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ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM O que é Administração? A indispensabilidade da administração existe desde as mais remotas sociedades, no entanto foi com a expansão do processo de produção industrial na Inglaterra, França e EUA que as alterações na organização do trabalho, com a separação entre a concepção, execução e controle, fizeram com que a prática e a teoria da administração/gerência do trabalho ganhassem impulso. No seu início a administração tinha como particularidades o rigor e a imposição. Com a evolução da prática e da teoria geral da administração, as formas de controle foram transformando-se, englobando a flexibilidade, participação e negociação como ferramentas. Podemos notar que a administração é necessária toda vez que duas ou mais pessoas interagem para conseguir determinado objetivo, assim a administração não está presente apenas nas grandes empresas, mas em escolas, clubes, ONG’s, organizações públicas, dentre outras. Podemos concluir que ela é indispensável em todas as organizações, sendo universal uma vez que seu corpo de conhecimentos pode ser aplicado em todos os níveis de uma organização e em todas as áreas de conhecimento. “Administrar é o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos e competências afim de alcançar objetivos organizacionais” Não esquecer! Administrar envolve a elaboração de planos, parecer relatórios, projetos, laudos, em que é exigida a aplicação de conhecimentos inerentes às técnicas de Administração. http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto http://pt.wikipedia.org/wiki/Laudo http://pt.wikipedia.org/wiki/Laudo http://pt.wikipedia.org/wiki/Laudo E o que é a Administração em Enfermagem? A administração em enfermagem, nada mais é do que mais um instrumento ou meio, para que possamos estar atuando na área. Não devendo ser compreendida como separada em relação à assistência de enfermagem, e tão pouco deve ser considerada como uma função restrita, unicamente, a realização de atividades burocráticas. Administração em enfermagem é uma função inerente a equipe de enfermagem, ou seja, não dá para fazer enfermagem sem utilizar os conhecimentos da administração. Utilizamos os preceitos da administração até na realização de um procedimento "simples" como preparo e administração de um medicamento, ou realizar um curativo. Pois muito bem, para realizar essas funções precisamos pensar e avaliar o que iremos fazer, depois providenciar os recursos materiais para realizar a atividade que será feita em um determinado ambiente e em muitos dos casos decidir se o ambiente é ou não adequado. Pois em todas essas atividades estão implícitos conhecimentos de administração. A profissão exige do profissional de enfermagem um perfil que agregue características que o capacite para exercer sua profissão da melhor forma possível, como por exemplo: Agilidade Decisão assertiva; Criatividade; Agregação de valores à instituição; Ética. A enfermagem busca uma administração participativa no que diz respeito à democratização das tomadas de decisões, estabelece uma melhor satisfação e aumento da produtividade no trabalho, de torná-la racional, tendo em vista que a administração é defendida com instrumento de qualquer organização e pode ser aplicada em qualquer área. Entende-se que o administrador na resolução de problemas busque não somente soluções imediatistas, ou seja, a curto prazo, mas também a médio e longo prazo, através de planejamento e organização evitando assim o acúmulo de situações problemáticas e o estresse e sobrecarga de equipe de enfermagem, prejudicando assim seu desempenho. Enfermagem e suas funções administrativas Planejamento de Assistência Provimento de recursos físicos, humanos e materiais Tarefas Estrutura PessoasAmbiente Tecnologia Teorias da Administração Aplicadas à Enfermagem Teoria da Administração Científica A administração científica é um modelo de administração criado pelo americano Frederick Winslow Taylor no fim do século XIX e início do século XX e que se baseia na aplicação do método científico na administração com o intuito de garantir o melhor custo/benefício aos sistemas produtivos. Ele observou ao longo de sua carreira a deficiência das produções fabris, tais como: ausência de noção clara de divisão de responsabilidades; muitos trabalhadores não cumpriam seu dever; as decisões dos administradores eram Tomada de decisão Supervisão Liderança Teorias Administrativas baseadas em intuições e palpites; os departamentos das empresas não eram integrados, aos trabalhadores eram delegadas funções onde não possuíam habilidade, dentre outras deficiências. Ao passar dos anos Taylor observou que a questão do tempo e salário unicamente não solucionaria o problema. Então desenvolveu uma pesquisa que visava o aprimoramento dos métodos de trabalho. Assim sendo, ele apresenta uma nova concepção dos princípios da administração de uma empresa, que são eles: Seleção e treinamento de pessoal, salários altos e baixos custos de produção, identificação de como executar a tarefas da melhor maneira possível e cooperação entre trabalhadores e administração. Ainda outros aspectos foram abordados, entre eles: padronização de ferramenta e equipamentos, sequenciamento e programação de operações, estudo de movimentos, conveniência de uma área de planejamento, cartões de instruções pagamento de acordo com desempenho e cálculos de custo. Após estes estudos da teoria da administração científica agregou ao seu estudo que o incentivo individual ao trabalhador atenderia o desejo do ganho material estimulando assim o crescimento pessoal. Sintetizando... Teoria Científica e a Enfermagem Divisão do trabalho aliado à padronização de tarefas: escalas diárias de divisão do trabalho; Elaboração de manuais; Assistência fragmentada; Planejar, executar e avaliar. Enfoque mecanicista do ser humano: A visão da organização como uma máquina O incentivo monetário, apesar de importante, não se revela suficiente para promover a satisfação dos trabalhadores Com a fragmentação das tarefas, a qualificação do funcionário passa a ser supérflua A administração científica legítima a exploração dos operários, em prol dos interesses patronais Teoria Clássica da Administração A teoria de administração clássica foi fundada por Henry Fayol logo após a primeira guerra mundial (1914-1917) e tem como ponto de partida o estudo científico da administração. Fayol apresentou como novidade em sua época a necessidade de um ensino organizado e metódico de administração para formar administradores. A teoria clássica tem como estrutura a organização; e ele acreditava que o comportamento administrativo deveria ter como modelo a organização militar, ou seja, um sistema de hierarquização. Onde haja uma cadeia de comando interligando as posições e definindo quem se subordina a quem. Portanto, pode-se ver que a teoria clássica aborda a constituição de uma organização baseada em uma cadeia de comando, pela qual existe um corpo executivo que controla todo um grupo de pessoas que hierarquicamentese subordinam. A Teoria Clássica de Fayol complementou o trabalho de Taylor. Propôs a racionalização da estrutura administrativa e a empresa passa a ser percebida como uma síntese dos diversos órgãos que compõe a sua estrutura. A preocupação maior de Fayol é para com a direção da empresa dando ênfase às funções e operações no interior da mesma. Estabeleceu os princípios da boa administração, sendo dele a clássica visão das funções do administrador: organizar, planejar, coordenar, comandar e controlar. Teoria Clássica e a Enfermagem Subordinação por meio da hierarquia; Organogramas mostrando linhas de subordinação; Preocupação com a quantidade de trabalho desenvolvida Sintetizando... Teoria Burocrática Max Weber identifica certas características da organização formal voltada exclusivamente para a racionalidade e para a eficiência. Em suas dimensões essenciais muitos dos aspectos do modelo burocrático podem ser encontrados em Taylor e Fayol: a divisão do trabalho baseada na especialização funcional; hierarquia e autoridade definidas; sistema de regras e regulamentos que descrevem direitos e deveres dos ocupantes dos cargos; sistema de procedimentos e rotinas; impessoalidade nas relações interpessoais, promoção e seleção baseadas na competência técnica, dentre outros. A teoria burocrática de Max Weber é uma espécie de organização humana baseada na racionalidade, ou seja, os meios devem ser analisados e estabelecidos de maneira totalmente formal e impessoal, a fim de alcançarem os fins pretendidos. Dessa forma, na teoria burocrática há grande ênfase na eficiência. Teoria Burocrática e a Enfermagem Serviços de enfermagem burocráticos; Pessoal de enfermagem com características e comportamentos de técnicos especializados Influência direta na Enfermagem evidenciada na prática baseada em regras e normas. Obsessão pelo comando - Fayol centrou seus estudos na unidade do comando, na autoridade e na responsabilidade. Empresa como sistema fechado – outra crítica frequentemente endereçada à administração clássica é que considerava a empresa como um sistema fechado Fayol enunciou as funções principais da gerência administrativa. O conjunto das funções administrativas forma o processo administrativo: planejar, comandar, organizar, controlar e coordenar. Sintetizando... Teoria das Relações Humanas Na década de 1930 psicólogos e cientistas sociais, afirmavam que o homem só trabalha por dinheiro. Acreditavam que as aplicações da administração científica eram insuficientes para o êxito profissional. Essas colocações trouxeram resultados desagradáveis como a desumanização do trabalho, tendo em vista o modo rígido de supervisão para realização de tarefas. Os estudiosos da época percebiam que a rigidez das normas de trabalho dificultava o relacionamento dos trabalhadores em meio ao ambiente de trabalho. Helton Mayo, o mais importante contribuinte para a escola das relações humanas realizou um estudo que visava em principio entender a produtividade e luminosidade no local do trabalho. Esperava-se que ao aumentar a luminosidade aumentaria o desempenho dos trabalhadores, assim como se diminuísse a luminosidade, diminuiria o desempenho dos trabalhadores. No entanto ao trocarem as lâmpadas por outras de uma mesma potência notou-se a queda do desempenho dos trabalhadores levando a conclusão de que o que realmente poderia levar em consideração era o estado psicológico dos trabalhadores. Foi analisado então outros fatores como horário de descanso e alimentação. Porém os resultados foram diferentes do esperado, pois se notou novamente a influência de fatores psicológicos. Enfim foi realizado outro Divisão do trabalho baseada na especialização funcional; Hierarquia e autoridade definidas; Sistema de regras e regulamentos que descrevem direitos e deveres dos ocupantes dos cargos; Sistema de procedimentos e rotinas; Impessoalidade nas relações interpessoais; experimento pelo qual foi separado um grupo de seis trabalhadores e colocado sob uma supervisão mais branda onde foi encontrado um resultado satisfatório, pois os trabalhadores sentiam mais liberdade e motivação. Sintetizando... O Movimento das Relações Humanas surge da crítica à Teoria da Administração Científica e a Teoria Clássica, porém o modelo proposto não se contrapõe ao taylorismo. Combate o formalismo na administração e desloca o foco da administração para os grupos informais e suas inter-relações, oferecendo incentivos psicossociais, por entender que o ser humano não pode ser reduzido a esquemas simples e mecanicistas. A Escola das Relações Humanas depositou na motivação a expectativa de levar o indivíduo a trabalhar para atingir os objetivos da organização. Defende a participação do trabalhador nas decisões que envolvessem a tarefa, porém essa participação sofre restrições e deve estar de acordo com o padrão de liderança adotado. Teoria das Relações Humanas e a Enfermagem Liderança na Enfermagem: comunicação do líder com o grupo; Motivação do pessoal de enfermagem. Combate o formalismo na administração e desloca o foco da administração para os grupos informais e suas inter-relações Oferta de incentivos psicossociais, por entender que o ser humano não pode ser reduzido a esquemas simples e mecanicistas Teoria dos Sistemas A abordagem da teoria de sistema foi desenvolvida pelo Bertalanffy, que iniciou um movimento intelectual visando uma ciência unificada. Sistema seria "um conjunto de elementos que inter-relacionam de forma coesa e integrada, buscando atingir determinado objetivo". A abordagem da estrutura de sistema relaciona a estrutura (organização) com o meio que lhe dá suporte e afirma que a maneira de manter a organização é fortalecer os seus recursos humanos que é a fonte motivadora da mesma. A palavra sistema está intimamente ligada com a palavra ambiente. O sistema necessita de constantes informações vindas do ambiente, para ser analisado o desempenho de produção a fim de atingir os seus objetivos. Isso nos leva a crer que a comunicação é a essência de uma organização, visto que através da comunicação os diversos departamentos das instituições se interligam. Tipos de sistemas: Físicos: São compostos de equipamentos, de maquinaria e de coisas reais. Abstratos: São compostos de conceitos, filosofias, planos, hipóteses e ideias. Há uma complementaridade entre sistemas físicos e sistemas Depositou na motivação a expectativa de levar o indivíduo a trabalhar para atingir os objetivos da organização Defende a participação do trabalhador nas decisões que envolvessem a tarefa A Teoria dos Sistemas surge de estudos do biólogo alemão Ludwig Von Bertalanfly publicado entre 1950 e 1968 e busca formulações conceituais passíveis de aplicação na realidade empírica. Para este autor "um sistema pode ser definido como um complexo de elementos em interação”. Interação significa que os elementos estão em relação. E que os comportamentos destes elementos modificam–se quando há mudança na relação. abstratos: os sistemas físicos precisam de um sistema abstrato para poder funcionar e desempenhar suas funções. A recíproca também é verdadeira. Também podem ser classificados quanto a sua natureza, os sistemas podem ser fechados ou abertos. Fechados: São sistemas que não apresentam intercambio com o meio ambiente que os circunda, pois são herméticos a qualquer influência ambiental. Sendo assim os sistemas fechados não recebem influência do ambiente e também não influenciam o ambiente. Abertos: São sistemas que apresentam relações de intercâmbio com o ambiente, através de entradas e saídas. Os sistemas abertos trocam matéria e energia regularmente com o meio ambiente A Teoria dos Sistemas acolheu o conceito no qual as organizações são sistemas abertos, ou seja, que trocam continuamente energia (ou matéria- prima, informações etc.) com o meio ambiente. Portanto, não podemos entender uma organização sem saber o contexto em que ela opera. Do mesmo modo, uma organização é a soma de suas partes (gerência de marketing, gerência de finanças etc.) e uma área depende da outra – o conceito de interdependência. Sintetizando... Elementos interligados para formar um todo; O todo apresenta propriedades e características próprias que não são encontradas em nenhum dos elementos isolados Todo sistema tem um ou alguns propósitos ou objetivos. O sistema sempre reagira globalmente a qualquer estimulo produzido em qualquer parte ou unidade. Teoria Contingencial A origem da Teoria da Contingência se deu pela pesquisa de Lawrence e Lorsch sobre a confrontação da organização versus ambiente. Uma característica importante da teoria da contingência é que não se consegue sucesso na organização partindo de um único ponto, é necessária diversidade de alternativas para encaminhar estudos, demandas organizacionais e problemas. Contingência significa eventualidade, incerteza, ou seja, a teoria da contingência aborda as diferentes formas de administrar, a forma de administrar é "relativa", envolvendo uma série de fatores, assim sendo, a maneira que uma organização deve ser administrada está condicionada ao ambiente em que ela está inserida. O fato de a teoria de contingência considerar a forma de administrar relativa, dependendo do ambiente em que a organização está envolvida limita o processo administrativo, pois não estabelece nenhum técnico padrão, e por outro lado enriquece as habilidades do administrador. Teoria dos Sistemas e a Enfermagem Organizações de saúde são subsistemas do sistema maior; As organizações são subsistema que selecionam e aceitam só o que se adéqua à sua política; Serviço de enfermagem subsistema no sistema organizacional Teoria Contingencial e a Enfermagem A integração da abordagem contingencial faz parte da dinâmica do serviço de enfermagem; Os profissionais de enfermagem são constantemente confrontados com os desafios da mudança e com a ocorrência de eventos imprevisíveis. Estrutura do serviço de Enfermagem O serviço de enfermagem abrange 70% dos profissionais de um hospital, relacionando-se com todos os serviços dele, por isso é necessário que os integrantes da equipe de enfermagem conheçam o hospital. Para se manter um bom entrosamento e relacionamento entre as várias seções e setores, é necessário que as funções de cada seção sejam bem definidas e que haja estreita colaboração entre todos. Nesse sentido, é importante considerar o valor da comunicação entre os profissionais. Quando um grupo de pessoas contribui com seus esforços para o alcance de um objetivo, torna-se necessário estabelecer um acordo sobre atribuições de cada uma e definir as relações de trabalho que devem existir entre elas. Assim, considerando o serviço de enfermagem como um grupo organizado de pessoas, onde é grande o número, a complexidade e a diversidade das atividades realizadas, é evidente a necessidade da divisão e distribuição do trabalho entre os seus elementos, bem como do estabelecimento do padrão de relações entre eles. Assim o corpo clínico, o serviço social, o serviço de nutrição e dietética, serviço de higienização, e outros, o serviço de enfermagem também se encontra subordinado às diretorias de competência. O serviço de enfermagem é uma equipe com: Grande número de pessoas; Grande número de tarefas; Grande complexidade e diversidade dessas tarefas. Por esse motivo é evidente a necessidade de organização e orientação, assim como da divisão de trabalho nessa equipe: “preciso determinar quem faz, o quê e onde”. O hospital é uma organização que possui características que o tornam diferentes de outras empresas. Resultado de um processo através do qual a autoridade é distribuída, as atividades são especificadas desde os níveis mais baixos até a alta administração e um sistema de comunicação é delineado, permitindo que as pessoas realizem as atividades e exerçam a autoridade que lhes compete para o atingir os objetivos organizacionais. Os três componentes da Estrutura Organizacional 1. Determina as relações formais de subordinação; 2. Identifica o agrupamento de indivíduos em departamentos; 3. Inclui projeto de sistemas para assegurar a comunicação eficaz. Geralmente, a organização apresenta-se sob dois aspectos: a organização formal e a informal. A organização formal é aquela que é planejada, escrita e aprovada pela instituição, contém cargos e funções e pode ser visualizada pelo organograma, pelas regras, pelos regulamentos e pela divulgação em manuais. Chefe do serviço Assistente da chefia Supervisores Enfermeiros chefes de Unidades Técnicos de Enfermagem Auxiliar de Enfermagem A organização informal é aquela não planejada formalmente. Ela aparece de forma espontânea e natural, em decorrência do relacionamento e da interação entre os funcionários. Hierarquia: diferencia a organização em camadas ou níveis de autoridade, tendo os superiores certo grau de autoridade sobre os subordinados. À medida que sobe a escala hierárquica, aumenta a autoridade do ocupante do cargo. Organograma: é a representação gráfica da estrutura e as relações de autoridade existentes entre eles, indicando os órgãos por meio de retângulos, e as relações de autoridade por meio de linhas. Permite a visualização de toda a estrutura da organização, bem como o fluxo de autoridade e responsabilidade. É importante a elaboração de um organograma, pois é difícil visualizar a organização como um todo, surgindo assim a necessidade de um gráfico que mostre de forma imediata os órgãos componentes da organização, o fluxo da autoridade e responsabilidade e as linhas formais de comunicação. Exemplo: Estrutura formal: quando se fala em estrutura formal, é aquela planejada, formalizada oficialmente, aquela que está no papel. Representa a tentativa deliberada de estabelecer relações entre os componentes da equipe que deverão alcançar os objetivos propostos, determina quem faz o que dentro da instituição, evidencia as relações de hierarquia e autoridade. A autoridade e responsabilidade são atribuídas por um cargo oficial, reconhecido pela direção a alguém. Estrutura informal: são aspectos não planejados da estrutura, através de interações naturais entre as pessoas que ocupam posições na organização formal, sem passar pelas linhas formais de comunicação. Ex: conversa de corredor. Muitas vezes, a estrutura informal opõe-se aos objetivos organizacionais da instituição, diminuindo o ritmo de trabalho, deixar de fazer algo determinado, danificar projetos ou a estrutura física da instituição como maneira de protesto. Poder centralizado: Poucas pessoas tomam decisões, poucas detêm a autoridade e a responsabilidade. Os serviços de Enfermagem, possuem na sua estrutura um grande número de níveis hierárquicos. Vantagens: as decisões são tomadas por quem tem uma visão geral da organização, criando uniformidade nas decisões, além de estas serem tomadas por pessoas geralmente mais preparadas. Geralmente as pessoas que decidem são mais preparadas para isso. Desvantagens: Sobrecarga da cúpula hierárquica; demora nas decisões; decisões desvinculadas da realidade. Poder descentralizado: As decisões sofrem influência de várias pessoas. Ograu de descentralização depende do tamanho da organização, do tipo de atividade que são desenvolvidas, da competência dos subordinados e da facilidade de informações que permitem a tomada de decisões. Vantagens: Maior rapidez na tomada de decisões. A resolução dos problemas é feita por alguém que os conhece, eleva a moral e a motivação, possibilitando o preparo dos elementos de níveis mais baixos. Desvantagens: Falta de uniformidade nas decisões. Despreparo do pessoal para a tomada de decisão. Falta de visão global da organização. Autoridade: A autoridade flui em uma linha reta, do mais alto nível da organização ao seu nível mais baixo. Com a delegação da autoridade, formando-se os níveis hierárquicos, numa cadeia ininterrupta entre supervisores e subordinados. Responsabilidade: a responsabilidade provém da relação superior/subordinado e refere-se à obrigação que uma pessoa tem de fazer alguma coisa para outro. A responsabilidade não é delegada, mesmo que a execução de uma atividade seja atribuída a um subordinado, o chefe será sempre responsável pelo que o subordinado faz. Formalização: representa o uso de normas na organização e corresponde ao grau em que normas, procedimentos, instruções e comunicações estão escritos. A formalização nos Serviços de Enfermagem pode ser feita pela descrição de cargos e funções e rotinas, da padronização de procedimentos e pelas escalas de distribuição de pessoal. É preciso analisar qual o nível necessário de formalização para os serviços de Enfermagem, uma vez que isso pode funcionar como aspectos para facilitar ou dificultar o desempenho dos indivíduos. Outro ponto a considerar é a forma de elaboração dos instrumentos utilizados para a formalização. Organização do serviço de Enfermagem Manual de Enfermagem Os manuais, instrumentos integrantes do sistema de informação da organização, transmitem, por escrito, orientações aos elementos da equipe de enfermagem para o desenvolvimento das atividades. Conceito, importância e característica dos manuais Entende-se por manual de enfermagem o instrumento que reúne, de forma sistematizada, normas, rotinas, procedimentos e outras informações necessárias para a execução das ações de enfermagem. Essas informações podem estar agrupadas em um único manual ou divididas de acordo com sua finalidade: manual de normas, rotinas e procedimentos; manual de educação em serviço; manual de funcionários, manual de formulários e outros. O manual tem por finalidades esclarecer dúvidas e orientar a execução das ações de enfermagem, constituindo um instrumento de consulta. Assim, o manual deve ser constantemente submetido à análise crítica, ser atualizado sempre que necessário, considerando também os avanços advindos dos resultados das pesquisas realizadas na área de enfermagem. Os manuais podem ser elaborados a partir de duas situações: 1 – Quando na fase de organização e programação das atividades de um serviço; 2 – Quando este já está em funcionamento e requer a atualização de normas e procedimentos. Em ambas as situações, a metodologia a ser aplicada é a mesma. A elaboração de um manual de enfermagem pode ser sintetizada em 05 (cinco) etapas como: 1 – Diagnóstico da situação; 2 – Determinação dos assuntos; 3 – Estruturação e confecção dos instrumentos; 4 – Implantação; 5 – Avaliação. O conteúdo do manual é determinado pela necessidade de informação da unidade onde será implantado. O manual poderá conter: A estrutura administrativa de organização e do serviço de enfermagem; As normas, rotinas e procedimentos relacionados ao pessoal, à assistência que deverá ser prestada ao cliente, aos materiais etc. Os diagnósticos de enfermagem e seus referidos cuidados; A descrição das funções que cada elemento da equipe deve realizar; O quadro do pessoal da unidade; E quaisquer outras informações necessárias para um bom funcionamento do serviço da enfermagem; Essas informações podem estar contidas em um único manual, ou separados, dependendo das características, finalidades das mesmas. Manual de Normas As normas são conjuntos de regras ou instruções para determinar procedimentos, métodos, organização, que são utilizados no desenvolvimento das atividades de enfermagem. São leis, guias que definem o modo e quem deve realizar as ações de enfermagem. Critérios para Elaboração Segundo a Associação Brasileira de Enfermagem, uma norma, para servir de guia, deve ser formulada obedecendo alguns critérios: É estabelecida por uma autoridade reconhecida, como por exemplo, o enfermeiro da unidade. Baseia-se num princípio, por exemplo: princípio da assepsia; Traduz objetivos e descreve as condições necessárias para alcançar um ideal; Deve ser flexível, permitindo o raciocínio e a iniciativa; Deve ser ampla e expressa de maneira clara e concisa, adequada a propósitos, e definida para poder determinar se foi ou não cumprida; Deve basear-se em teorias e práticas atualizadas e estabelecer metas para melhoria; Os critérios de avaliação que a acompanham devem estabelecer medidas qualitativas e quantitativas do serviço de enfermagem; Deve estar sujeita à continua revisão e avaliação; Exemplos de Normas - A prescrição dos cuidados de enfermagem deverá ser feita pelo enfermeiro encarregado, segundo condutas estabelecidas. - Todo acidente ocorrido com o pessoal de enfermagem, durante a realização das atividades, deverá ser imediatamente informado à chefia de enfermagem. - Os materiais para exame laboratorial de rotina deverão ser encaminhados ao laboratório, diariamente, até as 9 horas. - Todo paciente cardíaco deverá ser pesado, diariamente, pelo técnico de enfermagem designado para cuidá-lo. - Os funcionários de enfermagem deverão estar na unidade onde trabalham, devidamente uniformizados, até as 7 horas. Manual de Rotinas A rotina, conforme definição do Ministério da Saúde, é o conjunto de elementos que especifica a maneira exata pela qual uma ou mais atividades devem ser realizados. É a descrição sistematizada dos passos a serem dados para a realização das ações componentes de uma atividade, na sequência da execução. Uma rotina instrui sobre o que deve ser feito, quem deve fazer e onde. A rotina é especifica de cada unidade, uma vez que seus passos e agentes dependem dos recursos existentes nessa unidade. Por exemplo: em uma unidade que dispõe de mais recursos, o curativo é feito pelo enfermeiro; em outra que não tem esse profissional em número suficiente, será feito pelo técnico de enfermagem. Neste caso, cada unidade terá uma rotina diferente; além dos agentes diferentes, a linguagem diferente; e a descrição das ações deverão estar de acordo com o preparo de quem irá executá-la. As rotinas podem conter as seguintes informações: Nome da organização da saúde; Nome da unidade a quem se destina; Título da rotina; Normas inerentes a rotina, quando couber; Identificação do agente da ação; Ações a serem realizadas; ● Tipos de Rotina Existem três tipos principais de rotina: de colunas, textual e fluxograma. Rotina forma de COLUNA: oferece rápido visualização da informação necessária, facilitando sua consulta. É composta de três colunas básicas: o agente (quem), ação (o quê) e observação (onde). Os agentes são os únicos elementos (podendo nesse caso ser colocado numa norma) e a coluna dos mesmos cita os tipos de profissionais envolvidos na rotina (equipe de enfermagem ou multidisciplinar). Rotina TEXTUAL: Como o próprio nome diz – é a forma de texto, podendo seguir tópicos (normas, agentes, ações, observação) da rotina de colunas. Rotina FLUXOGRAMA: Representa graficamente as ações a serem realizadas, utilizando símbolos identificados em uma legenda. Pode ser vertical ou horizontal dependendoda disposição em que ocorre a sequência das ações. Também é composta por colunas: convenções, agentes, descrição das ações. Procedimento Operacional Padrão (POP’s) O Procedimento Operacional Padrão (POP) é um documento organizacional que traduz o planejamento do trabalho a ser executado. É uma descrição detalhada de todas as medidas necessárias para a realização de uma tarefa. POP apresenta instruções das sequências das operações e sua frequência de execução, apontando os seguintes elementos: O responsável pela execução e listagem dos equipamentos; Peças e materiais utilizados na realização da tarefa; Descrição dos procedimentos que devem ser executados nas atividades críticas (o modo de operação e as possíveis restrições quanto a execução, o que pode ou não pode ser feito); Roteiro de inspeções periódicas dos equipamentos de produção. Todos esses elementos deverão ser aprovados, assinados, datados e revisados anualmente ou de acordo com a necessidade do processo. Quais os objetivos? O POP tem como objetivo manter o processo em funcionamento por meio da padronização e minimização desvios na execução da atividade, ou seja, ele busca assegurar que as ações tomadas para a garantia da qualidade sejam padronizadas e executadas conforme o planejado. Como elaborar um POP? Para criar um POP, basta descrever as tarefas que fazem parte da rotina de trabalho, tomando os seguintes cuidados: Não copiar procedimentos de livros ou de outras organizações, pois cada processo possui suas particularidades, devendo esses procedimentos ser adequados ao seu tipo de processo; http://www.blogdaqualidade.com.br/iso-9001-2015-por-que-informacao-documentada/ http://www.blogdaqualidade.com.br/execucao-a-importancia-de-executar/ O executor do processo deve ser parte integrante da elaboração dos procedimentos, pois ele é o conhecedor do processo e sabe de suas características e deficiências; A aplicabilidade dos procedimentos deve ser monitorada constantemente, para assegurar se estão sendo seguidos de forma correta; A linguagem utilizada no POP deve ser simples, clara e objetiva, para que o documento possa ser entendido e aplicado por todos. O que deve conter um POP? É importante que o procedimento tenha informações suficientes para que os colaboradores possam utilizá-lo como um guia, assim como, em caso de dúvida, saibam onde buscar mais informações ou a quem recorrer. Dessa forma, é interessante que o POP contenha os seguintes itens: Nome; Objetivo; Documentos de referências (manuais, processos ou outros procedimentos); Local de aplicação; Siglas (caso houver); Descrição das etapas da tarefa e de seus executores e responsáveis; Fluxograma; Local onde poderá ser encontrado e o nome do responsável pela guarda e atualização do POP; Frequência de atualização; Forma que será gerado (digital ou físico); Gestor (quem elaborou). http://www.blogdaqualidade.com.br/fluxograma-de-processo/ Sistematização da Assistência de Enfermagem e Processo de Enfermagem A SAE é uma forma sistemática e dinâmica de prestar os cuidados de enfermagem. Através deste método, promove-se cuidado humanizado, dirigido a resultados e de baixo custo e, ainda, esse é capaz de impulsionar a equipe de enfermagem a continuamente examinarem suas práticas, refletindo sobre formas de fazê-las melhor. Características do Processo de Enfermagem Intencional, organizado e sistemático: cada etapa destina-se a uma finalidade específica, evitando a perda de qualquer fato importante. Humanístico: devemos considerar os interesses, valores, necessidades e cultura exclusivos dos pacientes. Etapa por etapa, cíclico e dinâmico: é um ciclo que deve ser trabalhado rigidamente etapa por etapa, sendo necessário as vezes retornar à primeira etapa. Focalizado nos resultados e de custos efetivos: ajuda-o a descobrir como atingir o melhor resultado de maneira mais eficiente e com o custo mais efetivo. Por que aprender sobre SAE? - Oferece uma maneira organizada, sistemática de pensar sobre o cuidado de enfermagem. - Fornece uma estrutura padronizada de referência que promove a comunicação efetiva entre a equipe de Enfermagem. - Sustenta todos os modelos de cuidado, proporcionando um modelo para o pensamento crítico e formando a base para a tomada de decisão. PENSAMENTO TAREFA O Processo de Enfermagem organiza-se em cinco etapas inter-relacionadas, interdependentes e recorrentes: I – Coleta de dados de Enfermagem (ou Histórico de Enfermagem) – processo deliberado, sistemático e contínuo, realizado com o auxílio de Para atender as transformações sociais, econômicas e tecnológicas, nossa responsabilidade no cuidar inclui conseguir operar com uma linguagem interdisciplinar, traduzida em indicadores de qualidade, qualidade do cuidado, protocolos assistenciais e/ou do cuidado e segurança do paciente. O processo de enfermagem é a dinâmica das ações sistematizadas e inter-relacionadas, visando à assistência ao ser humano. O Processo de Enfermagem deve ser realizado, de modo deliberado e sistemático, em todos os ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem métodos e técnicas variadas, que tem por finalidade a obtenção de informações sobre a pessoa, família ou coletividade humana e sobre suas respostas em um dado momento do processo saúde e doença. II – Diagnóstico de Enfermagem – processo de interpretação e agrupamento dos dados coletados na primeira etapa, que culmina com a tomada de decisão sobre os conceitos diagnósticos de enfermagem que representam, com mais exatidão, as respostas da pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde e doença; e que constituem a base para a seleção das ações ou intervenções com as quais se objetiva alcançar os resultados esperados. III – Planejamento de Enfermagem – determinação dos resultados que se espera alcançar; e das ações ou intervenções de enfermagem que serão realizadas face às respostas da pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde e doença, identificadas na etapa de Diagnóstico de Enfermagem. IV – Implementação– realização das ações ou intervenções determinadas na etapa de Planejamento de Enfermagem. V – Avaliação de Enfermagem – processo deliberado, sistemático e contínuo de verificação de mudanças nas respostas da pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde doença, para determinar se as ações ou intervenções de enfermagem alcançaram o resultado esperado; e de verificação da necessidade de mudanças ou adaptações nas etapas do Processo de Enfermagem. Processo de Enfermagem: contexto atual Processo de Enfermagem: atuação do enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem. O técnico de Enfermagem é um componente ímpar da equipe, que legalmente deve auxiliar o enfermeiro em suas atividades assistenciais e de planejamento. Além de sua relevância qualitativa para a profissão, realça-se sua representatividade quantitativa: os técnicos representam, nacionalmente, a classe com maior contingente de profissionais no âmbito da enfermagem. A SAE exige a coesão do cuidado de todos os envolvidos, não funcionando como uma “receita teórica” em que planejamento e execução são fases independentes e fragmentadas, mas sim como um processo contínuo de cuidado em que planejamento, execução e avaliação são fatores interdependentes que interagem cotidianamente. Os técnicos de Enfermagem desempenham atividade fundamental em quase todas as etapas do processo de enfermagem: determinantes para um histórico adequado, são os atores mais próximos dos usuários; suas percepções e proximidade com o paciente devem ser vistas como importantes naescolha dos melhores diagnósticos pelo enfermeiro (que deve reconhecer o papel auxiliar do técnico de Enfermagem no planejamento de sua assistência), já que estão diuturnamente em contato com os pacientes e, portanto, podem identificar relevantes informações acerca dos cuidados; são os principais efetivadores da implementação da assistência de enfermagem; por serem elementos essenciais de todo o processo, devem ser ouvidos e participar verdadeiramente da avaliação de enfermagem. Entende-se que a consolidação de uma prática sistematizada, humanística e qualificada requer a compreensão de que ela é resultado de um trabalho em equipe, em que os componentes agem em uníssono para que a SAE se efetive em busca da melhor assistência de enfermagem. Técnicos de Enfermagem Enfermeiro Os técnicos executarão os cuidados prescritos pelos enfermeiros. Processo privativo do Enfermeiro que valoriza o seu trabalho Burocratização da assistência já naturalmente executada pelos técnicos Organização, padronização e dinamização e registro da assistência de enfermagem Organização, sistematização e padronização do cuidado que beneficia o paciente Assistência de Enfermagem com planejamento, gerenciamento e avaliação do cuidado Metodologia do trabalho de Enfermagem fundamentada em teoria Ações sistematizadas e inter- relacionadas, realizadas em etapas, que visam a melhor assistência ao ser humano Permite uma abordagem holística, humanizada, integral e individual ao paciente Prescrição de cuidados de Enfermagem de acordo com as necessidades dos pacientes Dimensionamento de pessoal de Enfermagem É a etapa inicial do provimento de pessoal, que tem por finalidade a previsão da quantidade de funcionários por categoria, requerida para suprir as necessidades de assistência de enfermagem, direta ou indiretamente prestada à clientela. O Dimensionamento de Pessoal estabelece parâmetros para dimensionar o quantitativo mínimo dos diferentes níveis de formação dos profissionais de enfermagem. Os parâmetros representam normas técnicas mínimas e constituem-se em referências que orientam os gestores e gerentes das instituições de saúde: no planejamento e programação das ações de saúde, na priorização das ações a serem desenvolvidas. Aspectos que condicionam o dimensionamento de pessoal de enfermagem Características relativas da Instituição/empresa Missão, porte, estrutura organizacional e física, Tipos de serviços e/ou programas, tecnologia e complexidade dos serviços e/ou programas, Política de pessoal, de recursos materiais e financeiros, Atribuições e competências dos integrantes dos diferentes serviços e indicadores hospitalares do Ministério da Saúde Relativos ao Serviço de Enfermagem Fundamentação legal do exercício profissional (LEI nº 7498/86 e Decreto nº 94.406/87) Código de Ética dos profissionais de Enfermagem, Resoluções COFEN e Decisões CORENs Aspectos técnicos administrativos do Serviço de Enfermagem Dinâmica de funcionamento das unidades nos diferentes turnos; Modelo gerencial; Modelo assistencial; Métodos de trabalho; Jornada de trabalho; Índice de segurança técnica (IST); Proporção de profissionais de enfermagem de nível superior e de nível médio; Indicadores de avaliação da qualidade da assistência Relativos à clientela Sistema de Classificação de Pacientes (SCP) Realidade sociocultural e econômica Conhecimento do perfil epidemiológico local O dimensionamento de Recursos Humanos não termina com o cálculo do pessoal. A avaliação é permanente, pois o processo é dinâmico, complexo e sofre interferência de vários fatores, por exemplo, a rotatividade elevada. A qualidade do cuidado de enfermagem depende diretamente da previsão adequada de pessoal de enfermagem em quantidade e qualidade. Sistema de Classificação de Pacientes (SCP) Sistema de classificação do paciente Reorientação da equipe multiprofissional Agrupamento de pacientes por complexidade assistencial Detalhamento da dinâmica operacional Realocação de recursos humanos e materiais Distribuição dos leitos por grupos de pacientes Pacientes de cuidados mínimos (PCM)/autocuidado Paciente estável, sob o ponto de vista clínico e de enfermagem, e fisicamente autossuficiente quanto ao atendimento das necessidades humanas básicas. Pacientes de cuidados intermediários (PCI) Paciente estável, sob o ponto de vista clínico e de enfermagem, requerendo avaliações médicas e de enfermagem, com parcial dependência dos profissionais de enfermagem para o atendimento das necessidades humanas básicas. Pacientes de cuidados semi-intensivos (PCSI) Paciente grave e recuperável, com risco iminente de morte, sujeito à instabilidade das funções vitais, requerendo assistência de enfermagem e médica permanente e especializada. Pacientes de cuidados intensivos (PCIt) Paciente grave e recuperável, com risco iminente de morte, sujeito à instabilidade das funções vitais, requerendo assistência de enfermagem e médica permanente e especializada. Pacientes com cuidado de alta dependência: pacientes crônicos que requeiram avaliações médicas e de enfermagem,estavel sob o ponto de vista clinico,porém com total dependência das ações de Enfermagem para o atendimento das necessidades humanas básicas. Adequação quantitativa e qualitativa de pessoal de Enfermagem Saúde dos trabalhadores Segurança e qualidade da assistência O referencial mínimo para o quadro de profissionais de enfermagem, para as 24 horas de cada unidade de internação, considera o SCP, as horas de assistência de enfermagem, a distribuição percentual do total de profissionais de enfermagem e a proporção profissional/paciente. Para efeito de cálculo, devem ser consideradas: Como horas de enfermagem, por paciente, nas 24 horas: – 4 horas de enfermagem, por paciente, no cuidado mínimo; – 6 horas de enfermagem, por paciente, no cuidado intermediário; – 10 horas de enfermagem, por paciente, no cuidado de alta dependência; – 10 horas de enfermagem, por paciente, no cuidado semi-intensivo; – 18 horas de enfermagem, por paciente, no cuidado intensivo. A distribuição percentual do total de profissionais de enfermagem, deve observar: O SCP e as seguintes proporções mínimas: – Para cuidado mínimo e intermediário: 33% são enfermeiros (mínimo de seis) e os demais auxiliares e/ ou técnicos de enfermagem; – Para cuidado de alta dependência: 36% são enfermeiros e os demais técnicos e/ou auxiliares de enfermagem; – Para cuidado semi-intensivo: 42% são enfermeiros e os demais técnicos de enfermagem; – Para cuidado intensivo: 52% são enfermeiros e os demais técnicos de enfermagem. Para efeito de cálculo devem ser consideradas: o SCP e a proporção profissional/paciente nos diferentes turnos de trabalho: 1) cuidado mínimo: 1 profissional de enfermagem para 6 pacientes; 2) cuidado intermediário: 1 profissional de enfermagem para 4 pacientes; 3) cuidado de alta dependência: 1 profissional de enfermagem para 2,4; 4) cuidado semi-intensivo: 1 profissional de enfermagem para 2,4; 5) cuidado intensivo: 1 profissional de enfermagem para 1,33. o Para unidades especializadas, como psiquiatria e oncologia, deve-se classificar o paciente tomando como base as características assistenciais específicas, adaptando-as ao SCP. o O paciente especial ou da área psiquiátrica, com intercorrência clínica ou cirúrgica associada, deve ser classificado um nível acima no SCP, iniciando-se com cuidados intermediários. o Paraberçário e unidade de internação em pediatria todo recém- nascido e criança menor de 6 anos deve ser classificado, no mínimo, como cuidado intermediário, independente da presença do acompanhante. Atenção o O paciente com demanda de cuidados intensivos deverá ser assistido em unidade com infraestrutura adequada e especializada para este fim. o O responsável técnico de enfermagem deve dispor de no mínimo 5% do quadro geral de profissionais de enfermagem da instituição para cobertura de situações relacionadas à rotatividade de pessoal e participação em programas de educação permanente. Escalas de Distribuição de Pessoal de Enfermagem É uma atividade complexa que dispende tempo e requer, da parte de quem a faz, conhecimento para desenvolvê-la de forma racional, assegurando que a assistência de enfermagem seja prestada durante 24 horas no contexto hospitalar ou durante o período de atendimento noutras instituições de assistência à saúde. Refere-se à distribuição dos elementos da equipe de enfermagem de uma unidade, durante todos os dias do mês, segundo os turnos de trabalho (manhã, tarde e noite). É onde são registrados os horários de trabalho e também as folgas, férias e licenças dos elementos da equipe Tipos de Escala Mensal Diária Férias Escala Mensal: É a distribuição de todo pessoal, todos os dias do mês, segundo os turnos de trabalho (M, T, N) e onde são registradas as folgas, férias e licença dos funcionários. A distribuição dos funcionários deve respeitar a necessidade dos plantões e da metodologia de assistência utilizada. As folgas devem ser planejadas e previstas. Pontos a serem considerados na elaboração da escala mensal Regulamento da instituição, do regimento do serviço de enfermagem e das atribuições dos elementos da equipe de enfermagem Jornada de trabalho do pessoal de enfermagem da instituição Características da clientela, da dinâmica da unidade e da equipe de enfermagem Humanização na elaboração da escala mensal. Ressaltar domingos e feriados Verificar se há equilíbrio em número e qualificação profissional do pessoal nos plantões. Legislação Trabalhista rege: Uma folga/semana, de preferência aos domingos 11 horas entre uma jornada e outra Máximo de 12 horas diárias de jornada Trabalho noturno – das 22 às 5 horas (hora noturna) – considerar 52 minutos e 30 segundos Mulher – 2 descansos de meia hora para amamentação por 6 meses Jornada que excede 6 horas – 1 a 2 horas no máximo de repouso e alimentação. Jornada que excede 4 horas e não ultrapassa 6 horas – intervalo de 15 minutos Carga horária semanal poderá ser de 30, 36, 40 ou 44 hs Ausências permitidas (sem prejuízo do salário): * 15 dias – doença comprovada * 2 dias – falecimento de familiares * 3 dias – casamento (licença gala) * 1 dia a cada 12 meses – doação de sangue * 5 dias ao pai – nascimento do filho (licença paternidade) * 180 dias – licença gestante (a critério da empresa) * Licença por Acidente de trabalho * Serviço militar obrigatório * Alistamento eleitoral * Testemunha Escala Diária: Também conhecida como escala de atividades e escala de serviço, tem por objetivo dividir as funções de Enfermagem diariamente de maneira equitativa entre os funcionários, a fim de garantir a assistência e evitar a sobrecarga de uns elementos e a ociosidade de outros. Feita pelo enfermeiro, de acordo com a escala mensal Distribuição do serviço do plantão determinado, entre os funcionários obedecendo: a função, o grau de dependência dos pacientes e a complexidade dos cuidados exigidos. Escala de Férias: Também chamada de escala anual. Esta escala prevê que as férias devem ser distribuídas de forma racional, para o bom transcorrer do serviço e a satisfação do pessoal além de considerar as necessidades do funcionário e da unidade, os aspectos da legislação trabalhista também deverão ser consultados. Nos meses mais solicitados (janeiro, fevereiro, julho e dezembro) deve ser feito rodízio entre os funcionários; Na medida do possível, atender as preferências; Não esquecer das licenças - gestante e saúde (por período prolongado) Liderança em Enfermagem A liderança surgiu da administração, os termos e variáveis que envolvem o seu entendimento acompanham um processo dinâmico em sua evolução histórica. O termo líder está em uso desde o século XIV, mas foi o termo liderança que ficou conhecido na língua inglesa na primeira metade do século XIX. Embora o emprego do termo liderança seja relativamente jovem, seu significado traz vários sentidos, cada teoria de administração, bem como os A revisão da escala é contínua Motivos: demissão, admissão, férias, faltas, licença para tratamento de saúde, transferência de local, rodízio de plantões (M,T,N) modelos de liderança, apresenta diferentes variáveis que historicamente caracterizam as teorias, a liderança e o líder. De forma simples podemos definir a liderança como um processo em que há algum nível de influência de uma pessoa sobre outra, ou sobre um grupo para que objetivos sejam alcançados em uma situação. A imagem de um líder é construída de forma paulatina, sendo necessário desenvolver algumas características com o objetivo de consolidar ainda mais a sua liderança Liderando com base nos princípios da Administração e Inteligência emocional Líder Inteligência Forte aptidão verbal Compreeenssão Personalidade ousada PLANEJAMENTO ORGANIZAÇÃO COORDENAÇÃOCONTROLE AVALIAÇÃO Inteligência Emocional Liderando com Inteligência emocional Diferença entre Líder e Chefe O líder é comparado a alguém que direciona as pessoas, motiva, participa, conduz, auxilia e consegue conquistar a confiança e a credibilidade da sua equipe. Já o chefe é visto como alguém que “só ocupa um cargo”, muitas vezes abusa das vantagens oferecidas pela função, impõe, não participa, cobra demais, é distante, não oferece auxílio e acaba afastando e desmotivando a equipe. AUTORREGULAÇÃO MOTIVAÇÃO EMPATIA HABILIDADE SOCIAL AUTO- CONHECIMENTO Estilos de liderança Quanto aos vários estilos de liderança, de acordo com a visão filosófica em questão, enfatizaremos três formas de trabalhar na Enfermagem, as quais são baseadas no estilo autocrático, democrático e liberal. Entre os mais diversos estilos que a Administração discute há de se propor a ideia de que não existe um estilo ideal o qual se possa dizer que esta forma de administrar suprima outra, porém esta pode ser a melhor para o grupo ou instituição conforme a situação corrente. Estilo de Liderança Autocrática: Beneficia a centralização do poder, estimulando um comportamento dependente e submisso dos membros do grupo de trabalho, com presença de sentimentos de tensão e frustração. Por outro lado, as ações do grupo são claramente definidas, previsíveis passando aos membros do grupo uma sensação de segurança. A produtividade costuma ser alta, no entanto a criatividade, automotivação, e a autonomia sejam baixas. Estilo de Liderança Democrática: a liderança democrática retrata o trabalho em conjunto, onde todos são informados, sobre os propósitos da organização e do processo que está sendo desenvolvido, bem como qual seu papel dentro desse contexto. Os líderes democráticos trabalham com as pessoas não pelo domínio, mas pela sugestão, persuasão e pelo ensino. Com um líder democrático existe uma produção em menor escala, porém com melhor qualidade, quando comparado com os outros estilos de liderança, autocrática ou Laissez-faire. Estilo de Liderança Laissez-faire (liberal): O líder Laissez-faire caracteriza-se pela ênfase no grupo, ausência de controle, oferece pouca ounenhuma orientação, usa a comunicação de forma verticalizada entre os membros e dispersa por todo o grupo a tomada de decisão A influência da Liderança no trabalho em equipe e na prática de enfermagem A finalidade da liderança em enfermagem vai ao encontro à realidade das instituições, ao estarem constantemente em processos de mudanças tecnológicas e nos modelos estruturais, para atender as necessidades dos clientes e a complexidade do ambiente de trabalho. A necessidade de ajustar o desempenho das pessoas com os objetivos da organização, dentro desse contexto, direciona os gestores a buscar estratégias para o desenvolvimento de competências consolidadas no conhecimento. No paradigma atual de gestão de pessoas, o sucesso da instituição está na relação construída dos recursos humanos com a organização. Precisamos das organizações para desempenhar nossas atividades e as instituições de saúde demandam dos profissionais de enfermagem para cumprir seus objetivos e cumprir sua missão. Daí a importância de haver sincronia entre a atuação de enfermagem, e o que é esperado dela pela instituição de saúde e pela Sociedade. Na perspectiva da gerência de pessoas, é necessário empregar estratégias de liderança de enfermagem voltadas para as transformações, ou seja, inovadoras, tendo como linha fundamental a melhoria da qualidade da assistência de enfermagem e, além disso, buscar alternativas que possibilitem maior satisfação para os componentes da equipe de enfermagem no desempenho de suas funções As equipes de Enfermagem contemporâneas devem buscar um tênue equilíbrio entre a liderança e as ferramentas do processo administrativo. Nessa perspectiva, o gerenciamento do cuidado quando calcado em estratégias operacionais é insuficiente, por não apreender as mudanças no contexto, as estratégias precisam trabalhar com as incertezas que circundam o mundo vivido dos profissionais. Os cuidados de enfermagem dependem essencialmente das pessoas que são influenciadores e ao mesmo tempo é influenciada pelo contexto, nenhuma estratégia pode ser vista linearmente como eficiente em todas as situações. Nesse sentido, a marca da liderança adotada é da era das relações, como o fortalecimento das habilidades pessoais dos líderes e dos liderados, que favoreça a confiança para o fortalecimento da equipe de trabalho, não perdendo de vista o indivíduo ao ressaltar e valorizar as competências individuais. As estratégias de liderança irão caminhar no sentido que cada profissional reconheça o propósito e o significado de seu trabalho, coopere, busque sentido e dê valor às informações. Para refletir: Qual a relação que você estabelece entre a liderança em enfermagem e o desempenho dos profissionais de enfermagem? Trabalho em Equipe Na Enfermagem, o termo equipe é muito utilizado para designar o grupo formado pelo enfermeiro, técnico e o auxiliar de enfermagem. No entanto, é questionável o funcionamento desses profissionais em equipe, tendo em vista o que é esperado do funcionamento das equipes no contexto do trabalho em saúde. De igual forma, o termo equipe multiprofissional também é comum no contexto do trabalho em saúde. A compreensão do real significado de equipe é fundamental para um atendimento adequado em saúde, já que para que haja qualidade e eficiência na assistência prestada é essencial a concepção coletiva do trabalho, assim como sua execução. Para isso a equipe pode ser instrumento facilitador do cuidado, pois dela espera-se um desempenho e uma eficiência superior à obtida na execução individualizada do trabalho. As equipes são formas mais aprimoradas de grupos de trabalhos, pois possuem todas as vantagens deles, além de estabelecer metas uníssonas para o trabalho coletivo. "Grupos existem em todas as organizações, equipes são raras ainda, embora ostentem essa denominação com frequência”. Um grupo de trabalho é aquele que interage, principalmente, para partilhar informação e tomar decisões que auxiliem cada membro a desempenhar suas tarefas individualmente. Nesse tipo de construção, o trabalho coletivo é um mito, existindo meramente, a soma das contribuições de cada membro do grupo separadamente e a responsabilidade permanece individualizada. As habilidades de seus integrantes são variadas e se juntam quase ao acaso. Não há sinergia positiva que possa criar um nível geral de desempenho que seja maior que a soma dos insumos. Já uma equipe gera sinergia positiva através de um esforço coordenado. Atualmente, é possível encontrar vários conceitos do trabalho em equipe que evidenciam as características de um trabalho integrado, com comunicação clara, confiança e respeito. Mais do que nunca essa tendência parece destacar que o foco do trabalho em equipe é baseado no esforço coletivo na busca de objetivos e nas metas comuns, em clima de confiança, respeito, cooperação, comunicação aberta e clara entre seus membros. Esta concepção acerca do trabalho em equipe, em especial para Enfermagem, deve merecer mais atenção, visto que essa ferramenta é um instrumento básico no processo de cuidar. Essa não se constitui uma tarefa das mais fáceis e por isso, estudos apontam para a necessidade de formar recursos humanos com habilidades para esse trabalho, tendo em vista, não apenas os movimentos e exigências das políticas públicas de saúde, mas também da própria mudança nos paradigmas sociais tão em evidência nesse novo século. A importância da comunicação para a Enfermagem A comunicação trata-se de um processo dinâmico e multidimensional, onde cada palavra dita e cada movimento realizado transmite uma mensagem para alguém. A comunicação envolve a participação de duas ou mais pessoas, onde a mensagem é transmitida por uma e recebida pela outra, simultaneamente. Fatores que influenciam o processo de comunicação Formas de Comunicação Comunicação Não verbal Inclui os cinco sentidos e qualquer coisa que não envolva a palavra escrita/falada. Fatores Culturais •Cultura •Classe Social Fatores Sociais •Familia •Papéis e posiçoes sociais Fatores pessoais •Idade e estágios do ciclo de vida •Ocupação •Condições Economicas Fatores Psicológicos •Motivação •Pecepção •Aprendizagem •Crenças e atitudes Comunicação Paralinguística É o elemento gestual da palavra falada: Timbre, tom, volume, a clareza, a velocidade, a ênfase, as pausas e as vacilações. Como uma mensagem é verbalizada é tão importante quanto o que é verbalizado. Ex.:A forma como um profissional informa uma intercorrência ao seu colega. Comunicação Verbal Ocorre por meio das palavras, escritas ou faladas, e representa um pequeno segmento da capacidade de comunicação humana. A linguagem verbal é um código que transmite significado específico mediante a combinação de palavras. Relações Profissionais da Enfermagem As relações de cuidado firmadas entre o profissional de enfermagem e o cliente são a base do cuidado em Enfermagem. A comunicação é o meio de estabelecimento da relação de ajuda e cura e por isso, é essencial para a relação profissional de enfermagem-cliente. Elementos da comunicação profissional -Educação (ser cortês); - Uso de nomes (transmite respeito pela dignidade e singularidade humana); -Confiança (encoraja a comunicação); -Autonomia e responsabilidade (oferecer elementos para a tomada de decisão no cuidado); - Assertividade Registros de Enfermagem no Prontuário do paciente A enfermagem é uma profissão fortemente dependente de informações precisas e oportunas para executar a grande variedade de intervenções envolvidas no cuidado. Dessa forma, os registros de enfermagem são elementos imprescindíveis ao processo do cuidar e,quando redigidos de maneira que retratem a realidade a ser documentada, possibilitam a comunicação entre a equipe de saúde, além de servir a diversas outras finalidades, tais como: ensino, pesquisas, auditorias, processos jurídicos, planejamento, fins estatísticos e outros. Convém, ainda, citar que os registros de enfermagem consistem no mais importante instrumento de avaliação da qualidade de atuação da enfermagem, representando 50% das informações inerentes ao cuidado do paciente registradas no prontuário. Os registros realizados no prontuário do paciente são considerados como um documento legal de defesa dos profissionais, devendo, portanto, estar imbuídos de autenticidade e de significado legal. Eles refletem todo o empenho e força de trabalho da equipe de enfermagem, valorizando, assim, suas ações e a segurança do paciente. Finalidade dos registros Partilha de informações: estabelece uma efetiva comunicação entre a equipe de enfermagem e demais profissionais envolvidos na assistência ao paciente; Garantia de qualidade: serve como fonte de subsídios para a avaliação da assistência prestada (comitê interno hospitalar); Relatório permanente: registro escrito em ordem cronológica da enfermidade de um paciente e dos cuidados oferecidos, desde o surgimento do problema até a alta / óbito /transferência hospitalar; Evidência legal: documento legal tanto para o paciente quanto para a equipe médica e de enfermagem (e outros), referente à assistência prestada. Cada pessoa que escreve no prontuário de um paciente é responsável pela informação ali anotada; Ensino e pesquisa: os registros do paciente contêm um grande número de informações e podem constituir uma fonte alternativa de dados; Auditoria: refere-se à análise das atividades realizadas pela equipe de enfermagem por meio do prontuário do paciente. Prontuário do paciente É definido como o acervo documental padronizado, organizado e conciso referente ao registro dos cuidados prestados ao paciente por todos os profissionais envolvidos na assistência. A palavra prontuário deriva do latim “promptuariu” que significa lugar onde se guarda aquilo que deve estar à mão, o que pode ser necessário a qualquer momento. A resolução CFM 1.638/2002 define o prontuário como “documento único constituído de um conjunto de informações, sinais e imagens registradas, geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada, de caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a comunicação entre os membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo”. Carta dos direitos dos usuários da saúde Art. 3º Toda pessoa tem direito ao tratamento adequado e no tempo certo para resolver o seu problema de saúde. (...) III – Acesso a qualquer momento, do paciente ou terceiro por ele autorizado, a seu prontuário e aos dados nele registrados, bem como ter garantido o encaminhamento de cópia a outra unidade de saúde, em caso de transferência. IV – Registro atualizado e legível no prontuário, das seguintes informações: a) motivo do atendimento e/ou internação, dados de observação clínica, evolução clínica, prescrição terapêutica, avaliações da equipe: b) dados de observação e da evolução clínica; c) prescrição terapêutica; d) avaliações dos profissionais da equipe; e) procedimentos e cuidados de enfermagem; f) quando for o caso, procedimentos cirúrgicos e anestésicos, odontológicos, resultados de exames complementares laboratoriais e radiológico; g) quantidade de sangue recebida e dados que garantam a qualidade do sangue, como origem, sorologias efetuadas e prazo de validade; h) identificação do responsável pelas anotações; i) outras informações que se fizerem necessárias. Diferenças entre Evolução e Anotação de Enfermagem A anotação de enfermagem é realizada por toda a equipe de enfermagem, enquanto a Evolução é privativa do Enfermeiro, de acordo com o artigo 11 da Lei do Exercício Profissional nº 7498/86. As Anotações de Enfermagem fornecem dados que irão subsidiar o enfermeiro no estabelecimento do plano de cuidados / prescrição de enfermagem; suporte para análise reflexiva dos cuidados ministrados; respectivas respostas do paciente e resultados esperados e desenvolvimento da Evolução de Enfermagem. Assim, a Anotação de Enfermagem é fundamental para o desenvolvimento da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE – Resolução Cofen n. 358/2009), pois é fonte de informações essenciais para assegurar a continuidade da assistência. Contribui, ainda, para a identificação das alterações do estado e das condições do paciente, favorecendo a detecção de novos problemas, a avaliação dos cuidados prescritos e, por fim, possibilitando a comparação das respostas do paciente aos cuidados prestados. Podemos identificar seis diretrizes que devem ser seguidas para certificar-se de que as informações relacionadas aos cuidados prestados ao paciente sejam comunicadas correta e integralmente, são elas: Precisão Concisão Eficácia Atualização Organização Confidencialidade PRECISÃO: A informação deve ser exata, com dados subjetivos ou objetivos claramente discriminados. Além disso, é imprescindível fazer a distinção se a informação registrada foi observada no paciente ou relatada por ele. Usar grafia correta, bem como somente abreviações e símbolos aceitos pela instituição, de modo a garantir a interpretação precisa e adequada da informação. CONCISÃO: Fornecer as informações reais e essenciais em uma anotação. Uma anotação curta e bem redigida é mais facilmente assimilada do que uma longa e irrelevante. EFICÁCIA: Os registros devem conter informações completas e pertinentes para a continuidade da assistência ou para condutas a serem tomadas. ATUALIZAÇÃO: A demora na anotação de uma informação importante pode resultar em omissões graves e atrasos no atendimento ao paciente. As decisões e condutas sobre a assistência e os cuidados de um paciente são baseadas em informações atuais. Sempre anotar em prontuário, logo após a realização do procedimento, atendimento, observação ou encaminhamento. ORGANIZAÇÃO: Registrar todas as informações em formato adequado e em ordem cronológica. CONFIDENCIALIDADE: As informações sobre um cliente só deverão ser transmitidas mediante o entendimento de que tais dados não serão divulgados a pessoas não autorizadas. A lei protege as informações sobre um cliente que esteja sob cuidados profissionais de saúde. O profissional de enfermagem é obrigado por lei e pela ética a manter confidencialidade de qualquer informação relacionada à doença e ao tratamento do cliente Regras importantes para a elaboração das Anotações de Enfermagem, entre as quais: 1.Devem ser precedidas de data e hora, conter assinatura e identificação do profissional com o número do Coren, conforme consta nas Resoluções Cofen 191/2009 e 448/2013 em seu art. 6º, ao final de cada registro: a) O uso do carimbo pelos profissionais da Enfermagem é facultativo. 2. Observar e anotar como o paciente chegou: a) Procedência do paciente (residência, pronto-socorro, transferência de outra instituição ou outro setor intra-hospitalar); b) Acompanhante (familiar, vizinho, amigo, profissional de saúde); c) Condições de locomoção (deambulando, com auxílio, cadeira de rodas, maca, etc.); 3. Observar e anotar as condições gerais do paciente: a) Nível de consciência; b) Humor e atitude; c) Higiene pessoal; d) Estado nutricional; e) Coloração da pele; f) Dispositivos em uso. Ex.: Jelco, sondas, curativos. g) Queixas do paciente (tudo o que ele refere, dados informados pela família ou responsável); 4. Anotar orientações efetuadas ao paciente e familiares. Ex.: Jejum, coleta de exames, inserção venosa,etc.; 5. Cuidados realizados; 6. Intercorrências; 7. Efetuar as anotações imediatamente após a prestação do cuidado; 8. Não devem conter rasuras, entrelinhas, linhas em branco ou espaços; 9. Não é permitido escrever a lápis ou utilizar corretivo líquido; 10. Devem ser legíveis, completas, claras, concisas, objetivas, pontuais e cronológicas; 11. Conter sempre observações efetuadas, cuidados prestados, sejam eles os já padronizados, de rotina e específicos; 12. Constar as respostas do paciente diante dos cuidados prescritos pelo enfermeiro, intercorrências, sinais e sintomas observados; 13. Devem ser registradas após o cuidado prestado, orientação fornecida ou informação obtida; 14. Devem priorizar a descrição de características, como tamanho mensurado (cm, mm, etc.), quantidade (ml, l, etc.), coloração e forma; 15. Não conter termos que deem conotação de valor (bem, mal, muito, pouco, etc.); 16. Conter apenas abreviaturas previstas em literatura; 17. Devem ser referentes aos dados simples, que não requeiram maior aprofundamento científico. O que escrever na Admissão e Alta do paciente? Admissão • Nome completo do paciente, data e hora da admissão; • Procedência do paciente; • Condições de chegada (deambulando, em maca, cadeira de rodas, etc.); • Nível de consciência: Lucidez/Orientação; • Presença de acompanhante ou responsável; • Condições de higiene; • Presença de lesões prévias e sua localização: feridas corto-contusas, hematoma, úlceras de pressão ou crônicas, e outras; • Descrever deficiências, se houver; • Uso de próteses ou órteses, se houver; • Queixas relacionadas ao motivo da internação; •Procedimentos / cuidados realizados, conforme prescrição ou rotina institucional (mensuração de sinais vitais, punção de acesso venoso, coleta de exames, necessidade de elevação de grades, contenção, etc.); • Rol de valores e pertences do paciente; • Orientações prestadas; • Nome completo e Coren do responsável pelo procedimento. Alta • Data e horário; • Condições de saída (deambulando, maca ou cadeira de rodas, presença de lesões, nível de consciência, presença de dispositivos como sonda vesical de demora, cateter de duplo lúmen, etc.); • Procedimentos / cuidados realizados, conforme prescrição ou rotina institucional (mensuração de sinais vitais, retirada de cateter venoso, etc.); • Orientações prestadas; • Entrega do rol de pertences e valores ao paciente ou acompanhante; • Transporte para o domicílio: da instituição ou próprio; •Nome completo e Coren do responsável pelo procedimento. Obs.: Importante o registro real do horário de saída do paciente e se saiu acompanhado. Registrar ainda se foi alta médica, administrativa ou a pedido do paciente ou família. Não esqueça: Anotações de Enfermagem Exatidão Legibilidade Identificação Brevidade “Informação não registrada é informação perdida” Pouca documentação sugere má prática de Enfermagem BIBLIOGRAFIA COFEN. Guia de recomendações para registro de enfermagem no prontuário do paciente e outros documentos de enfermagem. Brasília: COFEN. 2015. 52p. COFEN. Resolução COFEN 543/2017. Atualiza e estabelece parâmetros para o Dimensionamento do Quadro de Profissionais de Enfermagem nos serviços/locais em que são realizadas atividades de enfermagem. Brasília: COFEN. 2017. COREN-SP. Dimensionamento de pessoal.São Paulo: COREN. 2010. 16p. GAMA, B.M.B.D.M. Liderança em Enfermagem. Apostila de Curso. Administração em enfermagem. Faculdade de enfermagem. UFJF, 2013. SILVA, V.L.S.; CAMELO, S.H.H. a competência da liderança em enfermagem: conceitos, atributos essenciais e o papel do enfermeiro líder. Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2013 out/dez; 21(4):533-9 Souza GC, Peduzzi M, Silva JAM, Carvalho BG. Teamwork in nursing: restricted to nursing professionals or an interprofessional collaboration. Rev Esc Enferm USP. 2016;50(4):640-647. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0080- 623420160000500015 http://dx.doi.org/10.1590/S0080-623420160000500015 http://dx.doi.org/10.1590/S0080-623420160000500015