A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
88 pág.
62 - APOSTILA - MERCADO DE CAPITAIS

Pré-visualização | Página 4 de 20

I Mercado Financeiro e o Sistema Financeiro Nacional
3. TIPOS DE INVESTIMENTOS, FORMAS DE REMUNERAÇÃO, IMPOSTOS
Os investimentos são instrumentos utilizados para se obter um desenvolvimento ou 
uma multiplicação das finanças, recursos ou fatores onde é aplicado, seja um investimento 
empresarial, governamental ou financeiro. Segundo Assaf Neto (2014) o investimento tem 
como objetivo o crescimento de capital em opções que requerem o aumento efetivo da 
capacidade produtiva de uma país, determinando maior capacidade futura podendo gerar 
riqueza.
O intuito de obter ganhos futuros, sempre superiores aos valores aplicados, 
relacionado a um nível de viabilidade e atratividade, faz do investimento uma maneira de 
se maximizar as riquezas e alcançar os retornos desejados de uma aplicação. Segundo 
Gitman e Joehnk (2005) o investimento é considerado qualquer instrumento na qual os 
fundos disponíveis são colocados com expectativa de render positivamente. Esses retornos 
positivos dos investimentos recebidos são divididos em duas formas básicas: rendimento 
corrente e o valor agregado.
Fazem parte do processo de investimentos: as empresas, indivíduos e o governo, 
sendo considerados os três elementos essenciais. Para Gitman e Joehnk (2005) cada um 
pode agir como fornecedor e demandante de fundos. A economia necessita para seus 
crescimento, que os fundos devem estar disponíveis a indivíduos qualificados, empresas 
e ao governo. Os investimento podem se dar de diversas maneiras, além das tradicionais 
que são no mercado financeiro e em companhias, existem outros instrumentos que são 
18UNIDADE I Mercado Financeiro e o Sistema Financeiro Nacional
utilizados pelos investidores, sendo mais popular os investimento em imóveis que consistem 
na compra, venda e valorização de residências e terrenos, moedas digitais e etc.
Os investidores possuem a sua disposição uma grande quantidade de possibilidades 
de investimento dentro do mercado financeiro, na qual, a partir de suas análises e as suas 
pretensões, podem fazer suas escolhas. Os investimentos podem ser classificados em 
diversos tipos, sendo os mais conhecidos os de renda fixa e renda variável.
3.1. Instrumentos Financeiros de Renda Fixa 
No mercado de renda fixa, como o próprio nome sugere, encontram-se os produtos 
de terra firme, ou seja, os que possuem rentabilidade, quase, que garantida. De acordo 
com Lima et al (2006) o termo renda fixa é utilizado para as aplicações que definem a taxa 
de juros pré-estabelecida para ser aplicada ou, ainda, indicam um índice que será aplicado 
para corrigir o principal. Nos instrumentos financeiro de renda fixa, o tomador e o aplicador, 
sabe do valor que é investido, qual será a rentabilidade da operação, uma vez que a taxa 
é divulgada, ou através de um índice, mesmo que embora não tenha sido definido para a 
data do resgate, indicando assim qual será a correção aplicada ao principal. No mercado 
financeiro brasileiro dispõe de distintos tipos de investimentos, cada um com seu grau de 
risco, retorno e liquidez.
Segundo Lima et al (2006) os ativos de renda fixa, são considerados mais seguros, 
por isso normalmente são procuradas pelas classes de renda mais baixas, por terem uma 
menor complexidade para se entenderem e aceitarem quantias iniciais menores. Porém, 
por conta dessas garantias, estes produtos apresentam menor risco de perdas, logo, sua 
rentabilidade é menor que os instrumentos de renda variável. 
3.1.1. Caderneta de Poupança
A poupança é uma aplicação muito difundida no Brasil e contempla especialmente 
o aplicador e investidores que não desejem correr risco e que tem pouco capital para 
investimento (FRANKENBERG, 1999). Para Fortuna (2005), essa aplicação é a mais 
simples e tradicional, sendo uma das poucas, senão a única, em que se podem aplicar 
pequenas somas e ter liquidez diária, apesar de se perder a rentabilidade para saques fora 
da data de aniversário. A caderneta de poupança é remunerada mensalmente, por uma 
taxa de juros estabelecida em 0,5% ao mês mais a variação da TR (Taxa referencial) na 
data de aniversário da aplicação, assim, deduz-se que a rentabilidade do ativo dá-se de 
acordo com a quantia de dias úteis no mês e a variação da TR no período. 
19UNIDADE I Mercado Financeiro e o Sistema Financeiro Nacional
Segundo Fortuna (2005), Esse tipo de investimento pode ser realizado tanto por 
pessoas físicas quanto as jurídicas. Para o investidor que deseja aplicar em uma caderneta 
de poupança, a mesma poderá ser aberta em qualquer dia do mês. Quanto da remuneração 
da mesma, para pessoas físicas e pessoas jurídicas sem fins lucrativos, dá-se mensalmente, 
sem a cobrança de tributação (imposto de renda), já para as empresas, a rentabilidade 
passa a ser trimestral, tributadas pelo imposto de renda conforme legislação específica. 
3.1.2. Certificados de Depósitos Bancários – CDB
Os Certificados de depósitos bancários são títulos de renda fixa, oficialmente 
conhecida como depósitos a prazo, que somente podem ser emitidos por bancos comerciais, 
bancos múltiplos e bancos de investimento. Conforme Brito (2005) define o objetivo 
principal do CDB é captar recursos para serem repassados, geralmente, em operações de 
crédito. Em alguns casos os recursos captados por meio desses produtos são utilizados na 
constituição de posição própria da instituição, mediante a aplicação em outros produtos no 
mercado financeiro. 
Estes títulos podem ser pré ou pós-fixados. Os pré-fixados têm sua remuneração 
definida no ato da aplicação. Já os pós-fixados têm a forma de cálculo definida no momento 
da aplicação. Não existe prazo máximo para manter os recursos aplicados em CDB, já 
o prazo mínimo é de 30 dias, porém o impacto do imposto de renda sobre este tipo de 
instrumento ele está diretamente ligado ao prazo de aplicação. 
Para o CDB e CDI as alíquotas do Imposto de Renda segue as seguintes regras:
• Aplicações de até 180 dias: 22,5%
• Aplicações entre 181 e 360 dias: 20%
• Aplicações entre 361 e 720 dias: 17,5%
• Aplicações maiores do que 721 dias: 15%.
3.1.3. Certificado de Depósito Interbancário – CDI
Os certificados de depósito interbancário são os títulos de emissão das instituições 
financeiras monetárias e não-monetárias que lastreiam as operações do mercado 
interbancário. As características deste instrumento financeiro são idênticas ao CDB, porém, 
a diferença entre eles é que a negociação do CDI fica restrita ao mercado interbancário. 
A função do CDI é a de transferir recursos de uma instituição financeira a outra, ou seja, 
quando uma instituição está sem liquidez monetária, realiza um empréstimo de outra que 
possui esta disponibilidade, pagando uma taxa por este empréstimo. O CDI é utilizado como 
um indexador de várias aplicações financeiras, como por exemplo, o CDB. A vinculação 
20UNIDADE I Mercado Financeiro e o Sistema Financeiro Nacional
da rentabilidade de um CDB à variação do CDI insere um indexador ao primeiro título, 
tornando-o um título com rendimento pós-fixado (FILHO; ISHIKAWA, 2000; FORTUNA, 
2005)
3.1.4. Debêntures 
De acordo com Fortuna (2005) a debênture é um título emitido apenas por 
sociedades anônimas não financeiras de capital aberto, com garantia de seu ativo e com 
ou sem garantia subsidiária da instituição financeira, que as lança no mercado para obter 
recursos de médio e longo prazos, destinados normalmente a financiamento de projetos 
de investimentos ou alongamento do perfil do passivo. Uma empresa seja ela pública ou 
privada, ao desejar financiar iniciativas de médio e longo prazos, por exemplo: ampliação do 
parque fabril ou renovação da frota de veículos, esta irá necessitar de recursos financeiros. 
Assim, uma maneira que torna esses investimentos menos oneroso para a empresa, está 
a emissão de títulos da dívida da mesma, as chamadas debêntures. A debênture pode 
ser considerada um empréstimo que o tomador (comprador) do título faz a empresa que