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Teoria dos Jogos Material Teórico Responsável pelo Conteúdo: Prof. Ms. Jean Carlos Cavaleiro Revisão Textual: Prof. Ms. Claudio Brites Aplicação da Teoria dos Jogos na Administração • Aplicação da Teoria dos Jogos na Administração • Fases da Pesquisa Operacional – PO • Teoria dos Jogos e Estratégias • Dilema do Prisioneiro · Propor uma discussão sobre a aplicação da Teoria dos Jogos na administração, abordando conceitos da teoria matemática e da pesquisa operacional. OBJETIVO DE APRENDIZADO Aqui vão algumas dicas para que você aproveite ao máximo a disciplina: • Leia atentamente o conteúdo da disciplina; • Alguns conceitos exigirão que o aluno pesquise sobre o tema para entender a aplicabilidade dos conceitos; • Não deixe de participar do fórum de discussão e de todas as atividades propostas; • Veja os vídeos ilustrativos indicados na contextualização. A sua participação ativa nessas atividades fará com que seu aprendizado se potencialize. Organize-se e aproveite! Durante a leitura, aproveite para registrar os aspectos que achar mais importantes e as dúvidas que surgirem. Bom trabalho! ORIENTAÇÕES Aplicação da Teoria dos Jogos na Administração UNIDADE Aplicação da Teoria dos Jogos na Administração Contextualização A teoria matemática surgiu como uma das teorias da administração, vaio para complementar áreas que outras teorias não abordavam com eficiência. Com a evolução do processo de competição as empresas se viam diante da necessidade de buscar respostas para muitas perguntas tais como: qual o custo ideal, qual o preço ideal, qual a proporção dos custos de produção nos custos totais entre outras. A necessidade então de projetar cenários a partir de modelos matemáticos se torna realidade. Traçar estratégias de forma a ter maior consistência nas ações e nas previsões de cenários foi um dos pontos abordados pela teoria dos jogos. Para que você aluno, compreenda melhor os conceitos de teorias dos jogos vejam link abaixo: John Nash fala sobre Teoria dos Jogos e novas pesquisas Disponível em: http://goo.gl/ERYrAqEx pl or Bons estudos! 6 7 Aplicação da Teoria dos Jogos na Administração A administração de empresas possui vasto campo de trabalho no que se refere à Teoria dos Jogos. Aplicações de conceitos de observação de chimpanzés, por exemplo, nos ensinam muito sobre as estruturas de poder nas relações corporativas. É possível que se crie conceitos a partir das observações de ações, individuais ou em grupos. Esse caso dos Chimpanzés você já ouviu falar? Vamos conhecer um pouco sobre esse caso? Relato adaptado da experiência: Um cientista coloca em uma cela quatro chimpanzés. Ao centro da cela, coloca uma escada metálica e um cacho de banana madura no topo dessa escada. Porém, cada vez que um macaco iniciava a subida na escada em busca da banana, a cela era eletrocutada. Quando aprenderam essa correlação, bastava um chimpanzé se aproximar da escada e os outros já o empurravam de perto com medo do choque, se ameaçasse subir, apanhava, e assim eles ficaram livres dos choques. Quando atingiu esse ponto, o cientista retirou um dos chimpanzés e inseriu um novo na jaula. Esse, ao avistar a banana, foi imediatamente em busca dessa. Ao iniciar a subida, os outros três imediatamente começaram a bater nele. Ele se afastou, tentou mais tarde, e apanhou novamente; assim acontecia a cada vez que tentava subir na escada, até que ele aprendeu e não subiu mais. Quando atingiu esse ponto, o cientista trocou o segundo chimpanzé, tirou um dos que estavam desde o começo e inseriu um novo membro. Este ao ver a banana, foi inevitável ir à busca. Ao se aproximar, os integrantes o espancaram sem dó. Inclusive o chimpanzé novo, quem nem se quer tinha tomado o choque ainda. Esse por sua vez apanhou até que não tentou mais. Ao atingir esse ponto, o cientista fez a terceira troca, e o mesmo ocorreu. Até que o cientista trocou o último macaco que sabia do choque e estava desde o começo; os que ali estavam agora, ninguém tinha tomado realmente o choque, simplesmente batiam por ver os outros baterem. Ao entrar o quarto chimpanzé na cela, o mesmo ocorreu: ao se aproximar da escada, apanhou, assim como os anteriores apanharam. Então, fica a questão: por que esses chimpanzés estavam batendo? Eles não tomaram nenhum choque. Por que bater? Reflita sobre isso, pense nesse processo em uma organização, isso nos ensina alguma coisa? Qual a lição que se tira dessa situação? 7 UNIDADE Aplicação da Teoria dos Jogos na Administração Uma delas é que um grupo age seguindo a massa, sem se preocupar com os motivos ou a razão para tal. Se o grupo faz, o indivíduo segue. O que acha disso? Tem alguma relação com o mundo dos negócios? Observar os estudos sobre a repetição contínua do Dilema do Prisioneiro, por outro lado, pode nos conduzir a conclusões surpreendentes sobre estratégias profissionais de longo, médio e curto prazo. Isso pode nos levar à criação de estratégias empresariais brilhantes, onde a grande vantagem é a adesão à mecânica comportamental do ser humano, seja em ações individuais ou coletivas. Hoje em dia, governos e empresas utilizam a Teoria dos Jogos para suas estratégias em diversas áreas. De forma geral, sempre que a sua decisão depender da decisão do outro e sempre que for simultânea em relação às outras decisões, esses conceitos podem ser aplicados com grandes êxitos. De forma geral, o pensamento é: “Se eu fizer A, o meu parceiro faz B; se eu fizer C, ele faz D, ou seja, qual a melhor situação? O que é mais vantajoso?”. Um bom exemplo seriam as estratégias protecionistas que os governos adotam no comércio internacional, onde o objetivo é maximizar o rendimento total variando o grau de cooperação entre os países envolvidos em função da reação do restante do mundo relacionada à sua própria decisão; pois o protecionismo não é bem-vindo pelas organizações internacionais do comércio. Ou seja, posso ter vantagem em relação a um país em particular, mas e o reflexo em relação à minha relação com o mundo? Na soma, eu ganho ou perco? Simplificando a visão sobre a Teoria dos Jogos, o que se pretende é responder a uma simples pergunta: “O que é mais vantajoso para mim, tendo em mente que a minha decisão vai implicar em uma reação da(s) outra(s) parte(s), cooperar ou conflitar?”. A resposta a essa pergunta leva a desenvolvimentos fantásticos, onde a melhor estratégia nem sempre é o que parece ser. Entre as teorias da administração, as que trouxeram contribuição para a Teoria dos Jogos foram as teorias matemáticas da administração. Essa é a parte da teoria da administração de empresas utilizada na teoria da administração para fins de estudo da Teoria dos Jogos. Ela pertence à abordagem sistêmica da administração, onde se estuda as empresas como conjuntos interdependentes que influenciam e são influenciados pelas partes, estudada também na teoria de sistemas e na cibernética da administração. A possibilidade de simulação, de prever e agir como se estivesse em situação real, é uma necessidade da administração, assim como ocorre com simuladores de voo. A teoria que contribuiu com essa necessidade foi a teoria matemática, que trouxe grande contribuição à administração, permitindo novas técnicas de planejamento e controle no emprego de recursos humanos, materiais e financeiros. Essa teoria desenvolveu a aplicação de técnicas bem avançadas para amparar a administração de diversas modelagens empresariais e possibilitar de forma segura a melhoria na tomada de decisões – pois melhorar a execução de trabalhos e diminuir os riscos envolvidos nos planos que afetam o futuro a curto, médio ou longo prazo é o que proporciona à Teoria dos Jogos o suporte da teoria matemática. 8 http://pt.wikipedia.org/wiki/Estudo http://pt.wikipedia.org/wiki/Cibern%C3%A9tica_e_administra%C3%A7%C3%A3o http://pt.wikipedia.org/wiki/Administra%C3%A7%C3%A3o http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=T%C3%A9cnicas&action=edit http://pt.wikipedia.org/wiki/Planejamentohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Controle http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Recursos&action=edit http://pt.wikipedia.org/wiki/Material 9 Nos últimos trinta anos, a Teoria Geral da Administração tem recebido inúmeras contribuições da Matemática por meio de modelos matemáticos capazes de proporcionar soluções para diversos problemas empresariais, nas mais variadas áreas, tais como recursos humanos, produção, comercialização, finanças ou até mesmo na administração geral. A percepção é de que grande parte das decisões administrativas pode ser tomada tendo como referência soluções combinadas de equações matemáticas que simulam situações reais, que obedecem a determinadas “leis” ou regularidades, que analisadas podem ser antecipadas de maneira simulada. Hoje é aceito que a teoria matemática trouxe grandes soluções para o mundo empresarial. É uma teoria que, aplicada aos problemas administrativos, é mais conhecida como Pesquisa Operacional, ou simplesmente PO. Sua base é a ideia de que os modelos matemáticos podem simular situações empresariais e ajudar os administradores em suas tomadas de decisão, principalmente com a evolução da informática. As tomadas de decisão podem ser analisadas sob duas perspectivas: 1. Pela perspectiva do processo: é uma perspectiva muito universal e se concentra nas etapas de tomada de decisão, ou no processo decisório mesmo como um fluxo de atividades. Essa perspectiva busca selecionar a melhor alternativa no processo decisório. Assim, o processo da decisão envolve uma sequência de três etapas simples: a) Identificar o problema; b) Definir alternativas de solução; c) Escolher a melhor alternativa. 2. Pela perspectiva do problema: essa perspectiva é voltada para a resolução de problemas diretamente. Nessa perspectiva de problema, o tomador de decisão pode aplicar métodos quantitativos para tornar o processo decisório o mais racional ou previsível possível, concentrando-se principalmente na determinação e no equacionamento do problema a ser resolvido. Trata os problemas como gaps entre “o que é” e “o que deveria ser”, e os classifica em: • Não estruturados – são os problemas com variáveis desconhecidas; • Estruturados – são aqueles problemas claramente definidos, pois suas principais variáveis são conhecidas. Alguns exemplos de problemas quantificáveis: • Identificação dos custos para a precificação dos produtos; • Planejamento das despesas e o orçamento das áreas da organização; • Análise dos custos de distribuição, logística e armazenagem; • Análise das margens e da rentabilidade dos produtos; • Análise dos custos de venda. Você consegue apontar outros problemas possíveis de quantificar? Ex pl or 9 UNIDADE Aplicação da Teoria dos Jogos na Administração O modelo matemático de solução de problemas aponta algumas vantagens, entre elas a capacidade de simular situações reais em uma organização. É um modelo voltado principalmente para a resolução de problemas de tomada de decisão, possibilitando assim fazer a representação da realidade, onde geralmente se faz a simulações de situações futuras e avalia-se as probabilidades das ocorrências. Resumidamente, a principal vantagem é: manipular com simulação as complexas e difíceis situações reais por meio da simplificação da realidade, e ainda possibilitando, entre outras coisas: • Proporcionar melhor entendimento dos fatos em comparação com uma descrição verbal; • Possibilitar maior percepção das relações existentes entre os vários aspectos do problema, as quais não seriam percebidas na descrição de forma verbal; • Ser uma metodologia que permite tratar o problema em seu conjunto e com todas as suas variáveis de forma simultânea; • Realizar uma aplicação feita por etapas e considerar outros fatores não descritos verbalmente; • Permitir, com o uso de computadores, processar grandes volumes de dados. Fases da Pesquisa Operacional – PO Tendo como objetivo capacitar a administração a resolver problemas e tomar vários tipos de decisões, podendo ser aplicada em seis fases: Fase 1 Formular o problema Análise dos sistemas, dos objetivos e das alternativas possíveis Fase 2 Construir o modelo matemático que represente o sistema Que expresse a eficácia do sistema como função de um conjunto de variáveis, das quais, pelo menos, uma esteja sujeita ao controle Fase 3 Dedução de uma solução do modelo Podem ser de dois tipos os procedimentos para derivar uma solução: a perspectiva do processo e a perspectiva do problema Fase 4 Teste do modelo e da solução proposta O modelo será bom quando puder prever, com maior exatidão, o efeito que as mudanças no sistema têm sobre a eficácia geral do sistema Fase 5 Definir o controle sobre a solução Ter meios de auditar e conferir as ações Fase 6 Implementar a solução Precisa ser transformada numa série de processos operacionais que possam ser entendidos e aplicados pelo pessoal que será responsável pelo seu uso 10 11 Teoria dos Jogos e Estratégias Vamos iniciar pela definição de estratégia, segundo o dicionário Aurélio (2004), temos: Origem: Grego: Strategía, Latim: Strategia. Definições: 1. Arte militar de planejar e executar movimentos e operações de tropas, navios e/ ou aviões, visando a alcançar ou manter posições relativas e potenciais bélicos favoráveis a futuras ações táticas sobre determinados objetivos. 2. Arte militar de escolher onde, quando e com que travar um combate ou uma batalha. [Cf., nesta acepç., tática (2).] 3. P. ext. Arte de explorar condições favoráveis com o fim de alcançar objetivos específicos. Ex pl or Para a área da administração, essas definições poderiam ter as mesmas concepções? Arriscamos afirmar que sim, pois estratégia é qualquer coisa que um jogador faça para alcançar seu objetivo. Como regra, procura-se a estratégia que maximize seus ganhos ou minimize suas perdas. A grande questão ao se escolher uma estratégia, então, é tentar prever os ganhos e as perdas potenciais que existem em cada uma das alternativas. Em qualquer jogo de estratégia, o grande problema é o fato de prever o que os outros participantes farão ou estão fazendo. Ter informações completas sobre os concorrentes é o grande diferencial nos jogos de estratégia – como em um jogo de xadrez, onde o jogador A não analisa somente a melhor peça a mexer, mas também as prováveis ações do jogador B. Essa situação cria o dilema de que, se B sabe que A vai tentar prever suas ações, B pode escolher estrategicamente por uma linha de ação alternativa, buscando surpreender seu competidor. Da mesma forma, A pode prever isso também e até os diversos blefes podem fazer parte dessa situação. 11 UNIDADE Aplicação da Teoria dos Jogos na Administração Dilema do Prisioneiro Para analisar um jogo, é comum o uso de gráficos como o seguinte: Player 2 Caro Barato Player 1 Caro 11,15 2,25 Barato 20,4 6,55 O gráfico pode representar uma situação em que dois jogadores concorrem no mesmo mercado com os mesmos produtos. Ambos oferecem os mesmos produtos e/ou serviços e podem cobrar caro ou barato, como a figura se propõe. Veja que temos dois números dentro de cada linha ou coluna: esses são os resultados que cada player recebe por sua estratégia. Assim, entenderemos que o primeiro valor é quanto o player da esquerda recebe e, o segundo, quanto o de cima recebe. Vamos supor que o quadro acima represente duas pequenas pizzarias de uma pequena cidade do interior e, para referências, os números serão multiplicados por R$1.000,00, sendo os lucros ao final do período. Imagine ainda que, há algum tempo, existisse somente o Player 1 na cidade e seus preços eram altos devido à falta de opções. Até que chega o Player 2 e abre uma pizzaria na rua de trás do player 1. Está aí a primeira situação em que, em um jogo de estratégia, você precisará decidir quanto cobrar pelas pizzas. As possibilidades seriam: Ação Retorno Cobrar o preço médio das pizzas da região: R$ 25,00. Venderá 10, enquanto a concorrência venderá 100. Cobrar opreço de: R$ 18,00 Venderá 60, enquanto a concorrência venderá 50. Supondo um cenário em que o consumo seja sensível ao preço, o Player novo ganhará parte dos clientes do anterior; mas uma situação como essa não ficaria sem reação. Então, reflita: o que a pizzaria inicial poderia fazer? Você considerará, possivelmente, que poderia reduzir seus preços, assim, mesmo com margem menor de lucro, teria maior volume de vendas recuperando seus clientes. E essa ação, por sua vez, resultaria na reação do outro concorrente, novamente, e assim por diante. 12 13 Essa situação é um reflexo do Dilema do Prisioneiro. Seria mais fácil um acordo entre os jogadores, mas nenhum sabe qual é a intenção do outro. Então, os participantes sabem que as chances de serem traídos pelo outro lado são consideravelmente altas, acabam, assim, traindo por antecipação, como forma de proteção, para não serem pegos de surpresa. Um outro exemplo do Dilema do Prisioneiro é do mercado da aviação. Uma realidade no mercado aéreo é que assento vazio é prejuízo, não se pode estocar o assento para vendê-lo em momento futuro. Um avião com 10%, 50% ou 100% dos assentos lotados acarretará no mesmo custo, mesmo combustível, mesma tripulação etc.; assim, além de deixar de ganhar com mais uma venda, as empresas aéreas ainda têm de arcar com o prejuízo de colocar o avião no ar. A decisão então seria: vender todas as passagens a baixo custo e lotar rapidamente o voo, o que pode não ser rentável; ou voar com assentos vazios, o que também não é rentável. Qual seria então a estratégia? Qual o tempo exato para a ação? Assim como as pizzarias ou os prisioneiros, as empresas aéreas poderiam entrar num acordo, combinar preços, mas os benefícios de trapacear a concorrência são muito mais altos. Nesse contexto, o Dilema do Prisioneiro sugere que se tome muito cuidado quando os concorrentes começam a reduzir os preços. Sem um diferencial na operação ou material oferecido, corre-se o risco de ser forçado a uma guerra de preços sem retorno. O mesmo fenômeno pode ocorrer em uma dinâmica inversa, ou seja, quando dois competidores passam a oferecer cada vez mais vantagens, facilmente copiáveis, aos clientes – como, por exemplo, o efeito com os programas de milhagem das companhias. Então, como em um jogo de xadrez, em um ambiente de jogos, onde as ações serão simuladas, o papel seria sempre em planejar as ações e prever as reações dos concorrentes, buscando assim antecipar os movimentos. De forma geral, nos jogos de estratégia, antecipar como os competidores reagirão às suas ações e se adequar às suas próximas ações pode proporcionar enorme vantagem. É com essa percepção que a Teoria dos Jogos representa certa importância, pois seu foco é analisar qual é o movimento mais adequado, conforme ações realizadas por outros. Brandenburger e Nalebuff (1995) contribuem com esse olhar ao dizer que um jogo dos negócios deve ser jogado com o olhar para a observação e para a análise dos movimentos percebidos no jogo, para determinar qual é a ação que, se tomada hoje, poderá conduzir a organização a uma determinada posição no futuro. Em outras palavras, deve-se identificar qual é a estratégia capaz de nos conduzir à situação desejada dentro do tempo que se espera, com os custos e recursos que se pode ter acesso. 13 UNIDADE Aplicação da Teoria dos Jogos na Administração A lógica é a certeza de que o resultado previsto será concretizado. Utiliza-se de conceitos matemáticos que dão base para as ações. Vejamos um exemplo em um jogo de dominó: Esse pode ser jogado por quem conhece pouco de suas regras, sabe somente que terno se une com terno, quadra com quadra, etc. Mas a estratégia nesse jogo deve levar em consideração conhecer quantas pedras há no jogo, quantas de cada tipo, e quantos jogadores estão na disputa, se há parcerias ou não. Com essas informações, o jogo é puramente matemático e lógico. Modelo: Adaptação: Jean Cavaleiro Veja que são 28 pedras, onde cada uma se repete sete vezes. Se eu tenho essa informação e tenho essas pedras: Pergunto: com qual pedra começo o jogo? Com a menor ou com a maior? 14 15 Outra situação: Com as pedras acima, qual seria a pedra a jogar? Veja que existem várias opções, mas a estratégia matemática diz que: se você tem cinco pedras com seis e tem uma na mesa, logo o adversário só tem uma, e você pode até saber qual é essa pedra. Se você põe na mesa a pedra 3 e 6 à esquerda, ficará na mesa 6 nas duas pontas; assim, o oponente será obrigado a jogar sua única pedra que contém o 6. É possível saber que a pedra do oponente é 6 e branco (zero). Assim, de um lado ficará o 6 e, do outro, a pedra chamada de branco (zero). A situação agora seria essa: A estratégia seria agora jogar alguma pedra que leve o adversário a jogar uma pedra qualquer que a ponta seja 5, 4, 3 ou 1. Isso para que você possa novamente ter as pontas 6 e 6, assim ele vai passar e você obtém uma vantagem – puramente matemática e lógica. Pode-se assim saber exatamente quais as pedras estão nas mãos do adversário. O que podemos tirar desse jogo para ações empresariais: • Conhecer o cenário te dará mais chances de ações; • Analisar o cenário (tabuleiro) te dará maior certeza nas ações; • Analisar o cenário te dará poder de conduzir as ações do mercado; • Planejar te dará o poder de induzir as ações do mercado controlado por você; • Controlar as ações te dará o poder de saber exatamente o que e quando fazer. Ao findar dessa aula, você será capaz de entender os ambientes da teoria dos jogos, a aplicabilidade no mundo dos negócios, e entender o papel da simulação para melhorar o poder de decisão nas organizações. Ex pl or 15 UNIDADE Aplicação da Teoria dos Jogos na Administração Material Complementar Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Caro(a) Aluno(a) É muito importante que no ensino a distância o aluno amplie o acesso a conteúdo de qualidade que trate sobre os temas propostos, é uma forma de ver o mesmo assunto de uma forma diferente. Então, contando com o seu compromisso em buscar outros meios de estudo, indicamos aqui alguns artigos. Bons estudos! Sites Entendendo a Lógica da Situação (ou Elementos do Jogo) http://goo.gl/a90odz Teoria dos jogos https://goo.gl/RCOjU3 Leitura Lógica – A Arte de Pensar http://goo.gl/zYqYa3 16 17 Referências BRANDENBURGER, A.; NALEBUFF, B. J. The right game: use game theory to shape strategy. Harvard Business Review. v. 73, n. 4, p. 57-71. 1995. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário eletrônico Aurélio versão 5.0. Curitiba: Positivo, v. 1, 2004. PORTER, M. E. How Competitive Forces Shape Strategy. Harvard Business Review. v. 57, n. 2, p. 137-145. 1979. TAVARES, Marcos Paulo. Teoria dos Jogos: algumas aplicações ao mercado de trabalho. Rio de Janeiro: PUC-RIO, 1995. 17