Prévia do material em texto
TIPÓRAFOS EM DESTAQUE Jenson TIPOGRAFIA Geraldo Jantzen Nicholas Jenson (1420–148) Foi humanista, gravador, tipógrafo e livreiro francês, ativo em Veneza. Criou inúmeras fontes para imprimir, as quais iriam inspirar os modernos tipógrafos, particularmente na Inglaterra durante o século XIX. Em outubro de 1458, enquanto trabalha como mestre de gravações na Casa Real da Moeda, na cidade de Tours, é enviado para Mainz, pelo rei Carlos VII, para aprender com Gutenberg, a nova técnica de impressão de livros. Na Mogúncia, ele começou a trabalhar no ateliê de Johannes Fust e de Peter Schœffer onde ficou durante quatro anos. Depois se mudou para Veneza, Jenson tornou-se mestre na arte de imprimir. Sua primeira publicação foi a obra "De Evangelica preparatione", de Eusébio de Cesareia (265-339), traduzida para o latim por Jorge de Trebizonda. Como escreveria mais tarde Martin Lowry: "Se Gutenberg inventou a imprensa, Jenson e Jean de Cologne fizeram de tudo para transformar um segredo comercial cuidadosamente guardado numa ferramenta útil para comunicação de massa." Principal família: Jenson Aldus TIPOGRAFIA Geraldo Jantzen Aldus Manutius (1450 - 1515) Foi um tipógrafo italiano, considerado um dos primeiros mestres do design tipográfico. Nasceu em Bassiano, no Lácio. O tipógrafo foi responsável por trazer uma nova dimensão das fontes na produção de livros, conhecida como in-oitavo: menor que o tamanho das fontes utilizadas, sendo pequena o bastante para ser transportada nos alforges da época ao mesmo tempo em que reduzia os seus custos de produção. Apesar de ser uma ideia aparentemente simples, a alteração promovida por Manutius democratizou a leitura causando uma enorme revolução ao difundir a palavra escrita. Aldo Manúcio (nome em italiano) inventou o itálico, uma letra ligeiramente inclinada para a direita, que no meio de um texto corrido se destaca, chamando a atenção do leitor. O itálico apareceu pela primeira vez em 1500 na legenda «iesu dolce; iesu amore; iesu» de uma gravura de um livro com a correspondência de Catarina de Siena. Principal família: Aldus Garamond TIPOGRAFIA Geraldo Jantzen Claude Garamond (1480-1561) Foi um editor francês. As fontes criadas por Claude Garamond em Paris, a partir de 1530, refinadas dos tipos usados por Aldus Manutius, de 1455, são ainda hoje um referencial tipográfico forte, influenciando diversas interpretações em famílias de letras contemporâneas. A versão mais próxima da tipografia em estilo Garamond é a Granjon, de George William Jones, feita entre 1928 e 1931, possuindo este nome para evitar confusões com aquelas que se pretendem ―originais‖. Principal família: Garamond Baskerville TIPOGRAFIA Geraldo Jantzen John Baskerville nasceu em 1706 em Sion Hill, Worcester. Por volta de 1723, o hábil pen-man já trabalhava como professor de caligrafia e gravador de lápides. No ano de 1740 iniciou em Birmingham um negócio de lacas e vernizes — empresa que o tornou abastado. Mas foi só em 1750 que começou a fazer experiências com a fabricação de papel, a elaboração de tintas, a fundição de tipos e a impressão – uma espécie de hobby, que cada vez mais o fascinava (e mais lhe pesava no bolso). Em 1754, John Baskerville, já com uns avançados 48 anos de idade, desenhou o seu primeiro tipo, sendo as punções gravadas por John Handy, artesão com o qual trabalhou 28 anos. Principal família: Baskerville Bodoni TIPOGRAFIA Geraldo Jantzen Giambattista Bodoni (16 de Fevereiro de 1740 em Saluzzo – 29 de Novembro de 1813 em Parma) foi um tipógrafo e impressor italiano. O seu pai era impressor e foi responsável pela transmissão de conhecimentos e paixão nesse ofício. A sua filosofia sobre a beleza dos tipos sustentava-se em princípios simples: uniformidade de desenho, elegância e nitidez, bom gosto, ―charme‖ e beleza. Foi grande admirador de John Baskerville e correspondeu-se com Benjamin Franklin, comentando, entre si, assuntos relacionados com as artes tipográficas. Principal Família: Bodoni Koch TIPOGRAFIA Geraldo Jantzen Rudolf Koch (1876-1934) A este excelente calígrafo devem-se um sem número de desenhos de caracteres; não só os de cariz tradicional e os de letra Fraktur, mas também os dois orientados para o Modernismo dos anos 20 e 30: a fonte Kabel e a Neuland. A carreira do calígrafo e gravador de punções alemão Rudolf Koch decorreu na penumbra; trabalhou quase a vida inteira como empregado da pequena, mas muito ativa fundição dos irmãos Klingspor em Offenbach, perto da metrópole Frankfurt. Principal família:Kabel Frutiger TIPOGRAFIA Geraldo Jantzen Adrian Frutiger (1928 - 2015). Filho de um tecelão, Frutiger sempre foi apaixonado por escultura. Seu pai era contra a incursão de seu filho no mundo das artes e Adrian, numa espécie de ato rebelde, criava tipos de letras diferentes indo contra a escrita tradicional européia daquele tempo. Por conta de seu grande talento, foi incentivado a estudar artes gráficas por seus professores. Seu amor pela escultura influenciou muitas de suas fontes. Frutiger tem uma carreira que passa desde o desenvolvimento dos tipos em metais quentes até a era do desenho digital. É dele o projeto de sinalização do Aeroporto Internacional Charles de Gaulle, um dos mais bem sinalizados do mundo, de acordo com revistas de design internacionais, onde é utilizada a fonte que inicialmente seria chamada de Roissy, local onde está construído o aeroporto já citado, tendo, depois, seu nome sido mudado para o próprio nome do autor, Frutiger. Lange TIPOGRAFIA Geraldo Jantzen Günter Gerhard Lange O mestre artesão de renome nasceu em 12 de abril de 1921, em Frankfurt, na Alemanha. Ele começou o serviço militar com 18, mas ficou gravemente ferido na França apenas um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial, levando a sua alta médica do exército alemão. Após a sua graduação em 1945, Lange serviu como assistente de professor Walter Tiemann do Instituto de Leipzig, e trabalhou como artista gráfico freelancer e pintor. Em 1949 mudou-se para Berlim. Principal família: Walbaum * É autor de redesenhos da Garamod, Caslon e Baskerville. Morison TIPOGRAFIA Geraldo Jantzen Stanley Morison (1889-1967) Foi um tipógrafo, historiador da imprensa e designer gráfico inglês. Foi responsável pelo redesign do jornal The Times of London em 1932 e pela criação da fonte Times New Roman. Quando a Times New Roman foi usada pela primeira vez para compôr o jornal THE TIMES, esse dia 3 de Outubro de 1932 marcou o culminar de um complicado processo de implementação de uma nova família de fontes. Na supervisão desta tarefa, que durou quase quatro anos, esteve o jovem Stanley Morison. A fonte Times New Roman ficaria para sempre associada ao seu nome. Renner TIPOGRAFIA Geraldo Jantzen Paul Renner (1878 - 1956) Criador da fonte tipográfica Futura, espelho do estilo da Bauhaus. Paul Renner foi um importante teórico da época, seguindo a máxima "a forma segue a função", apesar de nunca ter sido afiliado diretamente com o movimento. Foi diretor da Escola de Impressão de Munique. Perseguído pelos nazistas (os seus estudos tipográficos e criações funcionalistas foram considerados subversivos e Renner foi tachado de "Bolchevique Cultural") foi condenado a nunca mais conseguir um emprego regulamentado na Alemanha. Apesar disso, não deixou o país até sua morte em 1956. Principal família: Futura Gill TIPOGRAFIA Geraldo Jantzen Erick Gill (1882 - 1940) Foi um inglês escultor, designer tipográfico, gravador de lápides e gravurista. Gill foi nomeado Designer Real da Indústria, o maior prêmio britânico para designers, pela Royal Society of Arts. Ele também se tornou um membro-fundador da Faculdade recém- criada de Royal Designers para a indústria. Principal família: Gill Sans Tschichold TIPOGRAFIA GeraldoJantzen Jan Tschichold (nasceu em 2 de Abril de 1902 em Leipzig, Alemanha – morreu em 11 de adosto de 1974, em Locarno, Suiça) foi tipógrafo, designer gráfico, professor e escritor. Em seu livro "Die neue Typographie" (1928), Tschichold define as bases teóricas para o racionalismo da moderna tipografia, valorizando a composição assimétrica na diagramação e o uso de tipos sem- serifa. O cânone de Van de Graaf usado em design de livros para dividir a páginas em proporções agradáveis, foi popularizado por Jan Tschichold em seu livro The Form of the Book. A partir 1932, Tschichold abandona seu radicalismo modernista e passa a defender muitos dos cânones clássicos que repudiara. Após a Segunda Guerra Mundial, trabalhou para a editora Penguin Books, na Inglaterra, fugindo no regime nazista. O redesign dos livros de bolso da Penguin, realizado por Tschichold, é um marco da história do design editorial inglês. Principal família: Sabon Zapf TIPOGRAFIA Geraldo Jantzen Hermann Zapf (1918 - 2015) Typeface designer e calígrafo alemão. Zapf foi o criador de uma série de fontes conhecidas mundialmente, como as famílias Optima, Palatino, Michelangelo e Sistina. Contudo, a criatividade de Zapf não é propriamente brilhante; muitas das suas fontes têm um aspecto algo torpe e ultrapassado. As suas melhores criações são as letras de inspiração caligráfica — como a Zapfino, por exemplo. Optima é uma família de fontes sem-serifa desenhadas por Hermann Zapf entre 1952 e 1955. Principais familias: Optima e Zapfino Carther TIPOGRAFIA Geraldo Jantzen Matthew Carter (1937) Nascido na Inglaterra, estabelecido em Boston, este tipógrafo já trabalhou com tudo, dos tipos móveis de metal até às fontes digitais de computador. Foi considerado pela revista Print "talvez o designer de tipos em atividade mais completo da América". Matthew Carter é um gentleman typeface designer britânico da velha guarda, ativo na Europa e nos EUA, com mais de 40 anos de experiência em tecnologias tipográficas – desde a gravação de punções até às fontes digitais de hoje. Depois de ter trabalhado largos anos para a Linotype, Matthew Carter, em parceria com Mike Parker, Cherie Cone e Rob Friedman, fundou a Bitstream, em 1981. Nesta fundição digital (a primeiríssima do género!) trabalhou dez anos; hoje dirige a Carter & Cone Type Inc., sedeada em Cambridge, Mass. Principal família: Verdana Spiekermann TIPOGRAFIA Geraldo Jantzen Erik Spiekermann (30 de maio de 1947) é um tipógrafo e designer gráfico alemão. Arquiteto da informação, typedesigner e autor de vários livros e artigos sobre tipografia, Erik Spiekermann é internacionalmente reconhecido por seu trabalho. Desde pequeno já levava jeito para artes tipográficas. Durante a faculdade de História da Arte, em Berlin, ele pagava seus estudos trabalhando como typesetter. Depois de formado passou vários anos em Londres, trabalhou como designer gráfico freelancer para o estúdio de Wlf Olins e para Herion Design Associates e lecionou na London College of Printing. Principal família: Officina