Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

THOMAS HOBBES
 Thomas Hobbes(1588-1670) foi um filósofo,
 teórico político e matemático inglês.
 Famoso por seus livros Do Cidadão e Leviatã.
Thomas Hobbes nasceu em Westport, Inglaterra, no dia 5 de abril de 1588. Filho de um vigário teve sua tutela confiada a um tio. Estudou os clássicos e com 14 anos, traduziu Medéia, de Eurípides, para versos latinos. Com 15 anos foi para a Universidade de Oxford, onde aprendeu escolástica e filosofia, principalmente a do grego Aristóteles.
Monarquia versus Democracia 
Hobbes preferia a forma de governo Monárquica porque para ele na monarquia o interesse público coincide com o interesse privado, facilitando a realização dos interesses dos súditos, pois o governante precisa do bem-estar destes para manter o seu próprio bem-estar.
A renúncia - A renúncia através do contrato deve ser absoluta, total e irrevogável, do contrário, o estado de guerra natural continuaria entre os homens, na justa medida em que tivessem conservado, por pouco que fosse, a liberdade natural. Assim, o soberano poderá garantir a igualdade perante a lei, porque poder absoluto não é ausência de arbítrio, pois através da legalidade ele realizará os interesses dos homens. Quando isso acontece o Estado consegue atingir a paz social e o “Leviatã" deixa de ser aquele monstro bíblico e passa a ser humano.
*Em viagem à Itália, visitou Galileu, que teve influência decisiva em sua formação.
*Em 1637, voltou à Inglaterra e sustentou suas ideias. 
*Em 1628, quando o Parlamento Inglês formulou a Petição dos Direitos, Hobbes havia publicado uma tradução de Tucídides, em que apontava os males da democracia e pregava a monarquia absoluta. 
*Em 1642 lança “De Cive” e amplia seu trabalho sobre política, em 1951, com “Leviatã”, um tratado político em que declara que o Estado é o Grande Leviatã (no livro de Jó, na Bíblia, é o monstro que governa o caos primitivo), o deus imortal que se sobrepões ao indivíduo e o absorve, embora tenha sido criado para servi-lo.
 *Esse princípio desgostou a Igreja Católica e o governo francês, o que lhe valeu algumas perseguições, mas também muitos discípulos. Foi obrigado a deixar o país. Voltou a Londres e se tornou submisso ao ministro inglês.
#As obras de Thomas Hobbes abrangiam, além de política, conceitos de psicologia, física e matemática, entre elas, 
“De Corpore” (1655) e “De Homine” (1658).
*Pode-se dizer que o Leviatã, de Hobbes, é a maior obra de filosofia política da língua inglesa. Escrito em um período de grande agitação política (Hobbes viveu durante o reinado de Carlos I, as Guerras Civis, a República e o Protetorado, e a Restauração), o Leviatã é um argumento a favor da obediência à autoridade fundado na análise da natureza humana.
*Desde sua publicação, em 1991, a edição do Leviatã organizada por Richard Tuck foi reconhecida como a de maior precisão e autoridade.
A presente tradução baseia-se na nova edição revista pelo professor Tuck, que inclui um texto introdutório muito ampliado que servirá para os estudantes não-familiarizados com Hobbes como uma introdução acessível e convincente a este livro desafiador. 
"Leviatã" foi um livro publicado por Thomas Hobbes no período da tomada do poder na Inglaterra por Oliver Cromweel, quando a Inglaterra deixa de ser uma monarquia e passa a ser uma república governada por um militar (1651). Hobbes identificava o "Leviatã" como um monstro bíblico, uma espécie de grande hipopótomo de que fala o livro de Jó, precisando "que não há poder sobre a terra que se possa comparar". 
Hobbes vivia numa época de grande instabilidade política, assim, toda a sua mecânica foi direcionada na busca da paz pessoal, social e política.
No livro "Leviatá" ele faz um estudo do comportamento do homem no estado de natureza até seu encontro com o homem artificial - O Estado/O "Leviatã".
Com relação aos homens naturais cabe ressaltar que os homens no estado de natureza são egoístas, luxuriosos, inclinados a agredir os outros e insaciáveis, condenando-se, por isso mesmo, a uma vida solitária, pobre, repulsiva, animalesca e breve. 
Neste estado não existe senso do que é justo ou injusto, nem o que se pode ou não pode fazer porque os homens vivem de acordo com suas paixões e interesses em busca dos seus desejos e por serem desejos semelhantes os homens vivem em constante conflito.
Nasce o homem artificial através de um pacto voluntário firmado entre os homens, tendo em vista a própria proteção, a fim de saírem, do instável estado de natureza, para a libertação e salvação.
Com relação ao homem artificial cabe ressaltar que "A natureza não colocou no homem o instinto de sociabilidade; o homem só busca companheiros por interesse; por necessidade; a sociedade política é o fruto artificial de um pacto voluntário, de um cálculo interesseiro".

Mais conteúdos dessa disciplina