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Entrevista Inicial A entrevista inicial do processo de psicodiagnóstico infantil, ocorre com os pais e/ou responsáveis pela criança trazida ao atendimento. Nesse momento cabe ao profissional buscar entender o motivo pelo qual essa criança chegou até ele, compreender quais são os temores e angustias que estão inseridos no contexto dessa queixa e quais as expectativas estão sendo depositadas no processo. A partir dessa coleta, faz-se necessário um detalhamento sobre como ocorrera o processo, quais são os objetivos, como ocorrerão os encontros com a criança e também o estabelecimento de um contrato de trabalho. Em sua finalização, a entrevista deve garantir aos pais e/ou responsáveis, clareza sobre os objetivos do trabalho a ser desempenhado. Anamnese A anamnese também aplica-se em um encontro com os pais, trata-se de uma investigação da história de vida da criança. Donatelli relata que o roteiro de perguntas podem se iniciar desde o namoro dos pais dessa criança, ou já na gravidez, o objetivo sempre será o de " penetrar naquele mundo repleto de significações, entender o projeto de vida, desvendar o sistema de valores, de crenças, o modo de ser". Contato inicial com a criança Assim como no contato inicial com os pais, no primeiro encontro com a criança também é necessário mostrar quais são os objetivos do processo diagnostico, como o mesmo ocorrerá e estabelecer um contrato de trabalho (deixando claro quais são os horários e dias da sessão e quais as regras), esse manejo precisa ser realizado com linguagem adaptada a faixa etária da criança. " A primeira sessão com a criança é uma observação lúdica", diversos brinquedos são apresentados em uma caixa, onde as ações da criança serão observadas, desde a escolha, até o manejo com esses brinquedos. Devolutiva parcial aos pais Entendido como prática colaborativa, o psicodiagnóstico interventivo fenomenológico-existencial, tem como característica devolutivas parciais com os pais. Esse movimento possibilita ao psicólogo trabalhar “o sentimento dos pais diante da situação, suas angustias e possibilidades de ajuda á criança". Uso de testes psicologicos O principal instrumento para coletas de dados utilizado no processo de psicodiagnóstico, são os testes psicológicos (projetivos e/ou psicométricos). Para a fenomenologia-existencial, os testes psicológicos são apenas mais uma das ferramentas para obter informações sobre o paciente, portanto, torna-se primordial o psicólogo abarcar-se na singularidade do sujeito no momento de correção do teste, evitando que o mesmo torne-se uma verdade única e absoluta. (CIPULLO; AZEVEDO, 2018 p.149) Visita escolar e visita domiciliar O pressuposto de um psicodiagnóstico interventivo, é que o mesmo, busque compreender a criança em seu contexto. As visitas domiciliares e escolares ocorrem com o objetivo de compreender a criança em sua integralidade, principalmente quando a queixa que o trouxe até o atendimento é de cunho escolar. Devolutiva final com os pais e com a criança Quando uma prática interventiva, o psicodiagnóstico durante o seu desenvolvimento, já apresenta devolutivas e reflexões aos pais e a criança. Portanto a devolutiva final, torna-se um resumo de todo o processo e também uma maneira de despedir-se do paciente. Referência: BECKER, Elisabeth; DONATELLI, Marizilda Fleury; SANTIAGO, Mary Dolores E. Metáfora e devolução: o livro de história no processo de psicodiagnóstico interventivo. In: ANCONA-LOPEZ, S. Psicodiagnóstico interventivo: Evolução de uma prática. 1º ed. São Paulo: Cortez. 2013. CIPULLO, Marcos Alberto Taddeo; AZEVEDO, Débora Cândido. A perspectiva fenomenológico-existencial na compreensão das técnicas projetivas no psicodiagnóstico infantil. Psicologia em Revista. Belo Horizonte. V. 24, n. 1, p. 139- 157, abr. 2018. DONATELLI, Marizilda Fleury. Psicodiagnóstico interventivo fenomenológicoexistencia. In: ANCONA-LOPEZ, S. Psicodiagnóstico interventivo: Evolução de uma prática. 1º ed. São Paulo: Cortez. 2013. p. 62-85 GHIRINGHELLO, Lucia; BORGES, Suzana Lange P. Interlocuções entre a clínica psicológica e a escola no psicodiagnóstico interventivo. In: ANCONA-LOPEZ, S. Psicodiagnóstico interventivo: Evolução de uma prática. 1º ed. São Paulo: Cortez. 2013