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U N I D A D E H A B I T A C I O N A L M A R S E L H A E S P A Ç O P Ú B L I C O Com a obra arquitetônica, Le Corbusier esperava transformar o ideal de desenvolvimento urbano em todo o mundo. Isso nunca ocorreu, embora a ideia de grandes conjuntos residenciais comuns, cheios de apartamentos individuais e inseridos em um ambiente de parque inspirou muitos discípulos. Le Corbusier exibia uma predileção por uma estética áspera e concreta chamada béton brut, que expunha os grãos de madeira que eram usados nas formas de fundição. A difusão desse estilo levaria à vertente da arquitetura chamada brutalismo, principalmente na década de 1970. A construção decore no período em que a Europa ainda sentia os efeitos pós 2ª Guerra Mundial, onde estava passando por uma reconstrução e a população necessitava ser realocada. Sendo assim Le Corbusier concebeu a primeira de uma série de “Unités d’Habitation”, onde deveriam ser dispostas 1600 habitantes. Esta inclusive vencedora de uma premiação. O projeto é uma união entre o arquiteto, o projeto, o território e a cidade. Representa uma ideia de concretização, que consegue oferecer uma maior limpeza e circulação urbana aos seus habitantes. A unidade foi implantada em quatro terrenos diferentes antes de encontrarem o seu lugar no Boulevard Michelet, Cité Radieuse Le Corbusier 280 nos “bairros elegantes” Marselha, França. Num parque de aproximadamente quatro hectares o edifício é projetado em uma única quadra, elevado por pilotis, deixando a passagem livre para a circulação de pedestres. O edifício nos seus primeiros anos, se destacava pela sua imponência, hoje em dia se enquadra com o entorno construído, se destacando pela sua história e importância arquitetônica, não comente pelo seu gabarito. Nos dias atuais existem muitos edifícios com características semelhantes, altura, métodos construtivos etc I M A G E M F A C H A D A I M A G E M P I L O T I S P L A N T A L I V R E T É R R E O P L A N T A L I V R E Á R E A S C O M U N S A C E S S I B I L I D A D E E N T R A D A P E D E S T R E S E D I F I C A Ç Ã O E N T R A D A V E Í C U L O S L O C A L I Z A Ç Ã O E M M A R S E L H A , F R A N Ç A E N T O R N O I M E D I A T O V O L U M E C I R C . C E N T R A L 8 A U A D - B I A N C A E M A I A R A Z O N A S E R V I Ç O S T E R R A Ç O J A R D I M P L A N T A L I V R E A P A R T A M E N T O S S E T O R I Z A Ç Ã O - C O R T E T R A N S V E R S A L A base para a criação do projeto foi as viagens do arquiteto realizadas em navios, onde as pessoas tinham suas cabines individuais, mas saindo delas todos tinham contato além de qualquer serviço básico necessário na parte superior do mesmo, juntamente com as áreas de lazer. A construção é baseada em um único bloco isentos levantado sobre pilares, liberando, assim, todo o solo para jardins e áreas de lazer, e sua estrutura de concreto armado semelhante a uma prateleira. A secção transversal representada como duas galerias apartamentos estão interligados de tal modo que existe um corredor de acesso à central de três níveis, optimizar o fluxo do espaço. O foco do projeto era a vida comunitária para todos os moradores, um lugar para fazer compras, divertir-se, viver e socializar, uma "cidade-jardim vertical”. A ideia baseou-se em trazer a vila para dentro de um volume, permitindo aos habitantes terem seus próprios espaços privados. T E R R A Ç O J A R D I M , P I S T A C O R R I D A , E N F E R M A R I A , E S P A Ç O S O C I A L E E T C A P A R T A M E N T O S - P R I M . T I P O S U P E R I O R E S E S E G . T I P O I N F E R I O R E S A P A R T A M E N T O S - P R I M . T I P O S U P E R I O R E S S E G . T I P O I N F E R I O R E S E Z O N A S E R V I Ç O S Le Corbusier inventou ali uma unidade de medida baseada nas dimensões de um homem de 1m83 para determinar os volumes de todo o edifício: altura do teto a 2,26m, altura dos elementos da cozinha a 0,70m que em um espaço que favorece a ergonomia do uso. Esta unidade de medida é simbolizada por um homem com o braço levantado (2,26m) incorporado pelo Modulor. U N I D A D E H A B I T A C I O N A L M A R S E L H A 8 A U A D - B I A N C A E M A I A R A U N I D A D E H A B I T A C I O N A L D E M A R S E L H A As 337 células são desenhadas de acordo com 23 tipologias diferentes. As duas tipologias de apartamento mais comum são constituídas em “duplex”, intitulados de acordo com a sua posição, “inferior” e “superior” ou “descendente” e “ascendente”. As diferentes tipologias foram projetadas para acomodar famílias de 1 a 10 pessoas. As células medes de 15,50 m², sendo o módulo básico tipo a, até o tipo H que mede 203 m². Um apartamento tipo E é o volume mais frequente. Projetado para 4 habitantes, mede 98m². Observe que existem especificidades entre tipos. I N T E R I O R B A L C Õ E S T I P O S U P E R I O R S E G U N D O P I S O T I P O S U P E R I O R P R I M E I R O P I S O T I P O I N F E R I O R P R I M E I R O P I S O 1 2 3 4 A P A R T A M E N T O T I P O S U P E R I O R A P A R T A M E N T O T I P O I N F E R I O R C O R R E D O R D E C I R C U L A Ç Ã O I N T E R I O R D U P L E X Z O N A D E S E R V I Ç O S C I R C U L A Ç Ã O I N T E R N A O conjunto de 337 células justapostas horizontalmente e verticalmente, molda um bloco paralelepipédico com cerca de 135,5 metros de comprimento, 24,4 de largura e 50 de altura. A sua conjugação forma um paralelepípedo composto por três pisos, com um vazio central no piso intermédio que constitui uma secção de uma das cinco “ruas interiores” do bloco habitacional. Estas ruas dão acesso às células e “rasgam” o edifício longitudinalmente. Dentro do edifício há uma “rua” comercial para uso prioritário dos moradores, contendo diversos tipos de comércios e serviços para os mesmos trabalharem e usufruírem, como salas de reuniões, um restaurante, um hotel para visitantes, uma lavanderia e outros serviços de alimentação. Já na cobertura há áreas comuns como piscina, enfermagem, sala de ginástica, ginásio coberto e até mesmo uma pista de corrida e creche. T I P O I N F E R I O R S E G U N D O P I S O O projeto foi concebido a partir de vigas e pilares feitos de concreto armado moldado em loco, formando uma grelha estrutural conectada ao solo por pilotis. Encaixada nesse sistema estão as unidades habitacionais, fornadas por componentes pré-fabricados. estão também presentes os 5 pontos desenvolvidos por ele na década de 1920. A construção em concreto armado aparente, que era o material mais acessível na Europa pós-guerra, caracterizava o estado da vida após a guerra - áspera, desgastada e implacável. Os materiais utilizados são de concreto aparente e acabamento de vidro, sem enfeites, sem elegância, tanto interiores como exterioresA fachada é protegido pela copa, é elementos pré-fabricados deste material U N I D A D E H A B I T A C I O N A L D E M A R S E L H A O fato de cada apartamento possuir uma abertura em cada uma das fachadas permite a existência do efeito-chaminé e da ventilação cruzada, promovendo constante renovação do ar e sua adequação à temperatura interna sem a necessidade de equipamentos de condicionamento do ar ou da temperatura Os andares maiores na área do mezanino e fachadas voltadas para leste e oeste, possibilitam a ventilação cruzada, que compensa as plantas longas e estreitas. O edifício é construído com base no princípio da verticalidade para favorecer a distribuição da luz e, em contraste com a cidade horizontal, devorando o espaço. Alguns dos elementos-chave desse conceito: o plano livre associado à janela de sacada, que torna a largura da sala permite otimizar a luz do sol; a elevação do edifício sobre palafitas liberta o chão e a vista; o terraço oferece uma área de lazer longe do barulho; o para-sol deixa o sol entrar e protege do calor no verão. O estudoda incidência dos raios solares o longo do dia permitiu que Le Corbusier projetasse dispositivos de controle térmico e de iluminação, o chamado brises soleil. I M A G E M E S C A D A E X T E R N A R E P R E S E N T A Ç Ã O G R E L H A E S T R U T U R A L I N C I D Ê N C I A S O L A R D A T A R D E I N C I D Ê N C I A S O L A R D A M A N H Ã