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História da Literatura e Literatura Brasileira 1

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Questão 1/10 - História da Literatura e Literatura Brasileira
Leia o fragmento de texto: 
“As obras dissolvem as fronteiras da sua época, vivem nos séculos, isto é, no grande tempo, e, além disso, levam frequentemente (as grandes obras, sempre) uma vida mais intensiva e plena que em sua atualidade. [...] Entretanto, uma obra não pode viver nos séculos futuros se não reúne em si, de certo modo, os séculos passados. Se ela nascesse toda e integralmente hoje (isto é, em sua atualidade), não desse continuidade ao passado e não mantivesse com ele um vínculo substancial, não poderia viver no futuro. Tudo o que pertence apenas ao presente morre juntamente com ele”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: BAKHTIN, M. M. Os estudos literários hoje. In: _____. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2003. p. 362. 
A expressão cunhada por Bakhtin, “diálogo no grande tempo”, permite-nos olhar para um conjunto de obras sem restringi-las a seus limites históricos e geográficos. As narrativas da Bíblia judaico-cristã, por exemplo, dialogam com as histórias orais e os registros escritos deixados pelos povos da Mesopotâmia. Assim, em parte, a cultura, o diálogo travado entre diferentes culturas, torna-se visível nos textos literários. De acordo com os conteúdos abordados nas aulas e no livro-base História da Literatura Universal, quanto às semelhanças entre a Bíblia e a Epopeia de Gilgamesh, é correto afirmar:
Nota: 10.0
	
	A
	Uma semelhança é o número de dias em que Gilgamesh é testado e o número de dias que o Deus do Velho Testamento criou o mundo.
Você acertou!
Esta é a alternativa correta, porque o teste que Gilgamesh deveria superar consistia em ficar acordado durante seis dias e sete noites: número que coincide com o tempo que Deus levou para criar o mundo (livro-base, p. 34).
	
	B
	Uma semelhança é a passagem do dilúvio no Gilgamesh e a abertura do Mar Vermelho no Velho Testamento.
	
	C
	Uma semelhança é o número de dias em que Gilgamesh é testado e o tempo em que Noé leva para construir a Arca.
	
	D
	Uma semelhança é a águia que tenta Gilgamesh e a serpente que seduz Adão e Eva no Éden.
	
	E
	Uma semelhança é a busca pelo conhecimento em que Gilgamesh e Adão e Eva se lançaram.
Questão 2/10 - História da Literatura e Literatura Brasileira
Considere os seguintes versos de uma cantiga: 
“Senhora minha, desde que vos vi,
lutei para ocultar esta paixão
que me tomou inteiro o coração;
mas não o posso mais e decidi
que saibam todos o meu grande amor,
a tristeza que tenho, a imensa dor
que sofro desde o dia em que vos vi.
[...]
Já que assim é, eu venho-vos rogar
que queirais pelo menos consentir
que passe a minha vida a vos servir [...] 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: FERNANDES, Afonso. Cantiga. In: Cá estamos Nós. <http://www.caestamosnos.org/efemerides/118.htm>. Acesso em 01 out. 2017. 
Nessa cantiga, identificamos um eu lírico masculino que se dirige à dama em termos de subserviência e vassalagem (utilizando termos como mia senhor ou mia dona, que, na tradução mencionada, podemos ler como senhora minha, no primeiro verso). Há a identificação explícita da coita amorosa, o sofrimento amoroso idealista, conforme podemos observar nos dois últimos versos, por exemplo. De acordo com as informações expostas e as leituras do livro-base História da Literatura Universal, esse forma de cantiga pode ser identificada como:
Nota: 10.0
	
	A
	Cantiga de Escárnio.
	
	B
	Cantiga de Maldizer.
	
	C
	Cantiga de Amor.
Você acertou!
Trata-se de uma cantiga de amor, pois nela “[...] ‘o eu lírico é sempre masculino e se dirige à dama em termos de vassalagem e subserviência – mia senhor ou mia dona’ (a palavra senhor em galego-português é invariável e significa ‘minha senhora’); obedece às regras da métrica e convenções do amor cortês [...] vive, indefinidamente, a coita amorosa (sofrimento amoroso)  e é idealista” (p. 115).
	
	D
	Cantiga de Amigo.
	
	E
	Cantiga de Gesta.
Questão 3/10 - História da Literatura e Literatura Brasileira
Leia o fragmento de texto: 
“Quem estuda as manifestações artísticas e as ideias que as alimentaram ou cercaram, sobretudo nos séculos XIX e XX, depara-se imediatamente com a palavra ‘romantismo’. É como se tudo o que foi criado nos últimos duzentos anos, obra de literatura, pintura, teatro, escultura, arquitetura, houvesse surgido do confronto e da união com este espírito mágico, que, buscando as esferas mais profundas do homem, reptou o consagrado, o estabelecido,  modelado aparentemente desde e para todo o sempre, efetuando uma revolução fundamental na conceituação e na realização de todas as artes, mesmo daquelas que não sentiram ou expressaram de modo imediato ou feliz os efeitos da fermentação romântica”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: GUINSBURG, J. Romantismo, Historicismo e História. In: O Romantismo. São Paulo: Editora Perspectiva, 1985. p. 13. 
O fragmento mostra a força do movimento romântico. Confrontando-se com o modelo clássico, espalhou-se por toda Europa e Américas. Tendo como referência essas informações e a leitura do livro-base História da Literatura Universal sobre os autores românticos, assinale a alternativa que descreve corretamente o autor e as características de sua obra:
Nota: 10.0
	
	A
	O escritor escocês Walter Scott inaugurou a vertente do individualismo, produzindo romances cujas personagens são construídas dentro de uma visão introspectiva, revelando seus conflitos consigo mesmas e com a sociedade.
	
	B
	Alexandre Herculano, escritor português, está situado dentro da vertente historicista, construindo em sua obra de ficção um detalhado panorama histórico, que serve como cenário para a trama que envolve suas personagens.
Você acertou!
Esta é a única descrição correta, pois a marca de Alexandre Herculano “[...] era a historiografia, exatamente em razão de seu temperamento e formação; foi o maior historiador de seu tempo, introduzindo modernos métodos historiográficos em Portugal. [...] o escritor parece mais interessado no panorama histórico [...] do que no desenvolvimento do drama afetivo [...]” (livro-base, p. 204). As demais alternativas estão erradas, porque Walter Scott escreveu romances históricos; Emily Dickinson não escreveu poemas épicos, Stendhal não escreveu romances sentimentais, mas “crônicas” analíticas da sociedade francesa, nas quais se destacava a análise psicológica dos personagens; e Byron não introduziu a vertente historicista (livro-base, p. 184, 190, 194).
	
	C
	A poeta Emily Dickinson, embora tendo escrito na vigência do Romantismo, tem, em sua obra, uma clara influência do classicismo, principalmente em seus poemas épicos, nos quais enaltece os grandes heróis de batalhas históricas.
	
	D
	Stendhal, romancista francês, escreveu romances de cunho sentimental, os quais se distanciavam da realidade de seu tempo, num característico movimento romântico de evasão, abordando superficialmente o caráter de suas personagens.
	
	E
	Lord Byron introduziu a vertente historicista no Romantismo, produzindo extensos poemas narrativos, sempre centrados em personagens históricas, os quais se tornaram referência para os escritores que seguiram essa vertente temática.
Questão 4/10 - História da Literatura e Literatura Brasileira
Leia o fragmento de texto a seguir: 
“Ainda que Plauto tenha sido muito lido e encenado ao longo dos séculos, ele ainda não é muito conhecido entre nós. No entanto, seus admiradores, reescritores, adaptadores, encenadores e tradutores não analisados neste livro incluem Shakespeare [cuja Comédia dos Erros é uma ampliação multicômica dos Mecnemos, de Plauto), Descartes [...], Hobbes [‘o homem é o lobo do homem’ é citação de Plauto [...]), Lessing [...], Ariano Suassuna [cuja magnífica peça O santo e a porca é uma adaptação-reescrita da Aulularia, de Plauto), entre tantos outros”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: GONÇALVES,Rodrigo T. Prefácio. In: _______ (org.) A comédia e seus duplos: o Anfitrião, de Plauto. Curitiba: Kötter Editorial; Cotia: Ateliê, 2017, p. 8.
Plauto teve muitos admiradores entre os escritores de tradição ocidental. Várias de suas peças foram adaptadas e reescritas. Isso se deve a algumas características importantes de sua obra. Considerando o fragmento de texto e os conteúdos do livro-base História da Literatura Ocidental sobre as características da obra de Plauto, leia as afirmativas a seguir:
I. Plauto produziu uma obra popular que soube agradar e fazer rir o público em geral.
II. O dramaturgo empregou uma linguagem rebuscada, voltada para os literatos e a elite romana.
III. Grande encenador, Plauto criou intrigas e complicações tão bem urdidas que renderam inúmeras adaptações.
IV. Suas peças enalteciam os feitos dos deuses e ridicularizavam os homens, meros escravos da vontade divina. 
Estão corretas apenas as afirmativas:
Nota: 10.0
	
	A
	I e III
Você acertou!
As afirmativas I e III estão corretas porque Plauto de fato produziu uma obra popular que atingiu um grande e variado público. Uma das razões disso estava no seu talento de criador de boas intrigas: “[...] O seu teatro ‘é popular; quer fazer rir as massas, e consegue o seu fim, porque Plauto é um sabidíssimo profissional da cena, o criador de todas as intrigas e complicações burlescas para todos os tempos: um gênio do palco’” (livro-base, p. 84, 85) e “A obra de Plauto inspirou muitos outros escritores, entre eles os prestigiados dramaturgos Shakespeare [...] e Molière [...]” (p. 85). As afirmativas II e IV estão erradas porque Plauto não empregou uma linguagem rebuscada e não elogiou os deuses – tanto os criticou quanto os elogiou: “‘Fala a língua do povo, não a dos literatos, ao ponto de criar as maiores dificuldades aos nossos filólogos [...]’” (p. 85) e “Plauto foi acusado de zombar das divindades em muitas ocasiões, pois as figuras que o comediante criou podem muitas vezes ser equiparados a deuses – seja para elogiar, seja para escarnecer” (p. 85).
	
	B
	II e IV
	
	C
	I e II
	
	D
	I e IV
	
	E
	II e III
Questão 5/10 - História da Literatura e Literatura Brasileira
Leia estes versos: 
“Aura amara 
Aura amara
branqueia os bosques, car-
come a cor
da espessa folhagem.
Os
bicos
dos passarinhos
ficam mudos,
pares
e ímpares.
E eu sofro a sorte:
dizer louvor
em verso
só por aquela
que me lançou do alto
abaixo, em dor
— má dama que me doma.
...........................................”
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DANIEL, Arnault. Aura Amara. Trad. De Augusto de Campos. Poemargens. <https://poemargens.blogspot.com.br/2009/07/arnaut-daniel.html>. Acesso em 01 out. 2017.
O poema é de um dos poetas mais importantes do estilo que ficou conhecido como poesia provençal: Arnault Daniel. Nesse estilo, compunham-se poemas para serem cantados. Esse estilo influenciou todo continente europeu. Em Portugal, os trovadores cultivavam dois tipos de cantigas lírico-amorosas: as cantigas de amor e as cantigas de amigo. Considerando os comentários e os conteúdos abordados no livro-base História da Literatura Universal sobre as cantigas de amor e as cantigas de amigo, leia as afirmativas a seguir:
I. As cantigas de amor têm o eu lírico masculino, que se dirige à dama em termos de subserviência e vassalagem.
II. As cantigas de amor obedecem às regras e convenções do amor cortês.
III. As cantigas de amigo têm o eu lírico feminino e o drama é o sofrimento amoroso da mulher, geralmente pertencente às camadas populares.
IV. As cantigas de amigo traduzem um sentimento amoroso e idealista, em linguagem rebuscada. 
Estão corretas apenas as afirmativas:
Nota: 10.0
	
	A
	I e II
	
	B
	I, II e III
Você acertou!
As afirmativas I, II e III estão corretas, porque, nas cantigas de amor, “[...] ‘o eu lírico é sempre masculino e se dirige à dama em termos de vassalagem e subserviência – mia senhor ou mia dona’ (a palavra senhor em galego-português é invariável e significa ‘minha senhora’); obedece às regras da métrica e convenções do amor cortês [...]. As cantigas de amigo têm origem na Península Ibérica. O eu lírico é feminino e o drama é o sofrimento amoroso da mulher, geralmente pertencente às camadas populares (pastoras e camponesas, que se dirigem em confissão à mãe, às amigas)” (livro-base, p. 115). A afirmativa IV não está correta, porque as cantigas de amigo “apresentam um caráter mais narrativo e descritivo, têm linguagem simples, traduzem um sentimento natural de amor físico e são realistas” (p. 115).
	
	C
	I, II e IV
	
	D
	I, III e IV
	
	E
	II, III e IV
Questão 6/10 - História da Literatura e Literatura Brasileira
Leia este fragmento de diálogo: 
"Édipo – Que oráculos?
O Servo – Aquele menino deveria matar seu pai, assim diziam...
Édipo – E por que motivo resolveste entregá-lo a este velho?
O Servo – De pena dele, senhor! Pensei que este homem o levasse para sua terra, para um país distante... Mas ele o salvou da morte para maior desgraça! Porque, se és tu quem ele diz, sabe que tu és o mais infeliz dos homens!
Édipo – Oh! Ai de mim! Tudo está claro! Ó luz, que eu te veja pela derradeira vez! Todos sabem: tudo me era interdito: ser filho de quem sou, casar-me com quem me casei e eu matei aquele a quem eu não poderia matar!”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SÓFOCLES. Édipo rei. Domínio Público <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cv000024.pdf>. Acesso 30 de set. 2017.
O fragmento de diálogo apresenta o momento em que Édipo descobre ser filho de Laio, a quem matou, e de Jocasta, com quem se casou. Com esse reconhecimento, inicia-se um processo central da tragédia grega. Considerando o fragmento e os conteúdos do livro-base História da Literatura Universal, assinale a única alternativa que menciona como esse processo é chamado:
Nota: 10.0
	
	A
	Canto do bode.
	
	B
	Paideia.
	
	C
	Teogonia.
	
	D
	Catarse.
Você acertou!
Trata-se da catarse. Ela ocorre no momento decisivo da tragédia, logo após o reconhecimento, ou seja, a passagem da ignorância para o conhecimento. Nesse momento, a personagem percebe seu erro e aceita a punição que decorrerá disso. Essa punição é sentida como um alívio pelo público por não estar no lugar dela: “Quando o público se depara com as ações incorretas do vilão e o vê sendo castigado, ao se identificar com esse personagem, teme ser punido como ele, sente alívio por não estar em seu lugar e passa por um processo de purificação, que o faz querer imitar apenas as ações virtuosas do herói [...]” (livro-base, p. 52).
	
	E
	Cosmogonia.
Questão 7/10 - História da Literatura e Literatura Brasileira
Leia a passagem a seguir: 
“Percursor de Tasso e de Leopardi, Petrarca, em plena Idade Média, isto é, em tempos de tanto vigor no bem e no mal, foi, sem o saber, atingido por aquela espécie de doença moral, que nos tempos modernos se alastrou com provas tantas. Esse mal consiste na desproporção entre o que desejamos e o que podemos. [...] Essa doença afligiu os italianos a ponto de, como que despertos de um longo sono, sentirem a necessidade de uma vida nova [...]”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DE SANCTIS, Francesco. A melancolia de Petrarca. In: _______. Ensaios críticos. Trad. A.L. de Almeida Prado. São Paulo: Nova Alexandria, 1993, p. 173. 
Petrarca está no limiar de dois mundos. Sua poesia, apanhada em um momento de transição, busca novos modelos que aqueles firmados pela cultura medieval. Essa procura, porém, não se complementa por inteiro, daí o sentimento de melancolia que atravessa seus versos. Considerando a passagem citada e os conteúdos do livro-base História da Literatura Universal sobre a consolidação da literatura entre os anos 1200 e 1400, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	A poesia de Petrarca pertence à estética do Humanismo, cultua os clássicos e enfatiza os motivos psicológicos em vez das intervenções sobrenaturais.
Você acertou!
A poesia dePetrarca vincula-se à estética que surgia nesse período, a estética humanista: “Francesco Petrarca foi buscar na Antiguidade o ideal de intelectual ao cultivar os clássicos e, por isso, tornou-se um humanista [...] ‘Petrarca é o primeiro poeta inteiramente pessoal das literaturas modernas. É o primeiro poeta em que existem só motivos psicológicos, sem intervenção do sobrenatural’” (livro-base, p.110).
	
	B
	A poesia de Petrarca é antes de mais nada religiosa e medieval, repugnando-lhe as imagens pagãs herdadas da Antiguidade Clássica.
	
	C
	Petrarca era um racionalista como Descartes e seus versos expressavam a certeza das verdades obtidas pela razão.
	
	D
	O sentimento de maravilhoso, a presença do herói e do cavaleiro são traços de sua poesia, que retomava os temas das canções de gesta.
	
	E
	A fragmentação dos estados em feudos produziu tal isolamento na península italiana que a vemos expressa na melancolia dos versos de Petrarca.
Questão 8/10 - História da Literatura e Literatura Brasileira
Leia os versos a seguir: 
“- Ó filho de Peleo, coração flâmeo! Devo-te
Pôr a par de um lutuoso evento (antes jamais
tivesse acontecido!): Pátroclo está morto!
Em torno ao corpo nu, que Héctor, elmo-faiscante,
Espoliou, lutam". Disse. E a dor, nuvem escura,
eclipsou o herói. [...]”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: HOMERO. Ilíada. Trad. Haroldo de Campos. São Paulo: Arx, 2002, p. 231.
A passagem, citada de um dos poemas épicos escritos supostamente por Homero no século VIII a.C, narra a morte de Pátroclo, episódio decisivo dessa narrativa. Considerando esses versos e os conteúdos do livro-base História da Literatura Universal, assinale a alternativa que apresenta corretamente o título desse épico e a síntese de sua história:
Nota: 10.0
	
	A
	Trata-se da Odisseia, livro que narra as aventuras de Ulisses durante o retorno a sua casa, a ilha de Ítaca.
	
	B
	É a Eneida, epopeia que narra a fuga de Eneias, de Tróia, até a sua chegada à Itália, onde funda Roma.
	
	C
	Trata-se da Odisseia, narrativa que conta a ira de Aquiles e sua participação na guerra de Troia.
	
	D
	É a Ilíada, narrativa que conta a guerra de Troia – desencadeada pelo rapto de Helena – e a participação de Aquiles.
Você acertou!
Trata-se da Ilíada, que narra a Guerra de Troia, conflagrada depois do rapto de Helena pelo troiano Páris. Aquiles é o grande guerreiro grego, que, inicialmente, recusa-se a participar da guerra, mas acaba participando depois da morte de Pátroclo por Heitor, o grande guerreiro troiano. Ele entra na luta e mata Heitor (livro-base, p. 54, 55).
	
	E
	É a Ilíada, obra que conta o duelo entre Ulisses e Heitor durante a guerra de Troia.
 
Questão 9/10 - História da Literatura e Literatura Brasileira
Leia o fragmento de texto: 
“O estilo e a visão artística dos Gregos surgem, em primeiro lugar, como alento estético. [...] A idealização da arte só mais tarde aparece, no período clássico. [...] As formas literárias dos gregos surgem organizadamente, na sua multíplice variedade e elaborada estrutura, das formas naturais e ingênuas pelas quais o homem exprime a sua vida, elevando-se daí à esfera ideal da arte e do estilo”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: JAEGER, W. Paideia. Trad. Monica Sthael da Silva. São Paulo: Martins Fontes, 1986, p. 8.
O extenso arco que cobre a literatura grega parte das obras de Homero, segue pelos versos dos poetas líricos como Píndaro, Arquíloco e Safo, passando pelos comediógrafos como Aristófanes, historiadores como Heródoto e Tuicídides, culminando nos grandes autores das tragédias: Ésquilo, Sófocles e Eurípedes. Considerando o fragmento citado e os conteúdos do livro-base História da Literatura Universal, relacione as obras abaixo a seus respectivos autores:
1.Homero
2. Sófocles
3. Ésquilo
4. Eurípides
5. Aristófanes 
(   ) Oresteia
(   ) Édipo rei
(   ) Medeia
(   ) Odisseia
(   ) As nuvens
Nota: 10.0
	
	A
	1 –  2 –  3 –  4 –  5
	
	B
	1 –  3 –  5 –  2 –  4
	
	C
	2 –  3 –  4 –  1 –  5
	
	D
	3 –  2 –  4 –  1 –  5
Você acertou!
"A literatura grega exerceu grande influência em toda produção vindoura, tanto que a chamada literatura clássica nos remete a essa produção, inspirando desde a literatura romana a toda produção ocidental [...]" (livro-base, p. 53) A sequência correta é esta 3. Ésquilo – Oresteia; 2. Sófocles – Édipo rei; 4. Eurípides – Medeia; 1. Homero – Odisseia; 5. Aristófanes – As nuvens (livro-base, p. 53 a 72).
	
	E
	3 –  1 –  2 –  5 –  4
Questão 10/10 - História da Literatura e Literatura Brasileira
Leia a citação: 
“As narrativas medievais têm sua primeira manifestação na forma oral, influenciadas pela ideologia daquele período. A canção de gesta é um poema épico, típico de abordagens sobre as invasões da Alta Idade Média. Utiliza dados da realidade histórica, dentro do mundo cristão, ‘cujo tema respeita aos feitos históricos de povos e heróis, às guerras históricas e aos dramas lendários’. EsSas canções relatam sempre o confronto militar entre cristãos e pagãos, com a descrição dos equipamentos e detalhes dos golpes de lanças e de espadas, batalhas brutais e sangrentas”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: BORGES, Maria do Carmo Faustino. O maravilhoso em a Canção de Rolando. Dissertação (Mestrado). 101p. Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Estadual de Maringá, Maringá, 2011, p. 11.
Entre as canções de gesta mais conhecidas estão a Canção de Rolando. Considerando a citação e os conteúdos do livro-base História da Literatura Universal sobre a Canção de Rolando, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	é uma obra dramática, apresentada apenas por um ator que interpreta o valente Rolando.
	
	B
	é um poema épico, escrito em francês antigo, no século XI, que narra as últimas aventuras do conde Rolando, sobrinho e protegido de Carlos Magno.
Você acertou!
Esta é a alternativa correta: “[...] a Canção de Rolando, um poema épico composto no século XI em francês antigo, o qual gozou de grande prestígio no período medieval por toda a Europa e, tal como outras canções do gênero, era cantada pelos jograis e exaltava o ‘patriotismo’ no sentido medieval. Sua temática versava sobre as últimas aventuras do conde Rolando – sobrinho de Carlos Magno e por ele apadrinhado – que, apesar de ter lutado bravamente, não conseguiu se salvar durante a invasão da Península Ibérica pelos árabes” (livro-base, p. 103). As demais alternativas estão erradas, porque a Canção de Rolando não é uma obra dramática nem lírica; tampouco narra a guerra contra ingleses ou faz parte dos escritos de Shakespeare.
	
	C
	conta as aventuras da cavalaria francesa, que combateu os soldados ingleses na Guerra das Rosas.
	
	D
	é um poema lírico, em que o “eu lírico” declama amores impossíveis à princesa, filha de Carlos Magno.
	
	E
	é um poema épico, escrito em inglês, e compõe, junto com outras obras, a seção épica da obra de Shakespeare.

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