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Curso AVASUS A reação das pessoas que presenciam uma parada cardiorrespiratória, na maioria das vezes, é de perplexidade. Uma boa parte delas tenta colocar a vítima num automóvel para buscar socorro. Errado! Segundo os especialistas, essa é a pior medida que poderemos tomar, porque provavelmente transportaremos um cadáver, tendo em vista que, dentro de cinco minutos, 50% das pessoas em parada cardiorrespiratória irão apresentar sequelas irreversíveis ou inclusive a morte encefálica. PRINCIPAIS CONCEITOS Suporte Básico de Vida: Conjunto de medidas utilizadas no atendimento a uma vítima em parada cardiorrespiratória, visando à manutenção dos seus sinais vitais, além de evitar o agravamento das lesões existentes, até que uma equipe especializada chegue para transportá-la ao hospital e oferecer um tratamento definitivo; • A única chance de sobrevivência da vítima está vinculada à identificação precoce desse evento e à intervenção rápida e eficaz a fim de possibilitar o retorno espontâneo da ventilação e da circulação, com o mínimo de sequelas. Ressuscitação ou reanimação? A tendência atual é de se utilizar o termo reanimação nos casos de parada cardiorrespiratória, em lugar de ressuscitação, provavelmente pela conotação religiosa que nos traz à mente o milagre da ressurreição, ou seja, a volta à vida de quem já se encontrava definitivamente morto. Apesar disso, até o presente, o termo ressuscitação é o mais utilizado nas bases de pesquisa e nas publicações científicas. Parada cardiorrespiratória (PCR): • Cessação abrupta das funções cardíacas, respiratória e cerebral, comprovada pela ausência de pulso central (carotídeo e femoral), perda da consciência devido à diminuição da circulação cerebral e de movimentos respiratórios; • Essa condição caracteriza a morte súbita que ocorre logo após o aparecimento dos sintomas ou após o período de uma hora; • Representa uma emergência extrema, pois pode resultar em lesão cerebral irreversível e morte, caso as medidas adequadas para reestabelecimento do fluxo sanguíneo e respiratório não sejam tomadas; • Causas da parada cardiorrespiratória: o Choques circulatórios ou alterações na estrutura do coração; o Estresse físico ao extremo; o Traumas; o Doenças das artérias coronárias; o Disfunções hereditárias da atividade cardíaca. • Dos fatores citados, as doenças isquêmicas do coração, principalmente, o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) são as responsáveis por 80% dos episódios de morte súbita; o Os fatores de risco para IAM são: colesterol alto, obesidade, tabagismo, sedentarismo, hipertensão e consumo excessivo de sódio. • O sucesso na ressuscitação cardiopulmonar fora do ambiente hospitalar está associado ao tempo entre o colapso e o início do socorro básico, que não deve ultrapassar quatro minutos. Curso AVASUS CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA • É composta por cinco elos que representam o conjunto de procedimentos que permitem salvar vítimas em parada cardiorrespiratória; • Para que o RCP seja efetivo, todos os elos são igualmente importantes; • No caso da parada cardiorrespiratória extra- hospitalar (PCREH), a vítima da parada depende da assistência da comunidade que possuem socorristas leigos e que precisam reconhecer a PCR, pedir ajuda, iniciar a RCP e aplicar a desfibrilação até que o serviço de emergência chegue e assuma a responsabilidade; • Por outro lado, os pacientes que já estão internados dependem de um sistema de vigilância adequado para evitar a parada cardiorrespiratória intra-hospitalar (PCRIH) através de um time multidisciplinar de profissionais. Cadeia de sobrevivência extra-hospitalar: Cadeia de sobrevivência intra-hospitalar: PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (PCR) • Para aprofundarmos o conceito de PCR visto acima, precisamos relembrar alguns aspectos da estrutura e funcionamento do coração; • O coração é um órgão oco, do tamanho aproximado de um punho fechado, formado por músculo estriado cardíaco; • Está localizado no tórax, atrás do esterno e acima do diafragma e constitui-se de uma bomba que promove a circulação do sangue através dos vasos sanguíneos; • Possui dois lados que são separados por uma parede chamada septo, a qual não permite comunicação direta entre eles. O lado direito bombeia o sangue para os pulmões e o lado Curso AVASUS esquerdo bombeia sangue para os órgãos periféricos; O átrio bombeia o sangue para o ventrículo, este por sua vez, fornece a força de bombeamento principal que propele o sangue através da circulação pulmonar, partindo do ventrículo direito, ou da circulação periférica, partindo do ventrículo esquerdo. Essa dinâmica é de extrema importância para a manutenção do funcionamento de todos os órgãos do corpo humano (CARVALHO, 2007; GUYTON; HALL, 2006) Sinais de uma PCR • Irresponsividade; • Ausência de respiração ou respiração agônica (gasping); • Ausência de pulso central palpável; - Nessas condições, o coração pode estar se comportando de quatro formas (quatro ritmos cardíacos): fibrilação ventricular, taquicardia ventricular sem pulso, atividade elétrica sem pulso ou assistolia. RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR (RCP) 1º passo: Reconhecimento rápido • Avaliar responsividade através de estímulo verbal, falando bem alto e perguntando se a vítima está bem. • Simultaneamente, realizar estímulo tátil vigoroso, batendo nos ombros da vítima, caso ele não resposta, significa que está consciente; 2º passo: Pedir ajuda • Numa situação extra-hospitalar, caso você esteja sozinho, deve acionar o serviço médico de emergência (SAMU – telefone 192), colocar o celular no viva-voz e prosseguir com o atendimento, antecipando os passos seguintes até ser atendido pelo serviço de emergência; • Em alguns lugares como shoppings, aeroportos, e rodovias privatizadas etc. dispõem de serviço médico de emergência privado, então, nesses casos, deve acionar esse serviço e solicitar o DEA (desfibrilador externo automático); • Em casos que o socorrista não está sozinho, você deve solicitar a outra pessoa que peça ajuda enquanto você permanece com a vítima dando continuidade ao atendimento; • Numa situação intra-hospitalar, que você estiver de plantão em uma unidade de saúde, ao identificar o estado de inconsciência, deverá chamar o enfermeiro e o médico ou então a equipe de ressuscitação, caso a instituição tenha disponível. Também deve solicitar o carro de urgência com o desfibrilador/DEA; RCP em bebês e crianças Para prestar socorro a bebês e crianças você deve tomar alguns cuidados: • Se você não tiver presenciado a PCR e estiver sozinho, aplique dois minutos de RCP antes de deixar o bebê ou a criança para acionar o serviço de emergência e buscar o DEA; • Se a PCR for súbita e presenciada, acione PRIMEIRO o serviço de urgência/emergência e busque o DEA, depois retorne ao bebê ou à criança e aplique RCP. 3º passo: checar respiração e pulso Curso AVASUS • A avaliação da respiração e do pulso deve ser feita simultaneamente em até 10 segundos; • A checagem da respiração deve ser analisada por meio da expansão torácica. Caso não haja expansão ou for observada respiração em gasping, considera que a vítima não está respirando; • O gasping é a última medida que o corpo adota para se salvar. Pode se apresentar nos primeiros minutos de uma PCR súbita, apresentando uma inspiração muito rápida, podendo abrir a boca e mexer a mandíbula, a cabeça ou o pescoço ao tentar respirar; • Para checar o pulso em adultos e em crianças a partir de um ano, deve ser palpado o pulso carotídeo; o Para isso, coloque a ponta dos dedos indicador e médio no espaço entre a traqueia e os músculos laterais do pescoço; Em bebês menores de 1 ano: • Deve ser avaliado o pulso braquial, colocando os dedosno lado interno do antebraço, entre o cotovelo e o ombro; • A RCP em bebês e crianças também pode ser iniciada se houver ausência de responsividade, respiração e for identificada uma frequência cardíaca abaixo de 60/min. com sinais de perfusão deficiente. 4º passo: iniciar RCP imediatamente • Agora, a prioridade é realizar as compressões torácicas, pois elas permitem que o sangue seja bombeado do coração para o resto do corpo; • A vítima deve estar em decúbito dorsal em uma superfície plana e rígida; • Você deve se posicionar ao lado e as suas mãos devem estar uma sobre a outra, posicionadas na metade inferior do esterno, braços completamente estendidos; • A região hipotenar de sua mão deve ficar em contato direto com o tórax; • Comprima com força e rapidez, numa frequência entre 100 e 120 compressões por minuto e numa profundidade entre 5 e 6 cm, permitindo o retorno total do tórax para que o Curso AVASUS sangue flua para o coração e as compressões produzam fluxo sanguíneo adequado; • As compressões devem ser realizadas durante dois minutos ou cinco ciclos de 30 compressões e duas ventilações (30:2); • Tente minimizar as interrupções e ventilações excessivas; • Você deverá realizar a RCP até a chegada da equipe de emergência ou até o paciente se movimentar espontaneamente. Em bebês • Caso esteja acompanhado de outro profissional treinado, você pode realizar as compressões numa relação de 15 compressões para 2 ventilações, no entanto, se estiver sozinho, mantenha a relação 30:2; • Para realizar a manobra, você deve utilizar a técnica dos dois dedos se estiver sozinho; coloque os dois dedos no centro do tórax do bebê, logo abaixo da linha dos mamilos (não pressione na parte inferior do esterno); • Se não estiver sozinho, você deve utilizar a técnica do envolvimento do tórax com as mãos e compressão com os polegares. Posicione os dois polegares, lado a lado, no centro do tórax sobre a metade inferior do esterno e as compressões devem ter uma profundidade de 4 cm. Em crianças muito pequenas • Crianças de 1 ano ao início da puberdade, as compressões também podem ser realizadas numa relação de 15:2 ventilações, caso esteja acompanhado de outro profissional; • Se estiver sozinho, deve manter a relação 30:2; • A compressão pode ser realizada apenas com uma mão no caso de crianças muito pequenas e a profundidade deve ser de até 5cm; • Uma vez atingida a puberdade, utiliza-se a mesma recomendação para os adultos. ABERTURA DE VIAS AÉREAS • O estado de consciência pode causar a queda da base da língua obstruindo as vias aéreas; • Portanto, a abertura das vias aéreas pode ser feita por meio de manobras manuais como: Manobra de elevação do queixo • Caso haja algum trauma associado, é recomendada outra manobra: Curso AVASUS Anteriorização da mandíbula • Outra possibilidade de obstrução de via aérea é a presença de corpos estranhos como próteses, frações de alimentos ou frutas, sementes, balas etc., que devem ser retirados se estiverem visíveis e alcançáveis; • Outra alternativa para manter via aérea pérvia é a partir de colocação da cânula orofaríngea. Cânula orofaríngea • A cânula possui vários tamanhos, portanto, a mensuração deve ser feita utilizando a própria cânula, a qual deve ter o mesmo tamanho da distância entre a comissura labial e o ângulo da mandíbula; • No adulto, a colocação deve ser introduzindo a cânula com a concavidade voltada para cima até o véu palatino e então girá-la 180º, colocando a concavidade para baixo e terminando de inserir na cavidade oral; • Já em bebês e crianças deve ser colocada com a concavidade voltada para baixo. VENTILAÇÕES • Devem ser realizadas duas ventilações de resgate com duração de um segundo cada uma e que produzam elevação visível do tórax para garantir a oxigenação cerebral adequada; • As ventilações podem ser feitas através de algumas manobras ou dispositivos, são eles: • Ventilação boca a boca; • Ventilação com máscara facial; • Bolsa-valva-máscara / insuflador manual. Máscara facial • A máscara possui uma válvula unidirecional, a qual desvia o ar expirado, sangue ou demais fluídos corporais para longe do profissional; • Posicione ao lado da vítima e coloque a máscara sobre o seu rosto, usando a ponte nasal como guia para obter a posição correta; • Vede a máscara contra o rosto usando a mão que está mais próxima ao alto da cabeça da vítima e colocando o dedo indicador e o polegar ao longo da borda da máscara; • Coloque o polegar da outra mão ao longo da borda inferior da máscara e os dedos restantes da segunda mão ao longo da margem óssea da mandíbula e a eleve, executando a manobra de inclinação da cabeça para abrir a via aérea; • Ao erguer a mandíbula pressione com firmeza e por completo em torno da borda exterior da máscara para veda-la contra o rosto; • Sopre por um segundo para produzir elevação do tórax da vítima. Bolsa-valva-máscara • Consiste numa bolsa acoplada a uma máscara facial que também pode ter uma válvula unidirecional e é o método mais utilizado pelos Curso AVASUS profissionais de saúde para administrar ventilação com pressão positiva durante uma RCP. • Posicione diretamente acima da cabeça da vítima e coloque a máscara sobre o seu rosto, usando a ponte nasal como guia para obter a posição correta; • Técnica do C e do E: Use o polegar e o dedo indicador da mão formando um C na lateral da máscara pressionando as bordas contra o rosto. Use os outros três dedos que formam o E para erguer o ângulo da mandíbula, abrindo a via aérea e pressione o rosto contra a máscara; • Bombeie a bolsa para administrar as ventilações de um segundo, observando se há elevação do tórax; • Outra forma de realizar a ventilação com esse dispositivo é quando há profissionais suficientes na cena de ressuscitação para que um segure a máscara enquanto o outro realiza as ventilações. • Em bebês e crianças devem ser usados os mesmos métodos de ventilação, no entanto, a máscara deve ter tamanho apropriado para cobrir boca e nariz, deixar descobertos os olhos e não encobrir o queixo. Respiração boca a boca, fazer ou não fazer? A respiração pode sim ser usada como método de ventilação em PCR, no entanto, devido ao risco de contaminação, o profissional de saúde ou leigos podem realizar apenas as compressões torácicas até ter disponível um outro método para ventilação, como a máscara. Preste atenção! Nesses casos, o profissional ou o leigo não PRECISAM fazer, mas a decisão fica a cargo de cada um. A absorção de oxigênio pela vítima na respiração boca a boca é muito baixa, mas em casos de PCR já é o suficiente para ajudar a oxigenar o sangue, enquanto outro dispositivo e oxigênio suplementar chegam. PARADA RESPIRATÓRIA • Nos casos em que a vítima estiver irresponsiva e sem respirar, mas com pulso presente, teremos uma Parada Respiratória (PR), a qual também pode ser a causa e anteceder uma PCR; • Nesse caso, deve realizar uma ventilação com o método de barreira disponível (a cada 5 a 6 segundos), proporcionando uma frequência respiratória de 10 a 12/min., checando pulso a cada dois minutos ou até a chegada do socorro ou a vítima apresentar tosse ou respiração espontânea; • Na ausência de pulso, reinicie RCP. • Se durante a RCP, com a chegada do suporte avançado de vida e viabilizada uma via aérea avançada (intubação endotraqueal), a relação compressão-ventilação muda; • As ventilações ocorrerão durante a RCP, ou seja, simultaneamente com as compressões; • Durante dois minutos, deverão ser realizadas compressões contínuas e administrada uma ventilação a cada 6 segundos, proporcionando Curso AVASUS uma frequência respiratória de 10/min. A cadadois minutos troque a posição dos profissionais. Aplicação da RCP • As manobras de RCP só devem ser aplicadas em pacientes com PCR, identificados por meio dos sinais clínicos já apresentados e que não estejam em uma situação conhecida como morte óbvia, ou seja: o Condições como evidente estado de decomposição; o Decapitação ou segmentação do tronco; o Esmagamento do corpo; o Carbonização do corpo; o Esmagamento de crânio com perda de massa encefálica e ausência de sinais vitais (não confundir com trauma de crânio com perda de massa encefálica, que deve ser reanimado); o Presença de rigor mortis que se inicia entre 1 e 6 horas após a morte, pelos músculos da mastigação e avança no sentido craniocaudal; o Presença de livor mortis que é a estase sanguínea e depende da posição do corpo, inicia-se entre 1h30min. a 2 horas, atingindo o máximo entre 8 e 12 horas; • Nos casos de morte óbvia, não deve ser realizada a RCP. Quando suspender a RCP? • Existem 4 situações que autorizam o profissional de Suporte Básico a interromper a RCP: • Chegada do Suporte Avançado de Vida (mas você pode continuar ajudando a equipe de SAV); • Vítima se recuperar (fique atento, pois o paciente pode ter um novo colapso!); • Reanimador exausto (Reflita, você está realmente exausto? Não considere o tempo da reanimação! Você está sozinho? Existem outras pessoas que estão revezando a RCP com você a cada dois minutos?); • Ambiente oferecer risco (Existe risco de desabamento na cena? Explosão? Ação criminosa?). RITMOS CARDÍACOS • Existem apenas quatro ritmos de PCR, e eles podem ser classificados em dois grupos: o Ritmos chocáveis: fibrilação ventricular (FV) e taquicardia ventricular sem pulso (TVSP); o Ritmos não chocáveis: atividade elétrica sem pulso (AESP) e assistolia. • O tratamento elétrico, ou seja, a indicação de desfibrilação (choque) irá variar a depender do ritmo. Ritmo chocáveis • Fibrilação ventricular (FV): é a principal causa de PCR no adulto e é o distúrbio do ritmo cardíaco mais comum nos primeiros dois minutos de PCR; o É um ritmo que evolui rapidamente para assistolia, caso as medidas de SBV não sejam estabelecidas; o Ritmo cardíaco caótico que se inicia nos ventrículos, fazendo com que não ocorra a despolarização organizada dos ventrículos e que estes tremulem ao invés de se contraírem de forma efetiva, resultando na ineficiência total do coração em manter um rendimento de volume sanguíneo adequado; o No eletrocardiograma (ECG), apresenta-se pela ausência de complexos ventriculares individualizados que são substituídos por ondas irregulares em zigue-zague, com amplitude e duração variáveis. Traçado evidenciando ondas irregulares em ziguezague Curso AVASUS o O único tratamento disponível para o controle da FV é a desfibrilação precoce. A principal causa de FV, em nosso meio, é o infarto agudo do miocárdio (IAM). Nesse caso, além do IAM, devem ser lembradas as miocardiopatias, como a chagásica. • Taquicardia ventricular sem pulso (TVSP): sucessão rápida de batimentos ectópicos ventriculares, que podem levar à deterioração hemodinâmica, chegando 6 à ausência de pulso arterial palpável. Dessa forma, ela deve ser tratada com o mesmo rigor da FV, ou seja, com desfibrilação precoce; o Ocorre principalmente em indivíduos com doença arterial coronariana, como isquemia miocárdica; o Normalmente, a pessoa apresenta como sinais e sintomas iniciais tontura, palidez, sudorese fria e o clássico sinal do coração parecendo uma “batedeira” ou “britadeira”, batendo muito acelerado, até que culmina com a inconsciência e ausência de pulso central; o Essas alterações eletrocardiográficas estão associadas à ausência de pulso palpável, pois o tempo de enchimento das câmaras do coração é muito pequeno. • A TVSP deve ser tratada igual à FV, ou seja, com desfibrilação (choque). Para isso, você deve instalar o DEA assim que prontamente disponível, mas não se preocupe em diagnosticar, deixe esse papel para o DEA, você apenas precisará obedecer aos seus comandos e apertar o botão de choque quando solicitado. • Não esqueça que imediatamente após o choque deverá sempre realizar compressões torácicas. Ritmo não chocáveis • Atividade elétrica sem pulso (AESP): Compreende ritmos bradicárdicos ou taquicárdicos, com complexo QRS estreito ou alargado, sinusal, supraventricular ou ventricular. o Apesar de existir um ritmo organizado no monitor, não existe acoplamento do ritmo com pulsação efetiva (com débito cardíaco). Assim, é preciso que você garanta o SBV, com ênfase em compressões torácicas de alta qualidade e ventilações de resgate, enquanto aguarda a equipe de suporte avançado chegar. • Assistolia: ritmo de pior prognóstico numa PCR, pois significa total ausência de atividade ventricular contrátil associada à inatividade elétrica cardíaca. Ou seja, nessa modalidade, o coração encontra-se mesmo parado, sem ritmo algum. Então, é caracterizada ao eletrocardiograma por uma linha reta e em casos raros de deflexões agonais podem também ser visualizadas. o Evidências apontam que a identificação de assistolia deva corresponder ao término dos esforços, mas não deve ser considerada isoladamente, outros parâmetros médicos Curso AVASUS devem estar associados na tomada da decisão de encerramento da RCP; o São ritmos em que a desfibrilação não está indicada. Deve-se, então, promover RCP de boa qualidade, aplicar as drogas indicadas e procurar identificar e tratar as causas reversíveis. DESFIBRILADOR EXTERNO AUTOMÁTICO • É um aparelho que analisa o ritmo cardíaco do paciente e reconhece um ritmo chocável. Ao reconhecer um ritmo chocável ele aplica um pulso de corrente de grande amplitude no coração para restituir o ritmo normal dos batimentos cardíacos; Como utilizar? • Posicione o DEA ao lado da cabeça da vítima e próximo ao socorrista que irá manuseá-lo. • Ligue o DEA e siga as orientações. Remova o papel adesivo das pás do DEA e aplique uma pá abaixo da clavícula, na parte superior direita do peito desnudo e a outra deve ser aplicada abaixo do mamilo ou abaixo do peito a esquerda abaixo do coração; • Isole a vítima, certifique de que ninguém está tocando-a e deixe que o DEA analise o ritmo cardíaco. Ao analisar, ele dirá se é preciso aplicar um choque ou continuar com as compressões cardíacas; • Se o DEA recomendar o choque, ele avisará novamente que é preciso isolar o paciente. Quando todos estiverem afastados, aperte o botão de choque no DEA; • Assim que tiver sido dado um choque na vítima é preciso continuar as compressões por mais 2 minutos ou até a vítima se mover ou até o desfibrilador avisar mais uma vez sobre a análise do ritmo cardíaco; • Mantenha essa sequência até que o suporte avançado chegue ao local. Atenção Mesmo se a vítima retomar a consciência, o aparelho não deve ser desligado e as pás não devem ser removidas ou desconectadas até que a equipe de emergência assuma o caso. DEA em casos especiais • Paciente que faz uso de marca-passo (MP) ou cardioversor-desfibrilador implantável: se o MP estiver na região onde é indicado o local para aplicação das pás, afaste-as, pelo menos, 8 cm ou opte por outro posicionamento das pás (anteroposterior, por exemplo), pois, estando muito próximas, pode prejudicar a análise do ritmo pelo DEA. • Excesso de pelos no tórax: você precisa retirar o excesso de pelos apenas da região onde serão posicionadas as pás com uma lâmina ou com as primeiras pás e, depois, aplicar um segundo jogo de pás. No entanto, se você não tiver mais de uma pá disponível, use um pedaço de esparadrapo, coloque no peito e puxe Curso AVASUS rapidamente, como se tivesse fazendo uma depilação;• Tórax molhado: enxugue rapidamente o tórax antes de aplicar as pás. Se a vítima estiver sobre uma poça d’água, não há problema. Porém, se esta poça d’água também envolver o socorrista, remova a vítima para outro local o mais rápido possível; • Adesivos de medicamentos/hormonais: você precisa remover o adesivo e o excesso de medicamento se ele estiver no local em que serão aplicadas as pás do DEA; • Crianças de 1 a 8 anos: utilize o DEA com pás pediátricas e/ou atenuador de carga. Se o kit DEA possuir somente pás de adulto, está autorizada a utilização delas, porém, se o tórax for estreito, pode ser necessária a aplicação de uma pá anteriormente (sobre o esterno) e outra posteriormente (entre as escápulas), na mesma altura, para que as pás não se sobreponham. o As pás infantis não devem ser utilizadas em adultos, pois o choque aplicado será insuficiente! Lactentes (0 a 1 ano): um desfibrilador manual é preferível, porém, se não estiver disponível, utilize o DEA com pás pediátricas e/ou o atenuador de carga. Se este também não estiver disponível, utilize as pás de adulto, uma posicionada anteriormente (sobre o esterno) e a outra posteriormente (entre as escápulas), na mesma altura; o prejuízo para o miocárdio é mínimo e há bons benefícios neurológicos. • Gestantes: não existem estudos que comprovem complicações maternas ou fetais com o uso do desfibrilador. Indica-se seu uso em qualquer estágio da gestação como método seguro, considerando ainda como barreira e proteção fetal o líquido amniótico. Choque ou RCP primeiro? • Nas PCR de adultos presenciadas, quando há um DEA disponível imediatamente, deve-se usar o desfibrilador o mais rapidamente possível. Em adultos com PCR sem monitoramento ou quando não houver um DEA prontamente disponível, deve-se iniciar a RCP enquanto o desfibrilador é obtido e aplicado e tentar a desfibrilação, se indicada, assim que o dispositivo estiver pronto para uso; • A RCP deve ser administrada enquanto as pás do DEA são aplicadas e até que o DEA esteja pronto para analisar o ritmo; Por que devemos mesmo aplicar compressões cardíacas imediatamente após o choque? • Após 3-4 minutos de fibrilação ventricular os estoques de energia (ATP) praticamente se esgotam e o ATP é a fonte de energia vital para uma desfibrilação bem-sucedida, pois é o combustível químico que a actina e a miosina necessitam para realizarem sua função de contração e relaxamento muscular; Curso AVASUS • O pulso de corrente elétrica que atravessa o coração promove a despolarização, ou seja, a contração de uma grande quantidade de fibras ventriculares que estavam repolarizadas ou relaxadas e prolonga a contração das que já estavam contraídas; • Se uma certa massa crítica de 75 a 90% das fibras responder simultaneamente a essa contração forçada quando retornarem ao estado de repouso estarão em condições de responder ao marca-passo natural do corpo e, com sincronismo, o bombeamento é reestabelecido; • Contudo, nos primeiros minutos após uma desfibrilação bem-sucedida todo ritmo espontâneo é normalmente lento e não cria pulsos ou perfusão adequada e por isso o paciente precisa de RCP, as vezes por vários minutos iniciando, iniciando pelas compressões para que seja proporcionado auxílio ao coração na organização do seu ritmo; • Compressões eficientes auxiliam a reestabelecer as ATP’s pois aumentam as chances de chegada de oxigênio dentro das estruturas celulares que irão produzir energia em forma de ATP, permitindo que as células cardíacas obedeçam novamente ao comando do nó sinoatrial; Resumindo: A função do choque é de parar o coração, ou seja, zerar a atividade elétrica anteriormente desorganizada para que o marca-passo natural do nosso coração (no sinoatrial) possa comandar novamente as fibras cardíacas e reassumir um ritmo eficaz que gere pulso central. Como na AESP não há desorganização de ritmo e na assistolia não há ritmo, consequentemente, não existe indicação de desfibrilação; A desfibrilação não faz voltar a função cardíaca, ela choca o coração e suspende, por um breve período, toda atividade elétrica, inclusive a FV e a TVSP. Assim, se o coração ainda tiver energia e for viável, seu marca-passo natural poderá, por fim, reiniciar a atividade elétrica. CUIDADOS NO ALÍVIO DO ENGASGO Reconhecimento de asfixia • A asfixia pode ser definida como a dificuldade ou impossibilidade de respirar, que pode levar à falta de oxigênio no organismo e à morte; • Assim, podemos chamar de obstrução de via aérea por corpo estranho (OVACE) ou engasgo quando algum objeto, alimento, líquido ou secreção aloja-se em alguma porção do trato respiratório de forma que obstrua a passagem do ar; • Os casos mais frequentes dessas obstruções são causados por alimento ingerido que tomou caminho errado e, ao invés de ir para o estômago, foi para os pulmões. • Na OVACE, a asfixia provocada pela obstrução prolongada dos pulmões por um objeto sólido (pedaços de alimentos, goma de mascar, dentes, peças de brinquedos) pode ser parcial (leve) ou total (grave); • Sinais de obstrução parcial: o Boa troca de ar; o Capaz de tossir de maneira forçada; o Presença de sibilos ou estridores; o Inquietação; o Rubor facial; Curso AVASUS o Taquicardia (coração acelerado); o Respiração forçada e rápida. • Sinais de obstrução total: o Troca de ar deficiente ou ausente; o Tosse fraca ou ineficaz ou incapaz de tossir; o Ruídos agudos durante a inspiração ou absoluta ausência de ruído; o Maior dificuldade respiratória; o Possível cianose; o Incapacidade de falar; o Mostra o sinal universal de asfixia (por não conseguir falar, a vítima coloca as mãos agarrando o pescoço sinalizando que não é capaz de respirar e costuma apresentar uma expressão facial de pânico). Tratamento para adultos e crianças conscientes • Incentive a vítima a continuar tossindo e esforçando-se para respirar espontaneamente; • Permaneça ao lado da vítima, monitorando sua condição; • Chame o serviço de emergência (SAMU 192/BOMBEIROS 193), caso a obstrução parcial persista; Não tente bater nas costas de uma vítima de engasgo, caso ela esteja tossindo! • Uma vítima que é capaz de tossir indica estar com um bloqueio parcial das vias aéreas, e um tapa nas costas pode fazer com que a obstrução se aloje mais profundamente, causando, assim, um bloqueio total de ar. Espere até que a vítima cuspa o objeto ou mostre sinais de obstrução total antes de você intervir. • Caso a vítima evolua para uma obstrução total, mas ainda está consciente, você deve perguntar se a vítima está conseguindo respirar. Se a vítima acenar que NÃO (ela poderá fazer o sinal universal da asfixia) e não puder falar, há presença de obstrução completa das vias aéreas e você deverá tentar aliviar essa obstrução, pois agora temos um caso de obstrução grave de via aérea. • Consiste na realização de uma série de compressões a nível superior do abdômen; • O objetivo desse procedimento é levantar suficientemente o diafragma de forma a forçar o ar a sair dos pulmões para criar uma tosse artificial. Por sua vez, pretende-se então que essa tosse movimente o ar através da traqueia, empurrando e expulsando o corpo estranho para a cavidade oral e desobstruindo as vias aéreas superiores; • Essa manobra deve ser utilizada para aliviar o engasgo em vítima responsiva/consciente a partir de 1 ano de idade e não deve ser utilizada em compressões abdominais para aliviar o engasgo em bebês. Curso AVASUS 1) Apresente-se à vítima, dizendo que vai ajudá-la (isso vai reduzir a ansiedade e o consumo de oxigênio); 2) Fique de pé ou ajoelhe-se (se a vítima for uma criança) atrás da vítima e enrole seus braços em tornoda sua cintura; 3) Feche uma das mãos; 4) Coloque o lado do polegar da mão fechada contra o abdome da vítima, na linha média, ligeiramente acima do umbigo e bem abaixo do esterno; 5) Agarre a mão fechada com a outra mão e pressione-a contra o abdome da vítima, de maneira rápida e forte, para dentro e para cima. 6) Aplique cada nova compressão com um movimento distinto e separado para aliviar a obstrução; 7) Repita as compressões até que o objeto seja expelido ou a vítima desmaie. Em casos de vítima gestante ou obesa: Aplique compressões torácicas ao invés de abdominais, uma vez que compressões abdominais em gestantes podem provocar danos ao bebê, e em obesos, a estrutura espessa de tecido adiposo pode dificultar o efeito da manobra de Heimlich, além de, eventualmente a pessoa que irá executá-la poderá não conseguir envolver completamente a cintura da vítima com seus braços. Tratamento para adultos e crianças inconscientes • Se a vítima de engasgo parar de responder, acione o SAMU 192 ou BOMBEIROS 193; • Deite a vítima numa superfície rígida e inicie RCP, começando pelas compressões torácicas; • Como a causa da parada provavelmente foi a obstrução total da via aérea, você não precisa checar o pulso do paciente, ele muito provavelmente encontra-se em parada respiratória e seu coração ainda pulsa; • No entanto, com o passar do tempo, ele logo poderá parar de bater e suas compressões torácicas além de provocar o aumento da pressão intratorácica e tentar expulsar o corpo estranho, estará estimulando o coração, fazendo o sangue circular, levando oxigênio para todo o corpo, inclusive para as coronárias (vasos do coração), minimizando as chances dele entrar em colapso. • Atente-se para que toda vez que você abrir a via aérea para administrar ventilações, abra bem a boca da vítima e procure o objeto. Caso consiga ver o objeto que pode ser removido facilmente, remova-o com seus dedos; • Caso não visualize o objeto, continue a RCP. Após cerca de 5 ciclos ou 2 minutos de RCP (com 30 compressões e 2 ventilações para adultos ou crianças/bebês com um único profissional de saúde, e 15 compressões e 2 ventilações para crianças/bebês com dois ou mais profissionais de saúde), peça ajuda aos serviços de suporte avançado, caso isso ainda não tenha sido feito. • Em outras situações, você pode encontrar a vítima de engasgo (adulta) já em estado de inconsciência (no caso de não ter presenciado a cena), nesse caso, você, provavelmente não saberá que existe uma obstrução das vias aéreas. Acione o serviço de emergência local e inicie RCP; • No entanto, em bebês e crianças, mesmo nos casos de PCR não presenciada e se o profissional estiver sozinho, deve-se aplicar dois minutos de RCP antes de deixar o bebê ou a criança para Curso AVASUS acionar o serviço de urgência/emergência e buscar o DEA. ALÍVIO DO ENGASGO EM BEBÊS • Caso o bebê se engasgue enquanto mama (ou ingere outros alimentos) ou colocou acidentalmente alguma pecinha pequena na boca, mantenha-se calmo e atento e deixe que seu bebê desengasgue sozinho, tossindo; • Sinais de obstrução parcial em bebês: o Boa troca de ar; o Capaz de tossir de maneira forçada; o Pode sibilar entre as tosses. • Sinais de obstrução total em bebês: o Troca de ar deficiente ou ausente; o Tosse fraca ou ineficaz ou incapaz de tossir; o Ruídos agudos durante a inspiração ou absoluta ausência de ruído; o Maior dificuldade respiratória; o Possível cianose; o Incapacidade de chorar. Tratamento em bebês conscientes • Se o bebê tiver com algum sinal de obstrução parcial, mantenha a calma e não interfira nas tentativas do bebê em expelir o corpo estranho, mas permaneça ao seu lado e monitore sua condição, e se a obstrução parcial persistir, acione o serviço de emergência local da sua cidade; • Caso em algum momento, o bebê não consiga fazer nenhum som ou não respirar, de fato existe a presença de obstrução total das vias aéreas e você deverá tentar aliviar a obstrução; • Remover um objeto das vias aéreas de um bebê, exige uma combinação de pancadas nas costas e compressões torácicas e você deve seguir os passos a seguir: 1) Ajoelhe-se ou sente-se com o bebê no colo; 2) Se conseguir, remova a roupa do tórax do bebê; 3) Mantenha o bebê voltado para baixo, com a cabeça ligeiramente mais baixa que o tórax, apoiado em seu antebraço. Sustente a cabeça e a mandíbula dele com a mão. Tenha o cuidado de evitar comprimir os tecidos moles da garganta. Repouse seu antebraço sobre o colo ou coxa para sustentá-lo; 4) Dê 5 pancadas vigorosas no meio das costas, entre as escápulas do bebê, usando o calcanhar da mão. Dê cada pancada com força suficiente para tentar desalojar o corpo estranho; 5) Após as 5 pancadas, coloque a mão que está livre nas costas do bebê, apoiando a parte de trás da cabeça dele com a palma da sua mão. O bebê ficará adequadamente deitado entre seus dois antebraços, com a palma de uma mão sustentando o rosto e a mandíbula enquanto a palma da outra mão sustenta a parte de trás da cabeça dele. 6) Vire-o como um todo, sustentando cuidadosamente a cabeça e o pescoço; mantenha-o voltado para cima, com seu Curso AVASUS antebraço repousando sobre sua coxa. Mantenha a cabeça dele mais baixa do que o tronco; 7) Aplique 5 compressões torácicas rápidas para baixo, no meio do tórax, sobre a metade inferior do esterno (mesma posição das compressões torácicas durante uma RCP em bebê). Aplique- as à frequência aproximada de 1 por segundo, cada qual com a intenção de criar força suficiente para desalojar o corpo estranho; 8) Repita a sequência de 5 pancadas nas costas e 5 compressões torácicas até que o objeto seja removido ou o bebê pare de responder. Compressões abdominais não são apropriadas para bebês, pois eles correm o risco de vomitar e aumentar o engasgo. Tratamento em bebês inconscientes A manobra ensinada no item anterior pode não ter êxito e o bebê desmaiar. Nesse caso, siga os passos: 1) Chame ajuda. Se alguém responder, encarregue essa pessoa de acionar o sistema de emergência local. Coloque o bebê sobre uma superfície plana e firme. 2) Teste a responsividade, batendo no pezinho, caso o bebê não responda e não respire, inicie RCP (comece pelas compressões, realize 30 compressões se estiver sozinho, ou 15 se estiver com outro profissional lhe ajudando) com uma etapa extra: toda vez que abrir a via aérea, procure o objeto obstrutor na parte de trás da garganta. Se vir um objeto e puder removê-lo facilmente, remova-o. Caso contrário, realize uma ventilação com duração de 1 segundo, observe se há elevação do tórax, caso contrário, reposicione a via aérea novamente e ventile mais uma vez. 3) Após aproximadamente 2 minutos de RCP, acione o serviço de emergência se ainda não tiver feito. Referência: Curso de Suporte Básico de Vida do AVA-SUS.