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TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO AULA 1 CONVERSA INICIAL As relações entre os seres humanos de todo o mundo se dão pela comunicação; ela é um componente imprescindível de nossa vida. A todo o instante estamos compar lhando informações, seja por meio da fala, de gestos, de um sorriso ou da escrita, pela leitura de documentos, sites, entre outros. Da mesma forma, a comunicação fomenta não só a permuta de pensamentos, mas de cultura conhecimentos e saberes. Daí sua importância no âmbito pessoal e profissional. Para conhecermos mais sobre o assunto, nesta aula iremos estudar a comunicação e a operacionalização dos conceitos oriundos das teorias da comunicação. Para tal, é necessário conhecer as teorias de comunicação e seus elementos cons tu vos; reconhecer a linguagem verbal e não verbal; compreender as variáveis individuais, ambientais, circunstanciais e de linguagem da comunicação; inves gar a relação da comunicação com a intencionalidade discursiva; e analisar o que é texto e textualidade. Desejo que este trabalho seja muito prazeroso para todos! TEMA 1 – ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO Vamos começar analisando dois termos de origem la na: communica o, que significa o ato de repar r, distribuir, tornar comum a todos; e communis, que significa comum, banal, algo corriqueiro compar lhado por vários. Esses termos deram origem à palavra comunicar; assim, basicamente ela significa par lhar, repar r, tornar comum; e isso é verdade, pois a comunicação é algo inerente aos seres humanos e nos faz mais unidos, pois nós nos comunicamos o tempo todo e por todos os tempos. A interação social se dá pela comunicação, quando estabelecemos algo comum com outra pessoa. Assim, podemos definir comunicação como um processo de intercâmbio social efe vado por meio de símbolos e mensagens com significação comuns. É a transmissão e recepção de informações entre as pessoas. Logo, a comunicação é todo processo pelo qual os seres humanos par lham informações. Para que seja efe va, há necessidade de pelo menos duas pessoas na ação de comunicação, com geração de entendimento recíproco. Há também outros elementos básicos, que foram organizados por Roman Jakobson, um linguista nascido em 1896 em Moscou. Ele retoma e aprofunda estudos depesquisadores anteriores sobre a teoria da comunicação, e em 1960 apresenta em um ensaio da sistema zação e classificação dos elementos da comunicação. Segundo o autor: O REMETENTE envia uma MENSAGEM ao DESTINATÁRIO. Para ser eficaz, a mensagem requer um CONTEXTO a que se refere (ou ‘referente’, em outra nomenclatura algo ambígua), apreensível pelo des natário, e que seja verbal ou susce vel de verbalização; um CÓDIGO total ou parcialmente comum ao remetente e ao des natário (ou, em palavras, ao codificador e ao decodificador da mensagem); e, finalmente, um CONTACTO, um canal sico e uma conexão psicológica entre o remetente e o des natário, que os capacite a ambos a entrarem e permanecerem em comunicação. Todos estes fatores inalienavelmente envolvidos na comunicação verbal podem ser esquema zados como segue (Jakobson, 2008, p. 122-123). Figura 1 – Esquema de comunicação de Jakobson CONTEXTO MENSAGEM REMETENTE-------------------------DESTINATÁRIO CONTATO CÓDIGO Fonte: Elaborado com base em Jakobson, 2008, p. 123. Vamos analisar cada elemento apresentado por Jakobson. Remetente O remetente, ou emissor, é quem emite a mensagem; dele saem as ideias, pensamentos e elucubrações com um significado; pode ser uma pessoa, um grupo delas, uma ins tuição ou mesmo um suporte da mensagem, como um cartaz e um desenho. O que precisamos analisar é que o emissor, sendo uma pessoa, tem sen mentos, desejos e intenções. Portanto, ele emite uma mensagem com base no contexto em que está inserido, em um determinado tempo histórico. Tudo isso deve ser analisado, já que a mensagem reflete esses elementos, mesmo que de forma subje va. Des natário O des natário é o receptor da mensagem; é quem a lê, ouve ou sente. Pode ser uma pessoa, um grupo delas, ou mesmo um animal. Também é necessário considerar que o receptor está em um determinado contexto, em um tempo e momento que vai influenciar como se entende a mensagem recebida. Com isso, é necessário considerar que a mensagem é perpassada pela situação em que se encontram o emissor e o receptor, sendo influenciada por ela. Contexto, mensagem O contexto, também denominado de referente, é o cenário no qual a mensagem é passada do emissor para o receptor; como já dissemos, ela influencia significa vamente a forma de comunicação, pois uma mesma mensagem pode ter entendimentos diferenciados de acordo com o contexto em que é realizada. A mensagem é o objeto da comunicação; ela carrega o conteúdo. Aqui é importante ressaltar que é muito complexo pensar que a mensagem sempre terá o mesmo significado que o emissor deseja comunicar e que o receptor entende. Há vários elementos que deturpam esse caminho. Tais ocorrências são denominadas ruídos, mas não têm relação direta com barulho. Ruído é todo o episódio que atrapalha a comunicação. Assim, o barulho é um ruído, mas um som muito baixo que dificulte o entendimento também é. Podem ser também: falta de rede de celular, muita gente falando ao mesmo tempo, uso de palavras com sen do muito complicado e falta de interesse na comunicação. Contato, código O contato, também conhecido como canal de comunicação, é a maneira como a comunicação é realizada. Ela pode ser efe vada pela fala, pela escrita, por um e-mail; cada canal tem um código específico. Código é o signo compar lhado pelo emissor e receptor, tais como as palavras, imagens e sinais. É evidente que, para que a comunicação se realize, tanto o emissor quanto o receptor devem dominar o mesmo código ou sistemas de sinais; por exemplo, gestos, sons, códigos, indicações ou língua natural (língua portuguesa, inglesa, chinesa etc.). TEMA 2 – LINGUAGEM VERBAL E NÃO VERBAL A linguagem é o sistema pelo qual os seres humanos se comunicam. Por meio dela é que as ideias e os sen mentos são expressados. Assim, sempre que houver comunicação, a linguagem é u lizada. Há vários pos de linguagem; ela pode ser materializada por sinais, símbolos, sons, gestos, sinais convencionais, entre tantos outros. Assim, linguagem é todo sistema u lizado para a comunicação. Nós, seres humanos, u lizamos dois pos básicos de linguagem: a verbal e a não verbal. Linguagem verbal O termo verbal tem sua origem na palavra verbale, do la m, que é derivada do termo verbu, que signfica palavra. Assim, linguagem verbal é a aquela que u liza as palavras como código de comunicação. Ela pode acontecer de duas formas: a escrita e a oral. A linguagem verbal escrita é extremamente complexa, pois exige do emissor a organização das ideias, de forma que, ao ler, o receptor tenha conhecimento exato da mensagem. Para tal, tanto o emissor quanto o receptor precisam dominar um código e saber fazer uso dele. Um bom exemplo são os sinais de pontuação, como a exclamação, que expressa o sen mento de surpresa. Igualmente, a língua escrita requer cuidados, pois nem sempre quem lê o texto está perto do emissor para esclarecer possíveis dúvidas. Muitas vezes, a leitura do texto é feita em tempos diferentes, e assim é preciso atentar para sua construção, afim de não criar dúvidas no leitor. A forma escrita, por sua vez, apresenta variantes. Ela pode ser formal ou informal, dependento da situação em que a mensagem é expressa. O importante é que o emissor tenha domínio das diferentes formas do uso da lingagem para que possa adaptá-las às diferentes situações de uso. A forma oral também é bastante complexa, mas traz a vantagem de poder ser retomada dependendo da reação do ouvinte. Ela apresenta as variações formal e informal, estandorelacionada principalmente à imagem do emissor. Quando se ouve alguém falando, nós naturalmente elaboramos uma opinião sobre o emissor e consquentemente avaliamos a sua fala. Isso interfere diretamente no entendimento da mensagem. Linguagem não verbal A linguagem não verbal é aquele não u lza a palavras. Em seu lugar, são usados recursos visuais, tais como imagens, figuras, cores, ilustrações, sinais e também ruídos, como apitos e gritos. Quando não se usa a palavra para se comunicar, ela é denominada comunicação não verbal, e pode ser efe vada por gestos, toques, expressões faciais, imagens, cores e outros sinais não linguís cos. Na oralidade, há uma espontaneidade que a faz mais solta, livre e cria va; ela é acompanhada de gestos, expressões faciais e tonalidade da voz, que traduzem melhor o que o falante quer dizer. Linguagem mista A linguagem mista é a u lização da linguagem verbal e não verbal ao mesmo tempo TEMA 3 – VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS O Brasil é um país de dimensões con nentais. Somos realmente um país muito grande, e com isso temos diferenças relevantes no uso da fala em nosso povo. Isso é muito bom, pois a diversidade enriquece culturalmente a todos. Devemos considerar que todas as diferentes formas de fala, quando atendem o fator de comunicação (isso é, quando são entendidas), são válidas e estão corretas. O preconceito linguís co deve ser comba do. No lugar de certo ou errado, a língua deve ser entendida como adequada ou inadequada. Falaremos sobre este assunto no decorrer de nossos estudos. Obviamente, tal variação impacta a forma como nós brasileiros falamos. Cada região tem caracterís cas valiosas na forma de comunicação, e todas são preciosas e trazem valor a quem as usa. Elas podem se apresentar no vocabulário, na pronúncia ou no uso da gramá ca. Da mesma forma, por ser a língua um fenômeno dinâmico e sensível, há variações ligadas a tempo, idade do interlocutor, classe social, gênero, situação formal ou informal. 3.1 Variações diatópicas, regionais ou geográficas As variações diatópicas são as diferenças de uma mesma língua em diversas localidades. A língua portuguesa, por exemplo, é usada de forma diferente em Portugal, e mesmo dentro do Brasil há diferenças acentuadas. É fácil observar as diferenças nas falas dos habitantes das várias regiões do país. Por exemplo: abóbora e jerimum; mimosa, mexerica e bergamota, macaxeira, aipim, mandioca. 3.2 Variações diafásicas ou situacionais As diferentes situações de comunicação exigem adequações na fala. Tais variações são denominadas de diafásicas. Nós não falamos da mesma forma com o nosso superior no emprego e com nosso animal de es mação. Cada contexto comunica vo tem uma determinação formal ou informal da fala. A linguagem formal é considerada mais culta, e por isso mais pres giada. Ela é aquela mais cuidada, u lizada em situações que exigem mais correção grama cal, quando não há tanta familiaridade ou in midade entre os interlocutores. A linguagem informal, por sua vez, é u lizada em situações em que os interlocutores têm mais in midade e estão mais relaxados quanto à construção das frases e uso de termos mais específicos. Sendo assim, é quase sempre rebelde à norma grama cal e ressalta o caráter oral e popular da língua. A linguagem é da como coloquial, sedo usada espontânea e fluentemente pelo povo. Lembramos que interlocutores são as pessoas que par cipam do processo de interação por meio da linguagem 3.3 Variações diastrá cas ou sociais As variações diastrá cas ou sociais são as que acontecem devido ao convívio dos interlocutores com determinados grupos sociais. A língua retrata as questões culturais, as a vidades desenvolvidas, os ferramentais u lizados de seus usuários. São os jargões ou gírias de cada linguajar u lizado por grupos dis ntos, tais como: pescadores, surfistas, médicos, advogados, religiosos, criminosos, entre outros. A gíria é um es lo que se integra à língua popular e relaciona-se ao co diano de certos grupos sociais. O jargão é relacionado à linguagem de grupos profissionais Variações históricas A linguagem é produzida por nós, seres humanos, e se modifica com o passar do tempo. Portanto, ela também sofre modificações. Com o movimento do tempo, muitas palavras são acrescidas em nosso vocabulário, e outras não são mais u lizadas. Essa dinâmica acontece na língua ao longo da história. Muitas palavras deixam de ser u lizadas, alguns grafemas, como “ph” de “Pharmacia”, ou o trema em conseqüência, deixam de exis r, fazendo com que a língua acompanhe a evolução humana. TEMA 4 – INTENCIONALIDADE DISCURSIVA Como já discu mos nesta aula, a comunicação tem a finalidade de transmi r uma ideia, um pensamento. Portanto, ao nos comunicamos, temos uma intenção, um desejo, um obje vo, que pode ser o mais variado possível. Às vezes a comunicação se presta somente para que sejamos vistos, sem uma bagagem muito interessante de conteúdo; ainda assim, pode es mular o diálogo. A intenção é algumas vezes explícita, isso é, está clara na mensagem; outras vezes ela é implícita, quando está camuflada na comunicação. Muitas vezes um texto traz uma informação, mas na verdade carrega outras informações; isso é comum na música em tempos de repreensão, como acontecia no Brasil na época da Ditatura Militar. Daí a importância de se fazer uma boa interpretação no processo comunica vo. 4.1 Argumentação Os argumentos são recursos u lizados para convencer o outro de uma ideia. O texto argumenta vo é composto da exposição de uma tese (ideia) e de argumentos que a comprovam. A intencionalidade está diretamente relacionada com a argumentação; assim, todo texto tem alguma forma de convencimento, mesmo que de forma su l. Com isso, fundamentamos a teoria de que os textos não são neutros, pois carregam em si uma intencionalidade da parte de quem os constrói. Estão impregnados de crenças, convicções, perspec vas e finalidades de quem os produz, influenciando assim o receptor de suas ideias. Interpretação de texto A interpretação de um texto está relacionada com o entendimento da sua intenção. Há dois níveis básico de interpretação: o primeiro é a interpretação em si, ou seja, entender o que foi comunicado, conhecer os termos u lizados, seguir a ordem das ideias, concordar ou não com o que é transmi do. O segundo passo, que exige um pouco mais de atenção, é perceber o que há na essência do que é transmi do e relacioná-lo com outros contextos próximos. Aí aparece a contextualização do processo e as dúvidas que a mensagem provocou. TEMA 5 – TEXTUALIDADE Um termo bastante comum precisa ser esclarecido: texto. O que é texto, quando ele acontece e como iden ficá-los são questões necessárias em nossos estudos. Texto é toda unidade linguís ca percep vel pela visão ou audição, e que comunica algo. Ele pode ser longo, com várias páginas, ou se cons tuir de apenas uma palavra ou imagem. O termo texto tem origem no la m textum, que significa tecido. Essa imagem é muito bonita, pois o texto é uma trama por meio da qual se enredam as palavras. Para ser texto, também é necessário que haja uma unidade linguís ca com sen do, uma estrutura organizada e principalmente a comunicação de ideias. O texto tem significado. 5.1 Fatores da textualidade A textualidade é o que faz um texto ser um texto, ou seja, é a forma de organizar um texto para fazê-lo ser entendido pelo outro. Na realidade, são requisitos para que um texto seja entendido pelo receptor. Tais requisitos são divididos em fatores linguís cos e extralinguís cos. Fatores linguís cos (Coesão) - Ligação entre as palavras do texto, formando uma sequência. Elementos que estabelecem elos que ligam as ideias no texto. (Coerência) - Acontece quando as partes do texto se encaixam. Quando não há ideias destoantes, contraditóriasou desconexas no texto. (Intertextualidade) - Quando o texto apresenta implícita ou explicitamente outro texto em seu corpo Fatores extralinguís cos (Intencionalidade) - São as intenções, explícitas ou implícitas, existentes na linguagem dos interlocutores que par cipam de uma situação comunica va. (Aceitabilidade) - Quando o leitor intui vamente compreende e entende o que foi escrito. (Informa vidade) - Qualidade das informações con das num texto: por quê, para quê e para quem se escreve. (Situacionalidade) - Adequar um texto a uma situação, ao contexto. NA PRÁTICA Um bom exercício comunica vo é prestar atenção. Assim, comece a atentar no seu dia a dia como funcionam os elementos da comunicação; observe se o emissor está sendo claro e obje vo, e também a postura do receptor, se ele está atento e entendendo a mensagem transmi da. Exercite-se igualmente na observação das mensagens verbais e não verbais que chegam até você; note a frequência delas em propagandas, outdoors e outros suportes expostos publicamente. É muito interessante também contemplar as variações linguís cas das pessoas com que você convive. Aprecie as diferenças nas falas e tente descobrir como isso se dá. E, por fim, talvez o exercício mais importante seja prestar atenção na intencionalidade das mensagens recebidas. Inves gue qual realmente é a finalidade da mensagem e como esse obje vo é colocado. Dessa forma, você vai ampliar o entendimento dos processos de comunicação. Boa pesquisa! FINALIZANDO Nesta aula, estudamos as bases das técnicas de comunicação. Retomamos os elementos da comunicação, os conceitos de linguagem verbal e não verbal, as variações linguís cas, a intencionalidade discursiva e, por úl mo, a textualidade. Tudo isso afim de deixar claro que os processos e a organização da comunicação são fundamentais para o bom relacionamento com os outros, reforçando sempre que, para nos comunicar cada vez melhor, é necessário estar atento ao outro e sempre prestar atenção. TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO AULA 2 CONVERSA INICIAL Esta aula tem como foco a comunicação e a interação, por meio do uso de mensagens eletrônicas no universo das novas tecnologias de comunicação. Para tal, vamos discorrer sobre a evolução das ferramentas de colaboração e como se dá a construção da comunicação com as novas tecnologias. Lembrando que a comunicação é realizada entre seres humanos, e que as tecnologias estão postas para ajudar, considerando a importância do contato pessoal e humano. TEMA 1 – COMUNICAÇÃO E INTERAÇÃO Ao analisar as tendências da comunicação na sociedade da informação, não podemos deixar de considerar os processos da comunicação humana. Incluímos aqui a comunicação oral, o uso da escrita, que trouxe durabilidade à comunicação pela possibilidade de seu registro permanecer no tempo, e os avanços tecnológicos, que por sua vez trouxeram grandes mudanças sociais, não só em relação à comunicação, mas também no cenário mundial como um todo. Hoje em dia, há a possibilidade de intercomunicar-se com pessoas de todos os con nentes em tempo real. 1.1 Sociedade da informação As tecnologias de comunicação e informação têm provocado várias mudanças na sociedade. A reestruturação econômica, organizacional e cultural perpassa o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação, também conhecidas como TICs. Por conseguinte, elas contribuem para modificações do cenário econômico, expansão comercial e transformações sociais. Estas são, por sua vez, a base da sociedade da informação, e o elemento central de transformação e produção de conhecimento social. Aqui, é preciso ter em vista que a aquisição, o armazenamento, o processamento e a distribuição da informação por meio de recursos tecnológicos são o alicerce da estrutura social, e determinam a sua evolução. Isso acontece de tal modo que a forma como a cole vidade vive baseia-se nas evoluções das tecnologias de informação e comunicação, e reflete o seu desenvolvimento. Ou seja, quanto mais recorrente é o uso e o acesso às tecnologias, maiores são as possibilidades de recursos estratégicos para o desenvolvimento. Comecemos nossas reflexões par ndo do princípio de que não são as tecnologias de comunicação que mudam a sociedade. Trata-se do seu uso e de quem as manipula. Em uma sociedade capitalista, como a nossa, a busca pelo lucro está diretamente relacionada com a u lização, a difusão e o acesso às tecnologias de comunicação. Assim, não sejamos ingênuos, pensando que não há interesse econômicos por traz desse cenário. É certo que as tecnologias nos permitem escolhas, mas somos reféns dos interesses capitalistas. As novas tendências tecnológicas podem ser entendidas como os novos procedimentos, instrumentos e técnicas voltados ao processo produ vo, tendo como obje vo a valorização do capital; porém, elas não diminuem as diferenças sociais, tampouco promovem a democra zação do acesso a bens culturais e econômicos. TEMA 2 – COMUNICAÇÃO E INTERAÇÃO COM MENSAGENS ELETRÔNICAS A comunicação sempre acontece em determinado contexto, para melhor entender este processo foram desenvolvidos vários modelos dos processos comunica vos frente as diferentes realidades comunicacionais. Eles podem ser classificados como de base linear ou de informação, os modelos de base ciberné ca ou circulares, modelos de comunicação de massas, e os modelos culturais ou socioculturais. Vamos analisar alguns deles. Comunicação linear A comunicação de base linear é aquela a ser realiza como uma linha reta entre o emissor e o receptor. Nessa categoria, há dois modelos. O primeiro é o modelo linear de Lasswell, em que há uma relação entre o emissor – canal – receptor e o efeito que a mensagem causa. O emissor é o responsável pela comunicação e somente o receptor reage ao processo. É um procedimento tradicional, e não considera a influência mútua entre os par cipantes. O modelo linear de Lasswell responde de forma apropriada às seguintes questões: Quem? Diz o quê? Através de que meio? A quem? Com que efeito? Esse modelo aponta que a inicia va de um ato de comunicação é sempre do emissor, e que os efeitos ocorrem unicamente no receptor – quando, na verdade, um ato comunica vo não tem início bem definido, e os emissores e receptores se influenciam mutuamente. O modelo linear de Shannon e Weaver volta-se para a mensagem, independentemente de como é elaborada e transformada em sinal – por meio do qual chegará ao receptor. Nesse modelo, a mensagem é manipulada tecnicamente, principalmente quando houver uma máquina como canal. Comunicação em rede A comunicação em rede está relacionada com a transferências eletrônica da comunicação por meio de um computador ou periférico. Há o elemento de feedback. Nesse molde, encontramos os seguintes modelos: ▪ Modelo de Comunicação Interpessoal de Schramm, que acrescenta ao seu modelo linear a retroação, isso é, o feedback, e adiciona o fato de que a comunicação é um processo interminável, dentro do qual o emissor torna-se o receptor e assim consecu vamente. ▪ Modelo circular de Jean Clou er, que aponta que a comunicação é como um circuito, não linear, mas sim concêntrico. Nesse modelo, a linguagem e a mensagem são indissociáveis. ▪ Modelo da comunicação de massas, que está embasado na ciberné ca; nele, ocorre comunicação mista entre o ser humano e a máquina. Assim, tem um caráter flexível e consequentemente mais ú l e inovador. TEMA 3 – NOVAS TECNOLOGIAS DE COMUNICAÇÃO A comunicação é indissociável das relações humanas. E em nossa sociedade, a comunicação sofreu novos impactos, em virtude do advento das novas tecnologias. Prova disso é que dificilmente encontramos alguém que não faça uso de tecnologiapara comunicar-se. A comunicação instantânea, com múl plos receptores, tornou-se comum, diferentemente do que acontecia antes do advento da tecnologia; muda, com isso, a interação entre as pessoas 3.1 Breve histórico da tecnologia e comunicação Os meios de comunicação veram um amplo impacto com o surgimento de tecnologias. Vamos começar pelo cinema, que surgiu em 1895, e trouxe consigo duas outras formas ar s cas: o teatro e a fotografia. O mais interessante dessa nova linguagem é que as pessoas possam assis r a peças em lugares distantes e tempos diferentes, o que confere fluidez e mais interação ao processo. Uma mudança interessante foi a u lização do cinema para as mídias, que deu assim um salto em seu procedimento. Em 1923 surgiu a televisão, levando aos lares os bene cios do cinema. Com isso, aumentou o número de pessoas que se u lizam desse recurso comunica vo – daí em diante, considerado de massa. É fácil perceber isso pelo número de pessoas que tem um ou mais aparelhos em suas casas. Obviamente, o aumento do número de telespectadores fomentou o processo de publicidade, que u liza esse recurso para a divulgação de serviços e produtos. Na década de 1950, os computadores, antes enormes e pesados, começaram a diminuir e sofrer avanços tecnológicos; somente depois de décadas de estudos e experimentos, em 1976 surge o primeiro computador, similar aos que usamos atualmente. Já os computadores portáteis vieram nos anos 1990. Junto com a nova estrutura, que era menor e mais leve, surgiu uma tecnologia cada vez mais avançada, com recursos mais extensos. Os telefones celulares veram sua inserção no Brasil também nos anos 1990, possibilitando que a comunicação fluísse mais rapidamente em diversos lugares. Seu avanço tecnológico é cada vez mais rápido, e confere maior acessibilidade às diversas formas de expressão, no mundo todo. A difusão da comunicação e da informação se deu a par r do ano 2000, quando as redes sociais virtuais foram popularizadas por meio do uso da internet. Esta é sem dúvidas nenhuma a forma de comunicação mais recorrente nas sociedades de todo o mundo. TEMA 4 – EVOLUÇÃO E CONJUNTO DE FERRAMENTAS DE COLABORAÇÃO NA INTERNET Dentro do processo de evolução, com conjuntos de ferramentas de colaboração na internet, é preciso dis nguir o uso de mensagens instantâneas, chats, grupos, comunidades virtuais e fóruns de discussão. Todos esses recursos têm um foco em especial: manter as pessoas bem informadas sobre os assuntos da empresa, da sociedade, do mundo em que vivem. Várias são as tecnologias que possibilitam esse exercício; vamos analisar algumas delas. Mensagens instantâneas Um aspecto importan ssimo da comunicação tecnológica é que ela permite a troca de mensagens instantâneas, independentemente do local em que estejamos. Tal interação não exige a presença pessoal, pois ela pode acontecer por meio da tecnologia, ou por terceiros. Essa possibilidade mudou radicalmente os relacionamentos, pois permite a superação da relação espaço/tempo, até então emaranhada nas relações. Isso posto, devemos considerar as vantagens e desvantagens desse po de comunicação virtual. Por um lado, elas são mais baratas, não exigem deslocamento, não exigem contato pessoal, oferecem mais conforto, rapidez e qualidade. Por outro lado, facilitam o isolamento pessoal e, com isso, o afastamento com o outro, o que prejudica a qualidade da relação, já que uma reação presencial traz um feedback mais propício, viabilizando a reconstrução comunicacional das partes. Comunidades virtuais Comunidades virtuais são, como o próprio nome diz, grupos nos quais as relações entre as pessoas se dão por meios de comunicação a distância. Estão presentes no dia a dia da maioria das pessoas e nas empresas em geral; há infinitos perfis de usuários que expressam ideias, promovem discussões, criam relacionamentos, trocam informações, enfim, comunicam-se. A postura comunicacional das pessoas nas redes sociais merece reflexão. Trata-se, porém, de um tema muito amplo. Inicialmente, devemos considerar que o ser humano precisa estabelecer relacionamentos com os outros. A integração virtual possibilita que os interlocutores tenham escolhas mais diversas em relação a como se apresentar e a como observar os par cipantes das comunidades. TEMA5 – FORMAÇÃO TEÓRICA EM NOVAS TECNOLOGIAS DE COMUNICAÇÃO Considerando a diversidade de recursos disponíveis, é imprescindível manter uma boa comunicação em empresas, agências e outros empreendimentos; assim, analisar reuniões e videoconferências, redes de relacionamento e blogs, é extremamente necessário na formação acadêmica e pessoal. Uma comunicação efe va evita o surgimento de problemas que venham a prejudicar as relações e, consequentemente, os resultados dos empreendimentos. 3.4 Reuniões e videoconferências As reuniões por videoconferências são um avanço no universo empresarial visto que minimizam os problemas de tempo e distância e espaço enfrentados em reuniões presenciais. Ela acontece pelo sistema analógico de produção e transmissão digitais. A ideia é que as reuniões por videoconferência facilite a comunicação entre as partes, porém para que isso ocorra é necessário prestar atenção aos elementos de comunicação, os emissores precisam dominar a forma de comunicar-se pela tecnologia a fim de não cometer falhas no entendimento da mensagem transmi da; da mesma forma os receptores devem estar preparados para prestar atenção nos detalhes do que lhes é colocado e esclarecer as dúvidas da mesma maneira que em uma reunião presencial. Também deve haver respeito ao tempo de fala de cada par cipante para que todos possam esclarecer dúvidas e expor suas opiniões. 3.5 Redes de relacionamento e blogs As redes de relacionamento permitem que as pessoas exponham suas ideias e opiniões e encontrem outras pessoas que compar lhem ou refutem seus pensamentos. Ela permite a postagem de textos, fotos e vídeos que ajudam a criar interações com outras pessoas. Um item importante dessa ferramenta é sua amplitude, pois é possível encontrar pessoas que se relacionam com outras pessoas, e assim expandir infinitamente os contatos, tanto os atuais quanto os encontros remotos. Provamos, com isso, a importância da comunicação mul direcional. Os blogs funcionam como um mural virtual para pessoas e empresas; seu ambiente é aberto. Eles possibilitam que ideias, informações, produtos e serviços sejam compar lhados de forma rápida e eficiente. Os blogs são espaços virtuais nos quais podemos encontrar os mais variados assuntos e conhecimentos, desde a história de uma pessoa, as trajetórias de uma vida, até as direções de uma empresa ou departamento; enfim, é um espaço de divulgação. NA PRÁTICA Agora é sua vez de testar as colocações desta aula. Procure conversar com pessoas que viveram nas décadas de 40, 50 ou 60, como seus avós, os e conhecidos, e pergunte como era a comunicação na época. Descubra como eram as conversas, e como eles recebiam informações de pessoas distantes. Faça o mesmo com pessoas da década de 70, 80; aproveite e pergunte como são as relações com as tecnologias atuais, com computadores, telefones, redes sociais etc. Faça uma comparação das mudanças que você percebeu e do valor dado às relações pessoais. FINALIZANDO Vimos nesta aula a comunicação e a interação. Sabemos que, a despeito das inúmeras ferramentas que facilitam a comunicação, nenhuma subs tui o contato pessoal. Mesmo, é se necessário estudar o uso de mensagens eletrônicas no universo das novas tecnologias de comunicação, considerando uma inserção adequada no universo quem vivemos. Assim, devemos considerar que a comunicação, sendo efe va para o relacionamento social, usa cada vez mais da tecnologia e de seus recursos para se ampliar; sua evolução é inegável, daí a necessidadede buscar a melhoria dos usos. Logo, é importante pensar nas novas tecnologias de comunicação, em sua evolução, no conjunto de ferramentas de colaboração na internet, e também na qualidade de nossas relações, considerando a forma como nos comunicamos – afinal, somos seres sociais, e a comunicação é essencial para a vida em sociedade. TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO AULA 3 CONVERSA INICIAL Nesta aula nós vamos traçar conceitos básicos de gramá ca da língua portuguesa. Escolhemos alguns tópicos considerados mais importantes na organização da língua. Assim, para que esse processo seja mais claro, vamos iniciar entendendo a lógica da acentuação das palavras, inves gando as mudanças e o uso da língua conforme o Acordo Ortográfico, conhecendo os homônimos e parônimos, entendendo o correto uso dos pronomes e finalmente aplicando asser vamente a concordância verbal e nominal TEMA 1 – ACENTUAÇÃO GRÁFICA Afinal de contas, para que ser a acentuação das palavras? Para responder a essa questão, devemos lembrar que, primeiro, falamos e depois escrevemos, isso tanto na história da humanidade quanto em nossa própria história. A escrita é a representação gráfica de nossas conversas, e para que não haja dúvidas quanto à entonação das palavras, usamos acentuação. Muitas vezes acentuamos automa camente os termos sem lembrarmos da norma, mas é importante conhecê-la a fim de termos parâmetros de seu uso. O processo não é di cil ser nos basearmos no princípio que os sinais de acentuação são usados somente nas três úl mas sílabas e, com isso, temos basicamente somente três regras de acentuação Sílabas tônicas e átonas Nossa fala é realizada pela emissão de ar que passa pelas cordas vocais, o que produz sons, como as sílabas. Elas se dividem em dois grupos: as átonas, que são mais fracas, e a tônica, que é mais forte e é única na palavra. É nesta úl ma que podem aparecer os sinais de acentuação. É fácil iden ficar a sílaba tônica de uma palavra quando ela é pronunciada em voz alta, gritada. Ela é a sílaba que se dá mais ênfase, mais entonação. Os sinais de acentuação são o sinal agudo (´), que indica que a sílaba é longa ou aberta, e o sinal circunflexo (^), para som fechado. O sinal grave (`) não indica sílaba tônica e é usado somente como indica vo de crase. O l (~) indica nasalização, e o trema (¨) só é u lizado em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros que forem grafados com trema. Um item importante em relação à acentuação na língua portuguesa é que ela se dá somente nas três úl mas sílabas das palavras e, assim, são classificadas em: Figura 1 – Classificação das palavras quanto à tonicidade Oxítonos, monossílabas e ditongos Essa regra é bem simples e fácil de gravar: as palavras que têm a úl ma sílaba mais forte serão acentuadas somente se terminarem em: -A, -E, -O e -EM com ou sem “s”. Assim, a palavra “CA-FÉ” tem acento por ser uma oxítona terminada em E. Uma regra muito parecida é u lizada em palavras monossílabas, que são acentuadas quando terminadas em -A, -E e -O, com ou sem “s”. Observe que o “EM” sai do grupo. Veja alguns exemplos: dó, ré, fá, lá, pé, pés, pá, pás, pó, pós... Atenção, monossílabas terminadas em “u” não são acentuadas. Também recebem acento nas úl mas sílabas os ditongos abertos “-EI”, “- OI” e “-EU”, com ou sem “s”, lembrando que ditongos são duas vogais que sempre ficam na mesma sílaba assim como pastéis, chapéu, corrói, herói... Paroxítonas e proparoxítonas Por uma questão de lógica, todas as paroxítonas (quando a penúl ma sílaba é a sílaba tônica) são acentuadas, menos as terminadas em -A, -E, -O e -EM com ou sem “s” (desde que não formem ditongos). Paroxítonas: recebem acento quando terminadas em: -i (s), u(s), um, uns, l, r, x, n, ão, ã. Exemplo: ú l e afável são paroxítonas terminadas em L. Preste atenção: quando a palavra terminar por um ditongo, como “glória”, ela não termina com -A e sim com um ditongo e por isso leva acento. A regra mais fácil é a das proparoxítonas, pois todas têm acento. Isso quer dizer que, quando a sílaba mais forte for a antepenúl ma, sempre haverá acento, como exemplo a própria palavra proparoxítona, assim como médico, álibi, ômega... Atenção, a palavra “rubrica” é uma paroxítona, pois a sílaba mais forte é “bri”. Outros acentos Existe um acento que não é u lizado pela posição da sílaba tônica, mas sim por serem hiato (duas vogais juntas, porém em sílabas diferentes. Elas são separadas). Elas acontecem quando o “i” e o “u” são a segunda letra do hiato, quando estas letras ficam sozinhas na sílaba (somente o “s” pode acompanhar). Veja o exemplo: Na palavra saúde = sa-ú-de, o “a” e o “u” são hiatos, e a segunda letra é o “u”, que está sozinho na sílaba, por isso tem acento. O mesmo acontece com caí (ca-í), país (pa-ís), baú (ba- ú). Duas coisas precisam ser observadas: a primeira é que, depois do hiato, não pode haver nh. Se houver, não se usa acento, como no caso de rainha (ra-i-nha), tainha, bainha, moinho. A segunda é que, se antes do hiato houver um ditongo, também não existe acento. Essa regra é recente e foi determinada pelo úl mo acordo ortográfico. Temos como exemplo o termo “feiura” no qual fei é um ditongo e o “u” está isolado na sílaba. Nesse caso, não se usa mais acento. Outros exemplos dessa natureza: baiuca, bocaiuva... Para encerrar, há alguns acentos que são diferenciais. O termo “por”, sem acento, é uma preposição; mas com acento “pôr” é um verbo que significa colocar. Também usamos acento circunflexo na terceira pessoa dos verbos ter e vir: ele tem e eles têm, ele vem e eles vêm. Atenção, veem é do verbo ver. Quadro 1 – Resumo das regras de acentuação gráfica Acentuam-se Terminadas em Exemplo Oxítonas – úl ma sílaba tônica -A, -E, -O, -EM (seguidos ou não de s) café, avô, parabéns, ninguém, vatapá, cajá, curió, maná, recém, mocotó, maracujá, amém... Oxítonas terminas com duas vogais com pronúncia dis nta baús, Piauí, contraí-las; Formas verbais seguidas de hífen E e A abertas dá-la, qué-lo, trá-lo-ia. Monossílabas – uma sílaba -A, -E, -O (s) pá, vá, gás, Brás, cá, má, pé, fé, mês, sê, nós, pôs, xô, nó, pó, só... Ditongos abertos no final da palavra -ói, -éu, -éi pastéis, herói, heróis, troféu, chapéu, chapéus, papéis, dói, constrói... Paroxítonas- penúl ma sílaba tônica L, N, R e X. amável, hífen, tórax, açúcar; ditongo oral fósseis, dóceis, úteis; I, U, IS e US. júri, táxis, lápis, lótus; UM e UNS álbum, fórum, álbuns Ã, ÃO, ÃS e ÃOS órfã, órgãos, acórdão. Hiatos- Duas vogais em sílabas separadas reúne, saúde, ruíram. Proparoxítonas TODAS hipótese, dicotômico, nódulo. TEMA 2 – ACORDO ORTOGRÁFICO Desde o primeiro dia de janeiro de 2016, o Brasil atendeu às normas de um acordo ortográfico da língua portuguesa promovido pelos países lusófonos (u liza a língua portuguesa como oficial). Ele é obrigatório em todo o território nacional assim como nos outros oito países. Ortografia As mudanças não foram muito numerosas e a ngiram aproximadamente somente 2% da língua no Brasil. Em relação ao alfabeto, as letras K, W e Y voltam a serem u lizadas. Elas foram re radas na reforma de 1971, porém con nuaram a ser u lizadas, assim essa modificação não é muito expressiva. A ordem fica assim: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z. Em relação à acentuação gráfica, foi re rado o uso de acento nos ditongos “-ÉI” e “-ÓI” quando forem paroxítonas, tais como ideia, estreia e assembleia. Os hiatos “EE” e “OO” também não têm mais acento: voo, creem, enjoo... Em relação aos acentos diferenciais, não há mais o uso deles, por exemplo, nas palavras a seguir: pera, polo, pelo, pela e para. O sinal de trema não é mais empregado, somente para palavras estrangeiras e seus derivados. Uso do hífen Em relação ao uso do hífen, a regra geral é observar as letras que se encostam quando houver a formação de palavras. Seelas forem iguais, usa-se hífen; se forem diferentes, não se usa. Por exemplo, no caso de micro-ondas, usa-se o hífen por serem dois “os”. Já no caso de socioeconômico, não se usa por serem letras dis ntas. Quando a segunda palavra começar com “H”, sempre haverá hífen: sobre- humano, extra- humano, Pré-história, an -higiênico, semi-hospitalar. Se a segunda palavra começar com “R” ou “S” estas letras deverão ser dobradas assim: minissaia, biorritmo, microssistema, ultrassom, an ssocial. Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por “R”: sub-regional. Usa-se hífen diante dos prefixos “ex-”, “vice-”: ex-presidente, vice- almirante e diante dos prefixos “pré-”, “pós-”, “pró-”: pré-escolar, pós-graduação TEMA 3 – HOMÔNIMOS E PARÔNIMOS Em nossa língua, temos muitos termos parecidos que possuem significados diferentes. É importante conhecê-los para melhor fazer uso da língua portuguesa. Vamos começar retomando dois significados: homônimos e parônimos. Os homônimos são termos que têm som ou escrita iguais; já os parônimos são apenas parecidos. 3.6 Homônimos: homófonos e homógrafos Homófonos são palavras que têm o mesmo som, tais como concertar (harmonizar) e consertar (reparar); censo (recenseamento) e senso (juízo); acender (atear) e ascender (subir). Homógrafos têm a mesma grafia e pronúncia diferentes: jogo /jogo/ (substan vo) e jogo /jogo/ (verbo); denúncia (substan vo) e denuncia (verbo). É necessário conhecer suas diferenças para fazer uso correto da língua. A seguir, uma lista das mais u lizadas: acender (pôr fogo) – ascender (subir); estrato (camada) – extrato (o que se extrai de); bucho (estômago) – buxo (arbusto); espiar (observar) – expiar (punir-se); tachar (atribuir defeito a) – taxar (fixar taxa). Parônimos Os parônimos são palavras que são parecidas na escrita ou na pronúncia. É importante conhecê-los a fim de não cometer confusão no seu entendimento. Vejamos alguns deles: absolver (anistiar) e absorver (sorver); delatar (acusar) e dilatar (larguear); descrição (ato de descrever) e discrição (cautela); despensa (local onde se guardam alimentos) e dispensa (ato de dispensar); emigrar (deixar um país) e imigrar (entrar num país); eminente (superior) e iminente (prestes a ocorrer); flagrante (evidente) e fragrante (aromático); fluir (transcorrer, decorrer) e fruir (curtir); imergir (afundar) e emergir (vir à tona); inflação (alta dos preços) e infração (transgressão); mandado (ordem judicial) e mandato (procuração); precedente (que vem antes) e procedente (proveniente de; que possui fundamento); ratificar (aprovar) e retificar (corrigir); recrear (brincar) e recriar (criar novamente); tráfego (trânsito) e tráfico (comércio ilegal); soar (produzir som) e suar (transpirar) TEMA 4 – COLOCAÇÃO PRONOMINAL É muito comum observarmos o uso incorreto dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, os, as lhes, nos, vos) em nosso co diano. Tais pronomes podem aparecer de três formas dis ntas: próclise – antes do verbo, ênclise – depois do verbo e mesóclise – no meio do verbo. 4.2 Ênclise e mesóclise A ênclise pode ser considerada como regra geral da colocação pronominal, isto é, os pronomes oblíquos átonos vêm depois do verbo: “Dê-me um café” ou “Abrace-me”. Não devemos começar uma frase com um pronome oblíquo átono, o que é muito comum na língua falada. Assim, precisamos prestar bem atenção na hora de escrever ou em situações formais. Quando o verbo es ver no futuro tanto do presente quanto do pretérito, os pronomes oblíquos átonos ficam no meio do verbo. “Dar-te-ei um café” ou “abraçar-te-ia”. Sua construção é rela vamente fácil, basta cortar o verbo expresso no tempo futuro no “r” e inserir o pronome depois dele. Devemos tomar cuidado com os pronomes oblíquos átonos “a”, “as”, “o” e “os”: ao usá-los,re ramos o “r” do verbo e acrescentamos “l” na frente dos pronomes. Assim: “dá- lo-ei” ou “abraçá-lo-ei”. 4.3 Próclise A próclise é a colocação pronominal mais comum em nossa língua, aliás, ela é mais “forte” que as outras duas, isto é, quando houver dúvida, seu uso é prioritário. Ele é u lizado nos seguintes casos: Termos de sen do nega vo (não, nunca, ninguém, jamais…): “Não me dê café” ou “Nunca me abrace”. Observou como os pronomes vieram para a frente do verbo? O mesmo acontece com os advérbios sem vírgula, que são como imãs que puxam o pronome: “Amanhã me darão mais café”, “Sempre nos abraçará”. Porém a vírgula faz com que tal atração se quebre: “Amanhã, dar-me-ão café”. Analise a diferença: “Aqui se trabalha” e “Aqui, trabalha-se”. Os pronomes rela vos (que, quem, qual, onde) indefinidos (alguém, tudo, outros, muitos, alguns) demonstra vos (isto, isso, aquilo) também são atra vos, isto é, puxam o pronome para frente do verbo: “O abraço que lhe pedi”. “Ninguém me ouve”, “Isso nos irrita”. Também são atra vas as conjunções ou locuções conjun vas subordina vas integrantes ou adverbiais: que, porque, se, quando, conforme, embora, logo que, visto que, contanto que, a fim de que, à medida que: “Embora o faça, sei que é errado” Outros casos: • Verbo no gerúndio precedido de palavra atra va ou da preposição EM: “Saiu da sala, não nos dizendo as razões”. / “Em se plantando tudo dá”. / “Em se tratando de videogame, ele é um expert”. • Frase interroga va, exclama va ou opta va (expressa desejo): “Quem nos empresta o material?” “Quanto me custa entender o amor!” “Deus lhe proteja!” • Conjunção coordena va adi va ou alterna va: não só... mas também, não só... como também, ou... ou, ora... ora, quer... quer, seja... seja e palavra “só” no sen do de “somente”, “apenas” = palavra denota va de exclusão. Locuções verbais Em locuções verbais, isto é, quando houver dois verbos com sen do de uma única ação, podemos usar assim: antes ou depois do verbo principal: “Quero abraçar-te hoje” ou “Quero te abraçar hoje”. Se houver palavra atra va: “Não te quero abraçar hoje” ou “Não quero abraçar- te hoje”. Se o verbo principal es ver no par cípio: “Tinham-me dito que você me abraçaria” ou “Eu nha-lhe falado sobre o abraço”. O ideal é que se preste atenção no uso da colocação pronominal em texto de fontes confiáveis, assim, com a prá ca, vamos entendendo e interiorizando o correto uso dos pronomes. TEMA 5 – CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL A língua, seja ela usada em diferentes lugares e por dis ntas pessoas possui uma organização formal, tem uma lógica que sustenta seu entendimento, e o mais interessante de tudo isso é que mesmo sem nos darmos conta, usamos de sua organização. Uma delas é a concordância, ela faz com que os termos da língua se harmonizem, combinem e façam sen do. 5.1 Concordância verbal A concordância verbal acontece quando o verbo e o sujeito de uma frase combinam em número (singular ou plural) e pessoa (1ª., 2ª ou 3ª.). Nós sabemos que o correto é: “Nós vamos” e não “Nóis vai”. Vamos estudar alguns casos: Quando o verbo for impessoal, isto é, não apresentarem sujeito, deverão ser conjugados sempre no singular e na 3ª pessoa: “Havia muitos mo vos para estudar”, “Faz dez anos que não a vejo”, “Chove todos os finais de semana”. Com o pronome que, o sujeito concorda com o termo antecessor: “Fui eu que fiz” – eu fiz. Já com o pronome rela vo quem, o verbo pode concordar com o antecessor ou ficar na 3ª pessoa do singular: “Fui eu quem fiz” ou “Fui eu quem fez”, as duas formas estão corretas. Já o verbo ser concorda com o predica vo do sujeito, assim: “Tudo é brincadeira” ou “Tudo são brincadeiras”. Observe que interessante quando o sujeito for uma expressão par va: “A maioria das pessoas saiu” ou “A maioria das pessoas saíram”. Nesse caso, as duas formas estão corretas.No caso de o sujeito ser bater, dar e soar (horas), a concordância acontece com o numeral cons tuinte da oração: “Deu uma hora”, “Deramduas horas” Esses são alguns casos de concordância verbal. É importante estudar e pesquisar sempre para ampliar o seu uso correto. 5.2 Concordância nominal A concordância nominal acontece quando o substan vo e os termos que o acompanham (ar go, adje vo, pronome e numeral) combinam em gênero (masculino ou feminino) e em número (singular ou plural). Sabemos que o correto é “O companheiro perfeito” e não “A companheiro perfeitas”. Agora se houver um adje vo concordando com vários substan vos, o adje vo concordará com o substan vo mais próximo ou ficará no masculino plural: “menino e menina bonitos” ou “menino e menina bonita”. No caso da concordância com vários adje vos, o substan vo ficará no singular se os adje vos es verem no singular com ar gos determinantes: “o amigo bonito e o simpá co”. Fique atento com os adje vos: bastante, muito, pouco, meio, caro, barato e longe, pois eles concordam em gênero e número com substan vo que se referem. Assim, temos: “bastantes sapatos”, “muitas joias”, “poucos amigos” ... O termo proibido, se não houver ar go determinando o substan vo, deve ficar no masculino singular: “É proibido entrada sem camisa”. Agora, se houver ar go, ele deve concordar com a substan vo a que se refere: “É proibida a entrada sem camisa”. Essa regra é a mesma para as expressões é necessário, é preciso, é bom. Para terminar, é bom relembrar que a palavra menos é invariável, o que significa que não existe menos no feminino. NA PRÁTICA Pra car o uso correto da língua portuguesa é um exercício que exige muita dedicação. Assim, para que você seja um usuário proficiente, comece a analisar as dúvidas que aparecem para você durante o uso da língua oral e escrita. Preste atenção no que lhe parece estar fora das normas e busque esclarecê-las, tornando-se um inves gador/pesquisador da correta u lização dos preceitos de gramá ca. Com esse exercício, você vai se aprimorar e perceberá que melhorará seu uso. FINALIZANDO Nesta aula estudamos algumas das normas da nossa língua. A intenção foi a de traçar conceitos básicos de gramá ca e mostrar que, quando procuramos entender e estudar os preceitos da língua portuguesa, eles não são tão di ceis, principalmente porque os empregamos o tempo todo. Daí buscar relacionar a norma com o uso é um exercício necessário quando se busca o aprofundamento pessoa, profissional e educacional de todo os estudantes. TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO AULA 4 CONVERSA INICIAL Esta aula tem como obje vo ampliar a capacidade prá ca e teórica de u lização das técnicas de redação. Para isso, vamos estudar como implementar mensagens de qualidade para a obtenção de resultados na racionalização do fluxo de informação; assim como usar os mecanismos de coesão textual de forma intencional e asser vamente. Sabemos que todo o texto tem uma estrutura básica a introdução, o desenvolvimento e a conclusão. Vamos estudar, com base nesse arcabouço, a adequação, a clareza, a concisão, a obje vidade, a relevância na construção textual e verificar as conexões e termos de referências, buscando assim melhorar a leitura e a produção textual. TEMA 1 – GÊNEROS TEXTUAIS Alguns textos têm especificidade em situações habituais, isto é, são construídos com determinadas caracterís cas que se repetem para situações próprias e, por isso, apresentam uma intencionalidade comunica va definida. Eles têm obje vo claro e encaixam-se em contextos específicos, por exemplo, uma carta comercial. Ela tem forma, função e contexto próprio, e é facilmente reconhecida pelas suas propriedades. 1.1 Exemplos de gêneros textuais Não há como elencar todos os pos de gêneros textuais que existem, visto que eles são mutáveis e adaptáveis a diferentes situações de uso. Mesmo possuindo caracterís cas próprias, um gênero pode, ao amoldar-se a uma situação de uso, transformar-se e tornar-se um novo gênero textual. Mesmo assim, temos gêneros textuais que têm seu uso clássico, tais como receita, e-mail, relato cien fico, entrevista, curriculum vitae, verbete de dicionário, bula, manual, lista de compras, entre tantas outras. Observe que cada gênero pode ser iden ficado e usado como modelo pelas suas caracterís cas, tais como forma do uso da linguagem, es lo, tamanho... Assim, se você pretende escrever uma carta, nada melhor que buscar modelos de cartas para analisar sua estrutura. Algumas vezes, gênero e pologia textuais são confundidos. Os gêneros, como já expomos, são a forma como o texto se apresenta e sua relação direta com a situação de uso. Já a pologia está relacionada com a estrutura e aspectos linguís cos voltados para a forma de organizar o texto, que pode ser narra vo, descri vo, disserta vo e explica vo. É importante lembrar que o texto narra vo tem como base “contar” uma história. Ele apresenta um personagem realizando algum fato em um determinado lugar e tempo; já a descrição é uma “foto” apresentada por meio da palavra e pode ser a descrição de uma pessoa, lugar, sen mento... A dissertação é a defesa de uma ideia com apresentação de argumentos que a comprovem ou refutem. O texto explica vo, como o próprio nome diz, esclarece, elucida. Como você já deve ter percebido, os pos textuais são a base do texto, e a pologia é a situação de uso destes. TEMA 2 – MECANISMOS DE COESÃO TEXTUAL Um bom texto é aquele que encaminha o leitor para o seu entendimento. Para isso, é importan ssimo que o texto tenha coesão. A coesão se dá por meio de termos, palavras ou expressões que criam uma relação, uma lógica textual. Lembre-se que um texto não é um aglomerado de palavras, as quais se ligam para garan r fluxo de ideias e sequência ao texto. Um texto coeso é aquele que apresenta as ideias postas “amarradas”, conectadas, ligadas. Cada frase deve se relacionar com a anterior e com a posterior, trazendo fluidez para a leitura e consequentemente para o entendimento do texto. A coesão, que é realizada por meio de relações linguís cas e recursos denominados de elementos de coesão, possibilita que uma mensagem seja expressa de forma eficaz, gerando, com isso, um melhor entendimento dela. Para se evitar que um texto fique solto, que uma frase fique sem relação com a anterior, por exemplo, u liza-se a coesão textual, que permite diferentes pos de encadeamento de ideias. Tipos de coesão textual: referências, reiterações e subs tuições lexicais A coesão por referências e reiterações acontece quando um termo se refere a outro no próprio texto. Ela pode acontecer com a subs tuição de uma palavra, anunciação ou retomada de frases, sequências e palavras que indicam conceitos e fatos. As subs tuições lexicais se dão quando um termo é trocado por outro dentro do texto e, com isso, se estabelece uma relação. Para isso, normalmente se empregam sinônimos ou repe ção de palavras. Tipos de coesão textual: conectores e correlação Para se estabelecer uma relação entre os termos, uma forma de se manter a coesão textual é com o uso de conectores. Os mais u lizados são as conjunções (por exemplo, mas, porém, contudo, todavia), preposições (por exemplo, até, com, de, em, perante) e advérbios (por exemplo, talvez, muito, sempre, nunca). A coesão acontece também na correta u lização dos tempos verbais de forma ordenada, proporcionando ao leitor uma forma lógica e linear TEMA 3 – ESTRUTURA TEXTUAL Texto não é somente um ajuntamento de palavras, pois elas também precisam ter sen do. Texto é qualquer forma de interagir com o outro que tenha sen do, o que pode ocorrer por meio de palavras escritas ou faladas denominadas de verbal, mas também pode ser não verbal, isto é, sem o uso de palavras, por desenhos, imagens, gestos, cor, sons... Todavia o texto exige uma estrutura para ser entendido. O texto tem textualidade (ou textura), que é a premissa u lizada pelo autor que conhece elementos, estrutura e função de texto paraque seja entendido pelo outro interlocutor; pois a leitura e compreensão dependem da produção de sen do no texto. Coerência, intencionalidade, aceitabilidade A coerência está relacionada com a lógica dos fatos. Assim, um texto, mesmo sendo ficcional, precisa ter relações não contraditórias, criando, assim, uma conexão cogni va e conceitual entre o que é dito e o que é real. Para que haja coerência, é necessário que o texto tenha sequência e con nuação lógica de ideias. Ao se criar um texto, busca-se expressar determinada intenção. que pode estar implícita ou velada, porém sempre existe e, ao conhecê-la, se está mais próximo do entendimento esperado. Da mesma forma, diferentes intenções mostram-se em estruturas próprias, como já vimos anteriormente nos gêneros textuais. Cada situação exige formas diferentes de comunicação. Por exemplo, se a conversa é informal, nossa tese pode ser baseada em ideias livres. Mas se a situação é formal, devemos usar argumentos mais sólidos e consistentes. Quando produzimos um texto, nossa intenção deve estar bem colocada para ser entendida com clareza. O sen ndo da leitura é dado por meio da interpretação e da interação dos saberes do escritor e do leitor. Sabemos que o leitor pode ter um conhecimento prévio e poderá avaliar o texto com critérios diferentes dos nossos. Outro fator importante é a aceitação do texto pelo receptor. Chamamos de aceitabilidade quando duas ou mais pessoas estão conversando e uma procura compreender a outra. Um bom exemplo de aceitabilidade é quando um adulto busca entender o que uma criança está falando. Há um esforço de compreender, de colocar-se no lugar da criança, de traduzir termos e ideias que não estão conexas. Assim, aceitar é permi r receber algo dado ou oferecido; é estar de acordo ou concordar em aceitar. Em nosso caso que estudamos os fatores da comunicação, aceitar seria o estado de receber a mensagem que está sendo passada. Isso parece simples, mas não é sempre que se está aberto para novas ideias ou opiniões. Ao se ler um texto, vai se criando um juízo de valor sobre ele, e isso interfere no entendimento deste, pois o leitor aceita ou refuta a ideia do texto e de seu escritor. Normalmente apreciamos textos dos autores de que gostamos e temos rejeição em relação aos autores que não nos são muito simpá cos. Também reagimos nega vamente, até mesmo antes da leitura, a autores que tenham linhas filosóficas ou polí cas muito diferentes das nossas, pois não concordamos com as ideias deles, com a intenção que expressam. A intencionalidade está ligada ao autor; enquanto a aceitabilidade, ao leitor. Quando esses dois elementos se enquadram, a comunicação efe va-se de forma mais estruturada. Situacionalidade, intertextualidade, informa vidade Todo o texto é produzido em um determinado tempo e contexto, da mesma forma que a leitura do texto é realizada nas mesmas condições. Assim, o texto apresenta marcas que iden ficam sua realização que podem ser diferentes do momento de sua leitura. A relação entre as ideias de um texto com outros textos é comum. O escrito busca em seus conhecimentos anteriores elementos para sua produção. Da mesma forma, é comum usarmos referências de outros textos em nossas produções e interpretações, cujas relações são denominadas de intertextualidade, que é a influência que um texto exerce sobre outro que o toma como modelo ou ponto de par da. Se analisarmos o termo inter, veremos que significa “relação”. Assim, fica claro que intertextualidade se refere à relação entre textos. Para que um texto seja interessante, é necessário que ele traga novidades. Dessa forma, a informa vidade volta-se para a quan dade de informações e situações novas e inesperadas para interessar o leitor. Informa vidade, como o próprio nome diz, está relacionada com a informação. Nesse caso, são textos que trazem informações que ampliem os conhecimentos de seus receptores (leitores, ouvintes). O grau de informa vidade depende da finalidade da escrita, do obje vo do texto. Um texto infan l, por exemplo, vai abordar um assunto com informações diferenciadas de um texto para adultos. Seria aborrecido para um leitor ler um texto cuja informação ele já conheça ou que sejam de senso comum, do consenso geral. Portanto, os conhecimentos de mundo do emissor e do receptor do texto vão validar a qualidade deste. Para que a comunicação se efe ve plenamente, é necessário que a informa vidade do texto seja apropriada aos seus interlocutores. É importante ressaltar que sempre quando vamos ler um texto, temos uma expecta va, esperamos alguma coisa e preferencialmente algo novo. Quanto mais singulares e relevantes se cons tuírem as informações, maior o grau de informa vidade do texto. O texto, dessa forma, ficará mais atraente ao leitor e maior será a interação. Daí, a arte de saber a medida certa, pois muita informação cansa, pouca informação distrai... TEMA 4 – QUALIDADE DA COMUNICAÇÃO O desejo de todo escritor é ter uma comunicação clara e eficaz. Ela não acontece por acaso ou de forma plena sempre que desejamos, por isso existem recursos que ajudam a facilidade do leitor interagir e dar significado pleno ao texto. Reforçando, o exercício da leitura e da escrita é o caminho mais certeiro para melhorar a qualidade da comunicação, seja ela escrita ou não. 3.7 Tema e obje vo Toda a comunicação tem uma intenção e esta é marcada por ideias dominantes, isto é, ideias que indiquem o que se quer ponderar e que precisam ser entendidas pelo receptor. Assim, o tópico da comunicação é fundamental para sua realização, pois um bom texto é aquele que tem claro qual é a ideia central e a mantém durante todo seu percurso. Qualquer po de comunicação tem um obje vo e ir direto a ele é uma estratégia de comunicação eficiente. Com isso se evitam distrações, uma vez que o entendimento é mais expressivo. 3.8 Concretude e ques onamento A comunicação se realiza de forma plena quando trata de tema real, concreto, pleno. Isso quer dizer que, mesmo se tratando de ficção, o leitor deve acreditar no texto. Assim, discorrer sobre acontecimentos par culares, detalhes, explicações, fatos e exemplos dão concretude à comunicação e possibilitam ao leitor criar um universo compreensivo com significados diferentes do senso comum, que não traz interesse. Quando o texto apresenta uma questão em cuja resolução o leitor se sente envolvido, o texto torna-se mais atraente e prende a atenção. Assim,buscar reflexões e ques onamento no texto é uma forma de realizar uma comunicação com mais qualidade. TEMA 5 – PARAGRAFAÇÃO O texto é divido em parágrafos, que são iden ficados pelo recuo na primeira linha do texto da margem esquerda (aproximadamente três cen metros ou dois dedos). Essa divisão representa a organização das ideias expostas, pois em cada parágrafo deve haver somente uma ideia central. Por sua vez, cada parágrafo deve estar ligado ao anterior e apresentar o conseguinte. Portanto, é importante conhecer e usar corretamente os parágrafos. 4.4 Estrutura do parágrafo Não há tamanho determinado para a construção de um parágrafo, que varia de acordo com o gênero textual, da mesma forma que a quan dade de informação varia de acordo com cada tópico tratado. Porém não se deve esquecer que a estrutura “introdução – desenvolvimento – conclusão” é um modelo asser vo dentro do parágrafo assim como no texto como um todo. Dessa forma, o parágrafo precisa ter, no mínimo, três linhas e o texto, três parágrafos. Reforçando, cada parágrafo transita em torno de apenas uma ideia central, a qual deve ser esgotada nele. O parágrafo apresenta um tópico frasal, que é uma afirmação obje va e concisa do assunto a ser tratado e resume o conteúdo desenvolvido. Portanto, o texto deve ser um todo coeso, os parágrafos devem estar organizadoscom coerência e coesa, ampliando assim a possibilidade de compreensão do leitor. 4.5 Parágrafos, gêneros e pologias textuais Os diferentes gêneros textuais apresentam organização própria e, com isso, estruturas de parágrafos dis ntas. Assim, em uma receita de bolo, por exemplo, primeiramente se apresentam os ingredientes em forma de lista; em seguida, a maneira de fazer a receita em parágrafos. Em histórias em quadrinhos, o texto é apresentado em forma de balões, modificando totalmente a estrutura comum dos parágrafos. Já em textos de pologia narra va, pode haver a presença de diálogos diretos, que são apresentados com travessões. Assim, é importante lembrar que cada texto é um texto e precisa ser estruturado de forma que atenda a suas par cularidades. NA PRÁTICA Você precisa escrever um texto. Para algumas pessoas, isso é rela vamente fácil; já, para outras, é uma angús a. Escrever não é um dom, mas é uma arte que exige treino e apresenta alguns passos. Vamos fazer um exercício usando os elementos desta aula. O primeiro passo é buscar um texto que seja similar ao que você quer produzir, do mesmo gênero textual: se você que escrever uma carta, busque um bom exemplo dela; o mesmo se dá com um discurso, relatório, poesia. Em seguida, analise os elementos que compõem tal texto: a forma, o espaçamento, os termos. Você pode selecionar palavras ou termos interessantes para usar em seu texto (intertextualidade). Da mesma forma, observe a pologia u lizada, se é uma narração ou uma dissertação, por exemplo. Agora comece a organizar o que você pretende. Escreva os tópicos ou ideias mais importantes sobre o assunto. Faça um esquema da melhor ordem de apresentação dessas ideias. Faça de forma que fique mais coerente, separando cada tópico em um parágrafo. Depois disso, desenvolva cada ideia de cada parágrafo, lembrando sempre da intenção que você quer explanar e de que forma esta poderá ser bem aceita pelo leitor. Lembre-se de que o texto precisa ter informações interessantes, que atraiam o leitor. Pronto! O caminho para escrever o texto está sinalizado e possivelmente as primeiras experiências não vão dar um resultado maravilhoso, mas você deixou de ficar olhando para o vazio buscando inspiração. Um bom texto exige trabalho, pesquisa, dedicação e muita prá ca. FINALIZANDO Nesta aula apresentamos assuntos relacionados à produção textual e vimos a importância dos aspectos da textualidade, como a coerência, que faz com que o texto tenha nexo e consistência. Estudamos a coesão, que harmoniza o texto com ligações lógicas; discorremos sobre a intencionalidade, que é a matriz de todo texto; falamos sobre a informa vidade como bagagem de informações; a intertextualidade, que relaciona textos; a aceitabilidade, a forma como o texto é recebido pelo leitor; a situacionalidade, ou seja, o contexto no qual o texto acontece; e, por fim, a paragrafação. Com o domínio desses elementos, você melhorará sua atuação como produtor e receptor de textos variados. Esperamos que tenha aproveitado bem a aula, e que con nue estudando! TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO AULA 5 CONVERSA INICIAL Nesta aula vamos desenvolver a nossa capacidade prá ca e teórica de u lização das técnicas de redação de textos formais. Para isso, vamos conhecer o gênero e entender como elaborar corretamente um relatório; compreender a estrutura, a confecção e a organização da carta comercial e do o cio; avaliar o gênero e elaborar corretamente um memorando; conhecer a estrutura, a função e a elaboração de uma procuração; entender a necessidade, a importância e a organização de uma ata. Tais gêneros textuais vão nos ajudar na elaboração de outros textos formais, melhorando com isso a comunicação via texto escrito. Quando pensamos em comunicação oficial, devemos buscar referências norma vas como modelo, assim é indicado o Manual de redação da Presidência da República (Brasil, 2018), que traz indicações importantes para a construção de textos protocolares, que usaremos de base nesta aula. TEMA 1 – RELATÓRIO O relatório é um texto que tem como caracterís ca, como o próprio nome diz, relatar um fato, acontecimento, procedimento ou evento qualquer. Ele apresenta de forma organizada e par cularizada os processos analisados dentro de um determinado período de tempo. Por ser um texto técnico, é necessário escrevê-lo com clareza e precisão; obje vidade; concisão; coesão e coerência; impessoalidade; formalidade e padronização; e uso da norma padrão. Principalmente, o texto deve ser inteligível e transparente para que seja entendido por todos que o lerem. Estrutura do relatório Como todo bom texto, o relatório exige uma organização formal; deve começar com a iden ficação de tulo, autor e finalidade. Em seguida, obedece a sequência: introdução, desenvolvimento e conclusão (é preferível o uso de “considerações finais”, visto que a maioria das pesquisas não se encerra em si mesma, e assim não possuem uma conclusão). A introdução deve deixar claro para o leitor qual o obje vo do texto, isto é, qual a intenção do relato, e de que modo foi realizado (metodologia); é interessante expressar local, período de observação e abrangência. No desenvolvimento, é apresentado o percurso do relato de forma pormenorizada; assim, há variedades na sua elaboração – o importante é que o escritor organize e ordene a apresentação de ideias de forma que o leitor acompanhe com mais facilidade a exposição. É interessante lançar mão de uma organização cronológica, ou por grau de dificuldade/interesse, quan ta vamente e/ou qualita vamente dos resultados ou setor. As considerações finais devem retomar os obje vos propostos na introdução e analisar se foram ou não foram a ngidas, explicitando o porquê disso. Assim, fechamos a proposta do relatório. Se para a realização do relatório foram pesquisadas diversas fontes, elas deverão aparecer nas referências. Toda fonte pesquisada e citada no texto deve aparecer nas referências, lembrando que referências, referências bibliográficas e bibliografia são coisas diferentes. A primeira são as fontes pesquisadas, a segunda são as fontes em forma de livro, e a terceira são as fontes consultadas, mas não citadas no corpo do relato. Tipos de relatórios Muitos são os pos de relatórios existentes, que podem ser organizados em dois grupos básicos: acadêmicos e profissionais. Ambos são apresentações de pesquisas realizadas ou na área de ensino, ou laboral; independentemente da função, devem obedecer às normas de é ca, integridade das partes e principalmente veracidade das informações. O relatório é a organização de pontos relevantes observados durante a pesquisa; assim, é importante esclarecer as dúvidas durante a observação, para não deixar lacunas. TEMA 2 – CARTA COMERCIAL E OFÍCIO A carta comercial e o o cio têm pra camente a mesma estrutura; muda apenas o remetente. Como o próprio nome diz, o cio é um documento oficial, isto é, emi do ou direcionado a um órgão oficial. Já a carta comercial é emi da por empresas privadas ou comerciais entre si. Ambas têm como obje vo a comunicação entre diferentes órgãos, ins tuições, empresas e afins, seno u lizadas para comunicação, solicitação, requerimento, pedido, patrocínio e fins jurídicos. A carta comercial e do o cio são rígidas, formais, claras e obje vas; em determinadas administrações, os textos apresentam modelos uniformes, que devem ser seguidos. Lembramos que somente um assunto deve ser tratado por documento. Organização da carta comercial e do o cio Habitualmente, tais documentos apresentam estrutura padronizada: introdução, comunicação ou desenvolvimento e conclusão. Antes da introdução, deve aparecer o local e a data do envio; nome, cargo e empresa do des natário e assunto. Na introdução, é apresentadoo obje vo da comunicação. Esta deve ser direta e clara: Informo, Solicito, Requeiro, Comunico, Confirmo. No desenvolvimento, o assunto é delineado, reforçando que cada assunto deve ser tratado em documento próprio, para que seja respondido ou resolvido individualmente; se houver desdobramento do assunto, deve estar em parágrafos dis ntos. Na conclusão, é assegurada a posição sobre o assunto, a reafirmação do pedido, e a no ficação ou confirmação, deixando claro o obje vo do documento. No encerramento, aparece o nome e o cargo do remente e o nome da empresa. O o cio e a carta comercial devem ser concisos, isto é, devem comunicar o máximo de informações com o mínimo de termos, e ao mesmo tempo devem ser claros, isto é, devem ser compreendidos pelo leitor, sem levantar dúvidas. Uso dos pronomes nas correspondências oficiais Ao u lizar os pronomes de tratamento em correspondências oficiais, devemos lembrar que, mesmo eles sendo em segunda pessoa (vosso, vossa), o verbo sempre será conjugado em terceira pessoa. Aqui, vale a pena ressaltar que o uso de “vossa” é para quando estou falando com a pessoa; “sua” é quando estamos falando dela. Por exemplo, você está pedindo autorização à autoridade: “Vossa Excelência permite uma colocação...”; quando você está dizendo que a autoridade permi u: “Sua Excelência permi u uma colocação...”. Lembre-se que “excelência” é u lizado para: o/a Presidente da República, senadores(as) da república, ministros(as) de Estado, governadores(as), deputados(as) federais e estaduais, prefeitos(as), embaixadores(as) e cônsules. As demais autoridades são tratadas por “Vossa Senhoria”. Não se usa os adje vos ilustríssimo, digníssimo (pois, supõe-se que a dignidade é uma postura é ca necessária) e doutor (somente para quem tem o tulo acadêmico). De acordo com o Manual de redação da Presidência da República (Brasil, 2018, p. 21): É impera va, ainda, certa formalidade de tratamento. Não se trata somente do correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível, mais do que isso: a formalidade diz respeito à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação. Assim, é necessário cuidar da formalidade em texto oficiais. TEMA 3 – MEMORANDO E CORREIO ELETRÔNICO (E-MAIL) Os avanços históricos e tecnológicos influenciam o uso da comunicação. Vejamos algumas mudanças: a segunda edição do Manual de Redação da Presidência da República, publicado em 2002, indicava três pos de expedientes: o aviso que era expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia; o o cio que era expedido para e pelas demais autoridades; e o memorando expedido entre unidades administra vas de um mesmo órgão. Já na terceira edição do Manual (Brasil, 2018), ficou abolida aquela dis nção entre eles, e passamos a u lizar o termo o cio nas três hipóteses. No mesmo manual, aparece o item correio eletrônico, ou e-mail, como prá ca comum nas comunicações, com mesmo valor de o cio e memorando. Vamos a eles. 3.9 Memorando Como já visto, o memorando é um gênero textual que tem como obje vo informar o funcionário de um mesmo setor de forma rápida e direta. É comum nas comunicações internas oficiais de ins tuições, empresas e órgãos públicos. Sua caracterís ca é a obje vidade, daí a preferência de seu uso em forma de comunicação eletrônica. Porém, em virtude de arquivamento e segurança, o uso da forma sica também é importante e bastante u lizado. Vejamos a formatação desses documentos; o papel dever ser A4; a margem esquerda deve ter 3 cm, a direita 1,5 cm, a superior e a inferior 2 cm. Na primeira página, a distância do texto com a borda superior deve ser de 5 cm. O texto pode ser escrito nas duas faces do papel; ainda por uma questão de economia, também se aceita papel reciclado. O texto deve ser apresentado em cor preta, aceitando-se cores em imagens. Aceita-se também, mas sem excessos, o negrito para destacar ideias – nunca em itálico, sublinhando maiúsculas ou outros recursos. Os termos estrangeiros devem aparecer em itálico 3.10 Correio eletrônico (e-mail) É evidente que você já recebeu e enviou e-mail; ele é muito u lizado para comunicação pessoal e laboral. Ele é considerado um documento oficial e tem o mesmo valor de um o cio ou memorando. As empresas e as agências governamentais costumam disponibilizar um e-mail corpora vo para seus funcionários; estes têm extensão própria (ex.: gov.br; com.br) e são facilmente reconhecidos. Quando da u lização, é necessário tomar alguns cuidados, visto que são documentos que representam uma organização; eles devem ter a linguagem ajustada ao seu uso. Lembre-se que o assunto deve resumir o obje vo do e-mail indicando a sua leitura. Ele deve começar com uma saudação, como em documentos oficiais: Prezado Senhor ou Senhora, Prezado Coordenador, Diretor, Reitor, por exemplo (observe que são com iniciais maiúsculas). O texto deve ser claro, correto. Não é recomendado textos muito longos ou com informações desnecessárias. Não é recomendado fechamentos com A ., Abraços, Saudações; o texto deve seguir as indicações formais: “Respeitosamente”, para cargos superiores, e “Atenciosamente” para os demais. Os e-mails formais exigem uma assinatura formalizada pela empresa, que normalmente contém nome completo, cargo, unidade, telefone, endereço. Se houver necessidade de anexar algo ao e-mail, é interessante anunciar minimante no corpo do texto o seu conteúdo. Você pode u lizar o recurso de confirmação de leitura ou confirmação de recebimento, mas faça isso somente se for necessário, para evitar acúmulo de informação; também atente a o responder um e-mail que foi direcionado a um grupo – não há necessidade de responder a todos. É recomendado o uso da letra Calibri ou Carlito, tamanho 12 em preto; obviamente o texto deve ser sempre revisto antes do envio, não usamos abreviações ou imagens. TEMA 4 – PROCURAÇÃO Em muitas situações diferentes, precisamos que alguém faça algo por nós; quando isso exigir formalidade, u lizamos procuração. É um documento legal e formal, que autoriza uma pessoa a agir por outra – posicionamento que a faz tomar a condição de representante legal, desfrutando de direitos nos termos do documento. Assim, por ele dar poderes às pessoas, precisa ser redigido corretamente. Ela pode ser um instrumento público, realizado em um cartório ou par cular; somente o outorgante tem a assinatura reconhecida. Existe um movimento de desburocra zação, que busca facilitar os trâmites de documentos, para que assim fique sempre atualizado em relação à necessidade ou não do reconhecimento de firma. 4.6 Conceito e uso Como já adiantamos, a procuração outorga poderes de uma pessoa a outra. Para isso, ela u liza redação técnica por se tratar de um documento oficial, mesmo apresentando-se como um instrumento par cular, escrito a próprio punho, enquanto a pública é lavrada em livro próprio pelo tabelião e arquivada no cartório. A pessoa que concede a procuração é designada de mandante, cons tuinte ou outorgante; aquele que recebe a função é o mandatário, procurador ou outorgado. Para que não haja dúvidas, é necessário que a procuração apresente de forma precisa a iden ficação e a qualificação, tanto do outorgante, quanto do outorgado, assim como os poderes, a finalidade e o prazo de validade da procuração. Também é importante registrar na procuração o local a data e a assinatura dos envolvidos. A procuração é u lizada para vários fins; o mais comum é a u lização de conta bancárias, a realização de contratos de compra e venda, a par cipação de assembleias, representação na busca ou entregas de documentos, entre outros. 4.7 Estrutura A procuração começa com um tulo, iden ficando-a; em seguida, aparecem a qualificação do outorgante e do outorgado, nome, nacionalidade,estado civil, profissão, CPF e residência.Depois, são apresentados as finalidades e os poderes; são declarados os pos de faculdades que são repassados; em seguida, vem a data e a assinatura do outorgante, reconhecida em cartório; e as testemunhas, se houver; elas costumam ficar à esquerda e abaixo da assinatura do outorgante. TEMA 5 – CONVOCAÇÃO E ATA Vamos analisar dois gêneros textuais muito u lizados em múl plos setores da sociedade: a convocação e a ata. Eles estão relacionados diretamente com reuniões, assembleias e convenções; elas acontecem que houver a necessidade, de duas ou mais pessoas, de discu r algum tema ou de realizar alguma a vidade que gere decisões, encaminhamentos, resoluções, entre outros. Assim, o uso desses gêneros é comum e precisa ser conhecido, pois há aspectos relevantes e necessários em sua construção. 5.3 Convocação A convocação nada mais é que um convite para par cipar de algum evento; no entanto, ela tem um atributo de par cipação obrigatória, e assim há alguns detalhes imprescindíveis para a garan a do sucesso da comunicação. O documento deve apresentar assunto, obje vo, data, horário de início e término, pauta, tempo previsto para cada assunto e indicações de quem vai presidir o processo. É interessante enviar a convocação com antecedência, a fim de que os par cipantes possam se preparar para ela. Também deve ser amplamente divulgada, preferencialmente com a confirmação de recebimento dos convocados. 5.4 Ata A ata é documento de registro de uma reunião, assembleia ou convocação. Ela é um relato pormenorizado dos assuntos relevantes tratados nesses encontros. Uma peculiaridade desse documento é que ele é assinado por todos os par cipantes. Por se tratar de um documento que avaliza decisões tomadas por um grupo, ela deve ser lavrada de forma a evitar modificações no texto; para isso, é indicado um livro/ata ou a numeração e rubrica dos par cipantes em todas as páginas (se forem soltas); da mesma forma, o texto não pode apresentar rasuras (se houver erros, usa-se a par cula “digo”, “em tempo”), e nem espaços como parágrafos. Em relação à escrita, ela deve ser sucinta e direta; começa-se com dia, mês, ano e hora da reunião; os números são grafados por extenso; em seguida, o local e a relação, e a iden ficação das pessoas presentes. Em seguida, a declaração de quem está presidindo e secretariando o evento, que normalmente lê os obje vos do evento, os encaminhamentos e o tempo previsto para as realizações. Depois, vem o fechamento da reunião e a assinatura dos par cipantes, que são feitas linearmente; isto é, uma ao lado da outra, evitando assim a inserção de alguma informação diferente. Uma observação interessante é que a assinatura da ata é realizada depois que ela aconteça, já que ao assinar, o par cipante está concordando com o que foi deliberado. NA PRÁTICA Muitos documentos oficiais apresentam modelos prontos que necessitam ser preenchidos minimamente com informações pessoais. Crie um arquivo com diferentes modelos de textos formais, e preencha-os com seus dados. Busque um modelo de relatório, carta comercial, o cio, memorando, ata e outros, e coloque os seus dados, preenchendo com o maior número de informações que você tenha. Se for o caso, crie alguns elementos; faça, por exemplo, uma ata de um encontro de amigos; determine obje vos das conversas, tempos, e registre isso de forma lúdica. Esses exercícios vão aproximar você das formas desses diferentes gêneros, e ao mesmo tempo facilitam na hora que você precisar confeccioná-los. FINALIZANDO Esta aula teve como foco textos formais; vimos alguns gêneros específicos, como o relatório, a carta comercial e o o cio, o memorando, a procuração, a ata, entre outros. Estudamos suas diferentes funções, estruturas, obje vos e necessidade. Tudo isso com a intenção de aperfeiçoar a comunicação escrita em situações protocolares. Com esse caminho em vista, esperamos que você exercite a escrita de texto, e com isso apreenda formas de comunicação cada vez mais aprimoradas. TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO AULA 6 CONVERSA INICIAL Emprego da Expressão Escrita e a Oralidade Nesta aula vamos estudar a capacidade prá ca e teórica de u lização das técnicas de expressão oral; para isso, vamos começar conhecendo e iden ficando a imagem, a reputação e a é ca da comunicação, elementos essenciais para uma efe var e manter a conversação de maneira eficaz. Também é necessário entender as melhores maneiras de apresentação em público, visto que no universo acadêmico e laboral é um requisito importante e muito exigido. Da mesma maneira, dominar as técnicas de reuniões presenciais e on-line, assim como as ferramentas de soluções de problemas para as barreiras à comunicação não podem faltar na formação de quem pretende usá-la como ferramenta de interação. E finalmente vamos estudar os procedimentos de trabalhos em equipe para a criação da comunicação de excelência. Esperamos que apreciem a aula e que obtenham com isso uma formação mais aprimorada. TEMA 1 – IMAGEM, REPUTAÇÃO E ÉTICA DA COMUNICAÇÃO No cenário capitalista atual é evidente que as relações são permeadas por interesses financeiros, simbólicos, organizacionais, em que a busca de lucro pessoal é posta. Daí a necessidade de um olhar é co frente à subje vidade da comunicação oral. Está u lizado no co diano por todos nós, tanto no papel de falante quanto no de ouvinte. É ca da comunicação Na área da comunicação algumas analogias com a é ca são colocadas em destaque; entre elas podemos destacar a transparência, pois nas ações comunica vas é importante que fique claro as intenções de cada elemento envolvido; assim como a privacidade, o respeito com as informações pessoais deve ser levado em conta e as informações cole vas de interesse social devem ser divulgadas, pois nem toda informação está disponível para todos; nesse caminho de duplo viés cabe as relações morais. Esses e outros elementos estão atrelados, sem dúvida nenhuma à integridade e à moralidade dos seres humanos. Mas não uma moralidade do senso comum, mas sim fundada em princípios tanto de liberdade quanto de racionalidade que se voltam para o respeito do indivíduo e do cole vo. Assim, devemos considerar a comunidade como um fator imprescindível entre a comunicação e a é ca, é nela que as pessoas desenvolvem um ser social com relações com outros, que se dá principalmente por meio da comunicação. Imagem e reputação Imagem é um atributo importante na comunicação, mesmo sendo pontual e individual. Esse elemento transmite informações sobre um objeto, uma pessoa ou um local, enviando uma mensagem de quem ou o que se é. Já a reputação é a percepção cole va que se tem da imagem, é sua interpretação. Assim, a imagem e a reputação cons tuem elementos que es mulam ou não o interesse, a vontade de manter contato e ampliar as relações. Dessa forma, quando se volta para a comunicação oral, é necessário considerar a imagem que se está passando e a reputação que se cria com ela. Uma conversação oral frágil demonstra insegurança, falta de conhecimento e outros predicados nega vos. TEMA 2 – APRESENTAÇÃO EM PÚBLICO Muitas situações exigem apresentação em público e algumas pessoas sofrem muito com isso. Assim, é necessário estudar técnicas para falar melhor e principalmente convencer o outro. Vamos estudar alguns caminhos que nos levam à melhoria das técnicas de oratória. Atributos de um bom comunicador Todos, sem exceção, ficam nervosos em apresentações em público. Isso ocorre porque estamos nos expondo e correndo o risco de cometer erros na frente dos outros. Por sua vez, o nervosismo revela que há uma preocupação em buscar a asser vidade, que é natural em pessoa responsáveis e envolvidas no que fazem. Portanto, antes de qualquer apresentação, é imperioso seguir alguns passos: primeiro, conhecer bem o assunto que seráapresentado, pois é complicado exibir um assunto que não se domina ou fazê-lo de maneira improvisada; em seguida, planejar a maneira de apresentar as ideias, preferenciamente de maneira encadeada, clara e esclarecedora para os ouvintes; também se faz necessário ensaiar a apresentação diversas vezes, buscando superar as falhas, cronometrando o tempo e melhorando em cada tenta va; e por úl mo, deve-se procurar controle emocional, trabalhando com a autoes ma, procurando apoio de pessoas posi vas, cuidando da imagem pessoal e tendo a consciência de que ninguém é perfeito e de que falhas acontecem. Outro ponto importante é conhecer antecipadamente o local da apresentação e quem serão seus ouvintes. Isso traz mais tranquilidade e evita surpresas desagradáveis, como espaços muito grandes ou pequenos, e possiblita a adequação da fala a determinado público. Recursos corporais Todos já devem ter ouvido falar que a transmissão da mensagem se dá mais pela imagem (aparência, postura, voz, movimentos, olhar, gestos) que o apresentador passa do que pelo que ele diz. Dessa maneira, é necessário refle r sobre os recursos corporais. Você também já dever ter ouvido falar que “a primeira imagem é a que fica”; assim, atente para a forma de se ves r. Escolher um traje mais apropriado para a situação reflete a preocupação do orador com o público; a adequação é primordial, assim, se o evento é formal o traje também deve ser; já se imperar a informalidade, os trajes devem acompanhar essa tendência. Obviamente a roupa deve ser discreta e elegante em todas as diferentes ocasiões. Atente para a postura, mantenha a coluna reta, o olhar no público, mantendo contato visual, caminhe firme e naturalmente. Inicie sua apresentação sem ser prepotente; se não houver atenção do público, pare e sorria de maneira simpá ca, indicando que você precisa de silêncio para começar e/ou con nuar. Sua fisionomia indicam seu estado de espírito; mantenha um sorriso nos lábios, pois o bom humor é sempre a melhor estratégia de agradar; não fique de costas para o público e deixe as mãos à vista, não no bolso e nem nas costas. A voz deve ser ouvida por todos, não pode ser baixa e nem alta demais, o interessante é mudar o tom e dar ênfase a algumas sílabas ou termos importantes. O ritmo também deve ter variações, e não ser muito rápido e nem muito lento, pois isso cansa os ouvintes. Evite o uso de gírias, termos de baixo calão, chavões, frases feitas e preconceituosas. TEMA 3 – REUNIÕES PRESENCIAIS E ON-LINE As reuniões são sempre necessárias e acontecem em diferentes situações, a fim de apresentar ideias, informações e opiniões entre seus par cipantes. Também são u lizadas para coletar informações sobre os processos, as operações e as implantações de projetos; contudo, elas precisam ser cada vez mais rápidas e asser vas, a fim de garan r maior eficiência de resultados. 3.11 Reuniões presenciais Para que uma reunião seja produ va, é importante organizar alguns itens antes de sua realização. O primeira deles é estabelecer os obje vos da reunião, para que todos tenham a oportunidade de se preparar. Isso feito, é necessário selecionar as pessoas que realmente precisam par cipar dela, determinar o local e o horário. Uma boa dica é sempre começar no horário es pulado, cumprimentar os presentes e ressaltar a importância da pontualidade – essa é uma maneira simpá ca de mostrar que as pessoas que têm o costume de se atrasar prestarão mais atenção aos horários. Da mesma maneira, é bom programar o tempo de duração de cada reunião e seguir isso o mais próximo do determinado, tomando cuidado com o tempo da fala. Quanto ao local, este deve ser preparado para receber seus convidados, em relação ao número de lugares, água, ven lação, silêncio, recursos tecnológicos, entre outros. As falas devem ser diretas, sem uso exagerado de metáforas. Todos devem ter oportunidade de se expressar mas também de maneira pontuada, sem excessos. 3.12 Reuniões on-line Atualmente, o uso das tecnologias para realização de reuniões é muito eficiente, principalmente quando se faz necessária a par cipação de pessoas em diferentes lugares. É sempre bom ter cautela em relação à atenção dos par cipantes; assim, reuniões muito longas e com a par cipação de muitas pessoas precisam ser rigorosamente organizadas, a fim de evitar perda de foco e desvios na comunicação. É interessante começar com uma rápida introdução, apresentando os obje vos do encontro e os resultados esperados. Cuidando para que duas pessoas não falem ao mesmo tempo. Se a reunião for apenas para comunicar ou informar, indique isso em seu início e repasse os itens por outros meios, como carta, o cio ou e-mail, assim garante-se o recebimento das informações. TEMA 4 – BARREIRAS DA COMUNICAÇÃO A comunicação não se volta somente para quem fala, mas também para o ouvinte. Saber ouvir é um exercício que precisa ser treinado constantemente, pois há barreiras na comunicação que atrapalham o processo e dificultam o entendimento da interpretação. 4.8 Problemas de comunicação A comunicação se dá quando há troca de informações entre seus par cipantes; mas algumas vezes a mensagem não é absorvida em sua totalidade, fragmentando seu entendimento e causando problemas. Outra vezes a mensagem pode ser mal interpretada e distorcida pelo seu receptor, ou até mesmo interrompida, sem a captação de sua totalidade. Tais problemas podem estar atrelados ao emissor, ao receptor, ao canal, ao contexto; enfim, pode acontecer em todas as instâncias do processo. Dessa forma, cabe prestar atenção nesses elementos, evitando falhas. Por exemplo, se há resistência no receptor em relação ao emissor ou à mensagem, esta certamente será distorcida ou mal recebida. Da mesma maneira, os variados pos de preconceito atrapalham o processo, assim como uma postura defensiva, distrações e inibição são elementos que podem gerar comunicação com problemas. 4.9 Como evitar barreiras na comunicação Evidentemente não há como prevenir todos os pos de barreiras na comunicação, mas há como minimizá-los. A primeira maneira de fazer isso é estar atento ao processo, verificar as possibilidades ou não de entendimento, isto é, es buscar realizar a comunicação sempre da melhor maneira possível. Isso se dá, por exemplo, com a u lização da uma linguagem apropriada e direta, buscando com ela ministrar as informações de forma clara, completa e es mulante. Para que isso se realize de maneira mais eficaz, a u lização de canais diferenciados é interessante, tais como exemplos ilustra vos, imagens, sons, e outros elementos que chamem a atenção. Da mesma maneira, ter uma escuta a va amplia o processo comunica vo. Muitas vezes as pessoas falam sem ouvir o que outro está dizendo; ao prestar atenção, nós estamos colando- nos no lugar do outro e ajudando o processo comunica vo. Além de criar uma relação empá ca entre os seus par cipantes. TEMA 5 – TRABALHO EM EQUIPE A comunicação é a melhor ferramenta para que os trabalhos em equipes sejam melhores, seja em casa, seja no ambiente educacional ou no trabalho. Seu bom uso une o grupo, agrega valor ao trabalho de cada um, cria uma relação de segurança e ajuda na busca de soluções para os problemas. Não há necessidade, no entanto, de elencar as dificuldades que a falta de comunicação ou sua falha resultam no trabalho cole vo, ele é evidente e comum durante os procedimentos de troca. 5.5 Organização do trabalho em grupo O passo mais importante em um trabalho em grupo é esclarecer o obje vo desse trabalho e tempo de sua execução. Em seguida, deve-se fazer a pesquisa sobre seu possível desenvolvimento, entender as habilidades de cada componente do grupo e executar a divisão de tarefas. Tudo muito simples, fácil e rápido... desde que haja entendimentode todos acerca de tais passos. É importante determinar um líder ou vários líderes para diferentes tarefas; ao passar a responsabilidade para alguém, este se sente importante no grupo e realiza sua a vidade de maneira mais prazerosa. Sempre deve-se tomar muito cuidado com as relações interpessoais, e discu r em grupo como lidar uns com os outros traz bons resultados. Uma dica é realizar momentos de avaliação dos processos, no qual cada elemento da equipe expõe suas opiniões sobre o andamento dos trabalhos. Isso com respeito e hones dade. Cri car uma ideia não é cri car uma pessoa – isso deve ser o norte das relações. União e produ vidade A ideia do trabalho em grupos é que haja troca entre os elementos na busca de um resultado melhor. O convívio com pessoas que pensam de maneira diferente agrega valor ao resultado desde que haja troca, respeito e parceria entre elas. Assim, o exercício de se trabalhar com o outro é uma busca constante de crescimento, aprendizagem e principalmente a superação das barreiras de comunicação; especialmente porque são poucas as pessoas que trabalham sozinhas. Assim, a comunicação no trabalho em equipe exige paciência, tolerância e respeito com os espaços, as ideias e as dificuldades dos outros e de nós mesmos. NA PRÁTICA Este exercício é muito interessante. Você vai preparar uma palestra para uma pessoa muito importante, para você mesmo. Isso, você vai se apresentar, exibir um projeto, defendê-lo e aprová-lo, ou não, para você mesmo. Escolha uma situação muito formal, elabore uma fala interessante, arrume o cenário, determine um tempo mínimo e máximo e apresente oralmente as suas ideias, gravando esse momento. Refaça quantas vezes você achar necessário, e depois de sua aprovação peça a um ou mais amigos para assis r e avaliar rigorosamente seu desempenho. Se as crí cas forem muito severas, marque uma reunião com você mesmo e arrume os pontos frágeis até ficar sa sfeito com o resultado. Com esse exercício você vai treinar apresentações orais e estará mais preparado quando precisar realizá-las. FINALIZANDO Estudamos nesta aula a ap dão prá ca e teórica de u lização das técnicas de expressão oral; para isso vemos como foco a é ca, a apresentação oral em público, como conduzir reuniões e trabalhar em equipe. A intenção desta aula não é esgotar tais tópicos, pelo contrário, a ideia é apontar para novos caminhos que sejam buscados e traçados por você a fim de exercitar e aprimorar o uso da palavra. Desejamos muitas novas boas leituras e bons estudos. Questão 1/22 - Comunicação e Linguagem Para aqueles que tem pets há uma serie de produtos no mercado que ajudam a cuidar dos animaizinhos. Produtos que ajudam no tratamento dos pelos, e que os mantem saudaveis. Porém, so produtos de hidratação não são suficientes para manter os pelos dos animais saudaveis. Nesse sen do, a alimentação é fundamental. Os veterinários creem que, alimentação saudavel, sprays para os pelos e carinho são tudo que o seu animal precisa. (STROGENSKI, 2019). Ao se ler o texto acima, verifica-se que algumas palavras foram adequadamente acentuadas e outras não. Com base no que foi visto no livro base, sobre acentuação das palavras, marque a alterna va em que se apresentam as palavras que deveriam ter sido acentuadas corretamente: A Pêlos, só, suficiêntes, saudáveis. B Pára, pêlos, saudáveis, crêem. C Série, só, mantêr, saudável. D Série, mantêm, saudáveis, só. E Série, pêlos, só, creem. Questão 2/22 - Comunicação e Linguagem A diferença entre tema e tulo é frequente. Enquanto o tema compreende o assunto proposto para discussão, o tulo sinte za o conteúdo discu do. Referência: VALLE, Maria L. Elias. Não erre mais: língua portuguesa nas empresas. Curi ba: InterSaberes, 2013, capítulo 3. De acordo com as orientações do livro base, o tulo preferivelmente deve ser dado em que momento? A Antes da elaboração do texto. B Durante a elaboração do texto. C Após a elaboração do texto. D Juntamente com o tema. E Ao mesmo tempo da elaboração do texto. Questão 3/10 - Comunicação e Linguagem “É preciso ter sempre em mente que a argumentação é o corpo do texto. É por meio dela que apresentamos nosso ponto de vista, cujo propósito é convencer alguém a mudar de opinião ou alterar um comportamento”. Fonte: VALLE, Maria Lúcia Elias. Não erre mais: língua portuguesa nas empresas. Curi ba: Intersaberes, 2013, CAPÍTULO 3. Tendo como base a contextualização acima, e os conteúdos da disciplina, examine as asser vas abaixo, e assinale a alterna va que faz a análise correta: I – Para dar credibilidade ao argumento proposto podemos citar pessoas de pres gio, conhecedoras do assunto. Esse é um modelo de argumentação conhecido como argumentação por citação de autoridade. II – O modelo de argumentação por comprovação é usado quando o autor do texto sustenta a sua argumentação por meio da apresentação de dados, esta s cas e percentuais. III – Exemplos não podem ser usados como recurso para argumentação. Pois o leitor não sabe se eles são verdadeiros ou não. IV – Quando usamos relações de causa (os mo vos, porquês) e de consequência (os efeitos), estamos u lizando um modelo de argumentação conhecido como argumentação por causa e consequência. A Apenas as asser vas I, III e IV estão corretas B Apenas as asser vas I e III estão corretas C Apenas as asser vas I, II e IV estão corretas D Apenas as asser vas III e IV estão corretas E Apenas as asser vas I, II e III estão corretas Questão 4/22 - Comunicação e Linguagem Leia o excerto de texto abaixo: “Certo dia uma caneta começou a suspirar por todos os cantos: - Que dia chato! Não tenho o que fazer. - Ei por que não escreve em mim? - Quem disse isso? – perguntou a caneta para a voz que escutara. - Eu o papel. - Hahaha! Papel não fala! - Muito menos caneta. - Claro de que falo. É por mim que as pessoas falam. Sou bem mais importante que você. CESAR, Caio. A Caneta e o Papel. Disponível em: h p://escritorcaio.blogspot.com/2011/03/caneta-e-o-papel-apologo.html, acessado em 29/09/2019. Tomando por base o livro da disciplina, sabe-se que o excerto de texto acima é um exemplo de apólogo. Marque a única alterna va em que se apresenta o correto conceito de apólogo: A É um texto no qual os objetos são personificações de valores e comportamentos humanos. B É um po de texto voltado ao co diano humano, sendo um retrato verbal par cular dos acontecimentos e das relações humanas. crônica C Trata-se de um gênero textual marcado pela narra va curta, escrita em prosa e de menor complexidade em relação aos romances. conto D É um po de texto na qual se apresenta uma história que picamente apresenta personagens fantás cos do folclore, com seres extraordinários. E É um po de estrutura literária de forma fixa, composta por personagens imaginários, geralmente com uma mensagem moralizante, pela qual se passam valores relacionados a algum credo religioso. Questão 5/22 - Comunicação e Linguagem O emprego das letras em nosso idioma não é tarefa fácil. Muitas vezes é necessário buscar no dicionário a grafia correta das palavras, pois o mesmo som pode ser representado por mais de uma letra. Exemplo: Casa / Azar. Referência: VALLE, Maria L. Elias. Não erre mais: língua portuguesa nas empresas. Curi ba: InterSaberes, 2013, capítulo 4. De acordo com as orientações do livro base da disciplina, assinale a alterna va em que todas as lacunas devem ser preenchidas com "s": A atrá(s_), e(s_)tender, e(_) nção B pau(s_)a, marque(_s)a, ca(_s)ebre. C talve(z), descan(s_)ar, excur (_s) ão. D e(x_)terminar, despreten(s_)ão, an(s_)iar. E Mudan(_ç)a, talve(_z), atrá(_s) Questão 6/22 - Comunicação e Linguagem Segundo a nova regulamentação, houve mudança na grafia de palavras, principalmente as iniciadas por prefixos e falsos prefixos. A formação por prefixação é aquela em que ocorre a anteposição de um prefixo a uma palavra autônoma. Os prefixos são elementosmínimos de significação, isto é, eles apresentam um sen do que só se realiza plenamente após a união com uma palavra significa va. As novas regras se referem a falsos prefixos. Na verdade, eles são palavras significa vas, que aparecem na formação de compostos, mas que se submetem às mesmas regras estabelecidas para os prefixos. Referência: VALLE, Maria L. Elias. Não erre mais: língua portuguesa nas empresas. Curi ba: InterSaberes, 2013, capítulo 1. Usa-se o hífen quando o prefixo ou falso prefixo terminar pela mesma vogal que inicia a palavra seguinte. Diante disso, assinale a alterna va que contém a palavra correta em relação a nova regra ortográfica. A contra-senso B sobre-saia C arqui-rival D infra-renal E semi-internato Questão 7/22 - Comunicação e Linguagem A carta comercial é um po de comunicação impressa, acondicionada em envelope e endereçada a uma ou mais pessoas. Ela é um documento u lizado pelo comércio, pela indústria, por bancos, empresas prestadoras de serviços, profissionais liberais e entre pessoas sicas e jurídicas que têm interesses em comum. Referência: VALLE, Maria L. Elias. Não erre mais: língua portuguesa nas empresas. Curi ba: InterSaberes, 2013, capítulo 4. Assinale a alterna va que está correta em relação a como se elaborar uma carta comercial: A A carta comercial pode ser enviada tanto por empresas privadas como públicas. B A abreviatura de atenção nesse po de comunicação é A . C A forma respeitosamente é usada quando o des natário é subordinado do remetente. D Não se usa mais colocar o endereço do des natário logo após a sua designação. E A carta comercial pode ser enviada somente para as empresas públicas. Questão 8/22 - Comunicação e Linguagem A sílaba é um grupo de fonemas que são pronunciados num só impulso de voz. O centro da sílaba é, obrigatoriamente, uma vogal, à qual se agregam, ou não, semivogais ou consoantes. Na palavra amizade, por exemplo, há quatro sílabas: a-mi-za-de. Observe que isso ocorre porque há quatro vogais. Referência: VALLE, Maria L. Elias. Não erre mais: língua portuguesa nas empresas. Curi ba: InterSaberes, 2013, capítulo 1. Das palavras a seguir, todas apresentam hiato; assinale a única que deve ser acentuada. A Rainha B Raul C Feiura D Egoista E Tainha Questão 9/22 - Comunicação e Linguagem Segundo o livro Não Erre Mais, da sua disciplina, um dos chamados vício de linguagem é o chamado Gerundismo. Para a autora, a rejeição ao gerúndio se concentra na construção em que a forma gerundial vem antecedida pela dupla vou estar/vamos estar. Referência: VALLE, Maria Lúcia Elias. Não Erre Mais: língua portuguesa nas empresas. Curi ba: Intersaberes, 2013. Se o Gerundismo tem sido um problema na língua, sendo considerado um vício de linguagem, o uso do gerúndio, porém, é comum, pois ele informa uma ação que está acontecendo. Pensando sobre o gerúndio, especificamente, marque a alterna va em que se apresentam verbos no gerúndio, sem gerundismo: A Ele vai estar apagando o quadro quando o professor chegar e lhe chamar a atenção. B Ele ia estar apagando o quadro se o professor não vesse chegado e lhe chamado a atenção. C Ele estava apagando o quadro quando o professor chegou e lhe chamou a atenção. D Ele apagava o quadro quando o professor chegou e lhe chamou a atenção. E Ele apagou o quadro quando o professor chegou e lhe chamou a atenção. Questão 10/22 - Comunicação e Linguagem De acordo com o livro base, a conclusão é o encerramento de todo o texto, e não apenas do úl mo argumento. Ela nunca pode apresentar informações novas e enquanto houver argumentos em discussão, não a inicie. Necessário terminar a redação com ideias consistentes e a conclusão deve estar de acordo com o encaminhamento que você deu a seu texto. Referência: VALLE, Maria L. Elias. Não erre mais: língua portuguesa nas empresas. Curi ba: InterSaberes, 2013, capítulo 3. Existem algumas possibilidades de conclusão de um texto, portanto escolha a alterna va abaixo que corresponde ao seguinte conceito: “Trata-se de, com base em questões levantadas na argumentação, apresentar uma proposta ou sugestão de soluções para os problemas discu dos”. A Conclusão com a apresentação de perspec va (s) de solução. B Conclusão com o uso de uma interrogação. C Conclusão por retomada da tese. D Conclusão por citação de autoridade. E Conclusão por comprovação. Questão 11/22 - Comunicação e Linguagem Segundo o livro Não Erre Mais, de Maria Lucia Elias Valle, a carta comercial é um po de comunicação impressa, acondicionada em envelope e endereçada a uma ou mais pessoas. Na correspondência empresarial, é um documento u lizado pelo comércio, pela indústria, por bancos, empresas prestadoras de serviços, profissionais liberais e, ainda, entre pessoas sicas e jurídicas que têm interesses em comum. Referência: VALLE, Maria Lúcia Elias. Não Erre Mais: língua portuguesa nas empresas. Curi ba: Intersaberes, 2013. Entendeu-se, nos estudos realizados pelo livro, que as cartas e os o cios são pos diferentes de correspondências. Marque a alterna va em que se diferencia cartas e o cios de forma correta. A A carta está para as empresas privadas assim como os o cios estão para o serviço público. B As cartas comerciais são diferentes dos o cios porque os o cios podem ser emi dos tanto por órgãos do governo quanto por empresas privadas, enquanto que as cartas só podem ser emi das por empresas privadas. C Os o cios são diferentes das cartas em relação à linguagem e à estrutura do corpo do documento, pois o cios têm introdução, desenvolvimento e conclusão, enquanto as cartas não. D Os o cios diferenciam-se das cartas em relação à linguagem, pois os o cios exigem a assinatura do remetente, bem como o seu cargo, o que não acontece nas cartas. E As cartas são diferentes dos o cios porque nas cartas é preciso se colocar o endereço do des natário, para, dessa forma, se manter um controle na hora de arquivá-las, e nos o cios isso é opcional. Questão 12/22 - Comunicação e Linguagem O texto abaixo refere-se a gestão de projetos, nas organizações: Outro aspecto fundamental está nos monitoramentos feitos pelos gestores dos projetos. Afinal, a presença desses colaboradores faz toda a diferença nos resultados, na medida em que garante a correção e/ou prevenção de falhas ou inequações técnicas durante todo o ciclo de vida do projeto. Dessa forma, tenha a certeza de que os trabalhos estão sendo diariamente monitorados, com avaliações precisas sobre custos, prazos e rendimentos das equipes. Assim, por meio de relatórios gerenciais, a iden ficação de gargalos e erros consegue ser realizada a tempo, sem influenciar nega vamente os faturamentos das empresas. Toccato Tecnologia. Qual a importância da bora gestão de projetos e como alcançá-la. Disponível em: h ps://blog.toccato.com.br/qual-a-importancia-da-boa-gestao-de-projetos-e- como-alcanca-la/, acessaso em 23/08/2019. Todo profissional hoje, nas organizações, precisa ter domínio da redação de relatórios, pois eles são pedidos com frequência nas diversas a vidades organizacionais. Pensando nisso, marque a alterna va em que se explica, corretamente, o que é um relatório: A É um texto cujo obje vo é expor as ocorrências ou execução de um trabalho na Administração Pública ou privada. B É a forma que as organizações encontraram de monitorar suas a vidades de forma precisa e eficiente, para futuras tomadas de decisão. C É a redação do registro de uma reunião organizacional, normalmente a realizada por equipes de trabalho ou pela diretoria da empresa. D É a organização e planejamento de uma a vidade, de curta ou longa duração, com obje vos bem definidos, prazo de finalização e custos previstos. E É um documento redigido em parágrafo único, no qual não pode haver abreviaturas ou erros, e que visa registrar tudo o que se decidiu em uma reunião. Questão 13/22 - Comunicação e Linguagem Leia o diálogo hipoté co, explicitado abaixo: Professora, não entendi o (______) da sua decisão. O que você nãoentendeu? (_______) você vai fazer uma prova surpresa? Você quer saber o (______)? Sim, eu tenho este direito, não é? Sim. Vou fazer (_______) preciso saber o quanto vocês aprenderam do assunto até agora. Conforme visto nos estudos realizados na disciplina, há regras sobre o uso dos porquês. Marque, entre as alterna vas abaixo, aquela em que a sequência preenche de forma correta as lacunas acima: A Porquê, por que, por quê, porque. B Porque, porque, por que, por que. C Por que, por quê, por que, porque. D Porquê, porquê, porque, porque. E Por que, por que, porque, porque. Questão 14/22 - Comunicação e Linguagem Eu, minha mãe, meu pai, minha irmã, Su, e meu cachorro, Dogman, fomos fazer camping. Meu pai decidiu fazer camping este ano porque disse que estava na hora de a gente conhecer a natureza de perto, já que eu, a minha irmã e o meu cachorro nascemos em apartamento, e, até cinco anos de idade, sempre que via um passarinho numa árvore, eu gritava “aquele fugiu!” (...) eu acho que meu pai decidiu fazer camping depois que viu os preços dos hotéis, apesar da minha mãe avisar que, na primeira vez que aparecesse uma cobra, ela voltaria para casa correndo (...) Na estrada nha tanto buraco que o carro quase quebrou, e nós atrasamos, e quando chegamos no lugar do camping já era noite, e o meu pai disse “este parece ser um bom lugar, com bastante grama e perto da água”, e decidimos deixar para armar a barraca no dia seguinte e dormir dentro do carro mesmo; (...) Porém, no dia seguinte nha a cara feia de um homem nos espiando pela janela, porque nós nhamos estacionado o carro no quintal da casa dele, e a água que o meu pai viu era a piscina dele e vemos que sair correndo. Leia mais: VERIÍSSIMO, Luis Fernando. Minhas Férias. Disponível em: h ps://www.tudonalingua.com/news/cronicas-de-humor-de-luis-fernando-verissimo/, acessado em 15/08/2019. (ADAPTADO) Há no texto algumas palavras marcadas, cuja função é o de servir como elementos de coesão. Marque, entre as alterna vas abaixo, aquela em que se apresenta a subs tuição de uma das conjunções do texto de forma correta, ou seja, sem prejuízo de sen do e significado: A Logo disse que estava na hora... B Portanto, minha mãe avisou que... C Embora minha mãe tenha avisado que... D Outros sim no dia seguinte nha... E Porque, no dia seguinte. Questão 15/22 - Comunicação e Linguagem Memorando é um documento que “lembra” as pessoas da empresa de determinados acontecimentos. Ele é usado em situações específicas. De acordo com o livro base a palavra memorando resulta de uma adaptação do termo la no memorandum, cujo significado é "o que deve ser lembrado". Referência: VALLE, Maria L. Elias. Não erre mais: língua portuguesa nas empresas. Curi ba: InterSaberes, 2013, capítulo 4, adaptado. Sendo assim, leia os itens a seguir e assinale a alterna va correta: Os memorandos devem ser u lizados quando: I. As várias seções e departamentos de uma empresa ou de um órgão público trocarem informações. II. As filias de uma empresa ou agências trocam informações com a matriz. III. Os órgãos públicos e governamentais comunicam-se entre si. A Os itens I, II e III estão corretos. B Apenas os itens I e II estão corretos. C Apenas os itens I e III estão corretos. D Apenas os itens II e III estão corretos. E Apenas o item I está correto. Questão 16/22 - Comunicação e Linguagem O texto abaixo é manchete de um jornal de grande circulação de Curi ba: Sem laxantes: conheça alimentos que soltam intes no. Quase metade da população sofre com sintomas da má digestão e cerca de 30%, em especial mulheres, tem problemas com a cons pação. BAUER, Julliana. Sem laxantes: conheça alimentos que soltam o intes no. In.: GAZETA DO POVO. Ano 101, nº 32.003, edição semanal 24 a 30 de agosto de 2019, p. 24 Aprendeu-se no livro da disciplina a diferença entre os usos de Acerca de, há cerca de, a cerca de. Marque a única alterna va em que se faz o uso correto de uma das expressões: A Falamos acerca do tema por algumas horas, enquanto tomávamos café. B Discu mos há cerca de uma melhor opção de entrega dos produtos aos consumidores. C Sentei-me há cerca de uns 2 metros de distância, de tanto medo que eu nha de me aproximar dela. D A cerca de 30 anos conheci meu marido e ainda o amo da mesma forma que o amei quando o conheci. E A cerca de três meses, entreguei o trabalho solicitado e ainda não ob ve retorno ou avaliação sobre ele. Questão 17/22 - Comunicação e Linguagem Quantas reuniões eu tenho hoje? Você acha que esta frase parte da sua ro na? Pois bem, não adianta menosprezá-las. As reuniões fazem parte do nosso dia a dia e são essenciais para estabelecermos uma comunicação com a equipe e clientes. Quando são bem executadas por todos par cipantes, elas se tornam uma ferramenta importante para o bom andamento dos projetos e na resolução de problemas de forma cole va, além de trazerem vantagens valiosas aos profissionais, por meio de um ambiente ideal para a troca de ideias e sugestões sobre um determinado assunto, abrindo espaço para que todos os par cipantes possam contribuir com opiniões e sugestões. ESTEVES, Sofia. Como tornar reuniões de trabalho mais produ vas. In.: EXAME, Disponível em h ps://exame.abril.com.br/carreira/como-tornar-reunioes-de-trabalho-mais-produ vas/, acessado em 23/08/2019. As reuniões fazem parte do co diano de qualquer empresa hoje. Para muitas delas, faz-se importante o registro das decisões tomadas que se basearam em uma pauta preestabelecida. Esse registro é feito por meio de: A Uma carta, pela qual são registradas as decisões que serão enviadas ao alto escalão da empresa, que precisa estar atualizado das decisões para conseguir novas informações. B Um o cio, pois é preciso que se envie os resultados de uma reunião às filiais da empresa, bem como aos demais funcionários para que tenham ciências das decisões tomadas. C Uma ata, pois a ata é o documento que tem por obje vo relatar as ocorrências verificadas em uma reunião, com o registro das ideias mais importantes discu das no evento. D Um relatório, pois, por meio do relatório é que se expõem as ocorrências da reunião, cujos resultados serão demonstrados, com frequência, por meio de gráficos, tabelas, mapas ou infogramas. E Um memorando, pois as reuniões costumam acontecer em órgãos públicos ou autarquias, razão pela qual seus registros são feitos por meio de memorandos, que são enviados à Administração Pública para ciência. Questão 18/22 - Comunicação e Linguagem A pontuação está a serviço da compreensão e, para isso, vale-se de sinais gráficos que devem ser u lizados de acordo com a estrutura interna do enunciado. Apresentou-se na disciplina as principais regras que norteiam o uso adequado da pontuação de textos em relação ao ponto; virgula; ponto e vírgula; dois pontos; re cências; travessão; aspas; e parênteses. Referência: VALLE, Maria L. Elias. Não erre mais: língua portuguesa nas empresas. Curi ba: InterSaberes, 2013, capítulo 5. Considerando os estudos feitos na disciplina, assinale a alterna va correta em relação ao emprego adequado do sinal gráfico vírgula: A A semana da Arte Moderna, ocorreu em São Paulo, entre 13 a 19 de fevereiro de 1922. B Dr. Clóvis deixei em sua mesa todos os recados anotados. C Sejam bem-vindos senhores palestrantes. D Satélite da Terra, a Lua não é mais dos namorados. E Ul mamente tudo parece andar mais rápido. Questão 19/22 - Comunicação e Linguagem O texto abaixo foi re rado do seu livro de estudos Não Erre Mais: Em se tratando de verbos, a regência determina a presença ou não da preposição entre os termos. Referência: VALLE, Maria Lúcia Elias. Não Erre Mais: língua portuguesa nas empresas. Curi ba: Intersaberes, 2013. Pensando sobre o que se aprendeu no livro da disciplina, sobre regência verbal, marque a única alterna va em que a regência verbal foi feita corretamente: A Ela obedeceu o pai sem reclamar. B Marcos namora com a Marcia há uns seis anos. C Esses sen mentos implicam reaçõesmuitos intensas em mim. D Este ponto de vista implica em problemas para a minha pesquisa. E Assis o filme em prantos, pois estava muito sensível e o filme era muito triste. Questão 20/22 - Comunicação e Linguagem Ata é um documento que tem por finalidade relatar as ocorrências verificadas em uma reunião, uma assembleia, um congresso, uma convenção, tanto na administração pública quanto no par cular. Referência: VALLE, Maria L. Elias. Não erre mais: língua portuguesa nas empresas. Curi ba: InterSaberes, 2013, capítulo 6. Quanto à elaboração de uma ata analise as asser vas abaixo: I. Em caso de omissão ou erro, emprega-se a palavra “digo” seguida da forma correta. II. Se a falha só for percebida depois de a ata ter sido redigida, emprega-se a expressão “em tempo”. III. É permi do o uso de abreviaturas em atas. IV. A ata deve ser lavrada em livro próprio. Assinale a alterna va correta em relação à elaboração de uma ata: A Somente a afirmação III está correta. B Estão corretas apenas as afirmações I, II e IV. C Estão corretas apenas as afirmações I e IV. D Estão corretas apenas as afirmações II e III. E Estão corretas apenas as afirmações I e III. Questão 21/22 - Comunicação e Linguagem “Os desenhos ruprestes foram a principal forma de o homem pré-histórico exteriorizar o que sen a e o que via à sua volta. Muitos milênios se passaram até que essa forma rudimentar de comunicação fosse subs tuída pela linguagem verbal oral. ” Fonte: VALLE, Maria Lúcia Elias. Não erre mais: língua portuguesa nas empresas. Curi ba: Intersaberes, 2013, CAPÍTULO 1, pp. 23-24, adaptado Tendo como referência a contextualização acima, e o conteúdo da disciplina, responda o que é linguagem verbal oral? A É a capacidade de expressão por meio de desenhos B É a capacidade de se comunicar através do uso da fumaça C É o uso das cores para comunicar-se com alguém D É a capacidade de expressão por meio da fala (sons significa vos) E É o uso de desenhos e fumaça para comunicar-se com outra pessoa. Questão 22/22 - Comunicação e Linguagem “Na construção de um texto, usamos mecanismos para permi r ao interlocutor a compreensão do que ele lê ou ouve. Esses mecanismos linguís cos, que estabelecem a conec vidade e a retomada do que foi escrito/dito, são recursos de coesão textual e são fundamentais para que haja coerência”. Fonte: VALLE, Maria Lúcia Elias. Não erre mais: língua portuguesa nas empresas. Curi ba: Intersaberes, 2013, CAPÍTULO 2, p. 88, adaptado. Tendo como referência a contextualização acima, e o conteúdo da disciplina, assinale a alterna va que traz a definição de conjunção? A Conjunção é a palavra que tem a função de unir dois elementos linguís cos da mesma classe grama cal. B Conjunção é aquele que sofre ou pra ca uma ação em uma determinada oração. C A palavra que se refere a um nome é classificada na língua portuguesa como conjunção. D Conjunção é um po de comunicação feito apenas pela fala. E Conjunção é o gênero literário que usamos quanto pretendemos fazer uma exposição oral de um conteúdo cien fico e/ou filosófico.