Prévia do material em texto
Resumo - BARROS, Clara; SOUSA, Anderson; VERAS, Salvinal. História da Contabilidade”.,[s. l.], 24 jul. 2019 Esse resumo consiste em apresentar a importância da história da contabilidade vista através da concepção de vários pesquisadores e doutrinadores, apontando os fatos históricos que ocorreram há anos atrás e assim contribuíram para o desenvolvimento da contabilidade no decorrer dos tempos, até ela ser o que é nos dias atuais. Por fim, expor as razões pelas quais é necessário entendermos a evolução da contabilidade ressaltando as teorias abordadas por autores que pesquisam sobre o assunto. A contabilidade se refere à uma ciência que estuda o patrimônio gerido e criado pelo homem. Hamilton Parma destaca que o estudo da história e evolução da contabilidade fora dividido por Federigo Melis (1950) em sua obra “Storia della Ragioneria”. Segundo o autor, o período empírico começa por volta do ano 6.000 a.c. tendo a civilização suméria como a primeira a documentar fatos, através da utilização da escrita cuneiforme que são desenhos em placas de argila. No entanto, Santos et.al (2007) relata que os primeiros registros de controle do patrimônio foram no período de 10.000 a.c. a 5.000 a.c. através dos papiros, nos quais, já se desenvolviam sistemas matemáticos de controle. São até considerados os primeiros livros contábeis. Lopes de Sá (1997) respalda que a própria escrita contábil deu origem à escrita comum, porque a necessidade principal, o pressuposto para se criar a escrita fora a necessidade de fazer registro do controle da riqueza. Segundo os autores, Iudícibus e Marion (2008) afirmam que o desenvolvimento da contabilidade aconteceu de forma lenta, e, sua primeira fase compreende aquela na qual se utilizavam desenhos, figuras e imagens para identificar o patrimônio. A sistematização do conhecimento contábil, conforme Lopes de Sá (1997) acontece na Idade Média, quando com ajuda da lógica e da matemática se desenvolveu o método das partidas dobradas. Lopes de Sá (1992), no artigo “Uma obra de cultura contábil de 1363” afirma a utilização das partidas dobradas já na Itália, na região de Toscana, nos anos de 1250 e 1280. E, alega a existência de um antigo documento de partidas dobradas produzido em uma casa mercantil e bancária na Itália no ano de 1281. Para Schmidt (2000) essa efervescência contábil na Itália pode ter sido ocasionada por dois motivos: primeiro, a revolução comercial da região, com o desenvolvimento dos centros comerciais de Veneza, Gênova e Florença, e, segundo, a criação da tecnologia de impressão de livros na Alemanha e sua disseminação na Europa. Em geral, a grande maioria dos pesquisadores da história da contabilidade pensa de modo eurocêntrico, mostrando nesse período de Sistematização um fervor de conhecimentos contábeis na Itália. Desse modo, tentando mostrar a participação de outros povos no universo contábil nesse período, Lopes de Sá, ainda no artigo acima referido, defende e comprova a existência de uma obra árabe exclusivamente contábil publicada no ano de 1363, intitulada de Risale-I-Felekiye e escrita por Abdullah Ibn Mohammed Ibn Kya Al Mazarandarani. Sendo assim, nesse período, que enquanto a Europa vivia a Revolução Comercial e desenvolvia livros e estudos matemáticos e comerciais, o mundo árabe já desenvolvia livros exclusivos na área contábil, e, a China já utilizava o método de partidas dobradas antes de ser usado na Itália. Esse período é marcado pela publicação da obra Summa de aritmética geométrica, proportioni et proportionalita do Frei Luca Pacioli em 1494. Segundo Iudícibus e Martins (2005) no artigo “Contabilidade: Aspectos Relevantes da Epopeia de sua Evolução” é tal fato, o marco do cientificismo contábil. A partir disso, percebe-se que o crescente desenvolvimento econômico impunha a necessidade cada vez maior de novas informações aos usuários, a contabilidade evoluiu, e várias foram as técnicas implantadas, até que, no século XIX surge um período que muitos denominam de científico, no qual houve forte crescimento da teoria contábil. Nesse cenário surgem várias escolas e doutrinas permitindo grandes discussões sobre a contabilidade como ciência. Aliando a isso, chega-se a um momento relevante ao conhecimento contábil que o caracteriza como ciência: época das grandes escolas europeias e o fervor do cientificismo causado pelo Iluminismo. Esse período de extremo amor à ciência foi determinante para que a contabilidade se transformasse doutrinariamente. A Contabilidade do século XIX preocupava-se em conhecer os fenômenos ocorridos para atingir os objetivos dos empreendimentos humanos na entidade. Para isso, vários estudiosos começaram a criar suas próprias teorias e apresentar diferentes objetos de estudos aos fenômenos contábeis. Surgem assim, as correntes doutrinárias contábeis. Novas entidades e novos conceitos, como as gigantescas corporations, queriam da contabilidade cada vez mais informações, portanto, novas técnicas. O que consequentemente contribuiu para novos estudos e novos doutrinadores. Surge então a Escola Norte-Americana, voltada para o desenvolvimento de técnicas para a melhor prestação de informações aos usuários da contabilidade. Ao estudar Iudícibus (2010) nota-se que tal ápice nos Estados Unidos se deu graças ao enorme valor e importância que era dado à contabilidade. Observar nos estudos que há uma forte relação entre a Itália e a interpretação da contabilidade como ciência. Isso se dá pelo fato de que o frei italiano popularizou o método utilizado nas transações comerciais que ocorriam no norte da Itália. Mais tarde, o regime socioeconômico estabelece que os meios de produção pertençam àqueles tinha a posse de capital, nesta concepção a contabilidade torna-se o instrumento que melhor registra as transações. Eliseu Martins e Iudícibus, objetivam tratar de aspectos relevantes da contabilidade através da análise das várias fases de seu desenvolvimento, desde simples método de escrituração até torna-se ciência social aplicada, e ao fim, indica possíveis tendências. Reafirma-se que a contabilidade está em constante evolução e que vai depender da necessidade econômica e social. Isto posto, é perceptível a relevância da história da contabilidade vista através de múltiplas teorias. A contabilidade obteve uma evolução conforme o desenvolvimento da humanidade, pois ela se desenvolve a medida que as necessidades socais e econômicas crescem.