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COLÉGIO ADVENTISTA DE SANTO AMARO COASA PADRÕES DE BELEZA E IDEALIZAÇÃO CORPORAL FELIPE MENDONÇA DA SILVA GABRIEL AUGUSTO LOYOLA VIDOTTO LOPES SÃO PAULO 2020 SUMÁRIO TÍTULO PAG CAPA 01 SUMÁRIO 02 RESUMO 03 ABSTRAT 04 Padrões de beleza em determinados períodos da história 06 Os padrões de beleza no tempo 07 A idealização da beleza 25 Considerações finais 26 Bibliografia 29 Resumo: O trabalho em questão discorreu sobre a influência das mensagens midiáticas sobre a idealização do corpo. A metodologia utilizada foi à pesquisa bibliográfica para o artigo em questão. Beleza é o conjunto de características capazes de provocar a admiração a um observador, ou seja, o detentor da beleza é denominado belo. Na mitologia grega, o "mito do Procusto" expõe o quanto essa forma de padronização da beleza pode ser um processo doloroso. No mito,Procusto mutila as pessoas para que as mesmas fiquem parecidas com ele. Esse processo se assemelha as formas atuais de se conseguir um corpo ideal. Muitos apelam para dietas absurdas, obsessão por músculos, utilização de produtos de beleza e remédios emagrecedores e até cirurgias plásticas, que muitas vezes dão errado e levam o individuo a morte, com foi o caso da modelo Andressa Urach, que quase morreu ao realizar uma cirurgia. Temos visto um verdadeiro massacre humano, de mulheres, adolescentes se matando para atingir um inatingível padrão de beleza imposto pela mídia. Em uma sociedade democrática, as mulheres tornaram-se escravas da indústria da beleza, tão difundida pelos meios de comunicação, os quais tem dilacerado a nossa juventude, pessoas que estão perdendo o prazer de viver, tornando-se solitárias, por estarem inconformadas com sua forma física, controlam alimentos que ingerem, para não engordar; esta escravidão assassina a autoestima, produz uma guerra contra o espelho e gera uma auto rejeição terrível. A sociedade sempre teve esteriótipos modelos ao longo da história. Na Grécia Antiga, Esparta era o lugar dos homens fortes e perfeitos, para lutarem na guerra. No antigo Regime, as mulheres ideais eram vistas como as mais "gordinhas", para mostrar a fartura da Corte daquela época. Atualmente temos dois fortes padrões, o da indústria da moda e o das academias, que mexem profundamente com o psicológico de alguns, Vê-se então, que muitos não medem as consequências para ter o corpo perfeito. Palavra chave: Beleza, corpo, saúde, auto-estima. ABSTRACT: The work in question discussed the influence of media messages on the idealization of the body. The methodology used was the bibliographic search for the article in question. Beauty is the set of characteristics capable of provoking admiration to an observer, that is, the holder of beauty is called beautiful. In Greek mythology, the "Procrust myth" exposes how this form of beauty standardization can be a painful process. In the myth, Procrust mutilates people so that they look like him. This process is similar to the current ways of achieving an ideal body. Many appeal to absurd diets, obsession with muscles, use of beauty products and weight loss medicines and even plastic surgery, which often go wrong and lead the individual to death, as was the case with model Andressa Urach, who almost died while performing a surgery. We have seen a real human massacre, of women, teenagers killing themselves to achieve an unattainable standard of beauty imposed by the media. In a democratic society, women have become slaves to the beauty industry, so widespread in the media, which has torn our youth, people who are losing the pleasure of living, becoming lonely, because they are not satisfied with their physical form, they control the food they eat, so as not to put on weight; this slavery kills self-esteem, produces a war against the mirror and generates a terrible self-rejection. Society has always had model stereotypes throughout history. In Ancient Greece, Sparta was the place of strong and perfect men to fight in the war. In the old regime, ideal women were seen as the "fattest" to show the Court's abundance at that time. Currently, we have two strong standards, that of the fashion industry and that of the academies, which deeply affect the psychological of some. It can be seen, then, that many do not measure the consequences for having a perfect body. Key word: Beauty, body, health, self-esteem Padrões de beleza idealização corporal Temos visto um verdadeiro massacre humano, de mulheres, adolescentes se matando para atingir um inatingível padrão de beleza imposto pela mídia. Em uma sociedade democrática, as mulheres tornaram-se escravas da indústria da beleza, tão difundida pelos meios de comunicação, os quais tem dilacerado a nossa juventude, pessoas que estão perdendo o prazer de viver, tornando-se solitárias, por estarem inconformadas com sua forma física, controlam alimentos que ingerem, para não engordar; esta escravidão assassina a autoestima, produz uma guerra contra o espelho e gera uma auto rejeição terrível. As cobranças que as pessoas tem feito a si mesma para atingir o padrão de beleza imposto pela mídia, tem lhes prejudicado em todos os sentidos, tanto psicológicos, como em seu corpo. As mulheres, que ao longo dos anos vêm lutando por sua liberdade de expressão, independência financeira e direito de voto, considerada por muitos anos como o sexo forte, mostram-se hoje como o sexo frágil. A estética corporal pode ser transformada e cada vez mais aperfeiçoada, seguindo os padrões estabelecidos por cada cultura, sendo que esse fato redimensiona e realiza o antigo esforço de conjugar a anatomia com as técnicas disponíveis em cada período histórico, capazes de proporcionar melhorias e correções nos detalhes da aparência e na postura dos indivíduos. (COUTO, 2000) Cuidar mais de si mesmo é um valor soberano que está na ordem do dia, a exibição continua de tipos físicos idolatra a vitalidade e a jovialidade, anuncia técnicas e métodos de remodelagem anatômica e mobiliza multidões com as promessas extraordinárias e exemplos de sucesso, muitos deles no prolongamento da juventude, no revigoramento físico eem uma vida de prazeres imediatos. O corpo publicitário traduz o desejo de se converter em etiqueta da moda, perseguindo padrões físicos, estéticos, sensuais e comportamentais, sendo necessário seguir esses padrões para adequar-se as exigências imposta pelos modelos culturais estabelecidos. (COUTO, 2000) MITO E BELEZA É preciso entender que nossas referências mudaram, por isso, muitas vezes estes conceitos se confundem. Vivemos em um mundo em que aparência magra é super valorizada! Só que balança não é indicador de felicidade, de sucesso ou de bem-estar. Há alguns tempos atrás uma mulher considerada bonita era aquela que esbanjava curvas. Ter um corpo mais cheio era sinônimo de beleza e força. Em 1954, Martha Rocha ganhou a faixa da primeira Miss Brasil com um corpo curvilíneo. Será que ela ganharia hoje? É para se pensar. Alguns dados sobre insatisfação corporal são de fato marcantes e merecem ser analisados com mais atenção. Um estudo mostrou que, após apenas alguns minutos olhando uma revista de moda, mulheres jovens demonstraram queda de satisfação com o próprio corpo. Em busca de padrões inalcançáveis, muitas pessoas estão arriscando a própria saúde, apostando em dietas malucas, e correndo o enorme risco de desenvolver um transtorno alimentar. É preciso mudar nossa concepção de beleza! Precisamos mais e mais tentar mudar isso no dia a dia. Como? Passando a desassociar magreza de beleza, e entender que peso é apenas um indicativo, mas não o mais importante para a saúde. O culto ao corpo é uma prática antiga que atualmente intensificou-se bastante, os indivíduos tem uma preocupação exacerbada com o modelo de seu corpo, buscando aproximar à sua forma aos padrões de beleza que são expostos na mídia, envolvendo a prática de atividades físicas, dietas e cirurgias plásticas. Há registros bem antigos sobre a preocupação social com o corpo humano, não apenas por seus aspectos funcionais, mas muito fortemente por sua estética também. Atualmente tem acontecido uma intensificação dessa prática, ocorrendo entre todas as classes sociais e faixas etárias. “A adolescência é também o momento da existência em que o sujeito experimenta pela primeira vez um sentimento de estranheza em relação ao seu corpo e as dificuldades e impossibilidades serão resolvidas por atos, atos que permitam a saída dos impasses e da pane”. (DIAS, 2000). O padrão de beleza em determinados períodos da história A palavra padrão é empregada para designar uma regra ou um modelo de algo. A beleza também tem seus critérios e regras. - Entre os egípcios antigos, as mulheres charmosas eram aquelas que escondiam o rosto do sol, maquiavam a face e os olhos, usavam perucas e realizavam todo tipo de cuidado corporal para exaltar seus encantos. Na Grécia antiga, um homem era considerado bonito ou KALOSKAGATHOS se tivesse um corpo harmonioso, proporcional e simétrico, como se destaca em “O Discóbolo” (lançador de discos), famosa escultura de Miron de Eléutereas. O conceito beleza feminina na Idade Média tinha os critérios: cabelos longos, pele branca, lábios finos, testa grande, quadris estreitos e seios pequenos. Na Belle Epoque (Bela Época) a mulher considerada atraente era aquela que tinha a silhueta em forma de S: com um generoso busto, cintura fina e quadris largos. Para conseguir este efeito eram usados espartilhos para manter a sua cintura comprimida. As gueixas do século XIX e início do século XX representavam o modelo perfeito da beleza feminina na cultura japonesa. Seu rosto tinha a aparência muito branca pelo efeito da maquiagem, seus pés deviam ser pequenos e o cabelo precisava brilhar com grandes enfeites (os kanzashis). O padrão de beleza é um conjunto de características que define uma pessoa. Na sociedade, esse padrão define se a pessoa é bonita ou não, porém, precisamos questionar quem define esse padrão de beleza? Por que essa definição é válida para considerar uma pessoa feia ou bonita? Vivemos em um mundo que ama ser escravo, a escravidão em sí teve um fim mais muitos ainda são escravos pelo menos da beleza. Ainda não conhecem alforria. A tendência atual é ter um corpo extremamente esculpido, seco, sem excesso de curvas, levemente malhado, porém considerado “lindo e saudável” segundo a maioria das pessoas. O padrão de beleza sempre será definido pela sociedade, porém, devemos ter a consciência de que existem vários tipos de beleza e que cada pessoa é única, por isso, não é normal que todos queiram ser iguais. Devemos lembrar sempre que são as diferenças que nos fazem pessoas especiais, únicas. O corpo da mulher durante o período colonial era tido como dentro dos padrões de beleza ao apresentar um aspecto saudável, simbolizado pela aparência rechonchuda, ou seja, quanto mais gorda a mulher fosse, mais bonita ela era considerada, isso porque o perfil untuoso do corpo remetia a um corpo bem nutrido e ao seu volume era atribuída uma visão de saúde e vigor. Já durante a antiguidade clássica, o ideal grego da beleza era outro, com base em uma construção intelectual artística, os gregos valiam-se da perfeição e equilíbrio das formas, bem como a harmonia e a proporcionalidade de todas as medidas, é quando surge o nu feminino e a valorização do movimento. Para a antiga sociedade Egípcia, a juventude era muito valorizada bem como o corpo esbelto e os traços finos e alongados. Vender magreza é lucrativo: dietas da moda, remédios, suplementos, produtos supostamente naturais e milagrosos tudo isso movimenta bilhões de dólares no mundo inteiro. As redes sociais reforçam estes padrões de beleza na sociedade. Quando buscamos padrões inalcançáveis, muitas pessoas, principalmente mulheres, estão arriscando a própria saúde, apostando em dietas malucas, e correndo o enorme risco de desenvolver um transtorno alimentar. É preciso mudar nossa concepção de beleza! Atualmente temos muitos procedimentos que podem ajudar a chegar ao padrão de beleza, tais como toxina botulínica, harmonização facial, implantes de silicone, lipoaspiração, abdominoplastia e outros não invasivos, como criolipólise, radiofrequência, eletreolifting, massagens drenantes e modeladoras. Enfim, os recursos são inúmeros e variados, mas o que vale é você se sentir bem consigo mesma e com seu corpo, percebendo que cada um tem sua beleza. Na vida real, no dia a dia, ninguém anda maquiado, escovado, com roupas e sapatos caros. Nosso corpo tem mudanças continuas, provocadas por nossos hormônios e metabolismo. É fundamental você aceitar-se como é. Os julgamentos sempre existirão, quem vai determinar se isso pode ou não afetar a sua vida é você mesma. O que vimos nas redes sociais são mulheres e homens em evidência que trabalham 100% com a imagem e que dependem disso para viver e muitas vezes usam recursos de aplicativos para se tornarem o padrão de beleza que a sociedade exige, mas não reflete em sua vida real. OS PADRÕES DE BELEZA NO TEMPO Cada período histórico tem (ou teve) seu próprio padrão de beleza. O que era considerado bonito e atraente ontem, hoje parece estranho e louco. Vamos descobrir como os estilos e gostos mudaram ao longo das épocas, vamos olhar para frente como em um túnel do tempo. A cultura da Idade Antiga era voltada ao corpo humano, que representava a natureza e a liberdade. Os gregos antigos não se envergonhavam de seus próprios corpos também cuidavam deles com maquiagens, roupas e atividades físicas. Antiguidade (de VIII a.C. a V d.C.) De acordo com o padrão da época, uma mulher bonita deveria ter pele clara, cabelo ruivo, lábios grandes e quadris largos. A maquiagem era considerada parte integrante do cotidiano das nobres. As mulheres ricas, inclusive possuíam escravas especialmente treinadas, que faziam maquiagem para elas e as retocavam durante o dia. A pele branca e pura era um atributo importante de beleza na Antiguidade, mas as gregas eram morenas, por isso clareavam suas peles com azeite de oliva e depois tomavam banho de leite. Para eliminar sardas e rugas, faziam máscaras de gordura de cisne, mel ou vinagre.Essas substâncias possuíam um cheiro muito forte, o que causava descontentamento entre os homens. Durante o século XIX, a forma mais avantajada ganha destaque novamente na classe da burguesia, mulheres gordas e de semblantes corados remetiam a riqueza e ostentação. Com a revolução industrial esse modelo estético foi resgatado do período renascentista, o uso de espartilhos também estava presente com força nessa época, e as mulheres os utilizavam cada vez mais apertados. O século XX recupera o ideal de boa forma, marcado, entre outros, pela emancipação feminina. As bochechas rosadas eram consideradas atraentes e sensuais e os cílios longos eram um sinal de castidade. Jamais uma mulher romana poderia ter pelos no corpo: eles eram removidos com resina e raspados com uma pedra-pomes. Curiosamente, as monocelhas eram populares entre as gregas. Assim, as habitantes da Grécia Antiga não só deixavam as sobrancelhas crescer, como também as pintavam e colavam extensões artificiais. Alguns rapazes também usavam cosméticos, mas contra a aprovação da sociedade. Ao contrário da mulher, o homem deveria ser bronzeado, como se estivesse trabalhando sob sol. Era aconselhável que usasse perfume e removesse os pelos. Um homem com muito cabelo era considerado sujo. Idade Média (Séculos V-XIV) NA Idade Média, a igreja tinha uma forte influência sobre vida das pessoas, e também em relação à sua aparência. Ao contrário da crença popular de que as regras básicas de higiene não eram seguidas, havia casas de banho perto de grandes mosteiros e de lugares de peregrinação. Os pobres frequentavam banhos públicos e os ricos possuíam suas próprias banheiras. O vestido da mulher era modesto e discreto. A personalidade era expressa por meio de um cabelo arrumado e um chapéu, os que estavam na moda eram os de palha, chapéus cônicos e capuzes. As mulheres nobres até adicionavam cabelos artificiais ou de cadáveres de pessoas que haviam sido condenadas à morte. A Igreja Católica considerava a maquiagem um grande pecado. Mas, apesar das restrições, as mulheres faziam máscaras faciais, além de pintar e enrolar seus cabelos. A característica mais notável do homem medieval era a de ser um cristão devoto. O rosto perfeitamente barbeado caracterizava a nobreza, mas o bigode e a barba também eram aceitáveis. Renascimento (Séculos XIV-XVII) O homem da época do Renascimento era um cidadão livre, sábio, criativo e com alma imortal. Nessa época, um comportamento mais próximo da vaidade masculina comum hoje em dia ganhou força. Os homens passaram a se dedicar mais à própria aparência, com cortes de cabelo mais apurados, cuidados com o rosto e o corpo, além de escolha das roupas conforme a classe social. Um homem desse período deveria manter a postura mais ereta possível e seus movimentos deveriam ser leves e determinados. A mulher da época renascentista deveria ser alta e ter cabelos compridos, quadris largos, seios grandes e cintura fina. Pela primeira vez, a roupa das mulheres começou a ser costurada com um decote que dava liberdade para o pescoço, os ombros e a parte superior de peito. O ideal é que fosse loira, como a deusa Vênus do quadro de Botticelli. Por isso, as garotas renascentistas clareavam seus cabelos e sobrancelhas ao sol, tomavam poções de noz, suco de maçã azedo ou usavam um produto chamado alume. No século XV, as mulheres costumavam raspar a linha do início de crescimento dos cabelos, deixando a testa grande, o que era visto como uma característica de inteligência. Os penteados eram complexos. A pele branca era considerada mais bonita e, para clareá-la, eram utilizados o óxido de chumbo e mercúrio — ambos tóxicos. Já para deixá-la rosada, era aplicado cinábrio. O barroco virou a vida das pessoas de cabeça para baixo. Foi uma época em que surgiram muitos tipos de entretenimento até então inexistentes, como passeios no parque e a cavalo, fogos de artifício e bailes de máscaras. As pessoas passaram a rejeitar tudo o que fosse ligado à natureza — que passou a ser associado a comportamentos selvagens e ignorantes. Foi uma Era em que os cidadãos se consideravam nobres, pensativos e educados. Nesse período, surgiram as primeiras publicações de moda. Barroco (Séculos XVII-XVIII) A mulher barroca valorizava a pele pálida e a clareava com uma mistura de chumbo e clara de ovo. No entanto, os lábios e as bochechas deveriam ser rosados. Para deixar o rosto mais bonito. A peruca era considerada um acessório masculino bastante aceito e sua forma mantinha-se em constante mudança. Os cabelos enrolados eram alisados e colocavam-se fitas. Os homens frequentavam barbearias para cuidar não apenas da barba, mas também dos cabelos. Uma roupa limpa representava um alto status social e riqueza. A peruca era considerada um acessório masculino bastante aceito e sua forma mantinha-se em constante mudança. Os cabelos enrolados eram alisados e colocavam-se fitas. Os homens frequentavam barbearias para cuidar não apenas da barba, mas também dos cabelos. Uma roupa limpa representava um alto status social e riquezas Depois do fim da segunda guerra, o corpo feminino cheio de curvas, valorizando quadris e seios ganha ênfase. A mulher dos anos 50 se torna mais sofisticada, adornada e a beleza é de grande importância e preocupação social, bem como o uso de joias, cosméticos, salto alto, tintura para cabelo, entre outros assessórios. Nos anos 60 foram marcados pelos movimentos de contracultura e o movimento hippie foi quem trouxe dos novos perfis que surgiram na época, tais como o modelo estético, que valorizou um corpo de aspecto adolescente, sem muitas curvas. Com a chegada do movimento hippie, nos anos 70, os cabelos eram longos, crespos e armados, maquiagem forte nos olhos e muito blush no rosto. Nos anos 80 pregaram o exagero, um estilo de extravagâncias e excessos, os anos 90 trouxeram a naturalidade, a simplicidade. Durante a década de 90 e inicio dos anos 2000, a ditadura da magreza parece se tornar mais hegemônica, talvez como consequência da expansão da comunicação e da imagem como símbolo. Ser magra se transformou em uma verdadeira obsessão, mulheres altas e magras consagram o novo modelo estético. Alcançar esse padrão torna-se um esforço com a utilização de dietas malucas e a busca cada vez mais árdua pelo corpo “ideal”, a bulimia e a anorexia passam a ser frequentes. A moda do século XIX era caracterizada por ser mais instável que nas Eras anteriores. Estilos de roupa, padrão de corpo, penteados, maquiagem e atitude passaram a mudar com mais frequência. Mesmo assim, houve um padrão dominante na moda, o da Inglaterra Vitoriana. As roupas deixaram de ser usadas como forma de destacar seu status social, tornando-se uma forma de expressão O progresso científico e tecnológico permitiu usar uma variedade enorme de desenhos nos tecidos e pintá-los em diferentes cores. A idealização da beleza A busca exagerada pelo corpo perfeito é um sintoma contemporâneo que aponta para desejos e questões da atualidade. Com o aumento dessa demanda, muitas pessoas procuram recursos para atingir tal objetivo, mesmo que estatisticamente o resultado traga prejuízos à saúde, tanto física como mental, do indivíduo. É importante compreender os aspectos gerados pela busca do corpo perfeito, para o entendimento do funcionamento psicológico das pessoas que lutam por este padrão de corpo tão idealizado por nossa cultura. Para isso destaco a percepção da imagem corporal, pois é a partir desse conceito que temos como base para compreendermos os distúrbios que a distorção da imagem corporal pode causar. A imagem do corpo é utilizada para sustentar o interesse do outro e a ideia de perfeição física passa a permear um imaginário que encontra na realidade, através dos avanços científicos, a possibilidade de se materializar. A fantasia de tornaro corpo um objeto moldável capaz de satisfazer as expectativas do indivíduo, pode tornar-se uma ameaça ao equilíbrio das funções fisiológicas mantedoras da vida. (RUSSO, 2005) Através da mídia cria-se uma indústria de corpos, padronizando cada vez mais suas formas, assim corpos que não se encaixam nesse padrão estabelecido, sentem-se cobrados e insatisfeitos, fazendo com que o indivíduo busque por soluções imediatas para alcançar o corpo perfeito. A imagem corporal se torna um complexo fenômeno humano que envolve aspectos cognitivos, afetivos, sociais e culturais, estando associada com o conceito de si próprio e é influenciável pelas dinâmicas de interação entre o ser e o meio em que vive. O desenvolvimento da imagem corporal depende do processo de desenvolvimento de própria identidade corporal do indivíduo, sendo ambos os processos totalmente dependentes da singularidade da estrutura orgânica e do espaço de relações de cada indivíduo. CONSIDERAÇÕES FINAIS. O desenvolvimento da imagem corporal depende do processo de desenvolvimento de própria identidade corporal do indivíduo, sendo ambos os processos totalmente dependentes da singularidade da estrutura orgânica e do espaço de relações de cada indivíduo. O padrão das supermodelos se intensificou ainda mais e ultrapassou o limite do saudável ao levar para a passarela modelos exageradamente magras. A anorexia e bulimia foram trazidas à discussão, principalmente pela sua incidência crescente entre as adolescentes e esse padrão tem sido questionado pelos próprios profissionais do meio, que o consideram inaceitável. A busca pelo corpo perfeito também vem de longa data, mas hoje somando à estética os artifícios do Photoshop, com corpos ideais e desejáveis estampando capas de revista, atingir esse resultado se torna uma corrida sem fim. Os padrões de beleza precisam ser discutidos com racionalidade. Ter 1,80cm e ser magérrima é um conceito muito restritivo. E acredito que a mudança de pensamento a respeito deles precisa começar desde cedo, por meio da educação. Assim a pessoa cresce alheia a esses conceitos estéticos e melhora sua auto aceitação. Apesar de tanta pressão direta e indireta, a mulher não pode resumir sua vida às suas características físicas. Ela precisa lembrar que trabalha, tem amigos e outras habilidades para desenvolver. Por mais que se estique daqui e dali, a idade vai chegar e tudo vai envelhecer. A mulher precisa lembrar que é mais do que um peito e que sua beleza precisa ultrapassar a aparência. Cada pessoa é perfeita do jeito que tem que ser, não é um padrão de beleza midiático que torna um corpo “menos bonito” ou “mais bonito”. A beleza principal está no interior, está nas pequenas coisas que tornam você: você! A adoção de um único conceito de beleza, além de ser restritiva, pode reforçar sentimentos de desprezo e preconceito em relação a todas as formas de apresentação estética que sejam diferentes do que foi escolhido e determinado como belo. Os padrões de beleza também são diferentes em cada país ou região. Na cultura ocidental são diferentes da oriental, por exemplo. Entretanto, independentemente de qual seja o padrão de beleza de uma determinada sociedade, a existência de padrões estéticos considerados ideais faz parte de todas as culturas. Modelos brancas, magras, com cabelos lisos e medidas corporais enquadradas numa tabela ditaram, indiretamente, nos meios midiáticos uma forma de padronização que aprisionou (e aprisiona) milhares de mulheres, em uma constante busca por corpos e medidas irreais. Na atualidade, entretanto, diversas mulheres consideradas exemplos de beleza decidiram expor suas opiniões e traumas passados para ensinar novas gerações que não há um padrão “correto” a ser seguido, ressaltando que todas as garotas são belas e únicas do jeito que são, não importando o peso mostrado na balança ou o tipo de curvatura do cabelo. De maneira geral, os padrões de beleza estão enfrentando muitas transformações na atualidade, sendo elas, muitas vezes, progressistas e que visam a diversidade. A melhor influência a ser disseminada para crianças e adolescentes é estimulá-los a serem eles mesmos, sem o medo de não pertencer a um grupo ou comunidade. BIBLIOGRAFIA https://monografias.brasilescola.uol.com.br/educacao-fisica/imagem-corporal-culto-ao-corpo-cenas-apresentadas-por-adolescentes.htm https://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/03/ditadura-corpo-perfeito.html https://conceitos.com/padrao-beleza/ https://www.osul.com.br/como-definir-um-padrao-de-beleza-em-um-mundo-de-diversidades/ http://www.maisequilibrio.com.br/beleza/padroes-de-beleza-6019.html https://falauniversidades.com.br/o-padrao-de-beleza-da-atualidade-sem-mais-padroes/ https://www.significados.com.br/padrao-de-beleza/ https://novaescola.org.br/conteudo/3414/como-o-conceito-de-beleza-se-transformou-ao-longo dos-seculos 5