoas. Ograu de descentralização depende do tamanho da organização, do tipo de 
atividade que são desenvolvidas, da competência dos subordinados e da 
facilidade de informações que permitem a tomada de decisões. 
 Vantagens: Maior rapidez na tomada de decisões. A resolução dos 
problemas é feita por alguém que os conhece, eleva a moral e a 
motivação, possibilitando o preparo dos elementos de níveis mais 
baixos. 
 Desvantagens: Falta de uniformidade nas decisões. Despreparo do 
pessoal para a tomada de decisão. Falta de visão global da organização. 
Autoridade: A autoridade flui em uma linha reta, do mais alto nível da 
organização ao seu nível mais baixo. Com a delegação da autoridade, 
formando-se os níveis hierárquicos, numa cadeia ininterrupta entre 
supervisores e subordinados. 
Responsabilidade: a responsabilidade provém da relação superior/subordinado 
e refere-se à obrigação que uma pessoa tem de fazer alguma coisa para outro. 
A responsabilidade não é delegada, mesmo que a execução de uma atividade 
seja atribuída a um subordinado, o chefe será sempre responsável pelo que o 
subordinado faz. 
Formalização: representa o uso de normas na organização e corresponde ao 
grau em que normas, procedimentos, instruções e comunicações estão 
escritos. A formalização nos Serviços de Enfermagem pode ser feita pela 
descrição de cargos e funções e rotinas, da padronização de procedimentos e 
pelas escalas de distribuição de pessoal. É preciso analisar qual o nível 
necessário de formalização para os serviços de Enfermagem, uma vez que 
isso pode funcionar como aspectos para facilitar ou dificultar o desempenho 
dos indivíduos. Outro ponto a considerar é a forma de elaboração dos 
instrumentos utilizados para a formalização. 
Organização do serviço de Enfermagem 
Manual de Enfermagem 
Os manuais, instrumentos integrantes 
do sistema de informação da organização, 
transmitem, por escrito, orientações aos 
elementos da equipe de enfermagem para o 
desenvolvimento das atividades. 
Conceito, importância e característica dos manuais 
 Entende-se por manual de enfermagem o instrumento que reúne, de 
forma sistematizada, normas, rotinas, procedimentos e outras informações 
necessárias para a execução das ações de enfermagem. Essas informações 
podem estar agrupadas em um único manual ou divididas de acordo com sua 
finalidade: manual de normas, rotinas e procedimentos; manual de educação 
em serviço; manual de funcionários, manual de formulários e outros. O manual 
tem por finalidades esclarecer dúvidas e orientar a execução das ações de 
enfermagem, constituindo um instrumento de consulta. Assim, o manual deve 
ser constantemente submetido à análise crítica, ser atualizado sempre que 
necessário, considerando também os avanços advindos dos resultados das 
pesquisas realizadas na área de enfermagem. 
Os manuais podem ser elaborados a partir de duas situações: 
1 – Quando na fase de organização e programação das atividades de 
um serviço; 
 2 – Quando este já está em funcionamento e requer a atualização de 
normas e procedimentos. Em ambas as situações, a metodologia a ser 
aplicada é a mesma. A elaboração de um manual de enfermagem pode ser 
sintetizada em 05 (cinco) etapas como: 
1 – Diagnóstico da situação; 
2 – Determinação dos assuntos; 
3 – Estruturação e confecção dos instrumentos; 
4 – Implantação; 
5 – Avaliação. 
O conteúdo do manual é determinado pela necessidade de informação da 
unidade onde será implantado. O manual poderá conter: 
 A estrutura administrativa de organização e do serviço de enfermagem; 
 As normas, rotinas e procedimentos relacionados ao pessoal, à 
assistência que deverá ser prestada ao cliente, aos materiais etc. 
 Os diagnósticos de enfermagem e seus referidos cuidados; 
 A descrição das funções que cada elemento da equipe deve realizar; 
 O quadro do pessoal da unidade; 
 E quaisquer outras informações necessárias para um bom 
funcionamento do serviço da enfermagem; 
Essas informações podem estar contidas em um único manual, ou 
separados, dependendo das características, finalidades das mesmas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manual de Normas 
As normas são conjuntos de regras ou instruções para 
determinar procedimentos, métodos, organização, que são 
utilizados no desenvolvimento das atividades de 
enfermagem. São leis, guias que definem o modo 
e quem deve realizar as ações de enfermagem. 
Critérios para Elaboração 
Segundo a Associação Brasileira de Enfermagem, uma norma, para servir 
de guia, deve ser formulada obedecendo alguns critérios: 
 É estabelecida por uma autoridade reconhecida, como por exemplo, o 
enfermeiro da unidade. Baseia-se num princípio, por exemplo: princípio 
da assepsia; 
 Traduz objetivos e descreve as condições necessárias para alcançar um 
ideal; 
 Deve ser flexível, permitindo o raciocínio e a iniciativa; 
 Deve ser ampla e expressa de maneira clara e concisa, adequada a 
propósitos, e definida para poder determinar se foi ou não cumprida; 
 Deve basear-se em teorias e práticas atualizadas e estabelecer metas 
para melhoria; 
 Os critérios de avaliação que a acompanham devem estabelecer 
medidas qualitativas e quantitativas do serviço de enfermagem; 
 Deve estar sujeita à continua revisão e avaliação; 
 
 Exemplos de Normas 
 - A prescrição dos cuidados de enfermagem deverá ser feita pelo enfermeiro 
encarregado, segundo condutas estabelecidas. 
- Todo acidente ocorrido com o pessoal de enfermagem, durante a realização 
das atividades, deverá ser imediatamente informado à chefia de enfermagem. 
- Os materiais para exame laboratorial de rotina deverão ser encaminhados ao 
laboratório, diariamente, até as 9 horas. 
- Todo paciente cardíaco deverá ser pesado, diariamente, pelo técnico de 
enfermagem designado para cuidá-lo. 
- Os funcionários de enfermagem deverão estar na unidade onde trabalham, 
devidamente uniformizados, até as 7 horas. 
Manual de Rotinas 
A rotina, conforme definição do Ministério da Saúde, 
é o conjunto de elementos que especifica a maneira exata 
pela qual uma ou mais atividades devem ser realizados. É 
a descrição sistematizada dos passos a serem dados para 
a realização das ações componentes de uma atividade, na 
sequência da execução. Uma rotina instrui sobre o que 
deve ser feito, quem deve fazer e onde. 
 A rotina é especifica de cada unidade, uma vez que seus passos e 
agentes dependem dos recursos existentes nessa unidade. Por exemplo: em 
uma unidade que dispõe de mais recursos, o curativo é feito pelo enfermeiro; 
em outra que não tem esse profissional em número suficiente, será feito pelo 
técnico de enfermagem. Neste caso, cada unidade terá uma rotina diferente; 
além dos agentes diferentes, a linguagem diferente; e a descrição das ações 
deverão estar de acordo com o preparo de quem irá executá-la. 
As rotinas podem conter as seguintes informações: 
 Nome da organização da saúde; 
 Nome da unidade a quem se destina; 
 Título da rotina; 
 Normas inerentes a rotina, quando couber; 
 Identificação do agente da ação; 
 Ações a serem realizadas; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
● Tipos de Rotina 
Existem três tipos principais de rotina: de colunas, textual e fluxograma. 
Rotina forma de COLUNA: oferece rápido visualização da informação 
necessária, facilitando sua consulta. É composta de três colunas básicas: o 
agente (quem), ação (o quê) e observação (onde). Os agentes são os únicos 
elementos (podendo nesse caso ser colocado numa norma) e a coluna dos 
mesmos cita os tipos de profissionais envolvidos na rotina (equipe de 
enfermagem ou multidisciplinar). 
Rotina TEXTUAL: Como o próprio nome diz – é a forma de texto, podendo 
seguir tópicos (normas, agentes, ações, observação) da rotina de colunas. 
Rotina FLUXOGRAMA: Representa graficamente as ações a serem realizadas, 
utilizando símbolos identificados em uma legenda. Pode ser vertical ou 
horizontal dependendoda disposição em que ocorre a sequência das ações. 
Também é composta por colunas: convenções, agentes, descrição das ações. 
 
 
 
 
 
 
 
Procedimento Operacional Padrão (POP’s) 
O Procedimento Operacional Padrão (POP) é um documento 
organizacional que traduz o planejamento do trabalho a ser executado. É 
uma descrição detalhada de todas as medidas necessárias para a realização 
de uma tarefa. 
 POP apresenta instruções das sequências das operações e sua 
frequência de execução, apontando os seguintes elementos: 
 O responsável pela execução e listagem dos equipamentos; 
 Peças e materiais utilizados na realização da tarefa; 
 Descrição dos procedimentos que devem ser executados nas atividades 
críticas (o modo de operação e as possíveis restrições quanto a 
execução, o que pode ou não pode ser feito); 
 Roteiro de inspeções periódicas dos equipamentos de produção. 
Todos esses elementos deverão ser aprovados, assinados, datados 
e revisados anualmente ou de acordo com a necessidade do processo. 
 
Quais os objetivos? 
O POP tem como objetivo manter o processo em funcionamento por 
meio da padronização e minimização desvios na execução da atividade, ou 
seja, ele busca assegurar que as ações tomadas para a garantia da qualidade 
sejam padronizadas e executadas conforme o planejado. 
Como elaborar um POP? 
Para criar um POP, basta descrever as tarefas que fazem parte da rotina 
de trabalho, tomando os seguintes cuidados: 
 Não copiar procedimentos de livros ou de outras organizações, pois 
cada processo possui suas particularidades, devendo esses 
procedimentos ser adequados ao seu tipo de processo; 
http://www.blogdaqualidade.com.br/iso-9001-2015-por-que-informacao-documentada/
http://www.blogdaqualidade.com.br/execucao-a-importancia-de-executar/
 O executor do processo deve ser parte integrante da elaboração 
dos procedimentos, pois ele é o conhecedor do processo e sabe de 
suas características e deficiências; 
 A aplicabilidade dos procedimentos deve ser monitorada 
constantemente, para assegurar se estão sendo seguidos de forma 
correta; 
 A linguagem utilizada no POP deve ser simples, clara e objetiva, 
para que o documento possa ser entendido e aplicado por todos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O que deve conter um POP? 
É importante que o procedimento tenha informações suficientes para que 
os colaboradores possam utilizá-lo como um guia, assim como, em caso de 
dúvida, saibam onde buscar mais informações ou a quem recorrer. Dessa 
forma, é interessante que o POP contenha os seguintes itens: 
 Nome; 
 Objetivo; 
 Documentos de referências (manuais, processos ou outros 
procedimentos); 
 Local de aplicação; 
 Siglas (caso houver); 
 Descrição das etapas da tarefa e de seus executores e responsáveis; 
 Fluxograma; 
 Local onde poderá ser encontrado e o nome do responsável pela guarda 
e atualização do POP; 
 Frequência de atualização; 
 Forma que será gerado (digital ou físico); 
 Gestor (quem elaborou). 
http://www.blogdaqualidade.com.br/fluxograma-de-processo/
 
Sistematização da Assistência de Enfermagem e Processo de 
Enfermagem 
 
 A SAE é uma forma sistemática e dinâmica de prestar os cuidados de 
enfermagem. Através deste método, promove-se cuidado humanizado, dirigido 
a resultados e de baixo custo e, ainda, esse é capaz de impulsionar a equipe 
de enfermagem a continuamente examinarem suas práticas, refletindo sobre 
formas de fazê-las melhor. 
 
Características do Processo de Enfermagem 
Intencional, organizado e sistemático: cada etapa destina-se a uma 
finalidade específica, evitando a perda de qualquer fato importante. 
Humanístico: devemos considerar os interesses, valores, necessidades e 
cultura exclusivos dos pacientes. 
Etapa por etapa, cíclico e dinâmico: é um ciclo que deve ser trabalhado 
rigidamente etapa por etapa, sendo necessário as vezes retornar à primeira 
etapa. 
Focalizado nos resultados e de custos efetivos: ajuda-o a descobrir como 
atingir o melhor resultado de maneira mais eficiente e com o custo mais efetivo. 
 
Por que aprender sobre SAE? 
- Oferece uma maneira organizada, sistemática de pensar sobre o cuidado de 
enfermagem. 
- Fornece uma estrutura padronizada de referência que promove a 
comunicação efetiva entre a equipe de Enfermagem. 
- Sustenta todos os modelos de cuidado, proporcionando um modelo para o 
pensamento crítico e formando a base para a tomada de decisão. 
 
PENSAMENTO TAREFA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Processo de Enfermagem organiza-se em cinco etapas inter-relacionadas, 
interdependentes e recorrentes: 
I – Coleta de dados de Enfermagem (ou Histórico de Enfermagem) – 
processo deliberado, sistemático e contínuo, realizado com o auxílio de 
Para atender as transformações sociais, econômicas e 
tecnológicas, nossa responsabilidade no cuidar inclui conseguir operar 
com uma linguagem interdisciplinar, traduzida em indicadores de 
qualidade, qualidade do cuidado, protocolos assistenciais e/ou do 
cuidado e segurança do paciente. 
O processo de enfermagem é a dinâmica das ações 
sistematizadas e inter-relacionadas, visando à assistência ao ser 
humano. 
O Processo de Enfermagem deve ser realizado, de modo 
deliberado e sistemático, em todos os ambientes, públicos ou privados, 
em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem 
métodos e técnicas variadas, que tem por finalidade a obtenção de 
informações sobre a pessoa, família ou coletividade humana e sobre suas 
respostas em um dado momento do processo saúde e doença. 
 II – Diagnóstico de Enfermagem – processo de interpretação e agrupamento 
dos dados coletados na primeira etapa, que culmina com a tomada de decisão 
sobre os conceitos diagnósticos de enfermagem que representam, com mais 
exatidão, as respostas da pessoa, família ou coletividade humana em um dado 
momento do processo saúde e doença; e que constituem a base para a 
seleção das ações ou intervenções com as quais se objetiva alcançar os 
resultados esperados. 
III – Planejamento de Enfermagem – determinação dos resultados que se 
espera alcançar; e das ações ou intervenções de enfermagem que serão 
realizadas face às respostas da pessoa, família ou coletividade humana em um 
dado momento do processo saúde e doença, identificadas na etapa de 
Diagnóstico de Enfermagem. 
IV – Implementação– realização das ações ou intervenções determinadas na 
etapa de Planejamento de Enfermagem. 
V – Avaliação de Enfermagem – processo deliberado, sistemático e contínuo 
de verificação de mudanças nas respostas da pessoa, família ou coletividade 
humana em um dado momento do processo saúde doença, para determinar se 
as ações ou intervenções de enfermagem alcançaram o resultado esperado; e 
de verificação da necessidade de mudanças ou adaptações nas etapas do 
Processo de Enfermagem.
 
Processo de Enfermagem: contexto atual 
 
 
 
 
 
Processo de Enfermagem: atuação do enfermeiro, técnico e auxiliar de 
enfermagem. 
 
O técnico de Enfermagem é um componente ímpar da equipe, que 
legalmente deve auxiliar o enfermeiro em suas atividades assistenciais e de 
planejamento. Além de sua relevância qualitativa para a profissão, realça-se 
sua representatividade quantitativa: os técnicos representam, nacionalmente, a 
classe com maior contingente de profissionais no âmbito da enfermagem. 
A SAE exige a coesão do cuidado de todos os envolvidos, não 
funcionando como uma “receita teórica” em que planejamento e execução são 
fases independentes e fragmentadas, mas sim como um processo contínuo de 
cuidado em que planejamento, execução e avaliação são fatores 
interdependentes que interagem cotidianamente. 
Os técnicos de Enfermagem desempenham atividade fundamental em 
quase todas as etapas do processo de enfermagem: determinantes para um 
histórico adequado, são os atores mais próximos dos usuários; suas 
percepções e proximidade com o paciente devem ser vistas como importantes 
naescolha dos melhores diagnósticos pelo enfermeiro (que deve reconhecer o 
papel auxiliar do técnico de Enfermagem no planejamento de sua assistência), 
já que estão diuturnamente em contato com os pacientes e, portanto, podem 
identificar relevantes informações acerca dos cuidados; são os principais 
efetivadores da implementação da assistência de enfermagem; por serem 
elementos essenciais de todo o processo, devem ser ouvidos e participar 
verdadeiramente da avaliação de enfermagem. 
Entende-se que a consolidação de uma prática sistematizada, 
humanística e qualificada requer a compreensão de que ela é resultado de um 
trabalho em equipe, em que os componentes agem em uníssono para que a 
SAE se efetive em busca da melhor assistência de enfermagem. 
Técnicos de Enfermagem Enfermeiro 
 
 Os técnicos executarão os 
cuidados prescritos pelos 
enfermeiros. 
 
 Processo privativo do Enfermeiro que 
valoriza o seu trabalho 
 
 Burocratização da assistência já 
naturalmente executada pelos 
técnicos 
 
 Organização, padronização e 
dinamização e registro da assistência de 
enfermagem 
 
 Organização, sistematização e 
padronização do cuidado que 
beneficia o paciente 
 
 Assistência de Enfermagem com 
planejamento, gerenciamento e avaliação 
do cuidado 
 
 Metodologia do trabalho de 
Enfermagem fundamentada em teoria 
 
 Ações sistematizadas e inter-
relacionadas, realizadas em etapas, que 
visam a melhor assistência ao ser 
humano 
 
 Permite uma abordagem 
holística, humanizada, integral e 
individual ao paciente 
 
 Prescrição de cuidados de 
Enfermagem de acordo com as 
necessidades dos pacientes 
 
 
 
 
 
 
 
Dimensionamento de pessoal de Enfermagem 
É a etapa inicial do provimento 
de pessoal, que tem por finalidade a 
previsão da quantidade de funcionários 
por categoria, requerida para suprir as 
necessidades de assistência de 
enfermagem, direta ou indiretamente 
prestada à clientela. 
O Dimensionamento de Pessoal estabelece parâmetros para 
dimensionar o quantitativo mínimo dos diferentes níveis de formação dos 
profissionais de enfermagem. Os parâmetros representam normas técnicas 
mínimas e constituem-se em referências que orientam os gestores e gerentes 
das instituições de saúde: no planejamento e programação das ações de 
saúde, na priorização das ações a serem desenvolvidas. 
Aspectos que condicionam o dimensionamento de pessoal de 
enfermagem 
Características relativas da Instituição/empresa 
 Missão, porte, estrutura organizacional e física, 
 Tipos de serviços e/ou programas, tecnologia e complexidade dos 
serviços e/ou programas, 
 Política de pessoal, de recursos materiais e financeiros, 
 Atribuições e competências dos integrantes dos diferentes serviços e 
indicadores hospitalares do Ministério da Saúde 
 
Relativos ao Serviço de Enfermagem 
 Fundamentação legal do exercício profissional (LEI nº 7498/86 e 
Decreto nº 94.406/87) 
 Código de Ética dos profissionais de Enfermagem, Resoluções COFEN 
e Decisões CORENs 
 
Aspectos técnicos administrativos do Serviço de Enfermagem 
 Dinâmica de funcionamento das unidades nos diferentes turnos; 
 Modelo gerencial; 
 Modelo assistencial; 
 Métodos de trabalho; 
 Jornada de trabalho; 
 Índice de segurança técnica (IST); 
 Proporção de profissionais de enfermagem de nível superior e de nível 
médio; 
 Indicadores de avaliação da qualidade da assistência 
 
Relativos à clientela 
 Sistema de Classificação de Pacientes (SCP) 
 Realidade sociocultural e econômica 
 Conhecimento do perfil epidemiológico local 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O dimensionamento de Recursos Humanos não termina com o cálculo 
do pessoal. A avaliação é permanente, pois o processo é dinâmico, 
complexo e sofre interferência de vários fatores, por exemplo, a 
rotatividade elevada. 
A qualidade do cuidado de enfermagem depende diretamente da 
previsão adequada de pessoal de enfermagem em quantidade e 
qualidade. 
 
 
Sistema de Classificação de Pacientes (SCP) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sistema de 
classificação 
do paciente
Reorientação da 
equipe 
multiprofissional
Agrupamento de 
pacientes por 
complexidade 
assistencial
Detalhamento da 
dinâmica 
operacional
Realocação de 
recursos 
humanos e 
materiais
Distribuição dos 
leitos por grupos 
de pacientes
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pacientes de cuidados mínimos (PCM)/autocuidado Paciente estável, sob o 
ponto de vista clínico e de enfermagem, e fisicamente autossuficiente quanto 
ao atendimento das necessidades humanas básicas. 
Pacientes de cuidados intermediários (PCI) Paciente estável, sob o ponto de 
vista clínico e de enfermagem, requerendo avaliações médicas e de 
enfermagem, com parcial dependência dos profissionais de enfermagem para o 
atendimento das necessidades humanas básicas. 
Pacientes de cuidados semi-intensivos (PCSI) Paciente grave e 
recuperável, com risco iminente de morte, sujeito à instabilidade das funções 
vitais, requerendo assistência de enfermagem e médica permanente e 
especializada. 
Pacientes de cuidados intensivos (PCIt) Paciente grave e recuperável, com 
risco iminente de morte, sujeito à instabilidade das funções vitais, requerendo 
assistência de enfermagem e médica permanente e especializada. 
Pacientes com cuidado de alta dependência: pacientes crônicos que 
requeiram avaliações médicas e de enfermagem,estavel sob o ponto de vista 
clinico,porém com total dependência das ações de Enfermagem para o 
atendimento das necessidades humanas básicas. 
Adequação 
quantitativa e 
qualitativa de pessoal 
de Enfermagem
Saúde dos 
trabalhadores
Segurança e 
qualidade da 
assistência
O referencial mínimo para o quadro de profissionais de enfermagem, 
para as 24 horas de cada unidade de internação, considera o SCP, as horas de 
assistência de enfermagem, a distribuição percentual do total de profissionais 
de enfermagem e a proporção profissional/paciente. Para efeito de cálculo, 
devem ser consideradas: 
 
 
 
 
 
 
 
 Como horas de enfermagem, por paciente, nas 24 horas: 
– 4 horas de enfermagem, por paciente, no cuidado mínimo; 
– 6 horas de enfermagem, por paciente, no cuidado intermediário; 
– 10 horas de enfermagem, por paciente, no cuidado de alta dependência; 
– 10 horas de enfermagem, por paciente, no cuidado semi-intensivo; 
– 18 horas de enfermagem, por paciente, no cuidado intensivo. 
A distribuição percentual do total de profissionais de enfermagem, deve 
observar: 
 O SCP e as seguintes proporções mínimas: 
– Para cuidado mínimo e intermediário: 33% são enfermeiros (mínimo de seis) 
e os demais auxiliares e/ ou técnicos de enfermagem; 
– Para cuidado de alta dependência: 36% são enfermeiros e os demais 
técnicos e/ou auxiliares de enfermagem; 
– Para cuidado semi-intensivo: 42% são enfermeiros e os demais técnicos de 
enfermagem; 
– Para cuidado intensivo: 52% são enfermeiros e os demais técnicos de 
enfermagem. 
 
Para efeito de cálculo devem ser consideradas: o SCP e a proporção 
profissional/paciente nos diferentes turnos de trabalho: 
1) cuidado mínimo: 1 profissional de enfermagem para 6 pacientes; 
2) cuidado intermediário: 1 profissional de enfermagem para 4 pacientes; 
3) cuidado de alta dependência: 1 profissional de enfermagem para 2,4; 
4) cuidado semi-intensivo: 1 profissional de enfermagem para 2,4; 
5) cuidado intensivo: 1 profissional de enfermagem para 1,33. 
 
 
 
o Para unidades especializadas, como psiquiatria e oncologia, deve-se 
classificar o paciente tomando como base as características 
assistenciais específicas, adaptando-as ao SCP. 
 
o O paciente especial ou da área psiquiátrica, com intercorrência clínica 
ou cirúrgica associada, deve ser classificado um nível acima no SCP, 
iniciando-se com cuidados intermediários. 
 
 
 
 
 
 
o Paraberçário e unidade de internação em pediatria todo recém-
nascido e criança menor de 6 anos deve ser classificado, no mínimo, 
como cuidado intermediário, independente da presença do 
acompanhante. 
 
 
 
Atenção 
 
 
 
 
 
 
o O paciente com demanda de cuidados intensivos deverá ser assistido 
em unidade com infraestrutura adequada e especializada para este fim. 
 
o O responsável técnico de enfermagem deve dispor de no mínimo 5% do 
quadro geral de profissionais de enfermagem da instituição para 
cobertura de situações relacionadas à rotatividade de pessoal e 
participação em programas de educação permanente. 
 
Escalas de Distribuição de Pessoal de Enfermagem 
É uma atividade complexa que dispende tempo e requer, da parte de 
quem a faz, conhecimento para desenvolvê-la de forma racional, assegurando 
que a assistência de enfermagem seja prestada durante 24 horas no contexto 
hospitalar ou durante o período de atendimento noutras instituições de assistência 
à saúde. Refere-se à distribuição dos elementos da equipe de enfermagem de 
uma unidade, durante todos os dias do mês, segundo os turnos de trabalho 
(manhã, tarde e noite). É onde são registrados os horários de trabalho e também 
as folgas, férias e licenças dos elementos da equipe 
 
Tipos de Escala 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mensal Diária Férias
Escala Mensal: É a distribuição de todo pessoal, todos os dias do mês, 
segundo os turnos de trabalho (M, T, N) e onde são registradas as folgas, 
férias e licença dos funcionários. 
 A distribuição dos funcionários deve respeitar a necessidade dos 
plantões e da metodologia de assistência utilizada. 
 As folgas devem ser planejadas e previstas. 
Pontos a serem considerados na elaboração da escala mensal 
 Regulamento da instituição, do regimento do serviço de enfermagem e 
das atribuições dos elementos da equipe de enfermagem 
 Jornada de trabalho do pessoal de enfermagem da instituição 
 Características da clientela, da dinâmica da unidade e da equipe de 
enfermagem 
 Humanização na elaboração da escala mensal. 
 Ressaltar domingos e feriados 
 Verificar se há equilíbrio em número e qualificação profissional do 
pessoal nos plantões. 
Legislação Trabalhista rege: 
 Uma folga/semana, de preferência aos domingos 
 11 horas entre uma jornada e outra 
 Máximo de 12 horas diárias de jornada 
 Trabalho noturno – das 22 às 5 horas (hora noturna) – considerar 52 
minutos e 30 segundos 
 Mulher – 2 descansos de meia hora para amamentação por 6 meses 
 Jornada que excede 6 horas – 1 a 2 horas no máximo de repouso e 
alimentação. 
 Jornada que excede 4 horas e não ultrapassa 6 horas – intervalo de 15 
minutos 
 Carga horária semanal poderá ser de 30, 36, 40 ou 44 hs 
Ausências permitidas (sem prejuízo do salário): 
* 15 dias – doença comprovada 
* 2 dias – falecimento de familiares 
* 3 dias – casamento (licença gala) 
* 1 dia a cada 12 meses – doação de sangue 
* 5 dias ao pai – nascimento do filho (licença paternidade) 
* 180 dias – licença gestante (a critério da empresa) 
 * Licença por Acidente de trabalho 
* Serviço militar obrigatório 
 * Alistamento eleitoral 
* Testemunha 
Escala Diária: Também conhecida como escala de atividades e escala de 
serviço, tem por objetivo dividir as funções de Enfermagem diariamente de 
maneira equitativa entre os funcionários, a fim de garantir a assistência e evitar 
a sobrecarga de uns elementos e a ociosidade de outros. 
 Feita pelo enfermeiro, de acordo com a escala mensal 
 Distribuição do serviço do plantão determinado, entre os funcionários 
obedecendo: a função, o grau de dependência dos pacientes e a 
complexidade dos cuidados exigidos. 
 Escala de Férias: Também chamada de escala anual. Esta escala prevê que 
as férias devem ser distribuídas de forma racional, para o bom transcorrer do 
serviço e a satisfação do pessoal além de considerar as necessidades do 
funcionário e da unidade, os aspectos da legislação trabalhista também 
deverão ser consultados. 
 Nos meses mais solicitados (janeiro, fevereiro, julho e dezembro) deve 
ser feito rodízio entre os funcionários; 
 Na medida do possível, atender as preferências; 
 Não esquecer das licenças - gestante e saúde (por período prolongado) 
 
 
 
 
 
 
 
Liderança em Enfermagem 
A liderança surgiu da administração, os termos e variáveis que envolvem 
o seu entendimento acompanham um processo dinâmico em sua evolução 
histórica. O termo líder está em uso desde o século XIV, mas foi o termo 
liderança que ficou conhecido na língua inglesa na primeira metade do século 
XIX. Embora o emprego do termo liderança seja relativamente jovem, seu 
significado traz vários sentidos, cada teoria de administração, bem como os 
A revisão da escala é contínua 
Motivos: demissão, admissão, férias, faltas, licença 
para tratamento de saúde, transferência de local, 
rodízio de plantões (M,T,N) 
 
modelos de liderança, apresenta diferentes variáveis que historicamente 
caracterizam as teorias, a liderança e o líder. 
De forma simples podemos definir a liderança como um processo em 
que há algum nível de influência de uma pessoa sobre outra, ou sobre um 
grupo para que objetivos sejam alcançados em uma situação. 
A imagem de um líder é construída de forma paulatina, sendo 
necessário desenvolver algumas características com o objetivo de consolidar 
ainda mais a sua liderança 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Liderando com base nos princípios da Administração e Inteligência 
emocional 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Líder
Inteligência
Forte aptidão 
verbal
Compreeenssão
Personalidade 
ousada
PLANEJAMENTO
ORGANIZAÇÃO
COORDENAÇÃOCONTROLE
AVALIAÇÃO Inteligência 
Emocional 
 
Liderando com Inteligência emocional 
 
 
 
Diferença entre Líder e Chefe 
O líder é comparado a alguém que 
direciona as pessoas, motiva, participa, 
conduz, auxilia e consegue conquistar a 
confiança e a credibilidade da sua equipe. Já 
o chefe é visto como alguém que “só ocupa 
um cargo”, muitas vezes abusa das 
vantagens oferecidas pela função, impõe, 
não participa, cobra demais, é distante, não 
oferece auxílio e acaba afastando e 
desmotivando a equipe. 
 
AUTORREGULAÇÃO
MOTIVAÇÃO
EMPATIA
HABILIDADE SOCIAL
AUTO-
CONHECIMENTO
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estilos de liderança 
Quanto aos vários estilos de liderança, de acordo com a visão filosófica 
em questão, enfatizaremos três formas de trabalhar na Enfermagem, as quais 
são baseadas no estilo autocrático, democrático e liberal. 
Entre os mais diversos estilos que a Administração discute há de se 
propor a ideia de que não existe um estilo ideal o qual se possa dizer que esta 
forma de administrar suprima outra, porém esta pode ser a melhor para o grupo 
ou instituição conforme a situação corrente. 
 
 
Estilo de Liderança Autocrática: Beneficia a centralização do poder, 
estimulando um comportamento dependente e submisso dos membros do 
grupo de trabalho, com presença de sentimentos de tensão e frustração. Por 
outro lado, as ações do grupo são claramente definidas, previsíveis passando 
aos membros do grupo uma sensação de segurança. A produtividade costuma 
ser alta, no entanto a criatividade, automotivação, e a autonomia sejam baixas. 
Estilo de Liderança Democrática: a liderança democrática retrata o trabalho em 
conjunto, onde todos são informados, sobre os propósitos da organização e do 
processo que está sendo desenvolvido, bem como qual seu papel dentro desse 
contexto. Os líderes democráticos trabalham com as pessoas não pelo 
domínio, mas pela sugestão, persuasão e pelo ensino. Com um líder 
democrático existe uma produção em menor escala, porém com melhor 
qualidade, quando comparado com os outros estilos de liderança, autocrática 
ou Laissez-faire. 
Estilo de Liderança Laissez-faire (liberal): O líder Laissez-faire caracteriza-se 
pela ênfase no grupo, ausência de controle, oferece pouca ounenhuma 
orientação, usa a comunicação de forma verticalizada entre os membros e 
dispersa por todo o grupo a tomada de decisão 
A influência da Liderança no trabalho em equipe e na prática de 
enfermagem 
A finalidade da liderança em enfermagem vai ao encontro à realidade 
das instituições, ao estarem constantemente em processos de mudanças 
tecnológicas e nos modelos estruturais, para atender as necessidades dos 
clientes e a complexidade do ambiente de trabalho. A necessidade de ajustar o 
desempenho das pessoas com os objetivos da organização, dentro desse 
contexto, direciona os gestores a buscar estratégias para o desenvolvimento de 
competências consolidadas no conhecimento. No paradigma atual de gestão 
de pessoas, o sucesso da instituição está na relação construída dos recursos 
humanos com a organização. 
Precisamos das organizações para desempenhar nossas atividades e as 
instituições de saúde demandam dos profissionais de enfermagem para 
cumprir seus objetivos e cumprir sua missão. Daí a importância de haver 
sincronia entre a atuação de enfermagem, e o que é esperado dela pela 
instituição de saúde e pela Sociedade. 
Na perspectiva da gerência de pessoas, é necessário empregar 
estratégias de liderança de enfermagem voltadas para as transformações, ou 
seja, inovadoras, tendo como linha fundamental a melhoria da qualidade da 
assistência de enfermagem e, além disso, buscar alternativas que possibilitem 
maior satisfação para os componentes da equipe de enfermagem no 
desempenho de suas funções 
As equipes de Enfermagem contemporâneas devem buscar um tênue 
equilíbrio entre a liderança e as ferramentas do processo administrativo. Nessa 
perspectiva, o gerenciamento do cuidado quando calcado em estratégias 
operacionais é insuficiente, por não apreender as mudanças no contexto, as 
estratégias precisam trabalhar com as incertezas que circundam o mundo 
vivido dos profissionais. Os cuidados de enfermagem dependem 
essencialmente das pessoas que são influenciadores e ao mesmo tempo é 
influenciada pelo contexto, nenhuma estratégia pode ser vista linearmente 
como eficiente em todas as situações. 
Nesse sentido, a marca da liderança adotada é da era das relações, 
como o fortalecimento das habilidades pessoais dos líderes e dos liderados, 
que favoreça a confiança para o fortalecimento da equipe de trabalho, não 
perdendo de vista o indivíduo ao ressaltar e valorizar as competências 
individuais. As estratégias de liderança irão caminhar no sentido que cada 
profissional reconheça o propósito e o significado de seu trabalho, coopere, 
busque sentido e dê valor às informações. 
 
 
 
 
 
 
 
Para refletir: 
Qual a relação que você estabelece entre a liderança em enfermagem e 
o desempenho dos profissionais de enfermagem? 
Trabalho em Equipe 
Na Enfermagem, o termo equipe é muito utilizado para designar o grupo 
formado pelo enfermeiro, técnico e o auxiliar de enfermagem. No entanto, é 
questionável o funcionamento desses profissionais em equipe, tendo em vista o 
que é esperado do funcionamento das equipes no contexto do trabalho em 
saúde. De igual forma, o termo equipe multiprofissional também é comum no 
contexto do trabalho em saúde. 
A compreensão do real significado de equipe é fundamental para um 
atendimento adequado em saúde, já que para que haja qualidade e eficiência 
na assistência prestada é essencial a concepção coletiva do trabalho, assim 
como sua execução. Para isso a equipe pode ser instrumento facilitador do 
cuidado, pois dela espera-se um desempenho e uma eficiência superior à 
obtida na execução individualizada do trabalho. 
As equipes são formas mais aprimoradas de grupos de trabalhos, pois 
possuem todas as vantagens deles, além de estabelecer metas uníssonas para 
o trabalho coletivo. "Grupos existem em todas as organizações, equipes são 
raras ainda, embora ostentem essa denominação com frequência”. 
Um grupo de trabalho é aquele que interage, principalmente, para 
partilhar informação e tomar decisões que auxiliem cada membro a 
desempenhar suas tarefas individualmente. Nesse tipo de construção, o 
trabalho coletivo é um mito, existindo meramente, a soma das contribuições de 
cada membro do grupo separadamente e a responsabilidade permanece 
individualizada. As habilidades de seus integrantes são variadas e se juntam 
quase ao acaso. Não há sinergia positiva que possa criar um nível geral de 
desempenho que seja maior que a soma dos insumos. Já uma equipe gera 
sinergia positiva através de um esforço coordenado. 
 
 
 
 
 
 
 
Atualmente, é possível encontrar vários conceitos do trabalho em equipe 
que evidenciam as características de um trabalho integrado, com 
comunicação clara, confiança e respeito. Mais do que nunca essa tendência 
parece destacar que o foco do trabalho em equipe é baseado no esforço 
coletivo na busca de objetivos e nas metas comuns, em clima de confiança, 
respeito, cooperação, comunicação aberta e clara entre seus membros. 
Esta concepção acerca do trabalho em equipe, em especial para 
Enfermagem, deve merecer mais atenção, visto que essa ferramenta é um 
instrumento básico no processo de cuidar. Essa não se constitui uma tarefa 
das mais fáceis e por isso, estudos apontam para a necessidade de formar 
recursos humanos com habilidades para esse trabalho, tendo em vista, não 
apenas os movimentos e exigências das políticas públicas de saúde, mas 
também da própria mudança nos paradigmas sociais tão em evidência nesse 
novo século. 
 
 
 
 
A importância da comunicação para a Enfermagem 
 A comunicação trata-se de um processo dinâmico e multidimensional, 
onde cada palavra dita e cada movimento realizado transmite uma mensagem 
para alguém. A comunicação envolve a participação de duas ou mais pessoas, 
onde a mensagem é transmitida por uma e recebida pela outra, 
simultaneamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fatores que influenciam o processo de comunicação 
 
 
 
 
 
 
Formas de Comunicação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Comunicação Não verbal 
Inclui os cinco sentidos e qualquer coisa que não envolva a palavra 
escrita/falada. 
 
 
 
 
 
 
Fatores 
Culturais
•Cultura
•Classe Social
Fatores 
Sociais
•Familia
•Papéis e 
posiçoes 
sociais
Fatores 
pessoais
•Idade e 
estágios do 
ciclo de vida
•Ocupação
•Condições 
Economicas 
Fatores 
Psicológicos
•Motivação
•Pecepção
•Aprendizagem
•Crenças e 
atitudes
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Comunicação Paralinguística 
É o elemento gestual da palavra falada: Timbre, 
tom, volume, a clareza, a velocidade, a ênfase, as pausas 
e as vacilações. Como uma mensagem é verbalizada é 
tão importante quanto o que é verbalizado. Ex.:A forma 
como um profissional informa uma intercorrência ao seu 
colega. 
 
Comunicação Verbal 
Ocorre por meio das palavras, escritas ou 
faladas, e representa um pequeno segmento da 
capacidade de comunicação humana. 
A linguagem verbal é um código que transmite 
significado específico mediante a combinação de 
palavras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relações Profissionais da Enfermagem 
 
As relações de cuidado firmadas entre o profissional de enfermagem e o 
cliente são a base do cuidado em Enfermagem. 
A comunicação é o meio de estabelecimento da relação de ajuda e cura 
e por isso, é essencial para a relação profissional de enfermagem-cliente. 
 
 
Elementos da comunicação profissional 
-Educação (ser cortês); 
- Uso de nomes (transmite respeito pela dignidade e singularidade humana); 
-Confiança (encoraja a comunicação); 
-Autonomia e responsabilidade (oferecer elementos para a tomada de decisão 
no cuidado); 
- Assertividade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Registros de Enfermagem no Prontuário do paciente 
 A enfermagem é uma profissão fortemente 
dependente de informações precisas e oportunas para 
executar a grande variedade de intervenções 
envolvidas no cuidado. 
 Dessa forma, os registros de enfermagem 
são elementos imprescindíveis ao processo do cuidar e,quando redigidos de maneira que retratem a realidade a 
ser documentada, possibilitam a comunicação entre a 
equipe de saúde, além de servir a diversas outras 
finalidades, tais como: ensino, pesquisas, auditorias, processos jurídicos, 
planejamento, fins estatísticos e outros. 
 Convém, ainda, citar que os registros de enfermagem consistem no 
mais importante instrumento de avaliação da qualidade de atuação da 
enfermagem, representando 50% das informações inerentes ao cuidado do 
paciente registradas no prontuário. 
 Os registros realizados no prontuário do paciente são considerados 
como um documento legal de defesa dos profissionais, devendo, portanto, 
estar imbuídos de autenticidade e de significado legal. Eles refletem todo o 
empenho e força de trabalho da equipe de enfermagem, valorizando, assim, 
suas ações e a segurança do 
paciente. 
Finalidade dos registros 
Partilha de informações: estabelece 
uma efetiva comunicação entre a 
equipe de enfermagem e demais 
profissionais envolvidos na 
assistência ao paciente; 
Garantia de qualidade: serve como 
fonte de subsídios para a avaliação da 
assistência prestada (comitê interno 
hospitalar); 
Relatório permanente: registro escrito 
em ordem cronológica da enfermidade de um paciente e dos cuidados 
oferecidos, desde o surgimento do problema até a alta / óbito /transferência 
hospitalar; 
Evidência legal: documento legal tanto para o paciente quanto para a equipe 
médica e de enfermagem (e outros), referente à assistência prestada. Cada 
pessoa que escreve no prontuário de um paciente é responsável pela 
informação ali anotada; 
Ensino e pesquisa: os registros do paciente contêm um grande número de 
informações e podem constituir uma fonte alternativa de dados; 
Auditoria: refere-se à análise das atividades realizadas pela equipe de 
enfermagem por meio do prontuário do paciente. 
Prontuário do paciente 
 É definido como o acervo 
documental padronizado, organizado e 
conciso referente ao registro dos cuidados 
prestados ao paciente por todos os 
profissionais envolvidos na assistência. A 
palavra prontuário deriva do latim 
“promptuariu” que significa lugar onde se 
guarda aquilo que deve estar à mão, o que 
pode ser necessário a qualquer momento. 
 A resolução CFM 1.638/2002 
define o prontuário como “documento único 
constituído de um conjunto de informações, 
sinais e imagens registradas, geradas a partir 
de fatos, acontecimentos e situações sobre a 
saúde do paciente e a assistência a ele prestada, de caráter legal, sigiloso e 
científico, que possibilita a comunicação entre os membros da equipe 
multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carta dos direitos dos usuários da saúde 
Art. 3º Toda pessoa tem direito ao tratamento adequado e no tempo certo para 
resolver o seu problema de saúde. 
 (...) 
III – Acesso a qualquer momento, do paciente ou terceiro por ele autorizado, a 
seu prontuário e aos dados nele registrados, bem como ter garantido o 
encaminhamento de cópia a outra unidade de saúde, em caso de transferência. 
IV – Registro atualizado e legível no prontuário, das seguintes informações: 
a) motivo do atendimento e/ou internação, dados de observação clínica, 
evolução clínica, prescrição terapêutica, avaliações da equipe: 
b) dados de observação e da evolução clínica; 
c) prescrição terapêutica; 
d) avaliações dos profissionais da equipe; 
e) procedimentos e cuidados de enfermagem; 
f) quando for o caso, procedimentos cirúrgicos e anestésicos, odontológicos, 
resultados de exames complementares laboratoriais e radiológico; 
g) quantidade de sangue recebida e dados que garantam a qualidade do 
sangue, como origem, sorologias efetuadas e prazo de validade; 
h) identificação do responsável pelas anotações; 
 i) outras informações que se fizerem necessárias. 
Diferenças entre Evolução e Anotação de Enfermagem 
A anotação de enfermagem é realizada por toda a equipe de 
enfermagem, enquanto a Evolução é privativa do Enfermeiro, de acordo com o 
artigo 11 da Lei do Exercício Profissional nº 7498/86. 
 
As Anotações de Enfermagem fornecem dados que irão subsidiar o 
enfermeiro no estabelecimento do plano de cuidados / prescrição de 
enfermagem; suporte para análise reflexiva dos cuidados ministrados; 
respectivas respostas do paciente e resultados esperados e desenvolvimento 
da Evolução de Enfermagem. 
Assim, a Anotação de Enfermagem é fundamental para o 
desenvolvimento da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE – 
Resolução Cofen n. 358/2009), pois é fonte de informações essenciais para 
assegurar a continuidade da assistência. Contribui, ainda, para a identificação 
das alterações do estado e das condições do paciente, favorecendo a detecção 
de novos problemas, a avaliação dos cuidados prescritos e, por fim, 
possibilitando a comparação das respostas do paciente aos cuidados 
prestados. 
Podemos identificar seis diretrizes que devem ser seguidas para 
certificar-se de que as informações relacionadas aos cuidados prestados ao 
paciente sejam comunicadas correta e integralmente, são elas: 
 
 
 
 
 
Precisão Concisão Eficácia
Atualização Organização Confidencialidade
PRECISÃO: A informação deve ser exata, com dados subjetivos ou objetivos 
claramente discriminados. Além disso, é imprescindível fazer a distinção se a 
informação registrada foi observada no paciente ou relatada por ele. Usar 
grafia correta, bem como somente abreviações e símbolos aceitos pela 
instituição, de modo a garantir a interpretação precisa e adequada da 
informação. 
CONCISÃO: Fornecer as informações reais e essenciais em uma anotação. 
Uma anotação curta e bem redigida é mais facilmente assimilada do que uma 
longa e irrelevante. 
EFICÁCIA: Os registros devem conter informações completas e pertinentes 
para a continuidade da assistência ou para condutas a serem tomadas. 
ATUALIZAÇÃO: A demora na anotação de uma informação importante pode 
resultar em omissões graves e atrasos no atendimento ao paciente. As 
decisões e condutas sobre a assistência e os cuidados de um paciente são 
baseadas em informações atuais. Sempre anotar em prontuário, logo após a 
realização do procedimento, atendimento, observação ou encaminhamento. 
ORGANIZAÇÃO: Registrar todas as informações em formato adequado e em 
ordem cronológica. 
CONFIDENCIALIDADE: As informações sobre um cliente só deverão ser 
transmitidas mediante o entendimento de que tais dados não serão divulgados 
a pessoas não autorizadas. A lei protege as informações sobre um cliente que 
esteja sob cuidados profissionais de saúde. O profissional de enfermagem é 
obrigado por lei e pela ética a manter confidencialidade de qualquer informação 
relacionada à doença e ao tratamento do cliente 
Regras importantes para a elaboração das Anotações de Enfermagem, 
entre as quais: 
1.Devem ser precedidas de data e hora, conter assinatura e identificação do 
profissional com o número do Coren, conforme consta nas Resoluções Cofen 
191/2009 e 448/2013 em seu art. 6º, ao final de cada registro: 
a) O uso do carimbo pelos profissionais da Enfermagem é facultativo. 
2. Observar e anotar como o paciente chegou: 
a) Procedência do paciente (residência, pronto-socorro, transferência de outra 
instituição ou outro setor intra-hospitalar); 
b) Acompanhante (familiar, vizinho, amigo, profissional de saúde); 
c) Condições de locomoção (deambulando, com auxílio, cadeira de rodas, 
maca, etc.); 
3. Observar e anotar as condições gerais do paciente: 
a) Nível de consciência; 
b) Humor e atitude; 
c) Higiene pessoal; 
d) Estado nutricional; 
e) Coloração da pele; 
f) Dispositivos em uso. Ex.: Jelco, sondas, curativos. 
g) Queixas do paciente (tudo o que ele refere, dados informados pela família ou 
responsável); 
4. Anotar orientações efetuadas ao paciente e familiares. Ex.: Jejum, coleta de 
exames, inserção venosa,etc.; 
5. Cuidados realizados; 
6. Intercorrências; 
7. Efetuar as anotações imediatamente após a prestação do cuidado; 
8. Não devem conter rasuras, entrelinhas, linhas em branco ou espaços; 
9. Não é permitido escrever a lápis ou utilizar corretivo líquido; 
10. Devem ser legíveis, completas, claras, concisas, objetivas, pontuais e 
cronológicas; 
11. Conter sempre observações efetuadas, cuidados prestados, sejam eles os 
já padronizados, de rotina e específicos; 
12. Constar as respostas do paciente diante dos cuidados prescritos pelo 
enfermeiro, intercorrências, sinais e sintomas observados; 
13. Devem ser registradas após o cuidado prestado, orientação fornecida ou 
informação obtida; 
14. Devem priorizar a descrição de características, como tamanho mensurado 
(cm, mm, etc.), quantidade (ml, l, etc.), coloração e forma; 
15. Não conter termos que deem conotação de valor (bem, mal, muito, pouco, 
etc.); 
16. Conter apenas abreviaturas previstas em literatura; 
 17. Devem ser referentes aos dados simples, que não requeiram maior 
aprofundamento científico. 
 
O que escrever na Admissão e Alta do paciente? 
Admissão 
• Nome completo do paciente, data e hora da admissão; 
• Procedência do paciente; 
• Condições de chegada (deambulando, em maca, cadeira de rodas, etc.); 
• Nível de consciência: Lucidez/Orientação; 
• Presença de acompanhante ou responsável; 
• Condições de higiene; 
• Presença de lesões prévias e sua localização: feridas corto-contusas, 
hematoma, úlceras de pressão ou crônicas, e outras; 
• Descrever deficiências, se houver; 
• Uso de próteses ou órteses, se houver; 
• Queixas relacionadas ao motivo da internação; 
•Procedimentos / cuidados realizados, conforme prescrição ou rotina 
institucional (mensuração de sinais vitais, punção de acesso venoso, coleta de 
exames, necessidade de elevação de grades, contenção, etc.); 
• Rol de valores e pertences do paciente; 
• Orientações prestadas; 
• Nome completo e Coren do responsável pelo procedimento. 
 
Alta 
 • Data e horário; 
• Condições de saída (deambulando, maca ou cadeira de rodas, presença de 
lesões, nível de consciência, presença de dispositivos como sonda vesical de 
demora, cateter de duplo lúmen, etc.); 
• Procedimentos / cuidados realizados, conforme prescrição ou rotina 
institucional (mensuração de sinais vitais, retirada de cateter venoso, etc.); 
• Orientações prestadas; 
• Entrega do rol de pertences e valores ao paciente ou acompanhante; 
• Transporte para o domicílio: da instituição ou próprio; 
•Nome completo e Coren do responsável pelo procedimento. 
 
 
 
 
 
Obs.: Importante o registro real do horário de saída do paciente e se saiu 
acompanhado. Registrar ainda se foi alta médica, administrativa ou a 
pedido do paciente ou família. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não esqueça: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anotações de 
Enfermagem
Exatidão
Legibilidade
Identificação
Brevidade
“Informação não registrada é informação 
perdida” 
Pouca documentação sugere má prática 
de Enfermagem 
BIBLIOGRAFIA 
COFEN. Guia de recomendações para registro de enfermagem no prontuário 
do paciente e outros documentos de enfermagem. Brasília: COFEN. 2015. 52p. 
COFEN. Resolução COFEN 543/2017. Atualiza e estabelece parâmetros para 
o Dimensionamento do Quadro de Profissionais de Enfermagem nos 
serviços/locais em que são realizadas atividades de enfermagem. Brasília: 
COFEN. 2017. 
COREN-SP. Dimensionamento de pessoal.São Paulo: COREN. 2010. 16p. 
GAMA, B.M.B.D.M. Liderança em Enfermagem. Apostila de Curso. 
Administração em enfermagem. Faculdade de enfermagem. UFJF, 2013. 
SILVA, V.L.S.; CAMELO, S.H.H. a competência da liderança em enfermagem: 
conceitos, atributos essenciais e o papel do enfermeiro líder. Rev. enferm. 
UERJ, Rio de Janeiro, 2013 out/dez; 21(4):533-9 
Souza GC, Peduzzi M, Silva JAM, Carvalho BG. Teamwork in nursing: 
restricted to nursing professionals or an interprofessional collaboration. Rev Esc 
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