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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
CRISTIANE EVANGELISTA FERREIRA 202002015081
PROFESSORA: MARILIA GOMES GODINHO
HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO
(PCC REVISITANDO A HISTÓRIA E PROJETANDO PERSPECTIVAS FUTURAS)
 BELO HORIZONTE, 14 DE ABRIL DE 2020
Sociedade Mesopotâmica: 
Mesopotâmica é a região do Oriente Médio localizada entre os rios Tigre e Eufrates, que desaguam no golfo Pérsico. Palavra de origem grega, mesopotâmica significa ¨terra entre rios¨.
 
Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY
Essa região foi o berço das principais civilizações, o homem construiu as primeiras cidades, estruturou o Estado, criou um primeiro sistema de escrita, desenvolveu uma economia comercial e utilizou pioneiramente a roda nos veículos de transporte.
SURGIMENTO DO ESTADO MESOPOTÂMICO:
 O desenvolvimento da agricultura e os das cidades dependiam da construção de canais de irrigação, para levar águas as áreas castigadas pelo clima quente e seco, e diques para conter as cheias dos rios Tigre e Eufrates. A construção dessas obras requeria uma administração estatal centralizada, que conduzisse o esforço coletivo. O Estado servia, portanto, para organizar a realização das grandes obras de interesse comum, ultrapassando a iniciativa individual. No inicio não existia a propriedade privada da terra, e todos podiam dela usufruir. Depois a terra tornou-se propriedade nominal do governante, um rei divinizado que personificava os interesses da comunidade. Aos poucos, os governantes, detentores do poder estatal, passaram a explorar os governados, dando origem ao modo de produção asiático, que tinham as seguintes características: 
· As terras eram usadas pelos membros da comunidade sob o domínio das classes dirigentes.
· As classes dirigentes organizavam e administravam o Estado.
· O Estado era o ¨dono¨ das terras e dirigia o trabalho da sociedade.
· A maior parte da sociedade (pobres) passava a servir aos interesses dos governantes (ricos e poderosos), devendo-lhes obediência e tributos(impostos).
POVOS MESOPOTÂMICOS:
 Devido ao solo fértil e a abundância de água, a Mesopotâmia atraiu diversos povos, que combatendo uns aos outros sucederam-se no domínio da região. Entre esses povos destacam-se: sumérios, acádios, amoritas, assírios e caldeus.
Sumérios: São considerados os criadores da primeira civilização da Mesopotâmia. Fundaram importantes cidades com governos independentes, destacando-se: Ur, Uruk, Eridu, Nippur, Lagash, Abad e Zabalam. Cada cidade possuía um centro político, econômico e religioso (Templo). Os templos eram governados por um patesi (Vigário de Deus), com o auxilio de sacerdotes do templo e alto funcionários.
Aos sumérios foi atribuída uma série de realizações culturais, dentre as quais destacam-se o desenvolvimento da escrita e a invenção da roda.
· Escrita cuneiforme: feita por argila mole, com um estilete em forma de cunha, o que determinou o formato dos sinais. 
· Invenção da roda: Até o ano de 3000 a.c, os veículos utilizados pelos sumérios eram trenós puxados por bois e outros animais. A necessidade de transportes mais eficientes levou-os a utilizar a roda nos veículos. O uso da roda representou uma revolução na locomoção terrestre e contribuiu para acelerar as comunicações.
 
Escrita cuneiforme
Escrita cuneiforme
 Criação das primeiras rodas pelos Sumérios
Acádios: Por volta de 2550 a.C., as cidades sumerianas foram invadidas pelos acádios, povo que habitava a cidade de Acad. Com armamentos mais eficientes e comandados pelo rei Sargão I, os acádios conquistaram e unificaram as cidades sumerianas. Este império durou pouco tempo sucessivas revoltas das cidades sumerianas acabaram por enfraquecer o império. Logo após aos acádios, vieram os Amorritas, Assírios e Caldeus.
As organizações sociais na Mesopotâmia variaram ao longo dos séculos de acordo com o povo que a dominava. Porém de modo geral a sociedade era dividida em:
· Classe Dominante: Formada por governantes, sacerdotes, militares e comerciantes; controlava a riqueza econômica, a força político-militar e o saber instituído.
· Classe Dominada: Formada por camponeses, pequenos artesãos e escravos (geralmente prisioneiros de guerra); produzia alimentos para o próprio consumo e entregava o excedente da produção aos dominadores. O rei que ocupava o topo da hierarquia social, não era considerado um deus vivo, mas representante dos deuses, capaz de traduzir a vontade divina.
ECONOMIA:
Na Mesopotâmia desenvolveram-se atividades agropastoris e atividades urbanas.
· Agricultura: Principal atividade econômica, destacando-se o cultivo de cevada, trigo e tâmara.
· Pecuária: Ligada a agricultura, o gado era utilizado para puxar carros e arados. O principal rebanho era bovino, que fornecia carne e leite. Também merece destaque a criação de asnos, animais usados no transporte terrestre.
· Atividades urbanas: Nas cidades, formou-se grande número de oficinas de artesãos (alfaiates, carpinteiros, ourives, ceramistas, tecelões) e desenvolveu o comércio. Os comerciantes trocavam produtos agrícolas e artesanais por matérias-primas (madeira, cobre, estanho, ouro, prata) das regiões vizinhas.
CULTURA:
As culturas dos povos mesopotâmicos foram marcados, por crenças nos deuses, nos rituais de magia e na astrologia. Quanto a produção artística, o destaque coube á arquitetura e, em menor grau a literatura. O sistema educativo na Mesopotâmia compreendia unicamente o intelecto e o físico. A educação de um jovem de ambos os sexos e das classes mais elevadas envolvia o treinamento com escriba. O objetivo da educação era obter o grau de escriba, e entender a linguagem dos homens e dos deuses. A disciplina na escola era severa, onde o aluno faltoso ou com dificuldades sofria castigos físicos. Os estudantes eram rudemente cobrados pelos mestres e monitores que os fiscalizavam, à espera de algum descuido ou alguma arte que justificasse o uso da palmatória.
O estudo da linguagem constituía a matéria mais importante. A matemática também desempenhava importante papel no currículo da antiguidade. No fim do Primeiro Milênio a.C., um estudante adiantado possuía bastante conhecimento de teoria matemática para calcular o movimento dos planetas e, assim, estava apto a assessorar o rei no acerto do calendário. As mulheres ricas tinham considerável influência e liberdade na Mesopotâmia.
Aplicação de palmatória 
SOCIEDADE EGÍPCIA
A civilização egípcia teve inicio por volta de 4000 a.C., desenvolveu-se em uma estreita faixa de terra no nordeste da África. Embora cercada por desertos, essa região apresentava fatores naturais que propiciaram a fixação do homem:
· Água: O rio Nilo fornecia a água necessária á sobrevivência e ao plantio.
· Solos férteis: As cheias periódicas do rio Nilo depositavam uma rica camada de húmus em suas margens, fertilizando o solo.
Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-SA
Evolução política do Egito:
A história egípcia é dividida em:
· Período pré-dinástico: desde a formação das primeiras comunidades até a fundação da primeira dinastia dos faraós;
· Período dinástico: abrange três fases principais: Antigo Império, Médio Império e Novo Império
Período pré-dinástico:
O Egito era habitado por povos que viviam em clãs, chamados nomos. Embora independentes uns dos outros, os nomos cooperavam entre si para solucionar problemas comuns, como abertura de canais de irrigação, construção de diques etc. Essas relações evoluíram e levaram á formação de dois reinos: Reino do baixo Egito, formado por nomos do Norte; e Reino do Alto Egito, formado pelos nomos do sul.
Em 3200 a.C., Menés unificou os dois reinos, fundando, assim a primeira dinastia dos faraós.
Período dinástico:
Foi durante o período dinástico que se deu a construção das grandes pirâmides, o crescimento territorial e econômico do Egito e sua expansão militar.
· Antigo Império: A capital do Egito foi, a cidade de Tínis, depois, a de Mênfis. Os faraós conquistaram os poderes religiosos,militar e administrativo destacando-se: Quéops, Quéfren e Miquerinos, responsáveis pela construção das mais famosas pirâmides egípcias. Por volta de 2400 a.C. revoltas lideradas pelos administradores das províncias (nomos), que pretendiam enfraquecer a autoridade do faraó, abalaram o império. A sociedade egípcia viveu um período de distúrbios e guerra civil.
· Médio Império: Representantes da nobreza de Tebas conseguiram acabar com as revoltas, e essa cidade tornou-se a capital do Egito. Dela surgiram os novos faraós que governaram o império nos séculos seguintes. O Egito conseguiu estabilidade política, crescimento econômico e florescimento artístico, impulsionando a ampliação de fronteiras. Conquistou a Núbia, região rica em ouro.
· Novo Império: Mais uma vez, a nobreza tebana conseguiu restaurar a unidade politica do Egito, expulsando os hicsos. Essa fase caracterizou-se pela grande expansão militar egípcia. Os faraós organizaram exércitos permanentes e invadiram territórios da Ásia, dominando cidades como Jerusalém, Damasco, Assur e Babilônia. Por volta de 1167 a.C. o império foi agitado por revoltas populares, entrando assim num período de decadência.
 
Pirâmide Gizé
Decadência do Egito:
Depois do século XII a.C., o Egito foi sucessivamente invadido por diferentes povos. Em 670 a.C., os assírios, conquistaram o Egito, dominando por oito anos. Após se libertar dos assírios, o Egito iniciou uma fase de recuperação econômica e brilho cultural, conhecida como renascença saíta por ter sido impulsionada pelos soberanos da cidade de Sais. Contudo durou pouco em 525 a.C., os persas conquistaram o Egito. Quase dois séculos depois, os macedônios, comandados por Alexandre Magno, derrotaram os persas. Finalmente em 30 a.C., o Egito foi dominado pelos romanos.
A sociedade formada através da pirâmide:
Pirâmide de classes sociais no Egito
Banquete das realezas do Egito.
ECONOMIA:
Na economia egípcia predominou o modo de produção asiático. O estado, representado por faraó, controlava as atividades econômica. Era o dono da terra e comandava o trabalho agrícola. As principais atividades econômicas desenvolvidas no Egito, citam-se: 
· Agricultura: cultivo do trigo, cevada, linho e papiro
· Criação de animais: a criação de bois, asnos, carneiros, cabras, porcos e aves.
· Comércio exterior: importação e exportação de diversos produtos sob o controle do Estado, que enviava expedições para Creta, Fenícia, Palestina. Exportavam-se trigo, linho, cerâmicas; importavam-se marfim, perfumes, pelos de animais 
CULTURA E EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE EGÍPCIA:
A educação no antigo Egito dá-se de forma emônica, repetitiva, baseada na escrita. Os ensinamentos são voltados à formação do homem político, assim, sua educação é direcionada à retórica. Observa-se que a obediência aos estudos era primordial para não sofrer castigos. Os estudos começavam bem cedo, pois esse povo era prático por natureza, logo toda ciência era voltada às soluções do dia a dia. A matemática, como por exemplo, procurava soluções para as medições da terra ou construção de pirâmides. As escolas eram utilizadas pelas classes dominantes para fortalecer e assegurar o seu poder. Também havia as escolas exotérica e sagradas que formavam os sacerdotes. Os ensinamentos também eram desenvolvidos através da fala, da obediência e da moral. Estes ensinamentos eram transmitidos sob a forma familiar, de pai para filho ou escriba para discípulo, porém a subordinação era constante e era necessário, às vezes o castigo fazia parte da instrução. Já as classes menos favorecidas, não eram alfabetizados, pois poucas pessoas sabiam ler e escrever. 
Quase todas as escolas funcionavam nos templos, pois os sacerdotes eram os únicos que podiam exercer a função de mestre. E também, o regime escolar era internato ou semi-internato e a família era responsável pela alimentação dos filhos. Como todo o sistema pedagógico, a cultura egípcia evidencia-se na organização, portanto, a educação era voltada a transmissão dos saberes divinos. Já que o saber religioso representou, para os egípcios, o principal objetivo da educação.
Relatório
 Para realizar minha pesquisa utilizei o livro ¨História para ensino Médio Brasil e Geral¨ Volume único escritor Gilberto Cotrim.
As duas sociedades pesquisadas foram Mesopotâmia e Egito. 
Ao compararmos a sociedade Mesopotâmica e do Egito percebemos que ambas contribuíram para a sociedade atual.
A sociedade Mesopotâmica Os povos da Mesopotâmia contribuíram com a organização de sociedade, como por exemplo: organização política, legislação, irrigação, sistema de escrita, ano de 12 meses e a semana de 7 dias, divisão do dia em 24 horas, primeira lei escrita (Código de Hamurabi), matemática, contribuição literária, escrita (escrita cuneiforme), astrologia (criação do zodíaco - horóscopo), arquitetura, metalurgia do bronze e do ferro, irrigação, arado dentre outros.
A sociedade Egípcia As principais contribuições do Egito para a humanidade estão no campo da matemática, da geometria, astronomia e também na engenharia, visto que a capacidade construtiva dos egípcios era extremamente avançada para a época.
As pirâmides são um bom exemplo disso, o que demonstra todo o conhecimento geométrico e matemático desse povo. Acredita-se que grandes filósofos gregos adquiriram conhecimentos matemáticos aprendendo com os egípcios.
 A nossa sociedade aprendeu muito com essas sociedades com os conhecimentos adquiridos por eles podemos aprimorar as nossas buscas pela uma educação mais eficaz, uma educação igualitária, sem diferenciação de classe social ou raça. Fazendo pesquisas utilizando a tecnologia tudo fica mais fácil, eles tinham uma dificuldade enorme para adquirir seus conhecimentos. Hoje temos tudo em nossas mãos e mesmo assim não damos o devido valor.
Tipos de escrita egípcia hieróglifos:
Formas de estudo na sociedade atual:
FORMA IGUALITÁRIA
UTILIZAÇÃO DE TECNOLOGIAS
BIBLIOGRÁFIA:
História para o Ensino Médio Brasil e Geral Volume Único Gilberto Cotrim 2003
Imagens online
https://www.infoescola.com/historia/sociedade-mesopotamica/
https://conhecimentocientifico.r7.com/egito-antigo/