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RepResentação temática- 
classificação
Prof.a Miriam de Cassia do Carmo Mascarenhas Mattos
Indaial – 2019
1a Edição
Copyright © UNIASSELVI 2019
Elaboração:
Prof.a Miriam de Cassia do Carmo Mascarenhas Mattos
Revisão, Diagramação e Produção:
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri 
UNIASSELVI – Indaial.
Impresso por:
M444r
 Mattos, Miriam de Cassia do Carmo Mascarenhas
 Representação temática - classificação. / Miriam de Cassia do Carmo 
Mascarenhas Mattos. – Indaial: UNIASSELVI, 2019.
 182 p.; il.
 ISBN 978-85-515-0328-7
1. Classificação - Livros. - Brasil. II. Centro Universitário Leonardo Da 
Vinci.
CDD 025.43
III
apResentação
A representação temática, também conhecida como classificação, 
juntamente com a representação descritiva, ou catalogação, fazem parte das 
disciplinas técnicas da área de biblioteconomia, do campo da organização 
da informação e do conhecimento. Estas, somadas ao processo de indexação, 
formam as linguagens documentárias, ou seja, linguagens construídas 
artificialmente que possibilitam a recuperação da informação e o acesso do 
acervo por parte dos usuários.
Recuperação 
da informação
catalogação indexaçãoclassificação
FIGURA 1 – LINGUAGENS DOCUMENTÁRIAS
FONTE: A autora
Para Guimarães e Sales (2010, p. 3), a análise documentária é 
uma “operação de decomposição (análise) e representação do conteúdo 
informacional dos documentos. Pressupõe um conjunto sistemático e 
sequencial de procedimentos que podem ser explicitados”, sendo, portanto, 
crucial em relação à questão da explicitação dos procedimentos e para 
a contribuição interdisciplinar de áreas como a Linguística e a Lógica, 
“necessitando, para tal, de um conjunto de ferramentas, denominadas 
linguagens documentais”.
O objetivo principal da análise documentária é “expressar o conteúdo 
de documentos sob formas destinadas a facilitar a recuperação da informação 
através de uma operação semântica. A análise, embora não obedeça a 
nenhuma regra precisa, varia em função de cada organismo e do analista” — 
pessoa que executa a operação (DIAS; NAVES, 2007, p. 6).
Nesse processo são importantes algumas considerações apontadas 
por Guinchat e Menou (1994, p. 121), como:
IV
• conhecer o conteúdo para informar os usuários;
• operar escolhas para eliminar ou conservar um documento;
• armazenar os documentos;
• armazenar para recuperar facilmente os documentos.
Os entendimentos dos conceitos acerca das análises documentárias 
divergem um pouco de acordo com a corrente teórica. Vejamos algumas de 
suas diferenças: 
• Corrente francesa: a análise documentária é um macrouniverso no qual 
a indexação está inserida. A indexação é, então, o resultado da fase de 
representação, fase final da análise documentária, em que se utilizam as 
linguagens documentárias para a geração de produtos documentários.
• Corrente espanhola: a análise documentária comporta dois níveis de 
divisão: 
ᵒ o da forma: análise descritiva ou bibliográfica — o tratamento físico da 
informação ligado com o suporte; 
ᵒ o do conteúdo: tratamento temático da informação, e destina-se à 
representação condensada do assunto intrínseco ou extrínseco tratado 
em um determinado documento.
• Corrente inglesa: a análise documentária e a indexação compreendem 
processos idênticos, incluindo a análise de assuntos como etapa inicial da 
indexação. Indexação, entendendo-a como um processo.
Segundo os estudos de Guimarães e Sales (2010), as correntes teóricas 
demonstram ter mais influências, no contexto brasileiro, em configurações 
enquanto: geração de produtos (corrente norte-americana), na concepção 
instrumental (corrente inglesa) e no processo propriamente dito (corrente 
francesa).
Dadas as explicações iniciais necessárias para o entendimento do 
conteúdo e dinâmica da disciplina, observamos que nosso foco neste livro 
didático será a representação temática, ou seja, a classificação. 
Na primeira unidade, veremos os aspectos históricos da classificação 
do conhecimento, perpassando a longa jornada até a utilização dos processos 
de classificação atuais. Nesta etapa apresentaremos alguns conceitos do 
conteúdo, bem como abordagens iniciais da representação temática. 
Nas segunda e terceira unidades, apresentaremos as duas principais 
formas de classificação mais utilizadas em todo o mundo, a Classificação 
Decimal de Dewey (CDD) e a Classificação Decimal Universal (CDU). Estas 
serão aprofundadas para que você consiga diferenciá-las, bem como utilizar 
suas ferramentas de forma completa.
V
Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfim, tanto para 
você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há 
novidades em nosso material.
Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é 
o material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um 
formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura. 
O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova 
diagramação no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também 
contribui para diminuir a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.
Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente, 
apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilidade 
de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador. 
 
Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para 
apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assunto 
em questão. 
Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas 
institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa 
continuar seus estudos com um material de qualidade.
Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de 
Desempenho de Estudantes – ENADE. 
 
Bons estudos!
É importante observar que é somente com a prática que você 
realmente aprenderá os recursos dos instrumentos de classificação. Para isso 
é recomendado que além dos exercícios propostos ao longo da disciplina, 
seu primeiro estágio obrigatório tenha como foco aspectos técnicos dos 
processos de linguagens documentárias. Seja nos sistemas de classificação 
e catalogação da informação. Isso mostrará a realidade profissional bem 
como sua importância para a recuperação da informação. 
Bons estudos!
Prof.ª Miriam Mattos
NOTA
VI
VII
UNIDADE 1 – HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO ............................... 1
TÓPICO 1 – REPRESENTAÇÃO TEMÁTICA NO CONTEXTO DA BIBLIOTECONOMIA ....... 3
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 3
2 CONCEITOS DE CLASSIFICAÇÃO ................................................................................................ 5
2.1 CLASSIFICAÇÃO BIBLIOGRAFICA ........................................................................................... 7
2.2 NOTAÇÃO ....................................................................................................................................... 8
2.3 ALGUMAS DICAS DE CLASSIFICAÇÃO ................................................................................. 9
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................................ 11
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 12
TÓPICO 2 – HISTÓRIA DAS CLASSIFICAÇÕES: FILOSÓFICAS ............................................. 13
1 INTRODUÇÃO .....................................................................................................................................13
2 DA ORALIDADE À ESCRITA ......................................................................................................... 13
2.1 OS SUPORTES DA ESCRITA ......................................................................................................... 15
3 CLASSIFICAÇÃO NA ANTIGUIDADE ......................................................................................... 17
3.1 CLASSIFICAÇÃO DE ARISTÓTELES .......................................................................................... 21
3.2 CLASSIFICAÇÃO SÉCULO IV ...................................................................................................... 22
3.3 CLASSIFICAÇÃO DE CASSIDORO ............................................................................................. 23
3.4 CLASSIFICAÇÃO NA ERA MEDIEVAL ..................................................................................... 23
RESUMO DO TÓPICO 2........................................................................................................................ 25
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 26
TÓPICO 3 – HISTÓRIA DAS CLASSIFICAÇÕES: BIBLIOGRÁFICAS ..................................... 27
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 27
2 KONRAD VON GESNER ................................................................................................................... 28
3 GABRIEL NAUDÉ ................................................................................................................................ 29
4 MANUEL DE LIBRAIRE ET DE L´AMATEURDESLIVRES ....................................................... 30
5 FRANCIS BACON E AUGUSTO COMTE ...................................................................................... 31
6 AUGUSTO COMTE ............................................................................................................................. 31
7 MÉTODOS DE CLASSIFICAÇÃO MODERNOS ......................................................................... 32
7.1 LCC – LIBRARY OF CONGRESS – 1897 ..................................................................................... 32
7.2 CLASSIFICAÇÃO DE BROWN – SUBJECT CLASSIFICATION – 1906 .................................. 34
7.3 A CONTRIBUIÇÃO DE BLISS PARA A CLASSIFICAÇÃO .................................................... 35
7.4 CLASSIFICAÇÃO DE RANGANATHAN .................................................................................. 36
LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................................................................... 39
RESUMO DO TÓPICO 3........................................................................................................................ 43
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 45
UNIDADE 2 – CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY ............................................................. 47
TÓPICO 1 – CONTEXTO HISTÓRICO DA CDD; ESTRUTURA E CARACTERISTICAS........ 49
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 49
2 HISTÓRICO ........................................................................................................................................... 49
sumáRio
VIII
3 CRONOLOGIA DAS EDIÇÕES ........................................................................................................ 53
4 ESTRUTURA DA CDD IMPRESSA ................................................................................................. 54
5 CARACTERÍSTICAS E ESTRUTURA DA VERSÃO ONLINE ................................................. 56
6 HIERARQUIA E NOTAÇÃO ............................................................................................................. 57
7 SÍNTESES ............................................................................................................................................... 61
8 ORDEM DE CITAÇÃO E PREFERÊNCIA ....................................................................................... 64
9 INDICE RELATIVO ............................................................................................................................ 65
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................................ 68
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 69
TÓPICO 2 – TABELAS AUXILIARES .................................................................................................. 73
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 73
2 TABELA 1: SUBDIVISÕES PADRÃO/COMUM ............................................................................ 74
3 TABELA 2: SUBDIVISÃO DE TRATAMENTO GEOGRÁFICO, PERÍODOS 
 HISTÓRICOS E BIOGRAFIAS ......................................................................................................... 77
4 TABELAS 3A, 3B E 3C – SUBDIVISÃO DE ARTES E LITERATURAS ESPECÍFICAS ........ 78
4.1 TABELA 3-A (AUTORES INDIVIDUAIS) ................................................................................... 79
4.2 TABELAS 3-B: OBRAS DE/SOBRE MAIS DE UM AUTOR ...................................................... 80
4.2.1 Miscelânea ............................................................................................................................... 81
4.3 TABELAS 3-C DETALHES DA TABELA 3-B E DO 808/809 ...................................................... 81
5 TABELA 4 – SUBDIVISÃO DE LÍNGUAS E FAMÍLIAS LINGUÍSTICAS ............................. 82
6 TABELA 5 – SUBDIVISÃO DE ETNIAS E GRUPOS ÉTNICOS .............................................. 83
7 TABELA 6 – LÍNGUAS ...................................................................................................................... 84
RESUMO DO TÓPICO 2........................................................................................................................ 86
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 87
TÓPICO 3 – TABELAS PRINCIPAIS E ESQUEMAS ....................................................................... 89
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 89
2 PONTUAÇÃO NOS ESQUEMAS ..................................................................................................... 90
2.1 INDICAÇÃO DE NOTAS NOS ESQUEMAS ............................................................................. 90
2.2 PRINCÍPIOS PARA A ESCOLHA NOTACIONAL: REGRAS BÁSICAS ................................ 90
3 CLASSE 000 – GENERALIDADES .................................................................................................... 94
3.1 SUMÁRIO DA CLASSE 000 (VERSÃO IMPRESSA) ................................................................. 94
4 CLASSES 100 – 200 – 300 ..................................................................................................................... 97
5 CLASSE 400 – LÍNGUAS ................................................................................................................... 98
5.1 DICIONÁRIOS ................................................................................................................................. 98
5.1.1 Dicionários bilíngues .............................................................................................................99
6 CLASSE 500 – 600 – 700 ........................................................................................................................ 99
7 CLASSE 800 – LITERATURA (BELAS ARTES) E RETÓRICA .................................................... 102
8 CLASSE 900 – GEOGRAFIA, HISTÓRIA E DISCIPLINAS AUXILIARES .............................. 105
LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................................................................... 107
RESUMO DO TÓPICO 3........................................................................................................................ 114
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 116
UNIDADE 3 – CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL .......................................................... 117
TÓPICO 1 – HISTÓRICO, PRINCÍPIOS E ESTRUTURA .............................................................. 119
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 119
2 HISTÓRICO .......................................................................................................................................... 119
3 INSTRUMENTOS DE CONTROLE BIBLIOGRÁFICO ............................................................... 121
4 EDIÇÕES DA CDU .............................................................................................................................. 123
5 CDU NO BRASIL ................................................................................................................................. 124
IX
6 EDIÇÃO ONLINE EM PORTUGUÊS .............................................................................................. 126
7 PRINCÍPIOS DA CDU ........................................................................................................................ 128
8 ESTRUTURA DA CDU........................................................................................................................ 131
8.1 INDICE .............................................................................................................................................. 132
8.2 TABELAS SISTEMATICAS ........................................................................................................... 133
8.3 FUNÇÃO DO PONTO DECIMAL ............................................................................................... 134
8.4 REDUÇÃO OU USO SIMPLIFICADO DA NOTAÇÃO ............................................................ 134
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................................ 135
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 136
TÓPICO 2 – TABELAS AUXILIARES .................................................................................................. 137
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 137
2 TABELAS AUXILIARES ..................................................................................................................... 137
2.1 SINAIS E FUNÇOES ...................................................................................................................... 138
3 SUBDIVISOES AUXILIARES ............................................................................................................ 139
3.1 AUXILIARES COMUNS DE LÍNGUA – TABELA 1C ............................................................... 140
3.1.1 Ordem de citação .................................................................................................................... 141
3.1.2 Documentos multilíngues ..................................................................................................... 141
3.2 (0...) AUXILIARES COMUNS DE FORMA – TABELA 1D ....................................................... 142
3.2.1 Forma interna e forma externa ............................................................................................. 142
3.3 ORDEM DE CITAÇÃO ................................................................................................................... 142
3.4 (1/9) AUXILIARES COMUNS DE LUGAR – TABELA 1E ......................................................... 143
3.4.1 Ordem de citação .................................................................................................................... 143
3.4.2 Mais subdivisões ..................................................................................................................... 144
3.5 (=...) AUXILIARES COMUNS DE GRUPOS HUMANOS, ETNIAS E NACIONALIDADE – 
TABELA 1F ........................................................................................................................................ 144
3.5.1 Nota de aplicação .................................................................................................................... 145
3.5.2 Ordem de citação .................................................................................................................... 145
3.6 “...” AUXILIARES COMUNS DE TEMPO. TABELA 1G ........................................................... 145
3.6.1 Notação ................................................................................................................................... 146
3.6.2 Ordem de citação ................................................................................................................... 146
3.6.3 Datas ......................................................................................................................................... 146
3.6.4 Era cristã ou era comum e era pré-cristã ............................................................................ 147
3.6.5 Séculos, décadas ..................................................................................................................... 147
3.6.6 Períodos .................................................................................................................................... 147
3.6.7 Divisões de tempo menores .................................................................................................. 148
3.7 ESPECIFICAÇÃO DE ASSUNTO ATRAVÉS DE NOTAÇÕES QUE NÃO PERTENCEM A 
CDU .................................................................................................................................................... 148
3.7.1 * Asterisco ................................................................................................................................ 148
3.7.2 (A/Z) Especificação alfabética – Tabela 1h .......................................................................... 148
RESUMO DO TÓPICO 2........................................................................................................................ 151
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 153
TÓPICO 3 – TABELAS PRINCIPAIS ................................................................................................... 155
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 155
2 TABELAS PRINCIPAIS ....................................................................................................................... 155
3 CLASSE 0 – GENERALIDADES ........................................................................................................ 157
4 CLASSE 1 – FILOSOFIA & CLASSE 2 – RELIGIÃO ..................................................................... 157
5 CLASSE 3 – CIÊNCIAS SOCIAIS .....................................................................................................158
6 CLASSE 5 E 6 – MATEMÁTICAS E CIÊNCIAS NATURAIS E CIÊNCIAS APLICADAS, 
MEDICINA, TECNOLOGIA .............................................................................................................. 160
7 CLASSE 7 – ARTES, RECREAÇÃO, DIVERSÕES, ESPORTES .................................................. 161
X
8 CLASSE 8 – LÍNGUA. LINGUÍSTICA. LITERATURA ................................................................ 162
9 CLASSE 9 – GEOGRAFIA, BIOGRAFIA E HISTÓRIA................................................................ 163
10 ORDEM DE CITAÇÃO ..................................................................................................................... 164
10.1 INTERCALAÇÃO ......................................................................................................................... 165
11 ORDEM DE ARQUIVAMENTO .................................................................................................... 165
LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................................................................... 167
RESUMO DO TÓPICO 3........................................................................................................................ 176
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 178
REFERÊNCIAS ......................................................................................................................................... 179
1
UNIDADE 1
HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO 
CONHECIMENTO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• conhecer os conceitos iniciais e contextos da classificação bibliográfica;
• compreender o contexto histórico da classificação bibliográfica;
• diferenciar os tipos de classificação;
• utilizar os sistemas de classificação no âmbito profissional
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade você 
encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.
TÓPICO 1 – REPRESENTAÇÃO TEMÁTICA NO CONTEXTO DA 
BIBLIOTECONOMIA 
TÓPICO 2 – HISTÓRIA DAS CLASSIFICAÇÕES: FILOSÓFICAS 
TÓPICO 3 – HISTÓRIA DAS CLASSIFICAÇÕES: BIBLIOGRÁFICAS
2
3
TÓPICO 1
UNIDADE 1
REPRESENTAÇÃO TEMÁTICA NO CONTEXTO DA 
BIBLIOTECONOMIA
1 INTRODUÇÃO
Ao chegarmos em uma biblioteca, vemos, nas lombadas dos livros e 
outros tipos de acervo, uma etiqueta com uma série de números e letras e outros 
símbolos, resultado de um processo de classifi cação. 
FIGURA 2 – LIVROS CLASSIFICADOS E CATÁLOGOS
FONTE: <https://bibliotecabauru.fi les.wordpress.com/2013/06/lombada.jpg>. Acesso em: 31 
maio 2019.
São estes dados que informam a que classe do conhecimento este acervo 
pertence, ou seja, sua representação temática, bem como a forma de organização 
desses materiais nas estantes das unidades de informação.
UNIDADE 1 | HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO
4
IMPORTANT
E
Quando falamos de acervo, logo pensamos em livros e textos escritos como 
revistas, artigos, entre outros, que, de fato, são a maioria entre os materiais utilizados em 
unidades de informação. Porém, quando falamos de acervo, temos que lembrar da existência 
de outros materiais, como: mapas, jogos, DVDs, partituras, discos e objetos em geral.
Somente através dos sistemas de classificação, somados a outras técnicas 
da biblioteconomia, que podemos de fato recuperar a informação presente em 
acervos. 
IMPORTANT
E
Materiais “organizados” nem sempre podem ser recuperados!
Os materiais podem até estar aparentemente “organizados” em estantes, 
por exemplo, por tamanho, por cor, por tipo de material etc., mas, somente será 
possível recuperar seus conteúdos se esta organização estiver relacionada à 
classificação e à catalogação, pois não classificamos o objeto em si, classificamos 
sua informação, seu conteúdo. Já pensou ter vários materiais de formato igual, 
mas com conteúdo diferentes? 
Contudo, antes de aprofundar o assunto, vejamos algumas considerações 
de Piedade (1983, p. 8) sobre classificação:
• O ser humano é, naturalmente, um classificador, executando esse 
processo de maneira inconsciente. 
• Classificação é um processo mental, habitual ao homem, pois 
vivemos automaticamente classificando coisas e ideias, a fim de 
compreendê-las e conhecê-las. 
• Com o desenvolvimento da oralidade e da escrita, esse ser adquiriu 
o poder de representar através de sons e símbolos, coisas, ideias e 
sentimentos.
Assim, podemos afirmar que os sistemas de classificação envolvem: 
TÓPICO 1 | REPRESENTAÇÃO TEMÁTICA NO CONTEXTO DA BIBLIOTECONOMIA
5
Estrutura Ordem Método
FIGURA 3 – CRITÉRIOS PARA A CLASSIFICAÇÃO
FONTE: A autora
Durante muitos séculos a arrumação dos livros de uma biblioteca foi feita 
apenas com intituito de preservá-los para posteridade. Segundo Barbosa (1969), o 
conceito moderno de biblioteca como um organismo vivo veio do século XIX, com 
a disseminação das universidades, e, consequentemente, com o surgimento das 
bibliotecas universitárias públicas. Até então as coleções tinham sido arrumadas 
por sistemas ou filosóficos ou por práticas, mas, com a adoção do sistema de livre 
acesso, os bibliotecários sentiram cada vez mais a necessidade de uma arrumação 
sistemática, algo que reunisse os livros pelos assuntos que encerram, a fim de 
melhor interesses dos usuários. Ainda, assim, surgiram os grandes sistemas de 
classificação, como a CDD e CDU, assuntos que serão aprofundados nas Unidades 
2 e 3 deste livro didático.
IMPORTANT
E
Podemos considerar que a classificação é a tarefa mais importante de uma 
biblioteca, pois constitui o meio pelo qual o acervo poderá ser recuperado e utilizado, 
fazendo surgir novos conhecimentos.
2 CONCEITOS DE CLASSIFICAÇÃO
Classificar é a ação de reunir em classe. É um instrumento para organizar 
um conjunto de elementos. Organizar itens de uma Unidade de Informação pela 
semelhança, tamanho, cor, ordem alfabética, assunto etc.
A palavra classificar tem sua origem do latim, classis, que se 
designavam os grupos dos povos romanos que eram divididos e 
classificados hierarquicamente aplicando suas diferenças, sejam elas 
sociais, culturais ou quaisquer outras. Ou seja, a classificação nada 
mais é que separar e agrupar as coisas (documentos) por grupos 
diferentes, mantendo certa ordem (SILVA; HERCULANO, 2012, p. 2).
O livro é um conjunto de ideias, teorias, experimentos acerca de um dado 
assunto/disciplina. É este assunto que classificamos, e não o suporte físico. Serve 
como base para organização sistemática dos registros produzidos/publicados 
pelo homem em catálogos e bibliografias. Por exemplo, um bom sistema de 
classificação deve permitir:
UNIDADE 1 | HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO
6
• Localizá-los dentro da coleção.
• Retirá-los para consulta, com rapidez.
• Devolvê-los à coleção, sem dificuldade.
• Inserir novos livros aos já existentes, na coleção, sem que percam suas ordens 
lógicas.
• Inserir novos livros, de novos assuntos, sem quebrar a sequência do grupo.
O propósito da classificação em unidades de informação é organizar o 
conhecimento contido em qualquer tipo de documento. Na prática: reunir na 
estante (fisicamente) os itens bibliográficos de um mesmo assunto. Por isso, o 
assunto é a principal característica da atividade de classificação e, para classificar, 
precisamos de um instrumento que nos ajude a separar os itens por assunto, ou 
melhor, que nos ajude a representar de forma padronizada os assuntos contidos 
nestes itens. 
Em uma biblioteca, o leitor pode procurar um livro pelo autor, título, 
série, tradutor ou editor, entretanto, na maioria das vezes, é pelo assunto que ele 
procura. Para acessar, ele tem três opções: 
• Procurar num catalogo, que pode ser em fichas, ou digital.
• Pedir ajuda ao bibliotecário ou auxiliar de Biblioteconomia.
• Ir diretamente às estantes. 
Qualquer que seja a forma que utilize, eleprecisa encontrá-los reunidos, 
não só pelos assuntos semelhantes, como também pelos assuntos correlatos. É 
comum o usuário chegar à biblioteca sem mesmo saber definir exatamente o 
assunto que procura. Orientado para as estantes, fica admirado de encontrar 
outros livros de assuntos bem mais específicos à necessidade. Daí a necessidade 
de classificar os livros partindo de grandes áreas de conhecimento para áreas 
especializadas. Só a classificação sistemática permite a correlação de assunto. 
Ao longo do Tópico 2 veremos a história da classificação. Contudo, já 
podemos adiantar que existem dois tipos de classificação
•	 Classificações	filosóficas: criadas por filósofos, com o intuito de dar ordem às 
ciências ou às coisas — classificação dos seres.
•	 Classificações	 bibliográficas: desenvolvidas para estabelecer relações entre 
os documentos de uma coleção, em bibliotecas e centros de informação ou 
documentação, facilitando a localização — classificação dos saberes. 
No quadro a seguir podemos verificar os principais autores das 
classificações filosóficas e bibliográficas: 
TÓPICO 1 | REPRESENTAÇÃO TEMÁTICA NO CONTEXTO DA BIBLIOTECONOMIA
7
FILOSOFICAS
Aristóteles (364-322 a.C.)
Porfírio (Sec. IV)
Cassidoro (468-575)
Bacon (1561-1626)
Comte (1798 – 1857)
BIBLIOGRÁFICAS
Calimacus (Pinaks (260 a 2040 a. C)
Gesner (1545)
G. Naudé, Brunet, Diderot e D’Alembert (fim do Sec. XVIII)
Melvin Dewey (1816-1914)
Bliss (1870-1955)
Ranganathan (1933)
CRG (1952) 
QUADRO 1 – AUTORES E SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÕES
FONTE: A autora
2.1 CLASSIFICAÇÃO BIBLIOGRAFICA
Podemos definir como classificação bibliográfica aquela aplicada aos 
livros e a outros tipos de acervo, como processo de reuni-los em grupos, segundo 
os assuntos que abrangem, enquadrá-los num sistema estabelecido, dando, ao 
mesmo tempo, um lugar certo na coleção, ou seja, uma localização relativa. 
Dadas essas informações iniciais, antes de aprofundarmos sobre os sistemas 
de classificação atuais, vamos resgatar o processo histórico das classificações. 
A classificação de livros é, nada mais nada menos, que a classificação dos 
conhecimentos humanos, adaptada à forma material do livro. De acordo com 
Barbosa (1969), o livro, por sua forma física, só pode estar num lugar na coleção. 
Então, quando ele tratar de vários assuntos, se escolherá um deles de acordo 
com a especialidade da biblioteca, ficando ao catálogo a função de relacionar. 
Contudo, o que significa um lugar certo na coleção ou uma localização relativa? 
Justamente aquela que permite:
• Que novos livros com novos assuntos sejam acrescentados, sem mudar a 
ordem lógica.
• Que novos livros sejam anexados a outros materiais que contenham mesmos 
assuntos.
• Que os livros troquem de prateleira, estantes ou salas sem perderem suas 
posições na coleção. 
A localização relativa só é conseguida através de uma arrumação ordinal, 
seja usando letras ou números. 
UNIDADE 1 | HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO
8
IMPORTANT
E
Deve-se a Melvil Dewey o uso dos números, na ordem decimal, para 
arrumação dos livros de uma coleção. Antes, os números, mesmo usados decimalmente, 
eram empregados apenas para localização fixa. Seu índice relativo foi idealizado com esse 
sentido: daí o nome de relativo, isto é, feito de tal modo que os usuários de uma biblioteca 
soubessem os diversos aspectos de um assunto e onde encontrá-los na coleção, recorrendo 
às estantes, aos catálogos ou a outras fontes bibliográficas (BARBOSA, 1969).
2.2 NOTAÇÃO 
Como podemos observar, o processo de classificação de livros implica 
em agrupar os assuntos, trocando o nome ou termo por sinais ou símbolos 
correspondentes. Daí diz-se que a classificação é uma linguagem artificial. A 
esses símbolos dá-se o nome de notação da classificação.
Para que vários livros com o mesmo símbolo sejam diferenciados, há a 
necessidade de acrescentar à notação da classificação a notação do autor. Para 
isso, existem tabelas especiais, sendo a mais usada a tabela de cuttes-sanborn. Ao 
conjunto das duas notações se dá o nome de número de chamada. Número de 
chamada é, assim, o símbolo que individualiza o livro dentro de uma coleção, pois 
numa biblioteca não pode haver dois livros com o mesmo número de chamada. 
A notação de uma classificação é fator importante para aceitação do 
sistema, já que precisa ser simples, facilmente memorizável, de modo a permitir 
expansões de novos assuntos. Podem existir:
• simples ou pura: quando há somente letras ou números; 
• mista: quando existem ambos simultaneamente. 
A notação é imprescindível a qualquer sistema por ser representação 
simbólica dos assuntos. Quanto mais simples e mais memorizável, mais facial a 
aceitação do sistema. Segundo Barbosa (1969, p. 33), “ao ter a feliz ideia de usar 
números decimais como símbolos de classificação, Dewey conseguiu, com tão 
simples dispositivo, uma vantagem tão grande sobre os processos até então em 
uso. Então, projetou seu sistema internacionalmente”. 
TÓPICO 1 | REPRESENTAÇÃO TEMÁTICA NO CONTEXTO DA BIBLIOTECONOMIA
9
IMPORTANT
E
A notação CDD é a única considerada essencialmente pura, pois só emprega 
números, tem a grande vantagem de ser altamente memorizável e não apresenta problemas 
linguísticos.
Para conservar o caráter flexível, isto é, permitir a inserção de novos 
assuntos, todos os sistemas deixam vazios para futuras expansões e, quando essa 
medida não se torna suficiente, alguns adotam o recurso do uso dos números na 
ordem decimal. 
Podemos afirmar que, apesar de tais cuidados, os sistemas nem sempre são 
100% eficientes, pois todos têm suas limitações. A ciência e a tecnologia progridem 
aceleradamente, criando técnicas e novos produtos; as ciências se desdobram e 
nova terminologia aparece, fazendo com que a maior parte dos sistemas, por mais 
que se atualizem, e novas edições ou suplementos não cheguem nunca a satisfazer 
plenamente as exigências dos usuários. Segundo Barbosa (1969, p. 34), “somente 
os sistemas chamados analíticos sintéticos, como a CDU e a Classificação dos dois 
pontos, são capazes de atender a essas necessidades, embora, em muitos casos, as 
notações se tornem demasiadamente longas”.
2.3 ALGUMAS DICAS DE CLASSIFICAÇÃO 
O importante a ser considerado no processo de classificação é o perfeito 
entendimento, por parte de quem está classificando, do sentido que o autor quis 
dar ao seu trabalho. Para isso é recomendado a leitura técnica do livro. Há livros 
de assuntos gerais, fáceis de classificar, mas há outros de difícil interpretação, 
cujo texto exigirá mais do classificador. 
NOTA
Nem sempre o título corresponde ao assunto.
UNIDADE 1 | HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO
10
Segundo (MERRILL, 1958 apud BARBOSA, 1969, p. 18-19), no livro 
intitulado Código para classificadores, aconselha-se:
a) O livro deve ser classificado onde é mais procurado.
b) Classificar o livro primeiro pelo assunto e depois pela forma de 
apresentação ou local, exceto em literatura, caso em que a forma 
tem preferência.
c) Classificar pelo assunto principal, segundo a finalidade do livro e a 
intenção do autor ao escrevê-lo.
d) Quando o livro tratar de vários assuntos ou das relações entre dois 
ou mais, deve ser determinada a relação entre eles e classificar 
obedecendo às seguintes regras: 
• quando, em dois assuntos, um deve exercer influência; 
• no caso de dois ou mais assuntos que forem subdivisões de assunto 
maior, classificar pelo assunto maior;
• quando ocorrerem dois assuntos distintos ligados por conjunção, 
classifica pelo primeiro deles, a não ser que o outro seja de maior 
interesse para a biblioteca; 
• para dois assuntos em que um seja a causa ou agente de outro 
classificar pelo assunto resultante ou derivado.
e) Quando um livro tratar da história de um assunto deve ser 
classificado no assunto, mesmo que esse não comporte subdivisão 
para história.
f) Quando um livro tratar dos métodos de investigação, deve ser 
classificado com o assunto investigado, e não com ométodo 
empregado para a pesquisa.
g) Se o livro tratar de assunto referente a um país ou a uma pessoa, 
classificar com o assunto tratado mais especificamente.
h) Se o livro tratar das origens de costumes, instituições ou crenças, 
classificar sob os costumes, instituições etc., e não sob aquelas 
origens. 
11
Neste	tópico,	você	aprendeu	que:
• Podemos considerar que a classificação é a tarefa mais importante de uma 
biblioteca, pois constitui o meio pelo qual o acervo poderá ser recuperado e 
utilizado, fazendo surgir novos conhecimentos.
• Classificar é a ação de reunir em classe. É um instrumento para organizar um 
conjunto de elementos. Organizar itens de uma Unidade de Informação pela 
semelhança, tamanho, cor, ordem alfabética, assunto etc.
• Um bom sistema de classificação de livros deve permitir: localizar elementos 
dentro da coleção; retirá-los para consulta, com rapidez; devolvê-los à coleção, 
sem dificuldade e inserir novos objetos aos já existentes na coleção, sem 
que percam suas ordens lógicas. Por fim, inserir novos elementos, de novos 
assuntos, sem quebrar a sequência do grupo.
• O propósito da classificação em unidades de informação é organizar o 
conhecimento contido em qualquer tipo de documento. Na prática: reunir na 
estante (fisicamente) os itens bibliográficos de um mesmo assunto. 
• O assunto é a principal característica da atividade de classificação e, para 
classificar, precisamos de um instrumento que nos ajude a separar os itens 
por assunto, ou melhor, que nos ajude a representar de forma padronizada os 
assuntos contidos nestes itens. 
• Existem dois tipos de classificação: as filosóficas — criadas por filósofos, com 
o intuito de dar ordem às ciências ou às coisas — classificação dos seres. E as 
classificações bibliográficas — desenvolvidas para estabelecer relações entre 
os documentos de uma coleção, em bibliotecas e centros de informação ou 
documentação, facilitando a localização— classificação dos saberes. 
• Para que vários livros com o mesmo símbolo sejam diferenciados, há 
necessidade de acrescentar-se à notação da classificação a notação do autor.
RESUMO DO TÓPICO 1
12
1 Qual o propósito da classificação em unidades de informação?
2 O que um bom sistema de classificação deve permitir?
AUTOATIVIDADE
13
TÓPICO 2
HISTÓRIA DAS CLASSIFICAÇÕES: FILOSÓFICAS
UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
A arte de classifi car constitui-se em algo inerente para a existência 
humana, assim sendo, é possível afi rmar que classifi car é uma 
atividade muito antiga; porém a aquisição de base teórica se deu 
recentemente. Essa foi a força propulsora para a condição de ciência 
(BEZERRA et al., 2013, p. 3).
Para falar da história das classifi cações é importante retomarmos alguns 
marcos que dão base para esse processo. Estamos falando das origens da escrita, 
bem como das suas formas. Temas que abordaremos brevemente agora. 
2 DA ORALIDADE À ESCRITA 
Durante muito tempo, a oralidade foi a única forma de comunicação e 
transmissão de conhecimento. O ser humano descobriu que não bastava a memória 
para armazenar e passar sua cultura para seus descendentes, pois na oralidade 
fatos podem ser alterados. “Desde a pré-história, o homem de neandertal aprendeu 
a pintar nas paredes das grutas, passou pelas artes e a escrita foi se aperfeiçoando 
até o nosso alfabeto contemporâneo” (NASCIMENTO; PINTO; VALE, 2013, p. 1). 
É importante ponderar que, cada um desses momentos, traduziram, e traduzem, 
um momento histórico e sociocultural de uma nação.
FIGURA 4 – DESENHOS EM CAVERNAS
FONTE: <https://blogdamaricalegari.com.br/2016/08/11/a-arte-no-periodo-paleolitico-
superior/>. Acesso em: 31 maio 2019.
UNIDADE 1 | HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO
14
IMPORTANT
E
A habilidade para o desenho surgiu no período de 30.000 a 25.000 a.C. Os 
homens na idade da pedra usavam argila úmida e com os dedos retratavam, nas cavernas, 
acontecimentos do dia a dia como a caça, animais correndo, saltando e enfrentando 
caçadores. Graças a essas pinturas o homem contemporâneo pôde conhecer a sua origem.
 A invenção da escrita marca o fi m da pré-história. Ela nasce da necessidade 
de organização social. As primeiras tentativas de criação de sistemas de escrita 
aconteceram por volta de 4000 a.C. Os sistemas mais rudimentares apareceram 
muito antes que os primeiros alfabetos ganhassem forma.
FIGURA 5 – EVOLUÇÃO DA ESCRITA
FONTE: <https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiageral/origem-escrita.htm>. Acesso em: 
31 maio 2019.
Não podemos atribuir o surgimento da escrita a uma única sociedade. 
Em épocas bastante próximas, civilizações americanas, os egípcios, chineses e 
mesopotâmicos começaram a desenvolver seus sistemas de representação gráfi ca.
Após escrever nas paredes das cavernas, a humanidade passa para as 
tábuas de argila com a escrita cuneiforme: “A escrita cuneiforme tira o seu nome 
[...] do aspecto exterior dos sinais em formas de cunhas [...]. A página era [...] 
cozida no forno, como uma telha comum” (MARTINS, 1998 apud NASCIMENTO; 
PINTO; VALE, 2013, p. 2).
TÓPICO 2 | HISTÓRIA DAS CLASSIFICAÇÕES: FILOSÓFICAS
15
FIGURA 6 – ESCRITA CUNEIFORME
FONTE: <http://expurgacao.art.br/pictogramas-vs-escrita-cuneiforme/>. Acesso em: 31 maio 2019.
 A escrita cuneiforme surgiu na Babilônia, em meados do quarto milênio 
a.C. Criada pelos sumérios, era produzida com o auxílio de objetos em formato 
de cunha. A escrita cuneiforme é uma das mais antigas do mundo, apareceu mais 
ou menos na mesma época dos hieróglifos, foi criada por volta de 3.500 a.C. 
2.1 OS SUPORTES DA ESCRITA
Como vimos no tópico anterior, com o passar dos tempos, a escrita precisou 
mudar, bem como seus suportes. Eram necessários materiais que pudessem ser 
melhor armazenados e transportados. Mesmo nesses suportes antigos, já existiam 
indícios de formas de classifi cação, como veremos adiante. Destacamos aqui, de 
forma breve, os três principais suportes históricos da escrita.
 O papiro tem sua origem na África por volta de 3700 a.C. Era produzido 
de uma planta nativa das margens do Rio Nilo, a Arundinária.
FONTE: <http://letraslivroseafi ns.blogspot.com/2007/04/papiro-origem-o-papiro-um-produto-
de.html>. Acesso em: 31 maio 2019.
FIGURA 7 – PAPIRO
UNIDADE 1 | HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO
16
O pergaminho foi o principal suporte da escrita durante a Idade Média. 
Desenvolvido a partir do couro de animais jovens reaproveitados. Da palavra 
pergaminho surge o papel.
FONTE: <https://noosfero.ufba.br/artes-visuais-2012/curiosidades/diferenca-entre-papiro-e-
pergaminho>. Acesso em: 31 maio 2019.
FONTE: <http://tipografos.net/tecnologias/papel.html>. Acesso em: 31 maio 2019.
FIGURA 8 – PERGAMINHO
FIGURA 9 - TIPÓGRAFO CHINÊS
O papel, inventado pelos chineses — 105 d.C. — de cânhamo de algodão, 
depois de bambu e amoreira. Chegou à Espanha em 1150, onde se instalou um 
moinho de papel trazido pelos árabes. Assim, surge o papel de fibras vegetais.
Nos dias atuais, a fabricação do papel tem como base a celulose como sua 
principal substância. Sua composição de fibras vegetais, carboidratos, amido e 
lignina utiliza de processos químicos que reduzem o teor de lignina, melhorando 
a qualidade.
https://noosfero.ufba.br/artes-visuais-2012/curiosidades/diferenca-entre-papiro-e-pergaminho
https://noosfero.ufba.br/artes-visuais-2012/curiosidades/diferenca-entre-papiro-e-pergaminho
http://tipografos.net/tecnologias/papel.html
TÓPICO 2 | HISTÓRIA DAS CLASSIFICAÇÕES: FILOSÓFICAS
17
3 CLASSIFICAÇÃO NA ANTIGUIDADE
Segundo Piedade (1983), no que se refere à classificação na antiguidade, 
existem registros históricos de pseudoclassificações do século VI a.C. na Assíria, 
onde, na Biblioteca de Assurbanipal, quando a informação ainda era gravada em 
tabletes de argila, havia uma divisão bem simples entre aqueles destinados às 
ciências da terra e os das ciências do céu. 
Em 1975 foi encontrada uma das primeiras bibliotecas da Antiguidade, a 
biblioteca de Ebla, na Síria. Datadado terceiro milênio a.C., continha 15 
mil tabuletas de argila, algumas com 30 cm de comprimento, que traziam 
textos administrativos extremamente precisos, tratados históricos, 
comunicados oficiais, listas de cidades conquistadas, disposições legais, 
além de textos literários e científicos organizados de acordo com o tema 
nas estantes de madeira. Os primeiros dicionários bilíngues (sumério-
eblaense) surgem em Ebla como resultado dos estudos filológicos ali 
realizados por volta de 2500 a.C. (PIEDADE, 1983, p. 65).
As escavações ainda revelaram uma sala adjacente onde eram feitos os 
documentos, bem como eram organizados, como podemos observar na ilustração 
a seguir: 
FIGURA 10 – BIBLIOTECA DE EBLA, NA SÍRIA
FONTE: <https://frontispicio.wordpress.com/2016/03/07/as-bibliotecas-da-antiguidade/>. 
Acesso em: 31 maio 2019.
Datam de 1.300 a.C. os tabletes com as primeiras informações 
bibliográficas de descrição física, encontrados em escavações hitita. 
Esses tabletes identificavam o número do tablete em uma série, o título 
e, muitas vezes, o escriba. As informações são encontradas outra vez 
nas escavações da biblioteca do rei assírio, Assurbanipal, em Nínive, 
datando de 650 a.C. Encontraram-se cerca de 20 mil tabletes, que 
registravam o título, o número do tablete ou volume, as primeiras 
palavras do tablete seguinte, o nome do possuidor original, o nome do 
escriba e um selo, indicando tratar-se de propriedade real. Presume-se 
https://frontispicio.wordpress.com/2016/03/07/as-bibliotecas-da-antiguidade/
UNIDADE 1 | HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO
18
haver, nesta época, um embrião de catálogo. Existiu, certamente, um 
catálogo, inscrito nas paredes de um templo no Egito, mas datado dos 
séculos III e II a.C. (MEY, 1995, p. 12).
No mesmo período, a civilização grega desenvolveu as bibliotecas mais famosas 
da Antiguidade: Alexandria e Pérgamo. Calímacus, um dos sábios de Alexandria, 
elaborou seus pínakes [tabulas], cerca de 250 a.C., onde registrava o número de linhas 
de cada obra e suas palavras iniciais, assim como dados bibliográficos sobre os autores. 
Vejamos como alguns assuntos eram classificação no modelo de Pínakes: 
• Poetas: épicos, cômicos, trágicos, ditirambos.
• Legisladores. 
• Filósofos, Geométricos, Matemáticos. 
• Historiadores. 
• Oradores. 
• Escritores de tópicos diversos.
IMPORTANT
E
BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA
A Biblioteca de Alexandria, no Egito, foi uma das maiores bibliotecas do mundo antigo. Era o 
maior centro de conhecimento do planeta, guardando um saber sem igual. Foi fundada no 
início do século III a.C. Estima-se que a Biblioteca tenha armazenado mais de 400.000 rolos 
de papiro, podendo ter chegado a 1.000.000 nos seus 700 anos de existência.
Vinham sábios de todo o mundo para Alexandria para debate e estudo dos mais variados 
temas. Este clima de tolerância para com as outras culturas não voltaria a ser visto durante 
mais de 1500 anos.
FIGURA – UMA DAS PROJEÇÕES DA BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA
FONTE: <https://frontispicio.wordpress.com/2016/03/07/as-bibliotecas-da-antiguidade/>. 
Acesso em: 31 maio 2019.
https://frontispicio.wordpress.com/2016/03/07/as-bibliotecas-da-antiguidade/
TÓPICO 2 | HISTÓRIA DAS CLASSIFICAÇÕES: FILOSÓFICAS
19
Em 391 d.C., a Biblioteca foi completamente destruída por um bispo cristão. Com a 
destruição deste grande centro de conhecimento a humanidade entrou em um período de 
enclausuramento e entesouramento do saber pela igreja e seus sacerdotes. Período que se 
estendeu pelos 1.000 anos seguintes.
FONTE: <http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,ERT343729-17770,00.html>. 
Acesso em: 31 maio 2019.
FONTE: <https://www.archsearchapp.com.br/single-post/2014/10/30/Arch-Hoje-Arch-
Curiosidades-Biblioteca-de-Alexandria>. Acesso em: 31 maio 2019.
FONTE: <https://liberdade-cultural.blogspot.com/2010/07/biblioteca-de-alexandria.html>. 
Acesso em: 31 maio 2019.
FIGURA – DESTRUIÇÃO DA BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA
FIGURA – NOVA ALEXANDRIA
FIGURA – NOVA ALEXANDRIA 2
Em 2012 a biblioteca de Alexandria foi reinaugurada com uma estrutura incomum. A 
construção principal da Biblioteca Alexandrina, como agora é ofi cialmente chamada, parece 
um gigantesco cilindro inclinado. O telhado de vidro e alumínio tem quase o tamanho de 
dois campos de futebol. Ele é provido de claraboias, voltadas para o norte, que iluminam a 
sala de leitura principal.
UNIDADE 1 | HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO
20
Os espaços públicos principais fi cam no enorme cilindro com o topo truncado, cuja parte 
inferior desce abaixo do nível do mar. A superfície inclinada e brilhante do telhado começa 
no subsolo e chega a 30 metros de altura. Olhando, quando a luz do Sol refl ete na superfície 
metálica, a construção parece o Sol quando nasce no horizonte (RESENDE, 2017). 
A ampla fachada do cilindro central, de granito cinza, tem letras de alfabetos antigos 
e modernos. Dispostas em fi leiras, as letras representam apropriadamente as bases 
fundamentais do conhecimento. A maior parte do interior do cilindro é ocupada por uma 
sala de leitura aberta, com o piso em vários níveis. No subsolo há espaço sufi ciente para oiyo 
milhões de volumes. Há também espaços reservados para exposições, salas de conferências, 
biblioteca para cegos e um planetário — uma estrutura esférica, à parte, que lembra um 
satélite. Esse prédio moderníssimo inclui ainda sistemas sofi sticados de computadores e de 
combate a incêndios (RESENDE, 2017). 
BIBLIOTECA DE PÉRGAMO
A Biblioteca de Pérgamo foi fundada por Atalo I (241-197 a.C.), rei de da cidade de Pérgamo 
(no Noroeste da atual Turquia), como resposta ao enorme sucesso da Biblioteca de 
Alexandria. A rivalidade entre as duas leva o Egito a cortar o fornecimento de Papiro. Tal fato 
ocasionou a procura de alternativas, sendo apreciadas as peles de animais, que eram mais 
resistentes e duráveis. Mas eram um recurso caro e escasso, o que levou ao desenvolvimento 
de tecnologias para a sua otimização e reutilização, dando origem a um novo suporte, o 
pergamena, ou pergaminho.
FONTE: <http://magisterandre.blogspot.com/2012/04/biblioteca-de-pergamo.html>. 
Acesso em: 31 maio 2019.
FIGURA – RUINAS BIBLIOTECA DE PÉRGAMO
Em 30 a.C., Marco Aurélio ofereceu o espólio da biblioteca de Pérgamo à Cleópatra do Egito, 
contribuindo para enriquecer ainda mais a sua rival.
Fisicamente, a biblioteca compreendia uma grande sala de leitura, com cerca de 180 m2, 
muito bem ventilada, com prateleiras em todos os lados e uma estátua de Atena no centro. 
Calcula-se que uma sala desse tamanho abrigaria, no máximo, cerca de 17.000 rolos. Os 
textos, escritos em papiro e em pergaminho — a palavra "pergaminho", aliás, deriva de 
"Pérgamo" — a partir do século II, fi cavam enrolados nas prateleiras.
TÓPICO 2 | HISTÓRIA DAS CLASSIFICAÇÕES: FILOSÓFICAS
21
3.1 CLASSIFICAÇÃO DE ARISTÓTELES
 A primeira tentativa de classifi cação do conhecimento de que se tem 
notícia foi desenvolvida por Aristóteles, que vigorou por, aproximadamente, 2000 
anos (entre 300 a.C. e 1600 d.C.). Teria, o grande estagirita, mantido organizada 
por assunto, de acordo com sua própria divisão do conhecimento, uma biblioteca 
(termo aqui assumido em seu sentido metonímico e histórico de quase-sinônimo 
de coleção de documentos) constituída de exemplares de suas próprias obras, de 
seus mestres, de seus contemporâneos, e de escritores do passado a cujos textos 
tivera acesso (SILVA, 2010). 
FIGURA 11 – ARISTÓTELES
FONTE: <https://www.todamateria.com.br/aristoteles/>. Acesso em: 31 maio 2019.
Essa classifi cação dividia a ciência em três partes: 
•	 Teórica: objetivando o conhecimento de si (matemática, física e metafísica).
• Prática: buscando o conhecimento como um guia de conduta, cujo propósito é 
a ação (ética, política, economia e retórica).
• Produtiva: tendo como propósito a criação de um produto (poesia e artes).
Presume-se que o objetivo de Aristóteles, nessa obra, foi de classifi car e 
analisar dez tipos de predicados ou gênerosdo ser, ou seja, quais são as dez categorias 
que todos objetos no mundo poderiam ser classifi cados. Suas categorias são:
• Substância.
• Quantidade.
• Qualidade.
• Lugar.
• Tempo.
• Estado.
• Hábito.
• Ação.
• Paixão.
UNIDADE 1 | HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO
22
Algumas vezes, as categorias são também chamadas de classes.
Para Aristóteles as palavras sem combinação, umas com as outras, 
signifi cam por si mesmas uma das seguintes coisas: o que (substância), o quanto 
(quantidade), o como (qualidade), com o que se relaciona (relação), onde está 
(lugar), quando (tempo), como está (estado), em que circunstância (hábito), 
atividade (ação) e passividade (paixão). Dizendo de modo elementar, são exemplos 
de substância, homem, cavalo; de quantidade, de dois côvados de largura, ou 
de três côvados de largura; de qualidade, branco, gramatical; de relação, dobro, 
metade, maior; de lugar, no Liceu, no Mercado; de tempo, ontem, o ano passado; 
de estado, deitado, sentado; de hábito, calçado, armado; de ação, corta, queima; 
de paixão, é cortado, é queimado. 
3.2 CLASSIFICAÇÃO SÉCULO IV
Foi no século IV que o fi lósofo grego Porfírio desenvolveu uma classifi cação 
do conhecimento baseada no princípio da oposição, a classifi cação dicotômica. 
Para cada ramo do conhecimento havia outro de oposição. 
FIGURA 12 - ARVORE DE PORFÍRIO
FONTE: <https://educacao.uol.com.br/biografi as/porfi rio.htm>. Acesso em: 31 maio 2019.
TÓPICO 2 | HISTÓRIA DAS CLASSIFICAÇÕES: FILOSÓFICAS
23
3.3 CLASSIFICAÇÃO DE CASSIDORO
Segundo Barbosa (1969), a árvore de porfírio é uma tênue demonstração 
da técnica da classifi cação, partindo de assuntos gerais para específi cos. Contudo, 
fi cou na história como a demonstração desse princípio. Martius Capella (439 D. 
C), na sua obra Satyricon, dividiu as artes liberais em sete grupos: gramática, 
dialética, retórica, geometria, astronomia, música e aritmética. Um século mais 
tarde, Cassiodoro usou a mesma divisão para artes liberais, reunindo-as em dois 
grandes grupos que fi caram conhecidos como Trivium e Quatrivium (chamadas as 
sete artes liberais). 
3.4 CLASSIFICAÇÃO NA ERA MEDIEVAL
Foi no século VI que São Bento ensinou seus monges, em Monte Cassino, a 
copiarem manuscritos. Por alguns séculos, os mosteiros passaram a ser os únicos 
preservadores, copistas e classifi cadores e catalogadores de livros, embora seu 
objetivo não era de estudo. O livro neste período era um símbolo de poder.
FIGURA 13 – MONGE COPISTA
FONTE: <https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Blades>. Acesso em: 31 maio 2019.
As classifi cações nesse período eram feitas dividindo pelo suporte dos 
materiais, tamanho e ordem alfabética. Segundo Piedade (1983), o processo de 
ordenação dos livros torna-se mais diversifi cado, ordenando-os por tamanho, 
ordem alfabética dos autores e em ordem cronológica. 
UNIDADE 1 | HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO
24
DICAS
Para ilustrar esse período, sugerimos a leitura do livro e/ou assistir ao fi lme O 
nome da Rosa. Nele podemos observar a prioridade na conservação dos materiais e não a 
difusão do saber e do conhecimento. 
Os acervos eram fechados e privativos. Seus espaços físicos eram de uma construção 
hermética para difi cultar o acesso aos que lá não trabalhavam, aqueles curiosos. Constituía-
se em um depósito de documentos que eram retirados quando necessários para consulta 
dos mantenedores da ordem. Era preciso servir ao domínio do conhecimento pelo alto clero 
ou realeza.
FIGURA – FILME O NOME DA ROSA
FONTE: <http://www.adorocinema.com/fi lmes/fi lme-2402/>. Acesso em: 31 maio 2019.
A classifi cação, como prática consciente, nasce da necessidade de organizar um conjunto 
de coisas, de acordo com critérios, sejam eles simples como cores, tamanhos, formatos ou 
mais elaborados como o conteúdo. Foi também no século VIII o surgimento das primeiras 
listas de obras de bibliotecas medievais, provavelmente um inventário do acervo, contendo 
apenas título e, por vezes, nome do autor, mas sem ordem visível (talvez ordem das obras 
nas estantes). 
Observamos que, neste período, possuir um livro era um privilégio de poucos. Sua circulação 
e seu preparo eram envoltos em obstáculos que difi cultavam o acesso. Um dos fatores que 
contribuíram para essa inacessibilidade era o fator econômico. O livro custava caro. Outro 
era o tipo de material usado no preparo, bem como a difi culdade em fazer cópias. Por esses 
e por outros motivos, nesse período eram predominantes as bibliotecas particulares.
Os reis, os príncipes de sangue, os grandes senhores, os homens do saber eram praticamente 
os únicos que possuíam bibliotecas com importância signifi cativa. Esses donos de bibliotecas 
as consideravam verdadeiros tesouros e toda biblioteca possuía um alto valor de mercado 
que chegava a representar não só um capital intelectual, como também um capital fi nanceiro, 
que serviria de herança posteriormente.
Segundo Piedade (1983), nesse período, o processo de ordenação dos livros torna-se 
mais diversifi cado, ordenando-os por tamanho, ordem alfabética dos autores e em ordem 
cronológica. 
25
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste	tópico,	você	aprendeu	que:
• A história da classificação perpassa a história dos registros humanos desde 
os primeiros desenhos nas cavernas, a escrita cuneiforme até à invenção da 
escrita, que marca o fim da pré-história. 
• Entre os principais suportes da escrita, além dos tabletes de argila, usou-se o 
Papiro, que teve sua origem na África por volta de 3700 a.C. Era produzido de 
uma planta nativa das margens do Rio Nilo, a Arundinária. O pergaminho foi 
o principal suporte da escrita durante a idade média para, enfim, surgir o papel 
— inventado pelos chineses — em 105 d.C. 
• Na antiguidade, existem registros históricos de pseudoclassificações do século 
VI a.C. na Assíria, onde, na Biblioteca de Assurbanipal, quando a informação 
ainda era gravada em tabletes de argila, havia uma divisão bem simples entre 
aqueles destinados às ciências da terra e os das ciências do céu.
• Também na antiguidade, a civilização grega desenvolveu as bibliotecas 
importantes como Alexandria e Pérgamo. 
• A primeira tentativa de classificação do conhecimento de que se tem notícia foi 
desenvolvida por Aristóteles, que vigorou por, aproximadamente, 2000 anos 
(entre 300 a.C. e 1600 d.C.). Ele organizava suas obras por assunto.
• Foi no século IV que o filósofo grego Porfírio desenvolveu uma classificação 
do conhecimento baseada no princípio da oposição, chamada de classificação 
dicotômica onde, para cada ramo do conhecimento, havia outro de oposição.
• Foi no século VI que São Bento ensinou seus monges, em Monte Cassino, a 
copiarem manuscritos. Por alguns séculos, os mosteiros passaram a ser os 
únicos preservadores, copistas e classificadores e catalogadores de livros, 
embora seu objetivo não era de estudo. As classificações nesse período eram 
feitas dividindo pelo suporte dos materiais e tamanho, ordem alfabética. 
26
1 Em relação à história da classificação na antiguidade, quem foi e qual a 
contribuição de Calímacus?
 
2 Como Aristóteles classificava e dividia a ciência?
AUTOATIVIDADE
27
TÓPICO 3
HISTÓRIA DAS CLASSIFICAÇÕES: BIBLIOGRÁFICAS
UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
Antes de falarmos diretamente das classifi cações bibliográfi cas, 
lembramos da invenção que, de fato, infl uenciou a necessidade dos processos 
classifi catórios. Falamos da invenção da imprensa, pois quanto mais livros mais 
classifi cações.
Foi no Séc. XV que Gutemberg criou uma das maiores contribuições 
para o mundo moderno, que permitiu que os textos, antes manuscritos, fossem 
impressos a partir da elaboração dos tipos, letras móveis produzidas em cobre 
e alocadas em uma base de chumbo onde recebiam a tinta e eram prensadas no 
papel. 
FIGURA 14 – PRENSA MÓVEL
FONTE: <http://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/museu-imprensa.html>. Acesso em: 31 
maio 2019.
 A invenção da imprensa na Alemanha, por volta de 1450, até a publicação 
daprimeira Enciclopédia, de 1750 em diante, são marcos do início do período 
moderno, facilitando a interação entre diferentes conhecimentos e padronizando 
o conhecimento, permitindo que pessoas em diferentes lugares lessem os mesmos 
textos. 
28
UNIDADE 1 | HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO
Conforme Burke (2003), nesse momento da história, a classifi cação 
do conhecimento esteve apoiada no tripé intelectual: currículos, bibliotecas 
e enciclopédias. Para o autor, cada um desses elementos é um subsistema que 
faz parte de um sistema maior, que envolve a classifi cação do conhecimento, 
como algo que pode ser acumulado, melhorado e aperfeiçoado. A ideia de 
classifi cação do conhecimento, a partir da “árvore do conhecimento”, cede lugar 
aos subsistemas (currículos, bibliotecas e enciclopédias), porém, sempre visando, 
de alguma forma, representar a informação, para que a sociedade reconheça e 
utilize de maneira efi caz.
2 KONRAD VON GESNER
 Em 1545 Konrad Von Gesner publica a obra Bibliotheca Universalis, 
considerada a primeira classifi cação bibliográfi ca. Baseando-se no Trivium e 
Quadrivium, considerava a fi losofi a como sendo a totalidade do conhecimento, 
apresentando 21 subdivisões (PIEDADE, 1983). 
FIGURA 15 – KONRAD VON GESNER
FONTE: <https://www.nndb.com/people/643/000050493/>. Acesso em: 31 maio 2019.
Gessner foi um botânico e bibliófi lo, deu uma grande contribuição à 
história da classifi cação.
Baseando-se também no Trivium e Quatrivium de Cassidoro, organizou 
um catálogo que chamou de Bibliotheca Universalis (Zurique, 1545), 
em que registrou livros escritos em latim, grego e hebraico. Em um 
suplemento intitulado Pandectarium sive partitionum universalis, 
classifi cou os livros da Bibliotetheca por assuntos. 
Por ter sido a primeira tentativa de arrumação etódica dos livros. O 
sistema usado por Gessner é o considerado com o primeiro esquema 
de classifi cação bibliográfi ca. 
Convém lembrar que, na realidade, não era uma arrumação de 
assuntos para livros de uma coleção, mas sim para uma bibliografi a 
impressa, pois os séculos XVI e XVII foram pródigos em livreiros e 
bibliografi as (BARBOSA, 1969, p. 45). 
TÓPICO 3 | HISTÓRIA DAS CLASSIFICAÇÕES: BIBLIOGRÁFICAS
29
3 GABRIEL NAUDÉ
 Em 1643 Gabriel Naudé publicou um catálogo bibliográfi co chamado 
Advispour Dresser Une Bibliothèque. Classifi cava as obras em 12 classes principais. 
Segundo Araújo (2018), para Naudé, a ordem regula a realidade natural e os 
objetos e as coisas deveriam ser organizados de modo a serem discernidos e 
separados a qualquer instante. Ou seja: 
A classifi cação mais efetiva é aquela que é imediatamente compreendida 
pelo fato de refl etir o compartilhamento de conhecimento 
correspondente aos ensinamentos das faculdades da universidade. As 
principais classes seriam, para Naudé, portanto: Teologia, Medicina, 
Direito, História, Filosofi a, Matemática, Humanidades, que seriam 
subdivididas em subclasses (ARAÚJO, 2018, p. 14).
Cabe àquele que estiver incumbido da biblioteca, de acordo com Naudé, 
conhecer bem as disciplinas supracitadas. 
FIGURA 16 – GABRIEL NAUDÉ
FONTE: <https://www.biblogtecarios.es/lauranovelle/gabriel-naude-cuando-ser-bibliotecario-se-
convirtio-en-profesion/>. Acesso em: 31 maio 2019.
Naudé recomenda a seguinte cautela ao proceder com a classifi cação em 
cada campo do conhecimento:
• A primeira, que os autores mais universais e mais antigos tenham 
sempre precedência. 
• A segunda, que os intérpretes e comentadores sejam colocados à 
parte e organizados segundo a ordem dos livros que explicam. 
• A terceira, que os tratados especiais acompanhem a ordem e o 
arranjo de seu conteúdo e assuntos nas artes e nas ciências.
• A quarta, que todos os livros de temática e assuntos semelhantes 
sejam ordenados e colocados exatamente no lugar destinado porque, 
assim agindo, a memória fi ca tão aliviada que será fácil encontrar, 
num átimo e numa biblioteca maior do que a de Ptolomeu, qualquer 
livro que se queira escolher ou desejar (NAUDÉ, 2016 apud ARAÚJO, 
2018, p. 14).
30
UNIDADE 1 | HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO
Segundo Santos e Rodrigues (2013), alguns princípios da Biblioteconomia 
moderna foram escritos por Gabriel Naudé (1600-1653), que conceituou biblioteca 
tal como a conhecemos hoje, e trabalhou com a ideia da ordem bibliográfi ca, a 
qual permitiria o acesso e o compartilhamento do saber. Para isso, “[...] introduziu 
o empréstimo domiciliar, a encadernação para preservar, a estruturação dos 
catálogos de bibliotecas e o arranjo lógico de livros nas estantes” (MUKHERJEE, 
1966 apud SANTOS; RODRIGUES, 2013, p. 119). Introduziu também a ideia de 
que o bibliotecário é o especialista responsável pela organização do conhecimento 
e em fornecer informações bibliográfi cas, facilitando seu acesso e uso (SANTOS; 
RODRIGUES, 2013).
4 MANUEL DE LIBRAIRE ET DE L´AMATEURDESLIVRES
Também nesse período os livreiros de Paris elaboraram um sistema de 
classifi cação, e Jacques Charles Brunet aproveitou o sistema para preparar um 
outro, chamado Manuel de Libraire et de L´Amateurdes Livres, que classifi cava em 
cinco grandes áreas: teologia, jurisprudência, história, fi losofi a e literatura.
FIGURA 17 – MANUEL DE LIBRAIRE ET DE L´AMATEURDESLIVRES
FONTE: <https://fr.shopping.rakuten.com/off er/buy/1965425260/manuel-du-libraire-et-de-l-
amateur-des-livres-tome-iv-naas-rzac.html>. Acesso em: 31 maio 2019.
“O sistema de Brunet foi amplamente usado na Europa, por mais de um 
século, principalmente no arranjo de bibliografi as, listas de livreiros e coleções 
particulares. Suas classes são representadas por números romanos, arábicos e por 
letras, tinha, portanto, notação mista” (BARBOSA, 1969, p. 49).
TÓPICO 3 | HISTÓRIA DAS CLASSIFICAÇÕES: BIBLIOGRÁFICAS
31
5 FRANCIS BACON E AUGUSTO COMTE
Segundo Barbosa (1969) deve-se a Francis Bacon, na Chart of learning
(1905), a maior contribuição ao estudo dos modernos sistemas de classifi cação.
Em sua obra Advancement of learning, baseada, também, no Trivium e 
Quatrivium, de Cassidodoro, Bacon classifi cou as ciências segundo as faculdades 
intelectuais: da memória, imaginação, razão, originando, respectivamente, a 
história, poesia e fi losofi a. 
FIGURA 18 – FRANCIS BACON
FONTE: <https://www.todamateria.com.br/francis-bacon/>. Acesso em: 31 maio 2019.
6 AUGUSTO COMTE
Mas o estabelecimento do conceito moderno de hierarquia das ciências 
e o princípio da fi liação vêm de Augusto Comte, que adotou a ordem 
dos conhecimentos humanos como sendo uma ordem de generalidade 
decrescente e complexidade crescente. Suas séries começam com 
matemática, decrescendo para a astronomia, física, química, biologia e 
sociologia (BARBOSA, 1969, p. 47).
FIGURA 19 – AUGUSTO COMTE
FONTE: <https://novaescola.org.br/conteudo/186/auguste-comte-pensador-frances-pai-
positivismo>. Acesso em: 31 maio 2019.
32
UNIDADE 1 | HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO
7 MÉTODOS DE CLASSIFICAÇÃO MODERNOS
Para que se possa entender os métodos de classificação modernos, que 
serão apresentados a seguir, fez-se necessário um levantamento dos métodos 
apresentados no subtópico anterior (antiguidade), métodos estes que serviram 
de base para muitas das classificações modernas. Os sistemas de classificação 
apresentados a seguir referem-se à modernidade.
7.1 LCC – LIBRARY OF CONGRESS – 1897 
 Criada em fins do século XIX, mais exatamente em 24 de abril de 1800, 
a Library of Congress, ou Biblioteca do Congresso (Estados Unidos - EUA), 
foi inaugurada com uma coleção de 3.000 volumes. Os livros, que antes eram 
ordenados por tamanho, em 1892 já estavam divididos em 18 classes, baseadas 
nas classificações de Francis Bacon, com adaptação de Diderot e d’Alembert 
(PEREIRA et al., 2009). 
Em 1815 fora adquirida a coleção de Thomas Jefferson, constituindo, assim, 
a nova biblioteca. Após a mudança de prédio, em 1897, os bibliotecários sentiram 
a necessidade de criar um sistema de classificação, que comportasse o crescenteacervo. John Russel Young, então diretor da entidade, James Hanson e Charles 
Martel tomaram por guia a Classificação Expansiva de Cutter, “introduzindo 
grandes modificações, especialmente quanto à notação” (PIEDADE, 1977 apud 
PEREIRA et al., 2009, p. 7). 
Segundo Pereira et al. (2009, p. 6), cada classe foi entregue a diversos 
especialistas, derivando daí as pequenas diferenças que ocorrem de uma classe 
para outra. As classes são publicadas independentemente umas das outras, 
e cada uma tem seu próprio índice, sofrendo revisões e acréscimos, conforme 
a expansão do acervo, publicadas quadrimestralmente no L.C. Classification: 
Addition and changes. 
Em sua estrutura a ordem alfabética é frequentemente utilizada. Na 
notação, a classificação é mista, contendo letras maiúsculas e algarismos arábicos, 
de 1 a 9.999, precedidos por um ponto, os números-de-Cutter. Havia semelhança 
com as conhecidas Author marks, projetadas por Cutter.
TÓPICO 3 | HISTÓRIA DAS CLASSIFICAÇÕES: BIBLIOGRÁFICAS
33
FIGURA 20 – LIBRARY OF CONGRESS
FONTE: <https://jamesvachowski.com/2018/12/08/the-library-of-congress/>. Acesso em: 31 
maio 2019.
A Classificação da Library of Congress baseou-se em 21 classes 
principais, representadas de A-Z, exceto pelas letras I, O, N, X e Y, 
deixadas para futuras expansões, sendo igualmente adotada por 
diversas bibliotecas dos EUA e no mundo. O sistema da Biblioteca 
do Congresso tem a flexibilidade para classificar qualquer tipo de 
material, é muito detalhado, bastante enumerativo, porém recorrente 
à síntese, quando há aplicação das suas inúmeras tabelas auxiliares. É 
um esquema prático para aqueles que acreditam em soluções simples 
(PEREIRA et al., 2009, p. 7).
QUADRO 2 – CLASSIFICAÇÃO LIBRARY OF CONGRESS
FONTE: Valente (2003 apud SILVA; HERCULANO, 2012, p. 6)
https://jamesvachowski.com/2018/12/08/the-library-of-congress/
34
UNIDADE 1 | HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO
7.2 CLASSIFICAÇÃO DE BROWN – SUBJECT 
CLASSIFICATION – 1906
Criado por James Duff Brown, bibliotecário, um dos primeiros a escrever 
livros de Biblioteconomia e criar o único sistema de classificação geral da 
Inglaterra. Esse sistema de classificação é como se cada assunto tivesse uma 
localização específica, seguindo a ordem de surgimento no Universo. Segundo 
Deus (2008 apud SILVA; HERCULANO, 2012, p. 7), “assim, primeiro surgiram a 
Matéria e a Força, que geraram a Vida, esta produziu a Razão, que deu origem ao 
Registro dos fatos”. É o modo de divisão que Brown utilizava em sua classificação. 
Atualmente é uma classificação em desuso.
FIGURA 21 – MÉTODO DE CLASSIFICAÇÃO DE BROWN
FONTE: Deus (2008 apud SILVA; HERCULANO, 2012, p. 7)
Segundo Pereira et al. (2009), James Duff Brown nasceu em Edimburgo, 
trabalhou para vários editores e livrarias de bibliotecas, logo começou a trabalhar 
como assistente na Biblioteca Mitchaell Glasgow. Depois se mudou para Londres 
para trabalhar na Biblioteca Pública Clerkernwell. 
Ele criou dois sistemas de classificação que não serviam para grandes 
coleções, por serem muito rígidos: Quinn-Brown Classification e Adjustable 
Classification. Posteriormente, idealizou um sistema de classificação intitulado 
de Subject Classification que teve sua primeira publicação em 1906, considerado, 
na época, um bom sistema de classificação, sendo usado em muitas bibliotecas 
inglesas por vários anos, introduzindo o livre acesso às estantes (BARBOSA, 
1969).
TÓPICO 3 | HISTÓRIA DAS CLASSIFICAÇÕES: BIBLIOGRÁFICAS
35
FIGURA 22 – JAMES DUFF BROWN
FONTE: <http://www.sonsofdewittcolony.org/brownjnoduff.htm>. Acesso em: 31 maio 2019.
Na época, o bibliotecário Brown chegou a ser reconhecido como 
Dewey da Inglaterra, pois tinha energia surpreendente, mostrava-
se comprometido e interessado em todos os aspectos da biblioteca 
e da biblioteconomia, foi um dos primeiros a escrever livros sobre 
biblioteconomia e o criador do único sistema de classificação do país. 
A partir desta posição, foi reconhecido e prestigiado no mundo das 
bibliotecas e da biblioteconomia, pois no final do século XIX e no início 
do XX na Inglaterra deu contribuição muito importante para a área da 
biblioteconomia (PEREIRA et al., 2009, p. 3).
De acordo com o Pereira et al. (2009), James Duff Brown se destacou por 
ter elaborado o sistema de classificação Subject Classification (Classificação de 
Assunto). Trouxe o desenvolvimento na biblioteconomia dando subsídio para a 
evolução de outros sistemas.
7.3 A CONTRIBUIÇÃO DE BLISS PARA A CLASSIFICAÇÃO 
Conhecida também como Classificação Bibliográfica, a classificação de 
Bliss teve como criador o bibliotecário do College of City of New York, 
Henry Evelyn Bliss. Antes de publicar o seu sistema de classificação, 
Bliss havia publicado outras obras:
• Organization of knowledge, 1927. 
• Organization of knowledge in libraries and the subject approach to books, 
1933, 2. ed., em 1939. 
• A system of bibliographic classification, 1935, 2. ed., em 1936 (BARBOSA, 
1969 apud PEREIRA et al., 2009, p. 4). 
http://www.sonsofdewittcolony.org/brownjnoduff.htm
36
UNIDADE 1 | HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO
FIGURA 23 – HENRY EVELYN BLISS
FONTE: <http://www.pensapedia.com/wiki/Charles_Henry_Bliss>. Acesso em: 31 maio 2019.
Seu sistema foi apontado como um dos melhores desenvolvimentos 
de classes encontrado em classificações bibliográficas. Uma de suas principais 
características é a possibilidade de classificações alternativas. Seu sistema é 
dividido em quatro grandes classes: filosofia; ciência; história; tecnologia e arte. 
As obras gerais dos outros sistemas são chamadas por Bliss de classes numéricas 
anteriores. Em suma, de acordo com Pereira et al. (2009), a classificação de Bliss 
dá liberdade ao classificador, porém, infelizmente, seu sistema não apresenta 
explicações nem exemplos de sua aplicação, tornando difícil o aprendizado.
7.4 CLASSIFICAÇÃO DE RANGANATHAN 
Segundo Piedade (1977 apud PEREIRA et al., 2009), o mais atual sistema 
de classificação foi criado pelo indiano Shiyali Ramanrita Ranganathan. Nascido 
em 1892, Ranganathan estudou na Hind High School, em Shiali, e conseguiu a 
graduação em matemática no Christian College, da Universidade de Madras. Com a 
sua nomeação, em 1924, de bibliotecário da Madras University Library, Ranganathan 
começou a desencadear um profundo interesse na área de Biblioteconomia, 
principalmente por classificações e administração de bibliotecas, passando então 
a estudar na School of Librarianship, da Universidade de Londres. Ranganathan 
dedicou-se à leitura de obras de Biblioteconomia, estagiou na Croydon Public 
Libraries e visitou diversas bibliotecas da Grã-Bretanha.
TÓPICO 3 | HISTÓRIA DAS CLASSIFICAÇÕES: BIBLIOGRÁFICAS
37
FIGURA 24 – SHIYALI RAMAMRITA RANGANATHAN
FONTE: <https://achalamunigal.wordpress.com/2016/08/09/homage-to-s-r-ranganathan-a-
great-seer-on-124th-birth-anniversary-1892-2016-remembering-his-contributions/>. Acesso em: 
31 maio 2019.
 Ranganathan idealizou um sistema de classifi cação analítico-sintético, 
o qual motivou profunda mudança nos estudos teóricos de classifi cação. A 
necessidade de criar um sistema novo surgiu dos estudos dos sistemas até então 
existentes, observando suas aplicabilidades em várias bibliotecas e verifi cando as 
limitações de cada em relação à abrangência de todos os aspectos de um assunto. 
Segundo Barbosa (1969 apud PEREIRA et al., 2009, p. 5), o seu sistema, 
considerado bem mais elástico que os demais, adotou “o uso dos dois pontos 
(:) como símbolo para correlacionar ideias diferentes”, daí sua nomeação: Colon 
Classifi cation ou Classifi cação dos Dois Pontos.
Em 1925, ao voltar da Índia, aplicou seu novo sistema de classifi cação 
na Universidade de Madras. Reconheceu que Bliss teria infl uenciado nas suas 
teorias de classifi cação. A numeração do capítulo foi feita de forma paralela, 
sempre com o capítulo seguinte retomando o anterior. Sua estrutura está dividida 
em 41 classes principais (main classes). A notaçãoé mista, utilizando algarismos 
arábicos, letras maiúsculas e minúsculas, letras gregas e sinais gráfi cos, além 
de indicadores especiais de faceta. Ela é totalmente expressiva, hierárquica e 
altamente mnemônica. “É o único esquema com uma série completa de regras 
explícitas” (LANGRIDGE, 1977 apud PEREIRA et al., 2009, p. 6). 
As tabelas auxiliares são divididas em subdivisões geográfi cas, políticas, 
orientadas, fi siográfi cas, cronológicas, por línguas e comuns. Ranganathan 
reconhece cinco tipos de relacionamento entre assuntos: 
38
UNIDADE 1 | HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO
1. general;
2. bias;
3. comparacion;
4. difference;
5. influencing.
Segundo Pereira et al. (2009), sua empregabilidade atual é em bibliotecas 
da Índia, porém exercendo forte influência sobre estudiosos e autores de 
classificações nos atuais estudos. Este sistema é pioneiro da classificação moderna 
e ainda o único esquema geral completamente facetado, além de ser único 
quanto à coerência e sistematização, o que não pode deixar de ser destacado. Ele 
certamente exercerá a mais forte atração naquele que procura a perfeição. 
TÓPICO 3 | HISTÓRIA DAS CLASSIFICAÇÕES: BIBLIOGRÁFICAS
39
LEITURA COMPLEMENTAR
A	classificação	no	contexto	do	tratamento	temático	da	informação
Brisa Pozzi de Sousa
Mariângela Spotti Lopes Fujita
A organização do material informacional nos acervos de bibliotecas não 
almeja por si apenas a localização física, mas busca alcançar a informação contida, 
abrangendo a necessidade de acesso ao conteúdo dos documentos.
 
A classificação, que é um processo utilizado para organização da 
informação, está inserida no conceito de tratamento da informação, sintetizado 
por Dias e Naves (2007, p. 17) como:
[...] expressão que engloba todas as disciplinas, técnicas, métodos e 
processos relativos: a) à descrição física e temática dos documentos 
numa biblioteca ou sistema de recuperação da informação; b) ao 
desenvolvimento de instrumentos (códigos, linguagens, normas, 
padrões) a serem utilizados nessas descrições; e c) à concepção/
implantação de estruturas físicas ou bases de dados destinadas 
ao armazenamento dos documentos e de seus simulacros (fichas, 
registros eletrônicos etc.). Compreende as disciplinas de classificação, 
catalogação, indexação, bem como especialidades derivadas, 
ou terminologias novas nelas aplicadas, tais como metadados, e 
ontologias, entre outras. 
Assim, o tratamento temático em bibliotecas aborda o assunto existente 
no documento, compreendendo a análise documentária como área teórica e 
metodológica que abrange as atividades de classificação, elaboração de resumos, 
indexação e catalogação de assunto, considerando as diferentes finalidades de 
recuperação da informação.
 Langridge (2006, p. 19) explica que “[...] a expressão classificação 
bibliográfica é comumente usada como sinônimo para classificação em biblioteca”. 
De acordo com o autor, ambas as expressões inferem a aplicação da classificação 
não apenas no arranjo dos documentos nas estantes das bibliotecas, mas também 
na importância da função de apontamento da completa gama de assuntos e 
relações no sistema documentário. 
Muitas discussões circundam as abordagens de representação temática 
dos documentos. No entanto, anterior a essa etapa tem-se a análise do assunto, 
que deve ser feita visando proporcionar a descrição do conteúdo para uma 
recuperação eficaz, de acordo com os objetivos de busca da comunidade 
usuária. Para essa compreensão podem ser utilizados os processos de indexação, 
catalogação de assunto, classificação e elaboração de resumos. São considerados 
processos de sumarização da informação, resultantes dos produtos como os 
40
UNIDADE 1 | HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO
índices, os catálogos de assunto, os números de classificação e os resumos, que 
possibilitarão a recuperação da informação documentária pelos usuários. Neste 
trabalho o foco incide na classificação. 
De acordo com Ortega (2008), a informação documentária é apreendida, 
registrada e armazenada em sistemas de informação documentária ou bases de 
dados bibliográficas. Por isso: 
As informações documentárias, portanto, são unidades de 
representação, construídas sob uma forma e um conteúdo, a partir de 
decisões pautadas nos tipos de informação, nas áreas do conhecimento 
ou de atividade, na linguagem dos usuários e nos objetivos do serviço 
de informação, tornando explícito o propósito de um sistema de 
informação (ORTEGA, 2008, p. 8).
A classificação, assim como a catalogação e a indexação, são formas de 
representação da informação documentária, tendo a função de acesso ao conteúdo 
temático, fornecendo a intermediação entre o usuário e o documento pesquisado. 
A classificação ainda é concebida por muitos profissionais com a função única 
de designar e controlar fisicamente a localização do documento no acervo. 
Obviamente, o direcionamento dado assume função de grande importância no 
acesso à informação documentária, porém, a atividade não pode ser resumida 
somente pela atribuição numérica.
Lancaster (2004) explica que a diferença entre as terminologias catalogação 
de assuntos, indexação e classificação. Segundo o autor, a classificação não possui 
somente a função de organizar os documentos nas estantes das bibliotecas, pois:
O catálogo de assuntos de uma biblioteca, porém, pode ser organizado 
alfabeticamente (catálogo alfabético de assuntos ou catálogo dicionário) 
ou organizado segundo a sequência de um esquema de classificação 
(catálogo sistemático). Suponhamos que o bibliotecário tome um livro 
e decida que trata de ‘aves’. Ele atribui o cabeçalho de assunto AVES. 
Alternativamente, pode atribuir o número de classificação 598. Muitos 
se refeririam à primeira operação como catalogação de assuntos e à 
segunda como classificação, uma distinção totalmente absurda. A 
confusão é ainda maior quando se percebe que indexação de assuntos 
pode envolver o emprego de um esquema de classificação ou que um 
índice impresso de assuntos pode adotar a sequência de um esquema 
de classificação [...]. O fato é que a classificação, em sentido mais 
amplo, permeia todas as atividades pertinentes ao armazenamento e 
recuperação da informação (LANCASTER, 2004, p. 20-21). 
Assim, a classificação também atinge a recuperação da informação 
documentária e não apenas seu armazenamento. A confusão terminológica 
que envolve os processos da área de Tratamento Temático da Informação — 
catalogação de assunto, indexação e classificação - também ocasiona a falta de 
clareza nas discussões. 
TÓPICO 3 | HISTÓRIA DAS CLASSIFICAÇÕES: BIBLIOGRÁFICAS
41
Fujita (2003, p. 75) explica a ligação entre a catalogação de assunto em 
bibliotecas e a atividade de classificação:
[...] os índices outrora existentes, tais como os antigos catálogos, foram 
considerados dentro de uma perspectiva classificatória, porque os 
chamados cabeçalhos de assunto eram compostos sob influência da 
terminologia classificatória e não do texto e seu conteúdo. 
Dessa forma, constatamos que os cabeçalhos de assunto derivavam das 
terminologias classificatórias, os quais não contemplavam a análise de assunto 
do documento, a compreensão da sua essência, ou seja, seu conteúdo. Tendo em 
mãos um documento a ser analisado, o bibliotecário fixava-se em descobrir uma 
notação classificatória que melhor se encaixasse no tema principal abordado no 
livro.
 Em relação ao número de classificação atribuído, um assunto é nomeado 
a partir da classe de numeração da tabela de classificação, que, por conseguinte, 
se repete como descritor do documento. Outra maneira também utilizada decorre 
das palavras apresentadas no título da obra. Assim, “[...] as palavras dos títulos, 
os cabeçalhos de assuntos e os números de classificação em geral se repetem” 
(XU; LANCASTER, 1998 apud LANCASTER, 2004, p. 31).
Se ao analisar uma obra o bibliotecário se basear apenas na atribuição de 
assuntos em relação ao número de classificação e ao título, não seconcebe uma 
análise de assunto no processo, mas sim uma repetição de palavras (LANCASTER, 
2004). Essa repetição desfaz a importância do trabalho de análise de assunto pelo 
catalogador, que é uma atividade puramente intelectual.
 O processo de tratamento da informação, o qual cobre a análise de assunto, 
é denominado por Guinchat e Menou (1994, p. 30) de “tratamento intelectual” e 
demanda do catalogador grande esforço mental, principalmente na abrangência 
do teor do documento. Segundo os autores, essa operação consiste na descrição 
bibliográfica, descrição de conteúdo, armazenamento, pesquisa e difusão. Grande 
esforço deve ser empregado pelo bibliotecário na análise de assunto, pois como 
descreve Langridge (2006, p. 106), “antes de podermos usar qualquer esquema de 
classificação [...] devemos estar seguros sobre o assunto de que o documento trata”. 
Essa análise não deve ser influenciada pelo uso de um vocabulário controlado 
ou linguagem documentária utilizada pelo sistema documentário. Primeiro, o 
bibliotecário deve verificar e decidir o que será representado tematicamente para 
após verificar se o vocabulário permite representar o assunto adequadamente 
(LANCASTER, 2004). O profissional não deve realizar a atividade inversamente, 
baseando a análise do documento na linguagem documentária. 
O processo que é instaurado na análise de assunto deve ser puramente 
interpretativo, visando organizar a informação para garantir sua posterior 
recuperação. Se o processo for apoiado no vocabulário controlado, a essência 
interpretativa se esvaece, tornando-se o processo um simples arranjo, e o 
42
UNIDADE 1 | HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO
esforço de adequar as coisas a um modelo já existente é fruto de nossa ânsia 
pela estabilidade. Assim, experimentamos um profundo desconforto se elas não 
cabem nas categorias de que dispomos (LARA, 2002, p. 131). 
Os instrumentos de apoio ao processo de classificação, como a Classificação 
Decimal de Dewey (CDD) e Classificação Decimal Universal (CDU), usualmente 
as mais utilizadas no Brasil, têm importante função de auxiliar o bibliotecário na 
organização dos documentos. Entretanto, é possível indagar como o profissional 
desenvolve o processo, se aplica o envolvimento intelectual, ou se apoia no fazer 
cotidiano, sem perdurar reflexões sobre a atividade que desempenha. A aplicação 
e o uso das inovações tecnológicas nas atividades desenvolvidas pelas bibliotecas 
passam a exigir do bibliotecário um novo posicionamento frente aos produtos 
desenvolvidos e originários dos processos de tratamento da informação.
Assim, o que particulariza a atividade documentária é sua função: 
organizar para transferir, transferir para viabilizar a apropriação da 
informação. Nessa perspectiva, compreender como se desenvolve o 
processo interpretativo e identificar quais são as condições mínimas 
podem significar a diferença entre simplesmente estocar e transmitir 
informação para o uso efetivo (LARA, 2002, p. 138).
 Cabe ao bibliotecário a construção do processo de classificação, a fim de 
atingir a eficiência no tratamento da informação. Segundo Lara (2002, p. 132) “[...] 
não se trata de polir o espelho para encontrar a informação, mas de construí-la 
em função de objetivos”. Cada sistema documentário está inserido em diferentes 
contextos, porém todos têm o objetivo comum de tratar e organizar a informação 
documentária, a fim de disponibilizá-la para acesso.
FONTE: SOUSA, B. P.; FUJITA, M. S. A classificação bibliográfica no contexto do tratamento 
temático da informação: um estudo com o protocolo verbal individual em bibliotecas do 
instituto federal de educação, ciência e tecnologia (IF’s). Revista ACB, Florianópolis, v. 18, n. 1, p. 
796-813, 2013. Disponível em: https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/868. Acesso em: 31 
maio 2019.
https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/868
43
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste	tópico,	você	aprendeu	que:
• A invenção da imprensa na Alemanha, por volta de 1450, até a publicação da 
primeira Enciclopédia, de 1750 em diante, são marcos do início do período 
moderno, facilitando a interação entre diferentes conhecimentos. Nesse 
momento da história, a classificação do conhecimento esteve apoiada no tripé 
intelectual: currículos, bibliotecas e enciclopédias. 
• A ideia de classificação do conhecimento, a partir da “árvore do conhecimento”, 
cede lugar aos subsistemas (currículos, bibliotecas e enciclopédias), porém, 
sempre visando, de alguma forma, representar a informação, para que a 
sociedade a reconheça e a utilize de maneira eficaz.
• Em 1545 Konrad Von Gesner publica a obra Bibliotheca Universalis, considerada 
a primeira classificação bibliográfica.
• Em 1643 Gabriel Naudé publicou um catálogo bibliográfico chamado 
AdvispourDresser Une Bibliothèque. Classificava as obras em 12 classes principais.
• Também os livreiros de Paris elaboraram um sistema de classificação, e Jacques 
Charles Brunet aproveitou o sistema para preparar um outro chamado Manuel 
de Libraire et de L´Amateurdes Livres. Classificava em cinco grandes áreas: 
teologia, jurisprudência, história, filosofia e literatura.
• Francis Bacon na Chart of learning (1905) deu a maior contribuição ao estudo 
dos modernos sistemas de classificação.
• O estabelecimento do conceito moderno de hierarquia das ciências e o princípio 
da filiação vêm de Augusto Comte, que adotou a ordem dos conhecimentos 
humanos como sendo uma ordem de generalidade decrescente e complexidade 
crescente.
• O sistema de classificação da Biblioteca do Congresso é um modelo de 
classificação alfanumérico. Primeiro houve a divisão em áreas do conhecimento 
em 21 grupos identificados por letras do alfabeto, podendo incluir facilmente 
novos tópicos se necessário. 
44
• James Duff Brown criou dois sistemas de classificação que não serviam 
para coleções grandes, por serem muito rígidos e, posteriormente, idealizou 
um sistema de classificação intitulado de Subject Classification, que teve sua 
primeira publicação em 1906. Era considerado, na época, um bom sistema 
de classificação, sendo usado em muitas bibliotecas inglesas por vários anos, 
introduzindo o livre acesso às estantes.
• A classificação de Bliss foi apontada como uma das melhores em classificações 
bibliográficas. Uma de suas principais características é a possibilidade de 
classificações alternativas. Seu sistema é dividido em quatro grandes classes: 
filosofia; ciência; história; tecnologia e arte.
• Ranganathan idealizou um sistema de classificação analítico-sintético que 
adotou o uso dos dois pontos (:) como símbolo para correlacionar ideias 
diferentes. Em 1925, ao voltar da Índia, aplicou seu novo sistema de classificação 
na Universidade de Madras. 
• A classificação da Library of Congress baseou-se em 21 classes principais, 
representadas de A-Z, exceto pelas letras I, O, N, X e Y, deixadas para futuras 
expansões, sendo igualmente adotada por diversas bibliotecas dos EUA e no 
mundo.
45
1 Explique como é o processo de classificação da Library of Congress.
2 Qual a contribuição de Konrad Von Gesner para a classificação bibliográfica?
AUTOATIVIDADE
46
47
UNIDADE 2
CLASSIFICAÇÃO 
DECIMAL DE DEWEY
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• conhecer o contexto histórico da Classificação Decimal de Dewey - CDD;
• definir o que é classificação e os passos para classificar;
• conhecer as características que compõem a CDD;
• identificar sua estrutura e notação;
• conhecer as divisões do conhecimento humano em classes;
• identificar o índice relativo e entender como está organizado;
• familiarizar-se com a estrutura do índice relativo e suas relações;
• compreender o uso do índice relativo no contexto dos esquemas e das 
tabelas auxiliares;
• ser capaz de aplicar os conhecimentos adquiridos.
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade você 
encontrará autoatividades com o objetivode reforçar o conteúdo apresentado.
TÓPICO 1 – CONTEXTO HISTÓRICO DA CDD; ESTRUTURA E 
CARACTERISTICAS
TÓPICO 2 – TABELAS AUXILIARES 
TÓPICO 3 – TABELAS PRINCIPAIS OU ESQUEMAS
48
49
TÓPICO 1
CONTEXTO HISTÓRICO DA CDD; ESTRUTURA E 
CARACTERISTICAS
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
O propósito da classificação em unidades de informação é organizar o 
conhecimento contido em qualquer tipo de documento. É preciso reunir itens 
de um mesmo assunto. Existem algumas características físicas que podem ser 
levadas em consideração na classificação: suporte físico, formas de apresentação 
(enciclopédias, relatórios, dicionários). No entanto, na classificação bibliográfica o 
assunto é a principal característica. Para classificar, precisamos de um instrumento 
que nos ajude a separar por assunto: são os sistemas de classificação bibliográfica.
Neste tópico você conhecerá com mais profundidade um dos sistemas de 
classificação mais utilizados no mundo, a Classificação Decimal de Dewey – CDD. 
Para isso, abordaremos seu histórico para depois apresentar suas características, 
instrumentos, estrutura, formato e notação. Também disponibilizaremos vários 
exercícios que te ajudarão no processo de ensino e aprendizagem. 
2 HISTÓRICO
Melville Louis Kossuth Dewey nasceu em 10 de dezembro de 1851 em 
Nova Iorque, tendo sua origem em uma família humilde, com poucos recursos. 
Em 1873, quando tinha apenas 21 anos e era auxiliar de bibliotecário, na biblioteca 
de Amherst College, em Massachusetts, Dewey inicia a criação de um sistema 
de classificação com base em outros sistemas de classificação da época, pois 
percebeu a necessidade de reorganizar a biblioteca onde ele atuava. A primeira 
publicação da CDD foi feita três anos após seu início, em 1876 e tinha apenas 44 
páginas, expressando as necessidades bibliográficas do sistema norte-americano 
(DEWEY, 2004).
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
50
FIGURA 1 – MELVILLE LOUIS KOSSUTH DEWEY
FONTE: <https://sites.google.com/a/lcpsmail.org/crmstylerlibrary/biography-of-melvil-dewey>. 
Acesso em: 5 jun. 2019.
Dewey se amparou para a construção de seu sistema, em vários filósofos 
da antiguidade, que vimos na unidade anterior como: Aristóteles, Bacon, Locke, 
baseando-se na classificação de William Harris. Os sistemas filosóficos tinham 
como finalidade a definição, a esquematização e a hierarquização do conhecimento 
com vistas para a ordenação das ciências, para então surgirem os sistemas de 
classificação bibliográficos tendo como propósito o armazenamento, localização, 
organização e ordenação das informações em acervos físicos (GUARIDO, 2008).
A forma de organização dos livros até então era conhecida como um 
"sistema de ordenação fixa", sendo colocados em um local previamente definido 
e fixo nas estantes, não se considerava um arranjo intelectual desses itens. A 
partir das limitações dessa ordenação, Dewey visitou mais de 50 bibliotecas que 
utilizavam a organização fixa e suas inquietações o fizeram pensar e avaliar a 
possibilidade de transformar a ordem fixa em uma maneira mais fácil e eficiente 
de organização do conhecimento (DEWEY, 2004).
Assim, em uma manhã de domingo em 1873, quando estava na igreja, 
uma ideia surgiu em sua mente: utilizar números arábicos como decimais e 
um número neutralizador, zero, para numerar todo o conhecimento humano 
impresso. Decidiu pela fração decimal para os assuntos dos livros, rejeitando 
o número ordinal inteiro para representar a posição no espaço: 1, 2, 3, 4. Foi a 
iniciativa de criação da localização (ordenação) relativa por assuntos, e não por 
localização fixa (DEWEY, 2004).
https://sites.google.com/a/lcpsmail.org/crmstylerlibrary/biography-of-melvil-dewey
TÓPICO 1 | CONTEXTO HISTÓRICO DA CDD; ESTRUTURA E CARACTERISTICAS
51
IMPORTANT
E
Na localização fixa os livros eram separados por tamanho, cor de capa, ordem 
de chegada e recebiam como identificação uma sequência numérica. Era a forma mais 
rudimentar de classificar livros (economiza espaço, apresenta aspecto de ordem, fácil 
compreensão, mas separa livros do mesmo assunto, separa autores, pode separar obras 
iguais se suas características físicas forem diferentes, dificulta a busca direta pelos usuários).
Já na localização relativa os livros não têm um lugar fixo nas estantes. Podem mudar de lugar 
dependendo do número de livros adquiridos e inseridos entre uma classe e outra. É ideal para 
bibliotecas de acesso livre ao usuário (permite rápida localização, há intercalação de novas 
obras sem perda de ordem, não há quebra de sequência com a introdução de novos itens).
Dewey dividiu o conhecimento humano em 10 partes principais (classes), 
cada classe em 10 divisões, e cada divisão em 10 seções, iniciando, assim, o 
princípio hierárquico de seu sistema de classificação a partir dos sumários, do 
geral para o específico. Para a notação usou números arábicos de 0 a 9, cada dígito 
adicionado representa a expansão notacional, aproximando itens semelhantes. 
000 Generalidades
100 Filosofia
200 Religião
300 Ciências Sociais
400 Línguas
500 Ciências Puras
600 Ciências Aplicadas
700 Artes
800 Literatura
900 História e Geografia
QUADRO 1 – AS DEZ CLASSES PRINCIPAIS DA CDD
FONTE: A autora
“Dewey apresentou seu trabalho ao comitê do colégio no qual trabalhava 
e teve permissão para aplicá-lo na organização do acervo, revolucionando a 
classe biblioteconômica, sendo considerado o Pai da Biblioteconomia Moderna” 
(GUARIDO, 2008, p. 3). 
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
52
Foi aplaudido em 1876, na Conferência de Bibliotecários na Filadélfia, 
pelo seu trabalho inovador, na mesma data em que publica o sistema de 
classificação bibliográfica intitulado: "A classification and subject index for cataloging 
and arranging the books and pamphlets of a library" (Classificação e índice de assunto 
para catalogação e arranjo de livros e panfletos de uma biblioteca).
FIGURA 2 – A CLASSIFICATION AND SUBJECT INDEX
FONTE: <https://library.oclc.org/digital/collection/p267701coll9/id/341>. Acesso em: 5 jun. 2019.
Em 1883 tornou-se bibliotecário-chefe da atual Columbia University, na 
cidade de Nova Iorque e, em 1º de janeiro de 1887, funda a primeira escola de 
Biblioteconomia na mesma universidade. Dewey faleceu no dia 26 de dezembro 
de 1931, aos 80 anos, por complicações cardíacas.
A CDD abrange o mapa completo das áreas do conhecimento, mostrando 
todos os seus conceitos e suas relações. É considerada por todos, na verdade, 
como a primeira classificação verdadeiramente bibliográfica no sentido moderno. 
"Uma classificação de assuntos, com um índice relativo", é como o próprio Dewey 
define seu sistema, acrescentando que essa é sua feição essencial, tudo o mais 
sendo mero acréscimo de recursos auxiliares e acessórios (SILVA, 2010, p. 17).
 
Segundo a introdução de sua 20ª edição, é usado em mais de 135 países 
e foi traduzido para mais de 30 idiomas. Nos Estados Unidos é utilizado por 
95% das bibliotecas públicas e escolares e 25% das bibliotecas universitárias e 
especializadas. 
https://library.oclc.org/digital/collection/p267701coll9/id/341
TÓPICO 1 | CONTEXTO HISTÓRICO DA CDD; ESTRUTURA E CARACTERISTICAS
53
3 CRONOLOGIA DAS EDIÇÕES
As edições mais antigas eram editadas em intervalos de 2 a 12 anos, 
passando a serem publicadas a cada 7 anos.
1885 - 2ª edição surge completamente revista e aumentada, estabelecendo a 
política e a estrutura do esquema. A edição trouxe o nome de Dewey pela 
primeira vez no título.
1900 - É publicada a primeira edição abreviada.
1932 - 13ª foi publicada um ano após sua morte, sendo chamada de Edição 
Memorial.
1942 - 14ª aumentada e volumosa, foi bastante criticada pelos bibliotecários 
que afirmavam que grande parte de seu crescimento tinha sido 
desproporcional e impensada.
1958 - 16ª foi produzida com suporte da Biblioteca do Congresso Americano 
(Library of Congress).
1965 - 17ª foi revolucionária, enfatizando o relacionamento de assuntos e 
classificação por disciplinas.
1971- 18ª nessa edição, cinco novas tabelas auxiliares foram acrescidas, 
apresentando 3 volumes: 1 - introdução e tabelas; 2 - esquemas e 3 - índice 
relativo.
1982 - 19ª trouxe paginação independente em cada volume, com 7 tabelas 
auxiliares sendo mantidas até a 21ª edição.
1989 - 20ª trouxe a apresentação das tabelas em 4 volumes, sendo a primeira 
edição a ser produzida por um sistema editorial de suporte online.
1996 - 21ª versão Dewey para Windows.
2003 - 22ª publicada pela Online Computer Library Center - OCLC - Versões em 
suporte eletrônico e online. Redução para 6 tabelas auxiliares.
2011 - 23ª publicada pela Online Computer Library Center - OCLC - Versões em 
suporte eletrônico e online. 
QUADRO 2 – CRONOLOGIA DAS EDIÇÕES DA CDD
FONTE: A autora
A CDD tem êxito na aplicação em unidades de informação porque, logo 
na 2ª edição, foi anunciado que a estrutura e a notação se manteriam inalteráveis. 
A evolução da CDD sempre foi na mesma linha inicial, com a preocupação de 
proporcionar cada vez um maior detalhe.
A 15ª edição (1951) produziu-se com alterações substanciais, no sentido 
de uma redução significativa, o que foi mal aceita, tendo a 16ª edição (1958) 
retomado o esquema minucioso da 14ª edição. A 17ª edição (1965) introduziu as 
standard divisions (subdivisões comuns). 
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
54
A 18ª edição (1971) foi adaptada pela British National Bibliography e pela 
Library of Congress para os registros MARC. A 19ª edição (1979) foi ampliada para 
três volumes. A 20ª edição (1989) foi ampliada para 4 volumes. 
Em 1996 foi publicada a 21ª edição na versão impressa e em CD-ROM. Em 
2003, a CDD teve a 22ª edição impressa e com acesso digital (WebDewey) fi cando 
durante algum tempo em fase de testes. Em 2012 foi publicada a última edição 
impressa da CDD, a 23ª edição, essa já tinha acesso digital e impresso.
Como a CDD vinha sendo frequentemente atualizada pela equipe 
editorial da Dewey, a versão digital estava sempre atualizada. Já as versões 
impressas rapidamente se tornavam obsoletas. Assim, em 2018, a OCLC — 
Online Computer Library Center — decidiu descontinuar a publicação de edições 
impressas e continuou a ser atualizada e expandida para atender às necessidades 
da comunidade de bibliotecas.
4 ESTRUTURA DA CDD IMPRESSA
Neste subtópico, apresentaremos, de forma breve, a estrutura da CDD 
no formato impresso. É importante caso você venha a atuar em uma biblioteca 
que ainda tenha a versão impressa como principal instrumento de classifi cação. 
Como falamos no subtópico anterior, você pode encontrar diversas edições de 
CDD, mas da 20ª a 23ª essas diferenças são muito pequenas. De qualquer forma, 
é importante você manusear seus volumes para melhor entender a matéria.
DICAS
Você pode acessar a CDD em uma biblioteca física da Uniasselvi. Ou ainda em 
outras bibliotecas, em algumas ela não está no acervo, mas sim nas mãos dos profi ssionais 
de biblioteconomia. No caso, aproveite e se apresente como estudante de biblioteconomia 
e peça para verifi car o material.
FIGURA – CDD 23º EDIÇÃO
FONTE: <https://praxis.com.br/cdd-deixara-de-ser-impressa-em-ingles/>. Acesso em: 5 
jun. 2019.
TÓPICO 1 | CONTEXTO HISTÓRICO DA CDD; ESTRUTURA E CARACTERISTICAS
55
Volume 1
• Introdução da edição em espanhol, tradutores, prólogo, prefácio, agradecimentos.
• Novas características da 23ª edição.
• Introdução ao Sistema de Classificação Decimal de Dewey.
• Classificação detalhada e classificação geral.
• Notação interna.
• Bibliografia relacionada.
• Glossário.
• História editorial da CDD. 
• Tabelas auxiliares (sete tabelas na edição).
• Tabela auxiliar 1 – Subdivisão comum.
• Tabela auxiliar 2 – Áreas geográficas, períodos históricos, pessoas.
• Tabela auxiliar 3 – Subdivisões para literaturas individuais para gêneros literários específicos 
(só usa classe 800).
• Tabela auxiliar 3A – Subdivisão para obras de autores individuais.
• Tabela auxiliar 3B – Subdivisão para obras de dois ou mais autores.
• Tabela auxiliar 3C – Notação para ser agregada seguindo instruções da tabela 3B e em 808-
809.
• Tabela 4 – Subdivisões de línguas individuais (usada na classe 400).
• Tabela 5 – Grupos raciais, étnicos e nacionais.
• Tabela 6 – Línguas. 
• Tabela 7 – Grupos de pessoas (faixa etária).
Volume 2
• Sumários (primário, secundário, terciário).
• Classes/Esquemas.
• Uso das classes.
• 000 Generalidades.
• 100 Filosofia, Parapsicologia e ocultismo, psicologia.
• 200 Religião.
• 300 Ciências Sociais.
• 400 Línguas.
• 500 Ciências naturais e matemáticas (ciências puras).
Volume 3
• Classes.
• Uso das classes.
• 600 Tecnologia (Ciências Aplicadas).
• 700 Artes, Belas Artes e Artes Decorativas.
• 800 Literatura e Retórica.
• 900 Geografia, História e Disciplinas Auxiliares.
Volume 4
• Índice.
• Manual.
• Apêndice: políticas e procedimentos da Divisão de Classificação Decimal e da Biblioteca do 
Congresso dos Estados Unidos.
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
56
5 CARACTERÍSTICAS E ESTRUTURA DA VERSÃO ONLINE 
Da mesma forma que a versão impressa da CDD, a instituição na qual 
você trabalha precisa adquirir o acesso a base da WebDewey. Os assinantes 
do WebDewey recebem atualizações trimestrais automáticas para o sistema de 
classifi cação. 
Na WebDewey existem milhares de termos do índice relativo e números 
incorporados que não estão disponíveis na versão impressa. Além disso, há a 
anotação on-line para incorporar e compartilhar preferências de classifi cação 
locais. Também há títulos por assunto da Biblioteca do Congresso, mapeados 
para os números Dewey, e atualizações a cada 3 meses com assinatura anual.
DICAS
O Acesso a WebDwey é restrito a assinantes. Vamos apresentar um pouco do 
sistema para vocês. Você visualizará assim no sistema:
FIGURA – COMO ACESSAR A WEBDEWEY
FONTE: <http://dewey.org/webdewey/login/login.
html;jsessionid=6DA774C0AFCE435B8286562BC52C495C>. Acesso em: 5 jun. 2019.
Na fi gura a seguir, observe a forma de acesso do: primeiro sumário: 000-900; o segundo 
sumário: 010-910 e terceiro sumário: 011-911.
TÓPICO 1 | CONTEXTO HISTÓRICO DA CDD; ESTRUTURA E CARACTERISTICAS
57
FIGURA – ACESSO AOS SUMÁRIOS NA WEBDEWEY
FONTE: <http://dewey.org/webdewey/mainClasses.html?recordId=ddc%3a0>. Acesso em: 
5 jun. 2019.
Explore os sumários
A WebDewey está em inglês. Logo, ao fazer as pesquisas de classifi cação, as 
palavras também precisam estar na língua inglesa.
ATENCAO
6 HIERARQUIA E NOTAÇÃO
A CDD está ordenada por disciplinas, por assuntos. As disciplinas/
assuntos englobam as áreas do conhecimento humano que se subdividem em:
• 10 classes principais;
• 10 divisões;
• 10 seções.
A CDD é basicamente hierárquica em sua estrutura e em sua notação. 
A hierarquia na notação signifi ca que em cada nível há uma escala de conceitos, 
denominados classes, que são mutuamente excludentes e que mantêm relação 
de coordenação. A cada novo nível, a especifi cidade da subdivisão do assunto 
aumenta. Quer dizer: as classes tornam-se progressivamente mais específi cas, 
mais minuciosas.
A notação é um sistema de símbolos usado para representação das classes 
em um sistema de classifi cação. Exemplo: 520 é expressa por numerais arábicos. 
Representa uma linguagem universal para identifi car a classe e as subclasses 
relacionadas. O princípio hierárquico é expresso pela estrutura e notação. Um 
número signifi ca um dígito padrão para a classe principal. Exemplo:
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
58
• 5 = Ciências Naturais. É expandido a uma fração decimal para indicar as 
subdivisões das ciências.
• 55 = Ciências da Terra.
• 551 = Geologia, Hidrologia e Meteorologia.
• 551.4 = Geomorfologia e Hidrosfera.
• 551.41 = Geomorfologia.
• 551.415 = Desertos.
A fração decimal indica a hierarquia intelectual de um assunto. A 
CDD usa a notação hierárquica. O significado de coordenação, subordinação e 
superordenação de assuntos é representado através da notação:
• 600 Tecnologia.
• 630 Agricultura e tecnologias relacionadas.• 636 Agricultura animal.
• 636.7 Cachorros.
• 636.8 Gatos.
Os conceitos são representados em suas múltiplas relações de coordenação, 
de subordinação e de superordenação. Vejamos o exemplo:
• Cachorros e Gatos são mais	 específicos que Administração de animais, 
portanto, estão subordinados	(hierarquicamente	inferior). 
• Cachorros e Gatos são igualmente	específicos, portanto, coordenados. 
• Administração de animais é	menos	específico	que Cachorros e Gatos, portanto, 
superordenado	(abaixo	da	classe	e	acima	da	ordem).
Estrutura hierárquica significa que todos os tópicos (com exceção das 10 
classes principais) são parte dos tópicos maiores acima deles, o que quer que seja 
verdadeiro no todo será nas partes (força hierárquica). 
IMPORTANT
E
Algumas vezes a CDD faz a seguinte indicação: see references (ver referências). 
Indicar que, embora o assunto seja, logicamente, parte da hierarquia em que a referência 
aparece, ele pode ser classificado em outro lugar. Exemplo: 
• 570 Biologia 
° Classifique, aqui, ciências da vida:
- para paleontologia, ver 560;
- para plantas, ver 580;
- para animais, ver 590;
- para ciências médicas, ver 610. 
TÓPICO 1 | CONTEXTO HISTÓRICO DA CDD; ESTRUTURA E CARACTERISTICAS
59
A origem vem da concepção do universo, como um sistema orgânico de 
partes intimamente relacionadas umas com as outras e com o todo, desempenhando 
funções dentro de uma escala de importância relativa.
Determinada classe pode ser coordenada com uma ou mais classes do 
mesmo nível, e subordinada a apenas uma classe do nível imediatamente superior, 
podendo ser superordenada a uma ou a mais classes do nível inferior. O aumento 
progressivo de especificidade é geralmente indicado pelo acréscimo de mais um 
dígito a cada novo nível de divisão, como se pode observar nos exemplos a seguir, 
em que procuramos chamar atenção para o(s) dígito(s) que representa(m) cada 
novo nível, grafando-o(s) com caracteres em itálico (SILVA, 2010, p. 16-17).
É um sistema de classificação decimal, isto é, adota como princípio 
fundamental a divisibilidade do todo, que é o conhecimento, em dez 
partes, baseando-se numa divisão inicial desse mesmo conhecimento 
em disciplinas e subdisciplinas.
As disciplinas são encaradas como grandes ramos do conhecimento, 
que englobam conceitos ou ideias menores, como subdivisão ou 
derivação. Assim, a Filosofia, a Religião, as Ciências Sociais, as 
Ciências Puras, as Aplicadas, a História, são consideradas disciplinas, 
enquanto a Economia, a Sociologia, a Música, a Zoologia, a Botânica 
são subdisciplinas em relação às grandes áreas em que se inserem.
É um sistema de classificação, primordialmente bibliográfica (não 
filosófica, nem científica, essencialmente), destinado a servir de base 
à organização de documentos e de seus sucedâneos (fichas, listas 
bibliográficas, catálogos).
É um sistema de classificação estruturado, abrangendo as seguintes 
partes:
• conjunto de dez classes principais, reunindo obras sobre todos os 
assuntos;
• conjunto de sete classes menores reunindo ideias adjetivas;
• notação, que permite ordenar com lógica os assuntos e os 
documentos;
•	 índice	alfabético, para mais fácil acesso aos assuntos representados 
pelos números do sistema nas diversas classes. 
É um sistema de classificação enumerativo, o que quer dizer: relaciona 
todos os assuntos e todas as combinações/associações/relações 
possíveis e juntamente com seus símbolos/combinações de símbolos 
ready-made para consumo, sem (maiores) intervenções do classificador. 
É, por conseguinte, o oposto das classificações analítico-sintéticas, 
que proporcionam não listas fechadas, mas listas de propostas/
possibilidades/facetas, ficando a cargo do classificador a tarefa de 
combinar esses assuntos e seus símbolos segundo a necessidade e as 
exigências do contexto específico.
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
60
Exemplo:
• 600 – Tecnologia (Ciências Aplicadas).
• 610 – Medicina.
• 611 – Anatomia Humana.
• 612 – Fisiologia Humana.
• 619 – Medicina Experimental.
• 620 – Engenharia.
• 630 – Agricultura.
• 640 – Economia Doméstica e Vida Familiar.
• 650 – Administração e Serviços Auxiliares.
• 660 – Engenharia Química.
• 670 – Manufatura.
• 680 – Manufatura para usos específicos.
• 690 – Construção.
É importante lembrar que há sempre o uso de, no mínimo, três algarismos 
para representação de uma classe principal quando os campos do conhecimento 
são vistos de maneira geral, sem subdivisões. 
• 100 – Filosofia.
• 150 – Psicologia.
• 152 – Percepção sensorial, movimento, emoções, impulsos fisiológicos.
Depois de três algarismos usa-se PONTO (.):
• 152.1 – Percepção sensorial.
A hierarquia observada na CDD significa, geralmente, que cada divisão 
sucessiva da disciplina parte do geral para o particular.
• 300 – Ciências Sociais.
• 330 – Economia.
• 338 – Produção.
• 338.4 – Indústria e serviços secundários.
• 338.45 – Eficiência da Produção.
Ao se classificar uma obra com caráter específico dentro de uma área do 
conhecimento, devemos considerar que essas particularidades pertencem a essa 
área. 
 
• Assunto principal
TÓPICO 1 | CONTEXTO HISTÓRICO DA CDD; ESTRUTURA E CARACTERISTICAS
61
FIGURA 3 – EXEMPLO
FONTE: Spudeit (2013, p. 3)
Os espaços entre o sexto e o sétimo dígitos do último número não são 
parte essencial da notação, mas, para facilidade de leitura, podem ser empregados 
entre dois conjuntos de três dígitos, exceto entre os dois primeiros, em que há 
substituição pelo ponto decimal.
7 SÍNTESES
É o processo/operação/recurso empregado pela CDD para a formação de 
notações que representam assuntos compostos ou aspectos de assuntos em que 
não há números prontos nas tabelas. O classificador deve observar atentamente 
onde constam, nos sistemas, notas com diretrizes para o emprego desse recurso. 
Embora, basicamente, existam apenas dois grandes tipos de síntese: 
a) de dois ou mais números das tabelas auxiliares justapostos a um número das 
tabelas principais; ou
b) de dois ou mais números das próprias tabelas principais. 
Vejamos alguns exemplos apresentados por (SILVA, 2010): 
I. Sínteses envolvendo números da Tabela 1 (Subdivisões padrão). 
II. Sínteses envolvendo números das demais tabelas auxiliares (2 a 7):
Com frequência, há instruções para utilizarmos algum/alguns dígito(s) 
da Tabela 1 (subdivisão padrão) como elemento(s) de ligação entre o número 
principal e as tabelas 2 (Área), 5 (Raça) e 7 (Pessoas), como podemos ver nos 
exemplos a seguir:
• DE 372.4 LEITURA NA ESCOLA ELEMENTAR + 09 SUBDIVISÃO PADRÃO 
+ 94 AUSTRÁLIA.
ᵒ Resulta: 372.409 94 LEITURA NA ESCOLA ELEMENTAR NA AUSTRÁLIA.
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
62
• DE 738 CERÂMICA + 089 SUBDIVISÃO PADRÃO + 951 CHINÊS. 
ᵒ Resulta: 738.089 951 CERÂMICA CHINESA.
• DE 513 ARITMÉTICA + 024 OBRAS PARA DETERMINADOS TIPOS DE 
USUÁRIOS + 694 CARPINTEIROS. 
ᵒ Resulta: 513.024 694 ARITMÉTICA PARA CARPINTEIROS.
III. Síntese envolvendo números de duas classes principais: 
Exemplos:
• DE 809.935 LITERATURA ENFATIZANDO ASSUNTOS + 200 RELIGIÃO. 
ᵒ Resulta: 809.935 2 OBRAS RELIGIOSAS COMO LITERATURA.
• DE 809.935 LITERATURA ENFATIZANDO ASSUNTO + 920 BIOGRAFIAS.
ᵒ Resulta: 809.935 92 BIOGRAFIAS COMO LITERATURA. 
• DE 373.011 EDUCAÇÃO SECUNDÁRIA COM OBJETIVOS ESPECÍFICOS + 
370.115 RESPONSABILIDADE SOCIAL NA EDUCAÇÃO. 
ᵒ Resulta: 373.011 5 RESPONSABILIDADE SOCIAL NA EDUCAÇÃO 
SECUNDÁRIA.
Observação: às vezes as Tabelas orientam a proceder para uma 
segunda síntese, acrescentando um novo número principal (ou um 
sufixo) à base para formação de uma notação composta ou complexa. 
O procedimento é o mesmo, havendo, apenas, necessidade de 
redobrada atenção no momento de acrescentar os novos números (ou 
desinências) à base (radical) determinada pelo sistema na nota.
Exemplo: no número 636.592 01-.592 08 Fazendas, perus novos, 
produção e manutenção, perus para fins específicos, ciências 
veterinárias, há a nota: "acrescentar ao número-base 636.592 0 os 
dígitos que seseguem ao 636.0 (na sequência 636.01 -636.08)". Ex.: 
Criação de perus para carne 636.592 088. 3”.
Assim, o classificador com um documento sobre Erisipela nos perus 
escreve 636.592 0; em seguida acrescenta 89 (trazido do 636.089), 
obtendo, dessa forma, 636.592 089; então, seguindo a instrução 
encontrada no 636.089, de acrescentar àquele número os dígitos que 
se seguem ao 61, no 610-619, há o acréscimo de 694, encontrado no 
616.942. Assim, há a notação 636.592 089 694 2 (SILVA, 2010, p. 23).
Importante ressaltar que o uso das sínteses e das tabelas deve ser realizado 
conforme a demanda. As sínteses objetivam construir um número que não há 
pronto na tabela e a utilização das tabelas objetiva complementar uma notação. 
 
 Contudo,	como	saber	quando	utilizá-la?		
Isso depende da biblioteca em que você esteja atuando, da comunidade 
de usuários que utiliza a unidade de informação e, claro, do documento. Cada 
documento é único e o bibliotecário é o responsável por designar o seu endereço 
na estante.
TÓPICO 1 | CONTEXTO HISTÓRICO DA CDD; ESTRUTURA E CARACTERISTICAS
63
Se estivermos falando de uma biblioteca pequena, a utilização somente 
das classes principais dará conta do recado e servirão muito bem para a 
organização da biblioteca. Porém, se estivermos atuando em uma biblioteca 
grande e/ou especializada, aprofundar a classificação será importante.
IMPORTANT
E
Vamos problematizar: quanto maior e mais complexa a notação, mais difícil será 
a independência do usuário para achar o livro na estante. Então, é importante que a forma de 
classificação também leve em conta o seu usuário.
Como já foi comentado, as sínteses visam formar classificações (notações) 
complexas que não existem nas classes principais. Vejamos: 
 
•	 Síntese	entre	tabelas	principais	(as	classes)	e	a	tabela	auxiliar	1	–	Subdivisões	
padrões	comuns	a	todas	as	classes	(T1):
a) 398 folclore + 03 dicionários = 398.03 Dicionário de folclore. 
b) 540 química geral + 05 periódicos = 540.5 periódicos de química (observem 
como a classe terminava em zero, suprimiu-se um, evitando existissem dois 
zeros > 540.05. 
c) 664 tecnologia de alimentos + 076 exercícios = 664.076 caderno de exercícios 
sobre tecnologias de alimentos. 
 
•	 Síntese	 entre	 tabelas	 principais	 (as	 classes)	 e	 a	 tabela	 auxiliar	 2	 –	 Áreas	
geográficas,	períodos	históricos	e	biografias	(T1): 
a) 305.9 (grupos étnicos) + 09 + 13 desertos (área geográfica T2) = 305.0913 grupos 
étnicos que moram/vivem em desertos. 
b) 330.9 situações e condições econômicas + 09 + 81 Brasil (T2) 330.90981 situação 
econômica do Brasil. 
c) 381.3 política comercial + 85 Peru + 09 + 89 Paraguai 381.3850989 política 
comercial estabelecida entre Peru e Paraguai. 
d) O exemplo é diferente: educação no Japão = 379.52 370 educação + 09 + 52 João 
(T2), no caso os dois zeros são suprimidos. 
 
•	 Síntese	de	dois	números	das	tabelas	principais	(classes):
a) 070.4 jornalismo + 330 economia = 070.4330 jornalismo econômico (o que é 
diferente de periódico, jornal ou revista sobre economia) – (observem o quanto 
um número a mais ou a menos faz a diferença: 070.433 notícias/jornalismo de/
sobre guerras) – (por existirem essas notações parecidas, o zero final não é 
eliminado). 
b) 962 história do Egito + 610 medicina e saúde = 962.61 história da saúde no Egito 
(nesse caso o zero final é suprimido). 
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
64
c) E quando eu vou saber quando o zero final é suprimido ou não? Consultem 
sempre as notas na própria CDD. Em caso de dúvidas, mantenha o zero final e 
consulte a CDD para ver se, suprimido, não terá uma classificação igual.
8 ORDEM DE CITAÇÃO E PREFERÊNCIA
A ordem de citação ou preferência deve ser considerada quando 
múltiplos aspectos ou características de um assunto (como idade, área, gênero, 
períodos históricos, nacionalidade) forem apresentados na classificação e quando 
um assunto tratar de mais de um tema. Refere-se ao uso das tabelas e/ou das 
sínteses para compor uma notação complexa que envolva a aglutinação de vários 
elementos (SOUZA, 2014). Por ventura, a própria CDD irá informar como realizar 
a ordem de citação, quando não o fizer, utilizemos a seguinte ordem padrão: 
 
• Assunto específico (a notação das classes). 
• Aspecto geográfico (o uso da tabela). 
• Aspecto temporal (período histórico). 
• Forma (se é dicionário, periódico etc.).
A ordem de citação permite ao classificador construir ou sintetizar um 
número contendo duas ou mais características (facetas). A construção de um 
número na CDD consiste em determinar quais características se aplicam a um 
item específico para, em seguida, observar nas instruções dadas, nos esquemas, a 
sequência em que as facetas serão ordenadas. A ordem é sempre cuidadosamente 
detalhada nas instruções dadas nos esquemas.
Exemplo: 909.04 [história em relação a] grupos étnicos e nacionais 
específicos.
Adicionar ao número-base 909.04, a notação 1-9 da Tabela 5. 
Exemplo: A história do mundo dos judeus = 909.049 24; em seguida, 
adicionar 0* e, para o resultado, adicionar os números seguintes a 909 em 909.1-
909.8. Ex.: A história do mundo dos judeus no século 18 = 909.049 240 7.
A nota anterior estipula a seguinte ordem de citação para as facetas 
individuais do assunto geral: a história do mundo (909) + grupos étnicos e 
nacionais específicos (1-9) + período histórico (1-8), sendo que este último é 
introduzido pelo indicador de faceta 0. Quando não houver nota de instruções 
para a ordem de citação, utilizar a seguinte ordem sugerida:
TÓPICO 1 | CONTEXTO HISTÓRICO DA CDD; ESTRUTURA E CARACTERISTICAS
65
NOTA
Recurso mnemônico: consiste na repetição frequente de esquemas-padrão, 
principalmente nas tabelas auxiliares. 
 
Por exemplo, -03 (ao fim de uma notação, muitas vezes indicação um dicionário). 
É importante fixar na memória a estrutura do sistema a partir dos esquemas.
No exemplo a seguir, o dígito (2) representa conceitos associados à 
Inglaterra:
• 42 – Inglaterra.
• 914.2 - Geografia da Inglaterra.
• 942 - História da Inglaterra.
• 420 - Língua inglesa.
• 820 - Literatura inglesa. 
• 032 - Enciclopédia inglesa.
Também podemos identificar o recurso mnemônico empregado por 
Dewey entre tabelas principais ou esquemas, como no caso da biografia, na qual 
sua classe é 920:
•	 920	-	Biografias	gerais	= 92 biografia + 000 Generalidades (desconsiderando os 
zeros finais da classe principal).
•	 921	-	Biografias	de	filósofos, psicólogos = 92 + 100 Filosofia, Psicologia. 
•	 922	-	Biografias	de	religiosos = 92 + 200 – Religião.
Então, assim, sucessivamente, até 928 - Biografias de escritores, poetas, 
dramaturgos etc. A classe 929 é destinada às Genealogias (história de uma família).
9 INDICE RELATIVO 
O índice relativo é assim chamado porque relaciona assuntos com 
disciplinas. Nos esquemas, os assuntos são distribuídos entre as disciplinas. 
No índice relativo, os temas são organizados em ordem alfabética, com termos 
identificados para as disciplinas em que são tratados.
O índice relativo é também um índice remissivo, pois remete o 
classificador a outros assuntos e disciplinas, como o uso do ver manual em (see 
Manual at...). Na nota, o classificador será remetido às notações no manual, sendo 
sempre indicadas pelo número notacional, não pela página, e o ver também (see 
also) serve para ver outros assuntos que podem ser úteis à classificação, o que 
indicará outros termos no próprio índice para a devida análise do classificador. 
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
66
• Índice relativo: uma lista alfabética de assuntos com disciplinas em que são 
tratados e suborganizados em ordem alfabética em cada entrada.
• Índice remissivo: remete o classifi cador a outras partes da tabela (ver Manual 
em... = see Manual at... e ver também = see also).
AQUI
FIGURA 4 – ÍNDICE RELATIVO NA WEBDEWEY
FIGURA 5 – UTILIZANDO O ÍNDICE RELATIVO
FONTE: <http://dewey.org/webdewey/browse.html>. Acesso em: 5 jun. 2019.
FONTE: <http://dewey.org/webdewey/executeBrowse.html>.Acesso em: 5 jun. 2019.
TÓPICO 1 | CONTEXTO HISTÓRICO DA CDD; ESTRUTURA E CARACTERISTICAS
67
Uma premissa básica da abordagem Dewey é que não há uma classe 
principal para um determinado assunto. O arranjo é por disciplinas. Qualquer 
assunto específico pode aparecer em mais de uma disciplina. 
No exemplo anterior foi pesquisado o termo DOG (cachorro) através 
do índice relativo. Assim, apareceram as várias opções em disciplinas do 
conhecimento em que pode aparecer o termo, além das suas especificidades. 
Note que há menção a uma nota remissiva: see Manual at. Ainda, dogs “see 
also Canines”, ou seja, indicando que nas notações numéricas informadas podem 
existir outras construções significativas que o classificador pode considerar. 
Os seguintes termos na Tabela 2 de Áreas geográficas são incluídos no 
índice relativo: 
• nomes de países;
• nomes dos estados e províncias da maioria dos países;
• nomes dos condados dos Estados Unidos; 
• nomes das capitais e de outros municípios;
Nomes de certas características geográficas também estão incluídos no 
índice relativo e nomes pessoais dos seguintes grupos de pessoas: 
• chefes de Estado utilizados para identificação dos períodos históricos. Por 
exemplo: Louis XIV;
• fundadores ou líderes religiosos. Por exemplo: Maomé;
• iniciadores de escolas de pensamento quando usados . Por exemplo: Smith, 
Adam.
http://www.dewey.org/webdewey/executeBrowse.html
68
RESUMO DO TÓPICO 1
Neste	tópico,	você	aprendeu	que:
• Melville Louis Kossuth Dewey foi o criador da Classificação Decimal que levou o 
seu nome, e, até os dias atuais, é uma das mais utilizadas em bibliotecas no mundo.
• Dewey, em 1883, tornou-se bibliotecário-chefe da atual Columbia University, 
na cidade de Nova Iorque e, em 1º de janeiro de 1887, fundou a primeira escola 
de Biblioteconomia na mesma universidade. 
• A primeira publicação da CDD foi em 1876 e tinha apenas 44 páginas. Na 
ocasião, Dewey foi aplaudido, na Conferência de Bibliotecários na Filadélfia, 
pelo seu trabalho inovador. A CDD possui 23 edições, sendo a última totalmente 
online, a WebDewey.
• A CDD abrange o mapa completo das áreas do conhecimento, mostrando 
todos os seus conceitos e suas relações. É considerada a primeira classificação 
verdadeiramente bibliográfica no sentido moderno. 
• Dewey dividiu o conhecimento humano em 10 partes principais (classes), cada 
classe em 10 divisões, e cada divisão em 10 seções, iniciando-se, assim, o princípio 
hierárquico de seu sistema de classificação a partir dos sumários, do geral para o 
específico. Para a notação usou números arábicos de 0 a 9, cada dígito adicionado 
representa a expansão notacional, aproximando itens semelhantes. 
• A síntese é o processo/operação/recurso empregado pela CDD para a formação 
de notações que representam assuntos compostos ou aspectos de assuntos em 
que não há números prontos nas tabelas. 
• A ordem de citação permite ao classificador construir ou sintetizar um 
número contendo duas ou mais características (facetas). A construção de 
um número na CDD consiste em determinar quais características se aplicam 
a um item específico para, em seguida, observar nas instruções dadas nos 
esquemas a sequência em que as facetas serão ordenadas. A ordem é sempre 
cuidadosamente detalhada nas instruções dadas nos esquemas.
• O índice relativo é assim chamado porque relaciona assuntos com disciplinas. 
• O índice relativo é também um índice remissivo, pois remete o classificador 
a outros assuntos e disciplinas, como o uso do ver manual em (see Manual 
at...). Na nota, o classificador será remetido às notações no Manual, sendo 
sempre indicadas pelo número notacional, não pela página. O ver também (see 
also) serve para ver outros assuntos que podem ser úteis à classificação, o que 
indicará outros termos no próprio índice para a devida análise do classificador. 
69
AUTOATIVIDADE
1 Atualmente, a licença quanto ao uso e os Direitos Autorais pela publicação 
da Classificação Decimal de Dewey são de responsabilidade:
a) ( ) Biblioteca do Congresso Americano (Library of Congress).
b) ( ) Lake Placid Foundation.
c) ( ) Comitê Político Editorial (Editorial Policy Committee).
d) ( ) American Library Association (ALA).
e) ( ) Online Computer Library Center (OCLC). 
2 As tabelas auxiliares que podem ser usadas sem a permissão expressa nos 
esquemas são? Escolha uma: 
a) ( ) Nenhuma das alternativas 
b) ( ) Tabelas 1, 3 e 5.
c) ( ) Tabelas 4 e 6.
d) ( ) Tabelas 2 e 6.
e) ( ) Tabelas 1 e 2.
3 Na WebDewey – CDD constam 7 tabelas auxiliares (Escolha uma opção):
( ) Verdadeiro. 
( ) Falso.
4 Na CDD, um determinado assunto, como drogas, pode ser encontrado em 
mais de um lugar dentro das tabelas. A razão disso é que a CDD é uma 
classificação por aspectos, ou seja, o assunto é classificado segundo o seu 
contexto.
( ) Verdadeiro. 
( ) Falso.
5 Há dois tipos de sínteses existentes na CDD: 1) síntese envolvendo números 
das Tabelas Auxiliares (2 ou mais números); 2) síntese envolvendo números 
dos Esquemas (2 ou mais números). 
( ) Verdadeiro. 
( ) Falso.
6 Para que servem os sumários na CDD? Escolha uma:
a) ( ) Para o entendimento da ordem de citação. 
b) ( ) Para o entendimento do processo de síntese (entre as tabelas).
c) ( ) Para o entendimento da estrutura notacional (princípio hierárquico). 
d) ( ) Para o entendimento do recurso mnemônico (repetições frequentes).
70
7 A CDD utiliza vários símbolos para a construção notacional. Escolha uma 
opção:
( ) Verdadeiro.
( ) Falso. 
8 Na CDD, o índice relativo corresponde a:
a) ( ) assuntos e disciplinas. 
b) ( ) apenas um índice remissivo.
c) ( ) um simples índice alfabético.
d) ( ) nenhuma das anteriores.
9 No Índice da CDD, o “ver também” corresponde a:
a) ( ) um termo não-adotado.
b) ( ) o termo adotado.
c) ( ) outros termos que podem ser usados. 
d) ( ) nenhuma das opções anteriores.
10 O índice relativo lista todos os assuntos e disciplinas encontrados nos 
esquemas e nas tabelas auxiliares.
( ) Verdadeiro.
( ) Falso. 
11 Há nomes de pessoas, lugares e instituições incluídos no índice relativo.
( ) Verdadeiro.
( ) Falso. 
12 No índice relativo, todos os assuntos com recuo abaixo do termo principal 
são subtópicos e disciplinas relacionados.
( ) Verdadeiro.
( ) Falso. 
13 No índice relativo, os termos aparecem listados abaixo do termo principal, 
indicando assuntos e disciplinas listados nos esquemas e nas tabelas 
auxiliares de 1 a 6.
( ) Verdadeiro.
( ) Falso. 
14 É proibido consultar os esquemas antes do índice relativo. Escolha uma 
opção:
71
( ) Verdadeiro.
( ) Falso. 
15 As entradas dos termos no índice relativo são organizadas alfabeticamente, 
palavra por palavra. Escolha uma opção:
( ) Verdadeiro.
( ) Falso. 
16 No índice relativo a busca deverá ser sempre pelas classes principais de 
000 a 900.
( ) Verdadeiro.
( ) Falso. 
72
73
TÓPICO 2
TABELAS AUXILIARES
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
 De acordo com Silva (2010), as tabelas auxiliares são assim denominadas 
porque representam conceitos que podem, virtualmente, ocorrer associados a 
qualquer assunto das dez classes principais. Assim, na classifi cação de Dewey, 
elas são muito importantes e auxiliam na especifi cidade da notação.
Vejamos a seguir as tabelas da CDD:
•	 Tabela	1: subdivisões padrão (comum).
•	 Tabela	2: subdivisão de tratamento geográfi co, períodos históricos e biografi as.
•	 Tabela	3: subdivisões de literaturas individuais.
•	 Tabela	4: subdivisões de línguas individuais.
•	 Tabela	5: subdivisões raciais, étnicas, nacionais.
•	 Tabela	6: subdivisões de línguas.
•	 Tabela	7: subdivisões de pessoas.
Na WebDewey elas aparecem assim:
FIGURA 6 – TABELAS NA WEBDWEY
FONTE: <http://dewey.org/webdewey/tables.html>. Acesso em: 5 jun. 2019.
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
74
2 TABELA 1: SUBDIVISÕES PADRÃO/COMUM
A primeira das tabelas auxiliares, tradicionalmente conhecida por 
Subdivisão Padrãoe/ou Comum, abrange conjuntos de ideias secundárias, quase 
todas associadas ao conceito de forma (física, estrutural do documento, ou de 
tratamento do assunto principal, conforme as categorias de usuários).
Tabela	1: podemos usar sempre que o assunto exigir, a não ser que existam 
instruções contrárias. Observar número de zeros ou se está explicitado dentro da 
própria classe ou subclasse. Aborda a forma do material e o seu tratamento. Pode 
ser utilizada em todas as classes. Nunca utilizar duas ou mais notações da Tabela 
1 justapostas, ou seja, em uma mesma classificação. 
Costumam ser grafadas iniciando-se por um 0 (zero) precedido de hífen 
para melhor visualização e identificação, evitando que sejam confundidas 
com suas eventuais contrapartidas nas classes principais (SILVA, 2010). Teoria, 
aspectos filosóficos, metodologia, arranjo interno dos documentos, frequência 
de publicação, aspectos associados com o ensino, a pesquisa são algumas ideias 
representadas por essas tabelas auxiliares, aptas a acompanhar qualquer número 
das classes principais.
Alguns dos números que representam essas ideias secundárias servem 
apenas como elo entre os conceitos representados pelas classes principais e, até 
mesmo, por outras classes de ideias secundárias. São exemplos: 
• -024 Obras para tipos específicos de usuários. 
• -04 Tópicos especiais. 
• -088 História e descrição com respeito a pessoas. 
• 089 Grupos raciais, étnicos e nacionais. 
• 09 Abordagem histórica, geográfica ou relacionada com pessoas. 
• 090 Períodos históricos (Tabela de Tempo). 
• 091 Abordagem relacionada com áreas, regiões e lugares de uma forma 
genérica.
• 093-099 Abordagem centrada em continentes, países e lugares específicos, além 
do mundo extraterreno.
TÓPICO 2 | TABELAS AUXILIARES
75
FIGURA 7 – TABELA 1 NA WEBDEWEY
FONTE: <http://dewey.org/webdewey/index_11.html?recordId=ddc%3aT1--0>. Acesso em: 5 
jun. 2019.
Podem ser empregadas, à descrição do classifi cador, com qualquer 
número das tabelas principais. Podem ser defi nidas, de uma forma geral, como 
um conjunto de ideias aplicáveis, em princípio, a todas as classes (SILVA, 2010). 
Têm como característica principal o fato de limitarem, restringirem, tornarem 
menos abrangente o conceito representado pelo número principal. Exatamente 
por essa razão, devem ser empregadas com cautela, para não acabarem por 
restringir o que não deve sofrer restrição. Não costumam ser enumerados, vez 
por vez, os conceitos, sempre que surge a necessidade ao longo do sistema. Visto 
já constarem, em toda sua extensão, no volume destinado à apresentação das 
Tabelas Auxiliares. 
Segundo Silva (2010, p. 33), “na dúvida, não usar subdivisões padrão”. O 
autor orienta: 
• empregar as subdivisões exceto quando existirem instruções específi cas em 
contrário nas tabelas; 
• não usar mais de uma subdivisão padrão com um mesmo número principal, a 
menos que autorizado pelo sistema; 
• não havendo instruções especiais, empregar, sempre, apenas um zero, que já 
vem na notação da Tabela 1; 
• quando houver subdivisão do número principal começando por zero, devem-
se empregar dois zeros nas subdivisões padrão; 
• se constarem dois zeros nas subdivisões principais, empregam-se três zeros 
nas subdivisões padrão. 
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
76
As tabelas instruirão sobre quando empregar zeros extras. A regra geral é 
que as subdivisões devem conter tantos zeros para um não conflito (coincidência) 
com números já existentes nas tabelas principais. 
O que cada subdivisão significa:
• _01 Teoria e filosofia – uma exposição do assunto sob ponto de vista teórico, 
filosófico. Ex.: Filosofia das artes – 700.1.
• _02 Miscelânea – um assunto é tratado brevemente como em sinopses, 
ilustrações, guias, tabelas etc. Ex.: Catálogos de história – 902.16.
• _03 Dicionários, enciclopédias e concordâncias – o assunto é tratado por meio 
de definições ou de maneira panorâmica. Ex.: Dicionário de medicina – 610.3.
• _04 Temas especiais – usa-se a subdivisão quando aparece indicação no 
esquema. Ex.: Democracia participativa – 323.04.
• _05 Publicações seriadas – o assunto é tratado em artigos, composições etc. Ex.: 
Periódicos de economia – 330.05.
• _06 Organizações e administração – principalmente para organizações e 
associações compostas de sócios ou membros afiliados, mas usamos também 
para outras instituições, fundações ou agências especificadas em T1 – 0601-
0609.
• _07 Educação, pesquisa, temas relacionados – obras gerais sobre recursos para 
estudo e ensino. Ex.: O ensino de matemática - 510.7.
• _08 História e descrição relacionadas com classes de pessoas quando o assunto 
é direcionado para uma classe específica de pessoas. Ex.: Geografia para 
adolescentes – 910.835.
• _09 Tratamento histórico, geográfico, de pessoas, inclui períodos históricos sem 
limite geográfico, histórico ou descrição por área. Ex.: História da arquitetura 
– 720.9.
• Os números da tabela têm subdivisões. Ex.: 022 – ilustrações, modelos, 
miniaturas são uma subdivisão de _02 Miscelânea.
 Observem que, na WebDewey, muitas vezes, as classes já abordam a 
forma e o tratamento dos assuntos, ou seja, as classificações já estão prontas, não 
sendo preciso utilizar a Tabela 1.
TÓPICO 2 | TABELAS AUXILIARES
77
3 TABELA 2: SUBDIVISÃO DE TRATAMENTO GEOGRÁFICO, 
PERÍODOS HISTÓRICOS E BIOGRAFIAS 
 
Quando um assunto tem particular significado geográfico, torna-se 
necessário expandir o número da tabela de área. As notações de área nunca são 
usadas sozinhas, mas podem ser usadas quando o assunto da obra exigir.
a) Diretamente: quando existem instruções na tabela ordenada para seu uso. 
Ex.: Salários no Japão 331.2952. No exemplo, existem instruções na tabela sob 
o número 331.29 para o acréscimo da área geográfica ao assunto principal 
(SOUZA, 2014).
Exemplos: acrescente ao número xxx.x a notação 01-99 da Tabela 2. 
Acrescente ao 437 os números que se seguem 43 na notação 431-436 da Tabela 2.
b)	Indiretamente: quando instruções específicas não são dadas no esquema 
para tratamento geográfico, o classificador deve usar a divisão 09 (tratamento 
histórico e geográfico) com qualquer número que possa ser logicamente 
desenvolvido (SOUZA, 2014).
Exemplo: transporte ferroviário (385) no Brasil (-81) na tabela 2 = 385.0981
Devemos observar que a subdivisão comum 09 algumas vezes já faz parte 
da notação.
Quando a subdivisão comum já faz parte das notações:
• História econômica 330.9
• História econômica no Brasil – 330.981
c)	Quando	há	instruções	nas	tabelas	para	o	uso	das	subdivisões	comuns	com	00	
(dois) 000 (três) zeros etc.
Exemplo: bibliotecas especializadas – 026 (usar 026.001 – 026.0009); 
biblioteca especializada no Brasil – 026.000981
d)	Quando	houver	 instruções	para	uso	da	 tabela	de	 áreas	nas	 outras	 tabelas	
auxiliares.
Exemplo: 025 da Tabela 1 subdivisões comuns.
As instruções das tabelas devem ser observadas, pois algumas vezes 
ordenam o emprego de 09 entre o conceito geográfico e o número principal, já 
outras mandam justapor diretamente. Há, até mesmo, casos em que ordenam 
utilizar apenas 0, em vez de 09. Ou seja, o fato de não ter uma regra única não sou 
eu quem digo e sim a sistemática de uso do sistema de classificação. 
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
78
• Exemplo: ciências no Brasil durante o Império tem como classificação 509.810 
4, síntese de 500 ciências + 09 subdivisão padrão + 81 Brasil (Tabela 2) + 04 época 
imperial (último dígito retirado no número de História do Brasil no Império: 
981.04). 
FIGURA 8 – TABELA 2 NA WEBDEWEY
FONTE: <http://dewey.org/webdewey/index_11.html?recordId=ddc%3aT2--0>. Acesso em: 5 
jun. 2019.
4 TABELAS 3A, 3B E 3C – SUBDIVISÃO DE ARTES E 
LITERATURAS ESPECÍFICAS 
 
 As Tabelas 3 devem ser utilizadas com a classe 800 e na classe 700 somente 
quando especificado, considerando que:
A tabela tem como finalidade proporcionar números que representem 
os diversos detalhes próprios da literatura, comoos gêneros (ou 
formas literárias), os períodos, as escolhas, as pessoas envolvidas 
com a criação literária, os leitores especiais a que se destinam certas 
categorias de obras, os estilos, a crítica literária, a retórica etc. (SILVA, 
2010, p. 45).
 Podemos vê-la, na verdade, como a tabela auxiliar própria e exclusiva 
da Classe 800, na parte que diz respeito à Literatura. Tais números nunca podem 
ser empregados sozinhos, mas apenas justapostos aos das literaturas individuais 
(ou aos números dessas literaturas) identificados nas tabelas por meio de um * 
(asterisco), desde o 810 ao 890.
Os assuntos da Tabela 3-A, atualmente dividida em três partes, encontram-
se assim distribuídos:
http://dewey.org/webdewey/index_11.html?recordId=ddc%3aT2--0
TÓPICO 2 | TABELAS AUXILIARES
79
Tabela 3-A Autores individuais
Tabela 3-B Dois ou mais autores
Retórica de formas literárias específicas
Tabela 3-C Detalhes da Tabela 3-B e do 808/809
QUADRO 3 – DISTRIBUIÇÃO DOS ASSUNTOS DA TABELA 3-A
FONTE: Silva (2010, p. 45-46)
FIGURA 9 – TABELAS 3 NA WEBDEWEY
FONTE: <http://dewey.org/webdewey/index_11.html?recordId=ddc%3aT3--0>. Acesso em: 5 
jun. 2019.
Com base em Silva (2010, p. 46), apresentaremos, a seguir, os roteiros/
procedimentos para classificar obras literárias “tanto de autores individuais (Tabela 
3-A), quanto de grupos de autores (mais de um: Tabela 3B). Da Tabela 3-C, que é 
mero complemento dos detalhes constantes da Tabela 3-B, forneceremos, também 
em linhas gerais, a lista básica dos números que representam esses super detalhes”.
4.1 TABELA 3-A (AUTORES INDIVIDUAIS)
Aqui apresentaremos, de forma resumida, os passos para a utilização da 
tabela, segundo Silva (2010, p. 46-47):
• Encontrar o número (indicado em notas, e que pode coincidir 
com o número completo da literatura em questão. Exemplo: no 
820 Literatura inglesa, o número-base é 82; no 839.31 Literatura 
holandesa, a base é o próprio número 839.31). Havendo forma 
literária específica da sequência -1-6 (Tabela 3-A), proceder com a 
Etapa 2. Não havendo (portanto sendo ela o8), observar as instruções 
do -8 (logo adiante, após o item 4.)
http://dewey.org/webdewey/index_11.html?recordId=ddc%3aT3--0
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
80
• Encontrar na Tabela 3-A a forma pertinente (-1-6) e usá-la. Se o 
documento se referir também a um período, proceder com a Etapa 3. 
• Verificar se na literatura pertinente existe alguma tabela própria de 
tempo. Havendo, ir para a Etapa 4. Não havendo, está terminado o 
processo.
• Retirar da tabela de tempo própria da literatura pertinente o número 
que se aplica ao documento em questão. Adicionar esse número ao 
já formado com o número-base + forma. Por exemplo: 821.3 Poesia 
inglesa do período Elizabetano. Nos casos de autoria individual 
(excetuando-se o poeta Shakespeare, sendo que existe uma tabela 
especial na Literatura Inglesa), termina aqui o processo, já que não 
se empregam as subdivisões com autores individuais.
O -8 é o recurso/opção para reunir as obras de/e sobre um autor, sem 
indicação da forma literária específica. Escolhida a base, acrescentar 8. Não 
havendo uma Tabela de Tempo na literatura específica, está concluída a 
classificação. Havendo, empregá-la, o que resultará nas subdivisões -81-89 (-1-9 
são números que representam a tabela de tempo da literatura em apreço).
Formado o número com a inclusão da Tabela de Tempo, podem, ainda, ser 
acrescentados os números da tabela a seguir:
• 02: piadas, anedotas, epigramas, grafite, citações;
• 03: diários, cadernos de notas, memórias;
• 07: obras sem forma literária identificável;
• 08: obras com mais de uma forma de prosa.
4.2 TABELAS 3-B: OBRAS DE/SOBRE MAIS DE UM AUTOR
Aqui apresentamos, de forma resumida, os passos para a utilização da 
tabela segundo (SILVA, 2010, p. 50-51):
• Procurar o número na literatura em questão.
• Usar as formas literárias -1-7. Se a forma literária for -8 Miscelânea, 
verificar as instruções encontradas no - 8 Miscelânea (da Tabela). *Se 
as formas forem subdivisões do gênero, como -104 2 Soneto, ir para 
a Etapa 3. No caso de obras que tratam de (ou incluem) conceito 
tempo, prosseguir com a Etapa 7.
• Usar as subdivisões dos gêneros de acordo com a Tabela 3-B. Se 
não houver instruções (*asterisco) para novos acréscimos, estará 
encerrado o processo. Se houver o * (asterisco), seguir as instruções, 
que podem incluir o uso da Tabela 3-C.
• Verificar se há tabela de tempo na literatura em questão. Havendo, 
ir para a Etapa 5. Não havendo, estará encerrado o processo.
• Escolher o número apropriado da tabela de tempo na literatura em 
questão e acrescentá-lo ao número já obtido. Ir para a Etapa 6.
• Nos números de Forma Literária (-1-8 da Tabela 3-B) procurar 
as respectivas subdivisões para períodos e seguir as instruções, 
inclusive sobre o emprego da Tabela 3-C.
• Não havendo Tabela de Tempo, usar as subdivisões do gênero, 
listadas no -1/-9, e seguir as instruções encontradas lá, inclusive 
sobre o uso da Tabela 3-C.
TÓPICO 2 | TABELAS AUXILIARES
81
• Não havendo apenas uma forma literária, mas diversas, consultar 
o 01-09 (subdivisões) na Tabela 3-B, seguindo as instruções, que 
podem incluir o emprego da Tabela 3-C.
4.2.1 Miscelânea
O procedimento para classificar empregando-se a subdivisão -8 Miscelânea é:
• Acrescentar 8 ao número da literatura em questão. Por exemplo: Literatura 
inglesa 820; número-base 82; Miscelânea na Literatura inglesa 828. Se a obra for 
limitada a um período específico, ir para a Etapa 2. Se não, ir para a Etapa 4.
• Verificar na literatura em questão se existe uma Tabela de Tempo. Havendo, ir 
para a Etapa 3. Não havendo, ir para a Etapa 4.
• Escolher o número apropriado para indicar o período e seguir as instruções 
encontradas no -81-89.
• Se a obra não contiver especificação de tempo, ou se não houver na literatura 
em questão uma tabela de tempo, verificar se a obra não está limitada a uma das 
formas de miscelânea listadas no -802-808. Se estiver limitada a uma daquelas 
formas, ir para a Etapa 5. Se não, estará completo o processo.
• Classificar a obra no número apropriado da sequência 802-808.
Os	detalhes	passíveis	de	acréscimo	ao	-8	são:
• 001-009 subdivisões com padrão: coleções, história, descrição, crítica etc.
• 02-08 tipos específicos de miscelânea: piadas, citações, epigramas, anedotas, 
grafite, diários, memórias, obras sem gênero literário identificável, literatura 
em prosa.
• 1-9 miscelânea de períodos literários específicos. 
Resumo/esquema das etapas para formação do número de classificação 
de mais de um autor:
• Base.
• Forma.
• -1/-6 + tempo (se houver Tabela de Tempo na literatura pertinente).
• -1/-6 + subdivisão do -1/-6 + padrão -01/-07 e/ou tabela.
• 3-C.
• -8 + tempo (se houver) + padrão -001/-009.
• -8 + subdivisão do -8 (não havendo o conceito tempo).
4.3 TABELAS 3-C DETALHES DA TABELA 3-B E DO 
808/809
É destinada a complementar a Tabela 3-B, quando autorizado pelo sistema, 
proporcionando detalhes de natureza especial, tais como:
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
82
• 001-009 subdivisões com padrão;
• 01-09 períodos específicos (o segundo dígito corresponde ao número da tabela 
de tempo próprio da literatura em questão);
• 1 literatura apresentando qualidades específicas;
• de estilo, perspectiva etc.: Dadaísmo, Expressionismo, Surrealismo, 
Impressionismo, Realismo, Naturalismo, Idealismo, Simbolismo etc.;
• 2 literatura ostentando elementos específicos: descrição, narrativa, diálogo, 
caracteres.
• 3 literatura tratando de temas e assuntos específicos, tais como:
ᵒ lugares (completar com -1 da Tabela Geográfica);
ᵒ tempos (tipos de tempo, não períodos da História: primavera, férias, aurora 
etc.), pessoas (quanto a aspectos psicológicos, sexo, idade, aspectos sociais), 
fenômenos físicos e naturais e conceitos filosóficos e abstratos.
• 4 literatura enfatizando assuntos: obras que não pertencem propriamente à 
categoria das belas letras, mas que sãotratadas como literatura (acrescentar 
001-999 das classes principais para especificar os assuntos);
• 8/9 literatura de/para tipos específicos de pessoas;
• 8 grupos raciais, étnicos e nacionais (completar com a Tabela de Raça);
• 9 literatura por/para outros tipos específicos de pessoas;
• 91 literatura de/para pessoas residentes em regiões específicas (completar com 
11-19 da Tabela Geográfica); 
• 92 literatura de/para pessoas de classes sociais específicas (completar com 04-
79 da Tabela de Pessoas);
• 93-99 literatura de/para pessoas residentes em continentes, lugares e localidades 
específicos (completar com 3-9 da Tabela Geográfica).
5 TABELA 4 – SUBDIVISÃO DE LÍNGUAS E FAMÍLIAS 
LINGUÍSTICAS 
 
“Esta tabela é constituída de números que representam as divisões, 
subdivisões, detalhes, aspectos da Gramática Geral quando aplicados a uma 
língua específica. É, por isso, de emprego exclusivo com números principais da 
Classe 400, no intervalo 420-490” (SILVA, 2010, p. 57).
IMPORTANT
E
O * (asterisco), em algumas notações das classes na CDD, indica que a 
classificação está apta a receber uma notação da Tabela 4.
Exemplo: 152 Ortografia; 460 Língua espanhola; 46 Número-base; 461.52 = Ortografia 
espanhola.
TÓPICO 2 | TABELAS AUXILIARES
83
FIGURA 10 – TABELA 4 NA WEBDWEY
FONTE: <http://dewey.org/webdewey/index_11.html?recordId=ddc%3aT4--0>. Acesso em: 5 
jun. 2019.
6 TABELA 5 – SUBDIVISÃO DE ETNIAS E GRUPOS ÉTNICOS 
 
Os números da tabela não podem ser empregados, a não ser justapostos 
a um número principal, com autorização expressa do sistema. Há três tipos de 
possibilidades de justaposição: 
• diretamente ao número principal;
• através do elemento de ligação 089 da Subdivisão Padrão; 
• tendo como elemento de ligação com o número principal de dígitos retirados 
de outras tabelas, como o -174 (da Tabela de Área). 
 
 Exemplos das três situações:
a) 155.849 56 psicologia dos judeus, resultante da síntese: 155.84 
psicologia étnica + 956 judeus (da tabela de raça).
b) 738.089 924 cerâmica judaica, resultante da síntese: 738 cerâmica + 
089 dígitos a interpor + 924 judeus.
c) 174.927 regiões de predominância árabe, resultante da síntese: 174 
regiões onde predominam grupos étnicos + 927 árabes. 
 Não havendo redundância, nem instruções em contrário nas Tabelas, 
pode-se acrescentar um zero ao número retirado da Tabela de Raça 
e, em seguida, o número da Tabela de Área pertinente (SILVA, 2010, 
p. 58). 
http://dewey.org/webdewey/index_11.html?recordId=ddc%3aT4--0
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
84
FIGURA 11 – TABELA 5 NA WEBDWEY
FONTE: <http://dewey.org/webdewey/index_11.html?recordId=ddc%3aT5--0>. Acesso em: 5 
jun. 2019.
7 TABELA 6 – LÍNGUAS 
 
As subdivisões são constituídas de números que representam as línguas 
e dialetos em que podem estar redigidos os assuntos contidos nos documentos 
objeto de classificação. São a base para a formação dos números das classes 490 e 
890, sendo essa, na verdade, sua função primordial, ocorrendo, também, às vezes, 
seu emprego em combinação com o -175 da Tabela 2 (Subdivisão de Área). 
 
 A Tabela 6 só pode ser utilizada com ordem expressa do sistema.
http://dewey.org/webdewey/index_11.html?recordId=ddc%3aT5--0
TÓPICO 2 | TABELAS AUXILIARES
85
FIGURA 12 – TABELA 6 NA WEBDWEY
FONTE: <http://dewey.org/webdewey/index_11.html?recordId=ddc%3aT6--0>. Acesso em: 5 
jun. 2019.
86
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste	tópico,	você	aprendeu	que:
• Existem sete tabelas auxiliares que são assim denominadas pois representam 
conceitos que podem, virtualmente, ocorrer associados a qualquer assunto das 
dez classes principais. 
• A Tabela 1, que é de subdivisões com padrão (comum), pode ser usada sempre 
que o assunto exigir, a não ser que existam instruções contrárias. Observar 
número de zeros, ou se está explicitado dentro da própria classe ou subclasse.
• A Tabela 2, que é subdivisão de tratamento geográfico, períodos históricos e 
biografias, pode ser usada sempre que o assunto exigir. Observar se existe nota 
remetendo para a Tabela 2. Se não existir, usar 09, observando as regras para 
uso de Subdivisão Comum.
• A Tabela 3, que é de Literatura, é a expansão da classe 800. Usá-la somente para 
classificar literaturas. Atenção: em alguns números das subclasses, uma parte 
(um dígito) da tabela já está “embutida”. Nos casos, cuidar para não repetir 
números desnecessários. 
• A Tabela 4, de Línguas Individuais, é a expansão para Linguística da classe 400 
e deve ser usada quando requerida por números marcados com * (420 – 490).
• A Tabela 5, de Grupos étnicos, nacionais etc. é usada quando aparece instrução, 
ou quando o assunto exigir o complemento.
• A Tabela 6 é de Línguas e é usada quando aparece instrução, ou quando o 
assunto exigir o complemento.
• A Tabela 7 é de Grupo de Pessoas e é usada quando aparece instrução, ou 
quando o assunto exigir o complemento.
87
AUTOATIVIDADE
1 Com base na Classificação Decimal de Dewey, verifique a tabela auxiliar 
correspondente ao número da tabela correta. 
( ) Tabela auxiliar que representa subdivisões de idiomas individuais e família 
de idiomas.
( ) Tabela auxiliar que representa subdivisões com padrão.
( ) Tabela auxiliar que representa línguas.
( ) Tabela auxiliar que representa subdivisão de grupos étnicos e nacionais.
( ) Tabela auxiliar que representa áreas geográficas, períodos históricos e 
biografia.
( ) Tabela auxiliar que representa subdivisões para artes, literaturas individuais 
e formas específicas.
2 No âmbito da CDD, os números entre colchetes representam tópicos que 
foram: 
a) ( ) indicados para significar se um número é mais estrito do que evidenciado.
b) ( ) utilizados para informações que não são evidentes na hierarquia de 
notações.
c) ( ) criados para fornecerem alternativas à prática padronizada.
d) ( ) relocados ou descontinuados, ou que não foram atribuídos. 
e) ( ) identificados como em espaço de espera.
88
89
TÓPICO 3
TABELAS PRINCIPAIS E ESQUEMAS
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
 Os esquemas, ou tabelas principais, consistem de uma extensa tabela de 
todos os números da CDD, indicando seus assuntos e notas explicativas para 
o uso. Constituem a parte mais importante da CDD. Para utilizá-los de forma 
correta e efi ciente, é necessário conhecer e entender suas divisões (sumários) e 
suas instruções e notas explicativas nas classes principais e nas tabelas auxiliares.
As entradas nos esquemas têm sido arranjadas em uma sequência 
numérica de 000 a 999. Entretanto, não há difi culdades para a localização de um 
número de classifi cação desejado (GUARIDO, 2008).
Com base na leitura técnica de um item, uma vez que o assunto tenha 
sido determinado e as informações sobre a disciplina tenham sido encontradas, 
o classifi cador deverá consultar os esquemas. Os sumários disponíveis em cada 
classe são um bom meio de navegação mental. Os cabeçalhos e as notas nos 
esquemas fornecem orientação, bem como o Manual. O índice relativo pode 
ajudar sugerindo as disciplinas em que um assunto é normalmente tratado.
FIGURA 13 – MANUAL NA WEBDEWEY
FONTE: <http://dewey.org/webdewey/browse.html>. Acesso em: 5 jun. 2019.
90
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
2 PONTUAÇÃO NOS ESQUEMAS
Alguns números nos esquemas e nas tabelas auxiliares são colocados 
entre parênteses ou colchetes. Números e notas entre parênteses fornecem opções 
para a prática de classificação padrão. Já os números em colchetes representam os 
tópicos que foram realocados ou descontinuados, ou não atribuídos. Os colchetes 
são usados também para conceitos da subdivisão-padrão que são representados 
em outro local. 
Números entre colchetes nunca devem ser usados. Outras pontuações também 
são usadas, como o * (asterisco), que sempre remete o classificador a uma nota de rodapé.
Em resumo:
• Ler as instruções com atenção e segui-las para formação dos números.
• Números entre [ ] colchetes estão em desuso.
• Números entre ( ) parênteses são opcionais.• Números assinalados por * (asterisco) ou + (cruz), observar nota no pé da página, quando 
for necessária alguma complementação.
ATENCAO
2.1 INDICAÇÃO DE NOTAS NOS ESQUEMAS 
As notas são importantes pois fornecem informações que não são óbvias 
na hierarquia notacional, ou no título, que diz respeito à ordem, estrutura, 
subordinação e outros assuntos. Elas também podem aparecer no início de uma 
tabela auxiliar. As notas de rodapé são usadas para obter as instruções que se 
aplicam a várias subdivisões de uma classe ou a um tópico. Entradas individuais 
no manual também são consideradas notas.
As notas nos esquemas e nas tabelas auxiliares geralmente aparecem na 
seguinte ordem: revisão, cabeçalho antigo, definição, construção do número, 
subdivisões-padrão são adicionadas, nome variante, escopo, incluindo, classifique 
aqui, preferência, classifique em outro lugar, veja referência, ver também 
referência, veja Manual, opção, notas de realocações e números descontínuos.
2.2 PRINCÍPIOS PARA A ESCOLHA NOTACIONAL: REGRAS 
BÁSICAS
Para observarmos os princípios para a escolha notacional, devem-se 
seguir algumas regras básicas: 
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS E ESQUEMAS
91
• ordem de preferência (preference order);
• regra de aplicação (rule of application);
• tratamento completo (full treatment);
• regra primeiro de dois (first-of-two rule);
• regra de três (rule of three);
• regra de zero (rule of zero);
• número interdisciplinar (interdisciplinary number);
• tabela de último recurso (table of last resort).
Souza (2014) exemplifica esses princípios da seguinte forma: 
I. Ordem de preferência e citação devem ser consideradas quando vários aspectos, 
ou características de um assunto (como idade, área, sexo, períodos históricos, 
nacionalidade), são fornecidos na classificação. 
Exemplo: 305 Grupo de pessoas. 
A menos que outras instruções sejam dadas, observe a ordem de 
preferência adotada a seguir:
• Pessoas com deficiências e doenças, pessoas superdotadas - 305.908.
• Faixas etárias - 305.2.
• Pessoas por gênero ou sexo - 305.3–.4.
• Pessoas por classes sociais e econômicas - 305.5.
• Grupos religiosos - 305.6.
• Grupos étnicos e nacionais 305.8.
• Grupos linguísticos 305.7.
• Pessoas por ocupação e diversos status sociais 305.9 (exceto 305.908).
 
Exemplo: jovens afro-americanos do sexo masculino, o correto é: 305.235 
108 996 073 e não 305.388 960 730 083 5 ou 305.896 073 00 835 1.
II. Regra de aplicação: quando ocorre mais de um assunto na mesma disciplina. 
Uma obra sobre a aplicação ou a influência de um assunto em outro é classificada 
no segundo assunto. 
Exemplo: a influência de Virginia Woolf sobre os romances de Eudora 
Welty é classificada em Welty 813.52, não em Woolf 823.912.
III. Tratamento completo: mais de um assunto na mesma disciplina, ou seja, uma obra 
sobre dois assuntos é classificada no assunto que recebeu o tratamento maior. 
IV. Regra do primeiro de dois: quando há mais de um assunto na mesma 
disciplina. Ou seja, uma obra que apresenta dois assuntos com grau de 
igualdade é classificada no primeiro número (assunto), na ordem em que 
aparece na classe principal, nos esquemas. Vale mencionar que há exceções 
em alguns casos.
92
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
Exemplo: A história de Nebraska e Kansas é classificada em Kansas 978.1, 
não em Nebraska 978.2. 
Segundo Sousa (2014), se os dois assuntos representarem subdivisões 
principais de um assunto maior, use o número para o assunto mais amplo. Siga 
as instruções específicas nos esquemas em substituição a essa regra.
V. Regra do primeiro de dois x ordem de preferência: Segundo Sousa (2014), os 
classificadores, muitas vezes, devem distinguir entre as instruções de ordem 
de preferência e a regra do primeiro de dois nos esquemas. 
Se a obra tratar de dois assuntos, aplique a regra do primeiro de 
dois. Se a obra tratar de dois aspectos do mesmo assunto, aplicar as 
instruções de ordem de preferência. Por exemplo: uma bibliografia de 
jornais e panfletos dando tratamento igual a ambos seria classificada 
de acordo com a regra do primeiro de dois 011.33 (bibliografia de 
panfletos) em vez de 011.35 (bibliografias de jornais). A bibliografia de 
jornais em microformas (ou seja, os jornais em forma de microfichas) 
seria classificada de acordo com a ordem de preferência no 011.1-011.8: 
"A menos que outras instruções sejam dadas, classifique um assunto 
com aspectos em duas ou mais subdivisões de 011.1-011.8 no número 
vindo por último". Assim, a bibliografia de jornais em microformas 
seria classificada em 011.36 (bibliografias de microformas) em vez de 
011.35 (bibliografias de jornais) (SOUZA, 2014, p. 5)
VI. Regra de três: mais de um assunto na mesma disciplina. Ou seja, uma obra 
que recebe tratamento igual a três ou mais assuntos sendo todos subdivisões 
de um tema mais amplo é classificada no número maior, que inclui os três.
Exemplo: A história de Kansas, Nebraska e Dakota do Sul é classificada 
em Oeste dos Estados Unidos: 978, não em Kansas 978.1, Nebraska 978.2 ou 
Dakota do Sul 978.3.
VII. Regra de zero: mais de um assunto na mesma disciplina. Em uma dada 
posição na notação, se houver uma escolha entre o 0 (zero) como subdivisão e 
uma outra subdivisão de números inteiros 1-9, prefira a que inicia com estes 
últimos. 
Exemplo: As qualificações profissionais dos professores na escola 
particular deverão ser classificadas em qualificações profissionais 371.12, não em 
escola particular 371.02. Similarmente, subdivisões começando com 00 deverão 
ser evitadas quando há uma escolha entre 00 e 0. 
Exemplo: A biografia de um missionário metodista americano na China 
tem como número-base 266 Missões. O conteúdo informacional da obra pode ser 
expressado em três diferentes números: 
• 266.009 2 Biografia de missionários.
• 266.023 730 51 Missões estrangeiras dos EUA na China.
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS E ESQUEMAS
93
• 266.760 92 Biografia de um missionário da Igreja Metodista americana.
VIII. Número interdisciplinar: Mais de uma disciplina. Os números 
interdisciplinares serão sempre indicados nos esquemas ou no índice 
relativo e só devem ser usados quando aplicáveis na notação.
Ex.: 305.231 Sociologia, é indicado para obras interdisciplinares no 
desenvolvimento da criança. 
 
Para o desenvolvimento psicológico, veja 155.4; para o desenvolvimento 
físico, 612.65. No entanto, se uma obra sobre o enfoque e assunto apresentar pouca 
ênfase no desenvolvimento social e físico e maior ênfase no desenvolvimento 
psicológico, classifique em 155.4. 
IX. Tabela de último recurso:
IMPORTANT
E
O recurso só deve ser usado quando não há evidências na obra da intenção e 
ênfase dada pelo autor.
Quando vários números forem encontrados para a mesma obra e todos 
parecerem importantes, a tabela de último recurso (por ordem de preferência) 
pode ser usada como diretriz na ausência de qualquer outra regra.
1) Tipos de coisas.
2) Partes de coisas.
3) Materiais de coisas, tipos e partes que são feitas.
4) Propriedades de coisas, tipos, partes ou materiais. 
5) Processos de coisas, tipos, partes ou materiais. 
6) Operações, coisas, tipos, partes ou materiais. 
7) Instrumentos para a realização de tais operações (SOUSA, 2014, p. 
17).
Exemplo: A vigilância de patrulhas de fronteiras 363.285.
• Patrulhas de fronteiras - 363.285.
• Patrulhas e vigilância - 363.232.
Classifique em 363.285 uma vez que patrulhas de fronteiras são um tipo 
de serviço policial, enquanto que patrulha e vigilância são processos realizados 
pelos serviços policiais
94
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
No subtópico a seguir o foco será em breves explicações sobre as classes, 
exercícios e correção.
3 CLASSE 000 – GENERALIDADES
Duas categorias de obras pertencem à classe Generalidades:
1) Disciplinas que estão relacionadas ou aplicadas com outras disciplinas:
• Análises de sistemas e Ciências dos computadores (003-006).
• Bibliografia (010).
• Biblioteconomia e Ciência da Informação (020).Em alguns casos, os vínculos entre essas e outras disciplinas ocorrem pela 
junção (síntese) de um número das classes 001-999. 
• 016.54 - Bibliografias de Química. 
• 026.61 - Bibliotecas médicas. 
Em outros casos, o vínculo é mostrado mediante o uso da notação das 
subdivisões comuns da Tabela 1. 
Exemplo: Civil 624.011 - Análises de sistemas em Engenharia - 
 650.0285 - Aplicações de computador em administração - 
2) Obras multidisciplinares:
• Enciclopédias gerais (030). 
• Publicações periódicas gerais (050).
• Obras sobre organização geral (060). 
• Coleções gerais (080). 
Existe notação paralela de subdivisões comuns na Tabela 1 para três dos 
tipos de obras:
• T1 03- Dicionários, Enciclopédias, Concordâncias.
• T1 05- Publicações Periódicas.
• T1 06- Organizações.
3.1 SUMÁRIO DA CLASSE 000 (VERSÃO IMPRESSA) 
• 001 – Conhecimento.
• 002 – Livro.
• 003 – Sistemas.
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS E ESQUEMAS
95
• 004 – Processamento de dados – ciências dos computadores.
• 005 – Programação de computadores, programas e dados.
• 006 - Métodos especiais de computação.
• 010 e 011 – Bibliografias.
• 012 – Bibliografias e catálogos individuais – trabalhos de/ou sobre pessoas não 
associadas com nenhum assunto.
• 013 – Bibliografias e catálogos de obras por classes específicas de autores (uso 
da tabela 7 – Pessoas).
• 014 – Bibliografias e catálogos de trabalhos anônimos e pseudônimos.
• 015 – Bibliografias e catálogos de trabalhos de lugares específicos.
• 016 – Bibliografias e catálogos de obras sobre temas específicos ou de disciplinas 
específicas.
• 017 – Catálogos de assuntos gerais.
• 018 – Catálogos ordenados por autor, entrada principal, data ou número de 
registro.
• 019 – Catálogos dicionários.
• 020 – Biblioteconomia e Ciência da Informação.
• 030 – Enciclopédias gerais.
• 050 – Publicações seriadas (periódicos) gerais e seus índices.
• 060 – Organizações gerais e Museologia.
• 070 – Jornais e jornalismo, editores e edição.
• 080 – Coleções gerais.
• 090 – Manuscritos, livros raros, outros materiais impressos e raros.
FIGURA 14 – CLASSE 000 NA WEBDWEY
FONTE: <http://dewey.org/webdewey/mainClasses.html?recordId=ddc%3a0>. Acesso em: 6 
jun. 2019.
Veja as formas de classificação a seguir: 
1 Enciclopédia de folclore.
2 História do livro. 
3 Criminologia em Chicago.
4 Registro de marcas e serviços: marcas de produtos.
5 Museologia – Museologia. 
http://dewey.org/webdewey/mainClasses.html?recordId=ddc%3a0
96
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
Assunto principal Número Assunto secundário - 
Tabela Auxiliar
Resultado da 
Classificação
Folclore 398
Enciclopédia -03 (Tab 1 SS)
Enciclopédia de folclore 398 + -03 = 398.03 398.03
2 História do livro – 002
3 Criminologia em Chicago
Assunto principal Número Assunto secundário - Tabela 
Auxiliar
Resultado da 
Classificação
Criminologia 364
+ número da Tabela 1 -09 (SS - Tratamento Geográfico)
+ número da Tabela 2 -773 11 Chicago
Criminologia em Chicago 364.097 731 1
Os dígitos podem ser aplicados para qualquer número-base. Se o número tem 
menos de 3 dígitos, combinar com o número SS e adicionar o ponto decimal 
quando necessário.
4 Registro de marcas e serviços: marcas de produtos
Número-base para tecnologia Registro de marcas e serviços Resultado
6 + -027 5 602.75
5 Museologia - 069 
 
6 Enciclopédia de direito internacional
Assunto principal Número Número do Assunto 
secundário Tabela Auxiliar 
T1 e a sua composição
Resultado da 
Classificação
Direito internacional 341
Enciclopédia -03 (T 1 SS)
Enciclopédia de direito 
internacional
341 + 
-03 = 341.03 341.03
6 Enciclopédia de direito internacional.
7 Engenharia civil como profissão.
Respostas:
1 Enciclopédia de folclore
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS E ESQUEMAS
97
7 Engenharia civil como profi ssão
Assunto principal Número Assunto secundário - 
Tabela Auxiliar
Resultado da 
Classifi cação
Engenharia Civil 624
Como profi ssão -023 (T 1 SS)
Engenharia civil como 
profi ssão
624 + -023 = 624.023 624.023
4 CLASSES 100 – 200 – 300
A Classe 100 abrange as áreas de fi losofi a e psicologia. A Classe 200 abrange 
os temas voltados à religião. Já a classe 300 abrange a área de ciências sociais. 
Observe como elas são apresentadas nas ilustrações a seguir captadas da 
WebDewey. 
FIGURA 15 – CLASSE 200 NA WEBDEWEY
FONTE: <http://dewey.org/webdewey/login/login.
html;jsessionid=DD53FB175E2CBFAC7B32ABDBA76F7DE2>. Acesso em: 7 jun. 2019.
98
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
5 CLASSE 400 – LÍNGUAS 
Segundo Spudeit (2013), a classe apresenta três características:
a) 401 a 409 são as subdivisões comuns já especificadas com algumas expansões 
específicas da classe 400.
b) Apresenta divisão por língua específica (420 a 490).
c) Apresenta divisão gramatical aplicável a qualquer língua e tem expansões 
aplicáveis (Tabela 4 – subdivisão de línguas individuais). As notações da 
Tabela 4 (T4) nunca podem ser usadas sozinhas, mas quando requeridas junto 
ao número básico identificado por * (asterisco) em 420 a 490.
• ...1 – Sistemas de escrita e pronúncia.
• ...2 – Etimologia.
• ...3 – Dicionários.
• ...5 – Sistema estrutural (gramática).
• ...7 – Variações históricas e geográficas, variações modernas não geográficas.
• ...8 – Linguística aplicada.
NOTA
Regra geral: Língua + subdivisão de língua da T4 + subdivisão comum (T1).
5.1 DICIONÁRIOS
Sabemos que o número 03 da Subdivisão Comum (Tabela 1) é reservado 
para Dicionários e Enciclopédias. Na classe 400, porém, ele tem função de assunto, 
então é ligado diretamente, sem o 0 (zero) ao número-base da língua, pois é o _3 
da Tabela 4.
Exemplo: dicionário de inglês = 423; Dicionário de alemão= 433.
Porém, quando estiver ligado a um número de assunto específico 
relacionado a um aspecto da língua, usa-se com 0 (zero), porque, no caso, será 
_03 da Tabela 1.
Exemplo: dicionário de fonologia inglesa= 421.503.
Porque a diferença?
A razão é simples, no segundo exemplo o número é composto de: 42 
(classe 400) + _15 (T4) + _03 (T1) = 421.503.
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS E ESQUEMAS
99
Ou seja, não se pode usar duas vezes a mesma tabela, como já havia sido 
usado um número da T4. A única opção que resta é o uso de outro da T1.
5.1.1 Dicionários bilíngues 
Notação 32-39 da Tabela 4 – Subdivisões de línguas individuais: acrescentar 
a notação de 2-9 da Tabela 6 (Línguas) ao número-base 3:
• Língua 1 (Classe 400) + 3 + Língua 2 (T6).
Como proceder?
a) Considera-se Língua 1 a língua estrangeira ao país:
 Exemplo: Dicionário francês-português = 443.69.
 44 (Francês) + 3 (Dicionário) + 69 (Português).
 
b) Considera-se Língua 1 a língua menos conhecida ao país:
 Exemplo: Dicionário inglês-alemão = 433.21.
 43 (Alemão) + 3 (Dicionário) + 21 (Inglês).
Em caso de dúvida, classifique sob a língua estrangeira o país onde o dicionário 
foi editado.
 
Exemplo: Dicionário italiano-francês (editado em Paris) = 453.41.
(Itália) + 3 + 41 (França).
ATENCAO
a) Considera-se a Língua 1 a língua mais antiga quando for um dicionário de 
língua antiga e moderna:
Exemplo: Dicionário latim-português = 473.69.
47 (Latim) + 3 (Dicionário) + 69 (Português).
6 CLASSE 500 – 600 – 700
A Classe 500 abrange as áreas de ciências, a classe 600 abrange as áreas de 
tecnologias e a classe 700 abrange as áreas de artes. 
100
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
FIGURA 16 – CLASSE 500 NA WEBDEWEY
FONTE: <http://dewey.org/webdewey/login/login.
html;jsessionid=DD53FB175E2CBFAC7B32ABDBA76F7DE2>. Acesso em: 7 jun. 2019.
Vejamos alguns exercícios resolvidos das classes:
Vejamos como são elencadas na WebDewey:
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS E ESQUEMAS
101
UNI
Exercícios resolvidos – classes 500 – 600 –700
CLASSE 500
1. Título: A história natural de Madagascar – 508.691.
 Pelo 508.09, você será redirecionado para 508.3-508.9 para o tratamento geográfico 
da história natural. 
 Adicionar 691 de T2 para Madagascar ao número-base 508, seguindo as instruçõesna 508,4-508,9).
2. Poliedros convexos (Polyhedra - superfícies convexas). 
 Resposta: 516,15 ou 516.08.
 Geometria Convex é de 516.08; poliedros estão em 516.15.
3. Título: Química da combustão de hidrocarbonetos (Combustão Hidrocarbonetos).
 Resposta: 547.0104561.
 Química orgânica/química e física – 045 – adicionar ao número-base 
hidrocarbonetos em química 547,01 – remete à nota de rodapé “adicionar as instruções de 
547”.
 045 Físico-química. Adicionar 045 os números seguintes 541,3 em 541,33-541,38 
para temas específicos de física química. Assim, podemos adicionar ainda mais os números 
61 de 541,361 – “Combustão” para obtenção da notação final.
 541.361 = 61
4. Título: Ecologia comportamental dos Primatas - 599.8045 (Primatas/processos e 
partes)
 Resposta: Ecologia é muito abrangente. Iniciar por Primatas 599.8, em seguida, 
seguir as instruções de 592-599. Processos e partes. Adicionar ao número básico 04 os 
números que seguem (591,1-591,8).
 591.5 - Ecologia de animais, cortar 591 e pegar o 5.
5. Título: A atmosfera de Titã: o processo (Titã é um satélite de Saturno) – 551.51099926 
 9926 – Tabela 2.
 Titan (satélite) – Atmosfera – Congressos (Titã é um satélite de Saturno).
 551.51 – Atmosfera.
 09 – Regra Tabela 1.
 9926 – 9926 – T2 – saturno.
CLASSE 600
 A doença é sempre o assunto principal, se tem a mesma raiz, corta – elimina.
1. Engenharia do início do século XV - 620.009024.
 620 – Engenharia.
 09024 - Século XV – T1.
2. Agricultura de arroz em países subdesenvolvidos – 633.18091724.
 633.18 - Agricultura de arroz.
 091724 – T1.
102
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
3. Medidas preventivas para o tratamento da dengue – 616.92105.
 Dengue – 616.921.
 Medidas preventivas – 05.
 Nota de rodapé – 616.1 – 616.9.
4. Remédios caseiros para o tratamento da tuberculose – 616.995024.
 Tuberculose – 616.995.
 Remédios caseiros – 024.
 Nota de rodapé – 616.1 – 616.9.
5. Análise de sangue para pacientes com encefalite – 616.83207561 (patologia)
 Encefalite – 616.832.
 Análise de sangue – 616.07561.
 Nota de rodapé – 616.1 – 616.9 – procurar patologia e aplicar a regra.
CLASSE 700
1. Jogo de xadrez atualmente – 794.109051.
 Jogo de xadrez – 794.1.
 Atualmente – 09051 - T1.
2. Escultores brasileiros que vivem na Itália – 730.92089698045.
 Escultores – 730.92.
 089 – T1 – 08 – Adicionar a 089 + a notação da T5.
 Brasileiros 698 – T5.
 Itália 45 – T2.
3. Arquitetura em Veneza – 720.94531.
 Arquitetura – 720.
 Veneza – 4531 – T2.
4. Diretório de arquitetura na Itália – 720.2545.
 Arquitetura 720.
 025 – T1 diretórios.
 45 Itália.
 Obs.: adicionar ao nº 25 a notação 3-9 T2.
5. Música folclórica polonesa – 781.629185.
 Música folclórica – 781.62.
 Polonesa – 9185.
7 CLASSE 800 – LITERATURA (BELAS ARTES) E 
RETÓRICA
É importante destacar as subclasses 810-890, as quais têm as literaturas de 
línguas específicas (literatura propriamente dita).
Uma obra literária é classificada, segundo a CDD, seguindo a seguinte 
ordem:
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS E ESQUEMAS
103
a) Nacionalidade do autor (ou língua predominantemente em suas obras).
b) Gênero literário – Ex.: romance, drama etc.
c) Período – Ex.: século XVI.
O arranjo da classe 800 é mnemônico (fácil de memorizar) e, comparando 
com a classe 400, vemos que a divisão é a mesma, com exceção de 810 – literatura 
americana e 410 – linguística.
LÍNGUAS CLASSE 400 LITERATURAS CLASSE 800
410 – Linguística 810 – Americana
420 – Inglesa 820 – Inglesa
430 – Germânica 830 – Germânica
440 – Francesa 840 – Francesa
450 – Italiana 850 – Italiana
460 – Espanhola/Portuguesa 860 – Espanhola/portuguesa 
470 – Latim 870 – Latim
480 – Helênicas/Greco-clássico 880 - Helênicas/Greco-clássico
490 – Outras 890 - Outras
QUADRO 4 – COMPARAÇÃO ENTRE AS CLASSES 400 E 800
FONTE: Adaptado de Spudeit (2013)
A classe 800 se divide assim:
• 801-807 – Subdivisões comuns da literatura.
• 808 – Retórica e textos literários em mais de uma literatura retórica (composições 
literárias).
• 810-890 – Literaturas de línguas específicas.
Algumas características importantes:
1) Divisão por língua: 
• Baseada na classe 400.
• Ex.: Literatura francesa 840 – Língua francesa 440.
2) Divisão por gênero literário: sob cada literatura específica, exceto a latina 870 
e a grega 880, apresentam-se sempre as mesmas divisões por gênero:
• ...1 – Poesia.
• ...2 – Teatro (drama).
• ...3 – Ficção (novelística).
• ...4 – Ensaios.
• ...5 – Oratória.
• ...6 – Cartas.
• ...7 – Sátira e Humorismo.
104
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
Exemplos:
• 821 – Poesia inglesa.
• 831 – Poesia alemã.
• 851 – Poesia italiana.
O gênero literário, por sua vez, tem expansão aplicável aos números 
assinalados por asterisco. A expansão é a Tabela 3 – Subdivisão para literaturas 
individuais e para gêneros literários específicos.
IMPORTANT
E
Relembrando o Tópico 2
A Tabela 3 é um complemento da classe 800, por isso, essa tabela só pode ser usada pela 
classe 800. No entanto, quando se está classificando com um número da classe 800 podemos 
usar as Tabelas 3 e quantas outras tabelas auxiliares forem necessárias para representação 
do assunto.
A Tabela 3 é subdividida em T3A, T3B, T3C:
• T3A: para descrição, avaliação crítica, biografia, uma obra ou coleção de obras de UM autor 
individual.
• T3B: para descrição, avaliação crítica, coleção de DOIS OU MAIS autores. Também usada 
para retóricas em gêneros literários específicos.
• T3C: para elementos adicionais usados para formação do número dentro da tabela – 080 
– só trabalha com coleções 3B e seguindo as instruções em 808/809.
3) Divisão por período literário: cada literatura individual tem sua tabela própria.
4) Divisão por país: dentro de cada literatura temos a possibilidade de:
• Classificar a literatura de vários países que têm língua comum, sem ênfase 
local. 
ᵒ Exemplo: 840 literatura francesa (em geral abrangendo França, Canadá, 
Bélgica).
• Distinguir a literatura de países específicos pelo uso das letras iniciais.
ᵒ Exemplos: C840 literatura canadense; B840 literatura belga; F840 literatura 
francesa.
5) Autor: característica especial de literatura inglesa, em que aparece número 
especial para Shakespeare – 822.33.
Em alguns casos, uma obra pode apresentar mais de um gênero literário. 
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS E ESQUEMAS
105
Quando for o caso, segue-se a Tabela de procedência para obras, combinando dois 
ou mais gêneros literários: Poesia, Teatro (drama), Ficção (novelística), Ensaios, 
Oratória, Cartas, Sátira e Humorismo.
IMPORTANT
E
Sobre a literatura hispano-americana existem prefixos de acordo com o Serviço 
de Intercâmbio e Catalogação (SIC):
• A860 – Argentina
• Bo 860 = Bolívia
• Be 860 – Bermudas
• Ci 860 - Chile
• Co 860 – Colômbia
• Cb 860 – Cuba
• D 860 - República Dominicana
• E 860 – Equador
• Gu 860 – Guianas
• G 860 – Guatemala
• V 860 – Venezuela
• Há 860 – Haiti
• Ho 860 – Honduras
• J 860 – Jamaica 
• Ma 860 – Martinica
• Mc 860 – México
• N 860 – Nicarágua
• P 860 – Panamá
• Pa 860 – Paraguai
• Pe 860 – Peru
• Pr 860 – Porto Rico
• S 860 – Salvador
• T 860 – Trindade
• U 860 – Uruguai
NÃO ESQUEÇA: NA CLASSE 800 A LITERATURA É SEMPRE ASSUNTO PRINCIPAL.
ATENCAO
8 CLASSE 900 – GEOGRAFIA, HISTÓRIA E DISCIPLINAS 
AUXILIARES
• 910-919 regra geral: deve-se acrescentar ao número-base 91 a notação de 3-9 
da Tabela 2, e depois, se necessário, seguir as instruções da Tabela Especial 
apresentada sob 913-919.
• 920-929 – Biografias. Remetem com frequência aos assuntos da classe 600.
• 930-990 – História do mundo antigo, de continentes, países, localidades 
específicas etc. Regra geral: Acrescenta-se ao número-base 9 a notação 3-9 da 
Tabela 2, e depois, se necessário, seguem-se instruções apresentadas sob 930-
990.
106
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
Pode-se usar qualquer tabela (exceto T3 e T4) quando existirem instruções 
ou quando o assunto exigir.
Há várias notas de rodapé com as instruções necessárias para a construçãoda notação. Na classe é comum a perda do 3º número básico – exemplo 932 – 93.
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS E ESQUEMAS
107
LEITURA COMPLEMENTAR
Notação de autor
Daniela Spudeit
Os símbolos utilizados para indicação da localização dos materiais têm 
um papel importante na biblioteca. Bibliotecário e leitor dependem dos símbolos 
para localização das publicações desejadas. O conjunto dos símbolos chama-se 
“número de chamada”. Este consiste em três partes.
A estrutura básica do número de chamada é a que segue:
Código	de	
classificação
Código relativo ao assunto genérico do documento, retirado 
de um sistema de classificação. Objetiva reunir na estante, 
de forma relativa, todos os documentos de mesmo assunto 
ou de assuntos correlatos. Ex.: CDD, CDU etc. 
Notação de autor
Código relativo à indicação de autoria (ou ao título, caso seja 
este o ponto de acesso principal determinado na descrição 
bibliográfica do documento). Possibilita a inclusão de 
informações a respeito do idioma, forma (comentário, 
dicionário, enciclopédia etc.) e outros responsáveis 
(tradutor, biógrafo etc.) do documento, distinguindo de 
outros com o mesmo código de classificação.
Ex. Tabela de Cutter, Pha etc.
Outros 
elementos de 
individualização
Elementos adotados para finalização da individualização 
do documento quando necessário: n. da edição, n. do 
volume, data de publicação, n. do exemplar no acervo, ou 
ainda, indicação da disposição de tipos de documentos 
distintos em espaços separados.
A parte básica da notação de autor é o número do autor (corporativo ou 
físico) propriamente dito. Este é formado a partir da letra inicial do nome da entrada 
principal e dois, três ou quatro algarismos que representam outras letras do nome.
Além do número do autor podem constar outras letras e/ou números 
que representem títulos, datas, editores ou outros aspectos significativos que 
se empregam para diferenciar cada número de chamada. Também auxiliam 
na arrumação lógica de todo o material classificado sob o mesmo número de 
classificação.
O número de classificação indica o assunto a que corresponde a obra, 
segundo sistema de classificação adotado na unidade de informação. A notação 
de autor determina a posição da obra entre todos aqueles classificados sob o 
mesmo número de classificação.
108
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
Os principais objetivos da notação de autor são:
a) arrumar as publicações nas estantes em uma ordem lógica;
b) dar a cada documento um sinal ou código diferente que permita distingui-lo 
dos demais;
c) fornecer um sinal ou código que facilite a busca de qualquer publicação nas 
estantes, e seu retorno às mesmas;
d) facilitar a manutenção do registro das publicações emprestadas.
A complexidade da notação de autor varia nas diversas unidades de 
informação. Isso se deve, principalmente, a dois fatores:
a) O tipo de unidade de informação.
b) O número de obras na coleção.
Deve-se consultar sempre o catálogo topográfico (ou outro tipo de 
controle) antes de atribuir a notação de autor para evitar o problema de ter dois 
títulos com o mesmo número de chamada. Assim se pode, também, adotar o mais 
apropriado em relação a outros itens já classificados sob o mesmo número de 
classificação.
TABELAS DE NOTAÇÃO DE AUTOR
Tabela	de	Cutter	– Inventor – Charles Ami Cutter
Criada em 1880, a primeira tabela numérica para representar nomes 
de autores. Cutter idealizou uma série de letras combinadas com números, 
com o objetivo de individualizar qualquer obra dentro do mesmo número de 
classificação. As letras são em ordem alfabética e os números em sequência 
decimal crescente.
De início a tabela era de dois algarismos, mais tarde de três, pois a 
bibliotecária Katy Samborn fez a expansão. Hoje, em versão eletrônica, já são 
usados até quatro algarismos. Características:
a) Arranjo alfabético de letras.
b) Letras E, I, J, K, O, U, Y, Z – dois algarismos.
c) Demais letras – três algarismos.
A tabela de Cutter-Sanborn, mais conhecida como “Tabela Cutter”, 
embora seja amplamente empregada no Brasil, é mais adequada aos nomes de 
língua inglesa.
Exemplo:
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS E ESQUEMAS
109
Sco 421 Seym 521
Scog 422 Seyt 522
Scor 423 Sfo 523
Scot 424 Sha 524
Scott 425 Shaf 525
Scott, G. 426 Shai 526
Scott, J. 427 Shak 527
Scott, M. 428 Shal 528
Scott, S. 429 Shap 529
Tabela	de	PHA	– Inventora – Heloisa de Almeida Prado
Pode-se dizer que a versão brasileira da Tabela Cutter – a Tabela PHA – 
surgiu em 1964. Também objetiva individualizar os autores dentro das diversas 
classes de assuntos, isto é, dentro dos mesmos números de classificação. Há 
adaptações especiais aos sobrenomes brasileiros.
Apesar de, teoricamente, ser mais compatível com as necessidades 
brasileiras e de existirem poucos estudos sobre seu uso, houve popularização. 
As mesmas regras descritas na aplicação de notação de autor da Tabela Cutter-
Sanborn podem ser empregadas na Tabela PHA.
TABELA ALTERNATIVA
Na ausência de tabelas, pode-se adotar a tabela apresentada por Lehnus 
(1978), ou adotar uma feita sob medida, ou seja, elaborada pelo próprio profissional 
da informação:
LETRAS NÚMERO
A, B, C 1
Ç, D, E 2
F, G, H, I 3
J, K, L 4
M, N, O 5
P, Q 6
S, T 7
U, V, W 8
X, Y, Z 9
COMO USAR AS TABELAS
Em geral, a notação de autor se faz pela inicial do sobrenome do autor — 
no caso de autor pessoal —. Depois, três algarismos correspondentes encontrados 
na tabela. Consideramos as iniciais da entidade no caso de autor corporativo, 
110
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
e do título, dependendo do ponto de acesso principal. Existem algumas regras 
importantes a saber:
1) Procurar a primeira letra do sobrenome do autor da tabela.
Usar somente a letra em destaque em combinação com o número que 
acompanha (por exemplo A757 para Arnold, Margaret; K49 para Kimball, John; 
L676 para Lewis, Sinclair; S869 para Stoddard, Solomon).
Os seguintes exemplos indicam quatro livros, todos sobre a II Guerra 
Mundial, por quatro autores diferentes (Arnold, Kimball, Lewis e Stoddard). 
Terão notação de autor A757, K49, L676 e S869 em combinação com a notação de 
assunto 940.54 (CDD).
940.54 940.54 940.54 940.54
A757 K49 L676 S869
 
Esses livros serão ordenados na estante seguindo a ordem alfabética 
de notação do autor, e se os sobrenomes iniciarem com a mesma letra serão 
ordenados em ordem crescente de número.
2) Ocasionalmente poderá não aparecer um número que combine exatamente 
com as primeiras letras do nome. No caso, use o número precedente. Exemplo: 
Andrews, Helen será A566 (Andrews, E.), que é o número precedente e não 
A567 (Andrews, J.), que é o número seguinte.
Se as primeiras letras do nome não constarem na tabela, usar o número 
correspondente às letras mais próximas alfabeticamente anteriores. 
Ex.: Campello=C193
Tabela: Campe 193
 Campen 194
3) A marca da obra é usada para distinguir diferentes títulos do mesmo autor. A 
primeira letra do título é colocada logo após a notação de autor.
4) O uso do zero é evitado porque é facilmente confundido com a letra ‘o’.
5) Nomes começando com MC, M´ e Mac são todos tratados como se soletra 
MAC. Assim, Macclellean será M126 e M´Clintock será M127.
6) Uma obra que tem entrada pelo título tem a notação de autor dada para a 
primeira palavra do título (excluindo o artigo inicial).
Ex.: Story = S588
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS E ESQUEMAS
111
7) Para que as obras biográficas permaneçam reunidas, a notação de autor é dada 
para o nome do biografado, não do autor. Ex.: Todas as biografias de Lincoln 
estarão em L736. Ou seja, deve-se colocar o número de Cutter do biografado e 
depois a primeira letra do sobrenome do biógrafo.
Ex.: O Aleijadinho: sua via, sua obra, seu gênio, por Fernando Jorge - A366j
8) As obras em mais de um volume devem ser distinguidas identificando-se o 
volume na lombada e nas fichas de empréstimo, quandofor o caso.
Ex.: Hélio Vianna – História do Brasil 2 volumes.
981 981
V617 V617
v.1 v.2
9) As duplicatas devem ser diferenciadas numerando os vários exemplares a 
partir do 2º exemplar. 
Ex.: Taunay, Alfredo – Paisagens do Brasil – 3 exemplares
 
918.1 918.1 918.1
T193p T193p T193p 
 Ex.2 Ex.3
10) Edições diferentes da mesma obra devem ser diferenciadas pela data da 
edição ou pelo número de edição.
Ex.: 025.52 ou 025.52
 M129 M129
 4.ed. 1995
 
11) Quando houver títulos do mesmo autor muito parecidos, deve-se diferenciar 
a notação do título.
Ex.: Malba Tahan
 Autor de:
 Lendas do céu
 Lendas do Oásis
 Lendas de Deus 
028.5 028.5 028.5 ou 028.5 028.5 028.5
T128c T128o T128d T128 T128 T128
 CEU OAS DEU
112
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY
12) Pode-se colocar indicação relativa a tipos de documentos distintos, que se 
queira armazenar em separado:
R (para documentos de referência)
015
AV (para documentos audiovisuais)
025.32
13) Nas obras existem determinados lugares que deve ser colocado o número de 
chamada como na ficha de empréstimo, no bolso, na lombada, na representação 
descritiva (ficha catalográfica impressa ou eletrônica) e no verso da folha de 
rosto.
14) O arranjo dos documentos na estante segue, após a sequência dos códigos de 
classificação, a ordem decimal da notação de autor. 
Exs.: 869 
 L23p
 869
 L233p
15) Quando a autoria entrar pela sigla, coloca-se o número de Cutter do significado 
da primeira letra da sigla.
Ex.: FID = Federação.... Portanto, F293
16) Quando o título da obra começar com numeral, costuma-se transformar as 
iniciais de títulos que começam por números em palavras: 7 = sete, 1001 = mil 
e uma, 3 = três etc. 
Exemplo: 1,2,3... era uma vez... literatura infanto-juvenil 808.899282
 de Ingrid Biesemeyer Bellinghausen B444u
17) Quando se tratar de iniciais de títulos desprovidos de caracteres alfanuméricos 
é interessante observar se o símbolo possui valor de ordenação.
J831r (Re)Fabulando: lendas, fábulas e contos brasileiros, volume VII, de 
Elias José com ilustrações de Mariângela Haddad.
M911c The $100 Billion Allowance, de Elissa Moses.
S839a !pod And !tunes Hacks, de Hadley Stern.
E937a , Asp.Net 2.0 Website Programming Problem-
Design-S de Bill Evjen, Scott Hanselman e Devin
Rader.
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS E ESQUEMAS
113
Nos casos de símbolos	 com	 valor	 de	 ordenação, podemos empregar 
os mesmos procedimentos descritos anteriormente desde que sejam adotados 
na política de classificação: converter o valor do símbolo em palavras e assim 
empregar a inicial da palavra: @ = arroba, § = parágrafo etc.
18) Como regra geral, a notação de autor para autor corporativo refere-se ao 
nome da corporação com atividade fim definida ou com nome próprio: 
academias; arquivos; asilos; associações; ateneus; bancos; bibliotecas; câmaras 
de comércio; centros; clubes; colégios; companhias; conservatórios; conventos; 
corporações; emissoras de rádio e TV; escolas; federações; firmas; fundações; 
galerias; grêmios; grupos executivos; grupos musicais e orquestras; hospitais; 
igrejas; instituições comerciais; institutos; jardins botânico; laboratórios; liceus; 
mosteiros; museus; observatórios; ordens religiosas; parques; partidos políticos; 
prisões; serviços; sindicatos; sociedades; teatros; universidades; zoológicos etc.
Ex.: Concurso Nacional de Crônicas, Prêmio Luiz Fernando Verissimo da 
Associação Bamerindus.
 869.8
 A849c
Apesar do grande uso das tabelas, outros métodos são adotados para a 
determinação da notação do autor. Como o objetivo é individualizar o documento 
em uma dada coleção, muitas bibliotecas utilizam apenas o código formado pelas 
três primeiras letras do sobrenome do autor. Por exemplo:
Albuquerque, Lins (ponto de acesso principal de autor): ALB
Planejamento..... (ponto de acesso principal de título): PLA
Qualquer que seja a forma adotada deve ser padrão em todo o acervo a 
que se aplica e deve ser detalhada na política de classificação ou no manual de 
procedimentos da biblioteca.
ORDEM DE ARQUIVAMENTO COM A CDD
A disposição dos recursos bibliográficos, ao utilizar o Sistema de 
Classificação de Dewey nos acervos, está organizada pela ordenação relativa, 
ou seja, é aquela que reúne itens de acordo com os assuntos tratados, sendo 
recuperados pelo número de chamada, composto por um número de classificação e 
um número correspondente à notação de autor, encontrada nas tabelas de Cutter 
e PHA.
A ordem de arquivamento com a CDD é numérica e crescente e de acordo 
com as classes principais de 000 a 999. Deve-se observar que, nas prateleiras, a 
sequência de arrumação é feita da esquerda para a direita e de cima para baixo.
FONTE: SPUDEIT, D. Classificação decimal de Dewey. Florianópolis: UDESC, 2013. p.1 – 9.
114
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste	tópico,	você	aprendeu	que:
• Os esquemas, ou tabelas principais, consistem de uma extensa tabela de todos 
os números da CDD, indicando seus assuntos e notas explicativas para o uso. 
Para utilização de forma correta e eficiente, é necessário conhecer e entender 
suas divisões (sumários) e suas instruções e notas explicativas nas classes 
principais e nas tabelas auxiliares.
• Números e notas entre parênteses fornecem opções para a prática de 
classificação padrão. Já os números em colchetes representam os tópicos que 
foram realocados ou descontinuados, ou não atribuídos. Os colchetes são 
usados também para conceitos da subdivisão-padrão que são representados 
em outro local. 
• Para observar os princípios para a escolha notacional, devemos seguir algumas 
regras básicas de: ordem de preferência (preference order); regra de aplicação (rule of 
application); tratamento completo (full treatment); regra primeiro de dois (first-of-two 
rule); regra de três (rule of three); regra de zero (rule of zero); número interdisciplinar 
(interdisciplinary number) e tabela de último recurso (table of last resort).
• Duas categorias de obras pertencem à classe Generalidades. Disciplinas que estão 
relacionadas ou aplicadas com outras disciplinas e obras multidisciplinares.
• A classe 100 abrange as áreas de filosofia e psicologia. A classe 200 engloba os 
temas voltados à religião. Já a classe 300 compreende a área de ciências sociais. 
• A classe 400, de línguas, apresenta três características principais: 1) 401 a 409 são 
as subdivisões comuns já especificadas com algumas expansões específicas da 
classe 400; 2) apresenta divisão por língua específica (420 a 490) e 3) apresenta 
divisão gramatical aplicável a qualquer língua e tem expansões aplicáveis 
(Tabela 4 – subdivisão de línguas individuais). As notações da Tabela 4 (T4) 
nunca podem ser usadas sozinhas, mas quando requeridas junto ao número 
básico identificado por * (asterisco) em 420 a 490.
• A classe 500 engloba as áreas de ciências, a classe 600 compreende as áreas de 
tecnologias e a classe 700 abrange as áreas de artes. 
• Já na classe 800 é importante destacar as subclasses 810-890, as quais têm as 
literaturas de línguas específicas (literatura propriamente dita). Na classe, 
uma obra literária é classificada, segundo a CDD, seguindo a seguinte ordem: 
a) nacionalidade do autor (ou língua predominantemente em suas obras); b) 
Gênero literário – Ex.: romance, drama, etc. e c) período – Ex.: século XVI. 
115
• Na classe 900, que abrange geografia, história e disciplinas auxiliares 910-919, 
deve-se acrescentar ao número-base 91 a notação de 3-9da Tabela 2, e depois, 
se necessário, seguir as instruções da Tabela Especial apresentada sob 913-919. 
• Existem duas tabelas principais para montar a notação de autor: 1) a Tabela 
de PHA inventada por Heloisa de Almeida Prado e a Tabela de Cutter 
inventada por Charles Ami Cutter. Em geral, a notação de autor se faz pela 
inicial do sobrenome do autor – no caso de autor pessoal – e dos três algarismos 
correspondentes encontrados na tabela. Consideramos as iniciais da entidade 
no caso de autor corporativo, e do título, dependendo do ponto de acesso 
principal. 
116
1 Classifique:
a) Esculturas do século XVII:
b) Neuroses da II guerra mundial (medicina):
c) Matemática Primitiva:
AUTOATIVIDADE
117
UNIDADE 3
CLASSIFICAÇÃO DECIMAL 
UNIVERSAL
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• entender o contexto histórico da Classificação Decimal Universal;
• reconhecer a estrutura da Classificação Decimal Universal;
• diferenciar os tipos de sistemas de classificação;
• aplicar e utilizar o sistema de Classificação Decimal Universal.
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade você 
encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.
TÓPICO 1 – HISTÓRICO, PRINCÍPIOS E ESTRUTURA 
TÓPICO 2 – TABELAS AUXILIARES 
TÓPICO 3 – TABELAS PRINCIPAIS
118
119
TÓPICO 1
HISTÓRICO, PRINCÍPIOS E ESTRUTURA
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Na Unidade 2 deste livro didático você pôde perceber a importância 
da classificação para a organização do conhecimento e posterior recuperação 
da informação. Também foi apresentado o sistema de classificação Decimal de 
Dewey — CDD — em toda sua especificidade. 
Na Unidade 3, continuaremos nosso percurso no contexto da representação 
temática da informação, conhecendo outro sistema de classificação, que inclusive 
foi concebido com inspiração na CDD. Falamos do sistema de Classificação 
Decimal Universal (CDU), criado pelos belgas Paul Otlet e Henry La Fontaine. 
A CDU, juntamente com a CDD, são os sistemas de classificação mais 
utilizados no mundo. Ainda, são disciplinas essenciais para a formação do 
profissional de biblioteconomia no contexto da organização da informação e da 
ciência da informação. 
2 HISTÓRICO 
Segundo Mcllwaine (1998, p. 9) foi no final do século XIX que os belgas 
Paul Otlet e Henry La Fontaine “conceberam a ideia de criar uma lista abrangente 
de tudo que havia sido escrito desde que foi criada a impressão”, ou seja, a criação 
de um índice universal de bibliografia com a classificação de todas as obras, de 
todas as épocas, de todos os países e todos os campos, por autor e assunto.
Precisávamos de um sistema de classificação, e descobrimos o sistema 
americano, idealizado por Melvil Dewey em que todo o conhecimento 
humano é dividido em 10 categorias principais, numeradas de 0 a 9. 
Cada categoria é por sua vez dividida em dez divisões, que também 
estão divididas em dez seções e assim por diante, conforme necessário 
de acordo com a precisão do assunto (OTLET, [193-] apud KROEFF; 
MATTOS; MADALENA, 2018, p. 18).
Para Otlet, classificação decimal era comparável a um sol, cujos raios 
espalham-se e multiplicam-se conforme eles se afastam do centro.
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
120
FIGURA 1 – DESENHO DE PAUL OTLET EXEMPLIFICANDO A CDU
FONTE: L’HOMME (1970 apud KROEFF; MATTOS; MADALENA, 2018, p. 32)
DICAS
Muitas das citações de Paul Otlet são referentes ao livro As Contribuições de 
Paul Otlet para a Biblioteconomia, mais especifi cadamente ao capítulo Paul Otlet: biografi a 
e legado (p. 15-48), que traz transcrições diretas das cartas deixadas por Otlet, cartas estas 
apresentadas no documentário L’Homme qui voulait classer le monde (o homem que 
queria classifi car o mundo). Um documentário Francês, da década de 1970. Acreditamos 
ser o mais completo documento acerca de sua biografi a, uma vez que os textos ali incluídos 
são originais, do acervo pessoal de Paul Otlet, constituindo o que ele mesmo traduziu em 
Mundaneun. Um recorte do capítulo está indicado como leitura complementar ao fi nal desta 
unidade. 
Desde já, também sugerimos que você assista ao documentário, pois ele ilustra bem o 
processo histórico da documentação e organização da informação e do conhecimento 
universal. 
FIGURA – DOCUMENTÁRIO O HOMEM QUE QUERIA CLASSIFICAR O MUNDO
FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=L9jgnU3V944>. Acesso em: 11 jun. 2019.
Retomando a história da CDU, podemos comparar os objetivos de Paul 
Otlet, de “índice universal de bibliografi a”, com os objetivos que a Federação 
Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias — IFLA — almejou em 
seu programa para o Controle Bibliográfi co Universal (Universal Bibliographie 
Control), na década de 70. O depósito legal se utiliza de três instrumentos principais: 
TÓPICO 1 | HISTÓRICO, PRINCÍPIOS E ESTRUTURA
121
1) o depósito legal; 2) as bibliografias; e 3) os formatos de intercâmbio de dados 
bibliográficos. No Brasil, a operação dos três instrumentos é de competência da 
Fundação Biblioteca Nacional.
3 INSTRUMENTOS DE CONTROLE BIBLIOGRÁFICO
•	 O	depósito	legal: lei 10.994, de 14 de dezembro de 2004, que prevê o envio de 
um ou mais exemplares de toda publicação editada e/ou distribuída no país à 
Biblioteca Nacional. A finalidade é a de registro, além da guarda da produção 
intelectual do país e elaboração da bibliografia brasileira, ou seja, em última 
análise — o controle bibliográfico da produção editorial em âmbito nacional.
•	 Bibliografia	brasileira: o boletim bibliográfico da Biblioteca Nacional, criado 
em 1918, sobreviveu até 1982 com o mesmo título. Passou então a chamar-se 
bibliografia brasileira, e assim permaneceu até 1995 quando, por problemas 
operacionais, a publicação impressa foi suspensa.
•	 Formatos	de	 intercâmbio	de	dados: uma maior união em torno das mesmas 
regras foi conseguida com a publicação dos códigos de catalogação da American 
Library Association (ALA), a primeira edição em 1908 e, a segunda, amplamente 
revisada, em 1949. Somente depois de várias discussões entre Estados Unidos 
e Inglaterra, e tentando aproximar-se dos Princípios de Paris (estabelecidos na 
Conferência Internacional sobre Princípios de Catalogação em 1961), foi que 
surgiu o Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR), em 1967. 
ESTUDOS FU
TUROS
Ao longo das disciplinas de biblioteconomia, você terá mais detalhes dos diversos 
instrumentos e técnicas que fazem parte da atuação do profissional de biblioteconomia.
Retomando a história da CDU, Otlet aperfeiçoa o sistema da CDD:
O sistema fez sentido para nós! Eu o estudei exaustivamente e ponderei 
todas as transformações e adaptações necessárias ao trabalho a ser 
realizado [...]. É preciso evitar categorias vagas e categorias mistas, que 
correspondem ao pessoal, ao contrário de uma forma objetiva de ver as 
coisas. Índices de classificação aplicam-se diretamente às publicações 
(OTLET, 193? apud KROEFF; MATTOS; MADALENA, 2018, p. 32).
 Otlet e La Fontaine viram na classificação decimal uma taxonomia 
do conhecimento humano que poderia ser expressa por meio de uma língua 
internacional. Perceberam, também, que devido à capacidade de expansão 
dos números decimais esses poderiam facilmente acomodar as minúcias que o 
trabalho bibliográfico requer. A ideia foi além dos limites de uma mera tradução, 
tendo sido feitas várias inovações radicais.
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
122
FIGURA 2 – PAUL OTLET TRABALHANDO
FONTE: <https://gicbrasil.wordpress.com/2010/05/19/55/>. Acesso em: 11 jun. 2019.
Otlet e La Fontaine começaram a criar sua lista em cartões e a organizá-los 
sistematicamente. Buscando um esquema de classifi cação apropriado, decidem 
adaptar a Classifi cação Decimal de Dewey, que já se encontrava na sua quinta 
edição. Em 1895, o esquema continha apenas alguns milhares de subdivisões, 
mas sua notação apresentava grande potencial de utilização universal,devido à 
ampla aplicação dos algarismos arábicos.
Otlet e La Fontaine expandiram o esquema de classifi cação de 
Dewey para contemplar suas próprias necessidades e adicionaram 
alguns mecanismos sintéticos e tabelas auxiliares que, com o tempo, 
transformaram a estrutura, exclusivamente numérica, da Classifi cação 
Decimal, em uma estrutura bem mais fl exível e detalhada da 
Classifi cação Decimal Universal. 
A primeira edição completa da nova classifi cação foi publicada entre 
1905 e 1907 como o Manuel du répertoire bibliographique universel, 
incluindo cerca de 33.000 subdivisões e um índice alfabético com, 
aproximadamente, 38.000 entradas (MCLLWAINE, 1998, p. 9).
Posteriormente, a classifi cação passou a preceder, em importância, a lista 
que deveria organizar e, quando sua segunda edição foi publicada no período 
de 1927-33, a ideia original de ser apenas uma ferramenta para o Répertoire 
bibliographiquei foi adotada no desenvolvimento da Classifi cation décimale 
universelle, ou CDU, como um sistema de classifi cação bibliográfi ca para qualquer 
fi m. 
A segunda edição dobrou de tamanho e, juntamente com as adições e 
correções subsequentes, tem sido usada como base para todas as edições e 
traduções posteriores. Historicamente, as línguas básicas da CDU têm sido o 
francês, o alemão e o inglês. A utilização de mais de uma língua tem se mostrado 
importante para manter a universalidade do esquema, tendência que deverá se 
manter no futuro.
TÓPICO 1 | HISTÓRICO, PRINCÍPIOS E ESTRUTURA
123
A organização fundada por Otlet e La Fontaine, que inicialmente tinha a 
responsabilidade de elaborar a lista bibliográfi ca e, subsequentemente, assumir 
a responsabilidade de editar o esquema de classifi cação resultante, foi nomeada 
como Institut International de Bibiographie, frequentemente referida como Instituto 
de Bruxelas, devido à localização de seu escritório central. O instituto passou por 
várias difi culdades na década de 20 e, em 1931, mudou-se para Haia. Em 1937, 
o nome foi mudado para Fédération International de Documentation (FID). Desde 
a década de 30, os direitos de publicação têm sido cedidos pela administração 
da FID (que, desde 1991, passou a ser um consórcio de editoras conhecido como 
UDC Consortium) às outras organizações para a elaboração de edições específi cas 
ou edições em outras línguas.
A seguir, apresentamos a linha do tempo da vida e produção de Paul 
Otlet. 
FIGURA 3 – LINHA DO TEMPO – PAUL OTLET
FONTE: Kroeff , Mattos e Madalena (2018, p. 60)
4 EDIÇÕES DA CDU
A CDU vem sendo divulgada através dos seguintes tipos de edições: 
desenvolvidas, médias, abreviadas, condensadas e especiais, conforme a 
necessidade da classifi cação nas bibliotecas, centros de informações e instituições. 
Cativo (2012, p. 2) apresenta as edições da CDU:
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
124
EDIÇÕES: DESENVOLVIDAS
A primeira edição internacional foi a edição desenvolvida, intitulada 
Manuel du Repertoire Bibliographique Universel, em idioma francês, em 
1904. 
A segunda edição, publicada pelo Instituto Internacional de 
Bibliografia, em francês, recebeu o nome de Classification Decimale 
Universelle, em 1927. 
A terceira edição, em idioma alemão, sob o título Dezimalklassifikation, 
é a edição desenvolvida mais completa, em 1934. 
Outras edições desenvolvidas foram publicadas nos seguintes idiomas: 
inglês – 4a edição; francês – 5a edição; japonês – 6a edição; espanhol – 
7a edição; alemão – 8a edição; português – 9a edição.
EDIÇÕES MÉDIAS
Há publicações das edições médias em alemão, francês, russo, japonês, 
italiano, polonês e português. 
A primeira edição média em português foi publicada pelo Instituto 
Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT, em 1976. A 
segunda edição, em 1987. 
E, em 1997, o IBICT publicou a Edição-padrão Internacional em 
Língua Portuguesa — Tabelas Sistemáticas — Parte 1. Em 1999, 
publicou o Índice — Parte 2 da Edição — Padrão Internacional em 
Língua Portuguesa. 
EDIÇÕES ABREVIADAS
Existem edições abreviadas em quase todos os idiomas, sendo que a 
edição em língua portuguesa foi publicada em Portugal pelo Centro 
de Documentação Científica do Instituto de Alta Cultura e pelo então 
Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação – IBBD, hoje o 
IBICT. 
É importante destacar a edição abreviada trilíngue – 1958, em alemão, 
inglês e francês, acompanhada dos respectivos índices. 
EDIÇÃO CONDENSADA
Uma edição condensada foi publicada em 1967, em francês, ocupando 
somente 50 páginas.
5 CDU NO BRASIL 
No Brasil, as repercussões das atividades de Otlet e La Fontaine também 
tiveram repercussão. Em 1901, o engenheiro Vitor da Silva Freire publicou um 
folheto explicativo, divulgando as vantagens do Sistema de Classificação de 
Bruxelas. No período, outros estudiosos divulgaram essa classificação no Brasil, 
como Rodolfo Garcia, Oswaldo Cruz e Manuel Cicero Peregrino da Silva. 
Em 1909, a CDU foi adotada como sistema de classificação da Biblioteca 
do Instituto Oswaldo Cruz. Entre 1918 e 1921, a CDU passou a ser utilizada no 
Boletim Bibliográfico da Biblioteca Nacional. Em 1937, também passa a ser usada 
na Biblioteca do Ministério das Relações Exteriores e, em 1942, é publicada uma 
edição mais completa editada pela Biblioteca Pública de Minas Gerais. 
Em 1954 é criada a primeira edição abreviada da CDU, em língua 
portuguesa. 4 anos depois, em 1958, ocorre a Criação do Instituto Brasileiro de 
Bibliografia e Documentação — IBBD —, hoje o Instituto Brasileiro de Informação 
em Ciência e Tecnologia — IBICT. Na ocasião, por sugestão de Edson Nery da 
TÓPICO 1 | HISTÓRICO, PRINCÍPIOS E ESTRUTURA
125
Fonseca, membro da Comissão Brasileira da CDU, criada na época, e que, ainda 
hoje, funciona junto ao IBICT. Após a criação do IBBD, várias bibliotecas passaram 
a utilizar a CDU.
Em 1961 foi publicada a edição abreviada portuguesa e, em 1968, deu-se 
início à tradução para o português da edição alemã. Dez anos após, em 1971, 
contando com apoio da Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal, da 
Biblioteca da Câmara dos Deputados e do Departamento de Biblioteconomia da 
UnB, é publicada e distribuída para análise e críticas. 
 Em 1976, o IBICT publica a Primeira Edição Média em Língua Portuguesa 
da CDU. Em 1987 é a vez da Segunda Edição Média em Língua Portuguesa da 
CDU. Em 1997, o IBICT publica as tabelas sistemáticas — Parte 1 da Edição-
Padrão Internacional em Língua Portuguesa. Em 1999, após quase dois anos, 
o IBICT publica o Índice — Parte 2 da Edição-Padrão Internacional em Língua 
Portuguesa. Em 2008, o IBICT publica a 2ª edição da CDU padrão. 
Segundo Santos (2009, p. 5): 
A CDU modifica-se constantemente sofrendo acréscimos e correções, 
mas como norma, os símbolos cancelados não são utilizados 
durante dez anos. A FID, Federação Internacional de Informação e 
Documentação, detentora dos direitos autorais da CDU, até o fim do 
século XX, foi responsável pelas extensões e correções das edições. 
Em 1992, prevendo um futuro incerto e a necessidade de ampliar suas 
parcerias para a manutenção da CDU, a FID transferiu os Direitos 
Autorais da CDU para uma organização chamada Consórcio CDU 
(UDC Consorcium — UDCC), sediada na Holanda, e que reúne 
membros holandeses, ingleses, franceses, japoneses e espanhóis. 
Uma das primeiras ações do UDCC foi criar uma base de dados 
internacional que seria a fonte das diversas edições da CDU. É chamada Master 
Reference File — MFR, sediada na Biblioteca Real em Haia, sendo atualizada uma 
vez por ano (UDC, 2008).
Segundo o site da UDC Consortium, o arquivo MFR possibilita a revisão 
e o desenvolvimento da CDU com qualidade. As edições da CDU incorporam 
as revisões e, posteriormente, são publicadas e traduzidas pelos membros do 
consórcio em sua língua.
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
126
FIGURA 4 – SITE UDC CONSORCIUM
FONTE: <http://www.udcc.org/index.php/site/page?view=mrf>. Acesso em: 11 jun. 2019.
6 EDIÇÃO ONLINE EM PORTUGUÊS
A tabelaCDU está disponível online e em português. Corresponde à 
versão “Sumário” com 2.000 entradas (68.000 da tabela completa). A iniciativa foi 
da Biblioteca Nacional de Portugal, disponível pela licença Creative Comons.
Ainda existem funcionalidades por implementar, mas não existe 
nenhuma previsão em relação à decisão. O número de notações é pequeno em 
relação ao publicado em livro, mas a navegação é fácil e agradável. Ainda não 
estão traduzidas as explicações e exemplos, bem como índice. 
DICAS
Acesse o link e visualize: http://www.udcsummary.info/php/index.
php?lang=pt&pr=Y. Acesso em: 14 jun. 2019.
TÓPICO 1 | HISTÓRICO, PRINCÍPIOS E ESTRUTURA
127
FIGURA 5 – CDU ONLINE
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?lang=pt&pr=Y>. Acesso em: 11 jun. 2019.
Para uma ilustração do quadro teórico da história da CDU, apresentamos 
um resumo no formato de quadro, elaborado por Santos (2009).
1894 Tomando como base a CDD, 5. ed., os dois belgas classifi cam 400 
mil fi chas.
1895 Conferência Internacional de Bibliografi a – criado o Instituto 
Internacional de Bibliografi a: devia publicar a Bibliographia 
Universalis.
1899 A CDD, 6. ed., é revisada e desdobrada com o apoio do IIB (futura 
FID).
1905 - Publica-se o Répertoire Bibliographique Universel com 33 mil 
subdivisões.
1905 -14 Lento crescimento do Instituto.
1914 -18 Atividades paralisadas em decorrência da I Guerra Mundial.
1920 Instituto é despejado de suas instalações para dar lugar a um 
evento internacional.
1923 Reorganização do Instituto por Otlet e La Fontaine na Holanda.
1927 - 33 Classifi cation Decimale Universelle com 40 mil subdivisões.
1931 Instituto Internacional de Documentação.
1937 Federação Internacional de Documentação.
1988 Federação Internacional de Informação e Documentação.
QUADRO 1 – RESUMO DO HISTÓRICO DAS EDIÇÕES DA CDU
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
128
1992 Cria-se o Consórcio CDU (UDC Consortium) responsável pela 
manutenção do MRF – Master Reference File.
2002 Fim das atividades da FID – o legado permanece: a Classificação 
Decimal Universal.
2011 Versão online.
FONTE: Santos (2009, p.4)
7 PRINCÍPIOS DA CDU
Segundo Mcllwaine (1998):
Como todos os outros esquemas gerais de classificação em uso 
atualmente, a CDU é um aspecto da classificação. Por isso, os 
fenômenos são subordinados ao aspecto do qual são extraídos, isto 
significa que um fenômeno pode ocorrer em mais de uma classe como: 
ovos em ornitologia, em culinária, em acasalamento animal etc.
Segundo Silva (2010), a CDU exibe quatro grandes características 
estruturais:
DECIMALIDADE UNIVERSALIDADE
ESTRUTURA
HIERÁRQUICA
CARÁTER
ANALÍTICO
SINTÉTICO
FIGURA 6 – CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS DA CDU
FONTE: A autora
A descrição das características resumimos a seguir: 
Decimalidade: o universo do conhecimento foi concebido como 
uma unidade dividida em dez grandes classes, em um processo 
teoricamente infinito até se atingir o nível de detalhamento requerido 
ou satisfatório. É de notar que o emprego dos algarismos arábicos 
como notação não é exigência do princípio da decimalidade, mas 
foram preferidos devido ao caráter universal de sua utilização.
Universalidade: Significa, em primeiro lugar, que o sistema tem, em 
princípio, a pretensão e a capacidade de oferecer conceitos e símbolos 
para representação da totalidade do conhecimento em determinada 
fase de sua evolução, com estrutura e previsão de espaço para futuros 
desenvolvimentos desse conhecimento, tanto em suas manifestações 
isoladas quanto nas relações multiformes. É universal, também, no 
sentido de que emprega símbolos, numéricos e não numéricos, em 
todos os contextos culturais de todos os quadrantes da terra.
Carater hierárquico: como a maioria das classificações filosóficas, 
cuja influência histórica inevitavelmente sofreu, reflete a concepção 
do mundo como uma unidade rigorosamente estruturada em partes 
necessariamente subordinadas ao todo [...].
TÓPICO 1 | HISTÓRICO, PRINCÍPIOS E ESTRUTURA
129
Carater analítico sintético: embora não seja, dentre as características 
básicas a mais aparente, nem a que mais identifica a CDU, pode ser 
atribuída, uma vez que a classificação decimal universal concilia e 
equilibra as exigências e os rigores dos esquemas hierárquicos com a 
multifacetação dos sistemas. Diversos aspectos de um mesmo assunto 
são tratados com o mesmo cuidado relativo a sua importância e em 
razão dos pontos de vista e interesses divergentes dos usuáios da 
informação (SILVA, 2010, p. 8-9).
Para Mcllwaine (1998), a hierarquia na CDU significa que cada subdivisão 
pode ser ainda subdividida em seus componentes lógicos. A ação é feita com 
aplicação sucessiva dos princípios de divisão, que podem ser 1) genéricos ou 2) 
todo ou parte. A autora exemplifica as seguintes relações assim: 
Genérica: identifica a ligação entre a classe e seus membros ou espécies. 
Na CDU, sua utilização mais comum se dá nas ciências biológicas, mas ocorre em 
toda a classificação como:
• 373 Tipos de escolas que ministram educação geral.
• 373.3 Escola primária. Nível elementar.
• 373.5 Escola secundária.
• 373.54 Escolas que levam ao preenchimento dos requisitos para ingresso em 
uma universidade.
Todo ou parte: uma (ou parte de uma) relação todo/parte pode ser 
aplicada, por exemplo às:
• Partes do corpo humano: ouvido, braço.
• Disciplinas: biologia, zoologia.
• Localizações geográficas: Brasil, Alemanha.
• Estruturas sociais hierárquicas: igreja católicas, pastorais. 
• Classes subordinadas sucessivamente são denominadas cadeias como: 
literatura: literatura inglesa, drama inglês – Shakespeare – Hamlet. 
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
130
UNI
EM RESUMO
Os assuntos na CDU expressam relação de hierarquia, o conhecimento divide-se em 10 
classes principais, cada classe se subdivide, e cada divisão é novamente subdividida e 
assim por diante.
A CDU é considerada como uma classificação por aspectos, e um fenômeno é classificado 
segundo uma disciplina ou contexto. Por isso, seus vários aspectos encontram-se em 
diferentes lugares. 
Por exemplo: carvão não ocupa um único lugar. 
• O seu aspecto petrológico aparece em 552.574. 
• O aspecto da geologia econômica está em 553.94. 
• O aspecto de mineração encontra-se em 622.23. 
• Outros aspectos podem ser encontrados.
Assim, cada uma dessas grandes classes mais genéricas é identificada 
por um único algarismo arábico (diferenciando-se	da	CDD	que	precisa	de,	no	
mínimo, três algarismos).
Cada uma dessas classes pode ser dividida para formar classes mais 
específicas (ou subclasses). Essas subclasses formam conceitos mais restritos e 
podem ser representados por números mais extensos. Por exemplo, a Classe 5 
divide-se nas seguintes classes:
 
• 50 Generalidades sobre ciências puras.
• 51 Matemática.
• 52 Astronomia. Astrofísica. Pesquisa espacial.
• 53 Física.
• 54 Química. Ciências mineralógicas.
• 55 Ciências da Terra. Geociências. Geologia etc.
• 56 Paleontologia.
• 57 Ciências biológicas em geral.
• 58 Botânica.
• 59 Zoologia.
Cada uma dessas subclasses é uma subdivisão da Classe 5, sendo que 
cada uma delas pode ser subdividida novamente e assim por diante.
Podemos dividir as classes em:
TÓPICO 1 | HISTÓRICO, PRINCÍPIOS E ESTRUTURA
131
COORDENADAS SUPERORDENADAS SUBORDINADAS
FIGURA 7 – SUBDIVISÃO DE CLASSES
FONTE: A autora
• Coordenadas: são as classes nas quais os números de classificação têm a mesma 
extensão, denotando um nível similar de generalidade.
• Superordenadas: são as classes com números menos longos.
•	 Subordinadas: são as classes de números mais longos e que indicam maior 
especificidade (ou extensão).
Exemplo:
• 5 – Superordenada.
• 53 – Coordenada.
• 531.1 – Subordinada.
NOTAÇÃO – A notação da CDU é considerada MISTA, pois é formada 
por números, letras e sinais. Falaremos mais sobre isso no próximo subtópico
Exemplo: 329.05(81) “1968” (043).
• Tese sobre o movimento dos partidos políticos no Brasil em 1968.
8 ESTRUTURA DA CDU
Na CDU anotação é mista porque, além dos dígitos decimais, é constituída 
por letras, palavras e sinais gráficos que permitem a construção de expressões 
que representam os conceitos contidos em um documento bibliográfico. Sua 
concepção permite grande flexibilidade na construção e na formação das notações. 
A estrutura física da CDU é formada por dois volumes: o primeiro é 
constituído pelas tabelas auxiliares e pela tabela principal, e o segundo volume é 
constituído pelo índice. As tabelas trazem informações que auxiliam e orientam 
a formação das notações: remissivas, ordem de citação dos sinais e elementos, 
intercalação da notação e a ordem de arquivamento.
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
132
FIGURA 8 – CDU
FONTE: <http://biblioteca.cl.df.gov.br/dspace/bitstream/123456789/1874/6/Texto%20
integral%20%28PDF%29>. Acesso em: 11 jun. 2019.
DICAS
Se você estiver em uma biblioteca, verifi que se existe no acervo a CDU, aproveite 
para conhecer sua estrutura original impressa.
Contudo, para nossos exercícios, utilizaremos a CDU online. Acesse no link: http://www.
udcsummary.info/php/index.php?lang=pt. Acesso em: 12 jun. 2019.
8.1 INDICE
Foi publicado pelo IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência 
e Tecnologia) para facilitar o acesso às classes do sistema – de 0 a 9, não tendo a 
pretensão de se sobrepor ao sistema e sim ter por objetivo: servir de instrumento 
a quem pesquisa no sistema. 
O índice apresenta-se em ordem alfabética de palavra por palavra, 
incluindo todas as divisões principais, as auxiliares comuns e as especiais. Os 
números e símbolos que, eventualmente, constituem entradas, são transformados 
nas palavras que os representam e os nomes próprios só quando constituírem-se 
em conceitos básicos do sistema CDU. 
Em geral, o índice da CDU é relativo e, portanto, a sua consulta não invalida 
a necessidade de consulta aos esquemas e às tabelas. É apenas um indicativo às 
notações porque auxilia a busca dos conceitos e subdivisões auxiliares.
TÓPICO 1 | HISTÓRICO, PRINCÍPIOS E ESTRUTURA
133
IMPORTANT
E
Na versão online, que iremos utilizar para os exercícios, o índice ainda está em 
desenvolvimento.
FIGURA – INFORMAÇÃO DO ÍNDICE NA VERSÃO ONLINE DA CDU
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?lang=pt>. Acesso em: 11 jun. 2019.
8.2 TABELAS SISTEMATICAS 
É a espinha dorsal que representa os conceitos contidos nas dez classes da 
CDU. Atualmente, a CDU possui nove classes, sendo oito especiais e uma geral. 
A Classe 4 está vaga desde 1960 (incorporada para a Classe 8) e está reservada às 
futuras expansões.
FIGURA 9 – TABELA PRINCIPAL NA CDU ONLINE
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?lang=pt>. Acesso em: 11 jun. 2019.
É possível, além do histórico e explicação do uso da CDU, também, 
verifi car todas as classes de 0 a 9, tabelas auxiliares e subdivisões auxiliares 
especiais. Também estão detalhadas na versão online.
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
134
8.3 FUNÇÃO DO PONTO DECIMAL 
Segundo Santos (2009, p. 7), “para quebrar as extensões dos números e 
facilitar sua leitura, o sistema adotou o emprego do ponto decimal de três em três 
algarismos. Portanto o valor classifi catório do ponto é apenas simbólico”. 
QUADRO 2 – O PONTO DECIMAL NA CDU
FIGURA 10 – SIMPLIFICAÇÃO DA NOTAÇÃO
FONTE: Santos (2009, p.7)
FONTE: Santos (2009, p.8)
8.4 REDUÇÃO OU USO SIMPLIFICADO DA NOTAÇÃO
Ainda de acordo com Santos (2009), a aplicação da CDU condiciona-se 
ao contexto institucional e pode ser completa ou parcial. Os mesmos princípios 
apresentados no uso reduzido ou simplifi cado da CDD podem ser aplicados à 
CDU. O autor exemplifi ca da seguinte forma: 
Sobre o exemplo, Santos (2009, p. 9) ainda observa que, “em bibliotecas 
especializadas da área de esporte, o uso mais detalhado e completo pode ser 
desejável, mas, em bibliotecas especializadas em outras áreas, a notação pode ser 
reduzida para: 786.86”. 
IMPORTANT
E
A redução deve ser feita com bom senso, evitando notação genérica que venha 
a comprometer a ordenação dos documentos, especialmente quando houver possibilidade 
de aumento da coleção.
135
RESUMO DO TÓPICO 1
Neste	tópico,	você	aprendeu	que:
• Os belgas, Paul Otlet e Henry La Fontaine, foram os criadores da Classificação 
Decimal Universal, inspirados na Classificação Decimal de Dewey. Contudo, 
perceberam uma taxonomia do conhecimento humano que poderia ser expressa 
por meio de uma língua internacional, a dos números.
• A primeira edição completa da CDU foi publicada entre 1905 e 1907 como 
o Manuel du répertoire bibliographique universel, incluindo cerca de 33.000 
subdivisões e um índice alfabético com aproximadamente 38.000 entradas.
• As edições da CDU são classificadas como: desenvolvidas, médias, abreviadas 
e condensadas.
• No Brasil, a partir de 1901, a CDU passou a ser integrada nas bibliotecas, 
tendo como parte desse movimento: Vitor da Silva Freire, Rodolfo Garcia, 
Oswaldo Cruz e Manuel Cicero Peregrino da Silva. Foi adotada como sistema 
de classificação da biblioteca do Instituto Oswaldo Cruz e, posteriormente, 
no Boletim Bibliográfico da Biblioteca Nacional e Biblioteca do Ministério das 
Relações Exteriores e Biblioteca Pública de Minas Gerais.
• A FID, detentora dos direitos autorais da CDU, até o fim do século XX, foi 
responsável pelas extensões e correções das edições. Posteriormente, transferiu 
os Direitos Autorais da CDU para a UDC Consorcium — UDCC, sediada na 
Holanda, e que reúne membros holandeses, ingleses, franceses, japoneses e 
espanhóis.
• A tabela CDU também está disponível online e em português. A iniciativa foi 
da Biblioteca Nacional de Portugal, disponível pela licença Creative Comons. 
• Entre as características estruturais da CDU estão a decimalidade; universalidade; 
caráter hierárquico e caráter analítico sintético.
• Na CDU, a notação é mista porque, além dos dígitos decimais, é constituída 
por letras, palavras e sinais gráficos que permitem a construção de expressões 
que representam os conceitos contidos em um documento bibliográfico.
• A estrutura física da CDU é formada por dois volumes: o primeiro é constituído 
pelas tabelas auxiliares e pela tabela principal; o segundo volume é constituído 
pelo índice. As tabelas trazem informações que auxiliam e orientam a formação 
das notações: remissivas, ordem de citação dos sinais e elementos, intercalação 
da notação e a ordem de arquivamento.
136
1 Quais as características estruturais da CDU?
2 (VUNESP, 2013) A Classificação Decimal Universal:
FONTE: <https://www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/708824>. Acesso em: 11 
jun. 2019.
a) ( ) Adotou, como princípio de organização as tabelas auxiliares reduzidas 
da Colon Classification.
b) ( ) Está dividida em 9 classes, com notação de classe e subclasse de três 
algarismos, obrigatoriamente.
c) ( ) Contém uma classe vaga, a classe 4, desde sua criação por Paul Otlet e 
Henry Bliss, em 1905.
d) ( ) Expandiu os sinais das tabelas auxiliares a partir da CDD, criando uma 
estrutura própria de notação, com símbolos e pontuações.
e) ( ) Possui classes divididas em subclasses, sendo necessário, na notação, 
colocar um ponto a cada dois dígitos.
3 A primeira edição do novo sistema organizado pelos belgas Paul Otlet e 
Henri La Fontaine intitulou-se Manuel du Répertoire Bibliographique Universel, 
em 1904. 
( ) Certa 
( ) Errada
AUTOATIVIDADE
https://www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/708824
137
TÓPICO 2
TABELAS AUXILIARES
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Resgatando o tópico anterior, o qual indicamos que a CDU está 
organizada em tabelas principais e auxiliares. Neste tópico, traremos com maiores 
detalhamentos sobre as tabelas auxiliares. 
Segundo Fontoura (2006), a característica mais inovadora e infl uente 
da CDU é sua notação auxiliar, ou seja, os sinais e subdivisões criados para a 
construção de números compostos ou sínteses. Um número composto ou síntese 
se obtém pela reunião de elementos extraídos de mais deuma parte do sistema. 
Neste tópico, veremos, com mais detalhes, as funções das tabelas auxiliares 
no sistema de classifi cação decimal universal.
2 TABELAS AUXILIARES 
Mcllwaine (1998), ao falar dos princípios fundamentais das tabelas 
auxiliares, afi rma que cada edição estabelece, no início das tabelas, os símbolos 
auxiliares comuns e subdivisões na Tabela I com observações sobre sua aplicação 
e, na Tabela II, os símbolos e técnicas dos auxiliares especiais. 
Na edição online, assim são apresentadas as tabelas auxiliares.
FIGURA 11 – AUXILIARES COMUNS NA CDU ONLINE
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?lang=pt>. Acesso em: 11 jun. 2019.
 As subdivisões auxiliares comuns consistem de tabelas numéricas, 
nas quais os conceitos são enumerados e arranjados hierarquicamente. Elas se 
parecem com as tabelas principais, mas distinguem-se pelos símbolos próprios 
que precedem ou encerram o número. 
138
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
Para Mcllwaine (1998, p. 39), “algumas características, tais como tempo 
e local, são relevantes para praticamente todos os fenômenos, enquanto outras, 
como língua e forma documentária, tomam-se relevantes no momento em que o 
fenômeno passa a ser o assunto de um documento”.
2.1 SINAIS E FUNÇOES 
SINAL SIGNIFICADO FUNÇÃO
+ Mais Coordenação
/ Barra inclinada Extensão
: Dois pontos Relação simples
:: Dois pontos duplos Ordenação
[...] Colchetes Subagrupação
QUADRO 3 – SINAIS E FUNÇÕES NA CDU
FONTE: Adaptado de Santos (2009)
Coordenação (+ Adição)  usado para ligar dois ou mais assuntos não 
consecutivos na tabela. 
Exemplos:
• 53+913 Física e Geografia Regional.
• 51+53 Matemática Física.
• 1+7 Filosofia e Arte.
• 32+34+37 Política, Direito e Educação.
• (81+469) Brasil e Portugal.
Extensão (/Barra oblíqua)  usado para ligar números consecutivos na 
tabela. Obs.: não é preciso repetir os números consecutivos. 
 
Exemplos:
• 53 / 55 Física, Química e Geociências.
• 53/54 Física e Química. 
• 1/2 Filosofia e Religião.
• 312.1/.2 Estatística de nascimento e óbitos. 
• 316.012/.014 Macrossociologia, Mesossociologia e Microssociologia. 
• (81/82) Brasil e Argentina.
Relação (: Dois pontos)  indica a relação de dois assuntos, nº simples, 
número comum. 
TÓPICO 2 | TABELAS AUXILIARES
139
Exemplos:
• 51:52 ou 52:51 Matemática e Astronomia.
• 016:63 ou 63:016 Bibliografi a de Aagricultura. 
• 7:175 ou 175:7 A arte na ética.
Ordenação (:: Dois pontos duplos)  indica relação sem reversão. 
Exemplos:
• 339::633.73 Comércio de café.
• 77.044::355 Fotografi a de guerra.
Subagrupamento	([ ] Colchete)  subordina assuntos secundários. 
Exemplos:
• 330 [633.73]. 3 comércio de café interno.
• [331.2+336.748.12]:168. 35 A falácia dos salários e da infl ação. 
• 32: [2+5] Infl uências da religião e da ciência na política.
Na dúvida, durante a classifi cação, na própria CDU online, são explicadas 
as funções de cada sinal, basta clicar em cima:
FIGURA 12 – ORIENTAÇÃO DO USO DENTRO DA CDU ONLINE
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?lang=pt>. Acesso em: 11 jun. 2019.
3 SUBDIVISOES AUXILIARES
De acordo com Santos (2009, p. 9), “as subdivisões auxiliares permitem a 
indicação de aspectos ou facetas secundárias dos conceitos contidos nas Tabelas – 
0/9”. Para saber a ordem de citação em documentos com dois ou mais auxiliares, 
as subdivisões auxiliares subdividem-se em auxiliares comuns e auxiliares 
especiais. 
140
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
a) Auxiliares comuns: possibilitam o inter-relacionamento entre assuntos e 
indicam características repetitivas, ou seja, aquelas que são aplicadas em todas 
as classes principais. São eles: auxiliar comum de língua, de forma, de lugar, 
de raça, de tempo, de ponto de vista, de materiais e de pessoas, incluem-se, 
também o asterisco e as extensões alfabéticas.
b)	Auxiliares	especiais: indicam características que se repetem em determinados 
lugares da tabela, isto é, que são aplicáveis a um número limitado da tabela, 
cuja classe principal está subordinada. São eles: auxiliares especiais de ponto 
zero, hífen, apóstrofo.
QUADRO 4 – AUXILIARES COMUNS NA CDU
FONTE: Santos (2009, p. 9)
Vejamos, a seguir, o detalhamento dos auxiliares comuns na CDU online:
 3.1 AUXILIARES COMUNS DE LÍNGUA – TABELA 1C
Os auxiliares comuns de língua indicam a língua ou a forma linguística de 
um documento cujo assunto é representado por um número principal. A Tabela 
1c enumera as línguas ou idiomas, e serve de base para as subdivisões da classe 
811 Línguas (como assunto), classe 821 Literaturas de línguas individuais e (=...) 
Tabela 1f — Auxiliares comuns de grupos étnicos.
Embora, teoricamente, a língua de qualquer documento ou item de 
informação possa ser indicada, na prática, só é útil quando houver a necessidade 
de distinguir aqueles em diferentes línguas, por exemplo, para permitir a 
recuperação de acordo com a língua ou para fornecer uma ordem de arquivamento 
satisfatória. 
TÓPICO 2 | TABELAS AUXILIARES
141
FIGURA 13 – AUXILIARES COMUNS DE LÍNGUA CDU ONLINE
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?lang=pt>. Acesso em: 11 jun. 2019.
3.1.1 Ordem de citação
Na ordem de citação, o auxiliar de língua normalmente vem na última 
posição. No entanto, pode ser citado em uma posição intermédia ou, até mesmo, 
vir em primeiro lugar, no caso de um número composto, e se houver necessidade 
de arquivar documentos ordenados por língua, ao invés de assunto. Se necessário, 
o número será separado do número seguinte por dois pontos. Vejamos o exemplo 
a seguir.
• 663.4(493) (075) = 112.5 – Indústria da cerveja na Bélgica – Livro Didático – em 
flamengo.
3.1.2 Documentos multilíngues
 Documentos multilíngues podem ser identificados por =00 ou pelos 
auxiliares de línguas individuais em ordem numérica ascendente. Vejamos o 
exemplo:
• 53(035) = 00 – Manual multilíngue de física. 
• 53(035) = 111 = 112.2 = 133.1 – Manual de física em inglês, francês e alemão.
 
Exemplo(s) de combinação:
 
• 001.103.2(036) = 161.1 O Guia de metadados em russo. 
• 27-23 =030.14 =134.3 Bíblia em grego com tradução em português.
http://www.udcsummary.info/php/index.php?lang=pt
142
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
3.2 (0...) AUXILIARES COMUNS DE FORMA – TABELA 1D
 Os auxiliares comuns de forma indicam a forma ou apresentação de um 
documento que trata de um assunto representado por um número principal. Eles 
não são usados para representar um assunto do documento. Formas literárias 
(poesia, teatro, fi cção etc.) são classifi cadas em 82-1/-9. Tipos de formas não 
listados na Tabela 1d podem ser representados por (0 :...), por exemplo, 94(0:791) 
História apresentada como um fi lme. 
3.2.1 Forma interna e forma externa
Quando houver necessidade de exprimir mais de um aspecto de forma, 
deve-se distinguir entre forma interna, quando a forma infl uencia o assunto (por 
exemplo, uma apresentação histórica) e forma externa, aquela que expressa apenas 
as características físicas do suporte da informação (por exemplo: uma gravação 
de som). Independentemente da ordem numérica, a forma interna deverá ocorrer 
junto do assunto antes de se exprimir a forma externa, por exemplo, 792(091) 
(086.7) Teatro – forma histórica de apresentação – gravação de som (história do 
teatro em gravação sonora).
FIGURA 14 – AUXILIARES COMUNS DE FORMA NA CDU ONLINE
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=8&lang=pt>. Acesso em: 11 jun. 2019.
3.3 ORDEM DE CITAÇÃO
Tais auxiliares são usados, normalmente, após uma notação de assunto, 
mas, se desejarmos, todos os documentos que têm a mesma forma física ou de 
apresentação do assunto (ou suas variantes) podem ser agrupados sob o auxiliar 
de forma adequada.
TÓPICO 2 | TABELAS AUXILIARES
143
Exemplo(s) de combinação:
• (035)54 Compêndios de química (arquivados a outros compêndios).
• (038)54 Dicionários de química (arquivados a outros dicionários).
• (054) (44) Jornais franceses.
• 54(035) Compêndios de química (arquivadoscom outros livros de 
química).
• 54(038) Dicionários de química (arquivados com outros dicionários).
 3.4 (1/9) AUXILIARES COMUNS DE LUGAR – TABELA 1E
 Os auxiliares de lugar indicam o âmbito geográfi co, localização ou outro 
aspecto espacial de um assunto indicado por um número de uma classe principal, 
por exemplo, 331.2(44) Salários em França; 338.47(81) Economia dos transportes 
no Brasil. Constituem, também, a base da divisão das classes 913 Geografi a 
regional e de 94 História.
FIGURA 15 – AUXILIARES COMUNS DE LUGAR NA CDU ONLINE
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=1951&lang=pt>. Acesso em: 11 jun. 
2019.
3.4.1 Ordem de citação
Esses auxiliares são normalmente usados depois de uma notação de 
assunto. Também pode ser criada uma sequência baseada no lugar, citando o 
auxiliar de lugar primeiro, por exemplo: 
• 339.5(73) Comércio Exterior – EUA; (73)339.5 EUA – Comércio exterior. 
Os auxiliares de lugar também podem ser interpolados em um número da 
CDU para obtermos uma sequência desejada, por exemplo: 
• 354(44) Administração Central na França, 354 (44) 51 – Ministério da Justiça 
francês. 
Excepcionalmente, os auxiliares de lugar sozinhos podem ser adequados 
para classifi carmos alguns tipos de documentos em que o aspecto lugar seja o 
único provável de ser buscado (por exemplo: alguns mapas). 
144
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
3.4.2 Mais subdivisões
Em geral, a seção política da tabela a seguir (4/9) é subdividida até 
municípios, departamentos ou unidades administrativas equivalentes. Unidades 
menores podem ser representadas de duas maneiras: usando os auxiliares 
especiais em (1-2) e (1-3), no número para a unidade de nível mais alto (país, 
estado) ou para a unidade de nível mais baixo (condado, departamento etc.):
• (44) França, (44-2) Comunas da França, (44-37) Arrondissements da França 
(441,1), Departamento de Finistère, (441.1-2) Comunas de Finistère, (441.1-37) 
Arrondissements de Finistère.
Outros exemplos:
• 654.15(438) Telefonia fixa da Polônia. 
• 378.4(71) (091) A História das universidades canadenses. 
• 53(81+73) A Física do Brasil e dos Estados Unidos 656.7.
• (83/85) Tráfego aéreo entre Bolívia, Chile e Peru. 
• 639.411(816.4 Balneário Camboriú) Criação de Ostras em Balneário Camboriú, SC.
3.5 (=...) AUXILIARES COMUNS DE GRUPOS HUMANOS, 
ETNIAS E NACIONALIDADE – TABELA 1F
Os auxiliares comuns de grupos étnicos e de nacionalidade indicam 
a nacionalidade ou os aspectos étnicos de um assunto representado por um 
número de uma classe principal da CDU. Derivam principalmente dos Auxiliares 
comuns de língua =… (Tabela 1c) e também podem distinguir grupos linguístico-
culturais, por exemplo, (=111) Povos falantes de inglês (em oposição ao inglês 
como língua).
FIGURA 16 – AUXILIARES COMUNS DE GRUPOS HUMANOS, ETNIAS E NACIONALIDADES
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=11755&lang=pt>. Acesso em: 11 jun. 
2019.
http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=11755&lang=pt
TÓPICO 2 | TABELAS AUXILIARES
145
3.5.1 Nota de aplicação
A nacionalidade política pode ser representada, principalmente, por 
(=1:4/9) Pessoas que vivem em países do mundo moderno, derivando dos auxiliares 
comuns de lugar (4/9) (Tabela 1e), mas, pode ser que, para alguns assuntos, apenas 
os próprios auxiliares de lugar sejam suficientes. Para a antropogeografia especial 
como assunto principal, ver 572.9. 
3.5.2 Ordem de citação
Na ordem de citação, um auxiliar comum de grupo étnico ou nacionalidade, 
normalmente, segue um número principal da CDU. Contudo, é possível citá-lo 
no meio ou no início de um número composto se houver necessidade de agrupar 
os documentos ou referências por grupos étnicos ou de nacionalidade
 
Exemplo(s) de combinação:
• 398(=81) Folclore dos índios da América do Norte (ameríndios).
• -054 Pessoas segundo características étnicas ...
• 572.9 Antropogeografia especial...
3.6 “...” AUXILIARES COMUNS DE TEMPO. TABELA 1G
IMPORTANT
E
Os auxiliares comuns de tempo indicam a data ou período de um assunto 
representado por um número de uma classe principal. A base para a indicação do tempo 
é o calendário cristão, mas sistemas não cristãos de contagem de tempo também estão 
previstos (em "68" e "69"), assim como outros conceitos de tempo, por exemplo, as estações 
e o tempo geológico.
146
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
FIGURA 17 – AUXILIARES COMUNS DE TEMPO
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=11472&lang=pt>. Acesso em: 11 jun. 
2019.
3.6.1 Notação 
Na notação de calendário (ver "DATAS" a seguir), o ponto separa 
elementos de magnitudes diferentes (ano-mês-dia). Nos outros casos, ocorre um 
ponto após cada três dígitos, como é usual na CDU. A numeração não-hierárquica 
é introduzida pelo asterisco, por exemplo, em "327" para meses. Apenas números 
arábicos são utilizados, por exemplo, MM deve ser convertido para "2000". 
3.6.2 Ordem de citação 
O auxiliar é citado, normalmente, depois do número principal, mas como 
as aspas são biterminais, elas facilmente permitem a inversão da ordem ou a 
intercalação. Por exemplo: “música de câmara do século XIX ", normalmente, 
seria representada por 785.7"18", mas se quiser uma ordem de arquivamento que 
dê prioridade à data, então 785"18"7 será possível usar ou mesmo "18"785.7. 
Dentro do próprio auxiliar, os elementos de tempo são citados em ordem 
de magnitude decrescente. 
3.6.3 Datas
As datas são indicadas pela citação da notação do calendário comum, 
na ordem ano-mês-dia, entre aspas, por exemplo, "1898.12.11" 11 dezembro de 
1898 d.C. A ordem de magnitudes (começando com o maior e terminando com 
o menor) corresponde ao princípio da progressão do geral para o específico. Por 
razões de sistematização, o ano é sempre expresso por um número de quatro 
dígitos, o mês e o dia por números de dois dígitos. Os espaços sem significado são 
ocupados por zeros, por exemplo,"0435.08.04", 4 de agosto, 435 d.C. 
http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=11472&lang=pt
TÓPICO 2 | TABELAS AUXILIARES
147
3.6.4 Era cristã ou era comum e era pré-cristã 
Datas AEC (Antes da Era Comum, também conhecida como Antes 
de Cristo/a.C.) e EC (Era Comum, também conhecida como d.C.) podem ser 
distinguidas através da fixação de um sinal de subtração antes das datas a.C., por 
exemplo, "-0054" para 54 a.C. (opcionalmente, o sinal de mais às datas d.C., por 
exemplo, "0043" para 43 d.C.). O método de diferenciação só precisa ser usado 
quando as referências a ambos os tipos de data tiverem probabilidade de ocorrer. 
"-" e "+" podem ser utilizados sem datas para indicação das eras pré-Cristã e Cristã.
3.6.5 Séculos, décadas 
Os séculos e décadas podem ser representados por dois e três dígitos, 
respectivamente, por exemplo, "03", os anos 300 (de maneira mais vaga, o século 
IV). "19", os anos de 1900 (de maneira mais vaga, o século XX). "192", a década de 
1920 (1920-1929). "200" a primeira década do século XXI, ou seja, 2000-2009.
QUADRO 5 – EXEMPLOS DE APLICAÇÃO DA AUXILIAR COMUM DE TEMPO
FONTE: Santos (2009, p.11)
3.6.6 Períodos
Períodos de vários séculos, décadas ou anos podem ser representados 
pelos números iniciais e finais, utilizando o traço ou barra oblíqua, por exemplo, 
"04/14" do século V ao XV (a Idade Média). "1815/1830" o período de 1815 a 1830. 
"625/627" períodos glacial e pós-glacial. Quando uma das datas for indeterminada, 
ela será representada por três pontos, por exemplo, 94(100)".../18" a história 
mundial até o fim do século XIX. 94(100)"19/..." a história do mundo desde o 
início do século 20 em diante. 
148
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
3.6.7 Divisões de tempo menores
Se necessário, pode-se especificar a hora, minuto ou segundo exato em 
que ocorreu um evento utilizando notações de dois dígitos separados por ponto, 
por exemplo, "1898.12.07.15.46.03", 7 de dezembro de 1898 às 15 horas, 46 minutos 
e 3 segundos.
3.7 ESPECIFICAÇÃO DE ASSUNTO ATRAVÉS DE 
NOTAÇÕES QUE NÃOPERTENCEM A CDU
• introduzidas pelo asterisco *, tais notações de outros sistemas notacionais 
servem para atingir um nível de especificação do assunto que não seja possível 
representar através das notações da CDU; 
• especificação pelo acréscimo direto de letras A/Z para nomes próprios, suas 
abreviaturas e acrônimos e outras especificações que se façam necessárias.
3.7.1 * Asterisco
Tabela	1h	–	Símbolos criados localmente que não são da CDU.
Exemplo(s) de combinação:
• 523.4*433 Planetologia, planeta menor Eros (número autorizado IAU).
• 66 – 97*C150 Tecnologia química, características térmicas, temperatura de 
150 graus centígrados.
• 796.8*kg51 Desportos de combate (boxe): peso-mosca (até 51 kg).
3.7.2 (A/Z) Especificação alfabética – Tabela 1h
A especificação alfabética de nomes próprios, acrônimos e abreviaturas 
pode colocar-se depois de um número de CDU sem necessidade de uso de 
asterisco ou espaço em branco.
 
A especificação alfabética dos auxiliares comuns de lugar (Tabela 1e) 
deverá ficar entre parênteses. Pode ser conveniente usar abreviaturas em lugar 
dos nomes completos
 
Exemplo(s) de combinação:
TÓPICO 2 | TABELAS AUXILIARES
149
• (492UTR) Cidade de Utrecht.
• 334.72:621.3(430) AEG Empresa de equipamento eléctrico na Alemanha – 
AEG.
• 821.133.1MOL Obra literária de Molière.
• 929NAP1 Biografi a de Napoleão I (Bonaparte).
Na CDU online, ainda podemos observar que o 0... representa os 
auxiliares comuns de características gerais. Propriedades, materiais, relações. São 
-02 auxiliares comuns de propriedade, -03 auxiliares comuns de materiais, -04 
auxiliares comuns de relações, processos e operações e -05 auxiliares comuns de 
pessoas e características pessoais. 
FIGURA 18 – AUXILIARES NA CDU ONLINE
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?tag=---&lang=pt>. Acesso em: 11 jun. 
2019.
Vejamos o detalhamento dos auxiliares comuns de características gerais:
A)	-02	indicam	propriedades	gerais	ou	atributos	de	entidades
• Os auxiliares -02 são aplicáveis em toda a tabela principal. 
• Os auxiliares -02 não devem ser utilizados de forma independente ou citados 
em primeiro lugar em uma notação composta. 
• Eles são sempre usados como sufi xo de um número principal ou notação que 
expressa o assunto a ser qualifi cado. 
• Uma vez que existem algumas repetições de termos entre as várias tabelas 
auxiliares, há que tomar cuidado ao selecionar a aplicação correta, por exemplo, 
para distinguir entre o audiovisual como propriedade (métodos de formação 
em audiovisual classifi cados em 37.02-028.26) e como forma (um vídeo de 
formação classifi cado em 37.02 (086.8)).
B)	 -03	 indicam	os	materiais	 ou	 elementos	 constituintes	de	que	 são	 feitos	 os	
objetos	ou	produtos
• Os auxiliares -03 são aplicáveis em todas as classes principais quando o aspecto 
material é secundário ao assunto.
150
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
C)	-04 auxiliares	comuns	de	relações,	processos	e	operações	–	Tabela	1k
 
• Os auxiliares -04 indicam relações entre conceitos (particularmente em -042) 
e processos, atividades e operações em qualquer disciplina. São aplicáveis a 
todas as classes das tabelas principais. 
• Onde estes processos etc. já estão adequadamente indicados em uma classe 
principal, deve ser preferida essa notação.
• Deve haver cuidado com a distinção entre um processo como aspecto 
secundário de um assunto representado por uma classe principal e os casos 
em que o processo ou a atividade é o próprio assunto, por exemplo, avaliação 
da investigação e a metodologia em ciências sociais deverão ser classificadas 
usando -04 em 303.1-047.4 — em oposição à avaliação como técnica de gestão, 
indicada por um número principal, como é o caso de 005.96.
• Ordem de citação: os auxiliares -04 não devem ser usados de forma 
independente, ou citados em primeiro lugar em uma notação composta. Eles 
são sempre usados como sufixo de um número principal.
D)	-05 auxiliares	comuns	de	pessoas	e	características	pessoais	–	Tabela	1k
 
• Os auxiliares -05 indicam pessoas e suas caraterísticas.
• Os auxiliares -05 são aplicáveis às tabelas principais se o aspecto pessoal é 
secundário em relação ao assunto. Se para um determinado assunto, na tabela 
principal, não houver nenhuma subdivisão ou auxiliar especial para o aspecto 
pessoal, o próprio -05 pode ser utilizado para representar isso, por exemplo, 
324 Eleições, 324-05 Pessoas ligadas a eleições. 
• Os papéis de agente e paciente podem, normalmente, ser distinguidos por 
-051 ou -052, por exemplo, 324 Eleições, 324-051 Eleitores, votantes 324-052 
representantes eleitos, e com as demais características pessoais representadas 
pela adição da subdivisão apropriada de -053/-058, por exemplo, 324-052-055.2 
mulheres representantes eleitas. 
• Se as tabelas principais já tiverem um lugar para o aspecto pessoal, então as 
subdivisões de -053/-058 podem ser acrescentadas diretamente ao número, 
por exemplo, 070.42-057.13 jornalistas autónomos, 347.96-055.2 advogadas, 
616-083-055.1 enfermeiros do sexo masculino. Tal como acontece com todos os 
auxiliares comuns, as subdivisões -05 podem ser combinadas entre si ou com 
outros auxiliares, por exemplo, 64-053.6-055.2 pessoal doméstico adolescente 
do sexo feminino, 78.071-056.45(= 411.16) prodígios musicais judeus.
 
Exemplo(s) de combinação:
• 324-05 Pessoas com funções eleitorais.
• 324-051 Eleitores.
• 324-052 Representantes eleitos.
• 324-052-055.2 Representantes eleitos do sexo feminino.
151
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste	tópico,	você	aprendeu	que:
• As subdivisões auxiliares comuns consistem de tabelas numéricas nas quais 
os conceitos são enumerados e arranjados hierarquicamente. Assim, elas se 
parecem com as tabelas principais, mas distinguem-se pelos símbolos próprios 
que precedem ou encerram o número.
• O sinal de + (adição) é usado para ligar dois ou mais assuntos não consecutivos 
na tabela, o sinal/(barra oblíqua) é usado para ligar números consecutivos na 
tabela, o sinal de :: (dois pontos duplos) indica relação sem reversão, o sinal de 
dois pontos (:) indica a relação de dois assuntos e o de [ ] (colchetes) subordina 
assuntos secundários.
• Os auxiliares comuns possibilitam o inter-relacionamento entre assuntos e 
indicam características repetitivas, ou seja, aquelas que são aplicadas em todas 
as classes principais. São eles: auxiliar comum de língua, de forma, de lugar, 
de raça, de tempo, de ponto de vista, de materiais e de pessoas, incluem-se, 
também o asterisco e as extensões alfabéticas.
• Os auxiliares comuns de língua são representados pelo sinal (=) e indicam a 
língua ou a forma linguística de um documento cujo assunto é representado 
por um número principal. 
• Os auxiliares comuns de forma, representados pelo (=...), indicam a forma ou 
apresentação de um documento que trata de um assunto representado por 
um número principal. Eles não são usados para representar um assunto do 
documento. 
• Os auxiliares de lugar, indicados pelo sinal (0...), indicam o âmbito geográfico, 
localização ou outro aspecto espacial de um assunto indicado por um número 
de uma classe principal. 
• Os auxiliares comuns de tempo, indicados pelo sinal (...), indicam a data ou 
período de um assunto representado por um número de uma classe principal. 
• Os auxiliares de lugar (1/9) indicam o âmbito geográfico, localização ou outro 
aspecto espacial de um assunto indicado por um número de uma classe 
principal. 
152
• Os auxiliares comuns de grupos étnicos e de nacionalidade, (=...) — aspas 
parênteses um-a-nove, indicam a nacionalidade ou os aspectos étnicos de um 
assunto representado por um número de uma classe principal da CDU. 
• O * asterisco é para símbolos criados localmente, que não são da CDU.
• A especificação alfabética (A/Z) de nomes próprios, acrônimos e abreviaturas 
pode colocar-se depois de um número de CDU sem necessidade de usar 
asterisco ou espaço em branco.
153
AUTOATIVIDADE
1 Relacione os auxiliares comuns à funçãona Classificação Decimal Universal.
2 Faça a classificação utilizando os sinais das tabelas auxiliares:
a) Política, Direito e Medicina. 
b) Relações internacionais do Brasil e do Chile. 
c) Sódio. 
d) Física, Química e Geociências. 
e) Política e Biblioteconomia (não podem ser invertidos os temas). 
f) Matemática e Astronomia (ou vice-versa). 
1 Coordenação + Adição ( ) Indica a relação de dois assuntos nº simples, 
número comum. 
2 Ordenação :: ( ) Usado para ligar números consecutivos na 
tabela. 
3 Extensão/Barra oblíqua ( ) Indica relação sem reversão. 
4 Relação: dois pontos ( ) Usado para ligar dois ou mais assuntos não 
consecutivos na tabela.
154
155
TÓPICO 3
TABELAS PRINCIPAIS
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Neste tópico, conheceremos com mais detalhes as tabelas principais da 
CDU. Também traremos vários exemplos que podem ser remontados fazendo 
o passo a passo no processo de classificação. Busque refazer todos os caminhos 
apresentados, isso proporcionará um melhor aprendizado. Já devemos ter falado 
isso em alguma parte deste livro, mas é importante reforçar. O aprendizado de 
classificar é um processo que passa pela prática, e, principalmente, é diferente 
conforme a realidade e especificidade de cada instituição. Muitas vezes, na 
biblioteca, você vai utilizar notações prontas, e não fará todo o processo aqui 
detalhado. Contudo, como futuro bibliotecário, é fundamental que você conheça 
o processo em sua amplitude. 
2 TABELAS PRINCIPAIS
As tabelas principais são a espinha dorsal, que representa os conceitos 
contidos nas classes da CDU. Atualmente, a CDU possui nove classes, sendo oito 
especiais e uma geral. A Classe 4 está vaga desde 1960 (incorporada para a classe 
8) e está reservada a futuras expansões.
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
156
IMPORTANT
E
Vejamos a seguir as classes gerais da CDU. Elas, em geral, são as mais citadas em 
concurso de Biblioteconomia.
0 Generalidades. Ciência e Conhecimento. Organização. Informação. Documentação. 
Biblioteconomia. Instituições. Publicações.
1 Filosofia. Psicologia. 
2 Religião. Teologia.
3 Ciências Sociais. Estatística. Política. Economia. Comércio. Direito. Administração 
Pública. Forças Armadas. Assistência Social. Seguro. Educação. Folclore.
4 Vaga. 
5 Matemática, Ciências Naturais. 
6 Ciências Aplicadas. Medicina. Tecnologia. 
7 Artes. Recreação. Diversões. Esportes.
8 Língua. Linguística. Literatura.
9 Geografia. Biografia. História.
Segundo Mcllwaine (1995, p. 29), “ao classificar um documento, procede-
se à análise de assunto, e uma vez decidida a área de assunto, deve-se examinar 
a seção da classificação que trata daquela área”. 
DICAS
Se você tiver a versão impressa, vá primeiro no índice, depois nas tabelas. 
Sempre vá nas tabelas, mesmo que seja apenas para conferir a numeração apresentada no 
índice. Às vezes coincide de encontrarmos a notação completa.
 
A versão impressa do índice, apesar de não estar na tabela online (como falamos 
anteriormente, está em desenvolvimento), pode ser acessada na internet facilmente. Segue 
um dos links disponíveis: https://bibliotextos.files.wordpress.com/2014/07/cdu-c3adndice.pdf. 
Acesso em: 12 jun. 2019.
Para Mcllwaine (1995, p. 61):
Embora em uma visão panorâmica as classes principais da CDU 
pareçam com aquelas da Classificação Decimal Dewey, há muitos 
detalhes em que as duas classificações divergem. 
Isso acontece particularmente nas classes 5 e 6, em que foram 
aplicadas diversas classificações padronizadas para as ciências. Os 
detalhamentos das duas classes podem, no futuro, ser estendidos 
através do uso da classe 4, a qual está atualmente vazia na CDU. O 
conteúdo original da classe, Filologia e Linguística, foi fundido com a 
classe 8, ficando então Língua, Filologia e Literatura.
https://bibliotextos.files.wordpress.com/2014/07/cdu-c3adndice.pdf
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS
157
3 CLASSE 0 – GENERALIDADES
A classe Generalidades começa com seções que tratam do conhecimento 
geral, formas de comunicação e, particularmente, escrita e padronização.
Biblioteconomia e Ciência da Informação estão localizadas em 02 
e as Classes 01 e 03/08 são usadas para documentos que tratam de formas de 
publicação, como enciclopédias. Para expressar trabalhos em forma específi ca, 
devemos usar as divisões comuns de forma da Tabela Id. 
FIGURA 19 – CLASSE GENERALIDADE
FIGURA 20 – CLASSE 1 CDU
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=13358&lang=pt>. Acesso em: 11 jun. 
2019.
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=15164&lang=pt>. Acesso em: 11 jun. 
2019.
4 CLASSE 1 – FILOSOFIA & CLASSE 2 – RELIGIÃO
A Classe 1 aborda a Filosofi a, que trata de conceitos básicos como 
conhecimento, beleza, conduta etc. Também documentos que tratam de tais 
conceitos através do desenvolvimento de teorias e princípios baseados em 
conhecimentos ou especulações científi cas. 
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
158
Já a Classe 2 trata dos temas de religião. “Cobre os mesmos tópicos, porém 
em diferentes contextos, como divindade, adoração e salvação. Livros escritos 
com determinado ponto de vista vão para a Casse 2” (MCLLWAINE, 1998, p. 61).
FIGURA 21 – CLASSE 2 CDU
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=15164&lang=pt>. Acesso em: 11 jun. 
2019.
5 CLASSE 3 – CIÊNCIAS SOCIAIS
As Ciências Sociais contêm os assuntos mais controversos para se chegar a 
uma concordância internacional, sendo que as diversas terminologias e tendências 
geram os maiores problemas. Política e educação são duas áreas em que isso 
ocorre. A criação de uma classificação que seja aceitável internacionalmente nas 
áreas é extremamente difícil. 
Segundo Mcllwaine (1998, p. 66), são dois os problemas com terminologia:
 
• Existem áreas dentro das ciências sociais, como antropologia, em 
que especialistas, usando a mesma língua, não usam os mesmos 
termos, fator que se toma ainda mais problemático com a barreira 
da língua. 
• A segunda dificuldade é a dispersão inevitável de conceitos dentro 
de várias áreas, o que torna essencial o cuidado na ordem de citação 
e na aplicação de notações sintetizadas incluindo auxiliares. 
As Tabelas Ik-05 – Auxiliares comuns de pessoas e If – Auxiliares comuns 
de grupos éticos são particularmente úteis na Classe 3. 
http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=15164&lang=pt
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS
159
Os elementos principais das ciências sociais são arranjados na CDU na 
forma a seguir, com os termos da área principal em letras maiúsculas, relacionando 
conceitos que são próximos, mas não contíguos no esquema.
“Não se trata de uma cópia precisa dos termos enumerados de um texto 
oficial. Mostra, porém, como assuntos relacionados são colocados em classes 
diferentes” (MCLLWAINE, 1998, p. 66).
FIGURA 22 – ESPECIFICIDADES DA CLASSE 3
FIGURA 23 – CLASSE 3 CDU ONLINE
FONTE: Mcllwaine (1998, p. 66)
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=15164&lang=pt>. Acesso em: 11 jun. 
2019.
http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=15164&lang=pt
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
160
6 CLASSE 5 E 6 – MATEMÁTICAS E CIÊNCIAS 
NATURAIS E CIÊNCIAS APLICADAS, MEDICINA, 
TECNOLOGIA
As Classes 5 e 6 possuem uma relação muito próxima e são as duas 
seções mais usadas na classifi cação. Elas cobrem as ciências puras e aplicadas 
e demonstram claramente os desenvolvimentos ocorridos no século passado. 
As notações podem ser extensas e complexas, refl etindo a complexidade dos 
assuntos classifi cados. 
FIGURA 24 – CLASSE 5 DA CDU ONLINE
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=25403&lang=pt>. Acesso em: 11 jun. 
2019.
De uma maneira geral, a Classe 5 representa a disposição tradicional das 
ciências físicas ou inanimadas e, em seguida, das ciências animadas ou da vida. 
Uma seção foi criada em 50414 para acomodar o crescente interesse em assuntos 
relativos ao meio ambiente. A seção tem conexões óbvias com outras partes da 
classifi cação, particularmente Ciências Biológicasem 57/59.
Há um considerável uso das subdivisões auxiliares especiais e pouco 
espaço para expansão da notação, particularmente na Classe 6 – Tecnologia. 
As classes são muito usadas pelos especialistas de instituições que têm grande 
quantidade de material classifi cado pela CDU. Isso signifi ca que a série de 
conceitos expressos pelo esquema é utilizada amplamente e, consequentemente, 
uma reorganização total da seção não parece ser interessante para os usuários 
antigos.
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS
161
FIGURA 25 – CLASSE 6 NA CDU ONLINE
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=37275&lang=pt>. Acesso em: 11 jun. 
2019.
7 CLASSE 7 – ARTES, RECREAÇÃO, DIVERSÕES, 
ESPORTES
Classe 7 começa com uma tabela especial muito extensa, especificando 
subdivisões especiais que se aplicam em toda a classe, exceto em 77 – Fotografia. 
Há aspectos estéticos, de forma e características, técnicas, ferramentas, 
equipamentos e acomodações, materiais e preservação, cuidado e reprodução.
Entre as subdivisões estão aquelas em .03, cobrindo períodos, fases, 
escolas, estilos e influências. À primeira vista, pode parecer que há alguns 
conflitos entre as subdivisões e as providas na Tabela Ig – Auxiliares Comuns 
de Tempo. Não é verdade, e estes números devem ser usados, uma vez que 
permitem pontos de agrupamento para conceitos como Renascença. 
Se houver necessidade de maior precisão, tanto com relação ao tempo 
quanto ao lugar, o número .03 pode ser ampliado com os dois auxiliares 
apropriados, as Tabelas Ie e Ig – Auxiliares Comuns de Lugar e Tempo, 
respectivamente. Se necessário, os auxiliares de lugar ou tempo podem ser 
intercalados.
http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=37275&lang=pt
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
162
FIGURA 26 – CLASSE 7 CDU ONLINE
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=64676&lang=pt>. Acesso em: 11 jun. 
2019.
8 CLASSE 8 – LÍNGUA. LINGUÍSTICA. LITERATURA
A classe combina Língua, Linguística e Literatura, uma fusão de duas 
classes colocadas originalmente em 4 e 8. Assuntos gerais de filologia, linguística 
e literatura são colocados em 80. Estes são seguidos de filologia, que se inicia com 
prosódia. A prosódia de línguas específicas é classificada com a língua em 811. 
Aqui são colocados assuntos gerais como:
• 801.66(03) Dicionários de rimas. 
• 801.653 Acentuação em construção de versos. 
• 801.665 Padrões de rima em estribilho.
E formas de verso como:
• 801.672 Sáficas. 
• 801.675.2 Rima na oitava. 
• 801.677.1 Formas de versos.
• 801.7/.8 Tratam das ciências auxiliares e estudos de filologia, como fontes orais 
e textos escritos.
http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=64676&lang=pt
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS
163
FIGURA 27 – CLASSE 8 NA DCU ONLINE
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=67277&lang=pt>. Acesso em: 11 jun. 
2019.
9 CLASSE 9 – GEOGRAFIA, BIOGRAFIA E HISTÓRIA
As tabelas da Classe 9 são concisas e utilizam muito a síntese e tabelas 
auxiliares, especialmente a Tabela Ie – Auxiliares Comuns de Lugar. As datas são 
dadas apenas de maneira geral sob a história individual dos países, e por isto, 
precisam de ampliação por meio da Tabela Ig – Auxiliares Comuns de Tempo. 
A classe inicia com uma seção sobre Arqueologia em 902, que quase sempre 
necessita de ampliação, por exemplo, em técnicas arqueológicas, utilizando os 
dois pontos e outras seções da classificação, especialmente partes das classes 5 e 
6. Pré-história e Ruínas pré-históricas, incluindo objetos, são colocados em 903, 
que podem ser expandidos com as tabelas de auxiliares comuns, por exemplo:
• 903 "633" Período mesolítico 
• 903-032.42 Artefatos de ouro pré-histórico
Além disto, 903 contém três auxiliares especiais: 
1) Introduzido pelo hífen e derivado de 62-4 para forma e estrutura dos restos. 
2) Introduzido por .0 para objetos de acordo com o material e formato. 
3) Introduzido pelo apóstrofo, para tipos de cultura. Isso permite a expressão de 
conceitos como:
• 903.23.02 Urnas de cerâmica modelada. 
• 903.24'15 Vestuário de culturas nômades. 
• 903.25-408.66.02 Vasos de formas irregulares de tomo de cerâmica. 
• 903.7'16 Altares de culturas agrícolas avançadas.
http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=67277&lang=pt
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
164
FIGURA 28 – CLASSE 9 CDU ONLINE
FONTE: <http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=68076&lang=pt>. Acesso em: 11 jun. 
2019.
10 ORDEM DE CITAÇÃO 
A ordem de citação busca uma representação uniforme e correta da 
sequência de símbolos na formação de uma notação. Silva e Ganim (1994) sugerem 
a ordem de citação descrita no quadro a seguir. 
QUADRO 6 – ORDEM DE CITAÇÃO PARA DOCUMENTOS COM DOIS OU MAIS AUXILIARES DA 
CDU
FONTE: Silva e Ganim (1994, p. 65)
http://www.udcsummary.info/php/index.php?id=68076&lang=pt
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS
165
A posição do asterisco, das letras e do apóstrofo condiciona-se e varia 
conforme a notação a que se refere. Adverte-se que a ordem de citação apresentada 
é apenas uma recomendação que visa estabelecer um procedimento único. 
Devido às características da CDU, especialmente na formação dos conceitos e 
forma de citação, sugere-se a adoção de uma política de classificação para evitar 
procedimentos diferenciados em uma mesma situação. 
Portanto, a ordem de citação é flexível especialmente em situações 
pontuais e para evitar a construção de conceitos falsos. Vejamos os exemplos de 
Santos (2009, p. 17): 
• A “ordem dos fatores não altera o produto” – a única diferença é em 
relação à ênfase (ordem de classificação): 7“16” (81) Arte do século 
XVII no Brasil. 7(81) “16” Arte no Brasil do século XVII. 
• A “ordem altera o produto”: a ordem altera os conceitos 
representados. 811.134.3-31(81) romance em português no Brasil. 
811.134.3(81) -31 romance brasileiro. 
10.1 INTERCALAÇÃO 
Recurso usado pela CDU que permite ao classificador estabelecer critérios 
diferenciados de ordenação do acervo de acordo com a ênfase que se deseja 
dar. É possível que algumas subdivisões auxiliares independentes possam ser 
empregadas como prefixo ou infixo de uma notação: “em outras palavras, certos 
auxiliares podem interromper o número principal, criando um composto” (CDU, 
1987 apud SANTOS, 2009, p. 17), por exemplo:
 
• 622.341.1(430) – conforme ordem de citação;
• 622.341(430).1 – ordem de intercalação; 
• 622(430).341.1 – ordem de intercalação; 
• (430)622.341.1 – ordem de intercalação;
11 ORDEM DE ARQUIVAMENTO 
Ao contrário da ordem de citação, a ordem de arquivamento é compulsória, 
ou seja, padronizada. Se a classificação utilizar os auxiliares independentes 
(aqueles que podem ser citados primeiramente), siga essa ordem de arquivamento:
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
166
QUADRO 7 – ORDEM DE ARQUIVAMENTO
FONTE: Santos (2009, p. 18)
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS
167
LEITURA COMPLEMENTAR
Paul	Otlet:	biografia	e	legado
Marcia Silveira Kroeff
Miriam C. C. M. M. Mattos
Críchyna da Silva Madalena
Introdução 
Repito: meus documentos formam um todo. Cada parte está relacionada, e 
juntas, elas compõem uma obra única...Meus arquivos, ‘mundaneum’, uma 
ferramenta projetada para o conhecimento mundial. Mantenha-os. Faça com 
eles o que eu faria. Não os destrua (OTLET).
Poder falar sobre a vida e obra de Paul Otlet é, para nós, uma grande honra. 
Não apenas pela importância do seu legado para a área de Biblioteconomia, mas 
também pela sua trajetória de vida, que se traduz em uma incrível sensibilidade 
e preocupação com a organização da informação mundial e acessibilidade ao 
conhecimento. Um idealista, um sonhador de uma sociedade melhor, onde 
o conhecimento é a grande fonte de vida, de energia e do saber. Um teórico 
brilhante, pacifista e, ao mesmo tempo, ativista social. Eis algumas características 
de Paul Otlet. 
Difícil escrever em poucas páginas uma vida tão rica em experiências e 
significados. No presente capítulo, o objetivo central é traçar uma linha do tempo 
com baseem fontes de referências, mostrando sua trajetória, suas lutas e seu 
legado. 
Para tanto, precisamos definir um ponto de partida. E a seis mãos, fizemos 
um levantamento dos artigos e outros documentos que trouxessem dados mais 
voltados à biografia de Otlet que pudessem contribuir para nossa retórica. No 
caminho, lembramos de um material muito especial, referimo-nos ao vídeo 
“L’Homme qui voulait classer le monde” (o homem que queria classificar o mundo). 
Um documentário Francês, da década de 1970, com conteúdo espetacular. 
Acreditamos ser o mais completo documento acerca de sua biografia, uma 
vez que os textos ali incluídos são originais, do acervo pessoal de Paul Otlet, 
constituindo o que ele mesmo traduziu em “Mundaneun”. Assim, decidimos que 
o documentário seria a nossa base para o desenvolvimento do presente relato. 
Destacamos que grande parte das imagens foi retirada desse material, bem como 
a maioria das citações, que são do próprio Paul Otlet. Esclarecemos ainda que 
citações que traduzem falas do próprio Otlet, assim como os diálogos com ele, 
aparecem no nosso texto com destaque em itálico.
Enfim, esperamos abordar de forma mais literária, do que propriamente 
acadêmica, a vida e a obra daquele que é considerado, por muitos, o fundador da 
Ciência da Informação e da Documentação. 
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
168
Verdade é que, à medida em que as leituras foram sendo realizadas, 
nos vimos muito envolvidos com o personagem, havendo uma descoberta (ou 
redescoberta, se levarmos em conta a época de nossos cursos de graduação) de 
Otlet e uma admiração profunda por sua conduta, inteligência e obra.
Infância e adolescência
Figura 1: Paul Otlet e sua mãe
Figura 2: Paul Otlet quando criança.
Fonte: L’HOMME (1970)
Fonte: L’HOMME (1970)
Paul Otlet nasceu em 23 de agosto de 1868, em Bruxelas, na Bélgica, cidade 
natal também de seus pais. Sua mãe Maria morreu aos 24 anos, quando Otlet ainda 
era muito pequeno, aos três anos de idade, sendo criado por seu pai, Édouard Otlet.
Édouard Otlet foi senador de um partido independente com laços 
com o catolicismo. Um homem de negócios, envolvido no ramo da indústria 
do transporte. Coordenava projetos de ferrovias e bondes em várias regiões 
do mundo como na Rússia, Argentina e até aqui no Brasil. Ele acreditava que 
a melhor educação para seus fi lhos seria fora da escola, espaço considerado 
sufocante. Para suprir as necessidades educacionais de Paul Otlet e seu irmão 
Maurice, contratou tutores, e o ambiente rodeado de livros ajudou a consolidar 
sua paixão pela leitura e escrita. 
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS
169
Figura 3: Pai de Paul Oltet
Fonte: L’HOMME (1970)
Sobre esse período, Paul Otlet registra em seu diário: Meu pai não estava 
excessivamente preocupado com os detalhes da minha educação e simplesmente 
queria liberdade para mim. Como não fomos para a escola, não tivemos amigos. 
Talvez isso tenha sido como eu desenvolvi meu gosto para isolamento e estudo. 
Eu sempre me vi sendo atraído para o papel e a escrita (OTLET).
Figura 4: Paul Otlet e seu irmão
Figura 5: Casa de Paul Otlet, em Bruxelas
Fonte: L’HOMME (1970)
Fonte: L’HOMME (1970)
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
170
Paul foi para a escola pela primeira vez com 11 anos de idade, em Paris, 
onde morou por um tempo com seu pai e irmão (em decorrência de problemas de 
saúde do seu pai). Lá frequentou uma escola jesuíta, onde permaneceu durante 
os três anos seguintes. A família, em seguida, retornou a Bruxelas, e Paul estudou 
no prestigioso Collège Saint-Michel, até terminar o ensino médio.
“A nossa propriedade em Bruxelas foi o chalé onde realizei meus estudos. No 
segundo andar estava a minha sala de trabalho, e meu quarto de coletas era no piso térreo", 
relata Paul Otlet.
Sua paixão pelos livros e pelas coleções logo foi notada, o que possibilitou 
a ele ser nomeado bibliotecário em Bruxelas com apenas 15 anos. Ficara radiante 
com a notícia e registrara. 
Figura 6: Entrada da Biblioteca do Colégio Saint-Michel em Bruxelas
Fonte: L’HOMME (1970)
“Eu poderia me trancar na biblioteca, olhar os livros, ler tudo o que eu queria e 
folhear o catálogo, que para mim era milagroso, este instrumento que me permitia usar 
todos aqueles livros. Assim foi como nasceram os meus primeiros pensamentos sistêmicos” 
(OTLET).
Paul Otlet também relata a compra de uma ilha (Ilha do Levante) pelo pai, 
o que o deixou muito animado.
Cerca de um ano e meio atrás meu pai me informou que ele tinha comprado a 
Ilha do Levant, a última das ilhas, no Mar Mediterrâneo. Uma ilha! Chegar 
lá de barco! Ser Robinson Crusoé! Ah, que planos nós inventamos, que sonho, 
possuir uma ilha! Querendo saber tudo que havia para saber sobre a ilha, isso 
foi o que me fez o enciclopedista que eu sou. Obrigado a passar um inverno lá 
com meu irmão, eu trouxe de volta minhas notas como prova de que eu tinha 
continuado a trabalhar por conta própria (OTLET).
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS
171
O	jovem	Paul	Otlet
Se na infância seu pai primou pela liberdade escolar, em sua juventude 
este lhe faz um pedido, para que fi zesse direito, pois, sendo primogênito, cabia a 
ele cuidar dos negócios da família.
Segundo Otlet, seu pai disse: 
Você pode estudar qualquer outra coisa que você gosta, mas estude 
Direito. Você é o mais velho e eu posso desaparecer amanhã. A 
fortuna da família inteira está nos negócios, e pode ser um desastre 
se as transações forem mal estabelecidas. Você deve ser capaz de me 
substituir, pelo menos até os mais jovens poderem tomar posse.
Figura 7: Paul Otlet na adolescência.
Fonte: L’HOMME (1970)
Seguindo o conselho de seu pai, Paul Otlet estuda direito na Universidade 
Católica de Louven e na Universidade Livre de Bruxelas, onde colou grau em 15 
de julho de 1890. 
Otlet logo fi cou insatisfeito com sua carreira jurídica e começou a se 
interessar pela bibliografi a. Ele trabalha para descobrir a própria voz e revela-se 
plenamente em inúmeros diários pessoais.
O que eu faço? Um monte de coisas e nada de nada. Não consigo me controlar. 
Eu desperdiço meu tempo em vez de concentrar. Eu assumi uma carreira 
profi ssional quando tudo o que eu sempre realmente amei eram estudos 
teóricos. Eu sou um pobre pretexto de um advogado (OTLET).
Em 1890 ele se casa com Fernande Glenaire e, aos 23 anos, Otlet é um 
jovem rico com um doutoramento em Direito, mas detesta Direito. É um recém-
casado sem muita paixão por sua esposa e em breve será pai de duas crianças, 
Marcel e Jean.
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
172
Figura 8: Filhos de Paul Otlet
Figura 8: Filhos de Paul Otlet
Fonte: L’HOMME (1970)
Fonte: L’HOMME (1970)
Paul Otlet também passa a se dedicar à arquitetura. A mansão particular 
construída em 1900 (Figura 9) é a única realização arquitetônica de Paul Otlet que 
ainda existe hoje.
Durante anos, paralelamente ao seu trabalho bibliográfi co, Paul Otlet 
também esteve envolvido na criação de um modelo de comunidade de praia em 
uma das propriedades familiares com cerca de 65 hectares.
Eu criei o West End, o moderno beach resort belga nas dunas que, por uma 
longa temporada, serviram como um dos nossos campos de caça. Lá eu era 
capaz de realizar meus sonhos arquitetônicos em grande escala, de fazer algo 
novo e original, ainda trabalhando com Van Rysselberghe. Nos 60 hectares da 
propriedade, seremos capazes de erguer 70 vilas ao longo do quebra-mar, 800 
casas de campo nas ruas de dentro e 260 casas isoladas no parque das dunas. 
Todos os estilos são admissíveis, mas devemos tentar evitar, tanto quanto 
possível, o pomposo e solene, que estão fora de sincronia com o simples e estilo 
de vida que se leva à beira-mar (OTLET).
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS
173
Figura 10: Vila projetada por Paul Otlet
Figura 11: Paul Otlet e sua segunda esposa, Cato
Fonte: L’HOMME (1970)
Fonte: L’HOMME (1970)
Foi um período para a família de Otlet. No West End eles continuam a se 
sentir em casa. 
A propriedade de praiacontinua a ser um domínio privado, que é dizer, uma 
propriedade privada. Tendo sido estabelecido sem qualquer interferência por 
parte das autoridades públicas, serviços coletivos são organizados. Serviços 
itinerantes para manutenção de estradas e limpeza de valas, supervisão de 
banhos, construção de instalações elétricas para iluminação de avenidas 
e casas de campo, organização de correspondência, serviços de telégrafo e 
telefone, criação de um comitê do festival para a diversão dos jovens e velhos, 
assim como especialmente uma praia para crianças [...] (OTLET).
Cabe salientar que West End foi completamente destruída durante a 
Primeira Guerra Mundial. Nada restou do sonho da família, da utopia em 
miniatura.
Em 1912, Paul Otlet se divorcia e se casa com Cato Van Nederhasselt, e na 
parte de trás da sua foto, ele escreve 'um par amoroso e amado'.
UNIDADE 3 | CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
174
A parceria com Henry La Fontaine
Figura 12: Paul Otlet e Henri La Fontaine
Fonte: L’HOMME (1970)
Otlet fi nalmente encontra sua voz. Ele começa a trabalhar na sua magnum 
opus1, nunca desistir. Ele se torna mais próximo de Henry La Fontaine, um 
também advogado, catorze anos mais velho, que conheceu em 1891.
La Fontaine, naquela época, parecia ter uma personalidade misteriosa para a 
pessoa comum da rua. Ele era um advogado como eu e tinha uma fortuna pessoal, como 
eu tinha. Ele também tinha uma completa falta de consciência social, assim como eu. No 
entanto, ele era um wagneriano, pacifi sta e feminista, que eu não era (OTLET).
Otlet e La Fontaine compartilham interesses na bibliografi a e nas relações 
internacionais. Essa se tornou uma amizade para toda vida.
O legado de Paul Otlet: Instituto Internacional de Bibliografi a
Na Europa, a crise causada na bibliografi a pela proliferação 
dos periódicos inspira Otlet à fundação, em 1892, do Escritório 
Internacional de Bibliografi a, em parceria com Henri La Fontaine 
[...]. Três anos mais tarde, o escritório foi transformado em Instituto 
Internacional de Bibliografi a (IIB) – tornando-se referência na Europa 
Ocidental na construção da Ciência da Informação (ALVARRES; 
ARAÚJO JÚNIOR, 2010, p. 2). 
“Em 1895, La Fontaine e eu criamos o Instituto Internacional de Bibliografi a. Não 
demorou muito para o Instituto tornar-se a mim e eu me tornei o Instituto” (OTLET).
1 Grande trabalho, em latim.
TÓPICO 3 | TABELAS PRINCIPAIS
175
Figura 13: Paul Otlet e Henri La Fontaine na criação do Instituto Internacional de Bibliografi a
Fonte: L’HOMME (1970)
Em 1896 Otlet criou um serviço de perguntas e respostas. Para tanto, 
contratou funcionários e estabeleceu um serviço de pesquisa pago que permitia 
que qualquer pessoa do mundo fi zesse uma pergunta por telegrama ou correio, 
uma espécie de serviço de busca analógico. Surgiram perguntas vindas de todo o 
mundo. Cabe ressaltar que em 1912 o serviço atingiu a marca de 1,5 mil consultas 
ao ano.
Figura 14: Índice do Instituto Internacional de Bibliografi a
Fonte: L’HOMME (1970)
FONTE: KROEFF, M. S.; MATTOS, M. C.; MADALENA, C. Paul Otlet: Biografi a e Legado. In: 
PEREIRA, A. M.; KROEFF, M. S.; CORREA, E. C. D. As contribuições de Paul Otlet para a 
Biblioteconomia. Florianópolis: ACB, 2018. p. 17-30. Disponível em: https://www.acbsc.org.br/
wp-content/uploads/2018/08/EBOOK-Paul-Otlet-ACB-vers%C3%A3o-fi nal-revisada-22-08-2018.
pdf. Acesso em: 6 jun. 2019. 
176
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste	tópico,	você	aprendeu	que:
• A tabela principal é a espinha dorsal, que representa os conceitos contidos nas 
classes da CDU. Atualmente, a CDU possui nove classes, sendo oito especiais e 
uma geral. A Classe 4 está vaga desde 1960 (incorporada para a classe 8) e está 
reservada a futuras expansões.
• A Classe 0 – Generalidades começa com as seções que tratam do conhecimento 
geral, formas de comunicação e, particularmente, escrita e padronização.
• A Classe 1 aborda a Filosofia, que trata de conceitos básicos como conhecimento, 
beleza, conduta etc. Ainda, documentos que tratam de tais conceitos através 
do desenvolvimento de teorias e princípios baseados em conhecimentos ou 
especulações científicas localizados na classe.
• A Classe 2 trata dos temas de Religião, cobre os mesmos tópicos, porém em 
diferentes contextos, como divindade, adoração e salvação. Livros escritos com 
determinado ponto de vista vão para a Classe 2.
• As Ciências Sociais contêm os assuntos mais controversos para se chegar a uma 
concordância internacional, sendo que as diversas terminologias e tendências 
geram os maiores problemas. Política e educação são duas áreas em que isso 
ocorre. A criação de uma classificação que seja aceitável internacionalmente 
nas áreas é extremamente difícil.
• As Classes 5 e 6 possuem uma relação muito próxima e são as duas seções 
mais usadas na classificação. Elas cobrem as ciências puras e aplicadas e 
demonstram claramente os desenvolvimentos ocorridos no século passado. 
As notações podem ser extensas e complexas, refletindo a complexidade dos 
assuntos classificados.
• A Classe 7 começa com uma tabela especial muito extensa, especificando 
subdivisões especiais que se aplicam em toda a classe, exceto em 77 – Fotografia. 
Há aspectos estéticos, de forma e características, técnicas, ferramentas, 
equipamentos e acomodações, materiais e preservação, cuidado e reprodução.
• A Classe 8 combina Língua, Linguística e Literatura, uma fusão de duas classes 
colocadas originalmente em 4 e 8. Assuntos gerais de filologia, linguística e 
literatura são colocados em 80. Estes são seguidos de filologia, que se inicia 
com prosódia.
177
• As tabelas da Classe 9 são concisas e utilizam muito a síntese e tabelas 
auxiliares, especialmente a Tabela Ie – Auxiliares Comuns de Lugar.
• A ordem de citação busca uma representação uniforme e correta da sequência 
de símbolos na formação de uma notação.
• A ordem de intercalação é o recurso usado pela CDU, que permite ao 
classificador estabelecer critérios diferenciados de ordenação do acervo de 
acordo com a ênfase que se deseja dar. Assim, algumas subdivisões auxiliares 
independentes podem ser empregadas, como o prefixo ou o infixo de uma 
notação.
• Ao contrário da ordem de citação, a ordem de arquivamento é compulsória, ou 
seja, padronizada. 
178
AUTOATIVIDADE
1 A Classificação Decimal Universal (CDU) originou-se da Classificação 
Decimal de Dewey (CDD), sendo uma simples tradução, mantendo um 
sistema enumerativo. 
( ) Certa. 
( ) Errada.
2 A CDU é divulgada através de edições desenvolvidas, médias, abreviadas, 
condensadas.
( ) Certa. 
( ) Errada.
3 A segunda edição desenvolvida, com o nome de Classification Décimale 
Universelle, foi publicada pelo IIB em 1927, em francês, contendo, 
aproximadamente, 70.000 subdivisões. 
( ) Certa. 
( ) Errada.
4 Atualmente, a CDU é administrada pelo Consórcio UDC.
( ) Certa. 
( ) Errada.
5 Em que consiste a ordem de intercalação?
179
REFERÊNCIAS
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Naudé: notas transversais pela lente e episteme da bibliografia e da bibliofilia. 
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