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Universidade La Salle
Graduação em Nutrição
02814 – NUTRIÇÃO E DIETÉTICA II
ADOLESCÊNCIA
Profª Msc Carina de Araujo
Nutricionista | UFRGS
Mestre em Endocrinologia | UFRGS
Pós Graduada em Nutrição Clínica | UGF
Tópicos da aula
1
Introdução 
2
Avaliação nutricional
3
Recomendações nutricionais
4
Adolescente atleta
5
A
▪Adolescência
• Entre 10 a 19 anos, 11 meses e 29 dias
• Transição entre a infância e idade adulta
Inrodução
Introdução
▪Adolescência
• Estirão de crescimento entre 10 e 14 anos
− Características sexuais secundárias
Introdução
▪Adolescência
• Entre 15 e 19 anos
− Finalização do crescimento e desenvolvimento 
morfológico
Introdução
▪Adolescência
• Adesão à hábitos alimentares inadequados.
− Omissão de refeições
− Alimentos de alta densidade calórica
− Baixo consumo de frutas e hortaliças
• Sedentarismo
• Consumo de bebidas alcoólicas
• Tabagismo
Introdução
▪ Adolescência
• O estágio de maturação sexual é mais importante do que a 
idade cronológica do adolescente.
MASCULINA
Introdução
▪ Adolescência
• O estágio de maturação sexual é mais importante do que a 
idade cronológica do adolescente.
FEMININA
Introdução
▪ Estágios puberais de Tanner 
Introdução
▪ Doenças crônicas
• Quando presentes = assintomáticas
• Classificados como “saudáveis”
• Retarda a implementação de medidas preventivas e/ou 
curativas
• Obesidade, alterações 
metabólicas e carências
nutricionais (anemia)

Grupo de risco
Introdução
▪ Serviços de saúde
• Gravidez precoce
• Doenças sexualmente transmissíveis
• Acidentes com veículos automotores
• Informações sobre métodos contraceptivos
• Apoio para uso de drogas e álcool
Tópicos da aula
1
Introdução 
2
Avaliação nutricional
3
Recomendações nutricionais
4
Adolescente atleta
5
A
Índices Antropométricos
▪ Estatura / Idade
• Estima o estado nutricional passado ou crônico
• Indicador de stunting
− Baixa estatura para a idade, 
mas com peso adequado 
para a baixa estatura
• Diferenças genéticas e étnicas 
devem ser consideradas
• Limitações:
− Como o déficit de estatura 
leva tempo para ocorrer, usar 
somente este índice pode 
subestimar estados
Índices Antropométricos
▪ Estatura / Idade 5 a 19 anos (OMS, 2007)
Índices Antropométricos
▪ Estatura / Idade 5 a 19 anos (OMS, 2007)
Valores críticos Diagnóstico nutricional
< Percentil 0,1 Muito baixa estatura para a idade
≥ Percentil 0,1 e < Percentil 3 Baixa estatura para a idade
≥ Percentil 3 Estatura adequada para a idade
Índices Antropométricos
▪ IMC / Idade 5 a 19 anos
• Expressa a distribuição do peso em relação à estatura e à 
idade da criança > 5 anos.
• O indicador antropométrico é o excesso de peso (sobrepeso 
ou obesidade) ou baixo peso.
Índices Antropométricos
▪ IMC / Idade 5 a 19 anos (OMS, 2007)
Índices Antropométricos
▪ IMC / Idade 5 a 19 anos (OMS, 2007) 
Valores críticos Diagnóstico nutricional
< Percentil 0,1 Magreza acentuada
≥ Percentil 0,1 e < Percentil 3 Magreza
≥ Percentil 3 e ≤ Percentil 85 Eutrofia
> Percentil 85 e ≤ Percentil 97 Sobrepeso
> Percentil 97 e ≤ Percentil 99,9 Obesidade
> Percentil 99,9 Obesidade grave
Tópicos da aula
1
Introdução 
2
Avaliação nutricional
3
Recomendações nutricionais
4
Adolescente atleta
5
A
Necessidades energéticas
▪EER (IOM, 2005)
• Meninos 10 a 18 anos
EER =(88,5 – (61,9 × idade)) + [CAF × ((26,7 × peso) + (903 × altura))] + 25
Criança CAF meninos Exemplo
Sedentária 1,00 Pouco ou nenhum exercício
Pouco ativa 1,13 Pessoas que se exercitam 1 h / dia
Ativa 1,26 Pessoas que se exercitam 2 h / dia
Muito ativa 1,42 Atletas de competição
Altura (kg); peso (m)
Necessidades energéticas
▪EER (IOM, 2005)
• Rapazes de 19 a 20 anos
EER =(662 – (9,53 × idade)) + [CAF × ((15,91 × peso) + (539,6 × altura))]
Criança CAF meninos Exemplo
Sedentária 1,00 Pouco ou nenhum exercício
Pouco ativa 1,11 Pessoas que se exercitam 1 h / dia
Ativa 1,25 Pessoas que se exercitam 2 h / dia
Muito ativa 1,48 Atletas de competição
Altura (kg); peso (m)
Necessidades energéticas
▪EER (IOM, 2005)
• Meninas 10 a 18 anos
EER =(135,3 – (30,8 × idade)) + [CAF × ((10 × peso) + (934 × altura))] + 25
Criança CAF meninas Exemplo
Sedentária 1,00 Pouco ou nenhum exercício
Pouco ativa 1,16 Pessoas que se exercitam 1 h / dia
Ativa 1,31 Pessoas que se exercitam 2 h / dia
Muito ativa 1,56 Atletas de competição
Altura (kg); peso (m)
Necessidades energéticas
▪EER (IOM, 2005)
• Moças 19 a 20 anos
EER =(354 – (6,91 × idade)) + [CAF × ((9,36 × peso) + (726 × altura))]
Criança CAF meninas Exemplo
Sedentária 1,00 Pouco ou nenhum exercício
Pouco ativa 1,12 Pessoas que se exercitam 1 h / dia
Ativa 1,27 Pessoas que se exercitam 2 h / dia
Muito ativa 1,45 Atletas de competição
Altura (kg); peso (m)
Necessidades energéticas
▪EER (IOM, 2005)
• Adolescentes com baixo 
peso:
− Necessitam maior aporte 
energético
− Não usar o peso atual
− Usar peso ideal obtido no 
P50 das curvas da OMS*
* https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/img/documentos/valores_referencia.pdf
Necessidades energéticas
▪ TEE (gasto energético total)
• Meninas e moças com excesso de peso:
− Aporte energético para manutenção de peso.
TEE =(389 – (41,2 × idade)) + [AF × ((15 × peso) + (701,6 × altura))] 
Criança CAF meninas Exemplo
Sedentária 1,00 Pouco ou nenhum exercício
Pouco ativa 1,18 Pessoas que se exercitam 1 h / dia
Ativa 1,35 Pessoas que se exercitam 2 h / dia
Muito ativa 1,60 Atletas de competição
(IOM, 2002/2005)
Necessidades energéticas
▪ TEE (gasto energético total)
• Meninos e rapazes com excesso de peso:
− Aporte energético para manutenção de peso.
TEE =(114 – (50,9 × idade)) + [AF × ((19,5 × peso) + (1161,4 × altura))] 
Criança CAF meninos Exemplo
Sedentária 1,00 Pouco ou nenhum exercício
Pouco ativa 1,12 Pessoas que se exercitam 1 h / dia
Ativa 1,24 Pessoas que se exercitam 2 h / dia
Muito ativa 1,45 Atletas de competição
(IOM, 2002/2005)
Necessidades proteicas
▪Componente estrutural celular
• Crescimento de novos tecidos
▪ Função enzimática
▪ Transportadores 
▪Hormônios
Necessidades proteicas
▪DRI - RDA (IOM, 2005)
g/kg/dia g/dia
% do VET
(AMDR)
Masculino
10 a 13 anos 0,95 34 10 a 30
14 a 18 anos 0,85 52 10 a 30
19 a 20 anos 0,80 56 10 a 35
Feminino
10 a 13 anos 0,95 34 10 a 30
14 a 18 anos 0,85 46 10 a 30
19 a 20 anos 0,80 46 10 a 35
Necessidades de carboidratos
▪DRI - RDA (IOM, 2005)
• 130 gramas / dia
• 45 a 65 % do VET
• Açúcar: < 10%
Fibras
• Masculino
− 10 a 13 anos: 31 g/dia
− 14 a 20 anos: 38 g/dia
• Feminino:
− 10 a 18 anos: 26 g/dia
− 19 a 20 anos: 25 g/dia
Necessidades de lipídeos
▪DRI - RDA (IOM, 2005)
• 25 a 35% do VET
− Saturadas: até 7% do VET
− Poli-insaturada: até 10% do VET
− Monoinsaturadas: até 20% do VET
− Gordura Trans: menor que 1%
− Colesterol: até 200 mg/dia
− n-6 (ác. linoleico): 5 a 10% do VET
− n-3 (ác. α-linolênico): 0,6 a 1,2% do VET
Necessidades de líquidos*
▪Masculino:
• 10 a 13 anos: 2,4 L/dia
• 14 a 18 anos: 3,3 L/dia
• 19 a 20 anos: 3,7 L/dia
▪ Ferminino:
• 10 a 13 anos: 2,1 L/dia
• 14 a 18 anos: 2,3 L/dia
• 19 a 20 anos: 2,7 L/dia
(DRI, 2002/2005) 
*líquidos + água dos alimentos
Necessidades de micronutrientes
(DRI, 2002/2005) 
Nutriente 10 a 13 anos 14 a 18 anos 19 a 20 anos
Ferro (mg/dia) 8 11 8
Cálcio (mg/dia) 1300 1300 1000
Vitamina A (μg/dia) 600 900 900
Ácido fólico (μg/dia) 300 400 400
Vitamina C (mg/dia) 45 75 90
▪Masculino:
Necessidades de micronutrientes
(DRI, 2002/2005) 
Nutriente 10 a 13 anos 14 a 18 anos 19 a 20 anos
Ferro (mg/dia) 8 15 18
Cálcio (mg/dia) 1300 1300 1300
Vitamina A (μg/dia) 600 700 700
Ácido fólico (μg/dia) 300 400 400
Vitamina C (mg/dia) 45 65 75
▪ Feminino:
▪ Necessidades aumentam pelo rápido crescimento e 
pelo aumento da massa muscular e do volume 
sanguíneo
▪ Meninas: aumento adicional devido à menarca
• Perda de ferro durante a menstruação
▪ Meninos: maior duranteo pico de velocidade de 
crescimento 
▪ Brasil: alto percentual de anemia em adolescentes 
acima de 12 anos
Necessidades de Ferro
Necessidades de Cálcio
▪ Aumento da retenção de cálcio para formação óssea
▪ Período crítico de mineralização do osso
• Pode influenciar na osteoporose na vida adulta
▪ Pico de acúmulo de massa óssea
• Entre 9 e 17 anos
• Fator genético: 80% da massa óssea
• Fatores ambientais: 20% da massa óssea
• 40% da massa óssea de um 
adulto é obtida durante a 
puberdade.
▪ Atividade física desempenha 
papel fundamental
Necessidades de Vitamina A
▪ Necessária para o crescimento, diferenciação e 
proliferação celulares
▪ Reprodução e integridade do sistema imunológico
Necessidades de Vitamina C
▪ Atua como agente redutor em várias reações de 
hidroxilação no organismo.
▪ Participa da síntese de colágeno
• Reflete na cicatrização, formação dos dentes e integridade 
dos capilares
▪ Necessária para a função normal dos fibroblastos e 
osteoclastos
▪ Atua na síntese de 
hormônios supra-renais e
na função dos leucócitos
Necessidades de ácido fólico
▪ Recomendação estabelecida com base na prevenção
de doenças cardiovasculares
• Atua como coenzima na conversão de homocisteína em
metionina, baixando os níveis de homocisteína circulantes
• Homocisteína = ação aterogênica e trombogênica
▪ Deficiência de folato
• Danos ao DNA relacionados 
à doença de Alzheimer, 
Parkinson, má formação 
fetal, anemia 
megaloblástica e alguns 
tipos de câncer (leucemia) 
Tópicos da aula
1
Introdução 
2
Avaliação nutricional
3
Recomendações nutricionais
4
Adolescente Atleta
5
A
Atividade física
▪ Deve ser estimulada entre adolescentes
▪ Altas taxas de sedentarismo entre adolescentes = 
grupo vulnerável às doenças crônicas 
▪ Quando praticada com frequência:
• Emoções positivas
• Sensação de bem-
estar geral
• Aumento da autoestima
Atividade física
ADOLESCENTE ATLETA
▪ Iniciam participação em competições
profissionais muito cedo
▪ Treinamento físico intenso em
idade precoce pode alterar o
desenvolvimento puberal
• Atraso em 1 a 2 anos a ocorrência de menarca
▪ Fatores que influenciam atraso puberal
• Idade em que se iniciam atividades de alto impacto
• Horas de treinamento por semana
• Quantidade de gordura corporal exigida para o esporte 
(ginástica, balé, patinação ≠ lutas)
Atividade física
ADOLESCENTE ATLETA
▪ Balaço energético
• Taxa metabólica basal + atividade física diária + efeito térmico 
do alimento
− GERD = gasto energético de repouso
− AF = fator atividade física
− ETA = fator efeito térmico do alimento
GET = GERD × AF × ETA
Atividade física
ADOLESCENTE ATLETA
▪ GERD
• Gasto energético durante repouso (Cunningham, 1991)
• Exemplo: atleta de 76 kg, com 17% de gordura corporal
MLG = 83% do peso corporal = 63,08 kg
GERD = 370 + 21,6 × 63,08 = 1732,5 kcal/dia
GERD = 370 + (21,6 × MLG[kg])
Atividade física
ADOLESCENTE ATLETA
▪ Fator Atividade Física
• Utilizamos o MET = Equivalente Metabólico
• Faz-se um recordatório de todas as atividades realizadas 
durante 24h e multiplica-se o tempo de cada atividade pelo 
seu respectivo valor de MET 
1 MET = 3,5 mL de O2 / kg / min
1 MET = 0,017 kcal/kg/min
Equivalente Metabólico (MET)
Atividade física
▪ Exemplo:
Atividade Horas MET 
fator atividade
Horas × MET
Dormindo 8 1,0 8,0
Assistindo TV sentado 4 1,2 4,8
Sentado na escola 4 1,5 6,0
Caminhando para escola e/ou clube 1 3,0 3,0
Ajudando em tarefas domésticas 1 2,5 2,5
Tomando banho 0,15 1,4 0,2
Sentado conversando com amigos 3,85 1,5 5,8
Refeições 1 1,5 1,5
Natação intensa 1 8,5 8,5
Total 24 -- 40,3
Atividade física
ADOLESCENTE ATLETA
▪ Fator Atividade Física
MET = 1,68
• Exemplo: atleta de 76 kg, com 17% de gordura corporal
MLG = 83% do peso corporal = 63,08 kg
GERD = 370 + 21,6 × 63,08 = 1732,5 kcal/dia
GET = 1732,5 × 1,68 × ETA
𝟒𝟎, 𝟑 𝒔𝒐𝒎𝒂 𝒅𝒐𝒔𝑴𝑬𝑻
𝟐𝟒 𝒉𝒐𝒓𝒂𝒔
= 𝟏, 𝟔𝟖
Atividade física
ADOLESCENTE ATLETA
▪ Efeito Térmico do Alimento (ETA)
• Dieta predominante de:
− Gordura: 3 a 4%
− Carboidrato: 5 a 9%
− Proteína: 15 a 20%
− Dieta balanceada: 6 a 10%
• Exemplo: atleta de 76 kg, com 17% de gordura corporal
MLG = 83% do peso corporal = 63,08 kg
GERD = 370 + 21,6 × 63,08 = 1732,5 kcal/dia
GET = 1732,5 × 1,68 × 1,09 = 3172,5 kcal dia
Atividade física
▪ Gasto energético do treinamento
• Exemplo: atleta de 76 kg, pratica 60 min de natação intensa
Natação intensa = 8,5 MET
Como 1 MET = 0,017 kcal/kg/min
Logo, 8,5 MET = 0,14 kcal /kg/ min
Gasto no treino de 60 min = 0,14 kcal × 76 kg × 60 min
1 hora de natação = 638,4 kcal
Atividade física
▪ Gasto energético do treinamento
• Nestes casos é importante obter de forma precisa o tempo 
em que o atleta esta verdadeiramente em atividade
• Um treino de 2 horas não quer dizer que ele está realmente 
em atividade física durante todo este tempo
• Considerer
− Tempo de alongamento
− Tempo de aquecimento 
− Tempo de treino leve 
− Tempo de treino intenso
Atividade física
RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS
▪ CARBOIDRATO
• Principal fonte energética muscular (alta intensidade)
• Preservam proteínas teciduais
• Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME)
− 60 a 70% do VET em CHO
OU
− 5 a 8 g/kg de peso corporal
• Reposição de glicogênio muscular
− CHO de alto índice glicêmico
− 1,0 a 1,5 g / kg de peso corporal
− Até 2 horas após o treino (40 min + eficiente)
− Consumir 1g de proteína para cada 3g de CHO (ótima
recuperação)
Atividade física
RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS
▪ CARBOIDRATO
• Suplementos (pó, barra, gel) – apenas quando o atleta não 
consegue atingir as recomendações de energia ou CHO 
durante e após o treino
• Considerar uso:
− se o atleta treina em dois turnos no mesmo dia
− Se está passando pelo estirão de crescimento
Atividade física
RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS
▪ LIPÍDEOS
• Não deve ser restringida
• 20 a 30% do VET
• Essencial para formação de membrana celular, isolamento
térmico e armazenagem de energia metabólica, utilizada
durante exercícios prolongados.
▪ PROTEÍNAS
• SBME
− Modalidades de longa duração: 1,2 a 1,6 g/kg/dia
− Modalidades de força: 1,4 a 1,8 g/kg/dia
Tópicos da aula
1
Introdução 
2
Avaliação nutricional
3
Recomendações nutricionais
4
Adolescente Atleta
5
Planejamento nutricional
Influências
▪ Fatores externos
• Hábitos da família
• Atitudes dos pais e amigos
• Normas e valores sociais e culturais
• Mídia e fast foods
• Manias alimentares
▪ Fatores internos
• Imagem corporal, auto-estima, desenvolvimento psicológico
• Valores e experiências corporais
• Preferências alimentares
Perfil alimentar do adolescente
▪ GRUPO DE RISCO NUTRICIONAL
• Não tomar café da manhã
• Omitir refeições e substituí-las por lanches
• Consumo aumentado de industrializados e bebidas 
açucaradas
• Lanches compostos por frituras ou sabores intensos, doces e 
chocolate
• Dietas para emagrecer são recorrentes – ingestão muito 
inferior ao recomendado
MAIOR RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO 
DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS
Estimular
▪ Alimentação variada e colorida
• Folhas verdes, legumes amarelos e vermelhos, frutas, arroz, 
feijão, macarrão, pães, aveia, farelo de trigo, leite e seus 
derivados, carnes magras.
▪ Estimular o consumo de alimentos integrais
▪ Enriquecer sanduíches com verduras e legumes da
safra
▪ Escolher preparos com 
pouca gordura
▪ Usar sucos naturais
Evitar
▪ Alimentos industrializados 
• Embutidos, fiambres, sucos,
industrializados, açúcar refinado, 
guloseimas e refrigerantes
▪ Fast foods
▪ Medicamentos e suplementos 
nutricionais sem orientação 
profissional
Substâncias químicas x nutrição
▪ Álcool:
• Deficiência de vitaminas
• Interfere na absorção e no consumo
• Vitaminas do complexo B (Tiamina, B1)
− Memória e desorientação
• Deficiência de Zn
− metabolismo do álcool
• Esteatose hepática
Substâncias químicas x nutrição
▪ Anticoncepcionaloral
• Pode comprometer a massa óssea: cálcio
• Diminui a absorção de vitamina C
• Diminui níveis séricos de vitamina B6
• Redução dos níveis de ácido fólico
Transtornos Alimentares
▪ Anorexia nervosa (DSM-V)
• Recusa a manter o peso corporal sadio ou acima de um peso 
corporal menor mínimo para a idade e altura (menor que 85% 
do padrão)
Transtornos Alimentares
▪ Anorexia nervosa
• Temor intenso de ganhar peso ou de 
tornar-se gordo, ainda que esteja
abaixo do peso
• Restrição da ingesta calórica em 
relação às necessidades, levando a um 
peso corporal significativamente baixo 
no contexto de idade, gênero, trajetória 
do desenvolvimento e saúde física. 
• Perturbação no modo como o próprio 
peso ou a forma corporal são 
vivenciados, influência indevida do peso 
ou da forma corporal na autoavaliação 
ou ausência persistente de 
reconhecimento da gravidade do 
baixo peso corporal atual.
Transtornos Alimentares
▪ Bulimia nervosa (DSM-V)
• Episódio recorrentes de compulsão alimentar 
• Comportamentos compensatórios inapropriados recorrentes a 
fim de impedir o ganho de peso, 
− Vômitos autoinduzidos; 
− Laxantes,
− Diuréticos
− Outros medicamentos
− Jejum
− Exercício em excesso
• A compulsão alimentar 
e os comportamentos 
compensatórios ocorrem, 
em média, no mínimo 
uma vez por semana 
durante três meses
Transtornos Alimentares
▪ Bulimia nervosa (DSM-V)
• A autoavaliação é indevidamente influenciada pela forma e 
pelo peso corporais.
• A perturbação não ocorre exclusivamente durante episódios 
de anorexia nervosa.
Transtornos Alimentares
▪ Transtorno de Compulsão alimentar (DSM-V)
• Episódios recorrentes de compulsão alimentar. Um episódio 
de compulsão alimentar é caracterizado pelos seguintes 
aspectos
− Ingestão, em um período 
determinado de uma 
quantidade de alimento 
definitivamente maior do que 
a maioria das pessoas 
consumiria no mesmo 
período sob circunstâncias 
semelhantes. 
− Sensação de falta de controle
sobre a ingestão durante o
episódio
Transtornos Alimentares
▪ Transtorno de Compulsão alimentar (DSM-V)
• Os episódios de compulsão alimentar estão associados a três 
(ou mais) dos seguintes aspectos:
− Comer mais rapidamente do que o normal. 
− Comer até se sentir desconfortavelmente cheio. 
− Comer grandes quantidades de alimento na ausência da 
sensação física de fome. 
− Comer sozinho por vergonha do quanto se está comendo. 
− Sentir-se desgostoso de si mesmo, deprimido ou muito culpado 
em seguida
• Sofrimento marcante em virtude da compulsão alimentar.
• Os episódios de compulsão alimentar ocorrem, em média, ao 
menos uma vez por semana durante três meses.
• não está associada ao uso recorrente de comportamento 
compensatório.
Transtornos alimentares
ORTOREXIA
PALADAR INFANTIL
VIGOREXIA
DIABULIMIA 
COMER NOTURNO
Transtornos alimentares
PICA
SÍNDROME DE 
GOURMET
Transtornos Alimentares
▪ Todo tratamento para Tas deve estar associado a um 
acompanhamento psicoterápico
▪ Profissional deve ter conhecimento e experiência para 
o tratamento
• Pacientes envolvem e seduzem – não seguem orientações.
▪ Tratamento dietético
• BULIMIA: manutenção e recuperação do estado nutricional
• ANOREXIA: iniciar com kcal suficientes para cobrir o
metabolismo basal – evoluir conforme progressão.
Referências
▪ Tucunduva, PHILIPPI, S., AQUINO, Rita de Cássia. Dietética: Princípios 
para o Planejamento de uma Alimentação Saudável. Manole, 2015.
▪ BON, Avany Xavier. Atendimento Nutricional a Crianças e Adolescentes -
Visão Prática. Roca, 2014. 
▪ Vitolo, MR. Nutrição: da gestação ao envelhecimento. Rio de Janeiro: 
Rubio, 2008
▪ Cardoso, MA. Nutrição e Dietética, 2nd edição. Rio de janeiro: 
Guanabara Koogan, 2019. Disponível em: Minha Biblioteca.
▪ Lima, VCO. Nutrição e dietética II. Porto Alegre: SAGAH, 2018.
▪ WHO. The WHO Child Growth Standards. 
https://www.who.int/childgrowth/standards/en/
▪ DSM-V, Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 
Americam Psychiatric Association, Artmed, 2104.
https://www.who.int/childgrowth/standards/en/

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