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SEDUC/RO 
 
 
 
 
Colonização da Amazônia Ocidental.................................................................................................... 1 
 
Aldeias indígenas do estado de Rondônia ........................................................................................... 5 
 
Ocupação econômica com os seringais ............................................................................................... 7 
 
Tratados e Acordos. Estrada de Ferro Madeira-Mamoré ..................................................................... 7 
 
Cândido Rondon e a integração nacional. Território Federal de Guaporé e a criação do estado de 
Rondônia .................................................................................................................................................. 9 
 
Evolução político-administrativa dos municípios de Rondônia ........................................................... 11 
 
Localização e limites entre os municípios .......................................................................................... 13 
 
Governadores do estado de Rondônia ............................................................................................... 15 
 
Divisas e fronteiras do estado de Rondônia ....................................................................................... 16 
 
Setores produtivos da agropecuária: área de exploração e importância econômica .......................... 18 
 
Expansão da fronteira agrícola: economia x sociedade ..................................................................... 19 
 
Hidrografia. Clima do estado. Principais unidades de relevo do estado e do entorno amazônico. Biomas 
e a degradação ambiental. Principais Unidades de Conservação Ambiental .......................................... 21 
 
População do estado: migrações e condições socioeconômicas ....................................................... 28 
 
Setores econômicos: indústria e serviços .......................................................................................... 28 
 
Rondônia como lugar de políticas públicas nacionais ........................................................................ 30 
 
Questões ........................................................................................................................................... 32 
 
 
1250957 E-book gerado especialmente para ALEXANDRE BENICIO ALVES ALEXANDRE
 
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Candidatos ao Concurso Público, 
O Instituto Maximize Educação disponibiliza o e-mail professores@maxieduca.com.br para dúvidas 
relacionadas ao conteúdo desta apostila como forma de auxiliá-los nos estudos para um bom 
desempenho na prova. 
As dúvidas serão encaminhadas para os professores responsáveis pela matéria, portanto, ao entrar 
em contato, informe: 
- Apostila (concurso e cargo); 
- Disciplina (matéria); 
- Número da página onde se encontra a dúvida; e 
- Qual a dúvida. 
Caso existam dúvidas em disciplinas diferentes, por favor, encaminhá-las em e-mails separados. O 
professor terá até cinco dias úteis para respondê-la. 
Bons estudos! 
 
1250957 E-book gerado especialmente para ALEXANDRE BENICIO ALVES ALEXANDRE
 
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Caro(a) candidato(a), antes de iniciar nosso estudo, queremos nos colocar à sua disposição, durante 
todo o prazo do concurso para auxiliá-lo em suas dúvidas e receber suas sugestões. Muito zelo e técnica 
foram empregados na edição desta obra. No entanto, podem ocorrer erros de digitação ou dúvida 
conceitual. Em qualquer situação, solicitamos a comunicação ao nosso serviço de atendimento ao cliente 
para que possamos esclarecê-lo. Entre em contato conosco pelo e-mail: professores @maxieduca.com.br 
 
A colonização da Amazônia - que hoje corresponde aos estados do Amazonas e do Pará - foi 
estimulada pelas preocupações de garantir a posse e o acesso ao rio Amazonas e impedir a presença de 
rivais de outros países. A base de ocupação se deu através do extrativismo vegetal e do apresamento 
indígena. 
O extrativismo vegetal consistiu na exploração das chamadas "drogas do sertão”: cacau, guaraná, 
borracha, urucu, salsaparrilha, castanha-do-pará, gergelim, noz de pixurim, baunilha, coco, etc. Por isso, 
a escravidão tinha ali um terreno desfavorável, pois a exploração da Amazônia dependia do bom 
conhecimento da região. Daí a importância dos índios locais que serviam de guias. A forma predominante 
que caracterizou a integração da Amazônia ao conjunto da economia colonial foi o estabelecimento das 
missões jesuíticas, que chegaram a aldear perto de 50 mil índios. 
 
História da colonização da Amazônia 
 
A Expansão Lusa 
 
No ano de 1415 – Portugal conquistou Ceuta. Esse ato significou a sua expansão para o litoral da 
África e as Ilhas do Atlântico, pois vencia os limites da navegação, era o início de novas conquistas. No 
séc. XV - Com a descoberta do novo caminho para as Índias e a possibilidade de adquirir os produtos 
orientais por preços mais baixos, transformaram-se no principal objetivo do Estado português. Nesse 
processo de conquistas e expansão, Lisboa se transformou num centro comercial importantíssimo, pela 
oferta de produtos concebidos como exóticos no mercado europeu. Anos depois, em 1500 - Cabral 
oficializou a posse sobre o Brasil. Deu-se início a um grande empreendimento português, uma grande 
colônia prometia prosperidade e muito lucro. 
 
A expansão espanhola 
 
Em 1492 - a Espanha tendo superado a presença árabe e a divisão interna, reuniu forças para 
participar das disputas comerciais e exploração do mundo colonial, pois também tinha necessidades 
mercantis. Cristóvão Colombo, navegador genovês, partiu em agosto de 1492 - rumou alçando a ilha de 
Guanabara (San Salvador), nas Bahamas, na América Central para descobrir novas terras, novos 
horizontes que ampliasse a riqueza da Espanha. 
 
Os Traçados Ultramarinos 
 
No séc. XV - A corrida expansionista de Portugal e Espanha gerou controvérsias. Para definir direitos 
e territórios formularam-se diversos tratados, dos quais o mais antigo é o Tratado de Toledo - assinado 
em 1480. Esse tratado garantia as terras ao sul das Ilhas Canárias a Portugal, pois assegurava a rota das 
Índias pelo sul da África. No ano de 1493 pela Bula Intercoetera, o papa Alexandre VI determinou a 
partilha ultramarina entre espanhóis e portugueses. Os portugueses acharam que estavam sendo 
prejudicados, propuseram o Tratado de Tordesilhas. Em 07 de junho de1494 foi decidido que a Espanha 
ficaria com as terras descobertas ao ocidente de uma linha imaginária, tirada de polo a polo, e a 70 léguas 
das ilhas do Cabo Verde, cabendo a Portugal a que se descobrisse ao oriente. Com esta divisão, a 
Espanha ganhava quase toda a América, os estados do: Amazonas, Pará, Mato Grosso, quase todo 
Goiás, 2/3 de S. Paulo, parte de Minas Gerais, todo Paraná, Sta. Catarina e Rio Grande do Sul. Para 
Portugal cabia um pedaço de terra à foz do Rio-Madeira, na Amazônia. No ano de 1.500 – o espanhol 
Vicente Yanez Pinzon atingiu o Brasil, na altura de Pernambuco, visitando Povo Dias o estuário do 
Amazonas. Pelo Tratado de Tordesilhas, os Portugueses não deviam passar além do estuário do 
Amazonas. Em 1532 Francisco Pizarro chegou ao Peru, encontrando o povo Inca. Os espanhóis 
estabeleceram-se em seguida, organizando a administração pública nos moldes da Espanha. Pizarro se 
Colonização da Amazônia Ocidental 
1250957 E-book gerado especialmente para ALEXANDRE BENICIO ALVES ALEXANDRE
 
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tornou autoridade suprema do território. A Espanha tinha-se espalhado pelas terras da América Central 
e Andina. E a Amazônia compreendia-se uma região sob seu governo. Até 1538 devido a falta de recursos 
financeiros, muitas pessoas doentes e que também faleceram, a exploração fora abandonada e fechada. 
 
As conquistas na Amazônia 
 
Espanholas - Em 1538, Pedro de Anzurey reiniciou a abertura para Amazônia, com uma expedição 
commuitos índios, espanhóis, através dos Andes, mas não obteve sucesso. As várias intempéries de 
fator climático, temporal, geográfico e a falta de conhecimento da mata impossibilitaram o avanço da 
expansão territorial. No mês de fevereiro de 1541 - Pizarro partiu de Quito (Peru) para encontrar o “El 
Dorado”. Orellana que estava em Guaiaquil, chegou depois da expedição com fome e sem dinheiro, mas 
mesmo assim partiu em busca de seu líder. Pois as maiores dificuldades a serem enfrentadas eram os 
desafios da região tropical, desconhecida para o mundo europeu. Artur Reis, 1989:43, ao descrever sobre 
a conquista do Amazonas, relata a entrada nas matas e rios afirma: “.... Se impressionaram com a 
expansão do rio. A Amazônia aparecia-lhes em seus aspectos selvagens, em toda sua grandeza 
assombrosa”. 
Pizarro em sua expedição adoeceu de tal forma que foi acolhido por um cacique que lhe deu 
assistência necessária, com medicação e alimentos. Ali, com o índio, Pizarro permaneceu dois meses. 
Várias tentativas foram realizadas para continuar com a expansão espanhola, mas no séc. XVI os 
espanhóis deixaram a Amazônia. Morreram muitos espanhóis de sua expedição, bem como muitos índios 
que fizeram parte da mesma para auxiliarem no enfrentamento da mata com suas belezas naturais, mas 
difícil de ser enfrentada, principalmente para quem não conhecia. Contam os relatos de viagem, que a 
expedição, em certo momento não tinha mais nada a comer, pois os índios morreram de fome e de 
doenças e os que sobraram se recusaram a continuar a trabalhar com os espanhóis. Neide Gondim em 
sua obra Invenção da Amazônia, analisa a postura do europeu ao ter encontrado o “Paraíso Perdido”, o 
“Eldorado”, a “Fonte de Juventude”. E afirma que: 
A viagem pelo Amazonas é dividida em três etapas: a reação, regressiva e a pretérita. O conjunto ora 
apresenta-se conforme suas características naturais específicas. No período de 1580 - 1640 devido a 
todo um contexto histórico, social e político e a morte de D. Henrique, rei de Portugal, deu-se a anexação 
de Portugal a Espanha. Nessa época, isto é, em 1595, holandeses, ingleses, franceses, tentam a 
colonização da Amazônia. Foram realizadas inúmeras tentativas de colonização. Entre 1530 e 1668 
dezenas de expedições desceram dos Andes para a selva tropical enfrentando também todos os desafios 
da mata e dos rios. 
 
Novas tentativas de Colonização - No ano de 1538 - o imperador Carlos V, da Espanha, outorgou 
aos comerciantes da cidade de Augsburg o direito de posse de uma parte da Venezuela, procurando 
assim uma tentativa estratégica para entrar na Amazônia. Várias expedições tentaram ocupá-la. Pedro 
de Candia e Pedro Anzurey tentaram explora-lá, em 1533 entrando pelo rio Madre de Dios e o Beni 
(Bolívia). George de Spires, sucessor de Alfinger, em 1536, tentou uma outra expedição, porém não 
obteve lucros. Em abril de 1539, Alonso de Alvarado fundou a cidade que hoje é Chahapoyos, no vale do 
Marañon. Em 1541 - o alemão, Philip von Huten, viajou pelo rio Caquetá por quase 1 ano, sem sucesso. 
Ao voltar para o litoral da Venezuela, encontrou a povoação alemã ocupada por piratas espanhóis, e foi 
decapitado. 
Pizarro confiara o cargo a Francisco Orellana para continuar a obra de conquista. Sua expedição 
detectou como se formava o rio Amazonas: ¨pela direita e pela esquerda¨: Rio Negro e Rio Madeira, 
tentando desembarque nas aldeias indígenas em vários trechos do rio. Nessa mesma época de 1541, 
Orellana encontrou as índias Amazonas, diferentes das outras índias. Um ano depois atingiu o Antlântico. 
Orellana recebeu em 13 de fevereiro de 1544 o título de Adelantado, Governador e Capitão General das 
terras que colonizou, a Nova Andaluzia – depois chamada de Amazônia. Há controvérsias quanto a 
viagem de Orellana. Historiadores afirmam que ele teria entrado pelo rio Pará, e outros pelo Amazonas. 
Veio a falecer em 1546. Outros navegadores pretenderam chegar até a Amazônia, entrando pelo 
Atlântico: Luiz de Melo da Silva e o piloto francês João Afonso, sem, porém, alcançar o objetivo. Houve 
várias outras tentativas espanholas para ocupação da Amazônia em 1560: Pedro de Ursua, Gusman e 
Lope de Aguirre. Muitas lendas e histórias eram tecidas a respeito do Dorado recolhido. Entre muitas que 
eram contadas, se dizia que: havia tanta riqueza que era impossível medir; os templos, os palácios, a 
pavimentação das ruas da cidade de Manao eram construídos com ouro puro; o rei ao banhar-se, pelas 
manhãs, banhava-se num lago de águas perfumadas, sobre as quais lançavam ouro em pó. 
 
1250957 E-book gerado especialmente para ALEXANDRE BENICIO ALVES ALEXANDRE
 
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Reação Portuguesa - A obra dos portugueses, nesse período foi muito vagarosa, pois havia pouca 
gente no reino de Portugal para vir ao Brasil, principalmente para trabalhar. Por volta de 1600, pelo lado 
do Atlântico começou a ser ocupada a terra do Amazonas. Holandeses, ingleses e franceses disputaram 
as terras invadindo a explorando o delta do rio comercializando com os nativos, como se fossem donos 
da região. Os portugueses partiram de Pernambuco à caça dos franceses que estavam se fixando nas 
costas brasileiras, no Maranhão, onde S. Luiz era o sítio mais importante da colônia francesa. Eles 
atingiram a colônia em 1616. Nesse mesmo ano Francisco Caldeira Castelo Branco comandou uma 
expedição, expulsou os franceses do Maranhão e avançou para o norte, fundando o Forte do Presépio 
que se tornou o núcleo de origem da povoação de Belém e base de operações dos portugueses contra 
os estrangeiros. 
Em 1612 - os primeiros jesuítas entraram no Maranhão, onde se encarregaram da catequese dos 
nativos, submetendo-os aos trabalhos aos colonizadores. Segundo o pensamento europeu: “... 
mostravam necessidades de trazer as tribos ao convívio da civilização europeia”. No ano de 1621 - sob 
o comando de Pedro Teixeira, os portugueses esmagaram os últimos postos ingleses, irlandeses e 
holandeses. Além de Teixeira, sertanistas entraram no território amazonense. Estes avançaram muito 
mais que Teixeira. Partiram de Belém, Gurupá e Cametá, passando por Tapajós, pelo Ocidente, rumo 
aos limites com as colônias espanholas e adiantaram-se até o rio Solimões, com o objetivo de buscar 
ouro e drogas do sertão. E ao adentrarem na mata caçavam os índios. Porém, não foram bem sucedidos 
nas pesquisas para as descobertas das minas de ouro, colhiam com dificuldades as drogas do sertão. A 
caça ao índio era mais lucrativa, porém mais trabalhosa. Em 10 anos os portugueses se tornaram 
ocupantes da Amazônia. Entre 1600 e 1630 - os portugueses consolidaram o seu total domínio da boca 
do rio Amazonas. Em 28 de outubro de 1637 - sob o comando de Pedro Teixeira, a expedição partiu do 
Porto de Belém com toda segurança, obtendo sucessos. O Tratado de Tordesilhas foi violado em quase 
1.500 milhas. Em 1669 - para impedir a passagem de navios holandeses que desciam do Orenoco para 
comercializar com os índios Omágua, o comandante Pedro da Costa Favela construiu a fortaleza da Barra 
de S. José do Rio Negro. Frei Teodoro (franciscano) foi responsável pelo aldeamento dos índios Tarumá, 
na boca do rio Negro, dando a origem ao povoado que no futuro seria a cidade de Manaus. 
 
A integração da Amazônia ao colonialismo mercantil 
 
A Amazônia constituiu-se um mundo diverso do restante do Brasil, pelos seus aspectos geográficos, 
naturais e culturais, distinto de várias outras naturezas. E como suas condições econômicas eram 
diferentes do restante do país, a administração e legislação também eram especiais. Conforme Érico 
Veríssimo: “Uma história, senão diversa, pelo independente da do Brasil”. Artur Reis, denominava 
Portugal até o séc. XV de monarquia agrária. Afirma que deste século em diante alterou sua fisionomia 
socioeconômica, por força dos empreendimentos marítimos que lhes faltaram em detrimento dos poucos 
rendimentos das especiarias do Oriente e da África, e depois a lavoura do Brasil, com suas riquezas 
naturais, a matéria prima eos produtos do solo atenderam as necessidades mercantis da Coroa 
Portuguesa. 
A Amazônia, na verdade, se apresentava de forma peculiar. Portugal via como a grande empresa onde 
dominaria, pois já trazia experiência de séculos. Não foi difícil colonizar mais uma parte do “Novo Mundo”. 
A Amazônia era vista como o “Eldorado”, onde se encontrariam espécies variadas de vegetais 
aproveitáveis, principalmente na alimentação e na farmacopeia. Na sua esplêndida mata, os 
colonizadores encontraram uma variedade de plantas, que denominaram a chamada de drogas do sertão, 
pela utilidade que as mesmas apresentaram para o mercado europeu. Produtos que no Oriente e na 
Europa eram denominadas de especiarias. 
Essas drogas (especiarias) da Amazônia eram: o cacau, a salsa, o urucum, as sementes oleaginosas, 
o paturi, o cravo, a canela, a baunilha, as raízes aromáticas, e tantas outras. A Europa procurava as 
“drogas” com mais intenso interesse, pois as dificuldades da colheita das especiarias no Oriente, onde 
outros povos, bem mais armados e preparados tecnicamente, concorriam com os portugueses. 
O extremo-norte do Brasil se apresentava para Portugal, como um ponto estratégico, geograficamente 
e também comercialmente, de início, sem concorrências, constituindo uma verdadeira revelação ao Reino 
Português. Sérgio Buarque de Holanda, historiador brasileiro, em suas pesquisas constata num 
documento, que: “Um português – comentava certo viajante em fins do século XVIII – pode fretar um 
navio para o Brasil com menos dificuldade do que lhe é preciso para ir a cavalo de Lisboa ao Porto”. 
Buarque de Holanda, ainda questiona: “E essa ânsia de prosperidade sem custo, de títulos honoríficos, 
de posições e riquezas fáceis, tão notoriamente característica das gentes de nossa terra, não é bem uma 
das manifestações mais cruas do espírito de aventura? ” 
1250957 E-book gerado especialmente para ALEXANDRE BENICIO ALVES ALEXANDRE
 
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Portugal esperava encontrar um sucedâneo da Índia, que satisfizesse as necessidades mercantis para 
a riqueza de sua Coroa. Nos relatos e documentos encontrados consta que: “As ordens e instruções, para 
se incorporasse à riqueza da colônia, a grossa produção do sertão, durante os sécs. XVII e XVIII foram 
realizadas”. Ainda em 1797 - a Metrópole mandava que se buscasse encontrar algumas drogas raras, 
mas necessárias, o quina, o paxuri, a árvore da casca preciosa e o salitre. Reis, 1982:92 afirma que: “Do 
Natal até S. João, fazia-se a colheita do cacau silvestre com cravo. Se penetravam todos os cursos fluviais 
com os olhares voltados para a floresta amiga…. As drogas do sertão são para o Estado do Pará o mesmo 
que as minas têm sido para Portugal”. Na verdade, a Amazônia constituía a última fronteira de riquezas 
naturais para a Metrópole. Sua economia deveria suprir as necessidades e os problemas de Portugal. A 
Amazônia era vista como o Eldorado não só pela imensidão de suas terras, matas e rios, mas a promessa 
do empreendimento era vultuosa. Ainda segundo Reis: “A economia não deveria se apoiar só na colheita 
da produção natural, deveria se apoiar também no “trato da Terra”, devido ao novo clima e temperamento 
do céu, nela se podendo cultivar espécies de toda a redondeza do mundo”. 
Os Holandeses e ingleses, ao ocuparem uma parte da Amazônia já cultivavam em suas feitorias a 
cana de açúcar, obtendo resultados positivos, principalmente em Belém onde foi realizada primeira 
tentativa do plantio da cana de açúcar. Os portugueses, em seguida, cultivaram as próprias drogas: cacau, 
cravo, canela e baunilha. Para os colonos eram dados prêmios em dinheiro, em garantias, concessões, 
facilidades que serviam de incentivos para continuarem a trabalhar na terra. Em 1731 o lavrador solicitava 
as mercês (recompensas) prometidas pelas cartas régias, à Caravana de Belém e ao governador do 
estado para implementar na sua obra. Constatou-se que nessa época esse mesmo lavrador plantou 
18.900 pés de cacau. (REIS, 1993:93). Foram ainda plantadas outras espécies como: o anil, o café, o 
algodão e o tabaco. Havia uma legislação que amparava e protegia a atividade do colono. Ele era isento 
de impostos e tinha instruções de procedimentos da colheita. 
Essa experiência de cultivo durou até meados do séc. XVIII. De Pombal em diante, ao realizar a 
reforma na Metrópole através da Amazônia, continuou-se tal cultivo e foram introduzidos outros tipos 
exóticos. Já nesta época, segundo as afirmações de Mendonça Furtado, o objetivo era transformar o 
Estado num grande campo onde o colono exercitasse a larga agricultura. As atividades agrícolas eram 
assim distribuídas: o anil aconselhava pelo Reino, foi desenvolvido principalmente na capitania de S. José 
do Rio Negro. O arroz, o café, o cacau, o tabaco, continuaram a ser trabalhados. A maior lavoura era das 
manibas, de que se fazia farinha, base da alimentação indígena, a que o colono foi se adaptando. Novos 
gêneros eram o cânhamo, o linho, pimenta, nós moscada, frutos europeus. De Cayena chegavam várias, 
espécies cobiçadas e imediatamente cultivadas. Para assistir os colonos com mudas e sementes, o 
capitão-general Souza Coutinho estabeleceu em Belém, um grande horto, que recebeu o título de Jardim 
Botânico, sendo louvada por Lisboa a iniciativa. Por parte da coroa eram emitidos elogios e aplausos pelo 
sucesso da agricultura e pelos seus novos empreendimentos. 
O progresso da agricultura encontrava entrave forte na concorrência das “drogas”, sempre lembradas 
de Portugal, na pobreza dos colonos, forçados a empresas de vulto, na resistência do índio que não se 
substitua pelo africano pela falta de conhecimentos técnicos dos povoadores, improdutividade dos 
diretores de povoados, mais interessados em operações imediatas de comércio. A política protecionista, 
em consequência, não podia surtir efeitos sensíveis. Os empreendedores na Amazônia, como por 
exemplo, D. Francisco de Souza Coutinho, comunicava à Metrópole a série de esforços que vinha 
desempenhando para tirar o Estado da condição de produtor, unicamente em especiarias, pois o medo 
de Portugal era perder essa terra. Outra tentação do colono na Amazônia (como em todas as partes do 
mundo), era explorar a riqueza do sub-solo, principalmente na Amazônia, pelo fato de ter-se criado o mito 
do ouro. Tendo em vista tal objetivo, várias expedições, com o povo oficial, foram realizadas, procurando 
os Potosis. 
Em 1640 - Bartolomeu Barreiro de Athayde, saiu de Belém em busca de um Rio do Ouro, que nunca 
foi identificado. Anos após, em 1647 – partiu outra expedição com a mesma finalidade e sem resultados. 
Para a exploração do subsolo com a pretensão de encontrar ouro, tantas outras expedições foram 
realizadas: 
• Paulistas descendo o Mato Grosso, de Goiás, pelo Rio Madeira, pelo Rio Tapajós e pelo Rio 
Tocantins. 
• Em 1673 - na Corte correu a notícia de que no Rio Tocantins os bandeirantes da Paulicéia tinham 
afinal encontrada usinas. O Pe. Antônio Raposo verificou, onde D. Pedro sulcou o rio, e nada encontrou. 
• Várias tentativas foram realizadas, mas todos foram falsos descobrimentos, de forma que o governo 
português proibiu qualquer aventura para descobrir minas de ouro. 
Outra fonte de riqueza foi encontrada pelos portugueses – a pesca. Foram encontrados os rios com 
peixes de vários tamanhos e cores, para todas as utilidades, inclusive para o comércio. Os campos de 
1250957 E-book gerado especialmente para ALEXANDRE BENICIO ALVES ALEXANDRE
 
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Marajó (localizados no norte de Belém) - ofereciam boa pastagem, clima ameno, propício para fundação 
de fazendas para criação de gado. 
• Em 1680 - Francisco Rodrigues Pereira - fundou a primeira fazenda. 
• 1696 - Os religiosos das Mercês também instalaram fazendas. 
• Em 1759 - só os Jesuítas possuíam 136.000 cabeças de gado. 
• Em 1793 - na ilha, haviam 153 fazendas de gado 
• O aproveitamento fabril da flora e da fauna regionais consistiu objeto de ocupação do colono. O gentio 
trabalhava, em moldes ainda rudes,no preparo da manteiga de tartaruga, farinhas e artefatos de 
borracha. 
• Em 1751 - contavam-se 42 engenhocas no Pará. 
• No fabrico do anil - eram sistemas muito primitivas, montados sob o aplauso do Estado que ajudou 
com a isenção de taxas e outros favores. 
• No Solimões - manufatura-se a manteiga de tartaruga. 
• Em Salinas, na beira do mar, aproveitava-se o sal. 
• No final do século, a atividade industrial cresceu. 
• 1784 - Belém - 07 engenhos de descascadores de arroz, fiadores de algodão. 
• O leite da seringueira começou a ser aproveitado em pequenos artefatos. 
• O cacau para o fabrico de chocolate. Na capitania de S. José do Rio Negro o governador montou 
estabelecimentos de fiação de algodão e outras fibras. 
A Amazônia foi ocupada em todos os aspectos, principalmente foi constituída em função da água e da 
floresta e esta ocupada apenas nas margens dos rios, igarapés, lagos, onde o colono e o nativo fizeram 
a clareia necessária à pousada que levantaram. Mendonça Furtado dizia: “A Amazonas era a estrada 
real”. O governo lusitano não permitiu o estrangeiro ao acesso à região. A navegação do Madeira por 
onde podia passar o contrabando do ouro do Mato Grosso, o espanhol descer de Santa Cruz, foi fechada 
pelo Alvará de 27/10/1733. . A do Tocantins, foi decretado em 10/01/1730. O alvará de 14/11/1752 - abrira 
o Rio Madeira, abrindo relações comerciais com as outras capitanias. Em 1761 foi inaugurado o estaleiro 
em Belém, que substituiu a velha Casa das Canoas, onde a Cia. Do Comércio do Grão-Pará construiu 
três grandes navios para viagens à Europa. Durante um século e meio se praticava o escambo. 
No interior do Estado os produtos eram trocados porque não circulava dinheiro. Tudo se pagava em 
gêneros: rolos de pano, novelos de fino, cacau e cravo, inclusive o vencimento (salário) do funcionalismo. 
Em 1726 circulava algum dinheiro, vindo do interior do Maranhão, que receberam nas comunicações 
com Pernambuco. Em 1743 - foi oficializado o salário dos oficiais em moeda. A circulação oficial iniciou 
em 1749 - remetidos de Lisboa para o estado do Maranhão e Grão-Pará. O comércio não tinha nenhum 
incentivo judiciário, continuando nas mãos de regatões, “traficantes”, mantendo na canoa tripulada de 
índios para irem aos sítios dos lavradores, estabelecidos em diversos rios, lagos, fazendo permuta de 
gêneros. Era todo um processo primitivo. 
As relações com o exterior se faziam apenas com Lisboa, em charruas que tocavam o porto de Belém 
em épocas determinadas. Em 1759 - a Câmara de Belém requereu a vinda de navios para buscar a 
produção da Capitania. 
No fim do séc. XVIII em diante, no início da Revolução Industrial, de Belém foram embarcados arrobas 
de cacau, algodão, café, arroz, o que se juntava em grande escala, a madeira, para a construção de 
edifícios reais e de embarcações no Arsenal de Lisboa. Entre 1773 e 1802 foram exportados milhares de 
toneladas de produtos: cacau, milho, arroz, café. No ano de 1809 - iniciou-se a exportação da seringa, 
para a Inglaterra. A abertura dos portos brasileiros ao comércio das nações amigas, abriu novos 
horizontes. Belém começou a comercializar com a Inglaterra, América do Norte, Antilhas e Holanda. 
Fontes: 
http://www.culturabrasil.org/contestacoes.htm 
http://www.amazonia2002.de/Porto_Velho/Moser/Moser_Portugues/body_moser_portugues.html. 
 
 
 
Caripunas 
Ocupam o Parque Indígena Karipuna no vale do rio Jaci-Paraná, ainda não demarcado. 
Os caripunas numerosíssimos no final do século XIX e início do Século XX, foram os mais prejudicados 
com a construção da ferrovia Madeira-Mamoré, no Alto Madeira, sendo hostilizado e dizimados pelos 
construtores dessa obra. Chegaram a ser considerados extintos. 
Porém, em 1970, os Caripunas reapareceram em cena ao atacarem um seringal no vale do rio Jaci-
Paraná, com perdas de vidas de ambas as partes. Em 1973, um topógrafo localizou uma de suas aldeias 
Aldeias indígenas do estado de Rondônia 
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e comunicou o achado a FUNAI, a qual conseguiu manter contato com seus habitantes em 1976. Os 
sertanistas tomara conhecimento da existência de outras aldeias, porém ainda não conseguiram manter 
contato com essas. Os Caripunas estão reduzidos a pequenos grupos arredios. 
 
Pakaás Novos 
Atualmente a maior área indígena em Rondônia, habitam no Município de Guajará-Mirim as reservas 
de Ribeirão (48.000 há) na margem do rio Ribeirão; Lage (110 há) na margem do rio Lages; Pacaás 
Novos (21.800 há) na margem esquerda do rio Pacaás Novos e rio Negro-Ocaia (104.000 há) na margem 
do rio do mesmo nome, afluente do rio Pacaás Novos. Estes vivem sob o controle da FUNAI. Há um grupo 
sob o controle da diocese de Guajará Mirim, localizado em Sagarana, na margem do rio Guaporé. 
Os Pakaás Novos entram em conflito armado, revidando as violências de que foram vítimas por parte 
dos construtores da ferrovia Madeira-Mamoré e dos seringueiros, no início do século XX. Atualmente, 
estão sob a violência muito mais agressiva, a dominação ideológica descaracterizando-os e despojando-
os dos seus valores culturais atávicos de nação. Violência praticada pelas missões religiosas nacionais 
e estrangeiras de várias matizes e credos. 
 
Karitianas 
Ocupam uma reserva de 57.000 há próxima a cidade de Porto Velho. Seu contato com os brancos 
ocorreu a partir da Segunda metade do século XIX quando a região foi penetrada pelos seringueiros. 
 
Tapari, Makurap e Jatobi 
Vivem nos Postos Indígenas do Rio Branco e do Rio Guaporé, são poucos indivíduos remanescentes 
destas nações que tiveram próxima a extinção vítimas das ações hostis dos seringalistas. 
 
Kaxacaris 
Habitam a região limítrofe entre os municípios de Porto Velho e Lábrea/AM. 
 
Uru-Eu-Wau-Wau 
Grupo arredio em fase de contato com a FUNAI, habitam os municípios de Ariquemes e Guajará-Mirim. 
São provavelmente do grupo tupi. 
 
Tubarão Latundé 
Habitam a reserva do mesmo nome no município de Vilhena. 
 
Cinta Larga 
Ocupam a área do Projeto Indígena do Roosevelt com 190.000 há, parte integrante da reserva do 
Parque Indígena do Aripuanã, localizada em terras dos Estados de Rondônia e Mato Grosso. 
 
Suruis 
Habitam os postos indígenas 7 de Setembro e Quatorze, no Município de Cacoal, a reserva indígena 
7 de Setembro ocupa terras de Rondônia e Mato Grosso. Os Suruis foram atingidos pela construção da 
BR 364, ocorrendo a invasão de seus territórios pelos migrantes sulistas lhes ocasionando graves 
prejuízos. 
 
Gaviões 
Ocupam uma reserva com área de 160.000 há já demarcada, suas aldeias situam-se às margens dos 
Igarapés Lourdes e Homônios, afluentes da margem direita do rio Ji-Paraná, próximo a cidade de Ji-
Paraná. 
Em contato com o branco a mais de 40 anos, em transações comerciais e de trabalho com os 
seringalistas e admissão de missionários religiosos estrangeiros em suas aldeias. Atualmente mantêm 
contato com a população da cidade de Ji-Paraná, onde se abastecem no comércio local. 
 
Araras 
Ocupam a mesma reserva dos Gaviões, hoje em contato pacífico com o branco, após mais de cem 
anos de tenaz resistência. Os Araras se constituem no terror das missões religiosas que tentaram se 
estabelecer no vale do Ji-Paraná. Só em 1950, dizimados por doenças fizeram os primeiros contatos 
amigáveis com os seringalistas. 
Fonte: 
http://www.geocities.ws/rondonianaweb/indigenas_ro.htm. 
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A região Norte foi ocupada pelos colonizadores europeus de forma precária e fundamentada no 
extrativismo. 
A região Norte do Brasil tem como principal característica a presença da Amazônia, com sua 
combinação de floresta, rios caudalosos e grande biodiversidade, o que a torna uma área única em todo 
o planeta. A ocupação da floresta foi realizada logo no início da ocupação espanhola e portuguesa, mas 
muito limitada devido aos problemas de ordem técnica para atravessar seusrios e transpor a mata densa. 
A 1ª expedição registrada em direção à Amazônia ocorreu no final do século XV, pelo espanhol Vincent 
Pizarro, que chamou a região de Santa Maria de la Mar Dulce, referindo-se ao rio Amazonas, que em 
razão do grande volume de água de sua foz foi confundido com um mar, sendo chamado de Marañón, 
que significa “mar ou não”. 
No século XVI, os irmãos Francisco e Gonçalo Pizarro, que comandaram a destruição do Império Inca, 
organizaram diversas expedições para desbravar a região a partir das nascentes do rio Amazonas nos 
Andes em busca do El Dorado, lendária cidade do ouro. Neste período, a exploração da região se 
consolidou pelo extrativismo de madeira, sementes oleaginosas e corantes, com destaque para a 
exploração do pau-brasil. Além disso, promoveu a escravização, aculturação e o genocídio de milhares 
de indígenas. 
Após a efetivação do Tratado de Madrid, em 1750, acordo que substituiu o Tratado de Tordesilhas no 
sentido de dividir os territórios que pertenciam a espanhóis e portugueses, Portugal intensificou a 
ocupação das terras amazônicas com a criação da Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e 
Maranhão, no intuito de organizar a produção de drogas do sertão realizada na região e comercializada 
com a Europa. 
Durante o século XIX teve início na região Norte o Ciclo da Borracha (1870-1910). O látex extraído da 
seringueira sempre foi de conhecimento dos índios, que o utilizavam para a impermeabilização de 
materiais e para a confecção de combustíveis e tochas. Com o avanço da industrialização nos países 
centrais e as descobertas do processo de vulcanização e do pneumático, aumentou a demanda pela 
borracha, cuja extração, ainda em 1840, começou a prosperar a região. 
O processo atraiu um grande contingente de população proveniente da região Nordeste, em geral os 
imigrantes que fugiam da seca, ao mesmo tempo em que ocorreu uma grande pressão internacional pelo 
aumento da produção. Em 1876, foram contrabandeadas algumas mudas de seringueira para a Inglaterra, 
que foram plantadas em colônias inglesas asiáticas, em destaque Índia, Malásia e Ceilão – atual Sri-
Lanka, exercendo uma enorme concorrência com a borracha produzida no Brasil. 
Em 1912 começou o declínio da produção de borracha na Amazônia, causando desemprego e fuga 
de capitais. No período entre guerras (1929-1946) houve um refluxo, em razão dos interesses norte-
americanos, viabilizados na construção da Fordlândia, que tinha como intuito fornecer pneus para as 
fábricas da Ford. Em geral, o ciclo da borracha obteve como resultados: 
Compra do Acre junto à Bolívia (1903); 
Construção das ferrovias Madeira-Mamoré (1903) e Belém-Bragança (1908); 
Aumento dos movimentos migratórios para a região (espanhóis, franceses, açorianos e principalmente 
cearenses que fugiam das secas); 
Consolidação da lógica predatória e desmatamento. 
Crescimento urbano das cidades de Manaus e Belém. 
Fonte: 
SILVA, Júlio César Lázaro Da. "História Econômica da Região Norte"; Brasil Escola. Disponível em 
<http://brasilescola.uol.com.br/brasil/historia-economica-regiao-norte.htm>. Acesso em 28 de setembro de 2016. 
 
 
 
A história da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) pode ser comparada às de livros de aventura 
tantos são os personagens envolvidos e as reviravoltas no enredo. Tudo começou em 1846, quando o 
governo da Bolívia cogitou a possibilidade de chegar ao oceano Atlântico pelos rios Madeira e Mamoré. 
Quinze anos depois, o general Quentin Quevedo divulgou o projeto de construção de uma ferrovia, já que 
o governo boliviano havia considerado inviável a ideia de atravessar os rios com embarcações. 
Em 1865, no bojo da Guerra do Paraguai, o sul do Mato Grosso foi isolado, o que levou o imperador 
Dom Pedro II a analisar a perspectiva de recuperar a área através da navegação do Madeira. Dois 
engenheiros enviados pelo imperador sugeriram que fosse feito um acordo com a Bolívia com relação ao 
Ocupação econômica com os seringais 
Tratados e Acordos. Estrada de Ferro Madeira-Mamoré 
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uso dos rios da fronteira. Os bolivianos, por sua vez, contrataram o coronel norte-americano Earl Church, 
um especialista em ferrovias, para avaliar a possibilidade de transpor os rios. 
O primeiro passo de Church foi criar a National Bolivian Navegation Company. Com dois milhões de 
libras obtidas com financiamento em Londres, ele contratou a empresa Public Works e importou 
equipamentos e material para assentar 36 km de trilhos. Como o Brasil, com o término da Guerra do 
Paraguai, desinteressou-se pelo empreendimento, Church e um grupo de vinte e cinco ingleses ficou à 
frente da empreitada. Menos de um ano depois, desistiram do empreendimento devido aos surtos de 
malária e ao perigo dos rios, sem que sequer um metro de ferrovia tivesse sido construído. 
Church, no entanto, com o intuito de dar continuidade ao projeto, viajou aos Estados Unidos em busca 
de outro financiamento. A empresa P&T Collins foi contratada com os recursos advindos desse novo 
financiamento. Dessa vez, foram construídos 7 km de trilhos, mas os operários norte-americanos 
decidiram ir embora por causa das doenças tropicais e do clima. A primeira locomotiva andou nos trilhos 
em 4 de julho de 1878, o dia da Independência Norte-americana. Na primeira curva, contudo, o veículo 
capotou. Menos de dois meses depois, a P&T Collins abandonou oficialmente a obra. Derrotado, Church 
voltou para os Estados Unidos. 
Somente em 1883 o governo brasileiro retomou o interesse pelo local. Querendo indexar o território 
do Acre ao Brasil, firmou o Tratado de Petrópolis com os vizinhos bolivianos. A Bolívia entregou o Acre e 
o Brasil se comprometeu a construir a ferrovia. Havia ganhos para ambos os lados: para o Brasil, porque 
o Acre já era ocupado por seringueiros brasileiros e a economia de extração de borracha estava em 
ascensão; para a Bolívia porque esse país precisava de um meio para escoar sua produção. 
Embora o brasileiro Joaquim Cahamy tenha vencido a concorrência para a construção da estrada de 
ferro, ele a repassou ao norte-americano Percival Farquar, que por sua vez abriu a empresa Madeira-
Mamoré Railway. A May, Jeckill & Rodolph foi contratada para concretizar o projeto. Na tentativa de evitar 
a repetição dos insucessos anteriores, Farquar montou uma estrutura médico-hospitalar no local. E, 
anunciando um novo "Eldorado", conseguiu atrair milhares de trabalhadores de diversos países. 
Começava, assim, e de fato, a construção de uma ferrovia de quase 400 km, que cortaria os rios Madeira 
e Mamoré, a oeste do atual estado de Rondônia, rumo ao Atlântico no litoral paraense. 
Os problemas, entretanto, continuaram a dificultar a execução do projeto de construção da ferrovia. O 
principal deles foi de natureza sanitária. O grande número de pessoas trabalhando em condições 
insalubres fez surgir tantos casos de doenças, que a ferrovia ganhou o apelido de "ferrovia do diabo". 
Para tentar controlar o avanço das epidemias de malária que chegaram a matar um mil e seiscentas 
pessoas foi contratado, em 1910, o sanitarista Oswaldo Cruz (1872-1917). Ele escreveu um relatório que 
atestava as péssimas condições dos trabalhadores e diagnosticava um horizonte sombrio para os 
moradores de Santo Antônio e de Porto Velho, afirmando, inclusive, que as crianças em ambos os 
municípios estavam fadadas a morrer por causa da doença. 
Outra dificuldade advinha da necessidade de se fazer a derrubada de árvores seculares, o primeiro 
passo para o trabalho dos operários, que consistia em aplainar o terreno, escavar, aterrar e assentar os 
trilhos. No auge da obra, havia mais de vinte mil homens de diversas nacionalidades no canteiro de obras: 
gregos, espanhóis, italianos, alemães, hindus além dos indígenas brasileiros. 
Apesar de tudo isso, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foi inaugurada em 30 de abril de 1912. Se 
por um lado trouxe desenvolvimento econômico paraRondônia, ligando, por exemplo, as cidades de Porto 
Velho e Guajará-Mirim, por outro não tardou a ficar obsoleta. 1912 foi o ano em que a economia da 
borracha entrou em crise. A ferrovia funcionou de modo desorganizado, gerida por empresas privadas 
ligadas à produção da borracha boliviana, até a década de 1930, quando finalmente passou a ser 
controlada pelo Estado brasileiro. 
Com o declínio da produção da borracha, o governo de Getúlio Vargas passou a atribuir outras funções 
para a Madeira-Mamoré, entre elas a de ocupar as áreas de fronteira aproveitando a ociosidade da 
estrada de ferro, ao longo da qual foram criadas colônias agrícolas, sendo a principal delas a Colônia 
Agrícola do Iata, no Guajará-Mirim. 
Entre 1930 e os primeiros anos da década de 1940, a ferrovia ficou responsável basicamente pelo 
transporte de pessoas e alimentos para os centros urbanos de Porto Velho e Guajará-Mirim. A batalha da 
borracha, ao fim da segunda guerra mundial, elevou por três ou cinco anos, a produção gomífera, 
aumentando ao mesmo tempo a utilização da ferrovia. Mais de 20 mil soldados, nordestinos na maioria, 
vieram para Rondônia trabalhar nos seringais. Com o fim do conflito esses seringueiros engrossaram a 
população rural do estado, constituindo um grupo de produtores extrativos e posseiros. Nos primeiros 
meses de 1960 foi iniciada a construção da rodovia ligando Cuiabá a Rio Branco, no Acre, fazendo com 
que a EFMM perdesse definitivamente sua importância, sendo por fim desativada, no dia 1º de julho de 
1971. (SOUZA, 2010, p. 239). 
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Parcialmente tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) em 2005, a 
Ferrovia Madeira-Mamoré (EFMM) vem sendo recuperada, em partes, pelos governos federal e 
municipal. A estrada de ferro, as locomotivas e os galpões onde funcionavam o museu e a antiga oficina 
da ferrovia se incluem no contingente que passa por processos de revitalização. 
Fonte: 
MORIM, Júlia. Ferrovia Madeira-Mamoré. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: 
<http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. 
 
 
 
Por caminhos bem diversos se deu a formação territorial do Estado de Rondônia, quando comparada 
com a do Estado do Acre. Quando surgiu a "questão acreana", a região correspondente ao Estado de 
Rondônia não apresentava traços notáveis de ocupação. 
Os primeiros movimentos são atribuídos ao Frei João de Sampaio, na região onde hoje se encontra a 
cidade de Porto velho. Isso, por conta da instalação de missões ao longo do Rio Jamari. Registra o 
sertanista Francisco de Mello Palheta que, quando subiu o Rio Madeira, em 1723, por ordem do 
Governador do Grão Pará, Maia Gama, se encontrou com o Frei João de Sampaio nas vizinhanças da 
cachoeira de Santo Antônio. 
Francisco de Mello palheta, comandando um "troço de gene de guerra", percorreu todo o curso do Rio 
Madeira, transpondo os trechos encachoeirados e chegando a "Santa Cruz de Los Cajubabas", no Rio 
Madre de Dios. Foi o primeiro a explorar o curso desse rio, que, a partir de então, se transforma em via 
de ligação dos altiplanos bolivianos com a planície amazônica. 
Em 1742, partindo de Mato Grosso, o português Manoel Félix de Lima, atravessa o Sararé, o Guaporé 
e o Madeira, chegando ao Pará. Em 1749, mesmo derrotado, José Leme do Prado chega a Belém e 
retorna às minas de Cuiabá. 
Os espanhóis, em 1743, estabeleceram o Forte de Santa Rosa – a aldeia de Santa Rosa, referenciada 
no Tratado de Madri, de 1750 -, a leste da margem direita do Rio Guaporé; ao sul de sua foz, no Rio 
Mamoré. A iniciativa pretendia obstar a busca e a consolidação de uma ligação entre as bacias platina e 
amazônica, então objeto da movimentação portuguesa na área. Os espanhóis, no início dos anos 
cinquenta, foram desalojados, como parte da estratégia lusa de evitar a infiltração hispânica nas 
comunicações do Mato Grosso com Cuiabá. A praça de guerra foi reforçada e rebatizada como Forte de 
Nossa Senhora da Conceição, guarnecido com o objetivo de marcar o domínio português na navegação 
ao longo do Guaporé, Mármore e Madeira. 
Em 30 de junho de 1776, foi iniciada a construção do Real Forte do Príncipe da Beira, às margens do 
Guaporé, em substituição ao Forte de Nossa Senhora da Conceição, então desativado. As operações 
nesta guarnição tiveram continuidade após a Independência, até o ano de 1895, quando foi desativado e 
abandonado. Em 1904, as ruínas da fortificação foram descobertas pela Comissão de Rondon. 
Com a assinatura do Tratado de Petrópolis, o Governo brasileiro se comprometeu a garantir as 
comunicações entre os rios Mamoré e Madeira, vencendo o trecho encachoeirado deste último curso 
através de uma linha férrea, capaz de garantir o escoamento da produção de borracha na região de 
"Madre de Dios" para os centros de comercialização no rio Amazonas-Manaus à Belém. 
O traçado da ferrovia previa os extremos na divisa dos estados do Amazonas e do mato Grosso: na 
altura, a cachoeira de Santo Antônio, no Madeira e, em um ponto da margem direita do Mamoré, na altura 
da povoação boliviana, localizada à margem esquerda, conhecida como "Guayara-Mirim". Com a 
construção da ferrovia, se deu a partida ao processo de ocupação da área. 
Constituída a empresa "Madeira-Mamoré Rallways Co.", foi escolhida como ponto inicial da ferrovia o 
antigo Porto de uma barraca, às margens do Rio Madeira, seis quilômetros ao norte da divisa dos Estados, 
em terras do estado do Amazonas. Em 1907, foi instalado, no local, o núcleo residencial dos empregados 
da ferrovia e as oficinas. 
A localidade de Santo Antônio já existia desde o final do século XVII. Portanto, não surgiu em 
decorrência da construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré ou das Estações Telegráficas da 
Comissão Rondon. Ao contrário, serviu como ponto de referência para ambos os projetos. Entretanto, 
sua transformação em município teve como fator principal à ferrovia e a estação telegráfica, em razão de 
sua importância como um dos dois pontos extremos da linha telegráfica, implantada pela Comissão 
Rondon. Povoação antiga, pertencente ao Mato Grosso, foi transformada em município pelo Governador 
mato-grossense, Generoso Paes Leme de Souza Ponce, através da Lei nº 494, de 03 de junho de 1908. 
Cândido Rondon e a integração nacional. Território Federal de Guaporé e 
a criação do estado de Rondônia 
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O povoado, sede do município, foi elevado à categoria de Vila, em 27 de setembro de 1911, pelo Decreto-
Lei nº 576, baixado pelo Governador Joaquim da Costa Marques, de Mato Grosso. 
O município de Santo Antônio do rio Madeira foi instalado no dia 02 de junho de 1912, na gestão do 
Governador Costa Marques. Naquele dia, tomou posse o primeiro Prefeito, o médico Joaquim Augusto 
Tanajura, e os Vereadores, também nomeados, Antônio Marcelino Cavalcante, José Fortunati da 
Conceição, José Alves Damasceno e Antônio Brito Carneiro da Cunha, que presidiu a Comissão 
Municipal, designação das Câmaras Municipais de Mato Grosso à época. 
Em 1º de dezembro de 1914, ocorreram as primeiras eleições no município. Consequentemente, foram 
as primeiras realizadas nesta região. Os Vereadores tomaram posse m 1º de janeiro de 1915. Foram 
eles: Alfredo Pereira Neves, Manoel Correa de melo, José Fortunati da Conceição e Antônio Salles 
Ferreira, todos do Partido Republicano Conservador (PRC). 
Em rápido progresso, o Termo facilitou a criação do município de Porto Velho, através da lei nº 757, 
de 2 de outubro de 1914, instalado em 24 de janeiro de 1915. Os limites municipais, inicialmente 
coincidentes com os do termo, foram descritos pela lei 833, de 11 de outubro de 1915, que fixava o limite 
com o município de Lábrea do divisor de águas do Itxi-Abunã. Em 1917, o Termo foi elevado a Comarca 
e, em 7 de setembro de 1919, a vila de porto velho foi elevada à categoriade cidade. Dessa sorte, 
progrediu Porto Velho. 
Com a escolha do sítio de porto velho, a povoação de Santo Antônio do Madeira, administrada pelo 
Governo de Mato Grosso e localizada próximo à cachoeira que lhe emprestava a denominação, acabou 
sendo absorvida por esta nova povoação. 
No outro extremo, ocorria fenômeno semelhante, com a formação do povoado de Guajará-Mirim, 
elevado a município, em 12 de julho de 1912, através da lei 991, do Estado de Mato Grosso. Em 10 de 
abril de 1929, Guajará-Mirim foi elevada à categoria de cidade. 
A formação territorial de Rondônia se inicia com a criação do território Federal do Guaporé, através do 
Decreto nº 5.812, de 13 de setembro de 1943. Este decreto criou os territórios Federais do Amapá, do 
Rio Branco, do Guaporé, de Ponta Porã e do Iguaçu, atendendo antiga reivindicação de correntes 
políticas, que propunha a ampliação da autoridade Federal em defesa de interesses nacionais legítimos. 
A região que corresponde ao Território federal do Guaporé havia sido objeto, em 17 de junho de 1932, 
de uma proposta do departamento administrativo do serviço Público (DASP), na forma de exposição de 
motivos ao Presidente da República, para a criação de um território, denominado Mamoré, cujos limites 
seriam fixados posteriormente. A despeito da proposta, nenhuma providência foi tomada. Somente em 
14 de dezembro de 1938, por proposição do Conselho de Segurança Nacional, a presidência da 
República resolveu tomar providências para uma efetiva ocupação da área. 
A Constituição de 1937 – a chamada constituição do Estado Novo -, ao invocar, no artigo 6º, o princípio 
da segurança nacional, estipulava que "a União poderá criar, no interessa de defesa nacional, partes 
desmembradas dos Estados, Territórios Federais, cuja administração será regulada em lei especial", o 
que veio a favorecer a criação desse tipo de Unidade da Federação. 
O Decreto nº 5.812 dava curso à vontade política, atendido o preceito constitucional de 1937, definindo 
o contorno territorial do Guaporé. 
Situado a Noroeste do Estado de Mato grosso e ao Sul do Estado do Amazonas, foi constituído por 
terras desmembradas dessas mesmas unidades da federação. De Mato Grosso, foi retirado o município 
de Guajará Mirim e partes dos de Alto Madeira e Mato Grosso; e do Estado do Amazonas, os municípios 
de Porto Velho e parte de Humaitá. 
Por este Decreto, o município de Porto Velho fica contido no Território, a menos da porção de terras 
entre o rio Ituxi e o divisor de águas Ituxi-Abunã, antiga divisa municipal com Lábrea; o de Humaitá, lhe 
cede parte dos distritos de Humaitá, sem a sede, e de Calama, com a sede. O antigo município de 
Guajará-Mirim fica totalmente incluído no Território; o de Mato Grosso, lhe cede uma parte do distrito de 
Alto Madeira e de Ariquemes, além de uma parte do distrito de Tabajara, com a sede municipal. 
O seu limite Oeste e Sudoeste é dado como referência ao estabelecido pelo Brasil com a República 
da Bolívia, através do Tratado de Petrópolis. Na divisa com o Acre, recorreu-se ao segmento da linha 
geodésica Madeira-Javari, no trecho que vai do rio Abunã ao Ituxo; a mesma linha geodésica da extrema 
brasileira, decorrente do Tratado de 1867. 
Aqui, mais uma vez, surge a questão do conflito de limites, só que interestadual. De longa data, os 
Estados do Amazonas e de Mato Grosso disputavam a região em que se fez assente a cidade de Porto 
Velho e a povoação mato-grossense de Santo Antônio do Madeira. A demanda foi dirimida, em 11 de 
novembro de 1899, por acórdão do Supremo Tribunal Federal, que fixou como limite entre as duas 
unidades, o trecho que tem início "na barra do rio São Manuel com Teles Pires, no rio Tapajós, sobe por 
este até encontrar o paralelo de 8248′ de latitude sul; toma por este, na direção oeste, até alcançar a 
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cachoeira de Santo Antônio, no rio Madeira; sobe pelo eixo desde até a barra do rio Abunã, seu afluente 
da margem esquerda". 
No ano de 1944, procedeu-se a uma revisão dos limites dos Territórios Federais, criados em 1943, 
através do Decreto-Lei nº 6.550, de 31 de maio de 1944. 
A divisa política do território Federal, na ocasião, compreendia três municípios: o de porto velho, 
abrangendo a área de seu antigo homônimo, mais às áreas desmembradas do município de Humaitá; o 
de Alto Madeira, formado pelas partes do antigo município homônimo; e o de Guarajá-Mirim, 
compreendendo, além das áreas de seu antigo homônimo, a área desmembrada do município de Mato 
Grosso. Como sede da capital, é destinado o município de Porto Velho. 
Em 1956, o Território Federal do Guaporé teve sua denominação alterada para Território Federal de 
Rondônia, como uma justa homenagem àquele que tanto contribuiu para a integração da região 
amazônica à vida nacional, o marechal Cândido Mariano Rondon, através da lei 2.731, de 17 de fevereiro 
de 1956. 
O Território foi elevado à categoria de Estado, através da Lei Complementar nº 41, de 22 de dezembro 
de 1981, que manteve, para os limites territoriais, os descritos em 1944, ao estabelecer: 
"... Art. 1º - Fica criado o Estado de Rondônia, mediante à elevação do Território Federal de 
mesmo nome a essa condição, mantidos os seus atuais limites e confrontações..." 
A elevação do Território Federal à categoria de Estado atendia a reivindicação antiga que havia se 
acentuado na década anterior, diante da intensificação do movimento migratório, tendo como 
condicionador o eixo da Rodovia BR-364, no trecho Cuiabá-Porto Velho. 
Fonte: 
Livro “Ponta do Abunã – O Braço Ocidental de Rondônia”, de Tadeu Fernandes e publicação do IBGE – A questão de 
limites entre os Estados do Acre, do Amazonas e de Rondônia, Diretoria de Geociência. 
 
 
 
Município são unidades territoriais administrativas, com autonomia política, administrativa e financeira. 
A lei orgânica é a constituição do município. A Lei Orgânica é elaborada por uma constituinte municipal, 
composta por vereadores eleitos pelo voto popular e secreto dos eleitores residentes em seu território 
municipal. Na fase de elaboração os vereadores debatem e apresentam propostas para que seja escrita 
a lei orgânica. Em municípios do estado de Rondônia, os projetos de emenda à lei orgânica são votados 
em dois turnos com interstício de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal. 
Obedecendo aos princípios estabelecidos na Constituição Federal e na Constituição estadual. É normal 
fazer emendas à Lei Orgânica municipal e, para ser aprovada é preciso que dois terços da composição 
da Câmara municipal votem a favor. 
O município possui símbolos próprios e as leis têm a sanção do prefeito e validade no território 
municipal. São poderes municipais, independentes e harmônicos entre si, o Executivo, representado pelo 
prefeito e o Legislativo, representado pela Câmara Municipal. O prefeito e os vereadores, atualmente, são 
eleitos para um mandato de quatro anos. Os atuais prefeitos e vereadores foram eleitos em 5 de outubro 
de 2008, empossados nos cargos em 1º de janeiro de 2009, seus mandatos terminarão no dia 31 de 
dezembro de 2012. O estado de Rondônia está dividido em cinquenta e dois municípios, os cinco maiores 
em população são: Porto Velho, Ariquemes, Cacoal e Vilhena, e em área os cinco maiores são: Porto 
Velho, Guajará-Mirim, Costa Marques, Vilhena e Nova Mamoré. 
A evolução político-administrativa dos municípios de Rondônia tem início em 2 de outubro de 1914, 
com a criação do município de Porto Velho, que é o mais antigo município do Estado. Lembramos que 
existiu o município de Santo Antônio do Rio Madeira, criado em 1911, instalado em 1912, porém, foi 
extinto em 1945. Os municípios de Rondônia foram criados: Porto Velho, por lei estadual do estado do 
Amazonas; Guajará-Mirim, por lei estadual do estado de Mato Grosso; Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal, 
Pimenta Bueno e Vilhena por lei federal, sancionada pelo presidente general ErnestoGeisel; Jaru, Ouro 
Preto do Oeste, Presidente Médici, Colorado do Oeste, Costa Marques e Espigão d’Oeste por lei federal, 
sancionada pelo presidente general João Batista Figueiredo; Rolim de Moura e Cerejeiras por decreto-lei 
estadual do estado de Rondônia, sancionado pelo governador Jorge Teixeira de Oliveira 
Trinta e sete municípios rondonienses foram criados por leis estaduais do estado de Rondônia: Alta 
Floresta d’Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Alto Paraíso, Alvorada d’Oeste, Buritis, Cabixi, Cacaulândia, 
Campo Novo de Rondônia, Candeias do Jamari, Castanheiras, Chupinguaia, Corumbiara, Cujubim, 
Governador Jorge Teixeira, Itapuã do Oeste, Machadinho do Oeste, Ministro Andreazza, Mirante da 
Serra, Monte Negro, Nova Brasilândia d’Oeste, Nova Mamoré, Nova União, Novo Horizonte do Oeste, 
Parecis, Pimenteiras do Oeste, Primavera de Rondônia, Rio Crespo, Santa Luzia d’Oeste, São Felipe 
Evolução político-administrativa dos municípios de Rondônia 
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. 12 
d’Oeste, São Francisco do Guaporé, São Miguel do Guaporé, Seringueiras, Teixeirópolis, Theobroma, 
Urupá, Vale do Anari e Vale do Paraíso. Os três municípios mais distantes da capital de Rondônia, Cabixi, 
Pimenteiras do Oeste e Cerejeiras, estão situados na região Sudeste do Estado e o município Candeias 
do Jamari está situado mais próximo da capital, Porto Velho. A região de ponta do Abunã, na divisa do 
estado de Rondônia com o estado do Acre, poderá ser em breve desmembrara do município de Porto 
Velho e ser elevada à condição de município com a denominação Nova Califórnia ou Extrema. 
O Estado de Rondônia possui atualmente 52 municípios, quase todos recentemente colonizados, com 
predominância em atividades primárias. Conta com uma população de 1,3 milhões de habitantes, o que 
corresponde a uma densidade populacional de 5,02 habitantes por Km2. A formação do Estado teve início 
no século XVIII, com a entrada dos bandeirante, em 1776, em busca da mão-de-obra indígena, ouro, 
pedras preciosas e especiarias. Nesse mesmo período foi construído o Forte Príncipe da Beira, situado 
às margens do Guaporé, rio internacional e fronteiriço com a República da Bolívia. 
 
MUNICÍPIO POPULAÇÃO 
Alta Floresta D'Oeste 23.857 
Alto Alegre dos Parecis 11.615 
Alto Paraíso 16.758 
Alvorada D'Oeste 16.485 
Ariquemes 82.388 
Buritis 33.072 
Cabixi 6.575 
Cacaulândia 5.553 
Cacoal 74.155 
Campo Novo de Rondônia 12.455 
Candeias do Jamari 16.736 
Castanheiras 3.624 
Cerejeiras 16.290 
Chupinguaia 7.456 
Colorado do Oeste 17.644 
Corumbiara 9.476 
Costa Marques 13.664 
Cujubim 13.857 
Espigão D'Oeste 27.867 
Governador Jorge Teixeira 11.432 
Guajará-Mirim 39.451 
Itapuã do Oeste 7.905 
Jaru 52.453 
Ji-Paraná 107.679 
Machadinho D'Oeste 31.475 
Ministro Andreazza 10.343 
Mirante da Serra 12.086 
Monte Negro 12.357 
Nova Brasilândia D'Oeste 17.170 
Nova Mamoré 21.162 
Nova União 7.750 
Novo Horizonte do Oeste 9.648 
Ouro Preto do Oeste 36.040 
Parecis 4.583 
Pimenta Bueno 32.893 
Pimenteiras do Oeste 2.358 
Porto Velho 369.345 
Presidente Médici 22.197 
Primavera de Rondônia 3.704 
Rio Crespo 3.174 
Rolim de Moura 48.894 
Santa Luzia D'Oeste 9.264 
São Felipe D'Oeste 6.286 
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São Francisco do Guaporé 15.710 
São Miguel do Guaporé 22.622 
Seringueiras 11.757 
Teixeirópolis 4.919 
Theobroma 9.952 
Urupá 13.381 
Vale do Anari 8.751 
Vale do Paraíso 8.742 
Vilhena 66.746 
Fonte: IBGE/2007 
 
Primeiro grande movimento migratório ocorreu por volta de 1877, com os nordestinos, em virtude da 
grande seca de 77; com o advento da revolução industrial, quando houve uma demanda intensa de 
borracha natural na Amazônia, beneficiando o então Território do Guaporé. 
A partir da década de 50, o governo cria oficialmente vários territórios, e dentre eles o Território Federal 
do Guaporé, que em 1956 passa a se chamar Território Federal de Rondônia, transformado em 1981 em 
Estado, com o mesmo nome. Nas últimas décadas o Estado de Rondônia sofreu um intenso e massificado 
processo de ocupação populacional, atingindo níveis percentuais nunca registrados, na ordem 342%, 
cuja população é oriunda de diversas regiões do País. Para registro, só na década de 70, chegaram ao 
Estado 285 mil migrantes com o objetivo de fixarem-se em atividades rurais. 
 
 
 
O estado de Rondônia está localizado na região Norte do Brasil. Seus limites são os seguintes: 
Amazonas (Norte), Bolívia (Sul e Oeste), Mato Grosso (Leste) e Acre (Oeste). A extensão territorial do 
estado de Rondônia é de 237.576,2 km², divididos em 52 municípios. A capital do estado é Porto Velho. 
Rondônia tem um relevo pouco acidentado, sem elevações ou depressões acentuadas. As altitudes 
variam entre 70 e 500 metros, tendo como referência o nível do mar. No sul do estado são encontradas 
as áreas mais acidentadas, com depressões e elevações. Nessa região fica o ponto mais elevado do 
estado, a Serra dos Pacaás, com 1123 metros de altitude. O norte e noroeste do estado, no vale do rio 
Madeira, fazem parte da Planície Amazônica, cujas características são as terras baixas e sedimentadas. 
A vegetação predominante no estado de Rondônia é a floresta fluvial amazônica. Existe uma área de 
cerrado, a oeste do estado, que devido à exploração de minérios, vem sendo desmatada. 
O clima em Rondônia é equatorial, com médias anuais de temperatura acima de 26°C. Nas regiões de 
maior altitude as temperaturas são um pouco mais amenas. O índice de precipitações é elevado, 
sobretudo entre os meses de dezembro a maio. 
A hidrografia de Rondônia é formada pelo rio Madeira e seus afluentes, que formam oito bacias: Bacia 
do Guaporé, Bacia do Mamoré, Bacia do Ji-Paraná, Bacia do Jacy-Paraná, Bacia do Abunã, Bacia do 
Mutum-Paraná, Bacia do Jamari, e Bacia do Aripuanã. O rio Madeira é o principal afluente do rio 
Amazonas, com 1700 km de extensão em território brasileiro. O rio Madeira e o rio Amazonas formam 
uma hidrovia navegável durante o ano todo, ligando Porto Velho a Belém, e servindo como meio de 
transporte para os produtos produzidos na Zona Franca de Manaus. Os principais rios, além do Madeira 
são: Ji-Paraná, Guaporé, Mamoré. 
As cidades mais importantes do estado, além da capital Porto Velho são: Ji-Paraná, Vilhena, 
Ariquemes, Guajará-Mirim, Cacoal e Ouro Preto do Oeste. 
 
Dados Gerais 
Capital: Porto Velho 
População estimada (2014): 1.748.531 
População (2010): 1.562.409 
Área (km²): 237.590,543 
Densidade demográfica (hab/km²): 6,58 
Número de Municípios: 52 
Municípios Rondonienses 
 
Guajará-Mirim, Nova Mamoré, Porto Velho, Candeias do Jamary, Itapuã do Oeste, Alto Paraíso, Monte 
Negro, Buritis, Campo Novo de Rondônia, Rio Crespo, Cujubim, Ariquemes, Cacaulândia, Machadinho 
Localização e limites entre os municípios 
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do Oeste, Vale do Anari, Theobroma, Governador Jorge Teixeira, Jaru, Vale do Paraíso, Nova União, 
Mirante da Serra, Teixeirópolis, Ouro Preto do Oeste, Ji-Paraná, Presidente Médice, Urupá, Alvorada do 
Oeste, São Miguel do Guaporé, Seringueiras, São Francisco do Guaporé, Costa Marques, Nova 
Brasilândia do Oeste, Novo Horizonte do Oeste, Castanheiras, Alta Floresta do Oeste, Alto Alegre dos 
Parecis, Santa Luzia do Oeste, Rolim de Moura, Ministro Andreazza, Cacoal, Espigão do Oeste, 
Primavera de Rondônia, São Felipe d'Oeste, Parecis, Pimenta Bueno, Chupinguaia, Colorado do Oeste, 
Corumbiara, Cerejeiras, Pimenteiras do Oeste, Cabixi e Vilhena. Dois municípios rondonienses estão 
entre os 15 municípios brasileiros que obtiveram as maiores taxas nacionais de médias de crescimento 
populacional. Buritis, com 29,09% e Campo Novo de Rondônia com 23,20%. 
 
Principais relevos 
 
Planície Amazônica (vale do Madeira), serra dos Parecis e serra dos Pacaás Novos (vale do Guaporé). 
Nestaserra localiza-se o ponto mais elevado de Rondônia, o Pico do Tracuá. 
 
Principais rios 
 
Rios Machado ou Ji-Paraná; Guaporé, Mamoré, Madeira, Jacy-Paraná, Mutum-Paraná, Aripuanã ou 
Roosevelt, e Jamary. Os principais rios que formam estas Bacias hidrográficas: 
Rio Guaporé - Nasce na serra dos Parecis, região de Mato Grosso, seu percurso é de 1.716 km com 
direção inicial para o sul, seguindo depois para o oeste. Ao alcançar a cidade de Vila Bela, toma a direção 
norte-oeste entrando em terras rondonienses na cidade de Pimenteiras do Oeste, passando por Cabixi, 
Cerejeiras, São Miguel do Guaporé até Costa Marques. A 12o de latitude sul recebe AS águas do rio 
Mamoré. Seu trecho navegável é de 1.500 quilômetros e se constitui em fronteira NATURAL entre o Brasil 
e a Bolívia. Seus afluentes brasileiros são os rios Cabixi, Corumbiara, Mequéns, Colorado, São Miguel, 
Cautário e Cautarinho, todos com nascentes na Chapada dos Parecis; 
Rio Mamoré - Nasce na Cordilheira dos Andes, em território boliviano com o nome Grande de La 
Plata, passando a ser designado Mamoré quando alcança a Serra dos Pacaás Novos, região de Guajará-
Mirim. Constituindo-se em fronteira natural entre o Brasil e a Bolívia, recebe AS águas do rio Guaporé e, 
ao juntar-se ao Beni, outro rio boliviano, recebe a designação Mamoré e passa a formar a nascente do 
rio Madeira. Seu curso possui uma extensão de 1.100 quilômetros e é totalmente navegável. Tem como 
principais afluentes brasileiros os rios Sotério, pacaás Novos, Bananeiras e Ribeirão ou Lajes. Seus 
acidentes hidrográficos são AS corredeiras Lages, Bananeiras, Guajará-Acu e Guajará-Mirim; 
Rio Ji-Paraná ou Machado - Nasce da junção dos rios Barão de Melgaço, também chamado de 
Comemoração de Floriano, e Apediá, chamado de Pimenta Bueno, na chapada dos Parecis. Seu curso 
tem uma extensão de 800 quilômetros, atravessando a região central do Estado até desembocar no rio 
Madeira, região de Calama, no município de Porto Velho. Tem como afluentes pela margem direita os 
rios Riozinho, Lourdes, São João e Tarumã. Pela margem esquerda os afluentes são os rios Luiz de 
Albuquerque, Rolim de Moura, Ricardo Franco, Preto, Jaru, Boa Vista, Urupá e Machadinho. Seu principal 
acidente hidrográfico, dentre os vários existentes e que dificultam a navegação, é a cachoeira 02 de 
Novembro, localizada no município de Machadinho do Oeste. 
Rio Madeira ou Caiary - Nasce na junção dos rios Beni e Mamoré, sendo o maior afluente do rio 
Amazonas pela margem direita. Sua extensão é de 3.240 quilômetros, sendo 1.700 em território brasileiro. 
Mas, devido aos diversos acidentes hidrográficos, seu curso navegável é de 1.116 quilômetros, a partir 
da cachoeira de Santo Antonio, em Porto Velho até Itacoatiara,AM. Seus afluentes pela margem direita 
são os rios Ribeirão, Mutum-Paraná, Jacy-Paraná, Jamari e Machado. Pela margem esquerda os 
afluentes são os rios Abunã, Ferreiros, José Alves, São Simão e o igarapé Cuniã. 
Os acidentes hidrográficos existentes no rio Madeira são os seguintes: (trecho Porto Velho/Guajará-
Mirim) Corredeiras: Periquitos, Três Irmãos, Macaco, Morrinhos, Pederneiras, Chocolatal, Araras e Lages. 
Guajará-Açu e Guajará-Mirim; Cachoeiras: Santo Antonio, Caldeirão do Inferno, Paredão, Misericórdia, 
Madeira, Pau Grande e Bananeiras; Saltos: Teotônio, Girau e Ribeirão. 
As principais Ilhas do Estado: No Rio Madeira, Santana, Jacy-Paraná, Três Irmãos, 7 de Setembro, 
Misericórdia, 15 de Novembro, Marina e Anús ou da Confluência. No Rrio Mamoré, Soares e Saldanha. 
No Rio Guaporé, Comprida. 
Principais grupos indígenas existentes: Suruí, Gavião, Cinta Larga, Karipuna, Pakaas Nova, Arara, 
Kaxarari, Eu-Uru-Uau-Uau, Nhanbiquara e Karitiana. 
Clima Predominante: Equatorial quente-úmido ou tropical úmido, variando de acordo com a altitude, 
com a temperatura variando entre 18 e 33 graus centígrados. A variação mínima ocorre no município de 
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Vilhena e região, e a máxima no de Porto Velho e região. A estação chuvosa vai de outubro a março e o 
período de seca, de maio a setembro. 
Localização Geográfica: Região Norte, ao sul da Amazônia Ocidental. A região amazônica abrange os 
seguintes países: Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Suriname, Peru, Venezuela e Brasil. NO Brasil, 
onde fica localizada a Amazônia Ocidental, a Amazônia corresponde a 50% do território nacional e 
abrange os estados do Pará, Amazonas, Acre, Amapá, Roraima, Rondônia, Tocantins, parte do Maranhão 
e do Mato Grosso. 
 
Área Geográfica: 238.512,8 km2, representando 6,19% da região Norte e 2,80% do País. Rondônia 
é 3º Estado em extensão territorial da região Norte. No contexto nacional, constitui-se o 15º em extensão 
territorial e o 23º em termos populacionais. Limites: ao Norte e Nordeste, estado do Amazonas; ao Sul e 
Oeste, República da Bolívia; a Leste e Sudeste, estado de Mato Grosso; a Noroeste, os estados do Acre 
e do Amazonas. 
A extensão da fronteira do Estado de Rondônia com a república da Bolívia é de 1.342 quilômetros. Os 
municípios rondonienses localizados na faixa da fronteira boliviana são: Guajará-Mirim, Nova Mamoré, 
Costa Marques, Alta Floresta do Oeste, São Francisco do Guaporé, Alto Alegre dos Parecis, , Pimenteiras 
do Oeste e Cabixi. 
Divisão geopolítica: o estado de Rondônia é formado por 52 municípios e 57 distritos. 
 
 
 
Jorge Teixeira de Oliveira1 
 
 
Jorge Teixeira de Oliveira (General Câmara, 1 de junho de 1922 — Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 
1987) foi um militar e político brasileiro. Ocupou os cargos de prefeito de Manaus e governador de 
Rondônia. 
Oficial do Exército Brasileiro, foi declarado aspirante da Arma de Artilharia na Academia Militar das 
Agulhas Negras em 1947. Formou-se também em Educação Física pela Universidade Federal do Rio de 
Janeiro. Casou-se em 1950 com Aida Fibiger de Oliveira, com quem teve um filho, Rui Guilherme Fibiger 
Teixeira de Oliveira. No exército, era paraquedista oficial de Estado-Maior e especialista em guerra na 
selva; foi o criador e primeiro comandante do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) e primeiro 
comandante do Colégio Militar de Manaus (CMM). Após passar para a reserva, no posto de coronel, em 
1973 recebeu convite para assumir a prefeitura de Manaus, onde ficou até março de 1979. Foi também o 
último governador do antigo Território Federal de Rondônia e o primeiro governador do novo estado. Ele 
foi nomeado pelo presidente da República João Figueiredo, assumindo em 10 de abril de 1979, com a 
principal tarefa de transformar o território federal de Rondônia em estado. Em 16 de dezembro de 1981, 
o projeto de lei complementar nº 221-A/81 foi aprovado na Câmara Federal, dando origem à Lei 
Complementar nº 41, de 22 de dezembro de 1981, que criava a nova Unidade da Federação, o estado 
de Rondônia. “Teixeirão”, como era conhecido, foi reempossado no cargo de governador — agora do 
estado — em 29 de dezembro de 1981, em Brasília. 
 
CONFÚCIO MOURA2 
Confúcio Aires Moura é tocantinense de Dianópolis, nascido a 16 de maio de 1948. Trabalhou como 
policial militar e professor, enquanto cursava Medicina, em Goiânia. 
Médico formado pela UFG (Goiânia, 1975), iniciou sua profissão em Rondônia, em 1976, atuando junto 
à população que sofria com a epidemia de malária em garimpos, como o do Bom Futuro, além de prestar 
atendimento médico à população mais humilde, na região do Vale do Jamari. 
 
1 Governo do Estado de Rondônia. Disponível em: http://www.seplan.ro.gov.br/Home/Governadores. 
2 Portal do Governo do Estado de Rondônia. Disponível em: http://www.rondonia.ro.gov.br/portal/o-governador/. 
Governadores do estado de Rondônia 
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Após muitos anos trabalhando na área médica, ocupou o cargo de secretário de Saúde de Rondônia 
(1987-88), sendo responsável direto pela implantaçãodo SUS (Sistema Único de Saúde) no estado de 
Rondônia, fato que é lembrado até os dias de hoje. 
Foi eleito para três mandatos consecutivos como deputado federal (nas eleições de 1995, 1999 e 
2003). Na Câmara Federal, teve atuação destacada, ocupando posições importantes nas comissões da 
Casa, além de conquistar postos de liderança, como vice-líder do bloco PMDB/Prona e vice-líder do 
PMDB. Também ocupou o posto de presidente do Diretório Regional do PMDB. 
Eleito para dois mandatos como prefeito de Ariquemes (nas eleições de 2004 e 2008), colocou 
Ariquemes em posição de destaque nacional. Em sua gestão, recebeu diversos prêmios nacionais e 
internacionais, incluindo dois troféus nacionais como Prefeito Empreendedor do Sebrae (2005 e 2010). 
Em 2010, foi eleito governador do Estado de Rondônia, iniciando seu mandato em janeiro de 2011. Em 
2014 foi reeleito. 
É casado com a médica Maria Alice Silveira Moura, com quem tem duas filhas e três netas. 
 
Vida pública 
1967-1976: Confúcio Moura foi policial militar em Goiânia; 
1970-1975: Diretor e professor no Instituto Dom Abel, em Goiânia; 
1972-1973: Professor no Centro de Formação e Aperfeiçoamento da Polícia Militar, em Goiânia; 
1975: Formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Goiás; 
1976-1995: Atuou como médico no Governo do Território Federal de Rondônia e médico do Hospital 
e Maternidade São Francisco, em Ariquemes; 
1983: Fundou o Diretório Municipal do PMDB em Ariquemes; 
1983-1985 / 1990-1994: Presidiu o Diretório Municipal do PMDB em Ariquemes; 
1995-2004: Deputado federal pelo estado de Rondônia; 
1995-2001: Vice-líder do PMDB/PTN; 
1996-1999: Vice-líder do bloco PMDB/Prona; 
1999-2003: Vice-líder do PMDB; 
2004-2008 / 2008-2010: Prefeito de Ariquemes; 
2011-2014: Governador do Estado de Rondônia. 
2015-2018: Governador em segundo mandato. 
 
 
 
O Brasil possui vinte e seis estados mais Brasília, e é na região Norte em que se encontra sete deles, 
dos quais são os estados de Amapá, Roraima, Acre, Amazonas, Pará, Tocantins e Rondônia. O estado 
de Rondônia possui a terceira maior população da região norte, perdendo apenas para os estados do 
Pará e Amazonas, possuindo uma população estimada em 1.768.204 no ano de 2015, conforme o IBGE, 
tendo a baixa densidade demográfica de 6,58 hab/km2, uma vez que a média brasileira é de 23 hab/km2. 
O estado de Rondônia está dividido em 52 municípios, tendo como capital o município de Porto Velho. 
 
 
Fonte: http://www.newsrondonia.com.br/ 
Divisas e fronteiras do estado de Rondônia 
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O estado de Rondônia é dividido geograficamente em duas mesorregiões: 
 
 
Fonte: http://www.a-rondonia.net/ 
 
Mesorregião do Leste Rondoniense é uma das duas mesorregiões do estado de Rondônia. É a 
maior mesorregião territorialmente e também em número de habitantes, apesar de não contar com o 
município mais populoso. Por este motivo, grande parte dos políticos que comandam o estado vem desta 
região, e não da capital, Porto Velho. Esta mesorregião é dividida em seis microrregiões. 
- Alvorada d'Oeste 
- Ariquemes 
- Cacoal 
- Colorado do Oeste 
- Ji-Paraná 
- Vilhena 
 
Mesorregião de Madeira-Guaporé é uma das duas mesorregiões do estado de Rondônia. Foi a 
primeira região a ser habitada no estado de Rondônia por conta da construção do Forte Príncipe da Beira 
em 1776 no vale do Rio Guaporé. Foi nessa região também onde foi construída a Estrada de Ferro 
Madeira-Mamoré que impulsionou a fundação de Guajará-Mirim e Porto Velho e, por conta disso, são 
estas as únicas microrregiões em que está dividida a mesorregião. 
- Porto Velho 
- Guajará-Mirim 
 
O estado de Rondônia é dividido geograficamente em oito microrregiões: 
 
 
Fonte: http://www.citybrazil.com.br/ro/microregiao 
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1 – Alvorada D’Oeste 
2 – Arquimedes 
3 – Cacoal 
4 – Colorado do Oeste 
5 - Guajará-Mirim 
6 – Ji-Paraná 
7 – Porto Velho 
8 - Vilhena 
 
Limites 
 
Pelo Tratado de Tordesilhas toda a região pertencia à Espanha. Com a penetração das Bandeiras e o 
mapeamento dos rios Madeira, Guaporé e Mamoré, no período de 1722 a 1747, houve uma redefinição 
dos limites entre Portugal e Espanha, realizada através dos Tratados de Madri e de Santo Ildefonso. 
Portugal passou então a ter a posse definitiva da região e a defesa dos limites territoriais. Até o século 
XVII apenas algumas missões religiosas haviam chegado até esta região. No início do século XVIII os 
portugueses, partindo de Belém, subiram o rio Madeira até o rio Guaporé e chegaram ao arraial de Bom 
Jesus, antigo nome da localidade de Cuiabá, onde descobriram ouro. Começaram então a aparecer 
explorações de bandeirantes pelo vale do rio Guaporé em busca das riquezas minerais da nova área 
descoberta. As demarcações da área ocorreram a partir de 1781 e o verdadeiro povoamento da região 
teve início no somente durante o século XIX, na fase do ciclo da borracha, com a construção da ferrovia 
Madeira-Mamoré e a exploração dos seringais existentes. Formado por terras anteriormente pertencentes 
aos Estados do Amazonas e Mato Grosso, o Estado de Rondônia foi originalmente criado como Território 
do Guaporé em 1943. A denominação atual foi dada em 17 de fevereiro de 1956, em homenagem ao 
Marechal Rondon, desbravador dos sertões de Mato Grosso e da Amazônia em 17 de fevereiro de 1956. 
Em 1981, o Território de Rondônia passou a Estado da Federação. 
O estado de Rondônia está situado ao sul da Linha do Equador, sendo atravessado pelo paralelo de 
10º Sul e estando “encaixado” entre os meridianos de 60º e 65ºO. Rondônia limita-se: 
- Ao norte (nordeste e noroeste), com o estado do Amazonas. 
- A leste (e sudeste) com o estado do Mato Grosso. 
- A oeste, com a República da Bolívia, a ponta extrema ocidental rondoniana, com o Acre. 
- Ao sul, igualmente com a Bolívia. 
 
 
 
Setor Primário do Estado 
 
- Agricultura, pecuária, piscicultura, apicultura, extrativismo vegetal e mineral. 
- O extrativismo mineral destaca-se pela ocorrência de ouro, cassiterita, diamante, nióbio, quartzo, 
granito e água mineral. 
- O extrativismo vegetal destaca-se pela produção de cacau, madeira em toras, castanha-do-pará e 
borracha silvestre. 
- O setor agrícola destaca-se nacionalmente por produzir cereais, café, soja, milho, banana, mandioca 
e algodão, além de hortifrutigranjeiros. 
- O efetivo pecuário é composto, principalmente, de rebanhos bovinos de corte e de leite, com mais de 
cinco milhões de cabeças e uma Bacia leiteira em franca expansão, notadamente nas regiões de Porto 
Velho, Jaru e Ouro Preto do Oeste. 
 
Setor secundário 
 
Prevalece a agroindústria, notadamente na produção de laticínios, na região central do Estado. Mas 
crescem AS indústrias de transformação destinadas aos setores moveleiro, de confecções, couro e 
calçados. 
 
 
 
Setores produtivos da agropecuária: 
área de exploração e importância econômica 
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Setor terciário 
 
Envolve comércio e serviços, é o que mais cresce NO Estado, tendo em vista a evolução urbana, a 
exemplo de municípios como Vilhena, Pimenta Bueno, Rolim de Moura, Cacoal, Ji-Paraná, Jaru, Ouro 
Preto e Ariquemes. 
 
 
 
A economia do estado de Rondônia tem como principais atividades a agricultura, a pecuária, a indústria 
alimentícia e o extrativismo vegetal e mineral. Em 2009, o PIB do estado era de R$ 20,2 bilhões. Já em 
2010, o PIB do estado saltou para 23,5 bilhões, representando 11,7% do PIB da região Norte e 0,62% do 
PIB nacional. O PIB Per capita do estado é de R$ 15.098, o 13º maior do Brasil. 
 
Composição econômica de Rondônia 
Serviços 64% 
Agropecuária 23,6% 
Indústria 12,3% 
Fonte: IBGE 
 
Municípios com os maiores PIBs de Rondônia 
 
Posição Cidade 
PIB 
(R$ 1.000) 
Posição Cidade PIB (R$ 1.000) 
1 Porto Velho 6.607.642 11 Buritis 326.3372 Ji-Paraná 1.401.586 12 Espigão D'Oeste 319.634 
3 Vilhena 1.187.764 13 Alta Floresta D'Oeste 305.759 
4 Ariquemes 1.040.961 14 Machadinho D'Oeste 303.792 
5 Cacoal 908.886 15 São Miguel do Guaporé 283.619 
6 Jaru 650.214 16 Presidente Médici 245.844 
7 Rolim de Moura 520.220 17 Cerejeiras 237.928 
8 Pimenta Bueno 513.632 18 Candeias do Jamari 231.911 
9 Guajará-Mirim 489.899 19 Nova Mamoré 226.440 
10 Ouro Preto do Oeste 406.834 20 Colorado do Oeste 212.184 
 
Agricultura: A partir da década de 1970, o estado atraiu agricultores do centro-sul do país, 
estimulados pelos projetos de colonização e reforma agrária do governo federal e da disponibilidade de 
terras férteis e baratas. O desenvolvimento das atividades agrícolas trouxe uma série de problemas 
ambientais e conflitos fundiários. Por outro lado, transformou a área em uma das principais fronteiras 
agrícolas do país e uma das regiões mais prósperas e produtivas do Norte brasileiro. O estado destaca-
se na produção de café (maior produtor da região Norte e 5º maior do Brasil), cacau (2º maior produtor 
da região Norte e 3º maior do Brasil), feijão (2º maior produtor da região Norte), milho (2º maior produtor 
da região Norte), soja (2º maior produtor da região Norte), arroz (3º maior produtor da região Norte) e 
mandioca (4º maior produtor da região Norte). Até mesmo a uva, fruta pouco comum em regiões com 
temperaturas elevadas, é produzida em Rondônia, mais precisamente no sul do estado (produção de 224 
toneladas em 2007). Apesar do grande volume de produção e do território pequeno para os padrões da 
região (7 vezes menor que o Amazonas e 6 vezes menor que o Pará), Rondônia ainda possui mais de 
60% de seu território totalmente preservado, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas 
Espaciais - INPE, tendo alcançado uma redução de 72% nos índices de desmatamento entre 2004 e 
2008. 
Pecuária: Atualmente, o estado possui um rebanho bovino de 11.709.614 de cabeças de gado 
(8.107.541 com finalidade de corte e 3.622.073 com finalidade leiteira), sendo o 7º maior do país. Em 
2008, Rondônia foi o 5º maior exportador de carne bovina do país, de acordo com dados da Abrafrigo 
(Associação Brasileira de Frigoríficos), superando estados tradicionais, como Minas Gerais, Rio Grande 
do Sul, Paraná e Santa Catarina. Além da pecuária de corte, a pecuária leiteira também se destaca no 
estado, com uma produção total em 2007 de cerca de 708 milhões de litros de leite, sendo o maior 
produtor da região Norte e 7º maior produtor nacional. Rondônia é líder em produtividade no setor 
agropecuário leiteiro nacional. De acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária 
Expansão da fronteira agrícola: economia x sociedade 
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. 20 
(Embrapa), de 2009, o Estado é responsável pela produção anual de 747 milhões de litros de leite, o que 
resulta em uma média de 487 litros da bebida por habitante por ano, totalizando 1,4 milhão por ano. 
 
Energia: Além de contar com a Usina Hidrelétrica de Samuel, localizada no município de Candeias do 
Jamari, construída nos anos 80 para atender à demanda energética dos estados de Rondônia e Acre, 
bem como diversas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), estão em construção atualmente, no Rio 
Madeira, as usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, que juntas terão uma capacidade instalada de 
6.450 MW, cerca de metade da energia gerada pela Usina Hidrelétrica de Itaipu. As usinas são apontadas 
pelos especialistas da área como uma solução para os problemas de racionamento de energia do país. 
Apesar da polêmica criada em torno das obras por parte de ambientalistas e organizações não-
governamentais, as usinas serão as primeiras da Amazônia a utilizar o sistema de turbinas tipo "bulbo", 
o que não requer grandes volumes de água, uma vez que as turbinas serão acionadas pela correnteza 
do rio e não pela queda d'água. Com isso, o coeficiente de eficiência energética das usinas será superior, 
por exemplo, ao de Itaipu, considerada um modelo para o setor. 
 
Expansão da fronteira agrícola: economia x sociedade 
Fronteira agrícola é o avanço da unidade de produção capitalista sobre o meio ambiente, terras 
cultiváveis e/ou terras de agricultura familiar. A fronteira agrícola está ligada com a necessidade de maior 
produção de alimentos, criação de animais sob a demanda internacional de importação destes produtos. 
Além disso, seu crescimento acelerado também está ligado pela ausência de políticas públicas eficazes 
onde a terra acaba sendo comprada barata e o controle fiscal inoperante. 
O Brasil possui 850 milhões de hectares em seu território. Estima-se que 350 milhões são agricultáveis. 
Cana-de-açúcar, e Soja ocupam em torno de 9 milhões e 24 milhões de hectares respectivamente. Já 
para a criação de gado, no território brasileiro cerca de 211 milhões de hectares são utilizados para a 
pastagem extensiva. Apesar do grande espaço utilizado para a criação de animais, a produtividade para 
cabeças de boi é considerada baixa, uma vez que temos poucas cabeças de boi por hectare. Para 
aumentar a produção de cereais e carne, agricultores e pecuaristas estendem a fronteira de suas 
fazendas adquirindo mais terras, a chamada fronteira agrícola. O sensoriamento remoto no estudo do 
desmatamento da floresta amazônica por instituições americanas como Environmental Research Letters 
mostra que a soja é vetor que contribui para este aumento do espaço ocupado a sua produção. 
 
Problemas causados pelo avanço da fronteira agrícola 
Conforme o avanço da fronteira e a derrubada de florestas, de áreas de meio ambiente e áreas antes 
ocupadas por agricultura familiar ocorrer, problemas começam a emergir como conflitos ambientais. O 
avanço do desmatamento na Floresta Amazônica por exemplo, reduz o espaço antes utilizado por 
comunidades indígenas, também aumenta a pressão no governo com o impulso de movimentos sociais 
que lutam pela divisão de terras, e um melhor aproveitamento de terras já ocupadas na sua produção. 
Cabe a Justiça Ambiental mediar todos valores econômicos, sociais, culturais do uso da terra por 
diferentes pessoas e seus pontos de vista, para que estes conflitos sejam amenizados. O Brasil é líder 
no ranking de desmatamento mundial, e além dos fatores causadores de conflitos, há a questão da 
contribuição que as queimadas e a criação de gado possam afetar no processo de aquecimento do 
planeta ainda bastante discutido. 
 
Aumento da fronteira agrícola e sua necessidade 
Para um melhor uso do espaço ocupado em novas terras da Amazônia foi criado um projeto chamado 
Amazônia Legal que visa não só melhorar o nível produtivo na área ocupada, como reduzir o 
desmatamento a zero. Permite o estudo e o emprego de tecnologia na biodiversidade local, permite 
ecoturismo, em geral é uma forma de absorver todos os recursos naturais e culturais conservando o meio 
ambiente necessário ao nosso planeta. Conforme a população mundial continuar crescendo, a 
necessidade de se aumentar a produção de alimentos e o avanço em terras continuará existindo, até que 
a população se estabilize ou o nível de produção fique bastante elevado já nos hectares utilizados, pois 
a demanda por alimento é maior que a produção mundial. Cientistas e técnicos defendem que o espaço 
no território ocupado pela pastagem precisa ser melhor aproveitado para que o desmatamento realizado 
a fim de novas pastagens seja feito somente quando saturar o uso do terreno já aproveitado. 
 
Desenvolvimento econômico em Rondônia depende de infraestrutura e capacitação 
O levantamento da FGV identificou em Rondônia a necessidade de instalação de infraestrutura e de 
formação e capacitação de mão de obras como condicionantes para o desenvolvimento econômico 
sustentável em torno da construção da Usina de Jirau. Segundo a FGV, o perfil da população que vive 
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. 21 
em tornode Jirau é essencialmente jovem, de nascidos em Rondônia, mas com pouco vínculo à 
identidade e cultura locais. Para suprir esta demanda, a FGV indica a possibilidade de articulação 
institucional e de identificação de políticas públicas já em curso. A partir das informações da pesquisa, a 
Energia Sustentável do Brasil pretende alinhar alguns programas do Projeto Básico Ambiental, de 
implementação obrigatória, além de executar um Plano de Desenvolvimento Sustentável Local. 
 
 
 
Clima 
No território do estado é possível identificar três tipos de climas: 
- Equatorial: possui temperaturas elevadas aliadas a uma grande umidade, há somente três meses 
sem ocorrência de precipitação (chuva). Essa característica climática gera influência no norte do Estado, 
nas áreas limítrofes com o Estado do Amazonas e entorno de Porto Velho. 
- Quente e úmido: consiste em uma grande quantidade calor e muita chuva, o período de seca dura 
até dois meses. 
- Quente e semi-úmido: esse exerce influência restrita a parte oeste do Estado onde estão situados 
os municípios de Colorado e Cabixi. 
Em âmbito mais abrangente, em Rondônia as temperaturas médias anuais variam entre 24° a 26ºC, 
no decorrer dos meses de junho, julho e agosto a temperatura cai, chegando a atingir até 8ºC, isso 
acontece devido a passagem de uma frente polar. O mês mais seco é julho e o mais chuvoso é setembro. 
No Estado, os índices pluviométricos anuais variam entre 1.800 a 2.400 mm. 
 
Hidrografia 
A bacia hidrográfica do rio Amazonas consiste na totalidade entre o rio Amazonas e seus mais de sete 
mil afluentes. De sua área total de sete milhões de km2, 40% encontra-se em território nacional, estando 
o restante distribuídos em países da América do Sul, tal como Peru, Bolívia, Equador, Colômbia, 
Venezuela e Guiana, tendo como título da maior bacia fluvial do mundo. No mapa, é possível observar o 
rio Amazonas e seus principais afluentes. 
 
 
Fonte: http://ambientes.ambientebrasil.com.br/ 
 
O rio amazonas nasce na Cordilheira dos Andes, localizado no Peru, na qual é chamado de rio 
Marañón, entrando no Brasil com o nome de rio Solimões e, após receber as águas do rio Negro, torna-
se o rio Amazonas. A Bacia Amazônica é a maior bacia hidrográfica do mundo com 7,05 milhões de 
quilômetros quadrados. A Bacia Amazônica possui comunicação com a Bacia do Orinoco, através do 
Canal do Cassiquare. Tendo o rio Amazonas como a espinha dorsal da bacia, ela conta com grande 
quantidade de afluentes e canais, criados pelo processo de cheia e vazante. 
Por ser um rio localizado no hemisfério Norte e hemisfério Sul, seu regime pluviométrico é variado, 
chegando na ordem de 109.000m3/s na estiagem e 290.000m3 em estações chuvosas. Suas terras podem 
ser divididas em: 
Hidrografia. Clima do estado. Principais unidades de relevo do estado 
e do entorno amazônico. Biomas e a degradação ambiental. 
Principais Unidades de Conservação Ambiental 
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. 22 
 
Igapó: terras próximas aos rios permanentemente alagadas, mesmo em período de estiagem, 
semelhante a um pântano. Com a presença de árvores baixas e rico ecossistema. Nessa região, destaca-
se as Vitórias-régias. 
 
Várzeas: áreas planas que são periodicamente alagadas, sazonalmente ou diariamente, pelas cheias 
dos rios. Na região amazônica, a vegetação predominante são as seringueiras. 
 
Terras Firmas: locais onde não sofrem a interferência do rio, ou seja, sempre secas. Em terras 
amazônicas, a castanha do Pará tem seu principal destaque. 
 
 
Fonte: http://geografiabemfacil.blogspot.com.br/ 
 
Por ser um rio de Planície juntamente com seus afluentes, ele é facilmente navegável, em vista que 
sua largura média chega a cinco quilômetros e de profundidade considerável. A hidrovia na região é muito 
importante, tendo em vista que que no passado esse era o único meio de entrar na floresta. Esse meio 
de transporte é amplamente utilizado nos dias de hoje. Por ser um rio caudaloso, ou seja, com grande 
volume de água, possui aspectos altamente propícios para a geração de energia elétrica. 
Um outro destaque desta Bacia Hidrográfica é a grande quantidade de rios navegáveis. No total, cerca 
de 22 mil quilômetros de rios recebem embarcações, facilitando o transporte de pessoas e mercadorias 
na região. A hidrovia do rio Madeira, inaugurada em 1997, possibilita o transportem principalmente de 
gêneros agrícolas, entre Porto Velho e Itacoatiara. 
 
Principais rios da Bacia Amazônica: 
- Rio Amazonas 
- Rio Negro 
- Rio Solimões 
- Rio Xingu 
- Rio Madeira 
- Rio Tocantins 
- Rio Japurá 
- Rio Juruá 
- Rio Purus 
- Rio Tapajós 
- Rio Branco 
- Rio Jari 
- Rio Trombetas 
 
Pororoca 
Fenômeno natural que ocorre no rio Amazonas normalmente no mês de outubro. A pororoca é formado 
a partir do encontro violento das águas turbulentas do rio Amazonas que chegam a 30km/h, em seu baixo 
nível, com o oceano Atlântico, em maré alta, ocorrendo a formação de ondas. Existem diversas 
explicações para sua formação, mas uma delas é dado pela mudança das fases da lua, em especial no 
equinócio, aumentando a massa líquida dos oceanos. De barulho e muita força inconfundível, esse evento 
já se tornou atração turística, gerando inclusive campeonatos de Surf nesses locais. 
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. 23 
Atividades de pecuária e a construção das barragens para a geração de energia elétrica vem tornando 
esses eventos cada vez mais menos frequentes com a degradação do rio, apresentando consequências 
irreversíveis ao meio. 
 
Inversão de sentido do rio Amazonas. 
O rio amazonas corre em sentido diferente ao atual, e essa justificativa dá-se devido a erosão terrestre. 
Entre 5 a 10 milhões de anos, a bacia amazônica era drenada por um curso d’água que corria de oeste, 
do continente, ao lago na base dos Andes a norte e, posteriormente, a oeste do oceano pacífico. Com a 
elevação dos Andes devido ao soerguimento da placa Sul-Americanas ao se chocar com a placa de 
Nazca, houve um processo de inversão de fluxo gerada por interceptações de nuvens chuvosas e, 
consequentemente, maior erosão. Há relatos em pesquisas que esse soerguimento exista até hoje. 
O curso d’água que antes passava a leste dos Andes, formou um curso seco do antigo rio, chamado 
de paleocanal e o antigo lago em que o rio passava hoje é conhecida por pebas, um conjunto de áreas 
úmidas rica em ecossistema. Estima-se que antes desse acontecimento, o rio Amazonas não possuía 
contato algum com o rio Negro, seu maior afluente da margem esquerda. 
 
Principais unidades de relevo do estado e do entorno amazônico 
O relevo de Rondônia é pouco acidentado, não apresentando grandes elevações ou depressões, com 
variações de altitudes que vão de 70 metros a pouco mais de 500 metros. A região norte e noroeste, 
pertencente à Planície Amazônica, situa-se no vale do rio Madeira e apresenta área de terras baixas e 
sedimentares. As áreas mais acidentadas encontram-se localizadas na região sul, onde ocorrem 
elevações e depressões, com altitudes que chegam a alcançar 800 metros na Serra dos Pacaás Novos, 
que se dirige de noroeste para sudeste e é o divisor entre a bacia do rio Guaporé e as bacias dos afluentes 
do rio Madeira (Jaci-Paraná, Candeias e Jamari). O ponto mais alto de Rondônia está localizado na Serra 
dos Pacaás Novos, com altitude de 1.126 m, é o pico Jaru. 
Cerca de 66% da superfície do território se encontra entre 100 e 300m de altitude; 30% entre 300 e 
800m; e 4% abaixo de 100m. Três unidades compõem o quadro morfológico: o planalto cristalino, o 
chapadão e a planície aluvial. O planalto cristalino ocupa a maior parte do estado. Seus terrenos 
ondulados, talhados em rochas cristalinas, constituem um prolongamento, para noroeste, da encosta 
setentrional do planalto central brasileiro. O chapadão, que se ergue sobre o planalto cristalino, tem uma 
topografia tabular cortada em terrenos sedimentarese alcança os mais elevados níveis altimétricos de 
Rondônia. Com forma alongada, atravessa o estado de sudeste para noroeste, com o nome, na 
extremidade noroeste, de serra ou chapada dos Parecis e serra dos Pacaás Novos. A planície aluvial 
forma uma estreita faixa de terras planas, sujeitas a inundação, que se desenvolvem ao longo do curso 
do rio Guaporé. 
 
Desmatamento 
A ocupação ocorrida no período militar teve características distintas das anteriores. Antes, os 
colonizadores buscavam a região para explorar as riquezas da floresta, e agora querem a terra para 
expandir a agricultura e a pecuária. O modelo de latifúndio dos seringais, até então dominante na 
Amazônia, propiciava a permanência dos trabalhadores na floresta. O novo latifúndio, a fazenda para 
criação de gado, promovia a chamada “limpeza do terreno”, ou seja, a retirada da floresta e do povo que 
lá vivia. Repentinamente, índios, seringueiros, ribeirinhos e colonos viram suas terras invadidas e 
devastadas em nome de um novo tipo de progresso que transformava a floresta em terra arrasada. 
A partir de 1975, as populações tradicionais da floresta começaram a se organizar e a desenvolver 
diferentes estratégias de resistência. Foram fundados os primeiros sindicatos de trabalhadores rurais no 
Acre e em outros estados da Amazônia. Em muitos lugares, os segmentos mais progressistas da Igreja 
Católica reforçaram a luta popular a partir das Comunidades Eclesiais de Base. Intelectuais, artistas, 
estudantes e trabalhadores em geral criaram organizações civis e um intenso movimento social se 
verificou nas cidades de várias regiões fortemente impactadas pela política oficial. 
Não foi uma luta fácil, nem rápida. Apesar de os trabalhadores rurais possuírem formas pacíficas de 
luta, como a realização de embates com a participação de mulheres e crianças para impedir as 
derrubadas da floresta, os conflitos foram se tornando cada vez mais explosivos e perigosos. Para 
responder a isso, em 1985 foi criado o CNS. Surge então uma forte consciência de que a devastação da 
floresta amazônica não era somente uma questão ambiental, mas social. O discurso de líderes como 
Chico Mendes começou a apontar na direção da formação de uma aliança dos povos da floresta, que 
reunisse todas as populações tradicionais da Amazônia em defesa de seu bem comum: a grande floresta. 
Se índios e seringueiros haviam sido inimigos durante o primeiro ciclo da borracha, agora precisavam se 
unir para lutar contra o inimigo comum. 
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. 24 
Porém, nem toda a notoriedade e legitimidade obtidas pelo movimento dos povos da floresta 
impediram que seus líderes continuassem a ser mortos. Em 1988, Chico Mendes foi assassinado dentro 
de sua própria casa, apesar da proteção de dois policiais que o acompanhavam 24 horas por dia. Nesse 
momento, o movimento ambientalista mundial já havia tornado Chico Mendes uma figura pública 
conhecida e reconhecida em todo o mundo por sua luta em defesa da floresta e de suas populações 
tradicionais. Sua morte desencadeou enorme pressão sobre os organismos financeiros internacionais, 
que foram obrigados a rever seus critérios de investimento na Amazônia, levando o governo brasileiro a 
mudar a política de desenvolvimento da região. A Amazônia passou a ser respeitada por sua importância, 
não só para o Brasil, mas para o mundo. 
O atual modelo econômico de ocupação e uso dos recursos naturais é um dos principais fatores que 
causam o aumento do desmatamento em Rondônia, de acordo com o estudo “O Fim da floresta? A 
devastação das Unidades de Conservação e Terras Indígenas no Estado de Rondônia”, produzido pelo 
Grupo de Trabalho Amazônico (GTA). Segundo o estudo, a "persistência de padrões convencionais 
caracterizados pela exploração predatória de madeira, a pecuária extensiva e a concentração fundiária, 
com reflexos no crescimento desordenado das cidades e o aumento da violência, têm contribuído para a 
intensificação de pressões sobre as unidades de conservação, terras indígenas e outras áreas protegidas 
no estado”. 
Rondônia tem um dos mais elevados índices de desmatamento da Amazônia Legal, com acúmulo, até 
o ano de 2007, de quase 9 milhões de hectares, o que representa 44% da área originalmente coberta por 
florestas. Os dados mais recentes mostram que, entre agosto de 2007 e abril de 2008, o aumento da área 
desmatada foi de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior e os municípios de Porto Velho e 
Nova Mamoré se classificaram entre os mais desmatados de toda a Amazônia. O documento, embasado 
nesses índices, busca mostrar as causas e apresenta propostas para controlar o problema. Além da 
persistência de padrões predatórios na Amazônia, o relatório acusa condições precárias das Unidades 
de Conservação e terras indígenas. “Todas as áreas protegidas apresentam problemas crônicos 
relacionados à alocação e manutenção de pessoal qualificado, infraestrutura física e, sobretudo, à 
garantia de fontes permanentes de recursos financeiros para a sua gestão e proteção”. 
Expectativas econômicas geradas por empreendimentos como as usinas hidrelétricas de Santo 
Antônio e Jirau, no rio Madeira, e a pavimentação da BR-319, segundo o relatório, têm contribuído para 
a intensificação do desmatamento. O relatório também aponta diversas incoerências nas políticas 
públicas para a Amazônia em Rondônia, como a atuação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma 
Agrária (INCRA), que muitas vezes desconsidera a existência de Unidades Estaduais de Conservação, e 
os programas de crédito rural e fomento ao setor agropecuário. “A publicação demonstra que a 
devastação de áreas protegidas em Rondônia é o reflexo de uma crise de governança, marcada por 
interesses privados de grupos políticos e econômicos que se infiltram nas mais diversas esferas da 
máquina governamental, comprometendo o funcionamento de instituições públicas, os interesses 
coletivos da sociedade e ao próprio Estado de Direito”. 
Propostas de ação - Entre as ações para conter a expansão do desmatamento, o GTA Rondônia 
propõe a definição e execução de uma agenda emergencial, com apoio de forças federais, para "promover 
a imediata desintrusão de Unidades de Conservação e terras indígenas dominadas pelo crime ambiental 
organizado", e aprimorar os instrumentos legais para combater a impunidade. Além disso, propõe a 
criação de um fundo estadual para financiar ações de implementação e manutenção de áreas protegidas 
a longo prazo, “de modo a garantir investimentos necessários para dotar as Unidades de Conservação e 
terras indígenas de orçamento adequado, inclusive para estruturas físicas, equipamentos e custeio de 
ações essenciais”. O documento considera fundamental garantir a transparência e o acesso público a 
informações sobre o licenciamento e controle ambiental em Rondônia e pontua ações específicas para 
reservas extrativistas e terras indígenas. (Texto adaptado de Bruno Calixto.) 
 
Mineração 
O estado de Rondônia possui dois tipos de extração mineral em sua região, sendo eles os metálicos 
e não-metálicos. Os minerais metálicos correspondem a 85% do material mineral, sendo constituído por 
ouro, ferro, estanho (cassiterita) e manganês, enquanto os não-metálicos representam apenas 15%, 
sendo eles as jazidas de diamante, ametista, berilo, gnaisse, gabro, cascalho, água-marinha, arila e areia, 
conforme apresentados no mapa. 
 
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. 25 
 
Fonte: http://rondoniaemsala.blogspot.com.br/ 
 
É possível observar que a maioria das jazidas são de estanho (cassiterita) e ouro, apresentando 
concentrações a leste na divisa Mato Grosso e na margem direita do rio Guaporé. Acompanhando a BR-
365, é possível observar que a extração mineral vai do extremo sul até Porto Velho, seguindo logo após 
sentido rio Madeira. 
Apesar das grandes riquezas presentes no estado, as atividades provenientes da mineraçãoatraem 
uma série de consequências negativas de cunho socioeconômico e ambiental. A extração mineral altera 
parte do relevo local, retirando a cobertura vegetal predominante e facilitando a ocorrência de erosões, 
além da poluição sonora gerada pelas explosões e contaminação do lençol freático, uma vez que os 
produtos químicos utilizados contaminam o solo e parte desses produtos são levados pela água das 
chuvas. Os povos locais são realocados para outras áreas para que tal possa ser utilizada e, aos que ali 
trabalham, desenvolvem problemas respiratórios, consequência da inalação de materiais tóxicos, tais 
como o mercúrio, pó de carvão, monóxido de ferro, entre outros. 
 
Desenvolvimento Sustentável 
O resultado deste complexo processo de ocupação da Amazônia é um dos traços marcantes da região: 
a diversidade social. Alcançou-se a consciência de que a Amazônia não é somente um lugar privilegiado 
da biodiversidade, mas também o lugar da sociodiversidade. Porém, ainda são poucos os que percebem 
que dentro dessa floresta, ao mesmo tempo indomável e frágil, moram populações tradicionais que 
desenvolveram modos de vida compatíveis com as características especiais desse ecossistema. A 
história da Amazônia nos revela, também, que esse processo faz parte da construção de uma consciência 
ambiental e social mais equilibrada. 
Apesar do imenso potencial, alguns fatores se colocam como desafios para o alcance dos objetivos 
de um desenvolvimento sustentável da Amazônia, e dentre eles destacamos: 
- Baixos níveis educacionais, com parcela significativa de populações analfabetas e de crianças sem 
acesso à escola. 
- Grave quadro de desorganização fundiária, do qual derivam sérios conflitos pela posse da terra, 
determinando a expulsão de populações tradicionais que passam a engrossar frentes migratórias para a 
periferia das cidades. 
Diante desta situação, programas de inclusão social no meio urbano e rural, na Amazônia, devem estar 
diretamente associados à geração de emprego e renda e à questão da sustentabilidade. A criação e 
consolidação de Reservas Extrativistas, Reservas de Desenvolvimento Sustentável e a Demarcação das 
Terras Indígenas são iniciativas que asseguram o bem-estar social e cultural das populações tradicionais 
e a manutenção dos estoques florestais e de biodiversidade por elas geridos. No entanto, devido às 
proporções territoriais da região, o controle e manutenção desses programas requerem uma cooperação 
que passa pelo sistema de parcerias entre todas as organizações e instituições envolvidas com a 
Amazônia. 
Executar um plano de desenvolvimento florestal sustentável para Rondônia em conjunto com 
instituições de pesquisa e desenvolvimento. Este foi o principal objetivo do presidente do Centro Mineiro 
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. 26 
para Conservação da Natureza (CMCN), apresentado a pesquisadores da Embrapa Rondônia (Porto 
Velho/RO), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da 
Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A convite do governador do Estado, Ivo Cassol (PSDB), o 
presidente da entidade planejou executar um documento crítico que se torne referência para projetos de 
desenvolvimento florestal sustentável em Rondônia, com foco em unidades de conservação, reservas 
indígenas e produtores rurais. Um dos efeitos imediatos seria o aumento de qualidade de vida do produtor 
rural. 
A Embrapa Rondônia foi a primeira instituição procurada. Planejar e executar convênios de cooperação 
técnica para a elaboração de projetos de pesquisa, cursos de pós-graduação e assessoria aos trabalhos 
desenvolvidos em Rondônia. Representante da Sociedade de Investigações Florestais (SIF), visitou 
também a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e universidades para a elaboração do 
parecer. Projetos foram coordenados por profissionais em suas respectivas áreas, viabilizando a 
implantação de programas de desenvolvimento sustentável. A expectativa entre pesquisadores da 
Embrapa Rondônia foi que um convênio fosse firmado entre as duas instituições para o desenvolvimento 
de projetos conjuntos. 
 
Problemas Ecológicos 
Com o objetivo de proteger a natureza e garantir a preservação ambiental de extensas áreas não 
habitadas, o Governo Federal passou a criar parques e reservas naturais na região Amazônica. O Parque 
Nacional de Pacaás Novos foi criado em 1979 e ocupa área de 765.000 hectares nos municípios de Porto 
Velho, Guajará-Mirim, Ariquemes e Ji-Paraná. Com extensa área de plateau coberta por espessa 
vegetação de cerrado, nele se encontra a Chapada dos Pacaás Novos, na região oeste do Estado. Na 
fronteira com o Estado de Mato Grosso às margens do rio Ji-Paraná, encontra-se a Reserva Biológica 
Nacional do Jaru, com área de 268.150 hectares, também criada em 1979. 
Na região sul do Estado encontra-se a Reserva Natural do Guaporé, que cobre uma área de 600.000 
hectares. O acesso à região é feito por barco. Dentro da reserva, a três dias de viagem da cidade de 
Guajará-Mirim, podem ser visitadas as ruínas do Real Forte Príncipe da Beira, construído no século XVIII 
pelos colonizadores portugueses. Existe ainda no Estado a Reserva Extrativista Rio Ouro Preto, que 
abrange área de 204.583 hectares, localizada nos municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré e a 
Reserva Ecológica Nacional Ouro Preto do Oeste, com área de 138 hectares, no Município de Ouro Preto 
do Oeste, região sudoeste do Estado. 
 
Biomas 
Predomina em Rondônia o clima tropical úmido com estação seca pouco marcada (Am de Köppen). A 
pluviosidade varia de 1.900mm, no sul, a 2.500mm, no norte. A temperatura mantém-se elevada durante 
todo o transcorrer do ano, com médias anuais superiores a 26°C. É possível identificar três tipos de clima 
no estado de Rondônia: 
 
Equatorial: temperaturas altas seguido de grande umidade, apresentando apenas três meses sem 
chuva. Esse clima apresenta peculiaridades principalmente no norte do estado, limites do Amazonas e 
entorno de Porto Velho. 
 
Tropical úmido: Grande quantidade de calor e com recesso de chuva de apenas dois meses no 
período de seca. 
 
Tropical semiúmido: Sua maior influência na parte oeste do estado de Rondônia, tendo bem definidas 
as estações chuvosas e secas. Os municípios mais afetados são Colorado e Cabixi. 
Todos os rios do estado pertencem à bacia do rio Madeira, afluente do Amazonas. O chapadão forma 
o divisor de águas entre os rios que correm diretamente para o Madeira, localizados na parte oriental do 
estado, e os da região ocidental, que correm para o Mamoré e o Guaporé. Cerca de 70% da superfície 
de Rondônia é recoberta pela floresta pluvial amazônica. Os restantes 30% correspondem a cerrados e 
cerradões que revestem a superfície tabular do chapadão. No entanto, causa preocupação o 
desmatamento, que se acelerou em meados da década de 1980, para a exploração de minérios. 
 
Vegetação 
Floresta Ombrófila Aberta: É o tipo de floresta dominante no estado, abrangendo cerca de 55% da 
área total da vegetação. Esta tipologia caracteriza-se pela descontinuidade do dossel, com ausência de 
área foliar entre 30 e 40%, permitindo que a luz solar alcance o sub-bosque favorecendo a sua 
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. 27 
regeneração. Os troncos apresentam-se mais espaçados no estrato mais alto, que atinge cerca de 30 m 
de altura enquanto o sub-bosque encontrasse estratificado. 
Floresta Estacional Semidecidual ou Subcaducifólia: Este tipo de vegetação se desenvolve em 
solos hidromórficos com baixa capacidade de retenção de água. Ocupam cerca de 2% do total da 
cobertura vegetal do estado. 
Floresta de Transição ou Contato: Ocupam cerca de 8% do estado. Trata-se de área de transição 
entre o cerrado e a floresta, apresentando características destas duas formações, com o estrato mais alto 
com cerca de 20 metros de altura. 
Cerrado: Ocupam cerca de 5% da cobertura florestal do estado.São formações vegetais com feições 
xeromórficas principalmente devido às características do sol. 
Formação Pioneira: Ocupam cerca de 4% do estado. Ocorre em terrenos sujeitos a inundações, 
apresentando diversas fisionomias. Pode apresentar vegetação florestal, ou não. O tamanho das árvores 
é determinado pela altitude e pelo grau de inundação. Algumas destas áreas encontram-se dominadas 
por palmeiras conhecidas como buritis. 
 
Campinarana: O termo campinarana significa “falso campo”. São formações não florestais que 
ocorrem em manchas pequenas e bem dispersas por toda a Amazônia. É a vegetação menos 
representativa do estado. Cresce em solos muito pobres de areia branca (Podzol, hidromórfico e Areia 
Quartizosas). A maioria das espécies são endêmicas mas é possível encontrar algumas que ocorrem 
também em cerrado ou outras áreas não florestais. (Texto adaptado de Sônia Arruda.) 
 
Hidrografia 
A rede hidrográfica do Estado de Rondônia é representada pelo rio Madeira e seus afluentes, que 
formam oito bacias significativas: Bacia do Guaporé, Bacia do Mamoré, Bacia do Abunã, Bacia do Mutum-
Paraná, Bacia do Jacy-Paraná, Bacia do Jamari, Bacia do Ji-Paraná e Bacia do Aripuanã. O rio Madeira, 
principal afluente do rio Amazonas, tem 1.700 km de extensão em território brasileiro e vazão média de 
23.000 m3 por segundo. É formado pelos rios Guaporé, Mamoré e Beni, originários dos planaltos andinos, 
e apresenta dois trechos distintos em seu curso, denominados Alto e Baixo Madeira. O primeiro trecho, 
de 360 km, até as proximidades da cidade de Porto Velho, capital do Estado, não apresenta condições 
de navegabilidade devido à grande quantidade de cachoeiras existentes. São 18 cachoeiras ao todo, com 
desnível de cerca de 72 metros e índice de declividade da ordem de 20 cm a cada quilômetro. 
O Baixo Madeira, trecho em que o rio é francamente navegável, corre numa extensão de 1.340 km, a 
partir da Cachoeira de Santo Antônio até sua foz, no rio Amazonas. O trânsito fluvial entre Porto Velho e 
Belém, capital do Estado do Pará, é possível durante todo o ano nesta hidrovia de cerca de 3.750 km, 
formada pelos rios Madeira e Amazonas. Através do rio Madeira circula quase toda a carga entre Porto 
Velho e Manaus, capital do Estado do Amazonas, principalmente os produtos fabricados nas indústrias 
da Zona Franca de Manaus e destinados aos mercados consumidores de outras regiões. O rio Guaporé, 
em todo o seu percurso, forma a linha divisória entre o Brasil e a Bolívia, apresentando condições de 
navegabilidade para embarcações de pequeno e médio calados na época da vazante. A bacia do Mamoré 
ocupa área de 30.000 km² dentro de Rondônia e, juntamente com a bacia do Guaporé forma uma rede 
hidroviária de capital importância para o Estado, que utiliza a hidrovia como seu principal meio de 
transporte e comunicação. O rio Mamoré nasce na Bolívia e recebe o rio Beni, ocasião em que forma 
também a linha fronteiriça do Brasil com a Bolívia. É navegável a embarcações de médio calado em 
qualquer época do ano. A bacia do rio Mutum-Paraná ocupa superfície de 8.840 km² e é de importância 
apenas relativa para o Estado, servindo principalmente como via de penetração para o interior. 
O rio Abunã é importante por ser responsável pela demarcação da linha divisória dos limites 
internacionais entre Brasil e Bolívia no extremo oeste do Estado. A área de abrangência de sua bacia 
hidrográfica é de aproximadamente 4.600 km² numa região onde o grande número de cachoeiras e 
corredeiras dificulta a navegação. A bacia do rio Jaci-Paraná se estende por 12.000 km²e apresenta as 
mesmas características do rio Mutum-Paraná. O rio Jamari tem grande significação econômica para 
Rondônia, por ter sido represado para a formação da primeira usina hidrelétrica do Estado e servir como 
importante via de transporte de passageiros e cargas na região compreendida entre os municípios de 
Porto Velho e Ariquemes. Sua bacia ocupa área de 31.300 km² aproximadamente. 
O rio Ji-Paraná é o mais importante afluente do rio Madeira em Rondônia, dada a longa extensão de 
seu curso, que corta todo o Estado no sentido sudeste/nordeste. Seu complexo hidrográfico abrange 
superfície de aproximadamente 92.500 km². Embora tenha 50 cachoeiras e corredeiras ao longo de seu 
percurso, em alguns trechos o rio apresenta-se navegável, atendendo ao escoamento dos produtos 
oriundos do extrativismo vegetal na região. A bacia do rio Aripuanã está localizada na região sudeste do 
Estado e ocupa área de aproximadamente 10.000 km². Seus rios são extremamente encachoeirados, 
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. 28 
oferecendo grande potencial hidrelétrico, mas se encontram, em sua maioria, dentro de áreas indígenas, 
não podendo, portanto, ser explorados. 
 
 
 
O Estado de Rondônia está localizado na Região Norte do território brasileiro, possui extensão 
territorial de 237.590,864 quilômetros quadrados, sua área está dividida em 52 municípios. Conforme 
contagem populacional realizada em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 
totaliza 1.562.409 habitantes, sendo o terceiro estado mais populoso do Norte brasileiro, atrás do 
Amazonas e do Pará. O crescimento demográfico é de 1,2% ao ano, a densidade demográfica é de, 
aproximadamente, 6,5 hab./km². 
O aumento populacional do Estado deve-se, principalmente, ao fluxo migratório com destino à 
Rondônia. O primeiro grande movimento migratório ocorreu por volta de 1877, com os nordestinos, em 
virtude da grande seca. Nos anos seguintes, a busca por oportunidades de trabalho atraiu muitas pessoas 
para a região. Só na década de 1970, chegaram ao estado 285 mil migrantes. 
 
Acompanhe a evolução populacional de Rondônia. 
1950 – 39.935 habitantes. 
1960 – 70.232 habitantes. 
1970 – 111.064 habitantes. 
1980 – 491.069 habitantes. 
1996 – 1.229.306 habitantes. 
2009 – 1.503.928 habitantes. 
2010 – 1.562.409 habitantes. 
 
Com esse crescimento populacional rápido e composto por muitos imigrantes, Rondônia apresenta 
grande diversidade em sua população, são imigrantes paranaenses, paulistas, mineiros, gaúchos, 
capixabas, mato-grossenses, amazonenses, e de vários estados do Nordeste. 
Sua capital, Porto Velho, possui 428.527 habitantes, apresenta o quarto menor índice de pobreza entre 
as capitais do Brasil. Outras cidades populosas do estado são: Ji-Paraná (116.610), Ariquemes (90.353), 
Cacoal (78.574), Vilhena (76.202), Jaru (52.005), Rolim de Moura (50.648). 
Rondônia apresenta Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,756, sendo o 14° colocado no 
ranking brasileiro, e o 3° entre os estados do Norte. A mortalidade infantil é de 22,4 a cada mil nascidos 
vivos, pouco acima da média nacional, que é de 22. Mais de 73% da população reside em áreas urbanas. 
Fonte: 
FRANCISCO, Wagner De Cerqueria E. "Aspectos da população de Rondônia"; Brasil Escola. Disponível em 
<http://brasilescola.uol.com.br/brasil/aspectos-populacao-rondonia.htm>. Acesso em 28 de setembro de 2016. 
 
 
 
Economia de Rondônia resiste à crise e se mantém em crescimento3 
 
 
Soja é um dos pilares da economia em Rondônia 
 
Confirmando as assertivas do governo estadual de que a economia rondoniense resiste às pressões 
externas de crise, e continua crescendo, as agências de risco Standard & Poor’s e Moody’s, que 
 
3 Portal do Governo do Estado de Rondônia. Disponível em: http://www.rondonia.ro.gov.br/2016/04/110268/. 
População do estado: migrações e condições socioeconômicas 
Setores econômicos: indústria e serviços 
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. 29 
rebaixaram as notas de vários estados brasileiros, sequer analisaram ou fizeram qualquer comentário 
sobre a economia e a estratégia de Rondônia para enfrentar a crise estrutural e macroeconômica que 
assola o País. 
De acordo com o secretário de Estado das Finanças, Wagner Garcia, a avaliação das agênciasde 
risco é de ordem global para o País, enquanto que as avaliações de âmbito interno, de classificação por 
estado, têm sido realizadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que nos mesmos 
termos das agências de risco leva em consideração aspectos como o comprometimento da receita 
corrente líquida com a dívida do estado, os gastos com pessoal em relação à receita, a participação 
(tamanho) dos investimentos no cômputo da despesa total, o volume da arrecadação das receitas 
tributárias e seu comprometimento com as despesas de custeio, e por fim, a situação previdenciária, na 
qual todos os estados apresentam um déficit crônico nesta conta – o que não é o caso de Rondônia. 
O secretário afirmou que o Estado de Rondônia economicamente está alinhado ao Estado do Pará, no 
melhor nível econômico do País (B+), o que não o exime de tomar medidas consideradas duras e de 
caráter definitivo para a manutenção do equilíbrio de suas contas. 
Importa esclarecer que estados como o Paraná, Maranhão, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais 
e Rio de Janeiro, por exemplo, passaram pelo crivo das agências de risco e tiveram suas notas 
rebaixadas, o que dificulta suas economias pela falta de confiança que essas medidas geram nos 
investidores. 
Segundo o secretário, a avaliação divulgada indica que o Estado de Rondônia, em que pese as 
dificuldades macroeconômica do País, ainda tem uma situação sólida, capaz de atrair investimentos e de 
ter lastro para honrar seus compromissos de médio e longo prazos, podendo, por conseguinte, contrair 
empréstimos para realizar investimentos necessários ao seu desenvolvimento. 
Wagner Garcia lembrou, apesar disso, que no geral, no ranking das contas analisadas pelo Ministério 
da Fazenda, nenhum estado do País está em situação fiscal muito boa, e que as avaliações dos dados 
fiscais dos estados vêm sendo feitas desde 2012 pelo governo Federal (Ministério da Fazenda), para 
atestar ou demonstrar a capacidade de cada um, avaliando e classificando o risco do respectivo governo. 
Pelas regras do Ipea, são levadas em conta fatores como endividamentos, gastos com pessoal e 
investimentos. O secretário chegou a ser taxativo ao afirmar que o Brasil perdeu a capacidade de fazer 
escolhas, fruto do comprometimento de suas finanças com programas caros e de pouco retorno, que 
absorvem grande parte de sua capacidade financeira, limitando, assim, sua capacidade de investimento. 
Garcia defendeu uma série de medidas para dar mais consistência à economia do estado, com o 
emprego de elementos e instrumentos de aprimoramento da gestão, que sirvam também para manter o 
grau de confiança dos investidores. Ele defendeu como estratégia para a economia nacional, um modelo 
controlado e mais apurado para os gastos com custeio, capaz de reduzir significativamente esta conta, e 
simultaneamente elevar a capacidade de investimento, e ainda, como na maioria dos países 
desenvolvidos, a instituição de um modelo de previdência complementar, já como alternativa de 
sobrevivência do sistema previdenciário do País, que segundo ele caminha a passos largos para a 
falência. 
 
Produção agropecuária de Rondônia chama a atenção de argentinos 
 
Um grupo de consultores agropecuários da Argentina visitou a Embrapa Rondônia e propriedades 
rurais de Porto Velho e Cujubim. Os 11 consultores desenvolvem assistência técnica em região próxima 
à Buenos Aires, capital daquele país, e fazem parte do Consorcio Regional de Experimentación Agrícola 
(CREA). Eles buscaram a Embrapa como meio para conhecer as pesquisas que estão sendo 
desenvolvidas para o estado e também ver de perto a produção de grãos, pecuária, piscicultura e floresta 
do estado. “Queremos conhecer como encontraram tecnologias para resolver situações desafiadoras e 
para aumentar a produtividade sem avançar sobre a floresta. Estamos acompanhando o desenvolvimento 
de Rondônia na agropecuária, que tem sido expressivo”, afirmou o engenheiro agrônomo argentino, José 
Ansaldo. 
A visita começou na sede da Embrapa Rondônia, com uma troca de informações, em que o chefe 
Adjunto de Pesquisa da Unidade César Teixeira apresentou as linhas de atuação e as tecnologias 
desenvolvidas para Rondônia e região Amazônica, assim como um panorama da agropecuária do estado. 
Em seguida, foi a vez dos argentinos mostrarem sua região, os desafios que enfrentam e o interesse pela 
agropecuária de Rondônia. “Trata-se de um grupo de profissionais que vivencia uma realidade de 
agricultura de clima temperado, significativamente distinta do que temos nos trópicos amazônicos. Em 
que pesem as diferenças de realidade, ficaram evidenciadas muitas oportunidades de ganho de eficiência 
para ambas as instituições”, ressaltou César Teixeira. Terminada a interação com entre os argentinos e 
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os pesquisadores e analistas da Embrapa, foram ao Campo Experimental de Porto Velho para verem as 
pesquisas em andamento. 
No período da tarde visitaram uma propriedade em Porto Velho, onde puderam conhecer a estrutura 
de secagem e armazenamento de grãos e tiraram dúvidas sobre a capacidade de secagem e 
armazenamento, fornecimento de energia para o secador entre outras. Conheceram também o sistema 
de produção de grãos da fazenda, podendo visualizar a lavoura de milho safrinha presente no momento. 
Fizeram diversas perguntas acerca do sistema de produção, tais como manejo, espaçamento utilizado, 
doenças que ocorrem, época de plantio, densidade de plantas e sucessão de culturas. 
Também conheceram todo o sistema de produção de gado de corte, os sistemas de criação a pasto, 
semi-confinado e confinado a estrutura de silos e de produção de ração, o fornecimento de água para o 
confinamento, a estrutura de confinamento em si e sua capacidade de lotação. Visitaram vários talhões 
de pastagem, vendo animais em etapas diferentes e também pastagens de diferentes espécies, estrutura 
de curral para manejo do gado e vacinação. “Fizeram perguntas de todos os tipos, sempre anotando tudo. 
Até a mata visitaram”, comenta o engenheiro agrônomo da Embrapa Rondônia, Davi Oliveira, que 
acompanhou o grupo. 
Outra visita foi em uma propriedade em Cujubim, cerca de 200 quilômetros de Porto Velho. Lá os 
argentinos puderam conhecer o sistema de produção de grãos da fazenda, com destaque para a lavoura 
de milho presente na ocasião. Acompanharam a colheita de milho, fizeram perguntas sobre a quantidade 
de fertilizantes utilizados, herbicidas, época de plantio e produtividade alcançada na fazenda. 
Perguntaram também sobre o histórico da propriedade e a produtividade obtida com a cultura da soja. O 
gerente de produção da fazenda também comentou sobre o planejamento para expansão da área 
cultivada e número de animais da fazenda. “Eles ficaram bastante curiosos sobre o sistema de integração 
lavoura-pecuária (ILP) praticado pela fazenda, onde o milho é consorciado com o capim (Brachiaria 
ruziziensis) e após a colheita do milho o capim se desenvolve e o gado pode entrar na área para realizar 
o pastejo. O gerente comentou sobre a vantagem do sistema e o fato do capim permanecer em boas 
condições mesmo na seca e o ganho de peso dos animais”, acrescenta Davi Oliveira. 
Os argentinos ficaram bastante impressionados com a produção de peixe da fazenda, que tem cerca 
de 500 hectares de lâmina d'água e produção de aproximadamente 60 toneladas de pescado por semana. 
Assistiram a um vídeo sobre a produção de peixe, visitaram alguns tanques, onde puderam visualizar os 
peixes, fornecimento de alimentação e estrutura e tiraram muitas dúvidas sobre a produção do tambaqui. 
De Cujubim o grupo de argentinos seguiu viagem para Vilhena e depois seguiriam viagem pelo Mato 
Grosso. 
(Disponível em: 
http://www.rondoniagora.com/agronegocio/noticia/2016/06/producao-agropecuaria-de-rondonia-chama-atencao-de-
argentinos.html). 
 
 
 
Governo de Rondônia reafirma compromisso com políticas públicas para indígenas4Em pé, de olhos fechados, representantes de 54 etnias indígenas de Rondônia acataram o apelo do 
coordenador estadual Elinton Gavião, para que lembrassem os antepassados. Um minuto depois, às 
9h50, ele discursou: “Se antes, nossos povos recebiam mais recursos, eram reconhecidos, hoje nos resta 
praticar nossa cultura e nossa religião”. Assim foi aberto, na terça-feira (19/04/16), no auditório do Rondon 
Palace Hotel, o 2º Seminário de Desenvolvimento Sustentável em Terras Indígenas. 
O secretário estadual adjunto do desenvolvimento ambiental, Francisco de Sales, reiterou o 
compromisso do governador Confúcio Moura com minorias étnicas no estado. “Eu sei que essas políticas 
públicas requerem determinado tempo de execução, e isso atropela um pouco a expectativa de vocês, 
mas reafirmo o compromisso do governo com gestões ambientais, e elas serão cumpridas à risca, podem 
confiar”, disse. 
Os participantes do seminário, debateram o Plano de Desenvolvimento Sustentável e Direito Indígena, 
com o apoio do Ministério Público Federal, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e do 
Desenvolvimento Ambiental e da Associação Etnoambiental Kanindé. 
O procurador da República Reginaldo Trindade lamentou que, 12 anos atrás, a invasão da terra Uru-
eu-au-au [por madeireiros e agricultores] “era grave e exigia solução urgente, e assim continua”. 
 
4 Portal do Governo do Estado de Rondônia. Disponível em: http://www.rondonia.ro.gov.br/2016/04/111936/. 
Rondônia como lugar de políticas públicas nacionais 
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Ele estimulou líderes indígenas a terem determinação e lutarem para superar dificuldades. “Sabemos 
que o preconceito da sociedade contra minorias ainda é grande, mas vocês não devem esmorecer, por 
isso, reivindiquem permanentemente”, disse. 
Segundo Trindade, “a sensibilidade e a boa vontade do governo e da Assembleia Legislativa de 
Rondônia devem ser bem aproveitadas”. Lembrou que 17 faculdades no estado concederam bolsas para 
minorias étnicas, entretanto, ponderou: “Elas ainda não foram totalmente preenchidas, e não adianta só 
a bolsa, é preciso cobrar mais e profissionalmente, para que sejam obtidas ações concretas e objetivas 
em benefício de todos”. 
Para o procurador, a aprovação de lei estadual de amparo aos povos indígenas “pode não resolver 
plenamente os problemas graves que tendem a existir [invasões, desmatamento, roubo de madeira, 
atentados culturais, entre outros], mas é o pontapé inicial”. 
O vereador Roberto Oro Win, de Guajará-Mirim [a 362 quilômetros de Porto Velho, na fronteira Brasil-
Bolívia] pediu permissão para entoar dois cantos na língua de seu povo: um deles fala de jovens 
guerreiros que enfrentam a onça, outro é a “música do papagaio”. 
Um representante Amondawa, da região de Jaru, também entoou um canto falando do “povo que não 
desiste diante da dura batalha”. 
“O 19 de abril é o dia em que parentes pedem melhorias para filhos e netos, e eu quero aqui dizer que 
em nossa região acontece uma grande festa em três lugares: ao longo dos rios Guaporé e Mamoré, na 
Terra Pakaa-nova e na linha terrestre”. 
O etnozoneamento inclui debates a respeito de terras invadidas e das dificuldades e facilidades na 
produção de castanha. 
Levantamento feito pela Kanindé aponta algum avanço obtido pela organização: desde o início dos 
anos 2000, dez terras indígenas já conseguiram concluí-lo em aproximadamente 10 milhões de hectares 
nas Amazônias Ocidental e Oriental brasileiras, nos estados do Amazonas (sudoeste), Rondônia, Mato 
Grosso e Pará. Outras organizações apoiam indígenas nesse mesmo objetivo. 
 
PLANEJAMENTO 
Parceira da Sedam, a Kanindé apóia os territórios Uru-eu-au-au, Gavião [Lourdes], Suruí [27 aldeias 
no Parque Indígena do Aripuanã], Zoró [noroeste de Mato Grosso, limítrofe com Rondônia], Nhamunda 
Mapuera e Trombertas Mapuera [ambas no Pará], 9 de janeiro [em Humaitá-AM], Parintintin [Ipixuna] e 
Diahuí. 
“O governo faz a terceira aproximação do etnozoneamento, mas é preciso que ele aconteça com a 
participação dos povos indígenas e da sociedade”, cobrou a coordenadora da organização, Ivaneide 
Bandeira Cardozo. 
Ela acredita que só o “planejamento bem feito” produzirá resultados para as futuras gerações 
indígenas. “Por enquanto, ele não existe, à exceção das terras que têm plano de gestão, e estas o governo 
poderia incluir em suas propostas e no orçamento estadual”, apontou. 
Segundo Ivaneide Cardozo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) 
dispõe de recursos para apoiar a organização dos povos indígenas. “Com isso, já conseguimos planos 
de gestão para os zorós, para as terras indígenas do Igarapé Lourdes [Arara e Gavião], Rio Guaporé e 
Rio Negro Ocaia [ambas na região fronteiriça à Bolívia]”, informou. 
A coordenadora da Kanindé lembrou que 95% de Guajará-Mirim são constituídos por áreas protegidas, 
por isso, aquela região “se ressente de programação que possa valorizar seu potencial”. 
Segundo ela, a gestão ambiental nesse município possibilitaria até mesmo a melhor exploração 
turística. “Muita gente quer conhecer a cultura indígena, o artesanato e as belezas cênicas regionais, mas 
falta divulgação e organização desse potencial”, reivindicou. 
A líder Walda Ajuru queixou-se da invasão das terras de seu povo, hoje reduzido a cerca de 140 
pessoas em Porto Rolim. Os demais foram transferidos no século passado, pelo extinto Serviço de 
Proteção ao Índio (SPI), para a Serra Ricardo Franco. 
 
Os ajuru vivem a 415 quilômetros de Porto Velho, acumulam sucessivos roubos de madeira de suas 
terras, foram vítimas da malária e sempre dependem do socorro médico da Fundação Nacional de Saúde. 
Situação semelhante vivem os povos Miquelenos e Puruborá. Alguns se casaram com parentes 
Tuparis, Kanoés e Makurapes, no que totalizam atualmente aproximadamente 400 indivíduos, entre o 
Brasil e a Bolívia. 
 
 
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01. (CRC/RO – Auxiliar de Serviços Gerais – FUNCAB/2015) O clima predominante no estado de 
Rondônia é: 
(A) frio de pluviosidade. 
(B) árido. 
(C) frio. 
(D) temperado frio. 
(E) tropical úmido. 
 
02. (Prefeitura de Exu/PE – Professor – Advise/2013) Considere a imagem do Brasil abaixo e 
marque a alternativa que apresenta o nome do estado apontado pela seta. 
 
(A) Acre 
(B) Roraima 
(C) Macapá 
(D) Rondônia 
(E) Mato Grosso 
 
03. (DETRAN/RO – Administrador – IDECAN/2014) O Porto de Porto Velho começou a ser 
construído em 20 de abril de 1973, pelo Departamento Nacional de Portos e Vias Navegáveis do Ministério 
dos Transportes. Hoje, as operações no principal Porto do estado são realizadas pelos 3 terminais deste 
Porto, que é administrado pela Sociedade de Portos e Hidrovias de Rondônia (SOPH), 
(A) do governo federal do Brasil. 
(B) do município de Porto Velho. 
(C) do governo do estado de Rondônia. 
(D) uma empresa privada do estado de Rondônia. 
(E) numa parceria entre os governos de Rondônia e do Amazonas. 
 
04. (SUPEL/RO – Engenheiro Civil – FUNCAB/2014) A criação do Estado de Rondônia, em 1981, 
deu-se por: 
(A) desmembramento. 
(B) fusão. 
(C) elevação. 
(D) territorialização. 
(E) decreto. 
 
05. (Prefeitura do Espigão do Oeste/RO – Professor – MGA/2015) O atual vice-governador do 
Estado de Rondônia é: 
(A) Daniel Pereira; 
(B) Confúcio Moura; 
(C) Airton Gurgacz; 
(D) Jesuino Boabaid. 
 
Questões 
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. 33 
06. (PGE/RO – Analista – FGV/2015) “A BR-319 foi inaugurada oficialmente em 1976, no governo 
Ernesto Geisel. Porém, nunca foi concluída integralmente. Nas décadas de 1980 e 1990, a manutenção 
da estrada foi abandonada pelo poder público. Somente na década de 2000, as obras de pavimentação 
foram retomadas com o asfaltamento das duas pontas da rodovia (...)" 
Fonte: http://www.ariquemesonline.com.br,02/10/2015. Acesso em 03 de outubro de 2015. 
 
A importância da rodovia citada no texto está relacionada ao fato de ser a via de integração por terra: 
(A) entre Porto Velho e Manaus; 
(B) de Rondônia com a Bolívia; 
(C) entre as regiões Norte e Nordeste; 
(D) da região Norte com Brasília; 
(E) de Rondônia com o Mato Grosso. 
 
07. Rondônia possui as características ideais para a produção de frango. Esta afirmação pode ser feita 
pelo seguinte motivo: 
(A) O clima quente e bastante úmido da Amazônia favorece a criação de aves em larga escala. 
(B) A grande produção de milho e grãos do estado facilita a alimentação das aves. 
(C) Por causa do clima frio, as aves se desenvolvem mais rapidamente. 
(D) O excesso de chuvas favorece este tipo de atividade econômica. 
 
08. Sobre a cidade de Porto Velho, assinale a única alternativa incorreta: 
(A) Oficializada em 2 de outubro de 1914, Porto Velho foi criada por desbravadores por volta de 1907, 
durante a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. 
(B) Fica em plena Floresta Amazônica, e inserida na maior bacia hidrográfica do globo, é a Capital do 
estado de Rondônia. 
(C) Deve seu nome à uma tribo indígena que habitava o local, antes da chegada dos primeiros 
colonizadores. 
(D) Fica nas barrancas da margem direita do rio Madeira, o maior afluente da margem direita do rio 
Amazonas. 
 
09. Todas as afirmações abaixo correspondem a fatos que caracterizam a economia do Estado de 
Rondônia, com exceção de: 
(A) Com uma agricultura forte assentada em pequenas e médias propriedades rurais, o Estado de 
Rondônia desponta como destaque nacional na produção de milho, soja, arroz, peixes e outros gêneros 
de primeira necessidade. 
(B) O Estado conta com um parque industrial desenvolvido, que, nos últimos ano, vem atraindo um 
número cada vez maior de empresas antes sediadas nas regiões Sul e Sudeste. 
(C) O Estado exporta carne para mais de 30 países, e recebeu certificado do Ministério da Agricultura 
para comercializar este produto com os Estados Unidos. 
(D) A exportação de carne demonstra a preocupação do Governo do Estado de Rondônia com a 
sanidade do rebanho, que vem cumprindo todas as etapas de vacinação contra a febre aftosa. 
 
10. Sobre a Estrada de Ferro Madeira Mamoré, assinale a alternativa incorreta: 
(A) Foi tomada do governo boliviano pelo imperador D. Pedro II na guerra que ficou conhecida como 
“Batalha Amazônica”. 
(B) Inicialmente era um projeto da Bolívia, que queria chegar ao oceano Atlântico pelos rios Madeira e 
Mamoré. 
(C) O general Quentin Quevedo divulgou o projeto de construção de uma ferrovia, já que o governo 
boliviano havia considerado inviável a ideia de atravessar os rios com embarcações. 
(D) Em 1865, no bojo da Guerra do Paraguai, o sul do Mato Grosso foi isolado, o que levou o imperador 
D. Pedro II a analisar a perspectiva de recuperar a área através da navegação do Madeira. 
 
11. Sobre a formação étnica do Estado de Rondônia, é correto afirmar que: 
(A) Tem quase a totalidade de sua população formada por povos indígenas e seus descendentes. 
(B) Praticamente não existe população negra no Estado. 
(C) Segue o mesmo padrão étnico brasileiro, com população de origem europeia, africana e indígena. 
(D) A população é composta exclusivamente por descendentes de europeus, que vieram à região em 
busca de riquezas durante o ciclo da borracha. 
 
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12. Quando foi criado, Estado de Rondônia dividia-se em apenas 13municípios. Atualmente, qual é o 
total de municípios de Rondônia: 
(A) 56 
(B) 55 
(C) 54 
(D) 53 
(E) 52 
 
13. (Concurso Público Secretaria de Estado da Saúde/RO) A Região Norte brasileira é constituída 
por sete estados, dentre eles Rondônia. Com relação à Região, este estado está na seguinte porção da 
Região Norte e da Amazônia, respectivamente: 
(A) central / equatorial 
(B) oeste / central 
(C) sul / ocidental 
(D) leste / oriental 
(E) norte / legal 
 
14. Assinale a alternativa correta com relação à economia rondoniense: 
(A) O Estado de Rondônia exportou, em 2012, 208,2 mil toneladas de carne bovina e 35,3 mil toneladas 
de miúdos para 31 países, totalizando em R$ 2,5 bilhões. 
(B) Rondônia se caracteriza pelo avançado polo tecnológico, que vem atraindo empresas de todo o 
mundo. 
(C) O Estado tem toda sua economia baseada na extração de látex. 
(D) Desde o declínio do segundo ciclo da borracha, Rondônia se firmou como grande exportadora de 
pedras preciosas. 
 
15. (PGE/RO - Procurador do Estado Substituto – FCC/Adaptada) Localizado inteiramente na 
Amazônia Legal, o Estado de Rondônia enfrenta atualmente novos desafios relacionados à 
sustentabilidade das atividades econômicas, principalmente no que diz respeito à conservação da floresta 
amazônica. 
(http://www.cpafro.embrapa.br/portal/nucleo/floresta/) 
 
É correto afirmar que a floresta amazônica 
(A) caracteriza-se pela homogeneidade das espécies que a compõem, sobretudo em relação aos 
padrões de altura. 
(B) é formada predominantemente por vegetais tropófilos, fator fundamental para seu aspecto sempre 
verde. 
(C) é composta de várias espécies que têm em comum a xerofilia que lhes permitem viver em ambiente 
úmido. 
(D) recobre os solos com maior grau de fertilidade do estado, fato que contribui para seu progressivo 
desmatamento. 
(E) possui grande diversificação de espécies vegetais que apresentam maior altura nas áreas de terra 
firme. 
 
16. (PGE/RO - Procurador do Estado Substituto – FCC/Adaptada) No espaço rondoniense são 
encontradas inúmeras unidades de conservação que têm como um de seus objetivos 
(A) preservar a biodiversidade reduzindo os impactos ambientais promovidos pelas atividades 
antrópicas. 
(B) manter as riquezas naturais inalteradas de modo que as gerações futuras possam usufruí-las. 
(C) delimitar e controlar áreas florestais que devem ter seu uso restrito às pesquisas ecológicas. 
(D) promover a exploração racional dos recursos restringindo o uso industrial dos bens da floresta. 
(E) estabelecer o equilíbrio entre a intensidade do extrativismo vegetal e a demanda dos mercados. 
 
17. (PGE/RO - Procurador do Estado Substituto – FCC/Adaptada) Considere as seguintes 
afirmações sobre a organização do espaço de Rondônia a partir da segunda metade do século XX: 
I. A partir da década de 1970, a expansão da fronteira agrícola foi determinante para o desenvolvimento 
agropecuário no estado que apresentou aumento considerável no número de estabelecimentos agrícolas. 
II. O processo de ocupação humana do estado foi executado através dos Projetos de Colonização e 
de Assentamento Dirigido que se constituíram em atrativos para migrantes, sobretudo sulinos. 
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III. A expansão do povoamento em Rondônia fez-se basicamente na zona rural e somente no início do 
ano 2000 a população urbana ultrapassou os 50%. 
 
Está correto SOMENTE o que se afirma em 
(A) I. 
(B) II. 
(C) I e II. 
(D) I e III. 
(E) II e III. 
 
18. (PGE/RO - Procurador do Estado Substituto – FCC/Adaptada) A questão está relacionada ao 
gráfico abaixo. 
RONDÔNIA: Distribuição da população por grupos etários (%) 
 
 
(IBGE) 
 
A análise do gráfico e os conhecimentos sobre a população de Rondônia permitem concluir que no 
período mostrado no gráfico 
(A) a composição etária da população foi alterada pela redução do processo migratório. 
(B) mantiveram-se estáveis as taxas de natalidade e mortalidade. 
(C) a redução da população jovem está relacionada ao aumento da mortalidade infantil. 
(D) houve uma sensível ampliação da expectativa de vida da população. 
(E) a emigração de rondonienses para outros estados repercutiu na composição etária. 
 
19. (PGE/RO - Procurador do Estado Substituto – FCC/Adaptada) A questão está relacionada ao 
gráfico abaixo. 
RONDÔNIA: Área cultivada das principais lavouras – 2009 
 
 
(http://www.ibge.gov.br/estadosat/perfil.php?sigla=ro)As duas principais lavouras de Rondônia, indicadas pelos números 1 e 2 são, respectivamente, 
(A) arroz e café. 
(B) milho e café. 
(C) soja e laranja. 
(D) cana-de-açúcar e cacau. 
(E) mandioca e laranja. 
 
20. O controle das fronteiras brasileiras, sobretudo norte e sul, sempre foi motivo de preocupação dos 
principais governos republicanos. Acordos de limites, por exemplo, foram vários na República Velha. 
Durante o Governo Vargas, porém, este controle foi efetivamente definido com a criação de Territórios 
Federais na região, entre eles: 
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(A) Rio Branco, atual Estado de Roraima, e Guaporé, atual Estado de Rondônia. 
(B) Acre, atual Estado do Acre, e Guaporé, atual Estado de Rondônia. 
(C) Ponta Porã, atual Estado de Tocantins, e Rio Branco, atual Estado de Roraima. 
(D) Iguaçu, atual Estado de Roraima, e Acre, atual Estado do mesmo nome. 
(E) Amapá e Palmas, atualmente Estados do mesmo nome. 
 
21. A Lei Complementar no 41, de 22 de dezembro de 1981, elevou o Território de Rondônia à condição 
de Estado. Como fatores que impulsionaram esta medida podem ser apontados: 
(A) a ameaça de expansão de países vizinhos, como Peru e Bolívia, e o processo de abertura política 
em curso no Brasil. 
(B) a expansão da fronteira agrícola em direção ao Acre, como forma de conter a atividade madeireira, 
e a ação dos seringalistas na região. 
(C) a participação de parlamentares do Estado na Constituinte convocada em 1980 e o crescimento 
acelerado da população local. 
(D) a implantação de projetos de colonização e o consequente afluxo de população instalada ao longo 
da BR-364 ou atraída pelo garimpo do ouro. 
(E) a necessidade de demarcação das terras indígenas e o aumento dos conflitos decorrentes da ação 
dos grileiros na região. 
 
22. (História e Geografia de Rondônia/Cesgranrio/TJ-RO/Economista/Adaptada) As discussões 
em torno das obras da hidrelétrica de Santo Antônio – a primeira do complexo hidroviário e hidrelétrico 
no Rio Madeira, em Rondônia, permitem refletir sobre a necessidade de crescimento econômico e os 
danos que isso pode provocar ao meio ambiente. Sobre estes fatos, é correto afirmar que 
(A) os danos que este projeto provoca ao meio ambiente podem levar a uma intervenção norte-
americana na região, sob o argumento de desrespeito ao Protocolo de Kioto. 
(B) os maiores danos que o projeto causará serão relacionados aos monumentos que constituem o 
patrimônio histórico, já que a aldeia de Santo Antonio foi a primeira do atual Estado de Rondônia. 
(C) a construção de eclusas e barragens necessárias ao projeto implicará maior dimensão dos 
impactos ambientais, dos problemas sociais e do desmatamento na Amazônia, apesar da grande malha 
hidrográfica e da necessidade de modernização econômica da Amazônia Ocidental. 
(D) a implantação de projetos desse porte na rede hidrográfica da Amazônia ocidental facilitará o 
escoamento e o transporte de produtos agropecuários da região, contendo o avanço da fronteira agrícola 
e os conflitos fundiários em direção a Rondônia. 
(E) a presença de elevado potencial hidrelétrico e a recente demanda urbano-industrial da Amazônia 
Ocidental influenciaram a alteração na matriz energética brasileira, cuja principal característica é o 
estímulo ao transporte de cargas via rede fluvial. 
 
Respostas 
 
 
01. Resposta: E. 
O clima do Estado de Rondônia não sofre grandes influências do mar ou da altitude. Seu clima 
predominante é o tropical, úmido e quente, durante todo o ano, com insignificante amplitude térmica anual 
e notável amplitude térmica diurna, especialmente no inverno. 
 
02. Resposta: D. 
Localização de Rondônia no mapa do Brasil: 
 
 
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03. Resposta: C. 
O Porto de Porto Velho está localizado na margem direita do rio Madeira, a 2km a jusante da cidade 
de Porto Velho (RO). 
A administração do porto é realizada pela Sociedade de Portos e Hidrovias de Rondônia (SOPH), por 
delegação ao estado de Rondônia. 
 
04. Resposta: C. 
A criação do estado de Rondônia deu-se por elevação, tendo em vista não haver ocorrido processo de 
desmembramento ou fusão territorial, haja vista o novo Estado ter sido criado em cima de uma unidade 
não federada, o Território Federal de Rondônia. Na época, o Território era constituído por treze 
municípios, sendo que Porto Velho e Guajará-Mirim foram criados no início do século XX, quando o 
espaço físico que forma Rondônia era dividido entre os estados do Mato Grosso e do Amazonas. 
 
05. Resposta: A. 
Governador de Rondônia: Confúcio Moura (PMDB); 
Vice: Daniel Pereira (PSB). 
 
06. Resposta: A. 
A BR-319, que liga Porto Velho a Manaus (AM), deve ser recuperada integralmente para continuar 
cumprindo seu papel estratégico para os Estados de Rondônia, Amazonas, Mato Grosso e ao País como 
um todo. A avaliação é do governador Confúcio Moura. 
 
07. A / 08. C / 09. B / 10. A / 11. C / 12. E / 13. C /14. A / 15. E /16. A /17. C /18. D /19. B. 
 
20.Resposta: A. 
Apesar de em muitos casos não investir em muitas regiões brasileiras ou pouco investir, o governo 
sempre se preocupou em manter a unidade territorial do país com medidas que prevenissem a entrada, 
povoação e efetiva ocupação estrangeira. 
 
21.Resposta: D. 
Na década de 80 o território de Rondônia mostrava-se expressivo, o que ajudou a garantir a elevação 
a estado. 
 
22.Resposta: C. 
Apesar da necessidade de modernização da região Norte, um dos principais pontos é a destruição da 
floresta e do ecossistema da Amazônia, além de prejudicar populações nativas que perdem sua ligação 
com a terra ancestral e seus costumes. A criação de barragens e eclusas inundam grandes áreas e 
impedem a migração de peixes durante a piracema. 
 
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