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1 
 
Pediatria Lara Duarte e Júlia Costa – Turma XXXII 
TREINAMENTO DE HABILIDADES 
1.Anamnese Pediátrica 
❖ PARTICULARIDADES 
• A criança não é um adulto em miniatura (diferenças na abordagem, pois há vários 
períodos de desenvolvimento, capacidade cognitiva e de comunicação, e diferentes 
valores de referência). 
• A criança é um ser em desenvolvimento. 
• Necessidade de interlocutor (relação triangulada: médico, paciente e família). 
• Possibilidade de não cooperação. 
 
❖ CONSULTA PEDIÁTRICA 
1) Anamnese; 
2) Exame físico; 
3) Hipótese diagnóstica ou lista de problemas; 
4) Conduta ou proposta terapêutica. 
 
❖ ANAMNESE 
• Requisitos para uma anamnese adequada: completa e adequada para ao período de 
desenvolvimento (pré, puberal, pós). 
• Ambiente confortável. 
• Abordagem integral: vigilância e orientação sobre cuidados. 
• Boa aparência e vestimenta adequada. 
• Comunicação apropriada ao paciente. 
• Demonstrar disponibilidade e paciência. 
• Empatia. 
• Reconhecer as particularidades dos diferentes cenários. 
• Registro legível no prontuário. 
 
❖ ROTEIRO
• Identificação 
o Nome; 
o Prontuário; 
o Data de nascimento; 
o Idade; 
o Sexo; 
o Cor/raça; 
o Procedência; 
o Endereço; 
o Nome do informante e relação com a 
criança.
 
• Motivo da consulta 
o Registrada nas palavras do paciente ou interlocutor, entre aspas. 
o Pode haver mais de uma queixa. 
 
2 
 
Pediatria Júlia Costa e Lara Duarte – Turma XXXII 
• História da moléstia atual (HMA)
o Cronologia; 
o Quantificação ou intensidade; 
o Caracterização; 
o Fatores agravantes e atenuantes; 
o Tratamentos realizados; 
o Repercussão da doença; 
o Contato com pessoas doentes; 
o Traduzir as queixas do paciente em 
termos médicos ou, quando 
conveniente, colocar suas expressões 
entre aspas.
 
• Anamnese especial ou revisão de sistemas 
o Há algum outro problema não relatado? Ex.: constipação. 
o Perguntas fechadas abordando alterações nos diversos sistemas. 
o Particularidades nas diferentes faixas etárias 
o Lembrar de: padrão de sono, padrão de evacuação e consistência das fezes, 
comportamento de risco e resposta às frustrações em todas as crianças. 
o Nos escolares: relação com os pais, brincadeiras, queixas escolares e 
agressividades. 
o Geral: febre, aparência e emagrecimento. 
o COONG (cabeça, ouvidos, olhos, nariz e garganta): fechamento de fontanelas, 
cefaleia, acuidade visual, audição e erupção dentária. 
o AR (aparelho respiratório): tosse, “chieira”. 
o ACV (aparelho cardiovascular): cianose e palpitação. 
o AD (aparelho digestório): habito intestinal e dores abdominais. 
o AGU (aparelho geniturinário): diurese e menstruação. 
o AL (aparelho locomotor): marcha e deformidades. 
o SN (sistema nervoso): irritabilidade, desmaios e convulsões. 
 
• História pregressa ou pessoal 
o Gestação (G0P0A0); 
o Parto (APGAR, apegado à mão tipo 
e se teve problema); 
o Crescimento (curva na caderneta); 
o Desenvolvimento (curva na caderneta); 
o Alimentação; 
o Vacinação. 
 
• História patológica pregressa 
o Internações; 
o Cirurgias; 
o Acidentes; 
o Alergias; 
o Tratamento.
 
3 
 
Pediatria Lara Duarte e Júlia Costa – Turma XXXII 
• História familiar
o Pais (idade, profissão, situação conjugal); 
o Irmãos (idade); 
o Doenças; 
o Uso de drogas na família. 
 
• História social
o Composição familiar/coabitação; 
o Profissão e escolaridade dos pais; 
o Renda familiar; 
o Ambiente familiar; 
o Onde moram e dormem; 
o Saneamento básico.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Pediatria Júlia Costa e Lara Duarte – Turma XXXII 
2.Exame Físico do Recém-nascido 
❖ PARTICULARIDADES DA CRIANÇA 
• Indivíduo em desenvolvimento 
o Pôndero-estatural; 
o Neuropsicomotor; 
o Puberal. 
• Recém-nascido 
o Malformações congênitas; 
o Hipotermia. 
 
• Lactente e pré-escolar: 
o Medo, ansiedade, choro; 
o Examinar no colo, sentada ou em 
pé. 
• Escolar 
o Aprendizagem e socialização. 
• Adolescente 
o Sexualidade.
 
❖ COMO REALIZAR O EXAME FÍSICO DA CRIANÇA? 
• Ambiente tranquilo. 
• Voz suave. 
• Evitar despir, conter ou forçar a 
criança. 
• Contar com a ajuda dos pais. 
• Realizado no sentido cefalocaudal. 
• Procedimentos que requerem 
tranquilidade devem ser feitos 
primeiro. 
• Procedimentos estressantes devem ser 
feitos por último (otoscopia, exame da 
orofaringe). 
 
❖ OBSERVAÇÃO GERAL 
• Postura e atitude; 
• Atividade espontânea; 
• Tônus muscular; 
 
 
• Fácies; 
• Estado de consciência; 
• Relacionamento com os pais. 
 
❖ MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS 
• Comprimento: até 2 anos. • Altura: após os 2 anos.
• Velocidade de crescimento 
 
• Peso: até 16 kg medir sentado. 
 
 
 
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Pediatria Lara Duarte e Júlia Costa – Turma XXXII 
• Crescimento no primeiro ano de vida 
 
 
• Perímetro cefálico: medido até o 2° ano de vida, em toda consulta. 
• Perímetro torácico: mede rotineiramente só ao nascimento. 
• Perímetro abdominal. 
 
➢ Todas essas medidas devem ser registradas na caderneta da criança. Existe diferença 
entre os sexos. 
 
 
 
 
❖ SINAIS VITAIS 
• Frequência respiratória 
 
• Frequência de pulso 
 
• Pressão arterial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
Pediatria Júlia Costa e Lara Duarte – Turma XXXII 
❖ ECTOSCOPIA 
• Impressão geral do paciente. 
• Estado e consciência. 
• Grau de atividade. 
• Aparência: saudável ou enfermo. 
• Estado de hidratação e nutrição. 
• Contato. 
• Estado emocional. 
• Observar: fáscies de Síndrome de 
Down, palidez, cianose, icterícia. 
 
❖ CABEÇA 
• Tamanho: macrocefalia e microcefalia. 
• Fontanelas: anterior e posterior. 
o Observar fechamento (pode ocorrer diferença de forma e simetria), presença de 
abaulamentos e deformidades. 
• Forma e simetria: Braquicefalia, turrincefalia, plagiocefalia, escafocefalia e 
dolicocefalia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
Pediatria Lara Duarte e Júlia Costa – Turma XXXII 
• Olhos: hipo e hipertelorismo (distância entre os olhos), prega epicantal, posição da 
fenda palpebral, tamanho da fenda palpebral. 
 
 
o Blefarofimose. 
o Teste do reflexo vermelho: retina (branco: retinoblastoma / vermelho: normal). 
o Estrabismo (neurológico ou déficit de respiração unilateral). 
o Catarata congênita (opacificação). 
o Celulite periorbitária. 
 
• Orelhas: posição e forma (fossetas e apêndice pré-auricular). Otoscopia no final da 
consulta. 
 
 
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Pediatria Júlia Costa e Lara Duarte – Turma XXXII 
• Nariz: avaliar sinal de esforço respiratório, conformação do nariz, simetria, desvio de 
septo, realizar rinoscopia anterior. 
 
 
 
 
• Boca 
 
 
 
 
 
 
 
❖ GARGANTA 
• Usa-se o abaixador de língua. 
• Observar os lábios, mucosa oral, palato, dentes, língua, gengiva, assoalho da boca, 
úvula, condição das amígdalas e orofaringe. 
• Observar aumento da tireoide, dos linfonodos cervicais. 
• Avaliar se há presença de hiperemia, edema, hipertrofia e secreção. 
 
❖ PESCOÇO 
 
 
 
 
 
 
 
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Pediatria Lara Duarte e Júlia Costa – Turma XXXII 
❖ PULSOS 
• Verificar pulsos carotídeo, braquial, radial, femoral, poplíteo, tibial posterior. 
❖ TÓRAX 
• Inspeção 
o Forma, simetria, mobilidade. 
o Rosário costal (sinal de 
raquitismo). 
o Lesões de pele; 
o Respiração: padrão abdominal 
no RN. 
o Sinais de esforço. 
o Ictus cordis. 
o Mamas. 
• Palpação 
o Frêmito com choro no RN. 
o Percussão. 
o Palpação do ictus cordis. 
• Ausculta 
o Respiratória. 
o Cardíaca (sopro). 
 
❖ ABDOME 
• Inspeção 
• Ausculta 
o Peristaltismo. 
• Percussão 
o Delimitação de vísceras. 
o Sensibilidade. 
o Ascite. 
• Palpação superficial 
o Sensibilidade. 
o Turgor e elasticidade da pele. 
o Tensão da parede abdominal. 
• Palpação profunda 
o Fígado normal até 3 cm do 
rebordo costal até os 5 anos. 
o Baço pode ter a ponta palpável. 
o Lojas renais: rins palpáveis.
❖ DESENVOLVIMENTOPUBERAL 
 
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Pediatria Júlia Costa e Lara Duarte – Turma XXXII 
 
❖ GENITÁLIA FEMININA 
• Hímen perfurado 
• Sinéquia (fusão) de pequenos lábios 
• Vulvovaginite inespecífica 
 
❖ ANOMALIAS ANORRETAIS 
• Ânus imperfurado 
• Agnesia de ânus 
 
❖ COLUNA VERTEBRAL 
• Paciente parado: avaliar curvaturas 
da coluna (escoliose, cifose e 
lordose), coluna bífida, 
meningomielocele, fistulas, pontos 
dolorosos 
 
❖ GENITÁLIA MASCULINA 
• Epispádia e hipospádia 
• Criptorquia a direita 
• Hérnia inguinal 
 
❖ ARTICULAÇÃO COXO-FEMORAL 
• Avaliação de displasia de quadril 
o Manobra de Ortolani 
 
❖ DISTÚRBIOS DA DIFERENCIAÇÃO 
SEXUAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Pediatria Lara Duarte e Júlia Costa – Turma XXXII 
❖ JOELHOS E PÉS 
• Paciente andando, verificar: 
o Varismo e valgismo dos joelhos e 
dos pés. 
o Movimento da cintura escapular 
e da cintura pélvica. 
o Movimento dos membros 
superiores. 
o Curvatura dos joelhos e dos pés. 
o Sinais inflamatórios e limitações 
de movimento. 
❖ REFLEXOS TRANSITÓRIOS DO RN 
• Integridade do SNC: 
o Fossadura; 
o Sucção; 
o Preensão palmar; 
o Preensão plantar; 
o Moro; 
o Tônico cervical; 
o Apoio plantar; 
o Marcha; 
o Cutâneo plantar.
 
❖ SINAIS DE IRRITAÇÃO MENÍNGEA 
• Rigidez da nuca: resistência á flexão passiva da cabeça. 
• Brudizinski: flexão dos membros inferiores quando se mantem a flexão do pescoço 
por alguns segundos. 
• Kerning: extensão passiva do joelho fletido sobre quadril em ângulo reto provoca dor 
(nuca) e resistência ao movimento. 
 
❖ EXAME FÍSICO DA CRIANÇA 
• Lavar bem as mãos. 
• Respeitar as diferenças. 
• Paciência. 
• Leveza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Pediatria Júlia Costa e Lara Duarte – Turma XXXII 
3.Radiografia de tórax na criança 
❖ CARACTERÍSTICAS DA RADIOGRAFIA 
• A radiografia é um tema muito denso e, quando se trata na radiografia de criança, a 
maior parte dos problemas acontecem em pacientes menores de 7 anos. Isso porque 
o tórax é mais delgado e qualquer variação no tamanho e na movimentação do tórax 
gera grandes consequências técnicas para quem vai avaliar devido ao tamanho do 
tórax. 
• O desafio é tentar identificar as estruturas, quais são as características de transparência 
que essas estruturas nos fornecem ao serem atravessadas pelos raios e perceber que 
apesar da radiografia do tórax ser bidimensional, ele mostra altura e profundidade. 
Porém, o tórax é tridimensional, com a largura. 
• Sendo assim, existem 2 tipos de radiografia: póstero-anterior (PA) e perfil (lateral). 
 
❖ ESTRUTURAS ANATÔMICAS 
 
• Traqueia: se bifurca na altura da 
carina. 
• Carina: se localiza na altura da 
inserção da 2° costela, no manúbrio 
esternal ou ângulo de Louis. 
• Arco aórtico. 
• A. pulmonar direita. 
• A. pulmonar esquerda. 
• Átrio direito: insinuação da veia cava 
superior entrando no AD. 
• Átrio esquerdo. 
• Ventrículo esquerdo: No perfil, VD é 
anterior e o VE é posterior. 
• 2 hemicúpulas diafragmáticas direita 
e esquerda: a da direita é um pouco 
mais alta devido ao fígado. 
<- A.Pulmonar E 
 
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Pediatria Lara Duarte e Júlia Costa – Turma XXXII 
❖ DIVISÃO DO PULMÃO 
 
• Pulmão direito: possui 3 lobos (superior, médio e inferior). Há duas fissuras: oblíqua e 
horizontal. 
o O lobo superior toma mais o terço superior nos dois tipos de radiografias. 
 
o O lobo médio toma quase toda a metade inferior torácica do hemitórax direito na 
radiografia póstero-anterior e a porção anterior da radiografia de perfil. 
 
o O lobo inferior é observável pela transparência do lobo médio, tomando toda a porção 
posterior. Quase não aparece em radiografia PA. 
 
 
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Pediatria Júlia Costa e Lara Duarte – Turma XXXII 
• Pulmão esquerdo: possui 2 lobos (superior e inferior). Possui somente a fissura 
oblíqua. 
 
o Lobo superior: toma toda parte anterior do tórax. 
 
o Lobo inferior: toma toda a parte póstero-inferior. 
 
 
 
 
 
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Pediatria Lara Duarte e Júlia Costa – Turma XXXII 
❖ REQUISITOS PARA AVALIAÇÃO DE UMA RADIOGRAFIA 
• Identificação: nome completo, idade, local de realização, data e definição 
direito/esquerdo. Exemplo: pode causar confusão em pacientes com Situs inversus totalis. 
A bolha gástrica e ápice do coração estão na direita e o fígado na esquerda. 
 
• Posicionamento do paciente: na imagem 2 abaixo, as cabeças das clavículas deveriam 
estar alinhadas com o plano mediano (equidistantes). Os espaços intercostais estão 
maiores do que do outro lado, que está horizontalizado. Escápulas fora do plano. 
 
 
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Pediatria Júlia Costa e Lara Duarte – Turma XXXII 
• Colimação/enquadramento: em uma radiografia, deve aparecer a porção superior do 
abdome, vértebras cervicais, parte mole lateralmente (paciente pode ter enfisema 
subcutâneo), recessos costofrênicos direito e esquerdo. 
 
• Dosagem/penetração: raio deve ser bem centralizado e atravessar o tórax, atenuando as 
estruturas. Deve-se observar os discos intervertebrais e a silhueta do coração. Se aparecer 
cartilagens intercostais, é sinal de muita penetração. 
 
• Insuflação/inspiração: o paciente precisa encher o tórax de ar. Em crianças é mais 
complicado. Os arcos costais anteriores devem coincidir na altura do 6-7° arco costal com 
a cúpula diafragmática. O coração está aumentado na imagem dois devido à técnica. 
 
 
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Pediatria Lara Duarte e Júlia Costa – Turma XXXII 
❖ INTERPRETAÇÃO DO RX DE TÓRAX (ABCs) 
 
• Abdome: observar situs visceral, massas, ar livre, calcificações, alças intestinais e 
contorno diafragmático. 
o Deve buscar se não há sinal de duplo contorno na topografia do fígado, onde 
poderia intercorar entre o fígado e o diafragma -> pneumoperitônio. Também se 
observa o contorno diafragmático. Na imagem, a criança apresenta uma hérnia 
diafragmática na esquerda. 
 
 
• Bones (ossos): fraturas, anomalias e massas. 
o Busca-se por fraturas, sinal de raquitismo (rarefação óssea -> achado: rosário 
costal). 
 
 
 
 
 
 
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Pediatria Júlia Costa e Lara Duarte – Turma XXXII 
• Chest (tórax): observar as vias aéreas (patência, posição, tamanho e forma), 
mediastino (posição, tamanho e forma), coração (posição, tamanho e forma) e pulmão 
(volume, vascularidade, densidade - opacidade). 
o Tórax normal: a transparência (atenuação que o raio sofre) fica nessa densidade 
da figura abaixo. Consegue ver trama (costelas), um pouco de hilo até o começo do 
terço médio do pulmão, depois somente parênquima pulmonar. Observa-se as 
cúpulas diafragmáticas, convexas. 
 
o Identificação dos folhetos diafragmáticos: o direito é um pouco mais alto que o 
esquerdo. 
 
 
• Partes moles: edema departes moles e corpo estranho. 
 
❖ OS 3 “T” (Técnica, traps e tubos/catéter) 
• Técnica 
o Posição: caso não seja adequada, pode ter impressão que os órgãos estão maiores 
ou deslocados. Paciente deve estar em ortostatismo. 
 
 
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Pediatria Lara Duarte e Júlia Costa – Turma XXXII 
o Inspiração: a primeira imagem é pouco insuflada e a segunda adequada. Há 
diferença o coração (a relação entre o diâmetro transverso do coração e do maior 
diâmetro do tórax deve ser menor que 0,6 -> Índice cardiotorácico) e da 
transparência. 
 
o Expiração. 
o Movimento. 
 
• Traps: timo, pregas cutâneas, artefatos e tamanho do coração. 
o O paciente pode possuir muitas dobras como na figura abaixo. A seta indica uma 
hipotransparência na região, o que pode significar que a radiografia foi realizada 
dentro de uma incubadora. 
 
 
 
 
 
20 
 
Pediatria Júlia Costa e Lara Duarte – Turma XXXII 
o Timo: evidente em lactentes e RN. É normal a presença do timo. É um alargamento 
do mediastino, pode ser visto pelos dois tipos de radiografia. Na incidência PA, a 
largura normal da imagem deve ser igual ou superior ao dobro da largura da 3° 
vértebra torácica. As dimensões inferiores significam involução do timo-> infecção 
ou estresse. Mostra o sinal da vela, que parece uma vela de barco na direita, ou 
sinal das ondas na esquerda. Mais observável na inspiração. 
 
o Tuberculose: diagnóstico suspeito que pode aparecer em radiografias onde o 
paciente estava com o cabelo para frente na hora da radiografia. Com e sem cabelo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Pediatria Lara Duarte e Júlia Costa – Turma XXXII 
• Tubos e cateteres 
 
❖ TÓRAX PATOLÓGICO 
• Podem ocorrer em crianças, mas com pouca chance. Possui dois tipos: 
 
1) Alterações de volume (com rarefação de parênquima): 
o Atelectasia: alterações de volume. Há um fechamento de um segmento do pulmão, 
que pode se dar por diversas situações (tumor, pneumonia ou corpo estranho). A 
imagem mostra uma no lobo superior. Puxa algumas estruturas -> puxou o coração 
e elevou o diafragma na direita. A massa empurra as estruturas. 
 
 
 
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Pediatria Júlia Costa e Lara Duarte – Turma XXXII 
o Crianças podem engolir objetos. 
 
 
 
 
o Atelectasia total: desvia as estruturas. 
 
 
 
 
 
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Pediatria Lara Duarte e Júlia Costa – Turma XXXII 
2) Alterações do parênquima 
o Consolidação: o achado é o broncograma aéreo -> parte preta embaixo do 
retângulo branco. É o brônquio cheio de ar dentro e uma consolidação. 
 
o Exemplo: pneumonia redonda -> se tiver o sinal da silhueta cardíaca no PA, é 
indicativo de pneumonia na região posterior. É importante pedir a radiografia de 
perfil. Imagem abaixo. 
 
o Infiltrado: opacificação difusa do parênquima pulmonar. 
 
 
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Pediatria Júlia Costa e Lara Duarte – Turma XXXII 
o Abcesso: observa-se uma linha de nível de pus (depende da etiologia da doença). 
Quando a criança modificar o decúbito (lateral direito), deve-se observar se o 
líquido muda de posição. 
 
o Bronquiectasia: é um aumento do diâmetro dos brônquios. É melhor visto na 
tomografia. Na radiografia, observa-se uma “sujeira” dos hilos pulmonares, uma 
ramificação mais visível. Na tomografia, é mais evidente, pois como os vasos 
andam junto com os brônquios. Densidades menores como ar e sangue são pretas, 
logo se o diâmetro dos brônquios for maior que o diâmetro do vaso -> 
Bronquiectasia. Sinal do anel de sinete. Está ausente na imagem, mas em um corte 
transversal do brônquio, há a tríade de trem (septações). 
 
 
 
 
 
 
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Pediatria Lara Duarte e Júlia Costa – Turma XXXII 
❖ AVALIAÇÃO DO ESPAÇO PLEURAL 
• Derrame pleural: o líquido se interpõe entre a pleura visceral e a pleura parietal. 
Perceba que é possível observar o canto do recesso costofrênico esquerdo, mas não é 
possível na direita. Agora na radiografia de perfil, os diafragmas devem ter um formato 
côncavo. Na radiografia B, é possível observar o sinal do menisco ou linha de Damazo, 
indicando um processo de derrame pleural. Se não estiver muito visível, realizar 
radiografia deitado (incidência de Laurel ou incidência de decúbito lateralizado com 
raios horizontalizados). No caso, deitado para a direita, o líquido irá escorrer.

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