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RESUMO DO PROBLEMA METAFÍSICO Tá Meta Tá Physiká – Aistóteles escreveu 13 rolos que posteriormente foram chamados de Metafísica, pois o nome que ele mesmo atribui foi Filosofia Primeira. Pode também ser chamado de Ontologia, a filosofia do Ser, o que foi proposto por C. Wolf e depois por Leibnitz. Ao morrer Aristóteles deixou a sua biblioteca com Teofrasto, este ao morrer deixou para Neleu, este foi para Tróade e lá esconderam essas obras até o ano 100 a.C., quando Apelicone descobriu e a levou os escritos para Atenas. Em 86 a.C. os escritos foram levados a Roma onde ficaram nas mãos de Andrônico de Rodes que dividiu a obra em: · Obras Lógicas · Físicas · Metafísicas · Morais · Poética. Os livros metafísicos, ou seja, aqueles que vêm depois da física, tratavam da realidade, qualidade, perfeições, seres, que não se encontram ou não restringem ao mundo físico, mas vão além, ou seja, são metafísicos. Então se tornou a parte da filosofia que se ocupa das causas últimas, dos princípios supremos constitutivos das coisas. · A metafísica é a ciência que estuda o ser enquanto ser e as propriedades que o acompanham necessariamente, segundo Aristóteles. · Ciência dos princípios primeiros da natureza e da moral, segundo Kant. · Imersão da própria existência nas possibilidades fundamentais do ser considerado em sua totalidade, segundo Heidegger. · Reflexão sobre os princípios primeiros, Gilson. Seu objeto é o Ser, que é invisível, intocável e não está na realidade corporal, seu objetivo é descobrir as razões supremas do real e a sua constituição. O ‘’Eu’’ está na Metafísica, o Ser não aparece, o que aparece são os fenômenos, não o que a coisa é. O ser está metafisicamente, escondido dentro da aparência como uma membrana, substância, ‘’está por baixo.’’ · Os céticos, em virtude de sua desconfiança nas capacidades cognoscitivas do homem – Não há verdade e negam o conhecimento humano. · Os empiristas, em virtude da redução que fazem da consciência humana à experiência sensitiva – Não é possível porque tudo passa pelos sentidos. · Também pelos positivistas, materialistas e marxistas, em virtude da redução de toda realidade à ordem material. · Os analistas da linguagem, em razão da razão da redução que fazem de todos os problemas a meros problemas linguísticos. Mas nenhuma dessas razões conseguem negar a metafísica. Muitos termos discutidos na metafísica são: Realidade – Origem – Natureza – Ser – Devir. São Tomás de Aquino – A alma superior cumpre a função de uma alma inferior enquanto para Aristóteles elas iam se somando. Pode ser um ‘’Ser’’ literário e imaginário, virtual, mas o ente existe realmente, enquanto os outros seres não possuem consistência ontológica. O objeto formal da metafísica é o ser enquanto ser, estuda o ser em geral a sua qualidade. O ente material é apenas o ponto de partida para o estudo metafísico. Númeno – essência – substância – Metafísica – Ser de si Fenômeno – aparência – acidente – ciências físicas – Ser de outro A metafísica começa no ente material, passa pelo ser e depois chega em Deus como ponto final, enquanto a teologia parte de Deus, da revelação. A essência do ser humano é a sua humanidade que inclui as naturezas. O ser do ente constitui o objeto formal – há algo em comum entre o átomo e nós, isso é o Ser. A metafísica não possui objeto material. O método da metafísica é escolher um ente e descobrir o ser dele – O que o ente tem para ser ‘’Ser’’ / O que constitui o ente, suas características: · Nós somos entes e esse ente é um ser – Ser do nosso ente é humano e o humano é caracterizado pelas 4 naturezas. O ser nos faz existir nesse momento, é a essência de todas as coisas. Deus concede o ser a tudo. Estamos ligados continuamente a Deus, Ele sustenta todo Ser, todo existir, a existência não é dada do Ser do ente, mas é dada por Deus. Método Fenomenológico – tenta chegar ao ser pelos fenômenos – Blondel, Husserl, Heidegger, Edith Stein. Método Dedutivo – parte do geral para o particular, é redutivo (filosofia) – Platão, Plotino, St Agostinho, Avicenas, Descartes, Kant, Leibnitz, é o método que aceita o conhecimento humano a priori, ou seja, anterior ao estudo. Método Indutivo – parte do particular para o geral, é progressivo (ciência) – Aristóteles, St Tomás, St Alberto Magno. Para Mondin, uma metafísica fecunda deve empregar os três métodos. O fenomenológico e o indutivo servem para assegurar uma base sólida e concreta, enquanto o dedutivo vai ao encontro de uma exigência da metafísica de oferecer uma visão sistemática do real. Visão Histórica A metafísica fornece uma explicação conclusiva dos fenômenos que experimentamos, descobrindo a causa suprema e a razão última do ser. No tempo dos filósofos jônicos a metafísica ainda era cosmologia. Com Parmênides, ela se torna uma realidade, pois ele é o primeiro a falar de ser. O Ser é e o não ser não é. Platão aprofunda a pesquisa do ser diferenciando aquilo que realmente é, as Ideias e o que somente é a aparente, o mundo, as Sombras. Para Aristóteles esse estudo acontece por meio das quatro causas: · Material- feito de que · Formal – forma, como a matéria se organiza · Eficiente – quem fez · Final – para que serve, porque foi feito Refuta a teoria do mundo das Ideias, pois a essência das coisas não está fora das coisas, mas nelas mesmas. Apresenta a necessidade de uma realidade espiritual, Deus. Não é causa eficiente do mundo, mas como o seu fim último: Deus é o movente supremo, determina a evolução do mundo, atrai tudo para si. O estudo do ser dos entes finitos e contingentes leva Platão, Aristóteles e os Padres da Igreja a postular a existência de um Ser infinito, absoluto e necessário. Para os estoicos é o Logos – para os neoplatônicos, o Uno – para os padres escolásticos, Deus – para Spinoza é a Natureza – para Leibnitz é a Mônada suprema. A filosofia cristã com St Agostinho e St Tomás dá um notável passo a questão sobre as relações decorrentes entre os entes finitos e o Ser subsistente, todos os entes devem a sua realidade ao Ser subsistente – todas as coisas que existem são sustentadas, o Ser Absoluto mantém com o ato criador (tomismo). Para Descartes o Eu, Deus e o Mundo são objetos da metafísica. Descartes, Spinoza, Pascal, Malebranche, Leibnitz, Vico e Locke consideram válido o conhecimento da razão humana e se valem dela para resolver o problema do fundamento último da realidade. Spinoza dá uma solução inovadora de um deus imanente, ou seja, uma filosofia panteísta, para ele o plano material e espiritual estão conjugados e são faces da mesma Substãncia. Kant não destruiu a metafísica, mas disse que era necessário um conhecimento direto para chegar ao objeto metafísico, uma intuição, uma visão imediata, uma razão prática, a priori. B. Pascal – O homem é razão¹ e coração². Para Kant a razão é a razão pura¹ e o coração razão prática², ou seja, a posteriori¹ e a priori². Analíticos - B. Russell, uma filosofia lógica/matemática que analisa formalmente Neopositivistas – lógico rejeita toda metafísica Primeira fase de Wittgenstein – metafísica é algo inefável, não pode falar e nomear então ela é inválida Segunda Fase de Wittgenstein – aceita a metafísica. Conhecimento é a interação entre o sujeito e o objeto. Hierarquia dos juízos – Uma proposição só é considerada se passa por isso.P Ax As J Af H 1. Hipóteses 2. Afirmação 3. Juízo fundamental 4. Asserção – afirmação categórica, dogma filosófico. 5. Axioma 6. Princípios