A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
41 pág.
PERIGOS E RISCOS EM UMA COZINHA INDUSTRIAL DDS UMA FERRAMENTA EFICAZ

Pré-visualização | Página 5 de 10

inúteis, mas o treinador deve ser 
persuasivo e atingir sua máxima persuasão. DDS efetivo significa que a equipe 
(especialmente a equipe de operações) percebe que precisa seguir suas próprias regras de 
segurança. O DDS dura de 10 a 15 minutos e, durante esse período, os técnicos fortalecerão as 
boas práticas e medidas de proteção para lembrar aos funcionários como se proteger de certos 
riscos. 
A falta de conhecimento é um dos fatores decisivos que muitas vezes compromete a 
segurança do ambiente de trabalho. Portanto, a DDS é responsável por garantir que os 
indivíduos sejam bem informados, responsáveis e cumpram os padrões da empresa. 
A realização do DDS na organização se dá pelo líder do setor, por gestores de equipe, 
técnicos de segurança ou profissional de engenharia do trabalho informando os trabalhadores 
da importância que esse diálogo diário traz, deve ser uma conversa rápida entre 5 a 15 
minutos antes de iniciar a jornada, o tema deve ser específico com temas que vem de encontro 
com a necessidade dos funcionários, lembrando que esses encontros têm que ser pré-
estabelecidos os dias e os temas a serem abordados. Se necessário for, coloque pessoas 
tecnicamente treinadas e especializadas para abordar os assuntos, deixando sempre espaço 
para os trabalhadores explanar duvida ou sugestões que surgirem. E por fim, registrar e deixar 
documentado tudo que ocorreu no DDS em que foi aplicado. 
Portanto, o DDS no ambiente da cozinha industrial é eficaz porque os cuidados com a 
cozinha vão muito além do manuseio e preparação adequados dos alimentos. Este é um 
ambiente de alto risco para acidentes. Com relação a esses riscos e medidas preventivas, 
20 
 
abordaremos o ambiente da cozinha industrial sendo o DDS uma ferramenta eficaz, além das 
EPI’s apresentados no decorrer da discussão do presente trabalho. 
A cozinha industrial está em conformidade com a Resolução RDC 216, de setembro 
de 2004, do Departamento Nacional de Supervisão Sanitária. A resolução regula as boas 
práticas no serviço de alimentação e garante uma higiene adequada na preparação. A higiene é 
essencial, mas a organização e a limpeza são essenciais para reduzir e evitar acidentes. 
Os acidentes mais comuns em cozinhas industriais são quedas, queimaduras e cortes. 
Geralmente, esses acidentes não são considerados importantes, especialmente quando são 
pequenos cortes, escorregões ou queimaduras causados por salpicos de água ou gordura. Mas, 
se não forem relatados, eles podem causar sérias consequências. O uso de óleo, água, fogão, 
forno e panela quente é a principal causa de queimaduras. Facas, lâminas e outros objetos 
afiados presentes na cozinha podem causar ferimentos e cortes, especialmente dedos e mãos. 
Certos equipamentos, como trituradores, processadores e máquinas de corte, se não forem 
usados adequadamente, também podem causar acidentes e até levar à amputação. Pisos lisos e 
irregulares, produtos, cascas, água, graxa no chão, objetos deixados ou deixados para trás na 
área de transporte são as principais causas de quedas e tropeções. Além do risco de ferimentos 
por quedas ou escorregões, também há o risco de queimaduras, cortes ou ferimentos devido 
ao impacto de objetos. 
 As cozinhas industriais estão cheias de potes, pegas e utensílios de bancada e, quando 
caem, podem se tornar "armas" das vítimas e piorar a situação. Além do risco de choque 
elétrico devido a eletrodomésticos. Por exemplo, quando você cai, pode acabar fervendo e 
com produtos quentes que podem impressioná-lo. Caso contrário, você pode tocar suas mãos 
em um banco com objetos pontiagudos e poderá se machucar. Ou você pode até puxar objetos 
para si mesmo, sem sentido, causando hematomas e coágulos sanguíneos. 
No momento do DDS esses fatores podem ser levados ao conhecimento dos 
trabalhadores para serem evitados os possíveis acidentes. O DDS é uma ferramenta que tem o 
objetivo de minimizar possíveis riscos de acidentes no ambiente trabalho. O DDS é uma das 
medidas mais simples de realizar, já que é feita diariamente entre os funcionários. Através do 
diálogo, os responsáveis mantém contato com os funcionários, fazendo com que os 
funcionários enxerguem os riscos e evitem acidentes no ambiente de trabalho, sempre como 
21 
 
ação preventiva. O DDS é uma conversa onde são discutidas instruções sobre prevenção de 
acidentes no trabalho, como garantir a segurança e outros tópicos envolvendo até a pauta 
ambiental. Durante o DDS, são dadas instruções sobre o ambiente de trabalho, os tipos de 
atividades que serão realizadas, os EPIs e EPC’s que precisam ser utilizados em cada local ou 
atividade na cozinha industrial. 
O DDS tem três objetivos muito claros: Disponibilizar e colher informações com os 
colaboradores, e conscientizar os participantes de todos os riscos envolvidos na segurança do 
trabalho e as soluções para possíveis problemas. Este é o objetivo mais imediato e claro da 
prática deste exercício. A reunião diária é uma forma de garantir que todos os participantes 
estejam plenamente cientes dos seus deveres em relação à segurança em determinada função. 
Assim, podem tomar as melhores medidas para garantir a segurança de todos. 
Este último ponto é extremamente importante, pois essa disciplina é coletiva. Isso quer 
dizer que a segurança do trabalho é uma obrigação de todos, fazendo com que seja necessária 
a cooperação e uma boa comunicação. Este é mais um benefício do DDS, fortalecer a relação 
entre os funcionários e gerar uma atmosfera positiva de cooperação e trabalho em equipe. 
Como o diálogo envolve diversos membros, muitas vezes de diferentes equipes, pode também 
ser um momento de aproximação de parte dos funcionários. O ambiente de trabalho tende a 
ser mais positivo, além de mais seguro. 
22 
 
3. LEGISLAÇÃO 
Os regulamentos e normas implementados pelo Ministério do Trabalho e Emprego – 
MTE destinam-se a preparar todos os trabalhadores da organização e proporcionar a eles um 
ambiente de trabalho seguro e saudável, independentemente do tamanho e do setor 
operacional. As NRs constitui um conjunto complexo de informações e todas as organizações 
precisam de conhecimento preciso sobre suas aplicações e equipes interdisciplinares, pois 
para atingir esses requisitos, são necessários advogados, técnicos, engenheiros e médicos 
profissionais, especialistas em ergonomia e outros profissionais da área. 
Abaixo, os padrões aplicáveis ao setor industrial para o entendimento dos requisitos a 
eles submetidos. Alguns padrões são aplicados com base em características específicas, como 
trabalhar em grandes altitudes, usar compressores, enquanto outros se aplicam a todos os 
padrões, como o Procedimento de Controle de Medicina Ocupacional em Saúde - PCMSO. 
NR-1 estabelece o campo de aplicação de todas as normas regulamentadoras de 
segurança e medicina do trabalho urbano, bem como os direitos e as obrigações do governo, 
dos empregadores e dos trabalhadores. 
NR-2 estabelece as situações em que as empresas deverão solicitar ao MTE a 
realização de inspeção prévia em seus estabelecimentos, bem como a forma de sua realização. 
NR-3 estabelece as situações em que as empresas se sujeitam a sofrer paralisação de 
seus serviços, máquinas ou equipamentos, bem como os procedimentos a serem observados, 
pela fiscalização trabalhista, na adoção de tais medidas punitivas no tocante à segurança e à 
medicina do trabalho. 
NR-4 estabelece a obrigatoriedade de as empresas públicas e privadas que possuam 
empregados regidos pela CLT de organizarem e manterem em funcionamento SESMTs com a 
finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. 
NR-5 estabelece a obrigatoriedade de as empresas públicas e privadas organizarem e 
manterem em funcionamento as CIPAs. Elas devem ser constituídas exclusivamente por 
empregados e terem como objetivo a prevenção de infortúnios laborais. A CIPA deve